EntreContos

Literatura que desafia.

Nas entrelinhas (Zé Ronaldo)

pai-blogSem o que fazer, pegou um livro na estante. “Fora abandonado com dias de nascido…”. Arregalou os olhos, entendendo nada. Nova tentativa. “Aos doze anos, fora abusado pelo padrasto…”, mas que diabos? , pensou. Arremessou o livro contra a parede. Desesperado, escolheu outro. “… forçara uma namorada a abortar, abandonando-a em seguida…”. Lágrimas já brotavam, atrapalhando a leitura. Sacou mais um. Um gemido de dor forçou saída de seu peito. Descontrolado, foi ao quarto do filho. O papai te ama, viu, gritava, beijando a criança, chorando copiosamente . O menino, não compreendendo o que se passava, bêbado de sono.

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101 comentários em “Nas entrelinhas (Zé Ronaldo)

  1. Renato Silva
    27 de janeiro de 2017

    Tenho a impressão que este homem tentou ler um livro para passar o tempo, até mesmo distrair a mente, mas as lembranças amargas o atordoavam. Não tenho filhos, mas dizem que um filho pode transformar uma pessoa. O homem deste conto parece querer esquecer, talvez até se redimir dos seus erros. Gostei da narrativa, tá bem escrito.

    Boa sorte.

  2. Andre Luiz
    27 de janeiro de 2017

    -Originalidade(8,5): Gostei da ideia de colocar o “pai solteiro” como protagonista. Soa diferente.

    -Construção(7,5): Não curti muito a forma como foram apresentadas as passagens do livro. Talvez uma melhor formatação do texto ajudaria nisso. Além disso, a narrativa pareceu um pouco artificial.

    -Apego(8,5): Se não fosse a imagem, o entendimento poderia ter sido dificultado, mas foi um bom conto.

    Boa sorte!

  3. Jowilton Amaral da Costa
    27 de janeiro de 2017

    Bom conto. A leitura salvando almas pode soar um pouco forçado, mas, eu gostei da ideia. Boa sorte.

  4. Tiago Menezes
    27 de janeiro de 2017

    Um conto bastante sensível. No início achei que o cara havia abandonado o filho, mas ao final me parece que a mãe é que fez isso, ou ele apenas ficou emocionado com as leituras… quem sabe. Parabéns pelo ótimo conto.

  5. Sidney Muniz
    27 de janeiro de 2017

    N ão gostei muito do conto. Senti que faltaram algumas palavras, acho que não foi intencionalmente. Lembrei da musica da Trem Bala, várias analogias que dessa vez não me surtiram efeito, achei até forçado, mas não vago.

    A s entrelinhas, a violência que sempre estava nos livros, onde por falta de carinho, cuidado ou presença de figuras paternas as crianças tinham um destino cruel.

    S e é por aí não tenho certeza, mas a ideia para mim e grandiosa porém mal executada. Ainda assim o parabenizo!

  6. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    27 de janeiro de 2017

    Olá, Liliputiano,

    Tudo bem?

    A busca da emoção permeando todo o texto é o ponto alto desse trabalho. Gostei da premissa, brincando com “aquilo que a boa leitura” é capaz de fazer aflorar naquele que lê.

    Muito bom.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  7. Douglas Moreira Costa
    26 de janeiro de 2017

    Pelo que entendi o amor paterno o sensibiliza para as mazelas do mundo com as crianças, e ao ler coisas que se relacionam com a paternidade ele compara com a sua vida, sentindo necessidade de reforçar seu amor pelo filho. É muito sensível o seu texto, bonito, bem escrito. Meus parabéns.

  8. Andreza Araujo
    26 de janeiro de 2017

    Olha, eu não entendi, mas digo isto feliz! Hahaha o conto é muito bom e desperta um sentimento de confusão na gente, daqueles que a gente fica se perguntando o que houve na história do personagem para ele se emocionar daquele jeito. Foi apenas empatia? Aquelas linhas lidas contavam o passado do pai? Imagino que essas situações tenham ocorrido com ele, sim, e por isso ele ficou tão emocionado. O modo como isso foi passado pro leitor (através da leitura dos livros) foi bem inteligente. Parabéns pelo trabalho caprichado.

  9. Evandro Furtado
    26 de janeiro de 2017

    O conto tem uma sensibilidade bastante interessante e uma complexidade gigantesca. A interpretação aberta flutua no exato limite do aceitável aqui. Em um dia ruim, eu provavelmente seria mais exigente. Mas, pensando no que temos, o pai, que arranca livros da prateleira, vê entre suas palavras, o reflexo de sua própria vida – se os atos narrados aconteceram com ele ou outra pessoa, não faz grande diferença, só abre múltiplas possibilidades.. Os livros provavelmente são muito bons, porque abalam sua estrutura moral, fazendo-o questionar suas escolhar. Assim, o texto é, basicamente, sobre o execício da boa leitura, e como ela pode nos fazer questionar sobre coisas do cotidiano. Isso afera o personagem, de tal forma, que ele não perde tempo em demonstrar afeto ao filho.

    Resultado – Good

  10. vitormcleite
    25 de janeiro de 2017

    tanta desgraça, não sei se o melhor protetor é o que tem tantas perseguições ou medos ou o que seja, mas isso é o menos importante. Escreves muito bem e o teu texto tem algum impacte sobre o leitor, parabéns.

  11. Wender Lemes
    25 de janeiro de 2017

    Olá! O conto me deixou com uma pulga atrás da orelha: entrelinhas que se sobressaem ao conteúdo continuam sendo entrelinhas? Percebe-se que a semelhança entre os trechos lidos (todos sobre personagens masculinos) foi trabalhada conscientemente, de modo a permitir tantas interpretações do conto. É possível dizer que os trechos fossem a história da vida do pai, do filho, ou mesmo que não tivessem nenhuma ligação real com nenhum do dois. Acredito que seja um dos micros mais abertos (intencionalmente) do certame, o que mostra o esmero de quem escreveu.
    Parabéns e boa sorte.

  12. Marco Aurélio Saraiva
    25 de janeiro de 2017

    Os livros aqui fazem as vezes das memórias conturbadas de um homem cheio de culpa e traumas, querendo desesperadoramente dar uma vida melhor ao seu filho que acabara de nascer. Eu o imagino tentando dormir e, naquele momento onde deitamos de olhos fechados e esperamos o sono chegar, sua mente “pegando os livros” e consultando todas as memórias que ele gostaria de esquecer.

    Há também uma outra alegoria interessante e menos metafórica: quando uma preocupação nos assola, conseguimos vê-la em todos os cantos. Por exemplo: quando estamos andando com uma grande quantia de dinheiro no bolso, vemos assaltantes por todos os lados. Todos são suspeitos. De forma análoga, quando um filho nasce, todas as linhas das leituras que têm a ver com filhos parecem destacadas em suas páginas. Passamos a prestar atenção nos detalhes que antes não prestávamos já que, agora, somos pais.

    O conto é bem escrito e passa bem a preocupação de um pai que acabara de adquirir este cargo. E que cargo! Gostei da sua forma de escrever e do sentimento que emprestou ao texto.

    Parabéns!

    • mariasantino1
      27 de janeiro de 2017

      Cara! Que bela analogia a do dinheiro. Acho que a sua visão cai como uma luva para o texto (que não é meu, mas gostaria que fosse). Ótimo!

  13. catarinacunha2015
    25 de janeiro de 2017

    MERGULHO no passado fedido contaminando o presente limpo. Interessante a analogia da “culpa” da vítima através do tratamento que ele dá aos livros. Se melhor executado, com o IMPACTO mais apurado, com certeza seria um dos melhores do desafio.

  14. Pedro Luna
    25 de janeiro de 2017

    Entendi esse conto de duas formas: a primeira, que misteriosamente os livros traziam cenas que haviam acontecido na vida regressa do pai, antes de ele ter o filho, ou que na verdade eram cenas do futuro da criança.

    Esse trecho “Arregalou os olhos, entendendo nada. “, revela que não era simplesmente notícias ruins o que o homem lia, já que esse “entendendo nada” se refere, muito possivelmente, a perplexidade do homem diante do que está escrito, ou seja, é mais do que simplesmente noticias ruins que vão fazê-lo temer pelo futuro da criança. O que está escrito é um mistério, que como disse no início do meu comentário, acho que está ligado ao passado ou ao presente. O conto é bom.

  15. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    A meu ver, um dos contos mais ambíguos do desafio, e justamente por isso um dos mais interessantes. Tão aberto que permite que o leitor decida se o pai é um monstro reprimido ou um poço de sensibilidade e revolta. Estilisticamente, eu tiraria “de dor” para enfatizar ainda mais a ambiguidade do gemido. Mas isso, é claro, é só pitaco. No mais, uma narrativa muito boa! Parabéns!

  16. Krimer
    24 de janeiro de 2017

    Fala sobre um pai que não se agrada do que lê nos livros, o que o faz temer por seu filho.

    Muito bom. Bem escrito e intenso.

  17. Fheluany Nogueira
    24 de janeiro de 2017

    O título e o pseudônimo sugerem que busquemos uma significação para a trama além do óbvio, dos pequenos detalhes. As situações apresentadas se referem ao passado do pai? Ele foi vítima de abandono, de abusos e preferia ter sido abortado? Ou trata-se de previsão do futuro de criança? Prefiro a leitura linear, o pai quer se distrair lendo, mas o material que encontra é deprimente e causa-lhe preocupação com o filho. Bom trabalho. Abraços.

  18. Neusa Maria Fontolan
    24 de janeiro de 2017

    O desespero de um pai querendo proteger o filho de todos os males do mundo. Pegou os livros para se distrair e só trouxe desgraças relacionadas a crianças. Bateu o desespero total.

  19. Victória Cardoso
    23 de janeiro de 2017

    O conto é bastante fragmentado e precisei reler para entender o significado, que está nas entrelinhas. Fica a dúvida se o personagem sofreu mesmo as situações descritas e não quer o mesmo para o filho, ou apenas teve um momento paterno de proteção ao ler tanta desgraça. De qualquer modo, boa sorte!

  20. Bia Machado
    21 de janeiro de 2017

    Caramba, muitas interpretações a respeito desse aqui. A que se sobressai é que o pai é acompanhado por aquelas lembranças, a ponto da consciência pesar em relação ao filho. E por que a consciência tão pesada em relação ao filho? Por causa do outro, que foi abortado? Ou… Leitura muito interessante. Um bom conto. 😉

  21. andressa
    21 de janeiro de 2017

    Gostei do conto, da temática e do desenrolar dos fatos. Boa sorte!

  22. Benjamim Boaventura
    21 de janeiro de 2017

    De fato, as desgraças ao redor fazem brotar uma incrível necessidade de demonstrar o nosso amor, afinal, nunca sabemos quando o pior baterá em nossa porta. Bom texto.

  23. Priscila Pereira
    20 de janeiro de 2017

    Oi Liliputiano, eu entendi o seu conto profundamente. Quando minha filha nasceu eu não assistia mais jornal porque qualquer coisa que falavam de violência contra crianças e bebês eu chorava muito… Dá uma angústia profunda, uma vontade incontrolável de proteger nosso bebê do mundo. Parabéns e boa sorte!!!

  24. Estela Menezes
    20 de janeiro de 2017

    Achei a ideia interessante e bem verossímil(a chegada de um filho mobiliza e vira facilmente a cabeça dos novos pais). A forma da narração é bem linear e correta, passa muita emoção verdadeira, tem começo, meio e fim, vai num crescendo interessante até um final coerente. O resultado me pareceu um tanto prejudicado – mas passível de conserto – em função, por exemplo, da justificativa para o começo da ação e de um certo exagero nas reações do pai.

  25. Cilas Medi
    19 de janeiro de 2017

    Nem sempre a leitura nos faz melhor. Ainda mais quando sofremos pelo passado e tentamos, às lágrimas, não tentar repetir os erros. Um bom conto. Boa sorte.

  26. Srgio Ferrari
    19 de janeiro de 2017

    Preguiça, pois meu comentário acho que não saiu aqui quando cliquei. Mancada, caramba. Enfim, estava a dizer que falta ideia neste. Como um parágrafo de um livro qualquer que esteja guardado numa pasta do word. três pontinhos em todo o trecho.

  27. Srgio Ferrari
    19 de janeiro de 2017

    Parece muito um paragrafo de algum trabalho que esteja escrevendo no momento. Não tem nada aí, mas poderia ter. Faltou um “quase” em todo o seguimento. Quem sabe com mais dias e mais raciocínio para dar um motivo a tudo?

    • Brian Oliveira Lancaster
      26 de janeiro de 2017

      Essa segunda frase é bem interessante, ambígua.

  28. Felipe Alves
    19 de janeiro de 2017

    Muito interessante, a construção de diálogos do pai leva diversos questionamentos e abre muitas possibilidades. As dúvidas carregam a humanidade e a relação fraternal é algo que me cativa muito. Adorei! Boa sorte!

  29. Felipe Teodoro
    19 de janeiro de 2017

    Oi!

    Não cheguei a gostar do conto, acredito que a construção ficou fragmentada demais, muito difícil perceber uma unidade aqui. Claro que existem bons textos assim, mas senti que aqui faltou uma base para sustentar melhor as possíveis interpretações. O título indica as entrelinhas, e a leitura dessas não revela muito, só se eu não li da forma pré-planejada pelo criador. rs

    Acredito que o autor pensou bem na história, mas deixou um pouco a desejar na execução, que poderia dar um pouco mais de luz sobre o real desenvolvimento da trama.

    De qualquer forma, parabéns pela empenho.

  30. Tom Lima
    18 de janeiro de 2017

    Olha, acho que é o conto com mais interpretações possíveis que li ate agora.
    Emociona em todas elas!
    A escolha do título foi muito boa, adicionando ao leque de possibilidades.
    É o passado do pai que esta nas entrelinhas (fazendo do bebe um fantasma? ou, quem sabe, o aborto foi em outro momento e o que ficou foi o arrependimento?). Ou, ainda, a interpretação que eu escolhi, por ser a que mais me incomoda, as entrelinhas mostram o futuro daquela criança?

    Muito bom!

    Abraços.

  31. Thayná Afonso
    18 de janeiro de 2017

    Precisei reler o conto algumas vezes, mas não por ter me deixado confusa ou que não fosse coeso. Precisei reler porque o que a leitura dos livros trouxe à tona, são coisas difíceis. O conto é apelativo no melhor sentido da coisa, desperta a empatia, porque não precisamos necessariamente ter vivido algo semelhante para nos sentirmos tocados. Infelizmente é uma realidade presente na vida de muita gente e, mesmo num conto, me fez torcer para que os livros não falassem sobre o menino bêbado de sono em seu quarto. Ótimo trabalho!

  32. Mariana
    18 de janeiro de 2017

    Como mãe, entendo perfeitamente o desespero do personagem. Muito bom, parabéns

  33. Brian Oliveira Lancaster
    18 de janeiro de 2017

    GOD (Gosto, Originalidade, Desenvolvimento)
    G: Bota entrelinhas nisso. Pelo que pude entender, a vida do protagonista é contada através das sinopses dos livros. Mas não deixa claro o motivo de ele ter um filho, sem mais ninguém. Pois um dos livros diz que ela abortou. Se fosse o filho dela, somente se fosse outro, e ele resolvesse criá-lo sozinho. Texto incomum. Intrigante. – 8,5
    O: Vou dizer que é original por trazer a história do personagem de uma forma completamente diferente, não usual. Não chega a ser muito complexo, claro, mas funciona. Falta algumas informações? Falta. Mas o sentimentalismo compensa, apesar de suas lágrimas parecerem forçadas. – 8,5
    D: A leitura flui, dá umas pequenas travadas de vez em quando, mas é eficiente em contar a história, mesmo sem tantos detalhes assim. – 8,5
    Fator “Oh my”: a originalidade supera a falta de contexto. Como o próprio título sugere, há muitas coisas nas entrelinhas. Pena que algumas escaparam à minha compreensão geral.

  34. Amanda Gomez
    18 de janeiro de 2017

    Olá, tudo bem?

    Um conto que o leitor precisa está atento, eu entendi que o homem vive atormentando pelos erros do passado. Deve ter uma boa vida agora, um homem bem sucedido pai de família com um filho lindo e inteligênte. Mas antes… Em um outro momento de sua vida fez coisas que não pode voltar atras, e elas o perseguição para sempre. Não podem ser desfeitas. Além de ter feito, viveu situações horríveis, cujo qual o autor quis justificar como motivo para as escolhas que tenha feito dali em diante.

    Usar a leitura cotidiana em meio a uma crise existencial foi bem interessante ( claro, se for isso que eu penso). Gostei do conto, foi uma boa leitura.

    Parabéns, e boa sorte no desafio.

  35. brás cubas
    18 de janeiro de 2017

    Olá!
    Minha interpretação foi a de um homem cheio de culpas e vivências negativas, que abraça o filho, desejando não cometer com este o que com ele próprio o padrasto já havia cometido. Além disso, nesse choro está incluído um sentimento de arrependimento por ter feito o que fez com a namorada.

    Muito simples, mas tocante. Parabéns.

  36. Fabio Baptista
    17 de janeiro de 2017

    Olha, não sei se é isso que eu entendi (sentimento que fiquei em 80% dos contos do certame), na verdade o conto não dá nenhuma pista sobre isso, mas, o que imaginei foi o seguinte: o pai está lendo livros que de alguma forma dizem o que vai acontecer no futuro do filho.

    (Se foi isso mesmo) A ideia é realmente muito boa, mas infelizmente a execução deixou a desejar, tornando tudo confuso e não dando pistas para o leitor.

    Abraço!

  37. Iolandinha Pinheiro
    17 de janeiro de 2017

    Quem é que pega um livro e lendo uma passagem o joga contra a parede? Isso não existe. Achei que ficou inverossímil, ainda que o objetivo do autor não fosse o que esta minha interpretação literal enxerga. Talvez ele estivesse vendo passagens dos seus próprios pensamentos, seus demônios, e se sentindo um monstro. Talvez fossem mensagens em noticiários, talvez não se sentisse o pai que sonhava ser para o filho, e os pensamentos o emocionassem ao ponto de ir ao quarto do filho para demonstrar a sua afeição em hora indevida, com a criança sendo acordada de brusco. O conto e´aberto o suficiente para ter n versões, parabéns por isso.

  38. Luis Guilherme
    16 de janeiro de 2017

    Boa noite, amigo, tudo bem?

    Olha, cara, sinceramente, ao invés de entrelinhas, achei apenas confuso e truncado.
    Tem várias questões realmente em aberto, mas que não me fizeram viajar nas possibilidades, sabe?

    A ideia dos livros até pareceu promissora, mas não desenvolveu bem, pra mim.

    Também achei a escrita um pouco truncada e bagunçada.

    Por outro lado, o ponto positivo é a boa abordagem da insanidade da mente do personagem.

    Enfim, boa sorte e parabéns!

  39. Victor F. Miranda
    16 de janeiro de 2017

    Não gostei da justificativa que levou o personagem a pegar o livro no começo, e achei a última frase desnecessária. Acredito que, sem ela, o final teria mais impacto. Mas, como um todo, achei um bom conto.

  40. ROSELAINE HAHN
    16 de janeiro de 2017

    Imaginei que era a viagem do personagem sobre fatos de sua vida, o final abre várias janelas, como se aquelas coisas realmente aconteceram com ele, e o seu filho estava a salvo das sombras do pai, que o próprio nega. Bom conto, go ahead!

  41. juliana calafange da costa ribeiro
    16 de janeiro de 2017

    Entrelinhas demais pra mim. Achei que vc abre muito para um conto tão curto. Foi um pesadelo? Foi culpa de coisas q fez no passado? Foram notícias de jornal? Pra mim, as entrelinhas ficaram muito frouxas e o leitor não consegue entrar na história. Talvez com mais tempo de trabalho, ou limite um pouco maior de palavras tivesse dado certo. Parabéns!

  42. Lee Rodrigues
    16 de janeiro de 2017

    Nas possibilidades de interpretação que o autor nos permite, acredito que o ambiente seja a consciência, e cada livro que se abre, um insight.

    A carga dramática evolui a cada lembrança, e no ápice, como ondas que se tornam espumas quando chegam às margens, encontra redenção nos braços do filho, onde tem a oportunidade de ser diferente através dele.

    Gostei também do último livro, onde não se entrega o que está escrito, e deixa para o leitor imaginar (ou não) algo ainda pior do que já fora dito.

  43. mariasantino1
    16 de janeiro de 2017

    Oi, autor (a)!

    Então, os fragmentos dos livros seriam como notícias da TV que nos chocam e, neste caso, estariam evocando memórias de fatos reais vividos pelo narrador personagem? Bem, foi assim que recebi seu texto.
    Gostei bastante e achei bonito uma vida toda explanada rapidamente com bônus de mensagem, “combata o mal com o bem.”
    No último parágrafo caberia um travessão para separar a fala do personagem com a do narrador onisciente (só um detalhe).

    Parabéns e boa sorte no desafio.

    • mariasantino1
      16 de janeiro de 2017

      Ah! O título é muito bom porque ficamos mesmo presos nas entrelinhas do seu escrito.

  44. waldo gomes
    16 de janeiro de 2017

    Bem desenvolvido o conto, com uma boa sacada: episódios reais nos livros escolhidos aleatoriamente. Talvez, o personagem apenas acredite ter lido algo e sua consciência o acuse ou acuse os fatos.

    Escrita tranquila, bem fluida, sem reparos.

  45. Gustavo Aquino Dos Reis
    16 de janeiro de 2017

    Liliputiano,

    achei seu trabalho bom. Os livros apanhados da estante seriam fragmentos da vida do personagem? Não sei dizer ao certo, pois a maestria com a qual você elaborou o conto me permite interpretá-lo por diferentes prismas.

    Parabéns, meu caro.

  46. Juliano Gadêlha
    15 de janeiro de 2017

    Interessante. Boa escrita, lida bem com o desafio de se limitar às 99 palavras. Só o final carece de uma lapidada, mas gostei da mensagem e da maneira que o autor escolheu para nos mostrar as lembranças e traumas desse pai: através de livros. Há algo mais apropriado do que isso em um desafio literário?

  47. Tatiane Mara
    15 de janeiro de 2017

    Olá, então…

    o texto é bom, bem narrado, parece que o protagonista tem breves surtos ao constatar nos livros episódios de sua própria vida e ao final se desespera com a possibilidade da morte própria ou do filho, vai saber. Talvez tenha medo mesmo de causar ao filho as coisas horríveis que leu, viveu ou imagina, não sei, o conto é aberto.

    Boa sorte.

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Informação

Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .