EntreContos

Detox Literário.

Homens-árvore (Daniel Reis)

homens-arvore-vinagrette

Véspera de Natal. Pelo vidro da loja, vislumbro o rosto do amigo que não quis mais ser meu, um dia. Afastamo-nos há tantos anos, ambos sem razão, sempre em lados divergentes. Agora, quase não o reconheço: golpes da vida, sulcos profundos na casca dura e ressequida. Será que, mesmo crescendo distantes, produzimos suficiente sombra, flor, fruto, semente? Nunca saberemos: de longe, tímidos, nossos troncos se curvam levemente, agitando galhos simétricos numa despedida sem desculpas, mas repleta de silêncios eloquentes.

“Meu Deus, quem diria?!” Eu, não. E nem poderia.

Porque aquele amigo era o meu reflexo, tênue, numa vitrine vazia.

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91 comentários em “Homens-árvore (Daniel Reis)

  1. Lohan Lage
    27 de janeiro de 2017

    Mais um micro com esta premissa, a qual me faz recordar “O Retrato”, de Cecilia Meireles.
    Bom, deu um certo impacto no final… mas, ainda assim, senti que faltou o fator x da questão.
    Boa sorte!

  2. Lídia
    27 de janeiro de 2017

    Lembrou-me muito do poema O Retrato da Cecília Meireles. Há um distanciamento entre o homem e o próprio reflexo, gostei disso no micro.
    Boa sorte!

  3. Andreza Araujo
    27 de janeiro de 2017

    O texto é introspectivo, as analogias do homem com a árvore foram muito bem pensadas. A princípio, pensei que ele enxergava a si próprio no vidro, depois desisti, depois voltei atrás de novo hehehe O homem não é mais amigo de si próprio, e o que o levou a se deparar com tal situação? É um texto profundo, que mostra que a gente pode se distanciar de nós mesmos, de propósito ou sem querer. Muito bom!

  4. Felipe Alves
    27 de janeiro de 2017

    Achei interessante. Boas metáforas e construção. Mas não gostei muito da conclusão, esperava algo arrebatador. Boa sorte!

  5. andressa
    27 de janeiro de 2017

    Atual também, afinal os laços fraternos estão se rompendo com muita facilidade, são superficiais. Boa sorte!

  6. Jowilton Amaral da Costa
    27 de janeiro de 2017

    Bom conto. O interessante aqui é a construção da personalidade humana como se fossemos uma árvore e depois a surpresa, nada original, de que o amigo que ele vê é ele mesmo. Ainda paira a dúvida se era um árvore mesmo ou uma metáfora do homem. Mas, essa dúvida é boa. Boa sorte.

  7. Renato Silva
    27 de janeiro de 2017

    Um homem que volta às pazes consigo mesmo na maturidade. Muitos de nós levamos anos até nos encontrarmos, juntarmos nossos fragmentos e voltarmos (ou nos tornarmos) um só. Bacana a forma como você usou as metáforas, num texto direto e de fácil compreensão. Gostei. Bos sorte.

  8. Sidney Muniz
    27 de janeiro de 2017

    H omens, humanidade, o que perdemos e o que podemos recuperar.

    O reflezo, a sombra, o passado ou apenas o espectro do que se foi. Homens fincando raízes, raízes em uma terra que não dá mais frutos.

    Mesmo que o conto tenha me impactado muito pela linguagem, eu senti que se alongou demais, mesmo estando dentro do limite. Mas e o que isso tem a ver se não ficou cansativo, né?

    E u sei que esse texto me lembra três autores que gosto muito, e quem sabe possa estar certo sobre essa autoria, só que não! Nunca acerto!

    N ada como um dia após o outro. Antes não tinha gostado do texto, mas após a leitura de hoje eu curti bastante.

    S e estará ou não entre meus primeiros, isso ainda não sei, mas é um bom trabalho que merece meus parabéns!

  9. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    26 de janeiro de 2017

    Olá, Vinagrette,

    Tudo bem?

    Seu conto me lembrou um amigo que se afastou de igual modo. Gostei da fluência, das imagens criadas e da cadência. Um belo texto.

    Parabéns por sua verve e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  10. Gustavo Henrique
    26 de janeiro de 2017

    Ótimo conto, muito bonito! Esse vai pro top 20!! boa sorte.

  11. Douglas Moreira Costa
    26 de janeiro de 2017

    Um conto muito bonito, com uma serie de descrições (que a princípio parecem metafóricas) bem feitas e uma reflexão do narrador muito bonita. E o plot twist me fez sentir a dor da árvore, foi uma sacada muito boa, me fez criar instantânea empatia. Muito bem escrito.

  12. Tiago Menezes
    26 de janeiro de 2017

    Gostei da forma como descreveu essa comparação entre homens e árvores. Muito bonita, por sinal. Para refletirmos. Parabéns.

  13. Poly
    25 de janeiro de 2017

    Gostei bastante da comparação dos homens com árvores, e das descrições usando destes recursos. A sacada no final foi muito boa, fez eu partir para uma segunda leitura e reler com outros olhos.

  14. Pedro Luna
    25 de janeiro de 2017

    O bom e velho conto do sujeito se olhando num espelho e inicialmente não se reconhecendo, muito provavelmente por ter se tornado alguém que ele jamais imaginaria que seria. Batidíssimo. No entanto, aqui o autor, autora, soube utilizar outras armas para contar a história. Confesso que a revelação no fim não me chamou a atenção, justo por já ter visto isso demais, mas as metáforas utilizadas, o lance das árvores, foram o diferencial e deixaram o conto bem bacana.

  15. vitormcleite
    25 de janeiro de 2017

    interessante a surpresa que o texto nos reserva, frases interessantes, mas depois de ler ficam perguntas a mais, talvez seja um texto que precisa de ser desenvolvido, agora sem limites de palavras

  16. Andre Luiz
    25 de janeiro de 2017

    -Originalidade(10,0): Diferentemente da maioria dos contos que trazem seres inanimados como personagens, o seu tem algo a mais. Fazendo o uso da prosopopeia, você consegue mergulhar o leitor em uma reflexão intimista. A figura da árvore não é nada mais do que a personificação do próprio ser humano em sua realidade.

    -Construção(8,0): O final para mim foi anticlimático, principalmente porque eu esperava um desenrolar diferente. Gostei da premissa, porém a finalização poe ser melhorada.

    -Apego(8,0): Achei muito boa a ideia, e fez com que o leitor se voltasse para seu interior e revesse seu pensamento sobre si mesmo.

    Boa sorte!

  17. Wender Lemes
    25 de janeiro de 2017

    Olá! Gostei da narrativa, enche-nos de ideias. O interessante é que o projeto idealizado de si não ficou estático em uma memória longínqua, como na maioria das vezes. Assim como o protagonista, seu outro “eu” também evoluiu, sofreu… contradizendo o Clube da Esquina, os sonhos também envelhecem. Isso é muito bonito.
    Parabéns e boa sorte.

  18. Luiz Eduardo
    25 de janeiro de 2017

    Bonito. Como vários outros contos, segue uma linha poética, o que pode ser perigoso as vezes, correndo o risco de descaracterizar o conto. Acho que dessa vez deu certo. Boa sorte

  19. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    História triste, mas bastante comum. Amigos que se afastam, por diferenças, e depois de anos se reencontram, cada um mudado. O final inverte essa história, mostrando que o amigo na verdade era ele mesmo, talvez por não ter aceito algum sonho ou desejo de juventude? Ficou isso em aberto. Boa sorte!

  20. rsollberg
    25 de janeiro de 2017

    Parabéns autor.
    Até o momento um dos melhores contos do desafio.

    O personagem não consegue enxergar seu reflexo na vitrine, provavelmente em razão da decoração de natal. Ao mesmo tempo, demonstra a dificuldade de nos vermos em toda nossa plenitude e como reagimos ao tempo.

    Essa passagem é sublime “de longe, tímidos, nossos troncos se curvam levemente, agitando galhos simétricos numa despedida sem desculpas, mas repleta de silêncios eloquentes”. Cria imediatamente uma imagem incrível na cabeça do leitor.

    Parabéns.

  21. catarinacunha2015
    24 de janeiro de 2017

    MERGULHOU com capricho, fez firula, foi aplaudido e cumprimentou o público. Na saída tropeçou na própria trama. Quero crer que essa última frase foi um acidente de percurso, pertencia a outro texto, outro corpo. Talvez um fantasma invasor só de sacanagem. A penúltima frase, tão perfeita, tão brilhante ser assim, assada pelo IMPACTO da próxima, tão sem propósito para meus neurônios. A vida é assim.

  22. Marco Aurélio Saraiva
    24 de janeiro de 2017

    Ao reler o conto, captei o seu impacto. Que grande reflexão! Acho que todos nós já passamos por este momento. O olhar no espelho e não se reconhecer; lembrar-se de tempos passados onde tudo era diferente. Soltar, nem que seja mentalmente, um sonoro “quem diria”.

    Achei boa a alegoria com a árvore. O “ele do passado” é uma árvore diferente do “ele do presente”. Crescem separadas e jamais se tocarão. As perguntas que vêm são as perguntas que todos nós fazemos. Como poderíamos não fazer? “…produzimos suficiente sombra, flor, fruto, semente?”

    Achei muito interessante também como você trata o seu “eu” do passado como um velho amigo com o qual perdeu contato. É uma comparação incrível, eu diria. Exemplifica bem esse sentimento de que somos pessoas completamente diferentes das que éramos antes; como amigos que nunca mais se viram.

    Parabéns!

  23. Eduardo Selga
    24 de janeiro de 2017

    Resultado de inevitáveis escolhas feitas na vida, há um descolamento do sujeito de si mesmo a tal ponto que o personagem não percebe que ele faz reflexões sobre o seu reflexo na vitrine. Até o desfecho ele não se vê, e supõe que está enxergando outra pessoa, um amigo de antanho.

    Não se vê ou, pela decepção com a vida, enxergando-se perfeitamente, gostaria que o reflexo fosse na verdade outra pessoa, o que funcionaria como emoliente para sua dor existencial? Nesse caso, uma recusa que ele não consegue sustentar por muito tempo, e ao fim ele, rendido, se confessa a si mesmo.

    Fazer a equivalência de sentido do homem (não apenas o personagem, mas a espécie humana) com a árvore é uma metáfora muito rica; o fato de todo o texto ser elaborado em torno dessa metáfora é uma alegoria.

    Especificamente falando da metáfora, além de haver equivalência homem-árvore quando se trata de “sombra, flor, fruto, semente” (o legado da pessoa durante a vida) e “casca dura e ressequida” (insensibilização pelo sofrimento), também há uma aproximação que faz a metáfora e a alegoria serem muito pertinentes: a imobilidade dos dois seres, a árvore e o homem que se perdeu de si mesmo. Ela, porque viva; ele, porque morto.

    O que foi feito aqui é fundamental em literatura, ou seja, a ampliação de significados. Para isso ela existe. Se for para dizer que uma pedra é uma pedra, melhor não escrever nada.

  24. Evandro Furtado
    24 de janeiro de 2017

    A narrativa vinha fantástica, mas essa rima final, não pegou pra mim. Soou muito cafona. A ideia dos amigos e sua comparação com as árvores também é bacana, mas essa imagem final, o reflexo na vitrine, apesar de muito boa em si própria, quebra o balanceamento. Basicamente você tem duas ideias pra lá de boas, mas que não combinam uma com a outra.

    Resultado – Average

  25. Victória Cardoso
    23 de janeiro de 2017

    Seu texto foi um dos que eu mais gostei. Muito bem escrito, gostei das metáforas e das possíveis reflexões. Boa sorte!

  26. Mariana
    23 de janeiro de 2017

    Um conto duro, como uma árvore. Alcançou o que esperava, acredito eu. Parabéns

  27. Fheluany Nogueira
    23 de janeiro de 2017

    Um homem-árvore seria metáfora para aquela que tem raízes, fixo em seus princípios? Ele não se reconhece no reflexo da própria imagem, está amadurecido, endurecido e torto. Conto bem escrito, reflexivo, apesar de usar a árvore como referência, tem a mesma linha de “Retrato”, Cecília Meireles. Bom trabalho. Abraços.

  28. Bia Machado
    22 de janeiro de 2017

    Conto muito parecido com o da mulher que se vê no espelho pensando que é outra. Com esse simpatizei mais. Achei as frases bem construídas, cheguei a pensar que era um encontro de duas pessoas, mas depois, a surpresa. Eu preferia a minha versão, ainda assim achei bem construído e com uma metáfora interessante.

  29. Anorkinda Neide
    22 de janeiro de 2017

    Olá! Bem, eu nao consegui, nem tentando visualizar uma árvore.. rsrs
    Homens-árvore é a metáfora, comparando o caminho humano pela vida, com as árvores.
    Achei bonito, fez um contraponto do que a pessoa é e o que ela poderia ser, duas pessoas separadas e envelhecidas. Enfim, dá pra viajar bastante nesta reflexão.
    Mas tem alguma coisa que me afastou do conto, nao sei bem o que é, faltou brilho .boa sorte ae e abraço

  30. Cilas Medi
    21 de janeiro de 2017

    A introspecção em texto, em conto morno e sem muito o que comentar. Não gosto, simplesmente.

  31. Thayná Afonso
    21 de janeiro de 2017

    O que pude absorver é que o conto se trata dessa sensação terrível de repente não se reconhecer mais, embora seja natural que mudemos drasticamente com o passar do tempo, é sempre bastante chocante quando notamos a mudança brusca que sofremos. Quando terminei de ler, fiquei imaginando… Qual seria a razão do questionamento sobre a possibilidade do “amigo” ter produzido suficiente sombra, frutos, sementes? Ele estaria imaginando como teria sido a vida se tivesse feito escolhas diferentes? Ao me deparar com o título e imagem do conto, não esperava por isso. Foi uma boa surpresa. Parabéns.

  32. chrisdatti
    21 de janeiro de 2017

    O reconhecimento do vazio interior (numa época em que acabamos por exercitar um bocadim mais essa questão das reflexões). O Eu persona (máscara), o Eu essência e o abismo de vazio existente entre ambos. A metáfora da árvore foi muito feliz, se fez imagem perfeita desse Des(encontro) entre personalidade e essência.
    Forma e conteúdo muito bons. Final excelente.
    Dorei…
    Parabéns!
    🙂

  33. Amanda Gomez
    20 de janeiro de 2017

    Olá,

    Éh, tem muitas interpretações aqui, eu pelo menos tive duas, mas ficarei com a primeira. A árvore aqui nada mais é quem uma metáfora do próprio homem, do que ele se tornou quando se perdeu de si mesmo, “sulcos profundos na casca dura e ressequida”

    Imagino um homem que abandonou seus sonhos, seu verdadeiro eu, distanciou-se do que acreditava para se tornar algo mais fácil de ser. Não conseguiu fazer as pazes consigo mesmo, estão distantes… não são mas a mesma pessoa.

    Gostei bastante das metáforas usadas aqui, tanto pela imagem de uma árvore quando a do homem, pode ser as duas coisas, o resultado é o mesmo.

    Um conto que merece destaque, gostei!

  34. Tom Lima
    20 de janeiro de 2017

    Eu li o começo com uma interpretação mais literal de duas pessoas que se afastaram, realmente duas. E estava muito interessante assim. Criei expectativas, me desculpe. Por isso não gostei tanto do final. Mas gostei do todo. A forma é o ponto forte aqui, a escolha das palavras e das metáforas ficaram ótimas.
    Se entendi bem o homem se afastou de seus sonhos, suas aspirações e, nesse momento, vê o que poderia ter sido, pensa “e se?” e esse momento é bastante intenso.

    Boa sorte.

    Abraços.

  35. Estela Menezes
    20 de janeiro de 2017

    Gostei muito de muita coisa no seu conto. Embora não seja tão original a ideia de um reflexo que “resolve” o final, a forma com que você compôs o momento, a analogia com a árvore, a emoção bem dosada que permeou o texto, a correção da linguagem, tudo isso justifica o prazer da leitura. Só acho que situar o relato na véspera do Natal foi desnecessário e acrescentou um detalhe que nada tem a ver com o resto da história…

  36. Priscila Pereira
    20 de janeiro de 2017

    Oi Vinagrette, seu protagonista, por acaso, era uma árvore de natal que ninguém quis comprar?? Achei bonito o texto, reflexivo. É o segundo texto sob o ponto de vista de uma árvore… interessante. Parabéns e boa sorte!!

  37. Iolandinha Pinheiro
    19 de janeiro de 2017

    O texto é lindo, perfeito. Não ganhou uma estrelinha, mas uma constelação. Até agora o melhor, fora o meu, kkkk. O texto mexeu comigo. O início e o fim dizem muitas coisas, se conectam. O homem vê o amigo pelo vidro da vitrine, vê o efeito de uma vida dura sobre ele, a casca da árvore como a máscara traduzindo seus sentimentos, ressentimentos, decepções. E, no final: aí é onde está a genialidade do conto, aí foi onde me emocionou, ele se dá conta que a imagem que julga ser a do amigo envelhecido que não vê há tantos anos, nada mais é que a sua própria imagem. Seu texto furtou meu coração, mas eu nem reclamo, eu o entrego feliz. Meus parabéns. Minha admiração. Que lindo.

  38. waldo Gomes
    19 de janeiro de 2017

    Outra poesia ou prosa poética com direito a suspiros e outras coisas.

    Bem escrito, bonito, mas … não consigo aceitar como conto.

    Talvez seja falha do meu conhecimento. Sorry.

  39. Srgio Ferrari
    19 de janeiro de 2017

    Aeeeee puta final hein…isso sim! Isso sim. Assim que se faz. Tem umas correções a serem feitas aí, depois esmere ele pq ficou chocrível (igual fala o morto daquele apresentador da record Mignon sei lá o que) Deu azar, tem muito artesanato bonito por aí, ela deve ter virado uma peça bem feia.

    • Srgio Ferrari
      19 de janeiro de 2017

      Opa opa…acho que interpretei mal. Agora azedou. Havia entendido que a arvore observava era o reflexo dela de dentro da vitrine, pois tinha virado uma peça talhada por homens!!!!!!!!!!!!!!!!!!!….mas o indicativo é que a vitrine estava vazia então ela olhava apenas o próprio reflexo de longe sem nenhuma surpresa pra mim no final? Bah…..aí fica chato, pouco ousado. Que pena. ´Mudei de ideia, péssimo micro. 😦

  40. Felipe Teodoro
    19 de janeiro de 2017

    Oi!

    Conto com um tom poético e uma breve reflexão sobre nós mesmos. Justo na véspera do Natal, onde a criança em nós está prestes a despertar (era o certo não?) hehe.

    Sobre o enredo: eu gostei e a cena que você constrói é bonita e ao mesmo tempo melancólica. Porém senti a escrita meio truncada, queria fluir com suas palavras, mas não foi bem assim. Provavelmente devido algumas construções cheias de vírgulas. Mas ainda assim, uma leitura agradável. Parabéns!

  41. Leo Jardim
    19 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐⭐▫): um texto-metáfora, sobre um homem que se compara a árvore e a princípio parece sentir falta de um amigo, mas depois descobrimos que ele sente falta dele mesmo (um ele do passado, talvez). Bom conto.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐): boa, ganha pontos pela ótima execução da metáfora.

    💡 Criatividade (⭐⭐): criativo pela forma como comparou homens e árvores.

    ✂ Concisão (⭐⭐): texto bem fechado.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫): não é muito impactante ou arrebatador, mas é um bom texto que faz pensar.

  42. Fil Felix
    18 de janeiro de 2017

    Dizem que suicídio e prostituição são temas recorrentes nos desafios. Mas esqueceram de outro: as árvores! Todo desafio há um monstro de árvore, florestas com árvores vivas e cia. Já entrei em seu conto com um pé atrás, mas me surpreendi por ser totalmente fora do que esperava. As imagens geradas pelo texto, por mais que fiquem nas entrelinhas, são ótimas e capazes de criar várias interpretações. Desde a loucura desta árvore observando seu reflexo à separação de duas mudas, cada uma crescendo num lado da calçada, distantes. Todas muito boas. Por ser “homens-árvore”, também é possível associar com a sociedade e seu modo de viver.

  43. Claudia Roberta Angst
    18 de janeiro de 2017

    Eu encarei a imagem de árvore com flores, frutos, etc como uma metáfora de um homem que nasceu, cresceu, deu frutos (filhos ou obras) e que agora possui sulcos profundos (rugas) e casca dura (personalidade embrutecida pelo tempo). E no final, ele percebe que esteve distante de si mesmo, sentindo saudade de alguém que julgava ser outro, mas que era ele mesmo.
    Gostei. Conto bem escrito e com belas metáforas. Ritmo equilibrado de leitura.
    Boa sorte.

  44. Gustavo Aquino Dos Reis
    18 de janeiro de 2017

    Vinagrette,

    grande trabalho temos aqui. O personagem árvore é repleto de melancolia e dono de uma eloquência invejável. Só achei que o final da história ficou aquém da grandiosidade do restante da narrativa.

    No mais, gostei bastante.

    “(…) agitando galhos simétricos numa despedida sem desculpas, mas repleta de silêncios eloquentes.”

  45. Roselaine Hahn
    17 de janeiro de 2017

    Belo texto seu vinagre, digo, vinagrette. Espero ter feito a leitura correta como o texto merece. A decadência da vida pela idade avançada, a pessoa que não reconhece a si próprio no espelho; remeteu-me ao estilo da Lya Luft, escritora aqui do Sul. Top, parabéns.

  46. mariasantino1
    17 de janeiro de 2017

    Olá, autor (a)!

    Não me pergunte o motivo, mas acho que seu texto foi escrito por uma mulher. Será que acertei?
    Bem, eu tomei seu escrito como metáfora e daí senti uma profundidade reflexiva impressionante onde somos árvores que criamos raízes, crescemos e florecemos. Acho mesmo que é esse o cerne do conto, porque a reflexão de vegetais é broxante (com o perdão da palavra).
    Gostei da epifania onde se vizualiza a si mesmo de um modo jamais imaginado, pelas escolhas tomadas.

    Um bom conto.

    Parabéns e boa sorte.

  47. Leandro B.
    17 de janeiro de 2017

    Oi, Vinagrette.

    Achei o conto bastante rico pelas figuras que constrói. É bastante poético, o que geralmente é um problema para mim, já que raramente consigo criar uma interpretação coerente.

    Aqui, no mínimo consegui chegar a uma interpretação, o que me traz conforto.

    A princípio, qualquer figura poderia ser utilizada para construir o sentimento de estranheza com o “eu” do texto. Talvez a opção pela árvore seja pela ideia comum de imutabilidade (ou demora nas mudanças) das mesmas. As alterações são bastante graduais, ainda assim o personagem, em algum momento, descobre o que se tornou com o tempo.

    Creio que as mudanças, mais do que físicas, revelam a transformação psicológica. Como em outro conto, tenho a impressão que lidamos aqui com o fim de ideais juvenis e quiçá ingênuos , abandonados diante da realidade fria da vida.

    O questionamento sobre a produção reforça essa minha ideia. A sombra da árvore, afinal, tem como efeito proteger outras formas de vida, não a si mesma. Então, ainda que abandonado os ideais infantis, terá a árvore fornecido o que esperava oferecer para o mundo?

    A escolha do natal é difícil de significar. Se, por um lado, o natal é relacionado com o nascimento de cristo, ele deveria, antes de tudo, significar esperança e amor entre os homens, ideais distantes dos vistos no mundo contemporâneo. Com efeito, a árvore enfatiza que diante de si há uma vitrine de loja, o que realça uma dualidade entre o que o natal deveria ser (amor e esperança) para o que ele é (acumulação e consumo). Essa dualidade casa com o questionamento da árvore sobre si.

    Claro, nada disso pode ser o que o autor pretendia problematizar, mas ainda assim foi uma reflexão divertida.

    Um conto muito interessante.

    Parabens.

  48. Miquéias Dell'Orti
    17 de janeiro de 2017

    Oi Homem-árvore,

    Olha, fiquei com algumas dúvidas no ar lendo seu texto. Você citou no início que era véspera de Natal com qual intuito? Ele era uma árvore de natal? Se tiver alguma relação mais profunda no uso dessa data, perdoe minha ignorância.
    Gostei do final, mas achei o tom poético um pouco manjado: “quem diria… Nem poderia… Numa vitrine vazia…”. Achei cansativo, apesar de achar excelente a reflexão deixada no final.

  49. Brian Oliveira Lancaster
    17 de janeiro de 2017

    GOD (Gosto, Originalidade, Desenvolvimento)
    G: Gostei. Tem algumas rimas intencionais, principalmente do meio para o fim, onde você fecha a trama metafórica. Esse texto transita entre prosa poética e relato intimista. As comparações caíram bem e realmente estava acreditando que aconteceria algo diferente, mas veio o reflexo. Não diria que foi decepcionante, pois é uma boa reviravolta. – 8,5
    O: Por abusar de metáforas diferentes (comparar o ser humano à apêndices de árvores) ganha pontos. Tem seu mérito em fazer o leitor acreditar no amigo imaginário. A parte em que somos os enganados é “triste”, mas convence. – 8,5
    D: Linguagem simples, porém eficiente. Tem seus floreios e reflexões embutidas, dando uma sensação mais pessoal ao contexto. – 8,5
    Fator “Oh my”: chama a atenção pelo quase lirismo, mas o texto permanece na indecisão de sua própria identidade.

  50. Simoni Dário
    17 de janeiro de 2017

    Poético e reflexivo. Não sei se entendi as metáforos, mas acho que fala do processo de envelhecimento com suas reflexões a certa altura da vida. Bom conto.
    Bom desafio!

  51. Anderson Henrique
    17 de janeiro de 2017

    Tá aí, vinagrete: gostei das metáforas e do final arrebatador. Faz o que um bom microconto deve fazer. Foi pra lista.

  52. Luis Guilherme
    16 de janeiro de 2017

    Boa noite!

    Olha, teu conto tem uma pegada poética agradável.

    Não entendi bem a relação dos caras com árvores. Tive a impressão de algo do tipo “enquanto eles se afastavam, iam nutrindo suas raízes”, e agora se reencontraram e viam o resultado da ausência. Sei lá hahaha

    Enfim, apesar de um pouco confusa, o tom poético e fluido valorizou a obra.

    Parabéns!

  53. Vitor De Lerbo
    16 de janeiro de 2017

    As metáforas foram bem construídas e não soam forçadas. A reviravolta no final enriquece ainda mais o conto, que já estava ótimo.
    Parabéns e boa sorte!

  54. Victor F. Miranda
    16 de janeiro de 2017

    Tá bem escrito. Não vejo nenhum problema no conto, mas não me causou nenhum impacto. Boa sorte.

  55. Thata Pereira
    16 de janeiro de 2017

    Não sei se compreendi bem, apensar de achar belíssimo. Enquanto a árvore crescia, via seu reflexo e pensava ser de outra árvore, seu amigo. O abandono aconteceu pois o vidro acabou, mas ela continuou crescendo. A ideia de “curvar lentamente” e “vitrine vazia”, assim como o pensamento de ter gerado sombra ou frutos suficientes me passou a impressão que a árvore foi cortada. E aí sim descobriu, que seu amigo era seu reflexo. Será isso?

    Lindo trabalho!

    Boa sorte!!

  56. Lee Rodrigues
    16 de janeiro de 2017

    Li poucos textos, sei que ainda terei uma avalanche de sensações com o que vem pela frente, mas o seu encontrou lugar, a sua narrativa calma, com a paciência de quem fala das experiências da vida, tomou-me de assalto.

    Ouso dizer que a menção ao natal não se refere a festividade em si, mas a passagem de mais um ano, de um ciclo que se fecha para novamente dar passagem às novas estações.

    O artificio da associação da imagem do tronco – golpeado pela vida, com sulcos profundos na casca dura e ressequida – à transformação da pele enrugada pela idade e dissabores, imprimiu na minha mente uma imagem memorável.

    Ehh… Vinagrette, estou me olhando através da vitrine.

  57. juliana calafange da costa ribeiro
    16 de janeiro de 2017

    muito bom! Excelente analogia do homem-árvore. Poesia e síntese, parabéns!

  58. Vinagrette
    16 de janeiro de 2017

    Obrigada pelos comentários, agradeço a todos até aqui. Apesar de me sentir tentada a esclarecer um ponto ou outro, vou deixar só para o final, ok? É mais justo assim. Eu gostaria de responder cada um de vocês mas acho que iria interferir na interpretação pessoal que os leitores fazem, e o texto tem que sobreviver por conta própria. Então, por enquanto, só digo uma coisa:
    “O jardineiro é Jesus, e as árvoros somos nozes”.

  59. Rubem Cabral
    16 de janeiro de 2017

    Olá, Vinagrette.

    Bom conto! Bastante poético: a metáfora da árvore que se vê refletida na vitrine é interessante. Teria ela saudades de seu outro-eu, outra persona que ela foi e não mais reconhece? Ou ela fala realmente de um amigo? Há margem para muita interpretação.

    Nota: 8.5

  60. Juliano Gadêlha
    16 de janeiro de 2017

    Um texto para refletir. Dos que li até agora, o que mais gerou discussão e o que menos unanimidade obteve. Um sucesso legítimo para o autor. Parabéns!

  61. Gustavo Castro Araujo
    15 de janeiro de 2017

    O texto nos remete a um tipo de acontecimento que, embora corriqueiro, revela-se dramático a depender do contexto em que é percebido: o afastamento dos amigos. A vida leva cada um de nós a caminhos diversos, sendo inevitável que nos separemos, que digamos adeus ou até breve àqueles que nos foram caros e próximos. Ao findar de nossos verões (Tolstói que o diga, em “A Morte de Ivan Ilitch”), olhamos para trás e nos damos conta dessas despedidas. Inevitável é, por isso, indagar-se se nosso amigo também cresceu e gerou frutos e sombra (nesse ponto, a metáfora com as árvores mostra-se perfeita). Apenas para percebermos que talvez seja exatamente essa a pergunta que ele mesmo dirige a nós. Enfim, é um conto que fala da vida, que faz pensar nos rumos que tomamos, para onde crescemos e o que (e quem) deixamos. Ótimo trabalho.

  62. Tatiane Mara
    15 de janeiro de 2017

    Olá…

    Um texto profundo que traz grandes pensamentos. Bem escrito com fluidez e leveza.

    Uma árvore se mira na vitrine e sente solidão.

    Boa sorte.

  63. Laís Helena Serra Ramalho
    15 de janeiro de 2017

    Gostei do conto, especialmente da reviravolta no final. É o tipo de história que permite várias interpretações, mas a mim me pareceu que ele estava encarando a pessoa que queria ter sido (ou aquela que foi pressionada para ser, mas não conseguiu).

    Só não entendi por que a menção ao fato de ser véspera de natal. Por que se referir especificamente a uma árvore de natal, quando qualquer árvore que desse fruto e flores poderia metaforizar aquilo que se produziu em vida (ou ao menos foi o que eu interpretei)?

    Mas, fora esse detalhe (que talvez nem seja um defeito, e sim uma falha de interpretação minha), gostei bastante do conto.

  64. Nina Novaes
    15 de janeiro de 2017

    Ótimo conto.

    A liberdade de interpretar livremente me fez pensar que esse vínculo rompido com o amigo que não quer mais ser seu tem relação com as nossas próprias decepções na vida, no sentimento de nos perdermos dentro das expectativas e sonhos que traçamos para nós, mas que no fim, trilhamos outra estrada e deixamos para trás tudo aquilo que almejávamos ser.

    O reencontro de si no final é uma profunda reflexão e aceitação de que nós não podemos e nem poderíamos ser outra coisa além do que somos de fato. Nossas percepções só existem por conta da experiência que vivemos, dos traumas, perdas, ganhos, derrotas e vitórias que tivemos. “E se eu não tivesse…”. Nunca saberíamos, mas por sermos humanos e naturalmente saudosistas, cogitamos uma infinidade de coisas sem analisarmos a profundidade do que realmente temos.

    Todos somos árvores que crescem, ganham e perdem galhos, dão frutos, apodrecemos, damos morada aos pássaros, somos consumidos por cupins, podados, regados, recebemos a chuva de benção e os raios eventuais. A vida é assim, por fim. :~

    Super viagem, meu comentário, mas é como eu me senti com seu conto.

    Parabéns por ele. 😀

  65. Thiago de Melo
    15 de janeiro de 2017

    Amigo autor,

    “agitando galhos simétricos numa despedida sem desculpas, mas repleta de silêncios eloquentes” se você tivesse mandado só essa frase para o desafio já teria sido um excelente trabalho. Que coisa linda. Parabéns.

    Gostei da sua história, gostei da reviravolta no final, e gostei ainda mais das interpretações que sua história, apesar de curta, suscita: era só uma arvore? era uma pessoa idosa se vendo na vitrine? eram irmãos gêmeos que se afastaram? (A série Dois Irmãos está fazendo sucesso hoje heheheheh)

    Parabéns. Belo trabalho.

  66. Davenir Viganon
    15 de janeiro de 2017

    Minha interpretação é que se trata de uma metáfora de uma pessoa idosa refletindo sobre a vida frente a uma vitrine (que funciona como espelho) vendo-se distante do que esperava ou pretendia para a vida. Posso ter viajado na maionese, mas tuas linhas poéticas me levaram para algum lugar. Gostei do conto.

  67. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    15 de janeiro de 2017

    Se a intenção era metaforizar, de certa forma conseguiu. Quem sabe faltou algo mais para cativar os olhos e a mente… Quem sabe? Boa sorte.

  68. Zé Ronaldo
    15 de janeiro de 2017

    Micro de primeira! Aberto, abertíssimo! Por que homens-árvore? Por que a separação de dois amigos? E afinal de contas, eram dois mesmo? Isso tudo vem em turbilhão na cabeça do leitor que deverá montar o quebra-cabeças. Ponto também pela bela cadência em forma de poesia que o texto tem. Perfeito!

  69. Glória W. de Oliveira Souza
    14 de janeiro de 2017

    A temática para mim é sobre a velhice. Os tempos idos. A simbologia com com as árvores procura demonstrar, ao meu ver, a resistência do tempo e sua fortaleza. Senti falta de dramaticidade em todo o texto. Mas ele tem uma escrita correta.

  70. Edson Carvalho dos Santos Filho
    14 de janeiro de 2017

    Sim, a poesia quando encontra o conto cria a magia que só a literatura pode proporcionar. Parabéns, belo conto! Mostra como a gente pode se distanciar de si mesmo e, mesmo assim, se questionar como isso pode ter acontecido como se a metade afastada fosse outra pessoa.

  71. Bruna Francielle
    14 de janeiro de 2017

    Bem, deu para imaginar que era alguém já velho, mas todo o corpo da história, fica estranho quando se sabe no fim que ele falava de si mesmo
    “Afastamo-nos há tantos anos, ambos sem razão, sempre em lados divergentes.”
    Que lados divergentes ? O que ele queria, e o que ele fez ? Ou outra coisa?
    Infelizmente, acho que não foi bem pensado o texto.
    Porque não casou as informações. Talvez se tivesse adicionado algumas explicações aqui e ali , do porque ele sentia isso, talvez tivesse ficado melhor.

  72. Fernando Cyrino
    14 de janeiro de 2017

    Aprecio a sua narrativa plena de lirismo. Essa perda da essência que a gente, vida afora, vai sofrendo estampada nesse belo conto. História muito bem contada. Parabéns. Abraços de sucesso.

  73. Evelyn Postali
    14 de janeiro de 2017

    Bem poético esse texto. O primeiro parágrafo perfeito. Tudo no seu devido lugar. O segundo parágrafo me tirou do encantamento. E o terceiro me puxou de volta, mas, aí, sem um pouco do efeito do primeiro. Talvez o segundo parágrafo pudesse ter sido escrito diferente para que não se quebrasse a relação com o todo, mesmo querendo ser uma surpresa.l

  74. Olisomar Pires
    13 de janeiro de 2017

    Outro texto bonito, poético, lírico e reflexivo. Acho que um desafio com o tema “prosa poética” produziria algo extremamente belo.

    Como o tema é livre nesse desafio, parece-me que a única regra é ser um conto e o texto, apesar de belo, não atende ao requisito mais básico dessa categoria: contar.

  75. Patricia Marguê Cana Verde Silva
    13 de janeiro de 2017

    Uma despedida que causa dor. Metafórico, um espelho! Despedir-se de si mesmo é de certa forma uma ruptura. Há dúvidas quanto uma produção… sombra, flor, fruto, semente.

  76. Ceres Marcon
    13 de janeiro de 2017

    Vinagrette!
    Fiquei sem palavras, aqui.
    Olhar a si mesmo, lembrar do que fomos, do que nos tornamos pode ser doloroso, constrangedor, até.
    Parabéns pela belíssima escrita.

  77. Anderson Goes
    13 de janeiro de 2017

    Gostei muito… Bem metafórico e que pode ter diferentes interpretações dependendo de quem está lendo, mas isso não tira o brilho do texto e do seu eu poético… Parabéns!

  78. Guilherme de Oliveira Paes
    13 de janeiro de 2017

    Acho que o lirismo agiu em detrimento da história, que não fiou clara; funcionaria melhor como poema.

  79. Matheus Pacheco
    13 de janeiro de 2017

    O que eu acho que entendi foi da solidão que um pinheiro sentia sendo criado a frente de uma loja que havia sido abandonada.
    Me corrija se eu estiver errado e por favor me diga se eu estiver certo.
    Um abração para quem escreveu.

  80. Vanessa Oliveira
    13 de janeiro de 2017

    Acredito que esse conto possa ser uma representação da vida. É o que acontece muitas vezes; nos perdermos, nos ferimos, e, no fim, nem nos reconhecemos mais. Imaginei uma pessoa triste, se vendo e descobrindo o quão insatisfeita consigo mesma está. O fim, de certa forma, surpreende, pois esperamos, de fato, um amigo. Muito bonito, delicado e sútil. Adorei! Boa sorte!

  81. Sabrina Dalbelo
    13 de janeiro de 2017

    Pô, Vinagrette, gostei.
    Eu gosto de metáforas e teu conto é cheio disso.
    Talvez, entretanto, essa mesma característica possa fazer outros não gostarem, pois tua história requer mente aberta, compreensão, além.
    Muito criativo e inteligente com as palavras.

  82. Guilherme
    13 de janeiro de 2017

    Achei bem interessante, tem um tom de poesia como já disseram. Só acho que poderia ter desenvolvido um pouco mais ao invés de focar tanto nas divagações do personagem. Ainda assim tenho que dizer que gostei bastante

  83. Tiago Volpato
    13 de janeiro de 2017

    Um texto bem poético que faz a gente refletir um pouco. Cada um constrói o significado que quiser para o texto. De vez em quando é bom um texto assim. Abraços.

  84. Virgílio Gabriel
    13 de janeiro de 2017

    Interessante. A metáfora do personagem é revelada no decorrer do micro-conto. Até que ao final a árvore era um reflexo de si. A rima não acrescentou, mas também não tirou o charme. Para mim, um bom trabalho.

  85. elicio santos
    13 de janeiro de 2017

    Esse texto me parece mais um poema em prosa do que um microconto. Desculpe, detesto rimas nas narrativas em prosa. Não gostei. Sucesso!

  86. Antonio Stegues Batista
    13 de janeiro de 2017

    Uma árvore de natal olha uma vitrine vazia onde um dia ele esteve todo enfeitado. Jogado fora, depois de tempos, velho e seco, volta para ver que o Natal de hoje não é como antigamente. Um conto poético, mas sem grandes revelações.

  87. José Leonardo
    13 de janeiro de 2017

    Olá, Vinagrette.

    Então. Li seu texto integralmente num sentido alegórico, metafórico. Ele trata de um homem-árvore em particular, mas o plural do título estende esse protagonista, de certa forma, a todos os seres humanos. Se interpretado dessa forma, nem precisamos nos ater à data natalina, pois poderia ser qualquer data em que (e aqui, se eu não estiver enganado ou ter interpretado equivocadamente seu texto) cada indivíduo, em determinada altura da vida, “retira-se” de si mesmo (alusão ao reflexo na vitrine) tentando analisar-se friamente, ou seja, um “balanço geral” da própria vida, dos dissabores, das boas ações etc.

    Aquele “amigo” era um reflexo idealizado e, infelizmente, fracassado de si mesmo.

    Boa sorte neste desafio.

  88. andré souto
    13 de janeiro de 2017

    Metafórico ou não, mostra uma situação de afastamento e estranhamento,que se agudiza ao narrador,talvez pela constatação do próprio vazio na época de Natal.Muito bom.

  89. Fabio Baptista
    13 de janeiro de 2017

    Outro conto que eu li repetidas vezes e não compreendi.

    Aqui, porém, a falta de compreensão não me desagradou, pois o tom poético, reflexivo (literalmente), casou bem com essa falta de maiores explicações.

    Acabei imaginando uma árvore de Natal se olhando no espelho na vitrine da loja. Não sei se era isso, acho que não, mas gostei, mesmo assim.

    Abraço!

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Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .