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Detox Literário.

Anseio (Amanda Gomez)

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~Voar ~

Deve ser a sensação mais incrível do mundo! Se eu pudesse voar, iria o mais alto que minhas asas pudessem me levar.

Que maravilha deve ser voar. Se eu ao menos fosse um pássaro – ah, como queria ser um, e pelo céu viajar.

Assobio feliz, pensando em como seria maravilhoso se eu fosse um pássaro.

Checam minha gaiola, e sorriem fascinados com a beleza do meu canto.

“Oh, ele parece tão feliz hoje”.
E eu sigo cantando… pois não sei voar.

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84 comentários em “Anseio (Amanda Gomez)

  1. Felipe Teodoro
    27 de janeiro de 2017

    Um conto triste. A escrita é regular e a ideia bem apresentada. A questão da identidade não definida ficou bem legal tbm, mas acho que no que diz respeito a narrativa o conto é meio simples. Os lamentos soam um pouco repetitivos e o “pois não sei voar” no fim, me parece desnecessário. Parabéns pelo trabalho e boa sorte.

  2. Gustavo Henrique
    27 de janeiro de 2017

    Haha, muito bom, gostei bastante do seu texto, bem divertido. Boa sorte e parabéns!!!

  3. Victória
    27 de janeiro de 2017

    Fiquei pensando se o conto retrata um pássaro engaiolado ou quem sabe uma pessoa delirante. De qualquer modo, ótimo conto sobre a liberdade, parabéns

  4. Thayná Afonso
    27 de janeiro de 2017

    Gostei do conto, embora tenha tido a impressão de que o autor (a) não tenha tirado os pés do chão ao escrever. Me passou essa sensação de impotência mesmo, “mãos atadas”, me pareceu contido, não sei, talvez por isso não tenha causado muito impacto em mim. De qualquer maneira, boa sorte!

  5. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    27 de janeiro de 2017

    Simples, bem escrito, revelador. Apaixonante. Eu me apaixonei de verdade.

  6. rsollberg
    27 de janeiro de 2017

    Esse é uma tema que é caro para mim. Não importa em qual altura você dependure a gaiola, o pássaro jamais se sentirá livre. Gostei do texto e do jeito que o autor narrou. Uma mensagem importante sem parecer pedante ou cheia de moral. Uma nova visão do pq essa aves cantam, como se realmente elas não tivesse escolha. Acabei recordando do “ovo e a galinha” do Leonardo Boff e do “Libertação Animal” do Peter Singer. Só isso já é um feito e tanto para a minha pessoa.
    Parabéns!!!

  7. Estela Menezes
    27 de janeiro de 2017

    Deixando de lado as possíveis interpretações para o sentido do texto, não pude deixar de ter a sensação de que também o autor não conseguiu voar alto… A narrativa poderia ter-se aproveitado mais do tema bastante rico e profundo; é tudo meio linear, faltam imagens, as ideias e palavras se repetem, o desfecho poderia ter sido mais bem trabalhado…

  8. Gustavo Aquino Dos Reis
    27 de janeiro de 2017

    É uma linda premissa filosófica da ânsia do vôo.

    Simples, objetivo, e bem escrito.

    Cumpriu o trabalho, mas não me causou tanto impacto quanto outros contos.

    Problema não está na obra, mas em mim.

    Parabéns.

  9. Vanessa Oliveira
    26 de janeiro de 2017

    Eu queria voar, também. Quando era criança, dizia pra minha mãe que queria ser um passarinho, para poder ir para onde quiser. Não é o caso desse, que está preso em uma gaiola. É um texto bem profundo, no inicio achei que fosse uma pessoa, mas o final mudou minha perspectiva. Boa sorte!

  10. juliana calafange da costa ribeiro
    26 de janeiro de 2017

    Legal essa coisa do ponto de vista do pássaro na gaiola. Ele nem acha q é um pássaro. Talvez pense q é um filhote de gente. De qualquer forma, eu queria poder entrar mais nessa gaiola e ver mais o q esse pássaro vê, mas vc não deu asas ao texto pra isso. Uma pena. “E eu sigo cantando… pois não sei voar” me parece um final fácil demais.

  11. Davenir Viganon
    26 de janeiro de 2017

    “Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem”
    Conto muito bonito, me fez lembrar imediatamente da frase de Rosa de Luxemburgo. O conto fala sobre a liberdade. O pássaro que está alienado de sua condição de pássaro pois aceita os limites da gaiola tão profundamente que não consegue se ver como pássaro. Gostei bastante.

  12. Srgio Ferrari
    26 de janeiro de 2017

    “Checam minha gaiola” < é a solução pra nos mostrar o ponto de virada da trama. Vamos ver bem essas palavras, elas são uma construção feia! Muito simples, no mal sentido da simplicidade. Coisa de se debruçar por horas diante do conto pra tentar uma outra solução. Faltou pouco pra ser um ótimo concorrente.

  13. Glória W. de Oliveira Souza
    26 de janeiro de 2017

    Simbolismo sobre desejo de liberdade amparado pelo mote pássaro/voar. Há, no texto, uma gaiola. Será que há mesmo? Ou esta gaiola é apenas uma justificativa para não se tomar decisões e ficar eternamente justificando a infelicidade que abate o personagem? Vôo é vôo. Quer prático, quer simbólico. Em ambos os casos é libertador. A narrativa não traz elementos claros de apresentação, desenvolvimento e conclusão e nem, contudo, apresenta dramaticidade que o gênero recomenda.

  14. Rubem Cabral
    26 de janeiro de 2017

    Olá, Volare.

    Bem interessante o conto: pode-se ler como as impressões de um humano ou de um pássaro, igualmente.
    Boa a escrita: não encontrei erros para apontar.
    Nota: 8.5

  15. Vitor De Lerbo
    26 de janeiro de 2017

    Algumas leituras são possíveis: podemos imaginar que, assim como o protagonista é um pássaro e não percebe, ele pode voar e não sabe. Se a história é assim, eu gostei pela riqueza das entrelinhas.

    Outra leitura é imaginar que de fato esse pássaro não sabe voar. Inconscientemente, não somos tão levados pelo fato de ele estar preso, já que ele também não estaria voando se estivesse livre. Seu grande sonho não se realiza por um fator não explicado aqui, mas que não está ao alcance de ninguém.

    Enfim, gerar esse tipo de dúvida não é ruim, gera debates e faz a imaginação do leitor trabalhar também.

    Boa sorte!

  16. Anderson Henrique
    26 de janeiro de 2017

    Fiz um opção de fazer uma interepretação literal do texto. Vi um pássaro na gaiola, que nunca voou. Mas… Acontece que o narrador afirma mais de uma vez não ser um pássaro. Fiquei encucado com isso. Será que era um caso de crise de identidade, o pássaro não se via como ave justamente por jamais ter voado? Cheguei a imaginar também um home preso pensando em como seria bom ser pássaro. Mas aí entrou questão: cantando por qual motivo? Vi uma metáfora ao homem privado de sua liberdade.

  17. Cilas Medi
    25 de janeiro de 2017

    Um assunto que me deixa realmente aborrecido. Um pássaro na gaiola, para deleite (será mesmo?) dos que o aprisionam quando, por máximo terror, não lhes cortam parte das asas. Enfim, um bom conto com uma temática corretíssima e de alerta para os adoradores de pássaros que respeitam a sua natureza.

  18. Matheus Pacheco
    25 de janeiro de 2017

    Voar as vezes pode ser perigoso, isso para todos os seres que anseiam por essa façanha, isso é uma coisa que eu já falei para muitas pessoas, que o ser humano foi feito para ter os pés no chão, fazendo que o unico lugar saudavel para nós voarmos é em nossa mente, sem as limitações do sol sobre nossas asas.
    Um abração ao escritor e Um excelente conto.

  19. Leandro B.
    25 de janeiro de 2017

    Oi, Volare.
    A imagem do pássaro p reso em uma gaiola sempre foi uma das simbologias que mais chamaram minha atenção.

    Achei um micro bastante competente. A maior parte dos textos que vi no desafio optam por um fim impactante ou então apostam no subtexto que da margem para várias interpretações.

    Aqui me parece que você foi feliz nas duas abordagens.

    Um bom trabalho.

  20. Simoni Dário
    25 de janeiro de 2017

    Um conto arrepiante. O fato do animal estar engaiolado (e, muitas vezes, aves comprados para estimação têm suas asas cortadas) é muito triste e interessante, uma vez que o personagem pensa que não é um pássaro, embora seja. Um ótimo conto.
    Bom desafio!

  21. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    25 de janeiro de 2017

    Olá Volare,

    Se imagem rendesse prêmio, a sua seria o primeiro lugar, sem dúvida. Fica aqui a menção honrosa.

    Agora vamos ao conto. A premissa do pássaro que não voa é um tema riquíssimo e que pode render textos inclusive de maior fôlego.

    A narrativa em primeira pessoa é boa e a repetição de palavras nos passa a impressão do pássaro, prisioneiro, dando voltas em sua própria gaiola. Gostei da imagem criada no texto.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  22. Leo Jardim
    25 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐⭐▫): o texto pode ser sobre um pássaro que não sabe/pode voar e inveja os que sabem/podem, mas, melhor que isso, dá para fazer uma analogia com as pessoas, que se sentem presas na rotina e gostariam de poder sair dela.

    📝 Técnica (⭐⭐▫): boa, faz a trama fluir com facilidade.

    💡 Criatividade (⭐▫): não chega a ser um mote novo.

    ✂ Concisão (⭐⭐): o texto está bem fechado.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫): é um conto que faz pensar, bem trabalhado com a metáfora.

  23. Miquéias Dell'Orti
    25 de janeiro de 2017

    Oi,

    O texto deixa uma margem para duas interpretações; um pássaro que não sabe que é um pássaro; ou um homem estagnado com a vida, onde voar seria uma metáfora para sair do lugar comum, ou algo assim.

    Como gostei muito mais da linha que sugere um pássaro que não sabe que é um pássaro, vou comentar sob essa perspectiva.

    As entrelinhas e a reviravolta do seu conto foram muito bem construídas. A frase em itálico quebra um pouco o que descobrimos no final e eu achei uma ótima sacada, porque o leitor se apega à essa afirmação para no final descobrir que existe uma condição ilusória que foi imposta ao pássaro, provavelmente preso em sua gaiola desde que nasceu.

    Parabéns.

  24. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Um texto muito bacana, digo de cara. A diferença entre poder e saber, na primeira e na última linha, fazem a gente pensar até que ponto eu posso e não sei, e até que ponto eu sei e não posso. E, mesmo cantando maviosamente, ainda infeliz. Tem pássaros que não cantam e ainda assim vivem nas gaiolas. Alguns até mesmo as construíram. Quanto à parte técnica, só achei as primeiras frases excessivamente entusiasmadas, para alguém que estava cativo. No mais, uma construção perfeita. Parabéns.

  25. Gustavo Castro Araujo
    24 de janeiro de 2017

    Uma bela metáfora sobre liberdade, sobre ter as condições para realizar um desejo, mas jamais chegar perto de consegui-lo – um pássaro cativo que sonha em voar como os outros, e por conta da impossibilidade, nem pássaro se considera. É como nós, humanos da cidade, que invejamos aqueles que vivem na natureza. O conto acerta no recado e na maneira simples como foi construído – se bem que o uso de “seria maravilhoso ser um pássaro” me pareceu excessivo. Em todo caso, um ótimo trabalho. Parabéns!

  26. Laís Helena Serra Ramalho
    24 de janeiro de 2017

    Então é um pássaro que não sabe que é um pássaro, porque está na gaiola e não aprendeu a voar?

    A ideia é interessante, mas a execução falhou. A narrativa conta muito, em vez de mostrar as sensações e desejos do personagem, então não me fisgou, não fez com que eu me sentisse dentro da história. Além disso, há muita repetição, tanto de palavras quanto de ideias.

  27. Thiago de Melo
    24 de janeiro de 2017

    Que texto lindo.
    Muito sensível, delicado. Seu texto mostra que não é preciso grandes construções literárias para se passar uma mensagem profunda e cheia de significado. Excelente. Parabéns.
    A imagem que você escolheu também se complementou perfeitamente com a essência do seu texto. Tudo casou muito bem! Parabéns!

  28. vitormcleite
    24 de janeiro de 2017

    Texto interessante mas a leitura com a repetição de palavras fez-me perder o ritmo e interesse pelo voo do pássaro

  29. Thata Pereira
    24 de janeiro de 2017

    A imagem escolhida me passa a impressão de que é um homem ou uma mulher, falando. Contudo a frase “checam minha gaiola” me passa a impressão de que se trata de um pássaro. E aí?

    É possível deixar duas interpretações? Sim. Contudo, a imagem e a frase se contradizem e não deixam que uma opção seja escolhida pela leitor.

    Eu prefiro a ideia do pássaro preso na gaiola, pois sai do lugar comum e o final ganha uma surpresa marcante. Mas onde a imagem escolhida fica nisso?

    Boa sorte!

  30. elicio santos
    24 de janeiro de 2017

    Muito bom. A trama abre margem a duas interpretações: ou a um pássaro engaiolado que não sabe que é pássaro ou a um homem encarcerado que canta sonhando ser livre. Parabéns!

  31. Mariana
    24 de janeiro de 2017

    É um pássaro, um homem querendo ser o que não é? Enfim, competente em dar margem para diversas interpretações.

  32. Sabrina Dalbelo
    24 de janeiro de 2017

    Nossa senhora, me arrepiei.
    Que execução excelente!
    Que mensagem!
    Tens em mim uma nova fã.

    A ideia é pura e profunda.
    O personagem pode ser o pássaro engaiolado que, mesmo nascido com o dom de voar, porque engaiolado, não sabe que sabe.
    E isso serve aos homens também.

    Parabéns! Listaaaaaaaa

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Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .