EntreContos

Detox Literário.

O Fenômeno de Gramado (Givago Thimoti)

Por quase dois anos, a turística cidade de Gramado vivia sob o domínio total do medo. Os trinta e quatro mil habitantes da pequena cidade gaúcha jamais haviam presenciado algo como aquilo. Para ser sincero, acho que ninguém viu nada semelhante com aquele psicopata.

Eu cheguei um ano antes do início dos assassinatos. Resolvi sair de São Paulo, querendo novos ares e novas experiências. Com o dinheiro que eu ganhei dos meus pais, abri um restaurante/cafeteria e rapidamente consegui fazer sucesso. Não foi tão fácil quanto parece. A culinária tradicional é forte, principalmente para os descendentes de alemães e italianos que vivem aqui. Entretanto, eu logrei na missão de misturar a tradição e a modernidade. Graças a essa combinação, em alguns meses, meu estabelecimento era um dos mais comentados da cidade.

Claro que eu sentia falta dos amigos da cidade grande. Eu lembro que muitos gargalharam quando eu anunciei que sairia de “Sampa” para o interior do Rio Grande do Sul. Acho que foi o Felipe, colega meu da faculdade de gastronomia, que falou, misturando o sotaque paulista com uma péssima tentativa de imitar um gaúcho:

– Bah, meu! O nosso Leozinho quer conhecer a carne gaúcha, tchê! Direto da fonte. Quem pode culpá-lo?

Eu forcei um sorriso. Dos meus amigos, eu era o que menos gostava de namorar. Nunca fui muito de perder meu tempo com mulheres. Eu havia namorado uma vez e não pensava em compromisso sério.

Só que tudo mudou quando Carolina entrou no meu restaurante pela primeira vez.

Acompanhada de umas amigas, por volta das 21h, ela pisou no meu estabelecimento. Calça jeans, bota e sobretudo. A pele do rosto branco estava levemente maquiada e contrastava, de forma hipnotizante, com seus olhos castanhos. O cabelo preto lembrava a escuridão revelada de um penhasco.

Assim que Carolina e seus amigos sentaram a mesa, eu apareci, com um sorriso no rosto e os cardápios nas mãos. Esperei, pacientemente, pelos pedidos delas. Carol foi a última a escolher. Eu notei que ela se demorava numa picanha argentina mal passada. Inocentemente, eu disse:

– A sugestão do chef é a picanha argentina mal passada. – Ela ergueu os olhos e sorriu para mim.

– Bah, quem sou eu para discutir com o chef de um dos melhores restaurantes da cidade?

Voltei para a cozinha e preparei os pedidos com uma vontade bem maior do que a costumeira.  Dosei os temperos com o cuidado digno de um alquimista. Arrumei o prato de Carolina como se fosse servisse à Rainha da Inglaterra.

Chamei o Lucas, um dos garçons, para me ajudar a levar a comida mais a cerveja. Passados vinte minutos, voltei à mesa, perguntando se precisavam de mais alguma coisa:

– Sim. Precisamos que você elogie o chef. Essa é uma das melhores carnes que eu já comi. – Carolina disse, sorrindo, enquanto olhava fundo nos meus olhos.

– Bom, eu agradeço o elogio. – Respondi, sorrindo de volta.

Desde então, Carolina passou a marcar presença constante no meu restaurante. Até que na véspera do Natal, nós nos beijamos. Foi mágico. Eu diria quase perfeito. Teria sido se a policia não tivesse irrompido no restaurante, anunciando que haviam encontrado o corpo desfigurado do Lucas, meu funcionário.

Os policiais estranharam as marcas encontradas no corpo dele. No pescoço, marcas de corrente e de mordidas de um animal. Na altura do tronco, hematomas sugeriam que ele tivesse sido espancado.

A polícia não conseguiu concluir muito. E o mesmo aconteceu com as três seguintes. A pequena cidade começou a criar inúmeras historias e explicações para o ocorrido. A avó da minha namorada jurava que era a volta de uma lenda urbana alemã.

As autoridades encontraram mais pistas quando encontraram um amigo da Carolina nas mesmas situações dos últimos assassinados, mas dois fatos chamaram a atenção dos investigadores. O primeiro foram as fezes encontradas do animal. Os exames de DNA apontaram que o cocô pertencia a um javali. Sim, um javali! Como se não fosse o suficiente, nas costas da vítima, a polícia encontrou um bilhete do assassino se identificando: “Le Sanglier Assassin”, ou “o Javali Assassino”.

O fato é que o nome não inspirou o medo que um serial killer impõe normalmente. Um exemplo é aquele tal de BTK, o estrangulador. É um nome prático que resumia o que ele fazia: “Blind, Torture and Kill” (traduzindo: amarrar, torturar e matar).

Um mês depois que seu codinome foi revelado, o Javali Assassino provou (como se isso fosse necessário) que merecia ser temido. Alguns cidadãos desavisados fizeram piadinhas, tudo pelo humor negro. Gramado nunca mais seria a mesma.

Num belo dia, a irmã de Carolina, Cátia, convidou algumas pessoas para uma trilha, incluindo eu. Ela queria tirar fotos dos amigos em um lugar diferente. Minha namorada estava super animada para ir, mas, no ultimo instante, eu comecei a sofrer uma crise de enxaqueca forte.

Eu tomei tanto remédio que eu apaguei por um bom tempo. Quando eu acordei, Cátia estava desaparecida.

A cidade se mobilizou e iniciaram as buscas pela garota. Foram quinze horas de pura tensão e angustia. A cada segundo que se passava, mas claro ficava que a minha cunhada tinha sido vitima do Javali. Infelizmente, acharam o corpo mutilado de Cátia Bergen ao lado de sua amada câmera.

Como todo bom psicopata, ele precisa aparecer. Por isso, o Javali Assassino deixou uma gravação na câmera da garota. Os boatos diziam que ele segurava a maquina, mostrando pela primeira vez sua aparência. Parecia uma criatura que havia saído dos quadrinhos. Uma espécie de detetive particular que usava uma mascara de gás.

O vídeo tinha apenas trinta segundos de duração. Ao fundo, o corpo desfigurado da garota era saboreado pelo javali. Acho que nem Deus sabe como aquele homem conseguiu adestrar um javali daquele jeito.

O serial killer, com um dispositivo que alterava a voz dele, disse poucas palavras:

– Vocês riram de mim. A cidade não me levou a sério. Vocês acharam que eu estava brincando? Não se brinca com uma força incontrolável da natureza.

O assassino deixou a câmera cair, de forma que ela gravasse a saída dele. Com um estalar de dedos, o javali obediente se juntou ao seu dono.

É incrível como apenas um homem conseguiu amedrontar toda uma cidade. Se bem que uma pessoa não ficou com medo dele. Não. Carolina sentiu pela primeira vez o gosto do ódio.

Eu não podia culpar a minha namorada. Era compreensível o surgimento daquele ódio. Por isso, eu não me opus ao fato da minha namorada comprar uma arma. Nem mesmo que, em um período de oito meses, ela virou basicamente uma psiquiatra especialista em psicopatas. Para mim, era apenas um meio que Carol estava usando para superar a dor.

Nesse ínterim, mais três pessoas foram encontradas mortas. A policia descobriu o dito modus operandi. Ele escolhia as vitimas ao acaso. Primeiro, ele atraia a pessoa. Depois, quando a presa abaixasse a guarda, o Javali Assassino usava uma planta alucinógena, a ayahuasca. Desorientadas, as vitimas eram atacadas pelo javali. Ao serial killer restava aproveitar os últimos momentos das vitimas.

Desde o último assassinato cometido por ele, a minha enxaqueca voltou com força. Para mim, totalmente compreensível, já que os negócios não iam tão bem e eu vivia preocupado com a possibilidade de ser atacado, ou pior, a Carolina sofrer um ataque.

Ao contrário de mim, Carol não demonstrava nenhuma preocupação. Ela estava tentando chamar a atenção do psicopata. Botava nas redes sociais coisas provocando o serial killer, dizendo que ele não passava de um lunático sem ter o que fazer e que daria um fim nele.

Carolina fez isso até o mês passado. Foi quando ela recebeu um bilhete do assassino. No papel escrito à sangue, o psicopata convidava ela para ver quem ganharia um confronto entre os dois. Obviamente, o local seria onde Cátia foi morta. Ele a deixou escolher um parceiro. Eu, prontamente, me voluntariei. Não sei o que se passava na minha cabeça. Vamos dizer que foi o amor.

O dia do encontro chegou num piscar de olhos. Por volta das 20h, eu e Carolina entramos no carro e nos dirigimos ao local. Minha namorada checava a arma a cada cinco minutos. A cada dez via se tinha trago munição suficiente.

Eu encostei o carro no acostamento. Uma cruz com o nome e um tufo de cabelo da Cátia estava fincada no chão.

– Filho de uma puta! – Carolina esbravejou.

Antes de entramos na floresta, ela pegou uma arma e uma lanterna, então me entregou. Depois, tomou um gole da sua água. Olhei para ela e perguntei se estava pronta. Ela se limitou a assentir com a cabeça.

O plano era “simples”. Entraríamos, não ficaríamos mais de dez metros separados e mataríamos o javali e seu dono.

Assim que entramos na floresta, uma névoa forte desceu. Eu me perdi de Carolina. Eu sabia que não adiantava procurá-la. Mesmo com a lanterna, eu não enxergava nada mais do que dez passos à minha frente.  Minha cabeça doía tanto que eu mal conseguia manter os olhos abertos.

Comecei a sentir que eu estava sendo perseguido. Respirei fundo e tentei enxergar algo no breu. A forma de algum animal se aproximava de mim. Por via das duvidas, atirei duas vezes. O que quer que fosse, saiu correndo, provavelmente ferido.

A sensação de medo despertou algo diferente em mim. Eu estava mais atento ao que acontecia. Era a tal da adrenalina, correndo nas minhas veias avisando que o perigo estava se aproximando.

Por duas vezes, eu pensei ter visto o assassino. A sombra de um homem (ou seria um demônio brincando com os meus sentidos?). Eu corria atrás do individuo, batendo em galhos, atirava, praguejava e ouvia a risada dele.

Eu me senti cansado. A cabeça latejava ritmicamente. Eu sentia que ele estava por perto, entretanto, por que ele parecia tão longe? Enquanto eu refletia nisso, ouvi um grito. O grito de Carolina e uma risada fria e seca.

Mais uma vez, eu corri. Desta vez, com uma direção certa. A minha arma estava em punho. O assassino parecia gostar do jogo. Ele estava me seguindo. Eu podia ouvir ele, como se sussurrasse no meu ouvido: “Você está perto da verdade! Venha!” Mas como era possível?

Carolina continuava a gritar, provavelmente em dor. Eu sentia que estava mais próximo dela. Foi quando eu quase cai num desfiladeiro. Parei diante daquele penhasco, com a certeza que algo estava errado.

Eis que surgiu a voz de Carol e a do serial killer, logo em seguida.

– Não acredito! É você! Mas, como? Você que matou a Cátia?!

– Quer saber a verdade, Leonardo? Pule. Vai dar tudo certo.

Pulei, mesmo sabendo que seria a coisa mais estúpida. Quando eu comecei a me arrepender, uma bola branca de luz surgiu, tirando-me dali.

Minha visão não era mais a mesma. Era como se eu estivesse um óculos de sol. Eu usava luvas grossas feitas de couro. E um sobre-tudo. Mas como? Por quê?

Eu desequilibrei e caí diante do corpo inerte e desfigurado de Carolina. A dor de cabeça lancinante abrandava devagar, enquanto eu encarava o cadáver da minha namorada. Eu não sentia nojo, nem raiva e muito menos medo. Controlei o meu fôlego, sentindo a animação de mais um assassinato correr pelas minhas veias.

Ares nos rodeava, procurando algo no chão. Notei que o sangue de Carolina escorria dos caninos do javali.

Finalmente, me ergui. Ao lado da cabeça de Carol, eu vi a enorme poça de sangue que começara a se formar, misturando-se com uma poça de chuva. Enquanto o líquido vermelho se diluía, eu vi o meu verdadeiro eu.

Os olhos cobertos por uns óculos de lentes escuras, que lembrava vagamente as lentes daqueles cientistas malucos de filmes trashs. O sobretudo tinha algumas marcas da caçada. Pedaçinhos de galho presos nas mangas e lamas sujavam o meu manto.  

Diante do meu reflexo, eu ri e disse:

– Amor, eu odeio quando você está certa.

Anúncios

54 comentários em “O Fenômeno de Gramado (Givago Thimoti)

  1. Givago Domingues Thimoti
    25 de junho de 2017

    Bom, acho que o que me resta é agradecer pelos comentários. Principalmente aqueles que dão aquela animada. Mas não podemos esquecer as críticas negativas. Às vezes irritam, outras machucam, porém são necessárias para melhorar. Muito obrigado a todos!

  2. Victor Finkler Lachowski
    23 de junho de 2017

    Olá autor/a.
    Seu conto impressiona, um conceito bem diferente, criativo, estilo de narração diferenciado, como um outro comentário disse, lembra seriado de TV, isso me surpreendeu.
    O conto tem um suspense bacana e que segura a estória, apesar de alguns plot-twist um pouco previsíveis, o geral foi bem construído.
    Seu conto apresentou um número considerável de erros de português, atrapalhando assim a leitura.
    Seu conto fugiu do comum e foi bem criativo, boa sorte no desafio e nos presenteie com mais obras,
    Abraços.

  3. Wilson Barros
    23 de junho de 2017

    O começo é estimulante, mostra que vai ser uma leitura agradável, um thriller policial, com detalhes reais, ao estilo de Mary Higgins Clark. A dose certa de romance, gastronomia e suspense. A surpresa esquizofrênica, ao estilo do “homem que adorava flores” de King foi muito boa. Um ótimo entretenimento, parabéns.

  4. Daniel Reis
    23 de junho de 2017

    (Prezado Autor: antes dos comentários, alerto que minha análise deve se restringir aos pontos que, na minha percepção, podem ser mais trabalhados, sem intenção de passar uma crítica literária, mas uma impressão de leitor. Espero que essas observações possam ajudá-lo a se aprimorar, assim com a leitura de seu conto também me ajudou. Um grande abraço).

    O Fenômeno de Gramado (Sus scrofa trucidator )

    ADEQUAÇÃO AO TEMA: sim, há a imagem presente – e, sem dúvida, o autor partiu dela para criar esse thriller de serial killer.

    ASPECTOS TÉCNICOS: o texto é direto, ao estilo dos seriados de TV, o que não é demérito, mas característica. Apenas que, tal como vários desses seriados, os diálogos soam artificiais, com frases soltas ou então “presas” demais em explicar o que está acontecendo.

    EFEITO: sem grandes reviravoltas, e até uma certa previsibilidade. O final também ficou em aberto, fiquei imaginando para onde vai o assassino agora…

  5. Sabrina Dalbelo
    23 de junho de 2017

    Olá autor (a),
    O teu texto é cheio de informações que podem confundir o leitor e talvez não agreguem tanto na narrativa.
    Circunstâncias do restaurante, de Sampa, entre outras, poderiam ter sido condensadas ou suprimidas.
    De outro lado, a abordagem da imagem do desafio foi criativa, na medida em que o próprio personagem é o javali serial killer, a la “Dr. Jekill e Mr. Hide”. Acho que as dicas sobre isso, as enxaquecas, não tem a força para entregar o final.
    A linguagem é boa e a leitura flui.
    Grande abraço

  6. Rubem Cabral
    23 de junho de 2017

    Olá, Sus scrofa.

    Resolvi adotar um padrão de avaliação. Como sugerido pelo EntreContos. Vamos lá:

    Adequação ao tema:
    Boa adequação: javali, homem encasacado com óculos de aviador.

    Qualidade da escrita (gramática, pontuação):
    O texto tem uma série de pequenos equívocos. A propósito, em BTR, provavelmente o B seria de “bind” (amarrar) e não “blind” (cego).

    Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos):
    O narrador-assassino ficou bem desenvolvido, embora somente a enxaqueca não explique bem a sua dupla personalidade ou o pq dele só ter começado a matar em Gramado. Os diálogos foram bons. A narração, idem.

    Enredo (coerência, criatividade):
    O enredo segue ao esquema de plot twist no final, embora, fora as dores de cabeça, o conto não indicasse maiores problemas qto à personalidade do Léo. A abordagem ao tema foi criativa.

    Obrigado pela leitura e boa sorte no desafio!

  7. Raian Moreira
    23 de junho de 2017

    Seu conto tem um ótimo nível em termos de vocabulário, mas acho que alguns erros gramaticais acabaram estragando o texto, barrando a fluência e o dinamismo dele. O conto é emocionante do começo ao fim, e causa certo impacto.
    As coisas acontecem rápido demais, como o romance por exemplo. Mas acho normal isso acontecer, as próprias regras do desafio limitam um pouco nossas habilidades, mas tudo bem.
    Foi uma ótima leitura, parabéns, boa sorte.

  8. Andreza Araujo
    22 de junho de 2017

    O desenvolvimento e o estilo da narrativa foram itens que me prenderam, com dose certa de mistério. Por outro lado, Carolina não teve grande desenvolvimento na história, foi quase um item de decoração, onde o protagonista se apoiou para se sustentar.

    As dores de cabeça frequentes eram um forte indício de que Leo era de fato o assassino, mas não havia mais nada que afirmasse isso, então o mistério se sustentou até o final.

    Ponto alto para a reviravolta do final, quando o(a) autor(a) nos faz pensar que Carolina é a assassina, quando na verdade não é kkkk Só me pergunto onde o javali fica quando Leo está no restaurante, e como ele o encontra quando precisa de sua “ajuda” para os assassinatos. De onde veio a roupa que ele veste no final? Ele já a estava usando ou roubou da namorada? E os óculos? Aliás, cadê a mala? 😛 Bem, leitura agradável e o impacto foi relevante e positivo!

  9. Wender Lemes
    22 de junho de 2017

    Olá! Para organizar melhor, dividirei minha avaliação entre aspectos técnicos (ortografia, organização, estética), aspectos subjetivos (criatividade, apelo emocional) e minha compreensão geral sobre o conto. Tentarei comentar sem conferir antes a opinião dos colegas, mantendo meu feedback o mais natural possível. Peço desculpas prévias se acabar “chovendo no molhado” em algum ponto.

    ****

    Aspectos técnicos: em relação à linguagem demonstrada, o conto não demonstra muitos defeitos dignos de nota, mas também não propõe algo muito fora do comum. A organização busca mostrar um ponto guia no começo (o assassinato) e criar a tensão em torno dele. Assim, não importa necessariamente o fato, mas como ele veio a ocorrer.

    Aspectos subjetivos: o tema está presente em gênero, número e grau, embora não tenha sido igualmente justificado. As roupas, a mala e o javali treinado surgem nos momentos em que o protagonista incorpora o psicopata, mas fica no imaginário o lugar para onde vão todas essas coisas quando ele volta ao normal.

    Compreensão geral: para ser sincero, desde o momento em que narrou o protagonista tendo dores de cabeça, torci para que ele não fosse o psicopata. É curioso quando uma cena é tão utilizada que a reviravolta se faz justamente se essa passagem não ocorrer. Infelizmente, o protagonista era realmente o assassino. Enfim, notei também um ponto legal durante a leitura, a respeito do termo “penhasco”. A primeira utilização dele é quando o protagonista vê Carolina pela primeira vez; a segunda acontece quando ele está vislumbrando sua própria transformação psicológica (enquanto perseguia a própria Carolina). Podemos associar esses dois penhascos à “maturação” do psicopata.

    Parabéns e boa sorte.

  10. Jowilton Amaral da Costa
    22 de junho de 2017

    Achei o conto médio. Gosto de contos policiais, sobretudo com psicopatas. Escrevi um conto sobre o transtorno dissociativo de identidade para a seleção da Revista Pulp Fiction quando o tema foi Surrealismo. Fiz uma boa trama, mas, pequei na narrativa, e alguns pontos ficaram bem confuso, Fiz várias experimentações no texto. Narrei em primeira e em terceira pessoa. Não foi selecionado e eles tiveram razão em não selecionar o conto. Não estava muito coeso. Enfim, depois da propaganda sobre meu conto, tenho que dizer que gostei da trama, mas, não da narrativa. A narrativa está meio crua, precisava de ser um pouco mais trabalhada, ao meu ver.Alguns pontos ficaram mais jornalísticos do que literários. Uma coisa boa foi que desconfiei primeiro da garota, mas, quando o cara falou que teve dor de cabeça e tal. deduzi que era o Leozinho. Acho, que se você tivesse cortado mais na apresentação de Leo, que foi pouco relevante para o enredo, talvez só o fato dele não gostar de namorar, o que o faz dele um cara estranho, com certeza,pudesse ficar, o resto eu tiraria tudo e me dedicaria do meu para o fim, encorpando o enredo. É isso, boa sorte.

  11. Pedro Luna
    22 de junho de 2017

    Gostei da primeira metade, apesar de muitas coisas serem apresentadas com uma rapidez muito grande, o que não nos faz simpatizar com nenhum personagem, só um pouco pelo protagonista. Apesar de estar achando a história meio ingênua, considerei bem bom de ler e mantém o interesse para saber que mistério é esse envolvendo o assassino..

    Porém o final me soou claramente uma virada forçadíssima e que demanda muita carga psicológica do personagem para que a gente aceite. O problema é que o conto é curto e esse lado sombrio não foi bem explorado, o que não me deixou aceitar a revelação. Ficou muito aleatório e difícil de engolir a “dupla personalidade”. Acho que queria chocar e pelo menos a mim, não conseguiu. AIinda mais pq é o próprio personagem narrando.

    Mas está bem escrito, só mesmo as entrelinhas que não ficaram boas.

  12. Catarina
    22 de junho de 2017

    O INÍCIO já despertou a curiosidade, como deve ser um conto de suspense. A TRADUÇÃO DA IMAGEM foi crescendo com o personagem, culminando em um clímax legal. A trama é muito boa e trabalha mais a parte chef do psicopata. Com uma revisão e enxugada, para aumentar a velocidade no meio, ficará perfeito.
    EFEITO eu suspeitava, mas não queria acreditar. Afinal Leo era tão gente boa…

  13. Thiago de Melo
    22 de junho de 2017

    Amigo Scrofa,
    Parabéns pelo seu texto. Você escreve bem e tem domínio da técnica, não se pode negar. Só não gostei muito de como a história foi conduzida. Não sei como foram os comentários dos colegas que leram o seu conto antes de mim, mas na hora da primeira enxaqueca eu já sabia que o carinha era o serial killer. Isso tirou um pouco a emoção do final para mim. Não sei até que ponto isso é culpa minha também.
    Tem um conto com uma premissa parecida com essa no desafio X-Punk. Acho que vale a leitura: (https://entrecontos.com/2016/11/26/assassinato-no-lula-molusco-squidward/) (vai ver, foi você mesmo que escreveu também aquele hehehehehe).
    Um abraço!

  14. Luis Guilherme
    20 de junho de 2017

    Ola, amigo, tudo bao?

    Desculpa pelos prováveis erros de digitaçao, odeio digitar no cel.

    Vamos la: sua historia eh envolvente e agradavel! Gostei!

    Voce teve sucesso em criar um clima de tensao e misterio, e isso eh uma das coisas mais dificeis. O conto representa bem o genero. Isso se deve, certamente, à qualidade com que o enredo eh conduzido. A linguagem clara e fluida e o bom uso da lingua favoreceram.

    Em determinado momento eu ja imaginei o desfecho. Nao era algo totalmente imprevisível, mas isso nao estraga a historia.

    Quanto à gramatica, notei uma coisinha ou outra, especialmente uma repetição excessiva de termos em alguns momentos, como a repetiçao de “eu” – acho que poderia ter usado o sujeito oculto em alguns momentos, e tambem de “minha namorada”.

    Claro q isso nao influência na nota, soh achei legal pontuar.

    Parabens pela obra e boa sorte!

  15. Marcelo Milani
    19 de junho de 2017

    Ótimo conto de mistério. Me lembrou o rapto do garoto de ouro da coleção vaga-lume.

  16. Brian Oliveira Lancaster
    19 de junho de 2017

    EGO (Essência, Gosto, Organização)
    E: Uma montanha-russa de sensações. O início começa bem, é leve, instiga, e provoca interesse. O desenvolvimento descamba um pouquinho. E o final recompensa os mais incautos e suas mentes que dizem “já sei o que vai acontecer”. Foi uma surpresa boa esse final. Achei que seria ela, e você conseguiu me enganar. Mas o miolo precisa de melhor lapidação. Como vou exemplificar? Você foi cortando de leve o primeiro pedaço de bolo, e o servindo no prato, suavemente. Em seguida, em um rompante de fúria, esfaqueou toda a massa e desfez a cobertura. No fim, pegou cautelosamente a pazinha e depositou o último pedaço em cima, servindo em um prato redondo.
    G: Tem uma boa carga dramática e romântica (pelo menos no início), dá uma degringolada (termo que se aplica muito bem a quem conhece a região sul) e depois volta com uma surpresa muito boa. Ou seja, início e fim excelentes. Mas o recheio precisa de mais doce e confeitos.
    O: A escrita flui bem e transmite as emoções na hora certa, exceto nas partes aceleradas. Mais um pouquinho de tratamento estético e o texto subirá de bom para excelente.

    • Luis Guilherme
      20 de junho de 2017

      Ahhahaa adorei a definiçao!

  17. juliana calafange da costa ribeiro
    17 de junho de 2017

    O conto começa bem, uma história de mistério na cidade de Gramado, que tem bem um clima pra isso, com sua geografia, seu clima, sua arquitetura típica. Mas logo depois o texto começa a correr, Gramado mesmo desaparece, tudo fica extremamente explicativo e cada vez mais inverossímil, porque o autor não constrói os personagens nem a ambientação. Isso impede a gente de embarcar na história. São tantas coisas, tantas reviravoltas, tantas mudanças no comportamento do protagonista, acontecendo tão rápido, que a gente passa “voando” por cima da história, digamos assim. Isso acaba com o suspense, que é fundamental para o impacto que vc queria causar com o seu final surpreendente. Acaba que não fica surpreendente. Aliás, acho que o tratamento em 1ª pessoa não foi a melhor escolha pra essa história. Sugiro vc reescrever em 3ª pessoa e ver como fica. Enfim, é um suspense em potencial, que pode ficar muito bom, mas talvez não em 2 mil palavras. Quem sabe num romance de 180?
    Parabéns e boa sorte!

  18. Rose Hahn
    16 de junho de 2017

    Mas bah tchê, um conterrâneo no Desafio; ia pra Gramado nesse findi, não vou mais. Buenas, temos alguns probleminhas aqui, acentuação, gramática, algumas concordâncias. Mas o que mais pegou foi a verossimilhança da história, aquela macheza toda da Carol em vingar a irmã, sei lá, ela não tinha um pai gaúcho macho para protegê-la, já que sabemos no final que o namorado era o bandido, a cidade acossada e mesmo assim a menina partiu para a justiça com as próprias mãos; não deu liga. De qualquer forma, gosto de enredos policiais, temáticas com “cereais” killer, deves continuar praticando, tens uma pegada boa para o gênero, boa sorte no desafio.

  19. Cilas Medi
    16 de junho de 2017

    Olá Sus,
    Parece que o teclado não possui o famigerado acento, bem como excesso de cedilha, como abaixo constatamos:
    1. mal passada = malpassada.
    2. ultimo instante … = último.
    3. policia = polícia.
    4. vitima = vítima
    5. maquina = máquina.
    6. mascara = máscara.
    7. vitimas = vítimas. Três vezes no mesmo parágrafo.
    8. duvidas = dúvidas
    9. individuo = indivíduo.
    10. eu quase cai = eu quase caí.
    11. sobre-tudo = sobretudo.
    12. Pedaçinhos = pedacinhos.
    A cada segundo que se passava, mas claro ficava que… = A cada segundo que se passava mais claro ficava que…
    Um filme trash (já que gosta de utilizar de termos em inglês – ainda bem já traduzidos) e que foi admitido (no penúltimo parágrafo) como “semelhante” a muitos outros com caçadas (aqui vale o c cedilha) e a sempre eventual condição de não se saber o que se faz quando se tem enxaqueca. Um grande e sem sentido lugar comum apesar de (agora vem o lado bom) ser bem escrito e estruturado, porém sem criatividade. Os erros são comuns quando pouco, no caso você autor(a) exagerou. De Gramado, por favor, um quilo do excelente chocolate. Nota 7,0.

  20. Bia Machado
    16 de junho de 2017

    Desenvolvimento: Muito fraco para um policial com temática de serial killer. O que justifica é que o autor/a autora seja inexperiente ainda, pois apesar disso o desenvolvimento tem um viés de história policial. Acredito que você tenha lido romances nesse estilo e visto filmes do gênero, mas talvez escrever esse texto deve ter esclarecido a você algo que Agatha Christie afirmava, com propriedade: uma história policial não cabe em um conto, pelo menos não em um de até 2000
    palavras. Uma história de suspense, de terror, de mistério, sim, mas não uma que se propõe a ser uma história de serial killer. Ela mesma não levava muito a sério contos que escrevia na temática policial e no formato de conto buscava mais o mistério, até mesmo o sobrenatural. Quando se insiste, provável acontecer isso que a gente vê no seu conto, a coisa acelera muito, construções estranhas são criadas, a coisa se perde e acaba virando no máximo um trash, ou terrir, mas mesmo pra isso um desenvolvimento melhor seria necessário. Levando pelo bom caminho, ao menos é um texto curto e que pode ser mais bem desenvolvido. Já tentei ler um romance policial nacional que tinha tantos problemas quanto o seu conto apresenta no desenvolvimento, mas o erro foi maior: era um romance, foi publicado, vergonha alheia mesmo. Nem terminei. Então, se quer continuar por esse caminho e essa temática te dou o maior apoio, a literatura nacional não tem muito disso que você tentou desenvolver aqui, mas é um caminho interessante a ser percorrido, com estudo, leitura, testes e muitos outros textos que ainda estão por vir, espero que cada vez mais sejam melhores que esse. A questão da pesquisa é importante, evita o lugar comum, em frases como “Como todo bom psicopata, ele precisa aparecer”, olha, isso não serviria para Andrei Chikatilo (https://pt.wikipedia.org/wiki/Andrei_Chikatilo), por exemplo. Ficou muito lugar comum essa frase, assim como me desagradou também “Nem mesmo que, em um período de oito meses, ela virou basicamente uma psiquiatra especialista em psicopatas”… E como assim, “Depois, quando a presa abaixasse a guarda, o Javali Assassino usava uma planta alucinógena, a ayahuasca. Desorientadas, as vitimas eram atacadas pelo javali”? Se estiver se referindo à planta, a pessoa teria que mascar, mascar, mascar… Se for à bebida, teria que tomar. Quem faria uma coisa ou outra, no meio da floresta, a não ser que estivesse naqueles filmes de terror previsíveis? Essa parte aqui: “Assim que entramos na floresta, uma névoa forte desceu”, sinceramente…

    Personagens: Faltou desenvolvimento a eles também. Uma profundidade maior caberia bem, o Leonardo, por exemplo, pede isso, em vista do que vai lhe acontecer. Da forma como está, não convence. E está previsível, já imaginava quem fosse o serial, praticamente desde o começo. De novo me lembrei de Agatha Christie, que usou esse recurso uma vez, do narrador ser o criminoso, algo muito arriscado, mas que dá um “tcham” a mais. No caso do seu texto é um tanto diferente, o cara não parecia estar ciente do que fazia, parecia atacar em surtos psicóticos, mas sei lá, precisava ter desenvolvido melhor mesmo.

    Emoção: Pouca. Não me comprou o interesse, foi uma leitura obrigatória apenas.

    Tema: Acredito que atenda ao tema. No meu caso, falando de mim, não consigo ver o homem da imagem no que você produziu, mas isso diz respeito a mim e não deve interferir, certo?

    Gramática: Muitas palavras sem acento, outras com coisas sobrando, como “pedaÇinho”, repetições extremas de pronomes, enfim… deleite-se com isso em uma revisão, vai ver que depois de um “limpa” nesse texto a coisa vai parecer melhor. E boa sorte sempre, que continue escrevendo e que suas escritas só melhorem com o tempo.

  21. Ana Monteiro
    15 de junho de 2017

    Olá Sus. Quando o conto é policial, o leitor tende a ler de forma rápida para acompanhar/adivinhar que mais virá por aí. Vamos aos aspetos propostos para avaliação. Gramática: precisa de uma boa revisão gramatical, ortográfica e lexical; Criatividade: foi média/boa, criou uma história e um conjunto de personagens para a rechear e tudo foi bem desenvolvido, mas muito óbvio; Adequação ao tema: a adequação está lá mas não estabelece a ligação à imagem que deu origem ao desafio; Emoção e enredo: o enredo ganha sobre a emoção que está ausente, ainda se ganha alguma simpatia por Leonardo, logo de início mas essa simpatia não cria vínculo e, a partir daí, os personagens vão apenas passando na tela. Enquanto leitora tive uma experiência média, gostei mais da ideia que da execução. Ignorando os tropeços na leitura, começa muito bem, desenvolve o ambiente e começa a colorir os cenários até que o serial killer surge e aí a história perde dinâmica, densidade e torna-se cinzenta e sem emoção; o suspense é relativo, o resultado excessivamente previsível. O final confirmou-se, mas gostei bastante da última frase, achei uma boa forma de terminar. No geral gostei e desejo-lhe boa sorte no desafio.

  22. Lee Rodrigues
    13 de junho de 2017

    Caro autor, seu enredo tá redondinho, início, meio e fim. Os elementos que compõe a imagem/desafio estão presentes.

    Quando eu comecei a levar o conto a sério “uma bola branca de luz surgiu”, por Deus, eu pensei que fosse aparecer um pokémon ali.

    Os pronome “eu” se repete mais ou menos 71X, “meu” 17x e “ela” umas 15X. você pode enxugar isso trabalhando com o sujeito oculto, ele não vem expresso na oração, mas pode ser facilmente identificado pela desinência do verbo.

    “As autoridades encontraram mais pistas quando encontraram um amigo da Carolina nas mesmas”.
    ** Talvez ficasse melhor substituir um desses ‘encontraram” por descobriram.

    Eu podia ouvir ele
    ** podia ouvi-lo.

    Pedaçinhos
    **Pedacinhos

    sobre-tudo
    ** sobretudo

    E outras tantas palavrinhas faltando acentuação que até o próprio word marca. Isso não impede a leitura, mas salpica o texto com o descuido. Entenda, os apontamentos não são para mostrar onde você errou, são para sinalizar onde você pode melhorar, e essa foi minha forma de deixar um pedacinho da minha atenção para você. E não fica de zanga, o meu conto também tá pedindo socorro rs.

  23. Leo Jardim
    12 de junho de 2017

    O Fenômeno de Gramado (Sus scrofa trucidator)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): é legal e o clima de mistério e investigação agrada. Acho que a trama perde tempo demais em coisas com pouco valor e dá nomes a muitos personagens sem importância. Uma sugestão seria focar mais na história de Leo e Carolina e desenvolver melhor a amiga dela, Cátia, para que sua perda seja sentida por nós e tenhamos a mesma reação de Carol. A reviravolta do final é muito boa e fiquei realmente enojado com a última cena, mas depois fiquei tentando entender melhor os motivos que o levavam a fazer aquilo: era um caso de dupla-personalidade?

    📝 Técnica (⭐⭐▫▫▫): uma narração em primeira pessoa funcional e sem grandes atrativos, com objetivo principal de contar a história. Anotei os erros abaixo enquanto lia:

    ▪ Arrumei o prato de Carolina como se *fosse* servisse à Rainha da Inglaterra (sobrou palavra)

    ▪ o mesmo aconteceu com as três seguintes (três oq? A ideia que estava em aberto era sobre hematomas)

    ▪ O primeiro *foram* as fezes encontradas do animal (o primeiro ~fato~ foi)

    ▪ A cada dez via se tinha *trago* munição suficiente (trazido)

    ▪ Era como se eu estivesse um óculos de sol (faltou um “com”)

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): essa inversão de protagonista e antagonista é comum, mas a ambientação faz parecer algo individual.

    🎯 Tema (⭐⭐): está adequado.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐⭐▫): muito bom, ótima reviravolta, fiquei realmente tenso quando percebi que meu xará era o assassino. O final foi arrepiante e macabro.

  24. Iolandinha Pinheiro
    12 de junho de 2017

    Afinal chego ao último conto deste desafio.

    A história, um mistério envolvendo um serial killer que utiliza um javali em seus crimes, tem um enredo ingênuo e recheado de pistas escancaradas sobre a autoria destes. Eu até ia reclamar de algumas coisas, quando me dei conta que a história era um texto de comédia, e, portanto, não deveria ser lido como conto policial.

    De posse deste novo dado, simplesmente relaxei e dei muitas risadas. Frases clichês, trechos que pareciam sair de uma novela mexicana e uma moça que se forma em Medicina com residência em Psiquiatria e especialização em Psicopatia, em um período total de oito meses, só pode ser brincadeira.

    Outra parte sensacional foi a do assassino na mata ouvindo a própria risada sinistra a alguns metros de onde ele mesmo estava. Pelo que entendi, além de assassino o cara também era ventríloquo.

    O texto todo tem elementos que lhe tiram a seriedade, mas, olhando pelo prisma do humor, o conto acabou me agradando.

    Não se sinta ofendido com a minha opinião. Na verdade eu identifiquei em vc um talento que talvez vc desconhecesse. E, no fim das contas, como comédia seu conto tem uma nota muito melhor do que se fosse um conto de suspense.

    Desejo muita sorte a você, realmente. Agradeço por me fazer concluir o desafio me divertindo tanto. Abraços.

  25. Afonso Elva
    11 de junho de 2017

    Tive o prazer de visitar Gramado, e fiquei empolgado logo de cara. Mas infelizmente o conto tem um tom meio bobo. Já disse isso aqui, quando o enredo é fraco, temos que ganhar o leitor pela narrativa, o que não aconteceu aqui pois, apesar da escrita ser boa, não consegui suprir a história meio batida.
    Forte abraço

  26. M. A. Thompson
    11 de junho de 2017

    Olá!

    Usarei o padrão de avaliação sugerido pelo EntreContos, assim garanto o mesmo critério para todos:

    * Adequação ao tema: fraca, deveria ter trazido a mala para o conto de alguma forma. Ao ir de São Paulo por exemplo.

    * Qualidade da escrita (gramática, pontuação): fiquei incomodado com algumas opções de palavras, como restaurante/cafeteria usando barra inclinada para separá-los, combiná-los. Alguma coisa na revisão pode melhorar o texto, uma ou outra palavra faltando preposição e/ou artigo.

    * Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos): bom, o autor (ou autora) tem talento.

    * Enredo (coerência, criatividade): bom, gostei da narrativa, apesar de sentir falta de uma amarração melhor com a imagem do desafio.

    De modo geral foi um bom conto e valeu a leitura.

    Parabéns e boa sorte no Desafio!

  27. Fátima Heluany AntunesNogueira
    11 de junho de 2017

    Uma boa trama, bastante criativa e com a imagem-tema inserida de forma razoável. Histórias de suspense e policiais são as minhas favoritas e, talvez por conhecer muitas, esta me pareceu ingênua, previsível e com pontas soltas, situações inverossímeis. O desfecho bem humorado agradou.

    Quanto à linguagem, são muitos os desvios de pontuação, gramática, semântica e repetições. A leitura só não ficou entravada pela simplicidade da narrativa.

    É um trabalho com potencial, uma ideia boa. Parabéns pela participação. Abraços.

  28. Antonio Stegues Batista
    8 de junho de 2017

    A história poderia ter sido melhor se o autor(a) focasse no aspecto psicológico dos personagens. Algumas situações são simplórias beirando o absurdo, como por exemplo a decisão da moça em caçar o assassino, que é trabalho da polícia. Outra coisa é o serial killer usar um entorpecente para dominar suas vítimas, se ele não tinha intensão de torturar ou abusar sexualmente.Algumas passagens rápidas, resumidas, creio por conta do limite de palavras no texto, o que torna a história quase um resumo. Algumas ações são até ingenuas e precisa dar atenção a isso, ser mais contundente, firme e sério.

  29. Vitor De Lerbo
    7 de junho de 2017

    O conto prende a atenção, talvez por relatar muito mais ações do que qualquer outra coisa.

    Porém, os erros gramaticais destoam bastante e atrapalham a história. O final me pareceu um tanto inverossímil, um plot-twist um pouco forçado.

    Boa sorte!

  30. Fernando Cyrino
    5 de junho de 2017

    Bem, termino as leituras sentindo a necessidade de dar mais algumas voltas ao texto para compreender melhor a sua narrativa. Permaneço com a forte impressão de que a sua história ficou em dívida com os leitores. Aliás, comigo, eis que não sei se os demais comentadores gostaram ou não do seu conto. Achei o enredo simples demais. Pudesse lhe dar uma dica diria para rever o conto, quem sabe com uma leitura em voz alta, para avaliar se os pronomes retos, principalmente os “eu” que você usa seriam mesmo necessários. Acho que há vários que poderiam deixar o conto mais leve e bonito. Abraços e sucesso.

  31. Milton Meier Junior
    4 de junho de 2017

    um conto sem muita graça, com sérias falhas de revisão, uma linguagem de fácil leitura, mas com repetições demais (eu, eu, eu até dizer chega). e o final previsível. não me cativou nem um pouco. melhor sorte da próxima vez.

  32. Neusa Maria Fontolan
    3 de junho de 2017

    Uma boa trama, tem muita criatividade aqui. Porém deixa muita coisa no ar, sem que o leitor tenha um bom esclarecimento, a que mais me incomodou foi: como ele conseguiu o javali e o adestrou a tal ponto?
    não deixa de ser um bom conto
    parabéns pela escrita.
    um abraço.

  33. Fabio Baptista
    31 de maio de 2017

    Assim como no conto “o assistente”, achei a história muito inocente. Quase nada aqui é verossímil, então fica um climão de conto juvenil. Isso não é necessariamente um demérito, mas o problema é que PARECE que a intenção era fazer algo mais “sério”.

    A escrita possui muitas falhas de revisão, mas tem o grande mérito de transmitir tudo com bastante clareza e fazer a história andar sem entraves.

    Confesso que a identidade real do assassino nem havia passado pela minha cabeça, mas a surpresa me pareceu mais forçada do que outra coisa. A frase que encerra o texto é muito boa e quase salva o conto.

    Quase.

    – tradição e a modernidade
    >>> esse era o slogan do banco onde eu trabalho hauhauuha

    – Claro que *eu* sentia falta dos amigos da cidade grande. *Eu* lembro que muitos gargalharam quando

    *eu* anunciei que sairia de “Sampa”
    – *Eu* tomei tanto remédio que *eu* apaguei por um bom tempo. Quando *eu* acordei
    >>> Narrativas em primeira pessoa são um prato cheio para encher o conto de “eu”. Algumas vezes isso

    pode ser evitado.

    – a escuridão revelada de um penhasco
    >>> oi?

    – sentaram a mesa
    >>> à

    – como se fosse servisse à Rainha
    >>> servir

    – anunciando que haviam encontrado o corpo
    >>> esse “anunciando” dá impressão que entraram falando isso pra todo mundo ouvir

    – Um exemplo é aquele tal de BTK (…)
    >>> O texto ficaria melhor sem essa parte, principalmente o “traduzindo”

    – convidou algumas pessoas para uma trilha
    >>> ótima ideia quando se tem um javali assassino solto na cidade! hauahuhauha

    – mas claro ficava
    >>> mais

    – angustia / vitima / maquina / policia …
    >>> algumas palavras ficaram sem a acentuação necessária

    – usava uma planta alucinógena, a ayahuasca
    >>> como ele fazia isso???

    – A cada dez via se tinha trago munição suficiente.
    >>> tinha trazido. “Trago” é de cigarro.

    Abraço!

  34. angst447
    29 de maio de 2017

    Olá, autor, tudo bem?
    O título do conto já cria um mistério. Fiquei pensando que fenômeno seria esse?
    O tema do desafio foi abordado com clareza: javali e o homem esquisito. Sem mala, mas tudo bem.
    Gosto de romances policiais, desse clima de suspense, embora o desfecho já fosse previsível.
    Há alguns erros de ortografia e lapsos na sua revisão geral. Só doeu mesmo ler “pedaçinhos”.. ah, doeu mesmo. Antes de I e E não existe Ç.
    Acredito que você seja um autor jovem, então nada melhor do que aprimorar a escrita lendo bastante e passando suas ideias para o papel, tela, etc. Evite repetições de palavras e tente consultar um dicionário de sinônimos para ampliar seu vocabulário. Eu faço isso para não usar os mesmos vocábulos.
    De resto, devo dizer que a sua narrativa prendeu minha atenção. A leitura flui fácil, sem esforço algum.
    Boa sorte!

  35. Priscila Pereira
    28 de maio de 2017

    Oi Sus, a ideia do seu texto é muito boa mas está mal executada… precisa de uma boa revisão, não só por erros, mas por frases estranhas, uma leitua em voz alta ajudaria a revelar as frases que soaram esquisitas. Boa sorte!!

  36. Gilson Raimundo
    28 de maio de 2017

    Foi bom o uso do cenário gaúcho, a história de um serial killer bem típica e previsível, o narrador deixa claro a tendência aos próximos passos, as dores de cabeça gritam o tempo todo “Eu sou o assassino “. Não estou falando de clichês, falo de um padrão que deve ser alterado, a presença do javali na cena do último crime parece um pouco forçada. O leitor deveria ter dúvidas, ser levado a acreditar em outro suspeito para que a reviravolta causasse impacto.

  37. Fil Felix
    27 de maio de 2017

    A ideia do conto é boa, mas senti alguns entraves na execução. Até a parte final, ele não me pareceu muito verossímil. Infelizmente, algumas sacadas foram entregues muito rapidamente, como que animal era (já sabemos que é um javali) e quando ele tem a enxaqueca e ocorre outro assassinato. A gramática também tem alguns escorregões que fugiram da revisão, deixando a narrativa um pouco simples. A parte final é a melhor, ficou com um clima de tensão muito bom. Mas é preciso entrar na magia, já que os dois se aventuram na mata sendo que podiam chamar a polícia e acabar com o caso.

    Como o clima final foi bom e a reviravolta na mata é o destaque, acredito que poderia focar (numa segunda versão) no psicológico das personagens, ainda mais pela utilização da droga alucinógena, dando pra viajar bastante.

  38. Jorge Santos
    27 de maio de 2017

    Conto escrito numa linguagem simples e com ritmo. Conseguimos sentir a tensão ao longo do conto – o que só por si revela o talento do autor. Só o final parece algo forçado. Existe um conceito que é o do Deus Ex-Machina, a magia que surge não se sabe de onde para resolver o enredo. Esse conceito parece estar presente neste conto. Além disso, é excessivamente previsível – as repetições indiciam isso e poderiam ter sido perfeitamente substituídas por algo mais elegante.

  39. Elisa Ribeiro
    25 de maio de 2017

    Olá autor! Uma história de terror trash. Faltou espirrar um pouco mais de sangue para o meu gosto, mas eu me diverti. Valeu por isso! Sobre a estrutura do seu conto, gostei das pistas exageradas, erradas e certas, A gente percebe todas as manipulações e é isso que dá o charme do gênero. A escolha por narrar em primeira pessoa, embora entregue o desfecho, também foi adequada para o gênero. O texto precisa de revisão gramatical. Destaco a falta de coerência no uso dos tempos verbais como o mais grave problema. É isso, autor. Abração pra você. Boa sorte!

  40. Sick Mind
    23 de maio de 2017

    Uma boa ideia, porém mal executada. O romance me pareceu forçado, as atitudes do narrador e da namorada também. A falta de uma revisão gramatical me fez notar mais nos erros do que na história a ser contada. Algumas palavras se repetem em parágrafos próximos, pronomes o tempo. Também há elementos que parecem perdidos no ar, como o tal do BTK. O plot twist no final não teve tanta força para surpreender, pois a cena da dor de cabeça entrega os pontos. Mas pelo menos encontrou uma maneira de encerrar o conto.

  41. Gustavo Castro Araujo
    22 de maio de 2017

    O conto é leve – apesar do contexto abordado – e despretensioso, uma narrativa que se preocupa unicamente em entreter. Vê-se que o autor optou por não correr riscos, apostando num enredo que privilegia a ação em detrimento de mergulhos psicológicos. A ambientação também ficou legal, especialmente porque se desenrola em uma cidade conhecida, se não pessoalmente, ao menos de ouvir falar. O suspense criado também ficou bacana, mostrando que o autor possui bom potencial nessa vertente policial.

    No geral, a trama tende a agradar quem procura diversão mais imediata, mas por outro lado frustra quem prefere digressões mais profundas. Por não se tratar de um texto denso, que abordasse antes a confusão causada pela dupla personalidade, acabou me cansando um pouco. O fim, com a revelação de que o assassino era quem era, só confirmou o que já se desconfiava, mas deixando a sensação, por outro lado, de uma saída Deus-ex machina.

    No geral, portanto, um bom trabalho, mas que pode melhorar significativamente fora do limite de palavras do desafio.

  42. Marco Aurélio Saraiva
    22 de maio de 2017

    Um conto de suspense e terror. A narrativa lembra muito um filme, com suas cenas rápidas e sucintas, sempre tocando para frente a história, nunca se perdendo em detalhes desnecessários.

    ===TRAMA===
    Gostei. No início achei as ações de Leonardo muito inocentes: ele deixou a sua namorada comprar uma arma, virar uma espécie de vigilante, pondo a sua vida em risco, e depois aceitou de bom grado entrar mata adentro correndo risco de vida, com uma enxaqueca gritante, ao invés de tentar dissuadir a namorada daquela loucura. No final, porém, quando é revelado que ele é o assassino, tudo fez sentido: sua outra personalidade orquestrava as suas ações, mesmo inconscientemente.

    Gostei da revelação discreta do nome do javali: Ares, deus grego da guerra. Quando fui escrever o meu conto para este desafio, também pesquisei sobre a simbologia do javali e encontrei, na verdade, uma relação do animal com Afrodite, representando o aspecto violento e animal da mãe. Não vi nada sobre Ares, mas vá lá, a simbologia existe para ser usada de forma criativa, rs.

    Eu não vi a dupla personalidade do homem se aproximando. Sua ambientação inicial, de um dono de restaurante, inocente e apaixonado, me distanciou bastante disso, armando o circo para o final surpreendente. Foi um bom roteiro!

    ===TÉCNICA===

    Sua técnica é boa, mas pode melhorar um bocado. Foi uma leitura boa mas sem brilho, e que cansa em alguns pontos. A leitura não é fluida: tem pausas desnecessárias e muitas repetições. Conte, por exemplo, quantos “eu” podem ser lidos na frase a seguir:

    “Eu tomei tanto remédio que eu apaguei por um bom tempo. Quando eu acordei, Cátia estava desaparecida.”

    Ou então, tente contar quantos “ela” estão escritos na frase a seguir:

    “Antes de entramos na floresta, ela pegou uma arma e uma lanterna, então me entregou. Depois, tomou um gole da sua água. Olhei para ela e perguntei se estava pronta. Ela se limitou a assentir com a cabeça.”

    Repetições assim acabam “travando” um pouco a leitura, cansando o leitor. Acho que um pouco mais de variação tornará o conto muito mais fluido.

    O conto também precisa de um pouco de revisão. Segue alguns erros de digitação / gramática:

    “…fosse servisse à Rainha da Inglaterra” – Acho que aqui você quis dizer “fosse SERVIDO…”

    “Era como se eu estivesse um óculos de sol” – Acho que aqui você quis dizer “Era como se eu vestisse…”

    “Pedaçinhos de galho…” – Pedacinhos.

    ===SALDO===

    Positivo, mas não muito. A trama é boa e bem trabalhada, mas senti um pouco de falta no desenvolvimento de Carol. A técnica é competente, mas pode melhorar. No final, porém, foi uma leitura divertida, que me surpreendeu com o final sobrenatural e manteve meus olhos atentos do início ao fim.

  43. Felipe Moreira
    22 de maio de 2017

    Olá. O primeiro conto que leio e justamente um policial. Admito que gostei de alguns aspectos e técnicas de narrativa que você usou para não repetir palavras. O texto começa com uma apresentação padronizada, sem muita pretensão e também sem qualquer emoção, ao meu ver, por se tratar de um conto narrado em primeira pessoa.
    Nós temos aqui um conto policial que se sustentaria melhor se sua estrutura virasse um romance, um pequeno romance. Digo isso porque não houve a menor possibilidade de criar vínculos afetivos com as personagens, tampouco compreender as motivações do serial killer, sempre citado com uma certa distância.
    Uma narrativa em primeira pessoa deve fluir, entendo eu, de maneira diferente, com mais profundidade, mais intimidade, no entanto, seu conto permanece na superfície do que está acontecendo, como se o narrador estivesse longe do acontecido. O que contribuiu para o que eu mencionei antes sobre vínculo com as personagens. Não sofri por nenhum deles, não senti nada. Não fui capaz de compartilhar a dor de Leonardo, seu medo, sua entrega nesta aventura.
    Penso que se houvesse tempo e um limite maior, esse texto tivesse mais chances de me conquistar.

    Parabéns pelo trabalho e boa sorte.

  44. Mariana
    21 de maio de 2017

    Meus parabéns, a sua escrita é fluída e clara. Também entendi a informalidade da linguagem como um meio para sustentar o depoimento, é um homem com problemas dando a sua versão dos fatos. Ressalto que apenas a sequência na floresta ficou truncada, acredito que pelo frenético da situação relatada. Li “O fenômeno de Gramado” com interesse mas, admito, já sabia quem era o assassino na metade do conto. A ideia é um pouco batida, o clichê é algo que acontece com todos nós mais cedo ou mais tarde. Parabéns e boa sorte no desafio.

  45. Olá, Sus,
    Tudo bem?
    Você criou uma história com clima “Noir”. Um policial, escrito em primeira pessoa, bem adequado ao gênero policial. Um conto com pitadas de humor, suspense e romance. Tudo bem equilibradinho, com final previsível, mas isso não me incomoda. O importante aqui é o desenvolvimento da história e você fez isso com competência.
    Como se trata de um desafio (e obviamente todos queremos ganhar), especialmente por ser um certame entre escritores, é sempre bom tomar cuidados óbvios, como a revisão. Um texto bem revisado, pode fazer toda a diferença por aqui.
    Quanto à trama em si, achei que o Javali poderia ser cortado da história sem que nela fizesse falta. O animal dá um toque a mais no enredo e a cena do sangue escorrendo de suas presas é muito bem criada, mas, ainda assim, o bicho seria dispensável ao assassino. Pensando nisso, no entanto, cheguei à conclusão que esse fato não prejudica a adequação ao tema proposto. A imagem do desafio é mais que Javali, ela é o homem com a mala. E este homem está lá. Presente e forte.
    Parabéns por sua escrita e boa sorte no desafio.
    Beijos
    Paula Giannini

  46. Evelyn Postali
    21 de maio de 2017

    Oi, Sus scrofa trucidator,
    Gramática – Precisa de uma revisão, mas também acredito que precise da assimilação de alguns pontos: uso da crase, aplicação dos pronomes…Cuidado com a repetição de palavras.
    Criatividade – Gostei de como usou a imagem para compor a história policial. Gosto de histórias policiais. Leio muitas. Por isso, confesso que, ao ler serial killer, apontei meu dedo logo para o dono do restaurante. Depois, vieram os indícios clássicos de que ele era realmente o assassino.
    Adequação ao tema proposto – Creio que ficou adequado ao tema.
    Emoção – Por eu ter sacado desde logo o assassino, essa coisa de se emocionar com a leitura, ficou enfraquecida. Mas gostei do tom da história. A construção está dentro do que se espera de um thriller policial.
    Enredo – Bem construído. Tive algumas dúvidas no final, sobre qual era a relação do javali com o assassino. Porque, a princípio, pensei que o assassino era somente ele não havia um javali, propriamente. Então, você escreve “Ares nos rodeava, procurando algo no chão. Notei que o sangue de Carolina escorria dos caninos do javali.” Logo, percebi que sim, havia um javali. Desse modo, creio que esteja faltando uma explicação, ou indicação, de como a relação de Leonardo com o javali acontece. O javali veio de São Paulo? O javali é realmente imaginário? Ficou essa dúvida em mim.
    Espero ter ajudado com a avaliação do texto.
    Um abraço!

  47. Anorkinda Neide
    20 de maio de 2017

    Olá!
    Bem, é um conto bom, me manteve interessada até o final.
    Mas é um enredo batido, batido… Vale enquanto prática, ele se sustentaria melhor se o texto fosse tao bom e/ou os personagens tão cativantes que a obviedade do final não incomodaria o leitor.
    Entendo que talvez, pra vc, a ideia é original, já escrevi coisas q eu nunca tinha lido antes mas o povo já tava saturado…rsrs acontece.
    Mas vc está de parabens por ter desenvolvido bem a historia e o suspense fazendo um final bem legal.
    Abração

    • Anorkinda Neide
      20 de maio de 2017

      ahh eu me lembrei que me esqueci que eu tinha separado um trecho: ‘ Depois, quando a presa abaixasse a guarda, o Javali Assassino usava uma planta alucinógena, a ayahuasca. Desorientadas, as vitimas eram atacadas pelo javali. Ao serial killer restava aproveitar os últimos momentos das vitimas.’
      Não entendi duas coisas: como o assassino usava a planta? esta planta citada é usada para fazer um chá alucinógeno.. o assassino faia a vitima tomar o chá? como ele fazia isso? e o q seria ‘ aproveitar os ultimos momentos das vitimas’? estupro? ou o prazer de matar por matar? naõ ficou claro.

  48. Evandro Furtado
    20 de maio de 2017

    Olá, autor. Sigamos com a avaliação. Trarei três aspectos que considero essenciais para o conto: Elementos de gênero (em que gênero literário o conto de encaixa e como ele trabalha/transgride/satiriza ele), Conteúdo (a história em si e como ela é construída) e Forma (a narrativa, a linguagem utilizada).

    EG: O conto mescla horror e thriller. Isso não é novo, Poe meio que inventou isso. A atmosfera no início do conto é bacana, meio coleção Vagalume inclusive. O problema é que, em que ambos os gêneros, espera-se algo que o autor não alcança. No caso do horror, o monstro/vilão precisa ser alguém que, de fato, imponha medo ou desperte ódio. Não foi o caso aqui. Talvez isso acontece pelo fato de suas vítimas serem desconhecidas ao leitor. O trajeto mais seguro seria: crie um personagem, faça o público gostar dele, mate-o. Pronto, você tem a vítima perfeita, e aí é só construir o vilão em cima disso. Em relação ao thriller, espera-se um plot twist. Ele vem, mas é previsível e mal executado. Isso é curioso porque o autor não deixa pistas claras, mas o rapaz é o primeiro nome a vir à cabeça. Talvez uma lista de suspeitos ampla com alguns acontecimentos curiosos relacionando-os ao crime possa ser demais para um desafio desse tamanho, mas dá pra construir um bom conto dando dicas sem entregar a reviravolta. Bem, Poe conseguia isso.

    C: A história em si é interessante, mas dá saltos gigantescos em algumas partes. O romance, por exemplo, vem de uma hora para a outra. Eles se conhecem em um restaurante e logo dão o primeiro beijo. Certo, isso acontece na vida real, mas na arte a gente precisa estetizar as coisas. Frank Capra dizia que o bom romance é aquele que mantém o casal afastado o maior tempo possível. Tanto que em It Happened One Night os personagens não se beijam até o final do filme. A solução nesse caso? Que eles já fossem namorados desde o início. Isso não prejudicaria a trama. Também tem o já mencionado vilão, que nesse caso também é o herói. Isso seria maravilhoso, se bem executado. Creio que já tenha apontado as razões no tópico anterior.

    F: A narrativa em primeira pessoa é a escolha perfeita para esse tipo de texto. Ela, em si, não apresenta problemas. Eles estão, especificamente, em algumas escolhas de linguagem. A questão é: a forma de contar a história não se solidifica. As vezes a linguagem é formal, às vezes informal. Tem ainda os diálogos que podem passar por uma boa revisão. Pareceram truncados e nada naturais.

    Lembrando que essa é uma crítica construtiva, visando ajudar o autor na composição de seus próximos textos.

  49. Olisomar Pires
    20 de maio de 2017

    1.Tema: adequação muito boa.

    2.Criatividade: Normal. Serial Killer inconsciente que se vê desnudo repentinamente.

    3. Enredo: Interessante, embora não seja novidade: mudança, novo amor, assassinato e desenlace.

    O texto é bem conduzido no geral, as partes da história se conectam, apesar de que não havia muitas opções, ou seria a moça ou seria o moço.

    Talvez (e digo talvez porque essa é uma escolha do autor e não me intrometo nisso, apenas cito aqui como leitor para obra futura do próprio) tivesse sido bom mostrar como o javali surgiu na vida do chef, visto que que ele vinha de outra cidade, como o treinou, enfim… explorar esse lado, as causas do transtorno etc.

    Foi muito rápida essa explosão de sangue.

    4. Escrita: Vários pequenos erros gramaticais e de estilo já anotados pelo colega Ricardo Falco. Uma revisão criteriosa poderia ter amenizado esse desgaste.

    5. Impacto: Médio.

    A dificuldade no aspecto e estilo linguístico neutralizou a emoção da leitura para mim. Um autor com suas qualidades óbvias e com o tempo sanará essa dificuldade. Boa sorte.

  50. Lucas F. Maziero (@lfmlucas)
    20 de maio de 2017

    O conto já começa com emoção.

    Só que a história em si é um pouco ingênua. Ganhou pontos pela narrativa clara.

    Fiquei me perguntando o porquê das mortes rondarem Leonardo, mas lá pelas tantas pesquei a resposta. Não ficou claro se Leonardo foi fazer a trilha junto aos demais, e faltou (acho) uma explicação de como Cátia pôde ter sido pega sem chamar a atenção da irmã. Talvez uma outra névoa tenha surgido na ocasião e separado o grupo?

    Parabéns!

    Obs.: Eu não sou o garçom do restaurante, e ainda estou vivo, espero. 😛

  51. Ricardo Gnecco Falco
    20 de maio de 2017

    Olá autor/autora! 🙂
    Obrigado por me presentear com a sua criação, permitindo-me ampliar meus horizontes literários e, assim, favorecendo meu próprio crescimento enquanto criativa criatura criadora! Gratidão eterna! 😉
    Seguindo a sugestão de nosso Anfitrião, moderador/administrador deste Certame, avaliarei seu trabalho — e todos os demais — conforme o mesmo padrão, que segue abaixo, ao final.
    Desde já, desejo-lhe boa sorte no Desafio e um longo e próspero caminhar nesta prazerosa ‘labuta’ que é a arte da escrita!

    Grande abraço,

    Paz e Bem!

    *******************************************************************************************
    Avaliação da Obra:

    – Gramática –> Alguns deslizes, que parecem ir além da simples revisão. Destaco alguns: “…sentarem A mesa” ; “…como se fosse serviSSE…” ; “A cada segundo que se passava, MAS claro ficava…” ; “Primeiro, ele ATRAIA a pessoa…” ; “…convidava ela…” ; “…ouvir ele…” ; “…com a certeza (*de*) que algo estava errado.” ; “ARES nos rodeava…” — Nada que fizesse o leitor empacar na leitura, com exceção desta aqui: “…via se tinha TRAGO munição…” (o correto é trazido). Mas, não desanime! Eu também custei para aprender o que hoje lhe indico aqui e, pela leitura, pareceu-me tratar-se de um autor (bem) mais jovem do que eu. 😉

    – Criatividade –> Muito boa criatividade. Criou uma história policial e toda uma realidade ao redor da foto que serviu de base para o tema do Desafio, além de uma diversidade de personagens; todas críveis. Parabéns!

    – Adequação ao tema proposto –> 100% de adequação.

    – Emoção –> Um bom tom de mistério e uma escrita com um bom nível de vocabulário, com pouquíssimas repetições de palavras. Boa utilização de sinônimos (policiais, polícia, autoridades…), deixando o texto mais rico e visual. alguns poucos deslizes descritivos, como na repetição, em um mesmo parágrafo, do pronome EU, que pôde ser visto (por NÓS, rs!) em: “EU tomei tanto remédio… EU apaguei… EU acordei…” e também em algumas imagens descritivas que poderiam/deveriam ser evitadas, como: “Num belo dia…”. Mas, a mais séria identifiquei aqui: “…ENCONTRARAM mais pistas quando ENCONTRARAM…”. Basicamente, só isso na parte gráfica (texto). O que acabou me tirando um pouco da graça da história não foi nada disso acima, mas sim um PRENÚNCIO, ou pista, que você autor/a já quis deixar logo ali no meio, do que viria a ser o final da história. Confesso (e talvez isto ocorra mais por aqui, devido aos leitores serem, exatamente, criadores de textos também) que eu JÁ MATEI A HÍSTÓRIA na primeira aparição (não, na primeira vez eu apenas SUSPEITEI, mas na segunda eu já deduzi o final) da “clássica” dor de cabeça/enxaqueca/apagão do narrador da história. Bingo! O serial Killer é ele. Simples assim… Ou seja, autor/a, deixo a dica aqui para você não liberar de forma tão, digamos… Óbvia… Essa “pista” que, uma vez solta, não precisa (e não pode!) ser ressaltada novamente e novamente e novamente… Caso contrário, acontece isso. O leitor (e aqui todo mundo é um Sherlock Homes, pode ter certeza!), já vai antecipar o final que, por obrigação do Gênero (Conto), DEVE surpreender ao final. #Ficadica! 😉

    – Enredo –> Ótimo enredo, excetuando-se apenas as repetições das pistas dadas ao leitor em demasia, com relação à clássica “ausência” do personagem-narrador, em seus momentos de enxaquecas/apagões. Gostei bastante da cena do parágrafo que começa com “Por duas vezes, eu pensei ter visto o assassino…”. Aqui, as imagens acontecem de forma rápida e ocorre um tipo de sinestesia, onde o leitor praticamente consegue não apenas visualizar o que está acontecendo na cena, mas também ouvir (barulho dos galhos quebrando) e sentir a confusão de sentidos na qual o narrador-personagem parece mergulhar. É a melhor cena do conto. Nela, acontece a tão importante “imersão” do leitor na trama, que é encaminhado para o clímax da história e que, mesmo com a antecipação recebida (pistas de que o próprio narrador-personagem seria o psicopata), fez com que eu me “sentisse lá”, em meio aos arbustos e a névoa. Curti o desfecho do conto também, com a escolha do tom mais de comédia para encerrar uma história de assassinatos em séries, dando uma quebrada na tensão e soando, na primeira voz do narrador já oficialmente um serial killer, como uma “despedida-apresentação”. Boa sacada! 🙂

    *******************************************************************************************

E Então? O que achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Informação

Publicado às 18 de maio de 2017 por em Imagem - 2017 e marcado .