EntreContos

Detox Literário.

Baedd, meu javali (Fernando Cyrino)

Sentia raiva quando observava o Senhor Dolesaux e os ajudantes na montagem da armadilha para os javalis. Naquele verão, em poucas noites, uma área considerável da plantação de batatas fora destruída. Os malditos fuçadores não estariam saciados enquanto houvesse algum tubérculo em minhas terras. Duro demais na negociação, só consegui do açougueiro um quinto do que auferisse com a venda da carne dos animais capturados.   

O escuro chegou e a tocaia não durou quase nada. Os amaldiçoados só esperavam a noite para, famintos, voltarem à comilança. Desta vez o banquete estava mais interessante e sortido: os caçadores ofertavam espigas de milho e cenouras. Foram caindo na arapuca do mesmo jeito que as ovelhinhas ingressam no redil, mas a tranquilidade deles se esvaiu em instantes e a bicharada se desesperava nas tentativas de escapulir do cercado. Deixei-os para que procedessem ao último ato.   

Madrugada e lá fui eu para avaliar a situação da lavoura, o grande alçapão ainda montado e o sangue misturado à terra preta. De repente uma rama se mexeu mais adiante. À luz da lua, assaltado por javalis e sob os raios do sol, pelas lebres, refleti. Aproximei-me para espantar o ladrão orelhudo e o pequenino correu. Apanhei-o na certeza de que o javardinho havia escapado por entre as grades da prisão dos pais.   

Imaginei cevá-lo para que o pudéssemos saborear, grande e gordo, pela virada do ano. O sacrifício do filho, pela falta dos pais, tal qual a fábula, refleti. Só precisava guardar sigilo, pois certamente que os ouvidos do rabino, sempre atentos aos balidos do rebanho, não necessitavam de uma informação assim. Sabedor do bichinho, iria pregar a respeito da situação pecaminosa da família impura se alimentando de porcos imundos. Grave sacrilégio conforme as prescrições da Torá. O negócio era criar o animal meio ocultado no cercado das galinhas.  

O que não contava é que Thierry, Berthe e até Martina, nem bem havia chegado, tinham se afeiçoado ao pequenino. Tina batizou-o Baedd e o filhote passou a, de forma sutil, fazer parte da família. Não dormiu nem aquela primeira noite no cercado das aves. Depois de tomar a última mamadeira do dia, minha mulher o enrolou numa manta velha deixando-o protegido num caixote ao lado do fogão. Dali saltou, em pouquíssimo tempo, para o segundo andar da casa. Mais uns dias e acordei ouvindo, de muito próximo, os grunhidos de barriga vazia do bichinho, então descobri que ele dormia na cama da nossa caçula.  

O que era para ser segredo, em pouco tempo se tornara o assunto preferencial da vizinhança, me gerando problemas na sinagoga. Um sábado, quando tomava umas taças de vinho no bar, um conhecido veio me falar do javardo. Sugeriu-me adestrá-lo, dizendo que um parente havia visto um porco trabalhando com um artista de rua na Polônia. Rimos daquilo e continuamos a beber, só que não mais conseguia arrancar da cabeça aquela sugestão. Porcos e javalis são primo-irmãos. Havendo um porco amestrado e Baedd, tão dócil, também estaria capacitado ao domínio de, ao menos, alguns comandos básicos.

Melhor ainda, eu poderia mudar de profissão, aposentar-me enfim do arriscado Globo da Morte. O acidente das motocicletas em Praga, com a consequente fratura da bacia, me havia tornado inseguro e desconfiado. O piloto audaz e confiante que encantava o público tinha desaparecido. Naqueles sete meses sem atuar se não fora pelo esforço de Martina fabricando conservas, a cara feia da fome teria nos assombrado. Em meio ao tormento da lenta recuperação, até mesmo considerei a hipótese de me tornar palhaço, mas devido à falta de jeito e severidade do semblante, constatei que jamais me tornaria um competente profissional do riso. Disto tudo, o certo é que Baedd iria ser adestrado, a decisão estava tomada.

Mas precisava mais e foi reparando na idade avançada do afamado mágico da cidade, que vislumbrei o ilusionismo como complemento às mudanças nas atuações artísticas. Procurei-o, mas o velho se negou a me ensinar os truques. Não me dei por vencido e com o apoio de livros e da observação, por tantos anos, desses artistas fui capaz de, em paralelo ao amestramento do jovem animal, penetrar no instigante mundo das mágicas. Tal enredo traria a condição de me tornar mais independente dos circos, atuando também por aqui mesmo e me afastando menos de  casa.        

Percebi, bem rápido, o quanto as virtudes da paciência e perseverança me iriam ser necessárias. Obter a atenção de Baedd era dificílimo e o pior é que a sua memória teimava em não ajudar. Nem um dia se passara e aquilo que, a duras penas, lhe fora ensinado estava esquecido. Se com o javali as coisas andavam complicadas, o ilusionismo tinha desenvolvimento acelerado. Tornei-me, se não excelente mágico, pelo menos um profissional seguro e capaz de iludir crianças e até mesmo plateias de adultos.

Outra ideia surgiu: Berthe e Thierry seriam interessantes complementos ao novo projeto, aumentando-me a empregabilidade e facilitando o adeus ao famigerado Globo da Morte. Nomeei-os apoiadores de tablado, os responsáveis pela eficaz atuação do nosso bicho. A resistência a ser dobrada vinha de Martina a reclamar que, mais que trabalho em circos e bares, os meninos necessitavam era de uma boa escola.

Baedd adulto e minimamente educado por um lado e, pelo outro, as crianças sabedoras de como me ajudar. Estávamos praticamente prontos. Só que os tempos tinham se tornado estranhos, bastante perigosos. Muito além das quedas do Globo da Morte e das hordas de javalis na pequena plantação que nos auxiliava na renda, afligia-nos o crescente antissemitismo. Ataques aos cemitérios e lojas de judeus haviam se tornado comuns, não só em nossa cidade, como também na França inteira. Rádio e jornais a nos mostrarem que aquilo que sentíamos, era só uma pequena parte de algo bem mais amplo. Desde a Alemanha o ódio ao povo hebreu ia sendo destilado para o mundo.   

O medo cresceu naquela manhã em que a estrela de Davi amanheceu na nossa porta. Mais uns dias e Thierry chegou sujo e machucado: um grupo de garotos o espancou na volta da escola e aquela não tinha sido só uma briga entre escolares. Ao buscar auxílio junto a um casal passante, obteve como resposta sorrisos sarcásticos, os dois a lhe dizerem que os judeus precisavam mesmo tomar umas surras. As amiguinhas francesas de Berthe nem mais escondiam que a evitavam e Tina ganhou nova atividade tendo que lavar, quase que diariamente, a frente da casa por conta das fezes com as quais nos agrediam. Quando meu amigo, o solitário Moshe, teve a loja de antiguidades e apartamento saqueados e destruídos, tivemos a certeza de que o perigo se avizinhara demais.

Vendemos as coisas de valor e com o pouco arrecadado despachei a família para Cardiff, cidade de uns parentes de Martina, nas bandas de lá do Canal da Mancha. Resisti, idiota e bravamente, aos rogos para que também partisse. Permaneci para cobrar de Sigfried, austríaco sovina que me devia por vários trabalhos e porque desejava vender nossa residência e a propriedade rural. Resultado zero, pois que ele jamais me pagou e comprador de casa e terreno judaicos  não havia um que fosse. Pior de tudo foi que para me manter acabei gastando o dinheiro reservado para escapar da França.     

Chegara à cidade um circo italiano e me agarrei a ele como náufrago à última tábua no mar. Corri até lá me oferecendo ao dono como atração barata. Não teria que me bancar alimentação e hospedagem e, melhor ainda, aceitava trabalhar por bem menos do que era usual que se pagasse a um artista do meu padrão. Ter como salário o dinheiro da passagem para o País de Gales me era o suficiente.    

Tentei me vender como um mágico diferente de todos que até então ele conhecera. Um ilusionista possuidor de um javali atuante como assistente de picadeiro. O homem desacreditava de javardos amestrados e não consegui convencê-lo de jeito algum. Contratou-me na função antiga que era o que ele mais necessitava. Por razões óbvias aceitei mesmo sendo sabedor de que, ainda mais com parceiros desconhecidos, o pavor iria bater pesado ao me deparar, de novo, com a ameaçadora esfera iluminada. Esperança foi que mudaria de ideia logo que reparasse no meu potencial para a mágica, ainda mais tendo Baedd do meu lado a fazer gracinhas.

Determinado em levar o javali, mais a mala carregada com as magias e animado pela boa expectativa de arrumar um jeito de me mostrar ao patrão, escovei meu ajudante e partimos bem mais cedo, madrugada ainda, para o primeiro dia de função. Sob a lona pude constatar que nada do que mentalmente havia programado ocorreu. Hora de atuar e o pânico me paralisou diante das motocicletas dos dois alemães a me fuzilarem com olhares de ódio. Fui incapaz de dar partida à máquina. O público em silêncio e nada acontecia. Foi então que o mestre de cerimônias anunciou ao microfone: “Distinto público, peço um minuto de paciência. Estamos tendo problemas com o motociclista judeu.” O povo urrou em uníssono. A vaia estrondosa me feriu a alma e desabei de vez.

Demitido e escorraçado, fui apanhar os apetrechos mágicos e Baedd. Meu bichinho deixado preso junto ao elefante e cavalos dançarinos. Estava agitadíssimo como jamais o vira, mais um pouco e teria se livrado do toco de madeira. Não era boa ideia retornar com ele daquele jeito, a corrente bem o sabia, seria mero objeto de decoração se resolvesse testar suas forças. Abracei-o dando leves batidas em suas costas para que se acalmasse.

O frio estava intenso e o vento soprava forte. Caminhos vazios prenunciando a primeira nevasca do inverno. Só o meu bichinho não resmungava contra aquele clima hostil e trotava grunhindo de satisfação. Decidi usar os óculos de motociclista para proteger os olhos e assim seguimos buscando cortar distâncias pela mata. Solfejava, bem baixinho, canções infantis que Berthe gostava de cantar para o nosso companheiro. A hora de partir se aproximava e a derradeira tarefa seria a libertação de Baedd, no mesmo local onde fora capturado. Seria insanidade absoluta aguardar a mais que previsível chegada do exército nazista.    

Mais perto de casa nos deparamos com muita fumaça e gritos. Ao contrário dos lugares pelos quais passáramos, no meu bairro os moradores pareciam não temer frio e vento. Duas quadras antes e pude observar horrorizado as casas judias ardendo. Foi então que me apontaram. Na ânsia de sair dali dei meia volta e então senti um soco me lançando violentamente para frente. Cambaleante deixei cair a mala levando a mão ao peito. O sangue vazava por onde a bala escapara. Meu amigo, inocente, não foi capaz de reparar no perigo deitando-se ao meu lado. Arranquei sua corrente e lhe ordenei que fugisse. Tudo inútil e o que desconhecia é que javalis não conseguem olhar para o céu. Baedd era incapaz de enxergar o fuzil a lhe mirar a testa.

…………………………………….

Texto atualizado em 25/06/2017

 

Anúncios

121 comentários em “Baedd, meu javali (Fernando Cyrino)

  1. Bia Machado
    23 de junho de 2017

    Começo um pouco arrastado, leitura meio travada, mas aos poucos me vi lendo os acontecimentos, já apreensiva naquela parte em que fala sobre como os judeus começaram a ser tratados. Histórias assim mexem demais comigo. Li o texto em um ritmo crescente de emoção, já meio que prevendo que as coisas não aconteceriam às mil maravilhas, como seria possível? Lembrei do livro “A menina que roubava livros”, principalmente uma parte quase no final, fiz um paralelo com certo personagem do livro que infelizmente tem o mesmo destino que o Baedd… Gosto do narrador personagem, de Baedd, gostaria de ter mais espaço para desenvolver outros que aparecem. Bem, agradeço pela leitura e por conhecer a sua história. Tive que imprimir seu conto para ler no trabalho, enquanto meus alunos faziam simulado. Cheguei à parte do fuzil bem na hora em que deveria virar a folha, mas depois não havia mais nada. Ou seja, aquele era o final, sem escapatória. Pensa na minha angústia, sem poder expressar a tristeza que senti naquele momento! 😉

    • Javalendo
      24 de junho de 2017

      Bia, você, aos quarenta e oito do segundo tempo me aparece avaliando. Isto não se faz com coração de Javali e muito menos de gente. Comecei achando que vinha porradaria: “começo um pouco arrastado, leitura meio travada…”. Mas tal qual considerou meu conto, seu comentário foi deslanchando. Obrigado pelas suas palavras e nossos lamentos por ter lhe provocado a angústia (cá entre nós. No fundo nós adoramos kkkk). Abraços agradecidos, Baedd e Javanando.

      • Bia Machado
        24 de junho de 2017

        Tô tão “assim” depois de enxergar javalis e mais javalis na frente o dia todo que li “aos quarenta e oito do segundo tempo me aparece JAvaliando”, kkkkkk.

  2. Daniel Reis
    23 de junho de 2017

    (Prezado Autor: antes dos comentários, alerto que minha análise deve se restringir aos pontos que, na minha percepção, podem ser mais trabalhados, sem intenção de passar uma crítica literária, mas uma impressão de leitor. Espero que essas observações possam ajudá-lo a se aprimorar, assim com a leitura de seu conto também me ajudou. Um grande abraço).

    Baedd, meu javali (Javalendo):

    ADEQUAÇÃO AO TEMA: muito interessante, praticamente conseguimos refazer o raciocínio do autor, inspirando-se na imagem.

    ASPECTOS TÉCNICOS: a narrativa segue segura, apesar dos caminhos tortuosos do personagem narrador e de passar por vários momentos e ocupações. O autor demonstra foco narrativo e técnica.

    EFEITO: o efeito final, apesar de coerente com a história, faz com que o narrador esteja “fora” de combate – ou seja, está narrando do além. A meu ver, poderia ficar mais claro que ele sobreviveu (o que parece improvável, dado o fim de Baedd…)

    • Javalendo
      23 de junho de 2017

      olá, Daniel, puxa, vindo de você, sempre com comentários tão ponderados e ricos, esta avaliação soa aos ouvidos como uma cantata de Bach. Agradecidos demais, Baedd e eu pelas suas palavras. E sobre o final, saiba que o imaginava diferente, mas foi o danado do Javali quem sugeriu esse fecho. Aí tentei contestá-lo, mas ele me lembrou do Brás Cubas e acabei convencido. Companheiro, o bichinho, presente aqui em espírito de porco ao meu lado, ao lhe contar das suas palavras ficou todo serelepe e até está me pedindo para que eu autorize a que lhe faça uma pequenina apresentação. Coisa simples aprendida para o circo, mas de coração, coisa que, bem o sabemos, os Javalis têm bem grandes. Nossos abraços agradecidos, Baedd e Javalendo.

  3. Wilson Barros
    22 de junho de 2017

    Encontrei ecos de Steinbeck, que escrevia muito sobre essas coisas em seus contos e nas Vinhas da Ira, como no trecho:
    “Os poderosos proprietários ignoram os três grandes gritos da História. A terra acumulou-se em poucas mãos, o número dos espoliados cresceu e todos os esforços dos grandes proprietários se orientaram no sentido da repressão. Gastava-se o dinheiro em armas e gases para proteção das grandes propriedades; espiões eram enviados com a missão de descobrir insurreições latentes, que precisavam ser abafadas antes que nascessem. Ignorava-se a transformação econômica; não se tomavam em consideração os planos para a transformação; apenas se tomavam em conta os meios de destruir as revoltas enquanto as causas das revoltas permaneciam.”
    O escritor é muito talentoso, a história muito boa, o estilo perfeito. Muito belo conto.

    • Javalendo
      23 de junho de 2017

      Puxa, Wilson, ter o nosso conto ressoando Steinbeck não tem preço. ´Trata-se de banquete para mil talheres, e de prata obviamente. Ficamos, Baedd e eu, profundamente agradecidos pelas suas palavras. Nossa gratidão, amigo. O Javardo, presente aqui do lado em espírito de porco, obviamente, ficou tão feliz com as suas palavras que danou a dar uns pulinhos esquisitos laterais. Esquerda, direita, esquerda, direita. Com a bocarra soltou grunhidos que só costuma fazer quando está muito feliz. Agora ele fica aqui a me mirar, olhos pidões solicitando que o deixe realizar pequenina função em agradecimento. Tento dizer não, mas o bicho é por demais insistente – como todo Javali. Então o libero. Saiba, Wilson, que seus números são por demais singelos. Coisa tosca mesmo, simplória e infantil. Assim, releve e até bata umas palmas. Quando do término lhe faça expressão de quem gostou. Está valendo? Nós agora bem o sabemos, Javalis são animais extremamente sensíveis. Abraços agradecidos do Baedd e do Javalendo.

  4. Thiago de Melo
    22 de junho de 2017

    Amigo Javalendo,
    Que beleza de conto. Tudo está muito bem amarrado e nada está na história “de graça”. Tanto a mala, quanto o javali e a roupa foram bem inseridos dentro de um conto com algo mais de história, não apenas uma descrição da foto sem nexo com a narrativa. Parabéns.
    A princípio, a decisão de um judeu de criar em casa um filhote de javali, dado o contexto religioso e especialmente histórico, poderia causar estranheza, mas não chega a ser impossível. E é exatamente nessa linha entre o possível e o impossível que nasce o melhor da literatura, pelo menos na minha opinião, claro.
    Gostei do conto. Parabéns!

    • Javalendo
      23 de junho de 2017

      Oi Thiago, que beleza de avaliação você faz da nossa história. Saiba que nos deixa, Baedd e a mim, muito felizes. Gratidão, amigo. Sobre esta questão do judeu ter um Javali em casa, primeiro para se alimentar e depois como animal de estimação, trata-se de algo que realmente pode causar estranheza. Por isto conversei com dois amigos judeus. Um mais religioso e outro mais largado. O religioso disse que nunca teria isto, mas que ele sabia de judeus que inclusive se alimentam de porco e mesmo de um, já falecido, que foi proprietário de fazendas com imensas pocilgas sendo por isto discriminado na comunidade. Já o judeu mais largado disse que era plausível, desde que fosse alguém, como ele, pouco religioso. Esse é dos que come carne de porco. Mas pediu-me para não deixar a avó dele e principalmente o rabino da sinagoga que a família dele frequenta, saberem disso que me contou. Bem, amigo, para terminar, tenho que lhe dizer que o Baedd, aqui do meu lado me faz um pedido. Quer que eu o autorize a que faça uma pequena apresentação dos seus dotes circenses. Tentei negar, mas ele é insistente. Então autorizei só um número, ok? Peço que seja condescendente, eis que seus números são por demais simplórios. Ficarei mais ainda agradecido caso você bata umas palmas básicas ao final, Então tá valendo? Abraços de gratidão do Baedd e do Javalendo;.

  5. Felipe Moreira
    21 de junho de 2017

    Gostei do conto. Pareceu mais longo do que realmente é, por toda a descrição do ambiente, que se fez até necessária. Estes dias li “Sobre a Tirania”, do Timothy Snyder, em que alguns capítulos ele descreve passo a passo o crescimento do antisemitismo na Europa nesse período e como as instituições foram derrubadas pra que essa perseguição fosse “legalizada”. Gostei porque seu conto narrou de maneira verossimil o período, além da carga dramática envolvendo as personagens, sobretudo Baedd. Era de se esperar algo assim ao longo da leitura, mas ainda nos pegamos surpresos.

    Parabéns pelo trabalho.

    • Javalendo
      23 de junho de 2017

      Ô Felipe, cara, bacana demais essa avaliação que você faz da nossa história. Sim, quis retratar um pouco esse ambiente antissemita na Europa e no mundo àquela época pré segunda guerra mundial. Até porque ele mais que renasce, ele recrudesce… Veja a ultra-direita por aí. Bacana ter sacado isto, amigo. Em agradecimento aos seus comentários tão positivos o Baedd me pede para que lhe faça uma apresentação básica de algo que ele aprendeu para o circo e jamais pôde utilizar, por razões óbvias. Sei que são coisas bem simplórias, toscas mesmo, mas te peço que tenha um pouco de paciência para assisti-lo. A minha gratidão será ainda maior caso, ao final, você lhe faça um carinho e lhe bata umas palmas. Abraços agradecidos por demais do Baedd e do Javalendo.

  6. Pedro Luna
    21 de junho de 2017

    Achei bom o conto. A ambientação de vila de judeus é ótima e aos poucos as coisas vão se encaixando, com o aproximar da guerra. A tensão vai crescendo e isso foi bem bacana. Achei bem escrito também. O único lado ruim é que assim como um outro conto do desafio, esse texto apresenta saídas as vezes muito fáceis e resumões. Por exemplo: o cara queria ser mágico, e em apenas duas linhas ele leu livros e aprendeu. Ao leitor só resta aceitar. Esse tipo de situação tira a força do texto na minha opinião. Mas no geral, gostei.

    • Javalendo
      23 de junho de 2017

      Oi Pedro, que bom que, pelo menos no geral, você tenha apreciado a nossa história. Sim, amigo, você tem toda razão quando nos fala das saídas fáceis e dos resumões. Acho que abri trilhas demais para um conto de só duas mil palavras possívels. Estaremos mais atentos numa próxima vez. Somos gratos demais pelos seus comentários e alertas de pontos que, definitivamente, não funcionaram. Eles nos ajudam a fazer melhor no futuro. Abraços agradecidos do Baedd e do Javalendo.

  7. Raian Moreira
    19 de junho de 2017

    Me causou estranheza. Achei muita ideia pra pouco conto, achei bem uma mistureba de elementos. Parece algo sem muita definição, mas que agrada apesar de tudo.
    Uma trama que emociona e que transporta o leitor para um mundo fantasioso e interessante.
    Nunca pensei achar uma história de circo aqui, ficou realmente muito original, divertidissimo.
    No maior estilo Game of Thrones a morte de um personagem querido vem quando mais nos apegamos a ele. Pena, mas é isso que faz história de sucesso.

    • Javalendo
      20 de junho de 2017

      Oi, Raian, primeiro para lhe agradecer pelo gentil comentário. Puxa vida, ao lermos o começo da sua avaliação ficamos, Baedd e eu, pensando: nossa, “mistureba de elementos”, “algo sem muita definição”… vem chumbo grosso por aí… Só que nos enganávamos redondamente. Em seguida você nos contou que a “salada de frutas” agrada, apesar de tudo, e isto nos deixou felizes. Achamos que uma das funções da literatura é causar estranheza e que bacana que tenhamos conseguido lhe trazer este sentimento, bem como a surpresa final. Pô, cara, nos comparar ao estilo Game of Thrones não tem preço. Quando lia esta parte para o Baedd (presente aqui do lado em espírito de porco, naturalmente) o bicho começou a grunhir de um jeito que só faz quando muito feliz. Foi então que, com um olhar pidão, ele me pediu para lhe fazer uma dancinha. Algo que aprendeu para o circo. Estou sem jeito de lhe dizer não e te peço então um pouquinho de paciência – será coisa bem rápida. Releve, amigo, eis que os números dele são bem simplórios, coisa bem tosca mesmo. Sabemos, aqui pelo nosso certame, o quanto os Javalis são sensíveis, então sorria pra ele e lhe bata umas palminhas básicas ao final. Está valendo? Abraços do Baedd e do Javalendo.

  8. Sabrina Dalbelo
    18 de junho de 2017

    Olá autor(a),

    Adorei o teu texto.
    É super bem construído, a leitura é fluida e muito sensível.
    Eu sinceramente não achei e nem procurei erros gramaticais.
    Acho que até existem, mas não me preocupei com eles.
    O cenário histórico é conhecido, a guerra, o antissemitismo, a intolerância.
    O cenário específico do conto, a vida circense, foi muito bem-vindo.
    Ficou muito legal. A família simples, a vida simples… muito bem descrito.
    À toda mácula da guerra, foi adicionada a leveza e o colorido do circo.
    Eu adorei o modo como tu contextualizou a imagem do desafio: a imagem do aviador é a do protagonista ainda trabalhando no globo da morte; a mala aparece já o acompanhando quando ele tentou sua vida como mágico; e o javali?
    O javali é um animal de estimação. Claro!!!! Por que não?
    Ficou bom!
    E o fecho está muito coerente, sensível, triste, na medida certa.
    Parabéns!

    • Javalendo
      19 de junho de 2017

      Sabrina, ina, ina… (assim mesmo com eco). Olha, esse seu comentário me fez mais bem do que o que acontece naquele dia em que a gente, achando ter engordado, bota os pés na balança e descobre que até perdeu uns graminhas básicos. Puxa, alegrou mesmo a minha manhã amiga. Olha, resolvi relatar para o Baedd (presente aqui ao meu lado em espírito de porco) a sua avaliação quanto ao nosso conto e ele está dando uns grunhidos que só faz quando se sente muito satisfeito. Até uns pulinhos laterais de alegria o bicho cismou de dar aqui. Agora ele me olha de um jeito sorridente a mostrar ao máximo as grandes presas. Está a me pedir para que lhe deixe fazer um número só dentre os que ele aprendeu para uso no circo. Ah, não vou conseguir lhe dizer não. Isto será muito duro pra mim. Então, mesmo sabendo que as apresentações dele são simplórias demais, beiram mesmo o que se costuma nomear como tosco, te peço, Sabrina, para que dê uns sorrisos e ao final bata umas palmas, tá? Se tem algo que aprendemos aqui no desafio, foi que os Javalis são muito sensíveis e o coração do Baedd não tem tamanho. Abraços de gratidão pelas suas palavras, Baedd e Javalendo.

      • Sabrina Dalbelo
        19 de junho de 2017

        Eu sorri, bati palmas e gostei muito da apresentação!
        Ela “também” (sacou?) foi nota 10!

  9. Givago Domingues Thimoti
    17 de junho de 2017

    Adequação ao tema proposto: Alto
    Criatividade: Mais um conto com um cenário de guerra… Mesmo com isso, é diferente
    Emoção/Enredo: Não achei a leitura muito fluída. Muitas informações que, talvez, fossem desnecessárias. O enredo é redondinho e com um final bom.
    Gramática: Alguns erros de pontuação, mas nada que estragasse o texto

    • Javalendo
      17 de junho de 2017

      Ô Givago, obrigado pela sua leitura e avaliação do meu conto. Amigo, claro que esses pontos que me aponta serão trabalhados visando a um melhor desempenho nas minhas histórias no futuro. Obrigado e um abraço, Javalendo.

  10. Elisa Ribeiro
    15 de junho de 2017

    Olá Javalendo. Gostei do conto. Uma história singela de amizade entre uma família e seu animal de estimação que ganha densidade por tratar-se de uma família judia durante a 2a. Guerra. Narrativa fluente. Personagem narrador consistente. Leitura agradável. Destaque especial para o final que você deu à sua história. Boa sorte no desafio! Abraço.

    • Javalendo
      17 de junho de 2017

      Nossa, Elisa. Saiba que esses seus comentários, lidos assim neste domingo frio de inverno (mas o céu brilha de azul) me animam tornando o dia mais saboroso. Conto para o Baedd, aqui ao meu lado em espírito (de porco, naturalmente) as suas palavras e ele dá uns grunhidos de satisfação, ao mesmo tempo em que com os olhos me sugere querer fazer um número em agradecimento. Sim, sabemos que os seus desempenhos são medíocres, toscos mesmos. Mas mesmo assim te peço para sorrir e bater umas palminhas básicas ao final, combinado? Abraços agradecidos de nós dois, Baedd e Javalendo.

  11. Fil Felix
    15 de junho de 2017

    Se tem uma coisa nessa vida que eu gosto, essa coisa é o circo. Acho que o circo possui uma aura mágica incrível, meu sonho era ter sido artista circense. Mas as coisas caminharam pra outro lado… Então a temática do conto já me fisgou. Achei a narrativa bastante bonita e singela, até coerente em sua proposta. Não é difícil imaginar, por exemplo, um filme de um artista frustrado tentando sobreviver (e proteger sua família) em meio ao nazismo. Porém alguma coisa no texto não encaixou tão bem, como se fossem pontos muito distintos tentando ser combinados. Como exemplo, a ira nazista contra o protagonista, que fica entre o Globo e a mágica e o adestramento do javali, pontos que poderiam ser simplificados. Mas um bom conto, bem escrito e que leva o leitor pra uma viagem.

    • Javalendo
      17 de junho de 2017

      Ô, Fil. Primeiramente para lhe dizer que gostamos demais dos seus comentários. Sabemos o quanto é crítico e ter feito você trazer à lembrança os tempos de criança, na curtição da viagem pelas belezas do circo não tem preço. Que pena que não conseguimos fisgá-lo de jeito. Conto para o Baedd (aqui do meu lado presente em espírito de porco, naturalmente) e ele me diz que a culpa foi minha e não dele, eis que sempre opta pelos caminhos mais simples e fui eu quem o levou para tantas estrepolias nessas trilhas para ele ainda desconhecidas. Obrigado por ter entrado na nossa história e a apreciado. Baedd dá uns saltinhos aqui em agradecimento para você curtir, Abraços do Baedd e do Javalendo.

  12. Andreza Araujo
    15 de junho de 2017

    O enredo é inteligente e foi muito bem aproveitado, não me incomodou o total de acontecimentos narrados, mas talvez os fatos possam ser mais desenvolvidos num conto sem restrição de tamanho.

    Por outro lado, a forma como o conto foi escrito não prendeu minha atenção. Achei a leitura muito travada, não sei explicar exatamente a razão, mas não senti as palavras fluírem, eu precisei ler cada frase com muita atenção para compreendê-las. Talvez porque a narração é pouco coloquial para um conto em primeira pessoa, o que de forma alguma é apontado por mim como defeito. Acho, inclusive, que o drama apresentado no texto “exige” um maior grau de rebuscamento. O final é correto e o contexto histórico foi bem utilizado. É um bom conto, mas no quesito “pessoal” o mistério não me prendeu.

    • Javalendo
      17 de junho de 2017

      Ô, Andreza. Confabulamos aqui sobre essa questão da leitura travada e mesmo trocamos algumas acusações. Baedd a dizer que o problema do travamento foi meu enquanto eu lhe retruco que foi ele, a escolher as palavras e construções frasais, quem provocou o problema em sua leitura. Não se assuste. Baedd está aqui em espírito de porco ao meu lado, eis que partiu dessa para a melhor no final da história. Olhe, amiga, achamos que o primeiro parágrafo da sua crítica e o seu final estão fantásticos e muito nos alegram. O miolo nos faz refletir sobre as melhores formas que deveremos utilizar para melhorar no futuro. Muito obrigado, dizemos os dois, pelas suas palavras tão bacanas e o bichinho está aqui a me pedir para fazer pra você uns passinhos aprendidos para a função circense. Sabemos que são simplórios demais e o meu pedido é no sentido de que releve caso os sinta bobinhos em excesso. Ele ficará feliz com seu sorriso e umas palminhas simples. Abraços, agradecidos por sua avaliação, do Baedd e do Javalendo.

  13. Wender Lemes
    14 de junho de 2017

    Olá! Para organizar melhor, dividirei minha avaliação entre aspectos técnicos (ortografia, organização, estética), aspectos subjetivos (criatividade, apelo emocional) e minha compreensão geral sobre o conto. Tentarei comentar sem conferir antes a opinião dos colegas, mantendo meu feedback o mais natural possível. Peço desculpas prévias se acabar “chovendo no molhado” em algum ponto.

    ****

    Aspectos técnicos: a linguagem poética empregada em alguns momentos proporciona um tom muito agradável ao conto – não só pela beleza da palavra, mas também pela sensibilidade que ela permite na interpretação. Não é que a narrativa toda seja assim. Temos longos trechos descritivos, diretos, entremeados por passagens menos objetivas. Esse tipo de organização é uma escolha inteligente, faz realçar os pontos belos sem que a leitura se sobrecarregue, fique cansativa. Se há uma ressalva a ser feita da parte técnica, é que um cuidado maior com a pontuação facilitaria a assimilação do conto.

    Aspectos subjetivos: creio que o viés criativo desse conto não esteja bem no ambiente (preferência de muitos no certame), mas nos personagens e na sutileza ao elaborá-los. Muitas vezes temos os aspectos externos funcionando como espelhos de personalidade. Por exemplo, a sinagoga não é importante para o protagonista apenas por suas crenças, é importante porque é um dos poucos lugares onde sua família é aceita. Por outro lado, a felicidade da família vem em primeiro lugar: o javali é levado para casa com o intuito de agradar seus estômagos – e tem sua vida poupada porque o agrado da alma vale mais. Enfim, tudo isso está lá e não é propriamente dito, nem precisa ser, tudo isso compõe o apelo emocional que nos cativa.

    Compreensão geral: acho que já disse quase tudo que achei do conto nos tópicos acima. Vale apenas uma menção sobre o final: a brutalidade da última frase sobreposta à simpatia da penúltima funcionou na minha cabeça com uma pedrada na vidraça.

    Parabéns e boa sorte.

    • Javalendo
      18 de junho de 2017

      Oi, Wender, puxa vida, que bacana o seu comentário. Ao lê-lo aqui para o Baedd não é que o bicho deu três saltinhos para os lados em grande alegria? Não se assuste, eu sei que ele foi assassinado no final da história. O jeito que ele se faz presente aqui do lado é em espírito. Espírito de porco – de bom porco – diga-se de passagem. Amigo, fico feliz em ter atingido o meu objetivo, criando esse contraste entre a penúltima e última frase do conto. Você tem total razão na questão da pontuação. Este é um ponto no qual falhei mesmo. Tentarei me corrigir nos desafios futuros. Agora o Baedd fica me mirando, enquanto redijo esta resposta ao seu comentário, com olhos de pedir que eu o libere para que faça para você uma dancinha em agradecimento pelas suas palavras. Estou sem jeito de dizer mais um não pra ele. Sendo assim, peço que bata umas palmas básicas ao final da apresentação e sorria pra ele. Mesmo tendo reparado que os números de circo dele são toscos demais. Extremamente bobinhos, acho que posso dizer. Abraços do Baedd e meus, agradecidos pela sua avaliação, Javalendo.

  14. Evandro Furtado
    14 de junho de 2017

    Olá, autor. Sigamos com a avaliação. Trarei três aspectos que considero essenciais para o conto: Elementos de gênero (em que gênero literário o conto de encaixa e como ele trabalha/transgride/satiriza ele), Conteúdo (a história em si e como ela é construída) e Forma (a narrativa, a linguagem utilizada).

    EG: A ambientação é bastante verossímil, inserindo o leitor, de fato, na época dos acontecimentos. Há um quê de Max Ophuls, também.

    C: A história é muito bem desenvolvida, com o foco nos personagens. O autor consegue criar empatia neles, tornando-os bastante humanos. Ajuda ter um conhecimento histórico da época, e isso torna o conto ainda melhor.

    F: A narrativa em primeira pessoa talvez seja a grande responsável pelo sucesso do conto. Posta em forma de relato, permite uma aproximação entre leitor e personagem. Os dramas tornam-se mais vívidos e reais, e o leitor compartilha-os. Além disso, o estilo adotado também serve como auxílio, já que soa requintado sem deixar de ser fluído.

    • Javalendo
      18 de junho de 2017

      Olá, Evandro, que bacana tomar conhecimento dos seus comentários nessa tarde de domingo. Tenho reparado em suas avaliações e o fato de ter tecido essas palavras em relação à minha história vem, ainda mais, valorizá-las para mim. Gostei tanto que até resolvi lê-lo para o Baedd, aqui do lado presente – em espírito de bom porco, obviamente. O bicho deu uns grunhidos de alta satisfação e uma pulinhos de lado que ele só executa quando está mesmo bem feliz. Não é que ele agora me pede que eu o deixe executar um número curtinho e rápido para você? Puxa vida, estou sem graça em demovê-lo da ideia. Sendo assim, amigo, peço que, ao final da apresentação, mesmo que seja bem básica, tosca mesmo, peço pra você que bata umas palmas e faça uma expressão de satisfação para ele. Sabemos todos, depois desse desafio, o quanto os Javalis são sensíveis. Abraços agradecidos do Baedd e meus, Javalendo.

  15. Cilas Medi
    13 de junho de 2017

    Concordância com o substantivo: a cara feia da fome teria nos assombrado (s).
    Uso incorreto de vírgula: Procurei-o, mas o velho…
    Um texto denso e correto. O autor nos faz ver o horror, com requintes de crueldade, a feia forma de expressão a favor do racismo. A leitura me propiciou momentos de inquietação com a verdade estampada em uma forma exclusiva de precisão e competência. Um final marcante. Um pseudônimo relevante e bem apropriado.

    • Javalendo
      18 de junho de 2017

      oi, Cilas, que bacana o seu comentário aqui pra gente. O Baedd, bem do meu lado, obviamente que em espírito (de bom porco, naturalmente), me pede para ler para ele o que você nos conta. Leio então e não é que o bichinho fica todo animado e alegre? Faz uns tipos gozados de grunhidos que só acontecem quando está muito satisfeito e mesmo deu uns pulinhos para os lados, com as patas dianteiras demonstrando alta satisfação. Obrigado pelas considerações quanto aos meus equívocos no texto. Só continuo em dúvida quanto à concordância. Acho que a primeira pessoa do plural (nos) também seria válida, eis que está inserida na cena a Martina (além das crianças de uma maneira implícita). Quanto à pontuação, estou mesmo encucado com esses meus erros. Horríveis. Olhe, amigo, estou pedindo ao Baedd para que te apresente um número bem rápido, dentre os que ele aprendeu para uso no circo. Como ele não pôde usar por lá, acabou que ele fica aflito pra se mostrar, ainda mais para você que foi tão positivo em relação à nossa história. Abraços agradecidos do Baedd e meus, Javalendo.

  16. Leo Jardim
    13 de junho de 2017

    Baedd, meu javali (Javalendo)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): possui um pouco de excesso de informação. É um conto sobre um judeu vivendo num mundo anti-semita, mas fala de tanta outra coisa que pouco acrescenta à trama: a armadilhas de javali, a família, o globo da morte, o treinamento de Badded, o estudo de ilusionismo. O próprio javali acaba sendo só um figurante na história, não faz nada de muito importante. Apesar disso, na parte que realmente interessa, ele funciona: é triste ver como o ódio irracional pode arruinar vidas inocentes.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): é boa, uma narração em primeira pessoa eficiente. Anotei os problemas abaixo enquanto lia:

    ▪ De repente uma rama se *mexe* mais adiante (mexeu)

    ▪ Depois de tomar a última mamadeira do dia *vírgula* minha mulher o enrolou numa manta velha

    ▪ Procurei-o *vírgula* mas o velho se negou a me ensinar os truques

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): os muitos elementos encheram a trama, mas deram um ar de personalidade.

    🎯 Tema (⭐⭐): está adequado.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐⭐▫): apesar de, em algum momento, eu já estar preparado para o final triste, quando ele veio, me comoveu. Isso quer dizer que foi bem conduzido.

    • Javalendo
      18 de junho de 2017

      Ô, Leo, primeiro para lhe dizer que tem toda razão quanto às suas críticas. Acho que peguei pesado quanto aos muitos cordões que fui puxando na história. Devia ter tecido a narrativa com menos linhas e ter com isto obtido um resultado melhor. Obrigado, as suas observações me ajudarão demais a melhorar a redação para as próximas histórias. Bacana demais, apesar da baixa pontuação em criatividade e tema, ter visto que apreciou a técnica e que a história lhe tenha provocado impacto. Que bom, amigo. Aqui do lado o Baedd me pede para lhe fazer uma dancinha básica de circo. Posso deixar? Tenho certeza que será um número bem simplório, bem tosco mesmo, mas será feito com coração e, coração, você sabe bem – aprendemos isto aqui no desafio – os Javalis têm bem grandes. Nosso abraço agradecido pela sua avaliação, Baedd e Javalendo.

  17. maziveblog
    13 de junho de 2017

    Caro autor’
    Qual é o tema do conto? O ódio dos hebreus aos javalis? Transformação do narrador em artista de circo? Ou o antissemitismo?
    A pontuação deficiente prejudicou muito a história.

  18. Matheus Pacheco
    12 de junho de 2017

    Eu acho que esse não é o primeiro conto que se passa na segunda guerra, olha só, tem um eu acho nessa frase.
    Mas como todos os outros tem um apelo emocional gigantesco, mas muito bom mesmo.
    Cara, dá sempre para perceber que meus comentários são iguais, porque é só para cumprir tabela e o mais importante, eu sempre olho a história do texto e quase nunca a gramatica.
    E esse não foge da regra, pois está excelente.
    Abração ao autor.

  19. Marco Aurélio Saraiva
    12 de junho de 2017

    ===TRAMA===

    Muito bonito. Que texto belo! Uma trama triste, que narra a vida de uma família judaica. O leitor cria uma ligação forte com o personagem principal, que é muito bem trabalhado. Seus pensamentos, suas ações… sua luta para sobreviver em um mundo horrível.

    Todos os elementos da imagem do desafio foram muito bem encaixados no conto. Me atrevo a dizer que foi o melhor encaixe que vi até agora!

    Dá até para, inclusive, criar alguma ligação com o próprio javali. Com a família judaica inteira, na verdade. Senti-me assistindo a um filme.

    Parabéns. Foi uma excelente leitura!

    ===TÉCNICA===

    Excelente. Rebuscada, mas não difícil de ler. Frases bonitas, descrições perfeitas. Há até, inclusive, um tom poético na sua escrita, tornando-a ainda mais bela.

    Não vi erros de digitação. Foi uma leitura fluida e leve.

    ===SALDO===

    Muito positivo!

    • Javalendo
      18 de junho de 2017

      Ô, Marco Aurélio, que coisa mais bacana, nesse final de tarde de domingo, me deparar com esse seu comentário sobre a nossa história. Uau. Saiba que ele me deixa bem alegre mesmo. Não só a mim, mas também, claro, ao Baedd. Um comentário assim não tem preço, como dizia aquele reclame de cartão de crédito. O Baedd reparando na minha expressão de alegria ao te ler, me pede para conhecer também as suas palavras. Não se assuste, Marco, o bicho está aqui comigo, em espírito, eis que foi assassinado ao final do conto. Digamos que é em espírito de porco, de bom porco, que ele se faz presença. Leio então para ele e na alegria que ele fica, me pede para fazer uma dancinha básica para você. Uma das que ele aprendeu quando se preparava para atuar no circo. Sabemos, amigo, que suas apresentações são bem simplórias, toscas mesmo. Apesar disto, te peço que bata umas palmas básicas ao final. Afinal todos sabemos o quão grandes são os corações dos Javalis. Receba os abraços do Baedd e meus, bastante agradecidos.

  20. Gustavo Araujo
    12 de junho de 2017

    Tempos atrás li o excelente “O Físico”, de Noah Gordon — acho que até me referi a esse livro em outro comentário aqui no desafio. É que tanto lá como aqui vejo um problema que me fez lembrar do citado romance: história maior do que o limite proposto. Na obra de Gordon, acompanhamos em 1000 páginas a epopeia de um médico no mundo medieval, desde a infância até a descoberta da apendicite (fica a dica, aliás, se você, caro autor, não leu esse livro fantástico). Sim, são 1000 páginas que nos contam como o menino que vivia na Europa termina em Esfahan, no atual Irã, aprendendo os segredos da arte de Hipócrates. Tudo acontece em 1000 páginas, conduzindo o leitor por tramas tão diversas quanto interessantes. E por que estou dizendo tudo isso? Porque tanto naquele conto a que me referi, como neste, vejo uma série de acontecimentos que mereciam páginas e páginas serem apertados à exaustão para respeitar o limite do desafio. Neste texto, especificamente, creio que ficou um tanto corrida essa mudança de perspectiva – o sujeito passa de agricultor para piloto de globo da morte (!) num instante. Pensa em ser palhaço e depois vira mágico… Talvez tivesse sido melhor se o conto focasse direto na profissão de ilusionista, com o javalizinho aparecendo como, sei lá, uma espécie de pagamento. Creio que isso ajudaria a reforçar a ideia que é a principal do conto – a intolerância e a dificuldade de viver numa França prestes a ser invadida pelas tropas nazistas. A prosa é excelente (só notei um “vasava” no lugar de “vazava”), cativa e torna a leitura extremamente prazerosa, fazendo o leitor imergir naquele cenário ao mesmo tempo tão distante e estranhamente tão familiar. Há construções bem elaboradas, sobretudo no início da trama, e metáforas bem empregadas, que ajudam na imersão a que me referi. O final também é muito bom. Aliás, dá para perceber muito bem como foi arquitetado o clímax, culminando num arremate que, se não é novidade num cenário de II Guerra, é suficientemente competente, seco, despido de qualquer pieguice, como convém a esse tipo de história. Enfim, posso dizer que gostei do conto, mas creio que teria apreciado mais se a construção não tivesse sido engendrada de modo a abarcar tantas nuances que, no fim, pareceram desnecessárias.

    • Marco Aurélio Saraiva
      12 de junho de 2017

      Tenho que concordar com o Gustavo: a profissão de piloto no Globo da Morte apareceu DO NADA.

      • Javalendo
        18 de junho de 2017

        Caramba… pois é. Marco, mas te conto que esta era a profissão antiga dele. Era um verdadeiro expert dentro daquele globo tão perigoso, amigo. Abraços do Baedd e do Javalendo.

    • Javalendo
      18 de junho de 2017

      ô, Gustavo, estou aqui a saborear seus comentários. Cara, conheço o livro O Físico e me recordo muito bem dele. Uma grande história e, tem toda razão, contada em muito longas e sempre mais agradáveis páginas. Amigo. também estou de acordo quanto aos excessos no meu conto. Acho que teci a história com cordões demais e até estou bem animado a ampliá-lo ao final do certame. Deu-me vontade de lhe contar a história desse meu “vasava”. Até o último minuto antes de enviar a história a palavra que estava no texto era “escapulia”. Agora, manja aquela de tentar buscar a palavra exata para o momento da ação? Pois é, aos quarenta e sete do segundo tempo achei que usar o verbo vazar estaria bem melhor… e foi aí que me dei mal. Terrível mesmo foi ter caído em conta do equívoco imediatamente após o envio e aí sofri de raiva demais da conta, sô. Depois fiquei achando que todos apontariam tão grande erro e estou bem surpreso de isto só ter acontecido agora. Foi isto. Serei mais cuidadoso no futuro. Gustavo, cá do meu lado está o Baedd – presente em espírito de porco – a me pedir que lhe autorize fazer uma pequena performance com um número que aprendeu para o circo. Não tive como lhe dizer mais um não. Sendo assim, te peço só mais um pouco de paciência, mesmo sabedor de que os números dele são bem básicos, até um tanto toscos. Receba o nosso abraço agradecido, Baedd e Javalendo.

  21. M. A. Thompson
    11 de junho de 2017

    Olá!

    Usarei o padrão de avaliação sugerido pelo EntreContos, assim garanto o mesmo critério para todos:

    * Adequação ao tema: boa.

    * Qualidade da escrita (gramática, pontuação): nada que eu tenha percebido, incomodado ou interferido na leitura.

    * Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos): muito bom, o autor domina a arte da escrita.

    * Enredo (coerência, criatividade): excelente, o autor (ou autora) está de parabéns.

    De modo geral foi mais um entre alguns dos excelentes contos que li até agora. Não duvido se o autor (ou autora) já tiver livro autoral ou participação em coletânea de contos.

    Parabéns e boa sorte no Desafio!

    • Javalendo
      12 de junho de 2017

      olá, Thompson, puxa, receber um comentário desses, de imediato, me trouxe de volta aquela sensação gostosa de ser levado ao circo na tarde de domingo e o pai da gente ainda comprar, antes da entrada, um saco imenso de pipocas. Deixou-me mesmo numa baita alegria e quando contei ao Baedd (não se assuste, ele está presente em espírito de porco ao meu lado) essas coisas que você disse a respeito do nosso conto, todo alegrinho, ele me pediu para que o deixasse fazer um número básico para você. Sim, sabemos que as apresentações dele são toscas demais e por conta disto pensei em não deixá-lo realizar esta função, mas a vontade dele é tamanha que optei por não decepcioná-lo. Por isto, amigo, quero lhe pedir que esboce um sorriso e bata umas palmas ao final. Está valendo? Afinal, aprendemos aqui que Javalis são muito sensíveis e têm um coração imenso. Abraços de gratidão, Javalendo.

  22. Fernando Cyrino
    11 de junho de 2017

    Ei, Javalendo,
    Cara, isto não se faz! Matar o pobre do bichinho quando eu já havia me apegado a ele? Perde pontos na minha avaliação, mas que ficou bacana esse final, mesmo com esses pontinhos perdidos, ficou. Um conto bem redigido e que flui de maneira gostosa. Interessante que como não pude escrever o comentário imediatamente após o estudo da história, dou-me conta de que permanecem comigo, rodando na cabeça, algumas cenas. Isto me denota que se tratou de um conto com profundidade. Fiquei curioso com esse nome do Javali e fui ao oráculo. Caramba, é a forma como em gaélico o bicho é chamado. O lugar para o qual você deporta a família judia.Gostei dessa relação. Apesar de uns pequenos erros, que não prejudicaram a leitura e muito menos o entendimento da história, nota-se um cuidado com o idioma por parte do autor. Parabéns e boa sorte.

    • Javalendo.
      11 de junho de 2017

      Tudo na vida passa, Fernando Cyrino. Exceto o motorista e o cobrador, até os javalis são passageiros e isto é inexorável. Não morresse pelas minhas mãos o Baedd acabaria sacrificado pelo time do sr. Dolesaux, para ser em seguida vilmente exposto como carne e gordura nos açougues. Lamento ter perdido pontos por causa do meu fechamento da história, mas agora é tarde. Bem, reconsidero, não tão tarde eis que o Baedd – claro que não presencialmente, mas em espírito de porco – se faz presente aqui ao meu lado a me perguntar para quem é que estou escrevendo. Digo-lhe que você apreciou o nosso conto e que nos fez uns comentários bem bacanas. Ele me responde então que quer dançar uma coisinha para você. Sabedor da sua pouca competência como dançarino, lhe respondo que melhor não. Um último toque: é que gostei que tenha feito uma pesquisa para buscar o significado do nome do Javardo da nossa família. Abraços retribuindo os votos de boa sorte. Javalendo.

  23. Fabio Baptista
    11 de junho de 2017

    Bom conto, muito bem escrito. Estou me sentindo um coração de pedra agora, porque não me emocionei kkkkkkk.

    Independente de lágrimas, a narrativa é muito boa e vai conduzindo os eventos (alguns não muito verossímeis) de forma gostosa. Chegamos ao final da leitura sem notar o tempo e isso é muito bom.

    Sobre a trama, me incomodou um pouco o acúmulo de profissões do protagonista. Estranhei bastante quando foi mencionado o globo da morte, pois estava com a imagem de fazendeiro na cabeça. Não que isso seja totalmente impossível de acontecer, mas acho que foi desnecessário, mesmo para os propósitos narrativos.

    Quando os nazis aparecem, já sabemos que o conto vai acabar em tragédia. Apesar de previsível, o final é bem competente.

    – Depois de tomar a última mamadeira do dia minha mulher o enrolou numa manta
    >>> aqui pareceu que foi a mulher que tomou a mamadeira.

    Abraço!

    • Javalendo.
      11 de junho de 2017

      Fábio, seus comentários me soaram aos ouvidos (e que ninguém critique esse meu dito sinestésico) como o segundo movimento da Quarta Sinfonia de Brahms que aqui saboreio. E isto não tem preço (por favor, não considere que esteja dizendo tal coisa por conta dos reclamos do cartão de crédito. Meu avô falava assim desde os tempos em que a Sé de Braga ainda era uma capelinha tosca). Cara, bacana demais que o Fábio Baptista tenha gostado do meu Baedd. Tem razão quanto a esta questão das profissões. Nos meus cortes acabei sacando uma frase na qual dizia algo de jeito a explicar que a plantação de batatas era bem mais para a segurança do sustento de inverno, mas que aquilo que ele gostava e investia mais era na vida artística. O problema de ter que se ater (epa, ter que se ater…) às duas mil palavras me fez cortar mais do que devia. E veja que ao frigir dos ovos me sobraram ainda umas tantas que considerei melhor ficarem de fora, por conta do meu coeficiente de cagaço. Poderia ter enfiado essas palavras, pelo menos. Obrigado pela dica da ambiguidade da mamadeira. Valeu demais!

      • Matheus Pacheco
        12 de junho de 2017

        Caraca mano, olha a bajulação do cara.
        kkkkkkkk

  24. Sick Mind
    9 de junho de 2017

    O pseudônimo do autor(a) foi mais criativo do que o título, hehe.
    É um conto emocionante. Eu, que não sou de admirar dramas fortes, achei que nesse sentido o texto ficou bem eficaz. Talvez pq nesse caso em específico, o drama é parte do antissemitismo e nosso mundo parece mergulhar novamente em questões de intolerância, mas enfim…
    Sobre o enredo, ao contrário de alguns comentários que li, não achei que houve excesso de elementos, mas sim que eles não ficaram 100% amarrados. O principal apontamento é não ter informações suficientes para entender como o protagonista lida com tanta coisa, como o globo da morte em um circo, mas ter residencia fixa e ser agricultor ao msm tempo.
    Eu ia dizer que dava para enxugar o texto em algumas frases, mas vi essas mesmas frases serem apontadas os comentarios como frases que mecheram com o pessoal… então sei lá, melhor deixá-las aí mesmo hehehe

    • Javalendo
      10 de junho de 2017

      Puxa, receber um comentário assim do famoso Sick Mind é tão, ou mais gostoso que uma tarde no circo, curtindo uma apresentação do globo da morte. Bacana que o conto tenha mexido com você e mais legal ainda foi ver o seu cuidado na preservação de frases que a turma apreciou. Sim, S.M., vivemos tempos novamente de estranhamento em relação aos diferentes. Precisamos ter pelo mundo afora mentes mais santas (aqui mais além do sentido religioso do termo. Digo no sentido estrito de sãs) a dirigir o mundo. E, não nos esqueçamos do Brasil, creio que no nosso caso particular o que menos necessitamos são de “corrupt minds”.

  25. Victor Finkler Lachowski
    7 de junho de 2017

    Olá autor/a.
    Adequação ao tema: presente.
    Gramática/escrita: bem escrito, alguns trechos um pouco confusos, mas nada de mais. A narrativa me prendeu e entreteve.
    Criatividade: O tema de WWII foi bem explorado pelo autor, no início da expansão nazista pela Europa. O único ponto que não curti muito foram as diversas coisas que aconteceram, foram criativas, mas sinto que por contado pouco espaço para escrita ficaram muito resumidas, as vezes menos é mais, entende?
    Enredo: como já disse, muito bem explorado e criativo, porém muito enxugado quando narra alguns acontecimentos.
    Um bom conto que mostra um grande autor, boa sorte no conto e nos presenteie com mais obras,
    Abraços.

    • Javalendo
      8 de junho de 2017

      Puxa, Victor, cá estou eu me sentindo grato demais pelos seus comentários. Saiba que eles serão por mim levados em consideração, eis que o meu objetivo em participar é melhorar a minha maneira de escrever, um tanto tosca. Amigo, você tem razão quanto ao número excessivo de acontecimentos. Estarei mais atento das próximas vezes. Receba o meu abraço agradecido, Javalendo.

  26. Javalendo
    7 de junho de 2017

    Só para lhe dizer que já conversei com o espírito de porco do Baedd, meu Javali, sobre a confusão que me arrumou ao pedir que enfiasse, no conto dele, tantas pessoas e situações. Reclamei: viu o que arrumamos logo no primeiro comentário que nos chegou? Ele se ajoelhou – Javalis, tais como os anões, também se ajoelham – e, de patas dianteiras juntas, me jurou que não tinha nada com isto. Que a culpa havia sido toda minha, que ele é só um pobre Javali e que o cara que se arvorou em escrever algo sobre ele fui eu. Estou propenso mesmo a acreditar nisto. Fazer o quê? Bem, obrigado por considerar meu “texto bom”, confesso que fiquei intrigado com esta expressão em sua avaliação. Agradeço por me apontar os defeitos. Tentarei, numa nova oportunidade, não ser incoerente e manter o foco, não me desviando por essas vielas javardianas que há por aí. Agora cá está o bichinho a me pedir para fazer umas gracinhas pra você. Está a me dizer que quer cumprir isto porque você gostou do conto. Claro que o repreendo e lhe digo para se manter quieto. Ficaria chato uma dancinha básica nessa hora. Tenho receios de que pensaria que a estivéssemos tentando cooptar, ter mudada a opinião e a consequente nota. Bem, escrevo demais e acabo ficando confuso de novo e perdendo o foco. Então termino, obrigado pelas críticas e quero lhe dizer que foram muito bem-vindas. Com certeza que estão sendo levadas em conta. Eu reflito sobre todas elas. Meu intuito mesmo é aprender a escrever.

    • Javalendo
      7 de junho de 2017

      olá, Coordenação,
      ocorre que este comentário, não sei bem por quais cargas d´água, foram postados no lugar errado. São para a Anorkinda lá em baixo, o primeiro comentário. De toda forma já o copiei e colei no lugar certo. abraços agradecidos, Javalendo.

  27. Claudia Roberta Angst
    7 de junho de 2017

    Olá, autor, tudo bem?
    O título é simples e só revela que temos mais um javali por aqui.
    O tema proposto pelo desafio foi abordado com sucesso e lágrimas no final.
    Há muitos elementos neste enredo, o que pode enriquecer ou confundir a trama. Não senti muita dificuldade de seguir a história por este motivo.
    O ritmo da narrativa é bom, a leitura segue fluida e há o final impactante (lágrimas rolarão por aqui, as minhas não).
    O autor revela-se bastante hábil com as palavras, criando belas imagens e mantendo certo suspense.
    Pobre javali que não sabe olhar para o céu!
    Boa sorte!

    • Javalendo
      7 de junho de 2017

      Puxa, receber um comentário desse nível da Cláudia Angst é tão gostoso quanto, no parque de diversões, ter os lábios e dedos melados de algodão doce. Bacana demais as suas palavras e só lamento que tenha sentido um tanto de dificuldades em seguir a história. Sobre o Baedd não olhar para o céu, trata-se de uma impossibilidade não somente dele, mas de todos. Javalis e porcos possuem a coluna meio reta até o pescoço e quando chega nele há um arco para baixo, o que os impede de ver algo mais alto e os faz estar sempre voltados para o chão, ou para a frente. Aproveito então para lhe dar uma importante dica de segurança considerando que eles estão em toda parte: ao ser atacada por javalis suba em algo pois que ele não te achará.
      Pois continuando, amiga, cá estou eu com o Baedd ao lado, obviamente que com o seu espírito de porco, e o bicho está me pedindo para fazer umas gracinhas para você. Isto em agradecimento por tão bonita avaliação que fez da história dele. Assista por favor, mas releve, Cláudia, porque os números que ele apresenta são bastante básicos. Meio toscos até, mas considere que são feitos com um coração bem caloroso e, nós o sabemos, Javalis são donos de uma emoção e carinho enormes. Meu agradecimento pelo seu cuidado e atenção para conosco, isto nos deixa felizes, Javalendo.

      • Claudia Roberta Angst
        7 de junho de 2017

        Que gracinha!
        Só um “porém”, note que eu escrevi NÃO senti muita dificuldade em seguir a história. Valeu?
        Tá javalendo?
        Abraço

      • Javalendo
        8 de junho de 2017

        ah, esta nossa língua… ah, essa minha rudeza no trato com ela. Mas dessa vez, Cláudia, eu lhe conto que o erro foi do Baedd e não meu. Foi ele que ao ler seu comentário me cochichou: “repare, ela não teve muita dificuldade. Ela disse muita. Então isto significa que o seu texto não estava fluido, eis que tirando o muita fica o teve dificuldade”. Veja como me dei mal ao escutar Javali. Estou puxando a orelha dele aqui e fiquei mais feliz ainda com o comentário, agora que sei que você não sentiu dificuldades na leitura. Ufa. Baedd pede desculpas e eu mais ainda, Javalendo.

  28. Rubem Cabral
    7 de junho de 2017

    Olá, Javalendo.

    Resolvi adotar um padrão de avaliação. Como sugerido pelo EntreContos. Vamos lá:

    Adequação ao tema:
    O conto tem todos os elementos da imagem-tema: homem encasacado, mala, javali.

    Qualidade da escrita (gramática, pontuação):
    O conto está bem escrito, há poucos erros e uma revisão adicional os eliminaria com facilidade. Exemplo: “À luz da lua assaltado por javalis e sob os raios do sol pelas lebres, refleti. “.

    Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos):
    Os personagens foram bem desenvolvidos. O texto tem algumas construções belas e criativas.

    Enredo (coerência, criatividade):
    Bom enredo, bem criativo também. Ex-artista de circo, judeu, e proprietário rural, tenta sobreviver com o auxílio do amigo javali. Não tenho certeza, somente, se mesmo a posse de um animal impuro seria permitida a um judeu que respeitasse as tradições.

    O final é um bocado triste, mas funcionou bem.

    Abraços e boa sorte no desafio.

    • Javalendo
      7 de junho de 2017

      olá, Rubem, puxa, uma avaliação dessas vindo de você, tem sabor semelhante ao causado pela imprevista decretação de feriado, naquele exato dia em que o adolescente teria uma prova, para a qual não estava nada preparado. Bacana demais suas palavras e até estou pedindo ao Baedd, presente aqui ao meu lado em espírito de porco, que lhe faça umas gracinhas em agradecimento. Obviamente que são meio básicas demais, bobinhas mesmo, mas sempre são feitas com amor e isto é coisa que os Javalis, aprendemos aqui, têm demais.
      Bem, quero mesmo consertar os meus erros, mas confesso que na minha rudeza javardiana com o idioma, não estou conseguindo identificá-lo nesse exemplo “à luz da lua”… por favor, me ajude, mais ainda além do que já fez nesses comentários.
      Sobre a questão do judeu ter em casa um animal impuro isto é terminantemente proibido pelo Halakha. O sentido da pureza na religião judaica é muito forte e profundo. Algo impuro transmite impureza ao simples toque e, para os mais ortodoxos, à mera presença. Por conta disto eu meti no texto que haveria problemas caso aquilo – ter porco/javali em casa – chegasse aos ouvidos do rabino. E o pior foi que chegaram. Agora, conheço bem judeus que apreciam carne de porco e um, inclusive, que faz alguns trabalhos de consultoria comigo, os têm em seu sítio (que o rabino dele não nos leia).
      Bem, hora de parar, até para que Baedd possa iniciar sua função. Abraços de gratidão pelo cuidado e atenção, tão positivos, para com a minha história, Javalendo.

      • Rubem Cabral
        8 de junho de 2017

        Olá, Javalendo.

        Que isso! Escrevo mal e estou ficando pior com o tempo, haha.

        Então, na frase que citei creio que a adição de uma ou mais vírgulas resultariam no sentido que você quis dar:

        “À luz da lua, assaltado por javalis, e sob os raios do sol, pelas lebres, refleti”

        Abraços e uns afagos no Baedd.

    • Javalendo
      8 de junho de 2017

      puxa, Rubem, perfeito seu comentário. Errei mesmo, errei feio. E o pior foi que nem havia notado… veja como sou tosco em relação ao nosso idioma. Grande e agradecido abraço, Javalendo.

  29. Brian Oliveira Lancaster
    5 de junho de 2017

    EGO (Essência, Gosto, Organização)
    E: Forte. Me pegou de jeito. Essência muito bem administrada, com pequenas doses de descrição necessária entre parágrafos. O clima cadenciado tornou a leitura bastante agradável. Vejo que o escritor possui bastante conhecimento de fora, ou fez pesquisa. Pode ser um dos companheiros além-mar, bem disfarçado. Se não for, a escrita tem um tom interessante de livro importado, com algumas frases difíceis, mas compreensíveis.
    G: A melancolia está bem presente. E que final triste! Achei que outro texto aqui teria esta mesma conclusão, mas nesse parece se encaixar melhor, até pelo período retratado. Tem uma atmosfera nazista nas entrelinhas, deixando a história muito mais pesada. Neste caso funcionou bem.
    O: Como disse ali em cima, tem certas frases um tanto travadas, mas não tiram o brilho (ou as cinzas) do restante. Atinge o objetivo em cheio. Causa estranheza e nos deixa pensando após a leitura.

    • Javalendo
      6 de junho de 2017

      Caramba, que bonita essa sua avaliação e como ela me faz bem, Brian. Puxa vida, fiquei todo alegre. Estou semelhante àquela criança que vai ao parque de diversões com dinheiro suficiente para cinco passeios com a namoradinha, é claro, para o trem fantasma e mais três para a montanha russa. Acho que são funções primordiais da literatura causar estranheza e gerar reflexões. sendo assim, fico mais alegre ainda que tenha atingido em você este objetivo. Gratidão, amigo.

  30. Lucas F. Maziero (@lfmlucas)
    4 de junho de 2017

    É mais um conto que eu considero redondinho. Só o estilo com que foi escrito, talvez também a concatenação entre os parágrafos, não me conquistou demasiado, foi uma leitura arrastada. Mas não deixei de notar os pontos positivos: tem a sua dose de emoção, e a emoção final fechou bem o conto.

    É interessante raciocinar e tentar entender como uma ideia surge e como se desenvolve. Talvez, respondi a mim mesmo, a ideia utilizada — o ambiente do início da guerra e do sofrimento judeu — ofereceu um melhor desenvolvimento para as pequenas peripécias do protagonista (sem nome). Aliás, me parece que ele não morreu, sendo que está contando a história.

    Parabéns!

    • Javalendo
      6 de junho de 2017

      olá, Lucas, obrigado pela sua avaliação. Perceber meu conto como redondinho já me vale demais da conta, tá? Na fantasia o morto conta a história também e aqui me recordo do grande Machado e seu Memórias Póstumas. Mas nesse sentido há casos demais na literatura. Mas pera lá, não estou querendo me justificar. Melhor retirar esta frase anterior. Sim, foi proposital não dar nome ao dono da casa e do Javali. Achei que não seria necessário, até porque é ele quem narra a história. Olha, amigo, tomara que em algum outro desafio eu consiga conquistá-lo um pouco mais. Este é o meu propósito. Receba o meu abraço de gratidão pelo seu cuidado e atenção pela minha história. Javalendo.

  31. Catarina
    2 de junho de 2017

    Gosto quando o INÍCIO já nos joga logo na trama. A TRADUÇÃO DA IMAGEM foi muito fiel, principalmente por remeter à 2ª Grande Guerra, mas com uma doce pitada lúdica. O estilo do autor e a narrativa em primeira pessoa causou um EFEITO intimista apaixonante. O final ficou belíssimo.

    • Javalendo
      6 de junho de 2017

      Uma avaliação assim da Catarina é para se fazer uma moldura e botar na parede mais nobre da sala. O que dizer mais? Bem, que o Baedd, presente aqui ao meu lado em espírito de porco, está me solicitando para que eu o deixe fazer um número para alegrar seu dia. Não repare, amiga. O´que ele faz é mesmo muito primário e nem sei qual dos que ele aprendeu, irá cumprir para os seus olhos. Se pudesse lhe pedir algo, diria para bater palmas e sorrir ao final. O coração dele baterá feliz igual bumbo da escola de samba campeã. Abraços agradecidos, Javalendo.

      • Catarina
        8 de junho de 2017

        Essa minha língua solta deve estar com uma péssima fama… Vou aceitar o show de Baedd com muito prazer.

  32. Afonso Elva
    1 de junho de 2017

    Mais uma alegoria… Nada contra o autor, o conto está bem escrito, mas como venho me repetindo aqui no desafio, não gosto disso em trabalhos de ficção 😦
    Como Roland Deschain diria: “O mundo seguiu adiante pistoleiro”
    Forte abraço

    • Javalendo
      7 de junho de 2017

      Bem, se o conto está bem escrito, que bom. Isto já me deixa feliz. “A luta continua, companheiro”. Epa, não é bem isto. “O mundo seguiu adiante, pistoleiro”. Aliás, tive que ir ao oráculo para descobrir quem é este famoso Roland. Cheguei a pensar, com esse nome de sotaque francês, que fosse o dono do Baedd, o Javali, mas não era nada disto. Outro forte abraço.

  33. Fátima Heluany AntunesNogueira
    1 de junho de 2017

    “Arranquei sua corrente e lhe ordenei que fugisse. Tudo inútil e o que desconhecia é que javalis não conseguem olhar para o céu. Baedd era incapaz de enxergar o fuzil a lhe mirar a testa.” — esta imagem, para mim valeu o conto.

    Trama está enriquecida pelas questões históricas e muitos outros elementos: o mundo rural, o circo, bem conectada à imagem-tema, boa ambientação e exigiu até uma pesquisa (Baedd), apesar de certas pontas soltas.

    A linguagem é forte, emotiva, poucos desvios gramaticais (pontuação, posição de pronomes átonos). Enfim, uma leitura agradável, faltando um pouco mais de impacto final, não houve nenhuma surpresa, tudo dentro do esperado.

    É trabalho muito bom. Parabéns pela participação. Abraços.

    • Javalendo
      6 de junho de 2017

      Olá, Fátima, puxa, que legal essas suas palavras em relação ao meu conto! Sei o quanto é criteriosa quanto à qualidade e forma das narrativas e ser bem avaliado por você carrega o gosto para mim daquela água de coco na praia deserta, depois de haver caminhado por uns quilômetros ao sol. Bacana demais. Quanto aos defeitos, estarei mais atento das próximas vezes. Ah, bacana que tenha sacado o significado do meu Baedd. Sabe, ele ficou tão feliz aqui ao meu lado – em espírito de porco, obviamente – que até está me pedindo para fazer umas gracinhas para você. E eu estou deixando, viu? São meio bobinhas, mas sorria e bata palmas ao final, eu lhe peço. Ele é bastante sensível, como todo javali, nós bem o sabemos, não é mesmo? abraços agradecidos, Javalendo.

  34. Antonio Stegues Batista
    31 de maio de 2017

    O conto é uma história comovente no início da Segunda Guerra Mundial quando do regime nazista em perseguição aos judeus. O personagem reflete muitos judeus daquela época, tentando viver suas vidas, mas perecendo sob o ódio insano de uma mente cruel. O tema está adequado, a escrita flui leve, simples permitindo uma leitura agradável. Só não gostei do final, pois muitas histórias daquele tempo tiveram um final feliz.

    • Javalendo
      6 de junho de 2017

      Meu caro Antônio, cá estou eu para fazer lhe confessar que sou eu o culpado pelo final triste. Ao escrever o conto me lembrava muito de um antigo colega de trabalho, o Jacques, que veio para o Brasil ainda bem criança exatamente nessa época. Uma família que fugiu e que encontrou o final feliz aqui em nossas terras. Optei pelo lado negro da força. Matei os dois. Mas espere, amigo. Não era isto o que queria lhe dizer. O que gostaria mesmo de lhe falar é que sua avaliação me deixou bem alegre. Olhe, sei, desde outros desafios, o quanto costuma ser forte nas críticas e o fato de ter apreciado a minha narrativa me deixou feliz. Receba o meu abraço agradecido, Javalendo.

  35. Iolandinha Pinheiro
    31 de maio de 2017

    Olha só, gostei do seu conto. Achei bacana a improvável amizade entre alguém para quem os javalis eram uma praga, com o filhote Baedd. Gostei das saídas que o protagonista tentou usar para solucionar seus problemas, e da inserção do conto no cenário de ocupação da França pelos nazistas. Durante todo o conto eu torci pelos personagens. A família do cara, pelo cara, pelo javalizinho. Isso só se consegue quando o autor cria personagens carismáticos, verossímeis. Os conflitos foram formados a partir de dados verdadeiros, o que mostrou que vc fez o dever de casa (pesquisa) antes de escrever. Enfim. Parabéns e sorte. Abraços.

    • Javalendo
      6 de junho de 2017

      Cá estava eu todo feliz a saborear sua introdução, até cair em conta que ela foi igual para todo mundo. Mas valeu demais mesmo assim, Ricardo. Paz e bem para você também (é tão bom receber esta saudação de Assis). Bem, que bacana que gostou do meu conto e o avalia tão bem. Vindo de você isto tem um gostinho especial. Puxa, fiquei feliz demais da conta com as suas palavras, amigo. Sou muito agradecido por elas, tá? Até estou pedindo para o nosso amigo Baedd lhe alegrar um pouco a tarde com um “numerozinho” básico. Não se assuste, ele está aqui numa “segunda encadernação” e todo pimpão ao meu lado. Puxa, que pena que o meu final não teve essa reviravolta aguardada. Quem sabe numa próxima oportunidade eu tenha a competência para uma virada mais bacana final. Bem, mais uma vez lhe sou agradecido, Ricardo. Paz e bem para você.

      • Javalendo
        6 de junho de 2017

        Iolandinha, esse comentário é para o Ricardo Falco. Não sei o que eu fiz de errado. Sabe como é cabeça de Javali, não é? Releve. abraços, Javalendo.

    • Javalendo
      6 de junho de 2017

      Iolandinha, eu acho que tem uns comentários que nos caem tal qual aquele gol do nosso time a virar o jogo e vencer o campeonato aos quarenta e sete minutos do segundo tempo. São avaliações que dão uma alegria de um tamanho tão grande de quase nem se conseguir abraçar. O seu é um desses, tá? Puxa, que bacana que tenha gostado e curtido a minha história. Fiquei feliz demais da conta. Tão alegrinho que quero até pedir para o Baedd lhe fazer umas gracinhas e assim alegrar o seu dia, viu? Bata palmas mesmo se achar que seja tudo meio desprovido de noção e graça. Ele faz de coração bem quente e coração ardendo é algo que aprendemos aqui que os javalis têm, não é mesmo? abraços de gratidão, Javalendo.

  36. Gilson Raimundo
    30 de maio de 2017

    Relatos angustiantes do início da segunda guerra mundial, a leitura segue tranquila e sem sobresaltos. O cenário rural me pareceu impróprio para um bairro judeu com um motociclista de globo da morte. Eu esperava um ambiente glamoroso com pessoas ligadas à arte. O conto cai naquela máxima em que o personagem principal faz exatamente o oposto do que se tem que fazer.

    • Javalendo
      7 de junho de 2017

      Puxa que legal que considerou a leitura tranquila e sem sobressaltos. Vindo de você, que é considerado duro demais isto me soou como um elogio. Valeu demais. Quanto aos demais comentários críticos, saiba que os considero todos pertinentes e tentarei levá-los em conta para o futuro.

  37. juliana calafange da costa ribeiro
    29 de maio de 2017

    O conto começa bem, mas fica confuso a partir do 3º parágrafo. São muitas informações na trama, jogadas de forma muito rápida e às vezes muito descritiva. Vc podia ter usado outras maneiras de transmitir essas informações ao leitor, sem ser “explicando” o que se passa. É o famoso “show it, don’t tell it”. Acaba que o leitor não consegue se envolver e se emocionar com a história. E olha que tem muitos elementos emocionantes nela. Mas fica tudo muito “amontoado”. Por exemplo: Eu nunca vi globo da morte a não ser no circo (se é comum fora do circo, perdoe minha ignorância). Mas no seu conto só aparece um circo no 14º parágrafo… O próprio globo da morte já aparece tardiamente no conto, quando o leitor está imaginando um fazendeiro como protagonista da sua história. E de repente descobrimos que ele é motociclista de globo da morte… E depois, também de repente, aparece no texto o problema do nazismo com os judeus. Surge no conto assim, de repente. Pois somente no 11º parágrafo descobrimos q a história se passa na França (ok, vc deu nomes franceses aos personagens, mas isso não quer dizer muito, pois há franceses no mundo todo, né?), no período da 2ª GM. É como se vc fosse jogando isso pro leitor de forma desleixada, só pra explicar a construção da sua história. Acho que vc precisa trabalhar melhor o foco narrativo do seu conto. Talvez vc tenha que escolher algumas situações para deixar na história e outras para jogar fora, pra que o conto fique mais conciso. O javali é um outro bom exemplo: Apesar de ser o personagem-título, ele aparece como mero coadjuvante até o fim. Porque até o fim vc está contando a história de um cara que tenta sobreviver, primeiro à miséria, depois à guerra. E, de repente (de novo), o foco vira-se pro javali, mas só no finalzinho, com uma frase impactante pra fechar a história. Boa sorte!

    • Javalendo
      7 de junho de 2017

      Juliana, muito obrigado por suas críticas. Elas me são muito bem-vindas e são mesmo muito coerentes. Lamento pelo meu texto tão confuso e também por ter passado a impressão de desleixo por você, minha leitora. Até mandar o conto achava que o Baedd era o protagonista, mas vejo que me enganei e você me aponta isto. Também, como você, só vi globo da morte em circos. Desse jeito, julguei que estivesse tratando de algo meio óbvio. Bem, feedback não se fica justificando, então para com esse troço que pode ficar parecendo mimimi de perdedor. Feedback se aceita e se agradece e eu sou agradecido demais pela sua atenção e cuidado para comigo me apontando essas confusões e incoerências. Obrigado pelos comentários e votos de boa sorte. Saiba, Juliana, que eles estão sendo levados demais em minha consideração com vistas a melhorar minhas escritas.

  38. Ricardo Gnecco Falco
    29 de maio de 2017

    Olá autor/autora! 🙂
    Obrigado por me presentear com a sua criação,
    permitindo-me ampliar meus horizontes literários e,
    assim, favorecendo meu próprio crescimento enquanto
    criativa criatura criadora! Gratidão! 😉
    Seguindo a sugestão de nosso Anfitrião, moderador e
    administrador deste Certame, avaliarei seu trabalho — e
    todos os demais — conforme o mesmo padrão, que segue
    abaixo, ao final.
    Desde já, desejo-lhe boa sorte no Desafio e um longo e
    próspero caminhar nesta prazerosa ‘labuta’ que é a arte
    da escrita!

    Grande abraço,

    Paz e Bem!

    *************************************************
    Avaliação da Obra:

    – GRAMÁTICA
    Gramática boa. O que me atrapalhou um pouco foi a economia de vírgulas que o/a autor/a fez. Fora isso, tudo certinho.

    – CRIATIVIDADE
    Interessante abordagem. Ficou diferente das demais abordagens de guerra vistas aqui no Certame. Ganha pontos por isso.

    – ADEQUAÇÃO AO TEMA PROPOSTO
    100%. Temos javali, mala, roupas e óculos. Além do clima gótico que permeia a imagem temática.

    – EMOÇÃO
    Boa. Com bom ritmo, o/a autor/a vai conduzindo a história e levando os leitores pela mão até um final que, este sim, acaba por ficar aquém do esperado e, quiçá, merecido para esta boa obra. Faltou um impacto final, e não falo do tiro desferido no protagonista e no que em breve também o seria no animal, mas algo como uma reviravolta nesta mesma situação, que fizesse o leitor terminar sua apreciação da obra com um desejoso “Uau!”. Fica pro próximo! 😉

    – ENREDO
    Um enredo histórico-guerrístico (estou meio neologístico hoje…) que conta a história triste de uma família judia vivendo numa França em período pré-chegada dos nazistas. Como na História (com H maiúsculo), nesta história (com h minúsculo), o final também não é nada feliz para o protagonista judeu.

    *************************************************

    • Javalendo
      6 de junho de 2017

      Cá estava eu todo feliz a saborear sua introdução, até cair em conta que ela foi igual para todo mundo. Mas valeu demais mesmo assim, Ricardo. Paz e bem para você também (é tão bom receber esta saudação de Assis). Bem, que bacana que gostou do meu conto e o avalia tão bem. Vindo de você isto tem um gostinho especial. Puxa, fiquei feliz demais da conta com as suas palavras, amigo. Sou muito agradecido por elas, tá? Até estou pedindo para o nosso amigo Baedd lhe alegrar um pouco a tarde com um “numerozinho” básico. Não se assuste, ele está aqui numa “segunda encadernação” e todo pimpão ao meu lado. Puxa, que pena que o meu final não teve essa reviravolta aguardada. Quem sabe numa próxima oportunidade eu tenha a competência para uma virada mais bacana final. Bem, mais uma vez lhe sou agradecido, Ricardo. Paz e bem para você.

  39. Roselaine Hahn
    28 de maio de 2017

    Oi Javalendo, gostei bastante do seu conto, gostei da miscelânea, muito rico o enredo, as questões históricas inseridas, deu um charme à narrativa. Por vezes senti a leitura engasgar pela falta de vírgulas; confesso que me decepcionei com o final, esperava um número milagroso do javali no circo e a redenção do protagonista judeu, daí ele e o javali viravam uma celebridade, a família voltava, ganhariam o respeito da comunidade, e viveriam felizes para sempre. Bom, a história, mania de leitor-comentarista meter o bedelho.Sorte no desafio, abçs.

    • Javalendo
      6 de junho de 2017

      Puxa, Roselaine, acho que posso dividir as pessoas que tentam escrever em dois grandes grupos: as que adoram um final feliz por um lado e as que apreciam fechos mais tristes pelo outro. Confesso-lhe que sou mais desse segundo grupo. Mas, pera aí. Não era para ter começado esses comentários falando assim. Era para ter começado dizendo que vindo de você, alguém que admiro, a avaliação ganha sabor especial. Digamos que fica parecendo com o gostinho do algodão doce em domingo de manhã de criança no parque. Manja? Bacana demais saber que gostou, e para que seu dia fique ainda mais alegre, estou pedindo ao Baedd – aqui ao meu lado em espírito – para que lhe faça umas gracinhas aprendidas a duras penas, diga-se de passagem. Releve, eis que são meio simplórias demais as bobices dele, mas são feitas com muito sentimento e isto é algo que os javalis têm demais, você e eu bem o sabemos. Abraços agradecidos, Javalendo.

  40. Jorge Santos
    28 de maio de 2017

    Em Gaélico, Baedd significa javali. A universalidade deste conto começa aqui, no título (obrigado, wikipedia). Este conto é passado em França, antes da ocupação alemã na Segunda Guerra Mundial e conta a história de um judeu que trabalha num circo, no Poço da Morte, e que adopta um javali. Estão justificados os elementos da fotografia. O conto centra-se no anti-semitismo Nazi, que é sempre importante recordar, numa época em que a xenofobia parece estar, novamente, na “moda”. Está bem construído, usando uma linguagem clara e emotiva. Só parece destoar a actividade do personagem principal, estando o país em tempo de guerra e a dificuldade dele em ganhar dinheiro suficiente para ir para Cardiff. Seria mais plausível, por exemplo, se a família tivesse fugido por Portugal em direcção aos Estados Unidos, que era uma das rotas mais comuns para judeus em fuga nessa época.

    • Javalendo
      6 de junho de 2017

      Pelas suas palavras, Jorge, depreendo que gostou da minha história. Bacana demais isto. Fico feliz, sabe? Bravíssimo! você matou a charada do nome do conto. Parabéns e por conta disto estou pedindo ao meu Javali – em espírito é bom que eu diga, Baedd está aqui comigo – para lhe fazer uns números graciosos que a muito custo lhe foram ensinados. Ok, eu sei que são meio bobos, mas são os que ele aprendeu. Pensei em Cardiff por conta de questões familiares. Meu irmão morou lá e gostei do lugar quando por lá estive. Pois é, a América teria sido uma saída, não só os Estados Unidos. Tenho um ex companheiro de trabalho que veio para cá criancinha e fugido da Polônia com a família toda. E nem pensei em Portugal, confesso, me lamentando pelo lapso aqui. Mas também, há de convir que não sabia que teria amigos de além mar no certame. Valeu demais a sua avaliação. Abraços meus e do Baedd, Javalendo.

  41. Olisomar Pires
    28 de maio de 2017

    1. Tema: adequação presente;

    2. Criatividade: boa. artista judeu, também fazendeiro, encontra um javali e o treina pra número circense. Ambientado durante início do nazismo alemão, o artista é assassinado por sua origem judaica.

    3. Enredo: A trama é bem justaposta em suas partes.

    Há certa confusão entre as profissões do personagem,visto que circos costumam ser itinerantes, mas ele tinha propriedade e família instalada em contraponto aos filhos não estudarem.

    4. Escrita: No geral é boa. Algumas frases precisam de vírgulas ou pontos, nada que tenha atrapalhado muito a leitura.

    Entretanto, por existir tanta coisa acontecendo, o leitor-eu ficou esperando acontecer algo e quando aconteceu, de fato, o personagem morreu.

    Bom texto, mas sem aquela sensação de entusiasmo.

    5. Impacto: médio.

    • Javalendo
      6 de junho de 2017

      Puxa, receber um comentário assim do Olisomar é banquete para 500 talheres, é ser campeão da Champions League, é ganhar o desfile das escolas de samba na Marquês de Sapucaí… Bacana demais e Baedd comemora aqui – em espírito – sambando meio desengonçado ao meu lado. Pena que não consegui lhe arrebatar o entusiasmo. Bem, se ficou esperando algo acontecer e isto ocorreu, acho que poderia considerar que a sua expectativa, pelo menos em tese, tenha sido atendida, não é? Pois mandei os franceses entreguistas e anti semitas matarem o cara. Ok, ok. Entendo que queria mais e lamento não ter tido talento suficiente para tal. Tomara que de uma próxima vez eu tenha condições de lhe gerar um impacto maior. Abraços agradecidos demais, amigo, Javalendo.

  42. Neusa Maria Fontolan
    27 de maio de 2017

    Conto bem escrito, foi uma leitura fácil, pois o enredo foi bom. Mas porque que esse homem não foi embora quando teve oportunidade? Fiquei até brava com ele. O final me deixou tristeza.
    gostei do conto
    parabéns

    • Javalendo
      6 de junho de 2017

      Pois é. Acho que sou o culpado por ele não ter partido. Fazer o quê? Pão duro que fui, terminei por pedir para que ele ficasse mais um tempo para cobrar do tal austríaco e também vender a casa e a fazendinha. Meu propósito foi que com esta grana ele teria condições de dar melhores condições de vida aos filhos e Martina. Olha, Neusa, eu acho que uma das funções básicas da literatura é provocar emoções e aí, ao me confidenciar que a história te deixou tristeza, creio mesmo ter cumprido este objetivo que sinto seja muito importante. Tomara que a braveza tenha passado. Então, para que se alegre, estou pedindo ao Baedd para que lhe faça uns números que lhe foram a muito custo ensinados. Nós bem o sabemos que são meio bobinhos, mas ele os fará de coração e coração de javali também tem amor, sabe? Abraços agradecidos por ter gostado. Javalendo.

  43. Lee Rodrigues
    27 de maio de 2017

    A história é contada sem floreios, e nos mantêm atentos em cada virada de parágrafo, aonde os acontecimentos deixam implícitos a passagem de tempo. Não senti abarrotamento de informações, claro, com a possibilidade de explorar as potencialidades aqui existentes sem a limitação de palavras, por certo, seria mais apreciado. O que para mim, não altera a qualidade do enredo, tão pouco o brilho da narrativa.

    Mesmo em cima de um tema pesado, o autor imprime a leveza da amizade, margeando o caminho da inocência enquanto discorre sobre as vicissitudes da vida do seu persona, que contraditoriamente, encontra humanidade na figura que deveria ser a representação da selvageria.

    O fim não trouxe aquela coisa de virada impactante, mas deu aquele “apertãozinho” no peito, que às vezes, marca mais que situações mirabolantes.

    Os elementos da imagem que dão razão ao desafio estão presentes, e foi muito bom descobrir, segundo “Javalendo”, essa versão da história.

    • Javalendo
      6 de junho de 2017

      Tem uns comentários que nos chegam tal qual rompe a chuva naquele terreno seco e ávido da água, para fazer brotar suas sementes. Essas suas palavras tiveram esse dom e aí quero lhe agradecer demais por elas. Bacana ler a sua avaliação e perceber o quanto gostou da minha história. Olha, estou pedindo ao Baedd aqui para que lhe faça umas gracinhas, sei bem que são meio bobas, mas são as que ele conseguiu aprender, para assim alegrar mais o seu dia. Valeu demais da conta. Meu abraço de gratidão, Javalendo.

  44. Jowilton Amaral da Costa
    25 de maio de 2017

    Achei o conto médio. Está bem ambientado e bem escrito, no entanto, a história não me pegou. “…Tudo inútil e o que desconhecia é que javalis não conseguem olhar para o céu. Baedd era incapaz de enxergar o fuzil a lhe mirar a testa. “. Apesar desta frase estar bem bacana, não me impactou o suficiente. Boa sorte.

    • Javalendo
      6 de junho de 2017

      Olá, Jowilton, puxa, obrigado pelo seu comentário. Para alguém assim tão crítico como tenho reparado que é, ter o conto considerado como bem escrito já me soa como uma vitória e isto é bacana. Quem sabe de uma próxima vez eu possa lhe impactar mais. Abraços agradecidos pelo cuidado e atenção que teve para com a minha história. Javalendo.

  45. Vitor De Lerbo
    25 de maio de 2017

    O texto foi bem escrito e a descrição do crescente antissemitismo foi muito bem feita.

    Achei que elementos demais foram inseridos em um espaço muito pequeno: caça, fazenda, religião, preconceito, guerra, javali, globo da morte, mágica; a criatividade foi muito grande, mas, em certos momentos, o leitor acaba ficando com a cabeça muito cheia de informações.

    A cena final é muito bonita.

    Boa sorte!

    • Javalendo
      6 de junho de 2017

      oba, Vitor, que legal que tenha feito uma avaliação tão bacana do meu conto. Bacana mesmo, ainda mais que tenho reparado que se trata de alguém bem crítico. Sim, concordo que tem muita história para o tamanho permitido. O que lamento é que só me dei conta disso após ler os comentários. Fazer o quê? Nada, né? Gostei também que tenha achado bonita a cena final da morte dos dois. Abraços agradecidos, Javalendo.

      • Vitor De Lerbo
        8 de junho de 2017

        Não se preocupa, isso é bastante normal. No meu texto também aparecem vários comentários apontando coisas óbvias que só percebi depois de alguém dar um toque – imagino que isso aconteça com todo mundo. Ficamos tão imersos no conto que, muitas vezes, o que consideramos ser o ponto forte é justamente o calcanhar de Aquiles.

        Mas não renuncie à criatividade! É mais fácil escrever uma space ópera e depois lapidá-la do que tirar leite de pedra rs

        Boa sorte!

  46. Evelyn Postali
    24 de maio de 2017

    Oi, Javalendo,
    Gramática – Sinceramente? Não sei se vi erros de grafia ou repetição de ideias porque me envolvi na leitura e simpatizei com o javardinho e sua sina na família judia.
    Criatividade – É um conto diferente. Fala de guerra, fala de circo, fala de crueldade, mas fala também de amizade e lealdade, de acolhimento, de luta por espaço, por um lugar ao sol, ou à sombra, porque também a sombra faz bem. O estranho da coisa é o conto ser narrado por alguém que, no meu entendimento, morreu no final. A fora isso, está tudo ok.
    Adequação ao tema proposto – Eu vi o homem, eu vi a mala, eu vi o javali. Está dentro do tema.
    Emoção – Talvez existam muitos elementos dentro da história, mas consegui vislumbrar lugar para todos eles à medida que lia. O limite de palavras pode ter contribuído para a pressa de tudo.
    Enredo – Começo, meio e fim entrelaçados. Não vi nenhuma incoerência na sua história.
    Boa sorte no desafio!
    Abraços!

    • Javalendo
      6 de junho de 2017

      Olá, Evelyn, ter recebido essa sua avaliação me alegrou demais a tarde, sabe? Até vou pedir ao Baedd (não se assuste, é que nesse meu espaço mágico os seres se despedem desse jeito de existência, mas continuam narrando a história e até atuando no circo. Veja só que maluco.) que lhe faça algumas gracinhas bem bonitinhas que lhe foram ensinadas alegrando também o seu dia. Esse comentário, assim tão bacana, vindo de alguém que escreve tão bem e que admiro, reforça a minha satisfação com suas palavras, viu? Abraços agradecidos, Javalendo.

      • Evelyn Postali
        8 de junho de 2017

        Sou grata pela leitura. Abraços para você e para o Baedd também kkk Baci!

  47. Priscila Pereira
    24 de maio de 2017

    Oi Javalendo, seu conto é interessantíssimo, da vontade de continuar lendo para saber do resto da estória. Como muitos já disseram, a trama ficou apertada demais pelo limite, você deveria ter limpado um pouco para o desafio e depois ter escrito tudo que sua criatividade mandasse para finalizá-lo. Gostei bastante! Parabéns e boa sorte!!

    • Javalendo
      6 de junho de 2017

      Nossa, Priscila, que comentário mais bacana você dirige à minha história. Puxa, fiquei feliz, sabe? Pois é, também concluo, a partir dos comentários (pena que não foi antes) que precisava ter cortado mais. Fato é, Priscila, que quando terminei o primeiro rascunho havia mais de 3.400 palavras. Aí apanhei da faca e saí cortando palavras e mais palavras. O que não sabia é que, mais do que palavras, necessitava ter me livrado de temas mais periféricos ao enredo. Fiquei feliz, reitero, que tenha gostado bastante do conto. Abraços agradecidos, pedindo ao Baedd que alegre o seu dia fazendo umas bobices bonitinhas que lhe foram ensinadas para o circo, Javalendo.

  48. Mariana
    23 de maio de 2017

    Esse é um conto que merece muito mais que duas mil palavras. Uma grande quantidade de pontas, algumas que ficaram em aberto (qual foi o destino do restante da família?). O tema do antissemitismo é forte e o final deixa um aperto no coração do leitor, feridas que ainda sangram em todos nós. Realmente, autor, o estenda e traga para nós as próximas versões. Abraço.

    • Javalendo
      6 de junho de 2017

      olá, Mariana, também constato, pena que tardiamente, que o conto era merececor de uma maior extensão. Quando terminei o primeiro rascunho me dei conta de que havia mais de 3.400 palavras e então peguei a faca e comecei a cortar e cortar. Mas vejo que me preocupei em me livrar mais de palavras do que dos temas periféricos dentro da história. Pena que não guardei o primeiro rascunho. Mas estou pensando mesmo em reescrever a história sem que esteja pairando sobre a minha cabeça essa espada de Dámocles do limite das palavras. Sim, trata-se de um tema que continua sangrando nesses tempos de tanto preconceito e violência no mundo. Ah, sobre a família, te conto que eles se deram bem em Cardiff. Para sobreviverem naqueles tempos bicudos da guerra, Thierry e Berthe passaram a formar uma dupla de mágicos mirins, atuando nas praças da cidade. A família sobreviveu com Martina ao lado a vender guloseimas, o que sabia fazer muito bem. Abraços agradecidos pelo seu comentário tão bacana. Javalendo.

  49. Luis Guilherme
    23 de maio de 2017

    Olá, amigo, tudo bem?

    Gostei do conto! A linguagem empregada me agradou, tornou o conto fluente e fácil de ler. Não notei erros gritantes de português, só alguma coisa de pontuação, mas nada que tenha comprometido o todo.

    Gostei bastante do enredo, mas acho que talvez ele merecesse mais espaço. Daria um belo conto de 5 mil palavras, talvez. Isso não é uma crítica, é só uma colocação.

    O ritmo do conto é bom, também, e o desfecho é bem forte e pesado.

    Gosto muito da temática abordada, e quando percebi que se trataria disso, seu conto cresceu em importância, pra mim.

    Enfim, belo trabalho. Parabéns e boa sorte!

    • Javalendo
      6 de junho de 2017

      Nossa, Luis Guilherme. Suas palavras nesse comentário me deixam alegre demais. Bacana saber que gostou do conto, da temática e do enredo. Olhe, amigo, concordo plenamente com você quanto ao tamanho da história. Conto-lhe que ao terminar o primeiro rascunho me dei conta de que havia mais de 3.400 palavras!. Precisei cortar demais e agora estou lamentando não ter preservado essa primeira versão. Mais uma vez meus agradecimentos pelo seu comentário. Abraços, Javalendo.

  50. Olá, Javalendo,
    Tudo bem?
    Adorei o pseudônimo.
    Vamos ao seu conto.
    Você, sem sombra de dúvida, escreve muito bem. Criou uma história interessantíssima, rica em detalhes e nuances. Uma trama que emociona e que transporta o leitor para o universo criado pelo autor.
    Creio que se há um problema para se apontar em seu texto seria justamente o seu maior aliado. O excesso de criatividade do autor, às vezes também pode atrapalhar. O limite do desafio, talvez, tenha sido o seu maior inimigo. Muita coisa para contar em muito pouco espaço. Nesses momentos, quem escreve precisa olhar para sua criação e pensar. O que aqui faz realmente parte da trama. Os agricultores? O fato de o protagonista ser Judeu? O circo? A mágica? O globo da morte? A dificuldade financeira? A amizade homem javali? A perseguição à dupla na floresta? Decidido isso, é preciso que se corte na carne tudo que é excesso. Sei que essa não é uma tarefa simples. Mal consigo cortar uma palavra ou duas de um texto meu, imagine uma parte da própria trama…
    Seu conto merece uma narrativa mais longa. E digo isso pois gostei muitíssimo do mundo que você criou.
    O final (penúltima frase), ao menos para mim, foi o ponto alto. O fato de o javali não poder olhar para o céu, me enterneceu. Um detalhe de personagem que demostra pesquisa e que havia passado batido para mim. Achei a imagem linda e triste.
    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.
    Beijos
    Paula Giannini

    • Javalendo
      6 de junho de 2017

      Puxa, Paula, que legal chegar aqui e poder ler esses seus comentários fiquei todo tralalá tralalá. O peito em festa e o coração a gargalhar. Estão bacanas demais. Não imagina o quanto me deixaram feliz. Pois é… precisava ter cortado ainda mais. Sabe, ao terminar o rascunho primeiro me dei conta de que havia mais de 3400 palavras! Mas mais que cortar palavras, estou vendo que deveria ter sacado o conto de assuntos periféricos. Terei mais cuidado nas próximas vezes (a poda é fundamental para que haja frutos, mas é dolorida, como você também constato). Sobre essa coisa do final que os javalis não olham para o alto, conto-lhe que há uns anos visitei uma fazenda de criação de porcos e lá fiquei sabendo, pelos tratadores, que quando sofrem ataques (os machos padreadores são imensos e agressivos) eles correm para subir em algo. É que a coluna desses bichos tem uma curvatura para baixo na dianteira impedindo-os de olharem algo mais acima deles. Mais uma vez lhe agradeço. Chiques seus comentários. Javalendo.

  51. Ana Monteiro
    23 de maio de 2017

    Olá Javalendo. Gostei muito do seu conto. Mas vamos por partes: a nível da gramática e ortografia não tenho nada a apontar. Para um bom desenrolar da ação precisava de mais espaço; 2000, são poucas palavras para a história que quis contar e ao ritmo que pretendeu dar-lhe. Daí que, a meio,por duas ou três vezes, aparecem informações pouco consubstanciadas por um antes. Mas o essencial, creio, ficou lá. Gostei muito da ideia de transformar o javali em animal de estimação (já estou a ficar cansada de os ver tão mal amados em muitos contos de javali). Assim, você deu a ternura e também a tragédia. O seu conto tem muita emoção e bem doseada. Também é criativo. Só lhe achei um senão: foge um pouco ao tema proposto,ou seja,enquanto fui lendo e vendo o filme mentalmente, aquela foto não se me desenhou na imaginação. Mas está muito bom e você domina muito bem o que diz e o como diz e isso é o mais importante de tudo para quem escreve. Parabéns boa sorte!

    • Javalendo
      6 de junho de 2017

      oi, Ana, puxa, que legal o seu comentário. Nossa, que bacana que tenha gostado do meu Baedd. Uma explicação sobre a questão da imagem, na minha cabeça ela está presente na volta do circo, pouco antes do assassinato dos dois. Ele volta com a mala e o Baedd para soltá-lo no mesmo lugar onde fora pego e depois fugir para o outro lado do Canal da Mancha. Concordo que a minha história era mais bem espaçosa do que o permitido. Ao terminar o primeiro rascunho me dei conta que, mesmo sendo frugal no uso das palavras, o conto tinha mais de 3400 palavras. Bem, que bom que não cortei o essencial, não é? Abraços alegres pelas suas palavras. Javalendo.

  52. Milton Meier Junior
    22 de maio de 2017

    Bom conto. Não acho que faltou coerência, o autor apenas seguiu o fio da história que queria contar. Elementos demais? Talvez um pouco, mas não tira o interesse da narrativa. Bem escrito e gostoso de ler. Parabéns!

    • Javalendo
      6 de junho de 2017

      oba, Milton. Bacana que tenha gostado do meu conto e que tenha visto coerência na narrativa o primeiro comentário me deixou preocupado. Legal, fiquei feliz. Valeu mesmo, abraços, Javalendo.

  53. Anorkinda Neide
    21 de maio de 2017

    Olá!
    Olha.. o texto é bom, os dois primeiros parágrafos super caprichados, vc sabe o que faz.
    mas… (lá vem o mas) achei muita ideia pra pouco conto, achei bem uma mistureba de elementos, judeus, agricultores? porque tinha a plantação de batatas, depois o globo da morte, os planos de ilusionismo e amestrar o javali, os ataques nazistas, a fuga e o fato de nao fugir e entrar no globo da morte, ja uma vez ja houvera quebrado a bacia?! e o final trágico.. sei lá.. pegou pesado, forçou, sabe? acho q vc deveria ter pisado o pé o freio.. o javali como bixim de estimação da casa já tava super fofo, continuasse assim.. rsrs vc colocou coisas demais e acabou perdendo o foco e muitas vezes a coerência.
    Abração e boa sorte

    • Javalendo
      7 de junho de 2017

      Só para lhe dizer que já conversei com o espírito de porco do Baedd, meu Javali, sobre a confusão que me arrumou ao pedir que enfiasse, no conto dele, tantas pessoas e situações. Reclamei: viu o que arrumamos logo no primeiro comentário que nos chegou? Ele se ajoelhou – Javalis, tais como os anões, também se ajoelham – e, de patas dianteiras juntas, me jurou que não tinha nada com isto. Que a culpa havia sido toda minha, que ele é só um pobre Javali e que o cara que se arvorou em escrever algo sobre ele fui eu. Estou propenso mesmo a acreditar nisto. Fazer o quê? Bem, obrigado por considerar meu “texto bom”, confesso que fiquei intrigado com esta expressão em sua avaliação. Agradeço por me apontar os defeitos. Tentarei, numa nova oportunidade, não ser incoerente e manter o foco, não me desviando por essas vielas javardianas que há por aí. Agora cá está o bichinho a me pedir para fazer umas gracinhas pra você. Está a me dizer que quer cumprir isto porque você gostou do conto. Claro que o repreendo e lhe digo para se manter quieto. Ficaria chato uma dancinha básica nessa hora. Tenho receios de que pensaria que a estivéssemos tentando cooptar, ter mudada a opinião e a consequente nota. Bem, escrevo demais e acabo ficando confuso de novo e perdendo o foco. Então termino, obrigado pelas críticas e quero lhe dizer que foram muito bem-vindas. Com certeza que estão sendo levadas em conta. Eu reflito sobre todas elas. Meu intuito mesmo é aprender a escrever.

      • Anorkinda Neide
        10 de junho de 2017

        Então.. eu vi q ele era um javali fofinho.. hahaha
        Quando me refiro a um bom texto, é pq está bem escrito, é limpo, claro e nao apresenta erros gritantes.
        Depois de ver isto eu falo sobre o enredo, e foi aí que fiz as críticas que não foram feitas por mal e vc bem entendeu 😉
        Condensar nossa imaginação nesse aprisionamento de palavras é uma tarefa árdua, ou alguém disse q era fácil? rsrs
        Abração, amigo

E Então? O que achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Informação

Publicado às 20 de maio de 2017 por em Imagem - 2017 e marcado .