EntreContos

Literatura que desafia.

Conspiração Folclórica (Rubem Cabral)

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Manaus, Centro Velho.

A sala daquele cinema de rua falido fora alugada na véspera e aspirada às pressas pelos proprietários aturdidos, enquanto borboletas, colibris e morcegos levaram uma mensagem urgente aos quatro cantos do Brasil. Na noite seguinte, uma platéia bizarra esperava, entre tensa e silenciosa, imersa na escuridão, quando um feixe de luz finalmente clareou a tela marfim.

Projetavam-se os bastidores de uma conhecida série televisiva: Sálvio Pereira, vinte e dois anos, de olhos azul-husky, talvez típico exemplar da geração pera-com-leite e whey, outra vez gravava uma cena com o peito desnudo, exibindo à legião de fãs enlouquecidas o torso perfeito, resultado de muitas horas de exercício físico fanático e de raras aulas de dramaturgia. Segundo as revistas de fuxicos, deixaria em breve o elenco de “Malhadão” – onde emprestava os bíceps ao surfista Carlão –  e ingressaria na primeira fase da nova novela das oito, “Sertões de Sangue”, como o jovem Coronel Aristides Gouvêa, rapaz idealista que se corromperia perdidamente por política, mas que seria redimido pelo amor de uma escrava alforriada.

A cena se congelou. Alguns slides de comerciais começaram então a se intercalar: todos protagonizados pelo rapagão. Clínicas de clareamento dentário, programas de exercícios para um abdômen trincado,  uma nova linha de ecológicas cuecas de fibra de bambu…

A projeção foi então interrompida, as luzes enfim se acenderam.

— Até um ano atrás ninguém jamais ouvira falar de Sálvio Pereira. Segundo sua biografia oficial, publicada pela revista “Fatos #SQN”, ele é órfão, foi achado numa cestinha na porta da igreja e criado em uma instituição mantida por padres polacos no interior do Paraná. O jovem acredita na santidade do casamento, é virgem e espera pelo amor de sua vida. Foi campeão estadual de xadrez com dez anos, fala fluentemente quatro línguas, que aprendeu sozinho, luta capoeira e come o que quiser que não engorda! – comentou Kaíque Pora da Silva, guarda-florestal três vezes condecorado por excelência pelo IBAMA. — Ora, se isso não é a biografia de um mau mentiroso, eu não sei mais o que é.

— E o que que nossas águas têm a ver com isso? – indagou com voz gorgolejante a socióloga Yara Madre Régia, quase fantasmagórica numa bata com inúmeros tons vegetais. — Todo dia algum ator ou atriz com pouco talento e muita beleza ganha destaque no fluxo do rio da vida. Logo, logo, desaparecerá, feito oferendas arrastadas pela cabeça d’água depois duma tempestade na serra. Os humanos precisam de ídolos e de torvelinhos assim. Qual a surpresa? Foi para isso que nos convocou, Caipora?

O guarda de cabelos ruivos e dentes clareados – do verde original – não se intimidou: — Não use meu nome real, Yara. Você conhece bem as regras d’O Acordo, desde que desistimos de nossos papéis originais e resolvermos nos misturar aos humanos. Não é óbvio? – ele gesticulou, impaciente. — Sálvio Pereira é o Saci Pererê! O Acordo previa que ocuparíamos posições que não chamassem a atenção do público, e o malandro vira uma estrela teen da tevê, onze em cada dez capas de todas as revistas! Há meses que tento contactá-lo pelos nossos canais sobrenaturais, em vão! O Saci sumiu de vez do mapa das assombrações…

Um odor desagradabilíssimo se espalhou, desde o fundo da sala. O que parecia ser um bicho-preguiça gigante, ficou de pé e começou a falar pela bocarra que tinha sobre o estômago.

— Mas, maninho, esse Sálvio tem duas pernas e é bem mais maceta e clarinho que o Saci, se bem me recordo do curumim.

— Arre, o Saci não é burro, ora essa! Ele sabe que o Brasil é racista e que dificilmente faria sucesso sendo negro e monopernalta. Esqueceram que ele pode mudar de forma? Quando lhe convém, é redemoinho, é morcego trançador de crinas e espírito azedador de leite… Veja, estamos todos nós aqui, levando vidas duras e seguindo o tratado à risca. Você, – ele se dirigiu à criatura que cheirava à carniça – “O” Mapinguari, o outrora terror dos índios, trabalhando hoje em dia num parque temático como um Chewbacca genérico por dois salários mínimos e morando num trailer que partilha com o Papa-figo! E por quê? Porque é honesto com os companheiros… Trato é trato – o Caipora bufou. — Mas aquele, aquele bugio sem-vergonha, é claro, está rindo de nossas caras nesse momento, cagando e dançando sobre os farrapos do nosso contrato sagrado! Comendo todas as garotas e – Tupã os proteja – garotos também! Ele não tem honra, não tem palavra, e deve pagar por isso!

Todos anuíram com energia. Mesmo para o Saci, aquilo era abusar da paciência alheia.

— Uai, podemos pedir à Cuca que lance um feitiço que deixe ele cheinho de birruga. O Boitatá podia botá fogo na casa dele… — sugeriu amuada a Mula sem cabeça, que no mundo externo atendia por “Moeda”, usava uma cabeça postiça e puxava uma charrete cheia de turistas no interior de Minas.

— Não. Não é lição suficiente – o Caipora matutou. — Hummm. Próxima sexta-feira é treze e, coincidentemente, é noite de lua cheia, não? Captaram minha mensagem, amados mestres? Pedir um favorzinho ao nosso peludo primo meio europeu?

— Kaíque, seu demonho das mata, mas isso seria cruel! Gosto disso… –  zurrou a mula, inadvertidamente chamuscando os demais com perdigotos de fogo.

***

Sexta-feira 13, Apart Hotel St. Moritz, apartamento 1001, alugado no dia anterior por Folkbras – Manifestações Culturais S/C.

A fúria ali se fez sólida em dentes e garras, carne coberta de pelo grosseiro, quando a luz prateada de Jaci ebuliu o sangue de Luíson. Não. Ele não era mais aquele humano ordinário, único macho de uma prole de sete fêmeas, tímido balconista de um armarinho do Arraial Vila das Moças, era força da natureza e justiça divina: incontrolável, ensandecido, com quem não se pode argumentar. Como se discutir amenidades com uma avalanche, uma pororoca, um estouro de manada?

Contudo, mesmo na confusão de sua mente selvagem a missão não se perdera: dar uma sova de arriar os quartos no garoto louro do 1101. Fazer o Saci entender que o Grupo não estava nada satisfeito com seu comportamento. Mas tomar cuidado, muito cuidado, pois o Saci é ladino…

***

Apartamento 1101.

“O mal conspira desde sempre, meu filho. O diabo não deve ser subestimado. A descrença de muitos, a ideia de que ele sequer exista, é uma de suas maiores artimanhas. Pois em cada canto escuro, em cada cemitério abandonado, seus asseclas esperam pelo momento certo. Lembre-se, Sálvio, quando você ganhar o mundo, nunca se esqueça de quem você é, e o que se tornou: chamariz e paladino. Sálvio, o que salva. Nunca se esqueça também de observar os sinais da aproximação do verme de chifres: pesadelos, um ovo com sangue, um espelho que se quebra sem razão… E, então, você poderá se preparar para cumprir seu papel. Terá vantagem sobre o Inimigo.”

Os ensinamentos do Padre Olszowski, martelados por anos, numa rotina espartana de banhos gelados, exercícios e estudos, não haviam sido ofuscados pelo sucesso do rapaz, mero trampolim com o propósito de chamar a atenção das trevas para si.

Meditando no centro da sala, o belo Sálvio observou com o canto dos olhos os copos-de-leite murchando na jarra sobre a mesa, moscas surgidas do nada, rondando sua cabeça. E rezou, e planejou, e esperou.

E não teve que esperar muito. Mal soaram as doze badaladas num velho relógio-carrilhão, as tábuas de carvalho que cobriam o chão da sala começaram a ranger e encurvar. Uma explosão de lascas e poeira coroou então a chegada do lobisomem. O monstro ergueu-se do buraco que cavou e abaixou a cabeçorra, que roçava o teto.

Sálvio encarou os olhos injetados da criatura, com calma monástica observou as armas que deixara dispostas sobre a mesinha de café diante de si: uma espada, uma adaga, um revólver, uma cruz, um frasco com água benta, um ramo de visco.

— A Cruz Sagrada seja a minha luz. Não seja o dragão o meu guia – disse o jovem, quando escolheu a pistola e atirou no peito do animal com a precisão de um sniper.

Luíson uivou, os vidros das janelas trincaram em resposta. Uma sensação gelada correu por todo seu corpo e ele desabou, paralisado; iceberg desgarrando-se da geleira e espatifando-se sobre o oceano.

— O projétil é recheado de prata coloidal, abençoado pelo Papa em pessoa – o rapaz explicou, aproximando-se, antes de dar um pontapé no focinho da criatura e lhe fraturar um canino de dez centímetros. — Alcança a corrente sanguínea e se espalha rapidamente. Não deve te matar, ainda.

O corpo do lobisomem começou a diminuir de tamanho, os pelos rarearam, as feições suavizaram. Até que só havia ali um homem magro e nu, esparramado sobre o chão.

Sálvio alcançou a adaga sobre a mesinha, dirigiu-se a Luíson e disse: — Isso não me dará prazer, monstro – ele elevou a faca e a admirou sob a luz. — Essa é a Destrinchadora Beneditina. Tem uns seiscentos anos e é de prata também. Foi fundida a partir de objetos litúrgicos roubados pelos mouros e recuperados pelos cruzados. Esta belezura me diz que você me contará tudo o que sabe, que me entregará todos os seus contatos diabólicos – ele se benzeu. — Talvez a dor poderá até te purificar, quem sabe? – ele sorriu de forma angelical. — Acredite, no que depender de mim, demônio, você irá hoje para o Céu. Então? Podemos começar?

— Mas eu não sou nenhum capeta, sô… – sussurrou fraco Luíson.

***

Superquadra Norte 302 – Asa Norte, Brasília.

O Nissan Sentra azul-marinho esperava diante do prédio onde ficava seu apartamento funcional. Negro retinto, sem mancar por causa da caríssima prótese de última geração, o Deputado Sácio Pederneira estava elegante no terno bem-cortado.

— Para o Limoncello, Jarbas, por favor – ele pediu ao motorista.

Sentou-se ao lado do funcionário. Gostava de ter contato com o povo, com sua essência. Comentou alguma bobagem sobre o tempo muito seco, sobre o futebol, e depois calou-se. Recordou-se do acordo que costurara naquele dia com a bancada evangélica para apoiar algum projeto tacanho, embora houvesse garantido com a esquerda libertária o bloqueio do mesmo. Era um mestre nessa arte: dizer algo, fazer outra coisa completamente distinta, e sair limpo e insuspeito e ainda querido por ambas as partes. Direita, esquerda, tudo bobagem. Implantar o caos, observar a expressão de criança que derrubou o sorvete no chão, na cara daqueles velhacos: isso sim, não tinha preço.

Abriu a janela, o cheiro do cerrado invadiu o carro, alguém vendia pequi numa barraca. Deu esmola generosa ao rapaz que fazia acrobacias sobre as muletas numa sinaleira. O vento quente acarinhou seu rosto e ele sorriu, e gargalhou depois, tanto que lágrimas vieram a seus olhos. Ah, aquela era uma vida boa.

Qualquer dia deveria visitar o Caipora e agradecê-lo pela ótima iniciativa. Isso, caso ele já houvesse lhe perdoado por ter lhe roubado a namorada, aquela índia branca linda, de nome Mani, que o aguardava no Limoncello.

***

Parque Nacional do Pantanal Matogrossense.

Kaíque Pora da Silva acordou cedo. Depois de uma noite tempestuosa, o dia prometia um céu de brigadeiro. Antes de se levantar da cama, torceu os pés para a frente. Era algo meio dolorido, mas ele já estava acostumando.

Comeu frutas como desjejum. Alguém lhe arrumava cajá-mirim, aticum e cupuaçu silvestres. Caminhou até a sede, onde turistas esperavam pela visita guiada. Muitos estrangeiros: um jovem parrudo e louro chamou sua atenção, parecia conhecido. No entanto, a camisa estilo havaiana, a bermuda cargo e os óculos escuros enormes, enviavam outra mensagem: típico norte-americano. O guarda-florestal riu com seus botões: aquele sujeito maluco levava uma faquinha de cabo prateado presa à bainha no cinto. Devia pensar que a visita era algum tipo de safári, o pobre.

Kaíque conferiu o relógio de pulso, refletiu sobre a falta de notícias da missão de Luíson, mas aquele capiau nunca fora muito sociável mesmo… Nem celular tinha!

Dirigiu-se aos visitantes: — Vamos lá, pessoal. Tá todo mundo pronto? Prestem atenção: não pode pegar nada na mata! Nem pedra, nem planta, nem bicho. Ou o Caipora vai atrás d’ocês! É sério!

O grupo riu, os gringos não entenderam porra nenhuma da tradução. O dia seria cheio.

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46 comentários em “Conspiração Folclórica (Rubem Cabral)

  1. Wender Lemes
    31 de março de 2017

    Olá! Para organizar melhor, dividirei minha avaliação em três partes: a técnica, o apelo e o conjunto da obra.

    Técnica: o conto é uma sequência de quadros que se completam perfeitamente. Cada passagem é indispensável para o entendimento geral, ainda que tenham potencial e solidez para ser contos separados. Por exemplo, o trecho que leva à morte de Luíson pode ser apreciado separadamente, mas é muito mais interessante inserido no contexto da conspiração.

    Apelo: me encantou bastante essa narrativa. Além do bom humor e da criatividade, o mote das lendas misturadas e disfarçadas na sociedade comum, com o misterioso caçador providenciando o fim de suas existências… é tudo muito instigante.

    Conjunto: o conto é uma salada inteligente e organizada, uma escolha feliz do autor.

    Parabéns e boa sorte.

  2. Pedro Luna
    31 de março de 2017

    Um dos contos mais criativos. Gostei. Só o que lamentei foi uma brusca mudada de tom no decorrer do conto. No início, durante a reunião, existe mais humor, até pelo absurdo, e pela descrição muito boa do ídolo Sálvio. Porém, quando a cena muda para a ação no hotel, a batalha entre ele e o lobisomem, fica um pouco pesado demais. E a partir daí o tom do início do conto não retorna. Na minha opinião, essa mudança de tom não caiu bem ao conto. Porém, ainda assim gostei da leitura. Só que não sei se entendi bem. O Saci era mesmo o Sávio, e depois se transformou em Sácio, ou foi só viagem do Caipora mesmo, que doido para acabar com o saci, encasquetou que ele era o ídolo?

    • rubemcabral
      3 de abril de 2017

      Oi Pedro.

      O Caipora encasquetou que Sa´lvio era o saci, pela biografia que parecia de mentira e pelo súbito sucesso do rapaz, além do nome sugestivo.
      O problema é que Sálvio era realmente o que sua biografia dizia: um órfão criado por religiosos, que via o diabo em qualquer coisa sobrenatural.

      Abraços.

  3. Marsal
    30 de março de 2017

    Olá, autor (a). Parabéns pelo seu conto. Vamos aos comentários:
    a) Adequação ao tema: sim, a começar pelo titulo
    b) Enredo: o enredo e’ bem idealizado, a ideia e’ original. Fica uma certa curiosidade no final, em relação a o que vai acontecer.
    c) Estilo: A narrativa e’ bem escrita, há uma certa elaboração na linguagem, na medida certa. O entendimento de uma parte dos acontecimentos fica a cargo do leitor, mas o conto não da muita margem a duvidas ou duplas interpretações.
    d) Impressão geral: Achei a ideia interessante e divertida. Talvez um pouco espremida em um conto de 2000 palavras, daria para se escrever um romance inteiro baseado nela. Mas um bom trabalho, sem duvida. Boa sorte no desafio!

  4. Gustavo Castro Araujo
    29 de março de 2017

    A maneira irreverente como este conto foi escrito o aproxima de “A última traquinagem do saci Pererê”. Até mesmo o plot é parecido, com todos os personagens do folclore reunidos e conversando como uma turma de velhos amigos. Ao contrário daquele conto, porém, aqui o motivo da reunião não tem muito a ver com os nobres objetivos de sobrevivência do folclore brasileiro numa realidade dominada pela cultura americana. Aqui, o objetivo é dar uma lição no saci que, aparentemente, disfarçado de playboy/modelo/ator, quebra o pacto de se manter discreto em meio à sociedade. Para corrigi-lo, apela-se ao lobisomem, só que, na verdade, o saci está em outro lugar sob outro disfarce.
    Bem, como eu disse, sobressai-se o modo irreverente de narrar e as características individuais de cada personagem. Gostei do modo como tudo se desenvolveu, apelando-se a um suspense gradativo, mas confesso que final me desagradou um tanto porque não percebi um círculo se fechando na narrativa. Se o ataque do Lobisomem falhou e o saci na verdade era meu vizinho aqui em Brasília, o que os demais personagens do folclore teriam resolvido? Quer dizer, falhou o ataque e ficou por isso mesmo? Com Sálvio simplesmente visitando Pantanal?
    De todo modo, está bem escrito, cativa e é fluido. Um ótimo conto, sem dúvidas.

    • rubemcabral
      3 de abril de 2017

      Olá, Gustavo.

      O ataque falhou, mas as criaturas do folclore ainda não o sabiam. No final entendemos que Kaíque espera uma resposta de Luíson, mas já está acostumado com a falta de notícias deste, que nunca foi muito sociável e nem celular possui.
      A visita de Sálvio ao parque dá-se quase que no dia seguinte à morte do lobisomem.

      Abraços.

  5. Marco Aurélio Saraiva
    29 de março de 2017

    É isso!!! Ganhou! Melhor conto do desafio!

    MUITO legal! 100% original, com personagens todos interessantes, uma reviravolta muito criativa e inesperada… tudo para um conto perfeito! Foi uma leitura divertidíssima e inesperada, que me fez lembrar mesmo daquela série de revistas chamada “Fábulas” (http://hotsitepanini.com.br/vertigo/series/fabulas/). Bom demais!

    A escrita está impecável: chamativa, cheia de construções originais e brilhantes, e com uma leitura fluida e interessante.

    Este é daqueles contos que eu tenho que falar pouco por quê senão vou parecer babão. Hahahah!

    Nota 10!

  6. danielreis1973 (@danielreis1973)
    28 de março de 2017

    Uma história simpática, misto de “Liga Extraordinária” com “Missão Impossível”, mas que não me fascinou. Os personagens, apenas esboçados, me pareceram planos, sem desenvolvimento. Como ponto positivo, a engenhosidade do autor em nomear e dar papéis às lendas.

  7. Bia Machado
    27 de março de 2017

    Fluidez da narrativa: (3,5/4) – Não é fácil acompanhar esse conto, não. No começo parece até bobo, uma reunião de mitos que estão entre nós, rs. Não consegui entrar “no clima” da primeira parte. Ainda bem que aos poucos a coisa fluiu melhor.

    Construção das personagens: (2,5/3) – Gostei delas. E por isso acho que o espaço foi “apertado” para tratar de todas da forma como devia. Talvez para desenvolver melhor devesse ter ido apenas até o trecho “Apartamento 1101”, independente se a gente ia ou não ficar sem saber qual era o disfarce do Saci. Ele não é de aprontar mesmo? A cena entre São Bento e o lobisomem, por esse motivo, não rendeu o que podia. O cara é São Bento, né?

    Adequação ao Tema: (1/1) – Sim, adequado.

    Emoção: (1/1) – Gostei. Aprendi a gostar durante a leitura, apesar da questão na construção das personagens.

    Estética/revisão: (1/1) – Peguei um errinho bobo, nada demais. Quanto à estética, parece que conheço de algum lugar. Parece a linha tênue usada por certo autor, vejamos se estou enganada, rs. Como disse, achei muitas partes para um conto de até 2000 palavras. Eu não me importei muito com a última parte. E a parte do Saci achei “ok”, para constar, porém criativa, claro.

  8. Cilas Medi
    27 de março de 2017

    Faltou revisão do 1) platéia = plateia. E 2) contactá-lo = contatá-lo.
    Gostei do neologismo “monopernalta”, para definição de um saci. Criativo, interessante, uma mistura de política na natureza e dela, participantes humanos, que são, sempre, elementares. Cumpriu, integralmente, o compromisso com o desafio.

  9. Rafael Luiz
    27 de março de 2017

    A imagem do conto não guarda qualquer relação com o conto em si. O conto, muito bem escrito e descrito, tem passagens dignas ora de conto infantil, ora de verdadeiras histórias hollywoodianas de ação. A narrativa é boa e a descrição do lobisomem é das melhores que já vi, mas contrasta com o tom pitoresco e leve dos seres folclóricos se misturarem aos humanos usando nomes cognatos. Conto muito bom, mas me parece que se perdeu em algum momento

  10. Bruna Francielle
    27 de março de 2017

    tema: adequado

    Pontos fortes: criatividade em realocar os personagens em funções ‘humanas’. Mistura-los a multidão. Kaique Pora foi ótimo. Também gostei das pitadas de humor pela história e dos lugares onde ela se passou. Um cinema, um hotel, um parque. Vários lugares em tão pouco espaço e couberam bem.

    Pontos fracos: Bem, se a conspiração era somente para atacar o Saci, e no fim mandaram o lobisomen, o saci simplesmente matou ele e acabou, não me chamou muita atenção esse mote, na verdade achei um tanto fraco. Mas a forma como foi narrada a história, a criatividade nos personagens compensou essa ‘fraqueza’.

    • rubemcabral
      3 de abril de 2017

      Olá, Bruna.

      O saci não matou o lobisomem. Quem torturou e matou Luíson foi Sálvio, que não é o saci. O saci é um deputado federal.

      Abraços.

  11. jggouvea
    26 de março de 2017

    Cara! O que que tu tem contra os personagens de nosso folclore que você quer matar a todos? ahahah

    Bem, a sacada desse conto é muito legal e é curioso você ter essa abordagem da Igreja com os figuras do folclore porque há anos eu trabalho num projeto semelhante.

    Gostei muito da maneira como você conduziu a narrativa, embora tenha achado fraco o pretexto para o atentado contra o cara. Ficou forçado, se bem que explicável pelo limite de tamanho.

    Obviamente os personagens vão primeiro investigar o cara, antes de mandar matar.

    Vamos às notas:

    Nota Média 9.11
    Introdução 8 — foi a parte mais fraca, na minha opinião, ocupou muitas palavras com pouco desenvolvimento da trama
    Enredo 10 — original e interessante
    Personagens 9 — não gostei do antagonista
    Cenário 10
    Forma/Linguagem 8 — algumas escorregadelas na caracterização dos personagens, recaindo no clichê
    Coerência 9 — achei forçada a parte do ataque do Luís ao vilão.

  12. Ricardo de Lohem
    26 de março de 2017

    Olá, como vai? Vamos ao conto! Criaturas do Folclore Brasileiro decidem se passar por pessoas comuns. Lembrei de “Deuses Americanos”, de Neil Gaiman, além da série de livros “Percy jackson”, e outras séries de fantasia que tratam de temas similares, trazendo antigas lendas e mitos para o nosso mundo atual. Neste conto, porém, o resultado é bem menos entusiasmante que no livro de Gaiman. Humor tosco, piadinhas óbvias demais e um final bastante vazio, que não diz nada. Quantidade não é qualidade: teria sido muito melhor se conenctrar em uma ou no máximo duas Lendas/Criaturas, e desenvolver bem, que o espaço é curto, são só duas mil palavras. Desejo para você Boa Sorte no Desafio.

  13. Elias Paixão
    26 de março de 2017

    Assim como o template do caipira cheio de crendices me faz revirar os olhos, as histórias que investem em novas interpretações para antigos mitos ou os traz para o mundo de hoje me fazem sorrir de satisfação. Foi interessante colocar os mitos em profissões atuais e muito criativo tudo o que se deu com o saci (tanto o falso quanto o verdadeiro). A grande reviravolta trouxe sua pitada de ação e mistério e deu ao conto tudo o que precisava para completar o clima construído desde o início.

  14. Iolandinha Pinheiro
    26 de março de 2017

    Vamos lá. Seu conto, naturalmente, já não me agradaria pela tentativa do autor de transformar os personagens folclóricos em pessoas comuns, fazendo trabalhos sem graça. Mas o início naquele cinema empoeirado dava pistas de uma bela história. Infelizmente o autor optou por jogar o saci como um improvável astro teen, sem carisma, respeito, ou convencimento. Para piorar, alongou o quanto pode a história, preenchendo o que poderia ser um conto ágil e interessante numa narrativa maçante e com excesso de detalhes dispensáveis. Pior é que vc escreve bem. Tem boas construções e com a ideia certa faria histórias interessantes e maravilhosas. Mas é isso, espero que tenha mais sorte com os outros leitores. Abraços.

    • rubemcabral
      3 de abril de 2017

      Olá, Iolandinha.

      Infelizmente, você não entendeu a história. O saci NÃO é o ator, ele é um deputado federal. Sálvio é exatamente o que sua biografia dizia: um órfão criado por padres poloneses.

      Abraços.

  15. mitou
    25 de março de 2017

    o conto está bem estruturado e tem uma linguagem ótima ,coesa e com muito poética. o final em aberto ficou bom ,mas podia ser melhor explorado, algum indiciou mais que o curupira ia morrer. só acho

  16. Evandro Furtado
    25 de março de 2017

    Resultado – Average

    A história é super interessante, mas termina antes do que deveria. Talvez a ideia seja algo maior como um romance, por exemplo. Se for o caso, compro a ideia. A história de um fanático religioso caçando criaturas folclóricas é algo a ser considerado.

  17. Vitor De Lerbo
    24 de março de 2017

    A ideia do tratado de reinserção das lendas no cotidiano atual é ótima. O Saci de político, então, é espetacular. O texto é muito bem escrito e tem passagens hilárias.
    Boa sorte!

  18. Evelyn Postali
    24 de março de 2017

    Oi, Velho,
    Eu ri e me preocupei com o andamento da coisa toda. Gostei de como introduziu os personagens da mitologia e do final também. A linguagem é bem cuidada, escrita fluída, limpa, adequada. Criatividade na construção da trama e enredo muito bom.

  19. Rsollberg
    23 de março de 2017

    kkkkkkkk
    Muito bom!
    Poxa, esse é um daqueles textos que poderia se alongar indefinidamente.
    Absolutamente delicioso. O autor é sarcástico na medida certa e traz um dezena de referências.
    O segundo parágrafo é absolutamente hilário;
    A história em si fica até em segundo plano – o golpe do Saci – frente a habilidade do autor em conduzir tudo.
    Pena não conseguir comentar mais nada relevante!
    Por enquanto, o meu preferido no desafio!
    Parabéns!

  20. Miquéias Dell'Orti
    23 de março de 2017

    Oi,

    A história de um acordo entre os personagens folclóricos para se misturar à humanidade pode parecer clichê a primeira vista, mas o jovem caçador de monstros (que também pode parecer outro clichê, se visto isolado) deixou a coisa toda bastante bacana.

    Enfim, foi uma mistura de clichês que deu bastante certo rs… muito por causa da narrativa bem escrita. Parabéns.

  21. Olá, Velho do Saco,

    Tudo bem?

    Ri muito com o seu pseudônimo, sabia? Muito bom.

    Um trabalho criativo, lançando as figuras folclóricas no “mundo civilizado” e mostrando uma visão de como estes seres se comportariam em nosso mundo, dentro de regras sociais determinadas a ser seguidas. Sua premissa é muito interessante e a solução para a “humanização” do mito foi bem resolvida.

    Um texto jovem, para o público jovem, creio eu.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  22. Elisa Ribeiro
    22 de março de 2017

    Gostei demais do conto. Enredo, narrativa, criatividade, seu texto me cativou. Os nomes que você deu aos personagens foram bacanas mas Luison foi um achado. Algumas expressões que você usou no texto me encantaram: geração pera-com-leite e whey, Chewbacca genérico,perdigotos de fogo, projétil é recheado de prata coloidal, abençoado pelo Papa, entre outras. O final aberto combinou com o seu texto. Parabéns pelo ótimo conto! Sucesso!

  23. Rubem Cabral
    22 de março de 2017

    Olá, Velho do Saco. Boa sorte no desafio! rs

  24. Eduardo Selga
    21 de março de 2017

    O mote do conto lembra muito o episódio “A Sacizada”, do Sítio do Pica-Pau Amarelo”, lá dos anos 1980, quando eu era adolescente. Nesse episódio, o Saci-Pererê é julgado e condenado por outros sacis pelo fato de manter forte amizade com um humano, o Pedrinho, assim como nesse conto há uma assembleia de assombrações que resolve punir o Saci por ter se humanizado em demasia, quebrando “O Acordo”, cujo intento parece ter sido a sobrevivência das entidades, ainda que isso resultasse na destruição dos mitos equivalentes.

    A princípio eu entendi que existiam dois sacis diferentes: um disfarçado de ator canastrão e outro na pele de deputado federal. Mas, considerando que este era mestre em “[…] dizer algo, fazer outra coisa completamente distinta, e sair limpo e insuspeito e ainda querido por ambas as partes”, e que ele sentia especial prazer em “implantar o caos”, passei a considerar duas possibilidades: apenas Sácio Pederneira seria uma entidade folclórica disfarçada, ao passo que essa condição para Sálvio Pereira seria apenas uma impressão do Caipora; outra possibilidade é o deputado ser o ator, após profunda transformação e salto temporal. Este último elemento não é expresso, de modo que é mais razoável entender a narrativa em linha reta. Mas se for assim o capítulo “Superquadra Norte 302 – Asa Norte, Brasília” fica solto no tempo. Por isso entendo que o capítulo está fora da linha temporal, que retoma à normalidade com o bloco seguinte, “Parque Nacional do Pantanal Matogrossense”.

    Se o canastrão não for o saci, o padre realmente criou alguém capaz de encarar o sobrenatural, inclusive com tendências fundamentalistas, motivo pelo qual ele se disfarça de turista e, armado, vai em busca do caipora.

    Em “[…] exibindo à legião de fãs enlouquecidas o torso perfeito, resultado de muitas horas de exercício físico fanático e de raras aulas de dramaturgia” entendo haver uma falha de construção porque causa a sensação de que o TORSO PERFEITO é resultado de duas coisas: MUITAS HORAS DE EXERCÍCIO e AULAS DE DRAMATURGIA. O segundo motivo de parece estranho à aparência física.

    Em “a sala daquele cinema de rua falido fora alugada na véspera […]” também há uma falha de construção. É que FALIDO vem após dois substantivos, primeiramente CINEMA e depois RUA. Como RUA está encostado em FALIDO, tem-se a impressão de haver um erro de concordância (RUA FALIDO). Claro que não é isso, o contexto explica, mas há um ruído na comunicação.

    • rubemcabral
      3 de abril de 2017

      Olá, Eduardo.

      Então, o enredo seria o seguinte: após O Acordo, quando as entidades passaram a adotar profissões humanas, o saci envolveu-se com Mani (da lenda da mandioca, então namorada do caipora).
      Kaíque passou a investigar para tentar identificar o destino dos dois e acreditava que Sálvio fosse o saci, que convenientemente então teria faltado com O Acordo.

      Infelizmente, para Kaíque, Sálvio era realmente um órfão criado por religiosos e via as entidades do folclore brasileiro sob uma ótica cristã-fundamentalista: seriam todos manifestações do diabo.

      Sácio, o deputado federal, é o saci, que nada sabe da conspiração e que vive uma vida plena com Mani.

      O final insinua que Sálvio conseguiu extrair de Luíson a lista das entidades e começou uma perseguição que poderá resultar em muitas mortes.

      Abraços.

  25. Matheus Pacheco
    20 de março de 2017

    Então não foram os iluminaris que contralavam o mundo… Os comercias, e tudo relacionado eram controlados pelo saci e sua gangue…
    Agora tudo faz sentido…
    Otimo conto e abração ao autor.

  26. Anderson Henrique
    20 de março de 2017

    O texto tem algumas boas ideias, mas ele não me despertou simpatia. O humor não funcionou (pra mim, obviamente). Pareceu-me um bom exercício, montado para atender às regras do certame. Algumas construções são ótimas e encontram o equlíbrio que o tom humorístico pede (o torso perfeito, resultado de muitas horas de exercício físico fanático e de raras aulas de dramaturgia), mas grande parte soou exagerado e acabou me tirando da história. É uma boa paródia, mas não ficou entre os meus favoritos.

  27. Fabio Baptista
    19 de março de 2017

    Esse foi o primeiro conto que li (acho que a pela figura que chama a atenção hauaua) e o que mais gostei até o momento (já devo ter lido mais da metade).

    Está muito bem escrito, com toques refinados de humor, os personagens são bem caracterizados, as descrições bem criativas, assim como a trama. Enfim… muito bom.

    Só não fecha o 10 porque (chatice do dia) senti mais como se fosse um piloto de uma série do que um conto fechado. Tipo… o final ficou “aberto” demais.

    Excelente.

    Abraço!

    NOTA: 9,5

  28. Anorkinda Neide
    19 de março de 2017

    Gostei bastante! Muita criatividade e engenhosidade pra inventar os nomes dos personagens, isso me dá uma dica de quem seja o autor.. ^^
    Gostei das tramas e da ‘boa-vida’ do saci q enfim, acho q será o único a se safar..hahha
    parabéns! abração

  29. Neusa Maria Fontolan
    18 de março de 2017

    Então Sálvio Pereira não era o Saci coisa nenhuma, e dominando o Lobisomem conseguiu saber dos outros saindo à caça. O próximo seria o Curupira. Tudo indica que ele se tornaria um caçador de monstros.
    Parabéns, boa sorte.
    Destaque: “Direita, esquerda, tudo bobagem. Implantar o caos, observar a expressão de criança que derrubou o sorvete no chão, na cara daqueles velhacos: isso sim, não tinha preço.”

  30. Priscila Pereira
    17 de março de 2017

    Oi Velho, que história legal!! Muito bem bolada!! Os seres folclóricos estarem camuflados entre nós foi uma ótima sacada, pena que estejam sendo caçados…
    A escrita é fluida e competente, os personagens são muito carismáticos e a história e muito interessante e original. Ótimo conto!! Parabéns!!

  31. G. S. Willy
    17 de março de 2017

    A ideia do conto, de dar uma nova roupagem aos personagens do folclore, é muito boa. Porém a escrita permeia entre o sério e o debochado, e isso me incomodou bastante. No começo parecia se tratar de uma comédia, depois, de um thriller, lembrando a escrita e estrutura de Dan Brown. E essa mudança ia e voltava no texto. Acho que se o foco fosse em apenas um, a experiência teria sido bem melhor. Sobre o ator, não entendi se ele é uma referência ou não.

    Agora o final foi um pouquinho frustrante. Sei que o espaço é limitado, mas é esperado alguma conclusão que feche com aquilo que foi abordado no início. Sei que nenhuma história realmente termina, mas essa ficou em aberto demais, exigindo uma sequência da tal conspiração para desfrutar da história por completo…

  32. Olisomar Pires
    16 de março de 2017

    Então… bem criativo, mas a trama me confundiu.

    Acho que tem tantas pontas soltas que ficou difícil fechar a estória.

  33. marcilenecardoso2000
    16 de março de 2017

    É difícil escrever um conto assim e manter todas as parte interligadas, mas o(a) caro(a) colega fez isso com maestria. Apesar das subdivisões (não sei se é esse nome que se dá), o enredo ficou coeso. o final foi brusco, deixou a sensação de que faltava algo, o que chamamos de gostinho de quero mais. na verdade, cada subdivisão deixou essa sensação.

  34. M. A. Thompson
    16 de março de 2017

    Olá “Velho do Saco”. Parabéns pelo seu conto. A narrativa não deixa de ter uma abordagem original, mas não me agradou. Abçs.

  35. Roselaine Hahn
    15 de março de 2017

    Velho do saco, é o conto mais politizado e inserido na cena moderna que li até agora. O enredo é criativo, diferente, o de dar forma humana aos personagens das lendas folclóricas. A pegada de humor funciona em alguns momentos: “de olhos azul-husky, talvez típico exemplar da geração pera-com-leite e whey”, em outros pareceu-me um tanto previsível, “Segundo as revistas de fuxicos, deixaria em breve o elenco de “Malhadão” – onde emprestava os bíceps ao surfista Carlão – e ingressaria na primeira fase da nova novela das oito”. Talvez tenha faltado um pouco de nonsense, de absurdo, diálogos muito longos. No mais, um bom conto.

  36. catarinacunha2015
    15 de março de 2017

    É difícil explicar que um conto tão pequeno não é enxuto e nem fluido. Não sou especialista, mas vou tentar transmitir a impressão como leitora: A primeira parte é lenta e com diálogos fora do contexto da trama. Para um conto de até 2 mil palavras, o (a) autor (a) abriu várias portas e subtramas desnecessárias, faltando foco na trama principal. Por exemplo: Qual a importância para a trama da Mula sem cabeça puxar carroça cheia de turistas? A imagem é ótima, mas parece gordura no texto. O vocabulário coloquial urbano não ajudou, mas adorei o capítulo “Superquadra Norte 302 – Asa Norte, Brasília.”. Pena que ele não ganhou espaço para crescer.

  37. Fheluany Nogueira
    14 de março de 2017

    A narrativa começa bem, apresentando uma técnica descritiva vívida, com cenas e cenários bem desenvolvidos. A riqueza de detalhes produz um estilo seguro, a história prende do início ao fim, o texto tem muita informação, e os diálogos são convincentes, no entanto, não conseguiu fazer o leitor sentir na pele os sentimentos dos protagonistas, as cenas ficaram mornas.

    Texto bastante criativo, meio à “Missão Impossível”, mas não sei se pode ser considerado folclórico, se o uso dos nomes dos personagens folclóricos o enquadra no tema. Folclore é a sabedoria, a cultura popular, os mitos e lendas… Em todo caso, um bom texto, sem deslizes linguísticos e divertido. Abraços.

  38. Antonio Stegues Batista
    13 de março de 2017

    Personagens do Folclore Brasileiro transformados em gente! É uma sátira, o que a deixa fora do tema. Não acho que seja uma releitura dos mitos, tampouco vejo como folclore. As transformações de cada um deveria ser engraçada, mas é bizarra. Mesmo que o tema fosse humor, não ficaria legal, pelo menos não achei muuuita graça, fazer o que!

  39. Felipe Rodrigues
    12 de março de 2017

    Tornar os seres folclóricos em criaturas ordinárias foi o maior mérito desse conto, além do humor que permeia o texto. Me pareceu um episódio de série, uma introdução de algo engenhoso genuinamente brasileiro, mas que foi limitado aqui pelo numero de palavras, pois o final me pareceu um tanto abrupto, ou não, não sei, algo como “somente mais um dia na vida peculiar de tais criaturas”, humm, mas que conto ótimo! Parabéns ao autor!

  40. angst447
    11 de março de 2017

    Um conto muito bem escrito, abordando o tema do desafio com muita criatividade. Não encontrei lapsos de revisão ou entraves que prejudicassem a leitura.O texto possui um ótimo ritmo que facilita a compreensão e aderência à narrativa.
    Gostei da caracterização dos personagens e seus nomes que camuflavam em parte a identidade folclórica.
    Achei o conto divertido, leve, sem passagens desnecessárias. Uma sacada interessante – a conspiração folclórica.
    St.Moritz me fez pensar nos alpes suíços e aí me veio também… Rubem Cabral? Enfim, muito chique isso!
    Muito bom!

  41. Fernando Cyrino
    10 de março de 2017

    Uma interessante convenção dos nossos melhores agentes do folclore. E o tadinho do Saci do lado oposto. Interessante a sua narrativa, a maneira como me conta a história faz forças para me prender em suas cenas. Há criatividade e você não se pautou em uma história somente, mas passeou por várias delas. Não foi um conto que me fez brilhar os olhos, que tenha me encantado, apesar de que está escrito com cuidado. Abraços,

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Publicado às 10 de março de 2017 por em Folclore Brasileiro e marcado .