EntreContos

Detox Literário.

a m o r t e (Douglas Moreira)

maos-dadas

Crendo no amor, desbravou seus medos e estilhaçou as barreiras que o seguravam. Num momento insano de valentia, abriu a porta do quarto dos pais, parou ali e proferiu as palavras que encheram o mundo com tamanha estranheza que quase o fizeram engasgar.

-Mãe, pai: amo outro homem. Sou gay.

Horas depois Outro Homem sorria ao rosto a sua frente.

-Você conseguiu, amor.

Logo, nos dois rostos brotaram uma idêntica lágrima solitária.

Outro Homem então levou a mão à superfície do espelho, sentindo o peso e a dor das palavras que jamais poderia dizer ao amante agora sem vida.

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89 comentários em “a m o r t e (Douglas Moreira)

  1. Lohan Lage
    27 de janeiro de 2017

    Vixe, pera que embaralhou os miolos aqui…
    E só por ter rolado isso, já digo que gostei, rs.
    O cara se apaixonou por ele mesmo? Digo, o cara morto?
    Ainda to processando… mas desde já, parabéns pela construção.

  2. Pedro Luna
    27 de janeiro de 2017

    Achei legal o início, mas no fim fiquei a me perguntar: WTF?

    O excesso de Outro Homem tornou as coisas um pouco confusas. Na releitura entendi que o namorado do personagem o parabeniza por ele ter tomado coragem. No fim, esse namorado provavelmente está morto, mas por que mesmo? Tem algo que não peguei.

  3. Gustavo Henrique
    27 de janeiro de 2017

    Tive algumas duvidas, fiquei meio confuso. Boa sorte!

  4. andressa
    27 de janeiro de 2017

    Fiquei com algumas dúvidas, mas boa sorte!

  5. Poly
    27 de janeiro de 2017

    Fiquei na dúvida se realmente havia outro homem ou se o outro homem é ele próprio. No entnato, não considero isso algo ruim. Acho que é interessante deixar aberto para interpretações. Que graça teria explicar tudo explicadinho? 😉

  6. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    26 de janeiro de 2017

    Querido (a) Mardih,

    Tudo bem?

    Gostei do tema de seu conto. Algo doído e que conheço de perto, pela história de vários amigos meus. Contar aos pais que se é gay é um divisor de águas.

    Sobre a morte do namorado, fiquei um pouco no ar, devo confessar. Não sei se um matou o outro, se o outro já estava morto há tempos, ou se os pais é que o mataram.

    Ainda assim é um bom conto, com belas palavras. E com a morte como alegoria do fim do amor e das ilusões.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  7. Jowilton Amaral da Costa
    26 de janeiro de 2017

    Não gostei muito não. Fiquei meio que boiando no final. Quem morreu? O amante do que se declarou, o que se declarou gay? A morte foi metafórica? Dizem que um micro conto deve ter um final aberto e tal, mas, neste, o que pairou foi o não entendimento do que o autor quis dizer, ficou nebuloso demais, o que, para mim, fez com que o conto perdesse força. Boa sorte no desafio.

  8. Renato Silva
    26 de janeiro de 2017

    Achei meio sem sentido. O primeiro personagem chega aos pais, diz que ama outro homem, assumindo-se gay. Num outro parágrafo, o seu “amado” aparece lamentando a morte do primeiro. Como assim? O rapaz contou pro pai que era gay e tomou um tiro de espingarda do papai homofóbico? Eu li muitas vezes, mas não consegui entender. Desculpe minha ignorância, mas eu li muitas vezes e não consigo ver uma parte se ligar à outra. Sei o quanto é difícil escrever um minoconto, pois eu também não sou expert no assunto.

    Sua escrita é boa e você conseguiu transmitir um pouco dessa angústia dos personagens, mas faltou alguma peça ali pra dar o bom funcionamento. Te desejo boa sorte.

  9. juliana calafange da costa ribeiro
    26 de janeiro de 2017

    Mardíh, gostei do seu “loop”, se é q posso chamar assim. O rapaz cria coragem, entra no quarto dos pais, assume q é gay, então se torna outro homem, e olha-se no espelho, emocionado com o q teve coragem de fazer. E então diz adeus ao homem q ele era antes, sua imagem no espelho, que agora não existe mais. O uso do verbo “estilhaçar” no início do texto já dá a idéia do espelho quebrado, os dois lados do reflexo separados para sempre. Só um detalhe de revisão: “sorria ao rosto A sua frente”. Esse A tem crase. Sem a crase, atrapalha o entendimento. Mas creio ter sido só erro de digitação, ou culpa da maravilhosa “auto-correção” do Word… Muito bom texto, parabéns!

  10. Tiago Menezes
    26 de janeiro de 2017

    O texto me pareceu um pouco confuso, por ser aberto a muitas interpretações. Não consegui me sentir impactado por ele, infelizmente. Boa sorte no desafio.

  11. rsollberg
    26 de janeiro de 2017

    Bem, é um daqueles que contos que traz uma boa ideia, mas peca pela execução.
    Penso que aqui o autor não criou lacunas, mas simplesmente confusão, que no meu entendimento não era necessária para história.
    De qualquer modo, tem algo de singelo e bonito nestas poucas linhas.
    Parabéns e boa sorte no desafio.

  12. vitormcleite
    25 de janeiro de 2017

    pode resultar um texto muito interessante, mas precisa de muito trabalho e de eliminação do limite de palavras. De momento não está um texto estimulante, mas podes chegar lá.

  13. Andreza Araujo
    25 de janeiro de 2017

    Gente, deu um nó na minha cabeça, mas de um modo bom, hahaha. Deixa eu explicar. Entendi que o homem que “morreu” foi uma das personalidades do protagonista, no caso, a homossexual. Ao se confessar para os pais, ele se libertou. Mas não tenho certeza se o Outro Homem, o sobrevivente, também era gay, mas não aponto isto como um defeito de forma alguma! Gosto dessa sensação de final aberto que há aqui, embora o texto se encerre. É o tipo de história que a gente vibra depois de ler por causa da sagacidade implícita. Excelente!

  14. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Na parte conceitual e narrativa, o texto é bastante enxuto e objetivo, levando o leitor à conclusão sem rodeiros. Mas o final ainda ficou em aberto, não sei se o Homem que Cria no Amor estava morto e no caixão (daí não tem lágrima), ou se ele saiu do armário porque o Outro é que estava morto. Não sei. Na parte técnica: – “que quase o fizeram engastar” – o mundo ou ele? – “amo outro homem” – como dali pra frente, o autor grifa é Outro Homem, não seria o caso de manter o padrão? Boa sorte no desafio!

  15. Wender Lemes
    24 de janeiro de 2017

    Olá! Parece-me que o autor tinha uma ideia bem definida da história quando a compôs e, para o bem ou para o mal, ela acabou se diluindo em várias interpretações possíveis. Particularmente, me agrada essa pluralidade de conclusões, mas nem sempre é a melhor escolha. Interpretei que o amante do protagonista, após sua morte, diria a si mesmo em frente a um espelho o que não pôde dizer ao protagonista em vida, mas é só uma das possibilidades. Enfim, uma situação brutal que foi explorada pelo viés mais sensível (a perspectiva de quem sofreu com a perda).
    Parabéns e boa sorte.

  16. Victória
    24 de janeiro de 2017

    O final foi um pouco confuso, mas no geral, gostei do conto. A ideia é ótima, só poderia ser um pouco melhor executada.

  17. Simoni Dário
    24 de janeiro de 2017

    O texto é instigante, porém confuso. Entendi um pouco lendo os comentários, pois não assimilei a história. Essa ideia de narcisismo é bem interessante, tomara que seja por aí. Não deixa de ser um texto que desperta a curiosidade.
    Bom desafio!

  18. Srgio Ferrari
    24 de janeiro de 2017

    Prêmio Repetição Desnecessária de Palavras vai pra tu. De mais, só mesmo. Fraco.

  19. Lee Rodrigues
    24 de janeiro de 2017

    Caro autor, seu conto abre algumas possibilidades, o que não é ruim, deixou aberto para que cada leitor bebesse a sua porção.

    Numa olhada superficial, usando o jargão da Catarina, num “mergulho raso”, parece mesmo o remorso de uma revelação tardia, sem que jamais tenha a oportunidade de colher com o ser amado, os frutos de sua coragem.

    Mas sabe, “saindo da banheira”, observando o universo do seu persona como um todo, a ênfase que você dá ao “Outro Homem”, repetido e escrito com inicias maiúsculas, me fez remoer o que estaria querendo evidenciar, você nos deixou uma pista sutil que estava falando do próprio protagonista, não de uma outra pessoa, mas da nova identidade, ou melhor, da real identidade. Que dali em diante, ele seria outro homem, seria ele mesmo. Ele ama a família, mas também se ama, e ama o suficiente para não ser aquilo que esperam que ele seja, para ser ele mesmo.

    Ele só, frente ao espelho, cara a cara com o velho e o novo, se despede de quem foi, uma lágrima de alivio (talvez), e o sentimento da provável solidão (ou não) que virá adiante.

    Vi que o Sidney também enxergou esse lado, o que me deu a satisfação de não ser acusada de andar me drogando sozinha. rs

  20. Fil Felix
    24 de janeiro de 2017

    Na primeira leitura deixei passar algumas coisas e achei um conto muito doce que se deita na coisa do amor mitológico. A revelação brutal ficou um tanto simples. Na segunda leitura, as coisas fluíram melhor e acho que peguei a ideia. O protagonista fala que é gay aos pais. Que ama “outro homem”. Em seguida o Outro Homem (que entendo ser o segundo cara, que o protagonista ama) se olha no espelho e percebe que seu amor morreu (o protagonista). Li alguns comentários e a maioria interpretaram de outra forma. Espero que o autor fale a intenção dele no final do desafio. Há essa pequena confusão, mas é um conto que tenta abordar questões bastante atuais (e ganha créditos por isso) mas que faltou um trabalho melhor pra não render tantos espaços abertos (o que chega a ser irônico, pelo título).

  21. catarinacunha2015
    24 de janeiro de 2017

    MERGULHO de cego tem que ser com muito cuidado para não meter a testa na beirada. Faltou aqui atenção aos detalhes da construção do texto. Não sei quantos homens se cruzaram na trama, então o IMPACTO foi pulverizado pelas mil possibilidades.

  22. Marco Aurélio Saraiva
    24 de janeiro de 2017

    O conto foi confuso demais. Só entendi lendo os comentários da galera mas, mesmo assim, tenho que discordar de algumas coisas.

    Parece que o consenso é que o corajoso jovem que declara sua homossexualidade aos pais amava alguém já falecido. No final, ele se olha no espelho, orgulhoso de si mesmo e feliz por ter finalmente se livrado daquele peso, com saudades do amante falecido.

    Mas se for mesmo isso, o conto que já era confuso ficou ainda mais confuso. Os signos não foram usados corretamente. O garoto, ao entrar no quarto dos pais, fala que ama outro homem. Então, o autor passa a narrar tudo na perspectiva de Outro Homem, agora com iniciais maiúsculas, denotando que agora está narrando o conto do ponto de vista de outra pessoa. Se o primeiro personagem e Outro Homem são a mesma pessoa, ou o autor quis nos confundir ou o personagem é um narcisista em nível épico, por declarar ser gay por amar a si mesmo. Ou então sofre de múltiplas personalidades.

    O que o texto me faz entender mesmo, levando em consideração o signo chamativo de “outro homem” e “Outro Homem” inserido no conto, é que, quando a narração passa para Outro Homem, estamos mesmo vendo a história pelos olhos de outra pessoa. O amante do garoto que se declarou gay aos pais está chorando em frente ao espelho pela morte do garoto. O problema é que, como isso aconteceu apenas “horas depois”, dá a entender que os próprios pais mataram o filho gay de desgosto, o que achei um tanto exagerado (pode ser verídico em alguns casos extremos, mas mesmo assim um tanto exagerado em um conto que tenta provar um ponto).

    Enfim, um conto bastante confuso.

    • Marco Aurélio Saraiva
      24 de janeiro de 2017

      Um adendo: gostei do jogo de palavras no título, separando todas as letras. Assim podemos formar as palavras “Amor” ou “A morte”, o que faz uma alusão interessante ao amor gay, especialmente em tempos antigos (ou em alguns países atualmente), onde o amor gay declarado poderia mesmo ser punido com a morte.

  23. Tom Lima
    24 de janeiro de 2017

    Poxa, eu gostei da ideia, mas o espelho me confundiu demais. Fiquei mesmo sem entender. Parece, novamente, uma ideia grande demais para o limite de palavras. Talvez assim se desfizesse a confusão.

    Boa sorte.

    Abraços.

  24. Mariana
    23 de janeiro de 2017

    A beleza e a profundidade apagam algumas falhas técnicas. Muito sensível e corajoso, parabéns

  25. Gustavo Aquino Dos Reis
    23 de janeiro de 2017

    Gostei do conto. Notei que algumas pessoas argumentaram que faltava um certo domínio do autor quanto a escrita. Em absoluto. Achei muito competente, embora contenha alguns pequenos deslizes.
    É um trabalho que lida com um tabu que, de uma maneira bizarra, ainda é um tabu em nossa sociedade. A história triste, com um final trágico e verossímil diante das tragédias que acontecem contra os homossexuais.

  26. Evandro Furtado
    23 de janeiro de 2017

    Há certos aspectos interessantes na trama como, por exemplo, a reviravolta final. Senti, no entanto, que a linguagem poderia ter sido melhor empregada pra criar um efeito mais avassalador

    Resultado – Average

  27. Anorkinda Neide
    23 de janeiro de 2017

    é, infelizmente vc deixou as coisa confusas, autor. Talvez por ter q cortar palavras até fechar em 99 ou pq o enredo está bem claro na sua mente, mas não foi possível demonstrá-lo em tao poucas palavras.
    Este texto merece uma lapidação pra ajustar as pontas, digamos assim.
    Eu entendi que logo após contar aos pais, o rapaz morreu. nao sabemos como.
    E a cena de seu amor/amante em frente ao espelho é bastante bonita e dolorosa.
    Acho que a primeira parte é que merece ser ajustada.
    O titulo era para ser amor/morte.. eu escreveria assim: Amor(te) ou A(mor)te, nao sei, algo assim, do jeito q ficou me remete somente a morte, alias entrei aqui pensando q encontraria um texto de terror..hehe
    boa sorte, abraços

  28. Fabio Baptista
    22 de janeiro de 2017

    Entendi que o cara que o protagonista gostava morreu. Daí ele foi lá e contou para os pais que era gay e, no final, chorou na frente do espelho.

    Bom, sendo essa a intenção ou não, na minha opinião o(a) autor(a) não conseguiu transmitir muito bem a história. A ideia do espelho, da lágrima solitária refletida, foi criativa e bonita, mas faltou um pouco de técnica para ser transmitida com mais emoção e clareza.

    Abraço!

  29. Andre Luiz
    22 de janeiro de 2017

    -Originalidade(8,5): Um conto interessante e chocante, que brinca com as palavras e a própria percepção do leitor.

    -Construção(9,0): Demorei a entender, porém quando eu percebi que o amante já estava morto desde o início, eu vi o quão brilhante foi o trabalho de escrita. Era o homem falando consigo mesmo no espelho. É o amor que está refletido na alma.

    -Apego(8,5): Triste e profundo.

    Parabéns!

  30. Bia Machado
    22 de janeiro de 2017

    Complicado. Desde o início não me convenceu a forma como a revelação se deu. O desenvolvimento deixou a desejar para mim, algumas partes truncadas, dificultam compreender o que houve. Tem a tal surpresa de ser um quando dá a entender que são dois. Muito, muito confuso. Pede uma reelaboração.

  31. Thayná Afonso
    21 de janeiro de 2017

    Comecei feliz pela representatividade e coragem do protagonista, afinal, esse costuma ser um dos momentos mais complicados na vida de muita gente. Consegui compreender o uso de “Outro Homem’’, embora num primeiro momento tenha causado certa confusão. Outro homem no reflexo do espelho, um novo homem após a revelação. O final é doloroso, mas também é gratificante. Parabéns!

  32. Cilas Medi
    21 de janeiro de 2017

    Entendi tudo perfeitamente, apesar de meio desconexo com a situação e, com certeza, não gostar nada do que li. Boa sorte!

  33. Eduardo Selga
    21 de janeiro de 2017

    Falta domínio da linguagem literária. Entendo que quando a revelação tardia foi feita aos pais, o parceiro já estava morto, e que Outro Homem é o mesmo personagem, porém no reflexo do espelho. É uma ideia interessante, mas insuficientemente executada, na medida em que a construção textual conduz o leitor a outro caminho, induzindo-a a entender que há dois personagens. O parágrafo final quebra um pouco a certeza, mas para se reconciliar com o texto o leitor precisa voltar a ele. Mais de uma vez. Não se trata de ambiguidade literária, e sim de confusão.

  34. Fheluany Nogueira
    21 de janeiro de 2017

    A história de um homem, que confessa aos pais a sua homossexualidade. O outro homem, diante do espelho, comemora a situação e, ao mesmo tempo, lastima a morte do primeiro? É isto? E, como o primeiro rapaz morreu? Um dos pais não aceitou aquilo e o matou?

    Qual o sujeito do verbo “brotar” na oração “nos dois rostos brotaram uma idêntica lágrima solitária”? Se é “uma idêntica lágrima solitária”, singular, deveria estar grafado “brotou”.

    Boa narrativa, simples, romântica, construída com imagens interessantes, alguns deslizes linguísticos, mas que não a prejudicaram. Parabéns. Abraços.

    • Fheluany Nogueira
      21 de janeiro de 2017

      Não comentei que gostei muito do jogo de palavras no título e da expressão “outro homem” . Muito bom.

  35. Estela Menezes
    20 de janeiro de 2017

    De saída, fiquei incomodada com o erro de concordância: “brotaram uma lágrima”. Em seguida, fiquei lendo e relendo o texto, percebendo que havia uma história sendo contada, mas cujo significado eu não estava apreendendo na sua totalidade. Fui aos comentários e reparei que isso tinha sido apontado por muitos dos comentaristas. Ufa! Acho que posso dizer que uma boa ideia, tão bem iniciada, acabou se perdendo pelo caminho. Que pena!

  36. Sidney Muniz
    20 de janeiro de 2017

    A ntes de mais nada preciso parabenizar-lhe pelo excelente título. Adoro esse jogo de palavras.

    M as vamos ao conto num todo. Digo que me surpreendeu bastante, pois esperava algo diferente por causa do título, contudo nos brindou com uma boa dose de criatividade.

    O filho que assume a homossexualidade, porém que tem um amor narcisista, visto que ele próprio se sentia duas pessoas em uma mesma carne, o hétero e o gay. Ao assumir que era homossexual teve seu lado covarde, que nesse caso era a imagem hétero dele desfeita e com isso não precisava mais sustentar essa figura. Com isso se viu sozinho dentro de si mesmo, num misto de tristeza e ao mesmo tempo alegria, uma mesma lágrima para os dois sentimentos.

    R ealmente é de se admirar essa construção, porém para mim ficou fechado demais, mesmo que alguns estejam boiando e viajando ainda mais que eu.

    T enho que dizer, mesmo assim que o texto me convenceu, a narrativa foi certeira e a imagem, bem, só mesmo a imagem que não me agradou no quesito conjunto, título, imagem e enredo.

    E m todo caso é uma boa imagem, um excelente título, e um conto primoroso. Você merece os parabéns pelo trabalho.

  37. Leandro B.
    20 de janeiro de 2017

    Oi, Mardih.

    Eu acho que a questão da homossexualidade está longe da saturação, bem como a importância da discussão em torno do tema está longe de diminuir.

    Particularmente, atualmente tenho a impressão de que se faz necessário mais textos sobre a tolerância e a forma de se lidar com o choque cultural de uma geração passada que não entende a questão do gênero na atualidade do que a denuncia do conflito em si. Acho que esse é um desafio menos explorado na cultura.

    Sobre o conto, que é o realmente importante, achei bem feito e claro. A ultima linha produziu compaixão, que, acredito, era um dos objetivos do texto.

  38. Iolandinha Pinheiro
    20 de janeiro de 2017

    Uma triste história sobre a intolerância e suas consequências extremas, o amor e a morte. Sei que há casos em que os pais matam os filhos quando descobrem a sua orientação sexual, até porque houve um caso bem recente noticiado. Mas achei muito exagerado. O cara conta, e o namorado aparece no fim do conto, chorando de frente para o espelho, e falando o que gostaria de falar ao seu amor, mas que já não pode mais falar porque o rapaz está morto. Gostei do título que mistura as palavras amor e morte, foi bem sacado. É isso. Parabéns.

  39. Felipe Teodoro
    19 de janeiro de 2017

    Poxa, que conto… Sério, eu senti toda a emoção ao fim da leitura. Texto muito bem escrito, com uma ótima construção e um desfecho sensacional. Parabéns mesmo! Fiz uma relação que não sei se foi proposital com o título e a história. O um só que é separado, o Amor que vira morte, o A M O R T E A M O, que não se completa.

    Enfim, trabalho bem feito que aborda uma temática importante e que muitos ainda não percebem o quão delicada é. E alguns ainda reduzem tramas como essa na literatura, como “histórias de gays”, quando na verdade, o conto é pra refletirmos sobre as atitudes humanas e observar melhor aquilo que nos faz ser melhor ou pior como pessoas.

    Parabéns mesmo!

  40. waldo Gomes
    19 de janeiro de 2017

    Conto sobre gay que se abre ao mundo.

    O tema é chato, por ser repetitivo. A condução para causar emoção não funcionou comigo.

    Só isso mesmo.

    Em tempo: analiso a técnica, a escrita, a narrativa, mas minha parte leitor é forte demais, quando não há impacto, estas qualidades ou sua ausência viram detalhes e por isso não me alongo.

  41. Priscila Pereira
    19 de janeiro de 2017

    Oi Autor, não sei se entendi bem, vejamos, ele conseguiu forças para contar que era gay para a família depois da morte do amante e fez essa revelação como um ato de amor a memória do amante morto. É isso?? A escrita, para mim, está um pouco travada e confusa… isso dificultou bem o entendimento e o afeiçoamento com o seu texto. Desculpe. Desejo boa sorte!!

  42. Amanda Gomez
    19 de janeiro de 2017

    Oi!

    A história é forte, um pouco confusa ( propositalmente). Tem bastantes questões jogadas, e cabe ao leitor decifrá-las.

    Não me causou o impacto que talvez o autor desejasse. No entanto gostei da forma como foi construída as passagens..Tanto dá revelação e morte, como a do outro homem em frente ao espelho lamentando a morte do seu amante.

    Acho que o autor intensificou aqui todos os pontos, está tudo a cem por cento… Morte/assassinto/suicídio….Está tudo ao extremo, isso não me agradou muito.

    No mais, boa sorte no desafio.

  43. Leo Jardim
    18 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐⭐▫): simples, mas com uma reviravolta interessante no final.

    📝 Técnica (⭐▫▫): alguns erros e repetições travaram um pouco a leitura.

    💡 Criatividade (⭐▫): um mote comum.

    ✂ Concisão (⭐⭐): o texto contém o necessário.

    🎭 Impacto (⭐▫▫): interessante perceber que ele via a si mesmo no espelho, mas a forma como foi contado isso travou a leitura e atrapalhou o impacto. O título também não trabalhou à favor.

  44. Givago Domingues Thimoti
    18 de janeiro de 2017

    Simplesmente um dos melhores contos que eu li até agora. Com certeza top 5.
    A temática foi diferente e me surpreendeu. Outro ponto positivo foi como você abordou, com muita simplicidade, a homofobia e suas consequências.
    Eu gostei tanto do conto que, se houver algum erro gramatical, ele foi totalmente apagado!
    Parabéns, Mardih

  45. Anderson Henrique
    18 de janeiro de 2017

    Compreendi o enredo, mas achei-o truncado. Casal gay, um deles sai do armário para a família e é morto (por eles, provavelmente). O outro chora a tristeza de que o primeiro morreu, mas consola-se pelo fato dele ter contado a verdade. É uma premissa interessante, principalmente por ser algo que acontece com alguma frequência. Parabéns por trazir isso ao certame. O problema foi a montagem do texto. Como ele não tem nada em aberto que possa ser interpretado pelo leitor, os acontecimentos poderiam ter sido mostrados com maior clareza. Acho que o conto é um dos casos em que mostrar mais iria favorecer.

  46. Miquéias Dell'Orti
    18 de janeiro de 2017

    Seu texto é tocante e bonita pra caramba.

    Achei que, mesmo tendo previsto o final por conta do título, minha surpresa não diminuiu e senti o peso da tristeza que o Outro Homem carregava. Uma forte reflexão. Parabéns.

  47. Vitor De Lerbo
    18 de janeiro de 2017

    O título é muito forte. Esse conto me remete totalmente à frase “Mama, just killed a man”, em Bohemian Rhapsody. Deixarei o link aqui porque essa música é espetacular e é uma ótima trilha sonora para esse texto, que tem leveza e profundidade ao mesmo tempo.
    Parabéns e boa sorte!

    • mariasantino1
      18 de janeiro de 2017

      Na música o ” mamãe eu matei um homem, coloquei a arma na sua cabeça e etc” ,está se referindo ao fato de se aceitar homossexual, e no presente texto, aparentemente há uma morte real. Se for somente o fato de se assumir, então, ao menos pra mim, não funcionou bem, porque as dicas me levaram a outros caminhos.

      Ótima canção 🙂

  48. mariasantino1
    17 de janeiro de 2017

    Olá, autor(a)!

    Não consegui entender em 100% o seu texto, nem lido de ponta cabeça. Acho, acho, que após o primeiro homem ter falado o que sentia aos seus pais, o pai deste acabou assassinando o filho deixando o outro sozinho. Mas, até esse pensamento não me é claro e essa confusão me fez desgostar bastante do conto. Se a trama for assim como mencionei, ela é interessante e merece ser contada com maior clareza para que possamos apreciar de todo.

    No momento eu desejo boa sorte no desafio.

  49. Claudia Roberta Angst
    17 de janeiro de 2017

    O outro homem era ele mesmo no espelho? Ou foi a referência ao amado perdido? O impacto da revelação aos pais causou algum dano irreversível? É um conto para se ler e reler até se descobrir uma nova possibilidade de desfecho.
    Bem escrito, ritmo bom, quase de suspense. Final aberto a mais de uma interpretação.
    Boa sorte!

  50. Luis Guilherme
    17 de janeiro de 2017

    CAraca, q pesado!
    Gostei!

    Que foda, demorei um tempo pra sacar o que tinha acontecido, e quando percebi, deu meio que um solavanco, sabe?

    Aborda uma temática pesada e triste: a intolerância. Ainda mais num momento que estamos vivendo isso aqui no Brasil. Quantos filhos sendo mortos pelos pais unicamente por intolerância, seja política, sexa sexual, seja qual for.

    Gostei do impacto do teu conto.
    Não entendi bem a do título, com as letras separadas e tal.

    Boa sorte e parabéns!

  51. Brian Oliveira Lancaster
    17 de janeiro de 2017

    GOD (Gosto, Originalidade, Desenvolvimento)
    G: Hum. Não entendi o motivo das letras diferentes do título. A história é fácil de ser assimilada, pelo menos. Mais teve um corte brusco de ponto de vista ao fim. Reli algumas vezes para captar a nuance. Então, o protagonista que se revela é morto, e o seu companheiro passa a divagar? – 8,0
    O: É um cotidiano, mas traz algo de diferente pelas sensações descritas e eufemismos (mas não notei o objetivo disso). Por que “outro” tem de ser maiúsculo? Apenas para não mencionar o nome? Não deixa de ser original em sua premissa, mesmo que abordando de leve o tema pretendido. – 8,5
    D: A escrita flui bem, mas como disse acima, a troca de ponto de vista poderia ser um pouquinho mais cadenciada, não de susto. – 8,0
    Fator “Oh my”: texto que ganha muito pela tensão, mas que confunde ao final, infelizmente. Mas todas as entrelinhas são facilmente compreendidas.

  52. Juliano Gadêlha
    17 de janeiro de 2017

    Ótimo texto. Um dos poucos que conseguiu, ao mesmo tempo, passar sua mensagem claramente e deixar espaço para um milhão de teorias e interpretações diferentes sobre o que aconteceu. O uso de “Outro Homem” me agradou bastante, além da abordagem de uma temática de extrema relevância sem parecer piegas ou clichê. O autor está de parabéns!

  53. Laís Helena Serra Ramalho
    16 de janeiro de 2017

    Fiquei com a sensação de que a segunda frase, no primeiro parágrafo, ficou longa demais. Além disso, a única fala do texto não soou natural. Não pareceu nem hesitante e nem cautelosa, e tampouco jogada de um fôlego só, como se o personagem quisesse se livrar logo da tarefa. Me deu a impressão de que você estava lutando para encaixar esse diálogo dentro das 99 palavras. Mas, exceto por esse detalhe e por uma palavra ou outra que pareceu sobrar, o texto está bem escrito.

    Só que eu achei que ele deixou pontas soltas demais. O jovem foi assassinado pelos pais ou se suicidou? Não ficou claro, e, a meu ver, ambas as alternativas parecem não encaixar muito bem. A primeira soa extrema e até inverossímil, e quanto à segunda, embora mais plausível (provavelmente decorrente da não aceitação dos pais), parece ter faltado no texto algo que a conectasse ao diálogo com os pais. Quem sabe a reação deles à declaração?

  54. Victor F. Miranda
    16 de janeiro de 2017

    Gostei da forma como você conduziu o conto, palavra por palavra. A dualidade na parte do espelho foi uma sacada excelente. Parabéns.

  55. Thata Pereira
    16 de janeiro de 2017

    A utilização do termo “outro homem” afirma que são pessoas diferentes, portanto o primeiro rapaz morreu. Não sabemos como, assassinato, suicídio? Conheço uma menina que quase morreu pela surra que o pai a deu quando descobriu que ela estava se envolvendo com outras meninas. Tão triste isso… por isso, minha associação direta foi os pais, mas não posso julgar sem saber. Nesse caso, nesse tema, queria que isso tivesse ficado evidente.

    A cena do espelho é linda e triste.

    Boa sorte!

  56. Gustavo Castro Araujo
    16 de janeiro de 2017

    Como bom microconto, o texto deixa lacunas interessantes, sem amarrar o leitor. Temos um jovem que, enfim, consegue expressar sua sexualidade, libertando-se por meio do suicídio. É possível, contudo, chegar a outras interpretações, mas a primeira a que me referi parece casar melhor com o propósito do conto, que é trazer a questão do amor entre pessoas à tona. O primeiro parágrafo, aliás, está muito bom, bonito e com forte carga poética. O arremate é seco, direto, sem espaço para contemplações. Lembra os poemas de Robert Frost. Bom trabalho.

  57. Rubem Cabral
    16 de janeiro de 2017

    Olá, Mardih.

    O conto insinua algum tipo de amor narcisístico? De alguém apaixonado pelo próprio reflexo e que se suicidou?

    Achei interessante, mas não sei se minha interpretação foi correta, se preenchi bem as lacunas.

    Nota: 7.5

  58. Davenir Viganon
    16 de janeiro de 2017

    Eu não achei confuso, pelo contrário, a estória é até bem simples: O homem 1 resolve revelar para os pais que é gay. Horas depois o seu namorado, o homem 2 (“outro homem”), chora frente ao corpo do homem 1. O conto sugere que o homem 1 foi morto em decorrência direta da revelação que fez. Sendo assim (ou não) o conto não fala apenas do assassinato. Este é o crime mais extremo, mas também há o abandono, quando expulsam o gay de casa além da própria rejeição familiar. Não há como negar que relembrar essa realidade incomoda, pois geralmente só queremos a literatura para viajar em nossos sonhos e não para sofrer com o pesadelo dos outros.

  59. Thiago de Melo
    16 de janeiro de 2017

    Olá, Mardih,

    Que história triste. Infelizmente seu texto está mais para não-ficção do que para algo simplesmente inventado. Achei o texto muito corajoso e soube pesar bem o limite de palavras. Só fiquei um pouco confuso no finalzinho com relação a quem estava olhando no espelho, mas isso não tira o mérito do texto como um todo. Parabéns!

  60. Tatiane Mara
    15 de janeiro de 2017

    Olá…

    Gay resolve contar aos pais sua condição, depois morre e seu namorado fica triste, olhando no espelho.

    Não sei é isso, mas é o que entendi.

    O texto é enrolado, precisa de muitas leituras, coisa que pode ser um elogio em alguns casos e crítica em outros.

    Acho que uma revisão nas orações ajudariam bem.

    Boa sorte.

  61. Ceres Marcon
    15 de janeiro de 2017

    Primeiro, parabéns pelo tema. O homossexualismo tem que ser falado, para que se termine com os preconceitos. Gostei do início, da tomada de decisão do personagem em assumir sua preferência sexual.
    O problema, para mim, foi o final. Li e reli, sem conseguir entender quem é o outro homem e onde ele se encaixa na história. Quem morreu? O rapaz que se revelou diante dos pais? E, o mais engraçado, depois que fiz essas duas perguntas, a ficha caiu. 😉 Nem precisa mais explicar.
    Só me resta te dar os parabéns.

  62. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    15 de janeiro de 2017

    O título sugere e confirma uma boa história.

  63. lidiaduartec
    15 de janeiro de 2017

    Amorte, A morte, Amor te, Amar te… Amei o título!
    A chave para entender o enredo está no espelho. O leitor pode pensar que se tratam de duas pessoas ou de apenas uma, é isso é mágico!
    Não achei confuso, só vejo que o autor soube deixar uma lacuna a ser preenchida pelo leitor, que é o que um microconto pede.
    E, apesar de que não sou muito fã de diálogos nesse gênero, achei válido e não prejudicou o texto.
    Enfim, gostei bastante do que li.

    Boa sorte 😉

  64. Sandra A. Datti
    15 de janeiro de 2017

    Mardíh,

    Pelo que entendi, “o sair do armário” e a morte do rapaz (suicídio) foram sua libertação.

    Adoro essa metáfora do espelho… É uma forma do colocar frente a frente olhos que são incapazes de se verem de outra forma… olhando para seu mundo interno, ele o olha nos olhos do Outro ou através dos olhos do Outro.

    Senti falta de alguma pontuação.
    Mas a ideia é bacana. vale a leitura.
    🙂

  65. Matheus Pacheco
    15 de janeiro de 2017

    O que eu pude entender, é que as reações para o primeiro homem em relação a família foi positiva, sorte que o “Outro Homem” não teve, o levando ao suicídio, e no final o primeiro homem parabenizou o amado por ter conseguido se libertar da amarra de se reprimir com os pais e a sociedade.
    ótimo Conto, um abração.

  66. Glória W. de Oliveira Souza
    14 de janeiro de 2017

    Primeiro dizer que me incomoda frase começando com gerúndio. A temática parece vacilar entre conflito interno sobre a própria sexualidade, bem como um treinamento para dar notícia aos pais sobre a própria orientação sexual. O tema, portanto, seria propício para abusar da dramaticidade, mas ela é rarefeita.

  67. Zé Ronaldo
    14 de janeiro de 2017

    Microconto de primeira! Quem matou quem? Há um terceiro? O conto leva o leitor a elaborar essas questões e tirar, por si só, suas conclusões. Muito bacana e bem trabalhada a estrutura do micro, sua cadência, sua narratividade.

  68. Antonio Stegues Batista
    14 de janeiro de 2017

    É uma história que reflete a realidade, com seus preconceitos. intolerâncias. Mas, isso, como tudo na vida muda com o passar dos anos. As pessoas evoluem e são elas mesmas que eliminam os entraves para uma sociedade mais justa. Quanto ao conto, está bem escrito, é uma ideia válida.Também é necessário expor a realidade da Vida e nos fazer refletir..

  69. Edson Carvalho dos Santos Filho
    14 de janeiro de 2017

    Gostei do uso do termo “outro homem”, mas a forma da escrita, de uma maneira geral, poderia ter sido mais lapidada. E o espelho, no final, gerou uma certa confusão já que esse termo não foi apresentado antes, nem outros similares (reflexo, por exemplo). Ficou meio desconexa essa parte.

  70. Vanessa Oliveira
    14 de janeiro de 2017

    Fiquei um pouco confusa, sinceramente. Também li várias vezes, e a única coisa que fez sentido para mim era que eles são a mesma pessoa; ele contou aos pais, mas os pais não aceitaram, talvez, e, portanto, ele resolveu matar aquela parte dele? Viajei, acho, mas, ao mesmo tempo, se realmente tiver um outro homem, se forem dois amantes, como um deles morreu? Foi morto, é isso o que quis dizer? Talvez tenha se suicidado apos ter contado aos pais? Ou os próprios pais o mataram? Que difícil, haha. Enfim, apesar de tudo, gostei do tema. Boa sorte!

  71. Patricia Marguê Cana Verde Silva
    14 de janeiro de 2017

    Quebrando tabus e o tabu. Superando medos… Aceita sua própria realidade e assume sua identidade. Talvez tudo pelo amor morrido, aquele que se foi. Gostei do espelho.

  72. andré souto
    14 de janeiro de 2017

    Bem escrito, um desfecho original.Boa sorte.

  73. Bruna Francielle
    14 de janeiro de 2017

    Entendi que o texto foi algo como.. uma amostra do quão “preconceituosa, homofóbica, racista e outros nomes” nossa sociedade é.
    Tirando esse entendimento, enquanto texto, eu gostei do uso das palavras “Outro Homem” nas duas partes do texto.
    Realmente fica claro que o Outro homem na segunda parte, é o homem a quem o primeiro personagem se referia, e fica claro que o primeiro foi assassinado por pais que não aceitavam ele ser gay.
    Um história clara nas ”entrelinhas” nem tão entrelinhas assim, que não ficou obscura a ponto de criar dúvidas.

  74. Tiago Volpato
    14 de janeiro de 2017

    A ideia do texto é boa, mas achei que a execução ficou a desejar. O final do texto ficou embolado, um pouco confuso. Outro homem foi uma boa sacada. No geral é um bom texto. Abraços!

  75. Luiz Eduardo
    14 de janeiro de 2017

    Tentei reler o conto várias vezes, mas.confesso que não consegui chegar a resolver a questão de quem é o Homem. A princípio, quando ele abre a porta do quarto dos pais e lhes conta que é homossexual eu imaginava um adolescente, mas entao é um homem adulto diante do espelho que fala consigo mesmo. Seria uma recordação? E quanto ao homem que ele amava, achei que ficou meio vaga a questão da morte dele. Valeu pela coragem e pelo início interessante, boa sorte 😉

  76. José Leonardo
    13 de janeiro de 2017

    Olá, Mardíh.

    Então. Há ambiguidade aqui, mas não daquelas que me faz pensar, escolher cenários e possibilidades… Mas daquelas que me impedem de compreender o texto. Explico.

    Primeiro cenário: Homem se enche de coragem e, enfim, revela aos pais que ama outro homem (ou Outro Homem, para entender melhor). Horas depois, Outro Homem, diante do espelho, presta tributo ao primeiro Homem ao dizer que ele conseguiu. Em seguida, chora por não poder dizer as palavras ao Homem, que está morto.

    Segundo cenário: um homem revela aos pais que é homossexual. O mesmo homem (que é Outro, se a revelação aos pais for considerada um divisor de águas na vida dele) diz ao reflexo do espelho, “você conseguiu.” Sabemos que seu companheiro morreu, mas neste segundo cenário, tal companheiro não aparece. O Outro Homem, que é o mesmo que fez a revelação aos pais, chora seu desalento.

    Eu estou pendendo ao primeiro cenário, que é o mais óbvio e vai ao encontro do que, por exemplo, Olisomar Pires também entendeu.

    Em linhas gerais, seu conto extrapola a questão da aceitação social, a meu ver. Ele versa sobre a culpa advinda de atitudes tardias.

    Boa sorte neste desafio.

    • José Leonardo
      13 de janeiro de 2017

      Em tempo: “Amorte”, assim junto, seria alusão a “amor te amo”?

  77. Olisomar Pires
    13 de janeiro de 2017

    Atualmente, o difícil é ser hetero ( nãããão….meu filho, onde erramos ?)

    Brincadeiras à parte, embora o texto seja meio truncado, depois de algumas cutucadas, a trama desabrocha: o sujeito, homem, que mora com os pais, resolve soltar o que lhe é mais duro e conta aos mesmos que é homossexual. Partindo daí, não se sabe como, mas veio a falecer. Seu amor, outro homem, chora diante do espelho.

    Boa narrativa, pequenos erros de revisão e condução, história simples e romantizada, com final idealizado aos moldes de Romeu e Julieta, sem a Julieta, sem o veneno, mas com espadas.

  78. Evelyn Postali
    13 de janeiro de 2017

    Eu achei o conto confuso. Não consegui me situar muito bem no quem é quem. Li outras vezes. Talvez pelo fato de não haver nomes, nem indicações ou referências claras. Não digo que precisasse ter tudo esmiuçado, mas a sequência da escrita falhou comigo, apesar de o tema ser bastante atual.

  79. elicio santos
    13 de janeiro de 2017

    “Nos dois rostos brotaram uma idêntica lágrima solitária” Sinceramente não entendi. Já que eram dois rostos, qual a causa da solidão? A morte de um dos amantes entrou onde? Qual a razão? O texto não explica nem sugere. A narrativa tenta surpreender, mas deveria mostrar ao menos os indícios subentendidos para disponibilizar ao leitor o acesso à interpretação ou interpretações.

  80. Fernando Cyrino
    13 de janeiro de 2017

    Uma história de coragem. Gostei da maneira como colocou essa questão tão complexa. Uma pena ter deixado para contar aos pais somente depois que o homem que ele amava estava morto. Mas gosto disto da história deixar possibilidades em aberto. Parabéns e sucesso.

  81. Guilherme de Oliveira Paes
    13 de janeiro de 2017

    Gostei muito do “Outro Homem”. O final, embora um pouco enigmático, funciona bem, abre diferentes possibilidades sem parecer que não haja realmente uma interpretação “correta”. Entendi que, olhando-se no espelho, ele pensava no amado que havia morrido provavelmente recentemente, enxergando-o no próprio reflexo.

  82. Sabrina Dalbelo
    13 de janeiro de 2017

    Eu gostei muito, do tema, do enredo, da escrita.
    Mas li e reli e não entendi o final.
    Não ficou clara a questão de quem “estava diante do espelho” e o “outro homem”… eles ficaram cara a cara? o outro home morreu?
    O personagem principal teve coragem de contar aos pais que era gay, mas seu amor já tinha morrido?
    Droga, queria ter entendido… tava bem bom!

    • Mardíh
      13 de janeiro de 2017

      “-Mãe, pai: amo outro homem. Sou gay.

      Horas depois Outro Homem sorria ao rosto a sua frente.”
      Outro Homem se relaciona à frase anterior, é o homem que ele ama.

  83. Virgílio Gabriel
    13 de janeiro de 2017

    O final me deixou um pouco confuso. Esse último parágrafo remete a um outro casal, no qual o desfecho não tenha sido tão positivo quanto o primeiro? Ou deixei passar algo, em que a morte partiu exatamente do primeiro caso? Se foi a primeira versão, gostei, pois mostra que não generalizou e que o ser humano é imprevisível. Se foi o segundo, não gostei, pois generalizou e estereotipou.

    • Mardíh
      13 de janeiro de 2017

      Seria mais voltado pro segundo caso. E eu não acho que seja um estereótipo, uma vez que casos como esses são muito frequentes. O preconceito é um fator muito grande, e por ser um caso isolado o do conto não vejo como generalizador. Essa é uma realidade muito presente na sociedade (principalmente a brasileira) é o conto expressa isso.

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Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .