EntreContos

Literatura que desafia.

História de Taverna (Taverneiro)

A taverna estava lotada naquela noite. Uma acalorada discussão transcorria entre os sete clientes, todos homens, alguns ouvindo e bebendo, outros proferindo barulhentas bravatas. Entre eles estava Hephew, um jovem de apenas dezesseis anos, que acabara de retornar da sua primeira caçada solitária.

— Não existem javalis nestas terras, garoto. — um dos homens esbravejou.

— Pois eu quase matei um hoje! — insistiu Hephew. — Mas alguém disparou uma escopeta em algum lugar a oeste, e o bicho se assustou. Deve ter sido o velho Graves.

A discussão prosseguiu incessante, até que Leo retirou o cachimbo da boca para falar. Próximo do meio século de vida, o homem pouco discursava, mas suas palavras eram sempre ouvidas com respeito.

— Este javali, que você diz ter visto, estava preso a uma corrente e acompanhado por um homem?

— Javalis não são como cachorros. — respondeu o jovem caçador.

— Esta seria a única forma razoável de você ter avistado um javali por estas bandas, garoto. Nunca ouviu a história do Andarilho?

O tom funesto das suas palavras fez com que todos os olhos se dirigissem a ele. Curiosos, esperavam que prosseguisse. Leo, por sua vez, tocou a ponta do chapéu e meneou a cabeça na direção da figura de roupas negras sentada ao balcão.

— Não olhem para mim. Foi o padre quem me contou.

Padre Gabriel, sentado em uma banqueta ao lado de Hephew, com um copo de vinho em mãos, lançou para Leo um olhar de reprovação. Era homem de poucas palavras, tal qual o amigo fumante.

— Falei para você ficar quieto, Leo. Mas a sua boca de velho não tem rédeas.

— Quer dizer que o padre tem histórias para contar? — disse um dos homens nas mesas, fazendo eco aos pensamentos de todos. Cedendo aos olhares curiosos, Gabriel pôs-se de frente para os bebuns.

— Um padre conhece muitas histórias. A maioria ouvimos nas confissões, mas estas estão seladas por nosso juramento de silêncio. A história que vou contar, porém, não veio de confissão nenhuma. Eu mesmo presenciei tudo.

Silêncio. Todos os olhos no homem de batina. Para esquentar o corpo e ganhar coragem, o padre sorveu um pouco mais do vinho.

— Aconteceu na minha mocidade, há dezessete anos, quando ainda servia na igreja de Yorguenville. Naquela época surgiu a história de um Andarilho que viajava entre as vilas. Trajava roupas estranhas, escondia o rosto atrás de óculos enormes e mantinha os cabelos por debaixo de um capuz. Carregava consigo um javali preso a uma corrente. Juntos, homem e criatura pilhavam as vilas que visitavam, estuprando suas mulheres e guardando troféus dentro de uma enorme mala, que o homem carregava consigo.

— Era apenas folclore, é claro. Mas certa noite, após o fim da missa noturna, um homem esperou que todos os fiéis se retirassem para vir ter comigo. Reconheci-o como Janon, o forasteiro que havia chegado na vila há apenas dois dias. Na época seu nome completo e seus feitos não haviam chegado aos nossos ouvidos, mas isso logo mudaria.

 

Preciso falar com você, padre. ele disse, afoito.

O que te aflige?

O forasteiro falava a contragosto, evitando travar contato visual. Na cintura, carregava um revólver de cano prateado.

Já ouviu falar de homem que não morre? ele prosseguiu.

Todo aquele que viver em justiça herdará a vida eterna.

Falo de antes disso.

Não sei se te acompanho, filho.

Estou falando de levar um tiro na testa e gargalhar, ao invés de cair com os miolos espalhados pelo chão.

Confuso, sentei-me em um dos bancos próximos.

Janon é o seu nome, correto?

O homem assentiu. Tinhas as mãos apoiadas sobre o cinto de couro, e um olhar irritadiço.

O que te traz aqui, Janon, com perguntas desta natureza?

Acho que estou amaldiçoado, padre. A morte me persegue. Por isso ando de vila em vila, tentando escapar.

Você quer dizer que coisas ruins acontecem por onde você passa?

O forasteiro fungou e grunhiu algo indecifrável, com demonstrada impaciência.

Não complique as coisas. Estou falando da morte mesmo. Ela vem em forma de homem. Meu chumbo o derruba, mas a criatura não morre. Então parto para longe, antes que me alcance. – ele andava de um lado para o outro em passos lentos, fitando o chão com uma expressão séria. – Mas as balas estão acabando.

Filho, a morte não é uma entidade. Ela é natural. Uma dádiva de Deus.

Janon interrompeu a impaciente andança, olhou uma vez para a estátua do Salvador crucificado e, por fim, traçou o seu caminho em direção à saída.

Não esperava que soubesse de alguma coisa.

Cansado, senti-me tentado a deixar que a figura se retirasse. Mas lembrei de algo e, movido pela caridade, fiz o forasteiro interromper a caminhada já às portas da igreja.

Ouvi falar de homens que não morreram com chumbo ou aço. falei em voz alta Homens que se levantavam mesmo quando deveriam ter morrido. Não são homens, apesar de habitar um simulacro de carne. São demônios ou espíritos inquietos, que tomam o corpo daqueles com a mente fraca ou pesada demais com o fardo dos próprios arrependimentos.

E como faço pra matar uma coisa dessas? ele perguntou, virando-se para mim.

Andei até ele. Frente a frente com o forasteiro, bem ciente da arma na sua cintura, exprimi a minha preocupação. Confiava que Deus me protegeria, caso a sinceridade fosse demasiada.

Por acaso carrega consigo um pecado que lhe aflige o sono, Janon? O que você fez, para ter tanta certeza da própria danação?

Por um momento, ficamos em silêncio. Ele me encarava com o cenho contraído, como se lutasse contra a vontade de sacar a arma ali mesmo e disparar, maculando o solo sagrado com o meu sangue.

O momento se prolongou. Lá fora, os gritos de uma garota desviaram a nossa atenção.

O Andarilho se aproxima! Ele se aproxima! ela gritava.

Andamos apressados para fora da igreja, a fim de verificar a gritaria. Um grupo de curiosos se aglomerava na praça principal, há poucos metros dali. Ao longe, um homem atravessava o pórtico da vila, sob os olhos assustados dos guardas, que nada fizeram para impedi-lo. Segurava, em uma mão, a corrente que guiava um javali. Na outra, uma grande mala.

Por Jesus! É o Andarilho! Conhece a história, forasteiro?

Quem não conhece?

Para meu espanto, Janon sacou a arma e eu, em reflexo, me distanciei. O homem verificou o tambor e eu pude divisar uma única bala ao lado de cinco outros espaços vazios.

O que pretende fazer com isso? perguntei.

Ele vem me buscar, mas Janon Sem-Alma não cai facilmente.

E caminhou na direção da praça. Eu o segui até a metade da escadaria. Permaneci em solo elevado, onde poderia avistar a ação acima das cabeças dos curiosos. Janon abriu espaço entre as pessoas, encarando o Andarilho de frente.

Vem me buscar novamente, dona morte? ele gritou em tom de escárnio.

O homem que caminhava até ele era sinistro, exatamente como o descrevi. O vento esvoaçava o seu sobretudo descorado, e notei que seus cabelos e barba apresentavam os fios brancos da idade avançada. Não demonstrava nenhuma emoção. Parou de andar a dez metros de Janon, sem dar atenção ao círculo de pessoas ao redor. Então abriu a boca para falar.

Janon… a sua voz espectral soava sobrenatural. Fiz o sinal da cruz naquele momento. Por Deus, faço o sinal da cruz ainda hoje quando lembro daquela voz. …cansou de correr do inevitável?

Jamais! o forasteiro respondeu. Apontou e disparou a pistola em uma fração de segundo. O tiro preciso fez a bala atravessar o coração do Andarilho, que caiu de costas ao chão, inerte. Alguns gritos de espanto vieram dos curiosos ao redor. O javali não fez menção de se mover.

Bala de prata, filho da mãe! Janon gritou, cuspindo ao chão.

O impossível veio em seguida. O Andarilho levantou sem pressa, limpando a poeira da indumentária.

Acredito que, com isto, foi-se a sua última bala.

Derrotado, Janon largou o revólver ao chão e abriu os braços.

O que quer, demônio? Por que me persegue?

O que aconteceu em seguida será difícil descrever. Foi o motivo da minha saída às pressas daquela vila, afinal. O Andarilho removeu o sobretudo, lançando-o ao solo. Em seu corpo espalhavam-se quatro buracos de bala, um deles ainda fresco na altura do coração. Removeu também o capuz, exibindo mais uma cratera no topo da testa. Em seguida, retirou os óculos estranhos, revelando duas órbitas vazias, inspirando suspiros de terror nos que ainda permaneciam ali.

Por fim, o Andarilho sorriu.

Reconhece-me agora, Janon Sem-Alma?

Pela primeira vez, notei as pernas do valente forasteiro vacilarem, dando um tímido passo para trás.

Não pode ser! ele gritou, mas sua voz vacilava.

Você criou histórias terríveis sobre mim. Pensou que, com elas, os vilarejos impediriam o meu avanço. Pensou que, por medo, me caçariam até o fim. Mas, pelo mesmo medo, deixaram-me vagar à sua procura sem saber que o real monstro era você. Janon, o pirata desalmado. Aquele que queima e pilha as vilas costeiras, estupra suas mulheres e arranca os olhos dos seus homens!

O Andarilho então pôs-se sobre um dos joelhos e descansou a grande mala ao chão, iniciando a abertura dos seus trincos.

Venho em nome da minha esposa e da minha filha. Elas buscam vingança… o último trinco foi aberto … e agora a terão.

Da mala fugiu uma névoa que, em sua dança pelo ar, lembrava vagamente duas formas femininas. Soprava como o vento, e o som do mesmo nas vidraças da igreja era como o grito agonizante de mil mulheres em tormento. A névoa acumulou-se ao redor de Janon, formando um turbilhão que carregou consigo folhas e poeira. Em meio a ventania, Janon gritou, e o Andarilho gargalhou. Fui um dos poucos a observar toda a cena. Estático, vi com clareza a alma do pirata fugir do seu corpo e ser sugada até o javali, que o encarava com olhos flamejantes. Nas suas presas, juro ter conseguido divisar um sorriso.

Então, tão repentino como começou, tudo terminou.

Andarilho e pirata caíram ao chão, inertes. A mala, aberta, nada continha no seu interior. O javali, ainda uma presença aterradora, correu para longe. Ninguém o perseguiu.

 

– Dizem que a criatura fugiu em busca de novas almas para devorar. Alimentava-se da vingança e da imundície das almas sujas pelo sangue. Mas são só conjecturas. Profundamente perturbado, porém, parti de Yorguenville três dias depois, para nunca mais voltar. Às vezes, as imagens daquela noite ainda surgem nos meus pesadelos.

Após uma respeitosa pausa, Leo completou:

— É por isso, Hephew, que é bom você ter certeza de que viu um javali por estas terras.

Silêncio. Com um sorriso amarelo, o jovem tentou espantar a atmosfera pesada com uma risada acanhada, que tinha a intenção do deboche.

— Ora vamos, padre. Você conversou com Janon Sem-Alma? Difícil acreditar.

— Há de convir — Leo interviu novamente, baforando o seu cachimbo — que o padre Gabriel servia mesmo em Yorguenville. Eu mesmo fui lá verificar. E que foi lá o local de descanso final do temível pirata.

Engolindo seco, Hephew bebericou a cerveja sem conseguir disfarçar as mãos trêmulas. O único som que podiam ouvir era o vento lá fora, que trouxe consigo o som de passos inesperados. Os olhos se voltaram para porta da taverna, que rangeu ao abrir.

Na soleira, uma figura segurava uma corrente e, na sua ponta, um javali grunhia.

Com um grito, Hephew se levantou, derrubando a caneca ao chão. O homem adentrou o recinto. Era Graves, o velho fazendeiro, carregando consigo um porco comum com uma roupagem peluda, disfarçado de javali. Toda a taverna explodiu em gargalhadas, menos o jovem caçador.

— Ah, meu caro Hephew! Você tinha que ver a sua cara!

O jovem corava de ódio. Graves envolveu o seu pescoço com um braço e pediu uma rodada de cerveja para todos.

Apesar de não ter sido avisado da brincadeira, padre Gabriel também ria. Com todas as atenções voltadas para Hephew, ninguém notou que ele foi, na verdade, a última pessoa a começar a gargalhar.

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19 comentários em “História de Taverna (Taverneiro)

  1. Roselaine Hahn
    26 de maio de 2017

    Ah, amigo Taverneiro, vc. não morre nas presas de um javali tão cedo, acabei de ler um Edital, lembrei-me de vc., segue aí o link para a Antologia de contos da taverna: https://tavernablog.com/2017/03/26/livro-de-contos-da-taverna. Abçs.

  2. Roselaine Hahn
    26 de maio de 2017

    Olá Taverneiro, uma bela história, redondinha, ótimos diálogos, destaco “Todo aquele que viver em justiça herdará a vida eterna. — Falo de antes disso.”, não tenho do que reclamar, ah, acho que o nome Léo destoou do nome dos demais personagens e ambientação, poderia ser Ralph ou Gerhardt, talvez Jonhy, para combinar com Hephew, rsrs. Parabéns. Sucesso no desafio.

  3. Antonio Stegues Batista
    26 de maio de 2017

    A historia se mantem interessante até certo ponto. O mistério, o suspense fez-me ficar na expectativa de algo original, diferente. Até que foi legal a descrição do andarilho que, morto, buscava vingança, mas o javali foi supérfluo na história, como se fosse apenas para completar o tema. O final quebrou o encanto, não por ser cômico, mas por quebrar a expectativa de uma grande revelação.

  4. Brian Oliveira Lancaster
    26 de maio de 2017

    EGO (Essência, Gosto, Organização)
    E: Excelente. Suspense e divisões na medida certa. Abraçou o fantástico com tudo e ainda aplicou uma camada de lenda.
    G: Não sou muito desse tipo de texto, mas este me conquistou. Começa simples, como quem não quer nada, depois prende a atenção como poucos. A utilização das divisões é algo que eu apontaria se elas não estivessem ali. Muito bem colocadas. O final do “causo” deixa uma sensação de verdade/mentira no ar excepcional. Gostei mesmo.
    O: Bem escrito, flui bem e é eficiente em transmitir emoções. E não são todas as imagens que casam com o texto e não tiram o brilho da original. Troféu jóinha para o autor.

  5. Vitor De Lerbo
    24 de maio de 2017

    Uma bela história de taverna. Tem suspense na medida certa e termina com uma inesperada dose de humor.

    O texto está perfeito, sem erros nem floreios desnecessários.

    Boa sorte!

  6. Jowilton Amaral da Costa
    23 de maio de 2017

    Bom conto. Conseguiu um bom clima, a gente se senti realmente dentro de uma taverna. A história foi contada de uma forma boa, talvez um pouco lenta demais para mim. Apesar de menos de mil palavras, senti-me um pouco cansado antes de terminar. O utra coisa que me incomodou um pouco foi o nome do garoto, que nome foi esse? Difícil pra caramba. kkkkkk.

  7. juliana calafange da costa ribeiro
    23 de maio de 2017

    Taverneiro, gostei da sua história! Apesar de não ser meu gênero preferido de literatura, a história me envolveu. Em certo momento me senti dentro de um pré-roteiro do Tarantino! O final é muito bom, surpreendente, e acaba com qualquer especulação a respeito da verossimilhança da história. Afinal, é só uma história. Gostei do tom de deboche com o jovem e ingênuo Hephew, como uma daquelas brincadeiras que todos nós já curtimos, quando crianças, de nos assustarmos ao final de um bom “causo” de terror. Dei risada aqui, me lembrando de uma dessas ocasiões de quando eu também era jovem e ingênua! Por isso mesmo, acho que foi totalmente desnecessário esse último parágrafo, muito hollywoodiano, de deixar um gancho de suspense no finzinho… A brincadeira com o garoto já é surpreendente o suficiente, sem cair no “clichê”. Parabéns!

  8. Priscila Pereira
    23 de maio de 2017

    Oi Taverneiro, muito boa a sua estória!! Você tem muito talento com os diálogos, soam muito naturais e verossímeis. O tema foi abordado com perfeição e criatividade! Parabéns mesmo!! Gostei demais!!

  9. Neusa Maria Fontolan
    23 de maio de 2017

    Bom conto. Muito bem escrito e um ótimo enredo. Li de um único fôlego. O final nos pega de surpresa e me fez lembrar da frase “Ri melhor quem ri por último”
    meus parabéns
    sucesso no desafio.

  10. Evelyn Postali
    23 de maio de 2017

    Oi, Taverneiro,
    Gramática – Tudo bem em todos os lugares. Frases bem escritas, pontuação ok. Narrativa leve.
    Criatividade – Uma história que fala de outra história. Gostei. É diferente. Tem fantasia, tem personagens cativantes. Um pouco de suspense, um pouco de terror (leve), um pouco de aventura.
    Adequação ao tema proposto – Está adequado ao tema.
    Emoção – Porque ela envolve nossa atenção, fica aquele clima de esperar por algo que, não vem, mas também tanto faz porque é gostoso de ficar lendo.
    Enredo – Começo, meio e fim conectados. Tem coerência e sem pontas soltas – ao menos não notei nada fora do lugar.
    Boa sorte no desafio!
    Abraços!

  11. Luis Guilherme
    22 de maio de 2017

    Boa noiteee, ce ta bao??

    Desculpa se meu comentário sair cheio de erros, detesto digitar no celular heheh

    Vamos la: cara, adorei seu conto!!
    Vc tem um talento impressionante pra construir diálogos. Muito fera!

    O enredo eh super bem conduzido, a historia eh cativante, divertida, gostosa.

    Não percebi problemas gramaticais ou estruturais. Enfim, esteticamente muito bonito, tambem.

    Minha única ressalva eh o final, que achei meio desnecessário. A parte da piada no fim poderia ter sido removida sem problema.

    Conclusao: belo conto, dos melhores que li ate agora. parabens!

  12. Oi, Taverneiro,
    Tudo bem?
    Você optou por utilizar um narrador personagem, estruturando o conto em forma de causo e lenda urbana, uma opção que poderia deixar a história com tom regionalista (não que isso seja ruim), mas que acabou partindo mais para uma estrutura de “lenda urbana”. Ficou interessante. Uma história dinâmica, cujo desenrolar dos fatos se dá sem que o autor deixe “a peteca cair”.
    O toque de humor no final, confesso, me causou estranhamento, fiquei imaginando todo o disfarce. Mas acredito que o universo criado pelo autor é só dele e neste aqui, o tal disfarce funcionou e a piada deu o tom de camaradagem dos companheiros de copo na Taverna.
    Muito criativo.
    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.
    Beijos
    Paula Giannini

  13. Milton Meier Junior
    22 de maio de 2017

    Muito bom conto. Envolvente, de fácil leitura e não perde o interesse em momento algum. Ótima ambientação e diálogos. Gostei muito! Parabéns!

  14. Iris Franco
    22 de maio de 2017

    Oi, tudo bem?

    Seu conto é perfeito, não notei erros de português, a história foi muito bem contada.

    Só tenho uma crítica com relação ao título. Porque logo que bati o olho lembrou “Noites na Taverna”, acho que é bom desvincular de títulos famosos.

    Mas de resto, tá muito bom, texto de qualidade única!

    Parabéns!

  15. Ana Monteiro
    22 de maio de 2017

    Bom conto. Bem contado. Não “tropecei” em momento algum e foi-me contada uma história. Uma história no mundo do fantástico onde todos os personagens foram bem e consistentemente reproduzidos. Parabéns Taverneiro! Conseguiu escrever uma boa história, gramaticalmente bem edificada, sem erros ortográficos, com enredo, suspense, emoção, personagens e situações credíveis e que responde plenamente ao tema do desafio. Não tem como não ficar bem classificado. Boa sorte!

  16. Elisa Ribeiro
    22 de maio de 2017

    Olá autor. Um aproveitamento interessante do tema. Uma história de terror a moda antiga. Por causa da ambientação, o medo é sentido pelos personagens, não pelo leitor. Destaco positivamente a ambientação e os personagens , Um bom trabalho. Parabéns!

  17. angst447
    20 de maio de 2017

    Olá, autor, tudo bem?
    Temos aqui um conto com um tom diferenciado, um misto de fantasia com folclore e outros toques chegando a um pouco de comédia também.
    O título não entrega em nada o enredo da narrativa.
    O tema proposto pelo desafio foi abordado, com as alterações adequadas à trama.
    Se houve falhas na revisão, não me incomodaram a ponto de anotá-las.
    O conto baseia-se em uma lenda criada e recontada pelos frequentadores da taberna. Conversa de bêbado?
    O final surpreendeu e evitou um desenlace previsível.
    Boa sorte!

  18. Gilson Raimundo
    20 de maio de 2017

    Muito bacana. Um bom conto que equilibra suspense, terror e ação. A história do padre é envolvente, o clima do lugar é assustador e o ente folclórico bem colocado, não tenho muito o que dizer de ruim, só não gosto dos nomes influenciados por literatura fantastica estrangeira. O final foi uma grata surpresa num conto que poderia ser previsível. Parabéns.

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Publicado em 20 de maio de 2017 por em Imagem - 2017.