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Detox Literário.

O Engodo dos Caniços (Fátima Heluany)

engodo

Os meninos descobriram os peixes, depois do verde, na água contida do açude. Estavam à espera: por isso bastava o roçar dos anzóis nas águas clamantes e o peso dos peixes era o peso da vida.

Bocas escancaradas buscavam a isca; a linha zumbia recortando a água em múltiplas figuras. Eles vinham famintos de morte, em doida corrida; compunham a imensa flor de carne da fieira repuxante. Os botões das flores eram os olhos apagados dos peixes.

A água ia ficando cada vez mais triste, mais funda, embora despojada do mistério.

Jantar garantido…

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86 comentários em “O Engodo dos Caniços (Fátima Heluany)

  1. Gustavo Henrique
    27 de janeiro de 2017

    Gostei bastante da escrita, conseguiu descrever muito bem. Boa sorte e parabéns!

  2. Felipe Teodoro
    27 de janeiro de 2017

    Olá!
    Um conto bonito, muito bem escrito. Gostei muito de algumas construções frasais. Ao meu ver a pescaria tem um aspecto meio de novidade para os meninos, a emoção é de como se fosse até a primeira vez. Interessante como você mescla os sentimentos em dualidade no fim, a alegria dos meninos, a tristeza da água. Gostei do texto, achei que o autor é seguro nas palavras. Parabéns pelo trabalho.

  3. Victória
    27 de janeiro de 2017

    Conto bem descrito, com uma escrita limpa e clara, retratando muito bem uma cena cotidiana. Boa sorte

  4. Thayná Afonso
    27 de janeiro de 2017

    Poxa, adorei seu conto, de verdade! Muito bonito e bem escrito. Eu nunca pesquei e nunca foi algo que realmente me atraísse, mas adorei a maneira como você descreveu isso. Ainda mais somado a essa frase: “o peso dos peixes era o peso da vida”. Incrível, parabéns!

  5. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    27 de janeiro de 2017

    Gostei, se bem que é muito simples para competir com tantos ouitros textos que estão concorrendo. Mas a escrita é bem feita, sem atropelos e sem forçar a barra, o que lhe dá certo valor. Abraço.

  6. rsollberg
    27 de janeiro de 2017

    O conto ganha pelo estilo empregado pelo autor. Passagens bem construídas,”fome de morte”, e descrições que transportam o leito para a história. Tem a verossimilhança de um relato, de alguém que acabou de voltar da tal pescaria. Infelizmente, não é nada além disso. Mas quem disse que precisa ter?
    Parabéns e boa sorte!

  7. Estela Menezes
    27 de janeiro de 2017

    Apreciei muito o requinte com que você foi compondo o seu conto. Mesmo no título,cujo sentido acho não ter “pescado” perfeitamente, ou em frases de efeito do tipo “roçar dos anzóis … da vida”, que normalmente me fazem empacar, dá pra perceber que você está sempre atento, burilando, experimentando. E aí surgem pérolas como “vinham famintos de morte” ou “os botões das flores eram os olhos apagados dos peixes”…Sem falar no desfecho, que reuniu com perfeição a melancolia da penúltima frase com o pragmatismo seco da última… Na minha opinião, um dos contos mais bem escritos do concurso.

  8. Gustavo Aquino Dos Reis
    27 de janeiro de 2017

    Chega a ser bonito, mas tem algumas construções frasais no mínimo diferentes.
    O que não é ruim, pois é com o diferente que aprendemos.
    É um recorte muito pontual de um momento. Início, meio e fim. Infelizmente, não inova. Mas a obra ganha muito mais alento com o penúltimo parágrafo.

  9. Thiago de Melo
    27 de janeiro de 2017

    Amigo autor,

    Seu texto tem uma carga poética invejável e inegável. Gostei muito da expressão: “o peso dos peixes era o peso da vida”. Ficou muito legal.

    Infelizmente o restante do conto não bateu muito comigo como leitor, o que não quer dizer que esteja ruim, só não simpatizei muito. Um abraço.

  10. Vanessa Oliveira
    26 de janeiro de 2017

    Bem, não sei se entendi ou não. Para ser sincera, não me animou muito. É bem escrito, mas a história não surpreende. Ficou meio perdido, não sei. Boa sorte!

  11. Davenir Viganon
    26 de janeiro de 2017

    A sobrevivência isolada de julgamentos. O conto tem umas construções interessantes mas não me fisgou. Não consegui mergulhar no texto.

  12. Cilas Medi
    26 de janeiro de 2017

    O que esclarece, no contexto, a frase: os botões das flores eram os olhos apagados dos peixes? Não entendi, lendo mais duas vezes, portanto, não gostei.

  13. Thata Pereira
    26 de janeiro de 2017

    Lendo o conto essa hora, adorando pescar e apaixonada por peixe frito, o que tem de belo esse conto tem de maldoso.

    Muito interessante essa questão do peixe estar com fome, buscar pela comida, mas o menino está com fome e se alimentará do peixe. Uma ideia que ainda não tinha visto e, por isso, muito criativa.

    Apenas não entendi essa frase: Os botões das flores eram os olhos apagados dos peixes.

    Boa sorte!

  14. Srgio Ferrari
    26 de janeiro de 2017

    LINDO, perfeito. Todas as suas descrições são precisas e ótimas e o final é maravilhoso. O roçar dos anzóis nas águas clamantes e o peso dos peixes era o peso da vida. Parabéns, está agora entre os melhores. Valeu, pescador.

  15. Glória W. de Oliveira Souza
    26 de janeiro de 2017

    Cadeia alimentar com participação animal e humana. A narrativa faz uma introdução com pitadas românticas, mas o desenrolar apresentada o universo animal (peixes) de forma triste. Nem o final – nada impactante – da necessidade de alimentação para sobrevivência contamina a curiosidade por carência de dramaticidade cênica. Para mim, salvo melhor juízo, é apenas uma história.

  16. Rubem Cabral
    26 de janeiro de 2017

    Olá, Ansiada Tensão.

    Muito bom o conto. Interessantes as imagens evocadas e a ideia de meninos famintos e peixes igualmente famintos.

    Nota: 8.5

  17. Vitor De Lerbo
    26 de janeiro de 2017

    O tema “fome” ronda todo o conto: os meninos famintos pescam peixes famintos. Todos só querem saciar seu instinto mais básico. Não há luxo ou maldade, apenas sobrevivência. E o estilo da escrita combina perfeitamente com essa temática.
    Boa sorte!

  18. Anderson Henrique
    26 de janeiro de 2017

    A composição do texto tá um primor. Boa escolha de palavras, boas imangens, sem problemas ou entraves. A beleza do texto tá justamente na descrição poética da pescaria e depois um tapa que joga tudo fora diante de uma das necessidades mais básicas: comer é preciso. Bom trabalho.

  19. Matheus Pacheco
    25 de janeiro de 2017

    Simplicidade da pesca na visões do pescador e da pesca, fazendo o cotidiano de uma forma muito bonita e poética, pena dos peixes mas bom para os garotos que garantiram seu jantar.
    Um abração ao escritor.

  20. Leandro B.
    25 de janeiro de 2017

    Não encontrei a referência ao pesque-pague no texto. Pareceu-me, antes de tudo, tratar da fome.

    A fome, aqui, é a da caça e do caçador. Ao mesmo tempo, tenho a impressão de que a maneira como essa fome é satisfeita leva, gradativa ou abruptamente, à morte daquele que come. Hoje os peixes pescados, amanhã os meninos no açude sem peixes.

    Achei o trabalho competente, mas não me causou um grande impacto.

  21. Simoni Dário
    25 de janeiro de 2017

    Muito interessante a disputa da simultaniedade dos personagens em estarem famintos. Um conto leve com bom enredo em poucas palavras.
    Bom desafio!

  22. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    25 de janeiro de 2017

    Olá, Ansiada,

    Tudo bem?

    Segundo Adélia Prado é no cotidiano que reside a grande pérola para o escritor. É aqui, no dia a dia, que encontramos material humano o suficiente para a criação de uma boa história.

    Você transformou o pesque-pague em uma aventura aos olhos de seu personagem. E um deleite aos olhos de quem lê seu conto.

    Um belo trabalho. Simples, bem escrito, na medida.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  23. Miquéias Dell'Orti
    25 de janeiro de 2017

    Oi,

    Percebi que você teve todo o esmero em colocar cada palavra no conto para que um fato comum, como pescar, se enchesse de cor e sentimento.

    Adorei a comparação dos peixes com um jardim de flores (“Os botões das flores eram os olhos apagados dos peixes.”).

    Gostei, particularmente, de algumas frases de efeito, como “…o peso dos peixes era o peso da vida.”

    Parabéns.

  24. Pedro Luna
    25 de janeiro de 2017

    Um conto que aborda algo que gosto muito: pesca. Acabou ficando no meio termo entre uma descrição interessante da batalha que ocorre entre as duas partes, com trechos que sinceramente não entendi, como: “Os botões das flores eram os olhos apagados dos peixes.”.

  25. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Um dia no pesque-e-pague. Um grande talento é transformar um fato corriqueiro em exemplo emblemático. Acho que foi essa a busca do autor, que, como peixe, resvalou na superfície do lago, mas não despontou. Na parte técnica, não consegui ver a água triste, e fiquei na dúvida se o jantar garantido era o dos meninos com o peixe à farta ou do peixe com a isca dos meninos facilmente capturável.

  26. Gustavo Castro Araujo
    25 de janeiro de 2017

    Uma bonita descrição de pescaria, sob o ponto de vista dos peixes. Confesso que algumas descrições me causaram estranheza, sobretudo devido à pontuação, mas ao observar o todo, qual quadro impressionista, me foi possível ter uma ideia melhor da obra. É, de fato, fruto de um estilo próprio. Parabéns!

  27. Laís Helena Serra Ramalho
    24 de janeiro de 2017

    Se eu entendi bem, tanto os peixes quanto os meninos estavam desesperados de fome, e foi um embate sobre quem sobreviveria.

    Não é o tipo de texto de que costumo gostar, mas você tem mérito por transformar em uma história dessas o simples ato de pescar. Está bem escrito, e gostei da imagem que você construiu dos peixes se alvoroçando ao redor da isca.

  28. vitormcleite
    24 de janeiro de 2017

    gostei do som das tuas palavras e de toda a poesia que carrega este texto. Muitos parabéns, só lamento poder escolher vinte textos…

  29. elicio santos
    24 de janeiro de 2017

    “Os meninos descobriram os peixes, depois do verde, na água contida do açude. ” Essa frase poderia ter sido escrita de uma forma mais coesa:

    Na água do açude, depois do verde, os meninos descobriram os peixes.

    O texto é singelo, por isso não exige grandes interpretações. Penso que o autor poderia ter deixado algo subentendido para que a narrativa se tornasse mais interessante. O fim é o fim e acabou, apenas o relato de uma pescaria. Senti um vácuo textual no desfecho.

  30. Bruna Francielle
    24 de janeiro de 2017

    Gostei bastante ! O conto foca mais na pescaria, mas dá algumas informações adjacentes que o leitor pode imaginar mais do que é dito explicitamente
    Imaginei 2 meninos com fome, muita fome, provavelmente pobrezinhos passando por dificuldades, “o peso do peixe era o peso da vida”, eles realmente precisavam do alimento !
    Aí toda a construção do peixe indo pra isca, comparado a uma flor e tal.. bastante bonito e bem feito !
    A proposta do conto é diferente das outras que vi por aqui, mas por incrível q pareça é a mais simples.. apenas uma amostra de uma cena, sem reviravoltas, sem tentativa de ser engraçado ou filosófico.
    Muito bom, parabéns

  31. Mariana
    24 de janeiro de 2017

    Muito bem descrita a cena, mas ela se esgota aí. Faltou um desenvolvimento, talvez pelo limite de palavras.

  32. Sabrina Dalbelo
    24 de janeiro de 2017

    Que bela descrição do momento da fisgada dos peixes.
    Fiquei muito encantada em pensar nos peixes se revirando perto dos anzóis sob o formato de flor.
    Bela metáfora, bela descrição.
    Achei a leitura apenas um pouquinho truncada, mas depois deslancha.

  33. Juliano Gadêlha
    24 de janeiro de 2017

    Conto interessante, muito pela maneira como foi construído. Um pouco confuso às vezes, mas talvez essa seja a intenção, que algumas construções se apliquem tanto aos peixes quanto aos meninos. Bom texto, parabéns!

  34. Lohan Lage
    23 de janeiro de 2017

    Presas e predadores…
    Ansiada Tensão trouxe um microconto repleto de figuras de linguagem que impactam positivamente. Transformou um assunto corriqueiro, bucólico, numa prosa poética. Parabéns.

  35. Tiago Volpato
    23 de janeiro de 2017

    Bom texto. Bem escrito e bem construído. Você optou por um recorte da realidade e foi muito feliz em representar o quadro. Parabéns.

  36. Luis Guilherme
    22 de janeiro de 2017

    Gostei do tom poético e profundo. Bastante reflexivo! (emgraçado essa tendência nos 10 primeiros contos do desafio, já falei isso em outros dois agora há pouco, e não tinha falado até então).

    A necessidade da morte para dar vida é algo natural, belo e ao mesmo tempo triste.

    Gostei de viajar e refletir com seu conto.

    Parabéns e boa sorte!

  37. Andreza Araujo
    22 de janeiro de 2017

    O peixe, faminto, que morre pela boca para alimentar outras bocas (humanas). Sobre esta parte aqui: “A água ia ficando cada vez mais triste, mais funda, embora despojada do mistério.” Quer dizer que o açude estava secando e os peixes estavam mais fáceis de serem pescados? Bem, é um texto notório e bem escrito, mas que não me despertou sentimento algum.

  38. Antonio Stegues Batista
    22 de janeiro de 2017

    Os peixe em seu elemento, fonte da vida, a fome dos peixes leva a sua morte, que mata a fome dos meninos. É um ciclo de vida e morte. Bem escrito,boas frases, uma boa ideia.

  39. Patricia Marguê Cana Verde Silva
    22 de janeiro de 2017

    Fome… Metafórico, poético e também filosófico. Fome que mata… Fome que Sacia… Morrer pela boca. Bom texto! Boa sorte!

  40. Jan Santos
    22 de janeiro de 2017

    A simplicidade não esconde a riqueza da construção de imagens que o texto é bem sucedido em projetar. Parabéns, é um trabalho muito bem feito.

  41. Tatiane Mara
    22 de janeiro de 2017

    Olá…

    lindo conto sobre uma pescaria, boas imagens e sugestão reflexiva forte.

    Boa sorte.

  42. Edson Carvalho dos Santos Filho
    22 de janeiro de 2017

    De ambos os pontos de vista, “jantar garantido”. Porém, para um dos lados, será a última refeição. Bom imagem num texto bem escrito. Mas que não traz, para o meu gosto, algo mais profundo para refletir. É apenas meu gosto.

  43. waldo gomes
    21 de janeiro de 2017

    Belo texto sobre uma pescaria por necessidade.

    Alguns enxergam muitas coisas, eu vejo uma boa cena, bem narrada e construída.

    Passou a mensagem e pronto, as especulações ficam por conta de cada um.

  44. Sidney Muniz
    20 de janeiro de 2017

    Ótimo, mas faltou um pouco mais de abertura, para que pudéssemos viajar mais.

    Entenda, que mesmo com o “faltou abertura” eu gostei demais desse conto, e algumas passagens me causaram inveja, uma inveja branca.

    Nada é tão complicado do que trabalhar com algo tão simples e criar jogos de palavras sensacionais como fez aqui, falando de morte, de ciclo da vida, de natureza num espaço tão curto de tempo e do próprio espaço.

    Gostei deveras do título. Um dos melhores que pude comentar até agora, na relação imagem, texto, título.

    Onde veio essa inspiração? A imagem antes do texto, ou a inspiração buscou a imagem? Fiquei muito curioso.

    Deus ou essa força maravilhosa que nos acompanha, seja lá o que for, faz coisas maravilhosas não é mesmo? E ainda as dota de sentimentos. Estamos todos transbordando de alguma forma, passando energia para o outro, assim como a pedra para o chão, ou o homem para o ar, ou até mesmo essas nossas letras que enchem nossos corações de sentimentos diversos.

    Olha, quero te dar mesmo os parabéns por fazer algo assim tão natural. Muitos procuram a originalidade onde ela não está. Ser original não é somente fazer algo novo, mas sim fazer algo seu, só seu. E aqui você transbordou. Lindo texto!

  45. Tiago Menezes
    20 de janeiro de 2017

    Seu conto foi bem construído e muito bem escrito, porém me parece que ficou um pouco superficial. Gostei de como mostrou a história por dois pontos de vista, mas o final ficou muito simplificado. Se houvesse espaço para alguma surpresa ou reviravolta, creio que teria ficado melhor.

  46. Catarina
    19 de janeiro de 2017

    MERGULHO cristalino em águas turvas. Por mais que as águas de um açude clamem, elas sempre serão apenas um piscinão barrento criado para matar a sede e a fome. A analogia foi inteligente e poética. O texto tem um lindo corpo com o esqueleto frágil.
    IMPACTO inexistente. Passou como hidratante na bunda de um bebê. O fim me soou artificial como um açude.

  47. Guilherme de Oliveira Paes
    18 de janeiro de 2017

    Tema bom e bem desenvolvido, lirismo bem trabalhado que casa perfeitamente com o caráter lúdico do conto. Só as reticências no fim talvez não tenham causado o melhor efeito para o texto. Gostei bastante.

  48. Amanda Gomez
    18 de janeiro de 2017

    Oi,

    Seu conto é muito bem construído, pensou em cada detalhe. Fico me perguntando se isso deu muito trabalho ou foi fácil como parece ser….Só Parece. RS

    Lendo e relendo ele vai ficando mais rico. Os peixes esperavam pelo anzol com a mesma gana que os que os lançavam…Parece um cabo de guerra onde os vitoriosos já são evidentes mas os perdedores se sentem no lucro por perder. Afinal ganharam uma refeição mesmo que o preço tenha sido a morte.
    As descrições estão ótimas. Em um curto espaço o autor soube usar cada palavra. Os dois lados pesam, é o leitor sente-sr dividido, mesmo que sejam apenas peixes…Mas aí é que tá.

    Parabéns! Boa sorte no desafio.

  49. Fil Felix
    18 de janeiro de 2017

    Esse estilo de conto me lembra as histórias da Caipora sobre os índios Poranga e Porunga, uma ótima sensação. A escolha de passar dois pontos de vista é muito bom, assim como a de deixar o conto fechado. Quase como um ritual, de comida garantida. É simples, mas bonito e traz uma carga pesada de significado, principalmente por ter no gesto simples de pegar um peixe o peso de sustentar uma vida (ou família).

  50. Anorkinda Neide
    18 de janeiro de 2017

    Nossa que coisa mais linda… está disputando o lugar favorito neste certame, pra mim.
    Posso roubá-lo?
    Os dois primeiros parágrafos me fez mergulhar poeticamente nas narrações q meu pai faz de suas pescarias de menino, vi ele e seu primo ali, sentindo o peso do peixe, embora eles nao pescassem com essa fome toda,era mais por brinquedo.
    Eu mesma fui a pouquissimas pescarias qd criança e achava lindo, tranquilizante, ficar ali olhando a água (Adoro olhar a agua), mas eu saía d eperto qd achava q a coisa ia começar a acontecer, me sumia com as mulheres q fofocavam umas das outras sutilmente, cara a cara (haha detesto conversa de mulher) mas era melhor do que assistir o peixinho agonizando na ponta do anzol,nao consigo ver isso, sempre achei cruel demais, imagino a dor na boquinha deles.. coisa de criança mesmo.. rsrs
    entao este texto me fisga, sim..na boca da emoção, nao só pelo tema mas pela forma sensível e profunda com que foi abordado..nao é uma metáfora de algo que nao está ali, pq o q está ali já é tao grande, tao profundo, mesmo sendo um ato simples e até banal: pescar.
    sei lá.. posso ficar falando aqui até amanhã? qual o limite de palavras para o comentario?
    obrigada por este texto. abraço

  51. Renato Silva
    18 de janeiro de 2017

    Texto simples, bem escrito, apresentou os “dois lados da fome” como alguém deve ter dito acima. Sim, a luta pela sobrevivência. No fim, se sobressai o Homem com sua inteligência e suas ferramentas.

    Não vi qualquer mistério ou mensagem subliminar, mas isso não importa. Considero esse realismo direto apenas uma característica do texto, talvez parte do estilo de seu autor (ou autora).

    Boa sorte.

  52. Victor F. Miranda
    17 de janeiro de 2017

    Me senti completamente indiferente a esse conto. Não vejo nenhum problema nele, só não me causou qualquer reflexão ou sensação.

  53. Fernando Cyrino
    16 de janeiro de 2017

    Um conto bonito. Uma interessante metáfora das bocas da humanidade sendo fisgadas. Gostei da sua história, a achei bem contada e criativa. Abraços de sucesso.

  54. José Leonardo
    16 de janeiro de 2017

    Olá, Ansiada Tensão.

    O elemento de ligação aqui é a fome. Temos meninos famintos de um lado (“o peso dos peixes era o peso da vida”) e peixes famintos de outro, tendo o fio da superfície do açude de permeio. Mas os meninos teriam seus jantares; os peixes, apenas mordidas fugazes, ainda que salvadoras (por breve instante). Por outro lado, se consciência tivessem, talvez concluíssem que a isca era só um aperitivo, e saindo do açude teriam mais — pobres deles quando perceberiam o engodo.

    É uma síntese do desespero famélico.

    Boa sorte neste desafio.

  55. juliana calafange da costa ribeiro
    16 de janeiro de 2017

    interessante seu conto. Os dois lados da boca, da fome, da vara de pescar. Objetivo, sensível, poético! Parabéns!

  56. Ceres Marcon
    16 de janeiro de 2017

    O conto tem boas imagens, pegou um elemento nada comum e tem uma boa construção. Porém não me tocou.
    Parabéns!

  57. Jowilton Amaral da Costa
    16 de janeiro de 2017

    Não gostei muito. É um conto bem escrito, sem dúvida, mas, não me impressionou ou emocionou. A poética na escrita não conseguiu me mostrar beleza na situação, na pescaria, se foi isso que o autor quis mostrar. Também achei que o final “Jantar garantido…” destoou de todo o resto do conto, só minha opinião, claro. Boa sorte.

  58. Fabio Baptista
    16 de janeiro de 2017

    Fiquei com impressão de certo exagero na linguagem poética, sobretudo quando foi empregada a palavra “clamante”.

    Não sei se perdi algum significado oculto, alguma metáfora, ou se era só a descrição de uma simples pescaria mesmo (tipo… não consegui enxergar uma metáfora maior). Não que tenha algum problema com contos singelos, pelo contrário, mas esse aqui, com o perdão do trocadilho, não conseguiu me fisgar.

    Abração!

  59. andré souto
    15 de janeiro de 2017

    A morte dos peixes fazendo a alegria da pescaria na infância.A cada um a sua ilusão,o peso da vida aquela altura era o dos peixes e a comida para os peixes era a isca…tudo questão de tempo.Conto bem engendrado e bem desenvolvido.Parabéns.

  60. Olisomar Pires
    15 de janeiro de 2017

    Bom conto, bem escrito, bem construído, belas imagens, é lírico sem se tornar poesia.

    Alguns dirão enxergar alegorias fantásticas sobre a vida, o fim do mundo, as eleições americanas e tantas outras coisas que cada um carrega.

    Eu vejo uma bela história, bem contada e cativante.

    Bom conto.

  61. Eduardo Selga
    15 de janeiro de 2017

    Por isso fazer literatura em prosa não é apenas escrever um enredo: o conto não trata de uma pescaria no açude, isso é apenas pretexto para que peixes de águas mais profundas sejam pescados, que belas construções imagéticas venham a lume sobre a existência humana.

    O conto termina com “a água ia ficando cada vez mais triste, mais funda, embora despojada do mistério”. Que mistério? A vida, que nele paulatinamente deixava de existir em função da pescaria. Assim, porque no conto os peixes são alegoria da vida (não à toa é símbolo do cristianismo), acredito ser razoável entender as águas como alegoria do universo ou da mesmo da Terra, onde a espécie dominante parece ter um desejo irreprimível de beijar a face da autodestruição (“eles vinham famintos de morte”).

    A “flor de carne” (na verdade, seria uma inflorescência) é o resultado desse desejo macabro, e se o jantar estava assegurado ele seria a flor da morte, a morte à flor da pele.

    O conto fala em “águas clamantes” (ruidosas), mas o açude em questão é de “água contida”, ou seja, é uma grande lagoa. Assim, vejo uma incongruência entre uma coisa e outra. Claro, para a água entrar num açude é preciso haver uma corrente, mas não acredito que seja o bastante para causar o murmúrio mostrado no conto.

  62. Tom Lima
    15 de janeiro de 2017

    Mais um que não entendi de primeira, masque, pra não forçar sentidos, me abstenho de entender.

    Fico com a beleza da forma, muito boa, mas falta, pra mim, alguma tensão. Não chega a despertar sentimentos. É uma história bem contada, mas que não me toca.

    Parabéns, e boa sorte. Abraços.

  63. Iolandinha Pinheiro
    15 de janeiro de 2017

    O primeiro parágrafo deste texto dá algumas pistas. Os meninos descobriram os peixes no açude de águas verdes. Geralmente há peixes em recursos hídricos, logo eles não precisam ser descobertos, mas se os meninos descobriram que havia sim, peixes naquele açude, é porque segundo o conhecimento geral, das pessoas que moravam naquele lugar, o normal era não haver peixes, e por que não havia peixes? A cor verde da água fornece uma pista, talvez porque a água do açude estivesse poluída e ninguém mais esperava que ainda houvesse peixes por lá. Em um recurso hídrico muito poluído, o oxigênio e o alimento são mais escassos, porque a vida fica bem reduzida, então se os peixes eram a esperança dos meninos, os meninos eram as esperanças dos peixes também. Eles traziam a comida, mas também traziam a morte. Por isso o título é O Engodo dos Caniços. Os peixes corriam, famintos, ao encontro dos anzóis porque, provavelmente, era a única comida disponível para eles, E aí está a graça do texto – Um paradoxo. Porque o mesmo anzol que mataria a fome dos peixes, é um engodo, e ao invés de satisfazer a própria fome, eles terminam satisfazendo a fome alheia. A vida é a morte, e a morte (dos peixes) é a vida (dos meninos), Bacana, isso. parabéns ao autor pela filosofia contida em palavras aparentemente simples.

  64. Wender Lemes
    14 de janeiro de 2017

    Olá! Há muito sentido escondido aqui, como os peixes escondidos nos caniços. Partindo do pseudônimo, por exemplo (que poderia ser título): a tensão remete ao peso na linha, mas também à angústia momentânea entre o fisgar e a certeza do alimento. Vendo pelo conto em si, os peixes são pegos pela fome, para saciar a fome de outros, mas não poderiam os peixes também ser iscas? O que vi, ao menos, é a representação de um ciclo muito maior que o que aparenta ser, em um açude muito mais fundo e triste também.
    Parabéns e boa sorte!

  65. Virgílio Gabriel
    14 de janeiro de 2017

    Aqui podemos observar os dois lados. Primeiro, o dos peixes, coitados, que vão desaparecendo e deixando o rio mais triste; por outro lado, o das crianças com fome, que precisam da pesca para garantirem um jantar farto. É o ciclo da vida, faz parte. O texto está bem escrito, mas senti falta do fator surpresa. Boa sorte.

  66. Andre Luiz
    14 de janeiro de 2017

    O conto é muito bom no que propõe fazer, que a meu ver era retratar a pesca, a sobrevivência do ribeirinho/pescador de uma forma poética. Você soube brincar com figuras de linguagem para fisgar o leitor, e isso conta pontos na avaliação.

    -Originalidade(7,5): Um conto bom, com uma temática regionalista até, mas que encanta pela execução. Gostei muito da passagem que citava “o peso dos peixes era o peso da vida”.

    -Construção(Uso do limite de contos para formar um enredo)(8,0): O enredo é bom, e você fez uma história fechada dentro do limite proposto. Além disso, propôs pensamentos interessantes ao longo do conto(como a que já citei acima).

    -Apego(4,0): Você escreveu muito bem, e ficou bem poético, mas não consegui me apegar o suficiente à história, infelizmente. Como já disseram, você narrou uma pescaria brilhantemente, apesar de que eu não consegui inferir nada além disto(alguma metáfora que a história esteja representando).

    Boa sorte no desafio!

  67. Luiz Eduardo
    14 de janeiro de 2017

    Gostei do conto mais pela narrativa em tom poético do que pela história em si, mas creio que para mim já é suficiente. Para bem pela escolha das palavras, gostei muito de algumas metáforas

  68. Fheluany Nogueira
    14 de janeiro de 2017

    Uma fusão de narrativa curta com conteúdo poético. Ficou interessante o contraponto final entre a subjetividade ( a alegria dos meninos X a tristeza da morte dos peixes) e a objetividade da cadeia alimentar. Conto bem escrito. Parabéns, abraços.

  69. Leonardo Jardim
    13 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐▫▫): muito simples, pois trata-se de apenas uma cena de pescaria.

    📝 Técnica (⭐⭐▫): é boa, poética, gostei da metáfora das flores e peixes. Precisei reler algumas vezes, porém, para entender algumas frases.

    💡 Criatividade (⭐▫): uma situação cotidiana.

    ✂ Concisão (⭐⭐): conta só o necessário e nada mais.

    🎭 Impacto (⭐▫▫): não senti muito impacto ao final, apesar de achar o texto bom.

  70. mariasantino1
    13 de janeiro de 2017

    Oi, tudo bem?

    É bonito perceber a beleza e poesia onde vida e morte se encontram, uma vez que os peixes perdem a vida para saciar a fome daquele que atira a linha.
    Achei bonito, enfim.
    Boa sorte no desafio.

    • mariasantino1
      13 de janeiro de 2017

      Poxa, sabe quando uma coisa fica martelando a tua cabeça? Então, fiquei presa nos sentidos de algumas sentenças como “Eles vinham famintos de morte, em doida corrida” e no seu pseudônimo “Ansiada Tensão”. Noutra passagem você fala >>> “Estavam à espera: por isso bastava o roçar dos anzóis nas águas clamantes […]” Tudo isso me leva a crer que os peixes queriam ser fisgados, mas, caraio, eu não consigo encontrar um sentido maior para isso. Aff! Acho que só pelo fato do conto te fazer olhar mais uma vez, já ganha pontos.
      Bem, por enquanto é isso.

  71. vivianefranco
    13 de janeiro de 2017

    Texto poético, quase lírico. É um pouco difícil entrar nele, é necessário estar preparado emocionalmente para senti-lo.Vale pelo seu valor simbólico. Gostei.

  72. Bianca Machado
    13 de janeiro de 2017

    Muito lindo! Um momento singelo em construção poética sem exageros, sem nada sobrando. “O peso dos peixes era o peso da vida.” Maravilhoso! Pude imaginar esse momento com todos os detalhes. Toda a poesia não salvou os peixes, porém. A lei da vida… Obrigada pelo momento!

  73. Sandra A. Datti
    13 de janeiro de 2017

    Depois de rio de sinestesias, metáforas e um bocadim de poesia, sirva-se o jantar. Um conto que fisgou – precisei reler para compreender melhor as imagens sugeridas pelo autor -e recolheu toda sua poesia ao final.
    A morte alimentando vidas…
    Bom conto!

  74. angst447
    13 de janeiro de 2017

    Um micro conto denso, poético, trabalho em metáforas. Poucas palavras para explorar um momento simples, mas rico em reflexões. A vida e a morte misturados em águas cada vez mais profundas e turvas.
    Linguagem lapidada, ritmo redondo, formando um redemoinho que nos leva ao centro de uma simples pescaria.
    Boa sorte!

  75. Lídia Duarte Costa
    13 de janeiro de 2017

    A forma em que você usou para descrever a pesca foi bem poética, o que já foi mencionado em outros comentários.
    Só tenho uma dúvida: Se “os botões das flores eram os olhos apagados dos peixes”, seriam os meninos as pétalas? Penso que o conjunto, peixes e meninos debruçados sobre a água do lago, formariam um flor-cadáver…
    Dá-se também para fazer uma reflexão a respeito da fome que tanto os peixes quanto os meninos sentiam…

    Parabéns pelo texto! Boa Sorte!

  76. Lee Rodrigues
    13 de janeiro de 2017

    Somente um espírito sensível às reações humanas, poderia de forma tão realista imprimir imagens capazes de despertar comoção, uma mistura de ternura com desassossego.

    Me fez lembrar “Vidas Secas”, onde Graciliano foca na opressão a perspectiva do oprimido.

    A mim, pessoa com sensibilidade comum, cabe desfrutar os dons alheios.

  77. Priscila Pereira
    13 de janeiro de 2017

    Oi autor(a), você deve ser pescador(a), passa várias horas observando e poetizando os peixes, a natureza, o sentido das coisas… com certeza é um poeta pescador…rsrsr, ficou muito bonito o texto, mesmo falando de uma coisa tão corriqueira e trivial. Parabéns e boa sorte!!

  78. Douglas Moreira Costa
    13 de janeiro de 2017

    Eu nunca havia imaginado o ato de pescar de forma tão poética. É muito interessante a perspectiva que você abordou. Eles estão sedentos pela morte, correndo para ela, é lindo (e meio macabro kkkkk). Eu a princípio achei que o texto fosse uma grande metáfora sobre alguma coisa, sobre as pessoas alimentarem um ciclo vicioso que lhes causam a morte (ou algo tão ruim quanto ela) e mesmo assim não fugirem disso. Mas não consegui de fato ver isso no final e acredito que o objetivo foi mesmo narrar o singelo ato de pescar. Se foi isso: meus parabéns, o fez muito bem. No entanto, não causa muito impacto. É um conto que de fato acaba na última frase.

  79. Evandro Furtado
    13 de janeiro de 2017

    A proposta é simples e se propõe a ancorar-se nas figuras de comparação utilizadas. Não funcionou tanto quanto poderia. Creio que o método fosse puramente metafórico, sem a figura literal como base, o efeito concedido ao texto seria mais impactante.

    Resultado – Average

  80. Marco Aurélio Saraiva
    13 de janeiro de 2017

    Um momento vívido, fácil de imaginar com a riqueza de detalhes que você empregou. Como esperado deste desafio, este conto fala mais do que aparenta.

    Apesar do que alguns amigos acharam nos comentários, porém, a atmosfera que senti aqui foi mais de cotidiano: não vi meninos famintos buscando esperança em peixes fritos, e sim uma fotografia da vida simples de pessoas simples, que não precisam de muito para sobreviver: apenas da vara, do anzol e da natureza.

    A frase que me parece mais impactante no conto foi justamente: “Eles vinham famintos de morte, em doida corrida; compunham a imensa flor de carne da fieira repuxante”. Mas não vi “segundas intenções” no autor. Me soou um conto ingênuo, mas no melhor sentido da palavra: inocente; leve; doce; humilde. Enfim, um conto que nos deixa com o cheiro de água doce e terra molhada nas narinas.

    Parabéns!

  81. Brian Oliveira Lancaster
    13 de janeiro de 2017

    GOD (Gosto, Originalidade, Desenvolvimento)
    G: Profundo, mesmo em poucas linhas. Tem certo tom rítmico, mas não chega a rimar. É um conto simples com certo tom poético. – 8,5
    O: Vida cotidiana não traz originalidade, mas a intenção aqui foi mostrar como a natureza fica após o “roubo” de seus recursos e nisso o autor foi bem sucedido, aplicando uma camada sentimental em algo aparentemente rotineiro. – 9,0
    D: Tranquilo, com a poesia brotando aqui e ali. Destaco a frase “o peso dos peixes era o peso da vida”. Excelente. – 8,8
    Fator “Oh my”: Apesar dos sentimentos explícitos nas entrelinhas, faltou aquele “pulo do peixe” para que o texto atingisse outro patamar. Mesmo assim, muito bom.

  82. Jefferson Lemos
    13 de janeiro de 2017

    Um conto bem denso e bem escrito. É triste, traz um pouco da realidade da fome e do peso dela na balança da vida. Como dito pelo Zé Ronaldo, a qualidade está mais na forma que é contada do que no que foi contado, propriamente dito. Gostei.

    Parabéns e boa sorte!

  83. Evelyn Postali
    13 de janeiro de 2017

    A fome real é algo que faz toda a magia da vida desaparecer. Existem, contudo, outras fomes tão terríveis quanto aquela que faz o estômago doer.

    • Evelyn Postali
      13 de janeiro de 2017

      Esse conto me fez lembrar de como nossas vidas se esvaziam à procura do que é mais superficial. No fundo, quanto mais fundo, mais turva é água. Esse é um ótimo conto.

  84. Zé Ronaldo
    13 de janeiro de 2017

    Micro fechado, mas de uma beleza em forma de metáforas: “Eles vinham famintos de morte”. Um conto que vale mais a maneira de se narrar do que o próprio assunto em si. Uma quase poesia.

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Informação

Publicado às 12 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .