EntreContos

Literatura que desafia.

Meia aliche, meia quatro queijos (Zé Ronaldo)

— E, aí, sabem que dia é hoje? — perguntou uma criatura que se assemelhava a uma planta, se não fosse toda metálica.

— Num me diga que sou eu de novo a revisar o motor da josta? — perguntou um urso que polia uma armadura prateada resplandecente, com um braço só e um tapa-olho no canto esquerdo da cabeça, o lado que não era revestido de aço.

— Não, Percival, o Chiclete já fez isso, não fez ô, caveira?

– Revisei essa merda semana passada! —gritou do mais profundo do bunker um esqueleto vestido com roupas de combatente do exército que parecia mastigar algo, sendo apenas o efeito de seus dentes batendo mesmo.

— Então eu não sei que catzo de dia é hoje não…

— Hoje é o dia da minha programação, ô, seus porras! Caralho, lembro o aniversário de todo mundo nessa merda e ninguém se lembra do meu!

— Isso é verdade…— disse uma criança esquálida, severa semelhança com aquelas fotos que eles viram um dia, das crianças de um continente chamado África, que nenhum deles jamais ouvira na vida.

— Taí, ó, até, o Fleumático sabe disso e essa porra nem sente nada!

— isso é o que dá ser programado por um ser humano bundão e cheio de emoções….você deveria ter sido criada como eu, por um circo na Sibéria, aí, sim, você iria ver onde iriam te enfiar esse sentimentalismo besta todo. — retrucou o urso, agora, usando óculos protetores e soldando, ao que parecia, circuitos de uma peça metálica que se assemelhava a uma pata.

— Ah, vá se fuder, rapá! Hoje é o dia em que fui criado e vou sair pra comemorar!

— Sair? Tá maluco? — questionou a caveira que chegava à sala e se jogou no sofá, fazendo aquele barulho esquisito de ossos se chocando uns com os outros. Esqueceu onde estamos?

— Não me interessa! Vou sair pra comemorar! Beber umas cervas, comer pizza e pegar umas mulheres aí, que eu tô cheia de ficar aqui com esse bando de pela-saco!

— Opa, peraí! Mulher, pizza e cerva eu topo! – respondeu de pronto o urso.

— Só se for agora! — concordou a caveira.

Encararam a criança, esperando uma resposta. Como ela ficou encarando-os também, acreditaram ser aquilo uma anuência implícita.

— Partiu, então! — sentenciou a planta.

Saíram do bunker. Há eras que não havia mais diferença climática. Era tudo de um bege que remetia a deserto, fuligem e sujeira. Estacionado ali perto, um tanque de guerra, ou algo parecido, já que havia canos e dispositivos de tiro saindo de todos os lados possíveis.

— Ah, ali está a josta! — e subiram, cada um tomando o seu devido posto no veículo. A criança ficava sentada, do lado de fora, no alçapão de acesso.

— Temos que ir pelo Boulevard Olímpico, a pizzaria que eu gosto fica depois do porto.

— Ah, e vai ter predileção agora?

— Vá se ferrar, seu urso maneta! O dia de criação é meu e eu vou onde eu quiser. Quem não gostar, pode descer! — o urso colocou um charuto de canabis no canto da boca, acendeu-o e ficou mastigando-lhe a ponta, grunhindo, sentindo a sua fúria ancestral crescendo dentro de si.

O tanque seguiu seu caminho. Por onde passavam era sempre a mesma desolação, o mesmo monte de escombros. Sabiam que não eram os únicos. Quando o imenso meteoro caiu na Terra e dizimou a raça humana, deixando por aqui apenas coisas inanimadas e outros seres vivos que se humanizaram, no que os cientistas (na verdade, tubos de ensaio falantes) chamaram depois de Efeito Prosopopeico, cada grupo de criaturas resolveu se reunir e se esconder em refúgios, pois viver tornou-se um grande pandemônio, com disputas mortais a cada passo que se dava no lado de fora do esconderijo. Eles, ao que se sabia, eram o único grupo composto por uma certa, digamos assim, diversidade.

O tanque passava, agora, por uma parte antiga da cidade. Podiam ver o que outrora fora o Teatro Municipal e a Biblioteca Nacional. Tudo em ruínas. Uma das saídas do metrô estava tomada de um musgo que parecia estar pulsando. De repente, um bloco pesado de concreto, caiu perto do veículo.

— Não me diga que veio do céu? — perguntou o urso.

— Sim, veio do céu. — respondeu a criança, olhando para cima, com a mão protegendo as vistas…

— Não me diga que são as gárgulas?

— Sim, são as gárgulas.

— Você vai ficar me respondendo tudo o que eu perguntar, ô, caralho?

— Sim, se você continuar perguntando…

O tanque, então, levantou um de seus canos. “Chiclete, prepara o bagulho aí!”, “Podexá, Percie!”, “Percie é o caralho, porra!”, “Tá bom, Zé Pequeno!”. Um dos motores internos começou a fazer um barulho infernal e a gerar energia antimatéria. Quando o urso visualizou uma gigantesca criatura alada pronta a arremessar outro bloco de concreto, deu a ordem. “Manda ver, caveira! Ferro na boneca!”. A massa de energia branca pareceu ter sido cuspida do cano a uma velocidade absurda. A gárgula não teve tempo de reação nenhuma e foi pulverizada em pleno voo. Os ocupantes, no interior da máquina, gritaram em euforia. A criança, do lado de fora, falou:

— Nada de comemorar ainda. — com a mão protegendo ainda as vistas e olhando para cima.

— Mas o que…— o urso não conseguiu completar a frase, pois avistou pelo radar uma horda de criaturas se aproximando a uma velocidade extremamente veloz. Ele, que até então estava apenas com seu braço natural, pega o seu braço mecânico e o coloca rente ao que sobrou do outro braço. As fiações da prótese, guiadas pelos estímulos nervosos de dentro da carne do que sobrara do outro braço, fazem a ligação automática. O urso abre e fecha a mão robótica, virando e revirando o braço. — Agora a coisa vai feder, negada! Se prepara! Maldito dia para querer sair e comer pizza, ô, cabeleira de uma figa! Tá na hora do pau, cambada!

Dizendo isso, mais outros tantos motores no interior do veículo começaram a trabalhar, gerando massas de energia pura, artilharia de canhão tradicional, lasers e prótons, tudo para alimentar todos os canos daquela máquina. Da criança, uma redoma de energia fora criada, enquanto ela, olhos fechados, recitava algum mantra ininterruptamente.

O urso guiava o veículo, desviando-se do que caía do céu: blocos de concreto, fontes de praças, ônibus, coberturas de prédios. A máquina respondia a altura, abatendo quase todos os inimigos, os que restavam, batiam em retirada. Do nada, a josta resolveu parar.

— Mas que porra é essa? Travou! Essa merda travou! Tudo! O sistema de navegação, os comandos, o sistema defensivo, desligou tudo! Tu não disse que tinha revisado isso, sua caveira filha da puta!

— E tu quer o quê, o filho de uma cadela? A porra da máquina sozinha dizima toda a população de gárgulas da cidade e o animal aí quer que ela fique de boa, relaxadona, tomando um bronzeado no cu, no meio da praia! Tu num tava em cativeiro num era à toa, não!

— Pessoal… —alertou a criança na mesma posição de sempre.

O urso usou de sua garra robótica que possuía um binóculo de máximo alcance. “Mas que merda é aquela? Olha isso aqui, Medusa, vê se descobre que porra é essa?” e posicionou a pata no rosto da planta que, na verdade, não passava de um computador científico com um emaranhado de fios na cabeça e de planta não tinha nada. “Estou visualizando e carregando meu sistema. Ah, achei, é a Estátua de Bellini. Putz, é pesada pra carai, véi! Temos que sair, temos que sair!”

Saíram em disparada de dentro da máquina. A gárgula já havia soltado a estátua que caiu em cheio no meio do tanque, explodindo-o.

— Tá satisfeita aí, ô, samambaia dos infernos! Era uma vez nosso carango!

A gárgula arrancava agora uma das pilastras do Teatro Municipal e já dava meia volta para aniquilá-los.

— Faz alguma coisa aí, ô, Chiclete! — berrou Medusa.

A caveira, sempre batendo os dentes, como se mascasse, realmente um chiclete, retirou de trás das costas, como em um passe de mágica (às vezes, para irritá-lo, Medusa o chamava de He-man, sem nunca explicar porque e ele não gostava do nome, pensando ser alguma ofensa do tempo dos homens) uma bazuca e fez mira. Quando o bicho estava bem na mira, atirou, espatifando-o.

— Beleza, então, agora é a pé! — falou o urso, depois que tomaram um fôlego.

— Para encurtar caminho, teremos que passar por dentro da Jadacan. — explicou Medusa, depois de consultar seus arquivos.

— Jadacan é perigosa…— disse Fleumático.

— Nós sabemos, tripa-seca, mas não tem remédio, diminui bastante o tempo de viagem. — e rumaram para lá.

Durante todo o percurso tudo transcorreu normal. Ao que parece, o barulho do embate fez com que nenhuma tribo quisesse arriscar por o pescoço para fora de seu esconderijo e isso os auxiliou bastante, pois não tiveram maiores problemas.

Passeavam por entre edificações antigas e altíssimos prédios. Medusa lhes disse que ali, outrora, fora o centro comercial da cidade, onde milhares de seres humanos circulavam diariamente. Mencionou, também, que Jadacan, tivera outro nome e fora um templo onde se cultuavam deuses. Mas teve preguiça de explanar o que significava um deus e preferiu enganá-los, falando ser uma arma letal.

Chegaram ao lugar determinado. Perto, uma placa destruída nomeava a construção “…ja da Can…”. Uma porta enorme e pesada impedia o acesso à edificação.

— Ô, Carinhoso, agora é contigo! — exclamou Medusa.

— Não sei de onde tu tira a porra desses nomes escrotos, ô samambaia! Tasqueopara, viu!

O computador rira para si, pois sabia que a maioria dos nomes que falava e citava eram incompreensíveis para os outros, por serem coisas de humanos. O urso rodou a pata mecânica três vezes, como para aquecê-la, e forçou a porta. O esforço estufou-lhe a veia do pescoço e o fez trincar os dentes, tirando longas baforadas do charuto. Medusa o comparou, para si mesma, como a uma locomotiva. “Esse bicho é um monstro de força!”, conjecturou.

Com certa dificuldade, a porta cedeu e se abriu. Entraram todos. Lá dentro, só havia espaço vazio. Umas estruturas de madeira foram empilhadas para bloquear o acesso aos portões laterais da edificação. Foi lá dentro que entenderam o porquê da porta estar difícil de abrir: uma estrutura enorme, cheia de imagens de pessoas em roupas estranhas, algumas feridas e todas com as feições do rosto a sofrer. E, acima de tudo, uma imagem maior, de um ser humano de braços abertos, corpo quase nu e cheio de feridas, mas sem a cabeça e, ao que parecia, de cabeça para baixo.

— Dor…dor…dor… — a criança começara a se debater no chão, apertando a cabeça.

— E agora, o que houve, moleque? — perguntou o urso, quando ouviram um coro de vozes.

— Baltazar! — Eram mais ou menos uns trinta, compactados, andando juntos. Pareciam seres humanos, mas sabiam ser isso impossível, já que não havia mais nenhum há décadas. Do que parecia ser as cabeças, vários fios saíam de lá, de cada um, indo se ligar a uma outra cabeça, essa maior, mas no de menor estatura que ficava no meio deles todos. Os fios que saíam de cada cabeça, se conectavam naquela cabeça maior.

— Baltazar! Quem importuna Baltazar? Quem ousa entrar no santuário? — falaram todos ao mesmo tempo.

— Ô, chefia, se grila não. É rapidinho, estamos só de passagem. Vamos só atravessar e… — Medusa foi interrompida.

— O paraíso perdido foi maculado! Nosso admirável mundo novo pereceu! Os textos…os textos apócrifos teimam em vencer a batalha! O dragão…o dragão quer esmagar a cabeça do esmagador! Templários, avante! Baltazar, ataquem!

Imediatamente a turba partiu para cima deles. A criança continuava estrebuchando no chão. O urso, de sua pata, fez surgir um escudo de energia pura, enquanto empunhava uma espada de lâmina dupla. O esqueleto retirou de suas costas uma metralhadora giratória e o computador energizou-se em um campo eletromagnético.

— Formação defensiva! Formação defensiva! Temos que proteger o moleque! — berrou o urso.

Baltazar atacava. Eram chutes, socos e objetos que usavam para acertá-los. Os fios da cabeça conseguiam ir aonde quer que eles quisessem, parecia não ter fim. Chiclete mandava ver com sua metranca, espatifando os corpos dos que o atacavam, mas parecia inútil, os corpos se recompunham logo em seguida. O mesmo acontecia com Percival que retaliava e partia ao meio os seus agressores com a espada, mas de nada adiantava também. Medusa estava em pior situação, uma vez que seu esforço era apenas de repelir o inimigo mediante choques de energia, ou seja, totalmente inútil naquele caso.

A situação parecia perdida, quando Fleumático pôs-se de pé atrás deles todos.

— Ugh…o que…o que aconteceu?

— Você tá bem, ô, etíope? — questionou Percival.

— Sim, sim, acho que sim…

— Você acha que dá conta dessa situação?

— Agora…

— Muito bem, pessoal! Tomem a posição! O moleque vai surtar! Vocês sabem o que têm que fazer! — e dizendo isso, desligou o escudo, largou a espada, ajoelhou-se, colocou a cabeça o mais baixo que pôde a tampou os ouvidos, sendo seguido pelos outros.

— Manda ver moleque!

A criança fechou os olhos e recitou um mantra. Seu corpo esquálido, de repente, começou a levitar. Quando reabriu os olhos, estavam vazios, as órbitas haviam desaparecido. Deu um sorriso que chegou até as têmporas de tão assustador e sobrenatural. Seu corpo começou a tornar-se escuro e a aumentar de tamanho. Ouviu-se uma voz que parecia vir do céu:

— Malditos sejam aqueles que me perturbam! Eles conhecerão a minha ira! Eles sentirão o jugo de minha mão pesada! Eles provarão do medo e do terror que sopro em almas menores e purulentas. Eles rastejarão na noite eterna! Que o medo se espalhe…agora! — e disse essa última palavra sussurrando ao ouvido de cada um dos que os estavam atacando.

Imediatamente, cada criatura começou a gemer de dor e desespero. Em suas mentes, se é que havia alguma, o medo individual de cada uma delas tomou forma e concretude. Foram recuando até se reagruparem em torno do de cabeça maior, tremendo e chorando, desesperadas, parecendo com pinguins quando se protegiam do frio polar: um bolo compacto de seres.

— Fiquem aí e não saiam nunca mais! — sussurrou novamente a voz de Fleumático em seus cérebros.

A criança voltou ao normal e cutucou os companheiros para que se recompusessem.

— Mandou bem, moleque! Tu é o cara! — falou Percival, vendo o estado em que se encontrara o inimigo e dando tapinhas animadores nas costas da criança, que permanecia inalterada, encarando-o — Agora vamos nos mandar daqui! — e passaram por Baltazar, atingindo o outro lado do prédio e saindo por uma porta mais fácil de ser aberta do que fora a outra.

Andaram mais uns quilômetros sem maiores complicações e, finalmente, chegaram à pizzaria.

— Pronto, ô, samambaia! Chegamos! Pode fazer o pedido. – falou Percival, enquanto desabava na cadeira, sendo seguido pelos outros.

— Sabe o que é, gente…. — disse, meio sem jeito, Medusa.

— Hã? — falaram todos, quase que ao mesmo tempo.

— É que eu perdi a fome…

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39 comentários em “Meia aliche, meia quatro queijos (Zé Ronaldo)

  1. Leonardo Jardim
    16 de dezembro de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): divertida, despretensiosa e nonsense. Gosto de contos assim e me diverti lendo esse. Acho que poderia reduzir o número de personagens, pois demorei bastante para me acostumar, ainda mais com os apelidos. O clima do time foi, porém, o ponto forte do texto. Muitas cenas pouco acrescentam à trama, ficou parecendo mesmo só uma road story (alusão com road movie) na qual as adversidades servem apenas para mostrar os “poderes” dos personagens. Estou sendo chato (como sempre), pois gostei da premissa e seria legal ver uma boa trama desenvolvida nela.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): é boa, mas achei muito roteirizada (com foco único na ação). Anotei alguns problemas de revisão:

    ▪ até, o Fleumático sabe disso (sem vírgula)

    ▪ um bloco pesado de concreto, caiu perto do veículo (sem essa vírgula)

    ▪ Pontuação no diálogo

    ▪ velocidade extremamente veloz (alta)

    ▪ pega o seu braço mecânico e o coloca rente ao que sobrou do outro braço (escapuliu para o presente)

    ▪ arriscar por (pôr) o pescoço para fora

    💡 Criatividade (⭐⭐⭐): essa é uma das maiores qualidades desse texto. Só uma mente muito louca e criativa para inventar esses personagens.

    🎯 Tema (⭐▫): Dá pra dizer que é um tipo de biopunk, mas sem o clima underground.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐⭐▫): é, sem dúvidas, um texto muito divertido. Foi capaz de me divertir e agradeço ao autor por isso.

    ⚠️ Nota: 8,0

    OBS.: sobre pontuação no diálogo, sugiro essa leitura: http://www.recantodasletras.com.br/artigos/5330279

  2. Renato Silva
    16 de dezembro de 2016

    Olá.

    Ótimo conto, um dos meus favoritos neste desafio. Leitura divertida e que apresenta um mundo cyberpunk, mas sem o clima pesado e soturno do qual estamos acostumados em obras do estilo. Nem sei se pode ser considerado um cyberpunk “puro”, já que os personagens não são exatamente máquinas ou homens-máquinas, mas sim frutos de mutação ocorrida após um cataclismo.

    Eu também gosto de escrever estórias de humor com essa pegada nonsense e despreocupada. Pode não ser o melhor conto que eu li (levando em consideração a adequação ao tema), mas com certeza um dos mais divertidos. Boa sorte.

  3. Bia Machado
    16 de dezembro de 2016

    Este foi um conto que comecei a ler e parei, deixando para depois. E foi bom ler algo mais leve por aqui, deu um fôlego. Ainda mais lendo depois de uns contos um pouquinho mais complicadinhos, digamos, rs. É bem despretensioso, por assim dizer, mas gostei da leitura. Achei graça em alguns momentos, são personagens cativantes, fiquei imaginando todos nessa ida à pizzaria. Precisa de uma boa revisão, deve ter sido mandado às pressas, não sei se tinha necessidade disso. Enfim, uma leitura interessante, que me distraiu.

  4. Thiago de Melo
    16 de dezembro de 2016

    21. Meia aliche, meia quatro queijos (Lázaro Venturini): Nota 6

    Amigo, Lázaro,

    Infelizmente não rolou pra mim com relação ao seu conto. Foi uma aventura, sem dúvida, mas não uma que tenha me cativado. Achei que ficou bem no limite entre estar adequado ao tema do desafio e ser uma história mais no gênero fantasia (esqueleto falante? Urso falante?)
    Seu texto me lembrou aquele filme dos Guardiões da galáxia. Um grupo em que cada um é de um jeito e enfrentando inimigos o tempo todo.
    Apesar de não ter gostado muito, achei que vc conseguiu montar uma história interessante, tlvz nos limites do tema.
    Boa sorte no desafio.
    Abraço

  5. Fil Felix
    16 de dezembro de 2016

    GERAL

    Esse final arrasou, hein! Fiquei um pouco perdido com o excesso de informação no início, achando um pouco confuso, mas aos poucos vamos conhecendo e identificando melhor as personagens. O clima da narrativa parece um jogo, desses de andar e bater no que vê pela frente. Até mesmo as formações, os poderes, o chefe final e um “especial”. Bastante colorido e cheio de efeitos especiais. Os combatentes são simpáticos e pensei que seria um conto mediano, mas o final, a frase final, deu aquele ar cômico e tirou boas risadas.

    O X DA QUESTÃO

    Cyberanimal bastante divertido, uma realidade distópica onde só os fortes sobrevivem. Gostei da diversidade do grupo, dos implantes e características de cada um, de ter se atentado a esses detalhes. A escrita é tranquila, mas sem grandes construções mirabolantes. Os “ô fulano” se repetem um pouco.

  6. Pedro Luna
    16 de dezembro de 2016

    Haha, achei um conto bem divertido. Destaque pro trecho:

    “— Partiu, então! — sentenciou a planta.”

    Meu, como não rir disso? Haha. No entanto, não consegui levar a sério e em muitos momentos não fazia a menor ideia de qual personagem estava falando. Se a intenção foi apenas zuar, então o conto é ótimo, mas pela falta do que eu julgo ser uma trama melhor (tendo em vista que é um desafio), não vou poder dizer que gostei tanto. Mas digo que os personagens bizarros no tanque tem o seu charme. É tipo o filme “corações de ferro” , só que maluco.

  7. mariasantino1
    16 de dezembro de 2016

    Oi, autor(a)!

    Texto ousado, meio porra louca, como quem quisesse só curtir uma. Em parte eu gostei das piadinha, sobretudo a parte que flerta um pouco com alguns autores do entrecontos >>> — O paraíso perdido foi maculado! Nosso admirável mundo novo pereceu! Os textos…os textos apócrifos teimam em vencer a batalha! O dragão…o dragão quer esmagar a cabeça do esmagador! Templários, avante! Baltazar, ataquem! Não sei bem o que comentar, porque é fantasioso demais para mim (acho que me falta uma dose de álcool na vida para apreciar um texto assim). E como pela narrativa e pela revisão parece que a pessoa quis mesmo que o conto saísse da maneira que saiu (totalmente pancada), me despeço desejando boa sorte.

    Nota: 7,5

  8. Wender Lemes
    15 de dezembro de 2016

    Olá! Dividi meus comentários em três tópicos principais: estrutura (ortografia, enredo), criatividade (tanto técnica, quanto temática) e carisma (identificação com o texto):

    Estrutura: que loucura de conto foi essa?! Ri demais dos diálogos. É preciso ser muito profissional para não pesar a mão nesse tipo de abordagem. Não vi problemas gramaticais ou de coerência que prejudicassem o conto. Em relação à adequação ao tema, me parece bem ajustado.

    Criatividade: repito, que loucura de conto foi essa? Um grupo totalmente avulso, sem nada com nada, sai para comer uma pizza e acaba passando pela situação mais escabrosa possível na Igreja da Candelária? Diria que alguém aqui é muito foda, ou precisa urgentemente de alguns remédios… ou as duas coisas.

    Carisma: sei que já disse isso, mas que loucura de conto foi essa?! Cheguei ao final com a impressão de ter lido um dos contos mais curtos do certame, o que prova a imensa capacidade que teve de me cativar.

    Parabéns e boa sorte!

  9. Luis Guilherme
    15 de dezembro de 2016

    Boa tarde, querido(a) amigo(a) escritor(a)!
    Primeiramente, parabéns pela participação no desafio e pelo esforço. Bom, vamos ao conto, né?
    Cara, tudo historia ta muito divertida! Ta fluente, gostosa de ler. A linguagem é excelente, principalmente o linguajar natural dos personagens, tá bem convincente, e os diálogos tão ótimos. Notei alguns problemas no uso da vírgula, em alguns momentos, mas nada comprometedor.
    Achei o desfecho, a reta final depois que eles saem da igreja, um pouco abaixo do resto. Acho que aquele foi o trecho mais fraquinho do conto. Mesmo assim, foi um ótimo trabalho, parabéns!

  10. Waldo Gomes
    15 de dezembro de 2016

    criatividade a mil, diálogos legais e bem encaixadinhos, muito bem escrito, um conto nota boa…. poderia ter morrido alguém da turma, mas aí é opção do autor….

    Não gostei do tom meio comédia, no mais tá jóia.

    Parab[éns.

  11. rsollberg
    15 de dezembro de 2016

    Meia aliche, meia quatro queijos (Lázaro Venturini)
    Caro (a), Lázaro.

    Cara, o conto é insano e muito divertido. O próprio título já é muito foda. Os personagens são bem construídos, as descrições físicas são bem realizadas e os diálogos servem para criar a personalidade de cada um. Aliás, os diálogos fazem a história avançar e são leves/engraçados na medida certa.
    A ambientação no Rio de Janeiro deixou o conto ainda mais surreal, com a ajuda das gárgulas, é claro. Na minha opinião, o texto só perde um pouquinho da agilidade na própria ação da batalha. E recupera de maneira fantástica antes do fim.

    Aqui é possível perceber que uma motivação ordinária pode gerar algo original e divertido. Nesse diapasão, o ambiente de camaradagem foi o suficiente para sustentar o conto. Tenho certeza que essa trupe renderia ótimas histórias de quadrinhos! O Fleumático de Munrá então!!!

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  12. Amanda Gomez
    14 de dezembro de 2016

    Olá,

    Ah….

    Foi o som que fiz quando o texto terminou, na verdade nos últimos parágrafos, senti que uma ideia realmente muito boa foi desperdiçada.

    Um conto sobre um mundo e que os humanos foram extintos, e só o que restou foram seres inanimados.. vários, frutos de obras humanas, (acredito que antes do mundo acabar a tecnologia estava bem avançada) e do prosopopeico ( eu ri disso).

    De imediato o leitor descobre que não será uma leitura padrão, tem que se preparar para o que está por vir. A escrita é rápida, despretensiosa, inusitada até, tal como os personagens, cada com sua forma e personalidade -gostei de todos eles.

    A linguagem chula, não me incomodou, ela de fato combina com o enredo. As descrições em certos momentos me deixaram confusa, nas cenas de ação não consegui visualizar direito o embate com os gárgulas, o entra e sai de lugares e etc. Mas no geral cumpriu bem seu papel.

    Enfim, estava indo tudo muito bem, eu estava mesmo querendo ver mais sobre esse mundo, imaginar o que viria pela frente, como foram parar ali, o que mais existe de bizarro – MAS, o autor optou por outro caminho… um que se tornou incompreensível. Não sei se entendi as referência, quem são os que estavam naquela( igreja?) o que faziam?,a criança foi possuída por um espírito?

    Bem, fiquei sim um tanto decepcionada com esse desfecho, pois o conto realmente tinha tudo pra ser uma viagem louca e adorável. Foi só meia viagem, mas valeu a pena a leitura, me salvou de uma ressaca que ameaça instalar-se antes que eu termine de ler tudo, neste desafio tão amargo para mim.

    Boa sorte!

  13. Leandro B.
    14 de dezembro de 2016

    Oi, Lázaro.
    Gostei de alguns aspectos do texto, de outros, nem tanto.

    Começando pelos pontos negativos, depois de um tempo achei os diálogos um pouco cansativos por conta da ênfase na informalidade e poluição.

    A história foi perdendo um pouco do impacto por conta disso, ficando meio repetitiva. Isso acabou afetando o que de melhor o conto oferece. Então, passando p o aspecto positivo :

    É sem dúvida uma abordagem original do punk e, tirando os excessos, achei a história divertida. Quase um tartarugas ninja pós apocalíptico sob o efeito de ácido.

    Achei a tirada final boa, mas aí o título perdeu um pouco do sentido, acho.

    Parabéns pelo trabalho original.

  14. Daniel Reis
    13 de dezembro de 2016

    Prezado Lázaro, eis minhas impressões:
    PREMISSA: de longe, a história mais maluca desse desafio. Absolutamente anárquica e punk.
    DESENVOLVIMENTO: a síndrome do cinema nacional pegou pesado nos diálogos e expressões. Ficou cansativo acompanhar o raciocínio dos personagens, que dirá o fio narrativo da história.
    RESULTADO: uma história bizarra. Mesmo. Mas me exauriu e não consegui gostar.

  15. cilasmedi
    13 de dezembro de 2016

    Totalmente surreal, diálogo representando os movimentos, personagens incríveis e, para um conto punk, totalmente compatíveis. Gosto quando há essa atividade, transcrita e descrita entre os personagens, com um texto dentro de uma realidade bem-criada e demonstrada, onde o autor perde a capacidade de querer controlar os acontecimentos. Vale tudo. E o final? Ótimo. Gostei. Nota: 8,5.

  16. Ricardo de Lohem
    13 de dezembro de 2016

    Olá, como vai? Vamos ao conto! Um saboroso Dungeonpunk, uma verdadeira pizza literária: fugaz e superficial, mas até que mata a fome na falta de comida de verdade. No Rio de Janeiro do futuro, esqueletos animados, ursos cyborgs inteligentes e gárgulas se enfrentam num RPG na vida real. É como se o rio tivesse virado uma versão real Baldur`s Gate. Os diálogos são idiotas, tudo é tolo, superficial, e o final abrupto foi tosco, mas pelo menos foi divertido, pelo menos não tive que ler sobre governos opressores do futuro, não tive que aturar rebeldes de coração de outro, nem discursos sociais idiotas. Eu me senti mergulhado num CRPG, e isso foi ótimo! Só pelo tédio que não tive que passar o conto já merece pontos. Parabéns! Desejo para Você muito Boa Sorte!

  17. Jowilton Amaral da Costa
    11 de dezembro de 2016

    Um bom conto, divertido, bem escrito e cheio de ação. No final, me cansei um pouco, por conta de tanta descrições, acabei perdendo um pouco o ritmo da leitura, me desconectei brevemente. Mas, gostei. Boa sorte no desafio.

  18. Anorkinda Neide
    10 de dezembro de 2016

    Olá! ahh coisa boa, o humor!!! 🙂
    Que facilidade vc tem pra narrar as cenas e colocar o leitor lá! Eu vi tudo perfeitamente, a historia é ótima, mesmo com a piadinha obvia no final, nao tirou o gostinho bom da leitura.
    Parabens
    coisa boa um sopro leve nestas leituras de punk pesado!
    Abração

  19. Rubem Cabral
    9 de dezembro de 2016

    Olá, Lázaro Venturini.

    Então, não sei exatamente o pq, mas o humor amalucado do texto não funcionou comigo. Há algumas sacações bacanas e o cenário criado de mundo pós-apocalíptico foi bem bolado. Talvez em outra mídia, feito história em quadrinhos, funcionasse melhor: um grupo de improváveis “heróis” na aventura de conseguir comer uma pizza.

    Nota: 6.

  20. vitormcleite
    8 de dezembro de 2016

    No teu texto faltou algo que agarrasse o leitor, talvez por teres muita ficção, um mundo irreal ou surreal, precisava de algo que surpreendesse, mas só descreveste coisas reais nesse mundo tão teu. Lamento pois escreves muito bem, então quando cheguei ao fim fiquei com a impressão que esta história ainda haveria de continuar, vamos ter essa continuação?

  21. catarinacunha2015
    7 de dezembro de 2016

    Cyberpunkcarioca na veia. Personagens bem construídos de fácil visualização em um contexto caótico. A trama é simplória, sendo os personagens o maior trunfo do conto. Há cumplicidade e humor negro, um casamento explosivo. Eu investiria em outras aventuras da esquisita trupe.

  22. angst447
    7 de dezembro de 2016

    Olá, autor!

    Antes de mais nada, esclareço que não levarei em conta a adequação ou não do conto ao tema proposto pelo desafio. Não me considero apta para tanto.

    Que viagem, hein? Uma mistureba danada de elementos, dentro de uma história narrada com linguagem bastante coloquial, gírias, palavrões, sem censura. Isso é ruim? Não diria isso. Tem uma “pegada” que decerto agradará aos mais jovens e “descolados”, mas a tia aqui…. sei lá…Mas admito que foi bem criativo.

    Não encontrei lapsos de revisão, talvez pela linguagem empregada ser tão informal que não permita críticas.

    Baltazar, à voz que parecia vir do céu, a criança (que era o “cara”) – tudo parece formar um enorme presépio punk. O urso ficou surreal e tudo terminaria em pizza se não fosse a Medusa perder o apetite. Poxa!

    Boa sorte!

  23. Marco Aurélio Saraiva
    7 de dezembro de 2016

    A criatividade e os diálogos cômicos são a vantagem aqui, tornando a leitura ao menos engraçada e curiosa. Isso se perde no meio de um enredo raso demais e uma escrita que precisa de mais atenção e carinho.

    O mundo criado é interessante e os personagens são bem originais. Esta é a parte criativa que chama atenção. Detalhes como o nome “jadaCan” são bem legais de visualizar. O problema é que a história é rasa. Os personagens têm personalidade mas não profundidade. Nem daria para desenvolver de forma interessante a grande quantidade de personagens presente no conto. O resultado foi: “Um grupo de super amigos tentando chegar ao objetivo e derrotando seus inimigos maus no caminho”.

    A informalidade cômica na escrita não é novidade aqui no Entre Contos, mas exige uma segurança na arte que poucos têm. Neste conto, a informalidade exagerada acabou afastando o leitor do conto e tornando a leitura cansativa.

    Percebi uma tentativa de usar as vírgulas de forma correta, mas ainda falta um pouco para chegar no ideal. Destaquei os trechos abaixo para você dar uma olhada (não sou o dono da verdade. Posso estar errado):

    => “…até, o Fleumático sabe disso..” – Esta vírgula não deveria existir.

    => “…um bloco pesado de concreto, caiu perto do veículo.” – Esta vírgula não deveria existir.

    => “A máquina respondia a altura, abatendo quase todos os inimigos, os que restavam, batiam em retirada.” – A pontuação desta frase está estranha. Uma sugestão de reestruturação: “A máquina respondia a altura, abatendo quase todos os inimigos. Os que restavam batiam em retirada.”

    => “…sempre batendo os dentes, como se mascasse, realmente um chiclete,…” – A segunda vírgula neste trecho me parece estranha também. Uma sugestão de reestruturação: “…sempre batendo os dentes, como se realmente mascasse um chiclete,…”

    Enfim, o texto parece pedir pra respirar mais um pouco. Ele quer mais amor e atenção. Uma boa revisão cairia bem, e talvez um pouco mais de dedicação para criar frases de maior impacto e desenvolver melhor os personagens.

    Segue mais duas anotações que fiz:

    => “…se aproximando a uma velocidade extremamente veloz.” – “velocidade veloz” não fica legal. O ideal seria “velocidade muito alta” ou alguma outra variação.

    => “…pega o seu braço mecânico…” – Aqui houve uma confusão no tempo verbal, já que o conto é escrito no pretérito mas este trecho foi escrito no presente.

    Abraço a boa sorte!

  24. Davenir Viganon
    7 de dezembro de 2016

    Olá Lázaro (Antes de conhecer a internet era noveleiro, – a internet me salvou – quando li teu pseudônimo lembrei do “Eu quero Melão!”)

    Olha foi uma boa aposta no nonsense. O conto é divertido, os personagens são caricatos e você conseguiu fazê-los engraçados assim. Foi um conto bem escrachado, ao menos, eu o li dessa forma. A leitura fluiu bem, as vezes acelerada demais, mas nada que tire a aura de nonsense dele. O resultado final foi bom e a piada final arrematou bem. Me lembrou um conto do Philip K. Dick que se chama “Jogos de Guerra” que fala de uns brinquedos malucos importados de Ganimedes.

    “Você teria um minuto para falar de Philip K. Dick?”
    [Eu estou indicando contos do mestre Philip K. Dick em todos os comentários.]
    Loucura e brinquedos são o assunto de um conto muito bom do mestre PKD “Revanche” conta a estória de um policial que apreende uma máquina de fliperama [é dos anos 70, releve por favor] importada de Saturno e a máquina programada para não perder começa a perseguir o policial. Acho que ia gostar desse conto.

  25. Bruna Francielle
    5 de dezembro de 2016

    Tema: penso que se enquadra,sim

    Pontos fortes: – o grupo formado pela ‘samambaia’, urso e caveira era interessante de se imaginar. Criativo
    – A batalha com gárgulas foi razoavelmente bem descrita e criativa.
    – Criou um bom plano de fundo e deu explicações sobre ele. (humanos morreram com um meteoro e ficaram estes seres)

    Pontos fracos: – Vírgulas erradas (procurei aqui, mas não reencontrei os 2 casos piores que vi.)
    – Me senti lendo um texto feito para meninos adolescentes, talvez até 14 anos.
    – Fantasioso demais, palavrões demais para meu gosto
    – Erros de coerência. Em um momento, é dito que eles não entendem gírias de humanos, porém, a todo momento eles falam diversas gírias de humanos. Talvez se tivesse inventado outras gírias, não sei.

  26. Fabio Baptista
    5 de dezembro de 2016

    Então… o texto é rápido de ler e até dei umas risadas em algumas partes. Esse desafio tá meio pesado, com muitos textos longos e complexos, então não vou negar que essa leitura deu uma boa quebrada no ritmo.

    Mas, sinceramente, a impressão que fiquei foi de potencial desperdiçado. A escrita está boa, os diálogos ágeis, mas essa trama aí com animais humanizados cyber futurísticos, não colou muito, não. Acredito que o(a) autor(a) poderia nos oferecer bem mais do que esse fugaz entretenimento.

    NOTA: 7

  27. Sick Mind
    5 de dezembro de 2016

    Tenho a impressão de ter lido um roteiro de alguma animação maluca. A história é bastante fantasiosa, mesclando distopia pós apocalíptica com tecnologia e mutações biológicas estranhíssimas. Não é exatamente um cyberpunk, mas também não deixar de ter alguns elementos. O final é redondo, principalmente se tratando de uma história recheada de humor. Tem algumas cenas que foram mal construídas, como em “velocidade extremamente veloz”, e a linguagem dos diálogos cansa um pouco.

  28. Evandro Furtado
    5 de dezembro de 2016

    Gênero – Good

    Nem tenho certeza sobre o punk, mas sem dúvida é algo diferente no mar de distopias que tem sido esse desafio. O tom satírico, em particular, foi muito bem empregado. Também acho que tem toques de RPG.

    Narrativa – Good

    A narrativa em terceira pessoa funciona bem ao percebermos o cenário diante de certa amplitude. Destaque vai para os diálogos, muito bem construídos.

    Personagens – Good

    Sem dúvida, o ponte forte do conto. O autor, sem dúvida, é bastante criativo em sua criação, e foi capaz de criar caracteres bastante peculiares.

    Trama – Average

    A história, em si, não tem nada demais. É contida e não arrisca. Mais parece parte de algo maior.

    Balanceamento – Good

    A despeito da trama desinteressante, o autor conseguiu construir um conto que entrete, com personagens interessantes e cativantes.

    Resultado Final – Good

  29. Eduardo Selga
    4 de dezembro de 2016

    Mais um videogame disfarçado de conto, com a linguagem dos filmes norte-americanos cheios de violência. É o clichê da eliminação do inimigo em sucessivos embates e com frases de enfeito enquanto eles ocorrem (“ô Carinhoso, agora é contigo!”), inclusive com aquele humor inverossímil em situações de batalha. Lotado de erros gramaticais (não me refiro ao coloquialismo).

  30. Pedro Teixeira
    3 de dezembro de 2016

    O conto está cheio de bordões e referências que não me pareceram bem encaixados aos personagens,fazendo com que estes soem um tanto genéricos e superficiais. As piadas não funcionaram comigo, e a coisa toda parece uma partida de videogame que até tem alguns momentos interessantes, mas é bastante previsível. Pelo jeito a intenção foi fazer uma sátira cyberpunk, mas mesmo dentro dessa proposta não consegui ver referências que realmente remetessem ao gênero, com exceção talvez dos personagens marginais: não há grandes corporações, hackers, ou algo do tipo. Enfim, infelizmente o texto não funcionou comigo, desculpe.

  31. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    1 de dezembro de 2016

    Olá, Lázaro,

    Tudo bem?

    Seu conto é interessante, dando vida ao inanimado, quase um filme de animação punk. Gostei muito da ideia das Gárgulas e algumas cenas acabaram, irremediavelmente, me remetendo ao Toy Story.

    Gostei da figura de cabeças múltiplas, criada em detalhes vividos e bem elaborados.

    O final, no entanto, não me pegou. Achei meio brusco. Estava intrigada quanto à solução da pizzaria.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no certame.

    Beijos

    Paula Giannnini

  32. Gustavo Castro Araujo
    1 de dezembro de 2016

    Um conto divertido, em que o autor parece saber muito bem o que faz. Num cenário pós-apocalíptico, em que a humanidade pereceu, criaturas híbridas, acrescidas de partes mecânicas, tomam conta do pedaço. O desenvolvimento despojado, de certa forma inconsequente, faz crer que o autor se divertiu bastante ao escrever essa história em que os protagonistas desejavam apenas tomar uma cervejinha para comemorar um aniversário. É um conto bacana, que provoca risos em determinadas partes, sobretudo quando fala do urso, e que revela uma escrita segura por trás do deboche. Entretém, mas não passa disso.

  33. Priscila Pereira
    30 de novembro de 2016

    Oi Lázaro, vou falar primeiro uma coisa que me incomodou muito no seu texto, os palavrões. Eu entendo porque foram usados, deram uma personalidade rebelde para os personagens, mas eu particularmente detesto. Isso não irá prejudicar a sua nota, fique tranquilo. No mais eu gostei, as cenas de ação e luta são muito boas, dá pra entender tudo, é bem criativo e original. Parabéns!!

  34. Tatiane Mara
    28 de novembro de 2016

    Um conto de fadas no estilo punk….. gostei e me diverti com os bichinhos.

    Bem escrito e criativo. Os personagens são atrativos e a gente já fica gostando de todos com suas peculiaridades. Muito legal mesmo.

    Narrativa boa, sem entraves.

    É isso.

  35. Fheluany Nogueira
    28 de novembro de 2016

    Uma história bem maluca! Um mundo fantástico, com seres impossíveis dentro da lógica, que fizeram-me lembrar o Planeta dos Macacos. Há um tom de conto para crianças, cenas e diálogos de comédia, muita ação e a reviravolta final é surpreendente – saíram para comer, ultrapassaram tantos obstáculos , mas a aniversariante não tinha mais fome.

    O texto está bem escrito, e acho que dentro do tema; não há propriamente um enredo e os personagens, no mínimo, são curiosos.

    Parabéns pela criatividade. Abraços.

  36. Brian Oliveira Lancaster
    28 de novembro de 2016

    TREM (Temática, Reação, Estrutura, Maneirismos)
    T: O que dizer? Um texto de uma criatividade enorme, com muito de distopia e fantasia, mas com apenas leves toques de futurismo. Apesar de parecer um jogo de videogame, naturalmente, o tema em si pareceu meio perdido entre o enredo maluco (no bom sentido). – 7,0
    R: Olha, gostei bastante pelo inusitado. É bastante divertido, sagaz, sarcástico e irônico. Os palavrões são um tantinho exagerados, mas cumprem seu papel. O título e a resolução são hilárias e atingem seu objetivo. Como disse antes, é uma ótima história fantástica, mas focada apenas em poucos elementos cibernéticos. – 8,5
    E: Há muitos personagens e muitos diálogos. Alguns ficaram ofuscados pelo momento da ação. Sei que o enredo exigia isso, mas poderiam existir divisões mais especificas entre eles, como em grupos, ou algo assim. Certos momentos não conseguimos distinguir quem está falando. – 7,5
    M: O texto pede uma pequena revisão, pois faltam pontuações. Mas tirando isso, a escrita é simples e competente em transmitir as emoções. – 8,0
    [7,8]

  37. olisomar pires
    27 de novembro de 2016

    Muito bom texto, criativo e divertido, os diálogos ficaram muito bons.

    A brincadeira com o “zé pequeno” me pareceu fora do contexto, mas nada grave.

    Não sei se tem as cores do que seria um tema punk, mas ficou bom mesmo.

  38. Dävïd Msf
    27 de novembro de 2016

    Uma fauna bem interessante se desenrolando ao longo da história. Infelizmente bem inverossímel… 😦

  39. Evelyn Postali
    25 de novembro de 2016

    Oi, Lázaro…
    Nossa, deu um frio aqui quando li sobre as ruinas, sobre a Biblioteca Nacional estar destruída… O Palácio Gustavo Capanema… Lá, onde depositei originais que só daqui 180 dias serão registrados… Um tremor nas veias. Eu quase chorei.
    Mas eu gostei do seu conto, apesar de ter me perdido no meio de tanto personagem diferente e de tanto diálogo parecido na forma de escrita. Não sei se entendi bem o propósito, mas está salvo, também porque estão todos salvos e é o que importa.
    Mas eu gostei. É diferente.
    Parabéns pelo conto.

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Publicado às 25 de novembro de 2016 por em X-Punk e marcado .