EntreContos

Literatura que desafia.

Regime (Estela Menezes)

Vivia sorrindo. Não importa o que ele fizesse ou dissesse, ela contente, um brilho só.

Num exame de rotina, o médico desconfiou de um caso raro de felicidade mórbida. E prescreveu uma dieta de alegrias zero.

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85 comentários em “Regime (Estela Menezes)

  1. Felipe Teodoro
    27 de janeiro de 2017

    Rápido e direto. Não chega a brilhar, mas é bem escrito. A relação de regime com as alegrias é algo bem doido, provavelmente a moça da história preferia sofrer calada e utilizar o sorriso como escudo, mas é claro que ela estava “gorda” de tristezas, não de felicidade. Enfim, história simples mas que foi escrita de uma forma bem particular. Parabéns!

  2. Gustavo Henrique
    27 de janeiro de 2017

    Bem simples mas ficou muito bom, texto divertido. Boa sorte.

  3. Victória
    27 de janeiro de 2017

    Achei bastante divertido o conto e, só pela ideia de felicidade mórbida, dei um sorriso. No entanto, lendo os comentários cheguei a novas reflexões, que seria a questão da felicidade em demasia realmente ser prejudicial por fechar os olhos aos problemas do mundo. Parabéns!

  4. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    27 de janeiro de 2017

    Magnífico.

  5. rsollberg
    27 de janeiro de 2017

    Perfeito!
    Tanta história e tão pouco espaço.
    Uma aula para todos os escritores que insistem em “encher linguiça” até em microconto. Quando é que esse povo vai perceber que tamanho não é documento.
    Seu conto é sagaz, divertido e atual.
    Parabéns!

  6. Gustavo Aquino Dos Reis
    27 de janeiro de 2017

    Boa sacada, escrita melhor ainda.

    Sei que não devemos nos balizar pela quantidade e sim pela qualidade. Porém, não consigo deixar de pensar como seria essa obra em uma narrativa maior.

    Gostei, mas em um sentido de uma anedota

  7. Leo Jardim
    27 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐▫▫): uma salada entre dietas e sentimentos, mas não consegui visualizar muito bem essa pessoa sempre feliz e como se fazer uma dieta de alegria zero…

    📝 Técnica (⭐⭐▫): boa, não vi prementes problemas que travasse a leitura.

    💡 Criatividade (⭐⭐): é, sem dúvidas, criativo.

    ✂ Concisão (⭐⭐): o texto parece bem fechadinho.

    🎭 Impacto (⭐▫▫): não peguei muito bem a sacada e isso acabou atrapalhando bastante o impacto.

  8. Vanessa Oliveira
    26 de janeiro de 2017

    Felicidade mórbida, já pensou se existe isso? Ficar feliz o tempo todo, não importa o que aconteça. Seria o contrário de depressão, talvez? Bem, não sei. Achei interessante, diferente e libera a imaginação. Boa sorte!

  9. Cilas Medi
    26 de janeiro de 2017

    Engraçadinho.

  10. juliana calafange da costa ribeiro
    26 de janeiro de 2017

    Amei seu conto, Xandy! Curto, grosso, direto no estômago. Muitas questões da atualidade estão nas entrelinhas desse conto, muito bem escrito, e com uma incrível economia de palavras! Cá entre nós, ouvi dizer q o Face Book vai financiar as pesquisas para a cura da felicidade mórbida… rsrs Muito bom mesmo o conto, parabéns!

  11. Davenir Viganon
    26 de janeiro de 2017

    Quando leio os comentários e se pede “mais estória” ou e “mais desenvolvimento” em um microconto, mais eu imagino que microcontistas como o Guatemalteco seriam sumariamente vaiados neste desafio. Vou dizer o que disse a todos os contos que usaram bem menos palavras que o limite do desafio: É uma mostra de coragem e confiança com as próprias palavras, parabéns!
    Aqui a reflexão sobre a felicidade é bem vinda. Acredito que o excesso de alegria se refira a fingir que é feliz, como nos avatares das redes sociais. Neste caso um pouco de “alegria zero” ou tirar momentos para reflexão são uma receita sempre bem vinda.

    • Q de Cocada
      27 de janeiro de 2017

      Disse tudo.

  12. Srgio Ferrari
    26 de janeiro de 2017

    Felicidade mórbida é rotulação demais, pretensão gratuita. Apenas felicidade daria mais riqueza. De modo geral, é uma bela sacada, mas com pouco espaço e muitos móveis.

  13. Givago Domingues Thimoti
    26 de janeiro de 2017

    O texto foi desenvolvido muito bem, o que é difícil, já que poucas palavras foram usadas.
    O tema foi bom e eu gostei da ironia do texto.
    Parabéns!

  14. Glória W. de Oliveira Souza
    26 de janeiro de 2017

    Texto com apenas 36 palavras, dividido em duas frases. Isso não impediria que utilizasse de apresentação, desenvolvimento e conclusão, bem como, também, de efeito dramático. Temática com fundo de depressão às avessas e isto requereria melhor escolha dos termos para dar densidade às cenas. Pecadilho totalmente consertável.

  15. Rubem Cabral
    26 de janeiro de 2017

    Olá, Xandy.

    Divertido e ácido o conto. Um tanto surreal também, ao falar de uma doença inventada e de sua forma de tratamento.
    Boa a escrita: não notei erros para apontar.

    Nota: 8.5

  16. Vitor De Lerbo
    26 de janeiro de 2017

    A alegria incomoda e, muitas vezes, salta ao olhos daqueles que só estão acostumados às lamúrias. O trocadilho no final é bom e o texto está bem escrito.
    Boa sorte!

  17. Anderson Henrique
    26 de janeiro de 2017

    O texto tem tudo: ritmo, bela escolha de palavras, inversão dos elementos para dar efeito. Curtinho, mas deixa marcas. Conheço pessoas que sofrem de felicidade mórbida. Riem de tudo, sempre um lado bom. Mórbido isso, chame o médico. Por outro lado, uma dieta de alegrias zero também me parece exagerada. Que tal um regime em que alegria e tristeza estão em equilíbro. Rir de tudo é desespero. Não rir de nada é porque tá de má vontade com a piada. Por fim: quem me dera essa capacidade de síntese, eim?

  18. Pedro Luna
    25 de janeiro de 2017

    Achei um pouco desconexo esse texto. O ELE sumiu do conto na segunda parte. Acredito que o ponto alto da ideia seja a dieta de alegrias zero, mas até chegar aí, o autor, autora, meio que esqueceu do resto do conto e algumas coisas ficaram vagas.

    No entanto, a mensagem é passada. Achei curioso o Felicidade Mórbida. Será que era apenas o médico implicando com a felicidade da moça, ou seria realmente um caso de felicidade excessiva, quase uma doença, se isso é possível? rs

    Achei legal.

  19. Leandro B.
    25 de janeiro de 2017

    Oi, Xandy.

    Achei o texto longo demais rs

    Acho que para a crítica que as linhas condensam, a passagem sobre o homem foi completamente desnecessária. Olhando o micro, parece que aquilo está sobrando. Ou, é possível, eu tenha deixado passar algo. Também achei o trecho “ela contente” um pouco estranho.

    Tirando isso, achei um trabalho interessante.

  20. Matheus Pacheco
    25 de janeiro de 2017

    A felicidade é apenas uma questão de escolha, como a dessa mulher que escolheu o melhor para viver. E as vezes a felicidade alheia incomoda a muitas pessoas.
    Excelente conto e um abração ao escritor.

  21. Simoni Dário
    25 de janeiro de 2017

    Interessante a verossimilhança que podemos perceber no conto. Já fui desestimulada por pessoas incomodadas com a felicidade alheia, então, posso dizer que me identifiquei um pouco com a personagem. Um bom conto.
    Bom desafio!

  22. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    25 de janeiro de 2017

    Olá, Xandy,

    Sabe, me identifiquei com seu texto, porque sofro do mesmo mal. E acredite, sou muito criticada por isso. Já fui chamada de Poliana em uma briga. Não que isso seja ruim.

    Entendi quando você nominou a felicidade de mórbida, uma brincadeira com a palavra regime no título, bem como com a obesidade em si. E afinal todo gordo é ou ao menos parece extremamente feliz, não?

    Você fez escolhas interessantes ao criar seu conto. Concisão, analogias e uma premissa criativa e divertida.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  23. Miquéias Dell'Orti
    25 de janeiro de 2017

    Olá,

    Texto curtíssimo com uma crítica inserida nas entrelinhas. Algumas pessoas, por algum motivo que não compreendo, ficam incomodadas com a felicidade de terceiros. muitas vezes pessoas super próximas, como o provável casal do micro conto.

    Não seria uma questão de bom senso se questionar se as pessoas que você tem no seu circulo social são negativos diante da sua felicidade para, a partir daí, você filtrar quem realmente te completa positivamente?

    Sobre a técnica, sem problemas. Apenas a primeira frase que ficou um tanto incompleta para mim, achei que você poderia ter trabalhado mais na clareza dela, já que sua história tem muito menos palavras que o limite do desafio.

    De resto, muito bom. Parabéns.

  24. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Um conto-crônica leve, ágil e direto. Trabalha com oposições e paradoxos, mas pela própria síntese acaba incompleto. Gostaria que continuasse, para saber dos efeitos do tratamento. Boa sorte no desafio!

  25. Gustavo Castro Araujo
    24 de janeiro de 2017

    Dizem que açúcar demais dá diabetes. Felicidade demais também é prejudicial? A síndrome de Poliana pode nos cegar para o que há de errado no mundo? O conto, aparentemente simples e divertido, levanta questões interessantes, tanto sob o aspecto psicológico como filosófico. Seria justo fecharmos a nós mesmos numa bolha enquanto o mundo perece lá fora? Talvez o médico retratado no conto esteja correto, ainda que pareça antipático. Claro é que possível nos permitirmos momentos de felicidade cega – especialmente quando nos apaixonamos – mas isso não deve durar para sempre, até porque tiraria o brilho que só a fugacidade é capaz de proporcionar. Belo trabalho. Parabéns!

  26. Laís Helena Serra Ramalho
    24 de janeiro de 2017

    A ideia de alegrias zero, fazendo uma brincadeira com alimentos zero, até que foi interessante. Mas acabou perdendo o impacto, porque o conto deixa pontas soltas demais. Por exemplo: “Não importa o que ele fizesse ou dissesse…”; ele quem? O que ele costumava dizer e fazer? A impressão que ficou é que “ele” fazia coisas ruins, e ela, por se alegrar com isso, sofria de felicidade mórbida. Mas fiquei incerta quanto a essa interpretação, e não em um bom sentido.

  27. Poly
    24 de janeiro de 2017

    Conto extremamente curto, mas interessante. Gostei do desfecho, como se felicidade fosse algo a se cortar.

  28. Thiago de Melo
    24 de janeiro de 2017

    Caramba, Xandy!

    Que texto cheio de duplos sentidos! Gostei. É difícil fazer o leitor seguir o mesmo raciocínio do autor utilizando tantas palavras com duplo sentido. Será que é porque eu estou precisando fazer um regime?
    Gostei do seu texto. Achei a ideia muito boa e a frase final ficou excelente para arrematar. E você nem precisou de todas as palavras disponíveis nas regras do desafio para apresentar uma ótima história. Parabéns!

  29. vitormcleite
    24 de janeiro de 2017

    Parabéns pelo texto, com tão poucas palavras consegues fazer pensar e ser irónico, muitos parabéns

  30. Thata Pereira
    24 de janeiro de 2017

    Acho que o probleminha desse conto foi misturar duas coisas quando, para um texto tão curtinho, o foco poderia ser um só. Primeiro, você começa a falar sobre uma relação entre um homem e uma mulher (que não sabemos de amorosa ou de amizade), ok. Depois você foca na alegria da moça, ao descobrir no exame de rotina a “felicidade mórbida”.

    Mas e o rapaz? O que aconteceu com ele? O que o faz importante na história? ainda mais aparecendo logo no início, esperamos revê-lo no final.

    Boa sorte!

  31. elicio santos
    24 de janeiro de 2017

    Texto criativo, mas sem impacto. Não entendi como alguém pode sofrer por ser feliz demais, muito menos por que um médico receitaria a um paciente essa dieta de alegrias zero.

  32. Mariana
    24 de janeiro de 2017

    Mas ser feliz é tão bom, quero sofrer dessa doença. É um conto mordaz e breve. Ainda não sei se gostei ou me irritou, acredito que a confusão era o objetivo do autor.

  33. Sabrina Dalbelo
    24 de janeiro de 2017

    Eu pensei numa moça feliz demais que não se importa com a maldade ou desatenção das pessoas ao seu redor em relação a ela e essa característica acaba fazendo mal pra ela.
    Sim, faz mal porque os bons podem ser feitos de bobos.
    Ok!
    Legal a ideia de isso poder matá-la. Acho que pode.
    Ninguém entende bem as pessoas felizes demais.

    Só não gostei de o médico passar dieta de “alegrias zero”.
    Ele poderia ter diminuído para poucas doses ao dia! rsrsrsrs

    Eu achei que o texto foi bem desenvolvido, mesmo com poucas palavras.
    A mensagem foi dada e é mega lúdica!
    E eu me identifiquei com ele.

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Informação

Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .