EntreContos

Detox Literário.

Nas entrelinhas (Zé Ronaldo)

pai-blogSem o que fazer, pegou um livro na estante. “Fora abandonado com dias de nascido…”. Arregalou os olhos, entendendo nada. Nova tentativa. “Aos doze anos, fora abusado pelo padrasto…”, mas que diabos? , pensou. Arremessou o livro contra a parede. Desesperado, escolheu outro. “… forçara uma namorada a abortar, abandonando-a em seguida…”. Lágrimas já brotavam, atrapalhando a leitura. Sacou mais um. Um gemido de dor forçou saída de seu peito. Descontrolado, foi ao quarto do filho. O papai te ama, viu, gritava, beijando a criança, chorando copiosamente . O menino, não compreendendo o que se passava, bêbado de sono.

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101 comentários em “Nas entrelinhas (Zé Ronaldo)

  1. Renato Silva
    27 de janeiro de 2017

    Tenho a impressão que este homem tentou ler um livro para passar o tempo, até mesmo distrair a mente, mas as lembranças amargas o atordoavam. Não tenho filhos, mas dizem que um filho pode transformar uma pessoa. O homem deste conto parece querer esquecer, talvez até se redimir dos seus erros. Gostei da narrativa, tá bem escrito.

    Boa sorte.

  2. Andre Luiz
    27 de janeiro de 2017

    -Originalidade(8,5): Gostei da ideia de colocar o “pai solteiro” como protagonista. Soa diferente.

    -Construção(7,5): Não curti muito a forma como foram apresentadas as passagens do livro. Talvez uma melhor formatação do texto ajudaria nisso. Além disso, a narrativa pareceu um pouco artificial.

    -Apego(8,5): Se não fosse a imagem, o entendimento poderia ter sido dificultado, mas foi um bom conto.

    Boa sorte!

  3. Jowilton Amaral da Costa
    27 de janeiro de 2017

    Bom conto. A leitura salvando almas pode soar um pouco forçado, mas, eu gostei da ideia. Boa sorte.

  4. Tiago Menezes
    27 de janeiro de 2017

    Um conto bastante sensível. No início achei que o cara havia abandonado o filho, mas ao final me parece que a mãe é que fez isso, ou ele apenas ficou emocionado com as leituras… quem sabe. Parabéns pelo ótimo conto.

  5. Sidney Muniz
    27 de janeiro de 2017

    N ão gostei muito do conto. Senti que faltaram algumas palavras, acho que não foi intencionalmente. Lembrei da musica da Trem Bala, várias analogias que dessa vez não me surtiram efeito, achei até forçado, mas não vago.

    A s entrelinhas, a violência que sempre estava nos livros, onde por falta de carinho, cuidado ou presença de figuras paternas as crianças tinham um destino cruel.

    S e é por aí não tenho certeza, mas a ideia para mim e grandiosa porém mal executada. Ainda assim o parabenizo!

  6. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    27 de janeiro de 2017

    Olá, Liliputiano,

    Tudo bem?

    A busca da emoção permeando todo o texto é o ponto alto desse trabalho. Gostei da premissa, brincando com “aquilo que a boa leitura” é capaz de fazer aflorar naquele que lê.

    Muito bom.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  7. Douglas Moreira Costa
    26 de janeiro de 2017

    Pelo que entendi o amor paterno o sensibiliza para as mazelas do mundo com as crianças, e ao ler coisas que se relacionam com a paternidade ele compara com a sua vida, sentindo necessidade de reforçar seu amor pelo filho. É muito sensível o seu texto, bonito, bem escrito. Meus parabéns.

  8. Andreza Araujo
    26 de janeiro de 2017

    Olha, eu não entendi, mas digo isto feliz! Hahaha o conto é muito bom e desperta um sentimento de confusão na gente, daqueles que a gente fica se perguntando o que houve na história do personagem para ele se emocionar daquele jeito. Foi apenas empatia? Aquelas linhas lidas contavam o passado do pai? Imagino que essas situações tenham ocorrido com ele, sim, e por isso ele ficou tão emocionado. O modo como isso foi passado pro leitor (através da leitura dos livros) foi bem inteligente. Parabéns pelo trabalho caprichado.

  9. Evandro Furtado
    26 de janeiro de 2017

    O conto tem uma sensibilidade bastante interessante e uma complexidade gigantesca. A interpretação aberta flutua no exato limite do aceitável aqui. Em um dia ruim, eu provavelmente seria mais exigente. Mas, pensando no que temos, o pai, que arranca livros da prateleira, vê entre suas palavras, o reflexo de sua própria vida – se os atos narrados aconteceram com ele ou outra pessoa, não faz grande diferença, só abre múltiplas possibilidades.. Os livros provavelmente são muito bons, porque abalam sua estrutura moral, fazendo-o questionar suas escolhar. Assim, o texto é, basicamente, sobre o execício da boa leitura, e como ela pode nos fazer questionar sobre coisas do cotidiano. Isso afera o personagem, de tal forma, que ele não perde tempo em demonstrar afeto ao filho.

    Resultado – Good

  10. vitormcleite
    25 de janeiro de 2017

    tanta desgraça, não sei se o melhor protetor é o que tem tantas perseguições ou medos ou o que seja, mas isso é o menos importante. Escreves muito bem e o teu texto tem algum impacte sobre o leitor, parabéns.

  11. Wender Lemes
    25 de janeiro de 2017

    Olá! O conto me deixou com uma pulga atrás da orelha: entrelinhas que se sobressaem ao conteúdo continuam sendo entrelinhas? Percebe-se que a semelhança entre os trechos lidos (todos sobre personagens masculinos) foi trabalhada conscientemente, de modo a permitir tantas interpretações do conto. É possível dizer que os trechos fossem a história da vida do pai, do filho, ou mesmo que não tivessem nenhuma ligação real com nenhum do dois. Acredito que seja um dos micros mais abertos (intencionalmente) do certame, o que mostra o esmero de quem escreveu.
    Parabéns e boa sorte.

  12. Marco Aurélio Saraiva
    25 de janeiro de 2017

    Os livros aqui fazem as vezes das memórias conturbadas de um homem cheio de culpa e traumas, querendo desesperadoramente dar uma vida melhor ao seu filho que acabara de nascer. Eu o imagino tentando dormir e, naquele momento onde deitamos de olhos fechados e esperamos o sono chegar, sua mente “pegando os livros” e consultando todas as memórias que ele gostaria de esquecer.

    Há também uma outra alegoria interessante e menos metafórica: quando uma preocupação nos assola, conseguimos vê-la em todos os cantos. Por exemplo: quando estamos andando com uma grande quantia de dinheiro no bolso, vemos assaltantes por todos os lados. Todos são suspeitos. De forma análoga, quando um filho nasce, todas as linhas das leituras que têm a ver com filhos parecem destacadas em suas páginas. Passamos a prestar atenção nos detalhes que antes não prestávamos já que, agora, somos pais.

    O conto é bem escrito e passa bem a preocupação de um pai que acabara de adquirir este cargo. E que cargo! Gostei da sua forma de escrever e do sentimento que emprestou ao texto.

    Parabéns!

    • mariasantino1
      27 de janeiro de 2017

      Cara! Que bela analogia a do dinheiro. Acho que a sua visão cai como uma luva para o texto (que não é meu, mas gostaria que fosse). Ótimo!

  13. catarinacunha2015
    25 de janeiro de 2017

    MERGULHO no passado fedido contaminando o presente limpo. Interessante a analogia da “culpa” da vítima através do tratamento que ele dá aos livros. Se melhor executado, com o IMPACTO mais apurado, com certeza seria um dos melhores do desafio.

  14. Pedro Luna
    25 de janeiro de 2017

    Entendi esse conto de duas formas: a primeira, que misteriosamente os livros traziam cenas que haviam acontecido na vida regressa do pai, antes de ele ter o filho, ou que na verdade eram cenas do futuro da criança.

    Esse trecho “Arregalou os olhos, entendendo nada. “, revela que não era simplesmente notícias ruins o que o homem lia, já que esse “entendendo nada” se refere, muito possivelmente, a perplexidade do homem diante do que está escrito, ou seja, é mais do que simplesmente noticias ruins que vão fazê-lo temer pelo futuro da criança. O que está escrito é um mistério, que como disse no início do meu comentário, acho que está ligado ao passado ou ao presente. O conto é bom.

  15. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    A meu ver, um dos contos mais ambíguos do desafio, e justamente por isso um dos mais interessantes. Tão aberto que permite que o leitor decida se o pai é um monstro reprimido ou um poço de sensibilidade e revolta. Estilisticamente, eu tiraria “de dor” para enfatizar ainda mais a ambiguidade do gemido. Mas isso, é claro, é só pitaco. No mais, uma narrativa muito boa! Parabéns!

  16. Krimer
    24 de janeiro de 2017

    Fala sobre um pai que não se agrada do que lê nos livros, o que o faz temer por seu filho.

    Muito bom. Bem escrito e intenso.

  17. Fheluany Nogueira
    24 de janeiro de 2017

    O título e o pseudônimo sugerem que busquemos uma significação para a trama além do óbvio, dos pequenos detalhes. As situações apresentadas se referem ao passado do pai? Ele foi vítima de abandono, de abusos e preferia ter sido abortado? Ou trata-se de previsão do futuro de criança? Prefiro a leitura linear, o pai quer se distrair lendo, mas o material que encontra é deprimente e causa-lhe preocupação com o filho. Bom trabalho. Abraços.

  18. Neusa Maria Fontolan
    24 de janeiro de 2017

    O desespero de um pai querendo proteger o filho de todos os males do mundo. Pegou os livros para se distrair e só trouxe desgraças relacionadas a crianças. Bateu o desespero total.

  19. Victória Cardoso
    23 de janeiro de 2017

    O conto é bastante fragmentado e precisei reler para entender o significado, que está nas entrelinhas. Fica a dúvida se o personagem sofreu mesmo as situações descritas e não quer o mesmo para o filho, ou apenas teve um momento paterno de proteção ao ler tanta desgraça. De qualquer modo, boa sorte!

  20. Bia Machado
    21 de janeiro de 2017

    Caramba, muitas interpretações a respeito desse aqui. A que se sobressai é que o pai é acompanhado por aquelas lembranças, a ponto da consciência pesar em relação ao filho. E por que a consciência tão pesada em relação ao filho? Por causa do outro, que foi abortado? Ou… Leitura muito interessante. Um bom conto. 😉

  21. andressa
    21 de janeiro de 2017

    Gostei do conto, da temática e do desenrolar dos fatos. Boa sorte!

  22. Benjamim Boaventura
    21 de janeiro de 2017

    De fato, as desgraças ao redor fazem brotar uma incrível necessidade de demonstrar o nosso amor, afinal, nunca sabemos quando o pior baterá em nossa porta. Bom texto.

  23. Priscila Pereira
    20 de janeiro de 2017

    Oi Liliputiano, eu entendi o seu conto profundamente. Quando minha filha nasceu eu não assistia mais jornal porque qualquer coisa que falavam de violência contra crianças e bebês eu chorava muito… Dá uma angústia profunda, uma vontade incontrolável de proteger nosso bebê do mundo. Parabéns e boa sorte!!!

  24. Estela Menezes
    20 de janeiro de 2017

    Achei a ideia interessante e bem verossímil(a chegada de um filho mobiliza e vira facilmente a cabeça dos novos pais). A forma da narração é bem linear e correta, passa muita emoção verdadeira, tem começo, meio e fim, vai num crescendo interessante até um final coerente. O resultado me pareceu um tanto prejudicado – mas passível de conserto – em função, por exemplo, da justificativa para o começo da ação e de um certo exagero nas reações do pai.

  25. Cilas Medi
    19 de janeiro de 2017

    Nem sempre a leitura nos faz melhor. Ainda mais quando sofremos pelo passado e tentamos, às lágrimas, não tentar repetir os erros. Um bom conto. Boa sorte.

  26. Srgio Ferrari
    19 de janeiro de 2017

    Preguiça, pois meu comentário acho que não saiu aqui quando cliquei. Mancada, caramba. Enfim, estava a dizer que falta ideia neste. Como um parágrafo de um livro qualquer que esteja guardado numa pasta do word. três pontinhos em todo o trecho.

  27. Srgio Ferrari
    19 de janeiro de 2017

    Parece muito um paragrafo de algum trabalho que esteja escrevendo no momento. Não tem nada aí, mas poderia ter. Faltou um “quase” em todo o seguimento. Quem sabe com mais dias e mais raciocínio para dar um motivo a tudo?

    • Brian Oliveira Lancaster
      26 de janeiro de 2017

      Essa segunda frase é bem interessante, ambígua.

  28. Felipe Alves
    19 de janeiro de 2017

    Muito interessante, a construção de diálogos do pai leva diversos questionamentos e abre muitas possibilidades. As dúvidas carregam a humanidade e a relação fraternal é algo que me cativa muito. Adorei! Boa sorte!

  29. Felipe Teodoro
    19 de janeiro de 2017

    Oi!

    Não cheguei a gostar do conto, acredito que a construção ficou fragmentada demais, muito difícil perceber uma unidade aqui. Claro que existem bons textos assim, mas senti que aqui faltou uma base para sustentar melhor as possíveis interpretações. O título indica as entrelinhas, e a leitura dessas não revela muito, só se eu não li da forma pré-planejada pelo criador. rs

    Acredito que o autor pensou bem na história, mas deixou um pouco a desejar na execução, que poderia dar um pouco mais de luz sobre o real desenvolvimento da trama.

    De qualquer forma, parabéns pela empenho.

  30. Tom Lima
    18 de janeiro de 2017

    Olha, acho que é o conto com mais interpretações possíveis que li ate agora.
    Emociona em todas elas!
    A escolha do título foi muito boa, adicionando ao leque de possibilidades.
    É o passado do pai que esta nas entrelinhas (fazendo do bebe um fantasma? ou, quem sabe, o aborto foi em outro momento e o que ficou foi o arrependimento?). Ou, ainda, a interpretação que eu escolhi, por ser a que mais me incomoda, as entrelinhas mostram o futuro daquela criança?

    Muito bom!

    Abraços.

  31. Thayná Afonso
    18 de janeiro de 2017

    Precisei reler o conto algumas vezes, mas não por ter me deixado confusa ou que não fosse coeso. Precisei reler porque o que a leitura dos livros trouxe à tona, são coisas difíceis. O conto é apelativo no melhor sentido da coisa, desperta a empatia, porque não precisamos necessariamente ter vivido algo semelhante para nos sentirmos tocados. Infelizmente é uma realidade presente na vida de muita gente e, mesmo num conto, me fez torcer para que os livros não falassem sobre o menino bêbado de sono em seu quarto. Ótimo trabalho!

  32. Mariana
    18 de janeiro de 2017

    Como mãe, entendo perfeitamente o desespero do personagem. Muito bom, parabéns

  33. Brian Oliveira Lancaster
    18 de janeiro de 2017

    GOD (Gosto, Originalidade, Desenvolvimento)
    G: Bota entrelinhas nisso. Pelo que pude entender, a vida do protagonista é contada através das sinopses dos livros. Mas não deixa claro o motivo de ele ter um filho, sem mais ninguém. Pois um dos livros diz que ela abortou. Se fosse o filho dela, somente se fosse outro, e ele resolvesse criá-lo sozinho. Texto incomum. Intrigante. – 8,5
    O: Vou dizer que é original por trazer a história do personagem de uma forma completamente diferente, não usual. Não chega a ser muito complexo, claro, mas funciona. Falta algumas informações? Falta. Mas o sentimentalismo compensa, apesar de suas lágrimas parecerem forçadas. – 8,5
    D: A leitura flui, dá umas pequenas travadas de vez em quando, mas é eficiente em contar a história, mesmo sem tantos detalhes assim. – 8,5
    Fator “Oh my”: a originalidade supera a falta de contexto. Como o próprio título sugere, há muitas coisas nas entrelinhas. Pena que algumas escaparam à minha compreensão geral.

  34. Amanda Gomez
    18 de janeiro de 2017

    Olá, tudo bem?

    Um conto que o leitor precisa está atento, eu entendi que o homem vive atormentando pelos erros do passado. Deve ter uma boa vida agora, um homem bem sucedido pai de família com um filho lindo e inteligênte. Mas antes… Em um outro momento de sua vida fez coisas que não pode voltar atras, e elas o perseguição para sempre. Não podem ser desfeitas. Além de ter feito, viveu situações horríveis, cujo qual o autor quis justificar como motivo para as escolhas que tenha feito dali em diante.

    Usar a leitura cotidiana em meio a uma crise existencial foi bem interessante ( claro, se for isso que eu penso). Gostei do conto, foi uma boa leitura.

    Parabéns, e boa sorte no desafio.

  35. brás cubas
    18 de janeiro de 2017

    Olá!
    Minha interpretação foi a de um homem cheio de culpas e vivências negativas, que abraça o filho, desejando não cometer com este o que com ele próprio o padrasto já havia cometido. Além disso, nesse choro está incluído um sentimento de arrependimento por ter feito o que fez com a namorada.

    Muito simples, mas tocante. Parabéns.

  36. Fabio Baptista
    17 de janeiro de 2017

    Olha, não sei se é isso que eu entendi (sentimento que fiquei em 80% dos contos do certame), na verdade o conto não dá nenhuma pista sobre isso, mas, o que imaginei foi o seguinte: o pai está lendo livros que de alguma forma dizem o que vai acontecer no futuro do filho.

    (Se foi isso mesmo) A ideia é realmente muito boa, mas infelizmente a execução deixou a desejar, tornando tudo confuso e não dando pistas para o leitor.

    Abraço!

  37. Iolandinha Pinheiro
    17 de janeiro de 2017

    Quem é que pega um livro e lendo uma passagem o joga contra a parede? Isso não existe. Achei que ficou inverossímil, ainda que o objetivo do autor não fosse o que esta minha interpretação literal enxerga. Talvez ele estivesse vendo passagens dos seus próprios pensamentos, seus demônios, e se sentindo um monstro. Talvez fossem mensagens em noticiários, talvez não se sentisse o pai que sonhava ser para o filho, e os pensamentos o emocionassem ao ponto de ir ao quarto do filho para demonstrar a sua afeição em hora indevida, com a criança sendo acordada de brusco. O conto e´aberto o suficiente para ter n versões, parabéns por isso.

  38. Luis Guilherme
    16 de janeiro de 2017

    Boa noite, amigo, tudo bem?

    Olha, cara, sinceramente, ao invés de entrelinhas, achei apenas confuso e truncado.
    Tem várias questões realmente em aberto, mas que não me fizeram viajar nas possibilidades, sabe?

    A ideia dos livros até pareceu promissora, mas não desenvolveu bem, pra mim.

    Também achei a escrita um pouco truncada e bagunçada.

    Por outro lado, o ponto positivo é a boa abordagem da insanidade da mente do personagem.

    Enfim, boa sorte e parabéns!

  39. Victor F. Miranda
    16 de janeiro de 2017

    Não gostei da justificativa que levou o personagem a pegar o livro no começo, e achei a última frase desnecessária. Acredito que, sem ela, o final teria mais impacto. Mas, como um todo, achei um bom conto.

  40. ROSELAINE HAHN
    16 de janeiro de 2017

    Imaginei que era a viagem do personagem sobre fatos de sua vida, o final abre várias janelas, como se aquelas coisas realmente aconteceram com ele, e o seu filho estava a salvo das sombras do pai, que o próprio nega. Bom conto, go ahead!

  41. juliana calafange da costa ribeiro
    16 de janeiro de 2017

    Entrelinhas demais pra mim. Achei que vc abre muito para um conto tão curto. Foi um pesadelo? Foi culpa de coisas q fez no passado? Foram notícias de jornal? Pra mim, as entrelinhas ficaram muito frouxas e o leitor não consegue entrar na história. Talvez com mais tempo de trabalho, ou limite um pouco maior de palavras tivesse dado certo. Parabéns!

  42. Lee Rodrigues
    16 de janeiro de 2017

    Nas possibilidades de interpretação que o autor nos permite, acredito que o ambiente seja a consciência, e cada livro que se abre, um insight.

    A carga dramática evolui a cada lembrança, e no ápice, como ondas que se tornam espumas quando chegam às margens, encontra redenção nos braços do filho, onde tem a oportunidade de ser diferente através dele.

    Gostei também do último livro, onde não se entrega o que está escrito, e deixa para o leitor imaginar (ou não) algo ainda pior do que já fora dito.

  43. mariasantino1
    16 de janeiro de 2017

    Oi, autor (a)!

    Então, os fragmentos dos livros seriam como notícias da TV que nos chocam e, neste caso, estariam evocando memórias de fatos reais vividos pelo narrador personagem? Bem, foi assim que recebi seu texto.
    Gostei bastante e achei bonito uma vida toda explanada rapidamente com bônus de mensagem, “combata o mal com o bem.”
    No último parágrafo caberia um travessão para separar a fala do personagem com a do narrador onisciente (só um detalhe).

    Parabéns e boa sorte no desafio.

    • mariasantino1
      16 de janeiro de 2017

      Ah! O título é muito bom porque ficamos mesmo presos nas entrelinhas do seu escrito.

  44. waldo gomes
    16 de janeiro de 2017

    Bem desenvolvido o conto, com uma boa sacada: episódios reais nos livros escolhidos aleatoriamente. Talvez, o personagem apenas acredite ter lido algo e sua consciência o acuse ou acuse os fatos.

    Escrita tranquila, bem fluida, sem reparos.

  45. Gustavo Aquino Dos Reis
    16 de janeiro de 2017

    Liliputiano,

    achei seu trabalho bom. Os livros apanhados da estante seriam fragmentos da vida do personagem? Não sei dizer ao certo, pois a maestria com a qual você elaborou o conto me permite interpretá-lo por diferentes prismas.

    Parabéns, meu caro.

  46. Juliano Gadêlha
    15 de janeiro de 2017

    Interessante. Boa escrita, lida bem com o desafio de se limitar às 99 palavras. Só o final carece de uma lapidada, mas gostei da mensagem e da maneira que o autor escolheu para nos mostrar as lembranças e traumas desse pai: através de livros. Há algo mais apropriado do que isso em um desafio literário?

  47. Tatiane Mara
    15 de janeiro de 2017

    Olá, então…

    o texto é bom, bem narrado, parece que o protagonista tem breves surtos ao constatar nos livros episódios de sua própria vida e ao final se desespera com a possibilidade da morte própria ou do filho, vai saber. Talvez tenha medo mesmo de causar ao filho as coisas horríveis que leu, viveu ou imagina, não sei, o conto é aberto.

    Boa sorte.

  48. Anorkinda Neide
    15 de janeiro de 2017

    Bem, bêbado acho q estava o pai, pq gritar com a criança dormindo? por favor..velem o seu sono.. rsrs
    Bem, de qualquer forma, o homem estava transtornado, já previamente. Não sei com o q..pode ser uma pessoa perturbada.
    E encontrou nas leituras, coisas q fizeram q ele temesse pelo filho, sentindo todo o peso da responsabilidade que nós, adultos, temos em proteger as crianças, sao tantos os perigos que as rodeiam…
    Não vi, como sendo estas experiências, coisas de seu passado, o texto não mostrou isso.
    Como texto, não gosto das coisas todas num parágrafo só, embola tudo e preciso reler separando as coisas, pode ser um defeito meu, q preciso de mais ordem no caos.
    abraço

  49. Zé Ronaldo
    15 de janeiro de 2017

    Texto aberto, característica do microconto. Era o que ele lia mesmo ou o que ele gostaria de ler por uma mente conturbada? O que ele leu que o machucou tanto a ponto de ir acordar o filho? Por que ele pedia desculpas? Tudo isso o leitor tem que levar em conta para compreender o texto. Texto primoroso e bem engendrado. Perfeito.

  50. Lohan Lage
    15 de janeiro de 2017

    Infelizmente, achei a pontuação confusa, na divisão dos diálogos, e, por fim, não me impactei com a mensagem proposta pelo autor.

  51. Nina Novaes
    14 de janeiro de 2017

    Ótimo conto.

    Fiquei pensando como essa história seria, nos personagens. Fiquei viajando numa estante de livros-passado-presente que permitisse essa fenda atemporal. Qualquer coisa como um efeito borboleta onde não se pode mudar o final.

    Também pode ser simplesmente um pai que abre os olhos para uma parte da juventude irresponsável e sofrida atual.

    Em todo caso, excelente. Assim como outras pessoas que comentaram, fiquei pensando no que faria ele correr exatamente para o quarto do filho. Se era mais do mesmo ou alguma fatalidade maior.

    Parabéns. ❤

  52. Givago Domingues Thimoti
    14 de janeiro de 2017

    Um ótimo conto com um tema diferente, intenso e dramático. Cada um tem sua opinião, mas acho que os fatos que o homem leu aconteceram na vida dele e, claramente, aquilo abalou ele.
    Muito bem escrito!
    Parabéns, Liliputiano!

  53. Evelyn Postali
    14 de janeiro de 2017

    Desesperador. Eu ri da cena (apesar de triste) porque imaginei o bebê meio dormindo, meio acordado pelo desespero desse pai, tentando apaziguar o próprio coração na presença da criaturinha, diante de acontecimentos que podem, ou não, estar associados a ele próprio. Tenso. Intenso. Para mim está bem escrito. O tema é bom e a ambientação também.

  54. Edson Carvalho dos Santos Filho
    14 de janeiro de 2017

    Bacana como as “notícias” que nos bombardeiam todo dia podem gerar esse tipo de paranoia nas pessoas. Se foi essa a intenção, a ideia é boa, mas faltou um pouco de profundidade. Perdoável, pela limitação de 99 palavras.

  55. edsoncarvalhodrywall
    14 de janeiro de 2017

    Bacana como as “notícias” que nos bombardeiam todo dia podem gerar esse tipo de paranoia nas pessoas. Se foi essa a intenção, a ideia é boa, mas faltou um pouco de profundidade. Perdoável, pela limitação de 99 palavras.

  56. Edson Carvalho dos Santos Filho
    14 de janeiro de 2017

    Bacana como o texto mostra o quanto as “notícias” trágicas do dia a dia podem gerar uma paranoia sem sentido na cabeça das pessoas. Mas achei que faltou um pouco mais de profundidade, o que é perdoável já que é difícil fazer isso em 99 palavras.

  57. Fernando Cyrino
    14 de janeiro de 2017

    Achei bem significativo isto de o protagonista ir apanhando a sua história em “seus livros da vida”. História pesada e que só faz aumentar a tensão. O final ficou bem bacana. Depois de ter “relido” as trevas da própria existência, ele se propõe, pelo amor a construir algo diferente. Bonito. Parabéns. Como disse lá em cima, um conto significátivo, que me faz refletir. Parabéns. Sucesso viu?

  58. Sandra A. Datti
    14 de janeiro de 2017

    Um conto inteirinho numa única inspiração. Ousado…

    Deixou-nos a escolha das entrelinhas: o passado ainda não cicatrizado dentro de um personagem em 3ª pessoa, sendo revisto através dos recortes das leituras aleatórias, num provocativo jogo de coincidências. Ou o pensar no seu rebento, no seu presente (ou seu futuro), criado por um momento epifânico, uma eureca existencial, uma consciência que nos leva a uma sensação de ternura, amor e proteção.

    Experimentaria reescrevê-lo em 1ª pessoa ( e ficaria muito curiosa para desbravas algumas entrelinhas que os olhos míopes e o tempo escasso não nos deixa enxergar…)

    No penúltimo parágrafo, seria bacana reorganizar a pontuação. Se foi intencional, não agradou muito. Mas somando tudo, um bom conto, sem muitas surpresas.
    Gostei, gostadim.
    🙂

  59. Laís Helena Serra Ramalho
    14 de janeiro de 2017

    Ao terminar a leitura, a primeira interpretação que me veio foi a de que o pai, ao ler tantas coisas negativas, temeu pelo futuro do filho. Ou quem sabe o pai não teria passado por isso na infância?

    Gostei da ideia, dessa mistura de ficção e realidade proposta. É uma história completa, que traz mais do que está escrito, o que foi um ponto muito positivo.

    Entretanto, achei que algumas escolhas (como o discurso indireto livre, ou a opção de colocar tudo em um único parágrafo) acabaram tirando o impacto da história.

  60. Poly
    13 de janeiro de 2017

    O título me intrigou, fez eu me perguntar o que está na entrelinhas. Há culpa, remorso quanto a algo que o homem fez no passado? É quase como se ele estivesse se desculpando com a criança. Por algo que fez ou pelo que os outros fazem?
    Ideia interessante. Acredito que as linhas finais tenham ficado um pouco atropeladas, com a pontuação confusa. Mas talvez essa tenha sido a intenção.

  61. Gustavo Henrique
    13 de janeiro de 2017

    Bem elaborado, gostei da ideia!

  62. Simoni Dário
    13 de janeiro de 2017

    Não entendi bem, penso que culpa e remorso estão nas entrelinhas e o amparo ao filho que se segue à narrativa das frases dos livros é uma forma de enxotar dali as vivências terríveis do passado do pai. Bacana e bem escrito.
    Bom desafio!

  63. Vítor de Lerbo
    13 de janeiro de 2017

    Gostei do tom dramático do conto. Ele traz à tona uma lei não escrita da natureza de que, quanto mais queremos fugir de certas coisas, mais essas coisas aparecem aleatoriamente em nossas vidas.
    O mistério do último livro também é um ponto positivo.
    O texto me parece um pouco confuso. Ainda estou em dúvida se isso se deve ao limite de palavras ou se essa confusão foi intencional por parte do escritor.
    Boa sorte!

  64. Gustavo Castro Araujo
    13 de janeiro de 2017

    O conto é um soco no estômago. Pungente, direto, forte, daqueles cuja lembrança perdura por um bom tempo. Claro que há inúmeras interpretações possíveis – incluindo aquela que o autor concebeu – mas para mim, os livros funcionaram como uma espécie de vetor de memória, em que o protagonista (re)viu sua própria história, ou melhor, capítulos dela. Reação natural de qualquer pai, corre ao filho, com a certeza auto infligida de que em relação ao menino, aqueles capítulos jamais se repetirão.

  65. Lídia
    13 de janeiro de 2017

    Gostei muito do seu texto.
    Gatilho disparado no terceiro livro; não demorou para o eu lírico perceber que são frequentes as histórias em que a figura masculina (qualquer responsável legal, seja pai, padrasto), que deveria dar afeto e apoio, causa danos na vida de uma criança. Desse modo, tendo consciência de seu papel na vida do filho, reafirma a ele que está presente numa demonstração desesperada de afeto (talvez, por medo de que algum dia o faça sofrer, como os personagens fizeram com suas proles).
    O tema da paternidade é pouco explorado no cotidiano e gostei muito que tenha feito essa escolha; muitas vezes pensa-se que o pai tem um papel secundário na criação do filho, e isso é nítido quando ninguém para pra pensar que o abandono da criança é uma forma de aborto paterno.

    Muito obrigada pela reflexão!
    Boa Sorte 🙂

  66. Fil Felix
    13 de janeiro de 2017

    Li duas vezes pra não perder nada. Gostei do tom menos realista, das tiradas de livros narrando (possíveis) fatos da vida do próprio protagonista, que chegariam num difícil fim. O encontro com o filho pequeno consegue fechar um ciclo, criando talvez um looping na história. Pelo título e pelo pseudônimo, vamos procurando nas entrelinhas essa possível viagem (no tempo?) do cara, levado à outras leituras e interpretações.

  67. Leonardo Jardim
    13 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐⭐▫): como o título diz, tem muita coisa mas entrelinhas, entendi que ele foi lendo nos livros a história da vida dele, mas não peguei a relação com o filho (a mulher teria abortado).

    📝 Técnica (⭐⭐▫): sem erros, mas achei a pontuação confusa.

    💡 Criatividade (⭐▫): já li textos cujas mensagens estão em livros.

    ✂ Concisão (⭐▫): acho que cortou um pouco demais e algumas palavras sobraram, como o final, com o menino.

    🎭 Impacto (⭐▫▫): não teve muito devido às dúvidas levantadas, mas só faltou mesmo encaixar melhor as peças pra terminar com mais impacto.

  68. Vanessa Oliveira
    13 de janeiro de 2017

    Achei interessante essa abordagem que nos deixa sem saber se o personagem está realmente lendo aquilo ou se é apenas os fantasmas de sua vida o assustando. Além disso, o conto me fez entender toda a vida do personagem, sua personalidade, seus traumas, apenas com essa descrição.
    Muito bom, gostei.

  69. Leandro B.
    13 de janeiro de 2017

    Oi, Liliputiano.

    Uma leitura interessante com uma estrutura um tanto diferente, mesmo para um miniconto.

    O que me chamou mais a atenção foi o último livro resgatado pelo personagem. Em todos os outros casos, vemos uma leitura, uma crise, e a busca por um novo livro. Mas quando ele saca o último, não sabemos como reagiu.

    “Sacou mais um. Um gemido de dor forçou saída de seu peito. Descontrolado, foi ao quarto do filho”

    Em todos os livros vemos situações terríveis e o esforço em busca de algo novo, mas neste último, ele desiste, e corre para o filho.

    Dito isso, achei o início da narrativa um tanto abrupta, uma vez que a simbologia dos livros, ou o gatilho que disparou sua confusão, foi disparado meio que do nada. Mas acho que só estou encontrando pelo em ovo.

    Parabens pelo texto e pela estrutura diferenciada.

  70. Thata Pereira
    13 de janeiro de 2017

    Acho que o único ponto que ficou nas entrelinhas para mim foi o ambiente do conto. Onde o personagem estava?

    Imaginei que se estava em casa (pois o filho estava no quarto dormindo), a estante seria dele, logo os livros seriam dele. Portanto, alguma alucinação sobre um fato real.

    Porém, ele pode não estar em casa ou os livros poderiam ser da esposa. Logo, uma coincidência sobre um fato real.

    Não saber onde ele estava me deixou um pouco irritada.

    Mas o conto também pode ser uma crítica a histórias que abordam abandono, violência e aborto, o que não acho que seja o caso, pois acho que obras que abordam tais temas não são bem conhecidas e, na minha opinião, deveriam. Descarto essa ideia.

    No início achei que ele estivesse lendo um diário. Será? Mas acho que não, por conta da sua confusão ao ler as frases.

    O limite do desafio atrapalhou a construção dessa frase: “Arregalou os olhos, entendendo nada.”.

    Boa sorte!

  71. Renata Rothstein
    13 de janeiro de 2017

    O conto está bem escrito, porém, com algumas ressalvas, como na primeira e na última frase: Na primeira, “Sem o que fazer…”, sei que poderia ser melhor construída… e na última frase “O menino, não compreendendo o que se passava, bêbado de sono.” ocorre o mesmo, há outras formas de narrar.
    Há abertura para mais de uma interpretação, uma vez que o protagonista pega o livro, lê uma frase e fica “sem entender nada”, ou seja, tanto pode tratar-se de lembranças sofridas, como um possível caso de psicopatia, ou que o protagonista estivesse se sentindo “tentado” pelos trechos dos livros.
    O choro com a criança no colo talvez revele essa faceta. Ou não, quem sabe ele esteja sofrendo com crises de pânico?
    Bem, sem dúvida o conto me fez pensar.
    Parabéns

  72. Anderson Goes
    13 de janeiro de 2017

    Achei confuso de inicio, não entendi muito bem o que o autor queria dizer… Daí eu percebi que essa poderia ser a intenção dele e foi como se tivesse mudado e entrei no jogo proposto. Pareciam ecos do passado ressoando em sua mente e isso gerou aquele toque de afirmação no final ao pegar o filho sonolento. Pena que pelo limite imposto de palavras o final ficou menos dramático comparando com o restante do texto…

  73. Sabrina Dalbelo
    13 de janeiro de 2017

    Achei um texto bom, mas merecia ser melhor desenvolvido. Talvez mais história, talvez mais irresignação do personagem.

    E essa frase, em especial, mostra que o texto sofreu cortes que tiraram a beleza do desfecho, provavelmente pelo limite de palavras do desafio:

    “O menino, não compreendendo o que se passava, bêbado de sono.”

  74. Anderson Henrique
    13 de janeiro de 2017

    Interessante. O protagonista é abandonado, depois abusado. Na fase adulta, o papel se inverte e ele se torna algoz (força a namorada ao aborto). Pega o filho no colo, tempos depois, e repete que o ama, mas na verdade parece estar tentando se convencer de que poderá subverter essa força trágica (predestinação/karma/índole) e ser um bom pai (justamente o que lhe faltou e onde já havia falhado uma vez). Acho que o texto poderia ter sido construído (ou arrumado) com mais força ou impacto, mas a trama é interessante e faz justamente o que deve fazer um microconto: deixar o leitor completar as lacunas.

  75. Olisomar Pires
    13 de janeiro de 2017

    Interessante a carga dramática utilizada. Tanto pode ser entendido como uma crítica à literatura com seu gosto pelo trágico e lágrimas, como pode ser visto como lapsos referentes às agruras sofridas pelo personagem que receia perder o filho ou que este passe pelo mesmo.

    Um bom conto, embora de efeito catártico reduzido ao não se definir a situação.

  76. Tiago Volpato
    13 de janeiro de 2017

    Não entendi muito bem. Uma crítica a literatura moderna? Mas a estante é dele, ele fica surpreso com os livros que compra? Os livros são ecos do seu passado? É um conto interessante, me fez pensar. Abraços!

  77. Matheus Pacheco
    13 de janeiro de 2017

    Muitas ideias sobre esse conto, será que tudo se passa na mente do pai? será que tudo realmente aconteceu mas ao ponto que ele chegou na vida ele abandonou seu passado com o filho? Será que o filho que ele beija realmente existiu?
    Muito bem trabalhado e desenvolvido.

  78. Ceres Marcon
    13 de janeiro de 2017

    Oi, Liliputiano. Gostei da narrativa quebrada, que abre espaço para a tensão do que está por vir. A sucessão de frases levam a histórias de vida que o protagonista mostra, em seu desespero, ter vivido. Os enganos cometidos, a dor e o arrependimento, ao final.
    Minhas sugestões: poderia ter alongado um pouco o texto, explorado mais as entrelinhas, sem entregar o que realmente aconteceu.
    O final me confundiu. Precisei ler duas vezes para saber quem estava bêbado, mas foi distração minha.

  79. elicio santos
    13 de janeiro de 2017

    Eu achei desnecessário o título, haja vista que uma característica central das micronarrativas, devido ao pouco espaço, é o subtexto, ou seja, o “não dito” que figura nas entrelinhas. Fora isso o texto é criativo, pois utiliza-se dos livros para “engatilhar” no leitor as possíveis interpretações dos conflitos vivenciados pela personagem principal, os quais permanecem ocultos. O medo do protagonista seria consequência do aumento da insegurança e da violência no mundo, de algum distúrbio psicológico que assola o mesmo como, talvez, a síndrome do pânico? Ou do passado real? Por essa carga semântica eu afirmo que gostei da narrativa. Parabéns ao autor.

  80. Glória W. de Oliveira Souza
    13 de janeiro de 2017

    Certa vez li que um grande poeta brasileiro teria tido que poesia seria a arte de cortar palavras. O gênero aqui é o de conto e aqui, pelas regras, também foi preciso cortar palavras. O texto de autor deixou, salve melhor juízo, essa luta em cortar, recortar e cortar novamente. Especialistas, como Moisés Massaud, apontam que o conto ocorre num espaço limitado. Geralmente em um ambiente. O presente texto ocorre em dois: sala/biblioteca? (livros) e quarto com a criança. Isso, creio, pode ter tirado um pouco da dramaticidade e a solução, ao que parece, está na última frase: bêbado de sono. Portanto, a distinção entre as narrativas saltadas dos livros podem ser entendidas como projeções de culpa, tanto dos relatos ocorridos (abandono, abuso, aborto) bem como receio de que essa realidade possa se concretizar. Não são fatos ocorridos. São fatos de medo, ou culpa, acontecidos em uma madorna. Sou faltou um sofá na cena.

  81. Antonio Stegues Batista
    13 de janeiro de 2017

    O texto está bem escrito, ocultando os motivos e sugerindo interpretações. Vi um homem solteiro, abandonado quando nasceu, sofreu abuso na infância, fez coisas ruins e chega em certo momento da vida que ele sente toda essa carga emocional ao ler referências em livros que vai pegando aleatoriamente. É pai solteiro e deseja que nada daquilo aconteça com o filho. Não encontrei nada de original na história, uma história comum, embora bem tramada.

  82. Miquéias Dell'Orti
    13 de janeiro de 2017

    Texto bacana e com uma carga emocional muito forte. Inicialmente, parece relativa aos abusos que (infelizmente) são comumente sofridos por crianças e o medo e amor de um pai para com seu filho diante dessas barbáries.
    Eu tive uma outra impressão dentro do contexto. Ao meu ver, existe também a possibilidade do personagem estar em algum tipo de palácio da memória em que suas recordações são guardadas em livros e ele os abre, um a um, relembrando, sem realmente querer, essas passagens trágicas da sua própria vida para ao final se comover com o próprio reflexo de sua infância, o filho.
    Se bem que, pensando bem, isso pode ser só uma viagem maluca dá minha cabeça rsrsrs.
    Encontrei algumas falhas de pontuação que poderiam ter sido revisadas e ficou muito explícita a supressão de algumas palavras para você se adequar ao formato do desafio (o que, realmente, não é nada fácil), mas nada que deixasse o texto incompreensível.

  83. Patricia Marguê Cana Verde Silva
    13 de janeiro de 2017

    Um texto visceral. Remete ao nascimento e as mortes imateriais, entretanto reais. Abuso dos mais tensos. O abandono do nascer também remete ao aborto, ao abuso, etc…

  84. andré souto
    13 de janeiro de 2017

    Um conto muito bom,com um excelente uso do realismo fantástico.

  85. Rubem Cabral
    13 de janeiro de 2017

    Olá, Liliputiano.

    Muito bom o texto, considerando as limitações que o número de palavras traz. Há realmente coisas nas entrelinhas: teria o personagem sofrido/participado dos dramas que ele lê? São apenas ficções que o emocionaram a ponto de temer fazer mal ao filho?

    Nota: 8

  86. rsollberg
    13 de janeiro de 2017

    Na hora em que li esse conto, me lembrei de uma cena do filme “O lado bom da vida” onde o personagem do Bradley Cooper, um professor que acaba de sair de um colapso e está voltando para a casa de seus pais, termina de ler um livro do Hemingway, fica puto e lança o livro pela janela. Aqui, o personagem principal é bombardeado por histórias terríveis e reage de maneira diversa, abraçando o seu filho. Aparentemente é uma alusão ao cotidiano violento, que nos atinge invariavelmente. Contudo, existe a possibilidade do próprio protagonista ser o autor dos livros e nesse caso ele estaria rememorando sua própria vida.
    Nesse sentido, creio que o ponto alto do conto é não responder as perguntas e deixar para o leitor esse exercício de interpretar, sendo certo também que apesar de tudo a mensagem da história é muito clara.

    Parabéns e boa sorte no desafio

    • rsollberg
      13 de janeiro de 2017

      Achei o trecho!

  87. angst447
    13 de janeiro de 2017

    A curta narrativa faz brotar sentimentos imediatos no leitor. O protagonista é um leitor, ou pelo menos tenta ser e só se depara com trechos que lhe comovem e chocam. Haverá alguma relação com a própria vida do homem? O que terá lido que o fez correr para abraçar o filho? Algo terrível, sem dúvida.
    Bem escrito e com ótimo ritmo.
    Boa sorte!

  88. Davenir Viganon
    13 de janeiro de 2017

    Nas entrelinhas
    Olá.
    O conto me lembra os momentos em que não conseguimos nos concentrar na leitura porque o dia foi muito ruim ou a própria leitura nos faz relembrar de coisas ruins e não conseguimos continuar naquele momento. Isso me fez gostar mais do conto do que do drama em si.

  89. Guilherme
    13 de janeiro de 2017

    Achei legal o final, bastante emocional, mas um pouco peado para o meu gosto. Boa sorte 🙂

  90. José Leonardo
    13 de janeiro de 2017

    Olá, Liliputiano.

    Seu texto contém uma questão interessante: o protagonista vivenciou ou não (uma vez que surge após a ociosidade) todos os eventos, recordando-os e sofrendo com o choque de tais lembranças como que os revivendo? Entretanto, vivenciados ou não, traumáticos pelo choque ou pela possibilidade de virem a acontecer com outra vida, as reações a eles não mudam: medo e consternação a tal ponto que teve de correr até a criança (inocente, sonolenta, alheia a tudo) numa tentativa de protegê-la daquilo tudo.

    Embora o espaço seja bem reduzido, creio que a mensagem e as emoções foram transmitidas ao leitor.

    Boa sorte neste desafio.

  91. Thiago de Melo
    13 de janeiro de 2017

    Amigo Liliputiano,

    Talvez seja o horário em que estou lendo seu texto, mas, de início, eu não tinha captado a mensagem de que as frases dos livros representavam lembranças que o personagem principal estaria revivendo ao ler. Mas faz todo o sentido.
    Talvez pela exiguidade do limite de palavras o final tenha ficado muito abrupto, nao embarquei na emoção do personagem gritando com o filho, mas no geral foi um bom texto. Parabéns.

  92. Luiz Eduardo
    13 de janeiro de 2017

    Gostei do conto, principalmente da aura de constante tenção envovlendo o personagem. Achei o final um pouco confuso. mas gostei da dramaticidade.

  93. Virgílio Gabriel
    13 de janeiro de 2017

    No início percebi que se tratava da vida pretérita do protagonista, porém o ponto forte foi o abraço no filho, mostrando que sempre há uma segunda chance para fazer o correto. Muito bom.

  94. Bruna Francielle
    13 de janeiro de 2017

    Gostei ! De acordo com meu entendimento, ele viu histórias em que filhos, crianças sofreram algum tipo de violência e tendo ele um filho, temeu que o mesmo ocorresse ou tivesse ocorrido com o filho. As histórias serviram como uma conscientização para ele, incentivaram ele a querer proteger e cuidar bem do próprio filho.
    Pode ser que não seja essa a interpretação correta.
    Mas achei bem criativo.

  95. Eduardo Selga
    13 de janeiro de 2017

    Bem elaborado o tom crescente de dramaticidade, do que só nos damos conta ao fim, sugerindo que os eventos narrados nos livros fazem parte da vida pretérita do personagem. Assim, ele teria sido vítima de abandono, de abuso sexual, bem como fora o algoz da namorada. O último livro, contudo, trás algo de muito grave e não narrado, sugerindo a morte, motivo pelo qual ele corre e abraça o filho. A seguir a lógica narrativa, essa morte sugerida é a dele, personagem. Assim sendo, abraçar a criança e dizer “papai te ama”, mais que o óbvio, é reencontrar-se consigo próprio, recuperar a vida perdida. Ou seja, ambos se tornam um só.

  96. brás cubas
    13 de janeiro de 2017

    Achei tocante. Muito bom!

  97. Guilherme de Oliveira Paes
    13 de janeiro de 2017

    Gostei do tema escolhido, muito bem escrito.

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Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .