EntreContos

Detox Literário.

Já! (Jorge Santos)

Henrique vivia naquela pequena cidade do sul de Itália há 22 anos, o que é o mesmo que dizer que ali passara toda a sua existência. Era um rapaz calmo, tão calmo que quase ninguém dava pela sua presença. Vivia sozinho com a mãe desde que Alfredo, o irmão mais velho, tinha morrido na guerra. Como triste recompensa, Henrique herdara os seus óculos e o fato de aviador. Usava-os todos os dias, indiferente aos que o acusavam de louco por ter essa mania – para ele não passava de uma forma de homenagear Alfredo.

Era sonhador. Queria partir para Roma, tornar-se actor de cinema desde que vira o primeiro filme no largo da cidade. Maravilhara-se com as imagens em movimento, com as pessoas transformadas em gigantes no lençol usado como tela improvisada. Ficara por receio, por respeito a sua mãe. Havia outro motivo que o levara a ficar. Um motivo inconfessável, uma paixão a roçar o doentio pela filha de Don Gennaro, o homem mais poderoso da cidade. De noite e de dia, Henrique só via os belíssimos olhos verdes de Sophia à sua frente. Mas, que podia esperar um ajudante de padeiro? Só lhe restava sonhar com ela. No domínio dos sonhos poderia ser feliz – ali não havia ricos nem pobres, Sophia era dele e ele era o homem mais feliz do mundo. Na realidade, porém, havia um muro entre eles. Apenas nos filmes o rapaz pobre pode realizar os seus sonhos, pensava Henrique.

Mas o destino provaria que ele estava errado, mais precisamente naquele preciso instante, estava ele a atender os clientes na padaria. Entra Sophia, glamorosa e simples. Dir-se-ia uma deusa, pensa Henrique, sem perceber, perdido como estava no mundo dos sonhos, que Sophia exigia a sua atenção com um sorriso aberto nos lábios.

– Queria comprar um bolo, para oferecer à minha mãe – disse Sophia. Para Henrique, mais parecia ouvir música, perdido que estava no seu olhar verde.

– E que tipo de bolo prefere a senhora sua mãe?

– Ela gosta de coisas diferentes. Saboroso.

– Só gosta do melhor, presumo. Só assim se justifica ter conseguido pôr no mundo uma princesa. A mais bela das princesas.

Sophia riu. Para Henrique, o tempo parou. Estagnou naquele instante. Gravou na memória a imagem e registou o som do riso para posterior deleite.

– Eu? Está a falar de mim como se eu fosse a mulher mais bonita do mundo. Mas eu sou feia e gorda. E já viu bem os meus dentes? Não têm arranjo possível, senhor padeiro galanteador. Se a minha mãe quer um bolo tão bom como eu, bem que vamos partir os dentes amanhã.

Henrique reconheceu, em segredo, que ela tinha alguma razão. Mas era um homem apaixonado que não conseguia ver os defeitos da mulher amada. Nos dias seguintes, Sophia regressaria. Primeiro, para vir buscar o bolo. Depois, vinha regularmente buscar o pão. Como se não tivesse vinte criadas disponíveis para essa função. Sempre à mesma hora, Sophia entrava pela padaria e esperava que Henrique despachasse eventuais clientes até conseguirem estar a sós na padaria.

Aos Domingos, depois da missa, Henrique arranjava sempre forma de estar com ela e acompanhá-la a casa, longe dos olhares dos pais e irmãos. Ao fim do segundo mês de encontros regulares e beijos roubados no caminho para casa dela, ganhou coragem para falar com Don Gennaro.

– Don Gennaro, venho pedir autorização para namorar a sua filha – disse Henrique. As pernas tremiam, o estômago andava às voltas. Sentia-se pequeno à frente daquele homem obeso, enorme como um gigante, de olhar vivo que parecia ver o interior do padeiro. Não era difícil adivinhar o estado de espírito de Henrique: notava-se na voz trémula e no gaguejar constante.

– Tu és o Henrique, filho de Helena. O padeiro.

Henrique assentiu. Não disse palavra, porque não conseguia falar.

– E o que tens a oferecer à minha filha, ou esperas que ela também suje as mãos com a farinha?

– Eu sou um bom trabalhador. Nunca lhe faltará nada.

Don Gennaro olhou-o de alto a baixo. Henrique sentiu-se uma formiga em frente a um gigante.

– Diz-me, Henrique. Gostas de jogar?

Henrique abanou a cabeça.

– Não é meu hábito, Don Gennaro.

– Compreendo. Um homem íntegro. Isso tem mais valor que o dinheiro. Mas se o Henrique não gosta de jogar, eu gosto. Para ser franco, é uma falha no meu carácter. Mas os homens podem falhar. Não há ninguém, no mundo, que não tenha nenhuma falha. Só temos de as reconhecer. Todo o homem é cheio de pecado. E todo o homem se pode exceder a ele próprio, não concorda?

Henrique acenou com a cabeça, como se tivesse compreendido. Na realidade, estava extremamente confuso.

– Pois se concorda, meu caro Henrique, proponho um jogo. O Henrique tem seis meses para trazer um presente à minha filha. Algo de diferente, que nunca ninguém tenha visto. Se o fizer, ainda vou além do que pediu: dou-lhe a mão dela em casamento e será meu sócio. Farei de si o homem mais rico das redondezas. O que lhe parece?

O padeiro coçou a cabeça. Ao princípio, não quis acreditar, mas o olhar sério do Don Gennaro não dava lugar a dúvidas. Selaram o pacto com o melhor vinho do pai de Sophia e Henrique chegou a cambalear a casa. No dia seguinte explicou à mãe o que se tinha passado. Pediu-lhe uma opinião sobre o que haveria de tão único na cidade que o fizesse ganhar o jogo. Ela olhou para ele com a forma calma com que sempre fizera, mesmo quando o mundo à sua volta parecia desabar.

– Sabes, meu filho, estou a olhar para a coisa mais importante na minha vida, que és tu. Mas Don Gennaro não te vê da mesma forma. Para ele tu vais ser sempre um padeiro, filho de uma vendedora de fruta. Não é aqui que vais encontrar algo que o impressione. Não nesta casa a cair de velha, não nesta cidade pequena, de gente simples. Tens de ir mais longe. Sempre soube que esse era o teu destino. Eu fico bem. Chegou o momento de procurares o teu destino.

Henrique pensou durante algum tempo. Sabia que a mãe tinha razão, mas isso obrigava-o a romper com a promessa que tinha feito a si próprio, a de não deixar a mãe sozinha. Depois olhou em volta, para a miséria em que viviam. Se ganhasse a aposta, seria um homem rico. Não passariam mais necessidades. Por último, lembrou-se do olhar doce de Sophia. Só isso seria recompensa suficiente e, sem pensar duas vezes, despediu-se do patrão, beijou a mãe e fez-se à estrada com o seu fato de aviador e alguma roupa numa mala de cartão. Regressaria seis meses depois, com algo único para mostrar.

Mas, como é que se encontra algo único? Henrique nunca tinha saído da sua terra e tudo o que via era único para ele. Não encontrava nada que pudesse entusiasmar um homem mais vivido como Don Gennaro. Passou por várias terras, conheceu gente, trabalhou duro, de sol a sol, para sustentar a sua viagem. Viu coisas maravilhosas, mas não conseguia ver algo único. Sentia saudades de tudo, da mãe, da terra, da padaria, de Sophia. Estava quase a desistir quando, ao passar por uma terra muito pequena, vê várias pessoas a aplaudir. Aproximou-se e o que viu deixou-o assombrado: um velho fazia truques com dois javalis. Eles equilibravam bolas em cima do focinho, e andavam atrás do homem como se fossem cães, davam voltas e dançavam enquanto o velho tocava sanfona. Henrique deixou-se ficar até ao final do espectáculo, batendo palmas e rindo até não poder mais.

Apresentou-se a Emílio, um homem de sorriso aberto, de pele queimada pelo sol. Fizera parte de um circo que falira há alguns anos, pelo que ele ficara com os javalis e percorria as terras a fazer espectáculos. Em troca, conseguia apenas o suficiente para todos comerem.

Henrique explicou-lhe o motivo da sua busca. Confessou a Emílio que já tinha desistido, mas que o espectáculo dele lhe tinha feito renascer a esperança. Emílio sorriu.

– Acredita no destino, Henrique? – perguntou Emílio.

Henrique respondeu afirmativamente. Sim, começava a acreditar no destino. Emílio confidenciou-lhe então que se sentia cansado e que já não tinha forças para tratar de dois animais, pelo que cederia de bom grado um a Henrique, e que lhe ensinaria os truques, desde que o acompanhasse durante algum tempo na estrada. E assim fizeram. Até completar os seis meses da aposta, Henrique andou na estrada com Emílio e dois javalis fêmea, a Vali e a Já. Combinaram que a Já seria de Henrique, dado que tinham uma maior ligação. Já a Vali não deixava que Henrique se aproximasse demasiado.

Chegou o dia da despedida. Henrique abraçou Emílio e levou a Já pela trela. Na outra mão levava a sua mala, agora mais pesada com os presentes que comprara para a mãe e para Sophia. Chegou à cidade, cumprimentou a mãe e depois dirigiu-se à casa de Don Gennaro. Este, assim que viu o que Henrique trazia com ele, chamou a esposa e a filha. E Henrique fez o seu espectáculo com a Já. O melhor de sempre, para um público especial. Estava ali a mulher da sua vida, uma vida que prometia ser boa em todos os sentidos. Don Gennaro faria dele um homem rico.

No final, Don Gennaro bateu palmas. Sophia não conseguia manter o riso. Depois, a sós, Don Gennaro confidenciou-lhe que podiam marcar o casamento. Sophia sentira a falta de Henrique e isso para o pai dela era prova suficiente. O facto de que rapaz tinha passado 6 meses fora era outra prova de que ele tinha o carácter que procurava no homem que viria a ser seu genro.

Feliz, depois de deixar a Já com o seu novo dono (Henrique só acedeu depois de Don Gennaro lhe ter prometido que iria tratar bem o animal), Henrique regressa a casa para dormir na sua cama pela primeira vez em 6 longos e extenuantes meses.

Chegado ao jantar de noivado, Henrique repara na falta da Já, mas as atenções constantes de Sophia não lhe possibilitaram saber o que se tinha passado. Era um dos dias mais importantes da sua vida. Já não seria o padeiro, seria o noivo de Sophia. Estava quase toda a família dela sentada à mesa, havia músicos a tocar no salão. A bebida e a comida eram abundantes. Até a mãe parecia outra, orgulhosa do filho. Henrique lembrar-se-ia para sempre daquele momento. O momento em que, sentado ao lado de Sophia, percebe que a carne saborosa que saboreava era de javali.

Sophia percebe imediatamente a revolta de Henrique.

– Foi o meu pai. Ele queria oferecer algo de único aos convidados. Eu fui contra, mas…

Henrique levanta-se, fala rapidamente ao ouvido da mãe, que se apressa a levantar-se também. Depois, aproxima-se de Don Gennaro, que observa com um ar espantado e ao mesmo tempo divertido.

– Don Gennaro, por mais que ame desesperadamente a sua filha, não me vendo, muito menos quero pertencer a uma família onde a palavra nada vale.

Saem os dois da casa de Don Gennaro, uma casa subitamente silenciosa. Decidem abandonar também a cidade. Sophia casará, anos mais tarde, com um homem rude que a atraiçoará. Don Gennaro morrerá de um ataque cardíaco fulminante no meio da vinha, servindo de inspiração para o filme de Coppola. Quanto a Henrique, dizem que alguém muito parecido apareceu um dia num dos últimos filmes de Fellini.

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56 comentários em “Já! (Jorge Santos)

  1. Victor Finkler Lachowski
    23 de junho de 2017

    Achei o conto mediano.
    Ficou muito resumido em vários trechos, como a jornada de Henrique, vários trechos poderiam ter sido retirados para agregar mais a essa parte.
    O desenvolvimento de personagens é um ponto alto, bem feito, apesar do tamanho do conto.
    A adequação com a foto foi bem feita, mesmo com a explicação vaga da homenagem ao irmão.
    Gostei da narrativa, me prendeu (apesar dos problemas).
    Boa sorte no desafio e nos presenteie com mais obras,
    Abraços.

  2. Daniel Reis
    23 de junho de 2017

    (Prezado Autor: antes dos comentários, alerto que minha análise deve se restringir aos pontos que, na minha percepção, podem ser mais trabalhados, sem intenção de passar uma crítica literária, mas uma impressão de leitor. Espero que essas observações possam ajudá-lo a se aprimorar, assim com a leitura de seu conto também me ajudou. Um grande abraço).

    Já! (Henrique Matheus)

    ADEQUAÇÃO AO TEMA: sim, existe.

    ASPECTOS TÉCNICOS: a escrita, que parece (mas não creio ser) d´álem-mar, em alguns momentos apresenta destaques positivos, como na montagem do drama para o protagonista, seu encontro com a amada; em outros, corre demais, como na parte em que encontram os javalis (e o nome dele, por óbvio demais, não me agradou) e, sobretudo, no final da história, que tem um tom similar à conclusão do poema Quadrilha, de Carlos Drummond de Andrade:

    “João amava Teresa que amava Raimundo
    que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
    que não amava ninguém.
    João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
    Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
    Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
    que não tinha entrado na história.”

    EFEITO: a história tem elementos da Jornada do Heroi, mas isso não garante que ela tenha o mesmo impacto que as lendas e mitos que originaram esse arquétipo. Um dos textos que mais me fez pensar sobre a construção da história, neste desafio. Obrigado!

  3. Felipe Moreira
    23 de junho de 2017

    Oi, Henrique.

    O seu conto tem elementos interessantes. É conduzido por muitos clichês, mas nada que incomode. Achei raso como você lidou com o princípio da relação do Henrique com a Sophia, até mesmo naquele diálogo, no entanto, acho compreensivo pelo tamanho do conto que você planejou. Não daria tempo ou espaço.
    O texto passou a me interessar quando Gennaro fez o desafio pra Henrique. Ali comecei a me apegar ao texto, procurar nele sinais de emoção que pudessem se aproximar do Henrique e essa jornada. Foi um ciclo interessante e o retorno dele pra fazer o espetáculo e ganhar a mão da amada foi legal. Ainda assim eu esperava uma reviravolta interessante e ela veio no jantar do noivado.

    O último parágrafo me lembrou algumas referências de filmes, a maneira como terminou e traçou o destino das personagens. Vi um filme há poucos meses, “Mulheres do século XX”, que tem um final exatamente assim. Gosto desse recurso.

    No geral, achei o texto bom, até porque eu tenho preferido os contos que estão fugindo da interpretação literal do desafio.

    Parabéns e boa sorte.

  4. Thiago de Melo
    22 de junho de 2017

    Amigo Henrique Matheus,
    Desculpe, mas sua história não me cativou muito. Percebi que você tentou bastante enquadrar seu texto com a imagem do desafio, mas achei que ficou um pouco forçado demais. Gostei da parte dos diálogos entre Don Gennaro e o pobre padeiro. Essa foi a parte do texto que mais me interessou. Mas quando Gennaro pede algo especial e único para presente da filha, já ficou claro como a história se desenrolaria.
    Gostei do toque final de Don Gennaro ter servido o pobre javali para os amigos e familiares. Coitado do javali! Heheheheh.
    Achei, por fim, que a sua história ficou um pouco “contada” demais e pouco “mostrada”. É difícil diferenciar essas duas perspectivas, eu mesmo me confundo às vezes, mas, por exemplo, no final, quando você começa a “contar” o que vai acontecer com cada personagem (Gennaro morto na vinha, etc etc), achei que a história caiu um pouco.
    De qualquer forma, boa sorte.

  5. Andreza Araujo
    21 de junho de 2017

    A leitura é fácil e bem agradável, o leitor cria uma simpatia por Henrique e torce pelo seu romance, achei as cenas onde Sophia o encontra na padaria bem críveis para dar o tom de romantismo ao conto, afinal, o sentimento era recíproco.

    Uma pena a gente já imaginar que o tal presente seria um javali, mas a culpa é o desafio, não do autor, mas o autor conseguiu dar uma característica única ao animal, pois não era um simples javali, era um animal adestrado.

    Achei o final abrupto demais, e se Henrique gostava tanto de Sophia, por que não a tirou da festa e foi embora com ela? Eles poderiam abandonar Don Gennaro e sua riqueza, esse seria o castigo do homem. Mas a história é sua, não minha, vou parar de dar pitaco kkkk pessoalmente falando, esse final não me agradou, mas não deixa de ser um conto interessante, com certo ar de magia.

  6. Marcelo Milani
    20 de junho de 2017

    Olá Autor, sua história é simples mas concisa. Esta tudo no seu lugar. Início, meio e um fim que eu não esperava. Depois de tudo ele não ficou com ela? Tadinha… abraço!

  7. Evandro Furtado
    20 de junho de 2017

    Olá, autor. Sigamos com a avaliação. Trarei três aspectos que considero essenciais para o conto: Elementos de gênero (em que gênero literário o conto de encaixa e como ele trabalha/transgride/satiriza ele), Conteúdo (a história em si e como ela é construída) e Forma (a narrativa, a linguagem utilizada).

    EG: Sabe que ficou mesmo com cara de filme italiano. Nem tanto Fellini, acho que algo mais Rosselini ou De Sicca.

    C: A história é muito bem construída e apresenta personagens pra lá de interessante. O leitor se vê imerso na trama em um piscar de olhos. O “spoiler” de saber que o presente será o javali de nada atrapalha a leitura, já que o foco é outro. O autor sucede, sobretudo, em entreter.

    F: A narrativa é bem condensada, simples, sem floreios mas competente. Os diálogos são bem desenvolvidos e soam bem. Fico imaginando se em italiano ficaria ainda melhor.

  8. Givago Domingues Thimoti
    19 de junho de 2017

    Deu até uma emoção ver um conto com clima romântico no meio de tanto suspense e ficção científica.

    Adequação ao tema proposto: Bem adequado.
    Criatividade: Alta
    Emoção: Gostei do conto. Romântico incurável
    Enredo: A trama estava muito boa, até o final. Não gostei muito do final porque eu queria que os dois ficassem juntos. Além disso, a conclusão da história foi muito apressada. Faltou os detalhes do início e meio do conto. Talvez o limite de palavras tenha causado essa “correria” no final.
    Gramática: Não notei nenhum erro.

    PS: Mas a Já já foi morta? Putz…

  9. Sabrina Dalbelo
    17 de junho de 2017

    Olá autor (a),

    Eu estava gostando, gostando muito da atmosfera de romance e de fábula criado com o início da narrativa.
    Perdi a atenção quando Henrique retornou da viagem. Repare como tudo acontece rápido demais depois disso, sem os detalhes gostosos que foram colocados no início do conto.
    Queria saber mais depois desse momento. O javali ter sido servido no jantar ficou simples demais.
    A narrativa é boa. Não há erros. O sotaque lusitano é esplendoroso, mas do meio para o fim a narrativa ficou enfadonha e simplista, no meu ponto de vista.
    Grande abraço.

  10. Sick Mind
    16 de junho de 2017

    Não gosto dessas “lições de vida”, é o tipo de texto do qual to sempre fugindo. Mas vamos lá.

    De início, com essa coisa de usar sempre o fato e o óculos de aviador, pensei que o protagonista seria alguém especial, a la Forest Gump. Mas depois essa impressão sumiu. E quando ele retorna a sua cidade, fica subentendido que ele já não é mais o mesmo, apesar de ter feito tudo por amor, senti que ele se descobriu em meio a essa jornada. Se ao menos ele tivesse parado de usar a roupa de aviador, teria até pensado que ele superou a perda do irmão. Mas a falta de indicações de que essa evolução do personagem realmente ocorreu, me deixou meio confuso.

    Tendo amadurecido nessa jornada, não teria ele compreendido que mais vale o amor de sua vida, a uma javali bailarina? Escolhas são escolhas né, quem sou eu para julgar?! Ah, lembrei, sou um avaliador kkk. Brincadeira, meu caro autor(a).

    A escrita é boa. Os parágrafos longos não me incomodaram nesse conto. A adequação foi bem pensada. Senti que essa não era uma história para um limite de apenas 2000 palavras. Servir Já na festa do casamento foi uma maneira interessante de criar conflito, mas a resolução um tanto rápida e sem sal. As citações aos filmes fazem sentido, mas não significaram mta coisa, assim como os nomes dos javalis.

  11. Raian Moreira
    16 de junho de 2017

    O texto é um bom passatempo, fácil de ler, mas o impacto acabou sendo reduzido um pouco no final, mas devido o texto ter apenas 2000 palavras no máximo, acho justificável . Porque escreveste actor, factor etc ? Era pra ser uma linguagem arcaica ou você veio da gringa ? A estória está simples e bem contada.
    Pra encerrar, que coisa, coitada da Sofia.

  12. Lee Rodrigues
    16 de junho de 2017

    O jeitinho lusitano revela um amiguinho de além-mar, o que me fez abrir sorrisos.

    A premissa é simples, e por beirar a inocência flerta com a infantilidade, e não o digo com tom depreciativo.

    O final quebrou, em mim, aquela coisa de fábula, porque achei que você quisesse passar algum valor, a exemplo de que a beleza não está apenas nos padrões físicos preestabelecidos. Mas, a garota apesar de possuir valores admiráveis, como a humildade e paciência foi também penalizada. Ou talvez, a mensagem fosse apenas a de não confiar nas pessoas. Se foi essa, ficou muito rasa perto do conflito principal, que por sinal, se desfez rápido, apenas com um levantar de mesa.

    Entenda, você desenvolveu algo tão bom, gostoso de ler, nos fez torcer pelo padeiro, e depois, de um golpe não muito justificável, desfez essa imagem cativante que construiu.

    Talvez ficasse melhor evitar a Paranomásia. Apenas, talvez.

    “a carne saborosa que saboreava”
    ** “a carne suculenta que saboreava”

    “alguém muito parecido apareceu”
    ** “alguém semelhante apareceu”

  13. Marco Aurélio Saraiva
    16 de junho de 2017

    ===TRAMA===

    O conto tem um tom de fábula interessante: uma lição de superação e de amor verdadeiro, colocando em cheque, inclusive, o paradigma de “princesa bela, magrinha, loirinha e perfeita”. Usar como musa uma garota gordinha e com os dentes tortos foi muito interessante, e bem verídico, contrastando, inclusive, com o clima de fábula do conto.

    O javali sendo servido no banquete foi um bom conflito, algo que todo conto necessita. O problema foi a solução: Henrique esquece, subitamente, do seu amor pela noiva: a mesma mulher que lutou seis meses para conquistar. em um instante, ele joga tudo pro alto e sai da cidade, vivendo outra vida. Isso foi MUITO estranho e bota em cheque todo o personagem que você construiu durante todo o conto.

    Os parágrafos finais são ou desnecessários ou frustrantes. Além deste final que descrevi acima, temos uma série de consequências forçadas, a la “então o homem mau se deu mal, e o mocinho se deu bem”. E Sohpia, tadinha, que nada tinha a ver com a história, se ferrou por tabela!

    As referências aos filmes clássicos foram muito desnecessárias. Interessantes, OK, mas vieram de graça, e poderiam simplesmente não estar ali.

    Uma observação: Henrique nunca trocava de roupa? rs rs rs
    Uma outra observação: a escolha dos nomes dos javalis foi interessante e engraçada. Eu até ri… mas acabou confundindo a leitura desnecessariamente, sem adicionara nada a ela.

    ===TÉCNICA===

    Boa, mas com algumas ressalvas. Você escreve bem, com este tom de fábula original que já citei acima. A leitura é leve, bela e fluida. O problema é que o texto pede um pouco mais de atenção na revisão: há muita confusão no tempo verbal da narrativa, e repetições desnecessárias de fonemas.

    No final, porém, a beleza da sua escrita suplantou estes defeitos.

    ===SALDO===

    Positivo. Um enredo excelente com um péssimo final; uma escrita muito bela com alguns defeitos fáceis de serem resolvidos.

  14. Bia Machado
    15 de junho de 2017

    Desenvolvimento: Poxa, tudo estava indo interessante até a Já ser servida… A partir de então, me desanimou. Primeiro, como é que o amor acaba assim, depois de tanto esforço? Existirá homem capaz de uma atitude dessas? O final corrido, ao estilo da adaptação para as telas de “Brida”, do Paulo Coelho, também foi triste. Poderia ter reorganizado a coisa ao ver que não caberia tudo o que precisava, poderia ter enxugado. Final corrido é complicado…

    Personagens: Só gostei do Henrique. Os outros, ou ficaram muito apagados, ou não foram aproveitados da forma como poderiam, fizeram apenas figuração.

    Emoção: Gostei da história que foi contada até o momento da volta do Henrique, torci muito por ele. Do jantar de noivado em diante, desanimei.

    Tema: Embora o Henrique seja bem mais novinho que o homem da foto e haja javalinas em vez de javali, para mim cumpriu a proposta, foi a inspiração do autor. Não descontarei ponto por isso.

    Gramática: Algumas mudanças temporais. Às vezes não são erros, são necessárias, mas da forma como foram usadas no conto, fico em dúvida se foi bom ter usado assim, ou se não seria melhor deixar tudo uniforme.

  15. Wender Lemes
    14 de junho de 2017

    Olá! Para organizar melhor, dividirei minha avaliação entre aspectos técnicos (ortografia, organização, estética), aspectos subjetivos (criatividade, apelo emocional) e minha compreensão geral sobre o conto. Tentarei comentar sem conferir antes a opinião dos colegas, mantendo meu feedback o mais natural possível. Peço desculpas prévias se acabar “chovendo no molhado” em algum ponto.

    ****

    Aspectos técnicos: o conto é bem pensado em termos de organização de ideias, ainda que pecando no espaço destinado a elas. Cada passagem deixa uma ponta para que a próxima cena possa arrematar. Os personagens, com exceção de Emílio, são bem coerentes dentro da trama. Coloco Emílio como exceção porque me pareceu um pouco forçado que ele abrisse mão de um de seus javalis treinados com tanta facilidade, como se o cansaço tivesse lhe tirado a sensibilidade. Nota-se o “sotaque” na escrita em algumas passagens, o que acrescenta um toque diferenciado ao conto.

    Aspectos subjetivos: da parte criativa do conto, achei muito interessante ter escolhido fazer uma releitura d’O Poderoso Chefão, ou O Padrinho – o título daí faz muito mais sentido. Inserir os javalis nesse contexto deve ter sido um desafio e tanto. Do apelo emocional, infelizmente, não posso dizer que me afeiçoei muito aos personagens.

    Compreensão geral: retomando o que disse a respeito do espaço para desenvolvimento das ideias, tentarei explicar melhor: há muito do conto dedicado a partes não tão influentes do conto, deixando as passagens mais importantes apertadas no que sobrou. Notei dois ou três parágrafos dedicados ao final do conto, por exemplo, o que me passou a sensação de uma solução abrupta, involuntariamente curta.

    Parabéns e boa sorte.

  16. Wilson Barros
    14 de junho de 2017

    Um conto de autor europeu, ambientado na velha Europa, ameno, fácil de entender, palatável. Causa-me saudades das publicações da editora europa América, que na década de 80 publicava grandes livros de ficção científica, com sotaque lusitano. Aqui o grande Eça de Queiroz marca presença em cada linha, evocando contos como as “singularidades de uma rapariga loira” e “o tesouro”, este último, baseado em uma história de chaucer, também meio grimmesco como o do autor. Muito criativo, parabéns.

  17. Leo Jardim
    13 de junho de 2017

    Já! (Henrique Matheus)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): boa, mostra um recorte da vida de um bom personagem e fala sobre como realizar nossos sonhos nem sempre é o melhor. A resolução tirou um pouco da raiva que daria, pois quando Henrique deu o javali para outra pessoa, eu já imaginava que ele viraria churrasquinho. Não costumo gostar de contos encerrados com parágrafos explicativos que resumem a vida de cada personagem, mesmo gostando de saber que Henrique finalmente virou ator.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): uma narração lusitana, um pouco diferente do que estou acostumado. Por isso foi difícil para mim separar o que era erro e o que não era. Tirando esses, a mudança de tempo verbal incomodou bastante. O narrador não decidiu se narrava no presente ou no pretérito. Anotei alguns pontos em que mais me incomodou:

    ▪ *vê* várias pessoas a aplaudir (viu)

    ▪ Henrique *regressa* a casa (regressou)

    ▪ *percebe* que a carne saborosa (percebeu)

    Daqui em diante vieram várias frases no presente e depois foi para o futuro para narrar o que aconteceu com cada personagem. Nesse caso acho que ficaria melhor o uso do futuro do pretérito, algo como: “Sophia casaria, anos mais tarde…”.

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): embora essa relação de Henrique e Sophia soe um pouco clichê, o texto possui outros elementos que o dão personalidade.

    🎯 Tema (⭐⭐): está adequado.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫): o texto é um bom passatempo, fácil de ler, mas o impacto acabou sendo reduzido pelo que já comentei (induzi que o javali faria parte do cardápio e do fim com resumo do futuro).

  18. Cilas Medi
    13 de junho de 2017

    Actor e espectáculo são de origem portuguesa?
    Pois é, pois é, eu não sei bem o que foi esse pois é. O conto ia muito bem até a morte da Já. Vali e Já é para ser engraçado?. Ficou sem sentido nenhum o final, totalmente fora do contexto. Com o total de palavras do desafio se aproximando, conseguiu encontrar um final de enredo sem pé e nem cabeça (do javali). Enfim, a nota deve acompanhar esse mal-estar.

  19. maziveblog
    13 de junho de 2017

    Quem era mais importante para o Henrique, Sofia ou Já? Se aceitou de bom grado seis meses de trabalho duro, por que desistiu do amor e da fortuna por causa de Já, que mal conhecia?

  20. M. A. Thompson
    11 de junho de 2017

    Olá!

    Usarei o padrão de avaliação sugerido pelo EntreContos, assim garanto o mesmo critério para todos:

    * Adequação ao tema: fraca, mas existe.

    * Qualidade da escrita (gramática, pontuação): nada que comprometa a leitura.

    * Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos): bom.

    * Enredo (coerência, criatividade): parece uma história já contada de outro jeito, poderia ter alguma característica que desse mais personalidade ao conto. Mas a narrativa flui com competência.

    De modo geral foi um bom conto.

    Parabéns e boa sorte no Desafio!

  21. Fabio Baptista
    6 de junho de 2017

    Olha, esse foi um dos poucos contos até agora que conseguiu fazer com que eu me aproximasse instintivamente da tela do computador, com a atenção totalmente presa, querendo saber mais e mais.

    A escrita é muito boa e o jeito português de algumas palavras traz certo encanto. A trama tem um quê de contos de fadas, com esse plot de buscar o presente. É um tanto batido, mas desperta curiosidade que é uma beleza e no final isso é o que mais importa. Aqui esse surpresa por “qual será o presente?” foi um pouco dissipada, porque pelo tema do desafio meio que já se podia supor que se tratava do javali, só não se sabia como o bicho seria apresentado. Dentro dessa previsibilidade impossível de ser contornada, o autor conseguiu uma solução criativa.

    Eu gostei realmente bastante do conto, até a última frase de Henrique. O parágrafo derradeiro, porém, acabou me desagradando, acho que essas referências cinematográficas destoaram e houve uma certa indefinição de qual ponto no tempo o narrador contava os fatos que ainda viriam. Mas nada grave a ponto de tirar o brilho dessa excelente leitura.

    – Só gosta do melhor, presumo. Só assim se justifica ter conseguido pôr no mundo uma princesa. A mais bela das princesas.
    >>> Melhor cantada ever!!! hahuahua

    – Don Gennaro
    >>> Apenas uma observação, sem qualquer vínculo com a avaliação final: O “sotaque” português da escrita fez esse nome italiano soar estranho (por um momento havia me esquecido que a história se passava na Itália).

    – Chegado ao jantar de noivado, Henrique repara na falta da Já
    >>> Talvez eu esteja errado, mas aqui tá com aquela cara de “todo mundo já sabe o que aconteceu” kkkkkk
    >>> Complementando depois de ler o conto inteiro: era isso mesmo! rsrs

    ótimo conto!

    Abração.

  22. Gilson Raimundo
    6 de junho de 2017

    Uma releitura das aventuras do Marujo Simbad que deu errado para o protagonista, conto padronizado e linear, apresenta repetições de nomes que se evitados dariam maior fluidez na leitura. A reviravolta final não teve tanto impacto, da forma apresentada ficou sem graça, morna.

  23. Fil Felix
    3 de junho de 2017

    Um conto que saiu diretamente de um livro de contos de fadas. Todo o seu formato lembra uma fábula. O que não é e necessariamente ruim ou bom. A gente fica com aquela pulga atrás da orelha de que já vimos algo assim. Homem pobre que quer casar com a filha rica e precisa provar algo. As personagens não ganham grande profundidade, mas acho que cabem dentro da proposta “fabulística”, onde é a “moral” que fala mais alto. Tudo gira em torno da palavra, de cumprir com ela. Don Gennaro, porém, já desde antes diz não possuir muito caráter. O que justifica o fim. Não cumprir com a palavra traz maus agouros ? Fazer trato com esse tipo de gente é furada? Várias questões dá pra se usar, pegando essa ideia de fábula. Só achei um tanto simples, pouco ousada. Devido ao tema do conto, muitas coisas se entregam antes mesmo de sabermos. Quando ele pede algo, já imaginamos que seja o javali. Quando ele não vê o javali, já imaginamos que tenha sido cozido. Mas é um conto divertido e leve.

  24. Fernando Cyrino
    3 de junho de 2017

    Um conto lusitano com certeza. Bacana de se ler. Gostei da narrativa, da forma como vai me trazendo a história. Um enredo simples e linear talvez um pouco demais. No final acontece um crescimento quando há a virada e o conto de fadas deixa de ser como tal, de final feliz: a revolta de Henrique para com seu quase sogro Genaro. Gostei desse fechamento trazendo um toque de humor. Mas sinto que se trata de um conto que fica devendo algo… Uma história que poderia ter crescido mais e me encantado e não apenas gostado do que me trouxe. abraços.

  25. Ricardo Gnecco Falco
    3 de junho de 2017

    Olá autor/autora! 🙂
    Obrigado por me presentear com a sua criação,
    permitindo-me ampliar meus horizontes literários e,
    assim, favorecendo meu próprio crescimento enquanto
    criativa criatura criadora! Gratidão! 😉
    Seguindo a sugestão de nosso Anfitrião, moderador e
    administrador deste Certame, avaliarei seu trabalho — e
    todos os demais — conforme o mesmo padrão, que segue
    abaixo, ao final.
    Desde já, desejo-lhe boa sorte no Desafio e um longo e
    próspero caminhar nesta prazerosa ‘labuta’ que é a arte
    da escrita!

    Grande abraço,

    Paz e Bem!

    *************************************************
    Avaliação da Obra:

    – GRAMÁTICA
    Não encontrei que desabone a escrita primorosa.

    – CRIATIVIDADE
    Boa. Sem grandes arroubos literários, mas um eficiente história que fala de amor e honra.

    – ADEQUAÇÃO AO TEMA PROPOSTO
    100% atendido.

    – EMOÇÃO
    Aparentemente, não houve espaço suficiente para que o autor desenvolvesse com maior profundidade o psicológico das personagens, em especial as dos protagonistas. Sendo assim, ao final, quando Henrique se revolta por ter descoberto que jantava o Já, até mesmo o leitor se surpreende com sua atitude de abrir mão de seu grande amor.

    – ENREDO
    Uma história de amor com começo, meio e fim, mas onde tudo soa superficial, impedindo aos leitores da obra o mergulho necessário às profundezas da psique das personagens.

    *************************************************

  26. angst447
    31 de maio de 2017

    Olá, autor, tudo bem?
    O título do conto só traz uma sílaba do nosso javali e já está valendo.
    O tema proposto pelo desafio funcionou apenas como pano de fundo de um conto de fadas, mas foi abordado.
    A leitura flui fácil, sem entraves. O ritmo mantém-se do princípio ao fim, prendendo o interesse do leitor.
    Não encontrei erros que tenham escapado da sua revisão, somente um lapso de digitação que tirou uma letra de uma palavra.
    O enredo é, como eu já disse, bem similar com um conto de fadas. Pelo menos, lembrou-me muito do tempo que lia os contos dos irmãos Grimm. E claro, tem o final com a lição de moral. Há um tom singelo, inocente mesmo, que percorre o conto inteiro e torna a leitura bastante leve.
    Boa sorte!

    • Henrique Matheus
      31 de maio de 2017

      Olá. Reli novamente o texto e não consegui encontrar a palavra onde falta a letra. Pode me ajudar?

      • angst447
        31 de maio de 2017

        e registou o som > e registrou o som

      • henriquesamatheus
        1 de junho de 2017

        Ok. Percebi. Não é erro, é uma diferença geográfico-cultural. Em Portugal simplificámos a palavra e escrevemos “registo”.

  27. Gustavo Castro Araujo
    31 de maio de 2017

    É conto redondinho, com jeito de fábula e com direito a lição de moral no fim. O enredo é bastante simples, fluido e direto, sem apego a digressões ou mergulhos psicológicos. É justamente esse caráter raso dos personagens que me deia frustrado. A história em si é até interessante – em alguns momentos me trouxe à mente o maravilhoso livro “O Físico”, de Noah Gordon, dada o ritmo de epopéia – mas se sustenta em fundações pouco profundas. O resultado é que não cativa. Creio que se for reescrito, sem se importar com o limite de palavras, aprofundando-se os aspectos psicológicos dos personagens, dotando-os de defeitos e qualidades, isto é, tornando-os mais humanos, o conto teria muito a ganhar. Por fim, sugiro a supressão das duas últimas frases. O conto, por definição, é um texto com foco em determinado tempo; aludir a fatos futuros, contando o destino que tiveram os personagens, me parece deslocado e amadorístico. Em suma, portanto, um texto irregular, mas que pode se tornar muito bom.

  28. Fátima Heluany AntunesNogueira
    28 de maio de 2017

    O sotaque luso deu ao texto um tom especial, agregado ao ar de contos de fadas que carrega: personagens planos e estrutura fixa (estado inicial, obstáculo, desempenho com auxilio de objeto mágico (javali), solução, lição de vida). A cena de imagem-tema não surgiu no texto.

    É conto simples, traz bons diálogos e descrições bem construídas, executado em um formato bastante reconhecido; emociona o leitor e o faz torcer pelo final feliz, houve até uma reviravolta interessante e alusões que agradam, porém o impacto deixa a desejar. Parece-me que falta algo a mais. O texto está muito bem escrito, exceto pela mistura de tratamento (tu/ você) em alguns trechos das falas.

    Este é o quinto conto que comento; em dois o nosso herói é comido. Não gostei. Ainda bem que foi este o motivo por que Henrique desistiu do seu amor.

    Enfim, grata pela boa leitura; o título fica bem entendido e interessante ao final do texto. Parabéns pela participação e abraços!

  29. Iolandinha Pinheiro
    27 de maio de 2017

    Olá, amigo de além-mar. Vamos ao seu texto: Um conto simples sobre um romance muito parecido com antigos contos moralistas. Há um herói, o seu antagonista, a mãe desprotegida, o sujeito que traz a solução do primeiro conflito, e o necessário javali. Sua história causa nos leitores uma impressão de reconhecimento, creio que isso se deva à utilização de um fórmula já muito usada e muito presente em histórias para crianças, mas isso não é problema para mim que não cobro criatividade dos autores. Houve a adequação do tema, eu me peguei torcendo pelo protagonista e senti muita raiva do sogro por ter matado a Já, mas, mesmo sendo desenvolvido sem problemas de ordem gramatical e tendo começo, meio e fim coerentes, achei que faltou um pah! no seu conto. Algo que me surpreendesse e cativasse. Também não gosto de finais moralistas, principalmente quando, ainda por cima, são injustos. A Sofia não fez nada errado e foi punida pelo autor. E ela me parecia um ótima pessoa. Enfim…Sorte no desafio, amigo.

  30. Anorkinda Neide
    27 de maio de 2017

    Olá, autor(a)
    Bem, sabe… ao ler a partir do ponto em que o pai faz a aposta com o pretendente da filha, pensei estar lendo algo que já li antes.. uma historia oriental, onde o pai seria um califa e tal.. o rapaz traz algo ‘único’, q eu nao lembro o que é, mas juro que já li esta historia.
    Acredito que vc deu uma roupagem ocidental a ela, inserindo os javalis, alias nao gostei do nome deles.
    Foste bem-sucedido, embora eu gostasse de ver algo mais original, mas a imagem proposta está ae e o enredo flui bem, está claro, embora um tanto corrido, haveria de se ter mais espaço ou diminuísse o espaço da paquera antes do pai aparecer, isto gastou bastante o limite q tu tinhas de palavras.
    Acredito que o rapaz foi bastante honesto consigo mesmo ao desistir do casamento, mas ainda assim ele poderia ter ido embora com a moça 🙂
    Porque achei q o amor foi abandonado muito repentinamente.
    Mas o texto é bom, boa sorte.
    Abração

  31. Afonso Elva
    24 de maio de 2017

    Fiquei angustiado. Senti o tempo todo alguém dizendo: “Poxa, tem tanta coisa pra contar…” O limite de 2000 palavras atrapalhou muito aqui. Acabou que o conto, apesar de bem escrito e com uma bela reviravolta, ficou com cara de resumão. Talvez retratar só o periodo da viagem fosse uma soluçao, mantendo o final.
    E acho que Vito não ia dar uma sacaneada dessas, hehe 😉
    Muito bom seu trabalho,
    Forte abraço!

  32. Friedrich Norstand
    24 de maio de 2017

    Olá autor(a), achei seu conto bom.
    A história de namorinho e buscar a mão da amada é bacana, não das mais originais, porém me segurou, divertiu e passei raiva.
    A história infelizmente fica muito resumida, você poderia ter retirado várias partes para poder acrescentar mais detalhes a outras, como a jornada de Henrique, que fica muito vaga.
    O desenvolvimento de personagens ficou bom para o tamanho do conto, menos o dono dos javalis, prometia ser um personagem interessante e foi só um vulto.
    Gostei do final, despertou sentimentos em mim.
    a narrativa (mesmo com os problemas), me prendeu e me entreteve.
    Um conto bem bacana. Nos presentei com mais obras

  33. Pedro Luna
    24 de maio de 2017

    Infelizmente não gostei.

    Achei o conto resumido demais. Podemos notar isso nos trechos do texto que explicam a passagem de tempo na vida dos personagens, o tempo de namorinho de Henrique e Sophia, dos meses que ele levou viajando pelo mundo. É como se o personagem saísse de um ponto A para o B e o caminho fosse uma névoa, que o leitor desconhece e só ouve falar. Se você diz, supondo, que no passado Henrique trampou no espetáculo, eu não ficaria incomodado. Mas se no meio do conto você estabelece que ele começa a fazer espetáculos e tantos meses se passam e em menos de um parágrafo ele rodou o mundo, fez amigos, e tem um javali, aí sim fico com a sensação de que muito se passou em poucas linhas, sei lá, me sinto enganado.

    Sim, é comum em narrativas, mas não posso dizer que gosto. Assim, apesar de parecer simpático, o personagem Henrique não se desenhou para mim. Além disso, o detalhe das roupas e a informação da morte do seu irmão em nada contribuem ao conto, ficando vago. Não gostei também de pequenos detalhes, como a aposta feita pelo Don. Me soou demais inverossímil.

    Depois percebi que o conto tem um jeitão de fábula, o que talvez tenha contribuído para as escolhas do autor ou autora. Mesmo assim, ainda não consegui gostar, e o epílogo com jeitão de lição de moral piorou tudo.

    Estou sendo duro, mas é porque realmente não gostei da história. Adorei os diálogos, e alguns pontos da construção textual, e por isso acho que o autor ou autora tem muito talento, mas a história desse conto em específico a meu ver foi muito fraca. Desculpe.

  34. Jose bandeira de mello
    23 de maio de 2017

    Um folhetim romanceado com final cheio de moralismo, mas de deliciosa leitura. Novamente alguns itens do tema atrapalharam o autor(a). O expediente do protagonista de se fantasiar de aviador para homanegear um irmao morto na guerra, eh fraco, na minha opiniao. Adorei o clima luso/rural, e durante a leitura, imaginei um narrador com forte sotaque. Muito criativo o javali como mico de circo. Resolveu bem o problema aqui. Muito divertido o conto como um todo. Congratulo-me com o autor(a), e desejo-lhe sucesso.

  35. Catarina
    23 de maio de 2017

    O INÍCIO nos situa imediatamente no personagem e no ambiente. O autor possui o domínio da prosa e usa e abusa desse talento desenvolvendo uma fábula leve, muito mais portuguesa que italiana.
    A TRADUÇÃO DA IMAGEM foi protocolar, mas os personagens densos compensaram. As expressões portuguesas ficaram lindas e combinaram com a trama. Um detalhe: o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa já está oficialmente em vigor há mais de um ano, o que não justifica a grafia antiga de algumas palavras e outras não.
    EFEITO topada. A conclusão foi apressada e poderia ter seguido a qualidade do restante do texto se administrasse melhor o espaço. As referências aos clássicos nada acrescentaram à trama.

  36. Rubem Cabral
    23 de maio de 2017

    Olá, Henrique Matheus.

    Resolvi adotar um padrão de avaliação. Como sugerido pelo EntreContos. Vamos lá:

    Adequação ao tema:
    A imagem da foto não surgiu no texto. Há a javalina, há o fato de aviador do irmão mais velho, mas é só. Em minha opinião. atendeu ao tema somente parcialmente.

    Qualidade da escrita (gramática, pontuação):
    Não encontrei erros a apontar. O conto está bem escrito.

    Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos):
    O conto é um tanto novelesco. Os personagens são um pouco unidimensionais: mocinho/mocinha/vilão. As descrições foram simples, porém bem feitas. Os diálogos estão bons.

    Enredo (coerência, criatividade):
    Impliquei logo de saída com o nome Henrique. Os outros nomes seguiram um padrão típico da Itália, mas Henrique? Penso que ficaria melhor como “Enrico”.
    O enredo é simples, segue o padrão romântico dos amores impossíveis, do rapaz pobre que se apaixona pela rapariga rica, tem pai malvado e doce e sofredora mãe, etc.
    O último parágrafo, resumindo “castigos” para Don Gennaro e Sophia, e uma recompensa para Henrique, deu ao conto um sabor de fábula moral, o que não foi muito bom.

    Obrigado pela leitura e boa sorte no desafio!

  37. Brian Oliveira Lancaster
    22 de maio de 2017

    EGO (Essência, Gosto, Organização)
    E: Alguém conseguiu não evitar a piada infame (será que desconto um ponto? Não). Mas o faz de forma excelente. A padaria do seu Manoel dá as caras. É um texto bastante novelesco, com jeito de época, mas que caiu como uma luva no contexto. A essência está toda nas estrelinhas, apesar de achar que o javali teria maior participação.
    G: Um texto bem diferente, escrito por alguém além-mar, que traz novos ares ao nosso cotidiano. Gostei da trama, cativa e prende a atenção, mesmo com suas reviravoltas ao fim. O que não gostei foi o epílogo estar junto com a parte final. O “depois” poderia ser contado em itálico, ou separado do texto. Do jeito que ficou, remete à pressa de terminar o texto. Mesmo assim, gostei muito de toda a construção e clima ao estilo filmes italianos, como por exemplo, “A Vida é Bela”.
    O: A escrita flui bem e consegue camuflar de onde é, não fosse por alguns “c” em algumas palavras (como espectáculo). Apenas um “precisamente/preciso” muito juntos na mesma frase soou estranho aos ouvidos. É bem escrito e eficiente em transmitir as emoções. Vai ter boa nota.

  38. Jowilton Amaral da Costa
    22 de maio de 2017

    Achei o conto médio. É uma história simples e bem escrita. No entanto, não me pegou. Dá para saber que iriam comer a Ja. Achei o final interessante, contando o fim que os personagens tomaram, mesmo não entendendo as referências aos filmes do Coppola e Fellini. Boa sorte.

  39. Olá, Henrique Matheus,
    Tudo bem?
    Seu conto é leve, divertido, e faz o leitor manter o interesse durante todo o texto. A história tem tons de humor, de romance, de aventura, vigem. Um trabalho redondinho no que toca a construção do enredo.
    O que me intrigou um pouco foi o fato de o texto começar com a narrativa com verbos no passado e, de repente, quase no final, passar para o presente, para, em seguida, ir para o futuro. Fiquei pensando se essa foi uma escolha consciente do autor. Pergunto, pois possuo um texto assim. Nesse formato. No entanto, a passagem do pretérito para o presente se fez em um momento inesperado, sem que houvesse uma construção para tal mudança. Foi meio abrupto, então, fiquei na dúvida. Isso, no entanto, não tira a qualidade de sua verve.
    Gostei especialmente da cena circense com os Javalis com bolinhas como focas ou cachorros amestrados. Essa passagem deu um tom surrealista ao texto, remetendo-me a antigos circos e a estética desse tipo de espetáculo.
    Parabéns por sua criatividade e boa sorte no desafio.
    Beijos
    Paula Giannini

  40. Roselaine Hahn
    22 de maio de 2017

    Olá, o seu conto me prendeu, ponto positivo. A narrativa é fluída, concisa, alguns tempos verbais carecem de correção. Gostei da brincadeira com os nomes das javalis, apenas sugeriria alterar na frase “Já não seria o padeiro, seria o noivo de Sophia”, para “Não seria mais o padeiro, seria o noivo de Sophia”, pois esse Já emenda com o Já da javali da frase anterior. No mais, desejo belos voos para o Sr. Henrique. Abçs.

  41. Priscila Pereira
    22 de maio de 2017

    Oi Henrique, seu texto esta muito bom!! Estranhei um pouco a linguagem até deduzir que talvez seja de um estrangeiro…kkk
    A estória está simples e bem contada. A imagem está presente. Fiquei com pena da Já, tadinha, e com dó da Sofia, ela não teve culpa… Boa sorte!!

  42. Luis Guilherme
    22 de maio de 2017

    Ola, amigo! Peço desculpa por possíveis problemas na escrita, to no celular e sou pessimo nesse negocio hahah..

    Posso deduzir que voce eh um dos nossos queridos amigos de alem mar.

    Seu texto ta excelente! A linguagem e escrita estao muito boas, o texto eh super agradavel e fluente. O enredo nao chega a ser inovador, mas foi bem abordado e ficou agradavel.

    O desfecho acheio meio brusco, podia ter dado uma atençao maior, mas nao compromete.

    Fiquei com muita pena do javali, ja tava antevendo o que aconteceria. O texto me envolveu, me senti mal pela situaçao. Ponto pra voce!

    Gramaticalmente ta praticamente impecavel.

    Enfim, belo trabalho! Parabens e boa sorte!

  43. Vitor De Lerbo
    22 de maio de 2017

    A narrativa é muito boa. Eu já estava acomodado com o final que estava se desenhando quando, de repente, há uma bela reviravolta. O protagonista agiu com coerência em relação à sua personalidade.

    A única coisa que me deixou um pouco recuado foi o motivo pelo qual Henrique andava sempre com roupas de aviador; ficou muito bruta essa razão, claramente pra adequar o conto à imagem. Dá pra fazer algo bem mais simples e que o leitor não estranhe tanto.

    Boa sorte!

  44. Milton Meier Junior
    21 de maio de 2017

    Um conto muito inspirado e diferente. A linguagem lusitana causa alguma estranheza aos ouvidos brasileiros, mas não impede a apreciação de forma alguma. O final é muito bom. Parabéns!

  45. Olisomar Pires
    21 de maio de 2017

    1. Tema: adequação presente.

    2. Criatividade: Muito boa. Jovem apaixonado em busca de algo que agrade ao pai da moça, encontra uma javali de circo, mas fica contrariado por que o animal foi morto para o banquete de casamento. Os nomes dos bichos não tem muito efeito, aliás, causam certa confusão ao texto.

    3. Enredo: Bem conduzido. A conexão das etapas foi bem feita.

    O personagem principal, embora surreal, é bem desenvolvido. Notei apenas uma pequena incoerência diante do atrevimento do rapaz para com a moça, uma vez que inicialmente, ele foi apresentado como consciente de suas limitações, o que ensejaria um proceder mais tímido ou recalcitrante.

    4. Escrita: o sotaque lusitano é forte, o que torna o texto bem atraente. Sem erros dignos de nota.

    Uma boa estória, bem contada, nem tudo precisa estar redondinho.

    5. Impacto: Médio.

    O desenlace me pareceu forçado, quase incompatível com o restante do conto.

  46. Matheus Pacheco
    21 de maio de 2017

    Ahhh… que conto extraordinario pela simplicidade do autor, só tem uma coisa que me incomodou um pouco, que foi os Cs em Actor e Facto, eu sei que não é errado mas eu acho meio estranho…
    Um excelente conto e um abração ao autor.

  47. Antonio Stegues Batista
    21 de maio de 2017

    Narrativa excelente, coerente e fluida, enredo muito bom.No inicio me lembrei de um conto de Anton Tchekhov, mas nada parecido. Tchekhov também tinha uma escrita simples, mas a arte dele estava em criar personagens fortes, cada um com sua personalidade. A historia está adequada ao tema e o final também muito bom, com referência a dois cineastas dos quais sou admirador.

  48. Iris Franco
    21 de maio de 2017

    Oi, tudo bem?

    É difícil fazer histórias felizes sem aqueles momentos “piegas”.

    Adorei seu texto, principalmente a parte romântica, achei tão bonito. É tão difícil um homem que cham uma mulher de princesa, ainda mais descrito da maneira que está no seu conto.

    Magnífico, quando eu crescer vou escrever igual a você! kkkkkkkkkk…

    O final foi espetacular, um dos melhores contos que li até agora.

    Parabéns!

  49. Evelyn Postali
    21 de maio de 2017

    Oi, Henrique Matheus,
    Gramática – Conto bem escrito, sem percalços. Nada aparente que exija correção por atrapalhar demais a leitura.
    Criatividade – Deveras criativo! Eu gostei da história de Henrique que, apesar de simples, é notável em apresentar valores humanos e a construção deles.
    Adequação ao tema proposto – Está adequado ao tema.
    Emoção – Que homem perverso! Matou Já! Abominável criatura humana e vil. Creio que não há leitura, aqui, sem o despertar de emoções. Eu mesma quis entrar na história e surrupiar a vida do pai da bela Sophia. Pobre Henrique.
    Enredo – Começo, meio e fim, e um final tipo fábula, com um ensinamento muito sutil, nas entrelinhas. Sem falar na lembrança de Coppola e Fellini.
    Boa sorte no desafio!
    Abraços!

  50. juliana calafange da costa ribeiro
    21 de maio de 2017

    Um belo conto de fadas… só que não. Talvez para as modernas crianças de hoje, né? Rsrs. Adorei seu conto, é leve e bem humorado. O final é ótimo, eu faria a mesma coisa, q absurdo cozinhar a Já! Aliás, a brincadeira com os nomes das javalis me fizeram dar uma gargalhada aqui. Parabéns, colega de além mar! Um conto muito criativo e bem escrito!

  51. Lucas F. Maziero (@lfmlucas)
    21 de maio de 2017

    Um conto singelo, bem escrito. A ideia foi devidamente desenvolvida, com um começo, meio e final claros. Aliás, apesar de Henrique ter se sentido diminuído pelo pai de Sophia, no final ele demonstrou mais força de caráter não aceitando a atitude vil de Don Gennaro. E ainda, parece, Henrique conseguiu realizar o sonho de atuar.

    Lembrou-me um conto que li certa vez, ou uma novela, disso não estou lembrado, que, apesar de o protagonista fazer de tudo para ficar com a amada, esta não ficou com ele, a despeito de todas as exigências requeridas por ela e sua família. E no fim quem saiu ganhando foi o protagonista. Enfim.

    Parabéns!

  52. Neusa Maria Fontolan
    21 de maio de 2017

    Coitado do Javali! Não ia mais poder se apresentar, equilibrando bolas, fazendo malabarismo, pois foi morto por um homem sem palavra.
    Henrique fez muito bem em partir.
    Bom conto.
    Espero que alcance uma boa colocação.

  53. Ana Monteiro
    20 de maio de 2017

    Mais um autor luso. Como em todos até ao momento começo por apontar o que penso que poderia melhorar e que considero ser a parte mais útil deste exercício.
    Encontro algumas discordâncias nos tempos verbais. Nos diálogos entre o pretendente e o futuro genro, o primeiro ora o trata por tu, ora por você – há que escolher e manter o registo pretendido. E depois, apenas uma pequena falha, comum é certo, mas falha: tentar impor ao leitor uma interpretação quando à índole do personagem. O autor maduro não adjetiva o personagem, deixa que seja o leitor a fazê-lo. Passando à apreciação dentro das linhas propostas pelo Gustavo: a escrita, tirando aquelas dissonâncias verbais, está óptima. A criatividade muito boa; adequação muito bem conseguida à proposta apresentada e um excelente enredo. Último parágrafo: 5 estrelas.

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Publicado às 20 de maio de 2017 por em Imagem - 2017 e marcado .