EntreContos

Literatura que desafia.

Plano de Extração (Elias Paixão)

— Apareceu a margarida!

Welington levantou as mãos para cima, fingindo agradecer aos céus pela presença de Gleice.

— Minha mãe não saiu do meu pé — justificou ela, a única menina no meio de três garotos montados em bicicleta. — Eles tão desconfiando.

— E cadê sua bike? — Preocupou-se Miguel.

— Tu é surdo ou burro? Não falei que minha mãe tava no meu pé?

— Como a gente vai agora? — Wiliam deu um soco no guidão.

— Calma galera — Welington falou no melhor estilo apaziguador. — Gleice vai na garupa no Wiliam, e pronto!

— E se aparecer um saci eu corro como? — Ele protestou e os olhares recebidos foram de censura.

Gleice era pequena, magra e a impressão que se tinha é que seu maior peso estava nos longos cabelos escuros. Já Wiliam era um armário, misto de músculos e gordura, sendo tão grande que o prefeito do forte já fazia planos para ele na guarda. Desde que soubera disso, ele se tornara amigo de praticamente toda a Guarda Municipal.

— Boa ronda, Wil! — Acenou um dos guardas.

— Miguel tá roubando comida? — Comentou outro, atraindo olhares para a mochila enorme nas costas do mais franzino.

Os risos diminuíram quando o portão se fechou atrás deles e a uma boa distância no descampado, não ouviam mais nada. Até então tudo corria bem. Mesmo não sendo os turnos de Gleice e Welington, ninguém, exceto os pais da menina, se preocupou por vê-los deixando a segurança das muralhas. Os quatro haviam sido nomeados batedores e quando não ajudavam na lavoura, pedalavam nas proximidades verificando ameaças ou viajantes.

— A gente dá uma rasteira nele!

— Que? — Gleice encarou Wiliam com espanto.

— O saci — ele riu da própria piada. — Com uma perna só, é fácil — justificou ao perceber que seu riso fora o único.

— Só se for bem velho — disse Miguel, com ar pensativo. — Quando é novo, tem duas pernas. Depois uma cai. Mas mesmo com uma perna ele não cai com rasteira por causa do rabo.

— Tá bom, Miguel! — Interrompeu Welington.

Gleice, que já revirava os olhos de impaciência, suspirou aliviada.

— Isso tá nesse bando de livros que nessa mochila aí?

— Não — Miguel pareceu feliz em falar sobre histórias. — Tá no livro que eu tô escrevendo. Os livros têm hidra, centauro, vampiro, viking, elfo, mas nunca saci.

O assunto não durou mais que algumas pedaladas. Welington, Gleice e Wiliam não tinham interesse nas histórias já contadas, mas na que estavam prestes a protagonizar. Os batedores percorriam rotas bem conhecidas e não se distanciavam mais que a visibilidade do campanário. O que havia no mundo era um completo mistério para todos e Welington estava certo de que poderia levar ao forte um conhecimento mais útil que os dos livros que Miguel vivia salvando dos fogões.

— Aí ó. Exatamente como eu falei — Welinton apontou um trem de cinco vagões enferrujados e um último tombado. Árvores emergiam de onde teriam sido janelas. — E para provar que eu não sou maluco… — esperou que os outros o alcançassem na frente da composição —, olha aí pra onde ele vai!

— Central — leu Miguel.

— Eu não acredito — Gleice estava boquiaberta. — Isso vai mesmo para o seu Central Park?

— Não é o que tá escrito aí? — Welington encolheu os ombros com fingida indiferença.

— Deixa eu ver o mapa — pediu Miguel.

Era uma verificação desnecessária, já que todos que cresceram com Welington conheciam de cor o conteúdo do papel dobrado. Ainda assim, Gleice e Wiliam se uniram a Miguel e reviram cada desenho do papel com o título de “Extraction” e uma anotação à caneta ao lado: “Plano de Extração”. Trazia desenhos de ruas às margens de um rio e marcas à caneta destacavam os locais assinalados como “Central Park” e “Statue of Liberty”. O mais intrigante eram anotações informando que naqueles locais, uma tal de ONU levaria todos para um lugar longe de “todas essas bestas que atacam até aqui no Rio de Janeiro”.

Havia alguns anos que o pai do Welington aceitara o papel de um viajante em troca de comida. Pensara que seria uma ótima distração para o filho, mas a verdade é que se tornara uma obsessão. Principalmente quando o prefeito construíra o cinema e alguns dos filmes parcialmente recuperados mostravam pessoas tranquilas e alegres em um grande gramado sob a placa “Central Park”.

— Faremos história!

O caminho se mostrou tranquilo e até agradável. Ninguém havia ido tão longe e a visão das ruínas de edifícios e pontes eram um espetáculo por si só. Pedalavam rápido, já que esperavam chegar ao Central Park e voltar antes do anoitecer, mas Miguel ainda encontrava fôlego para fazer observações e comparações de tudo o que via com o que os livros contavam.

A brisa fresca, o dia ensolarado e a tranquilidade do caminho faziam a aventura parecer um passeio de domingo à tarde. O silêncio que se instalara como consequência das novidades não demorou a ser substituído por comentários e planos de como dariam a notícia da existência do Plano de Extração. Uma vida longe da constante ameaça de sacis e capelobos os aguardava e eles seriam lembrados para sempre por isso.

— Sabiam que a mulher de um saci é a mais feliz do mundo? — Wiliam irrompeu com entusiasmo. — Se ela levar um pé na bunda, quem cai é ele!

De todos, quem menos riu foi Gleice, mas riu o suficiente para dar tapinhas nas costas de Wiliam, em quem se apoiava. Miguel gargalhou solto e Welington até bambeou com a bicicleta, ameaçando cair. O princípio de susto aumentou os risos e teriam continuado assim pelo caminho, se uma cabeça negra fumando cachimbo não surgisse em uma abertura no muro da via férrea.

— SACI!

Um dos meninos gritou e sua voz serviu de estopim para pedaladas desesperadas. O saci que os espreitara saltou do buraco e coxeou rapidamente na direção das bicicletas. Outros surgiram atrás e eram todos tão assustadores quanto o que ia na dianteira.

Não era a primeira vez que viam um saci, mas a visão aterrorizava até o mais valente dos homens da Guarda Municipal. Eram negros velhos, sempre de touca, gorro ou turbante na cabeça e um cachimbo fedorento no que sobrara da boca. Poderiam parecer pessoas comuns se não tivessem a aparência de alguém cortado ao meio, da cabeça aos pés e tudo neles fosse sem par.

Uma única perna musculosa, um único braço terminado em garras, além de uma orelha e um olho na metade restante da face. Alguns de aparência mais nova ainda traziam restos putrefatos da parte que perderam, mas os mais velhos pareciam cortados a laser de cima a baixo, conservando apenas o mal cheiro.

Os garotos pedalaram impulsionados pelos rosnados às costas. Welington incentivava os outros com gritos de “vai, vai, vai” ditos a si mesmo. As três bicicletas oscilavam com o esforço e à medida em que as criaturas se aproximavam, Wiliam e Gleice ficavam para trás.

— Fica quieta!

Não era somente o peso que atrapalhava, mas as movimentações da menina para escapar das joelhadas e mudanças de equilíbrio que a correria proporcionava. Ela já sabia que precisava encontrar um ponto que não o atrapalhasse, contudo a urgência a fez arriscar mais que deveria.

Nem Gleice, nem Wiliam viram como aconteceu, mas no instante seguinte iam ao chão e a bicicleta passava rápido acima deles, quicando duas vezes antes de tombar no cascalho. Arranhados, cortados e doloridos, ambos se levantaram o mais rápido que conseguiram, mas garras afiadas entraram num espaço entre as costelas de Wiliam.

— WIL!

O grito atraiu a atenção. Welington sentiu um aperto forte no peito e Miguel virou rapidamente para frente quando viu o saci arreganhar meia-boca de dentes pontiagudos e fixa-los com vontade no pescoço do grandalhão.

— Gleice, a bike! — Gritou Welington.

Ele sabia que seria apenas questão de tempo para o terrível destino de Wiliam, mas a condenação de um poderia ser a salvação do outro.

Gleice não pensou duas vezes. Correu e mancou como podia até o que salvaria sua vida. Lágrimas lhe caíam abundantes pela face ao montar e seus olhos ficaram turvos quando se impulsionou adiante, no tempo limite para não ser agarrada.

A bicicleta recuperada oscilava como as da frente. Precisava correr. Precisava fugir. Precisava colocar-se em segurança. Mas que segurança havia em uma estrada de ferro abandonada?

A situação estava no limite, mostrando-se como o pior dos cenários até que uma espiadela de Miguel revelou o que mais temia. A transformação se completara. O que antes fora Wiliam era agora um saci novo em folha, no vigor de suas duas pernas e rápido o suficiente para alcançar o mais à frente deles em questão de tempo.

Ultrapassaram por uma ponte em arco e mesmo ofegantes pedalaram, sem se abalarem pelas dores, cansaço ou pelos estalos nas bicicletas que eram de parar o coração. Muito trilho ainda se revelava adiante e os prédios arruinados do entorno não ofereciam qualquer segurança. Exceto…

— Welington! — Sem saber como, Miguel encontrou fôlego para gritar.

— Que?

Confuso, o garoto se virou para trás, mas a visão de um Wiliam transtornado abrindo caminho entre as criaturas bestiais o fez voltar-se para frente outra vez. Como se fosse possível não ter visto antes, um prédio em ruínas com um relógio sem ponteiros se erguia como um farol para marinheiros em uma tempestade. Abaixo, plataformas altas abrigavam alguns trens tombados e enferrujados e em pelo menos duas delas podia-se ler uma placa com o nome “Central”.

Ali! O lugar com o qual sonhara por anos. O lugar que seria a salvação de todos no forte e por ora era a salvação dos três amigos. E a perspectiva trouxe novo ânimo às pedaladas que terminaram com as bicicletas atiradas no trilho. Pularam com pressa sobre as plataformas e correram o máximo que puderam para o caminho que parecia mais seguro.

Catracas quebradas embruteciam as boas-vindas, assim como o odor fétido no interior da estação e a confusão de coisas quebradas e abandonadas no imenso salão. Era uma construção incrível, embelezada por mármores e de teto tão alto quanto o topo do campanário do forte, só que eles não tinham tempo para apreciações.

— Olha lá Wel — Gleice apontou para um lugar distante. — O Central Park!

Tal como nos filmes, uma verdadeira floresta em meio aos prédios despontava do outro lado de uma avenida. Uma enxurrada de sacis pulando as catracas impossibilitou qualquer pergunta e eles correram, com a plena consciência de que suas vidas não tinham mais ajuda das bicicletas. Não pensaram muito no caminho. Era preciso fugir e apenas isso.

Bastava atravessar uma avenida abandonada para atingirem o ponto do Plano de Extração, mas grades altas os obrigaram a desviar para escadas que mergulhavam fundo no subterrâneo. Mais catracas dividiam espaços imaginários, mas estas não receberam a enxurrada de criaturas demoníacas.

Olhando para trás, notaram que os sacis simplesmente pararam. Pareciam impedidos de continuar. Somente seus rosnados apavorantes perfaziam o caminho que de alguma forma estavam impossibilitados de seguir.

— Continua! — Bradou Welington.

Havia placas dizendo “Central” por todos os lados. Seguiram no escuro, pouco preocupados em saber onde chegariam. Não demorou para que a luz do sol descendo por uma escada os atraísse. Por sorte, a subida os levou diretamente ao que seria a entrada do parque. No lugar de “Central Park” havia uma inscrição anunciando “Praça da República” e nada ao redor os fazia lembrar do que viram nos filmes.

— Será que é aqui mesmo? — Miguel pestanejou.

— Gente…

Os dois se voltaram para Gleice, mas foi o que viram atrás dela que os encheu de pavor. Homens de cabelos em chamas e pernas tão deformadas que os pés ficavam para trás montavam cavalos imensos que arrancavam fogo do chão que pisavam. Isso por si só já seria assustador, mas os equinos também eram desprovidos de cabeça e altas labaredas subiam do pescoço.

— Miguel, o que é isso? — Gleice engoliu em seco. — São amigos?

— Eu não sei — lamentou ele. — Isso também não tem nos livros.

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41 comentários em “Plano de Extração (Elias Paixão)

  1. Wender Lemes
    31 de março de 2017

    Olá! Para organizar melhor, dividirei minha avaliação em três partes: a técnica, o apelo e o conjunto da obra.

    Técnica: um belo conto, muito criativo, com narrativa de quem sabe guiar o leitor pelo caminho das sombras. Essa realidade estranha, tenebrosa, aliada ao fato de usar crianças como batedores, cria uma empatia enorme. Quanto ao tema, ele não é apenas um pano de fundo para o que está acontecendo, é uma crítica ao valor que damos ao nosso folclore, vide o encerramento. Miguel tinha a percepção ímpar do enfoque que as demais lendas tinham, enquanto não havia registro algum das entidades brasileiras (uma pena para eles).

    Apelo: funcionou muito bem comigo, não consegui desgrudar da tela enquanto não cheguei ao cruel final – não necessariamente cruel com as crianças, mas com os leitores, por nos deixar em suspensão. A curiosidade corrói. Lembra um pouco “A Coisa”, do Stephen King.

    Conjunto: está na estante dos contos que mais curti do desafio. Um trabalho de mestre, sem sombra de dúvida.

    Parabéns e boa sorte.

  2. Marsal
    30 de março de 2017

    Olá, autor (a). Parabéns pelo seu conto. Vamos aos comentários:
    a) Adequação ao tema: diria que sim, embora os sacis do conto tenham apenas uma vaga semelhança com os sacis do folclore brasileiro
    b) Enredo: com certeza, bastante original. Uma mistura de “zombie apocalipse” com elementos folclóricos . Achei interessante a contraposição dos sacis do conto com os sacis do Brasil e a contraposição paralela entre elementos de São Paulo e Nova York. Não sei se a intenção foi deliberada, mas o autor (a) parece ter tentado realçar este contraste e, acredito, conseguiu.
    c) Estilo: A narrativa e’ bem escrita e flui bem. O estilo de escrita e’ simples. Não notei grandes erros de gramatica, mas em geral não presto muito atenção nestes quando estou lendo um conto.
    d) Impressão geral: Um conto interessante e original. Daria um bom roteiro para um filme ou uma minissérie. Boa sorte no desafio!

  3. Gustavo Castro Araujo
    29 de março de 2017

    Gostei da ambientação. Cenários pós-apocalípticos costumam me agradar sobretudo pela atmosfera opressiva e ao mesmo tempo melancólica que carregam. Se bem entendi, temos um grupo de garotos encarregados de fazer uma patrulha extra-muros de uma fortaleza, onde as pessoas se refugiaram depois de algum tipo de cataclismo. Nessa patrulha são atacados por sacis horrendos e, quando chegam ao Central Park, depois que alguns deles são subjugados, veem-se cercados por outros personagens do nosso folclore, deixando entrever um final nada auspicioso. Como se vê, as lendas e mitos brasileiros foram transportadas para Nova Iorque depois do fim do mundo. Sim, poderiam ser vampiros ou algo do gênero, que a diferença seria mínima, de modo que parecem um pouco irrelevantes. A recuperação se dá no fim, quando os garotos não os reconhecem por jamais tê-los visto em qualquer livro, fazendo crer, de duas, uma: ou eram americanos e nunca tiveram contato com a cultura brasileira, ou eram brasileiros e, bombardeados pela cultura americana, jamais tiveram contato com os mitos tupiniquins. Não deixa de ser interessante essa lacuna. No mais, o conto é ágil, fluido e escrito com competência, com foco na ação em detrimento da construção dos personagens. Pessoalmente, prefiro uma abordagem mais psicológica, mas imagino que o conto vá agradar a bastante gente.

  4. Marco Aurélio Saraiva
    29 de março de 2017

    É um conto e tanto. Não há o que falar sobre a escrita, senão que está muito boa, simples de entender e sem erros. As imagens descritas são bem nítidas e você não parece querer descascar o conto em mais camadas do que a aparente, tornando a leitura direta e divertida.

    O enredo é que não me convenceu muito. Me pareceu sair de uma fôrma de bolo. É só tirar a palavra “saci” e colocar “zumbi”. Tudo igual: distopia, mundo destruído, retorno ao escambo e à desconfiança, criaturas que se multiplicam transformando suas vítimas em outras como elas… não vi originalidade. Para completar, um assentamento de sobreviventes resolve delegar alguns adolescentes como batedores do grupo: ou são muito egoístas, ou os adolescentes têm algo a mais que não ficou claro no enredo. Defendendo os sacis-zumbis: sua descrição das criaturas foi muito boa. Excelente, na verdade. Chegou a causar calafrios.

    O final foi surpreendente, e trouxe uma renovação no tom folclórico do conto (que, de folclore, só tinha os nomes dos sacis emprestados aos zumbis). Só que termina abrupto e deixa o infame gosto de “quero mais”.

    Colocando de lado o roteiro já clichê, a execução do conto (ou cena?) foi excelente. Você soube manter o ritmo muito bem, a ação nas alturas e o suspense sempre-presente. Acho que, se fosse um livro completo, venderia um bocado nas prateleiras. Nosso próprio “maze runner” brasileiro (com menos “maze” e mais “runner”. Talvez um Saci Runner? rs rs)

    • Marco Aurélio Saraiva
      29 de março de 2017

      Ah, um ponto a favor foi a motivação dos personagens: o tal do “ponto de extração”, que as mentes infato-juvenis transformaram, junto com os filmes, em algo real. A ambientação toda ficou muito boa. =)

  5. Iolandinha Pinheiro
    29 de março de 2017

    Meu filho, que conto doido é esse? Até agora não sei se os personagens eram adolescentes ou adultos, e que portal para a realidade paralela é esse, e o que aconteceu neste lugar era real ou apenas uma viagem para dentro do cenário do livro de um dos meninos. Comecei e terminei sem entender direito o que li, e isso não é positivo. Devo dizer que vc foi muito criativo. Nunca antes nesta indústria vital eu imaginaria um saci pela metade, mordendo uma pessoa como um vampiro e depois a pessoa atacada se transformando em um Saci de duas pernas. Você é ousado, filho. O fim não pareceu um fim, só o encerramento do babado todo sem um término da história, deixando o leitor no vácuo. Não foi meu preferido, mas não me chateou. Bem, realmente nem sei o que falar. Boa sorte.

  6. danielreis1973 (@danielreis1973)
    28 de março de 2017

    Se, no começo, o conto me lembrou da infância e do seriado “Braço de Ferro”, que passava na Bandeirantes, trazendo reminiscências das aventuras daquele tempo, depois enveredou por um clima “zumbi” alternativo e distópico muito além da minha compreensão. Não consegui gostar dessa parte. Sucesso.

  7. jggouvea
    28 de março de 2017

    Bem, o texto peca por querer abraçar muitas coisas, porém o autor consegue desenvolver coisas muito originais e o ritmo narrativo é impactante, atrai o leitor e o força a ir até o fim. É uma pena que este seja mais um texto que não consegue se planejar dentro do limite do desafio e termina em uma espécie de ejaculação precoce.

    Mas vamos às notas:

    Média, 8,58
    Introdução: 7,0 – o texto não tem introdução, entra sem vaselina e sem avisar.
    Enredo: 8,0 – perde pontos por não ter um desenvolvimento completo
    Personagens: 10,0 – como não amar essa galerinha do barulho, e como não adorar essa nova versão do saci-zumbi?
    Cenário: 10,0 – apesar de não ser um cenário brasileiro, é um cenário original e dá universalidade ao mito brasileiro.
    Forma/linguagem: 9,0 – achei um pouco rala para o que exigia a trama
    Coerência: 7,0 – perda de pontos por causa do final desconjuntado.

  8. Bia Machado
    28 de março de 2017

    Fluidez da narrativa: (3/4) – Um conto relativamente fácil de ler. Mas isso engana. Pelo menos tive que voltar, umas duas vezes, pra ver se eu tinha lido certo. E ainda assim, não sei se entendi tudo, da forma como o autor/autora quis passar na narrativa. Uma pergunta que não quer calar pra mim é: se havia portão e tudo mais, por que precisavam sair dali de dentro para fazer ronda? Rondar o quê? Oi, perdi alguma coisa? Se sim, desculpe.

    Construção das personagens: (2/3) – Achei simples, pouca profundidade e não me conquistaram muito.

    Adequação ao Tema: (0,5/1) – Mais um conto onde os mitos são coadjuvantes. O cenário, o lugar construído para a ação tem mais destaque do que os sacis. Eu, pelo menos, fiquei muito mais curiosa com isso, em saber o porquê de tudo estar daquela forma, do que com os sacis. De novo, me pergunto se perdi alguma coisa.

    Emoção: (0,5/1) Gostei da promessa do que o conto poderia ser. Mas se fosse o que acho que ele poderia ser, não seria um conto sobre folclore brasileiro, rs.

    Estética/revisão: (1/1) – Hum, ok apenas. Nada de mais. Quanto à estética, podia ser mais elaborada.

  9. Cilas Medi
    27 de março de 2017

    Sem um começo convincente, porque não se explica o motivo da empreitada. Estavam procurando salvação fora da muralha que os protegiam? Mas não deixa de haver um pouco de suspense e um final trágico, bem interessante, mas, ao mesmo tempo, sofrendo um corte por mais explicações por ter atingido o limite de palavras.

  10. Rafael Luiz
    27 de março de 2017

    Um conto maravilhoso. No pouco tempo que os personagens foram apresentados, conseguiu me fazer gostar deles e imergir na aventura. Crianças carismáticas no melhor sentido “Stranger Things” ou “Goonies”. Quando William foi pego, eu realmente me senti triste e apavorado e a situação toda conduzida pelo autor foi muito envolvente, empolgante e assustadora. Em especial para mim, um morador do Rio de Janeiro, pude ver os cenários com clareza e imaginar os personagens vivos naquele mundo estranhamente apocalipctico. Creio ter sentido apenas uma falta de explicação do porquê crianças são deixadas ir numa aventura tão perigosa, ou porque eles não se precaveram pouco melhor contra perigos tão terríveis, mas nada que prejudicasse a história

  11. Evandro Furtado
    26 de março de 2017

    Resultado – Good

    A história é boa o bastante pra deixar a gente querendo mais, mas não é só isso. Gostei muito da ideia dos sacis-zumbis, e esses curupiras malucos no final. De verdade, tem material aí pra muita coisa se o autor assim desejar.

  12. Ricardo de Lohem
    26 de março de 2017

    Olá, como vai? Vamos ao conto! Crianças aprendendo sobre a vida num forte clima de coming-of-age que até me lembrou algumas obras de Stephem King; um mundo distópico e pós-apocalíptico; monstros inspirados no folclore brasileiro. Achei o conto muito mais de fantasia distópica do que folclórico, pelo menos foi essa a impressão que me deu. Não entendi muito bem a história de falarem no meio e repetirem no fim que essas criaturas “não estão nos livros”. Claro que existem livros sobre folclore brasileiro, então o que isso quer dizer, afinal? O final achei bastante abrupto e insatisfatório. O aparecimnento de uma Mula sem Cabeça foi algum tipo de reviravolta ou surpresa? Bom, este é um desafio chamado Folclore Brasileiro, então não foi uma surpresa tão grande assim. O final acabou mesmo sendo do tipo “acabaram as ideias, fui!”. Apesar dos pontos negativos que destaquei devo concluir dizendo que é um bom conto, acima da média desta safra. Desejo para você muito Boa Sorte no Desafio!

  13. mitou
    24 de março de 2017

    eu ainda estou tentando digerir. achei o conto muito interessante ,mas algumas partes fiquei confuso. os sacis se comportam muito como zumbis em um filme pós-apocalíptico, isso ao mesmo tempo foi uma situação criativa , deixou confuso a relação da lenda com esse mundo. o final em aberto foi legal, mas de novo pode ser um tiro no pé, introduziu os curupiras e as mulas sem cabeça ,mas não explicou as funções dele nesse mundo, então, teve uma ideia ótima mas ainda está um pouco confuso.

  14. Rubem Cabral
    24 de março de 2017

    Olá, Sacelote.

    Um bom conto, cheio de aventura juvenil. Curiosa a transformação do Central Park no Campo de Santana e a aparição dos Curupiras montados em Mulas sem cabeça. Bacana também o conceito dos sacis pela metade e o “vampirismo” da transformação.

    Há algumas coisinhas por arrumar no texto, feito algumas vírgulas “comidas”, mas o todo está bem escrito.

    Nota: 8.0

  15. Evelyn Postali
    24 de março de 2017

    Oi, Sacelote,
    É uma aventura bem leve e está adequada ao tema. Não percebi problemas com a gramática e o enredo está coerente. Ela tem sua criatividade e cativa em alguns pontos.

  16. Vitor De Lerbo
    24 de março de 2017

    Uma releitura muito diferente das lendas. Muito bom no quesito criatividade, literalmente uma viagem! A leitura é fluída e segue em um ritmo acelerado.
    Boa sorte!

  17. Pedro Luna
    23 de março de 2017

    Um conto bem louco e inventivo..kk. Fiquei me perguntando como o autor/ autora teve essa ideia de enfiar Central Park e o mapa na história. Os personagens, no estilo Stranger Things, agradam por serem justo o que esperamos. Sonhadores, desbravadores, e também, estúpidos. Só não gostei mais porque a ameaça externa – sacis e criaturas do folclore – não me soaram AMEAÇADORAS. Na realidade, quando o saci aparece, há certo ar cômico. Pelo menos foi o que achei. Logo, o ator de mais ação me soou o mais frágil. Também tiraria as piadas sobre a criatura, que me soaram mais do mesmo. No geral, louco e bem escrito, mas a trama não foi o forte.

  18. Olá Sacelote,

    Tudo bem?

    Temos aqui um conto de “folclore punk”, se é que isso é possível.

    Gostei de sua abordagem. Um texto destinado ao público jovem, quase uma literatura de formação. As imagens criadas nos fazem “ver” o Saci de uma maneira bem forte e demoníaca, como realmente é a lenda em sua origem.

    Você não faz concessões e mata seu personagem sem piedade, deixando que o leitor entenda o quão perigosa é esta criatura que o autor recriou. Ou melhor, homenageou.

    Transformar a cidade em floresta e a floresta em uma cidade devastada e ocupada pelas criaturas mitológicas é uma distopia muito interessante.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  19. Miquéias Dell'Orti
    23 de março de 2017

    Oi,

    Achei muito bacana a forma como você misturou as coisas nessa história. Um mundo pós apocalíptico devastado por criaturas do Folclore numa visão aterradora e destrutiva.

    As quatro crianças de bike fazendo ronda por aí me lembraram Stranger Things (lembraram muito, a ponto de eu achar que você realmente se baseou nelas para escrever o conto).

    Não considero isso como cópia ou plágio, mas alguns fãs (ou conhecedores) da série podem te pontuar por isso, eu acho. A perseguição toda foi muito bem desenvolvida e eu gostei demais do final. Parabéns.

  20. Eduardo Selga
    22 de março de 2017

    Parecem haver três espaços ficcionais, que na verdade são dois: o forte e o espaço fora dele, que simultaneamente é o Central Park nova-iorquino e a paulista Praça da República. Uma ideia muito interessante, filiada ao insólito, que provoca a sensação de que o subterrâneo faz a ligação entre dois espaços (EUA e Brasil), quando na verdade um e outro são uma coisa só, e isso também é insólito. O que me permite sustentar semelhante afirmativa é a presença de personagens do folclore brasileiro tanto num quanto noutro espaço.

    Há uma grande diferença entre o interior e o exterior do forte: dentro, parece ser a dimensão do concreto; fora, é o mítico que se manifesta. Externamente, não apenas o espaço é mítico: também o tempo o é, na medida em que é mostrado um retorno que não é cronológico, e sim a um tempo dominado pelos mitos (o saci, o curupira e a mula sem cabeça).

    Outro ponto positivo é a representação incomum do saci. Há a possibilidade de ele ter dois pés e rabo, de ser velho, de um humano ser transformado em saci. São mostrados sem simetria bilateral, o que eu considero um achado, se não for uma representação já existente do saci, por mim desconhecida. Achei bastante original porque a simetria é uma das características dos seres vivos. Assim, a ausência dela reforça a noção de que o personagem não é um ente vivo, embora exista.

    A despeito do exposto, acredito que tenha prejudicado a narrativa uma construção estereotipada de enredo. É a aventura juvenil, vivida por personagens-tipo bem conhecidos: o menino inteligente (Miguel), o voluntarioso e forte (Wilian), a menina como contraponto à supremacia masculina. Esse esquematismo empobreceu muito um enredo que poderia ter sido ótimo.

    Para mim uma pergunta ficou sem resposta, nem mesmo ficou sugerido: plano de extração de quê?

    Em “Calma galera […]” falta VÍRGULA, situação que se repete em “olha lá Wel”, após o advérbio LÁ.

    Em “[…] e fixa-los com vontade no pescoço do grandalhão” o correto seria FIXÁ-LOS.

    Em “[…] Gleice e Wiliam não tinham interesse nas histórias já contadas, mas na que estavam prestes a protagonizar” a expressão MAS NA QUE é equivocada. deveria ser substituída por E SIM NA QUE.

    Em “[…] no interior da estação e a confusão de coisas quebradas e abandonadas no imenso salão. Era uma construção incrível […]” o som ÃO aparece quatro vezes, causando um problema de eufonia.

  21. Elisa Ribeiro
    21 de março de 2017

    Gostei do conto. Sua narrativa me prendeu, suspense e ação na medida. O enredo ficou bacana, personagens e ambientação também. Adorei “Os livros têm hidra, centauro, vampiro, viking, elfo, mas nunca saci”. Gostei do saci partido ao meio e das criaturas que apareceram no fim. O final do conto me agradou mas acho que teria surpreendido mais se você não tivesse citado antes os capelobos. Não entendi muito bem o tal plano de extração nem o mapa que mistura NY, ONU e Rio de Janeiro e me confundi um pouco com os personagens William e Wellington por causa dos nomes parecidos.Finalizo dizendo que foi uma ótima leitura! Parabéns e sucesso!

  22. Fabio Baptista
    19 de março de 2017

    Um conto cheio de ação, com uma pegada infantojuvenil que lembrou (bastante até) o seriado Stranger Things. Gostei do climão pós apocalíptico e de alguns toques de humor nos diálogos da garotada (quase usei essa da rasteira em Saci também hauhauua).

    Não foi chato de ler, mas não me atraiu muito. Mesmo não tendo gostado tanto, reconheço que foi competente dentro da proposta.

    Abraço!

    NOTA: 8

  23. rsollberg
    19 de março de 2017

    Fala Sacelote!
    Então cara, seu conto é bem divertido.

    Diferente da maioria dos contos aqui, que optaram por uma coisa mais clássica e regional rural, você foi numa onda mais pop. Gostei dessa mistura de goonies, mitologia zumbi, com um ar dessas novas sagas tipo maze runner e jogos vorazes (não sou muito fã, mas reconheço as virtudes).

    Diante do curto espaço, creio que você conseguiu até desenvolver bem os personagens. Penso que os diálogos poderiam ser mais certeiros, menos telegráficos e mias atilados. O final combinou muito com o tipo de história escolhido, como quem espera a sequência.

    Por fim, o conto vence em razão desse “melting pot” muito doido e bem original. Bom entretenimento.
    Parabéns!

  24. Neusa Maria Fontolan
    18 de março de 2017

    Essa história se passa no futuro? Não ficou claro, pelo menos pra mim, e nem qual era o plano de extração das crianças.
    Se entendi bem, os Sacis são uma espécie de zumbis cortados ao meio. Tem também uma Praça da Republica, tomada por Mulas sem cabeça e Curupiras. Acredito que toda a cidade está tomada, já que eles (as crianças) vivem em uma espécie de fortaleza.
    Boa sorte
    Destaque: “A bicicleta recuperada oscilava como as da frente. Precisava correr. Precisava fugir. Precisava colocar-se em segurança. Mas que segurança havia em uma estrada de ferro abandonada?”

  25. Priscila Pereira
    17 de março de 2017

    Oi Sacelote, gostei da sua história de sacis zumbis, muita imaginação sua fazer o mundo ser dominado pelos personagens folclóricos. A história tem uma ótima fluidez, leitura dinâmica e rápida. Muito interessante e original. Os personagens são bem reais, o que me levou a torcer muito por eles. Ótimo trabalho. Parabéns!!!

  26. Anderson Henrique
    17 de março de 2017

    Gostei bastante do cenário que você criou, um espécie de rio de janeiro pós-apocalíptico, com sacis como se fossem zumbis e curupiras cavalgando mulas-sem-cabeça. Essa misturada fez minha imaginação saltar. Confesso aqui abertamente minha vontade de pegar essa história, dar uma arrumada em alguns pontos e continuar até tomar corpo para um romance porrada (tenho certeza que você, autor, já está fazendo isso). A imagem de um central park como terra prometida que acaba confundida com a central do brasil também é bem interessante. Eu leria esse livro, rapaz (ou moça)! Tá esperando o que para escrever (aposto umas fichas como já está fazendo)? Porém (sempre há um porém, não é?), eu acho que a história não se sustenta como está, no formato de conto. É pouco espaço e você criou bastante coisa. Vou encarar seu texto como um recorte de algo maior (e bem promissor, mas precisando de apuro), parte de uma história bem bacana, ok? Bom trabalho (ou parte dele). Cai dentro.

  27. Matheus Pacheco
    16 de março de 2017

    Então, a criançada foi pega no meio de uma guerra civil entre Sacis, curupiras e mulas sem cabeças.
    Excelente, mas mais excelente foi a descrição reconstruída dos sacis.
    Abração ao autor.

  28. G. S. Willy
    16 de março de 2017

    Eu já ia dar um belo sermão dizendo que o(a) autor(a) não havia pesquisado sobre nova york, a estação central e o central park, mas fui surpreendido no final, mesmo que algumas pistas estivessem espalhadas pelos texto.

    O folclore foi bem inserido, uma nova roupagem, uma nova visão, bem aquilo que vim buscando por todo o desafio. Agora o que faltou mesmo foi uma explicação do que aconteceu no passado, algo de como tudo começou, isso ter ficado no ar me incomodou um pouco…

  29. marcilenecardoso2000
    16 de março de 2017

    O título passou à margem do texto. Porém, o enredo é bom.Os personagens transitam bem pela estória, e o saci transformando seres humanos em sacis é uma brilhante ideia, pouco conhecida. A pequena participação do Curupira e da Mula sem Cabeça tornaram o final interessante, além de serem um gancho para a continuação do conto.

  30. M. A. Thompson
    16 de março de 2017

    Olá “Sacelote”. Parabéns pelo seu conto. Eu geralmente não gosto de contos que não tem uma introdução adequada, principalmente quando já começam com diálogos. Mas você soube construir a narrativa com maestria e este, em minha opinião, foi o melhor conto entre os participantes. Foi o único que realmente deu vontade de ler de uma vez só, embora muitos outros tenham despertado o interesse para a leitura, mas o seu os superou. Parabéns mesmo. Abçs.

  31. Roselaine Hahn
    15 de março de 2017

    Contaço, amigo Sacelote. O conto de maior ação e emoção que li até agora, manteve o fôlego do início ao fim. A magia dos livros tomou forma na aventura da gurizada. Muito boa a descrição dos cenários e a miscelânea de cidades, entre o real e o imaginário, pensei num mundo futurista, divergente ou Strangers Things. Linguagem simples e direta. Destaco as frases “Os livros têm hidra, centauro, vampiro, viking, elfo, mas nunca saci” e “poderiam parecer pessoas comuns se não tivessem a aparência de alguém cortado ao meio, da cabeça aos pés e tudo neles fosse sem par”. Dá pra pensar em espichar a história e fazer um seriado, rsrs. Tb gostei da ironia em relação aos locais, como Central Park e Central e Praça da República, o final também não deixou cair a peteca. Está entre os meus preferidos. Parabéns.

  32. catarinacunha2015
    15 de março de 2017

    Uma criativa releitura do folclore brasileiro. Gostei muito dos meninos criados dentro da cultura globalizada, num contexto urbano enfrentando o desconhecido. Sacis zumbis e os monstros do metrô (curupira, mula sem cabeça, etc) ficaram bem caricatos. Mais o melhor do conto reside no domínio da técnica de descrever a ação. Vale continuar a saga das crianças.

  33. Olisomar Pires
    13 de março de 2017

    Muito bom e criativo. Bem escrito com cenas rápidas e envolventes de ação.

    Só fico meio na dúvida se o tema foi obedecido.

    ok. tem monstros chamados sacis e outros descritos como mulas-sem-cabeça e curupira, mas, me parece que eles estão meio deslocados de suas lendas originais.

    Saci-vampiro ? 🙂

  34. Bruna Francielle
    13 de março de 2017

    Tema: adequado

    Pontos fortes: O conto contou com muitas boas descrições. Gostei da nova cara que foi dada ao saci, criou algo diferente em cima da lenda, isso foi bastante legal, também gostei do curupira montado na mula sem cabeça.

    Pontos fracos: Certa confusão no enredo. A princípio imaginei crianças brincando de faz de conta, depois foi falado algo sobre guardas, em outro momento eles pareciam jovens adultos; Acho que faltou uma consonância sobre a faixa etária dos personagens e o que exatamente estava acontecendo.
    Outra coisa que não entendi foi o título, e o local para qual iam”Bastava atravessar uma avenida abandonada para atingirem o ponto do Plano de Extração”.Extração significa retirar alguém ou algo, ai haveria 2 opções e que nenhuma ficou muito clara ‘ou alguém estaria os esperando nesse ponto de extração pelos ”jovens” (ou crianças, ou guardas..), ou eles iam se auto-extrair do local. Ou claro, era tudo uma brincadeira e não tinha nada disso, apenas inventaram um nome que acharam legal, rs

  35. Fheluany Nogueira
    13 de março de 2017

    Uau! Uma eletrizante história de ação e terror. Pareceu-me um episódio de “The Walking Dead”, um mundo pós – apocalíptico, os zumbis substituídos por sacis e outras figuras mitológicas, que se alimentam de humanos; estes, se mordidos são transformados em uma das criaturas. Existe uma possibilidade de salvação e os garotos vão atrás, mas o que encontram é um perigo maior e desconhecido. A narrativa é ambientada no Rio, que os exploradores confundem com informações de livros e procuram ali pelo Central Park? Entendi?

    A leitura começou meio arrastada, mas logo consegui mergulhar na trama. Algumas coisas me soaram meio exageradas, como a descrição dos sacis (“a aparência de alguém cortado ao meio, da cabeça aos pés e tudo neles fosse sem par”), até que compreendi o que se passava, então gostei.

    Boa premissa, abordada de forma que deixou a história com gosto de única mesmo não sendo realmente nova, mas muito válida e bastante verossímil dentro do universo criado e dentro da temática proposta. A ambientação sci-fi é boa e os dilemas criados também, assim como o impacto das cenas finais.

    Um conto muito bem escrito, muito coeso, sem deixar pontas soltas. Boa sorte. Abraços.

  36. Antonio Stegues Batista
    13 de março de 2017

    A historia se passa no futuro, numa Nova York pós-apocalíptica, ou algo semelhante. O Saci não é o da lenda brasileira, do folclore brasileiro. O nosso saci é pacífico e tem uma história e ela não foi mencionada nesse conto. O conto não é sobre Folclore Brasileiro e a história nem se passa no Brasil. Se o tema correspondesse, ou fosse o da história, minha nota seria outra.

  37. Felipe Rodrigues
    12 de março de 2017

    A ideia final do conto, pincelada em algumas partes do começo, que é sobre a falta de literatura suficiente sobre nosso folclore em detrimento do norteamericano, ficou um tanto perdida no meio da ação que domina o texto. Não gostei muito dessa espécies de zumbificação dos sacis, mas achei otimos os curupiras em cima das mulas sem cabeça, é uma pena que elas tenham aparecido pouco. Enfim, gostei em parte desse conto.

  38. angst447
    11 de março de 2017

    Temos aqui um conto que caberia bem em um livro infanto-juvenil, ou talvez em uma série sobre sacis-zumbis. Muita ação, ritmo forte e veloz,uma releitura do folclórico Saci. Um bando de sacis, quase laminados a laser. A transformação de Will em um deles me decepcionou pelo detalhes do menino conservar as duas pernas.
    Não há grandes problemas de linguagem e quase nada escapou à revisão. Só peguei um “fixa-los” no lugar de fixá-los.
    O conto abordou o tema proposto pelo desafio, embora de maneira bastante livre. A narrativa,no todo, me lembrou de Stranger Things, pela temática de garotos( e uma garota), em suas bicicletas, vivendo uma aventura às voltas com seres estranhos.
    Apenas, não me senti fisgada pela narrativa que parece se distanciar de um cenário propício ao folclore brasileiro.
    Boa sorte!

  39. Fernando Cyrino
    10 de março de 2017

    Caramba, se não bastassem a chusma de sacis agressivos e que passaram a contar até com a adesão de Wil, convertido em um deles, no final me aparecem curupiras de pés para trás e as terríveis mulas sem cabeça a esquentar ainda mais o cenário. Criativa a sua história a misturar realidade, ficção, América, Brasil, Central Park e Praça da República. Reitero que se trata de um conto bastante criativo. A questão é minha. é que, para mim, a grande inverossimilhança fez com que eu sentisse vários bloqueios no seguimento do seu roteiro. Também senti que o título da obra poderia ser mais explorado. Achei que o plano de extração merecia uma atenção maior. Creio que, também em alguns pontos, se faz necessária uma revisão no conto. abraços,

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Publicado às 10 de março de 2017 por em Folclore Brasileiro e marcado .