EntreContos

Literatura que desafia.

Cava buracos (Pedro Luna)

Chove forte em Mata Virgem quando Uchoa e Delgado entram no bar do cantineiro Josiel e se deparam com um cemitério de mesas e cadeiras.

– Mas que porra – diz Delgado, tirando o chapéu. – Abriram uma zona aqui perto e não fiquei sabendo? Cadê todo mundo?

– Não faço a menor ideia – diz Josiel, debruçado sobre o balcão com a sua costumeira cara de insatisfação.- Com essa chuva devem estar entocados nas cabanas. Se não aparecer ninguém fecho mais cedo e também vou para o berço.

– Deixe de história, homem – Delgado senta em uma das mesas e indica para Uchoa fazer o mesmo. – Estamos aqui e queremos encher a cara. Traz a pinga. Beber quando chove tem um gosto especial, lembro de Santarém.

Uchoa grunhe, concordando.

Depois que Josiel põe na mesa os copos e a garrafa, Delgado mata uma dose e olha ao redor. Descobre o novatinho sentado ao fundo, na parte escura do bar, onde os lampiões mal iluminavam. Estava quase deitado na cadeira, olhando para o teto.

– Pensando ou dormindo, garoto? – grita.

O novatinho toma um pequeno susto e depois se endireita. Olha para os lados e nota os dois homens.

– Pensando na vida, camarada – grita como resposta.

– Pois venha beber com a gente, por minha conta. Vamos pensar na vida, juntos.

O novatinho levanta, se espreguiça e depois senta na mesa dos homens. Josiel traz mais um copo.

– O Uchoa aqui é mudo – explica Delgado, apontando para o sujeito grandalhão. – Um cachorro rasgou o pescoço dele quando era menino. Não se ofenda com o seu silêncio.

Uchoa ergue o queixo e mostra as cicatrizes.

– Santo Deus – exclama o novatinho. – Que estrago fez esse cachorro.

Delgado mata outra dose e dá um tapinha nas costas do amigo.

– Agora tem ódio dos bichos. Não pode ver um cão na estrada que chuta o coitado.

– Eu gosto de cães – diz o novatinho, com certo atrevimento. – Tinha um lá em Parintins. Aliás, meu nome é Fernando, mas me chamam de Cuíca.

– E eu sou Delgado. Você é de Parintins? Já estive lá para um serviço quando era rapaz. Como diabos veio parar nesse fim de mundo, garoto? No meio desse mato. E ainda mais tão moleque. Mal tem pelos na cara, menino.

– Precisei ir embora – suspira Cuíca. – Não tive escolha.

– Se eu fosse apostar o motivo, seria em dinheiro ou mulher, garoto – diz Delgado, com malícia. – Qual dos dois?

– Mulher – confirma Cuíca. – Me apaixonei pela pessoa errada, homem. Era filha de um figurão lá na cidade. Ainda levamos na surdina durante um tempo mas quando ela engravidou todo mundo ficou sabendo. O figurão descobriu que eu era filho de pescador e jurou arrancar os meus ovos. Precisei fugir. Meu pai me ajudou.

– E aí virou seringueiro.

– Sim, mas antes disso fui ajudante de pedreiro em Terra Vermelha e ajudante em um barco que rodava ali pelo Rio Urubu. Nunca fico por muito tempo em um mesmo lugar. Ainda me procuram, sabe? Depois descobri que precisavam de uns seringueiros em Mata Virgem e cá estou.

– Quando chegou, garoto? – pergunta Delgado, enchendo os copos. – Uma semana? Duas? Já deve ter se arrependido da fuga. Melhor ter os ovos cortados que ficar aqui enfurnado na mata, com esses mosquitos enormes e esse calor filho da puta.

– Cheguei faz uma semana – diz Cuíca. – Mas não acho tão ruim. De dia trabalho e a noite penso na vida, na minha morena e no meu bebê lá em Parintins, que nem cheguei a conhecer. Um dia volto lá para buscá-los, homem. Juro.

Um trovão ecoa lá fora. A cabana treme. Josiel, que cochilava no balcão, toma um susto e pragueja. Uchoa, ao lado de Delgado, cruza os braços e enfia a cabeça entre os ombros, temeroso. Cuíca ri.

– O que foi, Uchoa? Tem medo de trovão?

Uchoa começa a gesticular, afobado, fica de pé e finge que está cavando, depois faz uma careta e volta a se sentar. Cuíca confuso, mas divertido: o que está fazendo, homem? Não estou entendendo nada.

– Ele está preocupado – diz Delgado. – Chuva e trovão não são uma boa combinação aqui em Mata Virgem.

– Por quê? – pergunta Cuíca. – Por acaso as cabanas vão tremer e cair? O Urubu vai transbordar?

De repente Delgado fecha a cara, diminui o tom de voz.

– Ainda não conhece a lenda do cava buracos, Garoto? Ninguém te contou?

– Não. Ninguém contou nada. Cava buracos? Do que está falando, Delgado?

– É uma lenda que corre aqui por essa região. Você acredita em lendas, Cuíca?

– Só acredito no que posso ver, homem, e no amor que tenho pela minha morena. Mas me conte essa história, agora fiquei curioso.

Delgado enche um novo copo e faz um suspense. No balcão, Josiel presta atenção na conversa. A chuva castiga o telhado do bar com violência, como se quisesse forçar entrada. Uchoa coça a cabeça, incomodado.

– Tinha um coronel da seringa aqui na região – Delgado começa a falar. – Mandava em metade dessas matas. Não sei o nome dele, então nem me pergunte. Era meio cruel e louco, gostava de ir até as aldeias dos índios e atirar para cima, só para assustar os coitados. Nem os próprios funcionários gostavam dele, garoto, mas o sujeito era poderoso, valia a pena trabalhar para ele.

Cuíca acompanha atento, curioso.

– Tudo mudou quando a mulher desse coronel, que era meio maliciosa, fugiu com um seringueiro. O homem ficou louco, garoto, começou a falar em uma outra língua, andava nu no meio do mato, e até mandou trazer um javali lá da capital.

– Javali?

– Sim, um javali. Gordo, preto, umas presas enormes. E escuta essa, deu ao javali o nome da esposa. Está rindo, garoto? E piora. O coronel andava com o bicho para cima e para baixo. Segundo as camareiras que trabalhavam na casa, até dormia com o animal na própria cama. Tomavam banho juntos, comiam na mesma mesa. Completamente louco. Que bagunça fez essa mulher na cabeça do sujeito.

– Acredito, Delgado. A minha morena também bagunçou a minha – diz Cuíca. – Mas que história louca. E o que aconteceu com esse homem?

– Sumiu. Mandou os empregados embora, fechou os campos de seringa, vendeu tudo o que tinha em troca de dinheiro vivo e sumiu do mapa. Depois de um tempo virou mito, menino, falavam dele como se nunca tivesse existido. O louco do javali. As mães diziam aos filhos: se não se comportar, o louco do javali vai puxar seu pé a noite.

Uchoa assente, tenso.

– Entendi – diz Cuíca, após um novo gole. – Mas o que esse coronel tem a ver com a lenda do cava buracos que você falou? E que diabos de lenda é essa?

– Porque o coronel do javali apareceu, garoto – diz Delgado, sombrio. – E apareceu bem aqui, em Mata Virgem.

Cuíca franze o cenho, olha de Delgado para Uchoa, de Uchoa para Delgado. Ri.

– Ah, não, camaradas. Não sou tão novo assim para ter medo de uma lenda para crianças.

Uchoa se agita, balançando as mãos, e Delgado: mas é sério, garoto, ele anda por esse mato, vagando como um espírito. Às vezes os seringueiros dão de cara com ele nas noites de chuva. O coronel louco, usando uma capa de proteção contra a chuva, óculos estranhos, sempre cavando algum buraco para esconder uma pilha de malas com dinheiro. E pior, o javali está sempre ao seu lado, mas agora não é só mais um javali comum. Os olhos são vermelhos e solta fogo pelas narinas. E fala também, com voz de mulher, garoto. Não ria, é sério. Todo ano pelo menos três peões vão embora daqui as pressas, correndo, gritando: o louco, o louco do javali. Deixam os pertences e tudo. Juro. Os capatazes vasculham a mata, às vezes encontram buracos, mas nunca as malas, e nem vestígios. Duvidam da existência do louco, menino, mas eu não. Já escutei barulhos estranhos vindos do seringal, gritos, sussurros. Juro.

Cuíca não sabe o que dizer. Está com a vista embaçada, sente a embriaguez adormecer o corpo. As faces sérias de Delgado e Uchoa contrastam com o ridículo da história. O que queriam? Assustá-lo? Talvez o expulsar dali pelo medo? Ou tudo não passava de uma piada, uma brincadeira? Quer saber? Estava melhor no seu cantinho, pensando em sua morena. Esses seringueiros eram estranhos, melhor não dar muita trela.

– Ufa, que história – diz, se levantando meio tonto. – Você devia ser escritor, Delgado, já pensou na possibilidade? Gostei, gostei, mas estou com sono, camaradas, o dia foi duro, já me vou. Obrigado pela bebida.

Uchoa faz um gesto tentando impedi-lo e Delgado: fique, garoto, espere a chuva abrandar, é perigoso sair agora, vai que encontra o cava buracos?

– Não acredito em fantasmas e nem em javalis que falam – ri Cuíca. – Só quero minha cabana e minha redinha. Até amanhã, homens. Josiel.

Parte, e quando a porta é aberta todos se assustam com a força daquela tempestade, do vento louco que joga água bar adentro. Mesmo assim, Cuíca se vai. Delgado e Uchoa seguem bebendo em silêncio, Josiel cochilando no balcão. Na metade do segundo litro de cana, o sono também começa a  pesar sobre os dois seringueiros. Uchoa fecha os olhos, Delgado ouve a chuva: não vai parar tão cedo, melhor arriscar chegar a cabana. Amanhã cedo tem batente. Cutuca Uchoa, faz o sinal de que estão indo e manda Josiel pendurar tudo na conta. É quando escutam um grito, distante, sofrido, um verdadeiro grito de horror. Uchoa fica pálido e corre para se juntar a Josiel atrás do balcão. O cantineiro aperta uma flanela, os olhinhos percorrem todos os cantos. Delgado nem respira, leva a mão ao facão que carrega na cintura e tenta ouvir algo mais. Pensa: o novatinho, será? O tempo passa e nada. Reflete se deve ou não ir até lá fora, talvez alguém precisasse de ajuda. Mas… e se desse de cara com o cava buracos, o coronel louco e seu javali com voz de mulher? A chuva ganha ainda mais força e desiste. Olha para o cantineiro e sorri amarelo: nem a pau eu vou sair, Josiel, desce outra que vamos passar a noite aqui dentro.

**

Podem ouvir os pingos solitários na soleira e a luz do sol penetrando pelas frestas na madeira. Ouvem vozes também, muitas. Pronto, já podem ir embora, diz Josiel, furioso, dupla de covardes, cagões. Delgado e Uchoa saem de cabeça baixa, olhos ardendo de sono, pés tropeçando de uma leve embriaguez. Lá fora, o cheiro de terra molhada invade suas narinas. Descem o caminho de areia até o pátio, e já de longe avistam a roda de homens. Seguem descendo, apressados, passando por dois seringueiros que vinham conversando.

– Coitado, tão novinho. Por que inventou de andar sozinho tarde da noite e na chuva?

Se aproximam. Passam pela barreira de ombros e pernas, sai da frente aqui, sai do meio acolá, querem ver, ter certeza do que estão dizendo.

– Não tem nem duas semanas que chegou. Será mesmo que foi o cava buracos?

Delgado é o primeiro a ver. Sente nojo, medo, pena.

– Claro que foi o cava buracos. Quem mais teria sido?

Uchoa escancara a boca. Se pudesse falar, falaria.

– Um animal, uma onça. Sei lá.

– Não, homem, isso foi coisa do cava buracos, pode ter certeza. Cansou de apenas assustar e agora mata. Vamos dar no pé, seringar não tá com nada. Só nos exploram. E esse calor? Sinto saudade das mulheres, também. Que seringal é esse que não tem um puteiro perto?

Os dois se encaram. Uchoa balança a cabeça, desconsolado. Delgado suspira. Cava buracos que nada. Coitado do novatinho, afinal o encontraram.

– Que jeito de morrer, homem. E ainda lhe arrancaram os ovos.

– Sinistro.

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49 comentários em “Cava buracos (Pedro Luna)

  1. Victor Finkler Lachowski
    23 de junho de 2017

    Olá autor/a.
    Seu conto é excelentemente escrito, mostra um escritor com muita habilidade. Denota-se muita competência narrativa também.
    A estória é lida com fluidez tranquilidade. O mito do Cava buracos é bem explorado e criativo.
    A única coisa estranha que notei foram certos tempos gramaticais e conjugações em alguns trechos, incomodando a leitura.
    Boa sorte no desafio e nos presenteie com mais obras,
    Abraços.

  2. Wilson Barros
    23 de junho de 2017

    Hahahahaha, esse é muito engraçado. Parece inspirado em Andrea Camillieri. Os diálogos fáceis tornam a leitura leve. O fato de ter uma lenda torna a leitura mais instigante ainda. Os temas tratados, traição, loucura por causa da traição, aparições, fazem todos parte do fabulário cotidiano, daí a facilidade de leitura. Muito agradável de ler, propício para uma noite chuvosa.

  3. Daniel Reis
    23 de junho de 2017

    (Prezado Autor: antes dos comentários, alerto que minha análise deve se restringir aos pontos que, na minha percepção, podem ser mais trabalhados, sem intenção de passar uma crítica literária, mas uma impressão de leitor. Espero que essas observações possam ajudá-lo a se aprimorar, assim com a leitura de seu conto também me ajudou. Um grande abraço).

    Cava buracos (Santiago)

    ADERÊNCIA AO TEMA: está lá. Mas não precisaria estar. A história independe, a lenda poderia ser o Homem do Saco (hehehe).

    ASPECTOS TÉCNICOS: sou suspeito para falar, gosto de conversa de bar. É uma sensação de escutar a conversa dos outros, o que o autor soube captar. A meu ver, faltou só um refinamento nas falas, em considerar os termos mais usuais, como se fosse realmente um bate-papo.

    EFEITO: muito positivo, inclusive no desfecho que, se não foi inesperado, foi satisfatório.

  4. Fil Felix
    23 de junho de 2017

    Um conto muito divertido. Foi um dos mais interessantes, em relação a imagem. Transformar o javali numa lenda urbana, mais que uma adaptação folclórica. E ainda tudo sobre uma mesa de bar. A narrativa também corre tranquilamente, só me senti um pouco confuso com quem é quem no bar. Toda a atmosfera criada também merece destaque, a descrição de como a “maldição” ocorreu, ou o Coronel passou a se comportar estranho. Outro ponto interessante e que achei macabro, combinando com o tom da história, é o fato do javali ter voz de mulher. Conto muito bom.

  5. Rubem Cabral
    23 de junho de 2017

    Olá, Santiago.

    Resolvi adotar um padrão de avaliação. Como sugerido pelo EntreContos. Vamos lá:

    Adequação ao tema:
    Boa adequação: javali, homem encasacado, mala.

    Qualidade da escrita (gramática, pontuação):
    O texto está bem escrito, não encontrei erros para apontar.

    Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos):
    Cuíca e Delgado foram bem desenvolvidos. O tal coronel, que enlouqueceu e virou o suposto cava buracos também. As descrições foram simples, mas funcionais. Os diálogos ficaram naturais.

    Enredo (coerência, criatividade):
    Bom enredo. Bacana a surpresa ao final, ao descobrirmos que Cuíca não morreu nas mãos da assombração. Achei criativa a abordagem do tema, e a ambientação do conto foi muito bem feita. Talvez o autor seja da região norte do Brasil.

    Obrigado pela leitura e boa sorte no desafio!

  6. Raian Moreira
    23 de junho de 2017

    Conto muito bom. O autor é bem habilidoso com as palavras, percebe-se isso através do conto. Os diálogos são absolutamente naturais e muito bons. A condução do conto foi muito boa, sem travamentos, a ótima ortografia deixou a leitura bem fluente.
    Fiquei com certo estranhamento nos tempos verbais da história, mas nada relevante. A tensão é grande no seu conto, e o titulo vem bem a calhar.

  7. Andreza Araujo
    22 de junho de 2017

    Textos narrados no presente me incomodam sobremaneira, mas no seu caso não teve efeito negativo já que o conto é praticamente todo em diálogos. A lenda do cava buracos é bem introduzida, e é bom acompanhar a incredulidade de Cuíca.

    O texto me empolgou pela facilidade da leitura e pelo mistério narrado aos poucos por Delgado. O personagem Josiel é dispensável para a trama, mas alguém tinha que cuidar do bar, certo… hehehe.

    Cheguei a pensar que era mesmo o tal cava buracos o autor do crime, de tal modo que a lenda ganharia vida, mas gostei ainda mais do desfecho que você deu para a história, pois parecia que toda aquela melancolia pela sua morena era apenas firula para o conto, quando na verdade era a resposta para sua conclusão. Saldo bastante positivo, clima muito bem desenvolvido, cumpriu o tema com simplicidade e criatividade, está entre meus preferidos.

  8. Wender Lemes
    22 de junho de 2017

    Olá! Para organizar melhor, dividirei minha avaliação entre aspectos técnicos (ortografia, organização, estética), aspectos subjetivos (criatividade, apelo emocional) e minha compreensão geral sobre o conto. Tentarei comentar sem conferir antes a opinião dos colegas, mantendo meu feedback o mais natural possível. Peço desculpas prévias se acabar “chovendo no molhado” em algum ponto.

    ****

    Aspectos técnicos: achei o conto bem revisado. Pode ser culpa da leitura envolvente, mas não notei nenhum detalhe digno de nota. A cor local funciona bem na trama, nos transportando para o ambiente descrito, como se estivéssemos também no bar do Josiel. A organização induz perfeitamente à surpresa final.

    Aspectos subjetivos: gostei da construção dos personagens, ainda mais do carisma de Uchoa. Os diálogos se completam bem, ajudando a compor a trama, dando também o tom de história sobrenatural.

    Compreensão geral: terminei o conto com um sorriso no rosto. Na verdade, a partir do momento em que usou o termo “grunhir” para a reação de um deles, pensei que os seringueiros seriam javalis – uma expectativa quebrada com a fixação de Cuíca por chamar o amigo de “homem”. Vi a história dele com sua morena sendo deixada de lado, mas não dei importância no momento, fui envolvido pela trama paralela e não vi a segunda quebra de expectativa chegando. Acho legal quando um conto parece realista e deixa uma sugestão de insólito ao finalizar, mas no seu caso foi ainda melhor, já que fez justamente o oposto.

    Parabéns e boa sorte.

  9. Thiago de Melo
    22 de junho de 2017

    Olá Santiago,
    Muito legal o seu conto! Parabéns! Gostei particularmente dos diálogos e de como você conseguiu “infiltrar” a história do pai da namorada do novatinho… essa história entra na narrativa meio sem chamar a atenção e depois você faz uma cortina de fumaça com a história do cava buraco. Daí o leitor meio que esquece que o novatinho estava sendo caçado e o grande perigo passa a ser o tal cava buraco, e no final as duas histórias convergem numa boa conclusão. Ficou bem legal. Parabéns!

  10. Sabrina Dalbelo
    21 de junho de 2017

    Olá autor(a),
    Que belo jeito de criar tensão hein!?
    Todos atordoados com a lenda do cava buracos e o novatinho… tolhido e ceifado pelo ex-futuro-sogro. Só que ninguém saberá, a não ser dois bêbados!
    Que bela sacada!
    A imagem está muito bem delineada no conto, com bastante criatividade e super bem executada.
    Tudo está muito bem desenvolvido.
    Gostei bastante.

  11. catarinacunha2015
    20 de junho de 2017

    INÍCIO com uma boa frase e título ótimo. A TRADUÇÃO DA IMAGEM mexeu com meu imaginário e fiquei encantada com a agilidade dos diálogos. Eis aqui um belo exemplo de personagens bem definidos.
    Estava gostando tanto do conto que fiquei com medo de me decepcionar com um fim previsível. Ok, o novatinho se lascou, mas o EFEITO da cortada dos ovos me surpreendeu.

  12. Jowilton Amaral da Costa
    20 de junho de 2017

    Conto muito bom. O autor se mostra bastante habilidoso com as palavras. Os diálogos são absolutamente críveis. Só não gostei do cacoete “homem”, que apareceu várias vezes finalizando os diálogos. A condução do conto foi muito boa. O enredo é simples, mas, prende a tenção. O final não me deixou e dúvida, não sei nem se era para deixar, tenho certeza que o Cuíca foi morto pelos capangas do pai de sua morena. Boa sorte.

  13. M. A. Thompson
    19 de junho de 2017

    Olá!

    Usarei o padrão de avaliação sugerido pelo EntreContos, assim garanto o mesmo critério para todos:

    * Adequação ao tema: existe.

    * Qualidade da escrita (gramática, pontuação): boa, nada que eu tenha percebido ou comprometesse a leitura. Incomodou já começando lendo “porra” nos primeiros diálogos. O uso de baixo calão em textos muitas vezes – para mim – parece forçado. Falta de criatividade. Mas o restante salvou.

    * Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos): personagens desenvolvidos satisfatoriamente.

    * Enredo (coerência, criatividade): parabéns pela sua criatividade no conjunto da obra. Acredito ser alguém acostumado(a) a escrever contos e provavelmente com alguns já publicados, solo ou em coletâneas.

    De um modo geral foi um conto muito bom e valeu a leitura.

    Parabéns e boa sorte no Desafio!

  14. Luis Guilherme
    19 de junho de 2017

    Boa tarrrrrde! blzura por ai?

    Gostei do conto! Vamos por partes: primeiro, seus diálogos são excelentes! São fluentes, convencem, não tem aquele tom de ensaio, sabe? Consegui me envolver na conversa. E olha que tinha um mudinho no meio, ein?! O legal é que mesmo ele, sem falar uma palavra, se comunica muito bem. Parabéns pela excelente construção do diálogo.

    O enredo também me agradou. Flui bem, é leve e agradável.

    Não notei erros de gramática, tá bem escrita.

    Gostei especialmente do desfecho! Em nenhum momento pensei que o sogrão tivesse pego o coitado, hahaha.

    Você deixou a pista, mas distraiu bem na condução da história, me fez esquecer daquilo, isso fortaleceu o plot twist.

    Enfim, belo conto, parabéns e boa sorte!

  15. Brian Oliveira Lancaster
    19 de junho de 2017

    EGO (Essência, Gosto, Organização)
    E: Texto aparentemente simples, mas com personagens bem explorados, mesmo caricatos. O tempo presente incomoda um pouco, mas o autor manteve o ritmo até o fim, deixando as histórias antigas apenas para os diálogos, uma saída notável. A figura ser uma espécie de lenda – apesar de ter visto abordagens parecidas – caiu muito bem, pois cria um suspense de conto real versus fantasia, gerando dúvidas na mente de quem lê.
    G: O texto é bem cadenciado; faltando separação em certos diálogos (ou travessão), mas que não chega a atrapalhar o todo. O inusitado, aliado ao bom humor, cativa. O final foi bem pensado e preenche as lacunas. O clima chuvoso cria uma atmosfera de “bar em meio a floresta” bastante intrigante. No geral, foi um texto bem sucedido.
    O: Escrita simples, mas eficiente. Não vi erros ortográficos.

  16. Rose Hahn
    16 de junho de 2017

    Olá Santiago, conto enxuto, bem conduzido, vc. entende do riscado, os diálogos conseguiram segurar a narrativa, e olha que isso é para os fortes. Parabéns pela maturidade da escrita. Não tenho muito mais o que dizer, vc. conduziu com eficiência o seu causo javalístico. Parabéns.

  17. juliana calafange da costa ribeiro
    16 de junho de 2017

    Excelente conto! Se Tarantino viesse filmar na região amazônica, ia querer essa história! Rsrs Os personagens são muito bem construídos, a ambientação é perfeita, deu até pra sentir o bafo de cana e o cheiro de terra molhada. O suspense criado é ótimo, paulatino e preciso. O final, surpreendente e irônico. Não vi erros de revisão aparentes. Pra mim, é campeão! Parabéns!

  18. Bia Machado
    16 de junho de 2017

    Desenvolvimento: Não foi uma delícia de leitura à primeira vista. Para falar a verdade, comecei a ler dia desses e parei, meio que entediada com a vida. Melhor coisa que fiz, agora nessa leitura o ritmo foi outro e o que posso dizer é que o autor empregou um bom ritmo ao texto, só pecando no final, os parágrafos depois do *** não acompanham a qualidade do que foi narrado antes.

    Personagens: Não me conquistaram de todo, mas ficaram, sim, bem adequados à trama e o diálogo no bar foi essencial para o texto.

    Emoção: Não é o tipo de texto que me agrada, ou que procuro para ler. Talvez isso explique a primeira leitura incompleta e só conseguir voltar agora para recomeçar e ler até o final, depois de alguns dias. Mas valeu a pena.

    Tema: Sim, adequado ao tema do desafio.

    Gramática: Não vi nada de erro se sobressaindo. Se tem, não percebi.

  19. Cilas Medi
    15 de junho de 2017

    Olá Santiago,
    Concordância com o substantivo: um tapinha = uma tapinha.
    Faltou vírgula: … na surdina durante um tempo (virgula) mas quando…
    Uma narrativa densa, compacta, até eletrizante. Os raios e trovões são parte dos personagens, porque ajudam a criar o clima e faz surgir as imagens que se formam no palavreado deles três, ao se conhecerem e contarem as suas histórias. Com acertadas e ferinas observações em um diálogo coerente. E quem leva a culpa, para quem desconhecia o Cuíca, foi o cava buracos. Mas nada impede do mesmo ter ajudado a achar o rapaz e lhe tirar os ovos. Competente, direto, objetivo, deverá ser um conto prestigiado e bem colocado no desafio, no qual cumpriu totalmente as suas exigências.

  20. Priscila Pereira
    15 de junho de 2017

    Oi Santiago, eu curti bastante o seu conto, a ambientação está fantástica, os diálogos são ótimos e o final engana direitinho… só a lenda que achei meio fraca, mas não prejudicou a sua ótima escrita. Parabéns!!

  21. Ana Monteiro
    15 de junho de 2017

    Muito bem. Começando pela avaliação. Gramática: sem gafes dignas de apontamento. A história está bem escrita e bem desenhada, lê-se sem tropeçar ou escorregar; Criatividade: Muita. Os personagens ganham vida na nossa imaginação e inventar (ou usar?) uma espécie de lenda regional assentou que nem uma luva; Adequação ao tema: relativa, inclui os elementos todos, mas por algum motivo não evoca a imagem do desafio; Emoção e enredo: tem ambas as coisas, sinal de que você sabe escrever. Na realidade vai construindo uma dentro da outra, o que é notável, ou seja, a emoção vai-se instalando durante a conversa mantida no bar e na qual se desenha o próprio enredo. Comentário de leitora: gostei de ler a sua história e apreciei a forma como a desenhou. Os personagens são credíveis e o ambiente está muito bem retratado, eu poderia estar na mesa ao lado ouvindo o que diziam e pensando o que entendesse. E o fim está muito bom. Sabia que ele ia morrer, era óbvio. Calculava que não fosse vítima do cava buracos, pois aí perderia todo o impacto, mas já tinha esquecido completamente a determinação e ameaça do pai da amada. Muito bom. Parabéns!

  22. Claudia Roberta Angst
    11 de junho de 2017

    Olá, autor, tudo bem?
    O título do conto me fez imaginar um javali cavando buracos, mas tem a ver com a lenda que depois é narrada.
    O tema proposto pelo desafio é abordado, o bicho com voz de mulher, homem e mala. Tarefa cumprida!
    Pouca coisa escapou à sua revisão. Acredito que já tenham apontado aqui uma ou duas falhas, mas nada que atrapalhe a leitura e compreensão do conto.
    O enredo é bem interessante e o ritmo mantém-se bem agradável, sem solavancos. Os diálogos que vão revelando o “causo” agilizam a trama. A leitura flui fácil.
    Fiquei com pena do novatinho, que só queria voltar para a sua morena e conhecer o filho. O final está bacana, mas acho que poderia entregar menos a autoria do assassinato do rapaz. Eu retiraria as frases “Cava buracos que nada. Coitado do novatinho, afinal o encontraram.” A fala seguinte já deixa implícito que foram os capangas do figurão, pai da moça, que acabaram com o pobre.
    Boa sorte!

  23. Afonso Elva
    11 de junho de 2017

    O tema aparece,mesmo que um pouquinho. O tom de conversa de bar foi bem executado, é um mérito ( Os bons diálogos tem um tom bem natural). Destaco a ambientação também, todo o “climão” de taverna envolveu a leitura. Bom trabalho!
    Forte abraço

  24. Elisa Ribeiro
    11 de junho de 2017

    Olá Santiago. Gostei da história que você me contou. Embora eu torça um pouco o nariz para textos narrativos no presente, não observei nenhum deslize com relação aos tempos verbais. A linguagem está boa e a narrativa fluiu agradavelmente. Gostei da ambientação do seu conto. A conversa dentro do bar deu um clima de suspense e verossimilhança que valorizou sua história. O final, embora um pouco previsível, soou adequado. Parabéns pelo trabalho! Um abraço.

  25. Fátima Heluany AntunesNogueira
    11 de junho de 2017

    A “Taverna” do Álvares de Azevedo, aqui, foi transformada em um botequim de beira de seringal. Muito boa ambientação, propícia para criar uma fábula envolvente. Pena que houve dicas demais para deduzirmos a morte do Cuíca e quem seria o assassino.

    Texto bem escrito, mantém a atenção do leitor, diálogos convincentes, imagem-tema bem colocada, afinal, penso que somente faltou mesmo mais impacto.

    É um trabalho com potencial, uma ideia bem executada. Parabéns pela participação. Abraços.

  26. Iolandinha Pinheiro
    11 de junho de 2017

    Oi, menino. Gostei da tua lenda do cava-buracos, achei eficiente a maneiro como vc introduziu a imagem – tema, e de como a conversa no bar mostrou a história toda. Eu sabia como aquela treta ia terminar, só imaginei que o Delgado e o Uchôa eram os jagunços que ia aliviar o Cuíca de seus “documentos”, porque puxaram conversa e porque o garoto contou tudo. Uma pessoa que está tentando fugir da perseguição de alguém não conta a própria história ao primeiro que aparece, mas vá lá, só assim saberíamos o motivo do assassinato do novatinho. No geral eu gostei bastante. Foi leve, foi envolvente e foi bem ambientado. Parabéns, rapaz. Abraços.

  27. Lee Rodrigues
    10 de junho de 2017

    Caro Santiago, que coisa gostosa é essa sua narrativa?
    Tem autor que pega na nossa mão e nos faz percorrer os mesmos caminhos idealizados por ele, mas você, você passa o braço por nossas costas, puxa a cadeira e quando nos damos por conta, o copo de pinga já está sendo virado em nossa boca.

    Os elementos da imagem do desafio estão todos presentes, digamos que o Javali sofreu uma repaginada, que por sinal eu adorei. À la cama, mesa e banho. rs

    Sabe, o enredo é simples e é justamente isso que faz saltar a competência do autor, de trazer a personalidade, de não colocar ninguém sobrando, nenhum dos que estão no conto são dispensáveis.

    O tempo todo eu tinha a imagem dos rostos, dos momentos que oscilava para um tom mais sisudo, e não dá para deixar passar batido, mesmo sendo repetitiva, a habilidade na construção dos diálogos, que além da leveza tornou crível.

    Pena que acabou, queria mais. rs

  28. Jorge Santos
    10 de junho de 2017

    Conto envolvente, bem escrito, que consegue manter a tensão de uma forma eficiente. Quase que tive de berrar para o cara não sair sozinho, porque sabia o que iria acontecer. O desfecho poderia ser menos previsível.

  29. Antonio Stegues Batista
    9 de junho de 2017

    Gostei do enredo, dos personagens, diálogos bons, normais sem excesso de firulas, um certo suspense e curiosidade. Em princípio desconfiei que a lenda tinha a ver com o pai da namorada do cuíca, mas não, ou sim, dependendo do ponto de vista.

  30. Fabio Baptista
    9 de junho de 2017

    A ambientação do conto é sensacional: dá pra sentir o calor, a umidade relativa do ar (tá, exagerei um pouco hauahua), a chuva torrencial caindo lá fora e até sentir vontade de pedir uma dose para o Josiel.
    Até a narração no presente, que normalmente não me agrada, passou batido. O diálogo também é muito bom, apesar que talvez uma pegada mais regionalista teria combinado melhor. Aqui é só questão de gosto… às vezes uso esse artifício nos meus contos e tem uma galera que reclama. Talvez o caminho mais “seguro” realmente seja fazer os diálogos da forma como você fez.

    Acho que o único ponto fraco do conto foi a lenda em si… não é tão convincente, nem tão assustadora. E a relação com os dias de chuva foi meio estranha, porque pela região que estava na minha cabeça, a chuva é constante.

    A ambiguidade do final é legal, apesar que todo mundo sabe o que aconteceu, ver a dúvida dos personagens foi bacana.

    – ela engravidou todo mundo ficou sabendo
    >>> faltou um “e”
    >>> único problema de revisão que encontrei, muito bom!

    Bom conto!

    Abraço!

  31. Vitor De Lerbo
    7 de junho de 2017

    Um conto regionalista com ares de história de taverna.

    Bem estruturado e ambientado. O texto foi escrito com competência.

    A reviravolta no final é surpreendente.

    Boa sorte!

  32. Gilson Raimundo
    6 de junho de 2017

    Uma história muito boa,bem preparada, a conversa entre os seringueiros é perfeita, ambientação sensacional, o final fabuloso…. o cerne do conto deixa a desejar, o mito do cava buraco é superficial. Sei que ninguém gosta de palpites, porém penso que deveria reforçar a lenda; a conversa do coronel numa língua estranha pactuando com as trevas, a mulher transformada em javali que fala muito bom…. o amante deveria ter sido enterrado e não a mala de dinheiro, sei lá o cava buraco deveria vir atrás de traidores, mentirosos ele devia ter uma motivação… enfim o mito não teve a mesma força que o resto do conto.

  33. Fernando Cyrino
    5 de junho de 2017

    Gostei do seu conto. O cenário que você cria, o ambiente noturno do bar do seringal vazio em meio à chuva e trovoada. O medo crescente, o grandão que não fala porque o cachorro lá da infância lhe rasgou a goela… Gosto da maneira como conduz a história e me conduz para dentro dela. Conto está bem enredado e ao final ainda me enganou pois quem pegou o Novatinho foram os capangas do maioral lá da sua cidade, o pai da moça que ele tinha engravidado. Bacana a sua história. Parabéns.

  34. Givago Domingues Thimoti
    3 de junho de 2017

    Adequação ao tema proposto: Bem adequado
    Criatividade: Boa. O plot twist foi uma ótima sacada.
    Emoção: Geralmente, eu gosto de contos interioranos. Mas, dessa vez, o impacto não foi tão grande.
    Enredo: A história foi bem escrita. Os diálogos foram muito bem escritos e conseguiram prender a minha atenção.
    Gramática: Nada a comentar
    Boa sorte!

  35. Neusa Maria Fontolan
    3 de junho de 2017

    Então os capangas do figurão encontraram Cuíca, o mataram e arrancaram suas bolas conforme fora prometido. E o coitado do coronel louco e seu javali levaram a culpa.
    Um bom conto
    meus parabéns.

  36. Milton Meier Junior
    1 de junho de 2017

    um conto bem regionalista, muito bem escrito e bom de ler. parece mesmo um desses causos de bar. da vontade de sentar com o narrador e compartilhar a pinga. parabéns!

  37. Leo Jardim
    1 de junho de 2017

    Cava buracos (Santiago)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): uma história interessante essa do louco com o javali (ri dele vivendo com o porco achando ser sua mulher). A história prende, como costumam prender esse tipo de conto de mistério, mas o final decepcionou um pouco, pois não concluiu nada. O menino morreu e toda a sua história com ele. Ficamos sem saber o que era verdade sobre o Cava Buracos e os personagens do Delgado e Uchoa também ficaram sem utilidade para a trama. Na minha opinião, acabou que você desperdiçou um bom preâmbulo e bons personagens.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): os textos narrados no presente sempre me incomodam, porque parecem mais com roteiros que com contos. Mas pelo menos neste aqui não encontrei deslizes, quando alguns verbos escorregam para o passado. O autor só precisa ajustar a parte técnica do diálogo e acho que esse artigo pode ajudar: http://www.recantodasletras.com.br/artigos/5330279

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): o mito do Cava Buracos dá pontos nesse quesito.

    🎯 Tema (⭐⭐): achei um pouco forçado o uso do javali, mas está adequado ao tema do desafio.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫): até o menino sair pela porta do bar, eu estava gostando muito do conto. O que aconteceu depois me decepcionou bastante. Sugiro que o autor desenvolva melhor esse texto, sem os limites do desafio e faça um final que amarre melhor as pontas soltas.

  38. Anorkinda Neide
    31 de maio de 2017

    Olá!
    Então.. vc criou uma boa lenda aqui, adorei o javali com voz de mulher, cavando e desenterrando ou enterrando malas por ae na tempestade..hahaha
    gostei mesmo. mas eles nao matavam ninguem nao é? era só o susto mesmo.
    Bem, quanto ao conto mesmo, no geral, não curti. O clima foi bem, a ambientação, a lenda…, tipo vc colocou tudo lá, mas na hora de desenrolar o suspense ficou chato, pra mim.
    De início, achei q Delgado e o mudo seriam capangas ou foram contratados para caçar o rapazote. Dae ficaria muito frau mesmo o rapaz contar toda sua historia para a dupla q o perseguia…
    Dae ele saí na chuva, justamente pq fica meio ressabiado com a dupla, q parece de doidos… sabe o q eu acharia legal? (é chato mudar a historia dos outros, mas azar, saiu na chuvarada é pra se molhar ou ter suas bolas arrancadas :p )
    seria legal se o Delgado e o mudo saíssem logo atrás do rapazote e eles próprios serem o louco e o javali.. sim, o mudo se transformaria no javali…hahaha por isso ele tinha medo, pq sabia q se transformaria se saísse no temporal, algo assim.
    Mas tudo bem, o conto é seu e rapaz ter sido pego pelos capangas foi morno e muito triste, tadinho, só queria a morena dela e o filhinho q nunca vira… antes tivesse morrido na boca do javali 😛
    se bem q na minha ideia, ele apenas veria a dupla cavando malas, nao precisava ser morto.. enfim.. vc me deu ideias! haahha
    boa sorte ae e abração

  39. Felipe Moreira
    25 de maio de 2017

    Pois é, Santiago. Seu conto é muito bom. Tem uma ambientação eficiente o bastante pra manter a atenção por todo o texto. Eu nem percebi quando cheguei no final. Desci um pouco a barra de rolagem pra ter certeza se era apenas isso porque estava apreciando a leitura. Tudo bem encaixado num conto bem compacto. Você aproveitou bem o limite de palavras a ponto de não usar tudo que dispunha.
    Os diálogos são a melhor construção da história, sem dúvida. Tudo cativou, ao meu ver. O final, arrebatador por quebrar a lenda num ponto e dar mais força a ela noutro. Isso foi muito bem empregado. Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio.

  40. Olá, Santiago,
    Tudo bem?
    Você optou por construir um conto bem ao estilo de contação de causos. A localidade escolhida para ambientar a história, a construção dos personagens, tudo contribui para se criar uma atmosfera rural que transporta o seu leitor até o norte do país. Ao ler, me senti em meio a esse bar, ouvindo suas histórias de assombração.
    Sua narrativa é limpa e direta. Uma história com início meio e fim, levando o leitor a crer na lenda para, em seguida, revelar sutilmente que, na verdade, é o próprio ser humano o responsável pelas atrocidades que acontecem ao rapaz.
    Creio que o que dá fôlego ao folclore, lendas urbanas ou rurais, é justamente essa “fé” que o povo tem no mito. Quando algo acontece em uma determinada região, povoada por uma dessas lendas, aquilo que não se pode explicar, logo vira motivo para dar mais credibilidade à tal história. E assim estas se perpetuam. Todos têm um parente ou amigo que já foi pego pela aparição. No caso aqui, pelo Cava Buracos.
    Fiquei curiosa e fui pesquisar se a lenda existe. Não encontrei. Também fiz uma pesquisa rápida. Mas gostaria que você me tirasse a dúvida. Você criou a lenda? Ou encontrou relato em algum lugar? Seja como for, sua narrativa é muito boa. Só pergunto por mera curiosidade e vontade de conhecer (se for o caso), um pouco mais do folclore nacional.
    Parabéns e boa sorte no desafio.
    Beijos
    Paula Giannini

  41. Sick Mind
    23 de maio de 2017

    Gostei. Mais um conto com tom regionalista que não me desagradou. A estrutura é redonda, não há do que reclamar. O clima de suspense foi aumentando progressivamente até o momento em que o rapaz sai do bar. Se a morte dele não fosse tão esperada, seria perfeito! Apesar de absurda, a lenda do cava buracos calhou mto bem pra história.

  42. Gustavo Castro Araujo
    23 de maio de 2017

    Um conto bem divertido, com jeitão de causo do interior. O forte aqui é a ambientação: deu para sentir o clima de suspense aumentando ao som da chuva lá fora, os cochichos reverberando no bar vazio. Gostei dos personagens – apesar do uso excessivo da palavra “garoto”, a cada fala de Delgado – cada qual com seus pecados. Mais bacana foi ver como o autor conseguiu conduzir a trama, mostrando que mesmo a solução mais óbvia pode ficar escondida e aparecer somente no fim, um voilà ao melhor estilo Shyamalan. Se não é um texto brilhante, daqueles que tocam o fundo da alma, é um conto muito competente, redondo, que entretém muito bem. O tipo de história que se pode contar em mesas de bar. Parabéns.

  43. Marco Aurélio Saraiva
    23 de maio de 2017

    Foi uma boa leitura. Engraçado que a princípio achei que seria previsível, mas me envolvi tanto com a história do cava-buracos que, quando o garoto saiu do bar na chuva, pensei “ah qual é, claro que vai dar merda”. Então, quando encontraram o garoto morto, pensei “ah, que previsível. É claro que era o cava-buracos”. Por fim, quando foi revelado que ele tinha sido finalmente pego pelos homens que o buscavam, me senti um trouxa. “Caí na do escritor direitinho!”. Você me apresentou uma verdade óbvia, então narrou uma história fantástica, tirando o meu foco para, no final, entregar novamente a história óbvia, me surpreendendo.

    Parabéns!

    ===TRAMA===

    Muito boa. Simples, poucos personagens e, como descrito lá em cima, muito bem bolada. É um conto propriamente dito, com início, meio e fim, e reviravolta no final. Foi bem divertido lê-lo!

    ===TÉCNICA===

    Não gosto muito de narrativas usando o presente como tempo verbal, mas você fez um trabalho muito bom com essa premissa. Sua escrita é muito boa: sucinta, simples e direta, mas não deixando nada a desejar e mantendo um ritmo constante, nunca arrastado. Seus diálogos são bons, por quê ajudam a desenvolver os personagens e a própria trama.

    Só achei muito ruim a sua decisão de variar nos estilos dos diálogos, que às vezes eram exibidos com travessão e, às vezes, no meio de um parágrafo, sem preâmbulos ou alguma sinalização que indicasse que eram, de fato, falas do personagem (como, por exemplo, abre e fecha “aspas”). Isto atrapalhou um bocado a leitura, tornando-a um pouquinho mais lenta e incômoda.

    Tirando este detalhe acima, não vi erros de gramática ou digitação. Sua revisão foi muito boa!

    ===SALDO===

    Positivo. Os diálogos misturados aos parágrafos incomodaram bastante, mas a boa história e o roteiro bem apresentado brilharam, eclipsando um pouco esse problema.

  44. Ricardo Gnecco Falco
    22 de maio de 2017

    Olá autor/autora! 🙂
    Obrigado por me presentear com a sua criação,
    permitindo-me ampliar meus horizontes literários e,
    assim, favorecendo meu próprio crescimento enquanto
    criativa criatura criadora! Gratidão! 😉
    Seguindo a sugestão de nosso Anfitrião, moderador e
    administrador deste Certame, avaliarei seu trabalho — e
    todos os demais — conforme o mesmo padrão, que segue
    abaixo, ao final.
    Desde já, desejo-lhe boa sorte no Desafio e um longo e
    próspero caminhar nesta prazerosa ‘labuta’ que é a arte
    da escrita!

    Grande abraço,

    Paz e Bem!

    *************************************************
    Avaliação da Obra:

    – GRAMÁTICA
    O/a autor/a escreve bem. Uma ou outra crase aqui e acolá faltando (ex: “…melhor arriscar chegar a cabana.”), mas nada que atrapalhe o fluir da leitura.

    – CRIATIVIDADE
    Média… Criada uma lenda para a imagem da foto-tema, até que bem explicadinha, mas nada assim tão “Ohh…”. Gostei da ideia de serem várias as malas, e não apenas uma, como na ilustração original. Montar a história e as personagens nos confins do Brasil foi uma boa sacação.

    – ADEQUAÇÃO AO TEMA PROPOSTO
    100%. Roupas, mala(s) e javali. Tudo ali, direitinho. Com olhos de fogo ou não, o tema foi bem trabalhado.

    – EMOÇÃO
    Média… Talvez devido a própria descrença por parte do garoto Cuíca, o leitor também ouça toda a história da lenda sem dar muito crédito para a mesma. Mas o texto foi muito bem ambientado, com muita madeira, terra, chuva, trovões e ventanias. Todas estas manifestações da natureza trazem uma veracidade à narrativa que, mesmo sem impressionar, faz o leitor se aproximar da história. O final foi bem redondo, levando o leitor a relembrar do que lera no início; sinal de que o/a autor/a soube conduzir bem as pistas previamente dadas.

    – ENREDO
    Bem feito. O conto foi muito bem esquematizado e trabalhado pelo/a autor/a. Mesmo no pouco espaço disponível (pelo limite de palavras do Certame), as personagens, suas histórias e tempos narrativos foram bem delineados, gerando verossimilhança e projeção na trama por parte do leitor. A pista do desfecho da narrativa foi bem aplicada, também, sendo liberada na obra de maneira certeira, no momento certo, sem prejudicar o final da narrativa. Assim, mesmo sem grandes impactos, a conclusão da história atendeu ao requisito máximo das histórias curtas (Contos), que trata exatamente da surpresa/impacto (em maior ou menor escala) causado no leitor ao findar da leitura. Parabéns!

    *************************************************

  45. Evandro Furtado
    21 de maio de 2017

    Olá, autor. Sigamos com a avaliação. Trarei três aspectos que considero essenciais para o conto: Elementos de gênero (em que gênero literário o conto de encaixa e como ele trabalha/transgride/satiriza ele), Conteúdo (a história em si e como ela é construída) e Forma (a narrativa, a linguagem utilizada).

    EG: Terror regionalista. O autor consegue construir uma atmosfera interessante para que a história se revele. Coloca quatro sujeitos em um bar, isola-os com uma tempestada e torna um deles contador de histórias. Quando Delgado começa a falar, o leitor já está tenso, e conforme a história se desvela, pequenos arrepios percorrem a pele. Dá medo do tal Cava Buracos.

    C: A história é construída em vários momentos que se amarram perfeitamente entre si. O final, que de início parece previsível, apresenta uma reviravolta fantástica. O interessante é que o autor deixou a pista lá atrás, mas o leitor se esquece. Ele estava preso à história que foi contada, então o autor retoma o aspecto que passou desapercebido e entrega algo completamente inesperado.

    F: A narrativa em terceira pessoa confere o afastamento necessário que a história precisa, mas ter os acontecimentos narrados com o tempo verbal presente talvez não tenha sido a melhor escolha. Isso muitas vezes quebra a atmosfera sombria que cerca o texto, aproximando o leitor desnecessariamente. Fossem usados os verbos no passado, o conto ganharia um aspecto lendário e seria ainda melhor.

    Lembrando que essa é uma crítica construtiva, visando ajudar o autor na composição de seus próximos textos.

  46. Evelyn Postali
    21 de maio de 2017

    Oi, Santiago,
    Gramática – Eu observei alguns errinhos, mas nada muito comprometedor. Então, a leitura está ok com ou sem eles. Mas se puder, dá uma olhadinha nas construções também. Sempre ajuda.
    Criatividade – Gostei da ambientação, do clima que o conto tem. Inserir um personagem mudo também ajudou a simpatizar com o conto porque o deixou mais próximo da realidade. Não tenho lido muitas coisas com diversidade. Às vezes é difícil de encontrar, memo.
    Adequação ao tema proposto – Achei que ficou bem aquém do que foi proposto, apesar de ter um javali, e um sujeito estranho, mas no fim, não convenceu. Se tiver que considerar só isso, a avaliação fica bastante comprometida.
    Emoção – Nada de muita surpresa em termos de emoção. Não tem algo que espante, ou cause furor ou surpreenda.
    Enredo – Está ok, dentro de uma normalidade boa. Começo, meio e fim aceitáveis. Achei meio lugar comum essa coisa de fugir por causa de namoro proibido.
    Boa sorte no desafio!
    Abraços!

  47. Lucas F. Maziero (@lfmlucas)
    20 de maio de 2017

    Trata-se do que considero um conto redondinho, bem construído do início ao fim. O autor mandou bem na construção de um clima de lenda, apesar de o Cava Buracos não aparecer diretamente no conto, além de pairar a dúvida se foi ele mesmo que deu cabo do novato. Está bem escrito, gostei.

    Parabéns!

    • Marco Aurélio Saraiva
      23 de maio de 2017

      Acho que, no final, ficou óbvio que o garoto não foi morto pelo lendário cava-buracos, mas sim pelos capangas que o perseguiam para “tirar as suas bolas”.

  48. Olisomar Pires
    20 de maio de 2017

    1.Tema: levíssima adaptação, quase inexistente.

    2. Criatividade: Boa. Elemento fugidio que é encontrado por seus perseguidores.

    3. Enredo: Interessante.

    A trama é criada com a estória do garoto e dos homens supersticiosos, momento em que o javali aparece.

    Infelizmente, os personagens não contagiam. Ficou interessante a questão de um deles ser mudo, mas é só.

    A leitura é fácil e causa certa curiosidade, a qual não é plenamente satisfeita com o desenlace.

    4. Escrita: Muito boa. É firme e fluida. Os diálogos estão bem escritos, o ambiente chuvoso ficou muito bom.

    5. Impacto: Médio.

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Publicado às 20 de maio de 2017 por em Imagem - 2017 e marcado .