EntreContos

Literatura que desafia.

Já! (Henrique Matheus)

Henrique vivia naquela pequena cidade do sul de Itália há 22 anos, o que é o mesmo que dizer que ali passara toda a sua existência. Era um rapaz calmo, tão calmo que quase ninguém dava pela sua presença. Vivia sozinho com a mãe desde que Alfredo, o irmão mais velho, tinha morrido na guerra. Como triste recompensa, Henrique herdara os seus óculos e o fato de aviador. Usava-os todos os dias, indiferente aos que o acusavam de louco por ter essa mania – para ele não passava de uma forma de homenagear Alfredo.

Era sonhador. Queria partir para Roma, tornar-se actor de cinema desde que vira o primeiro filme no largo da cidade. Maravilhara-se com as imagens em movimento, com as pessoas transformadas em gigantes no lençol usado como tela improvisada. Ficara por receio, por respeito a sua mãe. Havia outro motivo que o levara a ficar. Um motivo inconfessável, uma paixão a roçar o doentio pela filha de Don Gennaro, o homem mais poderoso da cidade. De noite e de dia, Henrique só via os belíssimos olhos verdes de Sophia à sua frente. Mas, que podia esperar um ajudante de padeiro? Só lhe restava sonhar com ela. No domínio dos sonhos poderia ser feliz – ali não havia ricos nem pobres, Sophia era dele e ele era o homem mais feliz do mundo. Na realidade, porém, havia um muro entre eles. Apenas nos filmes o rapaz pobre pode realizar os seus sonhos, pensava Henrique.

Mas o destino provaria que ele estava errado, mais precisamente naquele preciso instante, estava ele a atender os clientes na padaria. Entra Sophia, glamorosa e simples. Dir-se-ia uma deusa, pensa Henrique, sem perceber, perdido como estava no mundo dos sonhos, que Sophia exigia a sua atenção com um sorriso aberto nos lábios.

– Queria comprar um bolo, para oferecer à minha mãe – disse Sophia. Para Henrique, mais parecia ouvir música, perdido que estava no seu olhar verde.

– E que tipo de bolo prefere a senhora sua mãe?

– Ela gosta de coisas diferentes. Saboroso.

– Só gosta do melhor, presumo. Só assim se justifica ter conseguido pôr no mundo uma princesa. A mais bela das princesas.

Sophia riu. Para Henrique, o tempo parou. Estagnou naquele instante. Gravou na memória a imagem e registou o som do riso para posterior deleite.

– Eu? Está a falar de mim como se eu fosse a mulher mais bonita do mundo. Mas eu sou feia e gorda. E já viu bem os meus dentes? Não têm arranjo possível, senhor padeiro galanteador. Se a minha mãe quer um bolo tão bom como eu, bem que vamos partir os dentes amanhã.

Henrique reconheceu, em segredo, que ela tinha alguma razão. Mas era um homem apaixonado que não conseguia ver os defeitos da mulher amada. Nos dias seguintes, Sophia regressaria. Primeiro, para vir buscar o bolo. Depois, vinha regularmente buscar o pão. Como se não tivesse vinte criadas disponíveis para essa função. Sempre à mesma hora, Sophia entrava pela padaria e esperava que Henrique despachasse eventuais clientes até conseguirem estar a sós na padaria.

Aos Domingos, depois da missa, Henrique arranjava sempre forma de estar com ela e acompanhá-la a casa, longe dos olhares dos pais e irmãos. Ao fim do segundo mês de encontros regulares e beijos roubados no caminho para casa dela, ganhou coragem para falar com Don Gennaro.

– Don Gennaro, venho pedir autorização para namorar a sua filha – disse Henrique. As pernas tremiam, o estômago andava às voltas. Sentia-se pequeno à frente daquele homem obeso, enorme como um gigante, de olhar vivo que parecia ver o interior do padeiro. Não era difícil adivinhar o estado de espírito de Henrique: notava-se na voz trémula e no gaguejar constante.

– Tu és o Henrique, filho de Helena. O padeiro.

Henrique assentiu. Não disse palavra, porque não conseguia falar.

– E o que tens a oferecer à minha filha, ou esperas que ela também suje as mãos com a farinha?

– Eu sou um bom trabalhador. Nunca lhe faltará nada.

Don Gennaro olhou-o de alto a baixo. Henrique sentiu-se uma formiga em frente a um gigante.

– Diz-me, Henrique. Gostas de jogar?

Henrique abanou a cabeça.

– Não é meu hábito, Don Gennaro.

– Compreendo. Um homem íntegro. Isso tem mais valor que o dinheiro. Mas se o Henrique não gosta de jogar, eu gosto. Para ser franco, é uma falha no meu carácter. Mas os homens podem falhar. Não há ninguém, no mundo, que não tenha nenhuma falha. Só temos de as reconhecer. Todo o homem é cheio de pecado. E todo o homem se pode exceder a ele próprio, não concorda?

Henrique acenou com a cabeça, como se tivesse compreendido. Na realidade, estava extremamente confuso.

– Pois se concorda, meu caro Henrique, proponho um jogo. O Henrique tem seis meses para trazer um presente à minha filha. Algo de diferente, que nunca ninguém tenha visto. Se o fizer, ainda vou além do que pediu: dou-lhe a mão dela em casamento e será meu sócio. Farei de si o homem mais rico das redondezas. O que lhe parece?

O padeiro coçou a cabeça. Ao princípio, não quis acreditar, mas o olhar sério do Don Gennaro não dava lugar a dúvidas. Selaram o pacto com o melhor vinho do pai de Sophia e Henrique chegou a cambalear a casa. No dia seguinte explicou à mãe o que se tinha passado. Pediu-lhe uma opinião sobre o que haveria de tão único na cidade que o fizesse ganhar o jogo. Ela olhou para ele com a forma calma com que sempre fizera, mesmo quando o mundo à sua volta parecia desabar.

– Sabes, meu filho, estou a olhar para a coisa mais importante na minha vida, que és tu. Mas Don Gennaro não te vê da mesma forma. Para ele tu vais ser sempre um padeiro, filho de uma vendedora de fruta. Não é aqui que vais encontrar algo que o impressione. Não nesta casa a cair de velha, não nesta cidade pequena, de gente simples. Tens de ir mais longe. Sempre soube que esse era o teu destino. Eu fico bem. Chegou o momento de procurares o teu destino.

Henrique pensou durante algum tempo. Sabia que a mãe tinha razão, mas isso obrigava-o a romper com a promessa que tinha feito a si próprio, a de não deixar a mãe sozinha. Depois olhou em volta, para a miséria em que viviam. Se ganhasse a aposta, seria um homem rico. Não passariam mais necessidades. Por último, lembrou-se do olhar doce de Sophia. Só isso seria recompensa suficiente e, sem pensar duas vezes, despediu-se do patrão, beijou a mãe e fez-se à estrada com o seu fato de aviador e alguma roupa numa mala de cartão. Regressaria seis meses depois, com algo único para mostrar.

Mas, como é que se encontra algo único? Henrique nunca tinha saído da sua terra e tudo o que via era único para ele. Não encontrava nada que pudesse entusiasmar um homem mais vivido como Don Gennaro. Passou por várias terras, conheceu gente, trabalhou duro, de sol a sol, para sustentar a sua viagem. Viu coisas maravilhosas, mas não conseguia ver algo único. Sentia saudades de tudo, da mãe, da terra, da padaria, de Sophia. Estava quase a desistir quando, ao passar por uma terra muito pequena, vê várias pessoas a aplaudir. Aproximou-se e o que viu deixou-o assombrado: um velho fazia truques com dois javalis. Eles equilibravam bolas em cima do focinho, e andavam atrás do homem como se fossem cães, davam voltas e dançavam enquanto o velho tocava sanfona. Henrique deixou-se ficar até ao final do espectáculo, batendo palmas e rindo até não poder mais.

Apresentou-se a Emílio, um homem de sorriso aberto, de pele queimada pelo sol. Fizera parte de um circo que falira há alguns anos, pelo que ele ficara com os javalis e percorria as terras a fazer espectáculos. Em troca, conseguia apenas o suficiente para todos comerem.

Henrique explicou-lhe o motivo da sua busca. Confessou a Emílio que já tinha desistido, mas que o espectáculo dele lhe tinha feito renascer a esperança. Emílio sorriu.

– Acredita no destino, Henrique? – perguntou Emílio.

Henrique respondeu afirmativamente. Sim, começava a acreditar no destino. Emílio confidenciou-lhe então que se sentia cansado e que já não tinha forças para tratar de dois animais, pelo que cederia de bom grado um a Henrique, e que lhe ensinaria os truques, desde que o acompanhasse durante algum tempo na estrada. E assim fizeram. Até completar os seis meses da aposta, Henrique andou na estrada com Emílio e dois javalis fêmea, a Vali e a Já. Combinaram que a Já seria de Henrique, dado que tinham uma maior ligação. Já a Vali não deixava que Henrique se aproximasse demasiado.

Chegou o dia da despedida. Henrique abraçou Emílio e levou a Já pela trela. Na outra mão levava a sua mala, agora mais pesada com os presentes que comprara para a mãe e para Sophia. Chegou à cidade, cumprimentou a mãe e depois dirigiu-se à casa de Don Gennaro. Este, assim que viu o que Henrique trazia com ele, chamou a esposa e a filha. E Henrique fez o seu espectáculo com a Já. O melhor de sempre, para um público especial. Estava ali a mulher da sua vida, uma vida que prometia ser boa em todos os sentidos. Don Gennaro faria dele um homem rico.

No final, Don Gennaro bateu palmas. Sophia não conseguia manter o riso. Depois, a sós, Don Gennaro confidenciou-lhe que podiam marcar o casamento. Sophia sentira a falta de Henrique e isso para o pai dela era prova suficiente. O facto de que rapaz tinha passado 6 meses fora era outra prova de que ele tinha o carácter que procurava no homem que viria a ser seu genro.

Feliz, depois de deixar a Já com o seu novo dono (Henrique só acedeu depois de Don Gennaro lhe ter prometido que iria tratar bem o animal), Henrique regressa a casa para dormir na sua cama pela primeira vez em 6 longos e extenuantes meses.

Chegado ao jantar de noivado, Henrique repara na falta da Já, mas as atenções constantes de Sophia não lhe possibilitaram saber o que se tinha passado. Era um dos dias mais importantes da sua vida. Já não seria o padeiro, seria o noivo de Sophia. Estava quase toda a família dela sentada à mesa, havia músicos a tocar no salão. A bebida e a comida eram abundantes. Até a mãe parecia outra, orgulhosa do filho. Henrique lembrar-se-ia para sempre daquele momento. O momento em que, sentado ao lado de Sophia, percebe que a carne saborosa que saboreava era de javali.

Sophia percebe imediatamente a revolta de Henrique.

– Foi o meu pai. Ele queria oferecer algo de único aos convidados. Eu fui contra, mas…

Henrique levanta-se, fala rapidamente ao ouvido da mãe, que se apressa a levantar-se também. Depois, aproxima-se de Don Gennaro, que observa com um ar espantado e ao mesmo tempo divertido.

– Don Gennaro, por mais que ame desesperadamente a sua filha, não me vendo, muito menos quero pertencer a uma família onde a palavra nada vale.

Saem os dois da casa de Don Gennaro, uma casa subitamente silenciosa. Decidem abandonar também a cidade. Sophia casará, anos mais tarde, com um homem rude que a atraiçoará. Don Gennaro morrerá de um ataque cardíaco fulminante no meio da vinha, servindo de inspiração para o filme de Coppola. Quanto a Henrique, dizem que alguém muito parecido apareceu um dia num dos últimos filmes de Fellini.

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17 comentários em “Já! (Henrique Matheus)

  1. Brian Oliveira Lancaster
    22 de maio de 2017

    EGO (Essência, Gosto, Organização)
    E: Alguém conseguiu não evitar a piada infame (será que desconto um ponto? Não). Mas o faz de forma excelente. A padaria do seu Manoel dá as caras. É um texto bastante novelesco, com jeito de época, mas que caiu como uma luva no contexto. A essência está toda nas estrelinhas, apesar de achar que o javali teria maior participação.
    G: Um texto bem diferente, escrito por alguém além-mar, que traz novos ares ao nosso cotidiano. Gostei da trama, cativa e prende a atenção, mesmo com suas reviravoltas ao fim. O que não gostei foi o epílogo estar junto com a parte final. O “depois” poderia ser contado em itálico, ou separado do texto. Do jeito que ficou, remete à pressa de terminar o texto. Mesmo assim, gostei muito de toda a construção e clima ao estilo filmes italianos, como por exemplo, “A Vida é Bela”.
    O: A escrita flui bem e consegue camuflar de onde é, não fosse por alguns “c” em algumas palavras (como espectáculo). Apenas um “precisamente/preciso” muito juntos na mesma frase soou estranho aos ouvidos. É bem escrito e eficiente em transmitir as emoções. Vai ter boa nota.

  2. Jowilton Amaral da Costa
    22 de maio de 2017

    Achei o conto médio. É uma história simples e bem escrita. No entanto, não me pegou. Dá para saber que iriam comer a Ja. Achei o final interessante, contando o fim que os personagens tomaram, mesmo não entendendo as referências aos filmes do Coppola e Fellini. Boa sorte.

  3. Olá, Henrique Matheus,
    Tudo bem?
    Seu conto é leve, divertido, e faz o leitor manter o interesse durante todo o texto. A história tem tons de humor, de romance, de aventura, vigem. Um trabalho redondinho no que toca a construção do enredo.
    O que me intrigou um pouco foi o fato de o texto começar com a narrativa com verbos no passado e, de repente, quase no final, passar para o presente, para, em seguida, ir para o futuro. Fiquei pensando se essa foi uma escolha consciente do autor. Pergunto, pois possuo um texto assim. Nesse formato. No entanto, a passagem do pretérito para o presente se fez em um momento inesperado, sem que houvesse uma construção para tal mudança. Foi meio abrupto, então, fiquei na dúvida. Isso, no entanto, não tira a qualidade de sua verve.
    Gostei especialmente da cena circense com os Javalis com bolinhas como focas ou cachorros amestrados. Essa passagem deu um tom surrealista ao texto, remetendo-me a antigos circos e a estética desse tipo de espetáculo.
    Parabéns por sua criatividade e boa sorte no desafio.
    Beijos
    Paula Giannini

  4. Roselaine Hahn
    22 de maio de 2017

    Olá, o seu conto me prendeu, ponto positivo. A narrativa é fluída, concisa, alguns tempos verbais carecem de correção. Gostei da brincadeira com os nomes das javalis, apenas sugeriria alterar na frase “Já não seria o padeiro, seria o noivo de Sophia”, para “Não seria mais o padeiro, seria o noivo de Sophia”, pois esse Já emenda com o Já da javali da frase anterior. No mais, desejo belos voos para o Sr. Henrique. Abçs.

  5. Priscila Pereira
    22 de maio de 2017

    Oi Henrique, seu texto esta muito bom!! Estranhei um pouco a linguagem até deduzir que talvez seja de um estrangeiro…kkk
    A estória está simples e bem contada. A imagem está presente. Fiquei com pena da Já, tadinha, e com dó da Sofia, ela não teve culpa… Boa sorte!!

  6. Luis Guilherme
    22 de maio de 2017

    Ola, amigo! Peço desculpa por possíveis problemas na escrita, to no celular e sou pessimo nesse negocio hahah..

    Posso deduzir que voce eh um dos nossos queridos amigos de alem mar.

    Seu texto ta excelente! A linguagem e escrita estao muito boas, o texto eh super agradavel e fluente. O enredo nao chega a ser inovador, mas foi bem abordado e ficou agradavel.

    O desfecho acheio meio brusco, podia ter dado uma atençao maior, mas nao compromete.

    Fiquei com muita pena do javali, ja tava antevendo o que aconteceria. O texto me envolveu, me senti mal pela situaçao. Ponto pra voce!

    Gramaticalmente ta praticamente impecavel.

    Enfim, belo trabalho! Parabens e boa sorte!

  7. Vitor De Lerbo
    22 de maio de 2017

    A narrativa é muito boa. Eu já estava acomodado com o final que estava se desenhando quando, de repente, há uma bela reviravolta. O protagonista agiu com coerência em relação à sua personalidade.

    A única coisa que me deixou um pouco recuado foi o motivo pelo qual Henrique andava sempre com roupas de aviador; ficou muito bruta essa razão, claramente pra adequar o conto à imagem. Dá pra fazer algo bem mais simples e que o leitor não estranhe tanto.

    Boa sorte!

  8. Milton Meier Junior
    21 de maio de 2017

    Um conto muito inspirado e diferente. A linguagem lusitana causa alguma estranheza aos ouvidos brasileiros, mas não impede a apreciação de forma alguma. O final é muito bom. Parabéns!

  9. Olisomar Pires
    21 de maio de 2017

    1. Tema: adequação presente.

    2. Criatividade: Muito boa. Jovem apaixonado em busca de algo que agrade ao pai da moça, encontra uma javali de circo, mas fica contrariado por que o animal foi morto para o banquete de casamento. Os nomes dos bichos não tem muito efeito, aliás, causam certa confusão ao texto.

    3. Enredo: Bem conduzido. A conexão das etapas foi bem feita.

    O personagem principal, embora surreal, é bem desenvolvido. Notei apenas uma pequena incoerência diante do atrevimento do rapaz para com a moça, uma vez que inicialmente, ele foi apresentado como consciente de suas limitações, o que ensejaria um proceder mais tímido ou recalcitrante.

    4. Escrita: o sotaque lusitano é forte, o que torna o texto bem atraente. Sem erros dignos de nota.

    Uma boa estória, bem contada, nem tudo precisa estar redondinho.

    5. Impacto: Médio.

    O desenlace me pareceu forçado, quase incompatível com o restante do conto.

  10. Matheus Pacheco
    21 de maio de 2017

    Ahhh… que conto extraordinario pela simplicidade do autor, só tem uma coisa que me incomodou um pouco, que foi os Cs em Actor e Facto, eu sei que não é errado mas eu acho meio estranho…
    Um excelente conto e um abração ao autor.

  11. Antonio Stegues Batista
    21 de maio de 2017

    Narrativa excelente, coerente e fluida, enredo muito bom.No inicio me lembrei de um conto de Anton Tchekhov, mas nada parecido. Tchekhov também tinha uma escrita simples, mas a arte dele estava em criar personagens fortes, cada um com sua personalidade. A historia está adequada ao tema e o final também muito bom, com referência a dois cineastas dos quais sou admirador.

  12. Iris Franco
    21 de maio de 2017

    Oi, tudo bem?

    É difícil fazer histórias felizes sem aqueles momentos “piegas”.

    Adorei seu texto, principalmente a parte romântica, achei tão bonito. É tão difícil um homem que cham uma mulher de princesa, ainda mais descrito da maneira que está no seu conto.

    Magnífico, quando eu crescer vou escrever igual a você! kkkkkkkkkk…

    O final foi espetacular, um dos melhores contos que li até agora.

    Parabéns!

  13. Evelyn Postali
    21 de maio de 2017

    Oi, Henrique Matheus,
    Gramática – Conto bem escrito, sem percalços. Nada aparente que exija correção por atrapalhar demais a leitura.
    Criatividade – Deveras criativo! Eu gostei da história de Henrique que, apesar de simples, é notável em apresentar valores humanos e a construção deles.
    Adequação ao tema proposto – Está adequado ao tema.
    Emoção – Que homem perverso! Matou Já! Abominável criatura humana e vil. Creio que não há leitura, aqui, sem o despertar de emoções. Eu mesma quis entrar na história e surrupiar a vida do pai da bela Sophia. Pobre Henrique.
    Enredo – Começo, meio e fim, e um final tipo fábula, com um ensinamento muito sutil, nas entrelinhas. Sem falar na lembrança de Coppola e Fellini.
    Boa sorte no desafio!
    Abraços!

  14. juliana calafange da costa ribeiro
    21 de maio de 2017

    Um belo conto de fadas… só que não. Talvez para as modernas crianças de hoje, né? Rsrs. Adorei seu conto, é leve e bem humorado. O final é ótimo, eu faria a mesma coisa, q absurdo cozinhar a Já! Aliás, a brincadeira com os nomes das javalis me fizeram dar uma gargalhada aqui. Parabéns, colega de além mar! Um conto muito criativo e bem escrito!

  15. Lucas F. Maziero (@lfmlucas)
    21 de maio de 2017

    Um conto singelo, bem escrito. A ideia foi devidamente desenvolvida, com um começo, meio e final claros. Aliás, apesar de Henrique ter se sentido diminuído pelo pai de Sophia, no final ele demonstrou mais força de caráter não aceitando a atitude vil de Don Gennaro. E ainda, parece, Henrique conseguiu realizar o sonho de atuar.

    Lembrou-me um conto que li certa vez, ou uma novela, disso não estou lembrado, que, apesar de o protagonista fazer de tudo para ficar com a amada, esta não ficou com ele, a despeito de todas as exigências requeridas por ela e sua família. E no fim quem saiu ganhando foi o protagonista. Enfim.

    Parabéns!

  16. Neusa Maria Fontolan
    21 de maio de 2017

    Coitado do Javali! Não ia mais poder se apresentar, equilibrando bolas, fazendo malabarismo, pois foi morto por um homem sem palavra.
    Henrique fez muito bem em partir.
    Bom conto.
    Espero que alcance uma boa colocação.

  17. Ana Monteiro
    20 de maio de 2017

    Mais um autor luso. Como em todos até ao momento começo por apontar o que penso que poderia melhorar e que considero ser a parte mais útil deste exercício.
    Encontro algumas discordâncias nos tempos verbais. Nos diálogos entre o pretendente e o futuro genro, o primeiro ora o trata por tu, ora por você – há que escolher e manter o registo pretendido. E depois, apenas uma pequena falha, comum é certo, mas falha: tentar impor ao leitor uma interpretação quando à índole do personagem. O autor maduro não adjetiva o personagem, deixa que seja o leitor a fazê-lo. Passando à apreciação dentro das linhas propostas pelo Gustavo: a escrita, tirando aquelas dissonâncias verbais, está óptima. A criatividade muito boa; adequação muito bem conseguida à proposta apresentada e um excelente enredo. Último parágrafo: 5 estrelas.

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Publicado em 20 de maio de 2017 por em Imagem - 2017.