EntreContos

Detox Literário.

Um recorte sobre bestialidade: mestre, fera e regresso (Luis Guilherme)

Exausto, chegou à entrada do túnel acompanhado de seu servo. Juntos, javali e homem respiraram longamente.

“Floresta inóspita do inferno” – resmungou mentalmente, rabugento.

Nas últimas doze ou treze horas, haviam caminhado juntos por aquela negritude insondável. Lançava constantes olhares furtivos à mala que traziam consigo. O cheiro de sangue o distraía.

O silêncio na mata era total. Os animais não ousavam se aproximar demasiado. Uma tensão mortal pairava sobre a sinistra dupla. Mesmo as árvores e a grama seca pareciam se contorcer à sua passagem.

~

Pisando o limiar desgastado da escadaria de pedra, observou, taciturno, a escuridão que se abria abaixo. Incontáveis degraus, silêncio absoluto. Aquela penosa viagem finalmente valeria a pena. A sinistra mala pingava, deixando um rastro nojento. Poderiam ser seguidos: sangue e terra deixam marcas indeléveis. Gracejou internamente; “quem teria culhões para seguir-nos?”

Ecos de passos secos e aquele bizarro gotejo. Uma aterradora melodia, contrastada pelo silêncio absoluto da gruta.

Trezentos degraus ou mais, decida vagarosa. O homem achava graça: javali descendo escada? Avançavam, conquanto.

Mil degraus. A mala vibrava e gemia, pressentindo o destino.

“CAARNEEE. RASSSSSGARRR.”o chiado maligno, subitamente provindo da imensidão negra abaixo, transpassava, arrepiando. Parecia emanar da própria rocha, cada vez mais estreita.

Seu companheiro de viagem vacilou no ímpeto. O esgar ominoso agora vibrava e silvava, aterrando-o. O coração, taquicardia.

Sem surpresa: o servo sempre fora fraco. Soube disso assim que o viu pela primeira vez. Chegara, tenso, ao seu encontro. Ávido por glória; facilmente manipulável. “Não tens o que é preciso” – não falei, mas leu em meu olhar.

– Posso te surpreender – respondeu à provocação silenciosa, o brado firme disfarçando uma mente titubeante.

~

Aliás, usualmente demonstrava fraqueza. Mesmo quando abateram a primeira vítima, sua atitude fora covarde.

Contorcida em dor, a presa gemia a cada investida. Os colmilhos letais perfuravam repetidamente, impiedosos. Os 250 quilos em ataque, irascível; olhos frios.

“Doravante, apenas uma massa disforme, sangue, dor e grito, gemendo e retorcendo sempiternamente.”

O servo, vacilante, alojou a massa asquerosa no interior da valise. A voracidade do mestre lhe causava arrepios; cumpria a função evitando seu olhar. Nauseava pensar quantas vezes ainda repetiriam o ato.

~

Horas de descida. Exaurido, o homem nota um bailar de chamas. A boca infernal que se abre, engolindo tudo. Chegaram.

– Mestre, aqui estamos, a trilha finda – a voz do homem é apenas um gemido aterrorizado.

Súbito, a valise se escancara, à porta do tártaro.

“Serviu-me, apesar da fraqueza e medo. Ao real propósito a que te destinei, chegou o momento. O trajeto era apenas uma necessidade, tua carne é tua missão” – o pensamento da fera porcina vibra maldosamente.

Olhos arregalados, o homem assiste imóvel à massa cadavérica, que ajudou a criar, expandir-se, transbordar a mala, envolvendo-lhe o corpo e esmagando os ossos. Alquebrado, é consumido lentamente, tornando-se parte do amontoado sangrento.
“O ritual se finda. Descerrai as portas, volto com vidas arruinadas” – olhos brilhando, ardilosos, o suíno adentra os portões de seu domínio.

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59 comentários em “Um recorte sobre bestialidade: mestre, fera e regresso (Luis Guilherme)

  1. Daniel Reis
    23 de junho de 2017

    Prezado Autor: antes dos comentários, alerto que minha análise deve se restringir aos pontos que, na minha percepção, podem ser mais trabalhados, sem intenção de passar uma crítica literária, mas uma impressão de leitor. Espero que essas observações possam ajudá-lo a se aprimorar, assim com a leitura de seu conto também me ajudou. Um grande abraço).

    Um recorte sobre bestialidade: mestre, fera e regresso (Babi Ngepet)

    ADEQUAÇÃO AO TEMA: sim, absolutamente adequado.

    ASPECTOS TÉCNICOS: um frêmito de horror percorreu meu corpo ao ler seu conto, e encontrar tantas e tão difíceis palavras… acho que uma simplificada, para ajudar na leitura, seria uma boa, saca? Mas o enredo, em si, é ótimo, e a inversão entre os papéis, surpreendente.

    EFEITO: um bom conto de horror, mas que ainda pode ser bastante aprimorado, mediante revisão e reescrita. Parabéns, autor.

  2. Felipe Moreira
    23 de junho de 2017

    Quando li o título “Um recorte sobre a bestialidade”, não achei que o texto fosse de fato esse recorte sobre a bestialidade. Até achei ele bem escrito, mas o recorte em si me pareceu bem confuso. Não encontrei uma unidade harmoniosa no conto, afinal, ele deveria ter uma pra julgarmos como um só trabalho. Não se engane, o texto é bem escrito, cuidadoso nos passos para se criar o suspense, o impacto necessário em que cada personagem, homem ou fera, está passando.

    Achei mediano pra bom. Sobretudo pela escrita.

    Parabéns e boa sorte.

  3. Thiago de Melo
    22 de junho de 2017

    Amig@ Babi,
    Preciso ser bastante sincero e dizer que achei o seu conto um pouco confuso. Foi difícil compreender o que estava acontecendo, mas gostei de como você conseguiu incluir todos os aspectos da imagem do desafio dentro do seu texto. Achei que a surpresa ao final, sobre quem de fato seria o sacrifício, pelo menos para mim, foi bastante inesperada.
    Também gostei bastante da ideia de que um cara que tem um javali como seu “servo” está descendo por um longo túnel até chegar às portas do tártaro. Essa parte achei muito legal. Gosto de literatura porque ela pode me levar a lugares absolutamente inusitados, e o seu conto foi um exemplo disso.
    Parabéns.

  4. Pedro Luna
    21 de junho de 2017

    Bom, fiquei um pouco confuso. Pelo que entendi, o sujeito estava levando uma espécie de sacrifício para uma criatura, com a ajuda do Javali. Curioso que ao ler o Carne, rasgaaar, me veio na cabeça logo uma espécie de cobra gigante esperando no fundo do local, sabe aquela voz de cobra (na ficção)? Kkkkk. Porém, o sujeito acaba sendo levado também na onda do sacrifício, se ferrando. Mas confesso que não sei se é isso mesmo. Apesar da escrita ser boa, o conto não teve impacto sobre mim. Achei meio nebuloso para um conto tão curto.

  5. Andreza Araujo
    21 de junho de 2017

    Num primeiro momento fiquei confusa quanto aos recortes e sobre quem era quem e o que estava na mala. Uma segunda leitura ajudou, mas não sanou por completo minhas dúvidas (no final, a coisa na mala – partes das vítimas? Vítimas humanas? – se transforma no demônio ao se incorporar com o homem… e o javali também é engolido nesse final do conto? Homem, conteúdo da mala e javali se unem?).

    Interessante o que conseguiu criar com poucas palavras, mostrando que não é necessário usar o limite do desafio para o desenvolvimento. No caso deste conto, acho que o tamanho foi eficaz, mesmo que algumas dúvidas persistam na minha cabeça.

    Outra coisa, não entendi exatamente a utilidade do homem para o demônio se o javali quem matava, ou não era ele quem matava? Porque neste trecho: “Os colmilhos letais perfuravam repetidamente, impiedosos. Os 250 quilos em ataque, irascível; olhos frios.” me leva a crer que o javali-mestre trabalhou sozinho, praticamente, ou que não necessitava do homem.

    Tirando esses detalhes, achei que a narrativa cumpriu bem o desafio e o texto é interessante, do tipo que não me incomodou de tentar entender, muito pelo contrário, me deixou curiosa num bom sentido, uma pena que eu não o tenha entendido por completo mesmo o lendo mais de duas vezes, mas o saldo foi bem positivo assim mesmo.

  6. Lee Rodrigues
    21 de junho de 2017

    Caro autor, começo elogiando a sacada em colocar logo no título que se trata de um recorte de algo maior, ficou tipo: ninguém reclame dizendo que parece ser só um pedaço, porque é só um pedaço. E eu até completo que é uma boa fatia, mas como já fui avisada, nem vou reclamar que queria mais.

    “Exausto, chegou à entrada do túnel acompanhado de seu servo. Juntos, javali e homem respiraram longamente.”

    *** Logo em seguida:

    “Nas últimas doze ou treze horas, haviam caminhado juntos por aquela negritude insondável.”

    Não está errado, mas, talvez se suprimisse o segundo “junto”, ficaria melhor na estética e não mudaria o sentindo, já que informação havia sido dada um pouquinho antes dessa.

    No terceiro parágrafo o autor planta uma dúvida – isso foi bom.

    “O cheiro de sangue o distraía.”

    ***Fiquei naquela: Distraia a quem? Homem ou javali? Vem treta aí! E ela veio, e eu gostei.

    No desenvolvimento o autor deixou pistas de quem realmente estava sendo servido, e até acho que abusou um pouco do sujeito oculto na tentativa de guardar essa informação para o final, o que talvez tenha trabalhado contra.
    Quem usou da antecipação leu numa boa e já não adiantava esconder o sujeito, porque Babi já tinha mostrada a cara. Agora, para quem não usou da antecipação, o trem ficou um pouco confuso, e isso dá uma travada na leitura.

    “CAARNEEE. RASSSSSGARRR.” – o chiado maligno, subitamente provindo da imensidão negra abaixo, transpassava, arrepiando.”

    ***Isso fez parecer que havia um terceiro personagem na caverna.

    É um bom conto, merecia uma fatia maior. 😉

  7. Marcelo Milani
    20 de junho de 2017

    Quase não dormi depois de ler teu conto. As palavras mais rebuscadas poderiam ser trocadas para deixar o texto mais fluído. Tbm fiquei um pouco perdido com os personagens da trama, mas que foi de tremer, isso foi…

  8. Evandro Furtado
    20 de junho de 2017

    Olá, autor. Sigamos com a avaliação. Trarei três aspectos que considero essenciais para o conto: Elementos de gênero (em que gênero literário o conto de encaixa e como ele trabalha/transgride/satiriza ele), Conteúdo (a história em si e como ela é construída) e Forma (a narrativa, a linguagem utilizada).

    EG: Quando li bestialidade no título, achei que o conto falaria de outra coisa. Um pouco desapontado por aqui, mas enfim. Achei a vibe bacana, meio infernal. Tons de vermelho e preto na sinestesia. Talvez descrições mais profundas pudessem trazer uma atmosfera ainda mais aterrorizante.

    C: A história é interessante, mas ligeiramente confusa. O diabo era o javali? Era a mala? Quem estava sendo alimentado? Teve uma parada meio bolha assassina aí no final que poderia ser descrita em pormenores, contribuindo para o horror.

    F: A narrativa é sólida. Destaque para os mini-discursos do cramunhão, aterrorizantes de fato.

  9. Givago Domingues Thimoti
    19 de junho de 2017

    Adequação ao tema proposto: Bem adequado
    Criatividade: Média
    Emoção: Não sou fã do suspense/terror. Por isso, o impacto do conto foi baixo em mim.
    Enredo: A trama é bem desenvolvida, porém, falha em certos pontos, deixando muito aberto. O uso de palavras rebuscadas mostra a habilidade do autor. Contudo, acaba travando a leitura.
    Gramática: Não notei nenhum erro.

  10. Sabrina Dalbelo
    17 de junho de 2017

    Olá autor (a),
    O texto está repleto de expressões difíceis da língua culta, o que demonstra que não se trata de algo escrito por alguém amador. Ao contrário, quem escreveu sabe muito de língua portuguesa e consegue em poucas palavras desenvolver um conto interessante, poético, com uma trama bem delimitada.
    O fato em si não é complexo, mas a narrativa é.
    Eu só achei que o início não me ajudou a diatinguir quem era o dominante, mas o texto, lá no fim, deixou bem claro.
    Para mim funcionou como uma narrativa épica, algo como Inferno de Dante.
    Um abraço.

  11. Raian Moreira
    16 de junho de 2017

    Curto e simples. Excelente, cria tensão e mistério com poucos palavras. O invocador sempre se de mal, isso se tornou clichê nos últimos tempo, apesar de sempre ser verdadeiro. Pseudônimo com easter-egg, bom demais.
    Alguns trechos podem criar confusão, e com isso, a historia perde o dinamismo, desconcentrando o leitor. No mais, um excelente conto, que vale a pena guardar para ler no futuro.

  12. Sick Mind
    16 de junho de 2017

    Não achei que precisava de subtítulo, até pq o pseudônimo já faz esse papel, de certa forma (apesar de não ser próprio para isso). Mas enfim, é um conto bem dinâmico, entrega tudo o que precisa sem acrescentar baboseiras descritivas.
    A técnica de escrita é bem agradável, achei que combinou com o gênero do conto. Ser curto foi, ao meu ver, uma qualidade boa. O autor(a) soube selecionar mto bem o que dizer.

  13. Gustavo Araujo
    16 de junho de 2017

    Antes de tudo, há que se louvar a coragem do autor em apostar num conto curto, direto, e que exige do leitor uma entrega que, talvez, nem todos estejam aptos a encarar, como a busca pelo significado do pseudônimo, fator preponderante para a compreensão do enredo. De fato, sem essa informação, a leitura revela-se confusa, travada e, em certos pontos um tanto dúbia. No fim, temos uma reviravolta que pretende explicar, ou melhor, desvelar o conto com um todo. Estávamos no inferno e o próprio demônio comandava as ações, travestido de javali. Com a informação sobre o pseudônimo, isso se torna mais claro; sem isso, o conto naufraga. Como eu disse, é uma aposta arriscada. Pessoalmente, creio que o risco não vale a pena. Isso porque a narrativa deve se sustentar sozinha, servindo as informações externas como complemento, e não como muleta. Também não curti muito o fato de ser tão curta, pois o suspense – muito bem criado, diga-se – merecia ser explorado de modo mais abrangente. De todo modo, no geral o resultado é positivo, pois o enredo mostra-se bem construído dentro da proposta que se fez. Não é fácil construir uma narrativa de terror, dado o risco de o tiro sair pela culatra. Enfim, um conto bom, mas que merecia mais fôlego.

  14. Marco Aurélio Saraiva
    16 de junho de 2017

    ===TRAMA===

    Curti. Alguém tentou invocar o capeta, mas não assistiu filme de terror o suficiente pra saber que o invocador sempre se ferra. SEMPRE.

    O conto é a narrativa de um momento: na verdade, o momento final da invocação. O homem saiu, colheu os “ingredientes” necessários, e voltou, enojado pelos próprios atos. Então… bem, é o final previsível de filme de terror, rs.

    O conto brilha pela forma como é escrito. Dá para entender que a intenção do autor nunca foi narrar nada além do que está ali: a história, mesmo que pareça maior do que o que é mostrado, em momento nenhum deixa o sentimento de “quero mais”, que muitos contos fazem nos desafios do Entre Contos. Você conseguiu conferir ao texto um sentimento de finalização muito bom. O leitor fica satisfeito.

    ===TÉCNICA===

    Muito boa. Não vi erros, e a sua forma de escrever é única, muito interessante, cheia de pequenas liberdades nas regras formais literárias, usadas com parcimônia e nos momentos corretos. É rebuscada, mas não muito a ponto de afastar o leitor menos acostumado com este tipo de leitura.

    ===SALDO===

    Muito positivo!

  15. Bia Machado
    15 de junho de 2017

    Desenvolvimento: Um conto curto e bem eficiente no que se propõe: transgredir a imagem, mesmo sem deixar de usar os elementos, em um tamanho bem menor do que o limite de palavras dado e sem entregar de cara as coisas pro leitor. Achei isso ótimo! E prefiro assim, particularmente, ainda que precise ler mais de uma (no caso aqui, mais de duas vezes, rs). Achei a escrita bem segura, de alguém que sabe o que está fazendo e faz, exatamente da forma como planejou. Parabéns!

    Personagens: Gostei dessa inversão. Não morri de amores por eles, mas foram bem delineados, bem planejados. Creio que, para a narrativa da forma como está, é assim mesmo que homem e javali deveriam ser.

    Emoção: Gostei, foi uma leitura interessante e que me tirou do comodismo. Valeu a pena.

    Tema: Para mim está adequado, como não? E de forma bem original, inclusive, fugindo ao que seria o normal.

    Gramática: Não vi nada que me chamasse a atenção quanto a erros, que já devem até ter sido apontados pelos colegas escritores.

    Parabéns!

  16. Wender Lemes
    14 de junho de 2017

    Olá! Para organizar melhor, dividirei minha avaliação entre aspectos técnicos (ortografia, organização, estética), aspectos subjetivos (criatividade, apelo emocional) e minha compreensão geral sobre o conto. Tentarei comentar sem conferir antes a opinião dos colegas, mantendo meu feedback o mais natural possível. Peço desculpas prévias se acabar “chovendo no molhado” em algum ponto.

    ****

    Aspectos técnicos: conto curtinho, trabalhado na troca de papéis entre humano e javali, assim como na atmosfera pesada. O conto agarra-se a uma ideia e a explora por inteiro. Há muito mais fora do conto (na mitologia sugerida pelo pseudônimo, na sugestão) que na própria narrativa – e isso não é necessariamente um ponto negativo. A estética é muito própria do terror e foi bem explorada.

    Aspectos subjetivos: esse javali expresso acabou me cativando mais do que alguns outros que optaram por se exibir mais. Gostei da personalidade que ele adquiriu. O autor produziu uma neblina que encobre os significados da jornada dos dois protagonistas e torna-os mais interessantes.

    Compreensão geral: não tive dúvidas, desde o início, de que o mestre era o Javali, o que não diminuiu em nada a apreciação do conto. Sinto que ele seja mestre e servo ao mesmo tempo, pois oferece os sacrifícios a uma entidade superior. Não tenho muito a dizer, a narrativa foi para mim muito mais visceral do que lógica.

    Parabéns e boa sorte.

  17. Wilson Barros
    14 de junho de 2017

    O conto começa muito bem, poético, com uma frase parnasiana, bem ao estilo de Augusto dos anjos, a floresta inóspita do inferno. A partir daí inicia-se a descida, com Dante e Virgílio rumo ao primeiro círculo, uma bela releitura da divina comédia. A imagem também ficou perfeita, deu um toque realmente sinistro ao conjunto. Um toque pitoresco, a inversão do Mestre, deu mais valor ainda ao conto. Parabéns.

  18. Cilas Medi
    13 de junho de 2017

    Li várias vezes para tentar encontrar o início e o fio da meada, estranha, com nós por toda a parte e que no final, outro nó, agora górdio, para dar fim ao que deveria ser um conto bem entendido e finalizado. Nada. Ainda mais que sequer atingiu o limite de palavras do desafio. Um meio desastre, para não ser totalmente deselegante.

  19. maziveblog
    13 de junho de 2017

    Os primeiros 8 parágrafos são muito bons. Mas depois o texto fica confuso. Aparentemente não há conflito algum e, consequentemente, não há clímax.

  20. Leo Jardim
    12 de junho de 2017

    Um recorte sobre bestialidade: mestre, fera e regresso (Babi Ngepet)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): As imagens criadas e a tensão construída funcionaram muito bem. Acredito que o autor gostaria de manter o suspense sobre quem era o mestre e quem era o servo, mas percebi desde o início a inversão: o javali era o mestre (talvez porque tenho lido alguns textos com essa visão). Também já havia previsto que o humano seria sacrificado ao final…

    📝 Técnica (⭐⭐⭐⭐▫): muito boa, ótima descrição de cenas e de criação de tensão. Peguei apenas o problema abaixo:

    ▪ o pensamento da fera porcina *vibra* maldosamente (vibrou: o texto estava todo no passado)

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): mesmo que a inversão da inteligência e controle do homem para o javali tenha sido razoavelmente comum, essa parte macabra do texto tem gosto de novidade.

    🎯 Tema (⭐⭐): está adequado.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫): o impacto acabou sendo um tanto reduzido por eu já ter percebido desde o início que o javali era o mestre e que o homem estava fadado à morte. O conto ganha pontos, porém, pelo clima de tensão e medo gerado.

  21. Jose bandeira de mello
    12 de junho de 2017

    Texto curto, escrito de forma correta e de original enredo. Confesso que me perdi em algumas partes e por isso precisei rele-lo. Felizmente o tamanho do texto me permitiu faze-lo sem grandes sacrificios. E para cada relida as coisas foram se clareando. Nao sei se alcancei os cem por cento, mas sae da casa dos cinquenta com a prineira leitura. Dou sempre preferencia a historias sutis, inteligentes e que nos faz fechar as paginas com olhar perdido, pensando na mensagem plenamente atingida. Nao sou muito adepto ao estilo de escrita que usa artificios para complicar a mensagem, prejuducar o pleno e imediato entendimento do texto e deixar-nos cheios de pontos de interrogaçao. Congratulo-me com o autor e desejo sucesso.

  22. M. A. Thompson
    11 de junho de 2017

    Olá!

    Usarei o padrão de avaliação sugerido pelo EntreContos, assim garanto o mesmo critério para todos:

    * Adequação ao tema: total.

    * Qualidade da escrita (gramática, pontuação): nada que comprometa a leitura.

    * Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos): muito bom.

    * Enredo (coerência, criatividade): coerente e criativo.

    De modo geral foi um conto que deu prazer de ler e prendeu a atenção com a narrativa.

    Parabéns e boa sorte no Desafio!

  23. Fabio Baptista
    10 de junho de 2017

    O grande trunfo do conto curto é a surpresa de uma revelação bombástica. Aqui a tal surpresa é a revelação sobre quem é mestre e quem é servo. Foi até legal, mas fiquei com impressão que isso foi revelado muito cedo. Talvez se guardasse para o último parágrafo tivesse ficado melhor.

    A trama é sinistra, mas acaba não impactando muito. Ficou meio obscuro porque diabos o javali precisava do servo, afinal. Só pra carregar a mala? O demônio javali repetia esse ritual de tempos em tempos?

    Na parte técnica, o autor não teve muito espaço para mostrar serviço e nem para cometer algum erro que se destacasse.

    Abraço!

  24. Fernando Cyrino
    3 de junho de 2017

    Um título longo para um conto curto. Interessante esta sua opção. Uma história bem macabra e que merecia um maior desenvolvimento. Achei que o corte final ficou abrupto demais. Uma linguagem rica, um cuidado grande com as palavras, uma riqueza vocabular. As pequenas frases nas quais você estrutura a narrativa funcionam bastante bem. Bem, em resumo, um conto bacana, mas que senti que ficou me devendo gerar encantamento, abraçar-me jogando-me no interior do enredo. Abraços.

  25. Ricardo Gnecco Falco
    2 de junho de 2017

    Olá autor/autora! 🙂
    Obrigado por me presentear com a sua criação,
    permitindo-me ampliar meus horizontes literários e,
    assim, favorecendo meu próprio crescimento enquanto
    criativa criatura criadora! Gratidão! 😉
    Seguindo a sugestão de nosso Anfitrião, moderador e
    administrador deste Certame, avaliarei seu trabalho — e
    todos os demais — conforme o mesmo padrão, que segue
    abaixo, ao final.
    Desde já, desejo-lhe boa sorte no Desafio e um longo e
    próspero caminhar nesta prazerosa ‘labuta’ que é a arte
    da escrita!

    Grande abraço,

    Paz e Bem!

    *************************************************
    Avaliação da Obra:

    – GRAMÁTICA
    Muito bem escrito. Não encontrei erros que impactassem na leitura da obra.

    – CRIATIVIDADE
    Fraca. Os portões do inferno não são assim, digamos, tema pouco encontrado em histórias de terror.

    – ADEQUAÇÃO AO TEMA PROPOSTO
    100% atendido.

    – EMOÇÃO
    Por estar bem escrito, o trabalho suscita certa tensão, que vai num crescendo até chegar ao clímax final. Emoção bem conduzida.

    – ENREDO
    Um tipo de servo, ou lacaio, de uma entidade javalística recebe seu maior prêmio: juntar-se ao seu deus na eternidade da morte.

    *************************************************

  26. Elisa Ribeiro
    1 de junho de 2017

    Olá autor. Gostei do clima e ambientação da história. Tive que reler alguns trechos para entender. Você tem um estilo seguro de narrar mas em alguns momentos a mudança da perspectiva do narrador atrapalhou meu entendimento. Aconteceu 2 vezes na terceira parte. É bonito, mas confunde e dá uma desacelerada na leitura. O enredo é forte, a cena final me agradou, mas acho que a falta de fluidez acabou atrapalhando um pouco o impacto. Sucesso no desafio! Abraço.

  27. Fil Felix
    30 de maio de 2017

    Gostei do título, a ideia de ser um recorte de algo maior. Assim não cria tantas expectativas em ser um conto grande ou algo assim. O pseudônimo ajuda a entender a história, o javali como entidade devoradora. Quando estava pesquisando, também tive interesse em usar alguma divindade e até me identifiquei com a sua escrita, gosto de sentenças mais curtas e intercaladas. A ambientação está boa, com as escadas rumo à boca do vulcão infernal (literal ou figurado) e enganando o servo. Só tive um problema ao ler, que precisei retomar pra ver onde que me perdi: a impressão foi do javali ser o animal que acompanhava o mestre e o servo, como uma terceira figura. Mas ao final são duas figuras, me confundi um pouco.

  28. Afonso Elva
    29 de maio de 2017

    Já acabou? Escrita bacana, bons cenários, tudo fluindo e… Acaba do nada. Não acho que seja necessário um enredo bem definido, meu conto por exemplo não tem; e nem conclusões fechadinhas. Mas como o limite é de 2000 palavras, podia apresentar mais, colocar tiradas, momentos que criassem empatia etc
    Forte Abraço

  29. Luis Guilherme
    29 de maio de 2017

    Olá amigo, tudo bão por aí?

    Olha, gostei bastante! Adoro terror, e achei um belo representante do gênero.
    O texto é denso e pesado, mas no bom sentido. Gera várias dúvidas que criam um mistério, que é conduzido até o desfecho. Gostei!

    Aliás, parece o tipo de maluquice que eu mesmo escreveria hahaha.

    Gostei da cena gore final.

    Alguns trechos acabaram ficando confusos pelo uso do sujeito oculto, sendo necessária uma segunda leitura de alguns parágrafos. Acho que é algo pra considerar, mas sem dúvida não atrapalha o todo.

    Parabéns e boa sorte no desafio!

  30. Fátima Heluany AntunesNogueira
    28 de maio de 2017

    O pseudônimo e a pesquisa exigida são dicas fundamentais para a compreensão do texto, um conto curto, linguagem sintética, parágrafos curtos e ritmo acelerado. A ambiguidade linguística e o gore geraram o suspense e a surpresa final, já que ficava difícil identificar servo e mestre. A imagem-tema está evidente, forte e internalizada ao enredo.

    Em alguns trechos a leitura fica um pouco entravada por causada linguagem confusa, prejudicando o ritmo que vinha dinâmico. A ambientação, de início bem construída, vai perdendo a plasticidade e acaba por se restringir à descida da escada para os infernos e à mala sangrenta, reiteradamente.

    Enfim, agradeço a boa leitura, gosto muito de terror. O título é interessante, acredito que se faltou algo à narrativa foi um desenvolvimento mais detalhado. Parabéns pela participação e abraços!

  31. Victor Finkler Lachowski
    28 de maio de 2017

    Olá autor.
    A narrativa do seu conto é muito boa, parágrafos curtos e dúbios deixam o leitor no suspense, foi uma boa ideia inverter os papéis de servo e mestre, cenas bem descritas e atmosféricas, o final é bem interessante e “plot-twistico” , as descrições de gore foram bem feitas.
    O único ponto negativo que percebi: entendo que a linguagem obscuro seja para confundir o leitor e manter o suspense, porém alguns trechos são tão obscuros que é necessário reler algumas vezes para se compreender cenas até mesmo simples, atrapalhando o ritmo dinâmico da leitura, para mim isso foi negativo, para outros pode ser positivo, depende muito.
    Ótimo conto e nos presenteie com mais obras,
    Abraço.

  32. Iolandinha Pinheiro
    27 de maio de 2017

    Boa Noite e vamos lá. Saquei, pelas pistas dadas, quem era o mestre e quem era o servo, a ambientação foi legal no começo mas com o decorrer do conto se resumiu à descida da escada e à mala sangrenta, este fato último repetido muitas vezes. Gostei dos animais e das plantas evitando os dois. Existe adequação ao tema e no final se descobre que o javali é o diabo (isso foi bom) mas não gostei da parte gore do conto. Não gosto de gore, mas isso não é culpa sua, então não vai influir na nota. Não foi um conto que me estimulou mas foi um conto diferente, então, palmas para vc. Um abraço e sorte no desafio.

  33. Jorge Santos
    27 de maio de 2017

    Conto bem escrito, que consegue manter uma atmosfera de mistério sobrenatural que termina com uma surpresa e cena de gore. Tem todos os componentes para ser um bom conto para os amantes do género, mas deveria ser menos confuso.

  34. Gilson Raimundo
    25 de maio de 2017

    Quem serve ao mal, acaba por ele consumido. Uma pequena jornada que o servo provavelmente não sabia o destino, virou farelo. Além dessa caminhada aos portões do Erebo o texto poderia ter uma carga reflexiva, faltou algo que levasse a um questionamento, sendo um conto em que o autor abriu mão de um maior desenvolvimento optando por um conto curto, condensado as informações fica difícil de apreciar sua criatividade, havia muito espaço e material para uma grande aventura.

  35. Catarina
    24 de maio de 2017

    O INÍCIO dúbio, onde não sabemos quem é o servo, homem ou javali, me interessou muito, no entanto vai perdendo a força com a confusão de sujeitos e técnica, ao meu ver, podendo ser aprimorada. A TRADUÇÃO DA IMAGEM foi forte e interiorizada, o que gostei.
    A revelação final surtiu um EFEITO impactante.

  36. Roselaine Hahn
    23 de maio de 2017

    Olá Babi, o seu conto é muito denso, confesso que não foi uma leitura fácil, li e reli, talvez a estranheza da narrativa tenha prejudicado a fluidez e a emoção de minha parte; tens uma pegada muito boa para o gênero, o texto cumpriu muito bem a proposta do Desafio. Parabéns.

  37. Rubem Cabral
    23 de maio de 2017

    Olá, Babi Ngepet.

    Resolvi adotar um padrão de avaliação. Como sugerido pelo EntreContos. Vamos lá:

    Adequação ao tema:
    Há um javali e um homem e uma mala. Acho que então atende bem à imagem-tema.

    Qualidade da escrita (gramática, pontuação):
    Não encontrei erros a apontar. O conto está bem escrito.

    Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos):
    O conto é interessante e diferente. O desenvolvimento dos personagens foi satisfatório. A escrita é competente, embora às vezes abuse do uso de sujeito oculto, o que pode dar margem a interpretações distintas em certas frases. É compreensível o uso no início, quando se tentou criar uma cortina de fumaça sobre quem era o mestre e quem era o servo, porém depois não vi necessidade.
    O vocabulário usado, às vezes, ficou um tanto erudito demais.

    Enredo (coerência, criatividade):
    O enredo é bom. Eu nunca tinha ouvido falar de Babi Ngepet, então procurei na Wikipédia. Acho, contudo, que o conto deveria ter entregue melhor a história. Sem que o leitor tenha conhecimento ou curiosidade, tudo parecerá um sacrifício ritual estranho somente.

    Obrigado pela leitura e boa sorte no desafio!

  38. Olisomar Pires
    22 de maio de 2017

    1. Tema: Adequação presente.

    2. Criatividade: Boa. Homem e Javali, servo e mestre, respectivamente, numa missão onde o homem será consumido como combustível em um ritual .

    3. Enredo: Rápido. A trama é bem distribuída, apesar de não haver muitas informações. É algo pronto.

    4. Escrita: Sem erros aparentes (geralmente não noto mesmo, precisam ser gigantescos ou que incomodem muito);

    5. Impacto: médio.

    As pistas sobre a fraqueza do servo e a conversa telepática entregaram a situação e função dos dois elementos. O resto ficou previsível em função do clima de terror criado.

  39. Brian Oliveira Lancaster
    22 de maio de 2017

    EGO (Essência, Gosto, Organização)
    E: Curto e direto ao ponto. A atmosfera soturna é muito bem descrita. O javali, como faltou em alguns textos, é realmente o personagem principal. Entendi que se trata de apenas um recorte de uma história maior. É suficiente, mas gostaria de “sentir” mais a exploração dentro da caverna. A resolução veio muito rápida.
    G: Não é o tipo que gosto, mas isto não influi em suas qualidades. O clima geral é excelente e deixa o leitor interessado em saber o que está acontecendo. No final achava que o javali é que iria pro saco, mas foi uma bela inversão de papeis.
    O: “Os animais não ousavam se aproximar demasiado.” Esse “demasiado” pareceu sobrar. Soou estranho. Mas o restante está bem escrito, competente em transmitir sensações, com aqueles “tiques” de contos do gênero (coisas sinistras, limiar, ardil, portas, etc). Me lembrou uma curta aventura de RPG, antes de serem chamados para o almoço. Alguém perdeu XP.

  40. Antonio Stegues Batista
    22 de maio de 2017

    Um conto de terror muito bem escrito, A descrição do ambiente, a narrativa e o clima tenso, forma uma estrutura construída com cuidado e esmero. A referência sobre a imagem tema é fraca, mas não invalida o conto, o javali como mestre e através da força mental, que ele não fala, domina o homem e dele faz escravo, comandando-o pela telepatia. Foi assim que Eva foi enganada pela Serpente no Jardim do Éden…

  41. Jowilton Amaral da Costa
    22 de maio de 2017

    Bom conto. Deu pra sacar que o mestre era o javali e não o homem, o que me pegou de surpresa foi para onde eles estavam indo. O javali era Hades disfarçado, ao menos foi assim que eu entendi. Gostei da narrativa, achei clássica e envolvente. Boa sorte.

  42. Olá, Babi,
    Tudo bem?
    Seu conto é denso, forte, bem amarrado e utiliza uma linguagem narrativa que, mesmo representando o gênero terror, consegue ser bela, poética até. Um tecido de palavras muito bem tramadas, conduzindo o leitor por seus caminhos, mantendo a tensão e a curiosidade acesos a cada nova frase.
    Sua verve, certamente é a de um autor experiente que sabe o que está fazendo. Não utilizar o limite de palavras do desafio mostra essa segurança na própria precisão ao contar uma história.
    A escolha do pseudônimo mostra sua pesquisa. E o jogo servo x servidor é muito bom. O porco como figura demoníaca remonta a arquétipos ancestrais e foi muito bem utilizado neste conto. Também gostei muitíssimo do título, bem como da descrição sutil dos cenários em meio à ação.
    Parabéns e muito boa sorte no desafio.
    Beijos
    Paula Giannini

  43. Milton Meier Junior
    22 de maio de 2017

    Devo admitir que também fiquei bastante confuso sobre quem era quem, e até sobre o que se tratava a trama. Buscar pelo pseudônimo no Google foi até esclarecedor, mas também acho que uma história tem que ser clara o bastante sem precisar desse tipo de pesquisa. Não obstante, está bem escrito e é bem sucinto.

  44. angst447
    22 de maio de 2017

    Olá, autor, tudo bem?
    O título é quase o resumo da obra. Funciona.
    O tema proposto pelo desafio foi abordado com a “sutileza” de uma pegada de terror.
    Primeira impressão pós leitura: não entendi patavina (tá, entreguei as várias décadas de idade). Parti, então, para uma segunda leitura: a um passo do inferno.
    O texto está bem escrito e só encontrei duas coisas que me incomodaram, embora não sejam erros propriamente ditos:
    (…) haviam caminhado juntos por aquela negritude insondável. Lançava constantes > aqui, o problema é a confusão que o sujeito oculto causa. Na primeira frase, o sujeito era composto e na segunda simples, o que causa uma estranheza momentânea. Talvez, o emprego do pronome pessoal “ele” aliviasse essa sensação.
    “quem teria culhões para seguir-nos?” > a preposição “para” funciona como partícula atrativa do pronome oblíquo > para nos seguir? > mesmo porque, o tom da expressão é bem informal e a ênclise soou inadequada.
    O que adorei mesmo foi o tamanho do conto. Muito bom encontrar uma narrativa tão densa em pouco espaço. Aliás, a densidade exige economia de palavras.
    Boa sorte!

  45. Vitor De Lerbo
    22 de maio de 2017

    Ótimo texto, trabalhado com maestria.

    O enredo me parece propositalmente feito para gerar estranheza e confusão. Uma segunda leitura, já com os “olhos abertos”, elucida tudo.

    Gostei da pista no pseudônimo; com um espaço tão restrito, vale utilizar tudo que estiver ao nosso alcance como elemento narrativo, incluindo o pseudônimo e a imagem.

    Boa sorte!

  46. Evelyn Postali
    21 de maio de 2017

    Oi, Babi Ngepet,
    Gramática – Sem erros. Bem escrito.
    Criatividade – Gostei muito do tom do conto e do tema.
    Adequação ao tema proposto – Está adequado.
    Emoção – O toque sombrio e o suspense vão crescendo e nos devolvendo arrepios.
    Enredo – Começo, meio e fim. Tudo muito bem exposto.
    Parabéns pelo conto!
    Boa sorte no desafio.
    Abraços!

  47. Iris Franco
    21 de maio de 2017

    Faz muito tempo que não leio um conto tão bom de terror.

    Não consegui interpretar de primeira não, confesso.

    Todavia, acredito que se você mudar o estilo estraga. Está perfeito! Muito bom mesmo!

    A história interessante, diferente e conseguiu envolver.

    Parabéns!

  48. juliana calafange da costa ribeiro
    21 de maio de 2017

    Gosto e não gosto ao mesmo tempo. O texto é bem escrito, bem trabalhado, o cuidado esmerado com a escolha das palavras, as frases curtas. O clima sinistro, sombrio, envolve o leitor. Vc até cria o clima de suspense, que é bem denso. Mas talvez, na tentativa de manter a dúvida sobre quem é quem até o fim, vc tenha acabado por deixar o leitor confuso demais. A Anorkinda sacou bem essa pista do pseudônimo. Mas acho q pseudônimo não é pra isso. Se depender de decifrar o pseudônimo pra entender um conto… Enfim, quando eu dei um Google no “Babi Ngepet” tudo ficou mais claro. Mas eu preferia ter entendido sua história apenas lendo o seu texto. É sempre bom acrescentar um novo termo, uma nova palavra ao nosso vocabulário. Mas no seu caso acho q acabou atrapalhando bastante o envolvimento de quem lê com a história. Porque a gente tem q ficar “traduzindo” o tempo todo. Mas a ideia geral do texto, o homem ganancioso e covarde fazendo pacto com o demônio em forma de javali é bastante instigante, uma abordagem diferente da imagem tema. Parabéns!

  49. Lucas F. Maziero (@lfmlucas)
    21 de maio de 2017

    Então. O conto está bem escrito, frases curtas e de efeito. O clima sinistro está mais ou menos pintado, só que… Sinto ficar lhe devendo essa, mas eu não compreendi a sua história.

    Bem, cada um é cada um, e cada leitor é um leitor. Lendo os comentários anteriores, vi que todos compreenderam, menos eu. Portanto, não constitui falha do autor, mas sim desse leitor aqui.

    Vou reler e reler até interpretar corretamente que ritual seria esse e o que saiu de dentro da mala…

    Parabéns!

    • Anorkinda Neide
      21 de maio de 2017

      olha, Lucas.. eu acho q nao tem uma resposta mesmo pra estas questoes q tu apresentou.. rsrs é um clima de misterio. o q era, q aparencia tinha o q ritual q era ao importa tanto um conto curto, mas o impacto q a narrativa exerce… e tb tem a questao do Babi Ngepet q pode dar uma luz as tuas questoes 😉

  50. Neusa Maria Fontolan
    21 de maio de 2017

    A primeira vez que li fiquei um pouco confusa com esse trecho
    “CAARNEEE. RASSSSSGARRR.” – o chiado maligno, subitamente provindo da imensidão negra abaixo, transpassava, arrepiando. Parecia emanar da própria rocha, cada vez mais estreita.
    Eu, na minha santa ignorância, pensei que um monstro esperava por eles no final do túnel, e isso atrapalhou toda minha visão do conto. Não notei que era o chiado do próprio inferno, coisa que só percebi com uma segunda lida, e tudo ficou claro.
    Ótimo conto, meus parabéns.

  51. Matheus Pacheco
    21 de maio de 2017

    Bom, muito bom mesmo, não muito longo e nem muito curto para o que seria contado.
    Eu realmente achei um pouco intimidador certas partes, como o retorcer da carne na mala e o cheiro tranquilizante do sangue.
    Excelente conto e um abração ao escritor.

  52. Anorkinda Neide
    21 de maio de 2017

    Olá! Gostei bastante!
    Um conto de terror, nos leva a crer em várias coisas ao longo do texto q é curto! Isso é habilidade. Tb imaginei de início quem era o servo, mas fiquei na dúvida e esta dúvida foi gostosa 🙂 até chegar à certeza.
    Gostei da frase q explica de forma assustadora: ‘O trajeto era apenas uma necessidade, tua carne é tua missão’. wow!
    O pseudônimo revela ainda outra coisa a mais, como a cereja do bolo!!! Parabéns, um easter egg?(nao sei bem o conceito de easter egg.. rsrs
    Abração e boa sorte

  53. Mariana
    21 de maio de 2017

    O texto está muito bem escrito, apesar de o fator surpresa não funcionar. A ambientação está interessante e o final foi uma cena digna de um bom filme gore. A leitura satisfaz, parabéns

  54. Ana Monteiro
    21 de maio de 2017

    Olá Babi. O seu texto está muito bem e não lhe encontrei falhas de revisão ou gramaticais. Não comete erros. Quanto a mim, ainda assim, penso que seu objetivo era surpreender-nos com o final e aí não foi atingido; percebi desde o início quem era o servo. O pacto, sim, está muito bem retratado, mas não impede que se intua como terminará e quem é quem. No final e considerando os pontos avaliáveis, penso que a escrita está bem conseguida, demonstra criatividade, adequa-se perfeitamente ao tema proposto e tem um bom enredo. Muito bem.Um abraço.

  55. braxit
    20 de maio de 2017

    Excelente conto, com um belo toque de mistério. Bastante interessante.

  56. Priscila Pereira
    20 de maio de 2017

    Oi Babi, então o javali era o proprio capiroto?? Bem sacado…
    Seu texto é bem diferente, sinistro e com um toque de terror. Eu já imaginava que o servo fosse o homem, mas nao que o javali fosse o diabo… kkk Muito bom. Boa sorte!!

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Informação

Publicado às 20 de maio de 2017 por em Imagem - 2017 e marcado .