EntreContos

Literatura que desafia.

Alice (Pedro Teixeira)

imagem-alice

I-O MESSIAS HÍBRIDO

Quando avistei Eduardo Sangaletti, perguntei a mim mesmo se era verdade o que ele dizia sobre a transformação. Não havia nenhum traço alien em sua figura barbuda. Assim, aquela história poderia ser apenas uma grande mentira, sem qualquer outro intento que não fosse o de garantir para o safado um extenso harém no qual pudesse se regalar a vontade. Edu seria bem capaz de uma coisa dessas.

Mas depois lembrei dos olhos completamente negros, os narizes quase vestigiais, a semitransparência da pele da criançada que vira brincando por ali, caçando monstrengos da realidade aumentada com suas armas invisíveis. A prole do profeta do Transumanismo não o deixava mentir. Não mesmo.

O dia começara mal pra mim. Chamado por Edu até o prédio central da ocupação dos híbridos, no abandonado Condomínio Renascer,  fui barrado na porta pela equipe de segurança. Eles faziam parte de uma gangue de motoqueiros – os Lobos do Inferno – e estavam inflados com a autoridade que receberam. Depois de me cercarem, o líder do bando disse que ia mijar em minha licença de detetive particular, mas antes eu teria que acender um cigarro e colocar a ponta acesa na boca. Eu acendi, e depois, num impulso irresistível, enfiei no olho esquerdo dele. O toco ficou lá, pendurado durante algum tempo, enquanto o panaca se debatia e grunhia. No mesmo instante chutei os bagos de um de seus amiguinhos, fazendo o se curvar de dor, saquei minha pistola e dei alguns tiros pra cima:

– Respeitem meus cabelos brancos, porra! – eu bradava, possesso.

Logo depois dessa cena lamentável, Edu chegou para acalmar nossos ânimos, e uma trégua foi celebrada. Subi até seu escritório, e agora, enquanto observava pela janela do apartamento as luzes dos hologramas de publicidade refletidas nas poças d´água, parecendo galáxias em miniatura, eu o ouvia falar.

– Nosso movimento é pacífico. E digo mais: estamos prestando um favor à humanidade. As máquinas nos deixaram obsoletos há muito tempo, e não vejo como podemos fazer frente a isso nos enchendo de implantes. Os grays são humanoides como nós: inserir genes deles no nosso DNA é bem menos invasivo do que essas próteses, chips….  Todo esse metal poluindo nossos corpos.

Eduardo era um híbrido que tinha dado certo, talvez o único. Tivera o genoma reprogramado com material alienígena e, ao contrário dos numerosos casos em que essa operação resultava em rejeições, a integração com seus cromossomos humanos havia sido perfeita.

Eu o conheci quando trabalhava como segurança; ele era o vocalista de uma banda de rock-dub-eletrônico-psicodélico chamada Camarões Epilépticos. Edu K pintava-se todo de vermelho e, quando não estava cantando, babava e se contorcia no chão do palco como um lagarto tendo convulsões; sua figura parecia uma improvável combinação de Jim Morrison e Iggy Pop.

Depois ele leu uns livros sobre a colônia extraterrestre da Patagônia, e então despirocou de vez: enfiou na cabeça a ideia de que a hibridização entre o homo sapiens e os aliens representava o próximo estágio da evolução humana. Já havia gente fazendo isso aí às pencas, mas, como eu disse antes, o estágio de integração entre DNA humano e o dos Greys era, na melhor das hipóteses, incipiente. No meio disso tudo, o sucesso de seu procedimento foi um sopro de vida numa filosofia que parecia fadada à extinção.

Mas agora o horizonte do transumanismo estava novamente cheio de pesadas nuvens de tempestade. Dois integrantes foram flagrados numa invasão à RCA, cujo objetivo era faturar uma bolada corrompendo o programa inteligente que produzia os resultados da Loteria Animal. Tratava-se de um flagrante programado: a corporação contratara um hacker para persuadi-los a entrar numa missão que nunca tivera nenhuma chance de êxito. Estava criado o pretexto que faltava para envolver Edu, prendê-lo e desocupar o condomínio. Entretanto, algo escapara ao controle: o cartão holográfico inserido no computador central da empresa aparentemente havia destruído Alice, a Inteligência Artificial que sonhava com animais.

– Eles não estão nem aí pra isso. Edu. Depois que os transumanos passaram a representar uma ameaça às corporações, é obvio que iam passar por cima de vocês como um rolo compressor – eu disse enquanto soprava uma baforada de meu charuto, fazendo um círculo quase perfeito. Benditos supressores de câncer.

Edu estava com as duas mãos espalmadas sobre os olhos, e arrastou-as para baixo enquanto soltava um longo suspiro.

– Claro. Os tiras estão com os dois babacas lá, tentando dar um jeito de me envolver nisso. Mas eu boto fé que vamos sair dessa, talvez até mais fortes do que entramos.

– Edu, vá me desculpar, mas se você não estivesse tão ocupado tentando povoar a Terra com hibridozinhos, saberia que se meteu numa grande enrascada. E sem nenhuma necessidade. As pessoas que resolveram te seguir precisam de cuidados que não seriam necessários se alguém não os tivesse convencido de que a humanidade tem que se tornar híbrida.

– Estamos num esforço pra ampliar o que temos de mais humano, cara! Imagine, quando as transformações estiverem num estágio mais adiantado, e pudermos falar uns com os outros apenas por meio de nossas mentes, sem implantes? É uma revolução, e as mudanças no começo são difíceis.

– Ah, tá bom. Que revolução é essa que precisa de mulheres sendo tratadas como animais reprodutores? Conta outra, essa conversa só serve pra enganar otário.

– Elas estão aqui porque querem. Espalhar os meus genes é vital para a nossa causa, considerando que sou o único híbrido bem-sucedido. Quem você é pra nos julgar? Eu te chamei aqui porque pensei que quisesse nos ajudar, porra!

– É o que eu vou fazer. Não que você e esses babacas que te cercam mereçam isso.

Caminhei até a porta, enquanto ele socava a parede, resmungando algo incompreensível. O prédio parecia um mosaico de imagens anacrônicas, com garotos magros nas portas dos apês ouvindo hip-hop e bebendo cerveja e holografites em 3D enaltecendo a revolução.

Ganhei a rua, e caminhei até meu carro. De vez em quando olhava pra trás e enxergava o drone me seguindo à distância, como um bizarro animal de estimação. Ás vezes parava e acenava pra ele. Aquilo havia começado há alguns dias, e tinha todo o jeitão de uma estratégia da RCA para me amedrontar, que envolvia também ameaças de morte caso eu aceitasse trabalhar para os transumanos, enviadas pela brainet. Eu já estava ficando acostumado.

Era compreensível aquele desespero. Afinal, o status quo parecia inclinado a tornar a questão dos híbridos um caso policial, soterrando os sonhos daquelas crianças grandes que queriam brincar de mudar de corpo. O Comitê Central nunca precisaria dar a eles a concessão do Condomínio Esperança, uma nova inteligência artificial ocuparia o lugar de Alice na Loteria, e tudo continuaria seu curso “normal”…. A não ser que eu pudesse fazer alguma coisa.

 

II – DIOMEDES, INFORMANTE FODÁSTICO

Diomedes veio caminhando em minha direção de um jeito estranho, como se tivesse um furúnculo do tamanho de um pêssego no rabo. Salvara sua pele mais de uma vez, e ele me agradecia fornecendo informações quentes da Central de Polícia de Metropolis, onde trabalhava como investigador.

–Como foi que descobriu esse buraco, Danilo? Isso aqui parece a porra de um abrigo antinuclear – ele disse, esbaforido.

– E é. Foi construído por uma dessas seitas malucas há uns 60 anos. E aí, o que você tem pra mim?

Ele olhou temeroso para os dois lados, enxugou uma gota de suor que pendia da têmpora esquerda com a manga do paletó, e respondeu:

–Não conseguiram fazer a cabeça dos garotos ainda. Não dava nada por eles: achei que em duas horas de neurosugestão acusariam a própria mãe de genocídio.

– Talvez eu tenha algum tempo ainda, então. Descobriram o paradeiro do Morpheus?

– Não. Deve estar usando uma máscara para se esconder do Vigilante. O padrão facial dele não aparece em lugar nenhum, muito menos qualquer traço digital.

– Essa história tem o dedo da RCA, né Diomedes?

– Não só o dedo, meu amigo, a mão toda espalmada, suja de merda. Acharam que tinham o cara sob controle, acordos para reduzir a pena em troca de caguetagem, e uns trabalhinhos que para ele seriam fáceis.

– Só não contaram com a possibilidade de ele usar a armação pra armar pra eles mesmos….

– Isso, ele meteu no rabo deles. E é o que eles merecem, são uns babacas arrogantes. Agora tão com a batata quente nas mãos. Que se fodam.

– Talvez  nem seja necessário ele se esconder. Talvez Morpheus tenha os agentes da RCA nas mãos.

Diomedes deu de ombros, levantando as sobrancelhas.

–Talvez, não saberia te dizer. E aí, o que pensa em fazer?

– Não faço ideia. Vou ter que improvisar.

 

III – A MORTE VEM DO ALTO

Esperei meia hora depois de Diomedes sair, e subi a escadaria até a superfície. Aquele era um bairro deserto; por isso estranhei quando vi estacionado ao lado de um dos prédios em ruínas um Max preto de vidros opacos.

O que se passou a seguir foi muito rápido: o carro avançou em minha direção e da janela do passageiro apareceu um sujeito empunhando uma submetralhadora. Me joguei para trás do que restava da parede de um pub antes da primeira saraivada de balas. Quando pararam a alguns metros, peguei minha pistola, estiquei o tronco até a borda da parede, mantendo a maior parte do corpo protegida, e fiz fogo. Protegidos pela blindagem das portas, eles reagiram descarregando as metrancas . Logo a barreira que me mantinha a salvo seria pulverizada pelas rajadas, desmoronando e tornando-me um alvo fácil.

Nesse momento, um zunido chegou aos meus ouvidos, fazendo-me estremecer; olhei para trás e vi que o drone aproximava-se, cintilando ao sol. Deitei de costas para enquadrá-lo na mira, mas ele passou direto.

Logo depois, ouvi gritos, seguidos de um baque surdo e rajadas de metralhadora. Dei uma espiada, e mal pude acreditar no que via: o cadáver de um dos agentes estava no chão, ensanguentado. O outro corria em zigue-zague, aos tropeços pelos destroços, numa tentativa de se livrar do drone. Este o colheu quando ele estava prestes a entrar num edifício a uns 20 metros dali, decepando-lhe o topo da cabeça.

Num piscar de olhos, ele voltou, postando-se bem à minha frente, as hélices a pingar sangue e miolos. E seu holoprojetor desenhou no ar um código alfa-númerico, de um padrão conhecido: A196479. Era o endereço de uma casa-conteiner, no bairro portuário.

– Então é lá que você está, seu maluco filho da puta – eu sussurrei, ofegante.

Acionei meu carro, e iniciei o trajeto. No feed de notícias da brainet, a manchete mais recente chamava a atenção para os mandados de desocupação do Condomínio Esperança e prisão de Eduardo Sangaletti. O tempo estava se esgotando.

 

IV – MORPHEUS E A GAROTA QUE SONHAVA COM ANIMAIS

Uma escotilha se abrira no conteiner-casa A196479, e na abertura surgiu um homem de barba e cabelo longos, cujas roupas cheiravam a mofo. Parecia um eremita. Apresentou-se como sendo Morpheus, com um sorriso aberto, e deixou-me entrar.

Meu corpo estava tenso: eu sentia que podia esperar qualquer coisa daquela figura. Lá dentro havia um maquinário maluco, com painéis repletos de luzes e capacetes que lembravam os projetores de realidade virtual de 20 anos atrás, antes da brainet e suas lentes integradas.

– Parabéns pela coragem, rapaz! Com as ameaças da RCA, pensei que ninguém aceitaria o trabalho oferecido pelo Edu – ele disse, eufórico, braços estendidos no ar.

– Você ferrou com a vida dos transumanos, Morpheus. A vida de toda uma comunidade.

– Eu sei, eu seeei – respondeu ele num tom mais grave. – Devo uma a eles. Começamos com o pé esquerdo, mas os recompensarei. A hora está chegando. Mas antes tenho que te contar a história. Você merece saber.

– Não dá tempo, seu babaca. A polícia já recebeu a ordem e….

– Ela foi suspensa. Por mim. Há dez minutos. Pode conferir no seu feed. Invadi as linhas de comunicação deles e simulei um comando.

Ao conferir as notícias mais recentes, soube que ele falava a verdade. Morpheus então indicou uma cadeira, na qual eu sentei a contragosto, e puxou um banquinho.

– Agora cala essa boca e ouve o que eu tenho a te dizer – falou, repetindo o sorriso largo. Insano. Completamente insano.

Ele disse que seu nome verdadeiro era Sérgio, e que atuava na área das neuroredes e informática há pelos menos 30 anos. No início, ainda na faculdade, conhecera uma garota com a qual, depois de algum tempo, passou a morar. Ambos foram contratados por conglomerados da telemática, e viveram bem durante mais de dez anos. As coisas iam tranquilas, até que a moça começou a demonstrar um interesse cada vez maior por uma seita influenciada pelas ideias de Ray Kurtzweil, a Kikain no Seishin, cuja crença basilar era a de que a vida eterna só seria alcançado num mundo de realidade virtual. O interesse transformou-se logo em obsessão. E, certo dia, ela chegou em casa com uma notícia na qual ele não pode acreditar.

Decidira ser voluntária num experimento de transmigração de consciência, bancado pela corporação na qual trabalhava. Uma réplica holográfica de seu cérebro seria gerada, e ela viveria num mundo totalmente virtual enquanto o corpo seria mantido em animação suspensa.

Sérgio não aceitou aquilo: era uma mudança inesperada e radical demais, e a separação acabou sendo inevitável. Uma semana depois, recebeu a notícia de que algo dera muito errado na operação, resultando na morte da namorada.

O mundo desmoronou sobre ele, que nem teve muito tempo para o luto; logo estava empenhado numa disputa judicial contra a corporação que havia roubado sua menina. Mas eles tinham advogados caros, e tudo resumiu-se a uma indenização que para um grupo daquele porte era uma merreca.

Seguiu-se a bebedeira e as drogas: neural, gift, heroína…. Entupiu-se com tudo que pudesse desligá-lo da realidade. Perdeu o emprego. Tornou-se um farrapo humano, até ser mandado para uma clínica de reabilitação por amigos.

Quando saiu, limpo, resolveu colocar a cabeça no lugar. Retomaria a briga contra o antigo empregador de sua namorada, mas de outra forma. Inteirou-se dos avanços mais recentes na tecnologia, em especial da telemática, e voltou a atuar na área….Clandestinamente. Levantou todas as informações que pode sobre a empresa e invadiu seus arquivos sigilosos, fazendo então uma descoberta assustadora.

Sua namorada estava, de alguma forma, viva. A consciência dela fora transferida e preservada num meio até então totalmente novo, o cartão holográfico. Sérgio, que havia assumido no meio hacker o codinome de Morpheus, notou que a maior parte do espantoso avanço com as ias ocorrera logo após o fatídico dia da transmigração. Existia uma ligação entre os dois fatos, tinha certeza disso.

Ao mesmo tempo em que investigava as entranhas do mundo corporativo, ele estudou a Kikain, e a ideia de abandonar a carne começou a lhe parecer algo que fazia muito sentido, como se os acontecimentos de sua vida inteira convergissem para isso. E então, um plano foi tomando forma em sua cabeça.

Quando a Loteria Animal surgiu, as coisas tornaram-se tão cristalinas quanto vodca congelada: uma inteligência artificial que vivia num mundo onírico, sendo que os dois primeiros bichos com que ela sonhasse na semana seriam as dezenas premiadas. As mudanças que vieram logo a seguir, tornando Alice uma oráculo, e integrando esse sistema ao da IA que coordena a segurança, o Vigilante, eram o que faltava para implementar o ambicioso projeto da RCA de mapear a mente humana em todos os níveis: os “fiéis” abririam suas almas para a gentil Alice de um modo que nunca fariam com um programa criado para vigiá-los. Esse também acabou sendo o ponto fraco explorado por Morpheus: ele conseguiu acesso e controle do Vigilante por meio de Alice.

– E o que houve com a IA? – perguntei, ansioso.

– Não é uma inteligência artificial – ele disse balançando a cabeça, impaciente – É a consciência de uma mulher, transferida para a máquina. Alice é minha mulher.

Nesse instante sua voz embargou, e ele fez uma pausa. Uma discreta lágrima correu por sua face sulcada. Ele a enxugou vigorosamente, e prosseguiu:

– Estou liberando todos os bloqueios que colocaram em suas memórias, e logo vou me unir a ela. Seremos um só, na rede: farei o upload de minha consciência, e usaremos cópias de estruturas do Virtual Life para construir um mundo só nosso. Chantageei até agora o governo e a RCA ameaçando divulgar todos os podres deles nos últimos 50 anos; você deve ter notado que deu muito certo. Fiz um trato com aqueles filhos da puta: eles nos deixam em paz e eu libero o Vigilante e deixo barato toda a merda que fizeram.

– E os híbridos, como ficam nessa história?

– É aí que você entra ….

 

Uma semana se passara. A acusação contra Eduardo foi retirada, após a polícia “descobrir” o verdadeiro mentor do sequestro da “ia”, um hacker que logo depois do crime, arrependido, cometera suicídio eletrocutando-se numa cadeira elétrica. A história era ridícula, mas até os híbridos se convenceram com ela. Uma réplica quase perfeita de Alice foi gerada para substituí-la na Loteria.

Os transumanos obtiveram a concessão do Condomínio. Fazia parte do trato com Morpheus. Para salvar minha pele e a do Movimento, ele exigira apenas uma coisa: cidadania híbrica, com a qual poderia obter proteção legal . Expus essa condição ao Edu, que, puto da vida, acabou aceitando. Nem tinha outra opção.

Eu voltei à minha vidinha ordinária. Fico tentando me iludir, pensando que os tempos estão mudando, como naquela velha canção de Dylan, mas logo depois caio na real e vejo que tudo continua a mesma porcaria.

Morpheus também cansou-se da realidade, e creio que esse foi o motivo para que ele criasse, nos cantos mais recônditos da Rede, um novo mundo para ele e sua garota. Era vida ainda, não era? Até porque se a vida pode ser definida como um conjunto de impulsos elétricos e químicos numa prisão de ossos e carne, que diferença faz o meio? Difícil saber.

Bem, de ao menos uma coisa estou certo: nunca mais vou olhar pra um drone do mesmo jeito….

Anúncios

42 comentários em “Alice (Pedro Teixeira)

  1. Renato Silva
    16 de dezembro de 2016

    Olá.

    Uma mistura de biopunk com cyberpunk, experiências genéticas com raças alienígenas e “viagens” dentro da realidade virtual, tudo isso dentro da realidade brasileira. E esse toque noir, narrado em primeira pessoa. Gostei. Só não consegui sentir empatia pelo casalzinho do conto. O que essa “Alice” fez demonstrou um caráter egoísta. Fechou bem o desafio, já que foi o último conto postado e eu li todos na ordem.

    Ah, sim, muito bacana esses mini capítulos. Os títulos caíram bem. Não sou fã de dividir contos pequenos em capítulos, mas você conseguiu deixar num formato bacana. Parabéns.

  2. Leonardo Jardim
    16 de dezembro de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): ambientação muito boa, melhor clima Cyberpunk do desafio, na minha opinião. A trama é um pouco confusa no início, mas prende bastante a atenção. A conclusão deixou um gosto amargo, porque o protagonista acabou sendo um mero espectador das históra. No fim, a trama se resolve sozinha com a ajuda Deus Ex Hacker. Enfim, como tenho tentado sempre adotar sugestões construtivas, acho que o conto poderia ter usado melhor a ambientação e premissa perfeitas para criar uma trama na qual o protagonista fosse realmente importante e não apenas um marionete dela.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐⭐▫): muito boa, com descrições boas e uma boa alternância entre contar e mostrar, de forma que o infodump não ficou cansativo. Alguns diálogos ficaram com frases muito longas e alguma coisa escapuliu da revisão (sendo o último texto do desafio, acredito que o tempo tenha sido o principal motivo):

    ▪ *Ás* (às) vezes parava e acenava *pra* ele (esse “pra” costuma ser aceito em diálogos, mas não na narração)

    ▪ Uma escotilha se *abrira* no conteiner-casa (ela se abriu no momento temporal do texto e não no passado disso, então o mais-que-prefeito aqui me parece errado)

    ▪ Levantou todas as informações que pode (pôde)

    ▪ cidadania híbrica (híbrida?)

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): Um bom exemplo de como utilizar vários conceitos já conhecidos do gênero em uma história com gosto de novidade.

    🎯 Tema (⭐⭐): 100% adequado. Fiquei feliz de finalmente sentir a atmosfera Cyberpunk nesse desafio. Acho que foi o texto que mais conseguiu isso.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫): O bom impacto que tive do texto foi todo por causa da ambientação e da história de Loteria Animal e da menina que sonhava com animais. O fim não me empolgou, principalmente pelos motivos já expostos no quesito trama.

    ⚠️ Nota 8,0

  3. Rubem Cabral
    16 de dezembro de 2016

    Olá, Luís.

    Então, é um bom conto, está bem escrito e os diálogos estão bons. Há, contudo, um bocado de infodump e há elementos demais para um conto: isso é material para algo bem maior, onde as informações fascinantes poderiam ser apresentadas com mais parcimônia. Do jeito que tudo ficou compactado, o conto “atropela” o leitor, os personagens ficam meio pálidos, etc.

    Nota: 7,5.

  4. rsollberg
    16 de dezembro de 2016

    Alice (Luis Carol)

    Caro (a), Lewis.

    O conto é muito bom.
    Eessa história de loteria animal é muito maneira, uma inteligência artificial sonhando com animais, wow! (que no final não era)
    Passagens que formam belas imagens: “Caminhei até a porta, enquanto ele socava a parede, resmungando algo incompreensível. O prédio parecia um mosaico de imagens anacrônicas, com garotos magros nas portas dos apês ouvindo hip-hop e bebendo cerveja e holografites em 3D enaltecendo a revolução.”

    Em alguns momentos a narrativa me lembrou o “Pulp” do Bukowski, um noir meio sacana.

    Destaco aqui um exemplo de diálogo bem construído, onde informação é passada e ainda confere personalidade ao personagem:
    “ – Essa história tem o dedo da RCA, né Diomedes?
    – Não só o dedo, meu amigo, a mão toda espalmada, suja de merda. Acharam que tinham o cara sob controle, acordos para reduzir a pena em troca de caguetagem, e uns trabalhinhos que para ele seriam fáceis.”

    As divisões do conto forma bem sucedidas. Bons personagens, ótima trama, diálogos bem feitos, muitos elementos do tema do desafio e um punhado de referências. Certamente estará no meu top 5!

    Parabéns e boa sorte.

  5. Bia Machado
    16 de dezembro de 2016

    Senhor, esta foi a terceira tentativa de leitura desse conto. Mas agora foi. Um enredo que envolve muita tecnologia, não sei se foi por isso, mas me cansou um pouco. Certamente um dos contos mais punks do desafio. Pra mim foi muita informação, mas nem por isso dá pra deixar de afirmar a qualidade do conto. Gostei, mas comigo não funcionou totalmente, porém acredito que será bem votado.

  6. Evandro Furtado
    16 de dezembro de 2016

    Gênero – Good

    Um cyberpunk com toques de noir.

    Narrativa – Average

    A narrativa em primeira pessoa faz todo o sentido ao considerarmos o gênero. Só acho que poderia se focar em atos mais momentâneos do que na história de certos personagens.

    Personagens – Good

    “Respeita meus cabelos brancos, porra”! Frase mais memorável do desafio. Queria ver mais desse cara. Quem sabe um cameo em um desafio com alguma outra frase de efeito bad ass?

    Trama – Average

    O texto é bastante interessante no começo, sobretudo a breve cena de porradaria. Depois começa a se perder no excesso de informação e começa a parecer longo demais.

    Balanceamento – Weak

    Um conto que tinha tudo pra dominar o desafio, mas se perde em uma trama confusa.

    Resultado Final – Average

  7. Marco Aurélio Saraiva
    16 de dezembro de 2016

    Uau! O texto me lembra uma mistura de Minority Report com Transcendence, transportado para um ambiente Noir. Falei besteira? rs rs.

    Um conto bem legal, muito bem ambientado e original. Sua escrita é muito boa: dá pra ver que você é íntimo da arte. Enquanto lia este conto, passou pela minha cabeça que poderia estar lendo qualquer um dos autores consagrados de FC: a qualidade era a mesma!

    A historia de Morpheus é interessante; pena que foi mais narrada do que mostrada durante o conto. Todo o enredo é bem interessante, com direito a cenas de ação, suspense e investigação. Gostei!

    Destaque especial para a ideia da seita que prega a vida eterna numa realidade artificial. Muito interessante e faz bastante sentido.

    Segue algumas anotações que fiz:

    => “…fazendo o se curvar de dor, saquei minha pistola…” – Acho que aqui o certo seria “fazendo-o”.

    => O certo não seria Neurorredes, dobrando o seundo “r”, ao invés de Neuroredes?

    => As siglas “IA”s são usadas no texto sem as letras maiúsculas. Siglas são sempre letras maiúsculas.

    É isso. Excelente conto. Parabéns e boa sorte!

  8. Thiago de Melo
    16 de dezembro de 2016

    40. Alice (Luis Carol): Nota 6
    Amigo EntreContista,
    Gostei de algumas partes do seu texto, especialmente dos questionamentos filosóficos, mas me perdi um pouco em outras passagens.
    Gostei da sugestão de que o próximo nível do desenvolvimento humano seria uma hibridação com alienígenas. Bem interessante. Também gostei dessa frase aqui, ligada a esse aspecto: “– Estamos num esforço pra ampliar o que temos de mais humano, cara!”. Achei muito legal a ideia de que o “esforço para ampliar o que temos de mais humano” venha a partir de uma mistura entre humanos e aliens.
    Gostei muito também dessa passagem: “crença basilar era a de que a vida eterna só seria alcançada num mundo de realidade virtual”; “se a vida pode ser definida como um conjunto de impulsos elétricos e químicos numa prisão de ossos e carne, que diferença faz o meio? Difícil saber.”. Achei muito legal. De fato, se conseguirmos transferir nossas mentes para uma rede, seria uma das formas de atingirmos a vida eterna. Acho até que tive uma conversa no facebook com alguns membros do grupo do EntreContos sobre esse assunto.
    Contudo, outras partes do seu texto me confundiram um pouco. Não consegui entender direito a relação entre o cara ser híbrido e querer repopular o planeta com o outro cara querer se inserir na rede virtual para se reunir com a antiga namorada. Achei que foi informação demais para pouco espaço de conto.
    De qualquer forma, parabéns pelo seu texto e boa sorte!
    Abraço

  9. Wender Lemes
    15 de dezembro de 2016

    Olá! Dividi meus comentários em três tópicos principais: estrutura (ortografia, enredo), criatividade (tanto técnica, quanto temática) e carisma (identificação com o texto):

    Estrutura: bela trama, imprevisível e bem amarrada. Chuva de referências por todos os lados. Muito bem ambientada no cenário punk também. Vocabulário variando do latim ao furúnculo no rabo, o que cria um estranhamento legal, dá propriedade ao conto.

    Criatividade: já começa no pseudônimo. Até agora não sei se peguei realmente todas as referências que foram fornecidas, mas gostei muito das que localizei (meme do Capitão América aqui). Parece que quem escreveu não se deu muito por satisfeito com a escolha do punk sobre os E.T.s e resolveu inserir os amigos cinzentos de um jeito ou de outro. O mais legal é que ficou muito bom e fugiu à mesmice.

    Carisma: um dos contos mais agradáveis, encerrou o desafio com maestria (ao menos para mim).

    Parabéns e boa sorte.

  10. Luis Guilherme
    15 de dezembro de 2016

    Boa tarde, querido(a) amigo(a) escritor(a)!
    Primeiramente, parabéns pela participação no desafio e pelo esforço. Bom, vamos ao conto, né?
    Gostei! O contem tem um enredo interessante e bem tramado. A escrita e a estrutura textual estão bem boas, e não notei erros gramaticais ou de revisão que saltassem aos olhos.
    Achei legal o conceito de híbrido homem-ET, é o primeiro que vejo no desafio (e único, já que seu texto é o último que leio), bem como o conceito de messias híbrido. Legal a forma como isso foi trabalhado hahah.
    Em alguns momentos achei a história um pouco confusa, mas no fim acho que entendi tudo, rsrs.
    Em suma, um conto interessante e com ideias inéditas no desafio, e bem conduzido.
    Parabéns e boa sorte!

  11. Waldo Gomes
    15 de dezembro de 2016

    Muito bem escrito, apesar da aparente confusão. Trama jóia e amarradinha. Gostei muito

    Narrativa dificil de conquistar, mas conseguiu.

    Parab´pens.

  12. mariasantino1
    15 de dezembro de 2016

    Olá, autor!

    Então, o seu conto tem toda pegada da obra NEUROMANCER e eu gostei bastante e me liguei de imediato a trama a ponto de suspirar diversas vezes e me ver rodando a barra com medo do texto chegar ao fim (e acho encantador quando isso acontece). O clima policial, a sociedade marginalizada e o poder nas mãos da corporação aí estão bem dosados e seus diálogos fazem tudo correr de uma forma coloquial que aproxima. A trama é instigante e o personagem (cujo nome quase não é mencionado), tem aquele cinismo noir.

    Não tenho muito a falar, porque quando gosto de algo acabo só elogiando e sei que isso parece coisa de groupie. Hehe!

    Boa sorte no desafio.

    Nota: 10

  13. Pedro Luna
    15 de dezembro de 2016

    Hum, um conto estilo salada mista, com várias ideias próprias desse estilo inseridas no texto. Bom, o conto tem toda a parte tecnológica futurística bem documentada, e apesar de um pouco cansativo, acho que o autor bolou uma trama legal envolvendo tecnologia, mistura de raças e conspiração. A melhor parte do conto para mim foi o encontro com Morpheus e a explicação de quem era Alice. O conto termina como terminam muitas conspirações: abafadas, com a grande massa sem saber da verdade.
    Gostei

  14. Amanda Gomez
    14 de dezembro de 2016

    Oi!

    É engraçado o quanto uma segunda leitura pode mudar nossa opinião, quando li a primeira vez, logo que foi postado eu não tinha gostado muito do conto. Hoje, porém, depois de mais uma chance a ele, (pois meu comentário ficou bem ruim) posso dizer que gostei sim do que foi apresentado aqui.

    Realmente há muitas informações, tem os híbridos, a inteligência artificial / loteria, a empresa o ‘’policial’’ tudo junto e misturado, por isso tive dificuldades de entender a ligação entre Alice e os Híbridos do Eduardo, na verdade essa conexão ainda está bem nublada.

    Eu particularmente achei beemm mais interessante a parte sobre os híbridos, se fosse um conto só sobre isso, talvez teria sido melhor, talvez não. A verdade é que eu fiquei esperando pra saber mais sobre os alienígenas. de que forma eles vivem na terra, como chegaram, como são, se essa mistura de genes é consensual, entende? E não teve isso, foi apenas um plano de fundo para a história principal que seria a AI Alice.

    Eu gostei dos personagens e da figura ausente de Alice, a história de Morfeu me cativou, a tecnologia usada aqui, também é muito interessante. Na verdade é história pra vários contos. SEU CONTO É HÍBRIDO rs.

    As descrições estão boas, e a narrativa tem fluidez, parece tudo ok, nesse segmento.

    Apesar de ter gostado do Narrador (esqueci o nome) acho que ele foi apenas uma ponte para apresentar os outros personagens, ele não tem peso real na história, mas entendo que seja necessário para contá-la.

    O final foi aquele apanhado de todas as questões sendo “resolvidas”, foi satisfatório. Mesmo em dúvida quanto ao meu entendimento do texto, eu gostei!

    Boa sorte no desafio.

  15. Daniel Reis
    13 de dezembro de 2016

    Prezado autor Luis Carol, seguem meus critérios:
    PREMISSA: Totalmente adequada, a meu ver, num universo punk e sombrio, mas com referências popo.
    DESENVOLVIMENTO: A ânsia do autor em criar um universo fabuloso acaba cansando um pouco na leitura, pelo excesso de informação. Outra coisa que também acontece, com isso, é a necessidade de explicar, nos diálogos ou parágrafos, quais são os conceitos tecnológicos. A pérola: “DIOMEDES, INFORMANTE FODÁSTICO”. Ri alto.
    RESULTADO: um bocado confuso, parecendo uma história mais longa, novela ou romance, condensado para conto. Recomendo ao autor desenvolver a ideia sem a limitação do Desafio.

  16. Cilas Medi
    13 de dezembro de 2016

    A palavra pra, citadas várias vezes, dá um ar meio rasteiro para o texto. Outras, como hibridozinho, transumanismo, criam o clima de algo futurístico, mas, ao mesmo tempo, nos coloca como uma base fortíssima no filme Matrix, sem problema nenhum, já que não procura esconder com o nome Morpheu. O despirocou, diz a que veio, levar para a malandragem e uma linguagem coloquial e marginal (se existe essa condição) como a metranca e caguetagem, tornando o conto bem brasileiro. No final, o texto é correto, busca a leitura, rápida, concisa e informal. Erros de colocação incorreta no pronome átono, deve ter sido por não revisar com mais cuidado. Gostei. Nota 8,0.

  17. catarinacunha2015
    13 de dezembro de 2016

    Os diálogo são rápidos e vibrantes. A trama é fraquinha, mas o estilo underground me cativou. É como um exímio narrador com uma ideia sem graça. A explicação no final também não digeriu bem. Mas o meio está um espetáculo.

  18. Sick Mind
    13 de dezembro de 2016

    Os dois primeiros parágrafos não me deram a sensação de estar acompanhando um personagem policial. Mas logo no parágrafo seguinte, essa sensação é quebrada, felizmente. O desenrolar da trama surpreende pela maneira que trança o enredo com as tecnologias, principalmente as IAs e o mind uploading. Só não ficou melhor, porque o protagonista acaba não precisando se esforçar para fazer o enredo acontecer. Creio que o autor deve ter realizado uma quantidade boa de pesquisas, vi algumas tendências tecnológicas sendo colocados no texto e isso me agradou. Gosto muito do tema transhumanismo e o autor abordou tanto sua ideia de evolução como espécie por meio da ciborguização quanto através da engenharia genética, ponto para o autor(a)! De alguma maneira, o cenário de segregação entre híbridos e humanos me lembrou o jogo Deus Ex e um volume da HQ Transmetropolitan. Não gostei dos nomes dados aos capítulos, mas isso não interfere negativamente na história. Esse é o último conto que estou comentando, portanto tenho que dizer: o concurso me trouxe a maior leitura de ‘ponto e vírgula’ da minha vida…

  19. Fil Felix
    13 de dezembro de 2016

    GERAL

    Gostei do conto, leitura tranquila e rápida. Geralmente não sou chegado em palavrões, mas acho que coube dentro da proposta da história e ajudou no tom mais marginal. Peguei algumas referências (acho que foram, pelo menos), além da Alice, como o Morfeus, Max, Brainet. Curti muito o lance da Alice e do jogo do bicho onírico, ficou muito bom. A ponto de que no final esperava que o personagem fizesse uma viagem por dentro da IA!

    O X DA QUESTÃO

    Bastante cyberpunk, tem todos os elementos: a marginalidade, a rebeldia, as grandes corporações, os híbridos. Nunca pensei que veria uma historia com os grays, mas olha a vida surpreendendo! Me lembrou dos aliens rebeldes de Arquivo X. Ótimo conto.

  20. Ricardo de Lohem
    12 de dezembro de 2016

    Olá, como vai? Vamos ao conto! Um Biopunk com Cyberpunk. Já ganhou um ponto, pelo menos entendeu o que é o gênero e o que não é, entendeu seus parâmetros e criou uma narrativa dentro deles. Isso já é notável, teve muita gente que não deu a mínima importância ao fator “adequação ao gênero”, basicamente fizeram o que quiseram. Seu conto abrange vários temas, começa falando de alienígenas grays e um plano para criar pessoas transgênicas/transhumanas que receberiam material genético alien, procedimento que já teria sido bem sucedido uma vez. Depois mudamos para o hacker Morpheus e Alice, e transferência da consciência para mundos virtuais. No fim, percebi que o excesso de temas prejudicou muito a história. Aliens? Transgênicos? Cenas de Ação cinematográficas? Mundos virtuais, transferência da consciência para máquinas, transhumanismo… Calma, pra que tratar de dez mil temas na mesma história, de apensa 3 mil palavras, no máximo? Seria melhor ter se atido a um só tema, ou um tema principal e um secundário. Assim ficou demais, muito superficial, me senti lendo a sinopse de um romance, não um conto. Ficou tudo rápido e fugaz. Apesar disso, ficou acima da média, mostrou um universo que parece mesmo X-Punk. Mesmo senod superficial, foi convincente e até divertido. O conto ficou acima da média, na certa receberá boas notas. Parabéns! É um bom conto, desejo para você muito Boa Sorte no Desafio!

  21. Fabio Baptista
    11 de dezembro de 2016

    Um texto muito bem escrito em suas cenas individuais – todo o jeitão “badass” do protagonista foi passado com bastante eficiência (a cena do cigarro me lembrou Rorschach em Watchmen) e ambientação num futuro cyberpunk sujo ficou excelente, trazendo bem um climão estilo Blade Runner (e no começo, quando ele vai conversar com Eduardo, fiquei com algo de Predador 2 na cabeça).

    Bom, referências de filmes à parte (acho que fiquei com elas porque a linguagem empregada aqui é bem cinematográfica), a junção dessas boas cenas individuais acabou resultado num todo um tanto confuso. Foram muitos elementos – aliens, híbridos, drones, consciências artificiais – para pouco espaço. Acabei perdendo o fio da meada algumas vezes e tendo que voltar para me encontrar novamente. Isso me impediu de “torcer” em algum momento, porque sempre que avançava um pouco ficava com aquela sensação de “wtf???”… daí voltava e retomava o ciclo, até parar em outro ponto.

    Enfim… talvez tenha sido bobeada minha, mas não consegui acompanhar o conto muito bem e não pude aproveitá-lo como gostaria.

    – fazendo o se curvar
    >>> fazendo-o

    – Edu K
    >>> Tem um cara com nome parecido, não? (só curiosidade… rsrs)

    – vida eterna só seria alcançado
    >>> alcançada

    NOTA: 7,5

  22. tatiane mara
    11 de dezembro de 2016

    Bom conto embora seja meio confuso para meu gosto. Questão de gosto pessoal.
    É bem escrito e a narrativa vai bem, só que não me contagia, desculpe.

    É isso.

  23. Bruna Francielle
    11 de dezembro de 2016

    Tema: penso que se encaixou no tema punk

    Pontos fortes: – usou alguns itens conhecidos como “seitas”, “Inteligência artificial”, mas não soou clichê nem repetitivo
    – narrativa clara e consistente
    – Colocou diferentes elementos tecnologicos no mesmo conto: inteligencia artifical, transhumanismo, drones, realidade virtual. E mesmo sendo itens variáveis, ficaram coerentes com o mundo criado

    Pontos fracos: Qual era o interesse de Danilo, o protagonista em se envolver com essa história e o Movimento de híbridos? Se houve essa explicação, eu perdi..
    – começou focando no Eduardo, e depois ele passou a ser um coadjuvante quase sem importância para a história – o foque passou a ser Morpheus. O narrador em primeira pessoa não parece ser o protagonista, mas atua quase como um narrador observador

  24. Priscila Pereira
    10 de dezembro de 2016

    Oi Luis, seu conto está bem escrito, a história é interessante, os personagens são bem construídos, mas não me agradou totalmente… os palavrões e palavras baixas, para mim, estragam um texto, mas não deixarei que isso influencie na sua nota. Boa sorte!!

  25. Eduardo Selga
    10 de dezembro de 2016

    Não vi, infelizmente, acentuada manipulação da linguagem, categoria importante para a criação literária. O uso do coloquialismo não é bastante para dar essa identidade, ainda que ele esteja consoante os personagens, porque foi usada de modo a não criar imagens, alterações semânticas estéticas nem sintaxe inusitada. A falta de identidade, aliás, também afeta os personagens, que me parecem muito planos e iguais.

    Há muitos erros ortográficos, principalmente quanto ao uso do pronome oblíquo.

  26. vitormcleite
    8 de dezembro de 2016

    Um bom texto com uma boa trama. Parabéns pelo mundo que criaste, muito interessante de seguir. Gostei muito de ler este último texto, que me pareceu um dos mais interessantes exemplares da temática deste desafio.

  27. Davenir Viganon
    7 de dezembro de 2016

    Olá Luis
    Cyberpunk na veia. No último conto apareceu aquele que tinha tudo que eu estava afim de ler num conto nesse desafio! Uma trama com caras escrotos, esquizoides e consciências na rede. A estória é muito boa, apesar de ser maior que o limite permite. Acho que você teve de se obrigar a fazer uns cortes na estória. A escrita é envolvente e prendeu meu interesse até o fim! Ainda que eu tenha de admitir que sou presa fácil para esse tipo de estória.

    “Você teria um minuto para falar de Philip K. Dick?”
    [Eu estou indicando contos do mestre Philip K. Dick em todos os comentários.]
    “O que dizem os mortos” do Philip K. Dick seria uma boa indicação para você, pois se passa num futuro próximo onde é possível conversar com os mortos se preservado o cérebro e colocados num esquife apropriado.

  28. Gustavo Castro Araujo
    5 de dezembro de 2016

    Interessante como nem só da distopia vive o universo cyberpunk. O clima noir também acaba se associando a essa vertente – Blade Runner que o diga. Este é mais um conto que adere a essa espécie, mas ouso dizer que é o que melhor se adapta ao estilo proposto. A prosa é segura, o autor sabe muito bem o que está fazendo e o resultado é uma trama envolvente. Como subespécie do gênero policial, o noir tem em Chandler seu maior nome e, por consequência, em Marlowe seu personagem mais conhecido, de modo que é difícil se desvencilhar ou até mesmo inovar nesse aspecto. Talvez por ser irresistível. Marlowe é sarcástico, irônico e autodepreciativo, mas guarda consigo um coração enorme, o que faz toda a diferença. O protagonista aqui caminha por uma trilha parecida (vide sua relação com Sérgio), só faltando a mulher fatal na trama. Demais disso, ri à beça com a inclusão do Edu K na história. O líder do Defalla certamente aprovaria a homenagem, até porque a descrição está perfeita. Enfim, é um ótimo conto e que, ao contrário do que ocorre com textos policiais curtos, não parece amputado para caber nos limites do desafio. Parabéns!

  29. Fheluany Nogueira
    4 de dezembro de 2016

    Uma história bastante complexa, muitos detalhes; a leitura exige muita atenção, e, em alguns trechos, repetição. As ideias foram muito boas: a consciência de uma mulher transferida para um cartão holográfico e usada com inteligência artificial, , transumanismo transmutação, alienígenas e hibridismo – tudo junto em uma investigação policial.

    O bom de um conto assim é que ele nos faz crescer. Precisei pesquisar o que era transumanismo e transmutação, quem era Ray Kurzweil, tentar entender a Kikain no Seishin e lembrar dos músicos Jim Morrison, Iggy Pop e Bob Dylan.

    Texto escrito com capricho (Notei apenas a falta de uma crase – “a vontade” – e um hífen – “fazendo o”.), vocabulário rico, diálogos convincentes. Apenas não me agrada que em um texto curto haja tantas partes com subtítulos, ocorre uma quebra no andamento da leitura, o suspense fica prejudicado.

    Interessante o seu conto; empolgante, com o tema bem desenvolvido, gostei de ler. Parabéns e abraços.

  30. angst447
    4 de dezembro de 2016

    Olá, autor!

    Antes de mais nada, esclareço que não levarei em consideração a adequação ou não ao tema proposto pelo desafio. Não me sinto capacitada para tal.

    Há referência interessantes na trama – a citação de Iggy Pop e Jim Morrison, no meio de um mundo caótico com drones e híbridos. Os nomes, ou codinomes, escolhidos também se destacaram:
    Diomedes – do grego Διομήδης – “astúcia divina” ou “aconselhado por Zeus”)
    Morfeu – do grego: Μορφεύς – “moldador; a forma”), na mitologia grega é o deus dos sonhos.

    O conto está bem escrito, sem falhas de revisão. A linguagem fora do padrão formal encaixa-se adequadamente à fala dos personagens. Só encontrei um lapso de acentuação – ele não pode acreditar > ele não pôde acreditar.

    Vou ler mais uma vez para dissolver qualquer dúvida, mas acho que já captei a ideia principal do conto. O problema é o tema que me causa um certo tédio, inclusive ao escrever o meu próprio conto. Portanto, a falta de empolgação não é falta do autor.

    Boa sorte!

  31. Anorkinda Neide
    3 de dezembro de 2016

    Olá! Muito bem!
    Um conto bem organizado, acredito que dentro do tema, perfeitinho…
    Mas eu não sou o público (isto não interferirá na nota que lhe darei) e portanto, não posso dizer que gostei. Nem que entendi tudo.
    Achei interessante a presença dos híbridos, certamente mais interessantes do que implantes mecanicos e androides.
    Como disse , é um conto bom e pra quem ama este estilo há de achá-lo sensacional.. lhe dou meus parabens.
    abração

  32. Beatriz Oliveira
    2 de dezembro de 2016

    Muito bom! Gosto de narrativas em primeira pessoa e se posso dar uma sugestão, seria interessante que a história do Sérgio fosse contada por ele mesmo, pra dar mais emoção… Mas gostei muito, adorei a referência!

  33. Beatriz Oliveira
    2 de dezembro de 2016

    Muito bom! Gosto de narrativas em primeira pessoa e se posso dar uma sugestão, seria interessante que a história do Sérgio fosse contada por ele mesmo, pra dar mais emoção… Mas gostei muito, me lembrou um pouco as narrativas do Dr. Watson, não fosse os séculos de diferença heheheh

  34. Brian Oliveira Lancaster
    2 de dezembro de 2016

    TREM (Temática, Reação, Estrutura, Maneirismos)
    T: Camarões Epilépticos. Vou guardar bem esse nome. Excelente atmosfera, lembrando muito o mundo sujo e corrupto de Blade Runner, mas com aliens (!), o que deu um certo ar de novidade aos clichês conhecidos. Ainda bem que eles fizeram parte apenas do pano de fundo, senão destoaria um pouco da atmosfera pretendida. Me senti jogando uma aventura de Gurps Cyberpunk. – 9,0
    R: Essa frase resume tudo: “se a vida pode ser definida como um conjunto de impulsos elétricos e químicos numa prisão de ossos e carne, que diferença faz o meio?”. Excelente construção. Veloz, pois o espaço não permitia mais, e nem um pouco cansativa. As sacadas irônicas e o humor deram um ótimo tom. – 9,0
    E: Apesar de gostar das sub-tramas velozes, senti certa pressa na explicação da IA/Oráculo. Ali você poderia ter se estendido um pouquinho mais. O resto funciona bem por ser ao estilo Noir, onde o detetive conta sua própria história. O final comum e “ordinário” casou perfeitamente com a ideia. – 8,5
    M: Diálogos convincentes, sem grandes pretensões, eficiente em emular um estilo de vida arrasado. Notei apenas uma indecisão entre “greys” e “grays”. Acho que o correto é com “a”. – 9,0
    [8,9]

  35. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    2 de dezembro de 2016

    Olá, Luis Carol,

    Tudo bem?

    Então… Moral do conto, Alice foi morar no imaginário e virou uma das histórias mais loucas e conhecidas do mundo. Parafraseando um sambinha antigo “Foi morar no infinito e virou constelação”.

    Brincadeiras de lado, parabéns por seu trabalho. Gostei da condução da trama, “entregando o ouro” só no desfecho.

    Você criou um épico, bem adequado ao tema e ainda ousou mesclar com o outro quase-tema do desafio (ETs). Seu conto fechou o certame com muito talento.

    Boa sorte

    Beijos

    Paula Giannini

  36. olisomar pires
    1 de dezembro de 2016

    Muito bem escrito, apesar de eu não apreciar o estilo “popular” na literatura, todavia, não há como negar a criatividade e maestria da narrativa.

    Boa sorte.

  37. Zé Ronaldo
    28 de novembro de 2016

    O texto é de fácil leitura e transcorre naturalmente.
    A estrutura textual é bem planejada, bem elaborada.
    As personagens são fortes, bom trabalho com as características psicológicas.
    A ideia é boa, bem criativa.
    O texto apresenta um fechamento bem amarrado e enxuto.

  38. Leandro B.
    27 de novembro de 2016

    Oi, Luis Carol.

    Olha, talvez seja minha falta de costume com FC, mas achei a história um tanto confusa, com alguns elementos que não encaixaram no texto como um todo, cono peças de quebra-cabeças sobressalentes.

    Claro, pode ser que eu seja o responsável por não conseguir visualizar a grande imagem.

    A histórica começa com uma referência à possível revolução advinda do hibridismo, que poderia oferecer uma resposta para a inferioridade dos humanos frente às máquinas. Também não entendi o grande interesse da RCA para retirar os transumanos do condomínio através de uma conspiração ou o interesse na criação da loteria, a necessidade de uma mente humana para tal… Também não entendi o mergulho na história do “messias” que, ao final, também não me pareceu fundamental à história. Enfim, questões que pareceram importantes para o entendimento do texto não funcionaram comigo.

    De resto, o tom de sarcasmo, os diálogos e a ação da história me pareceram bem feitos. Se outros leitores se mostrarem confusos, talvez valha a pena um investimento em explicações mais didáticas. Senão, a falha foi minha mesmo.

    De todo modo, parabens pelo trabalho e boa sorte.

  39. Dävïd Msf
    26 de novembro de 2016

    Gostei bastante da proposta, e do desenvolvimento da história. Uma disputa ente transhumanismo, em nos tentando nos tornar melhores por nós mesmos, nossos próprios esforços, ou tentar tomar atalhos nos micigenando com genes extraterrestres, capazes de nos mostrar talvez um atalho de algumas centenas de milhares de anos de evolução, que poderiam ser bem dolorosas ou até nos levar à extinção se tentássemos trilhá-las por nós próprios? Boa pergunta!!

  40. Jowilton Amaral da Costa
    26 de novembro de 2016

    Bom conto. Uma boa narrativa, bons diálogos, achei a história dos híbridos muito interessante. O enredo não me convenceu muito e achei que tudo foi esclarecido rápido demais, sem suspense ou clímax, na minha opinião, claro. Mas, foi uma boa leitura, sem entraves. Boa sorte..

  41. Evelyn Postali
    26 de novembro de 2016

    Oi, Luis Carol,
    Gostei da ação desse conto. Foi mais movimentado que os outros. Ao menos em alguns poucos momentos pude ver os personagens fazendo algo diferente. Por falar em personagens… Eles são bons, têm personalidade parecem reais. Gostei dos diálogos.
    Parabéns pelo conto.

E Então? O que achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Informação

Publicado às 26 de novembro de 2016 por em X-Punk e marcado .