EntreContos

Literatura que desafia.

A Dívida (Puro Vodu)

Gabriel acordou com um barulho de choro.

Apanhou um candeeiro sobre a mesa e foi até o quarto da mãe para avisar que o caçula estava chorando, mas a cama estava vazia, assim como o resto da casa. Saiu pelo corredor, guiado pelo ruído que aumentava a cada passo, abriu a porta de duas folhas, e olhou o quintal.

A noite era toda silêncio e desolação. Nenhuma estrela, ou pio de coruja, nenhuma brisa que trouxesse alívio, só aflição e um prenúncio de perigo.

Saiu andando pelo caminho em declive. A areia molhada escorregava sob seus pés descalços. Perdeu o equilíbrio quando chegou aos currais e se apoiou nas tábuas da cerca para não cair. Quando se firmou e elevou o candeeiro para enxergar ao redor, viu um homem estranho se aproximando, saindo de uma vereda entre as árvores. Usava um chapéu engraçado e uns óculos que escondiam metade do seu rosto, na mão esquerda levava um animal que Gabriel imaginou ser um cachorro alto, mas possuía um focinho longo de porco com chifres nas laterais.

– O Javali!

Gabriel estremeceu ao reconhecer o bicho e o seu dono.

Os dois foram até a portinhola do chiqueiro, o animal farejava o ar e tentava se soltar da corrente. O homem pousou uma mala grande que trazia na mão direita sobre o chão, e soltou o javali.

Livre, o animal pareceu aumentar de tamanho. Com uma força que o menino não imaginava que ele possuía, quebrou as tábuas do cercadinho com violência e investiu sobre um pequeno animal que se agitava no fundo do terreno. Em poucos segundos lhe rasgou a barriga e arrancou um dos braços. Com a pequena perna teve alguma dificuldade, precisando puxá-la várias vezes até arrancar do corpo, produzindo um som misturado de ossos quebrando e pele sendo rasgada.  O espetáculo sangrento causava uma forte náusea no garoto, mas foi só quando o monstro arrancou a cabeça de sua vítima e a jogou perto dos seus pés que a sensação de nojo se transformou em horror. Olhou para a cabeça no chão e viu que havia acabado de encontrar seu irmão.

Para o seu completo desespero, o homem virou em sua direção e avançou sobre ele. Gabriel tentava correr, mas não conseguia.  Chorava com desespero e gritava o mais alto que podia, esperando que alguém aparecesse para salvá-lo, sentiu a mão do estranho pousar sobre seu ombro e sacudi-lo com suavidade.

– Acorde, Gabriel, acorde…

Sua esposa colocou a mão em seus cabelos e fez um afago. Falava olhando diretamente para o seu rosto para que ele conseguisse ler seus lábios. Gabriel era surdo desde os cinco anos.

– Foi o mesmo pesadelo?

Ele respondeu balançando a cabeça.

Anna consolou o marido com um abraço e perguntou se ele queria um copo de leite quente com açúcar.

-xxx-

Vinte anos antes, Gabriel vivia com os pais em pequena comunidade de agricultores e criadores de gado, a curta distância de uma vila. O pai ia todas as semanas levar produtos do sítio para negociar, às vezes, levava o filho junto.

Todos os anos, no mês de julho, todos os sitiantes da sua cidade e das vizinhas promoviam a Feira da Colheita, era comum vir gente de lugares mais distante, forasteiros tentando ganhar dinheiro com venda de tônicos ou apresentações artísticas.

Naquele ano o volume de chuva superou todos os outros. A força da água quebrou algumas barragens e derrubou árvores, a estrada de areia agora era um lamaçal que emperrava as carroças e encharcava os cestos com legumes e animais. A estrada lodosa cobrava o dobro do tempo para ser terminada, e as patas dos cavalos, resvalando no solo, faziam a marcha seguir ainda mais lenta

Entediado com a lentidão da viagem, o menino se distraía olhando as carroças vizinhas. Entre todas, uma se destacava pelas cores berrantes, seguia devagar, o homem que a conduzia era muito alto e extremamente magro, vestia calças muito justas, e uma camisa larga e brilhante.

Por um instante as carroças se emparelharam e o homem se virou para ele e sorriu acentuando seu queixo pontudo, não havia nada de assustador no homem, mas Gabriel sentiu um arrepiou que lhe gelou a alma.

À medida que iam chegando, os visitantes se espalhavam pela cidade que fervilhava de gente fedor e barulho. Gabriel e seu pai se afastaram do centro e o menino perdeu aquele estranho de vista.

-xxx-

Pedro estava amarrando varais com bandeirinhas pelas árvores da praça quando viu o homem magro com roupas estranhas arrastando uma mala enorme. Pulou do galho em que estava e caiu quase aos seus pés. Ficaram um instante se olhando em uma comunicação sem palavras, enquanto a chuva destruía um pouco mais o couro estalado da velha mala.

O garoto não chegara perto para fazer amizades, estava faminto e só pensava em arrumar alguns cobres de qualquer um. O tipo lhe pareceu ingênuo e amigável, a vítima perfeita para seus pequenos furtos. Sem dar chance à recusa, foi logo se oferecendo para ajudar e metendo a mão na alça da mala.  Largou as bandeirolas pelo chão e saiu acompanhando o homem até uma espécie de tenda colorida em um local afastado.

-xxx-

Dois dias depois, a maior parte das barracas estava montada e os moradores locais também preparavam seus produtos.

Um pouco além dos limites da cidade, a viúva Miranda torcia com destreza o pescoço da terceira galinha, suas gêmeas, sentadinhas ao redor de um balde de madeira, jogavam lá as penas das defuntas, já degoladas.

A tarde avançada com rapidez. Miranda levou as galinhas limpas, evisceradas e desmembradas para a panela de barro sobre a trempe. Em pouco tempo o ensopado espalhava uma fumaça branca pela casa. Era dia de quermesse, e as meninas, já arrumadas, esperavam as tortas ficarem prontas para acompanharem a mãe até a praça. Enquanto observava a comida, ouvia o bulício das filhas correndo pela casa. Deviam estar impacientes, seria a primeira vez que ajudariam a mãe na feira. Miranda foi até o porão para pegar as ervas que estavam marinando um porco na dispensa e demorou-se mais do que previa. Quando subiu para a cozinha viu que tudo estava em completo silêncio. A porta da rua fora deixada aberta e o vento entrava, balançando a toalha sobre a mesa.

Quando Pedro acordou ainda estava entorpecido pela beberagem. Tentou se soltar das cordas que o prendiam sentado a um poste de madeira mas elas estavam tão firmemente atadas, que haviam ferido seus braços e barriga. Gritou, mas ninguém apareceu.  Lembrava vagamente de como havia chegado ali, do homem magro, da tenda que parecia muito maior por dentro do que por fora, os objetos estranhos, a garrafa azul, e de um objeto de prata brilhante que não pôde tocar. E aí o véu da escuridão caiu sobre seus olhos.

-xxx-

Miranda correu até o quintal, chamando pelas filhas, logo os vizinhos apareceram atraídos pelos gritos. Fizeram equipes e se espalharam por um raio que se estendia a partir da casa da mulher até onde a extrema os sítios se encontravam com área urbana, margeando o rio.  

Somente um pescador as havia visto, falou que tentara detê-las, enquanto avançavam para a parte funda da água, primeiro chamando seus nomes e depois entrando no rio para chegar até elas.

– Elas pareciam não me ouvir…

-xxx-

Pedro já estava amarrado no poste há alguns dias. Ninguém havia aparecido para lhe soltar, e nunca mais havia visto o homem da mala. As cordas estavam ficando mais frouxas, mas sem beber nada há vários dias, ele sentia muita fraqueza e fortes dores de cabeça. Suas feridas causadas pelo aperto das cordas estavam atraindo formigas que lhe mordiam a carne exposta. Estava a ponto de desmaiar quando ouviu passos se aproximando. Gritou com todas as forças que ainda tinha. Logo em seguida o homem alto apareceu. Ao seu lado, acorrentado pelo pescoço, o javali farejava o odor forte do seu sangue.

-xxx-

Durante aquela semana, muitas outras crianças se perderam, a população se desesperava, os pais reclamavam com o prefeito, a polícia investigava todas as casas, barracas, tendas. Nada das crianças. Ninguém, além do Padre Thomas, deu conta do desaparecimento de Pedro. O ladrãozinho não tinha mãe, e era filho de um lenhador bêbado que gastava tudo o que recebia com bebidas e prostitutas. Depois de muitas surras o menino entendeu que era mais fácil morar na rua, e sempre que pedia, o padre lhe dava abrigo em troca de pequenos serviços. A polícia ainda interrogou alguns suspeitos, mas ninguém conseguiu provar nada e logo todos foram liberados. Era questão de tempo para que desistissem das buscas e a cidade se vestisse de luto.

-xxx-

Ao todo vinte e cinco crianças desapareceram misteriosamente naquele ano, sem pistas, sem corpos, sem consolo.

A feira acabou acontecendo, mas com quase nenhuma participação dos moradores locais. Antes que o último dia chegasse, os comerciantes já levantavam suas tendas e colocavam o que sobrara de volta nas carroças, contabilizando os prejuízos.

Gabriel e seu pai iam e vinham com os cestos, as madeiras e os panos, colocando tudo de volta na carroça, pois partiriam naquela tarde. O movimento no início da estrada estava grande. A chuva, afinal, parara de cair, e agora era um barro quebradiço que cedia sob as patas dos cavalos.

Antes que partissem Gabriel avistou o homem das roupas coloridas, desta vez não estava com a indumentária de costume, mas usava uma sobretudo marrom que lhe chegava quase aos sapatos, e levava na mão esquerda um enorme javali acorrentado.

Quando chegou perto, o homem parou junto ao menino e falou. Gabriel ainda estava aprendendo a arte de ler lábios, mas lhe pareceu que o homem havia sussurrado a palavra “dívida”.

Assim que o homem se afastou, o garoto correu até o pai para mostrar aquela figura sinistra se afastando. O homem olhou, preocupado, para o menino.

– Não há ninguém aí. Vamos embora, meu filho.

Até ficar adolescente, sonhou repetidas vezes com o javali devorando seu irmão, mas Gabriel era filho único.

Depois de alguns anos pensou que nunca mais iria sonhar. Mas os pesadelos voltaram quando nasceu o seu primeiro filho, felizmente, sem problema de audição.

Durante as noites silenciosas, o menininho ouvia o som irresistível de uma flauta reluzente e sonhava ir ao encontro do homem que a tocava junto à sua janela de seu quarto.

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19 comentários em “A Dívida (Puro Vodu)

  1. Jose bandeira de mello
    26 de maio de 2017

    Eh evidente que o autor(a), sabe escrever, dada a facilidade com que flui nos cortes temporais e numa linguagem narrativa que, sendo absolutamente objetiva, da ao leitor a sensaçao de estar vendo a cena diante de si. Se nao houvesse a escolha por um enredo absolutamente rico e original, essa tecnica de escrita ja garantiria a esse conto um nota diferenciada. Entretanto, a trama infantil ganha ares de misterio e ate terror, ( destaque a impressionante cena do inicio) com alusoes a fabulas consagradas, que levam o leitor ao desejo de desvendar logo o misterio. Cenas fortes como corte de cabeça de bebes, afogamentos e lambidas em feridas expostas, sao retratadas com incrivel elegancia.
    Mas acho que “divida” pode passar discreto para quem o le numa passada de olhos, pela quantidade de textos aqui expostos (muitos pesados em.demasia) e tambem pela sutileza com que os misterios e as chaves do conto se revelam ao leitor. E ha ainda os que nao conhecem o Flautista de Hamelin… Esses entao irao voar.
    Pequnos.erros de pontuaçao talvez denunciem uma certa rapidez do autor(a) ao digitar, ou mesmo escrever o conto. Penso que uma revisao rapida e um enxerto de situaçoes que marquem mais a intensao do autor(a), possam contribuir muito para que esse conto se torne ainda mais interessante. Congratulo-me e desejo sucesso.

    • PURO VODU
      26 de maio de 2017

      Olá, José. Agradeço à leitura e comentário, parece que encontrei um apreciador de contos de terror, que sorte. A correção dos erros ficará para o final do desafio, por enquanto eu já acho ótimo alguém ter apreciado a sutileza e o modo como eu inseri as informações de maneira pouco direta. Realmente dá um pouco mais de trabalho para o leitor montar as peças, principalmente tendo 62 contos para ler. Mas os leitores daqui são muito espertos, estão acostumados a ler nas entrelinhas como vc fez. Vamos esperar para ver o que acontece. Abraços.

  2. Sick Mind
    25 de maio de 2017

    Esse texto precisa de um pouco mais de polimento para brilhar. Algumas construções ficaram repetitivas, outras pareceram ter medo de ousar. O enredo tinha bastante potencial para tensão, mas as diversas partes do texto, que nem sempre se juntaram mto bem, atrapalhou um pouco acompanhar toda a história.
    A flauta, só foi explorada no final e não causou mto impacto. Talvez, se ela tivesse surgido na metade do texto, claramente induzindo crianças a se afogarem, o terror dessa imagem ficaria mais forte. Assim como o garoto amarrado, ele poderia ter ouvido a flauta ao invés de passos se aproximando.
    Tem alguns erros espalhados por aqui e ali, mas parecem de alguém que teve pouco tempo para revisar.

    • PURO VODU
      26 de maio de 2017

      Olá, Sick Mind. Você tem toda a razão. Eu vinha escrevendo um conto, aí meu computador pifou e um dia antes do último dia do prazo, o técnico arrumou. Mas não aproveitei o texto antigo, fiz um novo no último dia, nas últimas horas. Então ficou mesmo sem revisão nenhuma. O preço é que as pessoas não vão gostar do conto, embora eu acredite que quando for revisado ele ficará muito bom. Estou lendo as sugestões e gostei muito das suas. Agradeço pela leitura e comentário. Abraços e sorte no desafio.

  3. Andreza Araujo
    24 de maio de 2017

    Que medo! Hahahah Achei interessante o fato de apenas as crianças ouvirem e verem o tal homem misterioso. Isso explica por que as crianças desapareceram sem vestígios. As gêmeas morreram afogadas? Bem, mesmo que não tenham morrido, foi uma clara tentativa de homicídio, então isto deixa claro que o homem queria matar as crianças. O que ele ganharia com isso (ou não) não é relevante para a história, afinal, pode ser apenas uma entidade má e ponto.

    Entretanto, me incomodou o fato do conto citar uma tal “dívida” sendo que isto não é explorado. Que dívida as crianças teriam com o homem? Achei brilhante o fato do menino não ter sido uma vítima porque era surdo. E o pesadelo dele pode ser uma espécie de aviso sobre o que está por vir. Acho que você fez um excelente conto para o desafio, só me incomodei um pouquinho de nada com o excesso de divisões no texto.

    • PURO VODU
      24 de maio de 2017

      Ah, se eu pudesse te dava um abraço, mulher! Eu sei dos problemas do meu conto, mas, até que enfim alguém curtiu a história e sentiu o terror que tentei colocar para os leitores. Vamos à Dívida. O assassino nada mais era do que o famigerado Flautista de Hamelin, notório bandido sequestrador de criancinha. A dívida do conto é a do Gabriel para o Flautista, porque, tendo escapado de ser levado pelo assassino, ficou (na cabeça do flautista) com a dívida de uma criança. Essa criança seria o seu próprio filho que o vilão foi buscar vinte anos depois do evento. Espero que agora goste mais do conto. Valeu!

  4. Ricardo Gnecco Falco
    23 de maio de 2017

    Olá autor/autora! 🙂
    Obrigado por me presentear com a sua criação,
    permitindo-me ampliar meus horizontes literários e,
    assim, favorecendo meu próprio crescimento enquanto
    criativa criatura criadora! Gratidão! 😉
    Seguindo a sugestão de nosso Anfitrião, moderador e
    administrador deste Certame, avaliarei seu trabalho — e
    todos os demais — conforme o mesmo padrão, que segue
    abaixo, ao final.
    Desde já, desejo-lhe boa sorte no Desafio e um longo e
    próspero caminhar nesta prazerosa ‘labuta’ que é a arte
    da escrita!

    Grande abraço,

    Paz e Bem!

    *************************************************
    Avaliação da Obra:

    – GRAMÁTICA
    Faltou revisão. Muitos problemas, de pontuação em sua maioria, como ex.: “…cidade que fervilhava de gente fedor e barulho.”,”…Miranda torcia com destreza o pescoço da terceira galinha, suas gêmeas, sentadinhas ao redor de um balde de madeira…”. E outros: “…era comum vir gente de lugares mais distante…” , “A tarde avançada com rapidez.” , “…a partir da casa da mulher até onde a extrema os sítios se encontravam com área urbana…” , “…junto à sua janela de seu quarto.”

    – CRIATIVIDADE
    Mediana. A figura sobrenatural de um tipo de aliciador infantil não fugiu muito do óbvio, mas o terror ficou bem contrastado com a ambientação da história e a passagem de geração deu um bom tom à narrativa.

    – ADEQUAÇÃO AO TEMA PROPOSTO
    Dentro do tema. Tem javali, mala e vestes conforme a figura-tema.

    – EMOÇÃO
    A história poderia ter rendido mais emoção. Pouco medo/terror para o que ficou parecendo que o/a autor/a pretendia transmitir. Os melhores momentos foram no início (sonho do protagonista adulto) e no sumiço das gêmeas. Depois, e principalmente ao final (quando deveria existir um impacto maior para fechar a história), o/a autor/a optou, e errou — a meu ver, claro –, por inserir mais elementos a uma trama que não precisava de mais elementos (flauta, musiquinha…), mas sim, e apenas, de um fechamento contundente.

    – ENREDO
    Deficiente auditivo tem pesadelos recorrentes com um sinistro personagem que lhe assombra as noites. Tal personagem pertence ao passado do protagonista que, quando criança, foi poupado da morte pelo mesmo que, sentenciando-lhe uma dívida, volta para cobrá-la, assombrando seu filho.

    *************************************************

    • PURO VODU
      23 de maio de 2017

      A musiquinha e a flauta foram necessárias para que o leitor percebesse que o vilão era o Flautista de Hamelin. Acabou que esta revelação ficou sutil demais, e as pessoas não perceberam, apesar das pistas. O final é o Flautista vindo buscar o filho do Gabriel, cobrando a dívida de não ter conseguido pegá-lo quando criança, porque ele (Gabriel) era surdo, e não foi seduzido pelo poder da flauta. O terror fica implícito ali, na medida em que o leitor sabe o que acontecerá com o filho de Gabriel, quando o flautista, que já está na janela do garoto, puser as mãos nele. É isso. Agradeço o seu comentário.

  5. Evelyn Postali
    21 de maio de 2017

    Oi, Puro Vodu,
    Gramática – Não existem erros aparentes. Isso é bom.
    Criatividade – Gostei do tema. Meio que um flautista de Hamelin com javali quando retorna para cobrar a dívida dos habitantes da cidade.
    Adequação ao tema proposto – Estão presentes os elementos da imagem, mas sinceramente, a presença deles não tem relação alguma com o restante da história.
    Emoção – Ficou perdida no vai-e-vem das partes desconectadas. Perdeu um pouco o sentido da coisa toda. Quebrou a sequência. Apesar de eu ter entendido que o rapaz do começo era uma das crianças da cidade ou vila que não desapareceu naquele tempo, esse ponto ficou enfraquecido.
    Enredo – Talvez a reescrita tornando menos fragmentada a parte central do conto deixe o conjunto melhor.
    Boa sorte no desafio!
    Abraços!

    • PURO VODU
      21 de maio de 2017

      SPOILER ALERT Parabéns, Evelyn, o vilão é o Flautista de Hamelin misturado com terror e com a inserção do tema foto do javali. A dívida não era da cidade com ele, mas do menino Gabriel, que só escapou de morrer porque era surdo. Os pesadelos voltaram a ocorrer porque a mulher dele teve um filho não surdo, ou seja, uma criança que podia escutar o som da flauta, então o flautista ia voltar para pegar o filho dele.

      • Evelyn Postali
        21 de maio de 2017

        Obrigada por esclarecer isso. Passou despercebido para mim. Agora liguei todos os pontos e como foi falha minha, estou reavaliando o seu conto.
        Obrigada outra vez!

  6. Lucas F. Maziero (@lfmlucas)
    21 de maio de 2017

    Difícil avaliar este conto. O começo até me agradou, mas depois a leitura se tornou enfadonha. Houve uma mixórdia de acontecimentos que não se entrelaçaram devidamente. E de repente no final surge o elemento da flauta irresistível e do homem que a tocava, o que, para mim, ficou sem sentido.

    Sobre a escrita, não está ruim. Não desanime, é só minha opinião. Se você rearranjasse os acontecimentos, o conto não ficaria mau, como por exemplo no parágrafo:

    “Pedro já estava amarrado no poste há alguns dias.”

    Por que ele precisou ficar amarrado tantos dias assim? O homem queria-o sofrendo? Além do mais, o que pretendia o homem ao sequestrar as crianças?

    Em todo caso, pode ser que eu tenha entendido tudo errado.

    Parabéns!

    • PURO VODU
      21 de maio de 2017

      SPOILER ALERT Lucas, boa noite. Bem, o texto tem como antagonista o Flautista de Hamelin, ele atrai as crianças com a sua flauta, mas no caso de Pedro, o próprio menino se ofereceu para ajudar o homem. Ele amarrou o Pedro enquanto pegava outras crianças, depois voltou para matar o menino, que nem estava sendo procurado porque era uma criança em situação de risco (menino de rua). Você tem razão, fiz o texto no último dia do prazo e joguei sem revisão. Isso não é desculpa, mas vou arrumar todo ele no fim do desafio. Assim como no conto original, ninguém sabe exatamente o que o flautista faz com as crianças. Como tinha que inserir o homem e o javali eu coloquei o javali para ser o bichinho de estimação do flautista, as outras crianças foram as demais vítimas. Espero ter ajudado.

      • Lucas F. Maziero (@lfmlucas)
        21 de maio de 2017

        Agradeço a sua resposta. Claro, ajudou.
        Como eu já disse em uma outra resposta, é difícil esse lance de comentar. Espero não ter sido injusto com seu conto.

        Um abraço.

  7. Olisomar Pires
    21 de maio de 2017

    1. Tema: boa adequação.

    2. Criatividade: Boa. Desaparecimento de crianças, talvez o personagem principal seja uma testemunha viva do autor dos mesmos.

    3. Enredo: As partes se conectam naquilo o conto propõe.

    Infelizmente, a única coisa que se apura é que crianças sumiram, não há elementos concretos que induzam ou levem ao autor dos crimes, mesmo existindo o personagem periférico “Pedro” travando contato com o criminoso, mas este morreu sem contar nada a ninguém.

    4. Escrita: Sem erros. Condução tranquila. O clima foi criado, porém o desfecho deixa a desejar, visto que ficamos do jeito que começou.

    É um bom texto, todavia.

    5. Impacto: Médio.

    • PURO VODU
      21 de maio de 2017

      Só de você dizer que o texto é bom já me fez ganhar meu dia, já que você é um avaliador bastante exigente. O não revelar alguns dados foi proposital, o conto é aberto e foi baseado no conto de fadas O Flautista de Hamelin, que também não esclarece (que eu me lembre) o que acontece com as crianças levadas, ou tem vários finais diferentes. Confesso que não recordo. Agradeço pelo comentário. Abraços.

      • Olisomar Pires
        21 de maio de 2017

        Olá… de onde vc tirou que sou “um avaliador bastante exigente” ? rsrsrsrs

        Apenas fui orientado, quando aqui cheguei, a dizer o que via e sentia sem receio e tenho feito isso, mas sem intenção de diminuir, somente apontar aquilo que em minha opinião não agradou.

        Inclusive, esse tipo de avaliação sincera dos colegas em minhas mal traçadas linhas tem me ajudado bastante a escrever melhor.

        Sempre repito isso ao final dos desafios.

        Texto bom realmente. 🙂

  8. Anorkinda Neide
    20 de maio de 2017

    Humm tantos personagens em um conto pequeno, me perdi.. reli e me achei de novo..mas a parte da feira com as mortes, ficou meio atrapalhada…
    Se eu entendi, só as crianças enxergavam o assassino? Uma lástima porque assim elas morriam e ninguém podia fazer nada, só se aparecesse um herói mirim 🙂
    Porém o sonho de Gabriel é tipo um aviso , tipo sobrenaturalmente ele sabia q havia um assassino e um javali e os sonhos estavam lhe avisando q o assassino estava se aproximando de seu filho? acho q é isso.
    Eu gostei da leitura, mas achei, coo falei meio confuso, acho q precisa revisar a estrutura do conto.
    Abração

    • PURO VODU
      21 de maio de 2017

      SPOILER ALERT Anorkinda, boa noite. A história começa no tempo de quando Gabriel era adulto, volta para o passado dele, e retorna ao momento em que ele é adulto. O vilão era o Flautista de Hamelin, O interesse dele era nas crianças, porque eu não sei, e se não me engano, o conto de fadas original também não esclarece isso. Só crianças viam o flautista e ouviam a flauta, por isso Gabriel escapou, ele era surdo.

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Publicado em 20 de maio de 2017 por em Imagem - 2017.