EntreContos

Literatura que desafia.

O Híbrido – Olhos biônicos não choram (Thiago de Melo)

hibrido

“O inferno está vazio. Todos os demônios estão aqui”.

(A Tempestade – William Shakespeare)

 

– Fui encontrado agonizando em meio a diversos outros corpos. O último borrão de luz que pude ver com meus olhos naturais, que julguei ser finalmente a luz do paraíso, era na verdade uma nave de coleta de sobreviventes em condições de trabalho, ou necessitando de poucos reparos. Como as peças de que eu precisava eram poucas, para minha agonia eterna, decidiram que eu viveria.

O mundo já foi um lugar bonito e cheio de oportunidades. Lembrando agora, parece que todos éramos felizes, mas isso já faz muitos anos. Muitos anos. Algumas pessoas, principalmente os híbridos dos campos de trabalhos forçados como eu, chegam a pensar que o mundo sempre foi como é hoje, que as lembranças que temos são apenas sonhos e fantasias que nós mesmos criamos. Depois de certo tempo de sofrimento, não há como distinguir memórias felizes de mera fantasia. Mas eu me lembro. Lembro. Lembro de tudo.

Meu nome é… Bem, meu nome não interessa! Hoje me chamam de Híbrido 2766. Meu número está tatuado na minha testa. Sou um entre milhares de trabalhadores forçados da minha zona. Sou um híbrido, parte homem, parte máquina, obrigado a trabalhar para pagar minhas partes cibernéticas, para receber minha dose diária de mijo e para produzir alimentos de verdade para a sociedade de verdade. Híbridos foram a solução que encontraram para utilizar os poucos sobreviventes da guerra, da peste e da carnificina. No meu caso, precisei de um braço e de um olho biônicos, os originais foram destruídos pela explosão. Além dos adendos cibernéticos, também precisei de vários litros de sangue sintético, talvez a minha maior desgraça.

Sangue sintético foi o resultado de uma experiência dos países do norte. Eles queriam um líquido que pudesse substituir o sangue humano, de modo a reabilitar soldados feridos em combate de forma rápida, barata e eficiente. O substituto que criaram é um líquido inorgânico estabilizado artificialmente e composto de moléculas de metais e não-metais diluídas em uma base de nitrato de amônia líquido.

Porém, depois de alguns testes, perceberam que algo estava errado. Esse chorume nos mantém vivos, e nada mais. Por ser inorgânico, depois de injetado no corpo, o indivíduo não pode mais consumir nada composto por carbono, ou seja, nada mais de proteínas, gorduras ou carboidratos. Nunca mais. Quem tentou se alimentar normalmente morreu agonizando pelas dores da rejeição molecular. Em vez de comida de verdade, somos obrigados a beber diariamente um composto de nitrato de ureia dissolvido em uma base de água com diesel ou, como costumamos chamar: mijo.

No mundo atual não existe mais exclusão social. Não. O sangue sintético criou uma subdivisão na espécie humana. Fomos reclassificados. Com nossa pele extremamente pálida, albina, quase transparente, e totalmente riscada por veias negras pelas quais corre nosso sangue sintético, não somos mais seres humanos, somos simplesmente híbridos. O próximo passo na evolução humana foi um passo atrás. Somos apenas pequenas engrenagens de uma enorme máquina. Os pesquisadores militares dizem que o sangue sintético, nossa condição de espécie inferior e a dieta forçada que temos de seguir causam muitos efeitos colaterais: irritabilidade, sociopatia, delírios, tendências suicidas, esquizofrenia, vozes, alucinações, confusão mental, visão dupla, bipolaridade, depressão e dores de cabeça lancinantes, capazes de levar à morte. Mas, nunca senti nada disso. A pesquisa deles deve estar errada…

*******************

– Amor, vem! O café está na mesa – chamou a esposa.

– Estou indo. Não estou conseguindo acertar o nó da gravata.

– Vem cá, deixa eu te ajudar – disse a esposa, acertando a gravata do marido.

– Como é que você sabe fazer isso? Nem gravata você usa.

Ela sorriu.

– Cadê o guri? – o marido perguntou.

– Já cheguei – respondeu o menino, sentando-se à mesa.

– Meu Deu! Olha como esse menino está grande, Ester! Ele deve ter crescido uns 20 cm de ontem pra hoje!

– Para, pai. Eu já tenho 9 anos.

– Mesmo com 50 anos você ainda vai ser o meu bebê! – disse o pai apertando as bochechas do menino e fazendo caretas. Todos riram.

– Tá bom, tá bom. Chega – disse Ester – Temos de tomar café logo porque hoje é um dia muito importante.

O marido assentiu com a cabeça, o sorriso esmoreceu e as dúvidas por um momento esquecidas voltaram a povoar seus pensamentos.

– Amor, faz a oração – pediu a esposa.

Todos juntaram as mãos em frente ao rosto e fecharam os olhos.

– Obrigado, meu Deus, por este alimento que temos sobre a mesa, obrigado pela saúde de toda a nossa família e, por favor, me ajude a conseguir aquela promoção hoje – Amém – disse a esposa antes de todos.

– Amém – disseram juntos pai e filho.

O céu completamente negro poderia confundir pessoas de outras eras, mas os relógios holográficos espalhados pela cidade marcavam 9 horas da manhã quando David estacionou. Já fazia algumas décadas que a atmosfera da terra havia sido coberta pela poluição, bloqueando totalmente o sol.

Inicialmente, a noite eterna havia preocupado as nações de todo o planeta. Infelizmente, os verdadeiros tomadores de decisão mundiais não estavam preocupados, estavam pesquisando. Grandes companhias mundiais e governos trabalhavam juntos há décadas buscando formas de contornar os efeitos colaterais de toneladas de dióxido de carbono e de poluição despejados diariamente na atmosfera. Carros elétricos, luz solar ou fontes alternativas de energia limpa sempre foram apenas produtos caros à disposição de milionários em crise existencial ou em busca de  auto-promoção, nunca foram, e nunca seriam, alternativas economicamente viáveis para o planeta inteiro. Não. A Revolução Industrial foi um passo sem volta para a humanidade, e demos muitos outros passos depois daquele. Não havia como voltar. Contornar os efeitos colaterais era a prioridade, sempre foi. Se remédios pudessem retardar de modo efetivo o aparecimento de um câncer mortal, ninguém deixaria de fumar: o sistema nunca vai parar de fumar.

Depois de anos de análise e de desenvolvimento tecnológico voltado para a redução de gastos de produção, o mundo finalmente chegou a mais um momento decisivo e, novamente, irreversível: o custo de produção de alimentos em ambientes iluminados apenas por luzes artificiais se equilibrou com os preços dos alimentos. Foi o mergulho definitivo da humanidade no abismo da escuridão total e sem estrelas. O sol só foi realmente necessário enquanto era a opção mais economicamente viável, mas mesmo o sol ficou obsoleto frente a tecnologia humana.

Aquele período ficou marcado na história como a declaração de independência do Planeta Terra. Plantas não precisam de luz do sol, precisam de luz, e a lâmpada já havia sido inventada há séculos. Assim, os grandes monopólios internacionais de sementes começaram a construir imensos campos de produção completamente iluminados por luzes artificiais. Todo o sistema era mantido por milhares de usinas nucleares. “Nós fazemos a nossa própria luz!”, foi o brado de independência do planeta.

Se, no passado, monopólios alimentícios obrigavam a maioria dos produtores rurais a comprar sementes de uma única fonte, agora, com o gradual desaparecimento do sol, escondido atrás de quilômetros de fuligem e de poluição, mesmo os mais convictos naturalistas estavam assistindo suas plantações morrerem. Resistir era inútil. Quem controla a comida, quem controla a luz, controla o mundo. “Pagar o preço estipulado ou morrer”: à parte de pouquíssimos idealistas, a maioria decidiu pagar. E o sistema, para comemorar, fumou mais um charuto, cuja fumaça recobriu o planeta inteiro.

David saiu do elevador apressado, checava o telecomunicador pela centésima vez, esperando alguma mensagem da presidência da empresa.

– É hoje, hein! – disse alguém com quem David cruzou no corredor – Boa sorte.

– O executivo levou uma fração de segundos para reconhecer quem estava falando com ele. – Ah, oi, Tomás, valeu! – respondeu, forçando um sorriso e checando o telecomunicador novamente. Nada é verdadeiramente seu antes do tempo certo.

– Vice-Presidente, hein!? Não é pra qualquer um, não – disse Tomás.

– Pois é, se Deus quiser vai dar tudo certo.

O executivo já estava na empresa de fertilizantes há 10 anos. Formado em química e especialista na produção de fertilizantes, era considerado pela cúpula da empresa um funcionário exemplar, dedicado, responsável e inteligente. Começou de baixo e, ano a ano, galgou funções mais altas na hierarquia competitiva.

Quando chegou a sua mesa, viu algo pela primeira vez em muitos anos: um bilhete escrito à mão. “Dr. Cambará o aguarda na Presidência” – dizia a mensagem – “Boa sorte” – acrescentou a secretária.

 

– Bom dia, David. Como vai? Como vai a família?

– Vou bem, Dr. Cambará. Todos vão bem, obrigado. Como vai o Senhor?

– Muito bem, obrigado. Sente-se. David, há quanto tempo você trabalha para nós?

– Há 10 anos, Senhor.

– É muito tempo. E você gosta de trabalhar aqui?

– Sim, Senhor. Gosto de fazer a diferença. Sem o sol, a existência da humanidade depende do nosso trabalho. “Comida não cresce em árvores” – repetiu um dos slogans da empresa.

– É verdade. Estamos sozinhos. Na época dos meus avós a coisa era muito mais simples. Dá pra imaginar? Bastava jogar as sementes no chão e esperar a chuva e o sol fazerem todo o trabalho… Bons tempos. Hoje não. Hoje temos que batalhar duro para ter o que comer.

– Sim, Senhor – disse, endireitando-se na cadeira.

– Você sabe que, com a aposentadoria do Dr. Carvalho, o cargo de Vice-Presidente de Operações está vago, não sabe?

David havia sonhado com aquela vaga desde que tinha entrado na empresa uma década antes.

– Ouvi alguns comentários, Dr. Cambará.

O velho presidente deu a volta na mesa e foi se sentar ao lado do executivo.

– Vamos cortar essa baboseira formal? Vamos? Eu sei que você está mais interessado do que apenas “ouvir alguns comentários” por aí. Não é? Então? Você quer ser o nosso próximo Vice-Presidente de Operações?

David endireitou-se novamente na cadeira. Seria mesmo verdade?

– Bem, se você precisar de um tempo para pensar eu posso…

– Aceito, sim, Dr. Cambará, com muito orgulho – respondeu, pegando a mão do velho para cumprimentá-lo.

– Eu já imaginava, hehehe – comentou o Presidente – Vamos iniciar o processo de transição. Você deve começar na semana que vem. Parabéns! Ah! E agora pode me chamar apenas de Walter.

– Muito obrigado, Dr. Walter. Não vou decepcioná-lo.

– Sei que não. Se eu fizesse escolhas ruins, não estaria à frente dessa empresa há tantos anos. Agora vai lá ligar pra Ester. Ela deve estar bastante ansiosa.

 

– Alô? Amor?

– Oi, vida.

– E aí, como foi?

­­– Deus nos ouviu! – nos dois lados da linha, seguiram-se lágrimas e declarações de amor.

****************************

– Atenção, híbridos! – gritou o homem gordo segurando a prancheta – Hoje o trabalho será no cultivo do Campo 9. Precisamos bater a meta na produção de batatas – o administrador do campo levantou os olhos da prancheta e encarou as dezenas de mulheres e homens-máquinas a sua frente – Pessoas de verdade comem batatas. Vocês ainda lembram o gosto de batatas fritas? É uma delícia! Hahaha Agora ao trabalho! O híbrido que não trabalhar direito vai receber apenas meia tigela de mijo!

Concluído o protocolo de orientações e insultos matinais, a horda de híbridos pôs-se a caminhar para o Campo 9. Os antigos estádios de futebol iluminados à noite pareceriam velas na escuridão se comparados ao Campo 9. Quilômetros de campos de cultivo iluminados por gigantescos refletores de luz. A distância, a pele pálida dos híbridos dava a impressão de que os campos eram assombrados por fantasmas, talvez fossem.

Por volta da metade do dia de trabalho, uma velha híbrida caiu no chão no meio do campo.

– 545! O que houve? Tá tudo bem? – outro híbrido se aproximou.

– Eu não aguento mais, 2766. Algo está errado.

– Levanta logo, 545. Alguém vai ver a gente. Vamos!

A velha começou a ter convulsões, sangue sintético negro escorria pelos olhos, boca e ouvidos.

– 545!? Inês? Inês, fala comigo! – as convulsões aumentaram – Socorro! Socorro! – o híbrido saiu correndo em direção à administração do campo.

– Mas que merda! O que foi agora? – o administrador viu o híbrido gritando e correndo em sua direção.

– Sr. Manzano, rápido, pelo amor de Deus, a 545 está morrendo!

– Pelo amor de quem? Deus só cuida de Seus filhos, OS HUMANOS! Seu imundo. Esse alvoroço todo é por causa de uma híbrida fedida bebedora de mijo?

– Ela está morrendo!

– Então é bom você voltar ao trabalho, antes que aconteça a mesma coisa com você!

O olho biônico encarou inexpressivo o administrador. Depois o híbrido voltou para seu local de trabalho, 545 já não se movia mais. Uma espuma preta de sangue sintético cobria a boca da velha híbrida.

Ao final daquele dia, 2766 pediu para levar o corpo ao necrotério. “Se está tão bem disposto, não precisa de sua dose diária. Pode levar, mas nada de mijo pra você hoje”, disse o administrador.

O necrotério ficava no prédio principal da empresa, não porque se importassem com os corpos dos híbridos mortos, longe disso, mas as partes cibernéticas precisavam ser desacopladas para uso futuro em outros híbridos, ou em humanos prestes a se tornarem novos híbridos. 2766 entrou no prédio pelos fundos, empurrando um carrinho com o corpo da antiga companheira de trabalho.

Saindo da sala de desmonte viu pela janela um grupo pessoas deixando o prédio. Reconheceu pelo menos duas delas. Correu. Ao se aproximar, assustou a todos. Dois seguranças se colocaram entre ele e os demais, que apertaram o passo em direção aos carros.

– Dr. Cambará, sou eu! Por favor.

Um senhor idoso se virou no meio das pessoas. O grupo parou de andar.

– Dr. Walter, por favor, sou eu, David. Preciso muito da sua ajuda.

O velho se virou e encarou o híbrido pálido que suplicava sua atenção. Olhou-o de cima abaixo e conteve a expressão de nojo. Disse algo no ouvido do homem a seu lado e voltou a andar com dificuldade em direção ao carro.

O homem se aproximou do híbrido. Ele sorria, divertido com a situação.

– Ora, ora, ora, pois se não é Sua Excelência Máxima o Mega-Power-Vice-Presidente-de-Operações!

– Tomás, eu te imploro! Me ajuda!

– Tomás? Quem você pensa que é pra usar meu primeiro nome, seu híbrido imundo? Agora é Dr. Solanum, Vice-Presidente de Operações.

As memórias daquele dia distante voltaram à mente de 2766 – Me desculpe, Dr. Solanum, eu não sabia. Por favor, se tem alguém no mundo que pode me ajudar é você. Não me deixe aqui!

– Eu gostaria muito de te ajudar, muito mesmo. Você merece, sabe, pelos velhos tempos – o homem falou com uma expressão sofrida, sobrancelhas arqueadas – Velhos tempos… Sabe, desde o primeiro momento eu achei graça da sua idiotice de se alistar quando a guerra começou. “Lutar pelo meu país!” hahaha, que piada! Olha só, a guerra veio e foi, e nós continuamos aqui, muito bem, obrigado, já você – ele encarou o olho biônico vermelho acoplado ao rosto do híbrido – virou um robô caolho! Hahaha!

– Só me tire daqui! Por favor!

– E pra onde eu levaria você, imundo? Pra cidade? Eu já tenho um cachorro. E mais, não vendem mijo em posto de gasolina – o homem virou as costas e foi andando para o carro. Os seguranças mantinham 2766 a distância.

– Ah! – Solanum gritou de dentro do carro – Depois que você desapareceu na guerra, eu fiz questão de consolar aquela gostosa da Ester! – disse, movimentando a mão espalmada para cima e para baixo sobre o colo – mas isso foi antes de ela e aquele seu filho retardado morrerem de peste. A gente se vê! – subiu a janela do carro e arrancou.

O olho biônico captou tudo impassível e seguiu o carro que sumia a distância.

– Circulando, híbrido – um tapa no rosto tirou 2766 daquele transe – Circulando! – repetiu um dos seguranças.

O meio-humano deu um soco no peito do primeiro segurança. A mão biônica entrou até o pulso por entre as costelas quebradas. O outro segurança deu um passo para trás, tentando alcançar a arma na cintura. O corpo inerte do primeiro segurança havia ficado preso à mão biônica. O segundo segurança atirou. O meio-humano fez do corpo um escudo contra os tiros. Depois, girou o braço biônico e atirou o segurança morto contra o colega, derrubando-o no chão.

2766 caminhou até o homem ferido. O olho vermelho fixou-se naquele rosto aterrorizado. A mão biônica se fechou em volta do pescoço dele, que se debatia como um porco sendo abatido. A mão se fechou completamente, até que a cabeça caísse no chão atrás do corpo.

*******************

– Então, como eu estava dizendo, Dr. Walter, Tomás, a pesquisa deles deve estar errada. Eu nunca senti nenhum desses sintomas. Eu não tenho qualquer psicopatia em função da minha condição de híbrido – 2766 falava enquanto tinha em uma das mãos um controle remoto e, na outra, a cabeça do segurança morto na noite anterior.

Os dois executivos estavam feridos e sentados com as costas contra a parede do gabinete trancado. Em volta do prédio, as primeiras equipes da polícia chegavam. Ao longe, os helicópteros de TV se aproximavam.

– Dr. Walter, eu fui o melhor funcionário dessa empresa, comecei de baixo, beeeeem de baixo. Mas eu não cheguei a Vice-Presidente de Operações porque era um puxa-saco – apontou para Tomás com a mão que segurava a cabeça do segurança.

– Não – continuou – eu estudei muitos anos. Por exemplo, eu sei que sangue sintético precisa ser estabilizado artificialmente. Se o nitrato de amônia do sangue não estiver estabilizado, e entrar em contato com o diesel do mijo que bebemos todos os dias… Bem, digamos que, pelo menos por uma fração de segundos, nem Deus poderia continuar nos ignorando.

O meio-humano caminhou em direção aos dois executivos

– Quando tudo o que você tem de mais querido no mundo é arrancado e roubado de você, quando sua mera existência se resume a ódio e dor, o que diferencia a sua realidade do mais sombrio recanto do inferno? – olhou para os homens como se esperasse uma resposta – A possibilidade de também causar dor e ódio e, quem sabe, conseguir se alegrar com isso.

O Híbrido 2766, David, chegou mais perto, analisando os homens com seu olho biônico, e ponderou: – “Alegrar-se no inferno à custa de violência e vingança”. Será que é assim que nascem os demônios? – apertou o botão no controle remoto – Vamos descobrir!

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41 comentários em “O Híbrido – Olhos biônicos não choram (Thiago de Melo)

  1. Renato Silva
    16 de dezembro de 2016

    Olá.

    O conto tem início narrado em 1ª pessoa e depois passa para a 3ª, como assim? Essa mudança de cenário e de pessoa num conto pequeno não fica legal, torna o texto confuso. Muitas explicações envolvendo os motivos que levaram David para a guerra e depois ele virando escravo da própria empresa onde trabalhava, além da facilidade que teve para sair de lá para o mundo externo, isso não me convenceu. A descrição física dos “híbridos” ficou legal, mas sugiro reformular alguns acontecimentos do conto.

    Veja, como um cara bem sucedido, com bom emprego, mulher e filho vai se meter a lutar com soldado numa guerra? Geralmente isso é feito por jovens e membros das classes mais baixas. Mesmo que tenha lutado e ferido, porque foi descartado tão facilmente pela empresa onde trabalhava? Ele não era competente? Boa mentes não surgem todos os dias. Dá uma analisada nisso.

    Boa sorte.

  2. Leonardo Jardim
    16 de dezembro de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): ambientação interessante, mesmo que forçada em alguns pontos. Por exemplo, por mais que tenham sangue artificial e partes biônica, os híbridos tinham família. Talvez alguns chegassem ao ponto de quase escravidão, mas muitos ainda teriam apoio dos entes queridos. Ignorando alguns pontos frágeis da trama, gostei bastante do corte para a flashback, que mesmo longo e com objetivo claro, deu força à história. O fim, fechando com o início, deixou o conto bem redondo.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): boa, mas com alguma desatenção na pontuação e uma narrativa muito crua, com pouco uso de figuras de linguagem.

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): criativo na ambientação, mesmo que usando elementos comuns.

    🎯 Tema (⭐⭐): considerei adequado ao tema, pois temos cyber (partes biônicas) e um pouco de punk (um cara na merda, que resolve se vingar das pessoas).

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫): Não cheguei a vibrar com o fim e talvez o objetivo do autor fosse esse. Apesar disso confesso que a resolução final fez sentido e me deixou satisfeito.

    ⚠️ Nota 7,5

  3. Rubem Cabral
    16 de dezembro de 2016

    Olá, Daemon.

    Então, achei o conto regular. Os diálogos não estão bons, há uma repetição enorma da palavra “híbrido”, e os personagens, em linhas gerais, estão um tanto caricaturais.

    A escrita é boa, o universo imaginado foi criativo e o conto atende ao tema do desafio.

    Pesando prós e contras, darei nota 6.5

  4. Jowilton Amaral da Costa
    16 de dezembro de 2016

    Boa conto. Gostei da trama e da estrutura feita, entremeando o passado e o presente. A leitura fluiu bem, sem entraves.A narrativa é muito boa.”“Alegrar-se no inferno à custa de violência e vingança”. Será que é assim que nascem os demônios?”, gostei bastante desta frase aqui, deu um bom impacto para o desfecho. Boa sorte no desafio.

  5. Bia Machado
    16 de dezembro de 2016

    Um conto que eu gostei no começo, depois achei que no todo ficou meio excessivo, não cabendo muito bem no espaço do limite dado nesse desafio, nos diálogos não ousou muito, faltou um trabalho melhor nas características das personagens, me pareceram apenas medianas. O final ficou aberto demais. Gosto de finais em aberto, mas esse não me convenceu.

  6. Marco Aurélio Saraiva
    16 de dezembro de 2016

    Ahhh então era ele que contava a história né?? Legal! Me pegou de surpresa esse “plot twist” heheheheh.

    Gostei de ler o conto, mas achei muita coisa óbvia demais. Toda a narrativa de David com a sua família foi clichê ao extremo: ele arrumando gravata e não conseguindo; a mulher dona-de-casa-perfeita; todos orando por uma promoção. Os maltratos com os híbridos são também extremamente caricatos, beirando o absurdo. É difícil pensar que qualquer sociedade aceitaria viver ao lado de um exército de psicóticos sendo maltratados todos os dias, prontos para explodirem em um dia de fúria e, quando o fizessem, bastasse abrir uma porta pra invadir o “mundo real”, matando a todos pelo caminho até serem interrompidos.

    Gostei do cenário, que é criativo e único. Porém, muito aqui é narrativa; vi pouco “mostrar” e muito “contar”. Sei que bato muito nesta tecla nos meus comentários, mas existe uma enorme diferença entre “ler a história de tudo o que aconteceu na terra” e “ver um personagem andando pela terra no futuro, sentindo o que ele sente e vendo o que ele vê”.

    Acho que o saldo final foi positivo, mas seria interessante se todos os personagens demonstrassem mais profundidade e personalidade.

    Queria destacar o trecho abaixo, que achei genial:

    “O próximo passo na evolução humana foi um passo atrás. Somos apenas pequenas engrenagens de uma enorme máquina.”

    Abraço e boa sorte!

  7. Thiago de Melo
    16 de dezembro de 2016

    ERRATA: O genocídio de Ruanda não aconteceu por questões religiosas, mas sim por diferenças étnicas entre a maioria Hutu e a minoria Tutsi. Mas, ainda assim, as tais diferenças “etnicas” eram tão difíceis de se identificar que muitos hutus foram assassinados, por outros Hutus, por terem sido confundidos com tutsis.

  8. Thiago de Melo
    16 de dezembro de 2016

    COMENTÁRIOS DO AUTOR

    Resolvi fazer um comentário sobre o meu próprio texto, para ficar quase como aquelas versões comentadas dos filmes.

    Primeiramente, eu sei que deixei passar o carbono do Diesel na composição química da alimentação do meu personagem principal. (Sorry!)
    Originalmente eu ia fazer o cara se explodir e explodir mais uma cacetada de híbridos junto com ele, destruindo a empresa toda. A inspiração por trás disso eram os homens-bomba tão comuns hoje em dia. Foi por isso que misturei na alimentação dos híbridos o nitrato de amônia (um tipo de fertilizante) com diesel. Essa combinação (fertilizante + diesel) gera explosões extremamente potentes, tanto que chega a ser proibido em navios de carga transportar fertilizantes próximos aos tanques de diesel.

    Porém, depois de algumas versões e reescritas da história, abandonei essa ideia da explosão e fiz várias alterações ao longo do texto, mas acabou que me esqueci de tirar o diesel. (Sorry de novo!)

    Quanto ao enredo em si, tentei fazer um arco dramático com o personagem principal, levando ele de um extremo ao outro, mudando completamente quem ele era física e psicologicamente no início do texto para quem ele se torna ao final.
    No início, ele é um cara família, muito religioso, que agradece a Deus por cada refeição, que gosta de ajudar o próximo, que gosta de “fazer a diferença”. Ele chega a se alistar para lutar na guerra porque essa era a natureza dele no início da história.

    Mas, à medida que a vida dele vai virando um inferno, ele vai se afastando de Deus, vai se afastando de tudo o que ele era no início da história, chegando a insinuar que Deus o estaria ignorando e que a explosão resultante da mistura de fertilizante com diesel seria tão forte (lembram da ideia da explosão?) que nem Deus poderia continuar ignorando-o, mesmo que apenas por uma fração de segundos.

    Ao final do texto, para fechar por completo essa transformação, o personagem praticamente, e conscientemente, se transforma no que seria uma versão terrena de um “demônio” (atormentado no seu inferno pessoal, mas se consolando ao poder também atormentar outras pessoas). Essa versão final e demoníaca do personagem principal também remete ao início do texto, à epígrafe de Shakespeare que usei pra abrir a história: “O inferno está vazio. Todos os demônios estão aqui”.

    Também achei interessante explorar o contraste entre a forma como o personagem principal era tratado no início do texto e como ele passou a ser tratado depois de virar um escravo híbrido.

    O que cada pessoa come é motivo de discriminação e escravidão? Ter partes cibernéticas é motivo para ser reclassificado fora da espécie humana? No mundo real, como todos sabemos, a simples cor da pele já foi usada para “justificar” a escravidão, e nessa época os escravos não eram considerados seres humanos, mas meros animais que falavam. Indo mais além, diferenças físicas não foram as únicas usadas pela humanidade para diminuir e escravizar seus semelhantes. Na Roma antiga, até dívidas foram usadas para escravizar pessoas. Até mesmo a religião de um grupo humano já foi motivo de ódio, de genocídio e de “desumanização” de pessoas, vide 2ª Guerra e Genocídio de Ruanda.

    Ainda nessa linha filosófica quanto à mudança corporal, enquanto escrevia eu me lembrei de uma história da Grécia antiga: o “Paradoxo do Navio de Teseu”.
    O navio do herói grego foi preservado durante mil anos em Atenas. Isso foi possível porque, quando alguma parte da madeira do navio apodrecia, os atenienses a substituíam por novas partes. Ao final de vários séculos, absolutamente nenhuma das partes que estavam no navio “preservado” eram originais. Ou seja, Teseu nunca havia de fato pisado naquele barco, tocado aquela madeira especificamente, apesar de aquele ser “o navio de Teseu”. E daí vem o questionamento filosófico: aquele ainda era o “Navio de Teseu”?

    Fazendo o paralelo com o conto, o fato de ter um braço e um olho biônicos muda a identidade do personagem? No início ele era um executivo de uma grande empresa. Depois de perder partes do corpo substituídas por partes cibernéticas e depois de ser obrigado a mudar a forma como ele se alimentava, ele deixou de ser quem ele era antes?

    Por fim, decidi dar nomes de árvores aos personagens “maus” (Cambará e Solanum), personagens que, assim como o planeta Terra da história, iam queimando e escurecendo com sua fumaça aquele mundo. Por outro lado, dei nomes de estrelas aos personagens “bons” (Ester e Davi), estrelas que, em contato com a fumaça e a fuligem dos personagens “maus” daquele mundo, vão se apagando ao longo de toda a história, como as estrelas do céu daquela realidade.

    Bem, era mais ou menos isso. Fica aí a versão “comentada” do texto. Hehhehehe
    Obrigado de novo por terem lido!
    Um abraço!

  9. Rsollberg
    16 de dezembro de 2016

    O Híbrido – Olhos biônicos não choram (Daemon Null)

    Caro (a), Daemon.

    Começar um texto com uma citação do Shakespeare é sempre uma boa pedida e uma grande estratégia para aguçar a curiosidade.

    O autor tem um estilo bem definido, sabe reforçar os trechos que interessam para a narrativa. A primeira parte é muito competente nesse sentido, as informações chegam de um modo bacana, sem soar forçado.

    Já na segunda parte, especificamente na parte dos diálogos, a cena perde um pouco do vigor e fica batida, parecendo um comercial de margarina. Então, o que era para aproximar, criar empatia, me afastou, pelo clichê. Se há algo que possa sugerir, é que invista nos diálogos, para não soarem forçados ou apareçam apenas de forma quase protocolar.

    Em seguida, desataco esse trecho como ponto positivo, consegue passar a faceta mais sombria do futuro: “Revolução Industrial foi um passo sem volta para a humanidade, e demos muitos outros passos depois daquele. Não havia como voltar. Contornar os efeitos colaterais era a prioridade, sempre foi. Se remédios pudessem retardar de modo efetivo o aparecimento de um câncer mortal, ninguém deixaria de fumar: o sistema nunca vai parar de fumar.”

    Finalmente, creio que o limite de palavras ficou pequeno para o tanto que a história poderia dizer. Vimos muito do mundo, do passado e das consequências, contudo, vimos pouco do Hibrido (com seu ar meio Robocop). Ou seja, não conseguimos criar tanta conexão com o protagonista, o que me parece ser fundamental para o conto.

    O final ficou muito bom, mas, ainda assim, menor do que aparentava ser no início do conto.
    Parabéns e boa sorte.

  10. Pedro Luna
    16 de dezembro de 2016

    Meu, ainda bem que o cara se vingou no fim, na moral, se isso não acontecesse eu ia ficar muito puto. Kkk. Uma prova de que o conto é bom, me importei com o personagem. Apesar de que achei estranho o cara virar vice presidente da empresa e depois se alistar pra guerra. Como assim? Achei isso forçado. Mas de resto, gostei. Achei bem construído, e dosa explicações daquela realidade com cenas de interação entre personagens, não ficando, assim, chato.

    Gostei muito.

    Estou postando de novo, pq acho que deu pau o primeiro coment.

  11. Wender Lemes
    15 de dezembro de 2016

    Olá! Dividi meus comentários em três tópicos principais: estrutura (ortografia, enredo), criatividade (tanto técnica, quanto temática) e carisma (identificação com o texto):

    Estrutura: dividida entre as duas linhas temporais, a narrativa segue insinuando a convergência entre David e o Híbrido 2766 em um só personagem. O trabalho de sugestão ficou bacana nesse sentido, e não se limita a ele. Pela trajetória de David, por todas as perdas que sofreu, somos levados a crer que seu psicológico não aguentará– mesmo antes de chegarmos ao final. Em questão de coerência, há alguns pontos questionáveis, como a intolerância a carbono dos Híbridos e a total ausência de luz solar.

    Criatividade: nota-se o esforço por fugir do padrão e imaginar um pano de fundo diferente para os acontecimentos, mesmo que tenha deixado algumas pontas duvidosas soltas. Achei bem consistente a personalidade do protagonista e suas reações, de acordo com o que vivenciara (a perda da família, a mudança do ambiente etc.).

    Carisma: acaba sendo uma história bem amarrada, que cumpre seu papel, mesmo não tendo um grande diferencial a ser ressaltado.

    Parabéns e boa sorte.

  12. Luis Guilherme
    15 de dezembro de 2016

    Boa tarde, querido(a) amigo(a) escritor(a)!
    Primeiramente, parabéns pela participação no desafio e pelo esforço. Bom, vamos ao conto, né?
    Curti o título! Ficou curioso e combinou com a historia.
    A historia sem si também é legal! Gostei da trama e do desfecho, é tudo criativo.
    A escrita em alguns momentos ficou truncada, e em alguns momentos eu confundi os personagens, mas depois dá pra se localizar e o texto não fica comprometido.
    Enfim, é um conto interessante e curioso.
    Parabéns e boa sorte!

  13. Evandro Furtado
    15 de dezembro de 2016

    Gênero – Good

    Temos algumas coisas interessantes apresentadas pelo autor. Gostei do balanço tecnológico e das “explicações científicas”.

    Narrativa – Average

    A narrativa em terceira pessoa é OK, assim como os diálogos. Faltou arriscar um pouco mais.

    Personagens – Good

    O protagonista é bem desenvolvido de forma não-linear, o que é bastante interessante. Sua motivações parecem claras.

    Trama – Average

    O excesso de informações prejudicou uma história interessante que seria melhor desenvolvida se o espaço fosse maior.

    Balanceamento – Average

    Um conto relativamente interessante que se destaca em alguns aspectos e exita em outros.

    Resultado Final – Average

  14. Waldo Gomes
    15 de dezembro de 2016

    Bem escrito, com um bom gancho, mas achei meio forçado. DA riqueza á miséria e depois esquecido… meio demais isso, parece coisa de radical ideológico.

    No mais, é legal.

  15. Amanda Gomez
    14 de dezembro de 2016

    Gostei do conto!!

    O personagem já de cara causa empatia pela sua condição miserável, os detalhes de como é a vida dele é de vários outros e como isso aconteceu é bem interessante. Comprei a ideia no primeiro ato.

    As narrativas intercaladas foi uma boa opção também para contar o passado do personagem, e gostei de ter ficado meio no ar se tratava-se do híbrido ou de um outro personagem. As explicações não foram cansativas, a fluidez da narrativa ajudou bata nesse sentido. Pareciam histórias distintas.

    O final ficou um tanto a quem. Entendi que David fez uma escolha no passado que o levou a ser o que é hoje, no caso a guerra. Agora só não entendo a conexão desse fato entre o presidente da empresa. Pelo que percebi todos os humanos que sofrem de algum problema acabam sendo utilizados dessa forma, apenas acho que o vínculo dos personagens deveria ser mais forte.

    Ok, o homem é preconceito e trata os híbridos como lixo, e esqueceu que David uma vez foi seu vice presidente, o abandonou. Bem, mudei de ideia, isso e um bom motivo mesmo, e o outro ainda ficou com a mulher dele…

    Fico imaginando agora como deve ter sido difícil ser arrancado de sua vida e jogado ali. Afinal foi só um olho e uma perna, torci por um final que tivesse a cura para esse sangue sintético, e que as coisas começassem a melhorar. O final é aberto e não é…dá pra imaginar que ele irá matar os dois e logo morrerá também, e tudo voltará a normalidade infeliz desse mundo de híbridos.

    Triste. Punk.

    Parabéns pelo conto, sorte no desafio.

  16. Leandro B.
    14 de dezembro de 2016

    Oi, Daemon
    .
    Acho que você construiu um mundo interessante e complexo, mas não escolheu a melhor alternativa para apresentar esse mundo. Existe uma expressão, que já está virando clichê, chamada “show, don’t tell”, que basicamente sugere que, ao invés de apresentarmos explicações sobre nossa história, consigamos transmitir isso para o leitor de forma menos didática.

    Claro que existem exceções, mas no geral acho que essa é uma boa regra. Pelo menos, as histórias que costumo curtir mais são as que apresentam seu mundo, seus personagens, suas motivações, sem exposições didáticas dos mesmos.

    De novo, há exposições muito bem feitas, mas são exceção.

    Você criou um universo bacana, com uma problemática inteligente, mas apresentou de maneira um tanto fria. A história literalmente “para”, pra que possamos nos ambientar no universo, quando história e ambientação deveriam ser concomitantes.

    Um outro toque, achei os personagens um tanto caricatos e rasos. Adicionar um pouco de complexidade aos vilões (aqui os humanos) talvez ajudasse a emocionar mais.

    Lembrando, minha critica é mais uma posição de leitor mesmo. Eu não faria melhor nem nada. É mais fácil criticar do que escrever.

    De todo modo, bom mundo criado. Mas poderia retrabalhar a narrativa.

    Boa sorte.

  17. Daniel Reis
    13 de dezembro de 2016

    Caro autor Daemon Null, aí vão meus critérios de análise:
    PREMISSA: um híbrido que entra em contato com sua vida anterior e tudo o que ele foi. Apesar de bastante comum nesse desafio, o contexto dessa história teve um viés diferente.
    DESENVOLVIMENTO: a história se desenvolve a contento, mas frusta na construção da cena do passado em família – e, na cena da entrevista de promoção, se aproxima muito de um episódio de Black Mirror (The Entire Story of You).
    RESULTADO: o resultado geral não é absolutamente marcante, e o final incerto não ajuda a impressionar o conto na memória.

  18. cilasmedi
    13 de dezembro de 2016

    Bem narrado, mantendo a atenção aos detalhes. A parte química é, caso tudo verdade, bem detalhada, criando o clima de como o planeta irá sobreviver, tomando mijo. A humanidade cresce e continua na mesma, entre ricos e pobres e, no futuro, entre os reais e os biônicos.
    O tema já é um pouco, digamos, recorrente, mas está dentro do que é o objetivo do desafio punk, nos trazendo um conto bem estruturado. Nota 8,0.

  19. catarinacunha2015
    13 de dezembro de 2016

    Há uma ambientação extremamente detalhada, cientificamente questionável, mas muito criativa. Por demais extensa prejudicando a trama no início. Depois o conto engrena e surpreende pela alta carga de “punkequice”.

  20. Fil Felix
    13 de dezembro de 2016

    GERAL

    Um conto que versa sobre a luta e diferença entre as classes, o trabalho dos renegados para sustentarem os mais ricos, além de privados do próprio produto. Algo bem Marx, poderia dizer. De um lado os híbridos lascados, do outro a família seguindo o “american way of life”. Interessante a mudança e reviravolta, refletir sobre a máscara social que nos colocam o que acontece quando a tiram. A escrita também é boa, passando com frieza todas as emoções, sem recuar no “mijo” ou na morte da Inês, deixando o leitor entrar melhor na atmosfera.

    O X DA QUESTÃO

    Há a marginalidade, a rebeldia, todo aparato químico. Aliás, não entendo nada do assunto, mas as explicações quanto à funcionalidade dos organismos híbridos me pareceram boas. A construção da narrativa também é interessante, mas acho que um final mais fechado e menos “corte seco”, teria ficado melhor.

  21. Ricardo de Lohem
    13 de dezembro de 2016

    Olá, como vai? Vamos ao conto! Um Dieselpunk tão literal que até as pessoas bebem diesel. E temos aqui opressores perseguidos por serem biônicos, uma tema que alguns parecem gostar, mas me parece incoerente. Quer dizer que os que receberam alguns implantes e uma modificação no sangue que leva a uma dieta diferente passam a ser considerados não humanos? Isso é estranho, seria o mesmo que na sociedade atual considerar não humanos os que tiveram membros amputados e precisam usar próteses. Ninguém, por mais ignorante que fosse, consideraria como não pertencente à raça humana os que usam próteses. Por que no futuro seria diferente? A tecnologia vai progredir, mas paradoxalmente as pessoas vão ficar mais ignorantes? Estou falando isso para explicar por que acho incoerente e inconvincente esse tema dos cyborgs perseguidos. Bom, isso é só opinião minha, há um problema mais objetivo na sua história, é a parte científica. “Porém, depois de alguns testes, perceberam que algo estava errado. Esse chorume nos mantém vivos, e nada mais. Por ser inorgânico, depois de injetado no corpo, o indivíduo não pode mais consumir nada composto por carbono, ou seja, nada mais de proteínas, gorduras ou carboidratos. Nunca mais. Quem tentou se alimentar normalmente morreu agonizando pelas dores da rejeição molecular. Em vez de comida de verdade, somos obrigados a beber diariamente um composto de nitrato de ureia dissolvido em uma base de água com diesel ou, como costumamos chamar: mijo.” Não podem ingerir nada que contenha carbono? Sabe o que é diesel? É um óleo derivado da destilação do petróleo bruto, constituído basicamente por hidrocarbonetos. E hidrocarbonetos são composto químicos constituídos por átomos de carbono e de hidrogênio. Quer dizer, o diesel é composto de carbono e hidrogênio. Quando se vai falar algo científico, convém pesquisar um pouco, para não dizer coisas sem sentido. E não entendi muito bem por que a humanidade deixaria de usar luz solar para cultivar plantas, e passaria a depender de lâmpadas elétricas, alimentadas pela força gerada por usinas nucleares? O custo monstruso disso jamais seria compensado pelo preço dos alimentos, é sem sentido. Se a história tem uma parte científica e tecnológica que vai ser explicada para o leitor, a explicação tem que fazer sentido, senão fica absurdo. A história da luz solar nunca ter se tornado viável também não teve sentido. Se vai falar de alguma tecnologia ou ciência, seja real ou imaginária, a primeira coisa a ter em mente é convencer ao leitor que aquilo é real, ou que poderia ser: que é coerente, ou pelo menos aparenta ser. Como está, ficou parecendo apenas que o escritor não fez a mínima pesquisa antes de escrever. Depois dos clichês de grupo oprimido, o final trágico até que acrescentou qualidade à história. Um bom Dieselpunk, desejo para você Boa Sorte no Desafio!

  22. Sick Mind
    13 de dezembro de 2016

    A repetição de palavras iguais no início, não reforça a mensagem que se quer transmitir, apenas deixa o texto repetitivo. Há erros de concordância nominal, inclusive um bem no momento que descreve os olhos biônicos que dão título a obra. A quantidade de exemplos dos efeitos colaterais faz o texto parecer um manual. O contexto de produção de alimento por luzes artificiais foi uma boa sacada para gerar um elemento de controle/monopólio corporativo, mas isso levanta alguns detalhes não explicados, exemplo, como a falta de sol afetou o planeta, pois a produção de oxigênio cairia muito, florestas morreriam, mudanças nos ciclos de chuvas aconteceriam, uma provável era do gelo ocorreria… Escrever FC é um desafio! O final avançou rapidamente e deixou uma questão, o que será ativado pelo controle remoto? Não encontrei a resposta no texto…

  23. Fabio Baptista
    11 de dezembro de 2016

    Então… o conto não está de todo ruim, mas eu não consegui gostar dele. Normalmente consigo ignorar bastante os detalhes técnicos e ter boa vontade com as coisas mostradas na história, mas aqui isso não rolou. É bastante de gosto pessoal, sim, mas acredito que o excesso de informações técnicas que o autor passou não contribuíram muito e eu simplesmente não consegui enxergar como minimamente possível esse cenário de cultivar plantas em imensos galpões iluminados por lâmpadas alimentadas por energia nuclear.

    A história do mijo e do carbono também não me convenceram muito. Talvez fosse melhor não mencionar elementos químicos, só dizer que os híbridos só podiam se alimentar daquilo e pronto.

    As diversas informações sobre o cenário também acabaram me afastando emocionalmente da história e não criei vínculo com os personagens. Os diálogos foram meio didáticos e teatrais.

    Putz… sei que fui muito chato. Desculpe, mas só gostei mesmo do último trecho, com um final em aberto que ficou legal, deixando para o leitor completar a cena sangrenta que certamente viria.

    NOTA: 6,5

  24. tatiane mara
    11 de dezembro de 2016

    Texto muito bom, a trama é boa e transmite bem a tristeza do personagem.

    A construção da narrativa é excelente.

    É isso.

  25. Bruna Francielle
    11 de dezembro de 2016

    Tema: penso que está adequado ao tema

    Pontos fortes: plano de fundo interessante; mundo sem sol, empresas de comida, híbridos que fazem trabalho forçado
    – cenas bem boladas, como a da hibrida que morreu e a de David aceitando o cargo
    – gostei do título também, após ler a história
    – boa narrativa, deixou a história bem visual e pouco cansativa

    Pontos fracos: – para que serve o botão, do controle remoto ? Se houve essa explicação, eu perdi. Ou talvez não precise de explicação, apenas fica no ar que é alguma coisa ruim. Não sei
    – Acaba por ficar uma sensação de ‘o que aconteceu depois?’ do fim, o que ocorreu com David, e tal; sensação de história meio incompleta

  26. Eduardo Selga
    10 de dezembro de 2016

    Abertamente, sem alegorias mas com analogia direta ao contemporâneo, o conto menciona um dos grandes males de nossas sociedades, o abismo social existente entre as classes, estabelecendo um mundo discriminatório onde poucos podem tudo e muitos nada podem. Não é preciso nenhum esforço do leitor para concluir isso, pois está muito evidente (“Pelo amor de quem? Deus só cuida de Seus filhos, OS HUMANOS! Seu imundo. Esse alvoroço todo é por causa de uma híbrida fedida bebedora de mijo?”). A ausência de figuras de linguagem de vasto espectro tem relação direta com isso, bem como a rudeza dos personagens e situações.

    A primeira parte é, toda ela, o discurso direto do protagonista, tendo como destinatários de sua fala Walter e Tomás (ficamos sabendo disso ao final). Entretanto, o discurso se comporta como se ambos não estivessem diante do protagonista, apresentando elementos que eles já conhecem. A função disso é, portanto, não informá-los, como pode parecer, e sim dar ciência e localizar o leitor na narrativa. No entanto, ficou artificial e nonsense, num texto que não se propõe a estéticas que trabalhem o insólito contemporâneo, como o fantástico. Exemplo do que disse é o trecho “meu nome é… Bem, meu nome não interessa! Hoje me chamam de Híbrido 2766. Meu número está tatuado na minha testa. Sou um entre milhares de trabalhadores forçados da minha zona”.

    Em “meu Deu!” um claro erro de revisão na palavra DEUS.

    Em “[…] assustou a todos” um erro de regência. O verbo ASSUSTAR não admite complemento. Assim, deveria ser ASSUSTOU TODOS.

    Coesão: poucos erros.

    Coerência: as partes dramáticas estão bem articuladas, mas a observação que fiz quanto ao primeiro bloco afetou a coerência narrativa.

    Personagem: bem construídos, conduzem com eficiência a estória que se pretende contar.

    Enredo: é interessante enquanto analogia do mundo real contemporâneo,mas o argumento usado é bem conhecido -o sujeito que ascende por méritos dentro de uma empresa, mas que desaba de repente, sendo substituído por um puxa-saco que, por perversidade, “toma posse” da esposa desse sujeito. A cena doméstica e idílica envolvendo o personagem e sua família é um bom contraste em relação à aspereza das situações retratadas no conto

    Linguagem: o aspecto citado a respeito da primeira parte foi um fato prejudicial quanto à linguagem narrativa, em meu entendimento.

  27. Priscila Pereira
    9 de dezembro de 2016

    Oi Daemon, eu achei o seu conto muito legal!!! Está bem escrito, está narrado primeiro na primeira pessoa o que deu mais veracidade e depois em terceira, o que deu mais margem para as explicações necessárias. Muito esperto. A surpresa do híbrido ser o David também foi uma ótima sacada. Muito legal! Parabéns!!

  28. vitormcleite
    8 de dezembro de 2016

    Espero ver-te no pódio! Parabéns pelo mundo que criaste, com alguns pormenores bem interessantes para tornar o teu texto credível. Bom ritmo e trama interessante de seguir. No final apetecia saber mais desta história.

  29. Davenir Viganon
    7 de dezembro de 2016

    Olá Daemon
    O mistério se desenrola em mostrar como o personagem foi parar ali, naquele nova forma de vida. A estoria dividida em dois momentos foi uma boa escolha. Os personagens e os diálogos ficaram pouco convincentes, eu só gostei quando ele começou a matar todo mundo. Se a vilania não ficasse forçada eu ia gostar mais o conto.

    “Você teria um minuto para falar de Philip K. Dick?”
    [Eu estou indicando contos do mestre Philip K. Dick em todos os comentários.]
    Se tu gosta de violência e robôs, acho que vais gostar de “Segunda Variedade”. Se passa num mundo onde uma guerra entre URSS venceu os EUA numa guerra e uma nova arma virou o jogo para os EUA.

  30. Pedro Teixeira
    5 de dezembro de 2016

    Muito bom o conto, uma ficção científica com ótimos personagens, uma trama redonda e elementos de terror e gore. A revisão é uma das melhores do desafio, os diálogos no geral convencem apesar de alguns exageros, e há uma atmosfera sombria onipresente que fazem toda a diferença. Só senti falta de adequação ao tema, como aliás já aconteceu com 90% dos contos do desafio.

  31. angst447
    4 de dezembro de 2016

    Olá, autor!

    Antes de mais nada, aviso que não levarei em conta a adequação ou não do conto ao tema proposto pelo desafio. Não me considero apta para isso.

    Primeiro ponto positivo – Não me dei conta de que o conto estava terminando. Sinal de que a leitura estava longe de ser enfadonha. O enredo prendeu a atenção, alternando as realidades e instigando a curiosidade em relação ao destino do híbrido.

    Tomadores de mijo! Só consegui pensar nisso durante várias linhas do seu texto. O chorume transformado em alimento, azeitando as máquinas, possibilitando a sobrevida. Cenário caótico e bem triste, como o céu negro sem sol.

    Não encontrei lapsos de revisão. O ritmo manteve-se do princípio ao fim, devido aos diálogos e a linguagem clara e bem trabalhada. A leitura fluiu fácil e sem entraves.

    Boa sorte!

  32. Fheluany Nogueira
    3 de dezembro de 2016

    Pseudônimo interessante: Daemon é um programa de computador que executa como um processo em plano de fundo, em vez de estar sob o controle direto de um usuário interativo ou, apenas traduzindo, é um espírito, demônio. Nulo, Sem valor? Não. David não foi um zero à esquerda, foi um demônio que agregou valores à sociedade que o autor(a) criou.

    Trata-se de uma narrativa que transformou uma história qualquer em punk, isto é, vestiu-a de tecnologia e adequou tudo ao tema proposto; porque não há nenhuma razão para que sejam híbridos, esse povo do submundo, poderiam muito bem serem seres humanos; os pensamentos do protagonista são absolutamente humanos. Gostei muito desta TRAMA de luta pela ascensão social e escravidão.

    Texto bem escrito e estruturado, ficou entre os meus favoritos no Desafio, sobretudo pela reviravolta final. Parabéns. Abraços.

  33. Anorkinda Neide
    3 de dezembro de 2016

    Olha, a história está bem montada, mas não me captou por eu nao gostar deste tipo de ambientação.
    Isso nao vai influenciar a nota, estou vendo o desenvolvimento do enredo e vc fez um bom trabalho aqui, embora tb tenha um vies nos personagens q nao me agrada, me pareceu um tanto artificial ou superficial.
    Boa sorte e abraço

  34. Brian Oliveira Lancaster
    2 de dezembro de 2016

    TREM (Temática, Reação, Estrutura, Maneirismos)
    T: Clima pesado, começando direto na maquinaria. Essencial para criar a atmosfera ao estilo cyberpunk. – 9,0
    R: Que bela reviravolta! O início e as trocas de visões são bastante acertados, pois deixa o suspense no ar sobre o que é presente e o que é passado – demorou um pouquinho para entender isso, mas depois ficou excelente. O final, conectando com a citação inicial fechou com chave de ouro. O enredo é intrigante e nos prende. – 9,0
    E: Como mencionado acima, as divisões caíram bem. É um tanto arriscado para quem não está acostumado com essas linhas de pensamento sci-fi, mas atinge o público que curte um belo plot-twist. De início não dá a entender que ele está conversando com alguém. Somente no final percebemos isso, uma pequena falha que não tira o brilho do restante. – 8,0
    M: A escrita é simples, mas eficiente em transmitir as emoções. Faltou algumas frases melhor elaboradas, e uma sensação maior de espaçamento entre alguns períodos (o espaço no wordpress fica estranho, melhor utilizar asteriscos ou outro gráfico para demonstrar isso). Mas conseguiu me cativar pela estranheza e a “válvula de escape” ao fim. – 8,5
    [8,6]

  35. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    2 de dezembro de 2016

    Olá, Daemon,

    Tudo bem?

    Seu conto é muito bem conduzido. Narrativa construída, criando curiosidade e convidando o leitor a continuar firme com você durante todo o tempo.
    Uma distopia que, no final das contas fala de preconceito.

    Você consegue criar empatia com o protagonista, bem como o contrário é verdade, quando é revelado o que houve com ele. Essa capacidade é um grande dom para qualquer escritor.

    Só tenho um porém sobre o final. Para mim ele destoa do todo, embora seja muito bem narrado. Mas essa é só aminha opinião, ou talvez a falta de palavras, devido à limitação no desafio, causando um desfecho abrupto e um pouco seco demais.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  36. mariasantino1
    1 de dezembro de 2016

    Boa Dia, autor(a)!

    Estou lendo os contos de modo aleatório, e o seu texto foi um dos primeiros que li (e gostei). Aviso que o meu comentário não tem nenhum intuito de desmerecer o trabalho alheio e tudo o que exponho são apenas pareceres de alguém leigo, porém curioso, sem qualquer pretensão de crítico literário.

    Você criou uma mistura de distopia pós-apocalíptica bacana. O sangue sintético, o mijo, a condição abaixo da humanidade, ou retrocesso >>> “O próximo passo na evolução humana foi um passo atrás.”, deu ar desesperançado e aflitivo ao texto. O universo criado tem um alerta para nossos atos , com algum didatismo que não incomoda tanto, mas sinto que a guerra e alistamento do David (2766), um ponto importante para a trama, mas você apenas menciona isso já quase no desfecho do conto, e essa queda, essa puxada de tapete na vida dele, ao menos para mim, merecia mais espaço. Incomodou-me o excesso de pronomes possessivos, como seus, suas, meus, minhas, e a palavra Híbrido, em curto intervalo de espaço. Observe>> …não porque se importassem com os corpos dos HÍBRIDOS mortos, longe disso, mas as partes cibernéticas precisavam ser desacopladas para uso futuro em outros HÍBRIDOS, ou em humanos prestes a se tornarem novos HÍBRIDOS. Em algumas partes a narrativa fica robótica e corrida, como na parte que o 2766 está lutando com os seguranças.

    Esses pontos não prejudicam, de todo, o conto, mas dá uma embaçada no brilho.

    Gostei muito das imagens oferecidas, como a dos campos que pareciam assombrados por fantasmas devido à palidez dos híbridos. E essa reflexão aqui é muito boa >>> Se remédios pudessem retardar de modo efetivo o aparecimento de um câncer mortal, ninguém deixaria de fumar: o sistema nunca vai parar de fumar.

    Em resumo: O conto é bom, cria e mantém o universo, mas a técnica pode ser melhorada.

    Boa sorte no desafio.

    Nota: 8,5

  37. olisomar pires
    30 de novembro de 2016

    Bom conto, bem narrado, num crescente e com domínio da situação

    Senões: as risadas (hehehe / hahaha), os diálogos meio forçados.

    Positivo: a descrição dos híbridos.

    Incoerência: o encontro do maiores executivos com David.

    Boa sorte !

  38. Zé Ronaldo
    28 de novembro de 2016

    Ideia fenomenal, bem trabalhada, bem elaborada.
    Texto corre fácil ante nossas vistas, prende o leitor que o lê vorazmente.
    Estrutura textual bem erigida, bem montada.
    Personagens fortes, bem talhados. Ótimo uso das descrições psicológicas das personagens.
    Desfecho bem elaborado, amarra toda a história, bom acabamento.

  39. Gustavo Castro Araujo
    28 de novembro de 2016

    O destaque deste conto é a primorosa ambientação. Aproveitando o cenário distópico, o autor reconstrói a história de David, ou melhor, do Híbrido 2766, por meio de flashbacks que demonstram como ele, da posição de destaque que acabava de conquistar, cai em desgraça e se torna uma espécie de escravo, no melhor estilo “campo de concentração nazista”. O conto trabalha bem essa atmosfera opressiva, demonstrando tratar-se de um embrião para algo de maior fôlego, uma novela talvez. Isso porque a queda de Davi pode ser melhor trabalhada – e não apenas mencionada por Tomás. A loucura que o domina na cena final, fechando com o início, em que há a dica para esse tipo de comportamento esquizofrênico, funciona bem como arremate. Por outro lado, enquanto a ambientação se revela irretocável, o desenvolvimento de David fica um tantinho a desejar. Isso porque o cenário familiar descrito – que é a oportunidade para que o leitor se identifique com ele – é pouco trabalhado, soando esquemático e abusando um pouco dos clichês (gravata, família à mesa). Talvez fosse mais interessante, numa versão estendida, colocar mais flashbacks desse convívio, ressaltando sua humanidade, defeitos e qualidades, isto é, tornando-o mais próximo de quem lê. De qualquer forma, é uma ótima história e tenho certeza de que será do agrado de muitos por aqui. Bom trabalho! Parabéns!

  40. Dävïd Msf
    26 de novembro de 2016

    a humanidade se dividindo em duas espécies? uma mais privilegiada, subjulgando outra servil, usada como escrava, força de trabalho não remunerada? seria este o princípio da divisão da espécie humana, Morlocks e Elóis, da qual se vê o resultado na “Máquina do Tempo”, de HG Wells?

  41. Evelyn Postali
    26 de novembro de 2016

    Como assim, Daemon Null?
    Terminar assim, esse conto. Como? Estava esperando um final fechado. Mas tudo bem. Eu gostei do que li. Gostei da hsitória do David e de como ele acabou sendo um híbrido.
    Gostei dos diálogos, de como intercalou o passado e o presente, das descrições, ambientação. Fez um bom trabalho.
    Parabéns pelo conto.

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Publicado às 26 de novembro de 2016 por em X-Punk e marcado .