EntreContos

Literatura que desafia.

Homens-árvore (Daniel Reis)

homens-arvore-vinagrette

Véspera de Natal. Pelo vidro da loja, vislumbro o rosto do amigo que não quis mais ser meu, um dia. Afastamo-nos há tantos anos, ambos sem razão, sempre em lados divergentes. Agora, quase não o reconheço: golpes da vida, sulcos profundos na casca dura e ressequida. Será que, mesmo crescendo distantes, produzimos suficiente sombra, flor, fruto, semente? Nunca saberemos: de longe, tímidos, nossos troncos se curvam levemente, agitando galhos simétricos numa despedida sem desculpas, mas repleta de silêncios eloquentes.

“Meu Deus, quem diria?!” Eu, não. E nem poderia.

Porque aquele amigo era o meu reflexo, tênue, numa vitrine vazia.

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91 comentários em “Homens-árvore (Daniel Reis)

  1. Lohan Lage
    27 de janeiro de 2017

    Mais um micro com esta premissa, a qual me faz recordar “O Retrato”, de Cecilia Meireles.
    Bom, deu um certo impacto no final… mas, ainda assim, senti que faltou o fator x da questão.
    Boa sorte!

  2. Lídia
    27 de janeiro de 2017

    Lembrou-me muito do poema O Retrato da Cecília Meireles. Há um distanciamento entre o homem e o próprio reflexo, gostei disso no micro.
    Boa sorte!

  3. Andreza Araujo
    27 de janeiro de 2017

    O texto é introspectivo, as analogias do homem com a árvore foram muito bem pensadas. A princípio, pensei que ele enxergava a si próprio no vidro, depois desisti, depois voltei atrás de novo hehehe O homem não é mais amigo de si próprio, e o que o levou a se deparar com tal situação? É um texto profundo, que mostra que a gente pode se distanciar de nós mesmos, de propósito ou sem querer. Muito bom!

  4. Felipe Alves
    27 de janeiro de 2017

    Achei interessante. Boas metáforas e construção. Mas não gostei muito da conclusão, esperava algo arrebatador. Boa sorte!

  5. andressa
    27 de janeiro de 2017

    Atual também, afinal os laços fraternos estão se rompendo com muita facilidade, são superficiais. Boa sorte!

  6. Jowilton Amaral da Costa
    27 de janeiro de 2017

    Bom conto. O interessante aqui é a construção da personalidade humana como se fossemos uma árvore e depois a surpresa, nada original, de que o amigo que ele vê é ele mesmo. Ainda paira a dúvida se era um árvore mesmo ou uma metáfora do homem. Mas, essa dúvida é boa. Boa sorte.

  7. Renato Silva
    27 de janeiro de 2017

    Um homem que volta às pazes consigo mesmo na maturidade. Muitos de nós levamos anos até nos encontrarmos, juntarmos nossos fragmentos e voltarmos (ou nos tornarmos) um só. Bacana a forma como você usou as metáforas, num texto direto e de fácil compreensão. Gostei. Bos sorte.

  8. Sidney Muniz
    27 de janeiro de 2017

    H omens, humanidade, o que perdemos e o que podemos recuperar.

    O reflezo, a sombra, o passado ou apenas o espectro do que se foi. Homens fincando raízes, raízes em uma terra que não dá mais frutos.

    Mesmo que o conto tenha me impactado muito pela linguagem, eu senti que se alongou demais, mesmo estando dentro do limite. Mas e o que isso tem a ver se não ficou cansativo, né?

    E u sei que esse texto me lembra três autores que gosto muito, e quem sabe possa estar certo sobre essa autoria, só que não! Nunca acerto!

    N ada como um dia após o outro. Antes não tinha gostado do texto, mas após a leitura de hoje eu curti bastante.

    S e estará ou não entre meus primeiros, isso ainda não sei, mas é um bom trabalho que merece meus parabéns!

  9. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    26 de janeiro de 2017

    Olá, Vinagrette,

    Tudo bem?

    Seu conto me lembrou um amigo que se afastou de igual modo. Gostei da fluência, das imagens criadas e da cadência. Um belo texto.

    Parabéns por sua verve e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  10. Gustavo Henrique
    26 de janeiro de 2017

    Ótimo conto, muito bonito! Esse vai pro top 20!! boa sorte.

  11. Douglas Moreira Costa
    26 de janeiro de 2017

    Um conto muito bonito, com uma serie de descrições (que a princípio parecem metafóricas) bem feitas e uma reflexão do narrador muito bonita. E o plot twist me fez sentir a dor da árvore, foi uma sacada muito boa, me fez criar instantânea empatia. Muito bem escrito.

  12. Tiago Menezes
    26 de janeiro de 2017

    Gostei da forma como descreveu essa comparação entre homens e árvores. Muito bonita, por sinal. Para refletirmos. Parabéns.

  13. Poly
    25 de janeiro de 2017

    Gostei bastante da comparação dos homens com árvores, e das descrições usando destes recursos. A sacada no final foi muito boa, fez eu partir para uma segunda leitura e reler com outros olhos.

  14. Pedro Luna
    25 de janeiro de 2017

    O bom e velho conto do sujeito se olhando num espelho e inicialmente não se reconhecendo, muito provavelmente por ter se tornado alguém que ele jamais imaginaria que seria. Batidíssimo. No entanto, aqui o autor, autora, soube utilizar outras armas para contar a história. Confesso que a revelação no fim não me chamou a atenção, justo por já ter visto isso demais, mas as metáforas utilizadas, o lance das árvores, foram o diferencial e deixaram o conto bem bacana.

  15. vitormcleite
    25 de janeiro de 2017

    interessante a surpresa que o texto nos reserva, frases interessantes, mas depois de ler ficam perguntas a mais, talvez seja um texto que precisa de ser desenvolvido, agora sem limites de palavras

  16. Andre Luiz
    25 de janeiro de 2017

    -Originalidade(10,0): Diferentemente da maioria dos contos que trazem seres inanimados como personagens, o seu tem algo a mais. Fazendo o uso da prosopopeia, você consegue mergulhar o leitor em uma reflexão intimista. A figura da árvore não é nada mais do que a personificação do próprio ser humano em sua realidade.

    -Construção(8,0): O final para mim foi anticlimático, principalmente porque eu esperava um desenrolar diferente. Gostei da premissa, porém a finalização poe ser melhorada.

    -Apego(8,0): Achei muito boa a ideia, e fez com que o leitor se voltasse para seu interior e revesse seu pensamento sobre si mesmo.

    Boa sorte!

  17. Wender Lemes
    25 de janeiro de 2017

    Olá! Gostei da narrativa, enche-nos de ideias. O interessante é que o projeto idealizado de si não ficou estático em uma memória longínqua, como na maioria das vezes. Assim como o protagonista, seu outro “eu” também evoluiu, sofreu… contradizendo o Clube da Esquina, os sonhos também envelhecem. Isso é muito bonito.
    Parabéns e boa sorte.

  18. Luiz Eduardo
    25 de janeiro de 2017

    Bonito. Como vários outros contos, segue uma linha poética, o que pode ser perigoso as vezes, correndo o risco de descaracterizar o conto. Acho que dessa vez deu certo. Boa sorte

  19. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    História triste, mas bastante comum. Amigos que se afastam, por diferenças, e depois de anos se reencontram, cada um mudado. O final inverte essa história, mostrando que o amigo na verdade era ele mesmo, talvez por não ter aceito algum sonho ou desejo de juventude? Ficou isso em aberto. Boa sorte!

  20. rsollberg
    25 de janeiro de 2017

    Parabéns autor.
    Até o momento um dos melhores contos do desafio.

    O personagem não consegue enxergar seu reflexo na vitrine, provavelmente em razão da decoração de natal. Ao mesmo tempo, demonstra a dificuldade de nos vermos em toda nossa plenitude e como reagimos ao tempo.

    Essa passagem é sublime “de longe, tímidos, nossos troncos se curvam levemente, agitando galhos simétricos numa despedida sem desculpas, mas repleta de silêncios eloquentes”. Cria imediatamente uma imagem incrível na cabeça do leitor.

    Parabéns.

  21. catarinacunha2015
    24 de janeiro de 2017

    MERGULHOU com capricho, fez firula, foi aplaudido e cumprimentou o público. Na saída tropeçou na própria trama. Quero crer que essa última frase foi um acidente de percurso, pertencia a outro texto, outro corpo. Talvez um fantasma invasor só de sacanagem. A penúltima frase, tão perfeita, tão brilhante ser assim, assada pelo IMPACTO da próxima, tão sem propósito para meus neurônios. A vida é assim.

  22. Marco Aurélio Saraiva
    24 de janeiro de 2017

    Ao reler o conto, captei o seu impacto. Que grande reflexão! Acho que todos nós já passamos por este momento. O olhar no espelho e não se reconhecer; lembrar-se de tempos passados onde tudo era diferente. Soltar, nem que seja mentalmente, um sonoro “quem diria”.

    Achei boa a alegoria com a árvore. O “ele do passado” é uma árvore diferente do “ele do presente”. Crescem separadas e jamais se tocarão. As perguntas que vêm são as perguntas que todos nós fazemos. Como poderíamos não fazer? “…produzimos suficiente sombra, flor, fruto, semente?”

    Achei muito interessante também como você trata o seu “eu” do passado como um velho amigo com o qual perdeu contato. É uma comparação incrível, eu diria. Exemplifica bem esse sentimento de que somos pessoas completamente diferentes das que éramos antes; como amigos que nunca mais se viram.

    Parabéns!

  23. Eduardo Selga
    24 de janeiro de 2017

    Resultado de inevitáveis escolhas feitas na vida, há um descolamento do sujeito de si mesmo a tal ponto que o personagem não percebe que ele faz reflexões sobre o seu reflexo na vitrine. Até o desfecho ele não se vê, e supõe que está enxergando outra pessoa, um amigo de antanho.

    Não se vê ou, pela decepção com a vida, enxergando-se perfeitamente, gostaria que o reflexo fosse na verdade outra pessoa, o que funcionaria como emoliente para sua dor existencial? Nesse caso, uma recusa que ele não consegue sustentar por muito tempo, e ao fim ele, rendido, se confessa a si mesmo.

    Fazer a equivalência de sentido do homem (não apenas o personagem, mas a espécie humana) com a árvore é uma metáfora muito rica; o fato de todo o texto ser elaborado em torno dessa metáfora é uma alegoria.

    Especificamente falando da metáfora, além de haver equivalência homem-árvore quando se trata de “sombra, flor, fruto, semente” (o legado da pessoa durante a vida) e “casca dura e ressequida” (insensibilização pelo sofrimento), também há uma aproximação que faz a metáfora e a alegoria serem muito pertinentes: a imobilidade dos dois seres, a árvore e o homem que se perdeu de si mesmo. Ela, porque viva; ele, porque morto.

    O que foi feito aqui é fundamental em literatura, ou seja, a ampliação de significados. Para isso ela existe. Se for para dizer que uma pedra é uma pedra, melhor não escrever nada.

  24. Evandro Furtado
    24 de janeiro de 2017

    A narrativa vinha fantástica, mas essa rima final, não pegou pra mim. Soou muito cafona. A ideia dos amigos e sua comparação com as árvores também é bacana, mas essa imagem final, o reflexo na vitrine, apesar de muito boa em si própria, quebra o balanceamento. Basicamente você tem duas ideias pra lá de boas, mas que não combinam uma com a outra.

    Resultado – Average

  25. Victória Cardoso
    23 de janeiro de 2017

    Seu texto foi um dos que eu mais gostei. Muito bem escrito, gostei das metáforas e das possíveis reflexões. Boa sorte!

  26. Mariana
    23 de janeiro de 2017

    Um conto duro, como uma árvore. Alcançou o que esperava, acredito eu. Parabéns

  27. Fheluany Nogueira
    23 de janeiro de 2017

    Um homem-árvore seria metáfora para aquela que tem raízes, fixo em seus princípios? Ele não se reconhece no reflexo da própria imagem, está amadurecido, endurecido e torto. Conto bem escrito, reflexivo, apesar de usar a árvore como referência, tem a mesma linha de “Retrato”, Cecília Meireles. Bom trabalho. Abraços.

  28. Bia Machado
    22 de janeiro de 2017

    Conto muito parecido com o da mulher que se vê no espelho pensando que é outra. Com esse simpatizei mais. Achei as frases bem construídas, cheguei a pensar que era um encontro de duas pessoas, mas depois, a surpresa. Eu preferia a minha versão, ainda assim achei bem construído e com uma metáfora interessante.

  29. Anorkinda Neide
    22 de janeiro de 2017

    Olá! Bem, eu nao consegui, nem tentando visualizar uma árvore.. rsrs
    Homens-árvore é a metáfora, comparando o caminho humano pela vida, com as árvores.
    Achei bonito, fez um contraponto do que a pessoa é e o que ela poderia ser, duas pessoas separadas e envelhecidas. Enfim, dá pra viajar bastante nesta reflexão.
    Mas tem alguma coisa que me afastou do conto, nao sei bem o que é, faltou brilho .boa sorte ae e abraço

  30. Cilas Medi
    21 de janeiro de 2017

    A introspecção em texto, em conto morno e sem muito o que comentar. Não gosto, simplesmente.

  31. Thayná Afonso
    21 de janeiro de 2017

    O que pude absorver é que o conto se trata dessa sensação terrível de repente não se reconhecer mais, embora seja natural que mudemos drasticamente com o passar do tempo, é sempre bastante chocante quando notamos a mudança brusca que sofremos. Quando terminei de ler, fiquei imaginando… Qual seria a razão do questionamento sobre a possibilidade do “amigo” ter produzido suficiente sombra, frutos, sementes? Ele estaria imaginando como teria sido a vida se tivesse feito escolhas diferentes? Ao me deparar com o título e imagem do conto, não esperava por isso. Foi uma boa surpresa. Parabéns.

  32. chrisdatti
    21 de janeiro de 2017

    O reconhecimento do vazio interior (numa época em que acabamos por exercitar um bocadim mais essa questão das reflexões). O Eu persona (máscara), o Eu essência e o abismo de vazio existente entre ambos. A metáfora da árvore foi muito feliz, se fez imagem perfeita desse Des(encontro) entre personalidade e essência.
    Forma e conteúdo muito bons. Final excelente.
    Dorei…
    Parabéns!
    🙂

  33. Amanda Gomez
    20 de janeiro de 2017

    Olá,

    Éh, tem muitas interpretações aqui, eu pelo menos tive duas, mas ficarei com a primeira. A árvore aqui nada mais é quem uma metáfora do próprio homem, do que ele se tornou quando se perdeu de si mesmo, “sulcos profundos na casca dura e ressequida”

    Imagino um homem que abandonou seus sonhos, seu verdadeiro eu, distanciou-se do que acreditava para se tornar algo mais fácil de ser. Não conseguiu fazer as pazes consigo mesmo, estão distantes… não são mas a mesma pessoa.

    Gostei bastante das metáforas usadas aqui, tanto pela imagem de uma árvore quando a do homem, pode ser as duas coisas, o resultado é o mesmo.

    Um conto que merece destaque, gostei!

  34. Tom Lima
    20 de janeiro de 2017

    Eu li o começo com uma interpretação mais literal de duas pessoas que se afastaram, realmente duas. E estava muito interessante assim. Criei expectativas, me desculpe. Por isso não gostei tanto do final. Mas gostei do todo. A forma é o ponto forte aqui, a escolha das palavras e das metáforas ficaram ótimas.
    Se entendi bem o homem se afastou de seus sonhos, suas aspirações e, nesse momento, vê o que poderia ter sido, pensa “e se?” e esse momento é bastante intenso.

    Boa sorte.

    Abraços.

  35. Estela Menezes
    20 de janeiro de 2017

    Gostei muito de muita coisa no seu conto. Embora não seja tão original a ideia de um reflexo que “resolve” o final, a forma com que você compôs o momento, a analogia com a árvore, a emoção bem dosada que permeou o texto, a correção da linguagem, tudo isso justifica o prazer da leitura. Só acho que situar o relato na véspera do Natal foi desnecessário e acrescentou um detalhe que nada tem a ver com o resto da história…

  36. Priscila Pereira
    20 de janeiro de 2017

    Oi Vinagrette, seu protagonista, por acaso, era uma árvore de natal que ninguém quis comprar?? Achei bonito o texto, reflexivo. É o segundo texto sob o ponto de vista de uma árvore… interessante. Parabéns e boa sorte!!

  37. Iolandinha Pinheiro
    19 de janeiro de 2017

    O texto é lindo, perfeito. Não ganhou uma estrelinha, mas uma constelação. Até agora o melhor, fora o meu, kkkk. O texto mexeu comigo. O início e o fim dizem muitas coisas, se conectam. O homem vê o amigo pelo vidro da vitrine, vê o efeito de uma vida dura sobre ele, a casca da árvore como a máscara traduzindo seus sentimentos, ressentimentos, decepções. E, no final: aí é onde está a genialidade do conto, aí foi onde me emocionou, ele se dá conta que a imagem que julga ser a do amigo envelhecido que não vê há tantos anos, nada mais é que a sua própria imagem. Seu texto furtou meu coração, mas eu nem reclamo, eu o entrego feliz. Meus parabéns. Minha admiração. Que lindo.

  38. waldo Gomes
    19 de janeiro de 2017

    Outra poesia ou prosa poética com direito a suspiros e outras coisas.

    Bem escrito, bonito, mas … não consigo aceitar como conto.

    Talvez seja falha do meu conhecimento. Sorry.

  39. Srgio Ferrari
    19 de janeiro de 2017

    Aeeeee puta final hein…isso sim! Isso sim. Assim que se faz. Tem umas correções a serem feitas aí, depois esmere ele pq ficou chocrível (igual fala o morto daquele apresentador da record Mignon sei lá o que) Deu azar, tem muito artesanato bonito por aí, ela deve ter virado uma peça bem feia.

    • Srgio Ferrari
      19 de janeiro de 2017

      Opa opa…acho que interpretei mal. Agora azedou. Havia entendido que a arvore observava era o reflexo dela de dentro da vitrine, pois tinha virado uma peça talhada por homens!!!!!!!!!!!!!!!!!!!….mas o indicativo é que a vitrine estava vazia então ela olhava apenas o próprio reflexo de longe sem nenhuma surpresa pra mim no final? Bah…..aí fica chato, pouco ousado. Que pena. ´Mudei de ideia, péssimo micro. 😦

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Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .