EntreContos

Detox Literário.

Fé Decadente (Leonardo Jardim)

Uma rajada de poeira fez com que tivessem que fechar os olhos. Estavam todos cobertos por panos, como as antigas tribos do deserto e, ainda assim, sentiam frio — mas era a fome que realmente incomodava. Quando voltaram a enxergar, viram uma imagem que lembrariam pelo resto de suas vidas: um homem vestido com um sobretudo de couro e óculos de aviador caminhava a poucos metros. Segurava na mão direita uma grande mala e, na outra, uma corrente. Encoleirado ao seu lado, um enorme javali caminhava tranquilamente.

— Parado aí — gritou um deles. Os demais, cerca de dez homens, empunhavam lanças, porretes e facas, em posição de ameaça. — Não pode entrar. O Sacerdote está no meio da missa.

Estavam cercados de prédios em ruínas e apenas uma estrutura parecia melhor conservada: tinha arquitetura antiga e uma grande cruz no alto.

— Finalmente — o homem respondeu com uma voz tão grave e áspera que parecia que as palavras haviam lutado numa guerra antes de finalmente conquistarem a liberdade.

— Finalmente o quê, velho? O que você quer? — perguntou aquele que parecia liderar.

— O Sacerdote — ele disse, como se fosse muito difícil fazê-lo. — Leve-me a ele.

— Acho que não entendeu. O Sacerdote está numa missa e ele não gosta de ser incomodado antes de acabar.

— Diga a ele que Pedro quer vê-lo.

— Já falei que não vou interromper — disse sem paciência. — O que você trouxe pra ele? O que tem aí na mala?

— Preciso mostrar a ele primeiro. — Ele parecia cansado e frágil, apesar da imponência de sua presença. — Leve-me ao Sacerdote.

— Acho que entrou areia no seu ouvido. Sua Santidade não vai te ver agora. Se quiser a sopa, aguarde o fim do sermão e entre na fila.

— “Sua Santidade”? — o velho estranhou.

— Ei, chefe — disse um outro membro do grupo. Eles já haviam aliviado a tensão e abaixado as armas. — Faz muito tempo que só comemos aquela sopa aguada e sem gosto. Um porco assado cairia bem, né? Ainda mais um gordinho assim. — Lambeu os lábios. A boca salivava tanto que escorria pelo queixo.

— É, chefe — concordou um outro, aproximando-se do javali com uma lança em punho  —, estamos morrendo de fome.

— Não toquem no animal — ameaçou Pedro.

— Velho, velho… — o chefe se aproximou. Tinha uma grande faca de caça na mão. — Você é um contra dez. Estamos todos armados. Não está em posição de pedir nada. — Encostou a faca no pescoço do javali. O animal se moveu inquieto. — Vamos combinar assim: você deixa o porco com a gente e nós deixamos você voltar para sei lá de onde veio.

O homem ergueu a faca com intuito de dar o golpe no pescoço do animal, mas o javali foi mais rápido e mordeu a outra mão de seu agressor, decepando três dedos. Ele urrou de dor e berrou:

— Matem os dois!

— Ninguém vai morrer aqui hoje — o velho disse, então.  Carregava na mão direita um revólver calibre 38. Havia retirado habilmente a arma do coldre que escondia por dentro do sobretudo enquanto todos observavam o ataque do javali. E, então, vendo o medo no rosto dos demais, repetiu: — Levem-me ao Sacerdote.

***

Caminharam por alguns metros e entraram na igreja. As paredes eram cobertas por tapeçarias rasgadas, que um dia deviam ter sido muito coloridas, mas agora figuravam todas na mesma cor de terra — aquela parecia ser a única que cor que restara no mundo. Sentados em bancos de madeira, dezenas de pobres coitados, vestidos de trapos e sujos até o último fiapo de existência. Em pé, no altar, sob um nicho onde o vazio dizia mais que a imagem santa que dali fora tirada, um homem de batina fazia seu sermão:

— E, então, o Senhor multiplicou os peixes para dar de alimento ao povo faminto. — Fez uma pausa dramática. — Assim como eu, inspirado por ele, multiplico os poucos nutrientes dessa terra morta na sopa que os alimenta. — Parou e respirou fundo. — Estamos vivendo o terrível Apocalipse, meus queridos, mas Ele me guiou para mantê-los vivos, no caminho da Luz e, em breve, os bons serão salvos.

O grupo de guardas guiando o velho se aproximou do púlpito. O Sacerdote olhou o chefe com raiva estampada na face e aguardou uma explicação pela interrupção.

— Vossa Santidade, este homem quer falar com o senhor — anunciou o chefe enquanto pressionava um pedaço de suas vestes contra a mão sanguinolenta. — Ele disse que se chama Pedro.

— O que houve com sua mão, Thiago? — o Sacerdote desceu do altar e segurou a mão do subordinado, que pingava em um gotejar escarlate.

— Foi o porco… — ele começou.

— Aquilo é um javali, não um porco — disse, como um pai que explica uma lição aos filhos pequenos. — Nunca tinha visto um? — Mantinha olhos fixos no ferimento e ignorava o velho.

— Não, Vossa Santidade — disse ele, de cabeça abaixada.

— Vá tratar essa ferida. Deixem-me com o homem e o javali.

— Mas, Vossa Santida…

— Não discuta comigo. Estarei seguro. Qualquer coisa, chamo vocês. — E levantou a voz: — Meu querido rebanho, infelizmente terei que interromper o sermão de hoje. A sopa será servida, podem ir para a fila.

Todos se levantaram em resmungos muito baixo e caminharam por uma porta lateral calmamente. E quando todos haviam saído, o religioso finalmente se dirigiu ao visitante:

— E, então, pai, como foi o passeio?

***

— O que foi isso, Matheus? Agora vive de explorar os famintos? — perguntou Pedro.

— Como assim explorar, pai? Estou mantendo eles vivos.

— Você virou uma espécie de líder desse povo. O Sacerdote, Sua Santidade… — disse com desdém. — Os trata que nem gado… ou rebanho, como mesmo diz. Esses guardas recebem alguma coisa para ficar lá fora no frio e na poeira?

— São voluntários. Fazem o que fazem por gratidão.

— Você os controla pela fome! — Pedro disse, indignado. — Era para divulgar a fórmula e não a usar a seu favor.

— Você me abandonou! — Matheus gritou palavras que estavam reprimidas há muitos anos. — Me deixou aqui sozinho para manter o seu sonho utópico!

— Utópico? Matheus, meu filho — chegou próximo, a um passo de um abraço, mas o outro recuou —, achei que você compartilhava da mesma compaixão que eu tenho pelas outras pessoas.

— Eu compartilho, pai…, mas de uma forma diferente. Estou fazendo o bem aqui.

Pedro parou e observou seu filho: estava grande, um homem feito. Barba bem aparada, roupas limpas e cabelos cortados. Nem parecia que viviam no mesmo mundo decadente.

— Eu encontrei um lugar — ele finalmente disse, após de um longo silêncio.

— Que lugar?

— Um refúgio. Depois de uma caverna. Lá existem árvores, frutas e animais.

— Foi lá que encontrou esse bichinho de estimação? — apontou o javali, que ouvia tudo com uma indiferença invejável.

— Achei ele ferido. O ajudei e agora ele me protege. Não fosse ele, não teria conseguido te encontrar.

— Muito grato, amiguinho — o sacerdote disse ao animal —, por trazer meu pai de volta. Graças a você, ele vai levar meu rebanho embora numa peregrinação insana à uma caverna misteriosa. — O javali arruou em resposta.

— Vim para levar nosso povo a um lugar em que possam prosperar. E não apenas sobreviver. — Respirou fundo. — Queria que você viesse conosco.

— Desculpe, pai, mas não vou. Nem mais ninguém.

Pedro acariciou o javali, pensativo e disse bem baixinho:

— Desde que cheguei, comecei a trabalhar com essa hipótese.

— A de que terá que voltar pro seu paraíso sozinho?

— Não, a de que terei de ir sem você. — Apoiou a grande mala no chão.

Matheus percebeu uma ameaça no gestou e gritou:

— Guardas! — O grupo de homens armados que haviam recepcionado Pedro entrou correndo na igreja, todos de lanças, paus e facas em punho. — Matem esse herege e seu animal de estimação — ordenou.

— Vossa Santidade, ele tem um revólver — disse o chefe, que tinha a mão esquerda enfaixada e ainda sangrando. — E o porco, quer dizer, o javali é uma máquina de matar.

— São dois contra dez. E duvido muito que a arma ainda funcione.

Nesse ínterim, os fiéis que assistiam à missa voltavam da sala onde a sopa seria servida e paravam para observar a cena inusitada. Não importa quão miserável e esfomeado é uma pessoa, a curiosidade quase sempre domina suas ações, Pedro pensou.

— Não preciso do meu revólver — respondeu o velho. A arma ainda estava guardada no coldre interno ao sobretudo. Em seguida, ele destravou as trancas da mala.

— Pare, pai! Você vai explodir a todos nós. Vai matar o seu povo — gritou o Sacerdote. Murmúrios correram por toda a igreja. Os guardas olharam o líder religioso com espanto. “Ele nos pediu para matar o próprio pai”, muitos deles provavelmente pensaram.

— Meus amigos — disse Pedro erguendo a voz pela primeira vez desde que chegou àquele lugar esquecido do mundo —, muitos de vocês devem se lembrar de mim ou pelo menos ter ouvido falar. Eu e meu filho Matheus, o seu Sacerdote, descobrimos como fazer uma sopa nutritiva usando o pouco de recurso que nos restou nesse mundo. — Um alvoroço tomou conta da igreja.

— Cale a boca! — gritou o Sacerdote. — Você nos abandonou. Só Deus sabe o quanto sofri para manter todos nós vivos nesses anos…

— Eu fui procurar um local onde pudéssemos viver uma vida de verdade… a sopa era só um paliativo.

— Não ouçam as palavras dele! Ele quer levar vocês a uma peregrinação que irá matar a todos. E nem temos como saber se o que ele fala é verdade. — Abriu os braços. — Infelizmente, meu rebanho, acho que meu pai enlouqueceu.

O povo estava dividido. Uma parte defendia líder religioso, um homem quase santo, que os alimentou todo aquele tempo. A outra queria se livrar daquela vida miserável rumo a um lugar melhor. Alguns, mais exaltados, berravam e brigavam entre si. Os guardas, atônitos, não conseguiam manter o controle da situação.

Pedro percebeu que o momento era delicado e abaixou para abrir a mala — precisava mais que apenas palavras. Muitos se assustaram sem saber o que teria ali dentro ou achando que era algum tipo de explosivo. O Sacerdote, decidido a dar um fim àquela situação, pegou a faca da mão do atordoado Thiago, o chefe da guarda, e correu na direção do seu pai, que estava distraído procurando algo na mala.

Desceu a faca com a força e o ódio que armazenou por tantos anos…

Mas não conseguiu atingir o objetivo. Pouco antes disso, sentiu uma dor muito grande no joelho direito. O javali — no desespero, ele havia esquecido do maldito animal — arrancara a rótula fazendo os tendões saltarem banhados por uma cachoeira de fluido vermelho.

Enquanto ele urrava de dor, seu pai retirava da mala uma grande garrafa de barro. Ele olhou para o filho com uma miríade de sentimentos, de tristeza a decepção, e disse:

— Eu trouxe água potável. Tem muito mais de onde tirei essa. — Abaixou e pegou na mala um pedaço de carne ressecada. — E comida também. Vocês nunca mais precisarão tomar a sopa novamente.

Entre celebrações e agradecimentos, Pedro ofereceu a cada um ali, um pouco da água limpa e um pedaço da carne, que mesmo dura tinha um sabor muito melhor que a sopa que tomavam diariamente.

— Quer um pedaço? — disse Pedro ao filho após alimentar os outros. Matheus estava no mesmo lugar onde caíra. Tinha um curativo improvisado no joelho, mas se mantinha imóvel. — Venha conosco. Podemos carregá-lo até o refúgio.

— Não preciso da sua caridade — respondeu quase num sussurro.

O velho pegou o revólver e apoiou ao lado do filho. Endurecido pelos anos vividos em um mundo em ruínas, chamou seu povo para iniciar a jornada de esperança de um mundo melhor. O javali, seu mais fiel protetor, ao seu lado, mas já não estavam sozinhos.

Olhou para trás pouco antes da igreja sumir na paisagem poeirenta. E constatou, triste, após ouvir um som surdo que ecoou em todos os lugares, que o revólver ainda funcionava.

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49 comentários em “Fé Decadente (Leonardo Jardim)

  1. Fil Felix
    23 de junho de 2017

    Achei o conto interessante, mas tem alguns erros que passaram pelo revisor. Gostei da analogia a Cristo, aos apóstolos e tudo o mais. Muito bom trazer a questão de falsos profetas e a busca pela terra prometida. Há muitas referências religiosas. O javali também teve seu papel de destaque, não ficando apenas como coadjuvante. Só que ficou um tanto corrido.

  2. Daniel Reis
    23 de junho de 2017

    (Prezado Autor: antes dos comentários, alerto que minha análise deve se restringir aos pontos que, na minha percepção, podem ser mais trabalhados, sem intenção de passar uma crítica literária, mas uma impressão de leitor. Espero que essas observações possam ajudá-lo a se aprimorar, assim com a leitura de seu conto também me ajudou. Um grande abraço).

    Fé Decadente (Judas)

    ADEQUAÇÃO AO TEMA: a imagem está lá, bem no começo. E tem total influência no desenrolar dos fatos.

    ASPECTOS TÉCNICOS: o texto é claro, direto, com diálogos simples mas que conduzem a história, sem tropeços. Acho que o principal ponto a sugerir seria com relação a construção da história, pois tive a impressão que o autor foi “inventando” enquanto escrevia, e só no fim decidiu o que aconteceria. Digo isso, porque também faço muito assim.

    EFEITO: No cômputo final, um bom texto distópico, ainda que alguns aspectos ainda sejam questionáveis – a motivação de Pedro, por exemplo, e a falta de conexão pai-filho.

    • Leo Jardim
      26 de junho de 2017

      Engraçado você dizer sobre “inventar enquanto escreve “, Daniel, pois sempre faço sim quando me falta criatividade ou inspiração. Nesse conto levei isso ao extremo do último dia do prazo.

  3. Rubem Cabral
    23 de junho de 2017

    Olá, Judas.

    Resolvi adotar um padrão de avaliação. Como sugerido pelo EntreContos. Vamos lá:

    Adequação ao tema:
    Boa adequação: javali, homem encasacado, mala.

    Qualidade da escrita (gramática, pontuação):
    O texto está bem escrito, não observei erros a destacar.

    Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos):
    Pedro ficou interessante, seu filho um pouco menos. A narração foi eficiente e simples, os diálogos ficam por vezes um pouco explicativos.

    Enredo (coerência, criatividade):
    O enredo é muito interessante. Lembrou-me um pouco “O Expresso do Amanhã”. Gostei da figura do Pedro, mas achei o comportamento de seu filho por demais agressivo e injustificado. Achei estranho como as pessoas eram seriamente feridas e pouco depois comportavam-se como se nada houvesse ocorrido. A “sopa” foi um elemento que me causou curiosidade!

    Obrigado pela leitura e boa sorte no desafio!

  4. Raian Moreira
    23 de junho de 2017

    A escrita ficou firme, bem fluida, a gramática está exemplar. Seu enredo é muito bom,o conto se desenrola bem, os personagens são bons e tem certa profundidade. Achei bem impactante. O encontro entre pai e filho arrancou lagrimas de alguns aí, creio. Escolheu muito bem as palavras, parabéns. Boa sorte no desafio.

  5. Andreza Araujo
    22 de junho de 2017

    As referências religiosas são óbvias, até mesmo no pseudônimo escolhido pelo autor, o que enriqueceu a leitura desta história pós-apocalíptica. Achei um pouco exagerado o sacerdote querer matar o pai, digo, ele tinha tanto medo de ir para um lugar melhor? Ele tinha medo de que, afinal? Entendo que ele fora abandonado pelo pai durante anos e cuidou daquele povo do jeito louco dele… Precisava colocar guardas do lado de fora da igreja para que a missa não fosse interrompida? Isto era comum? Pois no mundo que criou fiquei com a impressão de que os sobreviventes da região estavam todos naquela missa (exceto os guardas), então quem iria entrar pra atrapalhar?.

    Gosto do modo quase arrogante de Pedro, de alguém que sabe o que quer e como fazer, cheguei a pensar que ele tinha poderes celestiais, mas não era o caso, ele era só bem destemido mesmo hahaha cumpriu a proposta do desafio, foi agradável acompanhar sua história, o saldo foi positivo na minha opinião.

  6. Wilson Barros
    22 de junho de 2017

    É a eterna história das pessoas que se recusam a sair da zona de conforto. Alguém pede para esperar, enquanto vai resolver uma situação, e quando resolve descobre que as pessoas já se adaptaram. Eu lembro de um filme antigo da globo, em que as pessoas ficavam presas em uma bolha de ar, em um navio no fundo do mar. Lá elas constroem suas vidas, casam, tem filhos e constroem escolas para crianças. Quando são descobertas, recusam-se a ser salvas. Há um livro famoso de Robert Heinlein, “Um túnel no céu”, que também explora muito bem essa temática. Seu conto foi muito bem conduzido, parabéns.

  7. Wender Lemes
    22 de junho de 2017

    Olá! Para organizar melhor, dividirei minha avaliação entre aspectos técnicos (ortografia, organização, estética), aspectos subjetivos (criatividade, apelo emocional) e minha compreensão geral sobre o conto. Tentarei comentar sem conferir antes a opinião dos colegas, mantendo meu feedback o mais natural possível. Peço desculpas prévias se acabar “chovendo no molhado” em algum ponto.

    ****

    Aspectos técnicos: há no conto a sugestão de um ambiente empobrecido (apocalíptico, como diz o próprio Matheus) em que as armas de fogo já se tornaram antigas/inutilizáveis. Assim, a chegada de Pedro com os dois pés na porta da casa que ajudou a construir cria toda uma bem-vinda expectativa. Há detalhes de revisão, mas nada muito prejudicial.

    Aspectos subjetivos: achei bastante criativo e coerente o modo como “universalizou” o comportamento humano diante da necessidade e da crença (diretamente proporcionais, alguns diriam). É uma história que, com a manutenção de alguns pormenores, caberia em praticamente qualquer época. Os personagens, por outro lado, deixam escapar certa impressão de funcionalidade dentro da trama – quebrando a imersão.

    Compreensão geral: percebi no conto muitos questionamentos pertinentes sobre o que chamamos de fé e como costumamos aceitá-la. O terreno religioso muitas vezes fica fora dos limites da discussão – seja por ser colocado em um pedestal de vidro, considerado perfeito, seja para evitar os conflitos que costumam ocorrer pela contradição do primeiro caso. Penso que a fé não precise ser inquestionável para ser verdadeira – inclusive, acho que o ato de ser colocada como um monumento tão inabalável é que leva tantos a tirar proveito de sua sombra.

    Parabéns e boa sorte.

  8. Victor Finkler Lachowski
    22 de junho de 2017

    Olá autor/a.
    Seu conto é muito criativo, temática pós-apocalíptica bem ambientada e discussões morais e religiosas.
    Alguns erros de gramática, nada de grava, o que incomoda mesmo no conto é a narrativa, ela vai apurando conforme o passar do conto, começamos com um ritmo mais lento e gráfico, depois passamos correndo pelo resto do conto, o que é ruim, pois o autor mostra competência em criar atmosfera, acelerar demais o ritmo quebra essa atmosfera.
    Boa sorte no desafio e nos presenteie com mais obras,
    Abraços.

  9. Thiago de Melo
    22 de junho de 2017

    Olá, Judas,
    Muito legal o seu conto. Ficou uma mistura de “MadMax” com aquele desenho dos anos 80 “Em busca do vale encantado”. Ficou muito legal.
    Você cometeu alguns erros de português ao longo do texto que me distraíram um pouco durante a leitura, mas segui adiante porque fiquei interessado na história que você estava contando. Gostei particularmente do momento em que o cara retira a água da mala e mostra a todos, dizendo “Eu trouxe água potável. Tem muito mais de onde tirei essa.”. Ficou bem legal.
    Outro ponto forte para mim foi a frase final. Bastante impactante e excelente para concluir o conto. “Olhou para trás pouco antes da igreja sumir na paisagem poeirenta. E constatou, triste, após ouvir um som surdo que ecoou em todos os lugares, que o revólver ainda funcionava.”. Ficou muito bom.
    Um bom trabalho. Precisa de alguns pequenos ajustes, mas gostei. Um abraço.

  10. Sabrina Dalbelo
    21 de junho de 2017

    Olá autor(a),

    Eu gostei da criatividade em retratar a imagem do desafio. Foi bem legal trazer o aviador na pele do apóstolo Pedro.
    Mas… o enredo em si…esse não achei tão legal. A narrativa é muito explicativa.
    Os diálogos atrapalharam um pouquinho também.
    A trama, condensada na mágoa existente entre pai e filho, ficou um pouco rasa, pois os personagens não trouxeram muita emoção, muita empatia ao leitor.
    Não é uma história ruim, apenas pode ser melhorada.
    A escrita é boa, deslancha e faz o leitor fixar a leitura.
    Um abraço

  11. catarinacunha2015
    20 de junho de 2017

    INÍCIO com título explicativo; não precisava. A TRADUÇÃO DA IMAGEM é bem estruturada e a ideia de um templo no deserto é interessante. A trama simplista não me envolveu. Os personagens precisam ser melhor trabalhados. Os diálogos não causaram o EFEITO dramático pretendido. A frase final está muito boa. Acho que vou tomar sopa hoje.

  12. M. A. Thompson
    19 de junho de 2017

    Olá!

    Usarei o padrão de avaliação sugerido pelo EntreContos, assim garanto o mesmo critério para todos:

    * Adequação ao tema: houve sim.

    * Qualidade da escrita (gramática, pontuação): nada que atrapalhasse a leitura.

    * Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos): mas uma ideia desperdiçada, o conto é bom, porém a narrativa tem alguns furos. Se for submetido a um leitor crítico – profissional ou experiente – este conto poderá ser reescrito muito melhor (caso pretenda publica-lo além do Desafio).

    * Enredo (coerência, criatividade): pouca criatividade considerando o enredo, mas demonstra ser um escritor criativo se considerarmos certos trechos da narrativa.

    De um modo geral foi um bom conto e valeu a leitura.

    Parabéns e boa sorte no Desafio!

  13. Jowilton Amaral da Costa
    19 de junho de 2017

    Achei o conto médio. A escrita está boa, mas, a narrativa não passa emoção. Alguns fatos ocorridos, como a mordida as mordidas dos javalis, ficaram pouco críveis. Remeteu-me a filmes de edição ruim, quando alguém sofre um grave acidente e logo depois aparece conversando normalmente com um curativo no local ferido. Não ficou legal. Uma mordida no joelho faria o mordido urrar por horas sem uma medicação adequada, ao meu ver, claro. O enredo é interessante. Poderia ter sido melhor trabalhado. O suspense foi bom, o final é previsível e com pouco impacto.

  14. Brian Oliveira Lancaster
    19 de junho de 2017

    EGO (Essência, Gosto, Organização)
    E: Uma atmosfera muito boa de fim de mundo. Lembrou alguns filmes pós-apocalípticos. A história é interessante e prende a atenção. Pena que o suspense dura pouco. Achei que houve uma troca brusca de comportamento do sacerdote após falar com seu pai. Se ele mantivesse a serenidade, o enredo permaneceria muito mais intrigante.
    G: A história se foca em um momento específico após alguma catástrofe mundial. O cenário se forma automaticamente, pois estamos acostumados a esse tipo de enredo, mesmo que tenha faltado alguns detalhes à mais para dar aquela pincelada geral. O suspense inicial e toda sua construção é excelente, pena que a conclusão deslize em algumas soluções fáceis. Não acho que as pessoas ficariam ‘normais’ após o confronto. Elas questionariam as atitudes ao seu redor, mesmo famintas.
    O: Escrita simples, mas eficiente. Tem alguns errinhos, mas que não chegam a atrapalhar o contexto. O suspense, e o cenário sagrado, são os pontos altos dessa construção.

  15. juliana calafange da costa ribeiro
    16 de junho de 2017

    Judas, o começo do seu conto me agradou. A ambientação, os personagens, a ótima cena do grupo recebendo o velho diante da igreja, tudo muito bem escrito. Mas, a partir do momento em que o velho saca o revólver (Com q mão ele segurou o 38 se estava com a mala na direita e o javali na esquerda?), tudo ficou chato, “lugar comum”, cansativo, excessivamente descritivo. Um final sem grandes surpresas, me deixou com a sensação oposta de quando comecei a ler o conto, infelizmente.
    A imagem-tema está bem trabalhada, é parte crucial da história. Um ou outro errinho de revisão, mas no geral tudo ok com a gramática. Boa sorte!

  16. Rose Hahn
    16 de junho de 2017

    Olá Judas, um conto recheado de referências religiosas, com um javali inserido num cenário pós-apocalíptico. Achei o enredo muito bom, a questão foi a forma como foi conduzido. Vc. tinha ouro, incenso e mirra nas mãos, mas creio que a adequação, principalmente dos diálogos, destoou da ambientação criada. A sensação, que eu tive na leitura, foi a de que o mundo da narrativa não era o mesmo nos quais transitavam os personagens, devido a forma como eles se comunicavam, principalmente na 1a. parte do texto. Acho que diálogos mais densos, mais fortes, combinariam melhor com a narrativa. De qualquer forma, é um bom texto, com frases muito boas, como …”mas agora figuravam todas na mesma cor de terra — aquela parecia ser a única que cor que restara no mundo”. Vc escreve bem, sabe conduzir o leitor e achei original a temática religiosa, recheada de detalhes históricos, como pano de fundo do desafio. Sorte no desafio. Abçs.

  17. Bia Machado
    16 de junho de 2017

    Desenvolvimento: Uma ideia interessante, mas mal executada. Gostei dos ares pós-apocalípticos e religiosos, teci mil conjecturas sobre o que viria adiante. E o que veio me desanimou um pouco.

    Vi algumas ações meio que inverossímeis. Quando o cara tem os dedos decepados, por exemplo, pelo amor de deus, como é que ele ainda fica por ali, acompanhando os fatos? Eu já teria ido atrás de ajuda, porque não é só um curativozinho que vai dar conta do recado, assim como no caso do Matheus. Foi uma banalização da coisa, como se dissessem: “Ó, minha rótula foi arrancada! Mas tá tudo bem, eu vou me matar daqui a pouco mesmo.” Faltou dosar essas ações, não optando pelo extremo.

    Personagens: Não senti simpatia nem por pai, nem por filho, nem pelo javali, nem por aquele povo que eu, sinceramente, iria querer é distância. Tá todo mundo errado nessa história, mas amenizo o lado do javali, este ser irracional. Há controvérsias quanto aos outros, os tais seres pensantes.

    Emoção: Não me animei, não me comprou. Não suspendeu minha descrença. No entanto, foi uma leitura que me deixou animada a ver a mesma narrativa com outros ares, por se tratar de um enredo interessante. Por enquanto, é o texto que mais gostaria de ver trabalhado com as alterações propostas pelos leitores. Do que gostei muito foram as descrições, o que justamente me fez ver a história como se fosse um filme.

    Tema: Adequado ao tema do desafio, mas eu não consegui ver o homem na figura do Pedro.

    Gramática: Nada que eu tenha percebido de relevante. Os que foram apontados pelos colegas, basta uma revisão.

  18. Luis Guilherme
    15 de junho de 2017

    Olá. amigo, tudo bem?

    Olha, seu conto é criativo e me cativou, fiquei bem interessado na leitura. Porém, acho que a segunda metade é inferior à primeira. No início, você constrói bem o suspense sobre o homem misterioso e seu javali. Na etapa final, quando chega o momento de desenvolver a ideia e chegar ao climax, achei que ficou um pouco abaixo.

    Porém, isso não estraga o todo. O efeito é bem legal. VocÊ conduziu a história de modo envolvente, que me manteve preso. Acho que eu só esperava um desfecho mais emocionante, mesmo.

    A linguagem é fluente e agradável, o conto é bem escrito, não possui grandes problemas de gramática ou estrutura.

    O enredo também me agradou. A ambientação é bem criada.

    Enfim, um belo conto, interessante e envolvente, mas que, na minha opinião, perdeu força no desfecho. Ainda assim, belo conto.

    Parabéns e boa sorte!

  19. Cilas Medi
    15 de junho de 2017

    Um bom conto, estranho por natureza, baseado na velha história cristã sobre o assunto de levar o “seu” povo para uma terra abundante. As referências estão todas elas marcadas, incluindo o nome de Thiago e Matheus. Não me surpreendeu em nada, apesar de bem estruturado e com uma narrativa correta.

  20. Ana Monteiro
    14 de junho de 2017

    Olá Judas. Este é um daqueles contos em que li os comentários já postados antes de escrever o meu. E porquê? Por ser uma temática muito próxima à religião e eu própria, além de não ser crente, ter uma certa “aversão” a cultos religiosos. Devo dizer que fiquei com a ideia de que você também não será simpatizante dessas práticas. Vamos aos parâmetros de avaliação. Gramática: precisa duma revisão, mas não encontrei nada de grave. Percebe-se que domina e controla a escrita. Reveja e fica bom. Criatividade: bastante. Costumo fugir a leituras “pós-apocalípticas”, mas congratulo-me pela imposição das regras do desafio que me impôs esta. Foi um tempo bem aproveitado. Adequação ao tema proposto: Está muito adequado. Emoção e enredo: encontrei mais enredo que emoção, mas isto porque a emoção está contida, este tipo de homens usam as emoções dos outros para manipulá-los e, talvez por isso mesmo, reservam muito as suas. Enquanto leitora gostei muito de ler a história que contou. Senti a tensão entre pai e filho como uma corda esticada, muito esticada. Dois homens de fé em que o filho aproveita a ausência do pai para se substituir a ele e tiranizar o povo com os mesmos argumentos, mas diferentes objetivos. O conto ilustra bem o próprio cenário da política um pouco por todo o lado: partidos de extremos opostos usam os mesmos argumentos e falam das mesmas causas, pura demagogia. Gostei muito. Parabéns!

  21. Priscila Pereira
    12 de junho de 2017

    Oi Judas, o cenário do fim do mundo ficou muito bom, deu pra imaginar tudo direitinho, não sei se você quis passar alguma mensagem sobre a igreja estar se aproveitando de pobres e famintos para obter poder e lucro… eu vi o lado de Pedro, que (assim como Jesus) veio para libertar o povo desse jugo e levá-los para um lugar de vida, não de sobrevivência. Sob esse ponto de vista, eu gostei do texto. Boa sorte!

  22. Lee Rodrigues
    11 de junho de 2017

    Vem cá, Judas, encosta a cabeça no meu ombro, me dá um ósculo santo, vamos conjecturar pelas ruas estreitas da velha cidade de Davi.

    O texto faz, de modo eficaz, a relatividade na caracterização dos personagens bíblicos e a religiosidade dos últimos dias, possibilitando o autor tratar os personagens em desenvolvimento sem ter que apresentar, em detalhes, sua vida anterior.

    Ao enfatizar as falas e ações dos personagens, coloca em segundo plano sua interiorização, e talvez isso tenha afastado um pouco a possibilidade da empatia.

    Na mala, penso, que você quis figurar a santa ceia, água (vinho), o sangue do cordeiro; e a carne, o corpo de Cristo. Não sei se você quis usar o Javali como salvador, seu sangue e sua carne como oferta para a redenção das vidas sedentas, acredito que a referência deva ser mesmo do Rabi, o trem do javali foi só mais uma viajada (de segundo plano) minha.

    Javalis à parte, nesse contexto, a escolha dos apóstolos, onde Mateus assume uma postura analítica sobre Pedro, justifica-se formalmente em virtude de uma passagem em especial no evangelho: na confissão de Pedro sobre o messianismo de Jesus Cristo, somente em Mateus há a afirmação de Jesus, de que Pedro é a
    “pedra sobre a qual ele edificaria sua igreja”.

    Dentro desse quadro, passaria horas caminhando com você, Judas, as referências às ruínas do templo, lanças, facas e paus…as analogias estão perfeitas, inclusive no final, quando Pedro escuta o som do uso da arma:

    Mateus descreve em seu evangelho o pronto atendimento de Pedro ao chamado de Jesus e a designação de sua missão, afinal o seguimento imediato é uma característica do discípulo de Cristo:

    “Segue-me, e deixa os mortos sepultarem seus próprios mortos” (8.22).

    Entenda, tá um sacrilégio a peso de trinta moedas, mas seu conto não tem apenas falhas, você tinha nas mão um enredo que deveria estar entre os melhores contos desse certame, mas deixou tudo tão escondidinho, tão descuidado, que até eu, que faço textos cheios de ruídos, consegui ouvir o ronco do seu. A prata precisa só ser polida para revelar seu devido valor, e o material para essa faxina, os colegas já sinalizaram.

    Pena que a igreja ainda caminhe faminta.

  23. Iolandinha Pinheiro
    11 de junho de 2017

    Olá, meu camarada.

    Vamos ao conto. Você introduziu a trama muito bem através de uma ambientação cuidadosa e que coloca o leitor no cenário da porta da igreja. A ideia de uma pessoa voltando de uma viagem para encontrar um lugar melhor também é boa. O autor faz com os personagens, uma clara comparação com Jesus e seus apóstolos, embora tenha esquecido que judeus não comem porcos, rs. Os problemas começam quando o chefe dos guardas do templo se aproxima do javali para matá-lo e o animal decepa três de seus dedos. Segundo o relato, a mutilação não impede de entrar na igreja e conversar calmamente com o padre, enquanto sua ferida apenas pinga. A mesma indiferença acontece quando o javali morde e arranca a rótula do homem, e o cara urra de dor, mas, no minuto seguinte apenas fica apenas apático com os tendões destroçados e uma hemorragia na perna.

    Diante da cena sangrenta o homem vai prestar socorro ao filho? Não!!!!!!!!!!!!!! Ele se vira para o povo que assistiu o sacerdote ser atacado e vai distribuir carne e água.

    Também não gostei da condução do diálogo entre pai e filho. Matheus recebe o pai de boas e no minuto seguinte, apenas porque o pai ameaçou abrir uma mala, o homem já chama seus capangas para assassinar o pai. Imagino que este seja o mais grave caso de transtorno bipolar registrado nos anais da medicina psiquiátrica. No fim

    Pior mesmo são os (in) fiéis que seguem o sacerdote como cães de guarda e o tratam como “santidade”, bastou balançar um pedaço de carne para eles para que virem as costas ao seu mentor religioso e peguem o beco enquanto ele sangra mutilado por um javali.

    Enfim: revisões, correções, coerência.

    Abraços e boa sorte.

  24. Fabio Baptista
    10 de junho de 2017

    Esse foi um dos primeiros contos que li, pois haviam chutado para mim a autoria. Na ocasião, cheguei a pensar “curioso como sempre me atribuem a autoria de contos que eu não gosto”. Devia estar meio azedo no dia (o que é raro! hauahu), porque agora, numa segunda leitura, o conto me pareceu bem melhor.

    Está bem escrito e consegue criar bem a ambientação meio Livro de Eli / Mad Max de futuro empoeirado e decadente. Acredito que os pontos falhos do texto sejam (como imagino que outros comentaristas já tenham citado): a mudança abrupta de comportamento do filho, que no menor sinal de ameaça já mandou matar o pai e o final, um tanto apressado. O povo ter ficado de espectador da discussão também me pareceu meio estranho, acredito que essa conversa deveria ocorrer num lugar reservado. Também não ficou muito claro como se dava a exploração do povo por parte do pastor, mas isso é algo que podemos imaginar.

    No balanço geral, um bom conto.

    Abração!

  25. Antonio Stegues Batista
    10 de junho de 2017

    Uma história pós-apocalíptica, bem escrita, com boas descrições, mas um enredo simples, sem grandes revelações. Até o antagonismo de pai e filho é meio ingênuo. Mattheus se mostra muito frágil acusando o pai de tê-lo abandonado, como se fosse uma criança, fica magoado e no final se suicida? Acho que foi um gesto absurdo.

  26. Fátima Heluany AntunesNogueira
    10 de junho de 2017

    Conto interessante com título, pseudônimo e os personagens com nomes de apóstolos sugerindo religiosidade, mas a mola da trama é a fome. São três conflitos que se entrelaçam: a fé como instrumento de domínio, a relação pai e filho e o do ficar ou do partir em busca do melhor (Em geral é o jovem que se aventura, aqui está trocado). Ficou tudo meio fortuito, sem emoção, assim faltou impacto.

    Apesar de alguns deslizes gramaticais (ortografia, concordância, posição do pronome átono) foi uma leitura agradável, com a imagem-tema bem encaixada.

    É um trabalho com potencial, uma ideia boa. Parabéns pela participação. Abraços.

  27. Jorge Santos
    10 de junho de 2017

    Crítica sobre as seitas religiosas, com muitos paralelismos do universo Mad Max, mas com javalis. A escrita é fluída, sem erros de maior. O tema enquadra-se de uma forma perfeita e, mais uma vez neste desafio, o javali consegue provar a carne de uma perna. Confesso a minha crescente preocupação… 🙂

  28. Givago Domingues Thimoti
    9 de junho de 2017

    Adequação ao tema proposto: Bem adequado
    Criatividade: Boa
    Emoção: Baixa. Faltou emoção entre o encontro do pai com o filho. A impressão que eu tive que é um texto mecânico demais, especialmente por causa da relação antagônica entre os dois personagens principais
    Enredo: O desenvolvimento do texto foi muito bom. Bem fluído e firme. Infelizmente, minhas expectativas foram quebradas pelo final que não me arrebatou.
    Gramática: Não percebi nenhum erro.

  29. Afonso Elva
    8 de junho de 2017

    No geral, gostei do conto. Cheio de imagens interessantes e bem apresentadas, escrita legal, o tema do desafio é bem presente etc. Só achei estranho um curativo aparecer milagrosamente no joelho de Matheus, será que o cara era santo? hehe
    Forte abraço

  30. Vitor De Lerbo
    6 de junho de 2017

    Ambientação muito bem apresentada. A sequência da chegada de Pedro prende o leitor até o fim do texto.

    Pedro e Matheus são bons personagens, mas senti que eles não apresentam tudo o que poderiam nessa história. Eles são antagônicos, mas o embate entre os dois é muito rápido. E imagino que Pedro, sábio e altruísta como parece ser, não desistiria tão facilmente do filho envenenado pelo poder – muito menos daria a ele uma arma para se matar.

    A analogia de Pedro levando o “seu rebanho” para o “paraíso” fechou o conto com competência.

    Boa sorte!

  31. Fernando Cyrino
    5 de junho de 2017

    Um enredo legal mas que não encontrou jeito de se fazer encanto aos meus olhos. Está bem escrito, não vejo problemas na linguagem. Os diálogos soam bacanas, mas achei que talvez fossem necessários mais tempo e espaço de palavras para que tudo pudesse ser visto dentro de uma narrativa mais estável. Por enquanto me passou que a história não está o bastante fluida para gerar-me encantamento e envolvimento no enredo. Abraços e muito sucesso.

  32. Neusa Maria Fontolan
    2 de junho de 2017

    Achei que Pedro aceitou muito fácil a negativa do filho em segui-lo. Tudo indica que antes de Pedro partir, os dois tinham um bom relacionamento, tanto que descobriram juntos em como fazer a tal sopa. Então o mais lógico seria Pedro tentar convencer o filho.
    não deixa de ser uma boa história
    meus parabéns

  33. Pedro Luna
    2 de junho de 2017

    Um bom conto com referências bíblicas. Gostei do conflito apresentado, de ficar ou de partir rumo ao que parece incerto. O uso da fé para dominar, embora um tema bastante batido, também caiu bem. O único problema do conto é a relação entre pai e filho, que para mim soou carente de força e de emoção. Me lembrou a relação (SPOILER) entre o Han Solo e o vilão do novo filme star wars, apressada, sem base e que quer chocar com uma revelação forte e que carece de emoção na cena derradeira justo porque a relação entre os dois foi trabalhada de maneira fraca durante o filme.

    Aqui, acontece o mesmo, os personagens se encontram, é revelado o parentesco, mas o diálogo não consegue passar a força daquela relação. E nesse momento:

    “— Guardas! — O grupo de homens armados que haviam recepcionado Pedro entrou correndo na igreja, todos de lanças, paus e facas em punho. — Matem esse herege e seu animal de estimação — ordenou.”

    Tudo fica muito estranho. O filho manda do nada a galera matar o pai. Chocaria se antes fosse revelado uma boa relação entre eles, pois assim testemunharíamos a mudança no coração do sacerdote, mas do jeito que foi, o leitor não se choca, apenas acha abrupto e estranho.

    Bom, foi preciso tocar no assunto porque são os dois personagens principais, então são a base do conto. Seria o caso de trabalhar melhor esse detalhe. Quanto ao resto, foi uma boa leitura, rápida e divertida. Parabéns.

  34. Milton Meier Junior
    2 de junho de 2017

    a premissa é interessante, mas o conto não transmite tudo que poderia, talvez pela limitação das palavras. existem uns poucos erros de revisão, mas nada que atrapalhe a leitura, que é bastante fluida. tem potencial para ser uma boa história, sem a limitação do número de palavras, mas nesse caso deixou a desejar. boa sorte.

  35. Olá, Judas,
    Tudo bem?
    Você escolheu uma ótima premissa. Diferenças entre pais e filhos são algo por que a grande maioria das pessoas passa. Sejam estas diferenças coisas menores, ou mesmo maiores, como no caso de seu conto. A relação pai e filho é a chave para seu trabalho aqui. Ela permeia não só a relação entre os seres humanos, mas é também um tipo de metáfora para a religião, para a “volta ao Pai” metafísico e não só o humano.
    Esse tema, no entanto, é um tanto quanto amplo para um desafio com o limite relativamente pequeno de palavras. Você criou uma história completa. E, tenho certeza, a trama inteirinha está aí, toda em sua cabeça. Algumas lacunas, porém, ficaram abertas para o leitor. Aquele que não tem o conhecimento completo daquilo que você criou.
    Para mim, como leitora, a disputa entre pai e filho se deu pelo poder. O poder pela liderança da igreja que criaram juntos. E, a relação que levou Pedro a deixar o próprio filho ferido para trás, já vinha conturbada de longa data. Ainda que o filho pareça ter demonstrado alegria ao ver o velho, tal alegria funcionou como uma espécie de simulacro para os “fiéis”. Tudo faz parte do tal jogo de poder. Ao menos foi assim que vi. Mas, tudo isso, que deveria estar impresso nas entrelinhas do texto, foi passado de uma forma muito sutil, causando naquele que lê, uma sensação de ter perdido algo.
    No mais, você é um autor muito hábil em criar cenas vívidas. Consegui me imaginar na porta da igreja, enxergar o mundo todo ocre e seco pós-apocalíptico, bem como ver o pai, saindo em caravana com os seguidores.
    Outra construção riquíssima que você criou, foi a imagem do pai, e, mais que isso, a criação de uma voz para este homem. Dá quase para ouví-lo. É muito bom!
    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.
    Beijos
    Paula Giannini

  36. Felipe Moreira
    29 de maio de 2017

    Muitos contos estão repetindo a mesma interpretação da imagem proposta no desafio. Pois bem…

    Esse conto me passou a sensação de ser curto, porque é formado basicamente entre diálogos. O texto é interessante na sua premissa, parece o epílogo de uma novela, mas deu pra entender o que se passa. Mas não há tempo para atingir profundidade nas personagens, então, a empatia não aconteceu, nem com o suicidio de Matheus.
    O conto é razoável, mas não te domina, acaba sendo linear. Esperava mais emoção desse drama familiar, porque estamos num cenário apocaliptico em que a humanidade basicamente depende de uma decisão para sobreviver e pai e filho brigam pela razão.

    Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio, Judas.

  37. Gilson Raimundo
    24 de maio de 2017

    Uma história linear, padrão, foi quebrada apenas pela revelação entre pai e filho. O tema da foto entrou para adequar o texto, pois em si o javali não teve importância alguma no texto, mas enfim, papel cumprido pois a história é convincente apesar de deixar dúvidas e reflexões.Qual a mágoa que este filho guardava que preferiu o fim do que seguir seu pai a caminho da redenção. … e cadê a receita da tal sopa de nutrientes. …

  38. Marco Aurélio Saraiva
    24 de maio de 2017

    Um bom conto! Com uma história fechada, que passa aquela sensação de grandeza, mesmo que expressa por apenas 2 mil palavras. A leitura é boa, mantém a atenção até o final, e não deixa buracos na trama.

    ===TRAMA===

    Gostei! A história de Pedro e Matheus é boa. Gostei de como você conseguiu contar muito apenas por mostrar as ações dos personagens, e os seus diálogos.

    O uso dos nomes bíblicos foi interessante, fazendo um paralelo óbvio com a bíblia, incluindo camadas de interpretação ao texto:

    Thiago foi um apóstolo tempestivo, o que caracteriza, também, a índole do guarda homônimo no conto (apesar de, no conto, o guarda ser um fdp, rs)

    A apóstolo Matheus era um cobrador de impostos, “explorando” o povo assim como o personagem Matheus do conto fazia. Na bíblia, Jesus pede para que Matheus largue a sua vida de “pecador” e o siga, ato parecido com o que Pedro faz com Matheus no conto. Este ato fica ainda mais forte por Pedro ser o pai de Matheus na sua história, tal qual Jesus é o Pai na bíblia. É claro que, na bíblia, Matheus aceita a missão, enquanto no conto ele prefere se matar. Isto diz muito sobre a ganância e o desespero que podem tomar conta da alma humana.

    Por fim, o apóstolo Pedro é o primeiro papa da igreja católica, representante de deus na terra. Foi ele quem tirou a orelha do soldado que tentava prender Jesus, assim como foi ele (ou a criatura que ele levava consigo, que, para mim, fazia parte dele) que arrancou os dedos de Thiago no conto. Ele é o pai que vem pra salvar o “seu povo” no conto, estabelecendo um paralelo óbvio do “papa” que lidera o seu povo para a salvação.

    ===TÉCNICA===

    Muito boa, mas há espaço para melhoria.

    O texto pede uma revisão mais cuidadosa, já que vi alguns artigos faltando em algumas sentenças.

    Os diálogos soaram apressados, talvez por causa do limite de palavras. Por exemplo, não há um preâmbulo entre o guarda sugerir que matem o javali, e Thiago decidir que fariam realmente isso. A aceitação é imediata: o preâmbulo fica na imaginação do leitor. Isso se repete na cena de dentro da igreja. São artifícios que temos que usar quando o limite de palavras é pequeno assim, especialmente para tramas grandiosas como essa, mas que acabam apressando demais a narração e atrapalham um pouco a experiência do leitor.

    De resto, porém, suas descrições são muito boas, e sua caracterização dos personagens e do cenário foi interessante. O número de personagens também é bom: três, sendo que um coadjuvante, o que é razoável para um conto deste tamanho.

    ===SALDO===

    Positivo. Os paralelos bíblicos são óbvios mas, mesmo assim, adicionam bastante ao enredo e ao significado da história. O fato de “estarem vivendo o armagedom” nos faz pensar que o fim dos tempos bem poderia ser daquela forma. A técnica falha um pouco na pressa, mas a história é interessante e acaba escondendo este detalhe.

    Parabéns!

  39. Gustavo Castro Araujo
    23 de maio de 2017

    É o típico caso de história maior do que o limite. A ideia do regresso do velho, depois do sucesso da busca por um refúgio, é muito boa. Nesse aspecto, seria natural que aquele que ficou – o filho – não desejasse alterar o estado das coisas, e assim manter-se no poder, mesmo entre miseráveis. A tensão entre pai e filho – um querendo partir e o outro ficar – seria o ponto alto da história, mas aqui exatamente isso ficou prejudicado, já que o sacerdote-garoto muda sua concepção em relação ao pai de modo muito abrupto. Por um momento, mostra-se contente com sua volta, mas no instante seguinte, quando fica sabendo da tal caverna, reage como uma criança mimada, querendo matar o próprio pai. Não ficou muito boa a essa transição; porém, com a ausência de limite de palavras, isso poderia ser contornado. Cito, como exemplo de trabalho bem feito, o clássico Ben-Hur: quando Judá, já famoso, retorna à cidade em que crescera e encontra o tribuno Messala, todo mundo sabe que o bicho vai pegar entre eles; no entanto, ambos têm tempo para celebrar a amizade que tinham na infância, e só depois deixam que as diferenças apareçam paulatinamente. É uma tensão construída aos poucos e por isso verossímil, que talvez pudesse ser bem aproveitada aqui. Da felicidade do reencontro, pai e filho passariam a divergir sobre o que fazer em relação ao povo, até que em certo ponto as diferenças se mostrariam incontornáveis. Acho que é algo que, bem trabalhado, enriqueceria o conto, eis que se estariam aprofundando os motivos de cada um para agir como agem. De todo modo, não dá para negar que mesmo preso ao limite, o conto tem qualidades, como a ambientação rica e bem descrita. Também destaco as boas frases e a construção do velho pai, com sua voz profunda (essa foi excelente). Enfim, um conto interessante, que clama – e merece – mais investimento.

  40. Sick Mind
    23 de maio de 2017

    Não sei… parece que li alguma história a la Stephen King que deu errado. Terminei o conto sem saber por que o Sacerdote fazia questão de manter aquelas pessoas sobre seu controle. O título e pseudônimo do autor são prenúncios do que leremos a seguir. O uso da doutrina cristã de forma deturpada, não é incomum em tramas pós-apocalípticas, o que torna tudo algo meio sem sal. Faltou emoção na maneira como as coisas se desenrolam. Tudo acontece tão direto e reto, que não me surpreenderia se esse fosse um dos primeiros textos produzido pelo autor. O que mais me surpreendeu em meio a isso, é a falta de uma pausa reflexiva entre personagens próximos, como na cena em que pai e filho entram em conflito e tudo segue como se nada tivesse acontecido. Ou então, a velocidade com que as pessoas se dividem ao apoiar o lado do pai ou do filho. Mas por outro lado, unir a imagem do tema a um cenário pós-apocalíptico, foi uma ideia pra lá de boa. Nesse contexto, o autor não se preocupou em reservar elementos sangrentos.

  41. Elisa Ribeiro
    23 de maio de 2017

    Olá autor. Uma boa premissa envolvendo um conflito entre pai e filho num mundo pós-apocalíptico. O enredo está bem organizado, a narrativa flui sem entraves, o tema do desafio está adequadamente representado. O conto, entretanto, soou-me um pouco esquemático, o que credito aos diálogos que soaram um pouco inconsistentes com a ambientação e os personagens. Um bom trabalho, no entanto. Boa sorte no desafio! Abraço.

  42. Evandro Furtado
    22 de maio de 2017

    Olá, autor. Sigamos com a avaliação. Trarei três aspectos que considero essenciais para o conto: Elementos de gênero (em que gênero literário o conto de encaixa e como ele trabalha/transgride/satiriza ele), Conteúdo (a história em si e como ela é construída) e Forma (a narrativa, a linguagem utilizada).

    EG: Aventura. O texto flutua em algum lugar entre Lawrence of Arabia e Ellery Queen. Essa infusão de elementos públicos também confere ao texto caráter especial. Tivesse algumas reflexões existencialistas, lembraria Paulo Coelho também.

    C: A história é bem amarrada, apesar de não ser brilhante. Bem parece um daqueles contos que fariam parte daqueles encadernados que eram vendidos nos anos 60 e 70. O tipo de história que você leria naquele fim de semana chato na casa dos tios. Entretenimento de boa qualidade.

    F: A narrativa é consistente. O uso da terceira pessoa foi, de fato, a melhor escolha. A construção dos diálogos foi a única coisa que me incomodou. Pareceram, em alguns momentos, informais demais para a atmosfera que foi construída.

  43. Ricardo Gnecco Falco
    22 de maio de 2017

    Olá autor/autora! 🙂
    Obrigado por me presentear com a sua criação,
    permitindo-me ampliar meus horizontes literários e,
    assim, favorecendo meu próprio crescimento enquanto
    criativa criatura criadora! Gratidão! 😉
    Seguindo a sugestão de nosso Anfitrião, moderador e
    administrador deste Certame, avaliarei seu trabalho — e
    todos os demais — conforme o mesmo padrão, que segue
    abaixo, ao final.
    Desde já, desejo-lhe boa sorte no Desafio e um longo e
    próspero caminhar nesta prazerosa ‘labuta’ que é a arte
    da escrita!

    Grande abraço,

    Paz e Bem!

    *************************************************
    Avaliação da Obra:

    – GRAMÁTICA
    Só costumo marcar por aqui algumas passagens quando os erros (gramaticais/revisão) ultrapassam a barreira dos lapsos “normais”. Infelizmente, este trabalho careceu de um pouco mais de cuidado nesta área, deixando passar muitas situações que, certamente, após uma revisão mais apurada, não mais interferirão no fluir da leitura. Vamos aos entraves: “— Finalmente — o homem respondeu com uma voz tão grave e áspera que parecia que as palavras haviam lutado numa guerra antes de FINALMENTE conquistarem a liberdade.”, esta repetição/escolha da palavra grifada, utilizada na descrição da voz da personagem, poderia ter sido melhor realizada, optando-se por algum sinônimo, até porque a frase seguinte a este trecho começará, também, com a utilização da mesma palavra (finalmente). Outras passagens: “…aquela parecia ser a única que cor que restara no mundo.” , “…Matheus percebeu uma ameaça no gestou e gritou…” , “…Uma parte defendia líder religioso…” , “…Pedro percebeu que o momento era delicado e abaixou para abrir a mala…” etc. Talvez um pouco mais de calma antes de enviar o texto final consiga sanar boa parte destes lapsos em um próximo Certame. Contudo, o/a autor/a escreve bem e de forma a cativar interesse na leitura.

    – CRIATIVIDADE
    Boa criatividade. Criação de um mundo pós-apocalíptico e embates psicológicos entre pai e filho.

    – ADEQUAÇÃO AO TEMA PROPOSTO
    100% adequado ao tema. Temos vestes, mala e javali.

    – EMOÇÃO
    Este quesito talvez tenha sido o mais sofrível, muito provavelmente devido ao limite de palavras imposto pelo Desafio. A tensão descrita e bem narrada entre os dois protagonistas pareceu-me desfrutar de pouco espaço para conseguir crescer e frutificar em uma sensação de embate que fizesse jus às raízes (estas sim) bem aprofundadas na história. Faltou espaço/tempo para que o leitor pudesse sentir a proximidade (e o poder do afastamento) com as personagens. Tudo acontece rápido demais, deixando o leitor meio que distante dos embates profundos entre pai e filho. Exemplo maior disso é a cena do ataque do javali ao filho de Pedro, que fica ali deitado no chão e esquecido, fazendo tudo soar como um filme em avanço rápido para um final que, trágico, não retumbe como deveria na alma do leitor.

    – ENREDO
    Talvez a história tenha sido planejada para um limite (bem) maior de palavras. O começo está até que com um ritmo bacana, mas já logo no primeiro ataque do javali, vamos sendo ‘empurrados’ para dentro de uma história que começa a demonstrar um crescente aperto com relação a proximidade do limite para seu fim. Há, sim, um começo, um meio e um fim, mas ao final ficamos com aquela sensação de termos participado de um festão bombástico, com dj’s, performancers, dançarinas, bar tenders, shows de bandas ao vivo, sorteio de brindes e queima de fogos de artifício. Mas, tudo isso dentro de um conjugado de 4 metros quadrados… Ou então quando vamos naquele rodízio ‘carézimo’ da cidade e metemos o pé na jaca; comemos porco, boi, frango, cordeiro, javali, jacaré, comida japonesa, polenta frita, farofa, maionese, pão de queijo… Ou seja, a história é ótima, mas não houve espaço suficiente para a… Digestão. Contudo, eu curti a leitura! 😉

    *************************************************

  44. Anorkinda Neide
    21 de maio de 2017

    Olá!
    Mais do que a historia em si, gostei de fazer a reflexão que esta analogia me levou… a sujeição a uma realidade de sobrevida e a esperança de um mundo melhor, pleno. As implicações psicológicas desta situaçao foram bem exploradas em detrimento do cenario todo q nao é explicado como chegou naquela situação, porquê e tal, isso nao foi necessário pq o enfoque é a analogia. Achei bem inteligente. e vc tirou leite de pedra pra introduzir nisto o homem com o javali! hehehe
    Os nomes de apóstolos acredito q foi por gosto pessoal (suspeito aqui da autoria 😉 ) mas nao que tenha alguma relação com os apóstolos realmente.
    Enfim, gostei da proposta e da execução, embora tenha sentido falta de um cadinho mais de emoção.
    Abraços
    ahh senti falta de uma crase em ‘ de tristeza à decepção’.

  45. Evelyn Postali
    21 de maio de 2017

    Oi, Judas…
    Gramática – Considerei bem construído, sem tropeços na linguagem. Não percebi erros. Então, a gramática é um ponto positivo na avaliação. Lógico, não é o ponto de maior valia, mas ler sem tropeços é algo que ajuda a gostar da história.
    Criatividade – Em um mundo caótico, o encontro entre pai e filho é o destaque. Gostei disso, apesar de não ser grande a tensão desse impacto.
    Adequação ao tema proposto – É aceitável a relação entre Pedro e o javali, muito embora não tenha a força que eu esperava.
    Emoção – É possível refletir sobre a manutenção da vida, sobre o domínio dos fracos, sobre a resistência à mudança. Os diálogos não são fortes, são críveis, mas talvez pudessem conter mais tensão.
    Enredo – Começo, meio e fim. Tem uma sequência coerente de ação, mas não é uma sequência que arrebata, ou extasia. Considerando o número limitador de palavras, está bem construído.
    Boa sorte no desafio!
    Abraços!

  46. angst447
    20 de maio de 2017

    Olá, autor, tudo bem?
    O tema proposto pelo desafio foi abordado – homem estranho, mala e javali.
    O título “Fé Decadente” não revelou nada a mais do que a imagem escolhida nos trouxe à mente. A religião seria o pano de fundo da narrativa.
    Não encontrei falhas de revisão. Alguns pronomes foram empregados fora da norma culta, mas como fazem parte da fala dos personagens, não podem ser considerados erros.
    Sobrou um erro de digitação em “no gestou”> no gesto.
    O ritmo do conto é bom, a leitura flui bem devido aos diálogos que aceleram a narrativa. Prende a atenção e nos surpreende pela relação pai e filho, dentro de um clima todo dos doze apóstolos e uma ceia repetitiva de sopa.
    Final triste, mas com certo impacto.
    Boa sorte!

  47. Lucas F. Maziero (@lfmlucas)
    20 de maio de 2017

    O conto começou instigante ao ponto de me fazer continuar parágrafo a parágrafo, pois eu não consegui imaginar o que o velho com o javali pretendiam, se bem que ficou evidente a analogia com os doze apóstolos.

    Só que não colou a atitude do sacerdote que primeiro recebeu o pai tranquilamente, e dali a pouco já lhe demonstrava ódio e medo, como que já sabendo o que continha na mala.

    Mas no geral é um bom conto, o final não foi surpreendente, apesar de eu não o ter imaginado.

    Parabéns!

  48. Olisomar Pires
    20 de maio de 2017

    1. Tema: boa adequação.

    2. Criatividade: Muito boa. Sujeito retorna de peregrinação em busca de um lugar melhor para seu povo e encontra seu filho endurecido pela realidade.

    3. Enredo: Muito bom. A história se desenvolve bem, os personagens aparecem cadencialmente. O climax é bem criado e desfeito sem entraves.

    4. Escrita: Firme, sem tropeços notáveis ou dignos de nota. Os diálogos são bastante críveis.

    5. Impacto: Médio.

    Numa situação tão antagônica entre pai e filho, um pouco mais de emoção de ambos seria bem vinda. Pequenos intervalos descrevendo as dores de cada um, o abandono, a solidão do filho, por outro lado, a decepção do pai perante a transformação do filho. O comportamento de ambos é bom, mas soou mecânico.

    Boa sorte.

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Publicado às 20 de maio de 2017 por em Imagem - 2017 e marcado .