EntreContos

Literatura que desafia.

Na desesperação da glória suma (Rafael Luiz Penha)

Há semanas andava meio apaixonado pela funcionária nova. Lucas, extrovertido como era, logo fez amizade com a moça, mas Gregório não tinha tal habilidade. Toda vez que Maira lhe dirigia a voz doce e melodiosa, ficava vermelho como um tomate e tinha de se esforçar para não gaguejar.

De sua mesa, conseguia espiar Maira com o rabo de olho. Ela era absolutamente perfeita. Sua pele tinha uma cor morena e bronzeada. Os olhos grandes e verdes eram tão sedutores quanto a boca, extremamente vermelha e convidativa. Seu olhar seguia-a indiscretamente onde quer que ela fosse, enquanto a pouca razão que lhe restava, tentava fincar os olhos no trabalho para que ela não notasse o assédio.

O pequeno escritório de publicidade numa cidade de interior tinha apenas quatro funcionários e o dono, Sérgio. De maneira que a sala era pequena e dividida para os quatro; Gregório, Maira, Lucas e Tiago.

Tiago sentava-se ao lado de Gregório, e embora em menor intensidade que o colega, também se sentia atraído pela moça. Ambos conversavam, quando Lucas adentrou o escritório cumprimentando-os. O rapaz passou por eles com a pasta de couro marrom pendurada a tiracolo, largou-a em sua mesa e veio se juntar aos colegas na copa. A conversa girou nas investidas dele contra a novata. Como ela costumava chegar mais tarde, pelo fato de morar fora da cidade, os três conversavam e riam ruidosamente, mas silenciaram quando ouviram a porta. Ela chegara.

Maira adentrou a sala que dava para a copa. Sua mera presença demandava a atenção dos rapazes. Vestindo uma elegante camisa social e uma saia que teimava em agarrar-se ao volume de seus quadris, a mulher era espetacular. Sua voz cativante cantou o bom dia que saiu de seus lábios. Era quase como uma melodia que os guiava a sonhos profundos.

No final do dia, Gregório e Tiago se despediram de Maira enquanto Lucas ajeitou suas coisas na mesa rapidamente e fez um sinal conhecido para Tiago, indo atrás da moça, com um sorriso de cumplicidade para os colegas.

Já em casa, o celular de Gregório vibrou sinalizando uma nova mensagem. Era Lucas exaltante anunciando que estava na casa de Maira e que ela o havia convidado para um banho de rio à luz do luar. Maldito sortudo! – Pensou –  Além da beleza da mulher, desfrutaria também de uma noite romântica, numa casa que até rio tinha.

Gregório mal acreditou quando viu a imagem enviada por Lucas: Maira sentada de costas numa pedra à beira do tal rio. Os cabelos dela caiam a frente do corpo, deixando suas costas desnudas. O miserável sorrateiramente conseguiu tirar aquela foto.

No dia seguinte, chegando ao trabalho sozinha, Maira o cumprimentou como se nada tivesse acontecido. Que dissimulada! Na certa, Lucas fora para casa tarde e passara da hora. Tentou manter a mente no trabalho. Mas seus olhos, ávidos, acompanhavam a morena, atentos a cada movimento.

A mulher sentou-se em sua mesa e, subitamente, ergueu os olhos colidindo-os com os de Gregório. O rapaz empalideceu ante aquele olhar que lhe seduzia e assustava, mas lembrando-se da aventura do colega, forçou-se a encará-la. Os lábios dela esboçaram um ínfimo sorriso e Gregório permaneceu alguns instantes estático, até que Sérgio adentrou o escritório, trazendo-o de volta a realidade. O que fora aquilo?

Tiago chegou pouco depois, contando que havia sido assaltado e que levaram seu carro, mas Gregório só queria um momento a sós com ele para fofocar sobre a noite de Maira e Lucas. Os dois saíram juntos para almoçar e riram ainda mais com a história quando Gregório mostrou a foto ao amigo, que também praguejou a sorte de Lucas.

Quando voltaram ao trabalho, a morena já estava em sua cadeira, penteando suas belas madeixas com um pente dourado e se olhando num espelho de mão. Ela cumprimentou novamente os dois, e aos olhos de Gregório, ela se demorou um pouco mais olhando para ele. Em sua mente ele dizia: “- Eu sei.” Mas imaginava a resposta dela: “Eu sei! ”.

Maira no meio da tarde começou a cantarolar alguma canção. O som que vinha daqueles lábios, penetrava sua cabeça desorganizando seus pensamentos. Ele piscou fortemente, tentando dispersar a névoa que se formava em sua mente. Estava ficando aficionado! Pegou os fones de ouvido na gaveta e colocou o rock o mais alto possível, se livrando da cantiga. Finalmente podia trabalhar. Foi quando pela visão periférica, viu Tiago ir em direção à mulher em passos vacilantes, como se estivesse mesmerizado. Gregório retirou um dos fones para ouvir a conversa.

– Sua voz é linda hein, Maira!

Ela sorriu aquele sorriso perfeito e maldito:  ̶  Obrigada.

A conversa continuou, mas Gregório não ouviu mais, voltando ao seu som e ao trabalho. Tiago agora seria outro a tentar algo com a morena…

Dias se passavam e Lucas não aparecia, deixando seus colegas preocupados. Sérgio havia avisado que ele mandara um e-mail informando que estava doente e que precisaria ficar uns dias fora. Em anos de empresa, Lucas jamais faltara tantos dias. Gregório agora começava a se preocupar com os dois amigos, pois Tiago estava cada vez mais próximo da misteriosa mulher, e tinha a forte impressão de que ela tinha algo a ver com a “doença” de Lucas.

Sem seu carro, Tiago passara a pegar carona com Maira. Primeiro Lucas e agora Tiago, a mulher não tinha limites? Ou será que ele apenas estava com ciúmes? Não… aquela mulher não era normal… ele sentia algo, além do desejo.

Gregório pesquisava em casa sobre a vida da morena. Ela tinha perfis em redes sociais, mas tudo muito superficial O que será que ela tinha que atraía tantos os homens. Sorveu um gole de café e buscando referências, encontrou imagens de beldades marinhas, quando uma lhe chamou a atenção. Entrou no site e junto da imagem, uma poesia de Olavo Bilac. Leu-a e quedou-se fitando a tela iluminada, pensando em nada e pensando em tudo.

Passara a chegar ao trabalho cansado, com os olhos fundos graças as pesquisas incessantes. Aquela mulher não poderia lhe tomar tanto os pensamentos. Lucas estava apenas doente, nada mais. Tiago pegava carona com ela há quase uma semana e nada havia acontecido. Aquela obsessão tinha de acabar.

Colocou as mãos no rosto tapando os olhos e suspirou fundo, quando ouviu um som que o arrepiou:

– Tá tudo bem Gregório?

– Tudo sim Maira. – É que ando meio cansado… muito trabalho.

Maira se inclinou ficando com o rosto a dois palmos do dele e pousou a mão macia em seu braço, eriçando todos os pelos de seu corpo. O decote generoso da mulher agora estava à altura de seus olhos lhe dando um vislumbre tentador. Ela o fitou com aqueles olhos, e ele sentiu-se como se perdesse naquela misteriosa floresta verde. O silêncio de um segundo pareceu uma hora, e ela finalmente falou:

– Se precisar de algo, me diga, tá?!

Ela sorriu e seguiu para sua mesa, sentou-se puxando da bolsa mais uma vez o pente dourado e passou entre os cabelos. Parecia algum tipo de ritual. Aquela mulher definitivamente não era normal. Precisava imediatamente alertar ao amigo sobre suas conjecturas, mas entrou uma reunião com Sérgio e ficou ocupado a tarde inteira.

Ao retornar, consternado, percebeu que eles já haviam partido. De amanhã não passa! Preciso falar com ele. Tentou voltar ao trabalho, rezando para que o amigo estivesse a salvo.

No dia seguinte, ansioso ficou esperando por Tiago. Mas Sérgio irrompeu pelo escritório, praguejando:

– Lucas doente e agora essa. Tiago com a mãe no hospital. Assim fica impossível trabalhar!

Mais uma desculpa esfarrapada! Um arrepio de horror desceu pela espinha de Gregório. A miserável levara seu amigo para casa. Para aquele rio amaldiçoado.

Maira adentrou o escritório cumprimentando-o com a voz sedutora. Mas ele permaneceu mudo o resto do dia, imaginando ser o próximo. Sua tensão só aumentava. E na hora de ir, Maira se aproximou:

– Posso te dar uma carona hoje? Tiago não veio e detesto dirigir sozinha…

O sorriso da morena o penetrou como uma faca afiada, e enquanto seu cérebro desajeitadamente tentava negar, sua boca aceitava o convite.

No carro, enquanto a mulher falava, seus olhos viam que o caminho se afastava de sua casa, mas seu corpo negava-se a sair dali.

Sobressaltou-se quando olhando ao redor viu diversas árvores. Estavam bastante afastados do centro. Ela entrou com o carro na garagem de uma casa estilo colonial e ele saiu do carro acompanhando-a até a casa. Já mal raciocinava.

Ela entrou no banheiro, e Gregório voltou a realidade suando frio. Estava sentado no sofá daquele monstro! Correu para a porta principal, trancada. Sons no banheiro. Ela não demoraria. Olhou ao redor com adrenalina regando seu sangue. Não poderia voltar a ouvir aquela voz ou perderia a razão de novo. Correu a toda até encontrar uma porta de um quarto aberta. Entrou impulsionado pelo terror e se escondeu embaixo da cama. Como deixara a situação chegar àquilo?

Agora, em total estado de horror, Gregório segurava o celular fortemente com uma das mãos esperando o desfecho terrível daquela cena. Foi quando o aparelho vibrou. Ele olhou avidamente esperando que fosse o anjo de sua salvação, mas na tela apareceu o rosto sorridente de Tiago. Seu coração diminuiu a força dos impactos em seu peito. Tiago tivera o mesmo destino que ele estava prestes a ter… Assim, estupefato, atendeu.

– Fala Greg, é o Tiago. Vi que você ligou. Minha mãe teve um infarto e estou aqui no hospital. Desculpa, nem tive tempo de te atender cara… Tá tudo bem?

– Er… t-tá sim…

– Ok. Depois nos falamos, amigo. Abraço.

Gregório desligou o telefone totalmente desorientado. Tiago? Vivo? A história era verdade.Foi quando ele viu os pés morenos da mulher parados à beira da cama e seu coração congelou novamente.

Maira se ajoelhou e olhou para Gregório. Aquele sorriso cativante.

– O que está fazendo aí, bobo? Vem!

Ela deu a mão para o rapaz ignorando o fato dele estar escondido embaixo de sua cama. Gregório tomou a mão da mulher saindo desajeitadamente e se levantou.

– Vem, vamos tomar banho no rio. – Sem largar sua mão, mas sem fazer qualquer esforço, a mulher guiou o rapaz para os fundos da casa.

Gregório estava em estado de estupor. Não sabia o que pensar. O amigo que dera como morto estava vivo e bem, e ele estava ali com Maira enrolada numa toalha.

Há um mês isso era seu sonho. Há alguns dias isso era seu pesadelo. Agora, era a realidade! Finalmente poderia apertar o corpo da mulher contra o seu e beijar seus lábios carnudos incansavelmente.

Os dois agora atravessaram a porta seguindo pelo quintal iluminado pelo luar. Gregório ria enquanto ouvia o doce cantarolar de Maira. Agora aquele som era só dele. Como pudera ser tão tolo? Passara dias à beira da loucura imaginando fantasias.

A mulher deixou cair a toalha na grama, ficando com o corpo inteiramente nu, pouco antes de pôr os pés na água. Gregório a seguiu de Tênis, jeans e tudo. Quando a água chegou à altura da cintura, Maira, exibindo um sorriso maravilhoso, virou-se e enlaçou seus braços no pescoço do rapaz, trazendo seu rosto gentilmente para seu colo.

Gregório sentiu seu perfume, capaz de fazer inveja à mais fragrante flor, e sentiu como se levitasse num oceano de prazer e felicidade. Desprezou a temperatura que caíra subitamente quando suas roupas se agarraram à pele, enquanto seu corpo imergia entre mil borbulhas.

O rosto de Maira parecia disforme por entre o ambiente translucido, mas seus olhos verdes brilhavam. Os cabelos dela dançavam em meio ao ambiente fluido e pequenos peixes roçavam nas pernas dele e escamas dela, testemunhando novamente o espetáculo.

Gregório continuava sem se importar. Ele sorriu e puxou o ar pelo nariz enchendo os pulmões de água. Com os olhos vermelhos, beijou o colo da mulher e apertou-a com firmeza contra si.

E os dois, apaixonados, continuaram a descida em espiral, rumo ao fundo do rio.

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46 comentários em “Na desesperação da glória suma (Rafael Luiz Penha)

  1. Wender Lemes
    31 de março de 2017

    Olá! Para organizar melhor, dividirei minha avaliação em três partes: a técnica, o apelo e o conjunto da obra.

    Técnica: diria que esse é um conto que se baseia muito no suspense que cria e carrega até o fechamento. Usa uma escrita simples para guiar o leitor por um caminho dúbio (Maira é ou não é uma criatura mística?). Os amigos vão sumindo, o temor por Gregório aumenta, até que não resta dúvidas sobre a natureza de Maira e só resta aguardar o fim do protagonista. Não percebi nenhum grande problema na parte gramatical.

    Apelo: no que me diz respeito como leitor, busco nos contos algo que me tire da zona de conforto (seja um jeito incomum de narrar, uma dúvida/reflexão capciosa de descamar o pé da orelha, uma sensibilidade que reverbere nas tripas), enfim, busco algo que torne aquele conto estranho. Infelizmente, não encontrei esse ponto fora da curva aqui.

    Conjunto: há certo risco em escorar a narrativa pela trama, como foi aqui, e amarrar todas as suas pontas. Uma vez que o conto chega ao fim, alcançou toda a surpresa que poderia causar, supriu totalmente a fome do leitor. Não sobra um espacinho para que sinta a necessidade de repetir, refletir, ruminar etc.

    Parabéns e boa sorte.

    • Rafael Luiz
      1 de abril de 2017

      Excelente! Vc está corretissinmo.Muito obrigado pelas dicas.

  2. Vitor De Lerbo
    31 de março de 2017

    Boa história. Retrata a sensualidade e engenhosidade da lenda, adaptando-se a outro tipo de ambiente e de tecnologias.
    Boa sorte!

  3. Pedro Luna
    31 de março de 2017

    Infelizmente não gostei. Achei o conto bem previsível, pois em poucos parágrafos já se pode prever que Maira levaria um dos sujeitos para o fundo desse rio. Fora isso, a trama não me comprou. Achei os personagens pouco caracterizados, marcados apenas pelos nomes. A própria Maira não consegue passar a aura de sedução e depois de mistério que o autor quis imprimir. E o coitado do protagonista entra em uma neura que não me convenceu, a respeito da mulher, um medo infantil. No fim, acontece o óbvio. Talvez ficasse melhor com mais caracterização da própria Maira, pois ela parece jogada à toa na própria história. Entrou na empresa só para detonar com os caras? Essa pegada urbana misturada a essa lenda da moça que leva os homens pro fundo do rio não ficou boa, na minha opinião.

  4. Bruna Francielle
    30 de março de 2017

    tema: adequado

    pontos fortes: escrito de forma clara e compreensível. De nada adianta escrever se a pessoa quer ler, nada entenderá, não é mesmo? E os eu conto está muito bem descrito. Boas descrições de personagem , de pensamentos e cenas.

    pontos fracos: não é muito inovador, e nada emocionante e surpreendente. Cheguei a metade já sabendo tudo que ia acontecer, li em entusiasmo para constatar que estava certa.

    • Bruna Francielle
      30 de março de 2017

      *sem

  5. Elisa Ribeiro
    30 de março de 2017

    Uma história de sereia bem contada, mas sem grandes surpresas. Achei meio cômico o personagem Gregório se esconder embaixo da cama, o que não me pareceu combinar muito com o tom da narrativa. Senti falta de uma explicação para os telefonemas dos amigos desaparecidos. Boa sorte!

  6. rsollberg
    30 de março de 2017

    Fala Altair!

    Primeiramente, esse foi um dos títulos que mais gostei, instiga, é bonito e não entrega nada. A história é bacana, tem aquele suspense dos filmes de terror estadunidenses, vai escalando a cada parágrafo. No curto espaço não deu para desenvolver tantos personagens, exceto Maíra que foi ricamente detalhada e facil de ser visualizada pelo leitor. Greg, o protogonista, é interessante é aquele que sempre percebe o que os outros não conseguem ver, um desconfiado por natureza. O ambiente de camaradagem funcionou também.

    O final é legal, temos dois “twists” o telefone, que da a confiança para Gregório seguir em frente e a imersão final. Combinou muito!!

    Agora vou deixar meu lado ranzinza falar um pouco, ultimamente tenho analisado coisas que antes me passavam despercebidas… Uma delas são as analogias, tenho sido um pé no saco com isso. Acho que em um texto tão pequeno, “vermelho como tomate” pesa contra. Se ainda fosse um conto gastronômico, um “cebola” por exemplo, passaria fácil. Sei lá “preto igual a noite” “nuvem que parece um algodão”… sei que nada se cria, mas tem coisa que é muito batida. Às vezes, sai natural, eu sei. Quase como um vício. Mas já falei como estou chato?
    No final das contas, gostei do conto!
    Parabéns e boa sorte”

  7. Fabio Baptista
    30 de março de 2017

    Apesar de alguns pequenos lapsos na revisão (principalmente falta de vírgulas antes dos nomes nos diálogos) a leitura foi fluida. Mas a história não me cativou. Fiquei com impressão de tudo ser um tanto inverossímil demais. Apesar de não citar o tamanho exato da cidade, é mencionado “cidade do interior” e isso já me faz pensar num lugar pequeno, onde todo mundo conhece todo mundo (nem sempre é assim… Campinas é uma cidade do interior e é enorme, por exemplo, mas a primeira imagem que me vem é de cidade pequena).

    Nesse cenário é pouco crível esse sumiço dos amigos sem maiores complicações. Quando o amigo fala que está no hospital com a mãe o conto tenta gerar aquela dúvida de “será que ela é mesmo a iara?”, mas comigo também não funcionou. Desculpe.

    Abraço!

    NOTA: 7,5

  8. Marsal
    30 de março de 2017

    Olá, autor (a). Parabéns pelo seu conto. Vamos aos comentários:
    a) Adequação ao tema: sim
    b) Enredo: o enredo e’ bem simples mas criativo. Achei bacana a ideia de situar a lenda da Iara em um setting mais contemporâneo e urbano, um escritório. Achei que havia um numero muito alto de personagens masculinos, no começo tive um pouco de dificuldade em me lembrar de quem era quem, mas isso melhorou ao longo da leitura. O final foi um pouco previsível, mas bom.
    c) Estilo: a narrativa flui bem, o autor tem um estilo claro e simples. Talvez tenha faltado um pouco de poesia, mas acho que o autor quer contar uma boa estória, este parece ser o seu objetivo principal. Acho que o autor atinge o literário quando o protagonista começa a questionar a própria sanidade mental e esta duvida acaba por contaminar o leitor.
    d) Impressão geral: Um conto interessante. Daria um bom roteiro para um curta metragem. Boa sorte no desafio!

  9. jggouvea
    29 de março de 2017

    Este é um texto que vai melhorando à medida que o lemos. O começo é meio trancado e ele seria mais crível se a história fosse ambientada em uma cidade grande, em uma empresa grande. Mas essas inadequações diminuem de importância quando a história foca no protagonista.

    Não é um texto dos mais bem realizados, mas não está entre os piores do desafio.

    Vamos às notas:

    Média 7,92
    Introdução 7,0
    Enredo 9,0
    Personagens 7,5
    Cenário 7,5
    Forma 7,0
    Coerência 9,0

  10. Cilas Medi
    29 de março de 2017

    Um conto de amor, na desgraça e na morte, mas bem fundamentado. Não encontrei nenhuma referência sobre ela – gloria suma? – ficando satisfeito em imaginar ser uma Iara.

  11. Gustavo Castro Araujo
    29 de março de 2017

    A qualidade deste conto reside no suspense bem construído, desses escritos em linguagem simples e de modo paulatino, que impelem à leitura. Contudo, creio que a história funcionaria bem melhor se não soubéssemos já de cara que se tratava da Iara. Claro, por se tratar de um desafio de folclore brasileiro, o spoiler já estava visível desde as primeiras linhas. Se se tratasse de um certame outro, ou de um texto encontrado a esmo na internet, o resultado seria muito mais poderoso. O encanto foi quebrado muito cedo e isso, receio, tirou muito da força do texto. De todo modo é um conto bacana, desses de leitura fácil por usar um contexto facilmente reconhecível, tornando a identificação do leitor muito tranquila. E como eu disse, com um bom suspense criado.

  12. Priscila Pereira
    29 de março de 2017

    Oi Alair, eu gostei do estilo da sua história, a leitura flui muito bem, é gostoso de ler… logo no começo fica claro se tratar da Iara, mas no meio eu me peguei torcendo para ser tudo da cabeça do Gregório, até achei que ia ser, quando o Tiago telefonou… mas no final, era a danada da Iara mesmo… acho que seria mais legal se não fosse tão obvio… mesmo assim eu gostei bastante. Parabéns!!

  13. Anderson Henrique
    29 de março de 2017

    Gostei da modernização do mito da sereia, mas nem tanto de algumas descrições ou de composições do texto como “vermelho como um tomate”. É um expressão batida. Pode ser usada? Pode. Mas se o escritor pretende contar uma história popular de maneira diferente, por que se utilizar de velhas expressões? Algumas descrições da mulher também são pobres e um tanto genéricas como perfeita, espetacular… Vamos recorrer ao mestre Marçal Aquino, alguns exemplos retirados de “Eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios”? Vamos: “aninhou-se ao lado das caixas de papelão com a intimidade de um gato. Os pés oblíquos e sedutores / Vivia acompanhado de uma ninfeta, um pequeno terremoto de pele sardenta e cabelo avermelhado / mesmo distraída, parecia ter um pacto de cumplicidade com a câmera. O tom dos nus variava dos mais rebuscados que se pretendiam artísticos – e daí eróticos – aos escancarados. / Mesmo com os olhos inchados, o cabelo revolto e o rosto crispado numa expressão selvagem, Lavínia continuava atraente. “. Percebe o poder dessas descrições? Acho que foi o que faltou em seu texto, talvez ousar mais na forma de narrar.

  14. Bia Machado
    29 de março de 2017

    Fluidez da narrativa: (2/4) – Não fluiu. Muito cansativo de ler, talvez por não me despertar o interesse.

    Construção das personagens: (2/3) – Muito superficiais. Não me conquistaram. Faltou desenvolvimento.

    Adequação ao Tema: (1/1) – Ok, adequado, há o mito e foi tratado até de forma diferente, ainda que sem muito cuidado.

    Emoção: (0/1) – Não gostei, leitura apenas obrigatória.

    Estética/revisão: (0,5/1) – Faltou um cuidado maior com alguns termos. Há repetição de palavras próximas, um excesso de advérbios de modo e um “adentrou” que é torturante pra qualquer revisor. E esse título, o que tem a ver? Nesse caso, boiei. Boa sorte no desafio.

  15. danielreis1973 (@danielreis1973)
    28 de março de 2017

    Uma história que partiu do cotidiano para o mágico, bem narrada, com firmeza e segurança. Personagens convincentes, em papeis claros. Se não fosse pelo tema do desafio, a surpresa com a identidade da Maira poderia ser maior. Parabéns ao autor.

  16. mitou
    28 de março de 2017

    o conto teve uma estrutura boa, estava de acordo com as normas da linguagem e foi fluido. senti que o conto não me impressionou muito, pode ser mais uma critica construtiva ou exagero meu, mas a história não me veio com surpresa, o final foi o esperado, a história da Iara seguiu sem muitas reviravoltas.

  17. Matheus Pacheco
    27 de março de 2017

    Eu devo dizer que o final do Texto realmente me surpreendeu, porque estava realmente achando que maiara era só uma pervertia sexual e não uma sereia.
    Abração ao autor e um excelente conto

  18. felipe rodrigues
    27 de março de 2017

    Não gostei. Desde o começo do conto já fica implícito que a tal sereia está bifurcada entre os mundos folclórico e real, e então o cotidiano cansativo do tal escritório de publicidade leva a história em frente, com os falantes sendo seduzidos pela moça. Algumas construções estão muito melosas, a mulher – encarnada na sereia – apresenta trejeitos que já foram utilizados demais na literatura, a maneira como seduz, o canto, tudo.

  19. Olisomar Pires
    27 de março de 2017

    A primeira parte do texto é um pouco lenta, não conseguiu passar empatia pelo sentimento adolescente dos personagens, estava indo no rumo de uma comédia romântica.

    A segunda parte me pareceu melhor escrita e tensa, entretanto, o estrago já estava feito.

    Uma boa estória, criatividade peculiar no aspecto folclórico.

  20. Ricardo de Lohem
    26 de março de 2017

    Olá, como vai? Vamos ao conto! Iara, nossa Sereia, femme fatale de águas doces. A história poderia ser boa, se não caísse no clichê “mal indestrutível”. Rapidamente se percebe que a história é sobre um grupo de pobres humanos impotentes que nada podem fazer contra uma criatura fantástica que deseja predá-los. Tudo que resta às pobres vítimas é aceitarem seu destino, como uma mosca presa numa poderosamente adesiva teia. Esse tipo de história fica bem mais interessante quando o mal não é tão onipotente assim, quando tem pontos fracos que possam ser explorados. É muito mais fascinante manter o mistério sobre o final: “Conseguirão eles sobreviver e talvez matar a criatura? Ou serão apenas mais uma refeição a nutrir o seu maligno corpo?”. A previsibilidade excessiva é quase sempre uma característica indesejável numa história. Apesar de tudo que eu disse, foi um bom conto, bem desenvolvido. Desejo Boa Sorte.

  21. Elias Paixão
    26 de março de 2017

    Este é uma história que teve seu caminho trilhado em estradas seguras e bem conhecidas. Aqui, acompanhamos um mito folclórico fazendo seu melhor (que sempre fez) e as reações esperadas das vítimas. É um conto previsível do início ao fim, mas traz uma narrativa fluida que faz valer a leitura.

  22. Antonio Stegues Batista
    25 de março de 2017

    Por fim e ao final, Maiara era mesmo, Iara, a sereia que seduziu o pobre Gregório. O enredo ficou bom, a escrita simples e clara, não encontrei problemas A lenda está inserida na história. Não aconteceu nada de fenomenal e o final até que foi previsível. Gregório desconfiava desde o começo e ele foi seduzido porque quis.

  23. catarinacunha2015
    24 de março de 2017

    O título é envolvente e traduz o clímax do conto. O estilo não é marcante, mas o autor sabe contar uma história. A trama ficou meio lugar comum e, embora bem escrito, não me seduziu. Na primeira frase já sabemos da situação de Gregório. Talvez o martelar incessante sobre a beleza da morena tenha tirado um pouco da descoberta.

  24. G. S. Willy
    24 de março de 2017

    Conto muito bem escrito, prendeu minha atenção e me fez esperar pelo final, com aquela ponta de esperança que ele se salvasse. Algumas escorregadas aqui e ali principalmente no tempo verbal e uma ou outra palavra ou letra ou ponto final comidas, mas é só isso, nada que uma reescrita mais atenta já não resolva. Também senti que Gregório suspeitou e descobriu muito rápido, foi mais que um sexto sentido ali, mas talvez pelo espaço não havia como prolongar mais mesmo.

    O que não entendi apenas foi o que aconteceu com os outros rapazes, e se isso tinha alguma influência dela. Se Lucas também estava morto no fundo do rio como ele mandou o e-mail? E se Tiago também fora vítima como ele avisou o chefe, e como ele ligou para Gregório? Aliás, o carro roubado foi alguma tática de Maira também? Enfim, todas essas questões ficaram sem resposta e jogadas no ar, e fiquei esperando que ao final ela imitasse a voz de Tiago ou algo assim. E Maira, se quisesse, não precisaria trabalhar em lugar algum para conseguir suas vítimas, qualquer bar ela já arrumaria mais de um fácil todas as noites…

  25. Evelyn Postali
    24 de março de 2017

    Oi, Alair,
    Gostei da história de Maira. Acho que ficou bastante adequado o uso da lenda dentro de um contexto contemporâneo. Gostei da linguagem. Não tem muitos erros de gramática, não. E o roteiro ficou coerente.

  26. angst447
    24 de março de 2017

    O conto baseia-se na lenda da mãe d’água, Iara, logo aborda o tema proposto pelo desafio – folclore brasileiro.
    Recomendo uma revisão mais atenta quanto à pontuação. Há outros pequenos deslizes, tais como:
    graças as pesquisas > graças às pesquisas
    voltou a realidade > voltou à realidade
    translucido > translúcido
    Cuidado com a repetição de palavras e o uso de termos como adentrar, que tornam o tom pedante.
    Gostei mais do final do que do resto do conto, embora tenha sido bastante previsível. Faltou um elemento surpresa qualquer que despertasse o interesse do leitor.
    Boa sorte!

  27. Miquéias Dell'Orti
    23 de março de 2017

    Oi.

    Muito boa narrativa. No início, achei o desenvolvimento um pouco sem sal, massante até, mas depois engatou uma sucessão de ações que foram deixando a trama bem mais interessante. No final, estava fisgado (trocadilho infame on). Parabéns.

  28. Olá, Alair,

    Tudo bem?

    Seu conto tem um título ótimo.

    O texto traz uma Sereia moderna, uma brincadeira com a sedução feminina dentro do próprio ambiente cotidiano e de trabalho.

    Embora o trabalho caminhe para um final já esperado, afinal todos sabemos onde a lenda da Sereia vai terminar, a narrativa flui bem e a impressão que temos é a de que você possuía material para mais história.

    O momento mais forte, para mim, foi o do protagonista embaixo da cama como um menino. Quase como uma alegoria do sentimento do menino diante da mulher.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

    • Rafael Luiz
      1 de abril de 2017

      Oi Paula! . De fato, tinha muito mais coisas. O Conto inicial tinha quase 4.000 palavras, e tive de retirar quase metade.Obrigado pela critica.

  29. Marco Aurélio Saraiva
    22 de março de 2017

    Uma forma interessante de trazer o conto da Iara para os tempos modernos. Imagino onde Maira (gostei do nome, aliás, por fazer menção, de certa forma, à Iara) atacaria novamente, após exterminar um escritório inteiro de contabilidade.

    O enredo do conto segue um script bem previsível, a la filmes B de suspense ou terror. Um amigo some, então outro amigo some, o terceiro perde noites pesquisando e se vê vítima. Eu, como leitor, pude ver tudo acontecer muito antes de ocorrer, dado o script previsível. Até mesmo a ligação de Tiago no final é clichê: feita para confundir o leitor mas sem muito sucesso, já que é óbvio que Tiago provavelmente fugiu da morte sem querer devido a um real infarto da mãe.

    A escrita é boa, mas me pareceu feita com mais esmero no início e mais displicência no final, como se todo o conto fosse escrito em uma só respirada e, ao fim, você já estivesse com as mãos cansadas. Mais para o meio do conto vi uma série de vírgulas faltando ou fora do lugar, pontos finais faltando e algumas repetições de fonemas enfadonhas.

    Ao final, gostei da originalidade mas não da previsibilidade e da falta de revisão.

    • Rafael Luiz
      1 de abril de 2017

      Obrigado pela critica Marco, Ainda estou me acostumando a escrever estes contos e, depois de revisar e revisar, alguns erros realmente passam pela minha peneira. Fora meus vícios narrativos. Grande abraço!

  30. Roselaine Hahn
    19 de março de 2017

    Alair, engraçado esse negócio de dar pitaco no conto dos outros, mas acho que essa é a graça da coisa, eu te ajudo com o seu, vc. ajuda no meu, e todo o mundo fica feliz. Buenas, o seu conto tem um bom potencial, tem ação, suspense, romance, sensualidade saindo pelos poros, mas têm algumas questões que comprometem a fluidez e a clareza do texto. A falta de pontuação e concordância em algumas frases dificulta o entendimento, a começar pelo título. Toda informação contida na ficção deve-se prestar a um fim na história, ainda mais em contos curtos, as palavras devem ser aproveitadas até o bagaço. Na frase “Como ela costumava chegar mais tarde, pelo fato de morar fora da cidade, os três conversavam e riam ruidosamente, mas silenciaram quando ouviram a porta. Ela chegara”. Acho que é irrelevante essa informação, dizer apenas que “silenciaram ao ouvir a porta. Ela chegara”, já dá o recado pretendido e deixa o leitor atento às próximas cenas, assim como, “Passara a chegar ao trabalho cansado, com os olhos fundos graças as pesquisas incessantes”, não trouxe contribuições ao desenrolar dos fatos, sobraria espaço para o foco na tensão, no drama do protagonista. A ideia central, da alucinação do rapaz com a hipotética sereia, é boa, apenas careceu de um maior burilamento na escolha das palavras, coisa que faz parte da nossa caminhada na arte da escrita. Siga em frente, tens o potencial de contar boas histórias. Abçs.

    • Rafael Luiz
      1 de abril de 2017

      Excelentes comentarios Roselaine. O conto inicial tinha 4.000 palavras, tive de encurtar quase metade e omitir passagens inteiras. Talvez por isso algumas frases inúteis. Mas agradeço muito o comentário, espero evoluir! Abs

  31. Neusa Maria Fontolan
    18 de março de 2017

    Gregório teve todas as chances de fugir da Maira e não o fez. Mas como fugir do encantamento de uma Iara, não é? Bom conto, parabéns.
    Destaque: “Gregório sentiu seu perfume, capaz de fazer inveja a mais fragrante flor, e sentiu como se levitasse num oceano de prazer e felicidade. Desprezou a temperatura que caíra subitamente quando suas roupas se agarraram à pele, enquanto seu corpo imergia entre mil borbulhas.”

  32. Fátima Heluany AntunesNogueira
    18 de março de 2017

    Iara em uma versão atualizada: ela trabalha em escritório, tem casa, dirige, usa computador e celular, apenas não perdeu o seu poder de encantamento. Lembrou-me a série australiana “As meninas Sereias”. Não sei se gostei ou não desta adaptação, fez a lenda perder o romantismo, a magia.

    A leitura flui bem, ritmo adequado, ambiente crível. Achei interessante a execução, boas descrições e metáforas; mas a conclusão estava bem previsível desde o início.

    Bom trabalho. Parabéns. Abraços

  33. M. A. Thompson
    18 de março de 2017

    Olá “Alair Monteiro”. Parabéns pelo seu conto. Foi quase um dos que mais gostei, porém em alguns pontos a narrativa parece confusa. Sucesso.

  34. marcilenecardoso2000
    17 de março de 2017

    Sereia… a bela Maira então levou todos os homens? Boa gramática, dentro do tema, mas lugar comum. Até criativo, mas tudo óbvio.

  35. Iolandinha Pinheiro
    15 de março de 2017

    Conto sobre o mito da sereia matadora de homens. Gostei da história ser ambientada em um cenário mais urbano e da sereia ser funcionária de uma empresa. Sereia moderna tem perna, celular e trabalha. O desenrolar foi bem tranquilo e não me cansou em momento algum, ponto para vc. Mas como eu sempre falo, a diferença entre o veneno e o remédio é a dose, e o seu conto ficou simples demais. Não me instigou, não me fez brilhar os olhos. Outro pequeno problema que encontrei foi a mensagem do amigo do Gregório, falando que a mãe estava doente mesmo. Fiquei sem entender se foi erro de continuidade, ou se a sereia não havia matado o cara. Enfim. Só o autor saberá. Então, boa sorte no desafio.

  36. Rubem Cabral
    13 de março de 2017

    Olá, Alair Monteiro.

    Um bom conto. A trama é simples, o final não surpreende, mas os personagens foram bem construídos. O último parágrafo ficou muito bonito. Deu a entender que de certa forma ela se apaixonava por cada vítima, que eram mortes “carinhosas”.

    Quanto à escrita, vi pouca coisa por acertar: “pôr”, “Tênis” (pq a letra maiúscula?), etc.

    Nota: 7.5

  37. Evandro Furtado
    13 de março de 2017

    Resultado – Good

    Gostei da forma como o autor recontou a lenda, adaptando-a para os dias atuais. A construção de imagens também foi feita de forma muito competentente, sobretudo no final. As descrições foram precisas, e formularam a cena de forma bastante vívida.

  38. Eduardo Selga
    11 de março de 2017

    Uma atualização do mito da Iara, saindo das florestas e passando a viver em cidade, a trabalhar em escritório e dirigir automóvel. Nesse sentido, tinha tudo para resultar forçado, mas não é isso o que acontece. Ao contrário, a adaptação ficou bastante boa, havendo uma sugestão insólita: a de que dentro da casa dela há um rio. Claro, o bom senso faz com que o leitor entenda que o rio está no terreno da casa, não nela em si, mas a informação não é explícita, abrindo uma fresta para o insólito, como no recorte “[…] desfrutaria também de uma noite romântica, numa casa que até rio tinha”.

    Outro bom momento insólito está no desfecho, na sugestão de que, quando “[…] os dois, apaixonados, continuaram a descida em espiral, rumo ao fundo do rio”, Gregório estava morto, mantendo fidelidade à lenda.

    Nos trechos “tá tudo bem Gregório?” e “tudo sim Maira”, faltam vírgulas antes dos nomes próprios, por tratar-se de vocativo.

    Em “precisava imediatamente alertar ao amigo sobre suas conjecturas […]” o correto é O AMIGO, pois ALERTAR está exercendo função de verbo transitivo direto.

    Em “Gregório a seguiu de Tênis […]” a inicial é minúscula na palavra TÊNIS.

    Em “parecia algum tipo de ritual. Aquela mulher definitivamente não era normal” há uma assonância desagradável envolvendo RITUAL e NORMAL.

    • Rafael Luiz
      3 de abril de 2017

      Muito obrigado pelas dicas!

  39. Fernando Cyrino
    11 de março de 2017

    Meu Deus, um encantado que termina por morar no fundo do rio. E isto sem aprender a respirar… Um conto bem legal. Uma história que está bem contada, um cuidado bem bacana com as palavras, com o uso do idioma. No entanto, não foi um conto que me encantou, tal como o nosso Gregório. Um conto que não me levou ao rio. Observo mais distante. Parabéns pela sua construção.

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Publicado às 10 de março de 2017 por em Folclore Brasileiro e marcado .