EntreContos

Detox Literário.

A Menina na Cadeira de Balanço (Jowilton Amaral)

Nota do Autor: Esta é uma história verídica. Advirto, porém, que alguns fatos narrados podem não corresponder com a realidade palpável que conhecemos.

 

                                                   ***

 

O automóvel movia-se velozmente sobre a estrada caraquenta e sinuosa da rodovia. O som do pen-drive tocando no último volume fazia com que meus demônios adormecessem. “Quase acreditei na sua promessa, e o que vejo é fome e destruição, perdi a minha sela e a minha espada, perdi o meu castelo e a minha princesa…”. Metal Contra as Nuvens. Borracha contra o asfalto. Os pneus melodiavam a cada curva.

A saudade enforcava meu peito. Dois anos sem ver minha filha, dois anos fora de casa.

“Voltar para casa? Você quer voltar para casa? Que casa, Pedro? Minha casa não é mais sua. Você nos abandonou. Você não passa de um covarde fracassado! ”.

A vontade de fumar me cercava como uma hiena faminta; traiçoeira.  Esperando um descuido para me abocanhar. Sempre trazia cigarros comigo, embora não os acendesse há mais de seis meses. O meu olhar voltava-se para o porta-luvas reiteradamente, eles, os cigarros, estavam lá. Os dedos intencionavam segurá-los, a garganta ansiava pela quentura, pelo sabor…. De súbito, surgiu diante do automóvel um vulto encardido. Freei e girei o volante para o lado esquerdo. Foi inútil. A pancada estrondou do lado dianteiro direito, projetando vibrações por todo o meu corpo. Perdi a direção do veículo, que dançou um balé desengonçado antes de girar cento e oitenta graus e parar na mão contrária com o motor desligado. Agradeci aos céus a estrada sem movimento e respirei aliviado. Liguei o carro e o estacionei no acostamento.  O estrago não fora compatível com a trombada e o susto. Apenas um pequeno amassado no capô, farol e lanterna quebrados e um pneu furado. Amaldiçoei o proprietário do jegue morto.

Arrastei com muito esforço o animal, um potro ainda, para fora da estrada. Retirei do porta-malas o macaco, a chave de roda…, “Mas, cadê o estepe? ”.  No veículo alugado pelos olhos da cara não havia estepe.

— VAI TOMAR NO CU, CARALHO!

Corria um bafejo gelado, típico da região naquele mês. Eu estava desacostumado com o clima local. Dias quentes, noites frias. Sombras retorcidas da vegetação pareciam me olhar desconfiadas, avaliando-me, censurando-me por minha boca suja…

“Papai, o senhor fala muito nome feio! “.

A aridez do lugar era atenuada pela penumbra da noite, transformando uma imagem que seria completamente desbotada, seca e espinhosa, num horizonte negro e macio. O silêncio absoluto era quebrado de quando em quando pelo leve silvo dos galhos ninados pelo vento. Olhei o relógio. Duas e quinze da manhã.

Depois de uma espera frustrada de quase meia-hora, na expectativa que algum veículo passasse para me ajudar, resolvi dirigir o carro até as luzes que eu avistava a minha frente. Não parecia ser muito distante. O risco de movimentar o veículo com o pneu danificado e só com um farol funcionando era muito menor que ficar ali sozinho à mercê de todos os tipos de possibilidades. Além do mais, o atropelamento acontecera quando a estrada circundava uma pequena serra, o frio me incomodava e uma estranha névoa subia fantasmagoricamente pelo asfalto, formando uma espécie de persiana flutuante, arrancando-me arrepios.

Rodei cerca de dez minutos, lentamente, até decifrar o que era a claridade para onde eu me encaminhava. Imaginei que seria uma fazenda ou um sítio, estava enganado, era um posto de gasolina. O GPS não informava nada sobre ele. O lugar parecia esquecido pelo tempo e por seus usuários, contudo, a iluminação era intensa.

Fui tomado por uma profunda melancolia.

“Papai você vai abandonar a gente? ”. “Não, filha, nunca faria isso.”. “Vai sim, mamãe falou.”.  Meus demônios despertaram sedentos.

Parei o carro ao lado de uma carcaça de trator. Ao levantar do veículo, pude perceber o quanto meu corpo necessitava de descanso e alimento. Circulei a pé pelas bombas de combustíveis carcomidas. O forte cheiro do óleo impregnando o ar insinuava que o estabelecimento ainda era ativo, apesar da aparência arruinada.

— Boa noite, tem alguém que possa me atender? — Perguntei quase gritando.

Minhas palavras ecoaram sem resposta. Um ranger metálico chamou minha atenção. Então eu vi uma menina numa cadeira de balanço, na entrada do que parecia ser uma loja de conveniência. Ela segurava um animal no colo, que supus ser um gato. A temperatura caia celeremente. Aproximei-me esfregando minhas mãos contra meus braços. Quando cheguei mais perto, percebi que ela amparava um coelho. Ela passava os dedos nos pelos alvíssimos do animal, acarinhando de forma delicada. O bicho parecia hipnotizado com o toque, mantinha os olhos cerrados e emitia um ruído esquisito, parecido com o ranger de dentes, que interpretei como satisfação. A garota aparentava ter uns dez anos de idade. Cabelos finos, compridos e negros. Sua palidez não me passou despercebido. Uma alvura imaculada. Ela vestia uma túnica escarlate. A cadeira se encontrava ao lado de uma porta de madeira circundada por inúmeras miniaturas de carrancas com fisionomia de javalis.

A menina me olhava com curiosidade indisfarçada.

Fiquei pensando que tipo de pai deixaria uma criança acordada até aquela hora da madrugada. “Talvez um tipo de pai como você, que abandonou uma filha de cinco anos”.

— Boa noite.

— Bom dia — ela replicou levantado as sobrancelhas.

— Sim, tem razão, bom dia! — Sorri. Ela continuou séria. — Qual é seu nome, mocinha?

— Juliete.

— Hum, que bonito nome.

— Agradecida. — Respondeu empertigada, dando uma leve inclinação no corpo, com ares de fidalguia. E realmente ela transbordava nobreza.

— Estou com um problema no meu carro, será que tem alguém que possa me dar uma mão?

— Meu pai está dentro da loja. Ele pode ajudar o senhor.

— Obrigado — eu disse. Não resisti em perguntar o que me inquietava — já não passou da hora de você estar na cama?

— Hoje é um dia especial — ela respondeu.

Conferi as horas. Duas e quinze da manhã. Entrei na loja.

O vazio avolumava-se dolorosamente dentro de mim a medida que eu avançava pelo corredor que levava ao interior do estabelecimento.

“Papai você volta logo? “. “Volto sim, meu amor. Papai estará de volta em breve. ”. “Promete? ”.

Minhas pernas cambaleavam como se eu estivesse bêbado. Sentia-me muito fraco. O interior do empório era rústico e espaçoso. Toda a sustentação era composta de madeira. Quatro mesas alinhavam-se no canto esquerdo de quem entrava, à direita um balcão e o caixa de pagamento e no meio do pátio três gôndolas repletas dos mais variados produtos, todos vencidos. As paredes estavam decoradas com enormes carrancas de javalis. Puxei o ar com sofreguidão e segui até o caixa.

“ Hein, papai, promete? “. “Sim, eu prometo.”. A culpa me corroía.

Bati no balcão. Apareceu um garoto de uns doze anos, saindo de dentro do depósito da loja.

— Preciso de algo doce, com urgência — eu disse com voz trêmula.

— Nós temos um excelente doce de leite. Pode ser?

— Sim, por favor, rápido! — Um suor frio escorria por minhas costas.

Ataquei a guloseima feito um predador. O menino me olhava com estranheza.

— Não tem adulto neste lugar?

— Os adultos estão nos preparativos para o noivado da princesa.

— Princesa?

— Sim, a princesa. O senhor a conheceu lá fora.

— Juliete?

— Ela mesma, a escolhida do rei.

O rapazinho fez uma reverência pomposa e desapareceu pela porta de onde havia saído. “Mas que merda de posto de gasolina é este. ”. Pensei.

Ao me virar procurando a saída, dei de cara com um homem alto, de barba branca bem aparada, vestido com uma túnica negra.

— Senhor, Pedro?

— Sim, sou eu mesmo — respondi desconfiado, não lembrava de ter dito meu nome a ninguém.

— O pneu do carro já foi trocado. Meu nome é Alfonso, sou o pai de Juliete. O senhor está se sentindo melhor? — Falou e me estendeu a mão.  

— Sim, bem melhor. Estou dirigindo há sete horas sem parar. Acho que minha glicose baixou demais. O doce de leite me animou novamente. Obrigado pelo conserto, quanto eu devo?

— Não se preocupe com isso. Gostou do doce? Ele é feito de leite de gironda.

— Leite de quê?

— Leite da fêmea do javali.

— Vocês criam javalis aqui?

— Há muitos e muitos anos. É uma tradição milenar.

— Nasci aqui na região e nunca vi ou ouvi falar de criação de javalis.

— Eles sempre estiveram por aqui, domesticados ou selvagens. Fazem parte da nossa vida e cultura, são animais sagrados, extraordinários, vindos para nos salvar. E em pouco tempo farão parte da evolução da humanidade.

— Eu devo ter me perdido na estrada, entrado numa rodovia desconhecida, só pode ser. Isso é que dá confiar em GPS.  

— As fronteiras são tão leves e invisíveis quanto o ar, senhor Pedro — Alfonso disse e emendou: — Isso também é estranho para nós, acredite, não costumamos receber visitas. Normalmente, somos nós que visitamos. Contudo, já que o universo o trouxe aqui, acompanhe-me. Junte-se a nós. Venha conhecer o rei — Olhei para o relógio. Duas e quinze da manhã.

Ele colocou o braço sobre meus ombros e me senti fraco novamente. Caminhei com ele ao meu lado como se eu estivesse hipnotizado. Meu corpo todo formigava, sentia que milhares de alfinetes picavam levemente minha pele.

Atravessamos o balcão, adentramos pelo depósito e saímos numa ampla plantação de milho nos fundos do posto de gasolina. Dezenas de pessoas estavam lá, uma ao lado da outra, todas vestidas de túnicas negras, viradas para o milharal. Juliete estava à frente de todos eles, olhando inflamada em direção ao cultivo. Alfonso levou-me para junto dela e permaneceu próximo a mim. Eu parecia vivenciar um sonho.

As folhas da plantação farfalharam no mesmo instante que o grupo se ajoelhava. O pai da princesa forçou-me a fazer o mesmo. Algo estava vindo ao nosso encontro. Os presentes começaram uma ladainha invocando por alguém que eu nunca ouvira falar. Eles invocavam por Jeronte. Minha respiração estava rápida e entrecortada. Fui possuído pelo a maior sensação de medo de minha vida. Mesmo que Alfonso não estivesse ali, forçando-me a contemplar aquela insólita imagem, não conseguiria me afastar, eu me encontrava completamente paralisado. De repente, um homem surgiu das entranhas do milharal, trazendo consigo, puxado por uma coleira, um monstruoso javali. Na outra mão carregava uma enorme maleta. Suas vestes lembravam a de um piloto de avião da primeira guerra mundial. Um sobretudo de couro marrom, toca e óculos de aviação. A figura anacrônica aproximou-se e gritou.

— SAÚDEM O REI!

— VIVA O REI! — Todos gritaram, abaixando suas cabeças até o encontro do chão.  

Juliete, a única que permanecera em pé, andou até o gigantesco animal e tocou os lábios no focinho úmido da fera, que grunhiu excitado. A grande maleta foi aberta e de dentro dela surgiu uma espécie de lápide, onde estava gravado um desenho bizarro de um híbrido de humano e javali. Um dos fanáticos da seita recebeu a folha de pedra e a ergueu acima de sua cabeça. Todos gritaram “VIVA! ”. O aviador e o rei javali deram meia volta e desapareceram embrenhando-se na vegetação.

Eu estava estarrecido e enojado. Alfonso aproximou sua boca de meu ouvido e sussurrou:

— O senhor acaba de presenciar o noivado de minha filha com Jeronte, o rei javali. A princesa Juliete daqui alguns anos será uma rainha fértil e gerará a evolução da nossa raça. Precisaremos de mais meninas como ela, senhor Pedro. Sabemos da sua pequena e desamparada Jasmine. Não se preocupe, a pesquisa genética foi concluída e aprovada. Nossa medicina é superior a qualquer ciência que o senhor conheça. Ela ficaria saudável e o seus problemas financeiros acabariam. Pense nisso. Saiba que nunca mais encontrará este trecho da estrada, isto é certo, entretanto, se aceitar nossa oferta, saberemos onde procurá-lo. Agora vá rever sua filha — disse e retirou seu braço dos meus ombros.

Livre do toque de Alfonso, saí imediatamente do transe. Sem perder tempo, corri desesperadamente para o carro e pisei fundo no acelerador. Alguns quilômetros à frente, conferi as horas. Duas e vinte da manhã.

“O senhor vai me proteger para sempre, não é papai? ”. Acendi um cigarro.

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57 comentários em “A Menina na Cadeira de Balanço (Jowilton Amaral)

  1. Daniel Reis
    23 de junho de 2017

    (Prezado Autor: antes dos comentários, alerto que minha análise deve se restringir aos pontos que, na minha percepção, podem ser mais trabalhados, sem intenção de passar uma crítica literária, mas uma impressão de leitor. Espero que essas observações possam ajudá-lo a se aprimorar, assim com a leitura de seu conto também me ajudou. Um grande abraço).

    A Menina na Cadeira de Balanço (Jeronte)

    ADEQUAÇÃO AO TEMA: sim, na chegada do rei.

    ASPECTOS TÉCNICOS: nota do autor inicial= dispensável. Gostei da maneira como você, autor, manipula a alternância entre o diálogo externo, a descrição e o diálogo interno. Não gostei muito de alguns exageros, a meu ver desnecessários, na escolha lexical tipo “— VAI TOMAR NO CU, CARALHO!”. Dá uma impressão de filme nacional e não contribui efetivamente para descrever a situação.

    EFEITO: até a cena do ritual do rei javali e o casamento, a meu ver, estava causando perplexidade. Depois disso, ficou tão absurdo e maluco que perdi um pouco do interesse. E o final, aberto, só deixa a gente pensando: “e daí?”

  2. Bia Machado
    23 de junho de 2017

    Desenvolvimento: O início do conto tem adjetivos demais para o meu gosto, ainda assim gostei do ritmo que foi dado à maior parte do texto. Um ritmo realmente sufocante! A ação é um tanto arrastada em alguns pontos, mas acho que isso se adequa à atmosfera da história.
    Personagens: Cumprem seu papel de fazer a gente ficar ainda mais dentro da história. E dá certa tristeza pensar no que pode acontecer depois daquele final. =,(

    Emoção: Gostei, no geral, e talvez gostasse ainda mais se houvesse mais espaço para ele. Como disse, foi uma leitura sufocante e foi exatamente isso que eu gostei!

    Tema: Para mim está adequado.
    Gramática: Para mim, nada que atrapalhasse.

    Parabéns!

  3. Wilson Barros
    22 de junho de 2017

    O que dá vida a esse conto é o estilo Stephen king, o terror dinâmico. Quase que podemos ouvir o som arrepiante quando a menina vira o rosto na cadeira, os olhos estranhamente brilhantes. Durante o casamento pode-se ouvir aquelas músicas sinistras, cânticos de multidões, que costumam ser o leitmotiv dos rituais satânicos. “São os meios, o clima que impregna os contos”, dizia Baudelaire sobre os contos de Poe. Aqui o autor conseguiu impregnar seu conto de terror.

  4. Felipe Moreira
    22 de junho de 2017

    Puta merda, adorei esse conto. Pra mim é o melhor suspense do desafio até agora, fácil! A narrativa intimida você a participar, acompanhar cada trecho, cada curva do que tá rolando, é imersivo demais. Gostei muito. Os diálogos possuem um timing adequado, o tema está bem aplicado. Não encontrei qualquer erro que justificasse redução na nota. Está muito bom.

    Bem escrito demais.

  5. Thiago de Melo
    22 de junho de 2017

    Olá Jeronte,
    Parabéns pelo seu texto. Gostei de como você criou a atmosfera de mistério. Gostei inclusive de como você conseguiu compartilhar com o leitor os pensamentos na mente do personagem principal. Ficou muito bom.
    Gostei bastante de como você “parou o tempo” enquanto o cara estava com o carro quebrado, mas achei que três vezes foi um excesso. Quando você citou as horas pela segunda vez eu já levantei as orelhas e pensei: ele já falou das horas, e acho que era essa mesma hora. Será que o tempo parou?” Daí voltei um pouco e confirmei que era o mesmo horário. Então, quando você citou que eram 2h15 pela terceira vez já não havia mais necessidade, pelo menos na minha opinião, claro.
    Achei que você conseguiu criar bastante tensão com a sua história. O leitor está tão perdido quanto o personagem principal, e isso ficou bem legal.
    Só achei que o final ficou um pouco corrido. Não sei nem explicar direito. Achei que eles darem uma “opção” para ele entregar a filha dele ficou meio forçado. Às vezes você poderia ter deixado o cara sem saída. O Alfonso poderia dizer que na próxima vez seria a filha dele e que eles saberiam onde encontrá-la etc etc… Acho que assim ele ficaria mais perdido ainda e com mais medo (e junto com ele o leitor).
    Mas essas são apenas sugestões. Gostei do texto.
    Parabéns!

  6. Fil Felix
    20 de junho de 2017

    O conto segue uma receita já conhecida de longa data. Nesse ponto, não apresenta grandes novidades. O início, com o acidente de carro, a névoa subindo (que ficou uma descrição ótima!) e a caminhada, encontrando um lugar no meio de algum lugar (ou dimensão, realidade alternativa, etc) pode ser recortado e colado em diversas outras histórias assim. Silent Hill é um exemplo que começa exatamente assim. O plus está na inclusão do javali, numa seita a lá Cthulhu, que traz a questão de raças sendo mescladas, o pavor de colocar uma criança com uma criatura de horror. Toda a seita (e a mitologia que ela vai criando) deu um toque interessante. O autor soube levar o suspense adiante, o que é ótimo em contos que se propõem a isso. Um outro ponto que achei bem instigante é o tempo congelado. É um assunto bastante utilizado em casos de “apagões”. Lembrei de Arquivo X, onde esse “gap” ocorre sempre entre uma abdução e seu retorno. Gostei pelo clima sombrio e pelas ótimas descrições, que deixam o leitor mais confortável, até por muito já fazer parte do imaginário de quem gosta de histórias de terror. Mas senti que já havia lido antes.

  7. Givago Domingues Thimoti
    18 de junho de 2017

    Adequação ao tema proposto: Bem adequado
    Criativdade: Alta
    Emoção: Gostei do conto. Prendeu a minha atenção do início ao fim.
    Enredo: Gostei da trama e do desenvolvimento. A técnica do autor evidencia o talento dele.
    Gramática: Não percebi nenhum erro.

  8. Evandro Furtado
    17 de junho de 2017

    Olá, autor. Sigamos com a avaliação. Trarei três aspectos que considero essenciais para o conto: Elementos de gênero (em que gênero literário o conto de encaixa e como ele trabalha/transgride/satiriza ele), Conteúdo (a história em si e como ela é construída) e Forma (a narrativa, a linguagem utilizada).

    EG: O conto é uma mistura de road story com dark adventure. Tem um pouco de Ellery Queen misturado com filme B dos anos 50.

    C: A história é bem interessante e tem um baita potencial. Inclusive, acho que em um espaço maior pode se transformar em algo ainda melhor. O autor poderia desenvolver ainda mais esse drama da relação pai e filha de forma a dar ainda mais força ao dilema final de aceitar ou não a proposta da seita. No conto, isso aparece, mas sem toda a força que poderia ter.

    F: A narrativa em primeira pessoa não é ruim, mas acho que, nesse caso, a terceira pessoa seria uma escolha mais apropriada já que não há a necessidade de uma proximidade tão grande entre leitor e personagem. Pelo contrário, creio que um afastamento promoveria maiores questionamentos ao seu caráter e isso proporcionaria melhorias ao feeling do conto.

  9. Gustavo Araujo
    17 de junho de 2017

    Rola a lenda que Stephen King disse, certa vez, que todo autor de suspense que se preze deve escrever uma história sobre um hotel de beira de estrada. Aqui, trocando o hotel por um posto de gasolina, foi exatamente isso o que ocorreu, de modo que você, caro autor, pode riscar essa de seu caderno de compromissos, com louvor. De fato nota-se a habilidade em utilizar os elementos mais conhecidos do gênero para construir uma atmosfera de suspense crescente, bem engendrada e com um protagonista verossímil – destaque para as vozes de sua consciência – criando um gancho muito bom com o final e deixando aquela pergunta incômoda no ar. Esta é uma história que merece maior desenvolvimento, pois o material é muito bom. A escrita simples, sem entraves ou rebuscamento favorece a leitura, contribuindo para que o leitor extraia o máximo da experiência. Enfim, não tenho pontos negativos a apontar. É um trabalho bastante sólido. Parabéns!

  10. Sabrina Dalbelo
    17 de junho de 2017

    Olá autor (a)
    Eu gostei bastante do teu conto, que para mim criou uma atmosfera de “além da imaginação”.
    Achei bastante criativo e me chamou atenção a imaginação super fértil que tu tens.
    Gostei muito das palavras utilizadas, elas me fizeram imergir na história.
    Um pouquinho forçada a inserção de um homem retratado exatamente como na imagem do desafio – cara de aviador, com um javali e uma mala – mas tudo bem. A história é bem legal.

  11. Eduardo Selga
    17 de junho de 2017

    A narrativa está inserida no insólito, um dos discursos ficcionais mais carregados de clichês, recurso esse que é utilizado para, dentre outros objetivos, não deixar o leitor ter dúvidas quanto ao discurso. Por isso sempre há fantasmas, duplos, interseções temporais etc. Por isso, o desafio do autor que escreve fantástico ou realismo mágico, só para citar duas vertentes do insólito, é como fazer uso desses clichês quase obrigatórios. É preciso usar alguns velhos motes sem, contudo, permitir que o texto pareça embolorado.

    Talvez pela expectativa causada pela grande quantidade de clichês, de certa maneira o(a) autor(a) conseguiu livrar-se dos fungos que causam o bolor, mas entendo ter havido uma falha de ritmo. A parte inicial, com as frases da menina ecoando na mente do personagem, até chegar no milharal, segue num ritmo interessante e necessário à degustação das situações insólitas postas. A partir da chegada do javali, entretanto, sinto certa correria rumo ao desfecho. Por exemplo, a última “fala” do personagem Alfonso (“— O senhor acaba de presenciar o noivado de minha filha com Jeronte […]”) foi uma tentativa de amarrar o conto, dando uma explicação para a existência da filha do personagem-narrador na história. No entanto, em minha opinião é um tanto capenga porque essa explicação passa pelo fato de os sujeitos do mundo paralelo terem uma medicina e ciência superior a qualquer outra. Não que isso, por si mesmo, seja inverossímil dentro da lógica interna da narrativa, mas fica uma pergunta, um tanto inexorável: superior por quê e em quê? Não são humanos? O que eles são? É claro: não caberia, num espaço tão curto, tantas explicações. Não seria, portanto, o caso de encontrar outros caminhos, que não acelerassem tanto a narrativa?

    Além disso, a aparição do homem com o javali, tentando reproduzir com as palavras a imagem proposta, também me pareceu forçada. Dentro da mecânica da narrativa, apenas o animal seria necessário. É estranho um rei ser conduzido pela coleira por alguém que, em tese, está hierarquicamente abaixo dele. Mas, uma vez que conduz, qual a utilidade da mala, na narrativa? A mim me parece que a inclusão da imagem ipsis litteris soou forçada.

    Bastante bom o paralelismo entre o personagem-narrador e Alfonso, e entre ambas as filhas. É como se no mundo paralelo Alfonso e Juliete fossem outra versão do narrador e Jasmine, sem serem seus respectivos duplos. Talvez por aí, numa possível nova versão, livre das amarras de quantidade de palavras, possa desenvolver-se uma narrativa primorosa.

  12. Pedro Luna
    17 de junho de 2017

    Gostei do uso dos clichês do gênero. O Road Movie de horror, típico, o ambiente sinistro, a localidade assustadora no meio do nada, que vai servir de palco para a trama. Curti. O personagem também cativa. Em alguns pontos me pareceu com um ótimo livro de horror americano.

    No entanto, levando em consideração o que penso desse tipo de história, as cobranças mentais do personagem em relação ao passado e sua filha, embora importantes no decorrer do conto, foi o único clichê que me incomodou. Essas intromissões na narrativa estão presentes em 8 de cada dez livros do gênero e ficou meio sacal ler mais uma vez coisas assim. Acredito, e estou me cobrando quanto a isso tb, que seja uma maneira muito direta e óbvia de mostrar a perturbação de um personagem.

    Algumas coisas ficaram no ar também, como esse povo sinistro que apareceu, o tal rei, foi bacana visualmente mas não satisfez totalmente a curiosidade que eu tinha. Mas beleza, não foi um problema tão grande.

    Gostei, no geral.

  13. Raian Moreira
    16 de junho de 2017

    Mil tretas mano !
    “Voltar para casa? Você quer voltar para casa? Que casa, Pedro? Minha casa não é mais sua. Você nos abandonou. Você não passa de um covarde fracassado! ”.
    Gostei do conto. A narrativa me cativou.
    O título chama atenção , lembra filme de suspense. O passado cria empatia com o protagonista.
    Com um final esclarecedor e lucido, o conto ficou bem delineado, estruturado corretamente, com um excelente início , e no meio criou-se uma ansiedade entre devido a morte do personagem, ou ele não morreu ?

  14. Lee Rodrigues
    14 de junho de 2017

    Caro autor, achei bem inteligente a sua forma de trabalhar o persona antes de inserir o fantástico. Primeiro, nos trouxe um cara com o pé no acelerador enquanto é cobrado por sua consciência. Foi sagaz imprimindo o abalo pela abstinência do fumo, depois aumenta a velocidade da narrativa com uma batida… o xingamento pela falta do estepe… E bum! Seu persona já é real.

    Aí, como quem não quer nada, bem devagar, você vem com o “estranho”, mas ainda explicável; como a diminuição da temperatura, formigamento no corpo e perda das forças. Coloca a cabo do leitor a decisão se teria sido alguma coisa no doce de leite, ou se realmente algo anormal estava acontecendo.

    Até na chegada do noivo você foi cauteloso, não tinha nada demais no bicho. Ele não lançava fogo pelas narinas, nem falava outras línguas. E o persona ainda diz que parece estar vivendo um sonho.

    Mais uma vez você estampa, sutilmente, o “fantástico-estranho”. Fornece elementos sobrenaturais, mas que podem ser explicados por outras vertentes como real. A cerimônia poderia ser fruto de uma mente perturbada pela culpa de abandonar o lar e não proteger a filha, poderia ser um ritual pagão de uma seita doida, como também algum trem no doce, ou ainda, de fato, um ser vindo sei lá de onde com um piloto de disco voador para “coisar” a raça humana.

    A sacada do tempo parado também foi muito boa, pode ter sido apenas alguns segundos desmaiados com a batida e ter tido a viagem louca, como também ter sido uma passadinha num noivado à la zoofilia numa plantação de papoula. Mais uma vez, cabe ao leitor tomar para si o fantástico ou não. Você deu opções, e nessa coisa onde tudo poder ser real ou não, isso casa muito bem.

    Apesar de “estrada”, “batida” e “plantações” ser algo já bem usado, ainda não tinha lido nada como “e tinha uma javali no meio da plantação” rs

    E para não dizer que não falei das flores, no primeiro parágrafo você usa duas palavras que chamaram mais atenção do que a frase: caraquento e pen-drive.
    Pen-drive ainda passa, porque serve para situar o leitor na época decorrente. Mas, lê em voz alta sem essas duas palavrinhas (isso é questão de gosto, então não leve muito a sério).

    Parabéns por não ter caído no trash!

  15. Wender Lemes
    14 de junho de 2017

    Olá! Para organizar melhor, dividirei minha avaliação entre aspectos técnicos (ortografia, organização, estética), aspectos subjetivos (criatividade, apelo emocional) e minha compreensão geral sobre o conto. Tentarei comentar sem conferir antes a opinião dos colegas, mantendo meu feedback o mais natural possível. Peço desculpas prévias se acabar “chovendo no molhado” em algum ponto.

    ****

    Aspectos técnicos: a história está bem organizada, cozinhando o leitor em banho maria para depois despejar em óleo fervente. Notei poucos detalhes de ortografia, que não atrapalharam a leitura, nem tiraram o valor do conto. Lembra-me um pouco “O bebê de Rosemary”, no sentido de insinuar o terror mais do que mostrá-lo.

    Aspectos subjetivos: a ideia saiu totalmente da caixa em relação aos demais contos que li até agora. Embora tenha utilizado alguns clichês (acidente de carro, névoa, menina fantasmagórica), a transposição do tema nesse cenário compensou totalmente, visto que foi bem feita.

    Compreensão geral: ao menos comigo, o conto demorou um pouco a engrenar. O acidente e suas consequências tomaram um bom espaço da trama. Com a chegada no posto de gasolina, o suspense tomou conta e eu finalmente não podia mais deixar de ler até o final – e que final bizarro… Gostei da reviravolta que ele proporcionou.

    Parabéns e boa sorte.

  16. Marco Aurélio Saraiva
    14 de junho de 2017

    ===TRAMA===

    Sinistra! Pena que é daquelas que pede mais umas 30 mil palavras pra contar direitinho tudo o que o leitor quer ler. Ficou muita coisa no ar.

    Mas o suspense foi muito bem construído, a trama toda muito bem bolada. O conto todo tem um ar de “Hotel California” versão três vezes mais macabra.

    O final, com o Rei Javali e pesquisas científicas quebrou um pouco o clima de terror que foi instalado durante toda a trama. Antes era Lovecraft, e depois foi pro lado de Stephen King. Ambos são bons, mas a mudança é que foi o problema.

    Isso, e a falta de um final derradeiro, e não um “to be continued”.

    ===TÉCNICA===

    Perfeita. Você escreve naturalmente. A leitura é fácil, e ainda assim cheia de nuances interessantes, instigando o leitor. Você criou a atmosfera de terror muito bem, e conseguiu mantê-la até o final. Não vi erros na escrita – pelo contrário, foi uma das melhores que vi até agora.

    Só algo que me incomodou pessoalmente na leitura foi a grade quantidade de pausas nos seus parágrafos, ou seja, muitas frases curtas demais. isto, porém, é irrelevante por fazer mais parte do seu estilo do que de alguma regra literária (se é que isso existe).

    ===SALDO===

    Positivo. Fosse um final melhor trabalhado, estaria concorrendo a um dez!!

  17. Sick Mind
    14 de junho de 2017

    Esse é um comentário verídico, advirto, porém, que algumas argumentações podem não corresponder com a realidade interpretável.

    Brincadeira, foi só pra quebrar o gelo.

    Achei um pouco feio visualmente a sequência de frases assim: “dialogo1” . “diálogo2” . “diálogo3”. Talvez, pular uma linha poderia ter deixado o texto mais bonito. Ou sou eu que estou ficando rabugento depois de ler sei lá quantos contos, hehe.

    Existe alguns “elementos comuns”, que remetem a certas obras de suspense/horror. O autor(a) afirma se tratar de um caso verídico, mas que parece ter sido montado da união de desses vários “elementos comuns” de filmes B. Então fica bem difícil acreditar que isso ocorreu, devido a essas referências… mas enfim, o concurso é sobre contos, não sobre coisas bizarras.

    Tem alguns erros de digitação, mas fora isso, ta tudo OK. A atmosfera é bem desenvolvida logo no início, tornando a chegada ao posto de gasolina como um evento promissor. Então o insólito começa a se desenvolver lentamente… Achei essa parte mto legal, mas quando a explicação da raça híbrida vem a tona, ela parece tão desfocada do resto da história, que não causou um estranhamento adequado para o rumo que a historia se encaminhava.

    O remorso do narrador não me emocionou, por conta da falta de detalhe sobre o relacionamento dele com sua família. Se juntarmos isso, mais a revelação da raça híbrida, temos o oposto do começo do conto.

    Agora, se o autor(a) se deparou realmente com a imagem tema desse concurso no meio da estrada, é um sinal de que era para ele escrever essa história aqui.

    • Marco Aurélio Saraiva
      14 de junho de 2017

      Nota: o fato da hora se manter parada durante todo o evento sinistro, e só voltar a andar depois que ele sair, foi uma excelente solução para não só adicionar terror à atmosfera da narrativa, como também denotar a pausa no tempo.

  18. Cilas Medi
    13 de junho de 2017

    Um conto bem delineado, estruturado corretamente, com um excelente início e, no transcorrer, uma ansiedade entre uma possível morte do personagem. No fim, esclarecedor sobre o rei javali e a possibilidade de uma nova raça. Bem explicado, fácil de ler e sentir o clima. A dúvida, em aberto, sobre qual a decisão entre ser um homem derrotado ou trocar a filha pelo sucesso. Acender o cigarro foi a decisão.

  19. maziveblog
    13 de junho de 2017

    Um bom texto, sem dúvidas. Mas tem o mesmo problema da maioria dos que li até agora: os elementos da imagem do desafio (o javali, o homem e a mala) não desempenham um papel central na história. Este conto, por exemplo, é sobre um homem que abandonou a filha e sofre por isso, e não sobre uma terra onde se criavam javalis e cujo rei era pedófilo.

  20. Leo Jardim
    12 de junho de 2017

    A Menina na Cadeira de Balanço (Ferreira)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): é boa, utiliza o elemento do mistério de um lugar escondido para prender a leitura (e isso funciona). A resolução, com a menina casando com o rei javali e a oferta para o protagonista (gerar uma raça híbrida de homens-porcos) ficaram meio estranhas. Eu nunca enviaria minha filha para essa seita de malucos. O final aberto, portanto, por mais que indicasse a aceitação, acabou sendo uma boa solução.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): boa, uma narração em primeira pessoa transparente. Não possui grandes atrativos, mas sem erros, deixa a trama fluir.

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): a seita e traz novidades ao elemento um tanto batido de mundo escondido.

    🎯 Tema (⭐⭐): está adequado, mesmo que não explicasse direito o homem da mala.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫): o impacto desse texto é meio dúbio: ao mesmo tempo que achei a solução muito doida e forçada, fiquei pensando o que faria no lugar do protagonista.

  21. Andreza Araujo
    11 de junho de 2017

    Isso que é suspense! Me senti no lugar do protagonista, com medo e ao mesmo tempo com curiosidade de avançar cada vez mais e desvendar o que estava ocorrendo. Que posto de gasolina mais bizonho, que seita era aquela? Que poderes esses seres (pessoas? pessoas vivas?) possuiam? Essas perguntas e outras passaram pela minha cabeça, pois o texto instiga isto na gente. Ficamos sem entender onde tudo acaba ou o que significa, mas esta é a graça do conto, os seus mistérios. Muito bom conto!

  22. Fabio Baptista
    11 de junho de 2017

    Conto muito bom!

    Curti bastante a “voz” do narrador, tem um jeito meio badass que gosto de ler e também escrever às vezes. Não notei nenhuma falha de revisão, apenas uma ou duas vírgulas fora de lugar. A parte técnica está ótima.

    A trama também é muito boa, acho que o autor teve bastante sucesso ao criar o clima de medo e suspense. Apenas o final que eu achei meio apressado, acredito que seria melhor ter criado mais expectativa na aparição do rei… que também chega, dá um beijinho de focinho na noiva e vai embora. Também não achei legal essa explicação meio sci-fi para o casamento e tal. Na minha opínião, teria ficado melhor se o conto mantivesse a pegada de fantasia/terror, sem explicar muito os motivos. Talvez apenas sugerir que o rei Javali sempre estava atrás de mais noivas e que eles conheciam a filha do cara.

    Enfim… “acho que ficaria melhor assim ou assado” à parte, um ótimo conto.

    – “Mas que merda de posto de gasolina é este. ”. Pensei.
    >>> Isso é o que dá não parar pra perguntar as coisas no posto Ipiranga! kkkkkkkk

    Abraço!

  23. M. A. Thompson
    11 de junho de 2017

    Olá!

    Usarei o padrão de avaliação sugerido pelo EntreContos, assim garanto o mesmo critério para todos:

    * Adequação ao tema: pouca.

    * Qualidade da escrita (gramática, pontuação): uma revisão mais apurada pode ajudar, mas nada que prejudicasse a leitura.

    * Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos): muito bom, está de parabéns.

    * Enredo (coerência, criatividade): muito bom, está de parabéns.

    De modo geral foi um conto que valeu muito a leitura.

    Parabéns e boa sorte no Desafio!

  24. Fernando Cyrino
    3 de junho de 2017

    Um belo de um conto de terror você me apresenta, caro Jeronte. Obrigado. Uma narrativa bem interessante e lhe conto que gostei sobremaneira da maneira como escolheu para deixar-me mais preparado para o desfecho da trama: a lembrança da filha a pedir para não ser abandonada, bem como as horas que teimavam em não seguir adiante. Alguns pequenos erros que não atrapalham em nada a compreensão e o andamento da narrativa. Ficou bacana. Abraços de sucesso.

  25. Marcelo Milani
    2 de junho de 2017

    Caraca mano, parecia que eu tava indo contigo em Silent Hill. Tem carro com acidente, posto de gasolina estranho, garota estranha, gente estranha e o milharal… foge bino que é silada. Quero nem saber o que vai sar dessa gria do saci e o javali. Fuuuuuuiiii. Excelente conto cara, tá no meu top 10!!!

  26. Canal Dissecando
    1 de junho de 2017

    Que conto arrepiante…adorei!!! Parabéns pelo blog, ja estou seguindo.. poderia seguir o meu? notícias sobre horror movies todos os dias… obrigado 🙂

  27. Anorkinda Neide
    31 de maio de 2017

    Oba! Terror!
    Eu curti a leitura!
    Nao sei se estou vesga de tanto ler javal mas eu li e consequentemente visualizei a menina num balanço e nao numa cadeira de balanço rsrs, depois notei o erro, mas achei mais bonitinha ela num balanço.. 🙂
    Realmente, tem uns clichezões ae, mas tb posso considerar mais como homenagens ao gênero do que falta de criatividade.
    O texto está bem bom, com alguns defeitinhos ja mencionados, mas a leitura flui e envolve, gostei da cena no carro, da morte do jegue hahaha do armazem cheio de carrancas, só a cena no milharal q nao curti muito, mas como disse, em homenagem aos tantos filmes do gênero, ta valendo.
    Achei o drama de consciência do protagonista o toque original e que deu corpo à trama, inclusive fechando muito bem a narrativa.
    parabens. abração

  28. Olisomar Pires
    31 de maio de 2017

    1. Tema: Adequação presente.

    2. Criatividade: Muito boa. Sujeito em retorno a casa para rever sua filha sofre acidente e passa por experiência aterrorizante.

    3. Enredo: As partes do texto estão muito bem justapostas num crescente de tensão e suspense, sendo que o final fica aberto gerando uma sensação de desconforto e medo persistente.

    Os personagens estão bem traçados em seus pa´péis, eles parecem acreditar nos seus propósitos realmente.

    A idéia evolucionária é bizarra quando se imagina o ser híbrido e totalmente nonsense mas isso é um detalhe, o importante no texto é o modo como foi contado.

    4. Escrita: Boa. Não notei erros que tivessem atrapalhado a leitura.

    5. Impacto: Alto

    A fantasia tem suas vantagens no conto, nada precisa fazer muito sentido, é a estória pela estória e essa ficou muito boa. Parabéns.

  29. Rubem Cabral
    31 de maio de 2017

    Olá, Jeronte.

    Resolvi adotar um padrão de avaliação. Como sugerido pelo EntreContos. Vamos lá:

    Adequação ao tema:
    O conto tem todos os elementos da imagem-tema: homem encasacado, mala, javali.

    Qualidade da escrita (gramática, pontuação):
    Há alguns erros por acertar: algumas vírgulas fora do lugar “Senhor, Pedro”, outras ausentes “Papai você volta logo?”, mas foram poucos os erros, em linhas gerais.

    Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos):
    O conto é bem desenvolvido, há algumas descrições muito inspiradas e o personagem principal é bem construído, tem personalidade e “alma”. As falas do Alfonso ficaram, por vezes, um tanto explicativas demais, como se fossem mensagens ao leitor.

    Enredo (coerência, criatividade):
    O enredo é bom, lembrou-me contos de terror do Stephen King, com alguns elementos típicos do mestre: milharal, cultos estranhos, etc. O autor trabalhou bem os clichês do gênero e o resultado, como um todo, foi muito bom.

    Obrigado pela leitura e boa sorte no desafio!

  30. Ricardo Gnecco Falco
    31 de maio de 2017

    Olá autor/autora! 🙂
    Obrigado por me presentear com a sua criação,
    permitindo-me ampliar meus horizontes literários e,
    assim, favorecendo meu próprio crescimento enquanto
    criativa criatura criadora! Gratidão! 😉
    Seguindo a sugestão de nosso Anfitrião, moderador e
    administrador deste Certame, avaliarei seu trabalho — e
    todos os demais — conforme o mesmo padrão, que segue
    abaixo, ao final.
    Desde já, desejo-lhe boa sorte no Desafio e um longo e
    próspero caminhar nesta prazerosa ‘labuta’ que é a arte
    da escrita!

    Grande abraço,

    Paz e Bem!

    *************************************************
    Avaliação da Obra:

    – GRAMÁTICA
    Alguns poucos errinhos de revisão, mas nada que atrapalhasse a leitura.

    – CRIATIVIDADE
    Mediana. A história lembra bastante aqueles filmes de terror que faziam muito sucesso entre o público mais jovem, como Colheita Maldita, O Bebê de Rosemary etc. O legal aqui é que não fica muito claro se tudo não passou de um devaneio, ou realmente aconteceu.

    – ADEQUAÇÃO AO TEMA PROPOSTO
    100% adequado. Temos a figura temática bem nítida e presente na obra.

    – EMOÇÃO
    Boa. Rola uma tensão crescente na história, misturada a uma espécie de culpa interior do protagonista, o que conferiu ao texto um ar mais dramático. Parabéns!

    – ENREDO
    Pai com crise de consciência sofre um pequeno acidente na noite em que retornaria para sua antiga casa, após 2 anos distante da família. Depara-se com o sobrenatural e, diante do inexplicável, encontra explicação e motivação para voltar a ser e agir como um pai de verdade.

    *************************************************

  31. Victor Finkler Lachowski
    30 de maio de 2017


    https://polldaddy.com/js/rating/rating.jsFoi um dos melhores contos que li até o momento, a atmosfera é bem descrita e construída. A estória sai dos clichês de suspense interiorano, sendo algo místico e ritualístico, muito criativo.
    Sério, a atmosfera é impressionante! O personagem principal convence com sua história de vida, que é ligada diretamente a trama. Um final em aberto é sempre ousado e aqui foi excelentemente pontuado.
    Os únicos pontos negativos que notei foram a construção de algumas frases e alguns diálogos que pareceram meio novela da globo, não senti que poderiam ser falados naturalmente.
    Um conto soberbo, por favor, nos presenteie com mais obras,
    Abraços.

  32. Fátima Heluany AntunesNogueira
    30 de maio de 2017


    https://polldaddy.com/js/rating/rating.jsUm conto aberto a diferentes interpretações, com uma boa dose de suspense, e presença de alguns clichês: posto de gasolina, seitas, milharais, mundos paralelos, experiências genéticas. É uma história muito boa, criativa: o protagonista fumou não-se-sabe-o-quê, sofreu um acidente, penso que estava tendo alucinações. A imagem-tema causa estranheza: um rei sai do milharal, vestido de aviador, mas com o clima de incoerências permitido, tudo vale.
    Gostei das alternâncias dos acontecimentos e as lembranças de diálogo com a filha. Ocorrem alguns desvios gramaticais que não prejudicaram o sentido narrativo.
    Parabéns pela participação e abraços! Bom trabalho.

  33. Catarina
    30 de maio de 2017

    A “nota do autor” e a ilustração deu ao INÍCIO um imediato ar de suspense. Temos aqui uma
    TRADUÇÃO DA IMAGEM bordada lentamente para nos assombrar no final. A oscilação entre a consciência do narrador e os fatos demonstra técnica e estilo próprio, descolado das regras roteirizadas tão em voga atualmente.
    EFEITO balde de pipoca no cinema. E pelo jeito vai ter “A menina na cadeira de balanço II, o retorno”

  34. Afonso Elva
    29 de maio de 2017

    Uns do melhores que li até agora. Boa escrita, gostei de passagens como : ” A aridez do lugar era atenuada pela penumbra da noite, transformando uma imagem que seria completamente desbotada, seca e espinhosa, num horizonte negro e macio”, A cenas e os cenários são interessantes, lembrando Silent Hill em alguma medida, gostei muito.
    Forte Abraço 🙂

  35. Iolandinha Pinheiro
    29 de maio de 2017

    Olá. Achei que estava assistindo a um episódio de “Além da Imaginação”. Eu gosto de coisas estranhas e sinistras então eu gostei do seu conto. Não encontrei problemas de ordem gramatical, a sua história tinha boa fluidez, a personalidade do protagonista ficou bem delineada, assim como a sua culpa pelo abandono da filha. Imaginei que o posto ficava em uma dimensão fora da realidade, e para lá só iam as pessoas que interessavam a eles (o povo da seita), por terem filhas que pudessem gerar os híbridos de javali e gente. O leitor precisa se libertar das suas amarras científicas e perceber que está lendo um conto fantástico onde as coisas mais absurdas são possíveis, só assim consegue apreciar um conto como este.Gostei também da passagem lenta do tempo. O único porém foi a adequação do tema, que ficou bem forçada, não por conta do javali, mas do cara vestido de aviador. Aliás, uma imagem dificílima de se trabalhar, mas é a vida. Para resumir, não foi o conto que gostei mais, mas foi um dos que gostei. Parabéns e boa sorte no desafio.

  36. Jorge Santos
    27 de maio de 2017

    Conto arrepiante este da menina na cadeira de balanço. A imagem já de si invoca filmes de terror. A história está bem contada. Um homem que regressa a casa que abandonou tem um acidente e pede ajuda num posto de serviço onde conhece pessoas bastante peculiares. A trama é cruzada com recordações da filha e o final fica em aberto (será o homem capaz de vender a própria filha?). Aqui e ali são introduzidos factos de forma hábil. Não é necessário dizer que o homem sofre de diabetes tipo 1. Ele tem falta de açúcar e a filha também é doente. A alusão à bestialidade transporta o conto para o campo do erotismo mais nojento. E no final ficamos na dúvida.

  37. Lucas F. Maziero (@lfmlucas)
    26 de maio de 2017

    Houve aqui uma maçarocada de ideias: Pedro chegou a um lugar incoerente, não decerto por parecer ou ser um posto de gasolina, encontradiço nas estradas, mas por ser um posto de gasolina que não faz o menor sentido, juntamente com a menina na cadeira de balanço; pois, como se afirma mais para frente:

    “Isso também é estranho para nós, acredite, não costumamos receber visitas. Normalmente, somos nós que visitamos.”

    A impressão que me deu foi de estranheza, ainda mais quando, após passarem pelo depósito, chegaram a uma plantação de milho. O que uma plantação de milho, além de ser algo já gasto em histórias de suspense, acrescenta a este conto? Ficou totalmente deslocado.

    Ademais, faltou algo que desse credibilidade a essa crença de que o javali faria parte da evolução da humanidade. Talvez mencionar alguma característica suiforme que fosse necessária no DNA humano. E por que diabos ele era tido como rei?

    E a figura onírica de Alfonso? Ficou um tanto forçado esse conhecimento que ele tinha de Pedro.

    Em compensação, o conto tem seu lado positivo, que foi alternar o que ia acontecendo com os pensamentos sobre a filha que atormentavam o personagem.

    Não deixa de ser um bom conto, porém morno.

    Parabéns!

  38. Brian Oliveira Lancaster
    26 de maio de 2017

    EGO (Essência, Gosto, Organização)
    E: Curioso e sombrio. Um terror cotidiano por assim dizer. Gostei da pegada anos 80 e o clima de road movie (macabro). Engraçado como muitos estão escolhendo deixar o javali como personagem principal, em vez de o aviador. Talvez por ele ser mais carismático.
    G: Não faz muito meu estilo, mas a atmosfera é excelente, bem construída, puxando mais para o terror psicológico. A história convence.
    O: Tem alguns errinhos e aspas invertidas, mas nada que chegue a atrapalhar o clima geral. O final duvidoso caiu como uma luva. Esse é daqueles que pegam mais pelas sensações, pois quase não há explicação do ocorrido – o que talvez tenha colaborado para os momentos de tensão.

  39. Roselaine Hahn
    26 de maio de 2017

    Olá Jeronte, o 1o. parágrafo soou estranho, acho que a palavra caraquenta não combinou com a estrada, mas daí em diante o conto foi crescendo em densidade e interesse, deu margem a inúmeras interpretações, por vezes achei que ele estivesse morto, ou que a princesa fosse a filha dele, bem interessante. Talvez o final, a questão da pesquisa genética, tenha embaralhado um pouco e tirado o suspense. Alguns errinhos na gramática, mas que não prejudicaram a fluidez e o bom entendimento. Go ahead! Sorte no desafio.

  40. Antonio Stegues Batista
    25 de maio de 2017

    O conto aborda o terror, suspense, insólito e me fez lembrar alguns filmes com seitas, milharais, posto de gasolina entre mundos paralelos, alienígenas, etc. O enredo é bom, achei que a imagem tema ficou meio forçado na narrativa, não ficou natural e sim obrigatório. A ideia é boa e fica aquela dúvida se foi sonho ou não, mas parece que foi, o cigarro foi para relaxar.

  41. Olá, Jeronte,
    Tudo bem?
    Gostei muito do seu conto. A narrativa na primeira pessoa faz com que acompanhemos seu personagem de pertinho, embarcando com ele no carro, nas memórias culpadas quando pensa na filha, na música que ouve, do asco que sente quando vê a menina com o Rei Javali.
    A atmosfera criada para um conto fantástico é muito boa. O posto de gasolina no meio do nada pode até ser um clichê, mas eu não tenho nada contra isso, ao contrário, creio que aqui, esse elemento funcionou como uma homenagem ao gênero.
    No momento em que ele entrou no posto pensei se tratar de um local fantasma. Parece que esta não foi sua intenção, mas também poderia ser, você deixou certos pontos abertos e assim a imaginação do leitor por correr solta. Talvez o subconsciente do personagem tenha pregado uma peça nele. A culpa, quem sabe. Digo isso pois a figura que ele encontra logo no “portal” do tal posto de gasolina é uma menina da idade de sua filha.
    Mais adiante, você acaba utilizando-se da palavra seita, resolvendo, dessa forma, ao menos a visão do personagem quanto ao que ele estaria vivendo.
    Gostei do final aberto, permitindo ao leitor tomar sua própria decisão, mas vi sua resposta a alguém que comentou por aqui contando que tudo correu bem com sua filha no futuro, afinal trata-se de uma história real. (Rsrsr)
    Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio.
    Beijos
    Paula Giannini

  42. Vitor De Lerbo
    24 de maio de 2017

    Um conto que prende totalmente a atenção do leitor, prova de que o suspense foi muito bem trabalhado.

    Criativo e envolvente, ainda utiliza de fatores do passado para nos conectar mais ao protagonista.

    Boa sorte!

  43. juliana calafange da costa ribeiro
    23 de maio de 2017

    Jeronte, que história mais bizarra, hein? Adoro essas maluquices! No começo parecia um filme, um bom filme de suspense aliás! Até começar a se transformar num filme de ficção científica. E nesse ponto eu achei que a narrativa caiu um pouco. Ficou muito descritiva e pouco convincente. A aparição do homem com o javali na coleira, parece q foi colada ali no meio, sem fazer parte da história. Por que precisa de um homem vestido de aviador da 2ª guerra pra trazer o Rei Javali, ainda por cima preso numa coleira? O Rei pretendia fugir? Que homem é esse? Ficou muito forçado. Piora mais com a última fala de Alfonso, q tenta resumir e arrematar a história, fazendo um link com a filha do protagonista, utilizando um teste genético… difícil de engolir… Mas você escreveu uma das histórias mais criativas até agora. Eu desenvolveria melhor essa coisa da “raça superior” dos javalis, da “evolução da raça” com a união de humanos e javalis… seria uma seita maluca? Uma invasão alien? Mas sem essa correria toda, sem forçar a barra do leitor, por favor… Uma revisãozinha tb, pq tem uns errinhos, mas nada de mais. Parabéns!

    • Jeronte
      23 de maio de 2017

      Oi, Ju, tudo bem? Sabe, eu fiquei com as mesmas dúvidas quanto quem seria este povo maluco, que encontrei quando eu voltava para casa. Por muitos anos vivi assombrado, tentando decifrar o que havia acontecido naquela noite. Passaram-se quase trinta anos, e ate hoje não tenho respostas. Acho que eu entrei em algum portal, que me levou para outra dimensão ou coisa que o valha. Infelizmente não poderei melhorar ou piorar esta história, já que alterando os fatos eu estaria contando uma mentira. E isto me aconteceu de verdade, eu sei que é difícil de acreditar. Também não faço a mínima ideia porque o acompanhante do rei veio vestido daquela forma. Todos os outros estavam de túnica, só ele naqueles trajes. Maluquice deles mesmo, só pode ser. De um povo que adora um javali pode-se esperar qualquer coisa. Não é mesmo? Nunca aconteceu nada de extraordinário com minha filha, nem para o bem nem para o mal. Estudou, casou e segue sua vida normalmente. Sou avô de dois menininhos, nenhum deles se parece com um javali, ainda bem. Ou melhor, talvez o mais novo, que tem uns dentões para fora. rsrsrs. Tenha uma boa noite, menina.

  44. Gilson Raimundo
    23 de maio de 2017

    Muito criativo, estes contos com seitas misteriosas são bem atraente, bem ao estilo a Colheita Maldita. Mesmo sendo uma receita bem usada ainda prende a atenção, o suspense instigou a vontade de saber mais, as recordações da filha foram bem inseridas e o fim põe o personagem num dilema dramático. Muito bom de ler. ….

  45. Neusa Maria Fontolan
    23 de maio de 2017

    Ótimo conto, com um escritor competente.Uma leitura fluída de uma boa história. Gostei bastante, só torci o nariz para o fato de o rei Jeronte, sendo tão poderoso como foi passado, estar sendo puxado por uma coleira.
    Meus parabéns
    Tenha sucesso o desafio.

  46. Jowilton Amaral da Costa
    23 de maio de 2017

    Conto muito bom. A leitura prende bem a atenção e não percebi erros. Uma boa história, bem contada e com um bom suspense. Lembrei-me de enredos de curta-metragens de horror, com histórias absurdas, mas, envolventes.

  47. Evelyn Postali
    23 de maio de 2017

    Oi, Jeronte,
    Gramática – Talvez um erro ou dois, mas não sei. Não tenho certeza. Está bem escrito.
    Criatividade – Juliete, Jeronte, Jasmine… Só porque chamou a minha atenção. J, de javali. E falar em híbridos seria ficção científica. Também seria ficção científica pela minha interpretação dessa transposição entre os limites do que era real para Pedro e do que era sonho ou devaneio ou a passagem para uma dimensão diferente, um tempo e lugar longe daqui ou alinhado com aqui, mas não exatamente onde estamos. Agora, até eu fiquei confusa, mas espero que faça sentido.
    Adequação ao tema proposto – No meu entendimento, está ok.
    Emoção – Talvez se ele vivenciasse o casamento entre Juliete e Jeronte ou tentasse alguma ação para impedir ou… Então, acredito que as emoções pudessem aflorar nesse mote. Mas também não me emocionei porque ficou meio óbvio que alguma coisa aconteceria com ele dirigindo o carro nessa estrada deserta. Meio clichê isso. Não foi ruim, não entenda desse jeito, mas foi previsível. Apenas mudou de espíritos-cidade-fantasma para outra coisa que não sei definir.
    Enredo – Começo, meio e fim de forma coerentes, interligados, sem falhas.
    Boa sorte no desafio!
    Abraços!

  48. Luis Guilherme
    22 de maio de 2017

    Boa noite! Td bem, amigo?

    Cara, gostei bastante! Bizarro e sinistro do jeito que eu gosto. a trama toda eh bem articulada, conduzida com primor e fluidez.

    A conclusao tambem me agradou bastante, ate pq deixou um final aberto. E ai, será que ele vai vender a filha?

    Enfim, muito bom. Nao identifiquei erros gritantes, uma revisão detalhada denunciaria alguns erros, que não comprometem de forma alguma.

    Parabens e boa sorte!

    (Desculpe a falta de acentuação, sou ruim em digitar no celular rsrs)

  49. Priscila Pereira
    22 de maio de 2017

    Oi Jeronte, que texto bizarro… não consegui desgrudar os olhos até o final… muito eletrizante a sua narrativa, muito criativa. Precisa de uma boa revisão, nada grave, só pra lapidar melhor o texto mesmo… Parabéns e boa sorte!!

  50. Milton Meier Junior
    22 de maio de 2017

    Um bom conto. Bem escrito e prazeroso de ler. Prende a atenção até o final. Parabéns!

  51. Ana Monteiro
    22 de maio de 2017

    Olá Jeronte. Uma história bem contada, não há dúvida. O facto de ter dado ao rei o seu pseudónimo terá certamente um significado para si, apenas não sei qual. Nem interessa para aqui. Tem algumas falhas por falta de revisão. Nem sempre existe a paciência necessária para voltar a ler no final da revisão, bem sei, mas é fundamental, evitam pequenas gafes como esta: “Fui possuído pelo a maior sensação”. Nada grave, mas tem várias. Foi apenas um conselho e vale o que vale. A história está muito bem contada, tem emoção, enredo, criatividade, envolve, cumpre todos os requisitos de qualquer boa história. Foge ligeiramente ao tema, mas não tanto que isso possa invalidar uma boa classificação. Boa sorte.

  52. Iris Franco
    21 de maio de 2017

    Este conto foi muito bom, bom demais mesmo!

    Eu tinha achado estranho o horário, tipo, “nossa, mas passou mó tempão e ainda é 2:15, caramba!”.

    Mas no final entendi a sacada.

    Se fosse eu, já teria ido embora com a figura da menina branca.

    Nem chegaria a tomar o doce de leite…nem imagino o sabor de um leite de gironda!

    Muito bom, não notei erros gritantes de português!

  53. Matheus Pacheco
    21 de maio de 2017

    Realmente um pouco bizarro… eu acho que o que o autor vivenciou foi do meio pro final, porque eu já fiquei perdido no meio do nada quase que no mesmo horario e realmente é bizarro…
    Desculpa a falta de articulamento, é dificil usar o telemovel para comentar isso.
    Excelente conto e um abração ao autor.

  54. angst447
    21 de maio de 2017

    Olá, autor, tudo bem?
    Pois, então, temos aqui um conto que abordou o tema proposto pelo desafio de uma forma diferente. Não estou certa de que foi um delírio, ou se o protagonista acidentou-se seriamente e passou para outro plano por cinco minutos. Bom, considero a missão cumprida, mesmo que os elementos da imagem tenham sido mencionados meio de raspão.
    O título é envolvente, lembra filme de suspense, talvez de terror.
    Não encontrei erros gramaticais ou deslizes de revisão.
    O ritmo da narrativa é bom, a história prende a atenção e a leitura flui bem.
    Boa sorte!

  55. elisa ribeiro
    21 de maio de 2017

    Olá Jeronte! Gostei do conto. A narrativa me cativou. Suspense, fantasia, drama, até Sci-fi (o tempo relativo). Uma salada de elementos, sem dúvida, mas a combinação ficou divertida e me agradou. O troço que o cara fumou estava estragado, mas funcionou. Achei que a descrição da imagem objeto do desafio ficou um pouquinho forçada. É isso. Um bom conto! Sucesso no desafio.

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Publicado às 20 de maio de 2017 por em Imagem - 2017 e marcado .