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Detox Literário.

Medo de escuro (Luis Guilherme)

microconto-2017-capa

Apocalipse zumbi é foda.

Afora o cheiro pútrido e o som de carne sendo rasgada e mastigada, Pierre estava imerso em total escuridão. Respirando silenciosamente, lutava para segurar o vômito.

O cheiro de morte e sangue – respingando em seu rosto –, reviravam seu estômago, mas ele resistia. Vomitar seria sentença de morte. Seria devorado vivo, como o garoto que gritara até a morte ao lado: seu irmão mais novo. Juntos, haviam sobrevivido bravamente aos últimos meses.

Com passos cuidadosos, tateava erraticamente. Pisou algo mole.

“Crack!” – explodiu o olho do irmão, que rolava tolamente.

Cego em apocalipse zumbi é foda.

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88 comentários em “Medo de escuro (Luis Guilherme)

  1. Lohan Lage
    27 de janeiro de 2017

    Boa pegada, deu uma inovada nessa temática ”zumbi”, hehe. Gostei do desfecho, do ”crack”, rs. Boa sorte!

  2. Lídia
    27 de janeiro de 2017

    Gostei bastante da imagem da cena que você criou na cabeça do leitor.
    Achei bem original e bem escrito.
    O humor foi na medida certa, dado o contexto das ações.
    Boa sorte!

  3. Thayná Afonso
    27 de janeiro de 2017

    O toque de humor salvou ainda mais a história. Para mim foi o ponto alto. Foi muito bem escrito, com uma ideia bem fantasiosa, e muito bem estruturado. Seria ainda mais engraçado saber um pouco mais desta história, teria uma trágica continuação com certeza, mas bem humorada. Parabéns!

  4. andressa
    27 de janeiro de 2017

    Bom conto, adoro essas ironias. Boa sorte!

  5. Renato Silva
    27 de janeiro de 2017

    Eu gostei bastante. Bem escrito, com toques de humor negro. Consegui sentir o terror daquele menino e não querer estar na pele dele. Ser uma criança cega, estar completamente só e numa situação daquele é realmente muito triste e desesperador; mas você conseguiu narrar de um jeito que amenizou essa tensão, acredito eu por causa dos toques de humor.

    Boa sorte.

  6. Poly
    26 de janeiro de 2017

    Uma abordagem mais cômica do que poderia ser um drama. Gostei desta abordagem mais leve. Algumas construções no texto me deixaram um pouco confusa, talvez na edição para obedecer ao limite de palavras algo tenha se perdido.

  7. chrisdatti
    26 de janeiro de 2017

    Bem bolada e nojenta descrição de um mundo que não difere tanto de nossa realidade… Sugestão: deixa a primeira frase para o fim. Muito bom!
    Boa sorte.

  8. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    26 de janeiro de 2017

    Olá, Azarado,

    Tudo bem?

    A utilização do humor negro é muito bem explorada em seu microconto.

    A sensação do olho explodindo causa repulsa e a coerência de linguagem, valida o gênero.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  9. Jowilton Amaral da Costa
    26 de janeiro de 2017

    kkkkkkkkk. Bom conto. Bem trash, tragicômico, meio Zé do Caixão. A frase final foi bem engraçada. Boa sorte.

  10. juliana calafange da costa ribeiro
    26 de janeiro de 2017

    Hahaha! Muita ironia, hein? Muito original e criativo, só não precisava entregar tudo logo de cara, com a frase “Apocalipse zumbi é foda.” Deixava isso pro final, q seria perfeito! Parabéns!

  11. vitormcleite
    25 de janeiro de 2017

    parece uma tentativa de procura de humor, mas que para mim não resultou, desculpa-me mas não gostei do teu texto, nem da temática nem da estrutura. Paciência, culpa minha, fica para a próxima.

  12. Andreza Araujo
    25 de janeiro de 2017

    O texto traz uma boa imersão na cena narrada. Foi como estar lá, só que eu não queria estar lá hehehe no início, somos levados a crer que o local estava escuro, então nos é revelado que o menino é cego. Excelente sacada, boas descrições e um toque de humor.

  13. Douglas Moreira Costa
    25 de janeiro de 2017

    Uma cena bastante estranha, com um final engraçado. Um jargão pra finalizar funcionou bem. Mesmo assim não me agradou, parece que ficou meio perdido no ar o conto, a cena é revestida de névoa e parece ter sido feira correndo para se chegar logo à frase final.

  14. rsollberg
    25 de janeiro de 2017

    Não é uma história em sua plenitude. É uma cena, muito boa por sinal, com uma ótima sacada que prepara para o arremate final. Não há como não se lembrar do Saramago.

    A primeira e a derradeira frase dão justamente o tom irreverente do conto, que na minha opinião foi bastante acertada. Penso que humor combina sobremaneira com o terror em geral, especialmente com Zumbis.

    É um conto honesto que entrega exatamente o que foi prometido na sentença inicial; entretenimento!!
    Parabéns!!!!

  15. Tiago Menezes
    25 de janeiro de 2017

    Olá azarado. Um conto trash com um Q de comédia. a preocupação do personagem em se manter vivo foi bem repassada aos leitores. Curti bastante, parabéns,

  16. Leo Jardim
    25 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐▫▫): o texto é bem sinestésico e nojento e dei azar de ler ele enquanto almoçava. Mas tem pouca história…

    📝 Técnica (⭐⭐▫): boa, sem problemas que travasse a leitura.

    💡 Criatividade (▫▫): acho que bebeu de várias histórias de zumbis, sem trazer nada novo.

    ✂ Concisão (⭐▫): é apenas uma cena, sem um antes ou depois.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫): passa bem terror e asco do ambiente, mas se encerra sem dizer mais nada e numa brincadeira que acaba quebrando o clima.

  17. Wender Lemes
    25 de janeiro de 2017

    Olá! Devo dizer que aquele olho explodindo ao final me causou certa confusão na primeira leitura. Tive a impressão de que o “cego” em questão era o irmão morto do protagonista, justamente porque havia perdido o olho. Na segunda leitura, pelo “tatear errático”, pude perceber que era ele próprio quem não podia enxergar (fico pensando nas chances que ele tem de sobreviver sem o irmão). O texto provoca essa náusea estranha, mas não se apega tanto ao sentimento, uma vez que opta pela linguagem mais despreocupada – é uma pena, pois poderia ganhar muito aqui.
    Parabéns e boa sorte.

  18. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Mistura de humor e escatologia, esse conto leva a mitologia dos zumbis adiante, ainda que de forma bastante comum e utilizada ad nauseam em filmes e minisséries. Uma cena de ação, mais do que história completa, foi a impressão que ficou. Desculpe, talvez eu não tenha entendido. Um abraço.

  19. Neusa Maria Fontolan
    24 de janeiro de 2017

    Pelo que entendi ele e o irmão tinham fugido e se esconderam até aquele momento, quando o irmão foi devorado e ele iria logo atrás, já que ele fez barulho quando pisou no olho do irmão. Bom conto. Gostei.

  20. catarinacunha2015
    24 de janeiro de 2017

    MERGULHOU na pia cheia de vômito e nadou cachorrinho de boca aberta. Ficou um conto nojentinho e engraçado. Vou considerar uma singela homenagem à cena de “The Walking Dead ” em que o medroso menino Sam é devorado de olhos fechados. IMPACTO cego: Gostei da ilustração.

  21. Marco Aurélio Saraiva
    24 de janeiro de 2017

    Eeeita. Um pouco gore, um pouco comédia, um pouco terror. Parabéns por juntar tudo isso em um conto só.

    Gostei da situação inusitada, apesar de ter ficado triste pelo personagem principal que, a meu ver, não vai durar mais cinco minutos após o final do conto. Você me enganou muito bem! Só fui ver que ele era cego mesmo na última linha do conto, como você decerto queria que fosse.

  22. Evandro Furtado
    24 de janeiro de 2017

    Comédia zumbi, como não gostar? Tem alguns probleminhas com a redação, vale a pena revisar, mas no todo não prejudica tanto. Agora, que a ideia foi original e inesperada, isso foi. Cego em apocalipse zumbi. Isso dá material pra muita coisa.

    Resultado – Good

  23. Victória Cardoso
    23 de janeiro de 2017

    Curti o tom descontraído e irônico do conto. O protagonista tem um certo desapego que, na verdade, seria bem provável em um apocalipse zumbi mais avançado. Parabéns

  24. Simoni Dário
    23 de janeiro de 2017

    Bem escrito, não é o tema que aprecio mas o texto é limpo e transmite o que o autor pretendeu, com clareza. Passagens bem transmitidas e cenário também, em poucas palavras assisti a um filme e a frase irônica do final encerrou bem o apocalipse.

  25. Mariana
    23 de janeiro de 2017

    Divertido, pop, instigante. Tá na lista! Parabéns

  26. Anorkinda Neide
    23 de janeiro de 2017

    Achei engraçado incrivelmente leve mesmo com a imensa tragédia q se abateu sobre o protagonista.
    O lance do escuro, coloca o leitor em um lugar escuro ara depois desconstruir isto e vemos q está escuro apenas para o rapaz que é cego..ohh God!
    Gostei.
    O texto está corretinho tb, apenas apenas a parte do ‘respingando em seu rosto’ acho q nao deveria estar entre travessoes (?) atrapalha o entendimento da frase.
    Parabens pelo teu trabalho, abraço

  27. Fabio Baptista
    22 de janeiro de 2017

    O que mais gostei no conto foi a linguagem descontraída empregada. ler um conto mais despretensioso assim é como respirar um pouco de ar fresco no meio de tantos contos com temática pesada e linguagem poética.

    A cena narrada é simples e engraçada. E não deixa de ter a famosa surpresa dos microcontos no final.

    Gostei.

    Abraço!

  28. Andre Luiz
    22 de janeiro de 2017

    -Originalidade(10,0): Eu gosto muito, muito mesmo de zumbis. Porém não costuma-se ver muito este tema da forma como você trouxe, principalmente pela presença de um cego no meio desta catástrofe.

    -Construção(9,8): Percebi apenas um errinho de português que tirou o seu 10, infelizmente. Achei tudo muito bem feito, essa imagem que é irônica e que completa o conto, o título, o pseudônimo, os sons e sentidos retratados. Você conseguiu fazer com maestria o que muitos tentam fazer.

    -Apego(10,0): Seu protagonista foi bem feito, e o clima criado foi muito convincente. O olho caído me incomodou um pouco pois ficou parecendo que o protagonista viu que era um olho. Talvez isso coubesse mais ao narrador.

    Parabéns pelo conto!

  29. Fil Felix
    22 de janeiro de 2017

    Trazendo um pouco de terror trash num conto com uma boa estrutura, a repetição no início e fim deixa ele fechadinho, não fica parecendo um fragmento perdido de algo maior. Os detalhes com as sensações é a melhor parte, com o olho sendo esmagado ou o cheiro do covil, muito legal.

  30. Bia Machado
    22 de janeiro de 2017

    Interessante e corajoso. Zumbi, apocalipse zumbi, tudo que se refira a zumbi por aqui é visto como clichê, mais do mesmo etc. etc. Por isso talvez tenha seguido mais para o lado do humor, o que achei uma decisão bem acertada. Acho que para um microconto foi uma ideia bem desenvolvida, com a revelação ao final. Não queria estar na pele dele, se uma coisa dessas acontecer, quero ao menos estar enxergando bem… Um terrir leve, apesar de eu imaginar a carne sendo mastigada.

  31. Sidney Muniz
    21 de janeiro de 2017

    Mais um micro de terror, um trash dessa vez que atende bem a propósito do autor(a)

    Eu sinceramente achei desnecessário a repetição de “apocalipse zumbi é foda” que acontece no início e ao final do conto..

    D izer que o conto é ruim seria um exagero, mas dizer que é bom ao fim de estar entre os melhores que li até aqui é mais exagero ainda. Para mim um bom conto que está abaixo do que esperava.

    O título para mim não funcionou e a imagem muito menos, afinal não achei que se trata de ter medo do escuro, ainda assim desejo sorte a você e o parabenizo pela escrita!

  32. Cilas Medi
    21 de janeiro de 2017

    É o terrir? Porque, apesar do terror, zumbi, apocalipse, é mesmo de rir na frase final. Gostei pela forma, estilo e até um pouco do cheiro azedo do vômito. Soube levar, com poucas palavras no acordo de micro conto, todo um desespero de irmãos, mesmo na tentativa de se protegerem, uma hora a cegueira alcança o erro. Gostei.

  33. Fheluany Nogueira
    21 de janeiro de 2017

    De toda dramaticidade inicial, restou a ironia e a diversão – o “crack” foi o divisor. Acredito que acertou o tom para um apocalipse zumbi ; o estilo casou bem com a temática. Parabéns pela participação. Abraços.

  34. Tom Lima
    20 de janeiro de 2017

    Ah eu ri! Será que vou pro inferno? Provavelmente, mas não por isso…

    Confissões à parte, foi bom de ler. Lacunas bem interessantes pra completar, mas que talvez tenham sido falhas. Não tenho como discernir, então penso que são propositais.

    O conto chama medo DE escuro, o que seria estranho para um cego de nascença, logo, ele deve ter ficado cego recentemente, fato corroborado pelo outro fato dele ter sobrevivido por meses antes, o que seria um tanto difícil sem as vistas. Também, ele não cometeria um erro desses, esmagar o olho do irmão, se fosse cego a vida toda, acredito eu…

    O “rolava tolamente” me incomodou. Como uma coisa rola tolamente?

    Bom conto, parabéns!

    Abraços.

  35. Pedro Luna
    20 de janeiro de 2017

    Achei bem engraçado, e o crack da explosão do olho funciona perfeitamente dentro do conto. Eu ouvi o barulho daqui. kkk.. Só o parágrafo maior que achei meio atropelado, mas enfim.

    Gostei da preferência por finalizar o conto com uma pegada engraçada e irônica, pois possivelmente, se fosse seguir no drama, não traria nada de novo em um gênero tão desgastado quanto zumbis.

  36. Estela Menezes
    20 de janeiro de 2017

    Gostei, gostei e gostei! Original, engraçado, bem feito, a cena apenas sugerida é tão perfeita que foram necessárias poucas palavras pra criar o clima de medo e ao mesmo tempo tão insólita que provoca o riso.Muito bem construído, nada falta e nada sobra. A abertura e o fechamento se complementam e complementam na medida certa a modernidade do texto e da abordagem ao tema. Só teria tirado a vírgula depois de ” … em seu rosto-” e mudaria o “crack” para outro som mais adequado ao explodir de um olho. Tb já está na minha lista.

  37. Leandro B.
    20 de janeiro de 2017

    Achei a imagem sensacional.

    A história vale pela perspectiva pessoal e diferente do apocalipse zumbi. Como micro, acho que o impacto do final não foi o bastante para criar um êxtase sobre a história. É um micro que diverte, mas comparado a outros pesos pesados por aqui, fica devendo um pouco.

  38. Felipe Teodoro
    19 de janeiro de 2017

    Apesar da surpresa final, o conto não me agradou. Achei a escrita regular, o fato do irmão estar ali do lado não traz efeito sentimental e o tom sarcástico da narrativa não ajuda. Se era pra ser humor negro, acho que faltou um pouco, se não era, bom, esse meio termo não me agradou. O título me parece equivocado para um cego nessa situação, já que o medo do escuro não é tão evidente durante a narrativa. Outra coisa, para a pequena quantidade de palavras, há repetições desnecessárias. Ainda assim, desejo sorte!

  39. Iolandinha Pinheiro
    19 de janeiro de 2017

    É tanto azar que chega a ser engraçado. Um cego num apocalipse zumbi, no meio dos zumbis e sem conhecer mais ninguém, porque o irmão tá sendo devorado. PQP. O texto é bem descritivo, fácil de ler, e a surpresa final é bacana. Parabéns por isso. O problema é que não é especial. Fica na média, e a média não leva estrelinha. Mas boa sorte, um abraço.

  40. waldo Gomes
    19 de janeiro de 2017

    Conto relata um episódio de uma história.

    É bem escrito, com toque de humor, mas é só.

    Não me passou nada.

  41. Srgio Ferrari
    19 de janeiro de 2017

    Então chego neste seu e decididamente confirmo que comentar micros é trabalho dificil, posto que, as vezes, e este é o caso, não se tem o que dizer… e nem precisa. É legal e é um bom microconto divertido. Se tem gás diante de todos? Veremos… rs.

  42. Priscila Pereira
    19 de janeiro de 2017

    Oi Azarado… ( esse seria um ótimo nome para o seu personagem) Seu texto está muito bem humorado, embora não tenha nada do que se rir. Estranho né?? Então, não curto zumbis e afins, mas isso não influenciará em nada, fique tranquilo. Eu achei muito bem escrito, bastante visual. Parabéns e boa sorte!!

  43. Amanda Gomez
    18 de janeiro de 2017

    Oi Azarado

    Seria mais como medo No escuro RS, gosto da temática zumbi então qualquer coisa do gênero é sempre bem vindo.

    Um cego em pleno Apocalipse zumbi é realmente muito tenso. Ele se guia pelo cheiro e tudo fede. O irmão morreu, e nada pode fazer…Agora além de cego está sozinho. Como vai sair dessa? Bem, não vai. É só questão de tempo até chegar a sua vez.

    Ele será um zumbi cego…Rsrs seria interessante também.

    Gostei do conto, mesmo que ele seja em minha opinião totalmente despretensioso.

    Boa sorte no desafio.

  44. Gustavo Aquino Dos Reis
    18 de janeiro de 2017

    Azarado,

    teu conto dá uma oxigenada no gênero de zumbis por colocar um personagem que não enxerga no meio do apocalipse. A escrita é sólida, sem grandes extravagâncias, e combina com a ironia da situação.

    Trabalho bem feito.

  45. mariasantino1
    18 de janeiro de 2017

    Café é foda… Não, peraí, isso foi no desafio passado 🙂

    Então, autor (a), eu não curto ZIMBIS, na verdade, acho que esse tema já deu o que tinha que dar, mas vamos deixar isso de lado e ver o que vc ofereceu aí.

    O humor negro é pungente, mas tem também as descrições. Imaginar o cheiro de sangue e carne podre (sério, vcs já sentiram o odor de um cadáver em decomposição? É a coisa mais insuportável que pode existir. Vai por mim), fora o desespero de ter perdido o irmão (acho que dizer que ele era garoto, o irmão, não importa muito, meio que sobra, até) são imagens aterradoras. Imaginar também a auto preservação que coloca as pessoas em stand by, só guiada pelos instintos, deve ser algo animalesco, e por mais que o texto tenha guiado para o humor, algumas imagens são boas para fazermos (eu fazer) divagações.

    Gostei.

    Boa sorte no desafio.

  46. Givago Domingues Thimoti
    18 de janeiro de 2017

    A temática me surpreendeu positivamente, assim como a sua intenção de mesclar comédia e terror. Em um microconto, fazer isso com é muito ousado. Meus parabéns por isso. Contudo, esse conto simplesmente não me encantou. Talvez eu tive muita expectativa…
    Boa sorte!

  47. Roselaine Hahn
    18 de janeiro de 2017

    Que conto fodástico! Não curto gênero zumbi, mas quem se importa? O que importa é a ironia, o humor negro, conto nonsense, outro Tarantinesco, ao meu ver. Muito bom seu Azarado, vc. está com sorte, vai para a minha lista. Abçs.

  48. Vitor De Lerbo
    18 de janeiro de 2017

    Me remeteu a Zombieland, como comentado por aqui. Um apocalipse zumbi com humor, tragédia com comédia, gosto disso.
    Boa sorte!

  49. Miquéias Dell'Orti
    17 de janeiro de 2017

    Pô cara, eu até tentei, mas não consegui achar nada que me apegasse positivamente ao seu texto.
    Ele tem um tom de humor bacana, é só (pelo menos para mim). Achei a frase inicial desnecessária e a final (que deveria ser um elo com a inicial) ficou sem sentido para mim… O irmão não tinha sido morto, poxa? Com o olho ou caolho, o destino da criatura é o mesmo. Sei lá, talvez eu não tenha pego o espírito da coisa, lamento.

    • Miquéias Dell'Orti
      17 de janeiro de 2017

      Vamos lá, cabe uma errata aqui (afinal, quem nunca errou, não é).

      Reli seu texto e só agora percebi que o cara era cego, então… esqueça tudo o que eu disse antes kkkk.

      Uma prova de que ler no ônibus lotado com uma noite de sono atrasada pode sim prejudicar sua interpretação (sem contar dar um nó na sua cabeça)… Não façam isso, crianças.

      Seu texto está perfeito principalmente no que tange a ironia. O tema é manjado mas você conseguiu dar um tom totalmente criativo à história. Parabéns.

  50. Thiago de Melo
    17 de janeiro de 2017

    Amigo Autor,

    Troféu sobrancelha levantada e olho arregalado pra você! Foi o que aconteceu do lado de cá quando li seu conto. Muito bom, muito bem escrito, com “plot-twist” e tudo.

    Achei que uma frase ali no meio (aquela que fala do cheiro e do sangue respingando na cara do menino) ficou meio ambígua: o cheiro estava respingando também?

    Gostei do texto. Parabéns!

  51. Claudia Roberta Angst
    17 de janeiro de 2017

    Tema zumbi no escuro. Hummm.. não curto tanto, mas reconheço que o conto está bem escrito, pautado na ironia. Um cego realmente vive em eterna escuridão. Fiquei aflita com o final, o olho sendo pisado e fazendo aquele barulho… arghh.
    Em poucas palavras, passou o seu recado, autor.
    Sem erros aparente, linguagem ligeira e bom ritmo de narrativa.
    Boa sorte!

  52. Luis Guilherme
    17 de janeiro de 2017

    Tarrrde!

    Legal, cara, curto zumbi!
    São meio que meus monstros favoritos.

    Não tinha visto esse tipo de abordagem, ainda. Me lembrou a expressão “cego em tiroteio” hahahaha

    Boa sorte e parabéns!

  53. Brian Oliveira Lancaster
    17 de janeiro de 2017

    GOD (Gosto, Originalidade, Desenvolvimento)
    G: Curioso. Visceral e cômico ao mesmo tempo. Uma junção esquisita, mas que funciona bem. – 9,0
    O: Diferente pelo tom escrachado e pelo final, onde descobrirmos a condição do personagem. Criativo dentro do que se propõe. Uma vida curta, diga-se de passagem. Não acho que ele duraria tanto tempo sem a ajuda do irmão. – 8,5
    D: Frase inicial e final são responsáveis pelo impacto. Neste caso o autor optou por elevar a veia cômica e deixar a profundidade de lado. Divertido, despretensioso, mas com quem o narrador estava falando? O humor faz o trabalho aqui, mas se levarmos ao pé da letra, é uma passagem bastante comum. Chegou do ponto A ao ponto B e morreu no C. – 8,0
    Fator “Oh my”: o apelo maior está na insanidade das entrelinhas e pelo “valor da piada”. Nem todos vão levar isso em conta.

  54. Anderson Henrique
    17 de janeiro de 2017

    Gostei do encerramento, mas faltou polimento. A virada para o humor no final é positiva e deixa uma boa impressão. A frase “O cheiro de morte e sangue – respingando em seu rosto –, reviravam seu estômago, mas ele resistia.” tá muito esquisita. Dá pra quebrar e arrumar pra deixar o texto mais limpo.

  55. Juliano Gadêlha
    17 de janeiro de 2017

    Bom texto. Conseguiu fazer as 99 palavras renderem bem. Falar sobre apocalipse zumbi é sempre delicado devido ao desgaste do tema, mas aqui o foco é outro. Gostei do humor e do desfecho. Parabéns!

  56. Victor F. Miranda
    16 de janeiro de 2017

    Adorei a ironia, a linguagem e a forma como a primeira frase e a última se relacionam hahahaha

  57. Thata Pereira
    16 de janeiro de 2017

    Esses dois últimos contos estão me fazendo sentir a pessoa mais maldosa do mundo por estar rindo. Não gosto muito da temática dos zumbis, mas aqui eles não são o foco da história. Até seria legal uma melhor descrição do cenário, pensei ao ler, mas descrever o som foi importante já que, apensar do narrador não ser o personagem, nosso amigo era cego, o que justifica.

    Boa sorte!

  58. Eduardo Selga
    16 de janeiro de 2017

    A partir das primeiras palavras, tive a sensação de que os personagens estavam presos nalgum lugar muito escuro, por causa do título e do trecho “Pierre estava imerso em total escuridão”. Assim, a quebra da imagem inicialmente construída foi um efeito positivo do texto. Mas o tema está cansadíssimo, talvez mesmo exaurido. Por isso, mesmo o relativo humor presente no conto não consegue emprestar-lhe brilho.

  59. Rubem Cabral
    16 de janeiro de 2017

    Olá, Azarado.

    Boa ironia. Bem sacada a ideia do personagem cego, embora não fique claro pq ele não foi atacado, já que os zumbis poderiam vê-lo, como fizeram com seu irmão.

    Em escrito e engraçado.

    Nota: 7.5

  60. Gustavo Castro Araujo
    16 de janeiro de 2017

    Lembrei imediatamente do ótimo filme sul-coreano “Invasão Zumbi”, em que um pai tenta bravamente proteger a filha de um apocalipse do gênero. Lá a pegada é mais humana (por mais incoerente que isso possa parecer). Aqui, parte para a ironia, o que é bem vindo, refrescando o tema e conferindo-lhe uma leveza típica de humor negro. Situação improvável mas engraçada, só faltou dizer que o olho do irmão o observava, rs Enfim, um bom trabalho por fazer rir, nesse ponto distanciando-se de grande parte dos contos do desafio. Parabéns e obrigado pelo refresco.

  61. Laís Helena Serra Ramalho
    16 de janeiro de 2017

    Os zumbis são minhas criaturas sobrenaturais menos favoritas, mas seu conto me agradou. O fato de o protagonista ser cego deixou a história bem criativa, diferente do esperado.

    Porém, algumas coisinhas me incomodaram.

    Primeiro: o texto é um pouco redundante, principalmente no segundo parágrafo. No primeiro você fala do cheiro e da ânsia de vômito, e no segundo, os menciona mais uma vez. E há outra aqui: “Seria devorado vivo, como o garoto que gritara até a morte ao lado: seu irmão mais novo”. Se em vez de ter mencionado um garoto você tivesse já revelado que era o irmão dele, o texto teria ficado mais fluído, talvez mais impactante.

    Segundo: no primeiro e último parágrafos, aparece a voz do personagem. Foi algo interessante, que talvez pudesse ter sido explorado também no restante do texto.

    E terceiro: outra frase me incomodou, e foi a seguinte: “explodiu o olho do irmão, que rolava tolamente”. Não sei se teria como ele saber que era o olho do irmão, ou talvez tivesse. Mas não acho que poderia saber que estava rolando “tolamente”. Isso feriu um pouco o ponto de vista, pareceu uma intromissão do narrador para mostrar ao leitor algo que seu personagem não podia saber. Esse ponto pode ser mais questão de gosto do que um erro seu, já que tenho predileção por terceira pessoa limitada, mas como a voz do personagem apareceu em determinadas partes do texto, eu imaginei que fosse justamente esse o caso.

    Mas, ainda assim, o conto é bastante bom e bem criativo!

  62. Davenir Viganon
    16 de janeiro de 2017

    É um conto de zumbis e se espera um apelo as imagens. Elas são bem conhecidas e fáceis de invocar devido aos zumbis serem facilmente reconhecíveis. O apelo aos sons e cheiros é bem vindo e necessário, pelo fato do personagem ser cego. Agora, sendo um beeeeeem chato: faltou deixar mais coisas no ar, para ser algo além de uma anedota. Ainda assim gostei bastante do conto.

  63. Tatiane Mara
    15 de janeiro de 2017

    Olá…

    História de zumbis comedores de cérebro e outras partes.

    Detalhe: o personagem principal é cego e covarde.

    Bem escrito com um toque de ironia, muito bom.

    Boa sorte.

  64. Ceres Marcon
    15 de janeiro de 2017

    Uma escolha bem complicada, quanto ao tema. Está de parabéns, por isso. Escrever sobre zumbis pode ser desastroso, um tiro no pé. Para quem leu Os Mortos Vivos do Peter Straub, vai ser mais exigente do que a maioria e quem lê King, idem.
    O que gostei no teu conto foi o final. Além de zumbi, cego é para se ter muita pena da criatura.
    No restante, você poderia ter explorado melhor as figuras de linguagem, também os outros sentidos do protagonista. Você focou muito no cheiro. O tato e a audição também teriam papel importante para ele.
    Ficam meus parabéns.

  65. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    15 de janeiro de 2017

    Todos somos, de certa forma e em muitos momentos, cegos. Na maioria das vezes por conta da nossa falta de vontade de ver, do nosso medo de encarar a realidade. Eu, agora, tentei ver, verifiquei o texto através de vários ângulos e, se não consigo ter muito o que dizer, louvo pelo menos a sua coragem de ser diferente. E, num conto (não é jogo de palavras), isto sem dúvida conta muito. Boa sorte.

  66. Matheus Pacheco
    15 de janeiro de 2017

    cara, não é o estilo estilo de história que eu curto muito, mas vou dizer que eu achei sensacional a real falta de sorte do protonista, coisa que realmente é “foda” ser cego num apocalipse zumbi.
    Abração azarado que um dia a sorte sorria.
    talvez.

  67. Glória W. de Oliveira Souza
    14 de janeiro de 2017

    Narrativa e temática tétrica. Vejo como escrita descritiva e não como parte do gênero conto. Apesar de toda sordidez, não vejo dramaticidade, quer na apresentação da situação nem na conclusão. Não me apetece enquanto escrita.

  68. Zé Ronaldo
    14 de janeiro de 2017

    Perdeu o encanto do microconto pois tudo está explícito, mas o conto é fodástico! muito bem bolado a adversidade dentro da adversidade. Putz! Cara, você podia muito bem ter trabalhado este texto, deixando-o aberto, aí tu ia arrebentar a boca do balão, porque a sua temática e trama estão ótimas!

  69. Edson Carvalho dos Santos Filho
    14 de janeiro de 2017

    Para quem gosta do gênero Zumbi, é um bom conto. Não é o meu caso. Gostei da coesão introdução/conclusão.

  70. Antonio Stegues Batista
    14 de janeiro de 2017

    Um conto de terror bem escrito em poucas palavras. Explicações necessárias para compreensão dos fatos, sugerindo imagens fortes. Um conto de Zumbi diferente, sobre um cego na pandemia clássica dos contos de terror. O título é uma ironia, nesse caso.

  71. Patricia Marguê Cana Verde Silva
    14 de janeiro de 2017

    Surreal! Naveguei por lugares inóspitos… Metafórico, brinca com a cegueira… e o medo do escuro. Soa original!

  72. Vanessa Oliveira
    14 de janeiro de 2017

    Gosto da temática zumbi, e nunca tinha visto algo relacionado a deficientes. É um ponto de vista completamente diferente, e raro de encontrar, portanto, acho que você foi bem sucedido nesse quesito. Além disso, coitado do menino, deve ter sido bem difícil sobreviver. Bem, gostei bastante. Boa sorte!

  73. Lee Rodrigues
    14 de janeiro de 2017

    Putz! Pisar logo no que lhe falta! Até vi escorrer uma gotinha de suor na testa do Pierre.

    Gostei da ironia do fechamento, e não me faço de rogada, ri da desgraça alheia.

  74. Luiz Eduardo
    14 de janeiro de 2017

    Parabens, não gosto muito do gênero, mas acho que, dentro do tema proposto, vocÊ soube conduzir bem a história. Boa sorte

  75. José Leonardo
    14 de janeiro de 2017

    Olá, Azarado.

    A última frase… a situação do personagem frente àquilo que ocorre ao redor, pior que isso, ao que está prestes a acontecer com ele, chega a ser desumano.

    Que maneiro.

    Ninguém pensa nos deficientes quando o assunto é zumbi. Ri bastante com o final, ri tragicamente. Além disso, o estilo solto é agradável, aqui.

    Boa sorte neste desafio.

  76. Bruna Francielle
    14 de janeiro de 2017

    Ah ! Ele não estava em um lugar escuro, ele vivia em um lugar escuro já que era cego!
    Essa acho que foi a grande tirada do conto, juntamente com o título em observância a isso.
    Realmente ser cego num apocalipse zumbi não há de ser fácil, e realmente não é algo que vemos recorrentemente quando esse tema é abordado. Ninguém fala dos cegos e tal.. por isso, achei até que conseguiu inovar um pouquinho nesse tema tão batido.
    Triste que o irmão tenha morrido.

  77. Tiago Volpato
    14 de janeiro de 2017

    Gostei bastante. Passando os olhos pelos comentários (quem nunca?) achei seu texto injustiçado. Amigos, temos uma pérola aqui! Vi o pessoal reclamando do final, mas interpretei da seguinte forma:
    Nosso camarada está no escuro, por isso cego. E então, por pura falta de visão, pisa no olho do irmão que acabou de ser dilacerado. Tal feita, chama a atenção dos zumbis ao redor e é hora de dar tchau para nosso protagonista. Sensacional.
    Ainda tem toda a luta do cara pra não se desesperar com a morte do irmão, pois o menor barulho significa morte e morre com algo tão idiota. Muito foda! Teu texto vai pra minha lista. Abraços!

  78. Olisomar Pires
    13 de janeiro de 2017

    Comédia e terror nem sempre combinam: uma coisa anula a outra e sobra pouca coisa. Acho que é o caso.

    Bem escrito e coisa e tal, mas não diz nada que seja “palatável”

  79. Evelyn Postali
    13 de janeiro de 2017

    Eu não assisti TWD ainda e provavelmente não vou assistir porque não gosto desse tema. Ele não move meus músculos. Quanto ao conto, está bem escrito no que eu entendo que aconteça dentro desse universo. Não sei se entendi muito bem o final. Então, boa sorte no desafio.

    • Evelyn Postali
      14 de janeiro de 2017

      Deixa eu colocar um aparte porque lendo um comentário posso ser mal interpretada.. A descrição do parágrafo é perfeita. Eu tive que parar de ler para continuar. Coisa minha. E é por isso que considerei o conto bem escrito. Provocou em mim algo tenebroso. Essa coisa de cheiro de sangue, respingos… Vísceras… Me provoca pânico. Se esse era o propósito. Conseguiu.
      Mas continua o final meio duvidoso para mim.

  80. Fernando Cyrino
    13 de janeiro de 2017

    não gosto do tema, não acho legal a primeira frase. Mas o final ficou demais. Ficou ótimo. Rindo muito, parabéns.

  81. elicio santos
    13 de janeiro de 2017

    Achei as frases de início e desfecho desnecessárias. O texto alcança o objetivo proposto. A mescla de terror e comédia beira o absurdo, mas penso que a intenção do autor foi justamente essa. Boa sorte!

  82. Guilherme de Oliveira Paes
    13 de janeiro de 2017

    O universo em que se passa a história não me é particularmente interessante. A narrativa é bem estruturada mas acho que faltaram elementes que lhe dessem mais identidade.

  83. Sabrina Dalbelo
    13 de janeiro de 2017

    É bom. Sinceramente, sem falso moralismo, a palavra “foda” é totalmente desnecessária. A sátira mórbida já é rica, não precisava disso, mas daí é a minha visão, claro.

  84. Virgílio Gabriel
    13 de janeiro de 2017

    Me fez lembrar que TWD precisa voltar! Porééém, com o desfecho do conto, acredito que está mais para ZUmbilândia. Gênero terror/comédia me agrada, até porque, caminha pro lado trash. Bom trabalho!

  85. andré souto
    13 de janeiro de 2017

    Bom enredo,a ironia do desfecho é um achado.Muito bom.

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Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .