EntreContos

Detox Literário.

Anseio (Amanda Gomez)

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~Voar ~

Deve ser a sensação mais incrível do mundo! Se eu pudesse voar, iria o mais alto que minhas asas pudessem me levar.

Que maravilha deve ser voar. Se eu ao menos fosse um pássaro – ah, como queria ser um, e pelo céu viajar.

Assobio feliz, pensando em como seria maravilhoso se eu fosse um pássaro.

Checam minha gaiola, e sorriem fascinados com a beleza do meu canto.

“Oh, ele parece tão feliz hoje”.
E eu sigo cantando… pois não sei voar.

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84 comentários em “Anseio (Amanda Gomez)

  1. Felipe Teodoro
    27 de janeiro de 2017

    Um conto triste. A escrita é regular e a ideia bem apresentada. A questão da identidade não definida ficou bem legal tbm, mas acho que no que diz respeito a narrativa o conto é meio simples. Os lamentos soam um pouco repetitivos e o “pois não sei voar” no fim, me parece desnecessário. Parabéns pelo trabalho e boa sorte.

  2. Gustavo Henrique
    27 de janeiro de 2017

    Haha, muito bom, gostei bastante do seu texto, bem divertido. Boa sorte e parabéns!!!

  3. Victória
    27 de janeiro de 2017

    Fiquei pensando se o conto retrata um pássaro engaiolado ou quem sabe uma pessoa delirante. De qualquer modo, ótimo conto sobre a liberdade, parabéns

  4. Thayná Afonso
    27 de janeiro de 2017

    Gostei do conto, embora tenha tido a impressão de que o autor (a) não tenha tirado os pés do chão ao escrever. Me passou essa sensação de impotência mesmo, “mãos atadas”, me pareceu contido, não sei, talvez por isso não tenha causado muito impacto em mim. De qualquer maneira, boa sorte!

  5. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    27 de janeiro de 2017

    Simples, bem escrito, revelador. Apaixonante. Eu me apaixonei de verdade.

  6. rsollberg
    27 de janeiro de 2017

    Esse é uma tema que é caro para mim. Não importa em qual altura você dependure a gaiola, o pássaro jamais se sentirá livre. Gostei do texto e do jeito que o autor narrou. Uma mensagem importante sem parecer pedante ou cheia de moral. Uma nova visão do pq essa aves cantam, como se realmente elas não tivesse escolha. Acabei recordando do “ovo e a galinha” do Leonardo Boff e do “Libertação Animal” do Peter Singer. Só isso já é um feito e tanto para a minha pessoa.
    Parabéns!!!

  7. Estela Menezes
    27 de janeiro de 2017

    Deixando de lado as possíveis interpretações para o sentido do texto, não pude deixar de ter a sensação de que também o autor não conseguiu voar alto… A narrativa poderia ter-se aproveitado mais do tema bastante rico e profundo; é tudo meio linear, faltam imagens, as ideias e palavras se repetem, o desfecho poderia ter sido mais bem trabalhado…

  8. Gustavo Aquino Dos Reis
    27 de janeiro de 2017

    É uma linda premissa filosófica da ânsia do vôo.

    Simples, objetivo, e bem escrito.

    Cumpriu o trabalho, mas não me causou tanto impacto quanto outros contos.

    Problema não está na obra, mas em mim.

    Parabéns.

  9. Vanessa Oliveira
    26 de janeiro de 2017

    Eu queria voar, também. Quando era criança, dizia pra minha mãe que queria ser um passarinho, para poder ir para onde quiser. Não é o caso desse, que está preso em uma gaiola. É um texto bem profundo, no inicio achei que fosse uma pessoa, mas o final mudou minha perspectiva. Boa sorte!

  10. juliana calafange da costa ribeiro
    26 de janeiro de 2017

    Legal essa coisa do ponto de vista do pássaro na gaiola. Ele nem acha q é um pássaro. Talvez pense q é um filhote de gente. De qualquer forma, eu queria poder entrar mais nessa gaiola e ver mais o q esse pássaro vê, mas vc não deu asas ao texto pra isso. Uma pena. “E eu sigo cantando… pois não sei voar” me parece um final fácil demais.

  11. Davenir Viganon
    26 de janeiro de 2017

    “Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem”
    Conto muito bonito, me fez lembrar imediatamente da frase de Rosa de Luxemburgo. O conto fala sobre a liberdade. O pássaro que está alienado de sua condição de pássaro pois aceita os limites da gaiola tão profundamente que não consegue se ver como pássaro. Gostei bastante.

  12. Srgio Ferrari
    26 de janeiro de 2017

    “Checam minha gaiola” < é a solução pra nos mostrar o ponto de virada da trama. Vamos ver bem essas palavras, elas são uma construção feia! Muito simples, no mal sentido da simplicidade. Coisa de se debruçar por horas diante do conto pra tentar uma outra solução. Faltou pouco pra ser um ótimo concorrente.

  13. Glória W. de Oliveira Souza
    26 de janeiro de 2017

    Simbolismo sobre desejo de liberdade amparado pelo mote pássaro/voar. Há, no texto, uma gaiola. Será que há mesmo? Ou esta gaiola é apenas uma justificativa para não se tomar decisões e ficar eternamente justificando a infelicidade que abate o personagem? Vôo é vôo. Quer prático, quer simbólico. Em ambos os casos é libertador. A narrativa não traz elementos claros de apresentação, desenvolvimento e conclusão e nem, contudo, apresenta dramaticidade que o gênero recomenda.

  14. Rubem Cabral
    26 de janeiro de 2017

    Olá, Volare.

    Bem interessante o conto: pode-se ler como as impressões de um humano ou de um pássaro, igualmente.
    Boa a escrita: não encontrei erros para apontar.
    Nota: 8.5

  15. Vitor De Lerbo
    26 de janeiro de 2017

    Algumas leituras são possíveis: podemos imaginar que, assim como o protagonista é um pássaro e não percebe, ele pode voar e não sabe. Se a história é assim, eu gostei pela riqueza das entrelinhas.

    Outra leitura é imaginar que de fato esse pássaro não sabe voar. Inconscientemente, não somos tão levados pelo fato de ele estar preso, já que ele também não estaria voando se estivesse livre. Seu grande sonho não se realiza por um fator não explicado aqui, mas que não está ao alcance de ninguém.

    Enfim, gerar esse tipo de dúvida não é ruim, gera debates e faz a imaginação do leitor trabalhar também.

    Boa sorte!

  16. Anderson Henrique
    26 de janeiro de 2017

    Fiz um opção de fazer uma interepretação literal do texto. Vi um pássaro na gaiola, que nunca voou. Mas… Acontece que o narrador afirma mais de uma vez não ser um pássaro. Fiquei encucado com isso. Será que era um caso de crise de identidade, o pássaro não se via como ave justamente por jamais ter voado? Cheguei a imaginar também um home preso pensando em como seria bom ser pássaro. Mas aí entrou questão: cantando por qual motivo? Vi uma metáfora ao homem privado de sua liberdade.

  17. Cilas Medi
    25 de janeiro de 2017

    Um assunto que me deixa realmente aborrecido. Um pássaro na gaiola, para deleite (será mesmo?) dos que o aprisionam quando, por máximo terror, não lhes cortam parte das asas. Enfim, um bom conto com uma temática corretíssima e de alerta para os adoradores de pássaros que respeitam a sua natureza.

  18. Matheus Pacheco
    25 de janeiro de 2017

    Voar as vezes pode ser perigoso, isso para todos os seres que anseiam por essa façanha, isso é uma coisa que eu já falei para muitas pessoas, que o ser humano foi feito para ter os pés no chão, fazendo que o unico lugar saudavel para nós voarmos é em nossa mente, sem as limitações do sol sobre nossas asas.
    Um abração ao escritor e Um excelente conto.

  19. Leandro B.
    25 de janeiro de 2017

    Oi, Volare.
    A imagem do pássaro p reso em uma gaiola sempre foi uma das simbologias que mais chamaram minha atenção.

    Achei um micro bastante competente. A maior parte dos textos que vi no desafio optam por um fim impactante ou então apostam no subtexto que da margem para várias interpretações.

    Aqui me parece que você foi feliz nas duas abordagens.

    Um bom trabalho.

  20. Simoni Dário
    25 de janeiro de 2017

    Um conto arrepiante. O fato do animal estar engaiolado (e, muitas vezes, aves comprados para estimação têm suas asas cortadas) é muito triste e interessante, uma vez que o personagem pensa que não é um pássaro, embora seja. Um ótimo conto.
    Bom desafio!

  21. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    25 de janeiro de 2017

    Olá Volare,

    Se imagem rendesse prêmio, a sua seria o primeiro lugar, sem dúvida. Fica aqui a menção honrosa.

    Agora vamos ao conto. A premissa do pássaro que não voa é um tema riquíssimo e que pode render textos inclusive de maior fôlego.

    A narrativa em primeira pessoa é boa e a repetição de palavras nos passa a impressão do pássaro, prisioneiro, dando voltas em sua própria gaiola. Gostei da imagem criada no texto.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  22. Leo Jardim
    25 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐⭐▫): o texto pode ser sobre um pássaro que não sabe/pode voar e inveja os que sabem/podem, mas, melhor que isso, dá para fazer uma analogia com as pessoas, que se sentem presas na rotina e gostariam de poder sair dela.

    📝 Técnica (⭐⭐▫): boa, faz a trama fluir com facilidade.

    💡 Criatividade (⭐▫): não chega a ser um mote novo.

    ✂ Concisão (⭐⭐): o texto está bem fechado.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫): é um conto que faz pensar, bem trabalhado com a metáfora.

  23. Miquéias Dell'Orti
    25 de janeiro de 2017

    Oi,

    O texto deixa uma margem para duas interpretações; um pássaro que não sabe que é um pássaro; ou um homem estagnado com a vida, onde voar seria uma metáfora para sair do lugar comum, ou algo assim.

    Como gostei muito mais da linha que sugere um pássaro que não sabe que é um pássaro, vou comentar sob essa perspectiva.

    As entrelinhas e a reviravolta do seu conto foram muito bem construídas. A frase em itálico quebra um pouco o que descobrimos no final e eu achei uma ótima sacada, porque o leitor se apega à essa afirmação para no final descobrir que existe uma condição ilusória que foi imposta ao pássaro, provavelmente preso em sua gaiola desde que nasceu.

    Parabéns.

  24. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Um texto muito bacana, digo de cara. A diferença entre poder e saber, na primeira e na última linha, fazem a gente pensar até que ponto eu posso e não sei, e até que ponto eu sei e não posso. E, mesmo cantando maviosamente, ainda infeliz. Tem pássaros que não cantam e ainda assim vivem nas gaiolas. Alguns até mesmo as construíram. Quanto à parte técnica, só achei as primeiras frases excessivamente entusiasmadas, para alguém que estava cativo. No mais, uma construção perfeita. Parabéns.

  25. Gustavo Castro Araujo
    24 de janeiro de 2017

    Uma bela metáfora sobre liberdade, sobre ter as condições para realizar um desejo, mas jamais chegar perto de consegui-lo – um pássaro cativo que sonha em voar como os outros, e por conta da impossibilidade, nem pássaro se considera. É como nós, humanos da cidade, que invejamos aqueles que vivem na natureza. O conto acerta no recado e na maneira simples como foi construído – se bem que o uso de “seria maravilhoso ser um pássaro” me pareceu excessivo. Em todo caso, um ótimo trabalho. Parabéns!

  26. Laís Helena Serra Ramalho
    24 de janeiro de 2017

    Então é um pássaro que não sabe que é um pássaro, porque está na gaiola e não aprendeu a voar?

    A ideia é interessante, mas a execução falhou. A narrativa conta muito, em vez de mostrar as sensações e desejos do personagem, então não me fisgou, não fez com que eu me sentisse dentro da história. Além disso, há muita repetição, tanto de palavras quanto de ideias.

  27. Thiago de Melo
    24 de janeiro de 2017

    Que texto lindo.
    Muito sensível, delicado. Seu texto mostra que não é preciso grandes construções literárias para se passar uma mensagem profunda e cheia de significado. Excelente. Parabéns.
    A imagem que você escolheu também se complementou perfeitamente com a essência do seu texto. Tudo casou muito bem! Parabéns!

  28. vitormcleite
    24 de janeiro de 2017

    Texto interessante mas a leitura com a repetição de palavras fez-me perder o ritmo e interesse pelo voo do pássaro

  29. Thata Pereira
    24 de janeiro de 2017

    A imagem escolhida me passa a impressão de que é um homem ou uma mulher, falando. Contudo a frase “checam minha gaiola” me passa a impressão de que se trata de um pássaro. E aí?

    É possível deixar duas interpretações? Sim. Contudo, a imagem e a frase se contradizem e não deixam que uma opção seja escolhida pela leitor.

    Eu prefiro a ideia do pássaro preso na gaiola, pois sai do lugar comum e o final ganha uma surpresa marcante. Mas onde a imagem escolhida fica nisso?

    Boa sorte!

  30. elicio santos
    24 de janeiro de 2017

    Muito bom. A trama abre margem a duas interpretações: ou a um pássaro engaiolado que não sabe que é pássaro ou a um homem encarcerado que canta sonhando ser livre. Parabéns!

  31. Mariana
    24 de janeiro de 2017

    É um pássaro, um homem querendo ser o que não é? Enfim, competente em dar margem para diversas interpretações.

  32. Sabrina Dalbelo
    24 de janeiro de 2017

    Nossa senhora, me arrepiei.
    Que execução excelente!
    Que mensagem!
    Tens em mim uma nova fã.

    A ideia é pura e profunda.
    O personagem pode ser o pássaro engaiolado que, mesmo nascido com o dom de voar, porque engaiolado, não sabe que sabe.
    E isso serve aos homens também.

    Parabéns! Listaaaaaaaa

  33. Luiz Eduardo
    24 de janeiro de 2017

    Provavelmente há uma metáfora, mas sinto que não consegui alançá-la. É um texto bonito, muito poético, mas como conto falta história, não tem enredo e nem desfecho. Ainda assim, a escrita é de ótima qualidade. Boa sorte

  34. Lee Rodrigues
    24 de janeiro de 2017

    Cara autora, apesar de ser bem comum o uso da personificação de pássaros, eu gostei da sua. O que não me encantou foi a execução com rimas (voar, levar, viajar), acho que em alguns casos desvalorizam o texto, e aqui, deixou o seu micro infantilizado.

  35. Juliano Gadêlha
    23 de janeiro de 2017

    Ótima premissa. Um pássaro que não sabe do que é capaz e sonha em voar. Texto bem escrito, parabéns!

  36. Lohan Lage
    23 de janeiro de 2017

    Voar, Volare! Voar!

    Senti falta de um voo mais alto… essa metáfora, usada em seu texto, me soa batida, perdão.
    Em todo caso, valeu a intenção poética.

  37. Tiago Volpato
    23 de janeiro de 2017

    Você mostra que tem domínio da escrita. Sei que foi uma opção estilística, mas essa repetição de “se eu pudesse voar”, “se fosse um pássaro”, para mim ficou mais irritante do que legal. Ainda assim, foi um bom texto.
    Abraços.

  38. Luis Guilherme
    22 de janeiro de 2017

    Opa, captei umas metáforas aí, ein?

    Pra mim, o voar no contexto do conto não se refere ao voo literal, mas à liberdade. Acho que a gaiola na vdd representa os grilhões da vida.

    Quem sabe um dia o pobre Volare consegue se libertar e voar bem alto, né?

    Parabéns pela construção, bem reflexiva e interessante!

  39. Andreza Araujo
    22 de janeiro de 2017

    Amigo(a), achei incrível. Além de muito belo pela forma narrada, traz uma mensagem importante. Nos faz pensar. A imagem só pode ser pegadinha ahhaaha achei boa a escolha. Lá pelo meio do conto (acho que no assobio) eu percebi onde você queria chegar, mas de forma alguma tira o brilhantismo da sua conclusão. Só achei desnecessária a repetição exagerada de “quero ser um pássaro, quero voar” heheeh Parabéns pelo trabalho, brilhante.

  40. Pedro Luna
    22 de janeiro de 2017

    No geral, achei bacana. Dá para tirar alguma lição desse texto, que mostra uma figura que não sabe do que é capaz, pois algumas grades o prendem e escondem sua verdadeira natureza. Bonito.

    O único ponto fraco é a insistência com “voar”,”voar”, “se eu fosse um pássaro”, que deu uma pequena travada na leitura, como se o autor quisesse martelar em nossa cabeça esses detalhes, para nos surpreender no final. Creio que não seria necessário.

  41. Patricia Marguê Cana Verde Silva
    22 de janeiro de 2017

    Metafórico, poético, filosófico. Não basta ter asas… todos temos. É necessário aprender a voar. Chamar a consciência de si mesmo. Parabéns!

  42. Jan Santos
    22 de janeiro de 2017

    Adorei o twist, simples e muito bem confeccionado. Quando terminamos de ler, percebemos o quão óbvio deveria ter sido desde o início, e isso é o melhor do conto: despir uma metáfora do que a faz metáfora.

  43. Fil Felix
    22 de janeiro de 2017

    É um conto com ares de poema, que pode trazer uma reflexão sobre a condição humana e de como nos vemos. Voar é tido como algo libertador, contrastando com a prisão de viver numa gaiola. Cantar engaiolado e perder a própria identidade (já que ele comenta que não é um pássaro) é uma ótima imagem e um jogo de linguagem. Muito bom!

  44. Tatiane Mara
    22 de janeiro de 2017

    Olá…

    Conto sobre percepções pessoais.

    Bem escrito, com boa narrativa e uma bela surpresa ao final.

    boa sorte

  45. Antonio Stegues Batista
    21 de janeiro de 2017

    Um pássaro que passa muito tempo numa gaiola, perde o jeito de voar. Preso, só consegue cantar. É uma historia comum. Não tive dela nenhuma surpresa, nem dó do passarinho.

  46. waldo gomes
    21 de janeiro de 2017

    Conto “mimimi” sobre o reconhecimento de si mesmo em função de condições exteriores.

    Fala sobre um pássaro que não se sabe assim porque não pode voar.

    É bonitinho, mas sem graça.

    Bem escrito e com boa técnica.

  47. Tiago Menezes
    20 de janeiro de 2017

    O conto foi bem escrito e, apesar de já ter lido algo parecida uma vez, me pegou de surpresa. Eu realmente não imaginava que ela era um pássaro. Conto para refletirmos, com certeza. Boa sorte.

  48. Renato Silva
    20 de janeiro de 2017

    Parecem os pensamentos de um pássaro, que não se considera um por viver enclausurado numa gaiola. Seu canto é um lamento pela vida cativa que leva. Foi essa a impressão que tive.

    Gosto muito de textos que relatam injustiças e o sofrimento daqueles que não podem falar por si. Infelizmente, o Homem se considera o detentor de todas as formas de vida do planeta e as usa como bem entender. Eu nunca entendi como uma pessoa diz gostar de pássaros e mantê-los engaiolados. Que drogas de vida é essa?

    Muito bonito seu texto, gostei bastante. Boa sorte.

  49. catarinacunha2015
    19 de janeiro de 2017

    MERGULHO na banheira de bebê, água morninha. Ficou bem escrito e fofo, mas sem nada de novo, tudo previsível.
    IMPACTO nenhum, já que na primeira frase sabemos que ele tem asas e essa história já é bem conhecida, do passarinho cantando porque não pode voar e os humanos encantados. Inclusive a história (contada de outra forma) já ilustrou campanha contra o aprisionamento de pássaros em gaiolas.

  50. Edson Carvalho dos Santos Filho
    19 de janeiro de 2017

    A proposta é boa, inclusive da surpresa no final ao se verificar que é um pensamento de um pássaro engaiolado. Existem algumas rimas que poderiam ter sido evitadas. Rimar é como colocar um imã: As ideias, intenções e emoções são atraídas para seu centro de gravidade. É preciso ter muita consciência do que se está fazendo. No entanto, o uso de rimas pobres (que não são ruins) sem um propósito poético claro (apesar de haver poesia na questão do pássaro que não quer voar, mas aí é outra história) soou vago e vazio, na minha opinião.

  51. Guilherme de Oliveira Paes
    18 de janeiro de 2017

    Me parece de uma simplicidade honesta e explora um bom tema. A conclusão parece tentar alcançar algo mais, ironicamente, alçar voo, mas acho que não funciona tão bem. Talvez se seguisse mais despretensioso, como no começo, tivesse um resultado melhor.

  52. brás cubas
    18 de janeiro de 2017

    Sinto que o eu-lírico é um pássaro que, preso desde sempre em sua gaiola, nunca voou e não sabe que é capaz de fazê-lo. Excelente crítica ao nosso mundo, ao nosso próprio pensamento humano, de quem não sabe do que é capaz.
    Além disso, você abordou um tema muito diferente e original. Gostei! Parabéns!
    Boa sorte!

  53. Victor F. Miranda
    17 de janeiro de 2017

    Gostei da dualidade. Foi bem escrito e a história marcou presença, ainda que de forma sutil.

  54. Fernando Cyrino
    16 de janeiro de 2017

    Que bacana essa maneira como você me trouxe a prisão do passarinho. Ele nem se vê um pássaro, eis que nunca usou as asas. não sabe voar. Um conto de tristeza e que me faz refletir. Abraços de parabéns pela bela história. Sucesso.

  55. José Leonardo
    16 de janeiro de 2017

    Olá, Volare.

    Mais um conto que, a meu ver, transmite uma forte reflexão se lido através de metáforas. Será que realmente não é um pássaro — ou ele apenas não se vê como um (por não poder voar), mesmo fisiologicamente sendo?

    A frase em itálico é praticamente um grito de quem vê o mundo em sua plenitude através das grades. As primeiras grades, pois as segundas existem também metaforicamente: as grades do próprio corpo do pássaro ou do homem, os empecilhos que estão ali justamente para contê-lo e que servem como silício para sua alma.

    Eu gosto de palavras rebuscadas, mas confesso que a simplicidade, da forma como está disposta, fez muito mais efeito. Além disso, não lembro de uma imagem ilustrativa que combinasse tanto com seu texto.

    Boa sorte neste desafio.

  56. Wender Lemes
    16 de janeiro de 2017

    Olá! Pelo que entendi, é possível perceber o protagonista de duas formas, ao menos: a primeira seria como um pássaro que não se enxerga como tal por não poder sair de sua gaiola; a segunda seria como alguém que se vê em uma gaiola metafórica, que tem suas liberdades podadas e é obrigado a ouvir de outros como se sente, alguém que se dedica ao seu principal afazer por não ter outra opção. Apesar da roupagem “simples”, é um belo poema em forma de conto.
    Parabéns e boa sorte.

  57. Jowilton Amaral da Costa
    16 de janeiro de 2017

    Achei um bom final, deu pra dar uma viajada. Até chegar ao desfecho, a repetição me incomodou um bocadinho, imaginei, inclusive, que seria um poema, já estava me preparando para.reclamar, hehehe. Boa sorte.

  58. Bruna Francielle
    16 de janeiro de 2017

    Bem, da história em si, eu gostei !
    Penso que serve tanto como para um pássaro literalmente, quanto para uma pessoa metaforicamente !
    O que não gostei foram as repetições, “voar, “pássaro”, “ah se eu fosse um pássaro”, acho que poderia ter variado mais !
    Mas a história pode servir de repente para uma reflexão ! Isso é bom !

  59. Ceres Marcon
    16 de janeiro de 2017

    Não me causou emoção. Entendo a necessidade da liberdade, mas a construção podia ter sido melhor explorada.

  60. Marco Aurélio Saraiva
    16 de janeiro de 2017

    Muito bom! Gostei da forma que a ironia foi aqui descrita. As palavras escolhidas foram um pouco simplórias demais, e a técnica talvez precise de um pouco mais de lapidação, com algumas repetições desnecessárias, mas a essência do texto é muito boa.

    Ora, quantas pessoas existem no mundo que sonham em se tornar algo que mal sabem já serem? Quantas pessoas possuem seu potencial sufocado pela pressão da sociedade em tornar-se uma pessoa “rica e bem-sucedida”? A alegoria com o pássaro que sonha em ser um pássaro foi perfeita e muito profunda. Me senti como ele: afinal, gostaria tanto de ser um escritor, mas nunca publiquei um livro! Estou preso no meu dia-a-dia no trabalho, e mal tenho tempo para ser o que sempre quis ser.

    Muito boa a reflexão que este texto gera. Com um pouco mais de capricho nas palavras e frases, e o texto ficaria perfeito. Parabéns!

  61. Fabio Baptista
    16 de janeiro de 2017

    Esse texto, pelo menos assim entendi, pode ser tomado como uma descrição literal, sob o ponto de vista de um pássaro engaiolado, ou, ser entendido como metáfora para pessoas que, presas numa “gaiola” (e aqui cada um escolhe suas grades), não conseguem sonhar com o desempenho de seu verdadeiro potencial.

    Em qualquer uma das interpretações, o texto funciona bem (sendo que a primeira não exclui a segunda – e esse foi a caminho que acabei seguindo).

    Relendo acho que ficou confuso hahuaauha. Resumindo: o texto é legal tanto se a gente só imaginar o passarinho preso na gaiola, sonhando em voar, sem saber que ele próprio também é pássaro; quanto se olharmos pelo lado de reflexão sobre gaiolas, perda de identidade e tal.

    Gostei!

    Abraço.

  62. andré souto
    15 de janeiro de 2017

    Já ouvi dizer que os pássaros cantam pela angústia de não poder voar.O conto deixa em aberto (pelo menos para mim) se é alguém alienado de si mesmo,e muito bem construido.Lembrei do filme Bird,salvo engano de Allan Parker.;

  63. Olisomar Pires
    15 de janeiro de 2017

    Texto poético com reflexão sobre o que se é ou não: um pássaro que não se reconhece como tal por não poder voar.

    Escrita simples, sem construções elaboradas, uma prosa direta, quase um conselho de auto-ajuda.

    A imagem escolhida é belíssima e casa bem com o texto.

  64. Eduardo Selga
    15 de janeiro de 2017

    Curioso como as pessoas perdem a identidade quando alienadas de sua natureza, deixam de saber quem são e do que podem. Não percebem suas asas ou, se o fazem, desconhecem o motivo da existência delas.

    Esse o conteúdo que mais transparece no conto, mas a forma utilizada carece de mais trabalho, talvez maior sutileza, por estar tudo muito evidente. Não que o fazer literário tenha de ser necessariamente uma busca pela ocultação do cadáver, mas certos conteúdos pedem um pouco de sombra. Faz parte do jogo de sedução.

  65. Iolandinha Pinheiro
    15 de janeiro de 2017

    Olha só, parabéns. Soube fazer as coisas. Colocou imagem de uma pessoa para confundir o leitor. Espertinho (a), você. Estava achando o começo bem chato, e aí pah! A emocionante descoberta que era um pobre pássaro engaiolado. Só mesmo gente é capaz de encerrar em grades uma criatura que tem todo o céu para se expandir. Triste e revoltante (des) humanidade. Parabéns pelo conto: curto e certeiro, do jeito que deve ser.

  66. Tom Lima
    15 de janeiro de 2017

    Uma estrutura que me lembra truque de mágica. Achamos que esta acontecendo algo, mas esse algo é completamente diferente do que esperamos.
    Esse choque ficou perfeito, veio exatamente quando estava ficando entediado com o personagem, pela repetição, mas ai aparece a empatia, repetição é tudo que resta pra ele. Chega a achar que não é pássaro, por não ter a característica que acredita ser definidora dos pássaros!

    “E eu sigo cantando… pois não sei voar.”
    Quantas vezes somos nós nesse papel?

    Muito bom, parabéns!

    Abraços.

  67. Virgílio Gabriel
    14 de janeiro de 2017

    Que bonito. O conto faz o leitor acreditar que se trata de uma pessoa, mas no desenrolar, percebe-se que é um pássaro, que não pensa ser pássaro, pois está preso. Tudo é escrito em tom poético, o que torna o conto uma arte no sentido mais literal possível. Parabéns, gostei bastante.

  68. Anorkinda Neide
    14 de janeiro de 2017

    Olá.. o conto segue poético, e voei no enlevo desta leitura leve, por seu ritmo e beleza. Realmente as rimas sao pobres, mas ajudam a ‘pedir’ uma leitura poética aqui.
    Acredito que o pássaro é mesmo o personagem , pq é usado o pronome ‘ele’ ao se referir ao ser preso na gaiola..a imagem é apenas imagem ou pode induzir à reflexão, sem q seja necessário incorrer nela.
    É um texto bonito, parabens

  69. Andre Luiz
    14 de janeiro de 2017

    Gostei do conto como um todo, desta sensação de liberdade suprimida que permeou os primeiros momentos, mas que depois acabou em melancolia. Traz uma reflexão sobre liberdade e de certa forma tem algo de místico também, afinal era uma mulher ou um pássaro?

    -Originalidade(8,5): Surpreendeu pelo final, que traz uma passagem contrária ao resto do texto, pegando o leitor nas últimas linhas.

    –Construção(Uso do limite de contos para formar um enredo)(6,0): Como outros disseram, faltou mais drama, maior intensidade dos fatos, o que talvez tenha sido suprimido pelo limite de palavras.

    -Apego(7,0): Gostei da figura sombria que ilustrou o conto, o que me fez pensar que era uma mulher dentro da gaiola. Pensando por este lado, fiquei triste por ela.

    Boa sorte!

  70. Fheluany Nogueira
    14 de janeiro de 2017

    Ilustração muito sugestiva: na sombra a mulher se funde ao pássaro. Ela oferece uma ambiguidade que percorre todo o texto: quem está preso? a mulher? o pássaro? São possíveis inúmeras leituras diferentes e ficou interessante os contrastes entre canto / prisão/ desejo de voar.

    Parabéns pela criatividade, o título está adequado e até o pseudônimo (voar, em italiano?) Abraços.

  71. mariasantino1
    13 de janeiro de 2017

    Olá!

    Olha, achei bonita a descrição melancólica do cárcere, mas não gostei muito da narrativa. Acho que as repetições estão aí para reforçar a incompletude do ser que narra, mas acabou que, ao meno para mim, brecou um pouco a fluidez. Gostei, entretanto, de imaginar o que o narrador personagem é.

    Boa sorte no desafio.

  72. Sandra A. Datti
    13 de janeiro de 2017

    À tona: consciência emprestada a um pássaro que não se sabe ave, a um ser que se sente preso, restando-lhe apenas o seu canto, seu lenitivo.

    Mergulho: leitura de um sonho coletivo (o voo, a liberdade)), o de nos firmar na vida e acoplar-nos nos nas criações mentais (fugas, ou ideologias), nas ilusões, de tirar os pés da terra firme e singrar novos mares, desabrochando-nos em realidade, ah, seres”abensonhalados” que somos!! rs…

    Que vontade de beijar a boca dos ventos, nos arremessar à liberdade!

    Mas (oh, as condições! se… se…) muitas vezes, os paradigmas nos aprisionam… nos apequenam… Então nos aconchegamos em nossa zona de conforto, e acreditamos que temos asas atrofiadas.

    Forma e conteúdo simples. Drama que se identifica com o o piá de muitas vidas.

  73. angst447
    13 de janeiro de 2017

    Várias interpretações possíveis aqui. Seria um pássaro que não tem consciência da sua capacidade de voar por estar preso em uma gaiola? Seria alguém que canta, mas se sente enclausurado em uma realidade mais pesada? O lirismo está nas asas existentes, mas impossibilitadas de voar.
    Bem escrito, o conto revela sensibilidade e bom ritmo. Sem erros aparentes.
    Boa sorte!

  74. Douglas Moreira Costa
    13 de janeiro de 2017

    Eu gostei da ideia de privação, o sentimento de incapacidade que ela causou. Isso é muito presente na sociedade, nos limitamos por convenções e ideias errôneas e nos limitamos, não atingimos todo nosso potencial. No caso do pássaro que queria voar isso é mais presente ainda, uma vez que se vê preso numa gaiola.
    No entanto, eu não acho que o conto tenha causado muito mais impacto, ele poderia trazer um pouco mais de drama do que o fez. Ele acabou ficando mais simples do que poderia, talvez também pelo número limitado de palavras.

  75. Bianca Machado
    13 de janeiro de 2017

    Um microconto que dá abertura a mais de uma interpretação. Até a afirmação de que “se fosse pássaro” pode não ser correta. Pode ser um pássaro que não se julga pássaro, por estar preso. Pode ser uma cantora, seguindo a sugestão da imagem. Pode cantar, como um pássaro, mas não voar… E segue um cotidiano de mentiras. Grande parte do texto é feito de reflexões, não dando espaço a algo mais elaborado, o que não me animou muito. Vale pelas reflexões que o leitor fizer, acredito. Parabéns!

  76. Evandro Furtado
    13 de janeiro de 2017

    O autor tentou imprimir uma prosa poética que, em alguns momentos aproximou-se demais da estrutura de uma poesia. Os parágrafos-versos poderiam ser algo positivo se as rimas – intencionais ou não – não tivessem ficado tão piegas. O personagem-narrador com o desejo de voar não é algo novo em si e o autor tampouco conseguiu imprimir novidade pela forma.

    Resultado – Weak

  77. Lídia Duarte Costa
    13 de janeiro de 2017

    Há uma nítida contradição entre o olhar sobre o canto para o eu lírico e para os demais: Enquanto primeiro carrega uma angústia por ter sido privado de sua liberdade e canta porque nada mais pode ser feito, o segundo aprecia a beleza do canto, porém é incapaz de perceber as limitações impostas ao eu lírico.
    É uma nítida metáfora de como nossas capacidades são constantemente moldadas a fim de atingirem uma aprovação social…

    Muito obrigada pelo texto.
    Boa Sorte!

  78. Priscila Pereira
    13 de janeiro de 2017

    Oi Volare, que conto lindo!! Me fez pensar… o pássaro que sempre foi pássaro, ansiava por voar, não tendo ideia de que podia, só havia sido privado disso por estranhos. Existem várias pessoas exatamente nessa situação… Muito bonito mesmo, parabéns e boa sorte!!

  79. Brian Oliveira Lancaster
    13 de janeiro de 2017

    GOD (Gosto, Originalidade, Desenvolvimento)
    G: Texto interessante pelas metáforas aplicadas. A imagem escolhida foi extremamente feliz, pois combina com cada dizer. Tem algo ali nas entrelinhas que não consegui identificar – seria a protagonista uma moça presa por alguém? Que vendo seu destino, passa a cantar? Senão, sairia dali voando? – 8,5
    O: Tem um certo tom poético, em partes, pela imagem, mas garante uma profunda reflexão em poucas linhas. – 8,5
    D: Tem algumas repetições não intencionais e isso atrapalhou um pouquinho a fluidez do enredo. – 8,0
    Fator “Oh my”: infelizmente, o conjunto maior não chegou ao patamar, mesmo assim é um texto muito bom.

  80. Jefferson Lemos
    13 de janeiro de 2017

    Conto breve e bem escrito. No final, fiquei em dúvida sobre o personagem e acho que essa é a magia do conto. Uma pessoa? Uma ala? Um pássaro que foi condicionado a não saber voar? Muitos bons questionamentos.

    Parabéns e boa sorte!

  81. Zé Ronaldo
    13 de janeiro de 2017

    Micro fechado, mas, apesar disso, profundo e denso. Leva à reflexão do mesmo jeito, quando se descobre quem é o narrador. E não são todas as almas eternas fugitivas em potencial?

  82. Evelyn Postali
    13 de janeiro de 2017

    A consciência das coisas mata, aos poucos, o homem. Se ele tivesse consciência de suas asas seu canto fosse de pura tristeza ou, quem sabe, não existisse, ou nem ele próprio existisse.

    • Evelyn Postali
      13 de janeiro de 2017

      Eu acredito que a liberdade seja o maior bem de todos ao lado do amor – saber amar, tanto a si, quanto aos outros. Sem essa bagagem, ninguém sobrevive.Mas existem pessoas que não carregam essa consciência de coisas. Elas não têm essa percepção. Apenas vivem.

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Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .