EntreContos

Literatura que desafia.

Vagante (Tom Resmo)

Não se pode precisar quanto tempo faz, nem qual versão da história seria a mais fiel. Quando alguém a conta, ela se altera segundo a empolgação do narrador, uns adicionam e outros subtraem, no mais, pode ser apenas delírios de alguns malucos menestréis em busca de trocados nas vilas miseráveis em torno da floresta. Tenho também minha versão, espero registrá-la fielmente como me foi contada e recontada em minha mais doce infância.

Alguns dias eram suficientes para vencer a travessia pelas trilhas da mata até o vale vizinho, em outros tempos seria uma agradável aventura, os viajantes cordiais apoiavam-se uns aos outros e novas amizades eram sacramentadas embaixo das grandes copas das árvores, agora não existia confiança. A pobreza aumentava motivada pela ganância dos senhores locais, revoltas camponesas varriam as terras do leste, os povos do sul enxotavam os degredados maltrapilhos que sem recursos apelavam aos saques ou infestavam as pequenas cidades com suplicas de caridade.

Seu primeiro encontro foi inusitado, algo imponderado como tudo em sua vida. Não escolhemos o que somos, podemos apenas aperfeiçoar aquilo em que nos tornamos. Cada dia, cada aprendizado é uma partícula de areia no grande deserto dos corações solitários, e naquele em particular nada germinava, mesmo as piores coisas não sobreviviam ao se alimentar de tantas amarguras, com o tempo ele mesmo se tornou uma delas, era somente uma alma perdida em meio à desilusão.

A noite fria embalada por ruídos lúgubres ocultava sua dor, apesar de toda aquela escuridão sabia que o ferimento em sua perna possuía gravidade, ao se libertar certamente não iria muito adiante, o cheiro do sangue era um convite para criaturas famintas, serviria de repasto aos cães sarnentos, um fim indigno para quem viverá sempre só e na morte permaneceria assim.

Alguns arbustos próximos se moveram levemente, alertado pelo som tentou descobrir seu algoz. Galhos finos se partiam, a sensação de ser observado eriçavam todos os pelos de sua nuca. Esperava logo o ataque, queria um fim abreviado pois já estava conformado com o fracasso da empreitada. A luta não era necessária, não haveria glória em prolongar o sofrimento, se entregou de alma escancarada.

Brilhante é aquele que no silêncio não precisa palavra alguma para dizer tudo que seja necessário. Um olhar mesmo que turvo pela noite selou a amizade improvável entre dois seres totalmente antagônicos. O cheiro do medo esvaia-se dissipado pela brisa, o sorriso da alma antes seca e improdutiva reascendia a esperança naquele par de corações que já não se permitiam sonhar. Os desajustados acabam se atraindo.

Seguir seu destino solitário não era mais possível, apiedou-se daquela estranha criatura, seus olhos escoriam compaixão. A solidão era muito fria, mesmo que apenas por mais uma noite, quiçá por toda uma jornada.

Achegou-se ao cativo, com um pouco de desconfiança tentou força a armadilha. Um gemido de dor ressoou baixinho, qualquer barulho alertaria os predadores. Com jeito a mola se soltou, sua perna finalmente não sentia a pressão covarde do metal sem vida. Livre daquela armadilha, não sabia que estava entrando numa outra bem mais elaborada, dali em diante estavam presos pelos laços da amizade,unidos por um pacto invisível.

Naquela mata de aura tensa, quando os viajantes perdidos se entregam ao desespero, os vagantes se põem à espreita. Mas esta não é uma história de punição, é um conto de esperança, enquanto houver caráter, o andarilho das sombras não vai desistir, ele conhece todos os caminhos da salvação.

Com a peste brutal fazendo sua filha minguar tossindo e sangrando, tendo as entranhas feridas pela triste dor da fome, Ana muitas vezes preferiu a morte, mas esta não a levou. O marido laborava inútil sem prover o sustento até que um dia encontrou sua bela flor estagnada sobre o leito, nem o consolo da esposa obteve. Perdeu a filha para a miséria e a mulher para demência.

Ana partiu sem rumo distinto, atordoada pela tragédia, queria apenas caminhar, não se preocupava com os espinhos da trilha, andou sentindo as bolhas nos pés, nos seus pensamentos um último sorriso da filha. Cada vez mais alheia ao mundo se jogava nos braços das sombras, caminhava por cantos desconhecidos, mais inóspitos que seu coração ferido.

Sem saber se era dia ou noite devido à penumbra reinante, a mulher cansada sentou, seu pranto insano ecoava por entre as árvores embora vivente algum pudesse ouvir. A cada gota que despencava direto ao solo era uma recordação da menina que injustamente partiu. A dor da ausência rasgava seu peito outrora vibrante, a culpa da covardia açoitava seu espirito cansado. Os dias felizes lentamente insinuavam-se rompendo a dor. Nos manhãs de primavera, banhados pela chuva fina o esposo e a filha corriam pelos campos, não havia penúria capaz de suplantar a cumplicidade dos dois, seus olhos brilhavam por ter sido agraciada com momentos preciosos.

Ela tinha um marido que a filha muito amava, em algum lugar tinha alguém a esperar, provavelmente chorando por sua ausência. Ela tinha um lar ao qual retornar.

Suspirando olhou em torno de si. Era tudo igual. As árvores, as pedras, a escuridão e nenhuma referência, não sabia como seus passos a conduziram àquela estranha vereda. Não chorou, o tempo havia passado. Sua humilde casa estava além da mata cerrada. Decidiu seguir adiante guiada apenas pela saudade.

Quando se faz jus, o milagre sempre acontece.

Um leve tilintar de correntes parecia aumentar cadenciadamente, um vulto disforme emergia da escuridão, ela sentiu medo vendo o bailar sinistro das sombras, diante de si a visão se tornava nítida. Não reagiu, um gosto de cobre inundou sua boca, as pernas criaram raízes na presença do Vagante e sua criatura bizarra.

Não era como nos mitos cantados ao som de alaúdes a troco de ninharias.

O aviador com seu charme sinistro mancava guardado por sua sobrecapa de couro, na testa sobre o capuz que aquecia as orelhas o agora inútil óculos de pilotagem mais parecia o resquício de um par de cornos, algo entre o diabólico e terno, seu rosto cândido ostentava uma rala barba a fazer e um belo olhar sedutor. Na mão direita uma antiga mala de viagem já gasta pelo atrito dos dias escondia seus mistérios ou lembranças de um tempo esquecido, quem sabe seriam seus instrumentos de flagelo junto com as prendas de suas vitimas. Na outra mão pendia uma corrente dourada atada a seu fiel companheiro, um ser ameaçador e cômico, forçando um pouco a visão parecia uma mistura de porco e diabo com suas presas retorcidas fugindo da boca indo ao encontro dos olhos, seu focinho comprido arfava farejando o espaço, o corpo coberto por pelos hirsutos comungava com a rusticidade da mata.

Sem reação, Ana mantinha-se imóvel. As histórias contadas traziam sempre tristeza, ela temia punição, conhecia seu crime e finalmente encarava seu juiz. Num instante de lucidez, de tudo que poderia pensar, ela apenas recordava da paz que desejava alcançar, sabia que algum lugar seria melhor que ali e novamente teria em seus braços aquela a quem tanto amou.

Aos poucos foi se acalmando, os pensamentos fluíam em paz, o arrependimento sincero purificou sua alma, já não temia o carrasco, muito menos seu destino, perto do fim o vento acalentava sua face, ela sentia-se bem.

Sentando-se sobre sua carga, o Vagante não encarrava uma mulher, ele media uma alma. Sabia do passado e estudava o futuro.  Não houve impasse. Ana seria conduzida ao lar se no momento certo concordasse em lhe pagar o soldo cobrado.

Sem saber o valor da excursão ela assentiu sem barganhar. Os três formaram uma estranha comitiva rumando em direção à orla da floresta. Em meio a conversas amenas os passos tornavam se leves, um grande peso ia ficando para traz acobertado pelo silêncio da floresta.

Próximo de casa, a divida deveria ser quitada. Um preço modesto foi colocado. O guia dos desafortunados, o vagante aviador exigiu da mãe aquilo que mais dor a seu coração poderia causar.

Ela mergulhou em seu refugio, minutos solenes se perderam no aguardo, de dentro da cabana trágica surgiu tendo em mãos um pequeno lenço misericordioso que os últimos suspiros da filha abafou.

A mãe filicida mereceu a redenção, aquele pequeno trapo usado para fim hediondo foi cuidadosamente dobrado e guardado num canto perdido da memoria, ao lacrar sua mala os pecados mortais foram eximidos.

Uns contam que o homem guiava a fera, outros que a fera dominava o homem. Uns dizem que ele resgatava os vivos, outros que arrebanhava os mortos, mas agora perdido, esta foi a história que eu quis contar, é nela que devo acreditar.

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19 comentários em “Vagante (Tom Resmo)

  1. Iolandinha Pinheiro
    25 de maio de 2017

    Seu texto iniciou de modo perfeito para me atrair, essa coisa que vc colocou de várias versões de uma mesma história de alguma forma me fez lembrar dos relatos nos livros de Machado de Assis, mas, não se anime muito, a partir de um ponto eu não conseguia decifrar sequer quem era a pessoa que estava ferida e caminhava pela floresta. E assim continuou por alguns parágrafos que desafiaram a minha paciência e o meu entendimento. Por que esta falta de informação para o leitor? Fiquei bem aborrecida de ter que fazer um esforço inútil para compreender este início, e isso fez seu conto perder pontos, para mim. Depois as coisas se delineiam melhor e o conto caminha, porém já ferido de morte. Antes de querer escrever poeticamente, desenhe o conto de modo a cativar, envolver o leitor, porque muita beleza sem coerência é texto de qualidade jogado fora. Acabei achando que se vc tivesse optado por um caminho menos obliquo, eu e muita gente aqui teríamos apreciado muito mais. O javali e a figura que o acompanham estavam lá. É isso. Sorte no desafio.

    • Iolandinha Pinheiro
      26 de maio de 2017

      Errata: Onde se lê “O javali e a figura que o acompanham estavam lá.” Leia-se: “O javali e a figura que o acompanha estavam lá.” Onde se lê “eu não conseguia decifrar sequer quem era a pessoa que estava ferida e caminhava pela floresta.” Leia-se “eu não conseguia decifrar sequer quem era a pessoa que estava ferida e quem caminhava pela floresta.” Obrigada

  2. angst447
    25 de maio de 2017

    Olá, autor, tudo bem?
    O título dá só uma pista do que virá lá na frente: um ser vagante.
    O tema proposto pelo desafio foi abordado: javali e o homem estranho com sua mala.
    Há deslizes ortográficos pelo conto, mas isso é fácil de sanar. Poderia elencar os erros, mas não estou muito no humor de me apegar a esses detalhes. Se precisar da minha ajuda para uma “faxina” geral, me avise.
    Confesso que tive vontade de pular alguns parágrafos no começo, porque me senti dando voltas em descrições que pouco acrescentavam. Culpa da minha impaciência, mas depois me adequei ao seu ritmo e a leitura ficou mais confortável.
    Mesmo assim, eu cortaria algumas frases. Dica: quanto mais longa a oração, maior é a chance de confusão.
    O enredo está bem construído e o final traz emoção. Trabalhe melhor nisso e cativará mais leitores.
    Boa sorte!

  3. Catarina
    25 de maio de 2017

    O INÍCIO dá um tom charmoso de lenda e nos envolve imediatamente. Mas no decorrer do conto percebemos a falta de revisão, pontuação cansativa e texto carregado.
    A TRADUÇÃO DA IMAGEM foi fiel e o texto possui algumas criações poéticas interessantes e pensamentos profundos. Mas a trama poderia ser melhor desenvolvida.
    EFEITO 4 mil palavras. Alguns sentimentos se repetem causando lentidão. Eu poderia jurar que o texto é maior do que realmente é.

  4. Roselaine Hahn
    24 de maio de 2017

    Olá Torresmo, digo Tom Resmo, buenas, confesso que me perdi na história, tive que voltar para entender que a Ana era a protagonista, e os tempos presente e passado deram um nó na minha cabeça, mas não se avexe, esta é a proposta do Desafio, as trocas são muito enriquecedoras para a nossa escrita, um ótimo laboratório. Cuide com os clichês, é uma zona de conforto, mas não prende o leitor, aliás, o leitor mais tarimbado percebe de cara, e a tendência é a gente se perder nos próprios clichês, tipo “mesmo as piores coisas não sobreviviam ao se alimentar de tantas amarguras”, não seria o contrário? “Mesmo as melhores coisas não sobreviviam ao se alimentar de tantas amarguras”, entendeu o que eu quis dizer? Percebo que tens talento para contos densos, escrita forte, continues lapidando, estudando as técnicas, a sua voz de escritor está gritando para ser ouvida. Abçs.

  5. Brian Oliveira Lancaster
    23 de maio de 2017

    EGO (Essência, Gosto, Organização)
    E: Uma estranha (mas interessante) junção de conto fantástico com relato. Tem um clima sombrio constante e bastante eficaz. Aplicar uma aura surreal à imagem combinou bem com a ideia desenvolvida. Atingiu o ponto na questão do estranhamento.
    G: A premissa cativa, mas confesso que me senti perdido após a breve explicação de que a história não deveria ser trágica. Parece outra história a partir dali. O final deu a entender que era outro alguém contando o relato, o mesmo do início, mas não ficou tão claro para mim. Talvez um simples (…) cairia bem entre as histórias. Ou um itálico. Mas a atmosfera compensa esse (meu) pequeno tropeço.
    O: Essa frase soou estranha “Não se pode precisar quanto tempo faz”. Talvez se colocasse um verbo diferente, como “Não se sabe quanto tempo faz”, o efeito seria melhor. Notei outros pequenos deslizes, mas que não chegam a incomodar, pois as metáforas são bem encaixadas e dosadas, sem atropelar as importantes descrições. O clima soturno permanece após a leitura. Boa impressão.

  6. Antonio Stegues Batista
    23 de maio de 2017

    O enredo não é ruim, algumas frases boas outras não, falta de coerência, tem alguns errinhos com um r faltando e outro a mais, etc. Boa criatividade, precisa ter cuidado com metáforas que é uma coisa difícil, tem que ter coerência. No mais a ideia é muito boa, bem criativa.

  7. Vitor De Lerbo
    23 de maio de 2017

    O enredo geral é bom e criativo. Algumas frases e pensamentos são ótimos.

    Porém, a execução do texto é falha. Muitos erros ortográficos e de pontuação, vírgulas mal inseridas e frases longuíssimas, que acabam confundindo o leitor.

    Mas isso é uma questão de prática. Vontade, criatividade e vocabulário dá para ver que você, querido autor, já possui. Basta desenvolver melhor a técnica para evoluir e se tornar um bom escritor.

    Boa sorte!

  8. Neusa Maria Fontolan
    23 de maio de 2017

    Temos aqui uma história muito bonita, vejo que você é muito criativo. É uma pena essa bagunça no enredo, mas nada que não de pra corrigir, siga os conselhos dos nossos colegas e se tornará um ótimo escritor.
    Gostei da história
    meus parabéns
    um abraço

  9. Jowilton Amaral da Costa
    22 de maio de 2017

    Percebe-se claramente durante a leitura que se trata de um autor iniciante. Notamos que há um ótimo vocabulário, uma boa ideia e que uma atmosfera de mistério e aventura foi criada, no entanto, a narrativa está bastante deficiente, na minha opinião, claro. Não tenho muito mais a dizer, a não ser, que você deve continuar praticando, praticando, praticando… Boa sorte.

  10. Evelyn Postali
    22 de maio de 2017

    Oi, Tom Resmo,
    Gramática – A primeira coisa que notei foram as frases longas. No começo não me aborreceu tanto, mas foi ficando pior. O entendimento começou a ficar prejudicado e, com ele, a vontade de seguir a leitura. Precisa de uma revisão quanto a estrutura das frases, vírgulas e também quanto ao narrador, porque ele confunde o leitor.
    Criatividade – Está ok com esse enredo diferente, mas parou nos pontos negativos.
    Adequação ao tema proposto – A imagem do desafio está ok.
    Emoção – Por eu ter tido que parar diversas vezes para tentar entender o enredo da história e os personagens, ficou difícil de sentir qualquer emoção por pouca que fosse. E eu gosto de contos reflexivos, do jeito que o seu começou demonstrando que seria.
    Enredo – Começo, meio e fim, sim, mas não de forma boa. Desandou depois do uns poucos parágrafos do começo. É possível situar o leitor no tempo e no espaço sem dar muita volta. Tente tomar cuidado com as frases muito longas. Frases curtas dão um dinamismo melhor para a história.
    Obs.: Concordo com o comentário da Paula Giannini com relação à voz narrativa e discordo da Isis Franco com relação ao abuso de advérbios. Eu li os comentários depois de escrever o meu. Não abuse de advérbios. Quando você usa advérbios demais o texto empobrece. Encontre formas diferentes de escrever a mesma coisa. É possível.
    Boa sorte no desafio.
    Abraços!

  11. Iris Franco
    21 de maio de 2017

    Eu estava louca para ler seu texto por causa da criatividade do nome “Tom Resmo”…rachei demais!

    De cara, percebe que você é uma pessoa muito criativa.

    Todavia, acredito que esteja em uma fase de transição, tentando descobrir o estilo que mais tem a ver com a sua alma de escritor.

    Você deve escrever ótimas poesias, mas tentar introduzir um poema em um texto é uma arte difícil de dominar. Você leva jeito, mas precisa aperfeiçoar.

    A propósito, adorei a frase “não escolhemos o que somos, podemos apenas aperfeiçoar aquilo em que nos tornamos”.

    Abuse das conjunções e advérbios, são grandes ferramentas que ajudam no texto. Houve muitos parágrafos bons, mas faltou uma lógica que os amarrasse.

    A personagem da Ana foi meio que “jogada no texto”. Apareceu do nada!

    O texto é bom, mas tive que ler duas vezes para entender. Gostei do final, mas falta amarrar os parágrafos através de uma sequência lógica.

    Bjs e boa sorte!

  12. juliana calafange da costa ribeiro
    21 de maio de 2017

    Surpreendente o seu conto. O final inesperado é muito bom. Mas no meio do conto, a história fica meio confusa. Me perdi algumas vezes sem entender a quem o narrador se referia. Acho que a Paula Giannini matou a charada: realmente, vc precisa ajustar melhor o seu foco narrativo. Quem é o personagem principal do seu conto? De quem é a voz que narra a sua história? Além disso, precisa definitivamente de uma revisão, pois tem muitos erros de ortografia. Sugiro reescrever, corrigindo um pouco vai ficar sensacional! Parabéns!

  13. Olá, Tom,
    Tudo bem?
    Você escolheu uma excelente premissa para sua história. Uma personagem rica em conflito e dor, perdida em uma espécie de floresta onde seus pecados são expiados. A narrativa é rica em imagens e vocabulário.
    Seu conto, porém, merece um segundo tratamento. Existem erros de revisão que podem ser facilmente sanados, mas, para mim, o problema aqui é outro. Precisei ler três vezes para entender o que, afinal, mesmo com um conflito tão rico, não permitia que eu me envolvesse por inteiro em seu texto. E descobri. Talvez você concorde comigo (essa é apenas a minha opinião). Mas creio que o problema neste conto é o “ponto de vista do narrador”.
    Quem conta sua história? O autor, ou, provavelmente uma descendente da mulher “salva por si mesma na floresta”. Um novo filho, talvez. No entanto, durante o transcorrer da história, a narrativa passeia por diferentes pontos de vista (ao menos para quem lê). Em um momento achamos que quem conta é o homem nas sobras, em outras, a mãe, em outras ainda, o contador da história, e, em algumas ocasiões até, o ponto de vista nos parece do marido. Sanado este problema, seu conto é muito bom.
    Você tem uma ótima verve. Só precisa revisar.
    Beijos e boa sorte no desafio.
    Paula Giannini

  14. Luis Guilherme
    21 de maio de 2017

    Olá, Tom, tudo bem por ai?

    Olha, sua história tem um desfecho muito legal! Me surpreendeu, até, pois eu não estava esperando que terminasse tão bem.

    O texto é interessante, mas acabou ficando confuso e se perdendo em divagações, sabe? Eu gosto dessa interação narrador-leitor, e achei que ficou bem realista o modo “contador de história” empregado. Porém, achei que em alguns momentos as divagações ficaram meio soltas, desprendidas do contexto. Tem conceitos legais, mas preferiria que eles tivessem inseridos mais suavemente no todo, em vez de aparecerem separadamente do nada. Como, por exemplo, no trecho: “Quando se faz jus, o milagre sempre acontece.”

    Gosto dessa mensagem, mas achei que ela foi atirada à força, não teve suavidade, sabe?

    Por outro lado, reforço que gostei do enredo, e especialmente da conclusão. O plot twist foi muito bom!

    Outras observações:

    O texto possui muitos problemas gramaticais, como erros de concordância verbal e nominal, e alguns problemas de pontuação que atrapalharam na fluência.

    Enfim, uma bela história, com belas ideias, com uma boa conclusão, mas o todo acabou um pouco prejudicado pela falta de fluência.

    Parabéns e boa sorte!

  15. Milton Meier Junior
    21 de maio de 2017

    Apesar da riqueza da linguagem, existem muitos erros. Muitos mesmo. Isso denigre o texto. Também achei o enredo bastante confuso. Alguns parágrafos simplesmente não entendi. Alguns trechos contém construções de frases muito boas, mas não salvam o que, com mais atenção e melhor revisão, poderia ter sido um bom conto.

  16. Ana Monteiro
    21 de maio de 2017

    Olá Tom. Gostei muito do seu conto que tem uma história bastante imaginativa. Mas com muita incorreção; duvido que sequer o tenha revisto, tem erros ortográficos verdadeiros e outros que foram apenas fruto de ausência de uma releitura. Acho que foi preguiçoso deixando assim empobrecido algo que foi criado por si e poderia ter resultado muito melhor. Consegui compreender o enredo, mas não foi fácil, pois salta explicações que seriam importantes. Por fim, fiquei com a sensação de que a história seria apenas a da mãe que mata a filha para poupar o seu sofrimento, tendo que pagar por esse pecado a um estranho personagem. Acho que você aproveitou a ideia de uma história que já tinha e acrescentou o javali. Reveja. Corrija. Refaça. E pode ficar muito bom. vale o esforço. Boa sorte.

  17. Matheus Pacheco
    21 de maio de 2017

    Olha, é uma escrita muito bem trabalhada, com um vocabulário muito extenso, o que fez o texto ficar, espero que só para mim, cansativo, mas não enjoativo de tão bem detalhado principalmente a descrição do ultimo paragrafo sobre a fera e o homem.
    Excelente conto e um abração ao autor.

  18. Priscila Pereira
    20 de maio de 2017

    Oi Tom, seu texto é bem interessante, você tem um vocabulário rico e se preocupou mais com ele do que com o enredo. A estória em si me pareceu meio confusa, você poderia ter separado o começo, que aliás me pareceu desnecessário, da parte do encontro do homem com o javali, que ficou muito vaga e confusa, da parte da Ana, ela matou a filha? Não ficou muito claro… Alem disso precisa de uma revisão mais apurada, notei alguns erros, com certeza alguém vai listá-los. Boa sorte!!

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Publicado em 20 de maio de 2017 por em Imagem - 2017.