EntreContos

Detox Literário.

A Condição Humana (Leandro Barreiros)

Harlam ouvia sobre Quilbrum desde a infância. A cidade ficava a longínquas léguas do Arquipélago de Florais, tão bela quanto os jardins de Tamuachan e tão avançada quanto a lendária Songdon, isolada há centenas de anos no Oriente devastado. Seu avô dizia ter conhecido o lugar quando se aventurou com mercadores ciganos. Nunca vira cidade mais bela, formada por gigantescas torres brilhantes e praças que faziam a vila de Suput parecer uma oca. Havia fartura para todos, pois as pessoas reaproveitavam tudo e a paz e alegria regra. Teria ficado por lá, mas o costume de casamento entre homens e outros animais, às vezes até árvores, foram estranhos demais para ele e, por isso, foi embora.

Jamais se arrependeu tanto.

Harlam sonhava com Quilbrum quase todos os dias. Geralmente dormindo, mas às vezes acordado. Um mundo onde havia comida para todos, pois o desperdício, que via tantas vezes nos sacrifícios para Groto, o grande, era inaceitável. Quando puxou a rede, pensava na cidade fantástica do além mar. Quando notou que estava vazia, voltou à realidade.

-Há noites você não pega nada –resmungou um dos três homens que estava pescando com ele.

-Há noites que vocês não pescam quase nada, Salmet –Mara respondeu, intervindo.

-Quase nada é infinitamente melhor do que nada –respondeu Salmet e os outros concordaram.

Harlam tateou a rede. Procurou por nós frágeis ou desfeitos. Não havia nada.

-O povo deveria arrumar suas coisas e procurar um lugar melhor. Já não há peixe aqui.

-Você é um idiota –Salmet respondeu. –Não é porque não consegue pescar que não há peixe. Não há lugar melhor para gente. O mar do Oriente é negro e intragável.

-Existe um lugar. Meu avô encontrou Quilbrum no ocidente. Ele disse que era perfeito. Nada era desperdiçado e por isso havia abundância de tudo.

-Seu avô era um bêbado –Salmet disse seco. –Ele achou Quilbrum no fundo de uma garrafa.

O rosto de Harlam corou; os olhos incendiaram. Os homens riram do insulto. Apenas Mara ficou séria, incomodada com os rumos da conversa. Sabia que Harlam não aceitaria que falassem assim de seu falecido avô. Ele idolatrava o homem. Quando estavam sozinhos observando as estrelas, Harlam lhe contava sobre as aventuras de seu intrépido avô, com um largo sorriso para cada façanha. Mara não apreciava tanto as histórias, mas o coração sempre batia mais forte quando ele sorria.

-Retire o que disse, Salmet –Ameaçou Harlam, encarando o pescador de perto.

Salmet tinha que abaixar a cabeça para encontrar os olhos incandescentes do pescador azarado.

-Eu retiro o que disse, aziago.

As brasas se extinguiram. Podia conviver com os insultos sobre si. O que não toleraria é que comprometessem a honra de seu avô. Afastou-se de Salmet. Que ele e os outros que o achavam portador da má sorte se fodessem. Voltou a atenção para a rede. Mara soltou a respiração.

-Seu avô não disse que esteve em Quilbrum por estar bêbado. Disse porque era um mentiroso. Era um pescador mais amaldiçoado do que você e por isso inventava histórias para as pessoas não falarem sobre o merda de pescador que era. Preferia que achassem que era o merda de um mentiroso.

A mão de Harlam encontrou o rosto de Salmet no momento em que ele terminou a última palavra. Ele montou rapidamente no companheiro de pesca, desferindo socos imprecisos com as mãos. Os homens olharam com interesse a briga, mas nada fizeram. Uma disputa devia acabar por si. Mara também não interveio. Não cabia a uma mulher separar a briga de homens. Limitou-se a torcer que a iniciativa de Harlam compensasse a desvantagem de sua idade e tamanho.

Não compensou.

Salmet era quatro anos mais experiente. Sob a chuva de golpes, empurrou o rosto do garoto e, quando ele mecanicamente fez força contrária, puxou sua cabeça e golpeou-o com o cotovelo. Harlam tombou para o lado e foi a vez de Salmet subir em cima dele. O pescador mais velho cuspia insultos e socos.

 

O garoto acordou ainda naquela noite, sob um olmeiro. Os homens foram embora. Ali estava apenas Mara, de costas, assando um peixe em uma fogueira. Ia perguntar quão mal estava o rosto, mas as dores eram bastante reveladoras. Ainda enxergava e isso era bom. Tateou os dentes com a língua. Apenas um no lado esquerdo tinha desaparecido. Poderia ter sido pior. Muito pior.

Contudo, isso não trazia consolo. Estava cansado da vila, da ilha, das pessoas que o encaravam como maldito pela falta de peixes. Aliás, se Salmet não batera até arrancar todos os dentes deve ter sido por medo de contrair a má sorte. Como se não bastasse o tratamento das pessoas, os sacrifícios para Groto, o Grande, pareciam cada vez mais absurdos. Quanto menos comida a vila tinha, mais sacrifícios fazia para Groto, e quanto mais sacrifícios, menos comida e mais acusações restavam.

-Eu vou embora –anunciou, sem desconfiar que as palavras sairiam tão enroladas por conta dos inchaços.

Mara virou o rosto para ele e, então, fitou a fogueira.

-Para Quilbrum?

-Sim. Não há nada aqui para mim. Irei com os marinheiros do Oeste.

-Os marinheiros dizem que lá “nada é desperdiçado”. Tudo é círculo. –Mara estremeceu.

-Incrível, não é? Com torres gigantes e homens casados com animais.

-Não sei. Você quer casar com uma cabra?

-Claro que não! Mas seria engraçado ver uma mulher amando um papagaio.

Ela suspirou.

-Nem tudo pode ser reaproveitado. Há coisas que devem deixar de ser. –ela disse e suas palavras mal ficaram paradas no ar, sendo carregadas pelo vento para outro lugar e outro tempo.

-Para saciar Groto? Isso é estúpido –respondeu sem lhe dar atenção.

Mara sentiu calafrios novamente, mas nada disse. Retirou o peixe do fogo e se aproximou de Harlam. Deu-lhe um pedaço com as mãos.

-Irei com você –ela avisou.

-Por quê?

-Porque depois que você for, também não terá nada aqui para mim –respondeu desembaraçada.

Harlam mediu as palavras que falara há pouco e tentou consertar. Quis dizer que não ter nada era diferente de não ter ninguém. “Você também é importante…”, começou, mas era tarde. Ela silenciou seus lábios com o dedo. Tocou suas feridas com a mão e beijou seu rosto. Montou no corpo do rapaz, afastando a calça dele. Acariciou a pele lisa e massageou-o até que ficasse pronto. Então, levantou a própria saia, revelando a cintura fina, a pele lisa maculada apenas pela marca de nascença em formato de três pétalas na perna esquerda e os pelos púbicos bem aparados.

-Eu vou com você –ela repetiu.

            II

E foram.

Conversaram com comerciantes que chegavam do outro lado do Oceano e perguntaram se poderiam embarcar com eles em direção às terras do ocidente. Não tinham dinheiro, por isso ofereciam trabalho no navio durante o período. Ouviram dos três primeiros capitães que abordaram um não ríspido. Mas, no quarto, o não foi mais educado.

Passaram quase uma semana no cais incomodando os marinheiros. Quase todos aceitavam sob a condição de pagamentos que os jovens jamais conseguiriam realizar. Finalmente, um velho capitão, bêbado como um gambá, enxergou neles uma inocência que acreditava ter se perdido no mundo e concordou em levá-los até a cidade de Lamúrias. De lá estariam livres para seguir seu destino.

-Estive em Quilbrum uma vez –ele falou com voz alta –lá nada é desperdiçado e as pessoas tem cara de animal. Você parece um tamanduá, vai se misturar bem –disse, referindo-se a Harlam.

O homem partiria na manhã seguinte e não os esperaria caso se atrasassem. Ambos temiam que, ao recuperar a sobriedade, o velho negasse acesso ao navio. Contudo, no dia seguinte, o capitão estava ainda mais bêbado e não deu a menor atenção para a entrada dos dois.

A viagem durou quarenta e duas noites e durante todo o caminho Harlam e Mara cozinharam, serviram e ajudaram a limpar o convés. Alguns marinheiros pressionaram para que os jovens lhes servissem também na cama, mas o capitão –que descobriram se chamar Constâncio –deixou bem claro que o primeiro a encostar neles passaria a noite pendurado na saída de escape do vapor. O segundo seria castrado e o terceiro seria castrado E pendurado no escape, de modo que nenhum homem encostou nas crianças, pois já sabiam o que o capitão podia fazer quando estava bêbado, o que era sempre.

Na noite anterior à ancoragem, Constâncio casualmente instruiu os jovens a não mencionarem seu objetivo de alcançar Quilbrum em Lamúrias.

-Há grande tensão entre as cidades. A guerra se aproxima, e muitas pessoas insistem que Lamúrias apoie Songdon –explicou.

Ao invés disso, deveriam seguir discretamente para o sul, onde alcançariam uma pequena vila chamada Terramar. De lá, poderiam seguir para Nova Branca e, então, contratar um guia para chegar a Quilbrum.

Pouco sabiam sobre a guerra e, quando desceram em Lamúrias, quase esqueceram do resto do mundo.

Já quando aportaram puderam ver as grandes torres que cuspiam fumaça marrom no céu. Nos primeiros dias, apenas a estrutura da cidade era o bastante para impressioná-los: as ruas eram planícies inteiras e nelas corriam bestas de metal que abrigavam pessoas e lançavam sua fumaça avermelhada para o alto. Os mercados eram enormes e cada um tinha mais comida do que sua antiga vila poderia juntar em cem anos. Na parte externa dos prédios, quadros gigantescos se moviam e declaravam notícias sobre a tensão entre Quilbrum e Songdon, sobre o estilo de vida depravado da cidade harmônica, sobre quão boa era uma nova mercadoria que promovia o emagrecimento e sobre um trem aquático que ligaria a cidade à Songdon, passando por cima das águas escuras do Oriente.

Diante da imponente modernidade levaram algumas semanas para realmente reparar nas pessoas. Muitos usavam tecidos finos e maquilagem estranha na cara, notadamente os que utilizavam as bestas para se locomover e desapareciam dentro das grandes torres azuladas. Outros se limitavam ao uso das pernas, tinham a cabeça rasgada e a pele seca pelo contato contínuo com a fumaça. Trabalhavam aqui e ali, mendigavam, ou pegavam o que precisavam para sobreviver. Entre os dois tipos percebeu apenas uma coisa em comum: os olhares de desprezo que trocavam entre si, durante trabalho informal ou na concessão de esmolas.

Os dias passaram. Mara e Harlam perceberam que, apesar de todos os excessos, havia na cidade pessoas tão pobres quanto em sua vila natal, muitas vezes ainda mais famintas. Observaram a comida dos enormes mercados se amontoar até estragar. Em uma noite, quando um garoto tentou pegar a comida para si, homens vestido de preto o carregaram com violência e ele não foi mais visto nas ruas.

Após alguns meses na cidade, vivendo a miséria dos sem cabelos, Harlam começou a sentir falta de sua vila e das discussões com Salmet. Mara estava cada vez mais calada e já não o tocava. Moravam na rua, em um acampamento improvisado de mendigos próximo ao porto, onde vez ou outra um homem sujo falava sobre justiça e revoluções. Mas elas nunca vieram. Numa noite qualquer, Harlam decidiu que era hora de saírem dali. As maravilhas da cidade eram ilusão.

-A hora já passou –Mara corrigiu-o.

E seguiram para Quilbrum.

III    

            Não era fácil chegar à cidade lendária. Encontraram Terramar e, então, Nova Branca. Mas descobriram que ainda estavam longe. Foram para Serpat, Maligut, Novo Rio, Coca Preta, voltaram para Maligut e então seguiram para Leste.

            Quilbrum era difícil de ser encontrada quando não tinha interesse em aparecer. “A luz esconde a cidade em tempos incertos”, disse uma senhora em Maligut. Songdan finalmente havia declarado guerra e muitas cidades do continente se reorganizavam diante das posições entre as potências.

O tempo passou. Os corpos cresceram. A obsessão de Harlam com a cidade diminuiu, mas continuou buscando o lugar porque, com os anos, acabou adquirindo o hábito de procura-lo.

Estavam em sua enésima expedição para Quilbrum, agora acompanhados por um enorme grupo de pessoas que disseminaram o boato de que a cidade abria novamente as portas para forasteiros.

No primeiro dia com o grupo conheceram um idoso que afirmava conhecer o caminho. No quarto, fizeram amizade com um casal de Maligut que trazia três crianças. No décimo, o idoso avisou que faltava pouco. No dia seguinte foram atacados.

O acampamento inteiro foi pego de surpresa. Os inimigos trajavam vestimenta preta e disparavam armas automáticas cujo som faria um javali fugir. Mara e Harlam correram na balbúrdia da batalha. As pessoas gritavam, reagiam, corriam, imploravam e morriam. Principalmente morriam.

Enquanto fugiam, Harlam tropeçou no corpo do casal de Maligut. Seus filhos não estavam em nenhum lugar para serem vistos. Mara ajudou-o a levantar, mas caiu em seguida quando um disparo perfurou seu ombro. Harlam gritou. Olhou para trás em fúria, mas só enxergou a confusão amorfa da guerra. Então, apenas apoiou Mara no ombro e foi embora.

IV

Mais ninguém se aproximou deles. A bala que perfurou o ombro de Mara havia saído pelas suas costas, deixando um pequeno furo de odor fétido. Harlam carregou a menina até onde pôde. Certa noite, descansavam sob um castanheiro enquanto ele examinava a ferida.

-O preto está aumentando –ele murmurou.

-Eu vejo.

-Está ficando podre. Precisamos voltar.

-Harlam…

-São trinta dias até Maligut. Talvez façamos mais rápido sem o grupo.

-Harlam, escute… –ela pediu –Você sabe que não chegaríamos a tempo. Aquelas pessoas ainda estão por aí. Você precisa ir embora.

-Não está falando sério.

Mas Mara não ouviu. A consciência havia escapado de sua mente.

V

Não podiam voltar, mas podiam seguir em frente. Quilbrum precisava estar perto.

E estava.

VI

Parou diante da imponente muralha da cidade. Mesmo antes de colocar o pé dentro de Quilbrum, sentiu-se pequeno como um animal na floresta. Os sábios haviam protegido a cidade com gigantescas sequóias, não serradas e amontoadas, mas eu seu estado natural. Quanto tempo foi necessário para que a muralha surgisse Harlam nunca soube.                Arrastava Mara com a ajuda de uma enorme folha de bananeira. Improvisou uma pasta de raiz e folhas para cobrir a feridas, mas as moscas continuavam rodeando o machucado, atraídas pelo cheiro da podridão.

Harlam encontrou os portões da cidade e implorou por ajuda. Para sua surpresa, as portas se elevaram rapidamente. Cinco homens surgiram da passagem. Dois deles se apressaram em colocar Mara numa maca esverdeada e injetaram algo em seu ombro.

-O que estão…

-Não há tempo para isso –respondeu um dos homens, com olhos de pantera. –Os observamos de longe. Tentaremos ajudá-la, mas seu estado é crítico. Despeça-se.

-Eu vou com…

-Se não quer atrapalhar, despeça-se. E deixe-os fazer o necessário.

Seu estômago se transformou em nó. Apertou a mão de Mara, mas não conseguiu falar nada.

            VII

Foi preciso apenas colocar os pés na cidade para perceber que o avô nunca esteve em Quilbrum.

Ao contrário das enormes torres que ele e outros mercadores descreviam, a maioria das construções era baixa, circular e com um teto bastante amplo, como gigantescos cogumelos. Simbad, o homem que o recebera, explicou que as residências funcionavam como as plantas, absorvendo a energia solar e a manipulando para diferentes tarefas. Era, inclusive, a fonte de alimento de pequenas criaturas criadas pelos sábios da cidade, “não não robôs”, ou algo assim, cujo olho não podia ver sem equipamento especial.

Harlam descobriu rapidamente que a história dos casamentos com animais era falsa. Os “não não robôs” eram responsáveis pelos traços animais. Sugeriram a Harlam que testasse sua compatibilidade, mas ele não estava interessado. Aquilo não era importante. Nem a farta comida no prato, o conforto do quarto ou os inúmeros embrulhos de roupa que recebeu nos dias seguintes. Apenas Mara estava em sua cabeça.

Ao contrário do que esperava, os habitantes da cidade também não pareciam abraçar com felicidade a própria vida. Em uma festa de primavera que comemorava os doze meses de energia solar armazenados durante a revolução terrestre, a quantidade de produtos reciclados e o crescimento bélico para enfrentar Songdon, observou em seus olhos as dúvidas e o ódio daqueles que viviam em desequilíbrio com o mundo, desequilibrando a si mesmos no espírito. Quilbrum tinha pretensões imperiais, percebera. Para seus habitantes, a harmonia só faria sentido quando o mundo inteiro a aceitasse. Harlam se perguntou se seriam felizes depois disso.

Após a primeira semana, a cidade maravilhosa, farta e igualitária, se tornara apenas um lugar. Uma revelação decepcionante para qualquer um que ouviu sobre sua grandeza, porque era apenas o que qualquer construção humana poderia ser. No décimo dia na cidade, bateram em sua porta dois homens vestidos em traje branco, com mais um pequeno embrulho nas mãos.

-Sentimos muito. Fizemos todo o possível para salvá-la…

Eles continuaram falando, mas Harlam foi incapaz de ouvir. As palavras perderam o sentido… Indolor, reciclagem, adubo, plantações… mais tarde conseguiu recuperar alguns trechos, apenas para reviver a dor da notícia.

O embrulho continha um casaco escurecido que só vestiu no mês seguinte, em uma noite particularmente chuvosa. Deitou cedo nesta noite, mas o sono durou pouco. Foi atormentado pelas palavras de Mara, que há anos surgiram na ilha de Pinheiros e percorreram o espaço de maneira lenta mas persistente, até alcançar seus ouvidos durante o sono.

                “Nem tudo pode ser reaproveitado. Há coisas que devem deixar de ser”.

Perturbado, correu para o espelho da casa, inspecionando milimetricamente o casaco que vestia seu corpo. Atrás do ombro encontrou o que procurava. As três pétalas escurecidas da perna de Mara. Então caiu no chão e chorou.

Mais uma vez, tarde demais quis dizer para Mara que só queria ela ao seu lado. Redescobrira que ter tudo era diferente de ter alguém. Naquela madrugada, teve a impressão de que estavam todos condenados por Groto à infelicidade eterna. Era esta a condição humana que uniria para sempre Songdan, Quilbrum e tudo que houvesse entre elas, mesmo que nenhuma pessoa estivesse disposta a admitir. Sentiam todos a angústia e buscavam desesperados qualquer solução para fugir dela. A aventura, a bebida, a conspiração, a harmonia, a riqueza, a pobreza, a guerra. Pensou que por mais que se esforçassem, por mais que conquistassem, estariam todos condenados à desgraça.

E estavam.

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40 comentários em “A Condição Humana (Leandro Barreiros)

  1. Leonardo Jardim
    16 de dezembro de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐▫▫▫): um texto que seria um bom romance ou novela, que acabou sendo reduzido ao tamanho de um conto e ficou muito apertado. O mundo criado parece ser bem interessante, mas nos foi apresentado de forma superficial. Por exemplo, o excesso de cidades e nomes diferentes pouco acrescentam à trama e acabaram por travar a leitura. Algumas passagens não foram importantes para a história, como o tempo que viviam como mendigos e poderia ser bem mais resumidas (talvez numa frase). Fora esse grande problema, temos uma história interessante de busca que pode e deve ser escrito com mais calma e espaço.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): boa, mas muito descritiva, focada unicamente em mostrar as sequências de ações. É bom para o leitor uma pausa para análise da situação ou reflexões. Precisa ajustar a pontuação dos diálogos (usando travessão ao invés de hífen). Anotei essa inconsistência aqui:

    ▪ nenhum homem encostou nas crianças (ele não era um pescador mais velho, não entendi o “crianças”)

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): é um mundo totalmente novo, mas utiliza elementos conhecidos. Ou seja, merece uma boa avaliação aqui, mas não as três estrelas.

    🎯 Tema (▫▫): desculpa, mas não vi nenhum elemento que poderia colocar como sci-fi ou punk… a parte da cidade grande pra mim ficou como um interpretação deles de como é uma metrópole.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫): o final é amargo de propósito e gostei disso. Toda essa aventura para não encontrar o que queriam e ainda perder a mulher que amava… coitado. O impacto poderia ser maior, porém, se as gorduras do texto fossem removidas e o foco ficasse no início e nessa parte final…

    ⚠️ Nota 6,0

    OBS.: sobre pontuação no diálogo (travessão x hífen), sugiro essa leitura: http://www.recantodasletras.com.br/artigos/5330279

  2. Renato Silva
    16 de dezembro de 2016

    Olá.

    Parece que você tentou sintetizar um romance em três mil palavras. Daria uma bela estória se contada em mais palavras, mas que no formato de conto a deixa muito superficial. Achei esse monte de micro capítulos desnecessários. Também senti falta daquela “pegada” tecnológica. Uma pena.

    Boa sorte.

  3. Bia Machado
    16 de dezembro de 2016

    Não consegui me envolver com a trama. Para mim, faltou algo nela que me despertasse um interesse maior do que apenas ler para avaliar o texto de alguma forma, apesar do conflito apresentado, que não me chamou muito a atenção. Sobre as personagens, digo que foi por elas que levei bem a leitura até o final, me conquistaram a ponto de eu querer saber como tudo ia terminar, ou seja, por conta dos diálogos certamente é que isso ocorreu. A narração leve ajudou também na tarefa da leitura, mas não posso dizer que tenha tido força suficiente para me prender, talvez a essa altura do campeonato isso tenha até sido algo a favor, pois foi algo diferente de ler após tantos textos difíceis. O texto precisa de uma revisão mais apurada. Posso estar enganada, mas acredito que não tenha elementos punks, não se encaixando no tema. Foi um bom trabalho, mas que poderia ter sido mais bem desenvolvido.

  4. Thiago de Melo
    16 de dezembro de 2016

    22. A Condição Humana (Dandara): Nota: 10

    Amiga Dandara, meus parabéns!
    O seu texto foi o penúltimo que li nesse desafio, às 4:30 da manhã do último dia do prazo. Enquanto eu lia as linhas que você escreveu, eu escutava à versão incrível de “Sound of Silence” feita pela banda Disturbed, combinou perfeitamente. (https://open.spotify.com/track/1Cj2vqUwlJVG27gJrun92y).
    A minha casa estava totalmente em silêncio e escura, lá fora a noite estava tranquila, completamente alheia ao turbilhão de emoções que seu texto produziu na minha mente.
    Não tenho palavras para dizer o quanto gostei da sua história, do quanto vc conseguiu me envolver com o desenvolvimento dos dois personagens e com as reviravoltas que aconteceram ao longo da narrativa.
    Meus parabéns, excelente texto. Um dos poucos, senão o meu único, 10 nesse desafio. Parabéns.
    PS. Não sei se vc lê em inglês, mas vou deixar aqui a letra da música e recomendo que vc a escute nessa versão que eu deixei no link. Tem muito a ver com a sua história.

    O Som do Silêncio

    “Olá escuridão, minha velha amiga
    Eu vim para conversar com você novamente
    Por causa de uma visão que se aproxima suavemente
    Deixou suas sementes enquanto eu estava dormindo
    E a visão que foi plantada em minha mente
    Ainda permanece
    Dentro do som do silêncio

    Em sonhos sem descanso eu caminhei só
    Em ruas estreitas de paralelepípedos
    Sob a áurea de uma lamparina da rua
    Virei minha gola para o frio e a umidade
    Quando meus olhos foram esfaqueados
    pelo flash de uma luz de neon
    Que rachou a noite
    E tocou o som do silêncio

    E na luz nua eu enxerguei
    Dez mil pessoas, talvez mais
    Pessoas conversando sem estar falando
    Pessoas ouvindo sem estar escutando
    Pessoas escrevendo canções
    que vozes jamais compartilhariam
    E ninguém ousou
    Perturbar o som do silêncio

    “Tolos,” digo eu, “vocês não sabem
    O silêncio é como um câncer que cresce
    Ouçam as minhas palavras e eu posso lhes ensinar
    Tomem meus braços e eu posso lhes alcançar”
    Mas minhas palavras, como silenciosas gotas de chuva, caíram
    E ecoaram
    Nos poços do silêncio

    E as pessoas se curvavam e rezavam
    Para o deus de neon que elas mesmas criaram
    E um sinal faiscou um aviso
    Nas palavras que estavam se formando
    o sinal dizia: “As palavras dos profetas
    estão escritas nas paredes do metrô
    E nas salas dos cortiços
    E sussurram o som do silêncio”

  5. Wender Lemes
    15 de dezembro de 2016

    Olá! Dividi meus comentários em três tópicos principais: estrutura (ortografia, enredo), criatividade (tanto técnica, quanto temática) e carisma (identificação com o texto):

    Estrutura: a estrutura deste conto está bem equilibrada, com poucas falhas perceptíveis e uma trama que não se atropela, vai cozinhando o leitor aos poucos. Se há algo a se questionar quando ao conto, seria a adequação ao tema. Vi um pouco de Steampunk nas máquinas que moviam a cidade anterior a Quilbrum, outro tanto de Nano nos robôs que moldavam os habitantes da cidade lendária, um pouco de Solarpunk sobre a festa de primavera… enfim, há várias vertentes sendo exploradas, mas acredito que nenhuma tenha sido levada a fundo.

    Criatividade: se, por um lado, a adequação ao tema beira a superficialidade, o lado criativo do conto é muito bom. Quem escreveu não se limitou a um cenário, ou uma vertente, mas trabalhou numa salada muito variada de imagens e sugestões.

    Carisma: gostei do conto, acima de tudo. A personalidade forte de Harlam, a ousadia de Mara e, mais do que isso, a emoção que a tragédia gradual dos dois desperta são pontos que me agradaram bastante.

    Parabéns e boa sorte.

  6. mariasantino1
    15 de dezembro de 2016

    Opa!

    Não sei bem classificar o que vc escreveu aqui, fantasiapunk? Bem, independente disso eu gostei do clima, dos dois personagens, da luta pessoal deles e do universo com o lance de sacrifício. Sabe aquele filme “Waterworld”?, pois bem, nele tem um lance de reciclagem também que me lembra o seu conto.

    Não tenho muito o que falar não. Gostei do clima, da linguagem, da narrativa e das imagens.

    Boa sorte no desafio.

    Nota: 8,8

  7. Luis Guilherme
    15 de dezembro de 2016

    Boa tarde, querido(a) amigo(a) escritor(a)!
    Primeiramente, parabéns pela participação no desafio e pelo esforço. Bom, vamos ao conto, né?
    Caraca, meu, que conto animal!
    Adorei, e me arrepiei com o final. Que retrato perspicaz e sensível da realidade! Em alguns momentos, senti uma referência à situação dos emigrantes nordestinos que vieram a são Paulo à procura de um paraíso de oportunidades, e hoje vivem na miséria.
    E que análise da natureza social! Parabéns, tá excelente teu conto! Só o segundo 10 que dou até agora.

  8. Waldo Gomes
    15 de dezembro de 2016

    O negócio é bem escrito e até nos envolve, mas chega num ponto que cansa essa bsuca…. não sei onde da estrada.

    Mas é bem escrito, talvez tenham faltado algumas reviravoltas.

  9. rsollberg
    15 de dezembro de 2016

    A Condição Humana (Dandara)

    Caro (a), Dandara.

    Percebe-se que o autor criou um universo bastante amplo, com uma geografia e costumes próprios. Todavia, em razão do limitado espaço, esse Mundo não pode ser desenvolvido da melhor maneira e, assim, muita coisa ficou sobrando.

    O conto segue a fórmula da jornada do herói do Campbell, o que me parece ser bastante apropriado para esse tipo de estória . Uma viagem ao desconhecido em busca da terra prometida.

    Os diálogos são bons e o casal de personagens tem química. Algumas passagens funcionaram pra mim, outras nem tanto. Destaco essa frase, pois casou bem com o estilo da história; Quilbrum era difícil de ser encontrada quando não tinha interesse em aparecer. “A luz esconde a cidade em tempos incertos”, disse uma senhora em Maligut”

    O final foge do lugar comum “dos felizes para sempre” e apresenta uma lição de moral, sem soar pedante, no meu entendimento.

    Parabéns e boa sorte;

  10. Amanda Gomez
    14 de dezembro de 2016

    Oi, Oi.

    O conto está muito bom, li sem pressa ou dificuldades, foi uma leitura prazerosa. Gostei dos personagens, o protagonista é bem trabalhado, assim como Mara. Desde a pesca até todas as peregrinações que fizeram até chegar a cidade dos sonhos, foi bacana de acompanhar, o autor demonstrou estar bem certo do que estava fazendo.

    Gostei das divisões das cidades, ou estados. Dos nomes dados a elas, foi criativo.

    A escrita é boa e envolvente, a narração e os diálogos estão bem descritos. A desolação das pessoas, a condição humana aqui, é bem compreensível. É triste saber quando corremos atrás de um sonho e quando este é bem diferente na realidade, consegui sentir toda a decepção do homem.

    Não saberemos dizer o que teria sido melhor para ele, ficado lá onde estava, pescando sem peixes, ou fazer essa peregrinação,acho que qualquer uma das opções seriam triste. É o eterno ‘’ E se ? ‘’

    Bom, não há muito o que falar, e sinceramente depois de ler tantos contos, estou meio sem vocabulário e desenvoltura para isso. rsrs É muita coisa!

    Parabéns, e boa sorte no desafio.

  11. Pedro Luna
    14 de dezembro de 2016

    Gostei. O texto é bem escrito e a leitura corre super bem. A trama tem uma mensagem bacana, apesar de batida (e do final pessimista), sobre a perseguição da felicidade. Às vezes buscamos em lugares o que poderíamos achar em pessoas próximas e até em nós mesmos. Enfim, achei bacana. Outro ponto positivo foram os diálogos bem escritos e que realmente soaram como uma conversa. Gostei também dos detalhes que o escritor trouxe quanto a peregrinação de Mara e Harlam em busca de seu destino, revelando as cidades por onde passavam, e demais detalhes.

    Um conto que tem toda uma pinta de fantasia.

    O único ponto negativo foi essa passagem: “Era, inclusive, a fonte de alimento de pequenas criaturas criadas pelos sábios da cidade, “não não robôs”, ou algo assim, cujo olho não podia ver sem equipamento especial.”

    Confesso que até agora não sei ainda o que são os não não robôs. O parágrafo que vem depois não ajuda e isso me desconectou um pouco da história. Mas no geral, bem bom.

  12. Daniel Reis
    13 de dezembro de 2016

    Prezado autor, aí vão meus comentários:
    PREMISSA: o Êxodo em busca da terra prometida, mas num universo punk.
    DESENVOLVIMENTO: apesar do arquétipo, o autor soube inserir aspectos de novidade e desesperança no texto.
    RESULTADO: a história parece uma novela condensada, mais coisas devem ter acontecido durante a viagem para Quilbrum, que transformaram os personagens. Seria a semente de um texto maior.

  13. cilasmedi
    13 de dezembro de 2016

    Um trecho profético e avassalador com referência à humanidade. Procuramos sempre, em outros, os motivos para sermos melhores ou estar em lugares que irão nos trazer felicidade. E, no pior de tudo, é que não a encontramos e deixamos, para trás, para sempre ou para o futuro, somente a frustração. Bom conto. Nota 8,5.

  14. Fil Felix
    13 de dezembro de 2016

    GERAL

    Sem ver o lado da temática, é um conto interessante. A aventura de duas crianças pelo mundo, em busca de Eldorado, crescendo e amadurecendo no caminho. Todo percurso é muito bom, as duas personagens vão sendo desenvolvidas aos poucos, assim como a mitologia em torno da cidade harmoniosa. Essa nação-cogumelo também tem seu charme, fica legal de comparar com os mitos que vão surgindo em torno dos lugares e o que eles realmente são, quando param de romancear.

    O X DA QUESTÃO

    Aí que está… a atmosfera do texto não me levou a nenhum lugar do X ou do Punk. O que é chato, pois o conto é bom. Me senti numa aventura pela Terra Média, pelas tavernas, megalópolis, mas não num lugar X-Punk. A primeira cidade que chegam, apesar das crianças a verem como monstros metálicos, poderia ser apenas uma grande cidade, com prédios e ônibus mais modernos.

  15. Ricardo de Lohem
    12 de dezembro de 2016

    Olá, como vai? Vamos ao conto! Um angustiante exemplar de Deprêpunk. Aliás, de punk a história tem muito pouco. Tenho certeza que muita gente vai gostar dos personagens, do aspecto meio poético do desenvolvimento da narrativa. Eu achei que o conto tem uma mensagem meio reacionária de “quanto menos civilização, mais felizes seremos”. Fica no final uma mensagem negativa de “nada leva a nada”, uma coisa meio existencialista. O negativo gratuito, sem que o texto o justifique, acaba sendo tão vazio quanto a violência gratuita, é minha opinião. Entim, um conto que não foi do meu agrado, mas desconfio que muita gente é capaz de gostar. Desejo para você Boa Sorte no Desafio!

  16. Jowilton Amaral da Costa
    11 de dezembro de 2016

    Gostei bastante do conto. Bem escrito, bem ambientado, uma narrativa que prende atenção. É um texto triste e bonito. Boa sorte no desafio.

  17. Rubem Cabral
    11 de dezembro de 2016

    Olá, Dandara.

    É um conto bem bonito e triste. O mundo criado foi bastante interessante, mas creio que apesar dos elementos citados, só resvala de leve no tema do desafio.

    Há citações de robôs, de casas capazes de fotossíntese, mas são mais acessórios.

    O desenvolvimento dos personagens foi bom, os diálogos foram bons também.

    Nota: 7.

  18. Anorkinda Neide
    10 de dezembro de 2016

    Eita q história pessimista.. rsrs
    Olá autor.
    Bem, a narrativa flui, fui me interessando pelo destino dos jovens, q seguidamente sao chamados de crianças, isso me confundia… O texto é cheio de pontes para reflexões e isso é bom.
    Achei bem esquisito o casaco feito da moça, mas o mote tava lá desde o começo qd diz q nessa cidade se reaproveitava tudo..
    acho q criou bastante exoectativa quanto a Quilbrum e nao trabalhou esta cidade o suficiente, faltou espaço no texto, mas ao mesmo tempo poderia ter enxugado algumas partes.
    No geral, o conto é bom. Boa sorte no desafio, abração

  19. angst447
    9 de dezembro de 2016

    Olá, autor.

    Antes de mais nada, esclareço que não levarei em conta a adequação ou não do conto ao tema proposto.

    O conto possuiu um bom ritmo e a leitura flui sem entraves. Da metade em diante, a trama fica mais interessante e prende mais a atenção. O final mostra a decepção com a cidade maravilhosa. Não era a terra prometida, mas sim um aglomerado de pessoas condenadas à desgraça.

    Alguns lapsos na revisão:
    paz e alegria regra > faltou algo aí – paz e alegria eram regra.
    a cabeça rasgada > a cabeça raspada
    homens vestido de preto > homens vestidos de preto
    procura-lo.> procurá-lo

    Boa sorte!

  20. Catarina
    9 de dezembro de 2016

    A narrativa fluida conduzindo a trama de forma envolvente é o grande trunfo deste conto. A profundidade dos cenários enriqueceram as aspirações dos personagens. A divisão em capítulos foi totalmente desnecessária, por exemplo:
    “-Eu vou com você –ela repetiu.
    II
    E foram.”
    O que esse II está fazendo aí?
    O último parágrafo me pareceu desesperado para acabar o conto dentro das 3 mil palavras. Imagino o seu sofrimento ao perceber que não tinha mais espaço. Não querendo cortar na carne (tirar a gordura de um texto tão bom), preferiu acelerar no apogeu do conto. Deu nesse resultado aí que não me convenceu. Sugiro retomar a batida maravilhosa do conto e concluir dentro do seu estilo, mesmo que chegue a 6 mil palavras.

  21. vitormcleite
    8 de dezembro de 2016

    Texto bem escrito, com um a trama envolvente, a pedir para ganhar dimensão. Gostei e dou-te muitos parabéns. Não te dou a nota máxima pois tem umas partes do texto que não percebi muito bem porque decidiste inseri-las neste conto.

  22. Davenir Viganon
    7 de dezembro de 2016

    Olá Dandara
    A estória do conto é muito boa e é o mais importante para mim. Uma jornada entre várias cidades, e você conseguiu descrevê-las pelas pessoas. É a melhor forma de descrever uma cidade. Suponho que o gosto do autor seja mais pela fantasia, pois essas jornadas são bem tipicas do gênero e a última cidade foi onde apareceu algum elemento do Solarpunk [ficou bastante protocolar, mas valeu pelo esforço]. Enfim, gostei bastante do resultado.

    “Você teria um minuto para falar de Philip K. Dick?”
    [Eu estou indicando contos do mestre Philip K. Dick em todos os comentários.]
    Como você fez uma estória com bastante reflexão sobre a vida e a morte, acho que o conto “O que dizem os mortos” do Philip K. Dick seria uma boa indicação para você, pois se passa num futuro próximo onde é possível conversar com os mortos se preservado o cérebro e colocados num esquife apropriado.
    Um abraço.

  23. Marco Aurélio Saraiva
    6 de dezembro de 2016

    Uau. Sublime! Uma escrita sem falhas, muito envolvente e carregada de emoções. Um cenário original, com um ar de grandeza assustador. Personagens fortes, bem definidos e atraentes. Um exemplo de como escrever um conto!

    A história é muito triste. Ao mesmo, um tanto filosófica. A busca de Harlam por Quilbrum pode ser entendida como a nossa eterna busca pelo dinheiro. Uma vez que ele chega lá, não encontra felicidade, já que perdeu o que mais amava na vida. Quilbrum não teve brilho para ele, diante da morte de Mara. Nos faz pensar o que sacrificamos pelo dinheiro, e se tudo isso vale a pena.

    Outras passagens, como a estadia de Harlam e Mara em Lamúrias, também dão o que pensar. Um excelente conto e uma das melhores escritas que vi. Nota 10!

  24. Evandro Furtado
    6 de dezembro de 2016

    Gênero – Average

    Faltam elementos para que o texto, de fato, se coloque dentro do tema. Ainda assim, há aspectos que o diferenciam do restante dos contos presentes no desafio, o que é algo positivo. Creio que a ambientação também ficou ligeiramente deficiente. Um mundo novo, nessas dimensões, necessita um desenvolvimento que não seria possível no curto espaço concedido por esse desafio.

    Narrativa – Good

    O autor possui uma consciência literária bastante interessante. Sua narrativa é precisa e as únicas falhas passam por problemas com a ortografia que passaram pela revisão. A cadência é exata e as descrições bem feitas.

    Personagens – Good

    Apesar de não haver brilhantia, os personagens tem um básico desenvolvimento psicológico. Suas ações passam por certas motivações apontadas ao longo do conto, ainda que essas poderiam ter sido ligeiramente melhor desenvolvidas.

    Trama – Good

    Há aspectos dão à trama um aspecto cíclico, sobretudo a frase: “Nem tudo pode ser reaproveitado. Há coisas que devem deixar de ser”, sobre a qual o texto se desenvolve. A premissa é interessante e poderia ter sido ainda melhor desenvolvida fosse o espaço maior.

    Balanceamento – Good

    Apesar da falta de elementos de gênero, o texto consegue se segurar, sobretudo, ante a narrativa precisa desenvolvida pelo autor.

    Resultado Final – Average

  25. Sick Mind
    6 de dezembro de 2016

    Faltou uma revisão pra corrigir a pontuação e a concordância. A estrutura deveria ter sido mais bem pensada, pois o concurso tem um limite de caracteres, portanto, colocar os elementos de solarpunk/nanopunk(creio eu) só no finalzinho e aproveitá-los tão pouco, fez parecer que o conto seria uma simples história de fantasia a maior parte do tempo. Entretanto, conseguiu surpreender com um anticlímax que derrubou qualquer expectativa para o final da obra e ainda gerando uma reflexão entre o comportamento social e a satisfação pessoal.

  26. Bruna Francielle
    6 de dezembro de 2016

    Tema: Sinto que faltou punk. O foco foi mais em encontrar um lugar melhor e a história de amor

    Pontos fortes: – Criou uma história legalzinha. Talvez até pudesse ser transformado em algo maior, pois o mundo e o enredo que o autor criou são ricos e podem ser mais explorados.
    – Bastante coisa aconteceu em até 3mil palavras, e não ficou “atropelado”. A história correu bem.
    – Está bem escrito
    – Criou um bom plano de fundo. Falou o suficiente para ser possível imaginar a ambientação.
    – Bom desfecho. Eu cheguei a pensar que a cidade Quilbrum poderia ser um mito, mas ele acabou encontrando-a. A surpresa foi que não era bem como ele imaginava. A questão de reaproveitar tudo, inclusive humanos, ficou bem colocada também.
    – A criação do mito da cidade.
    – Gostei também da história criada sobre a vila que eles moravam, que tinham que fazer sacrifícios e tals.

    Pontos fracos: – Não sei, talvez eu quisesse saber mais sobre essa cidade “misteriosa”. Ela foi citada no conto inteiro, e só apareceu um pouquinho no fim. Mas entendo que talvez o limite de palavras tenha atrapalhado.
    – Não gosto de partes muito eróticas. Considero meio de mal gosto. Leve como uma questão de gosto pessoal meu, mesmo.

  27. Fabio Baptista
    5 de dezembro de 2016

    Muito bom, muito bem escrito.

    O texto pode não ser dos mais emocionantes em termos de ação, é bastante corrido em determinados trechos da jornada (falo aqui seguindo o ditado “casa de ferreiro…”, porque meu texto também ficou corrido em determinadas partes rsrs), mas no final, causa um impacto de reflexão como poucos. Eu “gosto” bastante dessa desesperança, dessa coisa do melhor lugar do mundo se tornar um lugar comum com o passar dos dias, de tudo enjoar, etc.

    E aqui o autor conseguiu passar isso muito bem.

    – e a paz e alegria regra
    >>> eram regra

    – E foram.
    >>> acho que ficaria melhor antes de começar a parte 2
    >>> Aliás… achei essa quebra em capítulos bem desnecessária, principalmente naquele que só tem duas linhas.

    – procura-lo
    >>> procurá-lo

    NOTA: 8,5

  28. Eduardo Selga
    5 de dezembro de 2016

    Um belo conto, sem nenhuma dúvida, que, como toda obra ficcional de qualidade, diz mais do que aparenta. É a condição humana, a busca que fazemos por nossa identidade no mundo, o lugar interior que a humanidade criou para si de modo a dar vazão a seus sonhos de perfeição (há quem chame isso de paraíso). Mas também é, contraditoriamente, a certeza de que não existe sociedade perfeita alcançável ao ser humano, na medida em que, decerto, ela haverá de corromper-se. Por fim, é o amor sem idealizações, o amor possível.

    O protagonista é um inconformado. Não aceita o espaço em que vive e as condições de vida existentes nele, marcadas pelo esbanjamento em prol de uma divindade, Groto, nome que remete à palavra grota, que lembra espaço profundo, caverna, buraco. A solução que encontra para esse inconformismo, contudo, não é a tentativa de modificá-lo, e sim outra, igualmente política: fugir dele, em busca desse paraíso perdido, utópico, mítico. É o pote de ouro no fim do arco-íris, cuja busca demanda enorme cansaço e sempre resulta inútil, como o périplo feito pelo protagonista.

    Não é uma solução coletiva, ele não pretende liderar um povo nem ninguém, mesmo porque ele parece um tanto anárquico porquanto avesso à ideia de superioridade, representada por Groto; é uma saída individual (portanto sem força diante de fatos que vão além do indivíduo), em que cabe no máximo mais uma pessoa, Mara. Porém, ressalte-se, ele tem alguma consciência de grupo (“o povo deveria arrumar suas coisas e procurar um lugar melhor. Já não há peixe aqui”). Se não a utiliza talvez seja por saber inútil num mundo tão agressivo.

    Harlam busca uma ficção (terá consciência disso?), e a contrariedade à imagem que ele formou de Quilbrum é o motivo de ele ter agredido o outro personagem, nem tanto o fato de este ter menosprezado seu avô, personagem oculto que molda o protagonista. Quando desmontam nossos castelos de areia e nos mostram que nossas ficções não passam disso mesmo, nem sempre reagimos civilizadamente.

    A perfeição que é a cidade idealizada, e de que a narrativa do avô é instrumento essencial, cai por terra quando, para o personagem, Quilbrum deixa de ser apenas um espaço quase inacreditável, porque narrado, para concretizar-se diante dele. É uma grande decepção, é a queda do castelo (“ao contrário do que esperava, os habitantes da cidade também não pareciam abraçar com felicidade a própria vida”), situação para a qual Mara já parecia preparada. De certa maneira, ela tentou avisar ao companheiro (“Há coisas que devem deixar de ser”) que a construção mental por ele feita da cidade, a la Jheronimus Bosch em seu quadro “O jardim das delícias terrenas”, não poderia ser. O seu adversário de luta corporal também cumpriu esse papel, mas com uma forma de argumentar que ele jamais aceitaria.

    E porque não poderia ser, Quilbrum, seu pequeno paraíso, “[…] tinha pretensões imperiais […]”. Não bastava à cidade ter uma cara, era preciso impô-la aos outros aglomerados urbanos (“para seus habitantes, a harmonia só faria sentido quando o mundo inteiro a aceitasse. Harlam se perguntou se seriam felizes depois disso”). Ou seja, de maneira diversa, a mesma arrogância de seu lugar natal e da cidade intermediária por onde passaram os personagens centrais.

    A personagem Mara é interessantíssima e, como o protagonista, distancia-se de estereótipos. Ela representa o amor maduro, sem possessividades. Ao mesmo tempo em que ela, tanto quanto possível, trabalha no sentido de impedir que o protagonista tire os pés do chão, para além do que já flutua, ela o apoia em sua busca e caminha com ele.

    O modo como Mara dispõe de seu corpo é libertário, pois não é só demonstração de afeto e/ou desejo: ela sabe de sua importância para elevar a autoestima do personagem e ajudá-lo a readquirir forças. Assim, quando ela toma a iniciativa de manter relação sexual com um Harlam todo machucado por causa da briga, assumindo as rédeas da transa, tomando conta da situação, o que faz é, no melhor sentido da palavra, dar-se. Doar-se.

    Sendo ele o devaneio (mas nem tanto) e ela a razão, a morte de Mara, ao término da narrativa, deveria significar a vitória da idealização, certo? Não. Afinal, viver não é simples. Ocorre que ele também morre. De maneira mais sutil -interiormente. Morto, o sonho está perdido porque a alma endurece. Por isso o protagonista tem a sensação de que Groto, o deus de sua cidade de origem, teria condenados todos “[…]à infelicidade eterna”.

    Captei alguns erros gramaticais.

    Em “havia fartura para todos, pois as pessoas reaproveitavam tudo e a paz e alegria regra”, FALTA UMA PALAVRA, POSSIVELMENTE UM VERBO

    Em “procura-lo”. FALTA ACENTO AGUDO NO VERBO.

    Em “Os observamos de longe” o PRONOME OBLÍQUO está mal empregado porque ele não pode iniciar oração.

    Em “mas, no quarto, o não foi mais educado” deveria haver ASPAS na palavra NÃO.

    Coesão textual: um pouco depreciada pelos erros acima colocados.

    Coerência narrativa: alguns dos erros de coesão afetaram a coerência, mas a lógica entre as partes dramáticas está muito boa.

    Personagens: irrepreensíveis.

    Enredo: muito bem elaborado, com o cuidado de alterar cenários mantendo a intensidade narrativa.

    Linguagem: eficaz, alternando harmonicamente discurso indireto e diálogos. Estes, por sua vez, não foram apenas uma tentativa de dinamizar a narrativa.

  29. Gustavo Castro Araujo
    4 de dezembro de 2016

    Muito bom o conto. Denota-se a perícia na escrita e a clareza na exposição das ideias. A narrativa é bastante fluida e sem arroubos retóricos rebuscados, contribuindo para a absorção da trama. Temos aqui uma odisseia interessante, que se inicia com o sonho, com a idealização, e termina com o choque de realidade, ou melhor, com o sonho realizado, revelando um gosto amargo. Li certa vez que muitas pessoas preferem alimentar os sonhos e deixá-los assim, no campo das suposições, com medo de que, realizando-os, a vida perca o sentido, ou que a realidade se mostre decepcionante. Bem, às vezes é isso o que acontece. Quantas vezes não antecipamos certo momento, certa ocasião, para que no fim tudo se revele mais do mesmo? Claro que o contrário também ocorre, provocando aquela epifania e o regozijo pelo objetivo alcançado. Para Harlam e Mara, Quilibrum foi decepcionante porque depois de tudo o que passaram não houve recompensa, não houve epifania, o que restou exacerbado pela morte da garota. Mas, creio, mesmo que ela sobrevivesse, o sentimento de decepção se faria presente. Isso porque nunca estamos contentes com a condição que temos. Ora choramos por algo que passou, ora desejamos algo que não está ao nosso alcance. A insatisfação é inerente à nossa natureza e este conto demonstra isso muito bem. É por isso que me ganha: por revelar algo presente em nossa psicologia – algo ao mesmo tempo ruim mas que nos impele adiante. Por isso chegamos a Quilibrum, apesar de todas as dificuldades. Por isso Magalhães contornou a Terra quando todos diziam que o mundo era achatado e o mar, povoado por monstros. Outro paralelo é o romance “Sete Anos no Tibet”, em que Heinrich Harrer, alpinista austríaco, juntamente com um colega, fogem de um campo de prisioneiros na II Guerra e atravessam o Himalaia até chegarem à cidade proibida de Lhasa – o livro é fantástico em vários aspectos. Deixo aqui a sugestão para que também este texto aqui seja desdobrado em algo de mais fôlego. Há material de sobra para um romance ou mesmo uma novela. Parabéns.

  30. Pedro Teixeira
    4 de dezembro de 2016

    É um conto bacana, uma mescla de fantasia com ficção científica, mas não vi elementos “x-punk”. A narrativa instiga, bota a gente pra pensar, e é muito bem escrita. Os personagens e seus conflitos convencem. Interessante a oposição entre as cidades, e a análise da condição humana. Apesar disso, fica uma certa sensação de vazio depois da leitura, que talvez até seja intencional. O final pareceu um tanto brusco, quase como se o conto fizesse parte de uma narrativa maior. Enfim, gostei bastante, mas poderia ter gostado mais se houvesse adequação ao tema e um pouco mais de cara de conto, algo mais recortado; talvez bastasse a narração em primeira pessoa. Lembrando que quando falo de elementos punk, estou falando de cyberpunk, steam, bio, pós-cyberpunk: ou enredos que contem com corporações totálitarias(não governos), inteligências artificiais e hackers marginalizados e personagens niilistas, ou estórias em que as máquinas a vapor alcançaram um desenvolvimento maior do que o que conhecemos, além de outras variações, mas infelizmente não encontrei nada disso aqui.

  31. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    1 de dezembro de 2016

    Oi, Dandara,

    Seu conto resulta em um trabalho melancólico. A imagem do casaco com a tatuagem da menina no final é bem forte. Gostei.

    Você criou uma saga, com vários anos e situações acontecendo, enquanto os jovens cresciam e buscavam a cidade lendária. Acho que a ideia daria um excelente romance pós apocalíptico. Seu conto já é praticamente a “storyline” do livro inteirinho.

    Parabéns por seu trabalho e Boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula giannnini

  32. Priscila Pereira
    1 de dezembro de 2016

    Oi Dandara… que texto triste… tão sem esperança… Está bem escrito, a ideia é bem original… você tem muita imaginação. Parabéns!!

  33. Tatiane Mara
    29 de novembro de 2016

    Bonito conto. E triste também. Os personagens são factíveis e empáticos.
    A escrita é segura nos conduz bem. Nao vi erros explícitos do idioma ou das regras.

    É isso.

  34. Fheluany Nogueira
    29 de novembro de 2016

    Uma história instigante! No geral, eu achei que é muito enredo para apenas um conto sabe, é complicado, narrar uma “jornada” em um texto tão curto. A ideia e o desfecho do conto são excelentes; esta reciclagem da pele da menina deu à trama um terror sutil.

    Os personagens estão bem construídos. Mara foi de uma dedicação, uma entrega cativante. O romance na narrativa me emocionou. A mensagem final traz a reflexão que a vida é igual em qualquer parte do mundo, em qualquer época; a essência humana é a mesma.

    Incomodou um pouco na escrita algumas descrições, que não soaram muito convincentes. Às vezes, descrever demais pode ser um erro, por acabar criando uma imagem inverossímil, principalmente nas comparações/analogias.

    Não entendi a oração: “e a paz e alegria regra.” Há algum problema também com a pontuação, faltam vírgulas e a paragrafação está estranha.

    Enfim, ainda assim um conto que vale a pena ser lido, está bem escrito,no geral, e que trabalhou o tema de forma interessante. Parabéns!

  35. Brian Oliveira Lancaster
    29 de novembro de 2016

    TREM (Temática, Reação, Estrutura, Maneirismos)
    T: O início, apesar de bom, demora a engatar o tema. No desenvolvimento temos uma mistura de distopias, cyberpunk e solarpunk. Foi uma mistura interessante, pois cada cidade possui suas próprias características. Esse “mashup” de cultura estilo asteca, ou maia, com FC, chamou a atenção. – 8,5
    R: Um texto bastante denso, melancólico, com seus altos e baixos. O início transcorre sem problemas, mas notei um certo descompasso entre as personalidades apresentadas. Os protagonistas parecem pessoas “do bem”, mas em questão de segundos se tornam raivosos e usuários de palavrões, o que tirou um pouco o tom poético inicial. Forçar um romance também não foi a melhor escolha. Mas o desenvolvimento, passando de cidade em cidade, agrada por suas nuances. Notei certa pressa na parte final, quebrando toda a construção do início-desenvolvimento. A cadência é retomada somente ao fim. – 8,5
    E: Bem dividido, sem grandes pulos no tempo, exceto a conclusão. Toda a maestria inicial se perde devido ao aceleramento do enredo e pequenas falhas de revisão nessas partes. Colocando mais detalhes ali e ajustando as personalidades, terá um grande texto em mãos, sem as rédeas do limite do desafio. – 8,0
    M: Então. A escrita flui, mas como mencionado acima, parecem dois textos distintos. A primeira parte, suave e melancólica e a segunda parte, atropelada e com a sensação de livramento (querer livrar-se logo da trama). Pelo menos o final acertou em cheio com seu plot-casaco-twist. – 8,0
    [8,3]

  36. olisomar pires
    27 de novembro de 2016

    Bonito conto com as dúvidas de sempre bem explícitas e elegantemente construídas.

    Infelizmente não vi nada “punk” na coisa toda, apesar da beleza textual e dos personagens.

    Boa sorte.

  37. Zé Ronaldo
    27 de novembro de 2016

    Texto fluido, leitura fácil, vai sozinha, sem o esforço do leitor.
    Ideia genial, crítica atual da sociedade moderna.
    Personagens fortes, bem construídas, psicologicamente boas também.
    Texto bem planejado e estruturado.

  38. Dävïd Msf
    27 de novembro de 2016

    A busca eterna pelo paraíso prometido, e a decepção final de descobrir que nada daquilo prometido era verdade… O tempo perdido, irrecuperável…

  39. Evelyn Postali
    25 de novembro de 2016

    Oi, Dandara…
    Um texto bem reflexivo o seu e muito bem escrito. Gostei muito dele. Acho que foi o que mais me fez pensar sobre coisas humanas e, por certo, seu objetivo foi alcançado.
    Tem um movimento suave, essa leitura. E gostei de como descreveu essa viagem e de como inseriu essa busca, tão humana e sofrida, nesse contexto.
    Tem grande subjetividade; muitas coisas para se pensar.
    Parabéns pelo conto.

  40. Zé Ronaldo
    25 de novembro de 2016

    Poxa, muito bom! Uma nova versão da Ilha do Dr. Moreau….muito, mas muito bom! A ação do texto flui fácil.

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Publicado às 25 de novembro de 2016 por em X-Punk e marcado .