EntreContos

Literatura que desafia.

O Retorno dos Deuses (Wilson Barros Júnior)

Olhei para baixo, e com uma exclamação de sobressalto, vi que tinha acontecido de novo: meus pés estavam enormes, deformados e com poucos dedos. Consternado, notei também que minha altura tinha diminuído para meros noventa centímetros.

Dezenas de seres-libélulas aproximavam-se, com seus zumbidos agourentos.

– Tai-Pana! – Gritei, sem resposta. Os deuses eram outros. As libélulas agora estavam tão próximas que sentia o roçar de suas asas no rosto. Preparei-me para ser devorado, lenta e dolorosamente.

Ouviu-se um rugido soturno, quando as árvores se abriram e o porco emergiu do matagal. Equilibrando-se agilmente no animal, o homem alto pressionava repetidamente o gatilho de um AL-203, desferindo projéteis precisos nas libélulas. Em pouco tempo todos os seres esvoaçantes jaziam no chão.

O homem alto aproximou-se, sempre de pé sobre sua fiel montaria. Olhei para ele e perguntei.

– Ela vive novamente? – Ele não respondeu.

– Ela vive, filho-de-uma-Deusa? – Tornei a perguntar, ansioso. O Homem alto virou-se e desapareceu no silêncio da mata.

“Os deuses estão mortos”. Pensei ter ouvido um sussurro.

 

– Qual o maior rio da terra que ainda tem água? – Ritinha Canastra perguntou-me.

No terceiro andar do Colégio Batista Jerônimo de Albuquerque, eu tentava dar mais uma aula de Geografia. Ainda atordoado, não atinava com a resposta.

– Professor Rafael Curupira! – A diretora chamou-me, no pátio, as mãos em concha ao redor dos lábios pintados demais. Não havia como recusar. Convoquei um bedel que dormitava no corredor e mandei que ficasse na sala com os alunos, o que ele fez com toda má vontade de que foi capaz. Desci correndo as escadas.

O pátio estava deserto, a não ser por três cachorros vadios, que provavelmente por um descuido do guarda e caça gazeteiros Romualdo Galinha, tinham conseguido entrar na escola.

– Professor Rafael Curupira! – A diretora tinha subido as escadas e gritava por mim, no terceiro andar. Quanta idiotice, meu Deus.

“Os últimos deuses estão mortos”, pensei.

O filho-de-uma-Deusa me vigiava, ao longe. Gritei:

– Kaapow!

Ele não respondeu. A professora chamou-me novamente e olhei. Quando virei-me, Kaapow, filho-de-uma-Deusa, tinha sumido.

– Qual o rio, professor? – Ritinha Canastra insistia.

– Os deuses são outros agora, Ritinha – respondi, deixando-a perplexa.

A diretora entrou na sala. Uma grande caixa foi largada no chão por dois carregadores, com um estrondo.

– Professor Rafael Curupira, o senhor conhece essa caixa?

Olhei com atenção. Então percebi, com um arrepio.

– Não abra! – Gritei.

– A caixa está vazia, professor – a diretora sorria.

– Não abra, dona Iara!

A diretora fez um sinal para os carregadores. Antes que eu pudesse intervir, os dois deslocaram as duas trancas laterais da caixa. Precipitei-me em sua direção, mas não consegui impedir que levantassem a tampa.

Como se tivessem aberto as comportas do inferno, os seres-libélula jorravam sem parar da caixa, tapando o sol. Em breve, a sala estava escura como um beco sórdido.

– A caixa estava vazia ou não, professor? – Dona Iara mantinha um sorriso enigmático nos lábios.

“Afinal, quem é o deus aqui?” – Pensei.

 

Lobo-de-um-homem, o barman, serviu a terceira vodka em um copo cor de laranja.

– No seu mundo, os deuses correm em cima de porcos, empunhando um fuzil AL-203? – Lobo perguntou, displicente.

– E carregam caixas cheias de libélulas – completei.

Lobo sacudiu a cabeça, com um gesto de enfado, e encerrou a conversa:

– Melhor que voar com um martelo e uma toalha no pescoço.

Concordei, com um aceno silencioso.

Virei-me para a porta do “saloon”. Ele estava lá:

– Filho-de-uma-Deusa! – exclamei, surpreso. Ele saiu e eu o segui.

Lá fora, havia homens com capuzes e tochas acesas. E uma enorme cruz.

– Assassinos! – gritei. Mas eles galoparam velozmente para longe. Pensei em segui-los, mas já se fora o tempo em que eu corria mais veloz que o vento.

Então olhei para os meus pés. Com um grito de horror e triunfo vi que eles estavam enormes novamente.

– Ninguém alcança um curupira! – Desabalei-me atrás daqueles fanáticos.

“Cabelinho vermelho”, pareceu-me ouvir um sussurro.

Na clareira, ela estava pregada em uma enorme cruz. Os demônios encapuzados rodeavam-na, do alto dos seus cavalos, ameaçando-a com tochas.

– Tai-Pana! – Gritei. Vi quando seus lábios murmuraram meu nome.

Os cavaleiros galoparam furiosamente em minha direção.

– Professor Rafael Curupira – dona Iara gritava.

 

– Rafael Portenho – corrigiu Lobo-de-um-homem, o barman mais preguiçoso do mundo.

Já que eu estava em um bar, pedi mais um drinque.

– E então, como vão seus deuses?  – Lobo perguntou-me.

– Os deuses estão mortos – respondi grosseiramente.

Lobo não se perturbou.

– Isso parece nome de novela da TV – disse, e foi cuidar de seus afazeres.

 

– Professor, qual o nome da deusa do amor? – Ritinha Canastra perguntou-me.

– Tai-Pana – respondi.

Dona Iara entrou na sala, o sorriso falso nos lábios sujos de batom barato, a voz-que-nenhum-resiste. Balançou o dedo em riste para mim.

– Professor, o senhor não está sendo diligente com seus alunos. O nome da deusa do amor não é Tai-Pana.

– Só há uma Deusa sobre todas as coisas – eu disse. – Seu nome é Tai-Pana. E Kaapow seu único filho.

Dona Iara parou de sacudir o dedo repreensor:

– E o senhor, quem é então?

– O emissário, o-que-abre-picadas. O mensageiro-do-seu-poder. O Kurpirrr-das-colinas.

Ritinha Canastra aproximou-se:

– E eu quem sou, professor Rafael?

– Ora, você é…

Finalmente a reconheci, horrorizado:

– Você é a que abre a caixa dos males! Das visagens-que-andam-nos-quintais! – disse, fazendo um jogo-da-velha com os dedos.

Ela sorriu:

– Sabia que você ia se lembrar de mim, querido…

 

Não havia tempo a perder.  Tai-Pana estava presa na cruz, cercada por aqueles entes doentios, acenando com tochas e caniços.  Gritei:

– Voltem para as trevas, feiticeiros!

Todos se viraram e correram em minha direção.

Ergui os dois braços. O filho-de-uma-Deusa vinha a todo galope, sobre o irmão porco.

– Maaaaapiiiiiinguaryyyyyyyyyyyyyyy! – Lancei, na escuridão.

Bastou pronunciar o nome da besta. O céu explodiu em uma bola de fogo, seu rosto começava a aparecer. Os deuses reviviam.

 

A criança estava sentada no imenso campo, brincando. Quando me viu, perguntou, sorrindo:

– Onde você esteve?

– Na outra floresta, menina-flor.

– Como é do outro lado?

– Igual a esse em que você mora só que lá às vezes faz frio, às vezes faz calor.

Ela pareceu pensativa.

– Não sei se vou gostar. Não estou acostumada com frio ou calor.

– Você não precisa ir lá, menina-flor.

– Preciso. Meu pai disse.

– Você não irá. Se seu pai quiser, ele que vá.

– Ele não pode, tem que ser eu. – A menina-flor completou, com sua voz cantante: – O pai-dos-tempos não quer e não sabe como morrer.

 

– Professoooooooorrr – Dona Iara entrou na sala, meneando os quadris e vestindo uma saia curtíssima -, vamos almoçar juntos hoje. Temos Boto ao molho de morango.

Ela dançava e cantava um samba indecente:

 

Gosto quanto tu me olhas

Assim, assim, assim, assim,

Gosto quando tu me tocas

Com tua boca carmesim.

 

Ela ficava tão esquisita se requebrando, estalando os joelhos, que não pude deixar de gargalhar. Dona Iara interpretou meu riso como aquiescência e tomou minha mão, sacudindo-a:

– Venha, professor Curupira, dance também.

Ao contato dos seus dedos retirei minha mão, enojado. Ela olhou-me nos olhos, sorrindo maldosamente.

– Sua vez ainda vai chegar, professor. O rio não perdoa.

 

Lobo-de-um-homem perguntou:

– Onde estão seus deuses agora?

– Soltei a besta – respondi.

– Você ficou louco? Soltou o…

– Não diga esse nome – interrompi rapidamente.

– Sem seus deuses – completei, após uma pausa – os homens são sombras errantes, na alameda dos sonhos.

Nisso, o bar foi invadido por três mulheres-dos-sonhos. Então os deuses voltavam… Todos os olhares voltaram-se para as huris diáfanas.

– Vou ver o que essas pisadeiras querem – Lobo-de-um-homem empurrou a garrafa em minha direção e deu a volta no balcão.

Logo, três homens-príncipes entraram no bar, seguidos por duas mulheres-rainhas e dois homens-chicote. Eu estava encolhido no balcão, esperava que ninguém me visse… Uma das mulheres-dos-sonhos sentiu minha presença e apontou-me para as outras.

– Olha quem está ali…

Foi como um sinal. Todos no bar se voltaram na minha direção e eu saí para a rua, com todos atrás.

Uma multidão descia a encosta, em desabalada carreira. Meninas-flor e seus pais-do-tempo, folhas-régias, botos-príncipes, homens-sem-pernas. Vinham cantando, sorridentes, renascidos. Finalmente os quase-deuses voltavam.

No sopé da colina, todos pararam. Eu também sentia uma presença rumorosa no ar. Levantamos os olhos para o horizonte. Quisera eu não ter levantado.

A besta estava lá e vinha em nossa direção. Todos gritaram, em uníssono:

– Maaaaapiiiiinguaryyyyyyyyyy!

Estavam todos assustados demais para correr. Ajoelharam-se, os olhos baixos e prepararam-se para morrer novamente. Mas antes disso ouvimos o seu grito:

– Kaapow!

O filho-de-uma-deusa equilibrava-se sobre a besta, uma das mãos segurando os longos cabelos do Mapinguary e a outra empunhando o AL-203. Montada na besta vinha também Tai-Pana, a única deusa sobre dois mundos. Todos curvamo-nos perante ela.

Os homens podiam viver agora no mundo completo.

 

Depois daquele dia, retiramo-nos para a terra dos sonhos, e não mais trilhamos os caminhos dos mortais. Junto com suas mulheres, os homens voltaram, um a um, como flocos de nuvens. Em breve habitariam cabanas e replantariam suas ervas de sementeira.

Voltei a correr pelas picadas, sempre na contramão, como dizem que faço. Mais veloz que o vento, que ninguém alcança um curupira. Esse é meu destino, viver irresponsavelmente, por viver. Claro, até precisarem novamente de cabelinho-vermelho.

Não é que outro dia escutei um barulho estranho, no meio da noite, no meio da mata? Tratei de desvendar um caminho e fui parar na clareira semivirgem.  Tocos de árvores, galhos espalhados, um rio que ainda corria.

– Professor Rafael Curupira!

No meio das águas de um azul traiçoeiro, o corpo nu da Iara refletia Yacy-Lua, em suas escamas de prata.

– Venha, professor! – Ela meneava a cauda, fascinando – Venha!

Fui.

Não se desafia um Curupira.

T

c

 h

  i

  Bum!.

 

Dedicado:

a Almir Suruí, “Herói da Floresta”, Grande Chefe da tribo Paiter Suruí,

à tribo Paiter Suruí,

e a Phillipe Echaroux, que conseguiu retratá-los.

(Manaus, 10/05/2017)

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62 comentários em “O Retorno dos Deuses (Wilson Barros Júnior)

  1. Bia Machado
    23 de junho de 2017

    Olha, não é sua culpa, mas sem paciência para contos com tantos mitos, já foram suficientes o do desafio anterior. Sim, teve conto com o Caipora, mas sem resvalar muito na questão de parecer folclórico. Esse aqui deixa o tema do desafio de lado, parece figurativo no meio de tanta coisa…

    Em meio a uma narrativa meio doida, sinto muito, me perdi tentando me encontrar, como diz alguma música por aí. Mas achei demais pra minha cabeça. É, também, um estilo pelo qual não morro de amores, mas que o autor ou autora parece dominar e que certamente há os que gostem. Infelizmente, não tive como apreciar da forma como deveria, ou poderia.

  2. Daniel Reis
    23 de junho de 2017

    (Prezado Autor: antes dos comentários, alerto que minha análise deve se restringir aos pontos que, na minha percepção, podem ser mais trabalhados, sem intenção de passar uma crítica literária, mas uma impressão de leitor. Espero que essas observações possam ajudá-lo a se aprimorar, assim com a leitura de seu conto também me ajudou. Um grande abraço).

    O Retorno dos Deuses (M Saints)

    ADEQUAÇÃO AO TEMA: fraca. Achei até que tinha aberto a aba do desafio anterior. Parece um material feito para aquela ocasião, na qual o javali faz participação especial.

    ASPECTOS TÉCNICOS: nota-se uma influência de Mario de Andrade, não só temática, mas no estilo narrativo fragmentado. Para mim, e digo isso sem demérito, é um caminho de contar histórias bem mais árduo para o leitor, apesar do prazer que dá ao se caminhar por ele.

    EFEITO: caótico, na medida em que a narração não segue o convencional. Ainda não decidi se gostei. Mas tem muito mérito e técnica.

  3. Raian Moreira
    22 de junho de 2017

    Que texto ! ágil, fluiu muito bem, diversão de inicio ao fim.
    O folclore é algo que encanta muitas pessoas, seu conto pode ficar muito popular.
    Não houve adequação ao tema, isso foi osso em.
    Ortografia excelente, sem erros praticamente. Tu é um monstro escrevendo, ótimo.

  4. Wender Lemes
    22 de junho de 2017

    Olá! Para organizar melhor, dividirei minha avaliação entre aspectos técnicos (ortografia, organização, estética), aspectos subjetivos (criatividade, apelo emocional) e minha compreensão geral sobre o conto. Tentarei comentar sem conferir antes a opinião dos colegas, mantendo meu feedback o mais natural possível. Peço desculpas prévias se acabar “chovendo no molhado” em algum ponto.

    ****

    Aspectos técnicos: pelo que entendi, o conto se passa basicamente em três planos distintos, cada um com suas limitações para os deuses. Pelo final, parece-me que tudo se passa antes da existência da humanidade, ou em algum intervalo de inexistência dela. O tema é atingido de raspão pelo deus que montava a fera.

    Aspectos subjetivos: seria impossível escrever esse conto sem uma dose cavalar de criatividade. Deveríamos ter a mente mais aberta ao diferente, mas, humanos que somos, precisamos sempre de uma alça para nos segurar. Vejo aqui a desvantagem do conto: nem conteúdo, nem forma nos servem de alça, ambos são muito incomuns.

    Compreensão geral: o curupira parece transitar entre a escola, o bar e o lado de fora do bar, onde os conflitos realmente ocorrem. Seu controle sobre esse trânsito é inexistente, no entanto. Como se fosse sugado de um devaneio a outro, ele próprio parece confundir-se sobre suas capacidades em cada local. Essa confusão, infelizmente, foi muito maior para mim que para ele.

    Parabéns e boa sorte.

  5. Thiago de Melo
    22 de junho de 2017

    Amigo Saints,
    Que salada dos deuses! Sua técnica para escrever é inegável e nenhum erro de português me chamou a atenção, mas foi deus e enredo pra tudo quanto foi lado. Foi difícil acompanhar tudo o que estava acontecendo porque você misturou vários momentos em um texto só. Acredito que sua história ficaria muito melhor se adaptada em forma de filme, porque os cortes entre realidades ficariam mais visíveis e mais fáceis de entender. No texto nu e cru, ficou como tentar comprimir uma história 3D em um plano 2D, algo se perdeu no meio do caminho. Então, numa hora ele está na sala de aula, na outra está na floresta, depois está lutando. Foi tiro narrativo pra todo lado e eu fiquei perdido igual a cego em tiroteio. Reitero que seu estilo e seu domínio são bons, talvez o meio seja inapropriado ou talvez a questão seja apenas uma falta de editoração do seu trabalho, para organizar melhor e não deixar o seu texto tão confuso. Abraço.

  6. Sabrina Dalbelo
    21 de junho de 2017

    Olá autor(a),
    Arriscado, não é!?
    Arriscado um conto tão folclórico e imagético cair nos amores da galera.
    Agora, cara, tu escreve muuuito: esse texto é uma poesia.
    É uma poesia a galopes, sobe nuvens e volta para além; os personagens são como fadas, estão aqui e acolá, ou não…
    Veja que bela construção: “– Não sei se vou gostar. Não estou acostumada com frio ou calor.” Amei!
    Então, volto a dizer, é arriscado, pois requer muita-muita-muita atenção do leitor, mas ficou muito belo.
    Um abraço

  7. Andreza Araujo
    21 de junho de 2017

    O texto é um tanto complexo para quem não conhece as personagens citadas, mas mesmo assim é possível acompanhar o conto sem grandes problemas (mas as cenas cortadas e fora de ordem cronológica ajudaram a criar certa confusão).

    A leitura flui e desperta curiosidade, mas algumas repetições de ideias (colocadas para dar ênfase ao drama, suponho) acabaram deixando o conto um pouco enfadonho, pois parecia que eu estava lendo a mesma coisa várias vezes.

    A história (pelo que entendi) alterna entre os dois mundos, mas em nenhum dos mundos há deuses vivos? (você diz que os deuses revivem depois que o protagonista grita o nome da besta, mas não há apenas um deus/deusa, e esta não está na cruz?) Não entendi essa ideia, entendo que no final as entidades voltam (é este o título do texto, aliás) e os personagens passam a viver somente em seu próprio mundo mágico.

    Apenas gostaria de entender melhor esta parte sobre os deuses mortos (ou não, rs) e que personagem era Ritinha Canastra? Outra coisa, por que a diretora Iara abre de propósito a caixa com os seres-libélula? (Kaapow entrega para a diretora no pátio do colégio? Mas por qual razão?) Pergunto porque ao final do texto parece-me que o protagonista e Iara eram mais que amigos, então por que ela o ataca, indiretamente?

    Outra coisa, quando na Terra, os seres tinham aparência normal? Pois no início do conto dá a entender que Curupira volta a ter sua verdadeira forma. Quanto mais eu releio, mais dúvidas aparecem… como eu disse, o texto é complexo. Sobre o tema do desafio em si, tinha homem, tinha javali, mas não vi a imagem tema 100% refletida. Mas o saldo foi positivo no geral.

  8. Rubem Cabral
    21 de junho de 2017

    Olá, M. Saints.

    Resolvi adotar um padrão de avaliação. Como sugerido pelo EntreContos. Vamos lá:

    Adequação ao tema:
    Há pouco do tema no conto: apenas a montaria do Curupira.

    Qualidade da escrita (gramática, pontuação):
    O conto está bem escrito. Não encontrei erros para apontar.

    Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos):
    O conto pecou pelo excesso: cenas demais, personagens secundários demais, referências idem. Em função do descrito, não houve bom desenvolvimento das personagens: ninguém, nem o professor-curupira ou a Sra. Iara, ou quem fosse, tem camadas ou evoca empatia.

    Enredo (coerência, criatividade):
    O enredo segue um ritmo de delírio ou sonho: acontecimentos aos borbotões, trocas de cena, aparições de personagens durante todo o tempo, etc. O excesso diluiu uma possível estória interessante, infelizmente.

    Abraços e boa sorte no desafio.

  9. Lee Rodrigues
    20 de junho de 2017

    Olá, caro autor!

    Eu fiquei perdidinha quanto ao enredo, tenho suposições do que seja, mas não é um fio solto, ou uma oportunidade que o autor concede ao leitor de completar com a sua imaginação. Eu realmente montei suposições durante toda a leitura.

    Acredito que o colega quis fazer em capítulos, mas não sinalizou a separação. Então, em alguns momentos eu estava na viagem louca do persona, e já pulava para o bar ou novamente para a sala de aula, ao que parece que tudo acontecia na cabeça dele.

    “O emissário, o-que-abre-picadas.”
    **Criança, onde você arrumou isso?

  10. Pedro Luna
    19 de junho de 2017

    As vezes acho que o pessoal se esforça em criar contos confusos. Entenda, você tem o direito de escrever o que quiser, mas eu tenho o direito de não gostar e vou exercê-lo, porque li com boa vontade, mas já comecei não entendendo nada, depois ficou ainda mais confuso e talvez, quando fosse possível pegar algum sentido, a leitura já estava muito chata para isso. Do nada o cara estava num canto, depois em outro. De concreto mesmo, só percebi a influência do folclore sobre os personagens. Apesar disso, o autor, autora, escreve bem, pois a leitura foi limpa, só mesmo carente de sentido (para mim, reafirmo), e por isso não gostei do conto.

  11. Fabio Baptista
    19 de junho de 2017

    “Logo, logo, os malucos da cidade souberam da novidade: tem bagulho bom aí!”.

    Cara… sobrou um pouco? Kkkkkkk

    Olha, sendo bem sincero e direto, eu não gostei quase nada do conto. Está escrito com boa gramática, até evoca boas imagens vez ou outra, tem o mérito de buscar o diferente e tal, mas a trama não ajuda em nada. Não sei se havia de fato uma trama, se era algo genial demais para que eu pudesse acompanhar, mas o fato é que, sem conseguir me escorar em nada, a leitura acabou ficando muito cansativa já na metade.

    Lembrei um pouco daquelas histórias do Neil Gaiman, onde qualquer coisa pode pular de qualquer lugar a qualquer momento… daí, quando tudo é surpresa, a surpresa deixa de existir.

    Abraço!

    • Fabio Baptista
      20 de junho de 2017

      Ah… só uma observação boba: sempre que começava a ler “filho-da-“, o autocompletar da minha mente já trazia outra palavra no lugar de “deusa” kkkkk.

  12. Victor Finkler Lachowski
    18 de junho de 2017

    Olá autor/a.
    Seu conto explora muito bem o folclore, com uma narrativa muito criativa e diferente, mostrando uma grande habilidade com a escrita, mas, infelizmente, não gostei do seu conto.
    Ele é confuso, de propósito, eu sei, e representa ilusões de uma pessoa normal, ou que possui algum problema psicológico. Os pontos da narrativa não se ligam bem, os personagens e situações repetidas cansam e atrapalham a leitura. Falta luz no meio de toda a escuridão esquizofrênica que você joga em cima do leitor. O tema do desafio é jogado de qualquer jeito só para cumprir o desafio.
    O autor tem uma ótima ideia, lapida-la corretamente irá torná-la genial.
    Boa sorte no desafio e nos presenteie com mais obras,
    Abraços.

  13. M. A. Thompson
    18 de junho de 2017

    Olá!

    Usarei o padrão de avaliação sugerido pelo EntreContos, assim garanto o mesmo critério para todos:

    * Adequação ao tema: fraca.

    * Qualidade da escrita (gramática, pontuação): nada que eu tenha percebido ou que comprometesse a leitura.

    * Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos): o autor (ou autora) domina a arte narrativa.

    * Enredo (coerência, criatividade): muito bons, pena que a ligação com o tema do desafio tenha sido tênue.

    De um modo geral foi um bom conto e valeu a leitura, apesar de que poderia ser melhor estruturado para tornar a leitura mais fluída e agradável.

    Parabéns e boa sorte no Desafio!

  14. Wilson Barros
    18 de junho de 2017

    Acabei de ler seu conto , e como o colega abaixo, confesso que também gostei. Contudo, sugiro que dass próximas vezes, escreva algo mais claro, visto aqui ser um desafio literário, em que precisamos avaliar, dar notas. Você escreve bem, mas de todos os contos me pareceu o que menos se preocupou com o tema. Tive que ler todos os comentários para entender (não resisti à brincadeira com o colega abaixo, peço desculpas), e mesmo assim não entendi muita coisa. De qualquer modo, uma excelente leitura, parabéns.

  15. Gilson Raimundo
    18 de junho de 2017

    Para mim este conto fragmentado ainda está incompleto, deve fazer parte de algo maior, uma história ainda bem mais estruturada. As idas e vindas entre cenários as vezes possuem as mesmas descrições, uma insistência na mesma idéia dando voltas intermináveis roubando o espaço para melhores explicações e prejudicando o desenvolvimento. Os mitos brasileiros estão bem valorizados, o enredo parece tratar da troca dos deuses indígenas por dogmas europeus. Em se tratando de adequação à imagem proposta, o autor parece ser mais um dos que não se preocuparam com isso, a mala e o porco do curupira por si não evocar amanhã em minha mente a figura proposta. Confesso ter gostado bastante mas faltou o principal.

  16. catarinacunha2015
    18 de junho de 2017

    No INÍCIO já damos de cara com um personagem muito querido por aqui, o Curupira. Quase tão querido quanto o javali. E por falar nisso, o javali passou como um meteoro pelo conto; prejudicou a TRADUÇÃO DA IMAGEM. O estilo é ágil e eu gostei em especial das libélulas e outros alienígenas.
    Embora não seja fã de contos curtos com alternância de cenas, aqui causou um EFEITO alucinógeno, uma confusão proposital que gostei.

  17. Antonio Stegues Batista
    17 de junho de 2017

    Em princípio, não gostei da narrativa, principalmente dos primeiros parágrafos com adjetivos desnecessários, mas depois, como desenrolar da história, o enredo se tornou interessante. Pelo que entendi, o Professor Curupira vive entre dois mundos, o da fantasia e o real. Os mitos, os entes da natureza, criam forma na cabeça dele e me parece que ele tem que escolher em qual deles viver. Ele não resiste ao encanto da deusa das águas e mergulha no outro mundo,porque não quer que os mitos, morram.Acho que ele foi internado num asilo, onde vive catatônico. Já li uma história parecida, aqu no Entrecontos…

  18. Felipe Moreira
    16 de junho de 2017

    Que louco, no melhor dos sentidos. Até agora tem sido muito bom ler os contos desse desafio que optam pelo caminho mais rico em simbolismos. Muito bem escrito, não notei qualquer erro e vejo uma narrativa oral, despretensiosa. Parabéns pelo trabalho.

    Boa sorte no desafio.

  19. Luis Guilherme
    14 de junho de 2017

    Olá, amigo, tudo bem?

    Caramba, você domina de forma impressionante a língua. Parabéns!

    Só dominando pra usá-la do modo como o fez. As brincadeiras e vai-e-vens são muito bem executadas, e o texto é rico em beleza estética, encantando, mesmo.

    Porém, não entendi nada hahaha.

    Fiquei na dúvida se fui muito tapado pra perceber as referências e encaixá-las, completando o quebra-cabeça, ou se você só jogou um monte de ideias, mesmo.

    De qualquer forma, apesar de não ter terminado a leitura com uma conclusão sobre suas intenções, o texto agrada na leitura. Acredito que ele é carregado muito mais pela excelente técnica que por um enredo definido.

    Enfim, gostei bastante, sua escrita me agrada, mas gostaria de ter pescado alguma informação, subliminar ou explícita, que me possibilitasse degustar a história.

    Parabéns e boa sorte!

  20. Cilas Medi
    13 de junho de 2017

    Não sei se você participou do desafio do Folclore Brasileiro e, caso positivo, deve ter tido uma nota excelente e uma posição privilegiada. Mas isso não diz nada contra o conto, bem estruturado, moderno, capcioso, coerente e motivador, até pela gentileza na dedicatória. Parece difícil os cortes, mas no final ele se encaixa perfeitamente.

  21. Brian Oliveira Lancaster
    13 de junho de 2017

    EGO (Essência, Gosto, Organização)
    E: Um texto folclórico que parecia estar engavetado, mas acabou saindo em outro desafio. A atmosfera de fábula e lenda é muito boa, e faz sentido o autor ter escolhido o tema. No entanto, o efeito e imagem mental da foto de origem acabou se perdendo em meio a tantas criaturas. Talvez se o autor se focasse apenas na floresta e no ambiente criado ao redor da criatura, o resultado teria sido melhor.
    G: Os espaços funcionam, mas uma marcação mais pontual, como asteriscos, ajudam na leitura. Notei várias cenas recortadas, mas quase sem conexão. Um simples (…) já servia para demonstrar a quebra de espaço/tempo/diálogo. É um texto meigo e tem uma bela dose de conhecimento folclórico. Pena que, em minha opinião, não tenha se encaixado tão bem neste tema.
    O: Contudo, a escrita flui muito bem, mesmo com tanto conhecimento acumulado em poucas linhas.

  22. Priscila Pereira
    12 de junho de 2017

    Oi M. Saints, cara, não sei se entendi…
    Tinha alguma coisa pra entender, ou você só colocou um monte de ideias juntas? Percebi três cenas, ele na floresta, ele na escola e ele no bar, em todas as cenas ele é perseguido e atacado por criaturas do nosso folclore, iguais a ele, e ele ajuda os deuses indígenas a colocar tudo de volta no lugar.. hummm
    Foi gostoso de ler, não notei erros, e as estética é ótima, pontos por isso. Boa sorte!!

  23. Fil Felix
    12 de junho de 2017

    Um conto complicado de analisar (ainda mais em desafios) porque foge do padrão e cai no campo da experimentação narrativa. Uma viagem em várias camadas, várias perspectivas, como um looping ao estilo Alice no País das Maravilhas. Me lembrou um desenhista de HQ que gosto muito, Brendan McCarthy, que aposta no nonsense e surreal, com situações surgindo e aparentemente desconexas. Mas no campo do visual temos vários aparatos para deixar a leitura mais “lisérgica”, no campo da literatura os aparatos são outros. E acho que o problema que não gostei tanto é a sua estrutura, sua estética. Contos com muitos diálogos tendem a deixá-lo mais ágil, o que é ótimo, mas poderia ter uma organização mais interessante pro leitor conseguir dividir as cenas com mais facilidade. A ambientação ficou ótima e carismática, principalmente a Diretora.

  24. juliana calafange da costa ribeiro
    10 de junho de 2017

    É um conto realmente difícil de acompanhar. É preciso mergulhar na confusão que vc cria, sem medo de se afogar, para acabar pescando a sua mensagem. Assim como o Jorge Santos, fiquei com a sensação de que vc criou alguma “pegadinha” com os parágrafos, um código que precisamos decifrar pra entender a sua história. Apesar de ter certeza que o autor sabia muito bem o q estava fazendo, tenho certeza Tb que será difícil o conto agradar a muitos leitores, justamente por exigir um esforço maior por parte destes.
    A gramática é prefeita (eu pelo menos não vi erros), a leitura flui com a clareza e o ritmo das frases muito bem construídas, com esmero que se nota.
    O vai e vem do protagonista-professor-curupira entre os mundos é uma ideia bem maluca, mas funciona. A imagem-tema está bem retratada, mas concordo com o Gustavo, que disse parece q o conto foi escrito para o desafio anterior e adaptado para este. Mas, se foi isso, não ficou ruim, não. Parabéns!

  25. Jorge Santos
    10 de junho de 2017

    Ao ler este conto tive a distinta noção de que o autor havia colocado apenas os parágrafos ímpares do texto completo. Consigo senti-lo (mais do que o consigo perceber), mas creio que poderia ter sido simplificado. A confusão prejudica a leitura e desmotiva. No final apresenta uma dedicatória a Almir Suruí, líder indígena brasileiro. É devido a esta dedicatória que conseguimos tirar o sentido do texto e a sua vertente de protecção do ambiente, das tradições indígenas e do choque entre estas e o mundo supostamente moderno. Mas creio que o conto deveria ter sido simplificado. O surrealismo tem de ter ligações ao realismo para que o leitor não se perca pelo meio daquilo que poderia ser um texto com uma mensagem que teria tanto de louvável como de perceptível.

  26. Givago Domingues Thimoti
    9 de junho de 2017

    Adequação ao tema proposto: O homem com o javali apareceu fazendo uma chacina com as libélulas… Será que podemos chamar o IBAMA?
    Criatividade: Alta
    Emoção: Acho que pela transição entre mundos, eu acabei não curtindo muito a viagem. Outro motivo para isso ter acontecido foi o fato que não sou chegado ao folclore brasileiro
    Enredo: Como eu disse, o folclore brasileiro não é exatamente minha área. Eu conheço os mitos básicos e parei por aí. Por algum motivo, eu vi um excesso de personagens e alguns ficaram meio perdidos na história.
    Gramática: Não notei nenhum erro.

  27. Afonso Elva
    9 de junho de 2017

    Eu não entendi nada. Nem tenho muito o que comentar, me desculpe. Às vezes a intenção do autor era essa mesmo, e, se foi, devo dizer que gosto de certa liberdade de interpretação nos textos, mas aqui, não vejo nenhuma. Existe algum mérito em escrever 2000 palavras de coisas sem nexo. Talvez isso seja até charmoso e certo ponto. Comigo não funcionou.
    Forte abraço

  28. Ana Monteiro
    9 de junho de 2017

    Olá M. Saints. Entendo tão pouco, mas tão pouco de folclore brasileiro que, veja bem, até participar neste desafio, pensava que folclore aí, como em Portugal, se tratasse de uma dança típica. Se em alguns contos comento apenas com base nos critérios de avaliação propostos, aqui, mais do que nunca, deverei fazê-lo. Então vamos lá. Gramática: se tem problemas gramaticais não dei por eles (repare que sendo portuguesa, a maneira como vocês escrevem e falam, sempre me causa alguma estranheza e, frequentemente, a sensação de estar errado. Imagino que convosco, em relação a nós, suceda exatamente o mesmo). Criatividade: tem imensa. Imagino que o próprio folclore brasileiro em si mesmo já seja um festival de criatividade e nem sei se lhe acrescentou bastante ou não, mas que tem, tem. Adequação ao tema: francamente não encontrei nada; excepto um vago lampejo no momento em que no início um homem se equilibra sobre um porco, não vi qualquer aproximação à imagem proposta. Emoção e enredo: o enredo pareceu-me bastante confuso, mas a história seria sempre confusa para mim, suponho. E emoção não encontrei, nem sei se esteve em si a intenção de a colocar. Enredo e emoção são dois factores que, comummente, entram em conflito; em muitos contos e, para que se possa aprofundar um dos aspectos, tem que se abrir mão do outro. Não acontece sempre. Mas um conto é um conto, é curto. No geral, apreciei o que li, mas, por falta de conhecimento, não posso ir muito além no comentário.

  29. Jowilton Amaral da Costa
    8 de junho de 2017

    Um bom conto. A narrativa é boa, sem entraves, no entanto, o enredo nos deixa bem perdidos. Imaginei meio que foi feito um encanto no curupira e em alguns momentos ele, o curupira,, acabava tendo lampejos do que fora sua vida, fazendo com que tudo se misturasse. Bem, é isso. Boa sorte.

  30. Iolandinha Pinheiro
    8 de junho de 2017

    Professor puxa uma maconha mofada e acredita ser o curupira, tem alucinações e confunde os funcionários do colégio com entidades da floresta. Pelas conversas vejo que o povo da escola tem muita paciência com a loucura do sujeito. Em momentos não se sabe se é o curupira que acha que é professor ou exatamente o inverso. Eu até entendi (será??) o seu conto, mas me atrapalhei com os muitos personagens e seus nomes separados por hífen. Valeu como exercício literário. Eu ri. Não sei se era o efeito desejado pelo autor, mas quem arrisca fazendo um conto não linear ou Kafkiano, etc, se expõe a não ser compreendido por pessoas menos sensíveis ou atentas (meu caso). Um abraço em vc, sorte no desafio e continue escrevendo como quiser, amigo.

  31. Fheluany Nogueira
    7 de junho de 2017

    O título e a introdução são curiosos e levam o leitor a persistir e tentar interpretar um texto cujo estilo é de difícil classificação. Gostei e me diverti sem preocupar com a lógica; linguagem bem trabalhada, personagens surpreendentes, um diálogo com a cultura indígena e um desfecho original. Deve haver uma outra camada de significados nas entrelinhas, mas que escapou a essa leitora desavisada.

    É um trabalho instigante, que merece destaque pela ousadia. Parabéns pela participação. Abraços.

  32. Elisa Ribeiro
    6 de junho de 2017

    Olá M Saints. Não entendi nada, mas gostei. Deslizei pela narrativa atrás do seu narrador e o percurso foi pura diversão. Depois, por favor, me explique que raio de história é essa. Eu curto narrativas surrealistas quando escritas primorosamente e esse é o caso do seu conto. Adorei o tchibum do final. Boa sorte! Abraço.

  33. Fernando Cyrino
    5 de junho de 2017

    Um conto experimental, um estudo estilístico interessante, mas que me deixou confuso. Eu, mais tradicionalista, fiquei sem entender um tantão de coisas que você esteve a me dizer enquanto seu leitor. Um exercício talvez macunaímico demais de pensar em uma linguagem que me soou hermética. Seu conto está bem redigido. Bem não, está muito bem escrito. Não vi erros. Vê-se que é alguém que conhece muito bem e domina mesmo o riscado. Mas que lançou um bólido que para mim, mesmo com as voltas e re voltas ao texto, não consegui compreender bem. Então, prefiro não ficar chutando. Veja lá, trata-se da minha opinião de leigo que nada praticamente sabe. Não sei o que os demais leitores e comentadores estão a lhe dizer. Abraços pela sua coragem em propor um texto assim.

  34. Roselaine Hahn
    4 de junho de 2017

    Olá M Saints, muito bacana a imagem do seu conto, uma das mais bonitas do certame. Escreves muito bem, a questão é permitir a fantasia do escritor se tornar clara para o leitor. A mim pareceu se tratar de vários recortes, na verdade, delírios do professor, que confesso, apanhei para acompanhar, principalmente nos diálogos. De qualquer forma, é notório o seu talento para o ofício, continue lapidando a pena. Sorte no desafio, abçs.

  35. Neusa Maria Fontolan
    2 de junho de 2017

    Não conseguiu mandar seu conto para o desafio anterior a esse? Porque nesse está totalmente fora do tema. Mas de qualquer forma eu gostei do curupira agindo em um mundo paralelo, um que é só deles.
    Parabéns pela escrita

    • M Saints
      3 de junho de 2017

      Já que você é a quinta pessoa que me fala desse tal “desafio anterior”, julgo-me na obrigação de responder que o desconhecia totalmente até o comentário da angst447, que me levou a investigar o assunto no site.

      O que acontece é que sempre pretendi escrever um conto que proporcionasse uma dimensão inovadora aos mitos indígenas. Quis também abordar de uma maneira criativa o tema do concurso, que afirmava que devíamos “basearmo-nos” na foto para escrever o conto.

      Assim, a foto evocou-me uma visão, digamos, futurística, ou melhor dizendo, atualizada, projetada, psicanalizada, Junguiana, do mito do “caipora”. Mas, pelo visto divergimos no sentido da palavra “basear”, e deveria ter sido escrito um conto que descrevesse literalmente um homem conduzidos um javali, etc, etc.

      Aproveito também para pedir desculpas aos que incomodei, escrevendo um conto não linear, meio surreal, meio kafkiano. Prometo, da próxima, algo mais tradicional. Grato pelas críticas, sempre bem vindas!

  36. Olá, M Saints,
    Tudo bem?
    Acabo de ler seu conto e os comentários também. (rsrsrs) Você está causando polêmica, heim!?
    Bom, vamos ao conto e à análise de acordo com o meu ponto de vista. Afinal, é para isso que escrevemos. Para nos comunicarmos com uma pessoa do outro lado da tela ou do papel. Um feedback que, normalmente não seria possível, mas que aqui nos permite uma reflexão (correta ou não) de nosso trabalho. Ou, ao menos, uma impressão geral sobre a maneira com que as pessoas entendem ou não o que tentamos transmitir em nosso trabalho.
    Logo no primeiro parágrafo você me conquistou. Criou uma introdução que causa, no mínimo, curiosidade em seu leitor. Um convite para que este continue realmente com você. Uma abertura que demonstra que o texto é escrito por alguém que sabe muito bem o que está fazendo.
    A história seguiu em frente, em um ambiente onírico, e logo o personagem é lançado a um ambiente que poderia ser o mundo real como quem acordasse de um sonho. A primeira imagem que me veio, no entanto, foi a de que seu conto poderia estar falando sobre o processo de criação de uma história.
    Então, em minha compreensão como leitora, o professor seria um autor em uma espécie de delírio, criando seus personagens. Mais que isso, sendo “perseguido” obsessivamente por eles em uma espécie de esquizofrenia a que se lança um criador, quando concentrado na obra que desenvolve.
    O garçom, Lobo de Um Homem só, ouve, entre copos de bebida, a história que o professor cria. Por isso dá as costas quando lhe é dito que “os deuses estão mortos”, talvez o título do livro. Seria ideal que fosse o título do conto. De seu conto e não só o do Professor.
    E assim, a vida desse homem escritor segue, entre delírios com os novos deuses ou mitos que descobriu no desafio do folclore do site Entre Contos. Por isso, “os deuses agora são outros”. (Rsrsr) Talvez um novo capítulo. Talvez um novo volume.
    Creio que acabei de criar um novo conto, paralelo ao seu. Provavelmente uma divagação sem sentido sobre sua obra. Mas, um texto é feito para causar sensações ao leitor. E, nesse sentido, você atingiu seu objetivo. 😉
    Sobre o desafio imagem. Bem… O Curupira “cavalga” um Javali.
    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.
    Beijos
    Paula Giannini

  37. Vitor De Lerbo
    1 de junho de 2017

    Conto bastante criativo, com passagens muito boas e gramática irrepreensível.

    A passagem que mais se assemelha à imagem do desafio é o homem alto se equilibrando sobre o porco; ainda assim, temos que fazer força para que essa cena seja considerada a imagem apresentada.

    Por fim, entendi o contexto geral da história, mas fiquei confuso em diversas partes.

    Boa sorte!

  38. Marco Aurélio Saraiva
    30 de maio de 2017

    Ao final da leitura, só pude pensar em uma coisa: “Pra que tanta confusão?”
    ===TRAMA===
    Não consegui entendê-la. Extremamente confusa. O conto inteiro me parece uma enxurrada de trechos sem conexão uns com os outros, e sem significado aparente. Foi como ler um “brainstorming” de um autor muito inspirado; com se você tivesse escrito trechos aleatórios de boas ideias em vários cartões, então os embaralhasse e ordenasse de qualquer forma, publicando-os por fim como um conto.
    ===TÉCNICA===
    Você escreve bem pra caramba. Suas palavras são muito bonitas. Não vi erros de português, nem de revisão. A leitura seguiria fluida e impecável… não fosse a falta de sentido.
    Não adianta escrever de forma bonita se você não se faz entender. Eu achei alguns trechos e pensamentos do conto lindos, mas do que adianta tê-los largados ao léu assim? É bonito, mas não faz sentido.
    Para ressaltar: gostei muito da sua escrita. Gosto especialmente quando o escritor brinca com a aparência do texto, espaçando palavras, brincando com construções, pulando linhas, desenhando com as letras. Acho incrível mesmo. Pena que, aqui, não encontrei sentido nestas liberdades.
    ===SALDO===
    Negativo. Não entendi nada.

    • M Saints
      1 de junho de 2017

      Haha, cara! Muito obrigado, comentários assim animam a jornada. Você definiu o futurismo de marinetti, a semana de arte moderna. O problema é só de uma vanguarda cem anos na retaguarda, rs

      • Marco Aurélio Saraiva
        6 de junho de 2017

        Deve ser ! Admito que eu tenho que evoluir muito ainda – como escritor e leitor. Daqui a uns 100 anos volto pra ver se já aprendi a entender o conto! Hahahahah!

  39. Evandro Furtado
    30 de maio de 2017

    Olá, autor. Sigamos com a avaliação. Trarei três aspectos que considero essenciais para o conto: Elementos de gênero (em que gênero literário o conto de encaixa e como ele trabalha/transgride/satiriza ele), Conteúdo (a história em si e como ela é construída) e Forma (a narrativa, a linguagem utilizada).
    EG: Fantasia. O conto peca na falta de ambientação. O cenário é impreciso. Faltou deter-se nas descrições. As transições aconteceram rápidas demais.
    C: A trama é confusa e em alguns momentos não faz sentido algum. Os diálogos não ajudam a dar consistência.
    F: A narrativa em primeira pessoa não ajuda. A terceira pessoa seria uma escolha mais apropriada. Ainda assim, há metáforas demais e precisão de menos. O autor poderia ter se detido em um ponto, apresentá-lo, descrevê-lo. Optou por outro caminho e a coisa toda ficou confusa.

  40. Milton Meier Junior
    30 de maio de 2017

    o conto é bem escrito. fora isso, devo admitir que não entendi nada. para mim nada fez sentido. e não há correlação alguma com a imagem proposta pelo certame.

  41. Gustavo Castro Araujo
    27 de maio de 2017

    Rapaz, que viagem! Pelo que entendi, nosso Curupira transita entre dois (ou mais) mundos, sem necessariamente discerni-los. Lembrei aqui das tirinhas do Calvin e Haroldo, em que a imaginação do menino se sobrepõe à realidade, travestindo “gente de verdade” por criaturas fantásticas. Lá, o garoto é o Astronauta Spiff; aqui, é o próprio Curupira. Achei muito engenhosa a maneira como você, autor, inseriu os personagens da nossa mitologia – chego a pensar que este conto foi gestado para o desafio anterior e que terminou adaptado para este. Claro que a confusão é inevitável, levando o leitor a ruas sem saída. Acho que é essa melhor metáfora para texto: um labirinto com deuses moribundos, onde tudo se desfaz. A imagem do desafio está presente, mas talvez seja até desnecessária, já que não influencia no ponto principal da narrativa. Gramaticalmente, o texto é perfeito e, apesar da aparente confusão, o autor demonstra saber o que faz. É possível, aliás, deixar-se guiar pelo protagonista, mas ao leitor que não se entregar, a experiência pode ser desinteressante. É um risco e, por tratar disso, o conto merece créditos.

  42. Lucas F. Maziero (@lfmlucas)
    27 de maio de 2017

    Acredito que no conto há uma mistura do real com o imaginário, se entendi corretamente. E essa mistura não caiu bem. Não sei se todos os elementos fazem parte do folclore, ou se alguns foram inventados, como os seres-libélulas; é uma boa ocasião para se fazer uma pesquisa.

    Que doideira foi essa de um homem em pé sobre um javali atirando certeiramente com uma arma de fogo (era uma arma de fogo, não?) nos seres-libélulas? E qual a importância disso? (Abro mais um parêntese, talvez tenha importância se o leitor estiver por dentro do folclore, ou de alguma mitologia onde figuram esses seres.)

    Confuso em demasia, principalmente em partes como aquela em que a diretora o chamou, ele a seguiu, e de repente ele ainda estava na sala de aula. Igualmente na parte do saloon. Enfim, para mim o conto é incompreensível. E por ter sido incompreendido, não gostei. Mas não quer dizer que não tenha mérito, apenas não pude percebê-lo, a não ser o lado da criatividade, esse eu percebi e digo que é bem criativo. Só faltou coadunar essa criatividade e criar um todo mais coerente.

    Parabéns!

  43. Sick Mind
    26 de maio de 2017

    Entendi a ideia do conto, mas fiquei perdidinho no desenvolvimento da trama. O chamado de Iara e a quantidade de personagens nomeados ao estilo “Alguém-que-faz-alguma-coisa” me deixou bastante desanimado pela repetição que surgem no texto. Porém isso não é um problema, pois a verdadeira dificuldade em analisar o conto, vem do fato que ele apenas tangência o tema do concurso.

  44. Evelyn Postali
    24 de maio de 2017

    Oi, M Saints,
    Gramática – Não reparei em erros muito grandes, não. Então, está ok.
    Criatividade – Eu, particularmente gosto da mitologia brasileira. Gosto quando um autor usa nossa bagagem para compor uma história. Incentivo e aplaudo porque não existe lugar para escrever sobre ela. Aqui, no entanto, ficou muito diluída a imagem do desafio. Essa mistura não deu muito certo.
    Adequação ao tema proposto – Repito a ideia no item anterior. A imagem ficou desconectada com o contexto
    Emoção – Se gostar de mitologia brasileira, de folclore, implicasse em emoções, o seu conto arrancaria minha alma, mas não. Não fez não. Porque tem muitos personagens e eu me perdi no meio da história. Precisei voltar e ler outra vez.
    Enredo – Começo, meio e fim estruturados até onde pude perceber. Essa coisa de misturar o real e o imaginário em um conto precisa, na minha humilde opinião, ter poucos personagens, porque, se deixar desse jeito, precisará do dobro de palavras para compor algo menos confuso.
    Boa sorte no desafio!
    Abraços!

    • Evelyn Postali
      24 de maio de 2017

      *do item anterior.

      • M Saints
        25 de maio de 2017

        Quais foram os erros grandes, já que não muito grandes?

  45. angst447
    23 de maio de 2017

    Olá, autor, tudo bem?
    Chegou atrasado para participar do desafio Folclore Brasileiro. Ou já tinha escrito esse conto e resolveu participar assim mesmo, mas fugiu do tema proposto para o atual certame.
    O título é bacana, dá impressão de que o texto trará algo de mitológico.
    Não encontrei erros na sua revisão, ou pelo menos, nada que tenha saltado aos olhos.
    Desculpe a minha ignorância (talvez eu tenha nascido loira demais), mas não compreendi muito bem a sua narrativa. Até achei interessante o professor Curupira e o chamado da Dona Iara (bem saliente essa senhora, hein?).
    Boa sorte!

    • M Saints
      25 de maio de 2017

      Quais os erros, mesmo que não tenham saltado aos olhos?

      • angst447
        25 de maio de 2017

        Eu não encontrei erros quando li. O que eu quis dizer foi exatamente isso, que durante a minha leitura nada me saltou aos olhos. Então, acredito que não haja falhas na sua revisão. Mas quem procura. acha… nem que seja uma vírgula. 🙂

  46. Ricardo Gnecco Falco
    23 de maio de 2017

    Olá autor/autora! 🙂
    Obrigado por me presentear com a sua criação,
    permitindo-me ampliar meus horizontes literários e,
    assim, favorecendo meu próprio crescimento enquanto
    criativa criatura criadora! Gratidão! 😉
    Seguindo a sugestão de nosso Anfitrião, moderador e
    administrador deste Certame, avaliarei seu trabalho — e
    todos os demais — conforme o mesmo padrão, que segue
    abaixo, ao final.
    Desde já, desejo-lhe boa sorte no Desafio e um longo e
    próspero caminhar nesta prazerosa ‘labuta’ que é a arte
    da escrita!

    Grande abraço,

    Paz e Bem!

    *************************************************
    Avaliação da Obra:

    – GRAMÁTICA
    Levando-se em conta que os neologismos fazem parte deste reino folclórico do conto, não percebi nada que causasse entraves na leitura.

    – CRIATIVIDADE
    Muito boa, embora talvez tenha soado em demasia. Foram abordados muitos personagens folclóricos e, em uma história curta (Conto), isso costuma causar um efeito alienador no público, que já logo começa a misturar tudo na mente durante a leitura.

    – ADEQUAÇÃO AO TEMA PROPOSTO
    Não encontrei. algumas menções a caixas e travas que vagamente poderiam remeter à mala da imagem temática do Certame. Porém, tal link não se fez presente em minha primeira leitura. E, visto que não farei uma segunda (devido aos mais de 50 contos que ainda me restam para ler e avaliar), acabarei marcando este trabalho como não tendo alcançado este requisito.

    – EMOÇÃO
    Pouca, provavelmente devido ao excesso de personagens e interações entre os mesmos. Não me senti envolvido com a trama e a leitura acabou entrando em um estado mecânico na parte final, quando desisti de continuar tentando conseguir juntar em minha mente a história secundária que aparentemente o/a/ autor/a colocou como outro plano da trama. Não consegui interagir com a proposta do/a autor/a. Peço desculpas por isso.

    – ENREDO
    Aparentemente (pelo pouco que consegui compreender), trata-se de uma “guerra entre dois mundos”: o real e o folclórico. Infelizmente, não consegui captar mais nada das inúmeras elucubrações feitas pelo/a autor/a neste trabalho e, por isso, novamente, peço perdão ao mesmo. E para o Curupira, também…

    *************************************************

  47. Leo Jardim
    23 de maio de 2017

    O Retorno dos Deuses (M Saints)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐▫▫▫): achei bastante confusa a forma como foi contada. Foi fácil entender que se tratavam de seres do folclore brasileiro tentando viver a vida normalmente, mas foi difícil entender o que era sonho ou devaneio e o que estava acontecendo. Entendi a ideia geral da trama (mitos do folclore brasileiros convivendo no meio de nós e algo mais importante acontecendo no mundo real deles), mas confesso que muita coisa ficou nebulosa.

    📝 Técnica (⭐⭐▫▫▫): não vi defeitos ortográficos, apenas na estruturação do texto, que poderia ter mais cuidado na separação do que estava acontecendo e o que era sonho. Divisões por “***” ou outra marcação ajudariam bastante.

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): nos poucos contos que li do desafio anterior (de folclore brasileiro), vi que esse tema dos mitos vivendo entre nós foi bastante abordado.

    🎯 Tema (▫▫): desculpa, mas acho que o autor está atrasado e mandou o texto para o desafio errado. Estaria 100% adequado se fosse no certame de folclore, mas neste, o fato de ter um mito que “surfa” em um porco, passou bastante longe do exposto na imagem-tema.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫▫▫): não entendi muita coisa e boiei bastante por boa parte do texto. Isso afetou o impacto. Acredito, porém, que se o texto fosse melhor estruturado, eu teria me apegado melhor aos personagens e o resultado teria sido diferente.

    • M Saints
      7 de junho de 2017

      Meu caro, eu concordo plenamente quando alguém diz que o tema não está relacio ado à foto. Agradeço penhoradamente a sua opinião, a do olisomar e outras.
      Claro, todos também têm pleno direito, e razão, ao achar que o conto deveria ter sido enviado para o desafio anterior.
      Mas, com todo o respeito, permita-me uma pequena reflexão.
      É que eu achei que estava escrevendo sobre deidade, nunca me passou pela cabeça que isso fosse folclore. Folclore no meu entender é cultura, aqui é de religião que se trata.
      Se eu escrevesse sobre Jesus Cristo, anjos, demônios, isso seria o folclore judeu? Sobre Maomé, Huris, folclore árabe?
      Eu escrevi sobre divindades indígenas, com o objetivo de homenagear a tribo paiter suruí. Se não consegui, bom, meu caro, lamento. Mas queria deixar bem claro que não considero as crenças indígenas, de modo algum, superstições que devem ser rejeitadas e substituídas por deuses ocidentais. Que ninguém chama de folclore. Era só isso que eu queria dizer… sem, claro, contestar as críticas estilísticas, que muito agradeço. Espero que o Sr. tenha entendido, grato pela atenção.

      • Leo Jardim
        8 de junho de 2017

        Entendo e desculpa se ofendi. Convencionou-se chamar de folclore brasileiro os mitos como saci pererê, Curupira e etc. e esses foram abordados no desafio anterior. Foi apenas nesse ponto que quis tocar.

        Grande abraço.

  48. Olisomar Pires
    21 de maio de 2017

    1. Tema: adequação inexistente;

    2. Criatividade: Muito boa. Uma mistura de seres folclóricos meio perdidos no mundo real ou não.

    3. Enredo: Dialogação muito boa, ágil, eficiente, nomes e personagens muito bem explorados, apesar da imensa quantidade para um texto pequeno.

    4. Escrita: Sem erros dignos de nota ou que tenha visto.

    5. Impacto: médio.

    Muitas e tão diferentes informações, apesar de bem escritas, turvaram o conto.

    Disse que não houve adequação porque não consigo imaginar a imagem-tema em nenhum lugar do conto.

  49. Anorkinda Neide
    20 de maio de 2017

    Olá!
    Outro autor q ficou com o folclore entranhado na imaginação 🙂
    Gostei do texto, achei ágil e divertido.nao sei se entendi bem, acho q estou com sono..rsrs voltarei a ler quando for dar a nota.
    A princípio, gostei bastante, os personagens todos são uma graça.
    Abraçao

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Publicado às 20 de maio de 2017 por em Imagem - 2017 e marcado .