EntreContos

Literatura que desafia.

O balanço de pneu do parquinho (Jowilton Amaral)

pneu

Olhava para uma criança, que estava no balanço de pneu do parquinho, enquanto fazia mais uma ligação. O menino sorria, o dia era ensolarado. A mãe do garoto também estava lá, se insinuando, sem vergonha — assim ele lembrava —, vestida numa roupa provocante e arrotando independência. “Vadia! ”. Disse entredentes. “Quanto tempo faz isso? “. Perguntou-se avaliando o retrato. “Quase um ano! ”.  

A chamada caiu na caixa postal outra vez.

“VAGABUNDA! ”. Gritou para o correio de voz.

Guardou a foto do filho no bolso da camisa, checou o carregador da pistola e saiu para assassinar a família.

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88 comentários em “O balanço de pneu do parquinho (Jowilton Amaral)

  1. lidiaduartec
    27 de janeiro de 2017

    A história é boa, isso é fato, mas creio que a a sua narrativa atropelou algumas ações e acabou deixando a história confusa… Tente reescrevê-la, talvez fique melhor.
    Boa sorte!

  2. Thayná Afonso
    27 de janeiro de 2017

    A ideia foi boa. O início muito bem construído, mas depois me perdi nos fatos. Era uma memória? Ele não aceitou o fim do relacionamento? Gostei da forma da escrita, da forma simples e ao mesmo tempo profunda. Teve muito sentimentalismo e ao mesmo tempo uma confusão em minha mente. Parabéns!

  3. Andreza Araujo
    27 de janeiro de 2017

    Gostei muito das cenas iniciais, quando o homem parece estar no próprio local narrado mas depois entende-se que ele está olhando uma foto e recordando um momento passado. Não sabemos por que ou como houve a separação do casal, mas está claro que o homem não aceitou o fim do relacionamento. Digo isto pelo modo como ele se sente seduzido pelo corpo alheio, e também pelo modo como ele extravasa após ser ignorado mais de uma vez pela mulher (ao telefone). Acho que o conto poderia ter terminado na palavra “saiu”. O “assassinar a família” acabou suavizando o impacto, causou certa estranheza. Excelente conto!

  4. Felipe Alves
    27 de janeiro de 2017

    Olha, fiquei meio confuso e meio perdido. Até achei interessante, mas realmente me deixou com uma incógnita na cabeça. Boa sorte

  5. andressa
    27 de janeiro de 2017

    A ideia foi boa, mas faltou ordenar os fatos, no meu ponto de vista! Boa sorte.

  6. Renato Silva
    27 de janeiro de 2017

    Vemos aí um homem que não aceitou bem o fim do relacionamento e pretende matar sua família. Se fala em “família” e não somente a esposa (ou ex-esposa), significa que ele pretende matar a criança também. Não tem como não lembrar o ocorrido aqui em Campinas, há menos de um mês. Noite de Ano Novo e um doente invade a casa da ex-esposa, mata 12 pessoas, incluindo a mulher e o filho de 8 anos. Depois, ele se mata. Muito triste tudo isso e pensar até onde uma pessoa pode chegar. Bom texto, sem erros.

    Boa sorte

  7. Sidney Muniz
    27 de janeiro de 2017

    O lha, não gostei do conto. Sei lá, me pareceu um recorte de algum trecho de filme ou algo mais novelesco. Esperava algo mais arrebatador, por mais que esse tipo de ataque violento seja tão frequente nos dias atuais eu esperava algo mais. O conto é muito fechado, algo que a maioria que li infelizmente tem feito, não deixando muito nas entrelinhas. Se aqui o tem, acho que boiei. Parabéns!

  8. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    26 de janeiro de 2017

    Oi, Assassino,

    Tudo bem?

    Um conto forte. Não havia lido seu pseudônimo e pensei que o menino seria sequestrado, devido ao balanço vazio. Eu terminaria o conto em “Checou o carregador da pistola e saiu”, o resto é acessório. Mas esta sou eu, cada escritor faz suas próprias escolhas.

    Parabéns por seu texto e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  9. Gustavo Henrique
    26 de janeiro de 2017

    Gostei da ideia, mas não me puxou não! boa sorte.

  10. Jowilton Amaral da Costa
    26 de janeiro de 2017

    Bom conto. Tem uma boa trama, boa técnica e com bastante estilo. O pseudônimo é ruim, ao meu ver, claro. Boa sorte no desafio.

  11. Douglas Moreira Costa
    26 de janeiro de 2017

    Um tema que trata de uma realidade infelizmente muito atual, e o conto transmite o ar pesado da situação. O ponto de vista absurdo do assassino é bem construído, aquela visão retrógrada, a perseguição, o ódio. A última frase, direta, seca, sem rodeios, não poderia ter sido feita de melhor forma. Muito bom, parabéns.

  12. Tiago Menezes
    26 de janeiro de 2017

    Conto forte. O ódio está lá para todos verem, e o final ficou impactante, apesar de um pouco previsível. Muito bem escrito, parabéns.

  13. Poly
    25 de janeiro de 2017

    Em um conto curto é difícil aprofundar o personagem, mas eu senti falta disso – de entender o porquê de uma reação tão exagerada e extremista. O final não foi uma surpresa tão grande, o pseudônimo entregou que enveredaria por este lado.

  14. vitormcleite
    25 de janeiro de 2017

    não gostei da mensagem do protagonista, é que fiquei tão arredado dele que me afastou do texto também. Desculpa.

  15. Andre Luiz
    25 de janeiro de 2017

    -Originalidade(8,5): Gostei da escolha de abordar o assunto de uma perspectiva diferente da habitual.

    -Construção(7,5): O codinome entrega a história, infelizmente. A cena foi bem descrita, porém senti falta de uma imagem mais intimista, que fizesse com que a família parecesse mais verossímil. Todavia, se pensarmos que tudo estava sendo narrado pela perspectiva do assassino, faz sentido o narrador ser um pouco mais frio mesmo.

    -Apego(8,0): Triste realidade.

    Parabéns!

  16. Wender Lemes
    25 de janeiro de 2017

    Olá! Compreendi o final como uma tentativa de abalar o leitor, mas esse baque já era previsto com base no pseudônimo e na fúria injustificada do protagonista – não chegou a ser uma reviravolta, nesse caso. Se entendi, a separação do casal fica implícita e a primeira cena é do protagonista vendo a mulher e o filho (felizes sem ele) no parque, sendo a segunda cena em um futuro onde a raiva já lhe havia corroído o bom senso. Gostei dessa ideia, em todo caso.
    Parabéns e boa sorte.

  17. Luiz Eduardo
    25 de janeiro de 2017

    A ideia foi boa, mas acho que acabou se perdendo um pouco ao loda narrativa. Boa sorte!

  18. rsollberg
    25 de janeiro de 2017

    É um conto atual, na realidade, a história é quase corriqueira e poderia estar estampada em qualquer capa de jornal.
    Bem direto é violento, mas penso que faltou profundidade. É ordinário, não cria conexão, tampouco traz reflexão. No meu entendimento, caberia inclusive alguma crítica. Também deixaria mais coisas em aberto, sugestões, assim sendo, geraria mais suspense despertando curiosidade no leitor. Mas isso é apenas uma opinião que não pretende “ensinar” o autor, tampouco “reescrever” o conto.
    De qualquer modo é um texto competente que cumpre o que promete.
    Parabéns e boa sorte.

  19. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Um bom conto de suspense, e que a meu ver poderia ficar em suspenso, sem entregar o que o protagonista iria fazer (“checou o carregador da pistola e saiu para procurar a esposa e o filho”). Outra coisa é guardar a foto do filho, não havia menção a uma foto na mão dele – poderia ser o fundo de tela do celular? E a figura de linguagem “arrotando independência”, se fosse uma narrativa na primeira pessoa, poderia ser mais crível, como parte da emoção dele; no discurso do narrador, destoou do tom geral. De qualquer forma, um conto que se destaca pela ideia, mais do que pela execução.

  20. catarinacunha2015
    24 de janeiro de 2017

    MERGULHO profundo logo no começo, mas aí se assustou e subiu desesperado à superfície. Pseudônimo inseguro entregou a pequena trama. Depois veio uma explicação gratuita. IMPACTO amortecido pelo pneu. Faltou milênios de técnica.

  21. Leo Jardim
    24 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐▫▫): o texto conta como foi o assassinato da família, e prende a atenção antes disso (o pseudônimo entrega a trama). Mas faltou sentirmos mais as motivações dele, aceitar mais o que o levou a isso. Realmente, é difícil fazer isso em poucas palavras.

    📝 Técnica (⭐⭐▫): não vi nada que travasse a leitura.

    💡 Criatividade (⭐▫): infelizmente é um mote comum.

    ✂ Concisão (⭐▫): acho que as palavras não foram bem distribuídas. Sobrou descrição e faltou motivação.

    🎭 Impacto (⭐▫▫): pelo já adiantado, o texto não chegou a impactar.

  22. Marco Aurélio Saraiva
    24 de janeiro de 2017

    Palavras duras e diretas, como o pensamento do personagem principal. A narrativa parece carregada de ódio e ciúmes, como deveria ser. O desenrolar da trama, porém, me pareceu fraco. Sim, claro, existem homens ciumentos e ensandecidos que matam a família inteira. Mas isto é baixo: não representa a humanidade; não representa o leitor. É uma realidade distante e inverossímil, apesar de baseada em fatos.

    Tentar lidar com a dor: esse é o verdadeiro desafio. Ver o filho sem poder tocá-lo ou dizer que o ama; ver a esposa que partilhou consigo anos da sua vida, sabendo que ela não quer mais saber dele. Tentará conseguir sua aprovação novamente? Tentará seguir em frente com a vida?

    A resposta fácil é pegar a pistola, matar todo mundo e então se matar no final. Fim do assunto. Mas não é a resposta que todos nós leitores escolheríamos – ou a resposta mais bela. Não causa reflexões.

    Enfim, é claro que isso tudo que eu falei está carregado de opiniões pessoais. Olhando o conto de forma mais fria, vejo uma história bem escrita mas sem impacto. Vejo um conto com início interessante, que desperta curiosidade, mas sem manter a pegada no final.

  23. Evandro Furtado
    24 de janeiro de 2017

    Confesso que o título me sugeriu algo diferente. Não que o texto tivesse que seguir exatamente o que eu imaginava, mas o que foi colocado poderia ter sido melhor. Faltou consistência. Não deu pra criar um efeito bom o suficiente para que o leitor se importe com o final.

    Resultado – Average

  24. Victória Cardoso
    23 de janeiro de 2017

    Oi, Assassino!
    Para ser sincera, achei o texto um pouco confuso. Um ano atrás ele observou a mulher numa situação meio provocante (que machista!) e resolveu matar a família? Por que matar o filho também? Gosto do tema, mas seu conto não me cativou.

  25. Lohan Lage
    23 de janeiro de 2017

    Oi, Assassino,

    Me lembrou o episódio do massacre de Campinas. Talvez tenha sido uma inspiração, não?

    Uma passagem ou outra deu um ar meio caótico na construção do texto, mas gostei, no geral, da proposta. A imagem do pneu balançando sozinho, o vazio, a morte… essas ideias permearam bem.

  26. Fheluany Nogueira
    22 de janeiro de 2017

    O título e o pseudônimo já fazem o leitor prever todo o conflito. Entendi que um homem observa a mulher e o filho no parque. Não gosta do comportamento dela e prepara-se para matar os dois. Não consegui captar a passagem do tempo (um ano) nem a ideia da foto. A narrativa ficou um tanto confusa. Parabéns pela participação. Abraços.

  27. Bia Machado
    21 de janeiro de 2017

    Desse infelizmente não gostei. Antes da descrição da mãe do menino até estava achando interessante. Mas era apenas mais uma narrativa sobre um machista desajustado, ou psicopata mesmo… Achei meio inconsistente, a narração meio travada, que não me convenceu. Um final que não ajuda muito, em minha opinião.

  28. Cilas Medi
    21 de janeiro de 2017

    Mais um psicopata na família dos contos. Texto correto, assunto atual, bem delineado e preciso, mas, como sempre, não me agrado de ler sobre morte e assassinatos como se somente essa fosse a nossa existência. O cotidiano por e deve ou deveria ser mais ameno e afetuoso, sem partir para o romantismo exagerado. Enfim, boa sorte!

  29. chrisdatti
    21 de janeiro de 2017

    Bem escrito. Mexe com nossos medos, coisa de que não gosto muito. Este tipo de história está todos os dias nos noticiários: é algo que me cansa.
    Tiraria a oração final… A pistola já fala tudo.
    Boa sorte.

  30. Tom Lima
    20 de janeiro de 2017

    Inspirado no caso de Campinas, não é?

    A motivação não fica muito clara no conto, fazendo paralelo com o caso é um homem que não sabe lidar com uma separação, com a independência da agora ex. Já não gosto dele. Poderia torcer contra ele, o que seria bom, num conto maior, mas esse aqui trata somente da decisão, do último passo antes dele passar ao ato. Por isso, pra mim, ficou um tanto vazio.

    A técnica está boa, criando a imagem dele observando a foto, pensando, sentido todo esse ódio sem sentido. Mas o que me parece ter feito o conto perder força foi essa escolha do momento para usar no micro.

    Boa sorte.

  31. Estela Menezes
    20 de janeiro de 2017

    Alguns contos são mais fáceis de comentar, alguns textos começam bem e, sem que se saiba por quê, acabam se perdendo pelo caminho… Li os demais comentários para ver se conseguia acrescentar mais alguma coisa, e só me ocorreu que, juntando um pedacinho de cada um, talvez você consiga fazer o seu diagnóstico e salvar a vida desta sua historia. Acho que ela merece a sua atenção e cuidado.

  32. Mariana
    20 de janeiro de 2017

    O tema é pesado, mas, como já foi dito, mal conduzido. Sobrou informação desnecessária e faltou a construção desses personagens.

  33. Priscila Pereira
    20 de janeiro de 2017

    Oi Assassino, não entendi direito o seu conto… o cara estava olhando uma foto, tirada a quase um ano e só agora ia fazer algo a respeito? E ele estava ligando para a mulher para avisar que ia matá-la? se não, então essa ligação não faz sentido algum no texto. Desculpe, mas não consegui entender nem gostar. Boa sorte!!

  34. waldo Gomes
    19 de janeiro de 2017

    Tema: homicídio.

    Achei mal conduzido, confuso e sem nexo. Sobram explicações negativas nos demais comentários.

  35. Srgio Ferrari
    19 de janeiro de 2017

    Achei que tem um conflito entre o narrador e a fala de seu personagem. Ambos parecem ter um pensamento machista e ultrapassado. Ok, dentro da obra. O narrador fala que ela é sem vergonha, numa posição de palavra que dá a entender que é do modo pejorativo de não ter vergonha e em seguida confirma pela palavra do personagem. É uma questão de opinar onde não precisa. Não precisa ter tanta informação dentro de um micro, mas creio que foi assim pq na verdade não tem mesmo nada a dizer.

  36. Iolandinha Pinheiro
    19 de janeiro de 2017

    O cara observa a mulher com o filho. Não há outro homem ali, apenas ela e o filho, e mesmo assim, ele enxergava sensualidade, provocação onde não havia. Um ano, ele pensava, um ano que aquilo acontecia. Será que o ciúmes que ele sentia era do próprio filho? Ou como na maioria dos casos, ele não suportou a separação e decidiu que se ela não pudesse ser dele não seria de mais ninguém? Nunca entenderei alguns homens. Não à toa existem muito mais presídios masculinos. Voltando ao conto: uma cena corriqueira num país de machistas, a narrativa ficou um tanto truncada Se o autor não tivesse dito, na última frase, que ia matar a família teria ficado melhor. Afinal ele carregou o revólver, não precisava dar mais pistas. Abraços e boa sorte.

  37. Felipe Teodoro
    19 de janeiro de 2017

    Oi!

    Conto pesado, porém a construção dele não carrega a mesma emoção que a descrição da história. Outra questão, por que ele “saiu para assassinar a família” ele vai matar o filho também? Acho que a ideia foi boa, só faltou imprimir um pouco mais de sentimento. O título e o pseudônimo relacionados a história quebram muita da possível expectativa.

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Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .