EntreContos

Detox Literário.

Vagante (Gilson Raimundo)

Não se pode precisar quanto tempo faz, nem qual versão da história seria a mais fiel. Quando alguém a conta, ela se altera segundo a empolgação do narrador, uns adicionam e outros subtraem, no mais, pode ser apenas delírios de alguns malucos menestréis em busca de trocados nas vilas miseráveis em torno da floresta. Tenho também minha versão, espero registrá-la fielmente como me foi contada e recontada em minha mais doce infância.

Alguns dias eram suficientes para vencer a travessia pelas trilhas da mata até o vale vizinho, em outros tempos seria uma agradável aventura, os viajantes cordiais apoiavam-se uns aos outros e novas amizades eram sacramentadas embaixo das grandes copas das árvores, agora não existia confiança. A pobreza aumentava motivada pela ganância dos senhores locais, revoltas camponesas varriam as terras do leste, os povos do sul enxotavam os degredados maltrapilhos que sem recursos apelavam aos saques ou infestavam as pequenas cidades com suplicas de caridade.

Seu primeiro encontro foi inusitado, algo imponderado como tudo em sua vida. Não escolhemos o que somos, podemos apenas aperfeiçoar aquilo em que nos tornamos. Cada dia, cada aprendizado é uma partícula de areia no grande deserto dos corações solitários, e naquele em particular nada germinava, mesmo as piores coisas não sobreviviam ao se alimentar de tantas amarguras, com o tempo ele mesmo se tornou uma delas, era somente uma alma perdida em meio à desilusão.

A noite fria embalada por ruídos lúgubres ocultava sua dor, apesar de toda aquela escuridão sabia que o ferimento em sua perna possuía gravidade, ao se libertar certamente não iria muito adiante, o cheiro do sangue era um convite para criaturas famintas, serviria de repasto aos cães sarnentos, um fim indigno para quem viverá sempre só e na morte permaneceria assim.

Alguns arbustos próximos se moveram levemente, alertado pelo som tentou descobrir seu algoz. Galhos finos se partiam, a sensação de ser observado eriçavam todos os pelos de sua nuca. Esperava logo o ataque, queria um fim abreviado pois já estava conformado com o fracasso da empreitada. A luta não era necessária, não haveria glória em prolongar o sofrimento, se entregou de alma escancarada.

Brilhante é aquele que no silêncio não precisa palavra alguma para dizer tudo que seja necessário. Um olhar mesmo que turvo pela noite selou a amizade improvável entre dois seres totalmente antagônicos. O cheiro do medo esvaia-se dissipado pela brisa, o sorriso da alma antes seca e improdutiva reascendia a esperança naquele par de corações que já não se permitiam sonhar. Os desajustados acabam se atraindo.

Seguir seu destino solitário não era mais possível, apiedou-se daquela estranha criatura, seus olhos escoriam compaixão. A solidão era muito fria, mesmo que apenas por mais uma noite, quiçá por toda uma jornada.

Achegou-se ao cativo, com um pouco de desconfiança tentou força a armadilha. Um gemido de dor ressoou baixinho, qualquer barulho alertaria os predadores. Com jeito a mola se soltou, sua perna finalmente não sentia a pressão covarde do metal sem vida. Livre daquela armadilha, não sabia que estava entrando numa outra bem mais elaborada, dali em diante estavam presos pelos laços da amizade,unidos por um pacto invisível.

Naquela mata de aura tensa, quando os viajantes perdidos se entregam ao desespero, os vagantes se põem à espreita. Mas esta não é uma história de punição, é um conto de esperança, enquanto houver caráter, o andarilho das sombras não vai desistir, ele conhece todos os caminhos da salvação.

Com a peste brutal fazendo sua filha minguar tossindo e sangrando, tendo as entranhas feridas pela triste dor da fome, Ana muitas vezes preferiu a morte, mas esta não a levou. O marido laborava inútil sem prover o sustento até que um dia encontrou sua bela flor estagnada sobre o leito, nem o consolo da esposa obteve. Perdeu a filha para a miséria e a mulher para demência.

Ana partiu sem rumo distinto, atordoada pela tragédia, queria apenas caminhar, não se preocupava com os espinhos da trilha, andou sentindo as bolhas nos pés, nos seus pensamentos um último sorriso da filha. Cada vez mais alheia ao mundo se jogava nos braços das sombras, caminhava por cantos desconhecidos, mais inóspitos que seu coração ferido.

Sem saber se era dia ou noite devido à penumbra reinante, a mulher cansada sentou, seu pranto insano ecoava por entre as árvores embora vivente algum pudesse ouvir. A cada gota que despencava direto ao solo era uma recordação da menina que injustamente partiu. A dor da ausência rasgava seu peito outrora vibrante, a culpa da covardia açoitava seu espirito cansado. Os dias felizes lentamente insinuavam-se rompendo a dor. Nos manhãs de primavera, banhados pela chuva fina o esposo e a filha corriam pelos campos, não havia penúria capaz de suplantar a cumplicidade dos dois, seus olhos brilhavam por ter sido agraciada com momentos preciosos.

Ela tinha um marido que a filha muito amava, em algum lugar tinha alguém a esperar, provavelmente chorando por sua ausência. Ela tinha um lar ao qual retornar.

Suspirando olhou em torno de si. Era tudo igual. As árvores, as pedras, a escuridão e nenhuma referência, não sabia como seus passos a conduziram àquela estranha vereda. Não chorou, o tempo havia passado. Sua humilde casa estava além da mata cerrada. Decidiu seguir adiante guiada apenas pela saudade.

Quando se faz jus, o milagre sempre acontece.

Um leve tilintar de correntes parecia aumentar cadenciadamente, um vulto disforme emergia da escuridão, ela sentiu medo vendo o bailar sinistro das sombras, diante de si a visão se tornava nítida. Não reagiu, um gosto de cobre inundou sua boca, as pernas criaram raízes na presença do Vagante e sua criatura bizarra.

Não era como nos mitos cantados ao som de alaúdes a troco de ninharias.

O aviador com seu charme sinistro mancava guardado por sua sobrecapa de couro, na testa sobre o capuz que aquecia as orelhas o agora inútil óculos de pilotagem mais parecia o resquício de um par de cornos, algo entre o diabólico e terno, seu rosto cândido ostentava uma rala barba a fazer e um belo olhar sedutor. Na mão direita uma antiga mala de viagem já gasta pelo atrito dos dias escondia seus mistérios ou lembranças de um tempo esquecido, quem sabe seriam seus instrumentos de flagelo junto com as prendas de suas vitimas. Na outra mão pendia uma corrente dourada atada a seu fiel companheiro, um ser ameaçador e cômico, forçando um pouco a visão parecia uma mistura de porco e diabo com suas presas retorcidas fugindo da boca indo ao encontro dos olhos, seu focinho comprido arfava farejando o espaço, o corpo coberto por pelos hirsutos comungava com a rusticidade da mata.

Sem reação, Ana mantinha-se imóvel. As histórias contadas traziam sempre tristeza, ela temia punição, conhecia seu crime e finalmente encarava seu juiz. Num instante de lucidez, de tudo que poderia pensar, ela apenas recordava da paz que desejava alcançar, sabia que algum lugar seria melhor que ali e novamente teria em seus braços aquela a quem tanto amou.

Aos poucos foi se acalmando, os pensamentos fluíam em paz, o arrependimento sincero purificou sua alma, já não temia o carrasco, muito menos seu destino, perto do fim o vento acalentava sua face, ela sentia-se bem.

Sentando-se sobre sua carga, o Vagante não encarrava uma mulher, ele media uma alma. Sabia do passado e estudava o futuro.  Não houve impasse. Ana seria conduzida ao lar se no momento certo concordasse em lhe pagar o soldo cobrado.

Sem saber o valor da excursão ela assentiu sem barganhar. Os três formaram uma estranha comitiva rumando em direção à orla da floresta. Em meio a conversas amenas os passos tornavam se leves, um grande peso ia ficando para traz acobertado pelo silêncio da floresta.

Próximo de casa, a divida deveria ser quitada. Um preço modesto foi colocado. O guia dos desafortunados, o vagante aviador exigiu da mãe aquilo que mais dor a seu coração poderia causar.

Ela mergulhou em seu refugio, minutos solenes se perderam no aguardo, de dentro da cabana trágica surgiu tendo em mãos um pequeno lenço misericordioso que os últimos suspiros da filha abafou.

A mãe filicida mereceu a redenção, aquele pequeno trapo usado para fim hediondo foi cuidadosamente dobrado e guardado num canto perdido da memoria, ao lacrar sua mala os pecados mortais foram eximidos.

Uns contam que o homem guiava a fera, outros que a fera dominava o homem. Uns dizem que ele resgatava os vivos, outros que arrebanhava os mortos, mas agora perdido, esta foi a história que eu quis contar, é nela que devo acreditar.

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53 comentários em “Vagante (Gilson Raimundo)

  1. Bia Machado
    23 de junho de 2017

    Bora lá, rascunhei o comentário no meu trabalho. O conto tem muitas metáforas e o que se pretende com elas é um efeito que infelizmente é prejudicado por conta dos erros gramaticais. Geralmente digo que isso não me atrapalha, mas no caso desse texto o efeito foi prejudicado, sim. Ainda sobre o desenvolvimento, não sei se deixei escapar alguma coisa, mas se fiquei sem entender, peço perdão. A mim me pareceu que era mais de um foco narrativo.
    Sobre as personagens, não chegaram a me envolver, embora tenham certa originalidade. Quanto a Ana, senti que o autor passou bem todo o drama daquela mulher.
    Gostei do conto, em muitos momentos fui levada pelas imagens construídas durante a leitura. Eu gostaria de ver um texto mais bem organizado desse autor/autora.
    O tema está ok, os elementos principais da imagem estão lá, porém par a trama não precisaria que fossem desse jeito. Ficaram meio que dispensáveis, então.

  2. Daniel Reis
    23 de junho de 2017

    (Prezado Autor: antes dos comentários, alerto que minha análise deve se restringir aos pontos que, na minha percepção, podem ser mais trabalhados, sem intenção de passar uma crítica literária, mas uma impressão de leitor. Espero que essas observações possam ajudá-lo a se aprimorar, assim com a leitura de seu conto também me ajudou. Um grande abraço).

    Vagante (Tom Resmo)

    ADEQUAÇÃO AO TEMA: está lá, em “O aviador com seu charme sinistro mancava guardado por sua sobrecapa de couro(…)”. Inclusive, para melhor entendimento, algumas vírgulas seriam obrigatórias, nessa e em outras frases…

    ASPECTOS TÉCNICOS: a introdução me pareceu desnecessária. Incomodaram um pouco, também, os exageros nas figuras de linguagem, como em “partícula de areia no grande deserto dos corações solitários”, ou “A dor da ausência rasgava seu peito outrora vibrante, a culpa da covardia açoitava seu espirito cansado”. A meu ver, tais construções, ao invés de poéticas, soam convencionais, pelo excesso de uso.

    EFEITO: o texto, pelo exposto anteriormente, ficou um pouco cansativo, e o final também ficou aquém da expectativa, e parece ter sido implantado para justificar a abertura. Boa sorte!

  3. Felipe Moreira
    22 de junho de 2017

    Tom, seu texto ficou mal estruturado. Talvez seja até sua intenção deixá-lo dessa maneira, mas oscila demais ao longo do caminho. Você utiliza metáforas pra criar reflexões a partir das tragédias dentro dessa família, no entanto, não se sabe ao certo quem é quem ou qual sua função na trama.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  4. Thiago de Melo
    22 de junho de 2017

    Amigo Tom,
    Camarada, achei o conto um pouco confuso de acompanhar. Pelo que entendi, foram como duas histórias ao mesmo tempo, o aviador conhecendo o javali, retirando-o de uma armadilha e os dois ficando amigos, depois tem a história da família destruída, com a mãe infanticida. Achei que ficou um pouco confusa a mistura, mas segui adiante na leitura e no geral gostei da sua história.
    Alguns parágrafos no meio foram como pequenos soluços na história. São reflexões que não ajudam a conduzir a história. Quem estava pensando aquelas coisas? O cara da mala? O pai da menina? O próprio narrador? Esses trechos ficaram meio perdidos no meio da história e não agregaram muito no desenvolvimento da trama.
    Apesar de tudo, achei que o desfecho, revelando que a mãe é uma infanticida, pelo meno pra mim, foi bastante surpreendente, o que ajuda na qualidade da sua história.
    Parabéns!

  5. Andreza Araujo
    21 de junho de 2017

    Numa primeira leitura, pensei que o aviador era o marido de Ana, e quando cheguei ao final fiquei confusa, pois não fazia sentido seu marido ser o seu salvador ou a sua consciência. Mas reli e entendi melhor. Acho que a separação entre as histórias ficou muito abrupta e sem marcação, o que me deixou confusa no sentido de entender onde a história do homem havia terminado e qual era seu propósito (mas ele volta no final do conto e tudo é entendido).

    Outra coisa, Vagante é um homem ou uma entidade? Pergunto mais de curiosidade mesmo porque não é relevante para o entendimento da história, mas gosto de pensar que era uma entidade (ou um homem que virou uma), o que explicaria melhor sua ligação com o animal e o modo como ele “lê” a mulher. A revelação final de que a própria mãe havia acabado com o sofrimento da filha é impactante, e melhor ainda o fato de se livrar do objeto que a auxiliou, e que enfim foi perdoada (e se perdoou).

  6. Marcelo Milani
    20 de junho de 2017

    Pois é caro autor, você tem faro par ao suspense, mas faltou desenrolar o final. Ela matou a filha? Bom texto que pecou no final…

  7. Evandro Furtado
    19 de junho de 2017

    Olá, autor. Sigamos com a avaliação. Trarei três aspectos que considero essenciais para o conto: Elementos de gênero (em que gênero literário o conto de encaixa e como ele trabalha/transgride/satiriza ele), Conteúdo (a história em si e como ela é construída) e Forma (a narrativa, a linguagem utilizada).

    EG: Há uma certa sombriedade plainando pelo conto, que parece composto de tons escuros.

    C: Confesso que dei uma checada nos comentário antes pra ver se eu estava maluco, mas não. A palavra é, realmente, confusão. A história parece completamente desarticulada, os personagens não tem vida própria, o enredo não se desenrola em uma lógica aceitável.

    F: Acho que uma das razões pela qual a história é truncada é, justamente, a narrativa adotada. O autor tenta ser prolixo demais e o tiro sai pela culatra.

  8. Givago Domingues Thimoti
    19 de junho de 2017

    Adequação ao tema proposto: Bem adequado.
    Criatividade: Média para alta.
    Emoção: Fiquei confuso com o conto.
    Enredo: Ana matou a filha? Não sei se a dúvida foi uma artimanha do autor ou falha. Acho que foi intencional. Enfim, o conto ficou muito confuso em certos pontos. A troca de foco entre o Vagante e a Ana poderia ter sido melhor trabalhada
    Gramática: Erros de concordância e vírgula. Uma revisão teria sanado esses problemas.

  9. Sabrina Dalbelo
    17 de junho de 2017

    Olá autor (a),
    Fiquei bastante confusa com tudo o que li.
    Na verdade, não sei bem se o enredo refere-se à história da Ana, se é o encontro de um homem e um javali, ou…
    Infelizmente, as ideias ficaram vagas. As frases iam perdendo a essência do que era necessário no seu decorrer. Ideias misturaram-se aos fatos ocorridos de uma forma que para mim não funcionou.
    Eu percebi a ideia de atrelar os sentimentos da expectadora Ana frente aos demais personagens e gostei disso.
    Talvez pudesse ser assim, um conto sob a perspectiva dela.
    Mas isso é apenas o meu ponto de vista, que é pouco frente ao exercício de cada um de nós em colocarmos nossas boas ideias no papel e nossa cara à tapa aqui no desafio.
    Grande abraço.

  10. Raian Moreira
    16 de junho de 2017

    Pseudônimo maneiro, criativo, belo, moral e popular.
    ela matou a filha? eis minha duvida.
    Você tem um vocabulário rico e se preocupou mais com ele do que com o enredo pelo visto, mas seu texto ficou legal.
    Há no conto alguns erros, mas nada assustador.
    Alguns erros de digitação, pontuação, etc, me fizeram parar e reler algumas frases. Faltou revisar um pouco mais, mas sei que foi corrido. Boa sorte.

  11. Sick Mind
    16 de junho de 2017

    Fiquei confuso. No início, o narrador diz que vai contar uma história, dá uma ambientada e começa a falar de uma criatura machucada vagando pela noite, que encontra alguém para tirar a armadilha de sua perna. Então, sem aviso, surge Ana com seu drama pessoal, que após vagar pela floresta, encontra o Vagante e a redenção. Até consigo conectar essas histórias, mas ainda assim elas parecem distantes uma da outra. O tom de relato foi uma boa ideia para evitar criar toda uma trama complexa que chegasse nesse resultado, mas se alguém me contasse essa história, eu o interromperia a cada minuto pedindo pra pessoa explicar a coisa direito.
    O final foi mto bem pensado. Seu impacto só não foi maior, devido a dificuldade que foi chegar até ele. Pois além da confusão, os erros de digitação, pontuação, etc, me fizeram parar e reler algumas frases. Isso também acabou por retirar um pouco da beleza poética do texto, que tem algumas belas frases de efeito.

  12. Marco Aurélio Saraiva
    16 de junho de 2017

    ===TRAMA===

    Pelo que entendi, há três narrativas no conto: uma contando a história do Vagante, outra mostrando como ele encontrou o seu javali, e outra contando a história de Ana.

    A trama é boa. Fosse apenas a história de Ana, daria para traçar paralelos entre o Vagante e a própria consciência da mãe, que, no final, é revelada a executora da própria filha. Isso traz à tona um tema polêmico, a eutanásia, que foi a escolha difícil que ela teve que tomar para pôr fim ao sofrimento da menina. Nesta visão, o Vagante seria a sua própria consciência, e o fato dela entregar o lenço a ele seria uma espécie de redenção, como bem escrito no texto; o símbolo da sua posição de conformidade, entendendo que fez o que teve de ser feito.

    Mas, como no início o conto deixa claro que o Vagante existia e que por si só tinha uma história própria, paralelos como esse, mesmo que válidos, perdem o lugar.

    Achei que, por tentar contar a história do Vagante e da Ana ao mesmo tempo, o conto perdeu em profundidade. Temos um homem que, inconformado com a vida difícil que levava, tornou-se vazio e solitário, encontrando, na mata, uma criatura tão solitária quanto ele. Desde então, o conto o narra como uma verdadeira entidade, que “sonda a alma das pessoas”. Uma lenda.

    Depois temos a história de Ana, que dá uma guinada na narrativa. Não entramos em detalhes na vida do Vagante, ele simplesmente reaparece na vida de Ana para guiá-la de volta para casa (novamente, um bom paralelo com a própria consciência da mãe).

    O bom foi que você trabalhou muito bem esse terceiro enredo. Para mim, o conto poderia ser apenas a história da Ana, que, de longe, foi a mais destacada no texto. O Vagante poderia ser apenas uma lenda, como já descrito no conto.

    ===TÉCNICA===

    O conto está precisando de uma boa revisão. Há muitos erros de digitação, e alguns de concordância. A pontuação que você escolheu usar, apesar de, em muitos pontos, não estar errada, é no mínimo estranha. O texto pede pausas que não existem, e pede para andar quando uma pausa foi adicionada.

    A separação entre as três narrativas também foi muito difícil de identificar. Não há preâmbulos: um parágrafo fala de um personagem, e no outro estamos lendo sobre outro personagem.

    Mesmo assim, você escreve de forma muito bela. É uma escrita boa de ler que, com uma boa revisão, seria excelente. Suas construções frasais são muito boas, e a ambientação é bem feita. Seu conto tem, por exemplo, a melhor descrição da imagem do desafio que eu li até agora.

    ===SALDO===

    Positivo. Apesar dos apontamentos quanto ao enredo, ele continua muito bom: a parte da Ana salvou bem a leitura. A técnica é uma confusão interessante de grande talento com falta de revisão… o que tira o “excelente” do conto, mas continua como “muito bom”.

    Parabéns!

  13. Wender Lemes
    14 de junho de 2017

    Olá! Para organizar melhor, dividirei minha avaliação entre aspectos técnicos (ortografia, organização, estética), aspectos subjetivos (criatividade, apelo emocional) e minha compreensão geral sobre o conto. Tentarei comentar sem conferir antes a opinião dos colegas, mantendo meu feedback o mais natural possível. Peço desculpas prévias se acabar “chovendo no molhado” em algum ponto.

    ****

    Aspectos técnicos: conto bem redigido, com pontuais picos de beleza, frases que quebram a narrativa e nos fazem parar e voltar para admirá-las, mas também com pequenos deslizes que amargam um pouquinho o encantamento. Chegando ao final do conto, quase me esqueci de que se tratava de um narrador alheio contando uma história, a imersão foi grande.

    Aspectos subjetivos: achei criativa a solução de transformar o tema em entidades da floresta. A anormalidade da imagem tende a inspirar o sobrenatural. Conseguiu me passar certa empatia ao evidenciar a dor dos pais que perderam a filha para o destino.

    Compreensão geral: vagante pode ser entendido como algo que caminha sem rumo certo, ou como algo que se torna vago, que abre espaços. Essa dicotomia também se faz presente no conto. No princípio, temos o primeiro significado sendo explorado por todos os personagens: todos estão, de certa forma, perdidos em suas trajetórias. Quando nos aproximamos do final, no entanto, o segundo entendimento ganha espaço. A entidade Vagante toma para si o símbolo de todo o sofrimento que a mulher guardava. Seu coração (o da mulher) não é apenas absolvido, mas torna-se vazio/vago de qualquer pesar.

    Parabéns e boa sorte.

  14. Gustavo Araujo
    14 de junho de 2017

    Achei o conto um tanto irregular. Alternam-se construções bem inspiradas, como “Brilhante é aquele que no silêncio não precisa palavra alguma para dizer tudo que seja necessário”, com outras que clamam por revisão. No entanto, o que me fez travar a leitura, realmente, foi a pontuação deficiente. Onde o ponto final se mostra necessário, veem-se vírgulas e mais vírgulas, tornando a sentença enorme, com diversos argumentos se sucedendo a um só fôlego. Há quem defenda que se trata de estilo, que o próprio Saramago se utiliza desse tipo de subterfúgio, mas a mim cansa. De todo modo, como eu disse, há também pontos positivos nessa narrativa de expiação dos pecados, de redenção. Destaco a ambientação, traduzida numa atmosfera opressora, densa e misteriosa, muito bem construída. Embora eu tenha adivinhado o final, não posso dizer que fiquei decepcionado por conta dele. É um arremate adequado para uma narrativa desse tipo. Enfim, penso que com a devisa revisão este conto pode melhorar bastante. O argumento é ótimo e criativo; basta executá-lo de forma adequada.

  15. Wilson Barros
    14 de junho de 2017

    O pseudônimo, ótimo para acompanhar o vinho de um belo domingo, não traduz o que está por vir. A atmosfera do conto é lúgubre, lovecraftiana, e quase que totalmente descritiva, como nos contos do imortal autor de “o chamado de ctulhu”.
    O problema é que, já que você não está usando diálogos, o conto deve conter algo que prenda a atenção do leitor. Em Lovecraft, por exemplo, há inúmeras chamadas ao horror da situação. Em Poe, temos descrições precisas de lugares ermos, que provocam arrepios góticos no leitor da meia noite.
    Em suma, se você quiser aperfeiçoar-se em contos de terror, sugiro primeiramente a leitura do famoso artigo de Lovecraft, “horror sobrenatural na literatura”, e depois a leitura dos autores que ele cita nos artigos. A sua ideia é muito boa, falta apenas um pouco de aplicação das técnicas horrorísticas consagradas.

  16. Cilas Medi
    13 de junho de 2017

    leste = Leste. sul = Sul.
    Concordância verbal:
    1. a sensação de ser observado eriçavam (eriçava).
    2. os últimos suspiros da filha abafou (abafaram).
    refugio = refúgio. memoria = memória. Nos manhãs = Nas manhãs.
    Não foram os erros que definiram a minha opinião. Vejo mais a criatividade e o desenvolvimento do enredo. As frases de efeito e parágrafos de divagação filosófica, tornou pueril a continuidade. Pareceu um pouco confuso e sem sentido a mulher que fugiu pela perda da filha. O Vagante com um pedido estranho, apoiado pelo próprio autor como sendo algo que não se podia definir.

  17. maziveblog
    13 de junho de 2017

    Fiquei confuso. Primeiro há um homem que perde a filha para a peste e a esposa para a demência. Depois essa mulher erra pela floresta até se encontrar com o homem do javali. O que aconteceu com o marido da senhora? É o aviador?

  18. M. A. Thompson
    11 de junho de 2017

    Olá!

    Usarei o padrão de avaliação sugerido pelo EntreContos, assim garanto o mesmo critério para todos:

    * Adequação ao tema: existe a adequação.

    * Qualidade da escrita (gramática, pontuação): nada que comprometa a leitura.

    * Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos): satisfatório.

    * Enredo (coerência, criatividade): o uso excessivo de palavras – algumas desnecessárias – alongou o texto e tornou a leitura cansativa. A trama não se desenvolve satisfatoriamente, embora a leitura prenda a atenção. Mas o desfecho não faz jus ao clímax que o precede.

    De modo geral foi um bom conto que poderia ser mais enxuto.

    Parabéns e boa sorte no Desafio!

  19. Olisomar Pires
    10 de junho de 2017

    1. Tema : Adequação presente.

    2. Criatividade: Boa. Uma espécie de “anjo” sobrenatural ou outra coisa julga pessoas vivas ou mortas, não sei direito.

    3. Enredo: Há todo um climão meio enevoado, aterrorizante, isso ficou bem legal (estou sendo bastante coloquial aqui), ponto positivo.

    Porém, as personagens ficaram igualmente diluídas neblinamente.

    Percebe-se que existe algo acontecendo e é importante, mas está escondido sob o véu da pompa e circunstância. Acontece com ótimos autores.

    Acho que isso prejudicou a trama. Se jogar um solzinho básico na coisa, vira top ( vou encerrar por aqui, não posso tomar remédio pra gripe e comentar).

    4. Escrita: Boa. Uma revisão ajudaria, mas o pessoal da hora já pescoçou tudo, então, aproveite a dica, eu sempre aproveito e tenho aprendido muito com os feras do baile.

    5. Impacto: médio.

    Custei entender que “filicida” era “filicida” mesmo e não “falecida”, detalhe divertido dos bastidores da leitura, nada a ver com o comentário.

    Saúde !

  20. Fabio Baptista
    9 de junho de 2017

    A narrativa, não sei se de forma proposital ou não, é um tanto obscura, dando uma aura de penumbra e mistério ao conto. Em parte isso foi bem legal, porque combinou com a história, criou um clima e tal. Mas teve seu lado ruim, porque comprometeu a fluidez da leitura. Esse lado ruim foi bastante potencializado pelos diversos problemas de revisão.

    A ambientação é a melhor parte do conto. Infelizmente a trama não me fisgou em nenhum momento, eu apenas li o conto sem sentir qualquer empatia por Ana nem ninguém. Assim, a revelação final sobre o crime e a redenção não trouxe impacto.

    – pode ser apenas delírios
    >>> podem ser

    – um fim indigno para quem viverá sempre só
    >>> vivera (já viveu). Com o acento o verbo vai para o futuro (vai viver).

    – Brilhante é aquele que no silêncio não precisa palavra alguma para dizer tudo que seja necessário.
    >>> A ideia até que foi boa, mas a construção da frase não ficou muito legal.

    – seus olhos escoriam compaixão
    >>> esco’rr’iam?

    – A solidão era muito fria, mesmo que apenas por mais uma noite, quiçá por toda uma jornada.
    >>> aqui o autor obteve um resultado melhor na frase de impacto

    – tentou força a armadilha
    >>> forçar

    – Nos manhãs
    >>> nas

    – Ela tinha
    >>> cacofonia

    – Vagante não encarrava uma mulher
    >>> enca’r’ava

    – peso ia ficando para traz
    >>> trás (traz com Z é de trazer)

    Abraço!

  21. Lee Rodrigues
    5 de junho de 2017

    Oie, Tom!

    Vamos lá, acredito que você quis imprimir essa penumbra, essa coisa densa, pesada para que sentíssemos um pouco do que se passava como a Ana.

    Quanto a floreios e alongamento de frases, eu sou quase uma primavera, então, não dá para falar do seu cisco quando eu tenho um travessão no olho, e geralmente não enxergamos esse travessão, porque temos em mente a ideia toda organizada, para a gente – quem escreve – ela faz todo o sentido, tá tudo conectado, mas sem sempre isso reflete quando escrevemos, e a nossa voz acaba, às vezes, chegando distorcida.

    Em alguns momentos há esse ruído, mas nada que com calma você não possa sanar. Algumas frases estão lindas, mas a beleza por si só não traz sentido.

  22. Pedro Luna
    5 de junho de 2017

    Olá, fiquei dividido quanto ao texto. Acho que o início não acrescenta muito ao conto. São vários parágrafos que considerei enrolados, e apesar de revelar o encontro do sujeito misterioso com o bicho e ambientar a trama, acho que poderia ter sido feito de outra forma de modo a dinamizar o conto. A coisa realmente engrena é quando Ana entra no conto, pois apesar de não ser uma personagem grandiosamente explorada, tem um caráter psicológico problemático e cheio de devaneios, que nos faz ficar interessados. A leitura finalmente parece estar indo para algum canto. Creio que trazer o foco em Ana desde o começo teria sido melhor. Mas beleza, avaliando do jeito que está, gostei da segunda parte (apesar de não ter captado bem o simbolismo da entrega do pano) e não muito da primeira.

    Um outro ponto que não gostei foi certos trechos que considerei floreios e intromissões narrativas que não acrescentaram em nada, na minha opinião, como: “Mas esta não é uma história de punição, é um conto de esperança, enquanto houver caráter, o andarilho das sombras não vai desistir, ele conhece todos os caminhos da salvação.”

    No geral, achei uma leitura tranquila, com altos e baixos.

  23. Fil Felix
    3 de junho de 2017

    Um conto com uma história bastante interessante, trazendo a questão de lenda urbana sendo narrada por alguém que não tem certeza dos fatos. Só pecou pela estruturação, que não existe. Poderia ter dividido em partes, para deixar mais claro quem é o viajante que encontra o javali; quem é a mãe que perde a filha e enlouquece; e o momento do encontro com o Vagante. Deixaria a história muito mais fluida. Houve um momento dessa troca de personagens em que o leitor fica confuso. Também há alguns errinhos que passaram pelo pente fino. Eu gostei do encontro dessa “Morte” com a mãe que teria assassinado a filha. O Vagante vem tanto com o papel de Morte quanto de um Juiz, como o Anúbis que pesa os corações. Ele julga a mãe, que não sabe se está viva ou morta. Há um clima surreal nesse final que curti, me lembrou O Último Selo. Estruture e trabalhe esteticamente o conto, que ficará muito bom.

  24. Fernando Cyrino
    3 de junho de 2017

    Que belo conto. Uma história tremendamente criativa e de grande densidade. Gosto do seu jeito de narrar, mas tem horas que me pareceu que lhe faltou tempo para redigir, sabe? Tem algumas frases que não fluem bem dentro do enredo a que você se propõe. Acho mesmo que se tivesse tido mais uns dias para trabalhar sua narrativa ela estaria bem próxima à perfeição. Parabéns, gostei do que você me trouxe.

  25. Ricardo Gnecco Falco
    2 de junho de 2017

    Olá autor/autora! 🙂
    Obrigado por me presentear com a sua criação,
    permitindo-me ampliar meus horizontes literários e,
    assim, favorecendo meu próprio crescimento enquanto
    criativa criatura criadora! Gratidão! 😉
    Seguindo a sugestão de nosso Anfitrião, moderador e
    administrador deste Certame, avaliarei seu trabalho — e
    todos os demais — conforme o mesmo padrão, que segue
    abaixo, ao final.
    Desde já, desejo-lhe boa sorte no Desafio e um longo e
    próspero caminhar nesta prazerosa ‘labuta’ que é a arte
    da escrita!

    Grande abraço,

    Paz e Bem!

    *************************************************
    Avaliação da Obra:

    – GRAMÁTICA
    Alguns problemas de conjugação verbal/temporal já nos primeiros parágrafos (ex: “…um fim indigno para quem viverá sempre só e na morte permaneceria assim…”, ou “…a sensação de ser observado eriçavam todos os pelos de sua nuca.”), além de erros com relação à pontuação, principalmente na utilização correta das vírgulas, deram uma pequena empacada na leitura, mas nada que comprometesse o entendimento da história, com exceção desta frase: “… corpo coberto por pelos hirsutos…”, pois a palavra ‘hirsuto’ já significa ‘pelos longos’, sendo o correto, portanto […corpo hirsuto]. Um afastamento por algum tempo (2, 3 dias) da obra recém-escrita, por parte do autor, sempre traz grande resultado para uma revisão mais bem feita. É esta a dica aqui. 😉

    – CRIATIVIDADE
    Antes de mais nada, preciso confessar que este foi o pseudônimo que eu mais gostei de todos! 🙂 Tom Resmo… Kkkkkk… Muito legal! Sobre a história… Bem, a ideia é bem bacana, mas infelizmente o texto ficou um pouco confuso. No final, da para entender o que você quis contar, mas do jeito que ficou, seu trabalho exige um esforço bastante grande (e nem sempre disposto por parte dos julgadores, que têm mais de 60 outros trabalhos para lerem e avaliarem também) para atingirem a compreensão de sua história.

    – ADEQUAÇÃO AO TEMA PROPOSTO
    Foi bem feito. Adequação existente.

    – EMOÇÃO
    Então… Como escrevi ali no quesito criatividade, o leitor acaba que não consegue ir juntando as migalhas durante a leitura do conto. Só no final é que consegue-se vislumbrar, a sobre ainda um véu de incerteza, o que mais ou menos você quis transmitir no trabalho.

    – ENREDO
    Em meio aos sofrimentos e desgraças humanas, o “Vagante” surge, decidindo caso a caso se irá exterminar de vez ou ajudar a pobre alma que cruza seu caminho. E, aos que o aniquilamento físico não é imposto, surge outro ainda mais cruel, que lhes é cobrado como dívida pela não finitude de suas vidas: o aniquilamento de suas almas! Huáhuáahaaaahaaa (imaginemos aqui aquela risada do clipe de ‘Triller’, música do Michael Jackson). 😉

    *************************************************

  26. Anorkinda Neide
    1 de junho de 2017

    Tchê! O que dizer?
    Treine treine treine e leia os colegas e leia os classicos.
    Não basta ter a ideia é preciso que ela chegue ao leitor. Vc tem a historia em sua cabeça, vc a relê e vê tudo ali, mas o leitor não tem nada na cabeça (kkk ficou engraçado isso) ele precisa VER a historia a partir do que tu escreve.
    Por isso é importante o português escrito corretamente pq é uma convenção de que ao ler de determinada forma vamos entender o que está nos sendo dito. Por isso a diminuição dos floreios nas frases, para que o leitor alcance o significado dela, pode ser bonita? pode. Mas que a frase não se perca dentro de si mesma. Lembre-se ela precisa chegar no leitor e não ser um verdadeiro labirinto sem saída.
    Quanto ao enredo, ele precisava ser separado em partes ou capitulos para que a gente desfocasse do homem q salvou o javali de uma armadilha e fosse para a outra parte da floresta onde estava Ana atormentada com a morte da filha q depois descobrimos q morrera pelas maos da propria mae, sem entendermos o porquê.
    Dae ela encontra o homem com o javali, ótimo, chegamos na imagem proposta pelo desafio… essa cena foi boa. Mas a tal troca, nao entendi e achei por demais dramática a narração do tal lenço e tal, pq seria uma dor pra mae entregar aquele lenço? pq o homem ia querer o lenço? Não entendi onde o conto quis chegar e o que foi perdoado? o crime dela foi perdoado pq o lenço foi guardado na mala do homem q salvou o javali na mata? :O
    ps: na verdade eu nao sei se quem estava na armadilha era o homem ou o javali.
    Boa sorte ae. abraços

  27. Elisa Ribeiro
    1 de junho de 2017

    Olá autor. Talvez eu apenas não tenha entendido seu conto, mas pareceu-me que ele contou duas histórias: a do vagante e a da mãe filicida. Disso, resultou para mim uma falta de unidade na trama, um defeito grave, portanto. Talvez fragmentando ambas as narrativas e entremeando-as essa percepção mitigasse. Não sei. Seu conto está muito bem ambientando e a parte do drama da mãe para mim foi o ponto alto do conto. Notei alguns probleminhas com a pontuação, talvez virgulas demais onde coubessem pontos, que me obrigaram a reler alguns parágrafos principalmente no começo. Boa sorte no desafio! Abraço.

  28. Afonso Elva
    30 de maio de 2017

    Vagante é um excelente personagem, gostei dele. Queria pelo menos um diálogo com ele… Notei que o autor gosta de frases de efeito, e confesso que algumas funcionaram, mas outras não… Uma boa foi: “Sentando-se sobre sua carga, o Vagante não encarrava uma mulher, ele media uma alma”, exemplos ruins: “Cada dia, cada aprendizado … em meio à desilusão” e “Não escolhemos o que somos, podemos apenas aperfeiçoar aquilo em que nos tornamos”
    Forte abraço 🙂

  29. Rubem Cabral
    29 de maio de 2017

    Olá, Tom Resmo.

    Resolvi adotar um padrão de avaliação. Como sugerido pelo EntreContos. Vamos lá:

    Adequação ao tema:
    Aqui não há do que se reclamar. O Vagante da estória é completamente adequado à imagem inspiradora do desafio.

    Qualidade da escrita (gramática, pontuação):
    O conto está bem escrito, em linhas gerais. Há alguns pequenos “cochilos”, sem muita importância ou impacto negativo à obra.

    Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos):
    Creio que uma boa ideia, a do Vagante, alguém talvez capaz de trazer perdão aos pecadores, foi desperdiçada aqui: não há diálogos, há uma demora excessiva para apresentar as personagens, o texto está um tanto seco de emoções.

    Enredo (coerência, criatividade):
    Uma boa ideia, mas que foi prejudicada por uma narração um tanto monótona e pela falta de diálogos. O mote original, contudo, foi bem criativo.

    Obrigado pela leitura e boa sorte no desafio!

  30. Fátima Heluany AntunesNogueira
    28 de maio de 2017

    Um conto reflexivo, com um ar sombrio e denso, uma narrativa diferente cujo início pareceu ser de uma lenda. Houve adequação à imagem-tema, o enredo ficou interessante, porém a leitura tornou-se cansativa, pelos excessos nas descrições, na metalinguagem, no uso de adjetivos e advérbios e difusão do ponto de vista. Quem é o narrador do texto?

    Outros entraves à compreensão e leitura estão nas frases longas demais e nos problemas gramaticais: acentuação de palavras, ortografia, posição do pronome átono, concordância, uso dos tempos verbais.

    Um bom trabalho, no geral e merece uma boa revisão, pois o autor tem potencial. Parabéns pela participação e abraços!

  31. Victor Finkler Lachowski
    28 de maio de 2017

    Oi Tom.
    Seu conto é bem diferente, o início é meio confuso mas vai se explicando com o passar da narrativa, escrita muito boa, porém, notei alguns erros de gramática e de português mesmo, mas são poucos.
    A história fica muito boa quando se entende, o que infelizmente demora para acontecer, no início achei que era o javali narrando, só depois entendi o que estava acontecendo.
    Gostei bastante do final, vi que alguns reclamaram disso, achei legal a adequação ao tema só no final e a figura indefinida do aviados, que não tem papel explicado, achei um ponto alto o final.
    Boa sorte e nos presenteie com novas obras,
    Abraço.

  32. Leo Jardim
    28 de maio de 2017

    Vagante (Tom Resmo)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐▫▫▫): achei bastante confusa. Os primeiros parágrafos enrolam bastante e Ana, a protagonista da história, só aparece no décimo parágrafo. Recomendo um enxugamento para deixar a trama mais coesa, principalmente apresentando a protagonista antes. O final tem uma reviravolta interessante, mas que em mim não teve o impacto desejado, pois o texto foi o tempo todo distante. Não entendi muito bem, também, o motivo dela ter matado a própria filha.

    📝 Técnica (⭐⭐▫▫▫): o autor tem talento para escrever cenas bonitas, mas precisa tomar mais um pouco de cuidado na pontuação e não exagerar no uso de adjetivos. O problema que mais me incomodou foram as frases muito longas. Tente cortar mais as frases com pontos ao invés de vírgulas. Por exemplo, esse parágrafo inteiro só tem uma frase: “A noite fria embalada por ruídos lúgubres ocultava sua dor, (…) um fim indigno para quem viverá sempre só e na morte permaneceria assim.”, tive que parar para respirar e não perder o fio pelo menos umas duas vezes. Esse problema se repetiu por todo o conto.

    Outras bobeiras de revisão para ajustar numa nova versão:
    ▪ tentou *força* a armadilha (forçar)
    ▪ o Vagante não *encarrava* uma mulher (encarava)
    ▪ a *divida* deveria ser quitada (dívida)

    💡 Criatividade (⭐▫▫): confesso que não entendi muito bem o papel do Vagante na história. Era uma espécie de anjo da morte? Enfim, não consegui avaliar muito bem esse quesito.

    🎯 Tema (⭐⭐): o Vagante poderia ser de qualquer forma, a forma escolhida parecia ser só para adequação ao tema, mas não removerei pontos por isso.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫▫▫): achei o início muito cansativo, o meio um pouco melhor e o final confuso. A ideia parece muito boa, mas o autor precisa trabalhar ela melhor e deixar as coisas só um pouquinho mais claras.

  33. Jorge Santos
    27 de maio de 2017

    Conto muito bem escrito, se bem que necessita alguma revisão. As descrições são soberbas e servem para manter o ritmo e a atmosfera da narrativa. O fim é algo confuso. O encontro com o Vagante parece forçado, destinado a cumprir os requisitos para este desafio de escrita. Poderia ser substituído por um elemento mais credível e que mantivesse a atmosfera de suspense que nos conduz de uma forma eficaz até ao final que contém uma surpresa (como deve acontecer em todos os bons contos).

  34. Lucas F. Maziero (@lfmlucas)
    26 de maio de 2017

    o conto apresenta uma narrativa eloquente, dificultada por frases que quase nada dizem, tirando o foco do leitor, tais como:

    “A dor da ausência rasgava seu peito outrora vibrante, a culpa da covardia açoitava seu espirito cansado.” –> Só se poderá deslindar o significado dessa frase ao chegar no final, mas até lá o leitor fica perdido.

    “Quando se faz jus, o milagre sempre acontece.” –> Esta frase então nada diz.

    “Mas esta não é uma história de punição, é um conto de esperança…”. –> Parece-me mais uma história de castigo.

    Há no conto alguns erros, mas nada assustador. O que poderia ser melhorado neste conto? Creio que um ajuste nas ideias, abrandar a loquacidade.

    Mas no todo é um bom conto, cheguei a essa conclusão depois da segunda leitura. Entendi que o andarilho das sombras é uma espécie de coletor de sofrimento, de troféus, e com isso apresenta uma certa redenção a outrem, como evidencia a frase — : “Ana seria conduzida ao lar se no momento certo concordasse em lhe pagar o soldo cobrado.” — E claro, também evidenciado pelo final.

    Enfim, gostei. Devido a “essas falhas de narrativa”, não poderei dar nota máxima, mas certamente é um bom conto.

  35. Iolandinha Pinheiro
    25 de maio de 2017

    Seu texto iniciou de modo perfeito para me atrair, essa coisa que vc colocou de várias versões de uma mesma história de alguma forma me fez lembrar dos relatos nos livros de Machado de Assis, mas, não se anime muito, a partir de um ponto eu não conseguia decifrar sequer quem era a pessoa que estava ferida e caminhava pela floresta. E assim continuou por alguns parágrafos que desafiaram a minha paciência e o meu entendimento. Por que esta falta de informação para o leitor? Fiquei bem aborrecida de ter que fazer um esforço inútil para compreender este início, e isso fez seu conto perder pontos, para mim. Depois as coisas se delineiam melhor e o conto caminha, porém já ferido de morte. Antes de querer escrever poeticamente, desenhe o conto de modo a cativar, envolver o leitor, porque muita beleza sem coerência é texto de qualidade jogado fora. Acabei achando que se vc tivesse optado por um caminho menos obliquo, eu e muita gente aqui teríamos apreciado muito mais. O javali e a figura que o acompanham estavam lá. É isso. Sorte no desafio.

    • Iolandinha Pinheiro
      26 de maio de 2017

      Errata: Onde se lê “O javali e a figura que o acompanham estavam lá.” Leia-se: “O javali e a figura que o acompanha estavam lá.” Onde se lê “eu não conseguia decifrar sequer quem era a pessoa que estava ferida e caminhava pela floresta.” Leia-se “eu não conseguia decifrar sequer quem era a pessoa que estava ferida e quem caminhava pela floresta.” Obrigada

  36. angst447
    25 de maio de 2017

    Olá, autor, tudo bem?
    O título dá só uma pista do que virá lá na frente: um ser vagante.
    O tema proposto pelo desafio foi abordado: javali e o homem estranho com sua mala.
    Há deslizes ortográficos pelo conto, mas isso é fácil de sanar. Poderia elencar os erros, mas não estou muito no humor de me apegar a esses detalhes. Se precisar da minha ajuda para uma “faxina” geral, me avise.
    Confesso que tive vontade de pular alguns parágrafos no começo, porque me senti dando voltas em descrições que pouco acrescentavam. Culpa da minha impaciência, mas depois me adequei ao seu ritmo e a leitura ficou mais confortável.
    Mesmo assim, eu cortaria algumas frases. Dica: quanto mais longa a oração, maior é a chance de confusão.
    O enredo está bem construído e o final traz emoção. Trabalhe melhor nisso e cativará mais leitores.
    Boa sorte!

  37. Catarina
    25 de maio de 2017

    O INÍCIO dá um tom charmoso de lenda e nos envolve imediatamente. Mas no decorrer do conto percebemos a falta de revisão, pontuação cansativa e texto carregado.
    A TRADUÇÃO DA IMAGEM foi fiel e o texto possui algumas criações poéticas interessantes e pensamentos profundos. Mas a trama poderia ser melhor desenvolvida.
    EFEITO 4 mil palavras. Alguns sentimentos se repetem causando lentidão. Eu poderia jurar que o texto é maior do que realmente é.

  38. Roselaine Hahn
    24 de maio de 2017

    Olá Torresmo, digo Tom Resmo, buenas, confesso que me perdi na história, tive que voltar para entender que a Ana era a protagonista, e os tempos presente e passado deram um nó na minha cabeça, mas não se avexe, esta é a proposta do Desafio, as trocas são muito enriquecedoras para a nossa escrita, um ótimo laboratório. Cuide com os clichês, é uma zona de conforto, mas não prende o leitor, aliás, o leitor mais tarimbado percebe de cara, e a tendência é a gente se perder nos próprios clichês, tipo “mesmo as piores coisas não sobreviviam ao se alimentar de tantas amarguras”, não seria o contrário? “Mesmo as melhores coisas não sobreviviam ao se alimentar de tantas amarguras”, entendeu o que eu quis dizer? Percebo que tens talento para contos densos, escrita forte, continues lapidando, estudando as técnicas, a sua voz de escritor está gritando para ser ouvida. Abçs.

  39. Brian Oliveira Lancaster
    23 de maio de 2017

    EGO (Essência, Gosto, Organização)
    E: Uma estranha (mas interessante) junção de conto fantástico com relato. Tem um clima sombrio constante e bastante eficaz. Aplicar uma aura surreal à imagem combinou bem com a ideia desenvolvida. Atingiu o ponto na questão do estranhamento.
    G: A premissa cativa, mas confesso que me senti perdido após a breve explicação de que a história não deveria ser trágica. Parece outra história a partir dali. O final deu a entender que era outro alguém contando o relato, o mesmo do início, mas não ficou tão claro para mim. Talvez um simples (…) cairia bem entre as histórias. Ou um itálico. Mas a atmosfera compensa esse (meu) pequeno tropeço.
    O: Essa frase soou estranha “Não se pode precisar quanto tempo faz”. Talvez se colocasse um verbo diferente, como “Não se sabe quanto tempo faz”, o efeito seria melhor. Notei outros pequenos deslizes, mas que não chegam a incomodar, pois as metáforas são bem encaixadas e dosadas, sem atropelar as importantes descrições. O clima soturno permanece após a leitura. Boa impressão.

  40. Antonio Stegues Batista
    23 de maio de 2017

    O enredo não é ruim, algumas frases boas outras não, falta de coerência, tem alguns errinhos com um r faltando e outro a mais, etc. Boa criatividade, precisa ter cuidado com metáforas que é uma coisa difícil, tem que ter coerência. No mais a ideia é muito boa, bem criativa.

  41. Vitor De Lerbo
    23 de maio de 2017

    O enredo geral é bom e criativo. Algumas frases e pensamentos são ótimos.

    Porém, a execução do texto é falha. Muitos erros ortográficos e de pontuação, vírgulas mal inseridas e frases longuíssimas, que acabam confundindo o leitor.

    Mas isso é uma questão de prática. Vontade, criatividade e vocabulário dá para ver que você, querido autor, já possui. Basta desenvolver melhor a técnica para evoluir e se tornar um bom escritor.

    Boa sorte!

  42. Neusa Maria Fontolan
    23 de maio de 2017

    Temos aqui uma história muito bonita, vejo que você é muito criativo. É uma pena essa bagunça no enredo, mas nada que não de pra corrigir, siga os conselhos dos nossos colegas e se tornará um ótimo escritor.
    Gostei da história
    meus parabéns
    um abraço

  43. Jowilton Amaral da Costa
    22 de maio de 2017

    Percebe-se claramente durante a leitura que se trata de um autor iniciante. Notamos que há um ótimo vocabulário, uma boa ideia e que uma atmosfera de mistério e aventura foi criada, no entanto, a narrativa está bastante deficiente, na minha opinião, claro. Não tenho muito mais a dizer, a não ser, que você deve continuar praticando, praticando, praticando… Boa sorte.

  44. Evelyn Postali
    22 de maio de 2017

    Oi, Tom Resmo,
    Gramática – A primeira coisa que notei foram as frases longas. No começo não me aborreceu tanto, mas foi ficando pior. O entendimento começou a ficar prejudicado e, com ele, a vontade de seguir a leitura. Precisa de uma revisão quanto a estrutura das frases, vírgulas e também quanto ao narrador, porque ele confunde o leitor.
    Criatividade – Está ok com esse enredo diferente, mas parou nos pontos negativos.
    Adequação ao tema proposto – A imagem do desafio está ok.
    Emoção – Por eu ter tido que parar diversas vezes para tentar entender o enredo da história e os personagens, ficou difícil de sentir qualquer emoção por pouca que fosse. E eu gosto de contos reflexivos, do jeito que o seu começou demonstrando que seria.
    Enredo – Começo, meio e fim, sim, mas não de forma boa. Desandou depois do uns poucos parágrafos do começo. É possível situar o leitor no tempo e no espaço sem dar muita volta. Tente tomar cuidado com as frases muito longas. Frases curtas dão um dinamismo melhor para a história.
    Obs.: Concordo com o comentário da Paula Giannini com relação à voz narrativa e discordo da Isis Franco com relação ao abuso de advérbios. Eu li os comentários depois de escrever o meu. Não abuse de advérbios. Quando você usa advérbios demais o texto empobrece. Encontre formas diferentes de escrever a mesma coisa. É possível.
    Boa sorte no desafio.
    Abraços!

  45. Iris Franco
    21 de maio de 2017

    Eu estava louca para ler seu texto por causa da criatividade do nome “Tom Resmo”…rachei demais!

    De cara, percebe que você é uma pessoa muito criativa.

    Todavia, acredito que esteja em uma fase de transição, tentando descobrir o estilo que mais tem a ver com a sua alma de escritor.

    Você deve escrever ótimas poesias, mas tentar introduzir um poema em um texto é uma arte difícil de dominar. Você leva jeito, mas precisa aperfeiçoar.

    A propósito, adorei a frase “não escolhemos o que somos, podemos apenas aperfeiçoar aquilo em que nos tornamos”.

    Abuse das conjunções e advérbios, são grandes ferramentas que ajudam no texto. Houve muitos parágrafos bons, mas faltou uma lógica que os amarrasse.

    A personagem da Ana foi meio que “jogada no texto”. Apareceu do nada!

    O texto é bom, mas tive que ler duas vezes para entender. Gostei do final, mas falta amarrar os parágrafos através de uma sequência lógica.

    Bjs e boa sorte!

  46. juliana calafange da costa ribeiro
    21 de maio de 2017

    Surpreendente o seu conto. O final inesperado é muito bom. Mas no meio do conto, a história fica meio confusa. Me perdi algumas vezes sem entender a quem o narrador se referia. Acho que a Paula Giannini matou a charada: realmente, vc precisa ajustar melhor o seu foco narrativo. Quem é o personagem principal do seu conto? De quem é a voz que narra a sua história? Além disso, precisa definitivamente de uma revisão, pois tem muitos erros de ortografia. Sugiro reescrever, corrigindo um pouco vai ficar sensacional! Parabéns!

  47. Olá, Tom,
    Tudo bem?
    Você escolheu uma excelente premissa para sua história. Uma personagem rica em conflito e dor, perdida em uma espécie de floresta onde seus pecados são expiados. A narrativa é rica em imagens e vocabulário.
    Seu conto, porém, merece um segundo tratamento. Existem erros de revisão que podem ser facilmente sanados, mas, para mim, o problema aqui é outro. Precisei ler três vezes para entender o que, afinal, mesmo com um conflito tão rico, não permitia que eu me envolvesse por inteiro em seu texto. E descobri. Talvez você concorde comigo (essa é apenas a minha opinião). Mas creio que o problema neste conto é o “ponto de vista do narrador”.
    Quem conta sua história? O autor, ou, provavelmente uma descendente da mulher “salva por si mesma na floresta”. Um novo filho, talvez. No entanto, durante o transcorrer da história, a narrativa passeia por diferentes pontos de vista (ao menos para quem lê). Em um momento achamos que quem conta é o homem nas sobras, em outras, a mãe, em outras ainda, o contador da história, e, em algumas ocasiões até, o ponto de vista nos parece do marido. Sanado este problema, seu conto é muito bom.
    Você tem uma ótima verve. Só precisa revisar.
    Beijos e boa sorte no desafio.
    Paula Giannini

  48. Luis Guilherme
    21 de maio de 2017

    Olá, Tom, tudo bem por ai?

    Olha, sua história tem um desfecho muito legal! Me surpreendeu, até, pois eu não estava esperando que terminasse tão bem.

    O texto é interessante, mas acabou ficando confuso e se perdendo em divagações, sabe? Eu gosto dessa interação narrador-leitor, e achei que ficou bem realista o modo “contador de história” empregado. Porém, achei que em alguns momentos as divagações ficaram meio soltas, desprendidas do contexto. Tem conceitos legais, mas preferiria que eles tivessem inseridos mais suavemente no todo, em vez de aparecerem separadamente do nada. Como, por exemplo, no trecho: “Quando se faz jus, o milagre sempre acontece.”

    Gosto dessa mensagem, mas achei que ela foi atirada à força, não teve suavidade, sabe?

    Por outro lado, reforço que gostei do enredo, e especialmente da conclusão. O plot twist foi muito bom!

    Outras observações:

    O texto possui muitos problemas gramaticais, como erros de concordância verbal e nominal, e alguns problemas de pontuação que atrapalharam na fluência.

    Enfim, uma bela história, com belas ideias, com uma boa conclusão, mas o todo acabou um pouco prejudicado pela falta de fluência.

    Parabéns e boa sorte!

  49. Milton Meier Junior
    21 de maio de 2017

    Apesar da riqueza da linguagem, existem muitos erros. Muitos mesmo. Isso denigre o texto. Também achei o enredo bastante confuso. Alguns parágrafos simplesmente não entendi. Alguns trechos contém construções de frases muito boas, mas não salvam o que, com mais atenção e melhor revisão, poderia ter sido um bom conto.

  50. Ana Monteiro
    21 de maio de 2017

    Olá Tom. Gostei muito do seu conto que tem uma história bastante imaginativa. Mas com muita incorreção; duvido que sequer o tenha revisto, tem erros ortográficos verdadeiros e outros que foram apenas fruto de ausência de uma releitura. Acho que foi preguiçoso deixando assim empobrecido algo que foi criado por si e poderia ter resultado muito melhor. Consegui compreender o enredo, mas não foi fácil, pois salta explicações que seriam importantes. Por fim, fiquei com a sensação de que a história seria apenas a da mãe que mata a filha para poupar o seu sofrimento, tendo que pagar por esse pecado a um estranho personagem. Acho que você aproveitou a ideia de uma história que já tinha e acrescentou o javali. Reveja. Corrija. Refaça. E pode ficar muito bom. vale o esforço. Boa sorte.

  51. Matheus Pacheco
    21 de maio de 2017

    Olha, é uma escrita muito bem trabalhada, com um vocabulário muito extenso, o que fez o texto ficar, espero que só para mim, cansativo, mas não enjoativo de tão bem detalhado principalmente a descrição do ultimo paragrafo sobre a fera e o homem.
    Excelente conto e um abração ao autor.

  52. Priscila Pereira
    20 de maio de 2017

    Oi Tom, seu texto é bem interessante, você tem um vocabulário rico e se preocupou mais com ele do que com o enredo. A estória em si me pareceu meio confusa, você poderia ter separado o começo, que aliás me pareceu desnecessário, da parte do encontro do homem com o javali, que ficou muito vaga e confusa, da parte da Ana, ela matou a filha? Não ficou muito claro… Alem disso precisa de uma revisão mais apurada, notei alguns erros, com certeza alguém vai listá-los. Boa sorte!!

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Publicado às 20 de maio de 2017 por em Imagem - 2017 e marcado .