EntreContos

Literatura que desafia.

A Menina na Cadeira de Balanço (Jeronte)

Nota do Autor: Esta é uma história verídica. Advirto, porém, que alguns fatos narrados podem não corresponder com a realidade palpável que conhecemos.

 

                                                   ***

 

O automóvel movia-se velozmente sobre a estrada caraquenta e sinuosa da rodovia. O som do pen-drive tocando no último volume fazia com que meus demônios adormecessem. “Quase acreditei na sua promessa, e o que vejo é fome e destruição, perdi a minha sela e a minha espada, perdi o meu castelo e a minha princesa…”. Metal Contra as Nuvens. Borracha contra o asfalto. Os pneus melodiavam a cada curva.

A saudade enforcava meu peito. Dois anos sem ver minha filha, dois anos fora de casa.

“Voltar para casa? Você quer voltar para casa? Que casa, Pedro? Minha casa não é mais sua. Você nos abandonou. Você não passa de um covarde fracassado! ”.

A vontade de fumar me cercava como uma hiena faminta; traiçoeira.  Esperando um descuido para me abocanhar. Sempre trazia cigarros comigo, embora não os acendesse há mais de seis meses. O meu olhar voltava-se para o porta-luvas reiteradamente, eles, os cigarros, estavam lá. Os dedos intencionavam segurá-los, a garganta ansiava pela quentura, pelo sabor…. De súbito, surgiu diante do automóvel um vulto encardido. Freei e girei o volante para o lado esquerdo. Foi inútil. A pancada estrondou do lado dianteiro direito, projetando vibrações por todo o meu corpo. Perdi a direção do veículo, que dançou um balé desengonçado antes de girar cento e oitenta graus e parar na mão contrária com o motor desligado. Agradeci aos céus a estrada sem movimento e respirei aliviado. Liguei o carro e o estacionei no acostamento.  O estrago não fora compatível com a trombada e o susto. Apenas um pequeno amassado no capô, farol e lanterna quebrados e um pneu furado. Amaldiçoei o proprietário do jegue morto.

Arrastei com muito esforço o animal, um potro ainda, para fora da estrada. Retirei do porta-malas o macaco, a chave de roda…, “Mas, cadê o estepe? ”.  No veículo alugado pelos olhos da cara não havia estepe.

— VAI TOMAR NO CU, CARALHO!

Corria um bafejo gelado, típico da região naquele mês. Eu estava desacostumado com o clima local. Dias quentes, noites frias. Sombras retorcidas da vegetação pareciam me olhar desconfiadas, avaliando-me, censurando-me por minha boca suja…

“Papai, o senhor fala muito nome feio! “.

A aridez do lugar era atenuada pela penumbra da noite, transformando uma imagem que seria completamente desbotada, seca e espinhosa, num horizonte negro e macio. O silêncio absoluto era quebrado de quando em quando pelo leve silvo dos galhos ninados pelo vento. Olhei o relógio. Duas e quinze da manhã.

Depois de uma espera frustrada de quase meia-hora, na expectativa que algum veículo passasse para me ajudar, resolvi dirigir o carro até as luzes que eu avistava a minha frente. Não parecia ser muito distante. O risco de movimentar o veículo com o pneu danificado e só com um farol funcionando era muito menor que ficar ali sozinho à mercê de todos os tipos de possibilidades. Além do mais, o atropelamento acontecera quando a estrada circundava uma pequena serra, o frio me incomodava e uma estranha névoa subia fantasmagoricamente pelo asfalto, formando uma espécie de persiana flutuante, arrancando-me arrepios.

Rodei cerca de dez minutos, lentamente, até decifrar o que era a claridade para onde eu me encaminhava. Imaginei que seria uma fazenda ou um sítio, estava enganado, era um posto de gasolina. O GPS não informava nada sobre ele. O lugar parecia esquecido pelo tempo e por seus usuários, contudo, a iluminação era intensa.

Fui tomado por uma profunda melancolia.

“Papai você vai abandonar a gente? ”. “Não, filha, nunca faria isso.”. “Vai sim, mamãe falou.”.  Meus demônios despertaram sedentos.

Parei o carro ao lado de uma carcaça de trator. Ao levantar do veículo, pude perceber o quanto meu corpo necessitava de descanso e alimento. Circulei a pé pelas bombas de combustíveis carcomidas. O forte cheiro do óleo impregnando o ar insinuava que o estabelecimento ainda era ativo, apesar da aparência arruinada.

— Boa noite, tem alguém que possa me atender? — Perguntei quase gritando.

Minhas palavras ecoaram sem resposta. Um ranger metálico chamou minha atenção. Então eu vi uma menina numa cadeira de balanço, na entrada do que parecia ser uma loja de conveniência. Ela segurava um animal no colo, que supus ser um gato. A temperatura caia celeremente. Aproximei-me esfregando minhas mãos contra meus braços. Quando cheguei mais perto, percebi que ela amparava um coelho. Ela passava os dedos nos pelos alvíssimos do animal, acarinhando de forma delicada. O bicho parecia hipnotizado com o toque, mantinha os olhos cerrados e emitia um ruído esquisito, parecido com o ranger de dentes, que interpretei como satisfação. A garota aparentava ter uns dez anos de idade. Cabelos finos, compridos e negros. Sua palidez não me passou despercebido. Uma alvura imaculada. Ela vestia uma túnica escarlate. A cadeira se encontrava ao lado de uma porta de madeira circundada por inúmeras miniaturas de carrancas com fisionomia de javalis.

A menina me olhava com curiosidade indisfarçada.

Fiquei pensando que tipo de pai deixaria uma criança acordada até aquela hora da madrugada. “Talvez um tipo de pai como você, que abandonou uma filha de cinco anos”.

— Boa noite.

— Bom dia — ela replicou levantado as sobrancelhas.

— Sim, tem razão, bom dia! — Sorri. Ela continuou séria. — Qual é seu nome, mocinha?

— Juliete.

— Hum, que bonito nome.

— Agradecida. — Respondeu empertigada, dando uma leve inclinação no corpo, com ares de fidalguia. E realmente ela transbordava nobreza.

— Estou com um problema no meu carro, será que tem alguém que possa me dar uma mão?

— Meu pai está dentro da loja. Ele pode ajudar o senhor.

— Obrigado — eu disse. Não resisti em perguntar o que me inquietava — já não passou da hora de você estar na cama?

— Hoje é um dia especial — ela respondeu.

Conferi as horas. Duas e quinze da manhã. Entrei na loja.

O vazio avolumava-se dolorosamente dentro de mim a medida que eu avançava pelo corredor que levava ao interior do estabelecimento.

“Papai você volta logo? “. “Volto sim, meu amor. Papai estará de volta em breve. ”. “Promete? ”.

Minhas pernas cambaleavam como se eu estivesse bêbado. Sentia-me muito fraco. O interior do empório era rústico e espaçoso. Toda a sustentação era composta de madeira. Quatro mesas alinhavam-se no canto esquerdo de quem entrava, à direita um balcão e o caixa de pagamento e no meio do pátio três gôndolas repletas dos mais variados produtos, todos vencidos. As paredes estavam decoradas com enormes carrancas de javalis. Puxei o ar com sofreguidão e segui até o caixa.

“ Hein, papai, promete? “. “Sim, eu prometo.”. A culpa me corroía.

Bati no balcão. Apareceu um garoto de uns doze anos, saindo de dentro do depósito da loja.

— Preciso de algo doce, com urgência — eu disse com voz trêmula.

— Nós temos um excelente doce de leite. Pode ser?

— Sim, por favor, rápido! — Um suor frio escorria por minhas costas.

Ataquei a guloseima feito um predador. O menino me olhava com estranheza.

— Não tem adulto neste lugar?

— Os adultos estão nos preparativos para o noivado da princesa.

— Princesa?

— Sim, a princesa. O senhor a conheceu lá fora.

— Juliete?

— Ela mesma, a escolhida do rei.

O rapazinho fez uma reverência pomposa e desapareceu pela porta de onde havia saído. “Mas que merda de posto de gasolina é este. ”. Pensei.

Ao me virar procurando a saída, dei de cara com um homem alto, de barba branca bem aparada, vestido com uma túnica negra.

— Senhor, Pedro?

— Sim, sou eu mesmo — respondi desconfiado, não lembrava de ter dito meu nome a ninguém.

— O pneu do carro já foi trocado. Meu nome é Alfonso, sou o pai de Juliete. O senhor está se sentindo melhor? — Falou e me estendeu a mão.  

— Sim, bem melhor. Estou dirigindo há sete horas sem parar. Acho que minha glicose baixou demais. O doce de leite me animou novamente. Obrigado pelo conserto, quanto eu devo?

— Não se preocupe com isso. Gostou do doce? Ele é feito de leite de gironda.

— Leite de quê?

— Leite da fêmea do javali.

— Vocês criam javalis aqui?

— Há muitos e muitos anos. É uma tradição milenar.

— Nasci aqui na região e nunca vi ou ouvi falar de criação de javalis.

— Eles sempre estiveram por aqui, domesticados ou selvagens. Fazem parte da nossa vida e cultura, são animais sagrados, extraordinários, vindos para nos salvar. E em pouco tempo farão parte da evolução da humanidade.

— Eu devo ter me perdido na estrada, entrado numa rodovia desconhecida, só pode ser. Isso é que dá confiar em GPS.  

— As fronteiras são tão leves e invisíveis quanto o ar, senhor Pedro — Alfonso disse e emendou: — Isso também é estranho para nós, acredite, não costumamos receber visitas. Normalmente, somos nós que visitamos. Contudo, já que o universo o trouxe aqui, acompanhe-me. Junte-se a nós. Venha conhecer o rei — Olhei para o relógio. Duas e quinze da manhã.

Ele colocou o braço sobre meus ombros e me senti fraco novamente. Caminhei com ele ao meu lado como se eu estivesse hipnotizado. Meu corpo todo formigava, sentia que milhares de alfinetes picavam levemente minha pele.

Atravessamos o balcão, adentramos pelo depósito e saímos numa ampla plantação de milho nos fundos do posto de gasolina. Dezenas de pessoas estavam lá, uma ao lado da outra, todas vestidas de túnicas negras, viradas para o milharal. Juliete estava à frente de todos eles, olhando inflamada em direção ao cultivo. Alfonso levou-me para junto dela e permaneceu próximo a mim. Eu parecia vivenciar um sonho.

As folhas da plantação farfalharam no mesmo instante que o grupo se ajoelhava. O pai da princesa forçou-me a fazer o mesmo. Algo estava vindo ao nosso encontro. Os presentes começaram uma ladainha invocando por alguém que eu nunca ouvira falar. Eles invocavam por Jeronte. Minha respiração estava rápida e entrecortada. Fui possuído pelo a maior sensação de medo de minha vida. Mesmo que Alfonso não estivesse ali, forçando-me a contemplar aquela insólita imagem, não conseguiria me afastar, eu me encontrava completamente paralisado. De repente, um homem surgiu das entranhas do milharal, trazendo consigo, puxado por uma coleira, um monstruoso javali. Na outra mão carregava uma enorme maleta. Suas vestes lembravam a de um piloto de avião da primeira guerra mundial. Um sobretudo de couro marrom, toca e óculos de aviação. A figura anacrônica aproximou-se e gritou.

— SAÚDEM O REI!

— VIVA O REI! — Todos gritaram, abaixando suas cabeças até o encontro do chão.  

Juliete, a única que permanecera em pé, andou até o gigantesco animal e tocou os lábios no focinho úmido da fera, que grunhiu excitado. A grande maleta foi aberta e de dentro dela surgiu uma espécie de lápide, onde estava gravado um desenho bizarro de um híbrido de humano e javali. Um dos fanáticos da seita recebeu a folha de pedra e a ergueu acima de sua cabeça. Todos gritaram “VIVA! ”. O aviador e o rei javali deram meia volta e desapareceram embrenhando-se na vegetação.

Eu estava estarrecido e enojado. Alfonso aproximou sua boca de meu ouvido e sussurrou:

— O senhor acaba de presenciar o noivado de minha filha com Jeronte, o rei javali. A princesa Juliete daqui alguns anos será uma rainha fértil e gerará a evolução da nossa raça. Precisaremos de mais meninas como ela, senhor Pedro. Sabemos da sua pequena e desamparada Jasmine. Não se preocupe, a pesquisa genética foi concluída e aprovada. Nossa medicina é superior a qualquer ciência que o senhor conheça. Ela ficaria saudável e o seus problemas financeiros acabariam. Pense nisso. Saiba que nunca mais encontrará este trecho da estrada, isto é certo, entretanto, se aceitar nossa oferta, saberemos onde procurá-lo. Agora vá rever sua filha — disse e retirou seu braço dos meus ombros.

Livre do toque de Alfonso, saí imediatamente do transe. Sem perder tempo, corri desesperadamente para o carro e pisei fundo no acelerador. Alguns quilômetros à frente, conferi as horas. Duas e vinte da manhã.

“O senhor vai me proteger para sempre, não é papai? ”. Acendi um cigarro.

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19 comentários em “A Menina na Cadeira de Balanço (Jeronte)

  1. Brian Oliveira Lancaster
    26 de maio de 2017

    EGO (Essência, Gosto, Organização)
    E: Curioso e sombrio. Um terror cotidiano por assim dizer. Gostei da pegada anos 80 e o clima de road movie (macabro). Engraçado como muitos estão escolhendo deixar o javali como personagem principal, em vez de o aviador. Talvez por ele ser mais carismático.
    G: Não faz muito meu estilo, mas a atmosfera é excelente, bem construída, puxando mais para o terror psicológico. A história convence.
    O: Tem alguns errinhos e aspas invertidas, mas nada que chegue a atrapalhar o clima geral. O final duvidoso caiu como uma luva. Esse é daqueles que pegam mais pelas sensações, pois quase não há explicação do ocorrido – o que talvez tenha colaborado para os momentos de tensão.

  2. Roselaine Hahn
    26 de maio de 2017

    Olá Jeronte, o 1o. parágrafo soou estranho, acho que a palavra caraquenta não combinou com a estrada, mas daí em diante o conto foi crescendo em densidade e interesse, deu margem a inúmeras interpretações, por vezes achei que ele estivesse morto, ou que a princesa fosse a filha dele, bem interessante. Talvez o final, a questão da pesquisa genética, tenha embaralhado um pouco e tirado o suspense. Alguns errinhos na gramática, mas que não prejudicaram a fluidez e o bom entendimento. Go ahead! Sorte no desafio.

  3. Antonio Stegues Batista
    25 de maio de 2017

    O conto aborda o terror, suspense, insólito e me fez lembrar alguns filmes com seitas, milharais, posto de gasolina entre mundos paralelos, alienígenas, etc. O enredo é bom, achei que a imagem tema ficou meio forçado na narrativa, não ficou natural e sim obrigatório. A ideia é boa e fica aquela dúvida se foi sonho ou não, mas parece que foi, o cigarro foi para relaxar.

  4. Olá, Jeronte,
    Tudo bem?
    Gostei muito do seu conto. A narrativa na primeira pessoa faz com que acompanhemos seu personagem de pertinho, embarcando com ele no carro, nas memórias culpadas quando pensa na filha, na música que ouve, do asco que sente quando vê a menina com o Rei Javali.
    A atmosfera criada para um conto fantástico é muito boa. O posto de gasolina no meio do nada pode até ser um clichê, mas eu não tenho nada contra isso, ao contrário, creio que aqui, esse elemento funcionou como uma homenagem ao gênero.
    No momento em que ele entrou no posto pensei se tratar de um local fantasma. Parece que esta não foi sua intenção, mas também poderia ser, você deixou certos pontos abertos e assim a imaginação do leitor por correr solta. Talvez o subconsciente do personagem tenha pregado uma peça nele. A culpa, quem sabe. Digo isso pois a figura que ele encontra logo no “portal” do tal posto de gasolina é uma menina da idade de sua filha.
    Mais adiante, você acaba utilizando-se da palavra seita, resolvendo, dessa forma, ao menos a visão do personagem quanto ao que ele estaria vivendo.
    Gostei do final aberto, permitindo ao leitor tomar sua própria decisão, mas vi sua resposta a alguém que comentou por aqui contando que tudo correu bem com sua filha no futuro, afinal trata-se de uma história real. (Rsrsr)
    Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio.
    Beijos
    Paula Giannini

  5. Vitor De Lerbo
    24 de maio de 2017

    Um conto que prende totalmente a atenção do leitor, prova de que o suspense foi muito bem trabalhado.

    Criativo e envolvente, ainda utiliza de fatores do passado para nos conectar mais ao protagonista.

    Boa sorte!

  6. juliana calafange da costa ribeiro
    23 de maio de 2017

    Jeronte, que história mais bizarra, hein? Adoro essas maluquices! No começo parecia um filme, um bom filme de suspense aliás! Até começar a se transformar num filme de ficção científica. E nesse ponto eu achei que a narrativa caiu um pouco. Ficou muito descritiva e pouco convincente. A aparição do homem com o javali na coleira, parece q foi colada ali no meio, sem fazer parte da história. Por que precisa de um homem vestido de aviador da 2ª guerra pra trazer o Rei Javali, ainda por cima preso numa coleira? O Rei pretendia fugir? Que homem é esse? Ficou muito forçado. Piora mais com a última fala de Alfonso, q tenta resumir e arrematar a história, fazendo um link com a filha do protagonista, utilizando um teste genético… difícil de engolir… Mas você escreveu uma das histórias mais criativas até agora. Eu desenvolveria melhor essa coisa da “raça superior” dos javalis, da “evolução da raça” com a união de humanos e javalis… seria uma seita maluca? Uma invasão alien? Mas sem essa correria toda, sem forçar a barra do leitor, por favor… Uma revisãozinha tb, pq tem uns errinhos, mas nada de mais. Parabéns!

    • Jeronte
      23 de maio de 2017

      Oi, Ju, tudo bem? Sabe, eu fiquei com as mesmas dúvidas quanto quem seria este povo maluco, que encontrei quando eu voltava para casa. Por muitos anos vivi assombrado, tentando decifrar o que havia acontecido naquela noite. Passaram-se quase trinta anos, e ate hoje não tenho respostas. Acho que eu entrei em algum portal, que me levou para outra dimensão ou coisa que o valha. Infelizmente não poderei melhorar ou piorar esta história, já que alterando os fatos eu estaria contando uma mentira. E isto me aconteceu de verdade, eu sei que é difícil de acreditar. Também não faço a mínima ideia porque o acompanhante do rei veio vestido daquela forma. Todos os outros estavam de túnica, só ele naqueles trajes. Maluquice deles mesmo, só pode ser. De um povo que adora um javali pode-se esperar qualquer coisa. Não é mesmo? Nunca aconteceu nada de extraordinário com minha filha, nem para o bem nem para o mal. Estudou, casou e segue sua vida normalmente. Sou avô de dois menininhos, nenhum deles se parece com um javali, ainda bem. Ou melhor, talvez o mais novo, que tem uns dentões para fora. rsrsrs. Tenha uma boa noite, menina.

  7. Gilson Raimundo
    23 de maio de 2017

    Muito criativo, estes contos com seitas misteriosas são bem atraente, bem ao estilo a Colheita Maldita. Mesmo sendo uma receita bem usada ainda prende a atenção, o suspense instigou a vontade de saber mais, as recordações da filha foram bem inseridas e o fim põe o personagem num dilema dramático. Muito bom de ler. ….

  8. Neusa Maria Fontolan
    23 de maio de 2017

    Ótimo conto, com um escritor competente.Uma leitura fluída de uma boa história. Gostei bastante, só torci o nariz para o fato de o rei Jeronte, sendo tão poderoso como foi passado, estar sendo puxado por uma coleira.
    Meus parabéns
    Tenha sucesso o desafio.

  9. Jowilton Amaral da Costa
    23 de maio de 2017

    Conto muito bom. A leitura prende bem a atenção e não percebi erros. Uma boa história, bem contada e com um bom suspense. Lembrei-me de enredos de curta-metragens de horror, com histórias absurdas, mas, envolventes.

  10. Evelyn Postali
    23 de maio de 2017

    Oi, Jeronte,
    Gramática – Talvez um erro ou dois, mas não sei. Não tenho certeza. Está bem escrito.
    Criatividade – Juliete, Jeronte, Jasmine… Só porque chamou a minha atenção. J, de javali. E falar em híbridos seria ficção científica. Também seria ficção científica pela minha interpretação dessa transposição entre os limites do que era real para Pedro e do que era sonho ou devaneio ou a passagem para uma dimensão diferente, um tempo e lugar longe daqui ou alinhado com aqui, mas não exatamente onde estamos. Agora, até eu fiquei confusa, mas espero que faça sentido.
    Adequação ao tema proposto – No meu entendimento, está ok.
    Emoção – Talvez se ele vivenciasse o casamento entre Juliete e Jeronte ou tentasse alguma ação para impedir ou… Então, acredito que as emoções pudessem aflorar nesse mote. Mas também não me emocionei porque ficou meio óbvio que alguma coisa aconteceria com ele dirigindo o carro nessa estrada deserta. Meio clichê isso. Não foi ruim, não entenda desse jeito, mas foi previsível. Apenas mudou de espíritos-cidade-fantasma para outra coisa que não sei definir.
    Enredo – Começo, meio e fim de forma coerentes, interligados, sem falhas.
    Boa sorte no desafio!
    Abraços!

  11. Luis Guilherme
    22 de maio de 2017

    Boa noite! Td bem, amigo?

    Cara, gostei bastante! Bizarro e sinistro do jeito que eu gosto. a trama toda eh bem articulada, conduzida com primor e fluidez.

    A conclusao tambem me agradou bastante, ate pq deixou um final aberto. E ai, será que ele vai vender a filha?

    Enfim, muito bom. Nao identifiquei erros gritantes, uma revisão detalhada denunciaria alguns erros, que não comprometem de forma alguma.

    Parabens e boa sorte!

    (Desculpe a falta de acentuação, sou ruim em digitar no celular rsrs)

  12. Priscila Pereira
    22 de maio de 2017

    Oi Jeronte, que texto bizarro… não consegui desgrudar os olhos até o final… muito eletrizante a sua narrativa, muito criativa. Precisa de uma boa revisão, nada grave, só pra lapidar melhor o texto mesmo… Parabéns e boa sorte!!

  13. Milton Meier Junior
    22 de maio de 2017

    Um bom conto. Bem escrito e prazeroso de ler. Prende a atenção até o final. Parabéns!

  14. Ana Monteiro
    22 de maio de 2017

    Olá Jeronte. Uma história bem contada, não há dúvida. O facto de ter dado ao rei o seu pseudónimo terá certamente um significado para si, apenas não sei qual. Nem interessa para aqui. Tem algumas falhas por falta de revisão. Nem sempre existe a paciência necessária para voltar a ler no final da revisão, bem sei, mas é fundamental, evitam pequenas gafes como esta: “Fui possuído pelo a maior sensação”. Nada grave, mas tem várias. Foi apenas um conselho e vale o que vale. A história está muito bem contada, tem emoção, enredo, criatividade, envolve, cumpre todos os requisitos de qualquer boa história. Foge ligeiramente ao tema, mas não tanto que isso possa invalidar uma boa classificação. Boa sorte.

  15. Iris Franco
    21 de maio de 2017

    Este conto foi muito bom, bom demais mesmo!

    Eu tinha achado estranho o horário, tipo, “nossa, mas passou mó tempão e ainda é 2:15, caramba!”.

    Mas no final entendi a sacada.

    Se fosse eu, já teria ido embora com a figura da menina branca.

    Nem chegaria a tomar o doce de leite…nem imagino o sabor de um leite de gironda!

    Muito bom, não notei erros gritantes de português!

  16. Matheus Pacheco
    21 de maio de 2017

    Realmente um pouco bizarro… eu acho que o que o autor vivenciou foi do meio pro final, porque eu já fiquei perdido no meio do nada quase que no mesmo horario e realmente é bizarro…
    Desculpa a falta de articulamento, é dificil usar o telemovel para comentar isso.
    Excelente conto e um abração ao autor.

  17. angst447
    21 de maio de 2017

    Olá, autor, tudo bem?
    Pois, então, temos aqui um conto que abordou o tema proposto pelo desafio de uma forma diferente. Não estou certa de que foi um delírio, ou se o protagonista acidentou-se seriamente e passou para outro plano por cinco minutos. Bom, considero a missão cumprida, mesmo que os elementos da imagem tenham sido mencionados meio de raspão.
    O título é envolvente, lembra filme de suspense, talvez de terror.
    Não encontrei erros gramaticais ou deslizes de revisão.
    O ritmo da narrativa é bom, a história prende a atenção e a leitura flui bem.
    Boa sorte!

  18. elisa ribeiro
    21 de maio de 2017

    Olá Jeronte! Gostei do conto. A narrativa me cativou. Suspense, fantasia, drama, até Sci-fi (o tempo relativo). Uma salada de elementos, sem dúvida, mas a combinação ficou divertida e me agradou. O troço que o cara fumou estava estragado, mas funcionou. Achei que a descrição da imagem objeto do desafio ficou um pouquinho forçada. É isso. Um bom conto! Sucesso no desafio.

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Informação

Publicado em 20 de maio de 2017 por em Imagem - 2017.