EntreContos

Detox Literário.

Vida (Tom Lima)

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Ela acompanhava com olhos amarelos o tortuoso voo de aprendiz. Pupilas como duas linhas negras compensando a luz da manhã. Observando. Esperando. Corpo tenso. Está preparada para o complexo ato de matar.

Momento perfeito, não pode haver hesitação.

Salto firme, mordida certeira no pescoço, garras cravadas em pequenas asas brancas. Contraste quase belo com pelos negros. Há ainda vida no passarinho quando chega ao chão, debate-se entre garras, presas, penas e dois corações acelerados. Ela sente o sabor do sangue, aguçando a fome e afastando memórias de caçadas mal sucedidas. Um coração acelerado.

Talvez seus filhotes venham a nascer.

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86 comentários em “Vida (Tom Lima)

  1. Gustavo Henrique
    27 de janeiro de 2017

    Ficou legal até, o conto foi bem escrito, o autor conseguiu descrever bem a cena. Boa sorte no desafio!!

  2. Felipe Teodoro
    27 de janeiro de 2017

    Olá!

    Se não fosse pela frase final, provavelmente eu não teria gostado do conto. Mas achei muito interessante a justificativa dessa briga pela sobrevivência e o fato dos filhotes estarem a caminho. Acho que você descreveu o quadro da caça muito bem, as imagens são vivas e a foto que você selecionou pra ilustrar o conto ajuda muito. A questão sobre a morte de um representar a vida para outro é complicada, mas a forma como vc representa isso, utilizando o mundo animal, é válida. Parabéns pelo trabalho.

  3. Victória
    27 de janeiro de 2017

    Gostei muito do texto. Escrita excelente, cena bem detalhada, deu para sentir a emoção da caçada. Parabéns.

  4. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    27 de janeiro de 2017

    Se eu disser que entendi tudona primeira leitura estou mentindo. Li três vezes até se descortinar a ideia da narrativa, que me impressionou. Quem escreve imprimiu uma cadência poucas vezes percebida noutros contos deste desafio. Abraço grande.

  5. rsollberg
    27 de janeiro de 2017

    Sem sombra de dúvida é um conto muito bem escrito, cru e cruel como a vida. Ocorre que não me despertou muitas sensações. Uma cena de caça muito bem narrada, como um trecho de um documentário do National ou do Animlal Planet. Penso que faltou algo, infelizmente.
    De qualquer modo, essa é apenas a minha impressão. Contudo, desejo boa sorte no desafio.

  6. Lee Rodrigues
    27 de janeiro de 2017

    A escolha da imagem pode ter descortinado o mistério, mas eu adorei ler com os olhos semi-serrados, já fui no “Espírito de caçada”. A narrativa fluída me conduzio sem tropeços, dando velocidade ao clímax.

  7. Estela Menezes
    27 de janeiro de 2017

    Gostei, sobretudo, da técnica refinada do autor, que fez uso do título para transformar o que poderia ter sido apenas uma simples cena – muito bem descrita, por sinal – em um relato que conduz a uma reflexão capaz, inclusive, de modificar nossa primeira reação ao que foi narrado. Sem querer ser chata, peço licença pra acrescentar que um texto tão bem cuidado merece que seja evitada a repetição desnecessária de algumas palavras (garras, corações) …

  8. Gustavo Aquino Dos Reis
    27 de janeiro de 2017

    É escrito com maestria. Linhas com cadencia e perfeição felinas.
    Tudo redondinho e fechado.
    Mas, como é triste dizer isso, faltou algo que pudesse ganhar o leitor – no caso, eu.

    Temos o embate da vida animal aqui. Primal. Selvagem. Polvilhado com uma poética escrita.

    Vou como ver National Geographic em FULL HD.

  9. Vanessa Oliveira
    26 de janeiro de 2017

    Bem, apesar da foto entregar de bandeja quem é, achei interessante o ponto de vista do animal. É o segundo conto que leio assim, com a perspectiva de um animal. Engraçado porque, se tirasse o animal e colocasse uma pessoa, nossa forma de pensar mudaria; não seria mais apenas o instinto de sobrevivência, mas sim assassinato. Boa sorte!

  10. Cilas Medi
    26 de janeiro de 2017

    O gato na foto tira todo e qualquer suspense logo na primeira frase. Boa sorte!

  11. Davenir Viganon
    26 de janeiro de 2017

    Bacana o conto. A vida animal para além da penina ou repulsa dos bixos. Pura necessidade de sobrevivência. Quem seria a mãe dos filhotes? Acho que o texto deixou em aberto que poderia ser qualquer uma das duas ou as duas. Não sei se tem algum outro texto escondido nesse texto, se houvesse eu gostaria mais do conto.

  12. Givago Domingues Thimoti
    26 de janeiro de 2017

    Gostei do conto. É uma ideia diferente dos outros microcontos do desafio. Foi bem escrito e fácil de entender.
    Parabéns!

  13. Srgio Ferrari
    26 de janeiro de 2017

    Essa parte arranhou todo micro: “Contraste quase belo com pelos negros. Há ainda vida no passarinho quando chega ao chão, debate-se entre garras, presas, penas e dois corações acelerados.”

    Oí? Olá pássaro da dislexia, bem vindo a entrecontos! 😀 😀

    • Brian Oliveira Lancaster
      26 de janeiro de 2017

      Estudos dizem que quem tem dislexia é mais criativo…

  14. Glória W. de Oliveira Souza
    26 de janeiro de 2017

    Texto com temática de caça de felino (gata) contra um pássaro (pomba/pardal). A cena, confesso, me incomoda. Morbidez, para mim, desprezível. A narrativa faz uso de longa descrição, mas isso não a transforma em dramaticidade cênica. Há elementos de apresentação, algum desenvolvimento mas a conclusão não impacta (em termos dramáticos). O meu lado humanista interferiu negativamente na minha apreciação.

  15. Rubem Cabral
    26 de janeiro de 2017

    Olá, Jack.

    Bom conto: você conseguiu passar as sensações e imagens do ato da gata com poucas palavras. Boa a escrita: não notei erros por apontar.

    Nota: 8.5

  16. Vitor De Lerbo
    26 de janeiro de 2017

    Ótima descrição. Relata a vida selvagem, com a gata matando um jovem pássaro para garantir sua sobrevivência e a de seus futuros filhotinhos. Imagens tão fofas em um cenário tão trágico.
    Boa sorte!

  17. Anderson Henrique
    26 de janeiro de 2017

    A descrição da caçada é excepcional. E no fim, a revelação de que a presa deixaria filhotes. Naturaza funcionando a toda. Escritor a toda, fazendo tudo certo, cada coisa em seu lugar. Bom conto.

  18. Thiago de Melo
    26 de janeiro de 2017

    Amigo autor,

    Gostei muito da descrição da caçada urbana. Essa frase aqui ficou ótima: “Pupilas como duas linhas negras compensando a luz da manhã.”.

    Confesso que fiquei um pouco em dúvida com a última frase: eram os filhotes dá gata? Por que agora talvez eles venham a nascer? Ela está grávida?

    Essas e outras são as perguntas que deixam o seu texto interessante (apesar de eu ter ficado confuso inicialmente).

    Um bom trabalho. Parabéns!

  19. Thayná Afonso
    25 de janeiro de 2017

    Como já foi dito nos outros comentários, infelizmente a escolha de imagem entregou o conto. De toda forma, o conto está incrível, muitíssimo bem escrito, parabéns!

  20. Leandro B.
    25 de janeiro de 2017

    Oi, Jack.

    Não me parece que o conto dependia da revelação do personagem felino para adquirir forças. A revelação da história, acredito, está no fato da caça visceral, naturalmente associada com a morte dos mais fracos é (ou pode ser), na verdade, uma busca pela vida dos mais fracos.

    É um texto interessante cujas significações eu prefiro congelar no mundo animal. É bastante competente na dicotomia vida/morte, além de se bem escrito.

    Bom micro.

  21. Simoni Dário
    25 de janeiro de 2017

    Gostei muito do conto. É uma ótima narrativa da natureza animal agindo, com muita adrenalina e precisão nos detalhes.
    No final, fiquei em dúdiva se os filhotes que viriam a nascer eram da gata ou do pássaro, o que me deixou intrigada.
    Bom desafio!

  22. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    25 de janeiro de 2017

    Olá Jack,

    Tudo bem?

    Seu texto é muito visceral. A caçada, o gato, o olhar, dá para sentir até o cheiro do sangue, da presa. Sua verve é ótima. Um dom. Vemos muitas narrativas sobre assassinato, mas nem todas envolvem o animal, a caça. Ponto para a criatividade.

    A premissa é ótima e o resultado também não fica atrás.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  23. Miquéias Dell'Orti
    25 de janeiro de 2017

    Oi,

    Muito bom conto, narrando a ação da caçada com muita habilidade. Tensão crescente do início ao fim.

    No desfecho, a grande realidade da vida, a sobrevivência do mais apto, do mais forte. Quem pode julgar a gata de matar um pássaro indefeso agora?

    Parabéns.

  24. Pedro Luna
    25 de janeiro de 2017

    Fiquei na dúvida no fim de quem seria os filhotes. Do gato, que estava lutando para comer e sobreviver, alimentando com nutrientes os filhotes na barriga, ou do passarinho, que poderia ter um ninho cheio de ovos quase quebrando naquele momento? Não sei. rs

    Uma cena do cotidiano animal. Uma descrição de um ataque certeiro. Feliz no que se propôs. Lembrei dos gatos aqui de casa que de vez em quando pegam um passarinho. Não sobra nem a cabeça..rs.

    Bom texto.

  25. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Um recorte cotidiano, que infelizmente acabou entregue pela imagem do desafio… e mesmo pela construção. Talvez, e digo hipoteticamente, o texto pudesse ser construído sem entregar que era um gato. O pronome possessivo, na última frase, também deixou dúbio de quem eram os filhotes. Mas, de qualquer forma, a descrição, o ritmo e o desfecho ganharam minha admiração. Parabéns, Autor(a)!

  26. Gustavo Castro Araujo
    24 de janeiro de 2017

    Um bom conto que retrata o instinto de mãe, focado no mundo animal. Muitas vezes não compreendemos o que nos parece crueldade, quando na verdade se trata de mera luta pela sobrevivência. Claro que do modo como narrado, o conto exagera nas cores, afinal é preciso mexer com os sentimentos de quem lê. No fim, a reviravolta que traz a compreensão dos fatos. Gostei do título, mas achei que a imagem escolhida serviu como spoiler. Na minha opinião, teria sido melhor outro tipo de ilustração ou até mesmo ilustração nenhuma. De todo modo, o resultado é positivo pois faz pensar. Parabéns!

  27. Laís Helena Serra Ramalho
    24 de janeiro de 2017

    Gostei da ideia geral do conto, mas a narrativa não me agradou muito. Fora o “acompanhava”, que está no pretérito enquanto os demais verbos estão no presente, senti falta do “mostrar”. Você descreve as ações em vez das sensações, o que acabou quebrando um pouco a imersão. Além disso, em uma história narrada sob o ponto de vista de um animal, explorar as sensações é bem importante.

  28. Poly
    24 de janeiro de 2017

    Muito bem descrita a caçada, gostei da forma como você usa as palavras.
    A última frase não teve um choque ou surpresa, como esperava, mas me fez ficar feliz dela ter conseguido pegar o passarinho para se alimentar.

  29. angst447
    24 de janeiro de 2017

    A ilustração tirou o mistério que poderia ter sido criado com a narrativa, mas tudo bem.
    A gata, prenha, só estava procurando sobreviver para garantir a continuação da sua ninhada.
    A troca de tempos verbais incomodou um pouco.É preciso ficar atento a isso, para não embolar o ritmo do conto.
    Um bom recorte de uma cena cotidiana e felina.
    Boa sorte!

  30. vitormcleite
    24 de janeiro de 2017

    Bom conto com excelente ritmo passando para o leitor toda a acção daquele momento, muitos parabéns

  31. Matheus Pacheco
    24 de janeiro de 2017

    Gato é maligno, eu já disse isso pra todo mundo, esse conto só confirma a natureza selvagem dessa criatura.
    Mas deixando as brincadeiras, esse conto foi uma boa representação de um cotidiano que não vemos.
    Um abração ao escritor.

  32. Thata Pereira
    24 de janeiro de 2017

    Que gracinha de conto! Acho que não queria que fosse todo entregue pela imagem, mas aí ficaria a dúvida de qual animal seria… talvez se ele lambesse as patas no final? Gatinhos fazem isso. Adoro gatos, são meus bichinhos preferidos.

    Não tem surpresas, mesmo sabendo que ela espera filhotinhos e a achei engraçada a colocação das “caçadas mal sucedidas”, pois não sei se gatos passam fome, mas eu acredito que não. Eles têm um cardápio muito extenso. Além de pássaros, ratos, comem muitos insetos (ou então os meus eram caducos mesmo rsrs’).

    Mas é um conto bacana, ideia legal e bem escrito.

    Boa sorte!

  33. Mariana
    24 de janeiro de 2017

    A imagem realmente entrega de cara o conto… Bastante comum a ideia, competente no que se propôs. É um conto legal

  34. Sabrina Dalbelo
    24 de janeiro de 2017

    Eu amo gatos.
    Claro que isso não tem nada a ver porque o foco é o teu conto, mas queria te falar isso… rsrsrsrsrs

    Ficou muito bom. É uma tese muito bem escrita sobre o momento da caçada da gatinha, levada por seu instinto animal a pegar o passarinho.
    O legal é que o conto, no fim, surpreende, trazendo à luz também o seu instinto materno.
    Ficou bem legal!

  35. Luiz Eduardo
    24 de janeiro de 2017

    Paarbens, um conto criativo, diferente e fechado, que consegue contar toda uma história no limite das 99 palavras, sem deixar passar nada. Boa sorte

  36. Juliano Gadêlha
    23 de janeiro de 2017

    Bom texto. A boa escrita consegue descrever bem a cena de ataque. No fim, talvez o grande trunfo do texto, uma reflexão sobre a vida e a morte, e sobre como funciona esse ciclo no mundo animal, não tão diferente do nosso. Bom trabalho, parabéns!

  37. elicio santos
    23 de janeiro de 2017

    Criativo, embora a abordagem seja bem comum. Simples, objetivo e que traz algum impacto, naquilo a que se propõe o autor. Boa sorte!

  38. Luis Guilherme
    22 de janeiro de 2017

    Bela conclusão!

    Gostei de como retratou a questão da unicidade da vida e morte.

    Essa semana mesmo tava vendo um programa da discovery que fala sobre aranhas, e sobre uma espécie cuja fêmea devora o macho durante o “ato sexual”.
    Tava comentando com meu pai sobre como o macho não tenta fugir, provavelmente motivado por uma compreensão inata da necessidade desse ato de “sacrifício” pelo bem da vida como um todo.

    Essa compreensão da natureza imutável da vida e morte, e de como são irmãs próximas, é pra mim a essência da compreensão da vida, e é aí q o ser humano falha miseravelmente rsts.

    Parabéns pelo conto reflexivo (pelo menos pra mim hehehe)

  39. Andreza Araujo
    22 de janeiro de 2017

    Descrições perfeitas, o leitor vê claramente a proposta do autor, de modo que ao final há até uma justificativa para o assassinato cometido pelo felino. Muito perspicaz! Parabéns.

  40. Patricia Marguê Cana Verde Silva
    22 de janeiro de 2017

    Morte X Nascimento. Uma caça reflexiva… Boa sorte!

  41. Eduardo Selga
    22 de janeiro de 2017

    O narrador em terceira pessoa não está distante da personagem felina, é perceptível. Talvez por essa proximidade, em pelo menos um instante, a narração emite um juízo de valor, como se o narrador traduzisse o “pensamento” da gata. Falo do trecho “está preparada para o complexo ato de matar”. “Complexo” pode sugerir uma avaliação moral, totalmente descabida num conto em que a gata não pertence a um universo insólito; pode sugerir uma avaliação objetiva, pois é preciso atingir os pontos certos da presa para que a morte se dê rapidamente e ela não escape, mas um felino não racionaliza o processo: é instintivo.

    Então, provavelmente, “complexo” é juízo do narrador. Ele considera matar uma coisa muito complicada. Mas isso não é transferir para um animal a ética da sociedade humana? Se o narrador estiver se referindo à necessidade de destreza apurada, volto ao que disse no parágrafo anterior: matar é muito simples, para um felino.

    No trecho “[…] afastando memórias de caçadas mal sucedidas”, um problema conceitual. “Memórias” está empregado no sentido de “lembranças”, o que é senso-comum, mas são coisas diferentes. Memória é uma espécie de “lugar psíquico” onde ficam armazenadas as lembranças. Se alguém tem suas memórias apagadas, todas as lembranças também o são e desaparece a capacidade de armazenar imagens do passado; se as lembranças são apagadas, a capacidade de armazenar novas permanece porque a memória está intacta. Então, no caso da oração em análise, seriam lembranças porque supõe a recuperação de imagens.

    Mas gatos têm lembranças (imagens do passado formadas na memória)? Numa narrativa fantástica, sim, mas essa não é fantástica.

    Há uma falha grave: a mudança do tempo verbal. A narrativa tem início no pretérito, mas logo entre no presente, sem maiores explicações.

  42. Jan Santos
    22 de janeiro de 2017

    O conto é bom, delicado e bem promissor. A meu ver, pecou apenas pelo excesso de descrição, até pq a imagem já nos ajuda muito a abstrair as projeções do conto. Espero mesmo q se saia bem.

  43. Antonio Stegues Batista
    22 de janeiro de 2017

    Uma história simples, bem escrita, mas não me impressionou a caça do gato. Descrever essa cena, me pareceu pouco interessante. Acho que não foi uma boa escolha.

  44. Tatiane Mara
    22 de janeiro de 2017

    Olá….

    ótimo conto sobre uma simples caçada, entretanto, com final surpreendentemente meigo.

    Bem escrito, narrativa tranquila, tensão e expectativa em boas doses.

    Boa sorte.

  45. Edson Carvalho dos Santos Filho
    22 de janeiro de 2017

    Bem escrito, mas usa palavras desnecessárias em alguns momentos e, em outros, cria orações curtas demais. Gosto de orações curtas, mas nesse conto passou a impressão de que, ao ter extrapolado o limite de 99 palavras, o autor teve que cortar algumas. A história não me cativou. Mas é apenas meu gosto.

  46. Tiago Menezes
    21 de janeiro de 2017

    A história foi bem contada. A luta pela sobrevivência da linhagem foi bem abordada, apesar de não ter achado o final tão impactante quanto imaginei. Boa sorte no desafio.

  47. waldo gomes
    21 de janeiro de 2017

    Belíssimo conto. Bem construído, bem escrito e com profundidade dada pela frase final, sem ela o texto ficaria orfão e eu o diria.

    Top.

  48. Amanda Gomez
    21 de janeiro de 2017

    Olá,

    Um conto sobre a visão de um gato em sua caçada. Não vejo aqui como uma luta pela sobrevivência, é apenas o instinto de matar. Meus gatos já me aprontaram várias dessas e tinham a barriga cheia. A descrição da cena é muito bem feita , acontece exatamente assim.

    Não usei o conto para fazer reflexões, é mais cotidiano. Claro que é impossível não senti pena do passarinho, mas é como as coisas funcionam.

    Gostei da simplicidade do conto.

    Boa sorte no desafio.

  49. Tiago Volpato
    20 de janeiro de 2017

    Bom texto. Você construiu bem a cena do ataque. Boa descrição e bom domínio do texto. Parabéns!

  50. catarinacunha2015
    19 de janeiro de 2017

    MERGULHO com perigoso salto triplo. Para quebrar o pescoço é só um centímetro a mais ou a menos. Arriscou uma cena de ação do cotidiano felino e foi feliz.
    IMPACTO: Embora prejudicado pela bela ilustração que entrega de cara o personagem, há nas entrelinhas a necessidade de preservar a espécie. A última frase retira toda e qualquer visão de crueldade em tão singela caçada.

  51. Leo Jardim
    19 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐▫▫): o texto narra uma cena bem simples de um gato capturando um pássaro. É narrada com detalhes, mas faltou algo que fugisse da simples cena.

    📝 Técnica (⭐▫▫): percebi uma indecisão do tempo verbal (por exemplo, “acompanhava” / “está preparada” no primeiro parágrafo. Travou um pouco a leitura.

    💡 Criatividade (⭐⭐): criativo ao narrar o ponto de vista de uma gata.

    ✂ Concisão (⭐⭐): não há informação faltando para a trama fechar.

    🎭 Impacto (⭐▫▫): embora a cena tenha nuances boas, o texto não surpreende nem faz pensar. Não é ruim, mas fica parecendo que faltou algo.

  52. Fil Felix
    18 de janeiro de 2017

    A caçada da gata é descrita com bastante eficácia, mas porque colocou a imagem?! Já lemos sabendo que é um gato, tirando um pouco da graça da descoberta. De ficar nas entrelinhas que animal mataria outro durante a gravidez. Pela imagem já deduzimos tudo desde o início. Mas o desenrolar, apesar de uma história simples, possui vários detalhes bons (como os olhos, que sempre mudam conforme a claridade/ humor), que deram um gosto melhor ao conto.

  53. Guilherme de Oliveira Paes
    18 de janeiro de 2017

    História simples, bem contada em uma narrativa poética. A escolha do protagonista ajuda a dar uma característica mais original. O final propõe reflexão, mas deixa alguma dúvida sobre seu sentido.

  54. Bruna Francielle
    18 de janeiro de 2017

    Nossa, mas um gatinho fofo é capaz de fazer isso ? Rs’
    Bem, não duvido mesmo !
    Eu gostei da moral da história.. eu sempre gostei d ver documentários sobre animais, sobrevivência, mundo selvagem e tals..E aqui mostra um pouco disso,
    Imaginar a imagem do pássaro branco com o felino negro foi bacana !
    Só acho que a descrição da cena poderia ter sido mais emocionante !
    Senti falta de um ”enfeite” maior..

  55. Renato Silva
    18 de janeiro de 2017

    Mais um microconto sobre a cruel luta pela sobrevivência, só que dessa vez entre uma gata prenhe e um jovem pássaro que deu o azar de tentar voar naquele momento.

    Gostei da forma como você descreveu os momentos que antecederam a caça e o momento seguinte ao bote, criando uma certa tensão, e nos colocando — ao mesmo tempo — no lugar da gata (ansiosa por saciar sua fome) e do pobre pássaro (desesperado, lutando pela vida), e os seus “corações acelerados”, restando apenas um no final.

    Boa sorte.

  56. juliana calafange da costa ribeiro
    17 de janeiro de 2017

    É… a vida é dura. Tenho gatos, mas amo demais os passarinhos pra deixa-los serem devorados pelos bichanos. Mas vc descreveu muito bem a caçada do felino. Parabéns!

  57. Victor F. Miranda
    17 de janeiro de 2017

    Mostrou bem, mas não apresentou (pra mim) profundidade nas entrelinhas. De qualquer forma, está bem escrito e contou a história de maneira eficaz.

  58. Fernando Cyrino
    16 de janeiro de 2017

    Gosto dessa caçada seu conto é extremamente visual, parabéns. Aprecio essa tensão que seu conto me provoca. Ficou bacana., está bem construído e a narrativa flui sem solavancos. Abraços de parabéns.

  59. Sandra A. Datti
    16 de janeiro de 2017

    Muito boa narrativa, bem detalhada sobre um tema simples. Sou eu, quem salva os passarinhos na casa da minha mãe… E posso confessar que vi a gatinha prenha a preparar o ataque, O instinto a postos. Torci bem rapidim, sem querer, para que alguém ou algo, interferisse.
    Provavelmente, estragaria tudo.

    Parabéns.

  60. Wender Lemes
    16 de janeiro de 2017

    Olá! Bem legal o modo como colocou a vida, ceifando-se a cada momento para se sustentar. “Talvez seus filhotes venham a nascer”, é uma dúvida e uma constatação ao mesmo tempo, ou melhor, uma constatação da dúvida, da possibilidade, ainda que mínima. Apesar de explorar uma cena simples, foi narrado com maestria.
    Parabéns e boa sorte.

  61. Jowilton Amaral da Costa
    16 de janeiro de 2017

    Bom conto. Boas imagens, Mostrou mais do que contou. Cria-se uma boa expectativa para o final, que fechou bem a história. Boa sorte.

  62. Ceres Marcon
    16 de janeiro de 2017

    A luta pela vida e pela sobrevivência. Gatinhos são bons caçadores.
    Boa narração. Bom fechamento.
    Parabéns!

  63. Marco Aurélio Saraiva
    16 de janeiro de 2017

    Gostei da dedicação com a qual você descreveu um pequeno instante. Dá para imaginar com perfeição cada músculo do felino retesando-se para emprestar força ao abate mortal. Gostei do uso das palavras; praticamente um poema.

    Não há trama, apenas o momento, o que faz o texto fugir um pouco da definição de conto. Mesmo assim, uma bela leitura.

    Parabéns!

    • Marco Aurélio Saraiva
      16 de janeiro de 2017

      Esqueci de falar de como gostei da forma que você usou para descrever a vida, que é o tema do conto. Os corações batendo acelerados: um por medo e um por adrenalina. Depois, apenas um coração batendo, denotando a morte da vítima.

      Muito bom!

  64. Fabio Baptista
    16 de janeiro de 2017

    Um retrato bacana de um evento da natureza. Recentemente, assisti a uma série sobre animais caçadores (excelente, por sinal) e esse conto me lembrou uma das cenas.

    Aqui, não fiquei com impressão de ter um significado oculto perdido nas entrelinhas, como fiquei em outros contos que descreviam cenas simples. A menos que eu esteja muito enganado, foi só uma descrição simples, de um evento simples, com a revelação (também simples) de que a gata estava grávida. Provavelmente por essa simplicidade toda, e pela sensação de ter compreendido tudo que havia para compreender, eu tenha apreciado mais esse conto do que outros.

    Abraço!

  65. andré souto
    15 de janeiro de 2017

    A luta instintiva pela sobrevivência, narrada com destreza e sobriedade.Parabéns.

  66. Olisomar Pires
    15 de janeiro de 2017

    Bom conto.

    Animal em caçada, obedecendo o que Deus lhe intuiu.

    Bem escrito, narrativa fluida e constante, as imagens construídas quase nos colocam na pele do caçador.

    Bom conto.

  67. Iolandinha Pinheiro
    15 de janeiro de 2017

    Não é um gato, é uma gata e está grávida. O pássaro é um filhote, que acabou de sair do ninho para o seu primeiro voo. O voo de estreia. Talvez ´por isso o sucesso da gata, que grávida, fica mais pesada e as caçadas mais difíceis. O conto é bem escrito, mas o autor roubou dos leitores qualquer chance de surpresa, colocando a foto da gata para ilustrar o conto e falando sobre as pupilas como linhas negras. Gatos em ambientes de muita luz, retraem as pupilas em um traço vertical.. Sorte no desafio.

  68. Lohan Lage
    15 de janeiro de 2017

    Mr. Larsen, que luta, não?

    E olha, pra mim, o final ficou em aberto. Será que passarinho conseguiu escapar? Gostei da temática abordada. Parabéns!

  69. Virgílio Gabriel
    14 de janeiro de 2017

    Um texto extremamente bem escrito, mas muito previsível. Uns contos atrás li um dos meninos que pescavam para garantir o jantar, esse é a mesma linha, só que com uma gata esperando filhotes. Conto muito bonito, e muito bem escrito, mas não me surpreendeu. Isso não significa que não tem grande potencial, tem sim! Parabéns!

  70. Andre Luiz
    14 de janeiro de 2017

    Gostei muitíssimo de seu conto, principalmente pela narrativa em uma ótica diferente, que casa com a imagem apresentada e faz com que o leitor se insira no próprio corpo da bichana.

    -Originalidade(9,0): Apesar de ser um tema banal, cotidiano, praticamente despercebido por nós humanos, os animais ainda lutam diariamente pela sobrevivência, e sua ótica de escrita trouxe esta selvageria da natureza para dentro das palavras do conto. Muito bom!

    -Construção(Uso do limite de contos para formar um enredo)(9,0): Achei interessante os adjetivos utilizados, bem como a forma narrativa que você adotou, ora pausada ora ritmada, marcando as cenas de “ação” e apreensão que iriam permear seu conto.

    -Apego(8,0): Conquistou com o gatinho! Gostei do personagem e queria ver mais interpretações suas sobre a vida cotidiana, sob outros ângulos.

    Parabéns pelo conto!

  71. Fheluany Nogueira
    14 de janeiro de 2017

    A cadeia alimentar como tema. O/a autor/a conseguiu pontos para a matadora, somente por causa da sua gestação. Narrativa bem escrita e estruturada, amarradinha e fluente; o título resume toda a ideia. Parabéns pelo trabalho. Abraços.

    Ops! Jack Larsen seria uma homenagem a Jack Larson, o criador da imagem, que é um dos “easter eggs” no sistema operacional Android (brincadeiras que fabricantes ocultam em produtos) e que um pastor brasileiro acusou como uma “consagração demoníaca”, depois de ter encontrado uma imagem de zumbis escondida no aparelho?

  72. José Leonardo
    14 de janeiro de 2017

    Olá, Jack Larsen.

    Uma perspectiva interessante, pois além da luta natural pela própria sobrevivência temos a garantia da sobrevivência dos filhotes. Filhotes análogos, bem verdade, àquele devorado. Embora possa ser lido como parte da lei da natureza, a frase final dá sentido ao restante do texto.

    A descrição da preparação e do ato em si é muito boa, parabéns.

    Boa sorte neste desafio.

  73. Lídia
    13 de janeiro de 2017

    Gostei da forma em que você descreveu a caçada; sucinta, objetiva.
    Abre-se espaço para a reflexão acerca da necessidade da morte de uns para perpetuação de outras espécies…
    Um texto simples, direto, com leitura prazerosa, parabéns!

  74. Anorkinda Neide
    13 de janeiro de 2017

    Achei muito bonito, bom de acompanhar. Acredito q o autor nao quis criar suspense quanto a quem estava caçando, visto a escolha da imagem. Entao nao me frustou pq nao esperei outra coisa diferente de uma gata, linda, preta e ágil caçando um passarinho branco, um contraste bacana!
    A sutileza como foi mostrado que a violência do ato nada mais é do que a garantia da sobrevivência e não apenas dela, mas dos filhotes sendo gestados.. lindo lindo. Camadas em um micro conto, coisa de mestre aqui. Parabens.

  75. mariasantino1
    13 de janeiro de 2017

    Oi, Autor(a)!

    Tenho um gatinho todo preto cujo nome é Edgar em homenagem a POE (esse da foto parece com o meu 🙂 ) Então, você uniu a urgência da vida, o ato arriscado de se viver (o tortuoso voo de aprendiz…memórias de caçadas mal sucedidas ) e, bem, não se pode ganhar todas e nem perder sempre.
    Achei um conto bacana.
    Boa sorte no desafio.

  76. Jefferson Lemos
    13 de janeiro de 2017

    Um bom conto. Narra um fato bem cotidiano e se sai bem ao fazer isso. A linguagem flui bem durante a leitura e não parece ser massante. No entanto, a imagem atrapalhou um pouco o “impacto” da história, pois a vi mais como uma narração de um fato, do que uma coisa extraordinária ou/e surpreendente. Micros precisam de um elemento que dê um baque no leitor.

    Enfim, um bom conto.

    Parabéns e boa sorte!

  77. Bianca Machado
    13 de janeiro de 2017

    Esse é um texto que perdeu um pouquinho com a imagem escolhida. Porque por causa dela foi exatamente o que imaginei ao ler: um gato. Não fosse isso, quem sabe teria outras suspeitas e a tensão fosse maior. A surpresa interessante vem ao final do conto: não era um gato, no fim das contas. E do conto, rs. Uma narrativa sobre algo tão corriqueiro, o instinto, a luta pela sobrevivência. Mas há um propósito que justifica ainda mais essa luta. Seria bom mexer nos verbos, no início está no passado e depois vai para o presente. Todo o conto no presente me parece que dá um efeito mais interessante. De qualquer forma, parabéns.

  78. Douglas Moreira Costa
    13 de janeiro de 2017

    Outro conto com uma perspectiva diferente, coisas tão comuns narradas de forma poética. É bonito, simples, muito agradável de ler. E o que achei mais interessante é o fato de nos fazer ter certo ressentimento do gato ao matar o pássaro tão novo e na última frase apelar para nossa empatia e nos fazer perceber o quão cruel a natureza pode ser. No final tudo se tratava da vida, até a morte do pássaro era sobre a vida.

  79. Priscila Pereira
    13 de janeiro de 2017

    Oi Jack, primeiro: você já me ganhou na imagem… amo gatos!!! (inclusive tenho uma gata preta), o conto está bem visual, narra bem os pequenos detalhes apesar do pouco espaço. Só não entendi a frase final… algum colega comentarista disse se tratar dos filhotes do pássaro, mas não acho que seja isso já que no começo diz que o voo é de “aprendiz”, então se trata dos filhotes da gata, estaria ela tão morta de fome que os gatinhos corriam perigo ainda nem nascidos?? Muito bom! Parabéns e boa sorte!!

  80. Evandro Furtado
    13 de janeiro de 2017

    Mesmo em um conto curto, é preciso tomar cuidado com as inconsistências, por exemplo, com a mudança de tempo verbal repentina que acontece no início do conto sem razão aparente. Ou se narra no passado, ou no presente, depende do efeito que se quer causar no leitor. No que se refere ao conteúdo, a aposta é nos plot twists, que funcionam de certa forma. Primeiro, pensei em uma assassina, depois em uma vampira, e finalmente em uma gralha – por algum motivo foi o pássaro que veio a minha cabeça. É claro que ainda há um elemento extra, o da sobrevivência. Há aí, um mundo em que sobreviver é um desafio. E isso acaba por conferir um aspecto, inclusive, metafórico, á trama toda. Talvez, no fundo, possa ser uma vampira grávida – o que seria foda pra caralho – ou uma assassinha que começa um culto matriarcal. Taí, as possibilidades são múltiplas.

    Resultado – Average

  81. Brian Oliveira Lancaster
    13 de janeiro de 2017

    GOD (Gosto, Originalidade, Desenvolvimento)
    G: Um texto bastante singelo, e como sou fã dos felinos, sou suspeito. Capta muito bem as emoções de ambos os lados, mesmo que numa história simples. – 8,8
    O: A originalidade aqui vai para o final, onde temos o último pensamento da mãe-pássaro. Fechou muito bem o texto e criou o impacto necessário, exigido pelos micros. – 9,0
    D: Bem dividido, com uma escrita leve e eficiente. Não há grandes floreios, mas como se trata de um cotidiano (animal), o cenário veio a calhar. – 8,5
    Fator “Oh my”: me ganhou pelo final triste e melancólico, apesar de fazer parte da natureza. Deixou uma sensação amarga. Quase chegou lá.

  82. Evelyn Postali
    13 de janeiro de 2017

    Sobrevivência. Muito diferente do que acontece na raça humana.

    • Evelyn Postali
      13 de janeiro de 2017

      Quando se compara o ser humano com os animais, a racionalidade da nossa ‘raça superior’ fica se sustentando de forma muito frágil na balança do bem e do mal. Gostei de como você apontou no final a luta com o mesmo objetivo. Apenas a destreza, a agilidade, o planejamento, fez um deles vencer.

  83. Zé Ronaldo
    13 de janeiro de 2017

    Apesar de micro fechado e de ser um tema banal, o final surpreende. Não é uma caçada pelo simples instinto do caçador. É uma caçada pela vida, pela perpetuação da linhagem. Muito bem narrado e direcionado. A sentença final é a chave de ouro.

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Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .