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Detox Literário.

Veias Parnasianas (Sandra Datti)

veias

A vida de Theo, um soneto aparado em pedras marmóreas na incansável busca pela perfeição. Tudo em seu lugar, com seu ritmo próprio, alucinado por fecundas e ricas rimas. Seu transtorno rasga-se no culto à beleza, prima pelas formas simétricas, rabisca seu caminho com excesso de zelo e cuidado para não desmerecer o olhar atento de Apolo e suas musas. Em sonhos pálidos, leva seus lábios de carne a rastejar sobre os belos corpos de seda.  Suores e calafrios eriçam-lhe a pele quente e úmida.

Ao som de ABBA, percebe que a solidão arrebata o frescor de seus orgasmos.

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90 comentários em “Veias Parnasianas (Sandra Datti)

  1. Sra Datti
    28 de janeiro de 2017

    Bom, galera (suspiro)

    Foi o parnasianismo que me escolheu. E foi mais pelos defeitos do que por qualidades: tenho problemas com rebuscamento (coisa de poeta malsucedida) e sabia que poderia utilizá-lo a meu favor (embora o parnasianismo se afaste da subjetividade romântica); e pela falta de objetividade (sim, sim, concordo, já dizia a Lispector, que só se consegue a simplicidade depois de muito trabalho!), meus textos são enormes (!). Como condensar uma história inteira em tão poucas linhas? Então, as ideias entraram – isso não foi recente – e o cérebro vomitou essa tentativa de costurar uma colcha de retalhos com as características dessa escola literária e o conteúdo num mesmo tecido.

    Vicente Calib (homenagem)
    Vicente de Carvalho, poeta santista, meu conterrâneo
    Calib Ou Bilac, um dos nossos mais caros parnasianos.

    As Veias (antiga Ortodoxia) levam sangue sujo para o coração (com a exceção da pulmonar).

    O texto é uma cebola.
    Na primeira lâmina, segue o parnasianismo, em matéria e alma. Foi o que se leu. Theo (do grego, Deus), o homem mundano, manifestação de algo maior, que vai atrás daquilo que nunca alcançará. Aparecem lacunas na alma. A solidão o enterra, as rimas interpoladas ABBA de sua vida, o sufocam. Sim, ele curte o pop, curte a matéria e a musa que ainda o inspira.
    Não foi intenção enxertar malícia, mas um bocadinho de sensualidade (a imagem das musas, verbos como fecundar, inspirar, rasgar, os apelos aos sentidos) através desse vidro frio (mas cada um lê como quiser, fiquei feliz com a viagem de alguns (ri muuuuito, né Mariana?!): eu é quem agradeço, Lee, por tirar as teias diante de meus olhos (pera aê, mais adiante).

    Na segunda lâmina, vejo um homem que quer alcançar a utopia, mas há um abismo entre ele, o animal (o reprodutor, aquele que goza, o que está aterrado, que depende ainda de seus sentidos, dos seus desejos… Ele que saltar e alcançar o sagrado, mas não tem pernas compridas o bastante. Então a solidão o preenche por essa divisão interior: ele é a fera e o divino: mas e o humano? Essa ponte que precisa ser construída para que a humanidade realmente alcance seu Dharma (o sentido da vida).

    É o Eu Humano que lhe falta. Tem que ser construído. Mas para isso ele tem que escutar a Canção da Vida, a voz silenciosa da natureza, dos mitos das artes, das preces, a Canção do Pai (ABBA em hebraico), adentrar em seu próprio e labiríntico ser, ficar cara a cara com a besta fera, uma espécie de minotauro. E matá-lo. Ah, sem se esquecer do fio (de Ariadne), aquele que Teseu levou consigo para saber voltar. Então, Theo, o Filho manifestado, fara à Travessia em direção a sua libertação.

    (Amei sua leitura, Lee, muito obrigada pelo material inteligentemente costurado.)

    A terceira lâmina: já fritei-a com um bocadinho de carne seca. Acho eu até enjoei.

    Bom, mas não foi nada disso que pensei quando escrevi :0 kkkkkk. Desculpem. O conto me chegou num vômito e eu só fiz as costuras. A leitura foi me chegando, depois, através de outros olhos e do forninho ligado. Os loucos eus de mim agradecem a paciência.

    Paz e bem!
    Sandra Cristina Alonso Datti

    Peço permissão para dar a voz ao meu conterrâneo Parnasiano, Vicente de Carvalho, sobre a insatisfação da alma humana…

    VELHO TEMA I
    I
    Só a leve esperança em toda a vida
    Disfarça a pena de viver, mais nada;
    Nem é mais a existência, resumida,
    Que uma grande esperança malograda.

    O eterno sonho da alma desterrada,
    Sonho que a traz ansiosa e embevecida,
    É uma hora feliz, sempre adiada
    E que não chega nunca em toda a vida.

    Essa felicidade que supomos,
    Árvore milagrosa que sonhamos
    Toda arreada de dourados pomos,

    Existe, sim: mas nós não a alcançamos
    Porque está sempre apenas onde a pomos
    E nunca a pomos onde nós estamos.
    ©VICENTE DE CARVALHO
    In Poemas e canções, 1928
    http://www.releituras.com/vcarvalho_velhotemaI.asp

  2. Gustavo Henrique
    27 de janeiro de 2017

    Esse texto tem uma escrita muito boa, gostei bastante. Parabéns e boa sorte!!

  3. Felipe Teodoro
    27 de janeiro de 2017

    Conto extremamente bem escrito. Você percebe o cuidado do autor, desde a escolha do nome dos personagens, até a forma como cada sentença é construída. Outro detalhe o conto e a imagem escolhida para ilustra-lo combinam demais. Gostei muito, principalmente as descrições e a sentença final, arrebatadora, mostrando que ninguém escapa da solidão, nem mesmo o criador. Parabéns!

  4. Victória
    27 de janeiro de 2017

    Texto muitíssimo bem escrito, com uma atmosfera poética e elegante, mas que não diz nada no final. Pelo título, acho que essa era a intenção. Parabéns!

  5. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    27 de janeiro de 2017

    Pura poesia na roupagem do conto, com o autor remetendo o leitor à arte para prendê-lo na composição do texto. Gostei muito e parabenizo pelo cuidado com a clareza na linguagem.

  6. Thayná Afonso
    27 de janeiro de 2017

    É óbvio que você escreve muitíssimo bem, seu estilo é bastante bonito também, mas infelizmente o conto não me prendeu, achei um pouco entediante. É claro que eu não ter conseguido gostar não diminui a qualidade do conto, que é inegável. Parabéns!

  7. Estela Menezes
    27 de janeiro de 2017

    Será que posso dizer que, mais do que criar um conto, o autor se dedicou a fazer um exercício de estilo muito apurado, em que vai conduzindo o leitor pra onde quer, sem cerimônias e sem maiores satisfações, literalmente gozando com suas próprias referências? O orgasmo do personagem/autor pode até ter sido solitário, mas bem que o leitor/voyeur pode se excitar com o vocabulário sofisticado, com o humor fino, com a sutileza de certos detalhes … Enfim, texto instigante, inteligente, moderno, original e, sobretudo, raro… Fechou o desafio em alto nível!

  8. rsollberg
    27 de janeiro de 2017

    Neste curtíssimo espaço o autor prova que entende da coisa e esbanja habilidade nas construções e no uso correto do vernáculo. O ABBA, com dupla interpretação, o grupo e o esquema, fecharam o conto com maestria, ainda que o leve por um caminho anacrônico talvez. Ah, se eu tivesse lido esse conto em setembro…
    Parabéns e boa sorte!

  9. Gustavo Aquino Dos Reis
    27 de janeiro de 2017

    Anotei uma série de construções frasais.
    Achei de uma eloquência impar e esmeradamente bem escrito.
    Mas, mestre(a), ficou críptico demais para minha capacidade.

    Uma obra que tem valor pelo apuro, mas que é de difícil compreensão.

  10. Davenir Viganon
    26 de janeiro de 2017

    Não manjo de tudo que você usou no texto, fui pesquisar Parnasianismo. Acho que consegui aspirar alguma coisa mas nada que eu tenha segurança para dissertar. Theo, seira deus? Espero que sim pois minha viagem interpretativa começou ai…

  11. Vanessa Oliveira
    26 de janeiro de 2017

    Não sei se entendi ou não, na verdade, fiquei bem perdida. Mesmo com os comentários dos colegas, não consegui entender. Fico chateada quando leio e fico na ignorância. Mas tudo bem. Boa sorte!

  12. Cilas Medi
    26 de janeiro de 2017

    Um texto parnasiano? Todo rebuscado, sem levar a lugar nenhum. Infelizmente, palavra após palavra não consegui encontrar um elo entre elas, a não ser dizer sem esclarecer realmente. A última frase é que acrescentou algo, chegando ao ridículo, nesse comentário, que todo o resto poderia ser dispensado.

  13. Thata Pereira
    26 de janeiro de 2017

    Calma, estou zonza.

    Eu tive que ler com muita, muita calma para entender o conto. Acho que porque não estamos acostumados com uma escrita tão rebuscada (no bom sentido, porque é lindo de ler) assim. Ainda mais depois de 99 contos… rsrs’

    São as tais duas escolhas que fazemos, que já repeti em outros contos: escrevemos o que queremos, com receio das pessoas não entenderem o contexto ou escrevemos algo para ser aceito e dependemos exclusivamente do gosto pessoal de cada um.

    Gosto de quem escolhe escrever o que se deseja.

    Boa sorte!

  14. Glória W. de Oliveira Souza
    26 de janeiro de 2017

    Temática de cunho sensual e erótico. Toda a serenidade e absorção das premissas do contato corporal com as reações biológicas tem o ápice no gozo final. A princípio identifiquei o som do conjunto ABBA como anti-sensual, visto tratar-se de estilo musical dançante e agitado. Ao ler e reler, transformei o som musical como o gozo esplêndido do prazer. Interessante, principalmente porque permite – à nova leitura do final melódico e não melancólico – ingrediente dramático. Início da narrativa, bem como o desenvolvimento da história, permeia o romantismo descritivo. Legal!

  15. Srgio Ferrari
    26 de janeiro de 2017

    Neo paranaso em
    A
    B
    B
    A
    ?
    Ué, adorei. Só faltou não ser chato. Maldito parnasianismo, em 2017 consegue ainda ser chato. FUUUUuuuuu

    P.S.

    Adoro neoparnaso

  16. Rubem Cabral
    26 de janeiro de 2017

    Olá, Vicente.

    Muito bom o conto. Muito interessantes as impressões da vida de alguém tão parnasiano e perfeccionista. Divertida a revelação ao final! Muito boa a escrita também: com bom vocabulário, mas sem exageros que comprometam a compreensão de quem lê.

    Nota: 9

  17. Vitor De Lerbo
    26 de janeiro de 2017

    O trocadilho com o nome da banda ABBA e o estilo poético é muito bom. Não é uma piada gratuita, ela dialogo diretamente com o resto do texto.
    O conto levanta a questão da eterna busca pela beleza e perfeição e como isso nos afasta da realidade e de outras pessoas.
    Boa sorte!

  18. Anderson Henrique
    26 de janeiro de 2017

    Um texto difícil. Vi malícia na composição, a reflexão sobre uma canção, a menção de um grupo de musical, a composição de ABBA como se fosse a estrutura interpolada da rima. Tudo isso ligado ao parnasianismo. É um texto inteligente, mas a complexidade dele talvez tenha prejudicado o fato de que eu queria apenas curtir. Eu confesso: fiz força para entender.

  19. Lee Rodrigues
    26 de janeiro de 2017

    Caro Vicente, antes peço licença, pois falar da delicadeza do seu conto cora-me a face. Então, perdoe-me o abuso e leve em conta que realmente sou vesga.

    Seu conto fala da criação:

    A vida de Deus (Theo) é uma pequena composição poética que caiu na frieza da incansável busca da perfeição.
    Costela no seu lugar, no fluir da existência e ilusão da criação da mais bela obra, a sua semelhança.
    Traça seu caminho com forte disposição e cuidado para que o homem viril não perca o desejo pela mulher, fecunda, inspiradora.
    Ainda sonolento conhece o corpo de Eva e gosta, tornando-se ali pai (Abba), como o seu criador.

    E obrigada por ter tirado algumas teias da minha mente.

  20. Matheus Pacheco
    25 de janeiro de 2017

    Um conto sobe a solidão ou sobre uma relação sexual em particular?
    Eu não tenho muito o que elogiar, porque eu não compreendi muito bem o texto, mas o unico que posso opinar é sobre a escrita muito descritiva.
    Um abração e um ótimo conto.

  21. Leandro B.
    25 de janeiro de 2017

    Oi, Vicente.
    Talvez seja pela minha total ignorância no que diz respeito a obras parnasianas, no limite do que uma rápida pesquisa e o comentários dos colegas ajuda a esclarecer, mas achei o conto um pouco pálido.

    Talvez funcione enquanto crítica ou ode ao parnasianismo (e vi que tivemos leituras distintas), mas a história em si não prendeu minha atenção, tão pouco a linguagem.

  22. Simoni Dário
    25 de janeiro de 2017

    Boa tarde.
    Em minha opinião, este é um bom conto que fala de solidão de uma forma poética e bela. Gostei da escrita.
    Bom desafio!

  23. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    25 de janeiro de 2017

    Olá Vicent,

    Tudo bem?

    Seu conto já vale pelo esmero a que você se propôs. Brincar com a prosa poética é algo muito interessante. Eu gosto. O “clima” parnasiano está muito bem retratado. A atmosfera, os sentidos explorados.

    ABBA fala mais que da música, fala da rima, não é? Opostas, intercaladas ou interpoladas – (ABBA). Ótima sacada. Ótima analogia com a estrutura da poetisa.

    Gostei muito .

    Parabéns e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  24. Miquéias Dell'Orti
    25 de janeiro de 2017

    Oi,

    A sacada entre a estrutura de um soneto e a banda pop já me ganharam sem nem precisar me aprofundar no seu texto.

    O poeta em seu devaneio mundano enquanto problema a perfeição de suas palavras aos deuses.

    A escrita não peca, é bem trabalhada e coloca referências no devido lugar.
    Parabéns.

    • Miquéias Dell'Orti
      26 de janeiro de 2017

      problema = proclama.

      Mals aê.

  25. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Parnasiano da gema, no estilo e na escolha das palavras. Faltou só trabalhar em pentâmeros iâmbicos. Mas isso na forma. O conteúdo, evanescente, deixa em aberto qual fruição sensorial seria a ocupação de Theo. Um artista? Um prostituto? Ou ele só tinha uma banda cover do ABBA. E, a propósito, por que essa referência musical? Interrogações que, a meu ver, permanecerão interrogadas.

  26. Gustavo Castro Araujo
    25 de janeiro de 2017

    O conto parece de fato flertar com o Parnasianismo, pelo estilo de redação empregado no primeiro parágrafo – a prosa poética ricamente ilustrada demonstra isso muito bem. Essa introdução floreada propositadamente serve de escada para a menção ao grupo ABBA e, assim, para o arremate orgástico da solidão. Seriam os poetas onanistas parnasianos? Fica no ar a pergunta. No mais, um conto muito bem escrito, que demonstra o elevado grau de habilidade do(a) autor(a). Inteligente e com uma espécie de pegadinha no fim. Um bom trabalho.

  27. Laís Helena Serra Ramalho
    25 de janeiro de 2017

    Não sei se entendi o conto. De início, imaginei uma pessoa com mania de perfeição, mas esse último parágrafo me confundiu. Não ouço ABBA, então imagino que tenha perdido a referência.

  28. vitormcleite
    24 de janeiro de 2017

    gostei do teu texto, da linguagem a que recorres para montar aquele ambiente, mas o final desmoronou tudo!, “desunificando” o texto, se alterares esse final penso que atinges um nível excelente para o teu conto

  29. Sabrina Dalbelo
    24 de janeiro de 2017

    Não teve a minha simpatia, mas devo reconhecer a bela escrita, o domínio da língua culta e grande criatividade do autor.
    Creio que ficou um pouco vago… quase não saquei o enredo.

  30. Mariana
    24 de janeiro de 2017

    Desculpa a expressão, mas preciso dizer que é uma das “punhetas” mais bem escritas que já li… hahahahahaha Achei interessante trazer a expressão vulgar para comentar um conto que joga com isso, refinamentos e atividades tão primárias. Realmente, parabéns

  31. Luiz Eduardo
    24 de janeiro de 2017

    Infelizmente o conto me pareceu muito aberto, vago… Não ocnsegui captar a história apesar da escrita ser boa. Boa sorte

  32. Juliano Gadêlha
    24 de janeiro de 2017

    Sem dúvida, um texto muito bem escrito. Adorei a associação de ABBA e o esquema rímico do soneto, boa sacada. Só achei o conto um pouco vago. Talvez tenha coisas aí que eu não entendi realmente. Ainda assim, um bom texto. Parabéns!

  33. Andreza Araujo
    23 de janeiro de 2017

    A minha interpretação é que o autor transformou a vida do personagem num soneto, fazendo as analogias cabíveis, como em “rabisca seu caminho com excesso de zelo e cuidado”.O tom poético é elegante e muito bonito, o homem busca a perfeição e no final fica sozinho, percebendo que falta algo em sua vida para que seja plena. Ainda assim, o texto não me trouxe nenhum sentimento.

  34. Lohan Lage
    23 de janeiro de 2017

    Olá, Vicente!

    Então, me soou com uma pitada de preciosismo literário. É aquela velha história: às vezes, menos é mais. O raso não nos afoga, por vezes, numa leitura que exaure mais do que excita.

    Mas devo saudá-lo pela proposta poética e intertexto.

    Boa sorte!

  35. Tiago Volpato
    23 de janeiro de 2017

    Conto bastante poético. Sei que foi a proposta, mas para mim ficou cansativo. Gostei dessa mistura de antigo com o novo, é uma proposta bem interessante. Um ótimo texto. Boa sorte!

  36. Luis Guilherme
    22 de janeiro de 2017

    Bastante poético e com muitas e muitas referências!

    Gostei do bailar da prosa poética, mas achei um pouco cansativo.

    A imagem casa bem com o texto, e no fim, temos uma bela obra esteticamente, mas que carece de climax, na minha opinião, tornando o todo meio cansativo.

    Enfim, bem bonito e cativante, mas falta um algo a mais.

    Parabéns e boa sorte!

  37. Antonio Stegues Batista
    22 de janeiro de 2017

    As frase são rebuscadas, mas algumas palavra não combinaram, é como se você colocasse um punhado de pérolas num cesto de peixes fedorentos! A estética ficou bonita, mas o sentido se tornou abstrato, quase incompreensível. Theo sempre buscou a perfeição e a felicidade, mas em algum lugar do caminho ele errou e acabou sozinho, no vício solitário, ouvindo musica pop.

  38. Patricia Marguê Cana Verde Silva
    22 de janeiro de 2017

    Texto bem elaborado. Exige conhecimento do leitor sobre o assunto. Boa sorte!

  39. Jan Santos
    22 de janeiro de 2017

    Uma ode ao parnasianismo, claramente. A história é metalinguística por cumprir a proposta de que se trata, e o final introduz uma possibilidade a já esgotada oferta parnasiana.

    Boa sorte no concurso, meu caro 😉

  40. Tatiane Mara
    22 de janeiro de 2017

    Olá…

    texto sobre a busca da beleza.

    entretanto, o final retirou tudo, pois confunde a todos, eu acho.

    Boa sorte.

  41. Edson Carvalho dos Santos Filho
    22 de janeiro de 2017

    Conto muito bem escrito, fluído e interessante de ler. Só a última frase pareceu ter destoado um bom. A escolha da banda “ABBA” teria a ver como a construção de rimas dos versos do soneto? A B B A? Estava indo muito bem, mas pareceu ter dispersado no final. Teria que reler mais vezes.

  42. waldo gomes
    21 de janeiro de 2017

    Conto “eu sei coisas que vc não sabe” sobre um estilo poético muito bonito.

    Entretanto, meio vago demais, a última oração derruba tudo.

    No mais é um bom exercício para o Enem.

  43. Sidney Muniz
    20 de janeiro de 2017

    Vi aqui um texto um tanto quanto arrastado, me causou cansaço, mesmo com as poucas palavras.

    Eu realmente não gostei do texto e não sei se ele se classificaria para mim como um microconto, mas sim como um recorte de algo maior.

    “Incansável busca pela perfeição” – espero que você caro autor ou autora, também continue assim, procurando sempre melhorar, aprender e crescer nessa arte. Vi aqui muito talento e domínio da língua pátria.

    Agora me resta esperar para ver quem é que construiu esse texto ao final da obra e quem sabe ter mais algumas pistas de tudo que aqui está escondido para que nós leitores possamos decifrar e viajar na obra.

    Sorte para você e obrigado por compartilhar conosco seu texto!

  44. Tiago Menezes
    20 de janeiro de 2017

    Olá Vicente. Bem, a linguagem do conto é bonita e creio que entendo um pouco o que se passa na cabeça de Theo. Entretanto, não saberei explicar muito bem, mas me parece que algumas coisas ficaram meio que na sombra, ou eu é que não entendo muito bem do parnasianismo mesmo. Talvez se você alongar este conto no futuro lhe daria um ar diferente. Mas isso não quer dizer que o achei ruim, gostei dele, apenas não me cativou. Boa sorte no desafio.

  45. Eduardo Selga
    20 de janeiro de 2017

    Entendo ser possível entender essa narrativa como uma ironia em relação à estética parnasiana ou sua valorização. Vou adotar a primeira via.

    O Parnasianismo, movimento literário do século XIX, e que tentava recuperar alguns valores estéticos ligados ao período clássico, tem uma imagem pejorativa em alguns círculos literários, muito por causa da eficiente oposição estética feita pelo Modernismo (Semana de Arte Moderna de 1922). Mas não se trata de injustiça ou calúnia, a meu ver: de fato, chegava a ser ridículo falar em deuses gregos e vasos chineses, ignorando por completo elementos da cultura brasileira, numa estética tão engessada.

    De certa maneira esse conto trabalha com a visão desdenhosa que se tem do Parnasianismo, e tenta fazê-lo como um lobo em pele de cordeiro, usando uma linguagem que apresenta semelhanças com a estética parnasiana, com uma nítida preocupação com o ritmo das orações, usando para isso, dentre outros recursos, a elipse, como em “a vida de Theo, um soneto aparado em pedras marmóreas na incansável busca pela perfeição”, trecho em que foi ocultado o verbo SER conjugado no presente entre THEO e UM SONETO.

    Usa a linguagem mais ou menos parnasiana para falar do Parnasianismo (“fecunda e ricas rimas”, “culto à beleza”, “Apolo e suas musas” e outros termos). Mas não dele em si, diretamente. É mostrado como uma perturbação, uma anormalidade (“seu transtorno rasga-se no culto à beleza […]”), que provoca ou alimenta o isolamento de Theo (“Ao som de ABBA, percebe que a solidão arrebata o frescor de seus orgasmos”).

    Aqui um ponto interessante. Não sei se entendi bem a função estética de incluir-se esse grupo musical no conto, mas suas componentes (eu me lembro deles no início dos anos 80, duas mulheres e dois homens) me parecem funcionar como “musas modernas”.

    Retomo o trecho “seu transtorno rasga-se no culto à beleza […]”. O verbo RASGAR é empregado de modo a sugerir um gozo estético. Aliás, é esse tipo de sensação que ele experimenta em “sonhos pálidos” com “belos corpos de seda”.

  46. juliana calafange da costa ribeiro
    19 de janeiro de 2017

    Me perdoe, mas sinceramente, fiquei na dúvida se entendi… Me pareceu o sonho de um músico onanista que curte o ABBA e o movimento parnasiano… é isso? Acho q é muito difícil sintetizar uma história em 99 palavras. Mas no caso do seu conto a história ficou ininteligível, pelo menos pra mim. Vejo q muitos colegas conseguiram enxergar coisas incríveis aí. Mas, pra mim, ficou bem difícil “entrar no clima”…

  47. Leo Jardim
    19 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐▫▫): está um tanto obscurecida pelas frases muito elaboradas, mas consegui ver um homem muito vaidoso que não é feliz com as muitas mulheres que possui. É isso?

    📝 Técnica (⭐⭐⭐): vocabulário rico, ótimas referências e texto muito bonito, poético.

    💡 Criatividade (⭐▫): não vi elementos para se destacar nesse quesito.

    ✂ Concisão (⭐▫): acho que o texto tem palavras em excesso para a história contada.

    🎭 Impacto (⭐▫▫): não é um texto de fácil absorção e não é ruim, pelo contrário, mas não chegou a me causar algum impacto.

  48. Amanda Gomez
    19 de janeiro de 2017

    Oi, Vicente.

    Achei bem curioso a mistura aqui… De um lado uma escrita rica, e deliberadamente rebuscada, dar a entender que o autor fez questão de usar cada espaço para deixar a escrita mais poética e ironica possível…Já que do outro “lado” temos um final que envolve masturbação e ABBA. rs

    Imaginei Theo, como um cara sistemático, solitário, é culpado de sua própria solidão, me parece um homem excêntrico, que já deve ter uma carga de emoções que o levaram a ser o que é.

    Tem uma sensibilidade e visão para a beleza que pode passar despercebida por muitos.

    Enfim, um conto que me deixou em conflito sobre o gostar ou não dele.

    Boa sorte no desafio.

  49. Guilherme de Oliveira Paes
    19 de janeiro de 2017

    Gostei muito, se saiu muito bem no estilo escolhido, obviamente poético. O tema é original e a narrativa, embora talvez pouco acessível, parece bem estruturada, conta uma história. O final é especialmente bom, contrastando popular e erudito.

  50. Fil Felix
    18 de janeiro de 2017

    Gostei bastante deste conto por conta da poética e da linguagem visual que ele cria. O primeiro parágrafo casa com a escolha da imagem e é como se estivéssemos lendo uma análise de um quadro renascentista, pela questão da beleza e da simetria, ao mesmo tempo em que pode ser o estupor de observar uma obra de arte associado ao prazer da masturbação, culminando num orgasmo poético, quase sem sentido. Tudo isso que o conto gerou em mim, adorei. O último parágrafo, porém, deu uma puxada pra Terra e o ABBA (“no more fucking ABBA!!”, pra citar a Rainha do Deserto) foi meio bizarro. Mas gostei muito!

  51. Pedro Luna
    18 de janeiro de 2017

    Um texto onde o autor ou autora não pode reclamar se ninguém entendeu nada. Digo isso porque excluindo o trecho final, a mim não ficou nada claro, e acredito que para muitos também. É bonito? Sim. Mas para mim a história se desenhou como um cara se masturbando e tornando o ato algo poético, ou seja, não é uma história muito boa. Quanto ao ABBA, também achei estranho..rs. Eu gosto de ABBA, mas se eu for bater uma bronha escutando MAMA MINHA eu brocho na hora.

    • Pedro Luna
      18 de janeiro de 2017

      Brocho… broxo… tanto faz. Com CH ou com X é ruim do mesmo jeito.

  52. Catarina
    18 de janeiro de 2017

    O MERGULHO me lembrou a praia de Maricá. Olhando parece uma piscina de criança, mas é só dar um passo que você afunda em um mar escuro e abissal.
    IMPACTO menor do que eu esperava diante de uma prosa poética tão envolvente. A melancolia esbarrou no meu ombro esquerdo, mas sem maiores consequências.

  53. Renato Silva
    17 de janeiro de 2017

    O texto é bem escrito. Você usou bem as metáforas, mas eu demorei um pouco para entender do que se tratava. Pelo que me parece, descreve uma relação sexual, descrevendo o fascínio de Theo pelo corpo de sua “musa”. É isso ou tô viajando? Abba era o som que tocava na hora, imagino.

    Além do mais, gostei de todo o conjunto de referências, a alusão à cultura grega, mostrando que o autor tem certo domínio sobre o assunto.

    Boa sorte.

  54. Victor F. Miranda
    17 de janeiro de 2017

    Pra mim um microconto, se não for rápido, tem que ser pelo menos rasteiro. Depois que eu terminei de ler, não senti nada em relação ao texto. Tem palavras bonitas, mas a história é o que me interessa como leitor, e aqui eu achei fraca.

  55. José Leonardo
    16 de janeiro de 2017

    Olá, Vicente Calib.

    Théo é metódico e adotou um estilo para si como “parnasianismo way of life”, se posso me resumir. A linha derradeira sugere que ele está “bronhando” ao som de ABBA, o que lhe diminui o prazer quando “se colhe, de um áspero caule, na palma da mão, a rosa branca do desespero”, como escreveu o narrador de “Lavoura Arcaica” (Raduan Nassar). (ABBA é um contraponto ao parnasianismo do personagem? Não conheço as letras do grupo…)

    Um micro conto carregado de linguagem poética — talvez até demais, borbulhando, extravasando… Não é um defeito, longe disso. Eu penso que, na proposta de um desafio como esse, devemos cortar vários adjetivos, sobretudo se são, como aludi antes, carregados.

    Ainda assim, sua escrita é bela, requintada. Pena não ser um desafio de mais palavras, pois nele se adequaria mais o uso de tal estilo.

    Boa sorte neste certame.

  56. Fernando Cyrino
    16 de janeiro de 2017

    o conto já indica a maneira como irá nos impactar. A partir da linguagem rebuscada. Só que ela é fria e aí foi que gostei. Eis que tal gelo faz interessante contraponto bem legal com a pele quente e úmida, bem como com os orgasmos do final. Achei bacana. Abraços de sucesso.

  57. Ceres Marcon
    16 de janeiro de 2017

    Linguagem boa, metafórico. Dá para interpretar de várias maneiras.
    Parabéns!

  58. Marco Aurélio Saraiva
    16 de janeiro de 2017

    Um texto muito belo e poético, que no final me soou um tanto anedótico. Minha interpretação: uma bela descrição do que se passa na mente do homem solitário durante a masturbação.

    Ou acertei em cheio, ou errei por mil quilômetros.

    Estabelecer uma linha entre o parnasianismo e as fantasias sexuais sempre presentes nas mentes de todos nós foi interessante. Notei isso no trecho “Em sonhos pálidos, leva seus lábios de carne a rastejar sobre os belos corpos de seda”, como se o homem solitário, aqui de certa forma o personagem principal, imaginasse seus lábios tocando a pele de mulheres perfeitas, existentes apenas na sua mente. Achei interessante por que, no final, essa perfeição existe apenas na fantasia. O parnasianismo não tem lugar no mundo real.

    Foi uma boa sacada, apesar de bastante escondida nas linhas do conto. E se eu errei na interpretação, já era: na minha cabeça, o texto é sobre um homem se masturbando e pronto! hahaha!

    • Marco Aurélio Saraiva
      16 de janeiro de 2017

      Aliás, esqueci de comentar: vendo por esse ponto de vista, o tema “veias parnasianas” ganha um significado um tanto diferente, rs.

  59. andré souto
    15 de janeiro de 2017

    Um conto interessante, um sonhos de Theo,onde se vê como um poeta latino,rodeado de belas musas, mas desperta sozinho curtindo o som de ABBA (li assim)….

  60. Olisomar Pires
    15 de janeiro de 2017

    Conto interessante e poético. Deixo o aprofundamento literário para os colegas e me atenho ao escrito.

    Boa narrativa com as angústias do personagem, as figuras construídas tem beleza, entretanto, ao final ( e não por causa do ABBA) as coisas mudam de ritmo abruptamente. A beleza buscada por Theo ficou em perigo.

    Lamento.

  61. Tom Lima
    15 de janeiro de 2017

    Que coisa bonita! Não teria nada a acrescentar comentando a técnica. O conto deixa muito pra interpretação, algo que gosto muito. O titulo me colocou numa posição ruim como leitor, pois odeio parnasianismo (sory), mas, mesmo assim, cativou.

    Me parece um neurótico obsessivo, se masturbando com peças de seda… Mas talvez as interpretações digam mais sobre a mente do leitor do que da mente do escritor….

    Muito bom! Abraços.

  62. Thiago de Melo
    14 de janeiro de 2017

    Amigo Vicente,

    Estou comentando os textos antes de ver os comentários dos colegas para não me influenciar.

    Confesso que a linguagem do seu conto pareceu um pouco forçada para o meu gosto. E não porque seja proibido usar palavras bonitas e rebuscadas. Na verdade, foi no momento em que vc incluiu o ABBA na história que a estrutura do conto como um todo ficou descompensada na minha opinião. Acho que a mistura pesou. Não gosto de maçã na maionese; não gosto de doce com salgado; achei que o início e o
    Fim não combinaram e o texto como um todo caiu um pouco.

    Abraço

  63. Iolandinha Pinheiro
    14 de janeiro de 2017

    Théo é um poeta, um escritor que precisa das musas da inspiração para escrever, E é um poeta parnasiano, porque esta escola, assim como a simbolista, persegue o culto à forma/beleza ao exagero. Entendi que o autor usa palavras rebuscadas para mostrar ao leitor o seu próprio desprezo pela pecha parnasiana do texto que criou, como a querer usar a própria obra para ridicularizar este pedantismo em textos metidos á besta. Gosto de palavras desusadas, mas as formações que o autor criou não ficaram bonitas, apenas antipáticas, esnobes, exageradas. No meu entender o texto brinca com o orgulho de quem escreve, e a escola parnasiana é um excelente exemplo de vaidade exagerada. Se fiz a interpretação correta, o autor está de parabéns pela ótima crítica. Não decifrei onde o Abba se insere no contexto, talvez ele se exiba em discotecas, vai saber.

  64. Anorkinda Neide
    14 de janeiro de 2017

    Que belos versos! Inspiração parnasiana, palavras bonitas q a atualidade nao sabe mais reconhecer, literalmente.
    Eu vi um jovem, Theo, inspirado na obra de arte q ele observa e devaneia.. e seus devaneios, líricos e parnasianos, o excitam.. vejo o texto esquentar e esquentar (culmina mesmo em orgasmos) ou seja.. a excitação é real.. hehe
    talvez de volta de sua viagem lisérgico-poética, o som ambiente tocando ABBA o relembre de sua solidão.. afinal melhor do q amar com uma obra de arte seria ter um relacionamento ‘à vera. ^^
    acho q viajei mais do q Theo? haihua
    parabens pelo belo texto. abraço

    • Anorkinda Neide
      14 de janeiro de 2017

      acho q valeria colocar dados da imagem utilizada q é um quadro de Apolo e suas musas, nao é?

  65. Virgílio Gabriel
    14 de janeiro de 2017

    Peço perdão antecipadamente. O conto estava maravilhoso, e do nada, surgiu o ABBA??? Ahn??? Tentei vislumbrar diversos meandros para dar certo a ideia, mas em nenhuma delas obtive resultado satisfatório. Infelizmente esse é um conto que ficarei curioso para saber o que o autor pretendeu, mas à princípio, não gostei.

  66. Wender Lemes
    14 de janeiro de 2017

    Olá! Essa é minha primeira leitura e fui surpreendido positivamente. A linguagem casa com a temática parnasiana, mas não é só isso. Se não me falha a memória do ensino médio, o parnasianismo tem esse nome por causa do Monte Parnaso, que era, supostamente, uma das moradas de Apolo e um local onde seria possível isolar a “verdadeira” arte das imperfeições mundanas. Assim, a solidão do protagonista não é acessória ou opcional, é inerente a tudo que, para atingir a perfeição, isola-se do comum – ainda que o comum lhe cerque fisicamente por todos os lados. Theo é um Monte Parnaso na 25 de Março.
    Parabéns e boa sorte!

  67. Bruna Francielle
    14 de janeiro de 2017

    Entendi que o personagem seria um.. compositor, ao menos foi o que me pareceu.
    Aí misturou com ”luxúria”. Essa mistura ficou um pouco estranha, de acordo com minha interpretação; mas pode ser que tenha sido uma forma de demonstrar que ele era sonhador.
    ABBA também ficou estranho.
    A narrativa tem algo de ”antiga” e poética, que foi realizada com sucesso.
    É um bom texto, porém, não apresenta realmente um enredo e um desfecho.
    É algo meio subjetivo, elusivo e não uma ”históóória” por assim dizer.

  68. Jowilton Amaral da Costa
    14 de janeiro de 2017

    Um texto bem escrito. No entanto, o clima pretendido com a narrativa não me pegou. Poético, mas, pouco contundente, na minha opinião. Achei estranho o aparecimento da banda ABBA no final, como já comentaram também, kkkkkkk. Sei lá, talvez pelo tipo de condução do texto uma orquestra de um músico clássico caísse melhor. Deve ser preconceito meu.

  69. vivianefranco
    13 de janeiro de 2017

    Achei um pouco pretensioso, com palavras rebuscadas. Talvez tenha sido para passar uma ideia barroca, que o próprio conteúdo se esforça em espelhar. De qualquer forma, achei um pouco sem rumo. Pode ser falha de interpretação minha. Boa sorte!

  70. elicio santos
    13 de janeiro de 2017

    O autor rebuscou muito a narrativa, mas passou uma mensagem e construiu uma história, apesar da poética eu considero esse texto um microconto. Não gostei do final que pouco acrescenta ao enredo. Abba??

  71. Andre Luiz
    13 de janeiro de 2017

    Achei um conto muito bom, que de certa forma brinca com as palavras e as construções de frases para criar as sensações no leitor. No todo, seu texto possui bastante apego aos sentidos, fazendo com que o leitor praticamente sinta o que Theo está sentindo na narrativa.

    -Originalidade(7,5): Como já foi citado, o estilo narrativo é justificado pelo título do conto e, apesar de não ser um estilo que me apetece, soube me envolver de alguma forma;

    -Construção(Uso do limite de contos para formar um enredo)(6,0): Achei a história fechada, que faz o leitor pensar pouco além do que está escrito. É belo e somente isto.

    -Apego(6,0): Gostei da forma como você usou o estilo, apesar de que não tenha me apegado tanto pelo seu conto. A última frase fechou com chave de ouro, todavia.

    Parabéns pelo conto!

  72. Douglas Moreira Costa
    13 de janeiro de 2017

    O que eu entendi: busca pela perfeição, simetria, o belo. Um homem atormentado pelo perfeccionismo estético. No entanto, com o final, eu não sei se entendi realmente o que era pra ser entendido.
    No geral, o texto é lindamente escrito, de verdade, as construções são muito boas, flui muito bem. Você escreve maravilhosamente bem. O conto, no entanto, não instiga e nem surpreende.
    Parabéns.

  73. Fabio Baptista
    13 de janeiro de 2017

    O autor caminhou na linha entre o rebuscamento e o pedantismo, abusando um pouco das construções elaboradas. Não chegou a me incomodar tanto e a beleza poética acabou sobressaindo, o que tornou a leitura agradável.

    Essa frase final é instigante, mas deixa aquela sensação de “não entendi bulhufas…”, não uma sensação de final aberto para preencher lacunas na imaginação, como prefiro.

    Abraço!

  74. Bianca Machado
    13 de janeiro de 2017

    Não sei se compreendi totalmente a ideia que o autor quis passar e isso tudo por conta do segundo parágrafo, pode isso? Li e reli várias vezes, achei, sim, uma composição muito bonita no todo, que me criou imagens interessantes na mente, como se fosse um filme sobre o Marquês de Sade, por exemplo, e não me pergunte o porquê disso, mas foi o que me surgiu, haha… Depois percebi que tudo no primeiro parágrafo remete ao Parnasianismo e, pra ser sincera, nunca fui muito fã dessa escola literária, muito engenhoso. Agora, queimei meus neurônios tentando entender o porquê do ABBA no meio de todo esse parnasianismo e desde já peço desculpas, não consegui conectar, hahaha! Mas eu amo o ABBA! Parabéns, gostei e boa sorte no concurso!

    • mariasantino1
      13 de janeiro de 2017

      Talvez porque ABBA lido de trás pra frente seja a mesma coisa e volta aí pro lance da estética.

  75. mariasantino1
    13 de janeiro de 2017

    Então, achei a linguagem bonita, se sente a beleza das construções frasais e acabei vendo um jovem solitário beijando um quadro consagrado. O lance do Parnasianismo se prende na estética e deixa o sentido de lado. Foi exatamente assim que li o seu texto, senti força e beleza, mas um sentido maior eu não consegui captar.

    Boa sorte no desafio.

  76. angst447
    13 de janeiro de 2017

    Um micro conto que se revela um estudo sobre o Parnasianismo. A atenção à forma, no entanto, não prejudicou o conteúdo que possui um lirismo latente. Claro que essa busca pela perfeição acaba esbarrando nos limites da chatice. Calma, não foi o caso aqui, salvo pelo gongo e pelo limite enxuto.
    Bem escrito, sem erros. Linguagem apropriada para o tema escolhido e ainda termina em orgasmos.. Sem mais.
    Boa sorte!

  77. Priscila Pereira
    13 de janeiro de 2017

    Oi Vicente, seu conto é interessante, li várias vezes para não deixar escapar nada, o estilo é bem bonito, as palavras são muito bem escolhidas e colocadas, mas não pude deixar de sentir que era tudo uma “viagem” para conseguir orgasmos perfeitos… Então… comigo não funcionou muito bem o texto, uma pena. Boa sorte!!

  78. Evandro Furtado
    13 de janeiro de 2017

    O texto em questão se ampara em construções meio Cabralinas – apesar do conteúdo ser menos “rochoso” – onde cada palavra é importante para a interpretação final. O uso de figuras de linguagem é utilizado de forma magistral. A trama é etérea, sem grandes acontecimentos concretos. Os personagens aparecem como meros coadjuvantes de uma construção linguística bem feita.

    Resultado – Good

  79. Lídia Duarte Costa
    13 de janeiro de 2017

    Se tem uma coisa que me encanta são as escolas literárias, mas confesso que tenho uma relação de amor e ódio com textos parnasianos: ódio por dar pouco valor ao conteúdo, amor por dar importância à forma.
    As pessoas lêem um soneto como Vaso Chinês, do Alberto de Oliveira, e não enxergam o como foi trabalhoso dar rima, ritmo, métrica… pecam por analisar somente os devaneios do poeta ao analisar um vaso…
    É uma busca pela perfeição que realmente é um transtorno, porque o texto nunca será de fato concluído; jamais atingirá o que foi idealizado no mundo real, apenas em sonhos.
    Admiro-o por conseguir passar essa ideia ao leitor. Parabéns pelo texto!

  80. Brian Oliveira Lancaster
    13 de janeiro de 2017

    GOD (Gosto, Originalidade, Desenvolvimento)
    G: Um tom bastante poético, de palavras bem cadenciadas e rítmicas. – 9,0
    O: Tive de ler duas vezes para captar bem as nuances. Cheguei à conclusão de que se trata de um paralelo entre passado e futuro, com certo tom de sarcasmo embutido. A imagem remete a isso, nas entrelinhas. Um jogo perigoso para quem busca apenas uma leitura superficial. – 8,5
    D: A quebra do “espaço-tempo”, literal, funcionou muito bem na construção. – 9,0
    Fator “Oh my”: Quase lá. As palavras difíceis (eu gosto) sempre esbarram na compreensão geral.

  81. Jefferson Lemos
    13 de janeiro de 2017

    A escrita do conto é muito bonita. A situação também é interessante. A busca pela perfeição é, antes um problema, do que uma solução.E acredito que o homem solitário tem mais tempo (e disposição) para se afogar nesse vórtice de perfeição divina do que qualquer um outro.
    O conto retrata de uma forma bem “rebuscada” as veias parnasianas do artista. É bacana. Curti.

    Parabéns e boa sorte!

  82. Zé Ronaldo
    13 de janeiro de 2017

    Título complementando o micro, isso é bom, em micros, pois auxilia na interpretação. É um conto fechado, o que não exige muito do leitor. Muito bem bolada como é transmitido o ideal Parnasiano.

  83. Evelyn Postali
    13 de janeiro de 2017

    A vida de Theo não é fácil. A vida de quem busca a perfeição não é nada fácil. Porque a solidão é o destino final, em um mundo cheio de imperfeição e feiura…

    • Evelyn Postali
      13 de janeiro de 2017

      Eu gosto da linguagem poética que é usada aqui. Também porque me remeteu à Arte e isso fez muita diferença, muito embora, precisei ler duas vezes para me situar e encontrar o objetivo da composição.

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Informação

Publicado às 12 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .