EntreContos

Literatura que desafia.

Mayara Sereia (Elisa Ribeiro)

Eu poderia ter deixado para viajar depois do Carnaval, meu chefe me deu essa opção. Mas estava enjoado de passar Carnaval no Rio, bloquinhos de rua não faziam a minha cabeça. Seria minha primeira vez em Belém. Turismo na faixa na Amazônia, passagem, hotel e diária por conta da empresa. Decidi ir.

Nunca fui homem de ter medo, fé ou superstição. Sou um cara de exatas, formado em engenharia, profissional de TI desde os dezenove anos. Só na véspera da viagem me bateu a insegurança, sensação inexplicável de catástrofe iminente. Como tudo já estava acertado, entretanto, descartei o presságio, às favas a intuição.  Era jovem, o que quer que desse errado, restavam-me muitos Carnavais adiante.

Assim que desci em Belém tive uma amostra do quanto seria selvagem aquela experiência amazônica. O tal clima equatorial, mesmo eu tendo embarcado no Rio de Janeiro sob um calor escaldante, me surpreendeu. Eram quase oito da noite, chovia torrencialmente, o bafo quente sufocava, fazia todo mundo brilhar e encharcou minha camisa debaixo do braço e nas costas num instante. Fiquei meio tonto e letárgico, uma sensação estranha, como se tivesse bebido ou fumado alguma coisa.

Felizmente o colega da companhia que foi me pegar no aeroporto, Vicente, chamava-se, eu já o conhecia de falar por telefone, estava com o ar condicionado do carro no máximo e o mal estar se atenuou. Em poucos minutos a chuva estiou completamente.

– Conheces Belém?

– Não, é minha primeira vez na Amazônia.

– Queres que eu te mostre a cidade?

Ainda me sentindo lesado, disse que não, preferia ir para o hotel descansar um pouco.

Conversávamos amenidades sobre a cidade e o trabalho quando paramos em um sinal e o Vicente me mostrou uma barraquinha de rua cercada de pessoas tomando uma sopa fumegante.

– Que raios é isso, Vicente?

– Tacacá.  O povo aqui da Amazônia diz que esse troço quente é refrescante.

Em menos de meia hora estávamos na porta do hotel.

– Tem uma festa boa hoje. Pré-carnaval.  Pena que tu não estás te sentindo bem.

O que restava da minha indisposição sarou imediatamente.

– Não, cara, eu já estou melhor. Vou ficar inteiro depois de um banho.  

– Égua! Passo pra te pegar às onze, então.

Depois de uma chuveirada, um cochilo e um lanche no quarto, estava pronto. O Vicente me pegou passava um pouco das onze.

– É uma pool-party. O lugar é um pouco afastado, mas é incrível.  A piscina é natural, formada pela água do rio.

– Que show! E as mulheres?

– Muitas, a nata da cidade e muita pipa avoada também – foi o que disse o outro amigo do Vicente no carro, igualmente carioca, já mais ambientado que eu.

O lugar era um espetáculo. Um casarão rústico com um rio passando na frente, a piscina formada pela água represada, cascalho fino no fundo, cheia de peixes. Em volta a floresta, as árvores altas abafando o som do tecnobrega eletrônico paraense. Entre o casarão e o rio, muito gente, algumas pessoas fantasiadas, todo mundo dançando.

Depois de alguns Absolut, caí de amor por uma sereia. O rosto era tipicamente paraense, largo, arredondado nos olhos, no nariz, na boca e nas bochechas. O corpo, debaixo da roupa verde brilhosa, era perfeito. Peitões sobrando no decote, cintura fina, quadril largo, coxas roliças, tornozelo grosso, bunda suculenta.   Cheguei perto, dancei me encostando, chamei “sua linda” no ouvido e ganhei um beijo que explorou minha boca de um jeito que eu me apaixonei.  

Quando fui ao bar pegar mais bebida pra gente, vodca para mim e um drink azul para a sereia, um sujeito alto, grandalhão, boa pinta, todo vestido de branco, até o sapato, com um chapéu panamá na cabeça, me abraçou como se cumprimentasse um amigo e falou no meu ouvido.

– Desculpe meter o bedelho, mas preciso te dar um conselho. Essa mulher que tu estas, a sereia, não é bem o que parece. Foge dela, te acautele. Aquela lindeza toda é disfarce do sete-pele.

Afastou-se mal terminou de falar de braço dado com uma loura peituda de shortinho de couro que eu vira chegar sozinha à festa umas duas ou três vodcas antes.

Ignorei o conselho, só podia ser alguma brincadeira. Passei o resto da noite dançando com a sereia. Disse que se chamava Mayara e que o sobrenome era Sereia, mesmo. Vendo minha cara de espanto, deu uma gargalhada com a boca tão aberta que eu pude ver todos os seus dentes, grandes, sem nenhum defeito e quase azulados de tão brancos.  Dei o nome do hotel onde estava e chamei-a ir para ficar lá o resto da noite comigo.

– Hoje não dá. Passo lá na segunda – foi o que ela disse para desconversar o convite.

Deixei-a por um instante para ir ao banheiro, ao voltar ela havia sumido.

Acordei estragado no domingo. Sai da cama passava das duas. Depois de escovar os dentes, enquanto tomava banho, me veio do nada a lembrança da boca da Mayara. O hálito de fruta, a língua invadindo minha boca, o modo de beijar me sugando e os dentes absurdamente brancos. Depois do desejo da boca veio a vontade de grudar meu peito no dela, de novo apertar-lhe a bunda e as coxas. Ainda bem que estava no chuveiro, porque me melequei todo.

Comi no hotel mesmo, um peixe local delicioso, depois sai para um passeio. O calor era o mesmo da véspera, movia-me como um bicho preguiça, economizando movimentos, lentamente. Fui à Basílica de Nazaré, distante mais ou menos um quilômetro, tirei umas fotos e voltei. Já próximo à quadra do hotel, tomei um susto quando um menino pequeno, que mais parecia um anão, saiu de trás de uma das mangueiras que ladeava o passeio e se postou na minha frente. Tinha uma cabeleira desgrenhada, vermelha e no rosto, uma expressão meio irônica.

– Tenho cara de menino, mas não sou criança, não.  Vim pra te dar um aviso, preste bastante atenção. Jantar rabo de sereia em noite de lua cheia pode dar indigestão.

Fiquei olhando espantado para o garoto que ao terminar de falar deu uma risadinha mostrando os dentes serrilhados como os de um peixe. Um sujeito atravessou a rua e veio na nossa direção.

– Uirá, meu filho, você assustou o moço – falou para o menino.

– Tá tudo bem. Só não entendi muito bem o que ele falou.

– Não ligue para o que ele disse, não senhor. Esse menino é abusado, não sei quem ele puxou – agarrou o menino pelo braço e o arrastou – Vamos embora Uirá, diga adeus pro moço.

O garoto continuou me olhando, o pescoço torcido, uma expressão séria no rosto.

De volta ao hotel entrei direto no chuveiro frio, vi um pouco de TV e me preparei para dormir, queria acordar bem disposto para o trabalho no dia seguinte.  Já deitado, olhei pela janela a lua, estava quase redonda, no dia seguinte estaria completamente cheia.

Acordei com o alarme do celular as seis e trinta. Em meia hora estava pronto e já suava aguardando na porta do hotel pela carona do Vicente.

O dia de trabalho foi tranquilo. Reunião no primeiro horário para planejar a semana, no almoço me levaram em um restaurante de comidas típicas, depois do expediente fomos na Estação das Docas tomar chope.

Cochilava assistindo um filme no hotel quando da recepção avisaram que uma mulher havia perguntado por mim e estava subindo. Aberta a porta, Mayara me sorria com a boca vermelha e a língua convidativa entre os grandes e brancos dentes.

Não lembro o que conversamos, só que fizemos amor como bichos, ela o predador, eu, a presa. Sem camisinha nem noção do perigo, fruição total do momento. Bebemos tudo que havia no quarto e também uma bebida forte que Mayara havia trazido.  Que se danasse o Uirá, pensei, ao ver a lua branca e cheia iluminando-lhe as largas ancas morenas. Lancei-me sobre ela e estrebuchei de prazer ao vê-la ondulando ora em cima, ora em baixo de mim enquanto urrava de gozo.

Quando levantei de manhã, Mayara havia partido.  Estranhei, mas achei bom. Acordar ao lado daquela mulher que eu mal conhecia depois de tudo que tínhamos feito seria constrangedor.

Logo no primeiro cafezinho no trabalho, percebi que havia algo errado comigo.  Comi quase nada no almoço, tampouco jantei ou bebi, mas a noite, ao deitar, parecia ter um boi na barriga.

Na quarta, o botão da calça não fechou. Disfarcei com a camisa por fora. No caminho para o trabalho, novamente de carona, comentei com o Vicente.

– Rapaz, não sei o que é isso. Não consegui comer nada ontem e hoje a barriga está tão grande que a calça não fechou.

– Liga não, carioca. Você deve estar estranhando a comida forte daqui.

No dia seguinte a situação piorou. Parecia que algo crescia dentro do meu abdômen fazendo pressão nos outros órgãos. Sem comer havia dois dias, sentia-me fraco. Não conseguia me concentrar no trabalho, o simples ato de inspirar me causava dor.

Na sexta fui parar no hospital. Os médicos me viraram do avesso em exames sem encontrar nada que justificasse o inchaço ou a dor. Passaram um remédio para gases, disseram para eu voltar se não melhorasse em dois dias, recomendaram dieta e repouso.

Na saída do hospital, enquanto aguardava o carro que havia chamado, um mendigo de muleta, sem uma das pernas, o outro pé virado para dentro, boné vermelho encardido na cabeça, uma espécie de porco do mato amarrado numa coleira, pitando um cigarro de palha fedido, se aproximou pedindo dinheiro.

– Dá um dinheiro pra ajudar, moço, esse velho manco e coxo.

Tirei uma nota amassada do bolso traseiro para me livrar logo dele.

– Deus lhe pague – disse e, olhando para minha barriga, acrescentou – O que tu tens aí dentro, não há mais nada a fazer. Tem uma coisa crescendo, logo tu vais saber.

Arrepiei. Era a terceira vez naquela cidade que um desconhecido falava coisas estranhas comigo.  

Passei o sábado deitado. Os remédios não fizeram efeito, a barriga estava tão distendida como a de uma grávida no nono mês. À noite, uma cólica tremenda.  Corri para o vaso e uma coisa que parecia não acabar escorregou de dentro para fora de mim. Quando olhei para o fundo da latrina, não acreditei no que vi. Um verme enrodilhado me olhava. Foi ganhando corpo, expandindo-se rapidamente até se transformar numa cobra grossa e grande, espalhada por todo o piso do banheiro. Paralisado de espanto, sequer me movi quando a criatura bizarra abriu a boca disforme e me engoliu por inteiro.

Passado o primeiro susto, debati-me como um louco tentando escapar daquilo. Mas a agitação não surtiu efeito e depois de algum tempo, conformado e sem forças, aconcheguei-me às entranhas escuras e quentes do bicho e, como um filho que voltasse ao ventre da mãe, me aquietei e dormi.

No domingo de Carnaval, lá pelas tantas, o monstro me vomitou transformado na criatura que agora me tornei. Cabeça de homem, corpo de mulher e propósito de sereia, ávida por enfeitiçar algum sujeito antes que só restem as últimas cinzas da quarta-feira.

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80 comentários em “Mayara Sereia (Elisa Ribeiro)

  1. Wender Lemes
    31 de março de 2017

    Olá! Para organizar melhor, dividirei minha avaliação em três partes: a técnica, o apelo e o conjunto da obra.

    Técnica: a ideia que dá finalidade ao conto é bem boa, a execução possui algumas ressalvas. Gramaticalmente, não há problemas de relevância, a questão é mais na sutileza das descrições (ou melhor, da falta dela). Principalmente quanto à relação entre o protagonista e Mayara, nota-se a superficialidade das interações.

    Apelo: fiquei me perguntando o que causava tamanha empatia por parte das demais entidades, movendo tantas delas a alertar o protagonista da bobagem que estava fazendo. Talvez não fosse empatia com ele, mas ódio da Sereia. Enfim, fica essa dúvida boa pairando na cachola. Como leitor, a cena da lombriga/cobra ficou impactante, ainda que muito bizarra. Foi um jeito original de fechar o conto.

    Conjunto: acho que caberia trabalhar mais a profundidade dos personagens, é uma história que vale o investimento.

    Parabéns e boa sorte.

    • Elisa Ribeiro
      1 de abril de 2017

      Olá Wendel. Muito obrigada pelo comentário atento. Concordo que faltou profundidade aos personagens. Como a história que eu queira contar era longa e eu ainda queria caracterizar o ambiente de Belém e estereotipar o narrador carioca, não deu para fazer tudo em 2000 caracteres. Acabei economizando na psicologia dos personagens. Com isso, perdi a simpatia de alguns leitores, foi o que percebi aqui no EC. Livre da limitação, vou tentar acrescentar alguma humanidade ao meu narrador na revisão, conforme você sugere. Sobre a interação entre o protagonista e a sereia, entretanto, minha intenção foi que parecesse bem superficial, mesmo.

  2. mitou
    30 de março de 2017

    o conto teve uma transformação brutal até o seu final. No começo tinha riqueza de detalhes e para cada vez mais que se aproximava do climax ia perdendo essa narrativa. Ficou muito mais rápido deixando o final não muito claro, sem um fim digno para o narrador que não terminou de contar sobre sua maldição. Contudo isso não distrai dos pontos positivos

    • Elisa Ribeiro
      3 de abril de 2017

      Olá Mitou. Seu comentário reflete bem o que ocorreu durante a construção do texto. Fui desenvolvendo e quando me dei conta estava em vias de ultrapassar o limite de 2000 caracteres. Aí o jeito foi acelerar a narrativa e cortar algumas gorduras do que já havia escrito. Na revisão vou melhorar isso. Obrigada pelo comentário preciso! Beijo.

  3. Bia Machado
    30 de março de 2017

    Fluidez da narrativa: (2/4) – Não funcionou comigo o conto. Bem cansativo de ler.

    Construção das personagens: (2/3) – Não me conquistaram. O narrador personagem não me envolveu.

    Adequação ao Tema: (1/1) – Sim, adequado. Só não entendi que mito é esse. Cabeça de homem, corpo de mulher, propósito de sereia? Nem consigo imaginar!

    Emoção: (0/1) – Não gostei. Leitura que não me animou. Pareceu até mais longo do que é.

    Estética/revisão: (0,5/1) – Quanto à revisão, nada que atrapalhasse a leitura. Quanto à estética, achei o conto muito linear, independente do que estava acontecendo na narrativa, o tom do narrador era o mesmo.

    • Elisa Ribeiro
      3 de abril de 2017

      Olá Bia! Não rolou empatia. Que pena… Vou tentar na próxima. Obrigada pela leitura. Abraço.

      • Bia Machado
        4 de abril de 2017

        Sim, alguns entram na brincadeira, outros não. Isso mesmo, espero que continue tentando e siga escrevendo. Tem que ser assim. Abraço! 😉

  4. Pedro Luna
    30 de março de 2017

    Bizarríssimo..kkk. O conto acerta em trazer um personagem boa praça, que só queria se divertir, todo um clima cotidiano, de viagem, e detalhes macabros como os personagens profetas que o abordam. Sabemos que coisa boa não vai acontecer, mas confesso que fui surpreendido no final. O lance da coisa crescendo na barriga, o verme expelido que depois o engole, e finalmente a transformação. Putz, nojento e bizarro. O texto é bem escrito também, e é um dos meus preferidos até aqui por ir por um caminho diferente e corajoso.

    • Elisa Ribeiro
      3 de abril de 2017

      Oi Pedro! Você entrou na minha brincadeira e se divertiu. Que legal! Quando comecei a ler os outros contos do desafio, quase me arrependi da minha ousadia em contar uma história tão bizarra. Obrigada pelo comentário. Um abraço.

  5. Marsal
    30 de março de 2017

    Olá, autor (a). Parabéns pelo seu conto. Vamos aos comentários:
    a) Adequação ao tema: sim
    b) Enredo: O enredo e’ bem direto e original. Uma mistura de folclore brasileiro com “Alien, o oitavo passageiro”. Não sei se gostei muito do final, acho que teria tentado explicar um pouco melhor o que havia acontecido com o protagonista, por que ele tinha um verme em seu abdome, etc. O conto em si tem um tom bastante surreal, mas no final se transforma em uma espécie de filme de horror “B”
    c) Estilo: O foco narrativo em primeira pessoa foi muito apropriado aqui. A narrativa flui bem e consegui visualizar com precisão os diferentes cenários, mesmo quando o autor não incluía uma quantidade grande de detalhes.
    d) Impressão geral: A ideia e boa e o conto e’ bom como entretenimento. Como expliquei acima, minha ressalva esta no final. Ainda assim, um bom conto. Boa sorte no desafio!

    • Elisa Ribeiro
      3 de abril de 2017

      Olá Marsal! Obrigada pelo comentário! Também não fiquei muito satisfeita com o final. Ficou acelerado demais porque a história acabou não cabendo no limite de 2000 caracteres. Não tem nada de Alien na inspiração do conto, não. Minha inspiração veio do Macunaíma e do Cobra Norato. Abraço!

  6. Gustavo Castro Araujo
    29 de março de 2017

    Gostei do tom informal da narrativa – se bem que não comprei a ideia de um carioca estranhar o calor de Belém. No geral a história cativa pela maneira franca como é narrada. É possível afeiçoar-se ao protagonista e identificar-se com ele, já que tudo parece verdadeiro. É como se acompanhássemos um amigo numa visita a um lugar novo, diferente. A aventura com a sereia também pareceu bacana, assim como o encontro com os “estranhos” que o avisavam do perigo, como o saci e o curupira. Contudo, não curti muito o final. Achei que o elemento fantástico ficou muito abrupto e exagerado, com essa coisa de engolir e vomitar. Sinceramente, não sei, assim de plano, qual seria o melhor arremate, mas posso dizer que não ficou no mesmo nível do desenvolvimento. De todo modo, no geral, é um bom conto.

    • Elisa Ribeiro
      3 de abril de 2017

      Olá meu vizinho aqui do planalto! Não comprar o estranhamento do calor de Belém por um carioca equivale a dizer que você nunca esteve em Belém. Eu sou carioca e a sensação que descrevo no conto foi a minha o tempo todo que passei na cidade uns anos atrás. Sobre o final do conto, minha intenção desde a concepção envolvia a ideia da gestação e da inversão carnavalesca do sexo e do papel do personagem. Concordo com você, entretanto, sobre ter ficado muito abrupto. Faltou espaço para um final mais poético e suave por causa limitação de 2000 palavras. Pretendo melhorar isso numa próxima versão. Obrigada pelo comentário e parabéns pela eficiência na condução do certame e pelo merecidíssimo primeiro lugar! Um abraço.

  7. danielreis1973 (@danielreis1973)
    28 de março de 2017

    Uma história bem maluca, a meu ver, notavelmente insana. Minha crítica, somente, para a linguagem, com o uso de algumas expressões com “Conheces” e “estiar”, que entregam que o autor não é o personagem carioca nem seu cicerone belenense…

    • Elisa Ribeiro
      3 de abril de 2017

      Olá Daniel Reis! Concordo com você sobre “estiar”. Foi uma interferência da autora, EU, no personagem carioca, que jamais usaria essa palavra. Agradeço muito o comentário. Vou arrumar na revisão. Já o uso da segunda pessoa com os verbos corretamente conjugados para o personagem belenense foi proposital. Já estive na cidade e convivi com alguns belenenses e, pasme, muitos deles usam correta e correntemente a segunda pessoa. Um abraço!

      • Iolandinha Pinheiro
        6 de abril de 2017

        Já morei no Norte e os paraenses falam assim mesmo, usando muito mais a segunda pessoa do singular (e corretamente) no lugar de usar o você.

  8. jggouvea
    28 de março de 2017

    Eu não conhecia o sete-peles (tive de procurar mais sobre ele depois de conhecer) e agora fiquei encantado pela história. Essa é uma marca de um bom conto: fazer o leitor ficar curioso e querer mais. É o tipo de efeito que eu ambiciono nos meus, embora nesse desafio o meu conto seja bem desenxabido.

    O que mais impressiona nesse conto é conseguir narrar tudo que ele narra dentro do limite de palavras, sem parecer corrido nem amputado. Bom trabalho do Menino do Rio.

    Vamos às notas:

    Média 9,79 << maior até aqui
    Introdução: 8,0 – é uma marca desse desafio os contos começarem mal.
    Enredo 10,0
    Personagens 10,0
    Cenário 10,0
    Forma/Linguagem 10,0
    Coerência 10,0

    Juro que eu fiquei com muito medo de ter aventuras sexuais com moças paraenses durante a lua cheia. Ainda bem que eu sou casado e pacato, né… rsrs

    • Elisa Ribeiro
      3 de abril de 2017

      Olá JGGouvea! Muito obrigada pela sua generosa avaliação do meu conto. Ficou com medo da MáYara?….rsrsr…. Era esse mesmo o efeito que eu queria provocar. Grande abraço!

  9. Cilas Medi
    27 de março de 2017

    Um bom conto, fluído, esperto, envolvente e sedutor. Um pouco de folclore, muito de sensualidade, um perfeito domínio da escrita, um ou outro erro de palavras na moderna ortografia, mas nada que desabone. Um final fantástico, próprio das lendas que permeiam os sonhos da humanidade. Gostei.

    • Elisa Ribeiro
      3 de abril de 2017

      Olá Cilas! Muito obrigada pela leitura e pelo generoso comentário. Feliz por você ter percebido minha intenção com o texto: cenário brasileiro ambientando mitos universais. Grande abraço!

  10. rsollberg
    27 de março de 2017

    Fala, menino!
    Cara, então… é muito boa a sensação quando me identifico com o conto. Aqui isso ocorreu de imediato. O autor sabe contar uma história, tudo parece real, crivel como um relato verdadeiro, típico de quem sabe o que está fazendo. O protagonista é bem construído, verossímil em todos os aspectos. O conto é super dinâmico, objetivo, mas sem perder o charme.
    Desde o inicio sabemos que vai dar merda, mas ainda assim o texto consegue nos prender e trazer certas surpresas, ainda que esperadas. Naquele tipico roteiro de filme de terro.
    Pois bem, não tenho mais nada a apontar.
    Curti bastante!
    Conto Pica, como diria um carioca.
    Parabéns!

    • Elisa Ribeiro
      3 de abril de 2017

      Putz, Rafael, como é que fui esquecer de colocar um “Pica das Galáxias” na fala desse narrador carioca? Obrigada por lembrar. Vou inserir na próxima versão, em sua homenagem. Muito obrigada pelo comentário generoso! Grande abraço!

  11. Rafael Luiz
    27 de março de 2017

    Bem legal. Escrita rápida, fluida e envolvente. Com os maneirismos que torna o personagem muito real. Em minha opinião houve muitos excessos e situações desnecessárias para a história. A aparição de diversos seres do folclore é muito legal depois de percebida, mas pouco ou nada importa pra trama. Um final um pouco rápido demais e talvez um pouco incompatível com o tom real do resto da história

    • Elisa Ribeiro
      4 de abril de 2017

      Obrigada pelos comentários, Rafael! Os seres estão no conto como um tempero. A velocidade no final vou arrumar na revisão. Abraço.

  12. Vitor De Lerbo
    27 de março de 2017

    História interessante que prende a atenção desde o início. Um jeito leve de se contar uma tragédia. Ao mesmo tempo, divertida e pesada.
    Boa sorte!

    • Elisa Ribeiro
      4 de abril de 2017

      Olá Vitor! Obrigada pela leitura e comentário. Grande abraço.

  13. Marco Aurélio Saraiva
    26 de março de 2017

    Um conto original, com uma historia bem contada sobre uma lenda folclórica conhecida (da Iara), mas com detalhes adicionais inventados por você mesmo. A cena da cobra foi incômoda, exatamente como parece que você queria que fosse. Despertou asco e um certo horror.

    A escrita informal por vezes ficou “informal demais”, o que, unido a uma quantidade razoável de rros de digitação e acentuação, acabou atrapalhando a leitura. Tirando estes detalhes, que provavelmente seriam resolvidos com mais uma duas revisões, sua escrita foi boa de ler. Seu estilo é sincero, um tanto direto e sucinto. Gosto de escritores que cortam a enrolação e vão direto ao ponto, o que você faz com maestria.

    O enredo é interessante e original. Não foi muito empolgante para mim, mas isso beira a opinião pessoal. O conto teve inicio, meio e fim, o que me agrada, já que muitos autores têm a mania (eu incluso) de escrever contos com clima de “to be continued…” rs rs rs.

    • Elisa Ribeiro
      4 de abril de 2017

      Olá Marco. Obrigada pelos comentários. Fico feliz que tenha gostado do meu estilo direto. Você tem razão sobre as revisões.Dessa vez fiquei devendo. Abração.

  14. Ricardo de Lohem
    26 de março de 2017

    Olá, como vai? Vamos ao conto! Excelente adaptação de lendas do folclore Brasileiro criando um conto com final assustador. Tudo é feito com muita habilidade para criar uma história de horror bastante universal. Imagino que se esse conto fosse traduzido para outras línguas, faria sucesso mundo afora, pois há muitas lendas parecidas com essa em diversas culturas. Também seria uma ótima base para um roteiro de filme de horror. A história tem um ritmo bastante lento, pois é do tipo que se baseia totalmente no desfecho, uma tática perigosa, mas até que deu certo desta vez. Realmente um bom horror folclórico, você está de parabéns, desejo muito Boa Sorte no Desafio!

    • Elisa Ribeiro
      4 de abril de 2017

      Olá Ricardo! Você é um leitor muito exigente e tê-lo agradado me enche de orgulho e satisfação. Muito obrigada pelo comentário. É um estímulo adicional para investir no conto melhorando-o. Grande abraço.

  15. Elias Paixão
    26 de março de 2017

    Esse conto é um bom exemplo de como driblar o lugar-comum do citadino incrédulo. A racionalidade do protagonista aqui não foi uma simples negação entediante e birrenta de alguém que se julga acima dos interioranos. Trouxe consequências reais que culminaram no desfecho fruto das próprias decisões da personagem. Foi uma leitura prazerosa.

    • Elisa Ribeiro
      4 de abril de 2017

      Olá Elias! Obrigada pela leitura e pelo gentil comentário. Abraço.

  16. Iolandinha Pinheiro
    26 de março de 2017

    Que conto mais doido! Mas tá aí que eu gostei! E muito. Não parei de ler até acabar. Gostei do jeito como vc descreveu o calor do Norte. É assim mesmo, um calor que deixa a gente mole, um calor que rouba as forças, um calor preguento. Já morei no Norte e mesmo sendo uma cearense acostumada à fornalha, não me dei bem com este calor molhado. Achei bacana demais teu conto. Surpreendente, bem humorado, sensual, estranho, um conto muito bom, sem dúvida. O lance do verme foi demais. Vc é uma pessoa muito criativa, e por isso vai para o top five da minha lista. Parabéns, viu? Abraços.

    • Elisa Ribeiro
      4 de abril de 2017

      Ei Iolanda! Fiquei feliz pra caramba por você ter curtido meu conto. Uma honra estar no seu top five! “Estranho” é uma qualificação que me enche de vaidade e orgulho. Beijo grande!

  17. Anderson Henrique
    24 de março de 2017

    Que lenda bizarra essa, não? Gostei da espontaneade do texto, bem dinâmico, rápido de ler. Fiquei baste intrigado com a história, doido para saber o final. A conclusão bizarra foi… bizarra. Boa sacada colocar outras lendas misturadas ao povo. Comprei as ideias e as imagens criadas. Talvez um ou outro porém em certos trechos, por conta da linguem adotada. Só não saquei que lenda é essa do cabeça de homem, corpo de mulher.

    • Elisa Ribeiro
      4 de abril de 2017

      Olá Anderson. Obrigada pelo comentário. A lenda, eu inventei misturando elementos de outras lendas. A mesma mistura está nos personagens. Um abraço.

  18. Evelyn Postali
    24 de março de 2017

    Oi, Menino,
    Eita! A cena final é de arrepiar, ou mover as entranhas. Acredito que o conto esteja dentro dos proposto para o desafio. Gostei de como a ação se desenvolveu, e de como foi num crescendo até o final. Roteiro e gramática ok.

    • Elisa Ribeiro
      4 de abril de 2017

      Olá Evelyn. Feliz em ter provocado arrepios..rsrs. Obrigada pelo comentário gentil. Abraço.

  19. Miquéias Dell'Orti
    23 de março de 2017

    Oi,

    O conto está bem escrito e a leitura flui sem problemas.

    Deixando meu lado leitor falar, não sei o porquê, mas não gostei muito do final da narrativa. Me pareceu meio superficial, meio sem um sentido para um desfecho.

    No mais, o conto discorre bem sobre o tema. Ponto positivo para as lendas aparecendo como personas comuns para tentar alertar o personagem.

    • Elisa Ribeiro
      4 de abril de 2017

      Oi Miqueias. Acho que você tem razão sobre o final. Acabou no clímax, faltou um desfecho. O limite de 2000 palavras atrapalhou. Vou arrumar na próxima versão. Obrigada pelo comentário. Grande abraço.

  20. Fabio Baptista
    23 de março de 2017

    Esse foi um dos contos que mais me prenderam a atenção no certame e isso é um ponto bastante positivo.
    Bem escrito, com uma boa trama que não é das mais misteriosas (afinal, sabemos que é uma sereia desde o início), mas é muito bem construída.

    Só achei que o autor viajou demais nesse final! kkkkk

    Daí ficou aquele sentimento de “estava indo tão bem…”. Acredito que algo mais convencional teria fechado o conto melhor. Mas no todo foi uma leitura bem agradável.

    – Ainda me sentindo lesado,
    >>> “lesado” não foi uma boa escolha nesse contexto

    – porque me melequei todo
    >>> informações demais… rsrs

    Abraço!

    NOTA: 8,5

    • Elisa Ribeiro
      4 de abril de 2017

      Olá Fábio. Concordo com você sobre ter viajado demais no final. Eu me diverti escrevendo, mas entendo que esse final over afasta alguns tipos de leitores. Vou tentar ser mais meiga em uma próxima versão. rsrs
      Vou trocar “lesado”. Você já é o segundo que estanha o vocábulo.
      Como assim informação demais em “porque me melequei todo”?? Não entendi. Rsrs…
      Adorei seu comentário. Grande abraço.

  21. Olá, Menino do Rio,

    Tudo bem?

    Seu conto é, sem sombra de dúvida, muito criativo. Você mesclou e recriou várias lendas e mitos em uma só história, trazendo o lado urbano de Belém do Pará, com todas as suas peculiaridades, além de inserir as histórias que o povo conta, de forma a parecer quase um “delírio tropical” de seu personagem. Para o rapaz do Rio de Janeiro, aquele seria um mundo novo e cheio de inusitadas possibilidades.

    O Brasil não conhece o Brasil, vivo repetindo, e você mostra bem esse aspecto de estranhamento entre um morador do sudeste e o que este vivencia no norte do seu próprio país.

    Muito bem escrito e interessante, o trabalho lembra uma “crônica fantástica”, se é que isso existe.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  22. Olisomar Pires
    21 de março de 2017

    Boa estória.

    Entretanto, o ritmo fez com que se perdesse a conexão, ficou longo demais no inicio e meio, a parte importante ficou curta e rápida demais.

    • Elisa Ribeiro
      4 de abril de 2017

      Olá Olisomar. Comentário preciso. Foi exatamente o que ocorreu. Gastei palavras demais no início e desenvolvimento depois faltaram palavras dentro do limite estabelecido para o clímax e desfecho. Vou consertar na revisão. Abraço.

  23. Priscila Pereira
    21 de março de 2017

    Oi Menino, seu conto é nojento…kkk credo!!! Não gostei das cenas de sacanagem (não faz o meu estilo nem um pouco), mas o conto está bem escrito, muito interessante e original. Os personagens das lendas tentando avisar o protagonista ficou muito bom. Me diz, você incrementou a lenda das sereias ou já existe uma versão assim? Boa sorte!!

    • Elisa Ribeiro
      4 de abril de 2017

      Olá Pricila. Também não gosto de cenas de sacanagem, mas estou me esforçando para aprender a escrevê-las. Às vezes são necessárias na trama. Sobre a lenda, tudo inventando. Obrigada pelo comentários. Abraço.

  24. angst447
    21 de março de 2017

    Uma miscelânea de figuras folclóricas = boto, sereia, curupira, boitatá (pelo menos, a cobra enorme no final me fez pensar na lenda). Logo, o tema proposto pelo desafio foi respeitado.
    Boa caracterização do ambiente e dos personagens. O ritmo da narrativa também funcionou bem, prendendo a atenção sem cansar.
    A trama é criativa, sem muitos entraves e o desfecho chega a surpreender um pouco.
    Alguns lapsos escaparam à revisão. Listarei alguns:
    as seis e trinta > às seis e trinta
    me levaram em um restaurante > me levaram a um restaurante
    fomos na Estação > fomos à Estação
    assistindo um filme > assistindo a um filme
    mas a noite > mas à noite
    Há também alguns probleminhas com a pontuação,mas nada que atrapalhe a leitura.
    Boa sorte!

    • Elisa Ribeiro
      4 de abril de 2017

      Olá! Agradeço por apontar os problemas na revisão. Acredite, não costumo entregar um texto com tantos erros. Falhei muito dessa vez. Obrigada pelo comentário. Abraço.

  25. Rubem Cabral
    21 de março de 2017

    Olá, Menino do Rio.

    Bacana o conto. O narrador-personagem foi bem construído. Divertidas as aparições de outros entes folclóricos tentando alertar o pobre.

    Nota: 8.

    • Elisa Ribeiro
      4 de abril de 2017

      Obrigada pelo gentil comentário, Rubem. Abraço.

  26. Matheus Pacheco
    20 de março de 2017

    Caraca mano, a mina engravifou o cara…
    Veja bem, dessa vez o culpado foi o protagonista, porque o boto tentou alertar, o curupira deu uma zuadinha e o saci mandou a real…
    Genial o texto.
    Abração ao autor.

    • Elisa Ribeiro
      4 de abril de 2017

      Obrigada Matheus! Feliz por você ter gostado. Grande abraço.

  27. Evandro Furtado
    20 de março de 2017

    Resultado – Outstanding

    Que demais! Pegou uma lenda, virou de ponta cabeça, escreveu uma boa história e com uma puta narrativa. Não tem onde aprimorar. Só uma dúvida que fiquei: dos três personagens que alertam, peguei o terceiro. Mas, afinal de contas, quem seriam o segundo e o primeiro?

    • Elisa Ribeiro
      4 de abril de 2017

      Olá Evandro! Putz, demais receber esse Outstanding!! Obrigada!
      Sobre os personagens, o primeiro era uma espécie de boto, o segundo, uma criatura inspirada no curupira e o terceiro, um saci também não muito ortodoxo. Grande abraço.

  28. Bruna Francielle
    19 de março de 2017

    Tema: adequado

    Pontos fortes: Chamou-me atenção a descrição do mendigo, pareceu uma mistura de saci pererê com curupira, achei legal. Também gostei da bizarrice final. O cara virou uma espécie de travesti “cabeça de homem, corpo de mulher, enfeitiçar algum sujeito’, risos. Merece alguns pontos pela criatividade. O relato foi bem detalhado, rico em descrições sobre o clima, a cidade, vestuário, etc., o que acrescentou realismo.

    Pontos fracos: Mas que lenda é essa, ou é uma mistura de lendas ? Rs.. bem, só ficou subtendido que a sereia fez com que algo estranho ocorresse, algo cresceu na barriga do cara, depois saiu, depois engoliu ele e curspiu ele como sereia. Não consegui ligar a algum lenda que eu conheça…será Iara? Mayara.. Iara.. não sei. E a sereia depois sumiu da história, não se sabe o que ela era nem o que aconteceu com ela. Senti apenas falta disso.

    • Elisa Ribeiro
      4 de abril de 2017

      Oi Bruna! Lenda completamente inventada pela minha mente perversa, mas inspirada em elementos de outras lendas. A sereia sumiu depois de consumar a maldade e passar adiante a maldição. Rsrs… Obrigada pelo comentário. Grande abraço.

  29. Neusa Maria Fontolan
    18 de março de 2017

    O cara foi se engraçar logo com um diabo! Se fosse uma sereia mesmo… Sim, ele morreria. Pelo menos ele não teria ficado grávido e se transformado na própria cria do demo.
    Bom conto, parabéns.
    Destaque: “À noite, uma cólica tremenda. Corri para o vaso e uma coisa que parecia não acabar escorregou de dentro para fora de mim. Quando olhei para o fundo da latrina, não acreditei no que vi. Um verme enrodilhado me olhava.”

    • Elisa Ribeiro
      4 de abril de 2017

      Olá Neusa! Não acredito euzinha escrevi isso…rsrs. Muito obrigada pelo comentário! Grande abraço.

  30. Antonio Stegues Batista
    18 de março de 2017

    Existe uma lenda com o Sete -Peles, que seria o demônio. Desconheço as aptidões dele e qual sua origem. De qualquer forma, o conto mais me parece um conto com tema de terror. Acho que foi válido a conclusão da história e a roupagem nova de outros personagens lendários. O enredo ficou legal, trazendo desde o início uma atmosfera de suspense.

    • Elisa Ribeiro
      4 de abril de 2017

      Olá Antonio! Inventei a história com base em recortes e adaptações de outras lendas e mitos. Obrigada pelo comentário gentil. Grande abraço.

  31. G. S. Willy
    18 de março de 2017

    A escrita, embora leve e cômica em boa parte consegue prender o leitor e o levar para dentro da história, bem ambientada. As falas dos seres do folclore, rimadas, ficaram muito boas, Também não sei como é Belém e como eles falam, mas me pareceu real. Porém acredito que faltou algum tempero para o conto, algo que desse mais pena ou medo ou aversão ou tudo isso junto ao longo do texto, ainda mais no final. Não senti nem mesmo compaixão pelo protagonista, na verdade não senti nada por ele, e talvez aí que esteja o problema…

    • Elisa Ribeiro
      4 de abril de 2017

      Olá Willy! Outros comentaristas também citaram essa falta de empatia com o protagonista. Vou tentar melhorar na próxima versão. Obrigada pelo comentário. Grande abraço.

  32. Roselaine Hahn
    17 de março de 2017

    Menino do Rio, o seu conto me tirou da maratona de Sacis, Boitatás, Lobisomens, índios Tupãs e florestas assombradas. Um bom refresco. Achei interessante a abordagem escolhida para retratar um personagem do folclore, um carioca pegador fervendo em Belém. Acredito que a trama poderia ser enriquecida com mais humor, enxertar a graça e a malandragem do carioca, que por si só, já é uma lenda e ter colocado sotaque nos diálogos daria mais veracidade; cuidar a pontuação, algumas frases tive que reler para entender o sentido. O uso dos travessões para explicações dentro de um parágrafo ajuda bastante na clareza, como no caso: Na saída do hospital, enquanto aguardava o carro que havia chamado, um mendigo de muleta – sem uma das pernas, o outro pé virado para dentro, boné vermelho encardido na cabeça, uma espécie de porco do mato amarrado numa coleira, pitando um cigarro de palha fedido -, se aproximou pedindo dinheiro. Veja que o travessão separa a descrição do mendigo da narrativa pretendida. No mais, vc. tem uma veia para a narrativa de causos do cotidiano, algo bastante apreciado pelo público, com uma maior aplicação de técnicas e burilamento do texto, irás longe. Go Ahead!

    • Elisa Ribeiro
      4 de abril de 2017

      Olá Roselaine! Que bom ter te distraído de tantos sacis e botos! Muito obrigada pelas dicas. Serão aproveitadas na revisão. Gostei do comentário e do incentivo. Grande abraço.

  33. M. A. Thompson
    17 de março de 2017

    Olá “Menino do Rio”. Parabéns pelo seu conto. Se me permite um comentário acho que algumas palavras poderiam ser mais universais, como por exemplo ‘lesado’ que eu entendo como alguém que foi ludibriado e pelo contexto deve ser alguém enjoado da viagem. Assim como outras palavras, não as típicas da região, mas algumas outras que acabam interferindo na compreensão da narrativa. Fora essa observação o conto está bom. Abçs.

    • Elisa Ribeiro
      4 de abril de 2017

      Olá Thompson! Agradeço sua sugestão sobre o vocabulário. Vou corrigir. Grande abraço.

  34. Felipe Rodrigues
    16 de março de 2017

    O conto chama a atenção pela quantidade de reviravoltas e criatividade do autor, além das aparições de diversos seres folclóricos ao longo do texto. Porém, achei que faltou uma unidade ao conto, um universo criado com maior proximidade à lenda da sereia, tornando mais fácil a aproximação do leitor.

    • Elisa Ribeiro
      4 de abril de 2017

      Olá Felipe! Obrigada pelo comentário. Abraço.

  35. marcilenecardoso2000
    16 de março de 2017

    Estranho. Narrativa corrida.Por outro lado, folclore puro, homem grávido? Criativo, mistura inusitada de entes folclóricos.

    • Elisa Ribeiro
      4 de abril de 2017

      Olá Marcilene. Gostei do estranho! Obrigada pelo comentário. Abraço!

  36. catarinacunha2015
    16 de março de 2017

    Caramba, acabei de ler um conto bem feminino (Vitória-Régia – A Verdadeira História) e em seguida me deparo com este mega masculino. Que tranco! Adorei a linguagem escrota, a ambientação abafada e alucinante. O Boto, o Curupira, o Saci, todas as figuras espertas masculinas tentaram avisar o cara, mas a carne é fraca. Sutil toda a voracidade e volúpia da sereia ser, na verdade, a cabeça de um homem. Quase um espelho acidental do conto da Vitória-Régia, logo vai ganhar a mesma nota.

    • Elisa Ribeiro
      4 de abril de 2017

      Oi Catarina. O mais estranho é que o “Vitória” foi escrito por um rapaz e esse aqui por uma menina. Hahaha.. Mulheres no poder, ainda que com cabeça masculina! Que bom que gostou.Obrigada pelo comentário. Grande abraço.

  37. Fheluany Nogueira
    15 de março de 2017

    Um conto criativo, o Amazonas como cenário, as descrições estão vívidas e sugestivas, uma série de figuras lendárias e uma sequência instigante de situações sobrenaturais, tudo narrado com muita naturalidade. Não sei se existe algum mito folclórico com este conteúdo ou se o autor criou, mas ficou interessante, só faltou mesmo uma emoção maior.

    A narrativa tem seu suspense e o final realmente surpreendeu. A leitura ficou um pouco travada, talvez por deslizes de pontuação, falta de crases ou pela mistura de pessoas gramaticais (tu/você) em pronomes e conjugação dos verbos.

    Parabéns e boa sorte!

    • Elisa Ribeiro
      4 de abril de 2017

      Olá Fheluany. As situações e personagens são inventados, apenas inspirados ou recortados de lendas e mitos. A falta de emoção e empatia pelo personagem narrador foi observada por outros comentaristas. Vou tentar melhorar na próxima versão. Falhei sofrivelmente na revisão. Lamento e peço desculpas por isso. Muito obrigada pelo comentário. Grande abraço.

  38. Eduardo Selga
    13 de março de 2017

    O conto usa uma estratégia interessante: um desfile de personagens folclóricos num de seus maiores cenários, a região amazônica. E isso ocorre em período de carnaval, outro elemento importante de nosso folclore.

    O boto, o curupira e um personagem que não ficou muito claro para mim, mas me pareceu o saci ou uma estranha mescla dele com o curupira, todos eles tentam neutralizar a vilania da mãe-d’água enquanto esse desfile ocorre. Ela, no entanto, não se apresenta literalmente como uma sereia, e sim como uma mulher lindíssima. Tanto quanto uma sereia. Como se trata de carnaval numa região “mágica”, outra possibilidade se coloca, além de ela ser uma mulher sedutora: pode ser uma mãe-d’água fantasiada de mulher. Ao fim, porque o personagem é engolido por uma criatura que nasce em seu ventre após a relação sexual com a mulher ou sereia, a dúvida se desfaz: é uma sereia disfarçada.

    Não restou claro, contudo, porque tais “colegas de trabalho” teriam interesse em “queimar o filme” da mãe-d’água, se todos “habitam” o mesmo ecossistema, a floresta margeada pelo rio. No caso do boto, inclusive, a proximidade é maior, pois ambos os personagens mitológicos “habitam” a água doce.

    A consequência da relação sexual entre o protagonista e a sereia é que ele “engravida” , dando origem a outro personagem mítico, a cobra-grande, ou boiúna. Esta engole o personagem, que deixa de ser um homem e passa a ter “cabeça de homem, corpo de mulher e propósito de sereia”, com o intuito “[…] por enfeitiçar algum sujeito antes que só restem as últimas cinzas da quarta-feira”.

    Seria o caso de considerá-lo, depois de “vomitado” e de adquirir a descrição híbrida acima, um personagem homoafetivo, e o último parágrafo indicaria o prazo que ele se dá para viver essa homoafetividade? Ou ele passou mesmo por um processo insólito de deglutição e êmese, resultando daí uma criatura de fato híbrida?

    Algumas falhas gramaticais:

    Em “entre o casarão e o rio, muito gente, algumas pessoas fantasiadas […]” MUITO GENTE não faz sentido.

    Em “essa mulher que tu estas […]” o correto é COM QUEM e ESTÁS.

    Em “[…] foi o que ela disse para desconversar o convite”, DESCONVERSAR é verbo intransitivo, portanto não pode haver o complemento O CONVITE.

    Em “acordei com o alarme do celular as seis e trinta” o correto é ÀS SEIS E TRINTA.

    Em “[…] mas a noite, ao deitar, parecia ter um boi na barriga” o correto é À NOITE.

    Em “[…] depois do expediente fomos na Estação das Docas tomar chope” o correto é À ESTAÇÃO.

    Em “cochilava assistindo um filme no hotel […]” o correto é A UM FILME.

    • Elisa Ribeiro
      4 de abril de 2017

      Olá Eduardo.
      Todas as criaturas que tentam avisar o personagem são do sexo masculino. Essa é a chave para entender os avisos. Talvez tenha faltado deixar clara essa nuance do enredo.
      Sim, o personagem se transformou em uma criatura diabólica, similar à sereia Mayara , cujo propósito é fazer uma nova vítima antes da quarta feira de cinzas. Uma alusão às inversões estimuladas na nossa cultura durante o Carnaval (travestis, pobres em reis nas escolas de samba, etc).
      Agradeço-lhe muitíssimo o apontamento das falhas gramaticais. Falhei sofrivelmente na revisão desse conto. Não costumo entregar textos com tantos erros. Estou morrendo de vergonha.
      Muito obrigada pelo seu comentário tão gentil e atento.
      Grande abraço.

  39. Fernando Cyrino
    10 de março de 2017

    Caramba, essa eu não conhecia. Bem forte a sua história com citações interessantes de lendas amazônicas. Bacana. Estranho demais esse nascimento do verme. Mais estranho ainda o crescimento dele até engoli-lo e depois de vomitar numa nova criatura. Nosso folclore é por demais rico, não é mesmo? Interessante a sua narrativa, mesmo que não me tenha feito brilhar os olhos. abraços de
    parabéns.

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Publicado às 10 de março de 2017 por em Folclore Brasileiro e marcado .