EntreContos

Detox Literário.

A Mecânica do Coração (Bia Machado)

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Com a capital da Província de São Paulo em polvorosa por causa da Revolução que finalmente tinha tomado as ruas, decidi que era hora de voltar ao Solar dos Rouxinóis. Não por estar fugindo da luta, mas sim para rever meu pai. De repente senti medo, um temor de não encontrá-lo mais com vida, pois ele trabalhava para o Imperador, que não demoraria a ser vencido.

Se eu estivesse lá, quem sabe poderia protegê-lo dos rebeldes mais exaltados? Quase ninguém sabia de quem eu era filha, por isso mesmo tinha ouvido muita gente dizer que uma das coisas a se fazer seria acabar de vez com a raça do cientista Henrico Mendonça, o homem que tinha dado todo o suporte tecnológico necessário para que o Imperador se transformasse em um Ditador.

Fazia quase duas décadas que não nos falávamos. Desde a morte de minha mãe. Na época, eu o tinha acusado de matar mamãe de desgosto, principalmente de acabar com toda a esperança que ela possuía a respeito da vida, da liberdade, dos ideais mais humanos. Quem, por mais amor que sentisse, aguentaria viver ao lado de alguém que sempre colocava os interesses do governo acima do bem-estar dos cidadãos e da própria família?

“Droga”, pensei, ao sentir que o carro estava engasgando. Faltavam ainda vários metros para chegar ao Solar. Desci, coloquei a mochila nas costas e segurei a maleta, seguindo em frente. Depois voltaria com água para mexer no motor. Ao longe já conseguia vislumbrar o grande casarão, mas algo fez com que eu estremecesse.

Não, não podia ser o mesmo lugar de onde eu tinha saído tanto tempo atrás. Não era o mesmo casarão tão bem cuidado por minha mãe, com flores cobrindo os muros e o portão pintado em um tom vermelho, a cor da ela qual mais gostava. Tudo tinha um tom cinzento, sem vida: o muro, que já apresentava algumas falhas, a grade enferrujada, as árvores de tronco retorcido, secas. Naquela fria manhã de agosto, a neblina tomava conta de tudo, deixando a paisagem com um aspecto incômodo de solidão interminável.

Não havia cadeado e nem campainha. Entrei sem bater, vendo-me no enorme jardim que um dia fora coberto de folhagens e flores, convidando pássaros coloridos a permanecerem ali. A fonte que ocupava o centro do espaço já não era mais imponente, a estátua de Afrodite já não tinha um dos braços e não havia ali uma gota de água sequer.

Enquanto subia os degraus da escada, a porta principal se abriu e pude ver Justine, a governanta robô construída por minha mãe. Não pude deixar de me emocionar. Por um momento, tive receio de que meu pai tivesse mexido no código fonte de Justine, tornando-a diferente da forma como tinha sido concebida.

— Laurinha! Por um momento pensei que fosse sua mãe, mas é claro, minha dona se foi há tanto tempo… Como estão parecidas, ainda mais… Esses cabelos negros estão lindos!

— Justine, que saudades! Só você me chama assim! Sempre me perguntei se ainda estaria aqui, ou se por acaso meu pai a teria dispensado. Muitas vezes pensei em levá-la embora. Fico feliz por meu pai ter deixado que continuasse aqui. Achei que, por ser criação de mamãe, ele a dispensaria, já que todos os outros aparelhos inventados por ela foram para um museu.

— Foram parar no museu porque não conversavam com ele. Mas eu converso e o atendo prontamente, bem do jeito como minha senhora me pediu, antes de morrer. Só que faz muitos meses que vosso pai está estranho. Quase não o vejo.

— Como assim? Onde ele está?

— Está no barco aéreo. Levou todos os equipamentos do laboratório e da oficina para lá. Dorme ali mesmo, inclusive. E até prepara a comida. Se precisa de algo me telefona e pede para que eu leve, mas isso está cada vez mais raro.

Justine contou que tudo aquilo tinha começado no dia em que meu pai descobrira um caderno de mamãe. Trancou-se no quarto para lê-lo e, quando saiu de lá depois de terminada a leitura, iniciou a mudança de imediato. Não atendia quase mais ninguém, nem mesmo o Imperador, que há quase um ano o tinha visitado para lhe cobrar um projeto importante. Encontrara meu pai bêbado e dizendo coisas desconexas, acabou saindo do Solar enfurecido, exigindo que se tratasse.

De repente, temi por meu pai em relação ao Imperador. Neste momento de Revolução, o governo enfraquecido diante da rebelião do povo, papai poderia ser um dos responsabilizados por tudo o que estava a acontecer. O Imperador poderia até escapar, mas os que serviram ao governo déspota não seriam esquecidos pelos rebeldes.

Deixei a mochila e a mala em meu antigo quarto, percebendo que tudo estava do mesmo jeito. No escritório encontrei algumas armas ainda fixadas à parede e carregadas. Escolhi uma pistola que ficaria bem escondida no bolso lateral da calça que eu usava, apesar de levar um punhal sempre comigo. Meus olhos pousaram sobre o calendário da parede, que marcava o mês de dezembro do ano de 1867. Dezenove anos antes, o ano da morte de minha mãe. O mês, inclusive. Poucos dias antes do Natal.

Corri para o barco aéreo, ancorado após um pequeno bosque que havia atrás da casa, em um descampado. Comecei a subir pela escada sem chamar por papai, só fazendo isso quando me vi no convés.

— Pai? Sou eu, Laura.

Não houve resposta. Peguei a pistola e segurei, sentindo algo estranho, como um perigo iminente, as batidas do coração aceleradas. Abri a porta e entrei.

Meu pai parecia estar dormindo, sentado em uma cadeira, o rosto apoiado no tampo de uma mesa onde não havia espaço para quase mais nada, repleto de peças, engrenagens e ferramentas.

— Pai… — chamei, depois mais uma vez: — Pai…

— Luísa? — Ele chamou. O nome de minha mãe.

— Sou eu, pai. Laura.

— Laura? Laura… Pensei que jamais a veria novamente.

— Eu também, pai. Eu também pensei que nunca mais voltaria aqui — confidenciei.

— Eu queria… Será que poderia me perdoar?

Ele estava muito mais velho. Muito mais do que eu tinha visto nas entrevistas pela televisão, um ou dois anos atrás. Envelhecera mais vinte anos naquele período.

— Você também precisa me perdoar. Por ter ido embora e nunca mais ter voltado.

— Acho que eu faria a mesma coisa. Se eu tivesse agido diferente, talvez sua mãe ainda estivesse viva. Foi por minha causa que ela se foi. Morreu de desgosto. De tristeza. Só quando encontrei um diário dela é que me dei conta disso. E vi o quanto nada mais importa. Apenas uma coisa me fez ainda continuar vivo desde então. Isto aqui.

Ele me mostrou um pequeno pendrive em forma de coração, feito de engrenagens. Girou uma delas e conectou a um computador na mesa lateral. Na parede foram projetadas muitas imagens. Eu, meu pai, Justine, em várias épocas, em muitos momentos, alguns dos quais eu nem conseguia me lembrar, já que eu aparecia ainda bebê, ou muito criança. Minha mãe não aparecia, mas podíamos ouvir sua voz melodiosa, sua risada encantadora.

— O que é isso tudo? Essas imagens?

— São as memórias de sua mãe. Antes de morrer ela gravou tudo em um chip e guardou dentro do último diário que estava escrevendo. A última anotação, aliás, foi um pedido para que eu editasse essas memórias e as entregasse a você. Desde então, tenho assistido a tudo o que foi gravado e selecionei todos, todos os momentos em que estivemos juntos. E foram tantos, Laura, eu jamais tinha me dado conta disso…

As lágrimas escorriam em nossas faces.

— Se soubesse como me desprezo por ter me afundado no trabalho, por ter servido ao Imperador, trazendo tanto desgosto a vocês! Agora tudo está complicado, estou sabendo da Revolução e logo chegarão até aqui. Vou ter que pagar por tudo o que fiz, todas as invenções aterrorizantes para controle da mente, as máquinas de tortura… Mas eu só preciso do seu perdão. Sua mãe escreveu que, se você me perdoar, então eu também posso me sentir perdoado por ela.

— Sim, é claro, eu…

Foi então que meu comunicador tocou. O toque que me dizia que era Felipe. Pedi licença e fui atender no convés.

— Laura, boas notícias: conseguimos libertar todos os africanos que estavam escravizados. Já me comunicaram que todas as fazendas foram invadidas, em todas as províncias. Agora os irmãos negros estão conosco.

— Isso é maravilhoso, Felipe! É maravilhoso…

— Tem outra coisa: sua sinalização me diz que está no Solar dos Rouxinóis.

— Sim, eu…

— O que está fazendo na casa de Henrico Mendonça?

Não consegui responder. Estávamos juntos há quase três anos e nem mesmo a ele eu tinha contado a respeito de meu pai. Vivíamos intensamente nossa paixão em meio às lutas por uma sociedade livre dos desmandos de D. Miguel II.

— É uma longa história, Felipe. Por muito tempo eu tentei esconder as minhas origens. Há tanta coisa para explicar!

— Eu já desconfiava, Laura. E você precisa entender, mas seu pai é um dos homens de confiança de Miguel II. Sabe bem o que a Resistência já planejou fazer com eles, não sabe?

— Sim, eu sei. Talvez por isso tenha vindo aqui. Precisava me encontrar com ele e resolver algumas coisas.

— Darei meia hora para que saia daí. Eu e mais um grupo estamos indo ao Solar agora. Você compreende, não é? Ou devo…

— Compreendo, compreendo sim.

Quando desliguei o comunicador, não conseguia deixar de dizer a mim mesma que, se houvesse um jeito, não entregaria meu pai à Resistência. De nada adiantaria dizer a Felipe e aos outros que meu pai tinha reconhecido seus erros.

“Preciso pensar…” Entrei na cabine e observei o painel de comando do barco. Meu pai tinha feito algumas modificações quanto à funcionalidade da embarcação. Apertei um dos botões e ouvi um estrondo quando paredes de aço apareceram de todos os lados, fechando o convés.

— Fazia tempo que não usava o revestimento de aço – explicou meu pai. — Eles estão vindo, não estão? Deduzi por suas respostas. Sei que faz parte disso tudo. Eu realmente não me importo.

— Mas eu sim, papai. Ligue para Justine. Eu converso com ela.

Pedi que Justine viesse depressa, com toda a comida possível, as armas e munições disponíveis no Solar e a bagagem que eu tinha deixado no quarto.

— Mais alguma coisa?

— Não, tudo o que havia de mais importante eu trouxe pra cá.

— Só falta uma coisa, então: eu o perdoo, pai. Se puder também me perdoar.

Nos abraçamos, em busca do tempo perdido. De recuperar ao menos um pouco, o que era possível. Tal qual as memórias de mamãe.

Justine chegou em alguns minutos, usando as rodas embutidas e com um carrinho atrelado ao corpo, com tudo o que pedira a ela. Ajudamos a subir todas as coisas e quando tínhamos terminado de embarcar tudo, o comunicador apitou de novo. E novamente era Felipe.

—Estou desapontado, Laura. O que deu em você? Achei que tudo o que tínhamos planejado…

—Desculpe, Felipe — olhei pela janela e um dirigível que eu bem conhecia já podia ser visto ao longe. — Eu realmente preciso fazer isso. Espero que entenda um dia e boa sorte. Que a luta continue! A sua, a minha… E a nossa, se for possível. Adeus!

Assumi os comandos do barco e fiz com que ele se movesse, porém não podia alcançar a velocidade que precisávamos em poucos segundos. No satélite, verifiquei a localização de Santos, alguns minutos segundo o cálculo do computador de bordo.

Aos poucos, o dirigível nos alcançou. Quando o computador acusou menos de um minuto para alcançar a Serra do Mar, ficamos emparelhados. Felipe estava na janela do dirigível, mas sem poder entrar no convés, pois a estrutura do zepelim não deixava uma aproximação maior sem qualquer instrumento que pudesse ser usado para aquela ação.

— Pare, Laura! Isso não vai resolver nada! Que hora é essa pra ter crise de consciência? — Felipe gritou.

— Não é a consciência, Felipe! É o coração! Quem pode entender essa mecânica? Eu nem tento! De novo, adeus! — me despedi dele, antes de apertar o botão e fazer com que as paredes de aço blindassem o barco. O painel começou a mostrar as imagens do lado de fora. O zepelim ainda acompanhava a embarcação. Logo à frente, avistei a areia da praia e a imensidão azul do mar de Santos.

— Preparar para imergir! — gritei, sentindo toda a euforia do momento, uma felicidade nunca sentida em todos aqueles anos. — Apertem os cintos! E isso inclui você, Justine!

E finalmente desaparecemos nas águas do Atlântico.

Não sei por quanto tempo ficamos sentados, quietos, deixando que um turbilhão de pensamentos tomasse conta de nós. Tudo tinha ficado para trás, principalmente todo o tempo perdido.

—Bem, aonde vamos?

—A todos os lugares possíveis. Mas agora, pai, a única coisa que quero é viajar com calma pelas memórias de minha mãe.

—Se soubesse quantas vezes assisti a essas memórias!

— Eu imagino. Farei o mesmo. Assistirei todos os dias. Ao seu lado. Então, me acompanha?

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88 comentários em “A Mecânica do Coração (Bia Machado)

  1. Renato Silva
    16 de dezembro de 2016

    Olá.

    Um conto bem legal de steampunk, muito bem escrito e ambientado. A empregado-robô Justine me lembrou a Rosie dos Jetsons, não sei porquê (rs).

    A parte tecnológica e o contexto histórico estão ok. Não gostei muito das atitudes de Laura ao proteger seu pai de pagar por seus crimes. Mesmo que seja seu progenitor, ele não deixa de ser um criminoso. Se ela desafiou um governo tirânico, então deve ser justa e buscar a mesma punição para quem cometem os mesmos crimes. Mas como diz o próprio título, ela usou o coração e não a racionalidade neste caso.

    Boa sorte.

    • Bianca Machado
      18 de dezembro de 2016

      Oi! Outro que associou a Justine à Rosie, hahaha, mas foi culpa minha, né? Nem descrevi direito a coitada… Obrigada pelo comentário, realmente foi um conto escrito também só com o coração e na pressa, porque o prazo estava acabando. Se tivesse mais tempo, certo que nada seria assim, tão emocional… 😉

  2. Leonardo Jardim
    16 de dezembro de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐⭐▫): um bom texto, prende do início ao fim. Uma trama fechada, redonda, não é de explodir cabeças, mas é bastante recompensadora. O relacionamento de pai, filha e mãe ficou bem exposto e deu um toque singelo à trama.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐⭐▫): muito boa, narração bem feita, personagens bem construídos e cenas claras. Não é daquelas técnicas que se destacam por si só, mas é perfeita para deixar a trama fluir.

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): a ambientação bebe de elementos comuns do gênero, mas traz na história sua dose de novidade.

    🎯 Tema (⭐⭐): está muito bem adequado ao tema Steampunk. Gosto muito dessa ambientação e fiquei feliz de ver ela bem representada aqui.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫): a trama fechadinha me agradou bastante, embora eu não tenha chegado a me emocionar com o drama familiar.

    ⚠️ Nota 8,5

    • Bianca Machado
      18 de dezembro de 2016

      Oi, Leo, obrigada por ter gostado. Também dessa vez não concordo muito com seus comentários, acho que foram generosos com o meu texto corrido e cheio de defeitos por causa da pressa, rs. Mas que bom que gostou mesmo assim.

      • Leonardo Jardim
        18 de dezembro de 2016

        Nunca concorda com meus comentários, né? 😉

      • Caligo Editora
        18 de dezembro de 2016

        Kkkkk, só zuando mesmo! 😅

  3. Bia Machado
    16 de dezembro de 2016

    Acho que fiquei uns dez dias perseguindo um texto cyberpunk que não tinha muito a ver comigo e com o que eu gosto de escrever, mas estava gostando do desafio de escrevê-lo (Quem sabe tento de novo?). Até que um dia antes do fim do prazo me dei conta de que precisava de muita coisa nele e que por isso não ia caber no limite, rs… Fiquei então pensando no que escreveria, o que faria, acabei tendo a ideia toda (ou quase) às 17h e fui pra casa, disposta a parir um conto só para participar. Nasceu em três horas, dei uma lambida na cria de uma hora, por aí, e foi pro mundo, rs… No fim, foi uma aventura. Acho que valeu a pena, por mais nota 5 que eu receba (ou menos, bem menos, porque sei que o estilo não vai agradar muito…), tô feliz.

  4. Rubem Cabral
    16 de dezembro de 2016

    Olá, Steel.

    Gostei do steampunk imperial. Achei que só faltou um pouquinho de ação, mas gostei, em linhas gerais. Bacana também ter a ação passada no Brasil!

    A escrita está bastante boa e a leitura fluiu fácil. Encontrei um errinho de revisão aqui: “a cor da ela qual…”.

    Nota: 8

    • Bianca Machado
      18 de dezembro de 2016

      Oi, Rubem! Valeu a leitura! A revisão praticamente nem foi feita, então dessa vez não deu pra esconder meu TDAH, rs.

  5. Thiago de Melo
    16 de dezembro de 2016

    35. A Mecânica do Coração (D. Steel): Nota 9,5

    Amigo(a) Steel,

    Que texto legal o seu! Parabéns!
    Achei que você conseguiu ficar dentro do tema do desafio e construiu uma história bastante envolvente. Eu fui lendo e não consegui parar.
    Achei que algumas coisas aconteceram meio rápido demais (como a filha reencontrar o pai e já de cara começarem o diálogo sobre a mãe e as memórias e tal), mas acredito que precisava ser assim por causa do limite de palavras.
    Gostei bastante! Parabéns!

    • Bianca Machado
      18 de dezembro de 2016

      Oi, Thiago! Pois é, acertou, a correria foi pelo limite de palavras, mas mais pelo prazo, que estava acabando. Obrigada por ler, comentar e gostar, ainda que com as falhas. 😉

  6. Pedro Luna
    16 de dezembro de 2016

    A história é bonita, apesar de um pouco forçada. Digo isso porque a personagem parece ser parte de um grupo idealista e do nada enfraquece diante rever o pai. É possível, mas do jeito que foi, não consegui sentir a força da personagem (que participava de revoluções). Além disso, um drama pesado existia (ela ter acusado o pai de matar a mãe de desgosto), e no conto esse drama é resolvido em um rápido diálogo. Sinceramente, dessa forma não deu para sentir a carga pesada do conto.

    Outro fator que me incomodou foram alguns diálogos. Como esse:

    “Justine, que saudades! Só você me chama assim! Sempre me perguntei se ainda estaria aqui, ou se por acaso meu pai a teria dispensado. Muitas vezes pensei em levá-la embora. Fico feliz por meu pai ter deixado que continuasse aqui. Achei que, por ser criação de mamãe, ele a dispensaria, já que todos os outros aparelhos inventados por ela foram para um museu.”

    Uma fala muito explicativa e que não soou realista. O leitor sabe que fazia tempo que elas não se viam, mas mesmo assim, acho que o mais certo seria emoção e falas curtas, e não que a personagem saísse tagarelando. Mas veja, isso é só um toque. O conto não ficou ruim por causa desse detalhe, só acho que poderia ter ficado melhor.

    • Bianca Machado
      18 de dezembro de 2016

      Oi, Pedro, tem toda razão. Um conto escrito na correria, nos momentos finais de enviar para não ficar de fora e saiu isso… Concordo com seus apontamentos! Obrigada pela leitura e pelo comentário. 😉

  7. Wender Lemes
    15 de dezembro de 2016

    Olá! Dividi meus comentários em três tópicos principais: estrutura (ortografia, enredo), criatividade (tanto técnica, quanto temática) e carisma (identificação com o texto):

    Estrutura: conto bem narrado, ainda que com algumas passagens ou reações um pouco frágeis (por exemplo, a facilidade com que pai e filha se perdoam depois de tanto tempo, a mesma facilidade com que ela deixa a causa revolucionária para ir embora com o pai). Não encontrei problemas destacáveis quanto à ortografia ou quanto à adequação ao tema. O eixo da narrativa tende a um viés mais emocional, uma escolha razoavelmente diferente para o certame.

    Criatividade: aqui, a criatividade está mais na opção pelo “cotidiano” steampunk. O ambiente e os próprios acontecimentos que levaram Laura a se reencontrar com seu pai funcionam mais como alavanca que como foco da narrativa. O conto converge no coração da mãe, que, mesmo morta, acaba por reunir seus entes mais uma vez.

    Carisma: acho que li todos os contos com uma mentalidade mais objetiva, buscando o que eles tinham de oferecer de Punk, mas esse não se deixa engessar pelas amarras do tema e isso é justamente seu diferencial.

    Parabéns e boa sorte.

    • Bianca Machado
      18 de dezembro de 2016

      Obrigada pela leitura e pelo comentário, Wender! Realmente a coisa foi bem apressada, devido ao prazo terminando. Obrigada por ter lido e comentado. 😉

  8. Marco Aurélio Saraiva
    15 de dezembro de 2016

    Uma aventura interessante! O cenário punk está bem caracterizado, com direito a zepelins e engenheiros mecânicos.

    Gostei do conto, mas acho que a história seria mais empolgante se a narrativa não soasse tão corrida e superficial. Houve uma tentativa de emprestar profundidade a Laura e a Henrico, mas suas ações e diálogos são quase robóticos; sem emoção. As cenas que deveriam ser mais carregadas de emoção passaram em um átimo, e eu não pude sentir o desespero, medo ou empolgação que eu sei que Laura deveria estar sentindo durante aquela fuga.

    Apesar da narrativa corrida, a escrita está sem erros. Com a revisão impecável que você fez e um pouco mais de emoção nas suas palavras, acredito que o conto ficaria digno de nota 10!!

    Destaque para a frase abaixo:

    “Tudo tinha ficado para trás, principalmente todo o tempo perdido.”

    Um abraço e boa sorte!

    • Bianca Machado
      18 de dezembro de 2016

      Ai, Marco, desculpa aí pela correria da trama, pelos diálogos superficiais, o problema foi que escrevi isso tudo em algumas horas antes do prazo de envio terminar… A culpa é toda minha! 😉 Obrigada pela leitura e comentário!

      • Marco Aurélio Saraiva
        18 de dezembro de 2016

        Não te perdoo não Bia… por quê não há o que perdoar! Fala sério, pedindo desculpa pra quê? rs rs rs

        Se você escreveu isso em poucas horas, só imagino o que você faria com alguns dias de folga. Não é a toa que você é uma das campeãs do EC! =)

  9. Luis Guilherme
    15 de dezembro de 2016

    Boa tarde, querido(a) amigo(a) escritor(a)!
    Primeiramente, parabéns pela participação no desafio e pelo esforço. Bom, vamos ao conto, né?
    Cara, gostei do seu conto! É um alívio ver um final feliz depois de tanta tristeza hahaha.
    Não falo isso desvalorizando outros trabalhos, só ressaltando que sua história tem um peso emocional, e eu gosto bastante de temáticas pesadas que levam a reflexão.
    O desfecho do seu conto é o oposto do de “Indignação”, em que o cara trai o próprio irmão. Já o seu trata de perdão e fidelidade, e faz refletir sobre colocar as causas acima de tudo.
    A gramática e estrutura tão muito boas, não notei erros significativos, a revisão tá ok também.
    Parabéns e boa sorte!

    • Bianca Machado
      18 de dezembro de 2016

      Olá, Luis! Muito obrigada pela leitura e comentário! Sobre o peso emocional, verdade, joguei tudo o que podia. Não devia, mas foi assim… 😉

  10. Waldo Gomes
    15 de dezembro de 2016

    Froçadíssimo. Depois de anos, uma crise de consciência com o “papa

    Até legalzinho, mas depois dos 13 anos de idade, perdi interesse nesses textos.

    Quanto à técnica do autor: achei fraca.

    • Bianca Machado
      18 de dezembro de 2016

      Olá. Quanto à técnica, que achou fraca, poderia explicar o porquê? Se sabe tanto de técnicas de escrita, por favor, compartilhe a forma como acha que poderia me ajudar. Só uns toques são suficientes. A não ser que ache que não deve compartilhar esse conhecimento, claro, pois de repente pode estar guardando só para si.

      “Até legalzinho”. Tá certo. Uma pena que tenha perdido o interesse por esse tipo de texto após os treze anos. Eu não, assumo que muito da minha leitura foi “desse tipo” de texto até os 18, 20, alguns, como Sheldon, por exemplo, sou capaz de ler até hoje… Depois começou a cansar um pouquinho, mas aprendi a ler de tudo pra balancear melhor. Mas sério, você devia ter lido por mais tempo esses romances, ao menos para comentar com maior propriedade sobre esse tipo de texto, tão… forçadíssimo.

  11. rsollberg
    15 de dezembro de 2016

    A Mecânica do Coração (D. Steel)

    Caro (a), Steel.

    Preciso confessar que quando vi “Danielle Steel”, torci um pouco o nariz, preconceito, fazer o quê?
    Ultrapassada essa fase, tenho que dizer que gostei do conto. Um enredo bem diferente da maioria dos outros escritos do desafio. Penso que a grande sacada do texto é o fato dele ser singelo. Uma história linear muito bem contada, sem reviravoltas e tramas complexas. A primeira parte situando o leitor, com belíssimas descrições, criando uma espécie sinestesia, para em seguida se dedicar mais as ações que empurram a história.

    Os diálogos foram bem trabalhados, em especial os últimos, quando ocorre a citação do título do conto. Que por sinal encaixou super bem.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

    • Bianca Machado
      18 de dezembro de 2016

      Oi, Rafael, você pegou bem o significado do pseudônimo, hein? É que escrevi algo meio que nesse estilo dela, no meu entender, rs. Foi um tanto dramático demais, acho. Obrigada pela leitura e pelo comentário. 😉

  12. Fil Felix
    15 de dezembro de 2016

    GERAL

    Um conto bonito e bem estruturado. A escrita e descrição dos personagens estão boas, o clima e ambientação também. Gostei dos barcos voando e quando mergulha, também coube bem a revolução e os rebeldes, que fogem do futurismo e androides. Só achei a história um pouco “certinha” de mais, muito didática. A Laura jogar tudo pra trás, trair a causa, por conta de algumas lembranças. Por ter subido com a arma, se ela mesma resolvesse matar o pai frente a frente, seria um chacoalhão na história.

    O X DA QUESTÃO

    Ambientação retrô, barcos voadores e Brasil imperial muito bem narrados. Talvez faltou descrever melhor a Justine. Só “robô” é meio vago, não conseguia visualizar se era com aparência mais humana ou mais “quadrada”. Fiquei imaginando a empregada dos Jetsons.

    • Bianca Machado
      18 de dezembro de 2016

      Obrigada pela leitura e comentário, Fil. Sobre a Laura matar o pai, acredita que nem me passou pela cabeça? Na correria não pensei muito e acabei colocando o pai mais malvado do que devia, rs. Sobre a Justine, agora que me dei conta de que não a descrevi, mas aquela empregada dos Jetsons se encaixa bem, tirando o aventalzinho, rs… 😉

  13. Leandro B.
    14 de dezembro de 2016

    Oi, Steel.

    Como em outro conto deste desafio, você escolheu retornar para a colonização e montar uma HRA, o que geralmente é feito no steampunk. Mas, ao invés de se limitar à tecnologia do vapor, adicionou diferentes vertentes tecnológicas, o que deixou a história um pouco mais interessante.

    A narrativa aqui não me cativou tanto. Creio que isso ocorreu por declarações um tanto cansativas da protagonista, com retóricas e saudosismos que, para o meu gosto (veja bem, aqui é mais uma questão do leitor) estavam um pouco exagerados.

    Por outro lado, algumas passagens que deveriam evidenciar um desgaste psicológico foram meio que… “faladas”, e não causaram o impacto que deveriam, como, por exemplo, Laura escolher o pai ao invés do namorado Felipe.

    Ela simplesmente disse que

    ” Estávamos juntos há quase três anos e nem mesmo a ele eu tinha contado a respeito de meu pai. Vivíamos intensamente nossa paixão em meio às lutas por uma sociedade livre dos desmandos de D. Miguel II.”

    Esse é um relato um tanto frio, que tenta expressar uma paixão dizendo que ela existia, mas não tentando convencer. Via de regra, todos nos apaixonamos em algum momento de nossa curta vida. Talvez uma estratégia mais eficaz de estabelecer uma empatia com o leitor fosse uma rápida descrição abstrata de um desses momentos que achamos que só acontece conosco, mas que é bem generalizado. Enfim, algumas lembranças felizes dariam um pouco mais de carne na paixão. E, claro, é só uma sugestão.

    Não entendi bem a motivação de Laura ao pegar a pistola para falar com o pai. Chegando no fim, imaginei que ela mataria o pai como ato de misericórdia, porque os exaltados pretendiam fazer coisas piores com ele.

    Outra sugestão, também bem boba, é pesquisar e utilizar algumas formas de falar da época que se vai escrever, ou alguns detalhes historiográficos. Acaba dando mais um gostinho histórico. Como você chegou a fazer com o nome de alguns personagens. Por exemplo, ao invés de se falar em ditador, poderia abordar o poder moderador, ou simplesmente o poder “absoluto”.

    Um toque para uma próxima revisão:
    “a cor da ela qual mais gostava.”
    Acho que acabou trocando aqui hehe

    Depois disso tudo preciso dizer que não achei o texto ruim. Também não achei “mediano”. É um conto bom. Se não fosse não teria criado expectativas na minha leitura nem envolvimento. São só umas sugestões por chatice mesmo hehe

    enfim, Parabens e boa sorte!

    • Bianca Machado
      18 de dezembro de 2016

      Oi, Leandro! Essa coisa de leitura é engraçada, né? A mistura de vertentes tecnológicas pra você foi interessante, para outros aqui foi um grande erro. Muito curioso isso… Acho que carreguei demais no drama quando não devia ter feito isso e apressei muitas situações narradas. Na correria de escrever e enviar o texto nas horas finais de prazo deixei passar muita coisa que poderia estar melhor. E sobre a motivação da Laura ao pegar a pistola, a pressa também se encaixa nisso, ficou uma ação solta no meio da trama. =\

      “a cor da ela qual mais gostava.”: troquei mesmo! Tenho TDAH e nos rascunhos encontro muita coisa assim… Mas na correria de revisar em meia hora nem vi, deixei passar mesmo…

      Ah, sobre a forma de falar da época, fiquei dividida. Pensei em usar a forma bem da época mesmo, mas acabei deixando mais próximo do nosso tempo, como se a linguagem também tivesse essa coisa meio retrofuturista. Obrigada pelas sugestões, valeram muito!

  14. Daniel Reis
    13 de dezembro de 2016

    Prezado autor D. Steel, seguem meus comentários:
    PREMISSA: a história do retorno do heroi (ou heroína) é arquetípica, mas faltou o tempero de sujeira e podridão punk.
    DESENVOLVIMENTO: a história busca extraír lágrimas, mas não consegui me conectar com a personagem nem com a situação.
    RESULTADO:um conto bem escrito, mas é mais um. Mais um que foge do Desafio e se mantém na área de excelência do escritor.

    • Bianca Machado
      18 de dezembro de 2016

      Oi, Daniel, concordo que faltou o punk, mas no steam ele não precisa necessariamente ser sujo e podre… Mas eu fiquei longe do clima punk, concordo. Quanto a extrair lágrimas, não foi minha intenção. Só escrevi o que me surgiu no último dia do prazo para enviar. Foi meio dramática, sim, mas não houve tempo para ponderar isso… E verdade, é apenas mais um conto que se mantém na minha área de excelência: sou excelente em escrever textos piegas, clichês e que não cabem no limite.

  15. cilasmedi
    13 de dezembro de 2016

    Colocação incorreta do pronome átono: encontrá-lo (o encontrar) foi uma única atenção ao texto sobre “erro”. O inusitado em um texto bem concatenado e, nesse caso específico, falando da minha cidade. A nota tem que acompanhar o sentimento de agradecimento por essa surpresa, mecânica e de amor. Parabéns! Nota 9,0.

    • Bianca Machado
      18 de dezembro de 2016

      Obrigada pela leitura e comentário, Cilas! Pela nota também, aliás, para esse texto corrido e cheio de falhas. Bondade sua, rs.

  16. Evandro Furtado
    13 de dezembro de 2016

    Gênero – Average

    O conto não se encaixa nem em um cyberpunk, nem em um steampunk. O autor tentou criar uma realidade histórica com elementos de sci-fi que não criaram o impacto desejado. Além disso, não houve muita ousadia.

    Narrativa – Average

    A narrativa em primeira pessoa é até elegante, mas não contribui para um desenvolvimento mais profundo da personagem-narradora.

    Personagens – Average

    Me parecem demasiado gênéricos. Faltou ao autor desenvolve-los um pouco mais antes de tentar inserir os conflitos que permeiam suas relações.

    Trama – Average

    Mais um conto que sofre por não ser suficiente em si. Me parece parte de algo maior e não uma história fechada em si mesma.

    Balanceamento – Weak

    Um conto genérico que não se destaca em nenhum quesito.

    Resultado Final – Average

    • Bianca Machado
      18 de dezembro de 2016

      Em cyberpunk não se encaixa mesmo, no steampunk eu tenho minhas dúvidas. Não consegui definir muito bem por causa do prazo, tive algumas horas para escrever e enviar, antes de finalizar o prazo. Faltou desenvolvimento das personagens também por causa disso, mas é claro que isso não vem ao caso, assumo que escrevi do jeito que deu, e sobre ser um recorte de algo maior, tô acostumada com isso. Um dia aprendo.

      “Um conto genérico que não se destaca em nenhum quesito.” – Ei, isso doeu, hein? rssss…

      Obrigada pela leitura e pelo comentário.

  17. catarinacunha2015
    13 de dezembro de 2016

    Um conto muito bem escrito, enxuto, competente. Mas o estilo melodrama não me apeteceu. O fato de ter uma robô e um barco voador não torna o conto futurista e, muito menos, punk. Talvez em um desafio “drama familiar” ele bombasse.

    • Bianca Machado
      18 de dezembro de 2016

      Oi, Cat, acho que o problema do conto está na escritora. Sou melodramática demais. Quando tenho tempo, escondo isso, mas como tive que escrever nas últimas horas de prazo, não deu pra camuflar isso, rs. Um robô e um barco voador se encaixam no steampunk, esteja certa disso, pois o steam tem a ver com retrofuturismo: um passado construído de forma diferente do que foi devido à tecnologia… mas faltou ser mais punk, sim. Ficou mais no drama e (quase?) nada de rebeldia, de revolta.

  18. Ricardo de Lohem
    12 de dezembro de 2016

    Olá, como vai? Vamos ao conto! Um belo exemplar de Dramapunk. No início confesso que antipatizei com o fato da história conter um grupo rebelde lutando pela liberdade. Governos totalitários e os rebeldes que querem destruí-los não são temas X-Punk, que isso fique bem claro, uma X-Punk pode conter esses elementos, MAS não serão eles que a tornarão X-Punk. Felizmente a história não ficou nisso, e se centralizou no relacionamento entre filha e pai, resultando numa história dessas feitas para coração. Falando nisso, o coração do título, o gadget que armazena as memórias da mãe, é descrito como um pen drive. Não me pareceu ser isso, seria melhor ter sido descrito de outra forma, ou simplesmente não ter sido definido. No geral, é uma história realmente boa, um Dramapunk só levemente punk. Desejo para você muito Boa Sorte no Desafio!

  19. Fabio Baptista
    11 de dezembro de 2016

    Achei a trama muito boa, uma realidade histórica alternativa steampunk bem contextualizada. A execução técnica também foi bem competente, só peguei alguns problemas bobos, tipo:

    – a cor da ela qual mais gostava
    >>> mesmo com o “qual” a frase ficaria estranha
    >>> desse jeito, gerou uma cacofonia engraçada: “acorda ela”

    – para lê-lo
    >>> nem é erro, só outra cacofonia que poderia ser evitada

    Enfim, trama é técnica muito boa, mas… o desenvolvimento pedia mais que um conto (assim como a minha própria história nesse desafio também pedia). Apesar de terem ficado bem claras as motivações de cada um, não deu tempo de criar empatia nesse relacionamento pai e filha. A cena da revelação sobre as memórias da mãe é muito boa, mas ela chegou muito rápido e quando vimos, já acabou.

    Um texto que provavelmente ganharia muito com mais páginas. Mas que, pelas qualidades apontadas, não decepcionou na forma de conto.

    NOTA: 8

    • Bianca Machado
      18 de dezembro de 2016

      Oi, Fabio! Esses errinhos aí apontados, ô tristeza, culpa do meu TDAH e da correria pra terminar o texto nos momentos finais do prazo. Aquela frase com palavras trocadas, por exemplo, é comum eu fazer isso quando estou digitando, depois tenho que ter muita atenção pra arrumar, senão… para lê-lo = paralelo, eita, que nem que eu quisesse faria melhor, hahhaha!

      Verdade, acabei recorrendo a uma trama que pedia mais que um conto… Preciso dar um jeito nesse defeito meu. Ou então me aposentar dessas tentativas de escrever conto. =/

  20. Sick Mind
    11 de dezembro de 2016

    Não consigo enxergar motivos para que um imperador se torne ditador, pois o primeiro cargo já acumula poderes enormes, exceto dentro de repúblicas parlamentaristas, mas não acho que seja o caso. A tecnologia apresentada corresponde a um avanço exponencial em relação a época, isso não é um erro, mas num mundo onde existem telefones, comunicadores sem fio, sistema de posicionamento local, não há o menor sentido haver computadores, pen drives ou carros de engrenagens mecânicas a la steampunk. O “punk” do conto é mal trabalhado, diz que tem uma revolução, mas não fala sobre o tratamento que os rebeldes tiveram para se rebelarem. Não apresenta personagens marginalizados. Há erros de pontuação no uso da vírgula.

    • Bianca Machado
      18 de dezembro de 2016

      Oi, Sick, talvez eu tenha me expressado mal no texto, mas um imperador não precisa ser ditador. Há imperadores, reis, monarcas que passam longe disso, enfim, foi a ideia que quis passar. Sobre a tecnologia que apresentei, na verdade não pensei nessa coerência toda que colocou aqui no seu comentário, não me passou pela cabeça que alguns tivessem conflito com outros, talvez devido à pressa de escrever e enviar o conto nas últimas horas de prazo. Levarei isso em conta em outros textos que venha a escrever no gênero. E, se não levar em conta, é porque não classificarei o que escrevo como steampunk, ok? O texto foi mal trabalhado, sim, admito, na vontade de participar do desafio escrevi em poucas horas e revisei de forma muito rápida. De qualquer forma, agradeço pela leitura e pelo comentário.

      • Sick Mind
        20 de dezembro de 2016

        Bianca, tenho certeza que sua participação foi mais importante do que apresentar um mundo dentro dos conformes tecnológicos. O que mais senti falta não foi de coerência tecnológica, mas sim de saber a motivação dos rebeldes. Como esses elementos ficaram nebulosos, não podia deixar de apontá-los, já que são de grande importância para todo o subgênero “X-punk”.

  21. Bruna Francielle
    11 de dezembro de 2016

    Tema: creio q se encaixa em punk, sim. E de certa forma duplamente, já q a protagonista Laura rebelou-se contra o próprio movimento do qual fazia parte

    Pontos fortes: não é cansativo, leitura fluida
    – personagens simples, mas eficientes
    – houve um drama familiar e romântico, mas ele não foi exacerbado, tendo ficado na medida certa , sem ser exagerado
    – achei legal o tempo em q se passava a história, sendo até colocado na ambientação libertação de escravos

    Pontos fracos: talvez tenha faltado um pouco de ação, alguma cena mais punk

    • Bianca Machado
      18 de dezembro de 2016

      Oi, Bruna, obrigada pela leitura e comentário! Sobre faltar alguma cena mais punk, no sentido de violência, no caso do steampunk isso não é uma regra muito rígida… A questão da rebelião tem mais a ver. Sim, eu poderia ter investido mais nisso, infelizmente a pressa não deixou…

  22. Eduardo Selga
    9 de dezembro de 2016

    Antes de entrar no principal eixo do conto, acho importante algumas breves palavras sobre o tronco auxiliar, a relação homem-máquina, escolha bastante comum nesse Desafio.

    Como ocorre em “As fronteiras de topázio”, também há o afeto ligando humano e androide, o que se vê com relativa frequência em textos do gênero, refletindo, em minha opinião, o quanto nosso imaginário está sendo moldado de maneira a admitir como normal e inevitável essa imitação da vida que, possivelmente, acentuará a desimportância que já conferimos à vida de verdade, ou seja, biológica.

    Outra perspectiva presente e secundária também me faz lembrar o mesmo conto citado anteriormente, mas de modo inverso. Aqui, o preço da sobrevivência das máquinas é a submissão (“foram parar no museu porque não conversavam com ele. Mas eu converso e o atendo prontamente […]”), ao passo que lá obedecer as determinações do Estado significa abandono e morte.

    Fundamentalmente, o conto trabalha um tema que, em minha opinião, foi abordado de modo insuficiente em “Indignaçao”: a relação do ato político – portanto um universo público – com o mundo subjetivo do sujeito (um universo particular). Aqui, ao contrário, a abordagem ganha um caráter mais definido, e o dilema pessoal envolvendo as duas dimensões da ação política fica nítido. E, fundamental em um texto literário que aborda o homem em sua dimensão afetiva, sem cair na afetação piegas.

    Um comportamento humano é mostrado, com algum grau de alegoria: o recolhimento em si mesmo como ferramenta para “voltar ao passado” e repensá-lo. E isso se faz de duas maneiras: na primeira, o pai escolhe o dirigível, elemento ar, esotericamente considerado masculino. O veículo, no entanto, está “ancorado”, imóvel, representando o quanto o pai não consegue, de fato, “avançar para trás”, ou seja, entender o que o passado significou em sua vida. Também se liga a isso o fato de ele ser encontrado dormindo pela filha, e sem muita noção da realidade (ele confunde a esposa com a filha).

    Na segunda maneira, continuando o raciocínio acima, por decisão da filha ao fugir do ataque perpetrado pela Revolução (interessante o R maiúsculo) o dirigível é mergulhado no Atlântico. Ora, o elemento água é, ainda pelo esoterismo, essencialmente feminino e representa características arquetípica e estereotipicamente atribuídas à porção feminina do Homem.

    Quando a filha encaminha o veículo para as águas, ela está tomando a mesma decisão do pai, uma espécie de fuga do mundo para entender-se nele. Para isso, contudo, é preciso que esteja em seu meio-ambiente natural, a fluidez feminina. E será a partir dele que a compreensão do passado ocorrerá para ambos, pai e filha, na medida em que o elemento masculino não consegue, no conto, traduzi-lo.

    Nesse sentido, o conto tem uma visada feminista. Não está, entretanto, arraigada ao conceito de igualdade de gêneros quanto aos direitos civis, e sim ao conceito de feminino e masculino como elementos integrantes de cada indivíduo de nossa espécie.

    Coesão: não encontrei erros.

    Coerência: não vi erros.

    Personagem: nenhum dos personagens que representam seres humanos cai no estereótipo, muitas vezes uma armadilha. O líder rebelde, por exemplo, não é um selvagem insensível. Na verdade, há uma atmosfera que demonstra o relativismo que acompanha a chamada vida real.

    Enredo: na camada alegórica está a sua relevância. A leitura do conto apenas pela exterioridade pode gerar uma sensação de banalidade, o que se desfaz quando percebemos o simbólico.

    Linguagem: eficiente, demonstrando as várias individualidades representadas pelos personagens, principalmente por meio de diálogos. Não acho que esse recurso seja essencial ao conto, mas quando bem usado o resultado é bem positivo, pelo potencial que tem de definir personagens, mais até do que estabelecer conflitos.

    • Bianca Machado
      18 de dezembro de 2016

      Olá, Eduardo! Obrigada pela leitura e comentário. Fico impressionada por ter tanto a dizer do meu texto. Eu não seria capaz de ver tudo isso nele. Fico grata!

  23. vitormcleite
    8 de dezembro de 2016

    Foi pena que não houvesse nada que me surpreendesse na leitura. Tirando as naves toda a trama é corrente. A história está bem escrita, mas faltou a surpresa. Tu sabes escrever mas esta trama parece-me que não te ajudou.

  24. tatiane mara
    8 de dezembro de 2016

    Aventura água com açúcar rsrsrs… achei meio sem graça, mas a coisa é bem escrita, não me contagiou mas pude ver o esforço do autor em buscar coerência.

    É isso.

    • Bianca Machado
      18 de dezembro de 2016

      Oi, Tatiane, realmente foi um grande esforço, corri para escrever e enviar nas horas finais do prazo, foi mesmo uma busca por uma coerência mínima… 😉

  25. Priscila Pereira
    8 de dezembro de 2016

    Oi D. Steel, eu gostei bastante do seu conto. Muito bem escrito, amei que foi ambientado aqui no Brasil, as partes tecnológicas foram interessantes e deu para visualizar bem, os personagens são bem traçados. Você ter escrito na primeira pessoa deu um ar ainda mais realista e especial. Parabéns!!

  26. Amanda Gomez
    7 de dezembro de 2016

    Olá

    Gostei do seu conto, está bem escrito, flui bem e os personagens são interessantes.

    No contexto geral achei os acontecimentos apressados demais. Um minuto a garota estava disposta a tudo, vinha em uma missão, no outro, larga tudo pra viver com o pai arrependido, revivendo memórias. Isso me incomodou um pouco, pareceu artificial. Eu não consegui sentir a ligação dos dois, como o autor quis demonstrar. Pelo que foi contado sobre o homem, esperava algo mais altruísta, do tipo consertar a bagunça que ele ajudou a fazer.

    Os elementos do steampunk ( acho) foram bem descritos, deu pra imaginar muito bem as cenas. Talvez eu tenha esperado por algo mais… ação, veio algo mais sentimental e quando tem que ser assim tem que convencer. Não me convenceu, embora eu tenha achado o desfecho bonito e simbólico.

    Disse a mim mesma, que não ia ser a chata, que não ficaria falando cadê o Punk? Kk mas vejam só. Estou! Ele está aí, só que bem tímido. Acho que a questão é que a história foi rápida, e foram poucos os elementos apresentados sobre esse mundo. Ou eu simplesmente não consegui visualizá-los.

    No mais, meus parabéns pelo conto.

    Boa sorte no desafio.

    • Bianca Machado
      18 de dezembro de 2016

      Oi, Amanda, assumo a pressa dentro da história, reflexo da pressa em terminar de escrever e postar, conforme te contei lá… Foi muita coisa pra pouco espaço, meu grande e velho problema de encontrar narrativas que se encaixem no limite do desafio, rs… Sobre o punk, no meu caso steam, explorei dentro do possível, devido à correria. O grande charme do steampunk é o retrofuturismo, colocar coisas que não havia na época, no caso só deu para colocar o barco aéreo que vira submarino, a robô, o pendrive, não foi muita coisa mesmo, talvez porque a trama tenha exigido mais de mim, por ter que terminar de alguma forma minimamente coerente pra postar, kkkk

  27. Davenir Viganon
    7 de dezembro de 2016

    Olá D. Steel
    Gostei bastante do seu conto, pois ao contrário do que o título me fez parecer, não foi um conto meloso. Uma estória sobre uma mulher e seu pai em meio a um momento de revolução. Como todo bom conto, foi um fragmento de algo maior, uma passagem da vida de Laura. A ambientação está praticamente perfeita, só acho que o “pendrive” podia ter um nome melhor que combinasse mais com as inventos antigos. Só não me peça sugestões, pois escrita de época não é meu forte.

    “Você teria um minuto para falar de Philip K. Dick?”
    [Eu estou indicando contos do mestre Philip K. Dick em todos os comentários.]
    Acho que você ia gostar muito de ler outro Steampunk nacional “A lição de anatomia do temível Dr. Louison”. Recomendo fortemente.

    • Bianca Machado
      18 de dezembro de 2016

      Minha maior preocupação foi a de não deixá-lo (muito) meloso, rs. Sobre a palavra “pendrive”, não me ocorreu outra na hora também… Sei lá, DAD (dispositivo de armazenamento de dados)? kkkkkk, que horror! 😉

      Estou com esse livro que indicou aqui pra ler, lerei sim! 😉 Obrigada pelo comentário!

  28. angst447
    6 de dezembro de 2016

    Olá, autor.

    Antes de mais nada, esclareço que não levarei em conta a adequação ou não do conto ao tema proposto pelo desafio. Não me considero apta para tal.

    Não encontrei erros de revisão a não ser uma troca na ordem das palavras:
    – a cor da ela qual mais gostava. > a cor da qual ela mais gostava

    O conto desenvolve-se bem, fluido, sem entraves. A história é interessante, mostrando os sentimentos de uma filha envolvida em uma revolução tendo de enfrentar o conflito criado em relação ao seu pai. Uma mistura de racional, mecânico, robótico com os mais primitivos instintos – o de sobrevivência e de proteção. Prende a atenção com delicadeza.

    Boa sorte!

    • Bianca Machado
      18 de dezembro de 2016

      Oi, Claudia, obrigada pelo comentário! Na correria, troquei mesmo e nem vi! 😉

  29. Pedro Teixeira
    5 de dezembro de 2016

    Um conto bacana, bem escrito, adequado ao desafio, com uma ideia muito boa.Achei que a partir da chegada dela à casa do pai tudo acontece muito rápido, não dando tempo para desenvolver os personagens e seus conflito, a transição é abrupta e aquela informação de que ela fazia parte da resistência também, me parece o tipo de informação que deveria ter aparecido antes e sido trabalhada, o relacionamento com Felipe, o dilema… Mas foi uma boa leitura.

    • Bianca Machado
      18 de dezembro de 2016

      Verdade, Pedro, houve muita pressa na narrativa. Na correria de escrever e postar nos momentos finais do prazo essa pressa se refletiu no texto. Obrigada pela leitura e comentário! 😉

  30. Anorkinda Neide
    3 de dezembro de 2016

    Olá! me parece que aqui temos um steampunk! ou algo neste sentido, nao entendo muito rsrs
    Mas a trama me pareceu piegas.. sorry.. rsrs Achei engraçada a perseguição de zepelins! E o final quis ser emocionante, mas, talvez por toda a trama estar tão clichê, nao consegui me conectar com as emoções de pai e filha.

    Boa sorte e abraço

    • Bianca Machado
      18 de dezembro de 2016

      Oi, Anorkinda, obrigada pelo comentário. Desculpa pelos clichês e pieguices.

  31. Fheluany Nogueira
    3 de dezembro de 2016

    Contada com delicadeza e bom ritmo, é uma história sentimental de resgate do tempo perdido; o amor filial suplantando a ideologia política, a luta pela liberdade.

    O tema corresponde perfeitamente ao proposto pelo desafio; o/a autor(a) demonstra uma linguagem fluida e trabalha com mestria a abordagem narrativa pelo ponto de vista da personagem.

    A narrativa é cativante e clara, com um gosto de “quero mais” e no desfecho é enfatizado o valor da família, principal na trama que motivou o regresso da personagem para casa e o salvamento do pai.

    Notei alguns equívocos: na ordem das palavras (“a cor da ela qual mais”), não iniciar frase por pronome átono (“Nos abraçamos”), no emprego mais formal da Língua, o verbo “precisar” é transitivo indireto (“a velocidade DE que precisávamos”). Nada que diminua o valor do texto.

    Ah! Gostei no Pseudônimo – em inglês, AÇO; mas a protagonista não foi nada dura com o aço. Parabéns e abraços!

    • Bianca Machado
      18 de dezembro de 2016

      OI, Fheluany, obrigada pela leitura e comentário. Esse “a cor da ela qual mais” é culpa do meu TDAH, como escrevi nas horas finais do prazo acabei deixando passar muita coisa… Só discordo da frase não poder iniciar com pronome átono. Faz parte da formalidade da Língua Portuguesa, claro, mas achei que “Abraçamo-nos”, na linguagem da Laura, que é quem está narrando, não ficaria muito bem… Sobre o pseudônimo, é referência a Danielle Steel, uma escritora de romances “para mulheres”, achei que o que eu tinha escrito ia meio que nesse sentido, então não resisti, rs.

  32. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    2 de dezembro de 2016

    Olá, D. Steel,

    Seu conto tem um ar leve e emotivo. Uma lufada de otimismo em um desafio onde grande parte dos contos tenderam na grande maioria para o pessimismo.

    O amor de mãe e filha rompendo fronteiras e fazendo a reconciliação pai e filha, mesmo após a morte, é uma bela história.

    O texto fluiu bem e rápido. Gostei.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  33. Brian Oliveira Lancaster
    2 de dezembro de 2016

    TREM (Temática, Reação, Estrutura, Maneirismos)
    T: Texto bastante singelo e profundo. Tem uma mistura de realidade histórica alternativa e steampunk, mas apresenta algumas incoerências com o cenário escolhido. “Código fonte” e pendrives seriam tecnicamente impossíveis de serem reproduzidos por meios vitorianos (exceto os meios de comunicação, pois esses poderiam se dar através de ondas de rádio). No entanto, o clima parecido com histórias de Júlio Verne se sobressai e permite a “licença poética”. – 8,0
    R: Um texto comovente, simples, mas bastante emotivo. A história cativa justamente por tratar da relação pai e filha, deixando o restante apenas como pano de fundo. Tem um final ligeiramente otimista e é apenas o segundo texto que vejo fazer isso por aqui. – 8,5
    E: Bem cadenciado, suave, com ares de cotidiano. Excelente. – 9,0
    M: Escrita bastante firme, mas no primeiro encontro senti que alguns diálogos soaram forçados. Devia existir algum tipo de reação de “espanto” no reencontro, o que não foi bem transmitido. Mas o restante flui de forma tranquila. – 8,5
    [8,5]

    • Bianca Machado
      18 de dezembro de 2016

      Oi, Victor, obrigada pelo comentário!

      Sobre o código fonte e o pendrive, foi bem licença poética, rs. No entanto, alguns teóricos do retrofuturismo já estabelecem que o vapor era a energia utilizada segundo os princípios do steam, mas que já poderia haver algo no sentido de outras tecnologias e fontes de energia, mas que estariam disponíveis a poucos, apenas ao que tivessem muito dinheiro. Nesse caso, achei tranquilo de usar, já que o pai da Laura era cientista e trabalhava para o Imperador, logo, um dos poucos que teriam acesso a algo a mais que o vapor… Mas realmente, o Verne foi a grande inspiração para o que escrevi, na correria do prazo terminando me apeguei a algo que em literatura é reconfortante pra mim, e esse autor com certeza é, rs. Por causa da correria, porém, muita coisa saiu forçada, sem tempo de preparar melhor, você tem razão.

  34. mariasantino1
    1 de dezembro de 2016

    Oi, autor (a)!

    Seu conto está dentro do estilo Steampunk (não falo como conhecedora, claro, falo como curiosa). Tem governo opressivo, revolução, geringonças… tá tudo aí e você escolhe usar isso como pano de fundo para falar sobre a relação pai e filha, sobre a família e a mecânica do coração (título melhor não poderia existir). No entanto, — lá vem a minha metida de colher — apesar de centrado no tema, falta uma gordice para que sintamos a sua fala, o seu estilo. Você é coeso, tem uma narrativa clara (se vê, se entende o ocorrido) e consegue, com isso, alcançar a eficiência (fica tudo objetivo, direto ao ponto e por isso se lê num só fôlego), mas, ao menos para essa leitora chata aqui, faltou o algo mais.

    Parabéns pelo texto e boa sorte no desafio.

    Nota: 7,5

    • mariasantino1
      16 de dezembro de 2016

      Olá!
      No intuito de fazer uma votação mais justa com os contos que se mostraram dentro do tema, aumentei a sua nota.

      Nota: 8

      • Bianca Machado
        18 de dezembro de 2016

        Obrigada, Maria, pelo comentário e por um notão tão alto pro meu texto cheio de defeitos, escrito e enviado no último dia. 😉

  35. olisomar pires
    29 de novembro de 2016

    Então… um conto bonitinho com amor de pai e filha, mas a narrativa não funcionou. Talvez pela rapidez com que aconteceu, 20 anos sem se verem e de repente a garota resolve salvar o pai, largar o amado, trair seu grupo: meio forçado.

    Os personagens são muito superficiais para que gerem empatia.

    Boa sorte.

    • Bianca Machado
      18 de dezembro de 2016

      Sim, verdade, Olisomar, se fosse menos tempo, né? Embora eu tenha que admitir: já fiquei oito anos sem ver meu pai e, quando nos encontramos, foi como se todo esse tempo não tivesse passado. Mas é certo, podia ter colocado um tempo menor, com a correria de escrever e postar no último dia do prazo nem ponderei melhor isso. Obrigada pelo comentário e por ter lido, não deve ter sido tarefa fácil… 😉

    • Bianca Machado
      18 de dezembro de 2016

      Não sei, achava que tinha respondido o seu, mas acho que acabei não fazendo isso… Disse que concordo, 20 anos é muito tempo, embora eu tenha ficado 8 anos sem ver meu pai e quando nos reencontramos agimos de forma muito natural também… No entanto, assumo a superficialidade, no intuito de terminar o texto e enviar, nas horas finais de prazo. Obrigada pelo comentário!

  36. Jowilton Amaral da Costa
    28 de novembro de 2016

    Um bom conto, meio guti-guti. Esperava que houvesse mais ação, mortes, sangue e coisas do tipo. A narrativa é boa. A trama é simples e não me empolgou muito. Boa sorte.

  37. Gustavo Castro Araujo
    28 de novembro de 2016

    Diferente de outros textos deste Desafio, aqui o Steampunk não parece forçado, mas sim elemento essencial na montagem da trama. Temos aqui uma espécie de regresso do filho pródigo à casa dos pais. No caso, trata-se de uma garota (o que torna o conto diferenciado) que busca o perdão do pai por um suposto abandono em anos anteriores. O pai também tem contas a acertar com ela, já que a morte da esposa o faz perceber como haviam sido felizes. Nesse aspecto vê-se o que há de mais interessante no conto – o trato das memórias e como isso libera os personagens de seus compromissos com o futuro. De fato, seria muito interessante ter acesso a um banco de recordações de outras pessoas e consultá-lo de quando em quando, mas creio, sinceramente, que isso nos deixaria loucos. A busca pelo perdão é algo corriqueiro na literatura, podendo-se admitir tratar-se de um gênero próprio. A redenção é algo que cala forte na alma de todo mundo e, quando bem abordada, faz com que o leitor se identifique logo com os protagonistas. Há algo disso neste conto, mas creio que os limites draconianos do desafio tenham prejudicado um tanto esse desenvolvimento. Digo isso porque Laura e Henrico se reconciliam rápido demais. Do mesmo modo, Laura e Felipe se despedem, aceitam a separação rápido demais. Nesse sentido, percebe-se certo artificialismo nos diálogos, justamente para forçar essa mudança de percepção. Tenho convicção que uma vez liberto das amarras, este conto pode se transformar em algo de mais fôlego, podendo-se trabalhar melhor a relação entre as personagens, conferindo maior verossimilhança às mudanças de atitude que são necessárias para justificar o final. Ainda assim, ainda que haja críticas a fazer, dá para concluir que o conto é bom, seja pela ótima ambientação (calcada em ótimos referenciais históricos), seja por tratar de aspectos que nos são intimamente caros, como as memórias. Então, caro autor, liberte-se e expanda esse universo. Estarei entre os primeiros a querer conferir a versão desdobrada.

    • Bianca Machado
      18 de dezembro de 2016

      Verdade, Gustavo, a reconciliação foi muito forçada, não deu tempo de muita coisa, também não gostei dos diálogos. Detesto quando soam artificiais. E eu tinha um espacinho a mais ainda, mas o prazo estava terminando. Enfim, valeu por trazer à tona essa história imaginada, mas reescrevendo acho que muita coisa mudaria e deixaria de ser um conto, o que acabei forçando o texto a ser, para o desafio. Essa semana me peguei reestruturando a história, fazendo um roteiro… Isso porque há alguns anos criei um universo steampunk brasileiro e fico chateada por até hoje não conseguir trabalhar nele… Quem sabe, com “A Mecânica…” tenha finalmente me animado… E quem sabe Laura esteja dentro desse universo a partir de agora, pois antes não estava… =)

  38. Zé Ronaldo
    27 de novembro de 2016

    Ideia original, bem bolada.
    O texto flui de certa forma, embora pueril demais.
    As personagens não são fortes nem impactantes.
    A trama transcorre norma, nada muito além disso, não há um turning point, a não ser que se considere a decisão da filha de ir-se com o pai, mas já estava previsto que ficaria com ele, por que a mala, então?
    O texto poderia ter sido mais trabalhado, ao menos é minha opinião.

    • Bianca Machado
      18 de dezembro de 2016

      Obrigada pelo comentário, Zé. A mala é porque ela ficaria na casa por algum tempo. Mas é certo que não expliquei isso direito. Poderia ter trabalhado o texto melhor, verdade, mas como te disse, escrevi nas horas finais de prazo. 😉

  39. Dylan
    27 de novembro de 2016

    Não sei se essa era a intenção do conto, atiçar a curiosidade, mas conseguiu me deixar muito curioso. O Brasil Steampunk, um Império, rebeldes, uma revolução e muitos outros elementos. Achei muito legal, linguagem simples, boas descrições (sem exageros) e os vários elementos me deixaram curioso e com um milhão de novas ideias. Esses muitos elementos, talvez sejam um ponto positivo, mas criar um conto curto pra um enredo que renderia um livro facilmente (se render um dia, por favor, me avise), talvez não seja. Talvez se tivesse focado mais em alguns elementos e explorados eles de forma mais profunda, talvez ficasse melhor. Mas, ainda assim, gostei bastante do conto. Fiquei com um gosto de quero mais, curioso pra saber eles vão sobreviver. Vale destacar que a relação entre pai e filha ficou incrível, parabéns.

    • Bianca Machado
      18 de dezembro de 2016

      Oi! A intenção, admito, era apenas participar, escrevi o texto nas horas finais do último dia de postagem. Não houve muito tempo para pensar a respeito dos excessos, mas você tem razão, poderia ter aprofundado mais alguns deles em vez de tantos, mas na pressa não pensei. Obrigada pelo comentário!

  40. Dävïd Msf
    26 de novembro de 2016

    steam-punk aplicado à realidade brasileira é sempre interessante! com tanto omes importantes, especialmente Santos Dumont, não tomaríamos uma dianteira em relação ao resto do mundo se nos empenhássemos a seguir tal caminho?

    as especulações deste conto são bem instigantes, mas acho que poderiam tentar ir mais longe…

    • Bianca Machado
      17 de dezembro de 2016

      Olá, obrigada pelo comentário. Sobre ir mais longe, caso não houvesse um limite de palavras, quem sabe? Pano para manga sempre há… 😉

  41. Evelyn Postali
    26 de novembro de 2016

    Oi, D. Steel,
    Gostei do seu conto. Tocante o reencontro entre pai e filha. Essa coisa de perdoar-se ficou bem bom no final, ainda mais assistindo a memórias de alguém que se foi. Enfim, gostei de como construiu os diálogos, de como apresentou os personagens e de como inseriu o reencontro naquela realidade.
    Parabéns pelo conto.

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Publicado às 26 de novembro de 2016 por em X-Punk e marcado .