EntreContos

Detox Literário.

Esfera 8 (Evelyn Postali)

esfera8

Esfera 8. Período 2-9, 3090

Mesmo distante, o som das armas lasers do lado de fora aponta: a força-tarefa corporativo-governamental consegue transpor a cortina de segurança em um dos laboratórios da CORP Central. A empresa manipula a implantação e desinstalação de memórias coletivas e individuais para o Governo Corporativo da Esfera 8. Os mecanismos travados pela Resistência não aguentaram muito. Aquilo paralisa Marco por alguns instantes. Ele se volta para a tela do monitor e continua a digitar os códigos. Precisa concentrar-se. A agilidade é necessária. Ele tem menos de 8 minutos para agir.

— Tem certeza que isso vai desestabilizar o sistema e romper o campo magnético em algumas passagens da redoma de dentro, Lia? — Marco questiona a companheira ao lado de Khalil enquanto maneja os dígitos.

— Gautier me garantiu — Lia pisca o olho. — Ela invadiu um dos programas ontem. Os códigos serão trocados em 23 minutos. Ela só não conseguiu arrancar os códigos do PGR principal do Laboratório de Controle de Memória.

— Precisamos dos identificadores para destruir o LCM. Essa deveria ser a prioridade.

— Ela vai conseguir — Lia controla o tempo na pulseira digital.

A ação arriscada naquele momento atrasa alguns recursos da CORP, mas não a faz parar por completo, nem ameniza as ações empreendidas contra a faixa circundante à Cidade Alta. A população da cúpula secundária continua a ser remanejada e selecionada para os trabalhos no subsolo do entorno da cúpula maior. A triagem é basicamente uma execução sumária.

— Ela é nossa especialista. Vai demorar alguns dias, mas fará. — Khalil dá um basta nas dúvidas e afasta-se — Quando terminar, siga com Lia para onde marcamos. Cuidado com os drones.

O grupo rebelde precisa de Khalil. Ele é o líder. Representa os grupos de luta contra a opressão imposta a quase um milênio. A Zona Marginal sobrevive de pequenos golpes no sistema, mas não consegue fazer a distância entre as cúpulas diminuir. Tampouco impedir a morte gradativa dos viventes da segunda cúpula para sustentar a vida na primeira.

Depois de alguns segundos e todos os códigos digitados o sistema entra em colapso.

— Sentirão dificuldades para reinicializar dessa vez.

Os sons de alerta já ecoam por toda parte.

Marco e Lia atravessam os corredores.

— Você segue na frente, Marco. — Lia entrega uma arma. Marco não é treinado, mas pode lutar. — A barreira se rompeu. — Ajusta o comunicador. — Precisamos ser rápidos.

A noite escura e sem brilho agoura: fatalidade. A luta é injusta. Droides contra humanos. A Resistência não se sustenta dentro da redoma interna. Muitos ficam para trás; A luta para mudar a sociedade é desejo de todos.

Lia fecha os olhos. Dá meia volta.

— Para onde está indo? — Marco a puxa pelo braço.

— Não vão conseguir. Precisamos ajudar!

 

Esfera 8. Período 4-9, 3090

Milena mergulha nos livros raros, alguns tão antigos que duvida terem sobrevivido a tantas guerras e catástrofes, a tantas mudanças tecnológicas. A Biblioteca Brasiliense, uma das mais equipadas, a diverte. Os livros contam a história da Terra em linguagens antiquíssimas. Raríssimas pessoas conhecem. Agda sempre a encontra por lá.

— Por que está aqui na ala dos manuscritos e relíquias de informática se as novidades estão na ala digitalplus? — Ela sussurra e ajeita-se na bancada. — Você passa horas em frente ao programador e quando sai, o que faz? Vem direto para esse museu. Já percebeu que ninguém vem aqui?

Milena ainda não quer colocar a amizade de Agda à prova. Apesar de se conhecerem a anos, considera questionável a posição da amiga quanto aos habitantes da periferia, aos que chama de inferiores.

— O que há de novo na ala de alienados?

— A CORPCult enviou novas músicas e textos decodificados das sondas espaciais — ela inclina-se para frente.

— Iguaizinhos aos de seis meses atrás?

— Com algumas variações, mas acredito estar próximo o dia de entrarmos em contato com novas civilizações. Já pensou?

— Acredita mesmo que encontrarão alguma vida inteligente nesse planeta quando chegarem?

— Pare com o sarcasmo. Você pode ser levada para ajustes. Não quero conviver com uma Milena esquecida de nossos melhores momentos, de nossas confidências.

— Ficou sabendo da invasão da CORP de ontem?

— Não. Os visores não reportaram nada. Como soube disso?

— Se você tirasse os visores de vez em quando…

— Eu não quero ser levada e ter minhas memórias reprogramadas. Você devia tomar cuidado com aquilo que fala e para quem fala.

Milena pisca para a amiga, ajusta a luva e continua a manusear com cuidado o livro. O pequeno scanner copia o texto e o decodifica para leitura.

— A vida na esfera está se tornando perigosa com esses rebeldes, Mile.

— O perigo não são os rebeldes — completa cochichando. — Eles nem dependem de tecnologia para sobreviver. A sociedade onde vivemos é limpa demais. Não há nada para se preocupar a não ser viver o momento.

— E você quer o quê? Viver fora das esferas? Respirar a poluição do lado de lá? Pegar chuva ácida? Ter a pele impregnada das micropartículas da terra?

Todo cuidado é pouco. Milena sabe.

A luz de rastreamento passa pela sala. Varre o lugar de dez em dez minutos reportando usuários, atividades ou qualquer irregularidade.

— Tem razão. Não vale muito a pena, não é?

— Agora você está sendo sensata, Mile.

Calar-se consiste em uma ação cautelosa e sábia. Mudar de assunto como forma de quebrar com a pressão é uma arte dominada por Milena. A vida particular interessa somente a ela e a mais ninguém.

O comunicador alerta mensagem de Khalil: VW67a Série 76 – fácil de clonar. Lia e Marco no ajuste. Tenha cuidado.

— Eu preciso ir.

— Mas antes de ir precisa contar onde esteve ontem. Meus rastreadores sua presença no apartamento, mas passei por lá. Você não estava.

— Eu estava bem acompanhada — a mentira vem junto de um sorriso malicioso. — Se é que me entende.

— Eu não acredito, Mile… — Agda levanta-se. — Você sequer se programou! Sabe o que dizem de contato físico?

— Que é faz bem para a pele?

— Não tem graça.

— Tem razão — Milena concorda. — Preciso ir.

Ela retira as luvas, guarda o scanner e o bloco digital e aperta os códigos no controle suspenso recolhendo o livro para dentro de uma gaveta embutida e escura na base da mesa.

 

oOo

Em um primeiro contato, Amanda Gautier exala suavidade e delicadeza. Triste engano, Milena pensa quase em voz alta enquanto a segue. A mãe tem a rispidez do pedregulho quando implica com alguém ou alguma coisa, e a crueldade do fogo quando contrariada nos propósitos.

— Não preciso sequer olhar para você, querida — ela diz em um tom firme. — Escuto seus pensamentos, Milena.

— O que quer que eu diga, mãe? Você me perguntou sobre os meus desejos de aniversário. Então…

— Mas não pense que esse veículo transportador vai ficar sem rastreamento — volta-se e a faz parar. — Demorei muito para tomar essa decisão. É preciso dar um basta. Você não tem mais desculpas para andar na linha. Se não colaborar…

— Eu estou me virando bem. Cuido do apartamento tão bem quanto você cuida da casa. Preciso do transporte, mãe, e a oferta é excelente. Eu poderia comprar, mas…

— O retorno financeiro não é suficiente. Sei. Você tem o que quer. É independente, tem a arte, os amigos, as viagens, mas está na hora de mostrar qual posição ocupa na sociedade perante o prestígio adquirido de seu pai.

— E que a senhora faz questão de ostentar — resmunga baixinho, recriminando a vontade emergente de brigar.

— O que foi que falou?

— Nada, mãe. Apenas pensei em voz alta. Dizia o código do veículo. VW67a Série 76.

— Certo…

— Não se preocupe comigo, mãe. Sei me cuidar. Já sou crescida. E prometo usar o veículo com propriedade — sabe como a mãe reage e completa: — Só vou sair da esfera uma ou duas vezes.

A mãe estanca e vira-se bruscamente.

— Estou brincando, mãe — aponta para o holograma em frente à loja — Chegamos.

— Senhora Gautier. — O sujeito engomado sorri de forma mecânica. — Sou EER38, designado para apresentar nossa mercadoria. Estávamos à sua espera.

— Detesto robôs, mãe.

Amanda Gautier olha para a filha por sobre os ombros.

— E estamos aqui — diz em um tom seco, quase hostil.

— Conforme as especificações enviadas previamente, separamos o exemplar VW67a Série 76. — Ele aponta uma área lateral. — Por aqui.

A sala luminosa, de um branco desinfetado, de poucos móveis, incomoda Milena. Ele indica a bancada estofada.

— Nossos produtos têm uma qualidade excepcional — discursa; apresenta a construtora, as linhas de produção, o design e os diversos estilos de transportadores.

O atendente se afasta. O controle é acionado e um veículo apresenta-se em holograma. Milena levanta-se e circula a imagem enquanto o atendente lista as especificações do modelo e os detalhes destacam-se do holograma.

— Se posso intrometer-me, senhorita Gautier, eu pediria para ver um modelo mais recente.

— Quero esse — convicta, sem possibilidade de discutir propostas. — Já posso levá-lo?

— Se estiver de acordo com a compra, temos algumas instruções para passar para a senhorita. Uso e manuseio da mercadoria. Regras que devem ser respeitadas.

— Há, por certo, um tempo de garantia.

— Senhora… — ele faz uma pausa estratégica. — Daremos todas as garantias.

— Pois bem. Pelo preço a se pagar por ele, espero mesmo.

— Devo acrescentar algumas instruções de segurança…

— Uso e manuseio da mercadoria — Milena acrescenta, atropelando o atendente.

Depois de listadas as instruções, EER38 finaliza a compra.

— Ficou tudo muito claro, Milena, quanto às instruções?

— Ficou, mamãe. Perfeitamente entendido.

 

oOo

Milena acena para Lia. O encontro acontece próximo da BB. As idas frequentes à biblioteca desfazem as desconfianças da mãe e retiram a vigilância do droide da família. Lia é filha de alguém muito próximo de Amanda Gautier.

Ela a abraça, depois de olhar ao redor. As câmeras de segurança registram tudo. Sente a tensão do corpo de Lia com a demonstração de afeto. A vontade é de beijá-la, mas o risco mostra-se desnecessário. Além do mais, ela está reajustada.

— Fiquei preocupada.

— Com o quê?

A resposta vem como pergunta e ativa ainda as defesas. De fato, Lia não é Lia. Milena pressente o pior. O alerta de Khalil é certo.

— Você não se conectou ontem — Milena disfarça.

— Estive ocupada.

— Passei tempo na biblioteca. Esperei por você entrar em contato — ela força um pouco; menciona os amigos. Quer ver a reação. — Vamos nos encontrar com Marco e Khalil?

— Quem?

— Meus amigos da biblioteca. Você não os conhece. Nós estamos estudando sobre a História da Esfera 8: Brasília, Lúcio Costa e Oscar Niemeyer.

— Interessante.

Milena tem a certeza da manipulação da memória. Não vê outra saída senão afastar-se. É preciso avisar a Resistência.

— Não tenho muito tempo. Preciso chegar ao escritório do meu pai. Depois, marquei encontro com minha mãe.

— Nos vemos amanhã, então?

— Claro.

Lia sai e Milena percebe o tremor nas mãos. A ação final precipita-se. É imperativo encontrar os códigos de acesso e destruir por completo a possibilidade de restabelecimento do LCM.

 

oOo

A chegada à CORP é tranquila. O gigante de vidro é uma das construções mais lindas. Milena estaciona o transporte na área funcional. Olha ao redor para os prédios que compõem o complexo da empresa. Tudo é limpo e silencioso. Os drones circulam; gravam a passagem das pessoas da Cidade Alta, na Zona Limpa.

Ao entrar no prédio, ela é identificada. Os cartões magnéticos são usados. Para cada porta de acesso, um cartão. Não há permissão para entrada de desconhecidos.

Ela toma o elevador central. A transparência a deixa ver toda a parte interna do prédio. Os corredores transparentes são túneis que ligam um prédio a outro.

Milena compõe os 10% de cérebros mais bem desenvolvidos dentre os de sua geração, muito embora pense na posição dos 99% dos jovens restantes como indivíduos em total conformidade com os patamares inferiores do intelecto.

Ela programa máquinas e constrói algoritmos voltados para a área corporativa, para flexibilizar a criação e manutenção se outros sistemas para o Mainframe da Esfera 8. Conhece linguagens, desde as arcaicas COBOL até as atuais, NF-MATIC3090. É especialista no que faz.

Existem outras sete Cidades Altas no planeta e, junto delas, outras redomas com áreas marginais e áreas privilegiadas. As esferas estão interligadas por longos e transparentes tubos na superfície. Nenhum habitante da Esfera atreve-se a ficar na superfície do planeta sem proteção. A vegetação é escassa. Animais são raros. A sociedade das esferas mantém-se através de sintéticos.

Milena acredita poder ser possível recriar as espécies do passado através da reconstrução genética. O Governo, porém, não vê benefícios em recuperar espécies animais e vegetais.

Ela trabalha secretamente com a Resistência, em projetos de recuperação biológica e genética. Fazer parte da seleta rede de programadores da Esfera 8 é vantagem. A Sala da Programação Geral situa-se na CORP Central, entre enormes espigões de vidro e açoflexi16, uma liga capaz de resistir aos mais terríveis tremores. Tal material, juntamente com o novo tipo de vidro orgânico, possibilita a resistência da abóboda externa.

A CORP Central é dividida em prédios, cada um com uma função. Ela sustenta a Esfera 8. Dentro da Esfera, existe a Cidade Alta, também chamada de Cidade Nuvem; ela separa-se da Cidade Baixa por um campo magnético, gerido pela CORP. Fora da Grande Esfera, existe o mundo do jeito que ficou depois da Terceira Guerra Mundial, depois de catástrofes naturais e manuseio de armas experimentais. Não é um mundo ruim, apenas, incapaz de sustentar a vida de um ser humano por longo tempo. Existem animais. Mutantes, como chamados depois das grandes mudanças genéticas. Algumas espécies vegetais também são transformações peculiares.

Apesar dos esforços dos insurgentes para recuperar a área fora das esferas, a oposição é grande. A CORP se mantém pela alienação dos habitantes da Zona Limpa, dependentes da tecnologia e do trabalho sub-humano dos moradores da periferia.

Enquanto faz seu trabalho, Milena possibilita aos habitantes da Zona Marginal se apropriarem de novas tecnologias através de mecanismos disfarçados.

O dia presente é o derradeiro. Milena encontra as chaves de acesso. É necessária uma pequena fuga depois da programação para destruição do laboratório e da desativação do campo magnético da abóbada interna. Por isso o VW67a Série 76 é valioso. Planeja encontrar-se com Khalil.

Ela faz uma conexão privada codificada. Repassa as instruções. Envia sinais em um código do século XIX, conhecido pelos insurgentes. Ela sabe que Khalil prepara os detonadores em tempo cronometrado.

Depois de desativar o LCM, sons de alerta emergem na sala. Ela aciona a contagem regressiva de 10 segundos para travar todas as possibilidades de reversão e descer a cortina magnética. Ao sair da SPG, desvia com rapidez dos droides. Eles tomam lugar nos corredores e nas saídas assim como os funcionários humanos.

Milena já está no térreo quando as explosões são ouvidas. Há correria, naturalmente. Pessoas da Zona Limpa vivem pacífica e passivamente dentro da barreira de proteção, uma parede vítrea, magnética, porém mortal para os invasores.

— Você!

Um dos seguranças aponta para ela. Outros dois juntam-se a ele. Não pode se deixar atingir pelas armas paralisantes. Ela dispara e corre para fora. Não passa os cartões. As portas são acionadas. Ela consegue ultrapassar a última. Vai em direção ao veículo transportador. Esbarra em pessoas desnorteadas. Khalil vem ao seu encontro.

— Bom trabalho, Gautier. — Ele está sério. — Precisamos sair. Rápido!

Drones ordenam. A ameaça vem de todos os lados.

As explosões continuam. A barreira magnética desce lentamente. Quando estiverem próximos do limite, será possível ouvir os sons peculiares da periférica. A da barreira unirá áreas muito diferentes – os chamados privilegiados e marginais.

As pessoas, na rua, se movimentam em um vai-e-vem; atrapalham a saída dos seguranças.

Milena destrava os controles. Ela guia sem auxílio do computador.

Khalil sorri e aciona o cinto de segurança.

É preciso rapidez para chegar às passagens escondidas para os túneis do subsolo e sair de circulação por um tempo. Milena está deixando tudo para trás. Ainda é preciso resgatar a humanidade da Esfera 8 e das outras, mas isso faz parte da missão da Resistência. O mundo pode se tornar um lugar mais justo.

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40 comentários em “Esfera 8 (Evelyn Postali)

  1. Leonardo Jardim
    16 de dezembro de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): um tanto confusa e de uma premissa meio batida. Não senti muita empatia pelos personagens e isso é o mais importante em histórias de revolução. Faltou mostrar mais o sofrimento das pessoas para que me fizesse torcer pelo sucesso da operação. Do jeito que tá, ficou tudo muito mecânico.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): nenhum erro grave, mas também nenhum grande atrativo. A história contada em primeira pessoa me incomodou e geralmente é melhor usada quando os fatos estão acontecendo. Não funciona muito bem em histórias com vários momentos no tempo, como essa.

    💡 Criatividade (⭐▫▫): a base da história é bem comum: divisão de classes, os mais abastados sufocam os menos, um sistema de segurança forte, uma revolução e destruição de tudo. Pensei em pelo menos meia dúzias de histórias que se enquadram nesse modelo.

    🎯 Tema (⭐▫): acho que seria mais cyberpunk se contasse a história do ponto de vista dos menos favorecidos. Milena, apesar de estar lutando pela revolução, não é nada “punk”.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫▫▫): não gostei muito do resultado, não me afeiçoei aos personagens. Acredito que o autor poderia investir mais em situação que nos fizessem comprar a revolução e não apenas na sua execução e nada vida “comum” da protagonista.

    ⚠️ Nota 6,0

    • Leonardo Jardim
      10 de janeiro de 2017

      Agora que reli o meu comentário percebi o erro. O correto no quesito Técnica seria:

      “A história contada *no presente* me incomodou e geralmente é melhor usada quando os fatos estão acontecendo *naquele momento*. Não funciona muito bem em histórias com vários momentos no tempo, como essa.”

      Desculpe pelo erro.

  2. Pedro Luna
    16 de dezembro de 2016

    Eu achei uma trama interessante envolvendo FC, histórias, robôs e laboratórios. O pacote completo. O único toque que queria dar, era sobre alguns diálogos, como esse:

    “— Tem certeza que isso vai desestabilizar o sistema e romper o campo magnético em algumas passagens da redoma de dentro, Lia? — Marco questiona a companheira ao lado de Khalil enquanto maneja os dígitos.”

    Você vê na fala, que na pergunta, ele explica toda a situação. Beleza, é uma forma de poupar explicações no parágrafo seguinte, mas ao mesmo tempo, transforma essa fala em algo muito improvável. Marcos e Lia já sabiam do que se tratava, então eles não precisam conversar explicando toda a situação. Ainda mais em situação de perigo. rs. Esses trechos da primeira parte me lembrar diálogos de filmes ruins.

    Porém, os diálogos melhoram, principalmente os da segunda parte e na conversa entre Milena e a mãe. Ainda bem. No geral, gostei do conto.

  3. Bia Machado
    16 de dezembro de 2016

    Não conseguiu me prender, para falar a verdade, foi complicado terminar a leitura. Devo ter parado umas três vezes de ler e voltado, achando que o problema é comigo. Talvez seja mesmo, mas uma hora eu tinha que terminar a leitura. Acredito que o punk exista, de uma forma não muito bem trabalhada, há o conflito, mas não foi o suficiente para me conquistar, assim como as personagens, que por sinal são muitas… Gosto de contos dinâmicos, mas é tanta coisa acontecendo, talvez por isso tenha faltado a mim um pouco mais de paciência, até o final, que foi corrido.

  4. Leandro B.
    16 de dezembro de 2016

    Oi, Dinah.

    Gostei um pouco mais do conto quando li pela segunda vez. Ainda assim, acho que faltou um pouco de paciência na construção / revisão da história.

    Achei o início um tanto confuso, com muitos nomes e abreviações apresentados em um ritmo rápido demais. A escolha do presente como tempo verbal acabou aumentando um pouco essa confusão que senti.

    Além disso, acho que houve uma falha em transmitir o que estava se passando no universo. Quase ao final do conto a história é suspensa e recebemos uma grande quantidade de informações, desde o universo em si até o papel da protagonista naquilo tudo.

    Acredito que essas informações poderiam estar diluidas antes e, especialmente, dentro da história.

    Sobre os aspectos positivos, gostei principalmente do cenário construído em torno das esferas e a forma que estavam interligadas. Me lembrou um pouco Shingeki no kyojin.

  5. Thiago de Melo
    16 de dezembro de 2016

    6. Esfera 8 (Diná Myth): Nota 6,5
    Olá, amigo(a) EntreConstista,
    Acabei de ler seu conto. Sinceramente, não sei se entendi direito o seu conto.
    Eu gostei da ambientação, achei muito interessante a ideia de termos Esferas das grandes cidades, protegendo os habitantes de toda a poluição e do mundo exterior. De certa maneira, é como se o mundo aos poucos estivesse criando novas cidades “Atlantis”. Gostei particularmente das menções a livros serem itens muito raros. Se não há vegetação, também não tem como imprimir livros novos.
    Passando ao que me deu mais dificuldade no texto, foi sentir a urgência que os personagens precisavam demonstrar. Não sei explicar direito. No início tinha barulho de lasers lá fora, mas em seguida está tudo bem no dia seguinte e as personagens falando “o que vc fez ontem?”. Também tive um pouco de dificuldade de entender porque a personagem principal não sabia ainda se poderia confiar na outra personagem, mesmo se conhecendo há anos.
    Não sei se o problema foi o limite de palavras. Às vezes sua história seria melhor desenvolvida se o limite fosse um pouco maior, para poder melhorar essa interação entre as personagens.
    Um abraço!

  6. angst447
    16 de dezembro de 2016

    Olá, autor!

    Antes de mais nada, devo esclarecer que não levarei em conta a adequação ou não do conto ao tema proposto. Não me considero apta para tal.

    Alguns lapsos de revisão:
    Meus rastreadores sua presença no apartamento > faltou um verbo aqui
    Que é faz bem para a pele? > Que faz bem para a pele?
    Você não tem mais desculpas para andar na linha. > Você não tem mais desculpas para não andar na linha.

    O conto está bem escrito, mas poderia ser mais enxuto, evitando algumas voltas desnecessárias. Menos explicação e mais ação, talvez. No entanto, não encontrei pontas soltas e a narrativa manteve-se fluida.

    Do meio para o final, o ritmo melhorou bastante, dando agilidade à leitura. O conto prendeu minha atenção a partir deste ponto, o suspense quanto às atividades ocultas de Milena.

    Boa sorte!

  7. Renato Silva
    16 de dezembro de 2016

    Olá.

    Achei a narrativa bem dinâmica, cheia de diálogos e estes bem naturais. O conto cumpriu bem seu papel, apresentando um mundo avançado tecnologicamente, porém caótico e em guerra. O conto terminou como o final de um prólogo, onde a verdadeira estória está para começar.

    Boa sorte.

  8. mariasantino1
    15 de dezembro de 2016

    Olá!

    Então, o seu texto fala de resistência e revolução e imaginar o cenário é bem instigante. Confesso que achei a narrativa meio arrastada e presa em detalhes que não trouxeram muito para a trama, mas compreendi o ocorrido. Tem umas construções boas como “A noite escura e sem brilho agoura: fatalidade. A luta é injusta. Droides contra humanos.” , mas não consegui absorver tudo o que foi exposto.

    Boa sorte no desafio.

    Nota: 7,8

  9. Wender Lemes
    15 de dezembro de 2016

    Olá! Dividi meus comentários em três tópicos principais: estrutura (ortografia, enredo), criatividade (tanto técnica, quanto temática) e carisma (identificação com o texto):

    Estrutura: infelizmente, não achei o conto tão bem estruturado quanto poderia ser. Ortograficamente, há falhas pontuais, que não prejudicam muito, mas a distribuição da narrativa acabou tirando a fluidez do conto para mim. Um ambiente complexo como o que descreveu leva tempo para ser construído, e precisa ser feito aos poucos para não sobrecarregar o leitor e não parecer didático. Parece-me que os dois terços iniciais do conto focaram-se muito em um cotidiano que não era tão importante, enquanto o terço final teve que se concentrar em justificar a ambientação e a trama.

    Criatividade: apesar de o que expliquei acima não ter me agradado tanto, a premissa do conto foi muito legal. Explorar o Brasil em um período pós 3ª G.M. com uma “guerra civil” estourando, além da reflexão sobre usar a tecnologia para recriar o ambiente natural ou apenas para subsistência… isso dá pano pra manga.

    Carisma: em resumo bem resumido, me cativou a proposta do conto, mas não o modo como foi trabalhada. Espero que os demais colegas possam gostar das duas coisas.

    No mais, parabéns e boa sorte.

  10. Luis Guilherme
    15 de dezembro de 2016

    Boa tarde, querido(a) amigo(a) escritor(a)!
    Primeiramente, parabéns pela participação no desafio e pelo esforço. Bom, vamos ao conto, né?
    Olha, teu conto tem uns aspectos interessantes. Mais uma vez senti uma influencia de black mirror, acho que a época é propícia, ne?
    Por exemplo, no trecho “Se você tirasse os visores de vez em quando…”, lembra muito aquele episódio das baratas, da ultima temporada.. não sei se você viu.
    Enfim, a história até que é interessante e tem um bom contexto. Mas achei meio burocrática, causando pouca emoção ou interesse.
    Também achei desnecessário ser tão didático e explicito como no trecho: “Ela trabalha secretamente com a Resistência, em projetos de recuperação biológica e genética.” Já tinha ficado meio implícito que ela era parte da resistência, e os fatos quando são implícitos deixam mais interessante a historia, sabe?
    De qualquer forma, o conto tem vários pontos positivos e interessantes, e por isso te parabenizo!

  11. Jowilton Amaral da Costa
    15 de dezembro de 2016

    Um bom conto. Narrativa boa, uma trama que prende a atenção. Fiquei meio sem saber o que aconteceu com a Lia, em que momento sua memória foi reprogramada. Gostei das ações, alguns diálogos deram um certo trabalho de entender quem falava o quê. Boa sorte no desafio.

  12. cilasmedi
    13 de dezembro de 2016

    Faltou palavra na frase: Meus rastreadores sua presença no apartamento (Meus rastreadores (detectaram) sua presença no apartamento).
    Um conto bem fundamentado, fluido, com explicações detalhadas da esfera e com movimento e algum suspense. Sempre a eterna luta do que já está formado, de maneira indevida e excludente, para uma situação mais amena para os marginalizados. A estrutura do conto é a usual, nesse sentido da luta de um bem contra um suposto mal. Nota 8,0.

  13. Daniel Reis
    13 de dezembro de 2016

    Prezado autor Diná Myth, seguem meus critérios de análise:
    PREMISSA: toda a história está alicerçada em explicar o contexto da Esfera 8, e não no que querem os personagens. O autor tentou criar um universo abrangente, cheio de detalhes, mas o conto não foi capaz de conter todos eles.
    DESENVOLVIMENTO: a história segue em linha reta, mas realmente não chega a um final. Parece um capítulo desgarrado de uma história maior, e o elemento punk não predomina diante da ficção científica.
    RESULTADO: um conto menor, que poderia fazer parte de uma obra maior, se devidamente desenvolvidos seus personagens e sua premissa dramática.

  14. Fil Felix
    13 de dezembro de 2016

    GERAL

    A leitura é boa, só encontrei alguns errinhos aqui e ali, mas nada de mais. Apesar de não falar da idade propriamente, me pareceu um grupo de adolescentes querendo sabotar o sistema. Os nomes e a compra do carro pela mãe também me fizeram pensar isso, acabou me dando um tom de aventura juvenil. Ao contrário das rebeliões em outros contos (e até em outras redomas), aqui são rebeldes de uma classe média, perdendo um pouco da marginalidade.

    O X DA QUESTÃO

    Outra redoma, muita tecnologia e ficção científica. Devido ao clima mais ameno do conto, não me simpatizei tanto, acho que poderia ter ido um pouco mais fundo. A Milena perder a mãe no processo, algo que desse um chacoalhão.

  15. Ricardo de Lohem
    13 de dezembro de 2016

    Olá, como vai? Vamos ao conto! Governos opressores que reprimem sexualmente os cidadãos e despreça a natureza. Uma distopia político-social que parece beber na fonte de “1984”, de George Orwell. Na minha opinião, essa obsessão que a literatura especulativa tem com malignos governos opressores é um tanto cansativa. Existiram, existem e provavelmente continuarão existindo governos assim, mas a questão é que o tema já foi muito explorado, e sempre da mesma maneira, sem criatividade. Existem modos mais sutis de falar dos perigos que as sociedades futuras representarão para seus cidadão, não é preciso se apegar ao modelo União Soviética, o orwelliano. A história presente padece dessa capacidade de causar no leitor sensação brutal de déjà-vu. Além dessa questão da falta de brilho da história em si, notei outros problemas.”Meus rastreadores sua presença no apartamento, mas passei por lá”. Ficou faltando alguma coisa, provavelmente: “Meus rastreadores não notaram sua presença”. Um problema até engraçado: “Milena compõe os 10% de cérebros mais bem desenvolvidos dentre os de sua geração, muito embora pense na posição dos 99% dos jovens restantes como indivíduos em total conformidade com os patamares inferiores do intelecto”. Milena não podia ter o cérebro tão desenvolvido assim, já que errou na porcentagem. 10% mais 99% seriam 109%(?!?!). Ou Milena pertencia aos 1% mais desenvolvidos, ou o restante seria de 90%, não dá pra ter os dois ao mesmo tempo. E por fim temos o final, muito fraco, muito sem graça, um final deve dizer alguma coisa, causar um impacto ou satisfação emocional, o final está horrível, totalmente sem elaboração. Concluindo, apesar de todos os problemas, desejo Boa Sorte!

  16. rsollberg
    12 de dezembro de 2016

    Esfera 8 (Diná Myth)

    Caro (a), Diná

    É muito complicado, e arriscado, escrever um conto no presente. Na minha opinião, torna-se muito mais difícil criar conexão com o leitor. O texto fica com cara de roteiro, muito mais focado na ação dos personagens. Nesse sentido, sobraram informações, ao passo que faltou muita emoção. Raro foram os momentos em que o texto se destaca pela forma ou até mesmo por uma simples construção mais apurada, como essa, por exemplo: “A mãe tem a rispidez do pedregulho quando implica com alguém ou alguma coisa, e a crueldade do fogo quando contrariada nos propósitos.”

    “Lia é filha de alguém muito próximo de Amanda Gautier”, isso é quase linguagem de sinopse de filme VHS, é gratuito.

    O universo criado parece ser complexo e interessante, contudo, ficou absolutamente prejudicado em razão do jeito de narrar do autor. O conto é muito visual e as ações (pisca, digita, olha sobre os ombros) não trazem benefícios, tampouco ajudam a criar a personalidade dos personagens.

    De qualquer modo, parabéns e boa sorte no desafio.

  17. Gustavo Castro Araujo
    9 de dezembro de 2016

    Um conto que privilegia a ação, com narração no presente, acelerada, sem dar ao leitor tempo para respirar. É o enredo típico Hollywoodiano, com foco nos acontecimentos e nos desdobramentos, preterindo o desenvolvimento dos personagens. Pessoalmente, essa opção não me atrai, porque confessadamente prefiro digressões filosóficas e psicológicas, situações que coloquem os personagens em cheque, que os façam se questionar, que lhes apresente alternativas difíceis e que levem o leitor a fazer a si mesmo a incômoda pergunta: “e se fosse eu?”. Mas, como eu disse, isso é uma questão pessoal. Acredito que há bastante público para a história exatamente do jeito que ela foi contada aqui: a menina “rica” que se revolta. Contudo, mesmo nesse caso, quer dizer, mesmo abandonando essa minha preferência, devo dizer que o texto me cansou um bocadinho por conta de algumas passagens desnecessárias e também pelo fato de não haver uma história completa, tratando-se, na realidade, de uma espécie de introdução, de um prólogo. Também encontrei alguns erros gramaticais, de ortografia e de concordância, sem falar no paralelismo verbal que, em alguns trechos, ficaram bem evidentes. Em suma, uma história ágil, com foco na ação, mas desenvolvida de modo um tantinho apressado.

  18. Amanda Gomez
    8 de dezembro de 2016

    Olá,. Autor(a)

    Custei terminar esse. É um conto longo e trabalhoso, por possuir uma linguagem mais técnica, com vários termos científicos e diálogos que não parecem muito …naturais. O conto é uma ação, o personagem está sempre em movimento e as descrições acompanham bem isso, mas cansa um pouco.

    A ideia da esfera é legal, deu pra entender bem o que está acontecendo neste mundo. Os que estão dentro e os que ficaram do lado de fora. A repressão e a resistência. Parece tudo muito ensaiado, a quantidade de personagens me deixou um pouco perdida e tive que voltar algumas vezes pra redecorar quem é quem.

    A protagonista não me cativou e seus ideais me pareceram um tanto vazios. Explodir as barreiras o lugar que lhe onde viveu sem medir bem as consequências foi no mínimo abrupto. Não sei se entendi direito , mas isso vai gerar uma guerra entre os que vão entrar, fora a questão da saúde que foi falado que era perigoso do lado de fora. Enfim, ela não me convenceu, parecia que estava apenas em busca de uma aventura.

    Acho que essas conclusões abruptas tem esse lado, já o alguns contos que criam um problema no final da história, para ter um plot twist impactante, mas as vezes não funciona.

    Ficam muitas perguntas, já que a história realmente aconteceu, no momento que terminou.

    O tema está aí, mas foi pouco abordado na minha opinião, a parte mais X-Punk do conto, foi apenas mencionada.

    Acho que Estou sendo chata, desculpe. Colocando na balança gostei do conto, mesmo com essas ressalvas. Só acho que o fim poderia ser o meio, pois fiquei com vontade de saber como as coisas estão agora. Acho que você entendeu, Autor…mesmo com essa minha confusão em explicar hehe.

    No mais, boa sorte no desafio!!

  19. vitormcleite
    8 de dezembro de 2016

    Texto interessante de ler, gostei muito do inicio, depois perdeu um pouco o interesse para voltar a animar do meio para o final. Muitos parabéns. No final fiquei com vontade de ler mais, saber o que aconteceria a seguir. Tens aqui um belo inicio de um bom livro com uma boa trama. Parabéns deves rever o que escreveste e continuar este texto.

  20. Davenir Viganon
    6 de dezembro de 2016

    Olá dinamite, ops digo Diná Myth.
    A estória é simples e bem contada. Uma guria que faz parte da camada privilegiada da sociedade que ao mesmo tempo faz parte de uma resistência que luta contra um governo opressor e tecnológico. Gostei que o conto joga o leitor na ação e depois recapitula tudo até aquele ponto. É uma jeito e postergar as descrições necessárias, mas por vezes tediosas, sem ser logo no início.
    Os elementos de a FC e da Distopia estão ali, mas faltou algo de sombrio e urbano no seu conto mas acho que passa cyberpunk. Eu gosto da ideia das cidades em cúpulas [tanto que usei também no meu conto] e da tecnologia presente em todo o lugar, mas como a personagem é da camada rica, ficamos sem saber como essa opressão se dá na sociedade e os motivos de Milena ficam frágeis. O conto acabou ficando com um tom de YA e não sei se essa era a intenção. Se for, é um bom conto YA, se não for… bem, sei lá, continua bom mas sem aquela sujeira e indecência que o cyberpunk pede.
    Um abraço!

    “Você teria um minuto para falar de Philip K. Dick?” [Eu estou indicando contos do mestre Philip K. Dick em todos os comentários.]
    Vou indicar um conto clássico do PKD: “Podemos recordar para você por um preço razoável”, que tem uma pegada mais densa. Acho que iria gostar.

  21. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    1 de dezembro de 2016

    Olá, Diná,

    Tudo bem?

    Seu conto é de ação e muito ágil. Os cenários são bem criados, assim como a ambientação que justifica a premissa das esferas.

    Minha parte preferida foi a da biblioteca e os jornais antigos. O diálogo nesta parte me lembrou um pouco “1986”.

    Senti um pouco de dificuldade no “engate” da trama, pois achei a introdução ao tema um pouquinho longa em relação ao restante do texto.

    Parabéns por seu trabalho.

    Beijos

    Paula Giannini

  22. Waldo Gomes
    29 de novembro de 2016

    Bem escrito, vários ganchos são lançados, acho que poderia ter fixado num deles e explorado mais o tema.

    bom tema.

  23. Eduardo Selga
    29 de novembro de 2016

    Falta muita coisa a esse conto, que me parece escrito por quem ainda não domina adequadamente as técnicas narrativas. O enredo é frouxo, com algumas cenas pouco úteis à economia geral da narrativa. O uso de elementos como reprogramação de memória, grupo rebelde de oposição ao poder dominante, poluição e chuva ácida parecem terem sido enfiados no texto apenas com o intuito de dar-lhe uma atmosfera punk, dentro de alguns estereótipos que esse gênero ou subgênero distópico construiu.

    Alguns personagens não sabem o que estão fazendo na estória, e os que têm alguma consistência não se materializam completamente: permanecem meio rascunhos, apenas instrumentos de narração. Não convencem, enfim.

    A linguagem é telegráfica, muitas vezes com muitas orações curtas e do tipo coordenada, em detrimento de um tipo que poderia render construções mais ricas: a subordinada. Se essa opção tivesse ocorrido a partir de uma necessidade estética, como, por exemplo, causar a sensação de pressa ou sufoco, repercutindo na leitura a ambientação, teria ficado ótimo, mas o ambiente criado não tem força para exigir isso. O telegrafismo ficou sem função estética, portanto.

    Há uma quantidade muito grande de erros gramaticais, vários deles ligados ao uso do pronome clítico (por exemplo, “Khalil dá um basta nas dúvidas e afasta-se”, ao invés de SE AFASTA), palavra faltando (“Meus rastreadores sua presença no apartamento, mas passei por lá. Você não estava”), palavra sobrando (“Que é faz bem para a pele?”), regência, pontuação e uso do verbo haver.

  24. Anorkinda Neide
    27 de novembro de 2016

    Olá, vim reler, pq eu nao tinha entendido, o meu problema como tema é este, minha cabeça é fraquinha pra tecnologias… mas agora entendi 🙂
    Gostei das personagens, Milena, Amanda, Lia e Ágda, consegui vê-las e senti-las, mesmo em poucas palavras. Acho q a falta de destaque aos rapazes foi proposital e realmente, num texto curto nao dá pra ficar esmiuçando cada personagem, a nao ser q sejam em menor numero.
    Enfim, é uma boa história que não termina nem começa aqui nos limites deste conto e vc está de parabens por conseguir transmitir o necessário neste pequeno espaço. Valeu! abraço

  25. Pedro Teixeira
    27 de novembro de 2016

    O conto apresenta uma ideia interessante, mas na qual não consegui ver nada de nenhum dos subgêneros “punk”. Há passagens com detalhes desnecessários como todo o trecho da compra com a mãe, e um certo didatismo, um “contar” um tanto excessivo que não deixa espaço para o “mostrar”. A revisão é boa, mas há muitas frases curtas com estrutura parecida que deixam a leitura um pouco monótona.

  26. Priscila Pereira
    27 de novembro de 2016

    Oi Diná, eu gostei da sua ideia para o conto, mas parece um pedaço de um romance do que um conto completo, daria para expandir muito a história e dar mais estrutura para os personagens, achei que ficou muito corrido. Achei as partes tecnológicas muito boas, deu para visualizar bem. Muito bom trabalho. Parabéns!!

  27. Zé Ronaldo
    26 de novembro de 2016

    O texto é de fácil leitura, não exaspera o leitor por conta das divisões como se fosse um diário.
    Contudo, achei um conto com pouca desenvoltura. Até as cenas de ação eu as achei presas, arrastadas. Os últimos parágrafos foram bem arrastados mesmo.

  28. Bruna Francielle
    26 de novembro de 2016

    Tema: Creio que está dentro do tema, sim.

    Pontos fortes: Não achei um conto cansativo de ler. Gostei de algumas cenas, que tiveram alguns detalhes bem descritos e foram até mesmo criativas, como as do robô na loja de carros,essa cena possibilitou que conseguimos entender como era a vida dentro da esfera.
    O fato de haver 2 esferas, e a de fora serem de pessoas q sustentavam as de dentro também foi um bom mote.

    Pontos fracos: Houve, evidentemente, uma certa correria no final, aparentemente pelo limite de palavras. O conto vinha em ritmo normal, cheio de diálogos e tudo mais, quando de repente, passou para explicações rápidas e sem muita emoção. Acho que ciente do limite de palavras, talvez o autor pudesse ter dimensionado melhor o conto, de modo a encaixar a história dentro do limite.
    Confesso que a história me pareceu meio confusa.. agora que terminei, voltei ao inicio e descobri que os personagens do final estavam lá, mas eles não haviam ficado marcados na minha memória.
    Achei que há bastante “fios soltos” na história.. tipo, a “Lia”, em uma cena deu a entender que ela estava estranha, talvez sabotada, de repente ela desapareceu da história, mesmo parecendo ser um personagem importante. Enfim, acho que de fato, faltou planejar melhor a história, colocar as peças de forma que sejam um quebra cabeças entendível e compreensível.

  29. Marco Aurélio Saraiva
    25 de novembro de 2016

    Gostei da história e da ambientação, apesar de não ter visto nada fora do esperado. Todas as ideias do conto são um tanto conhecidas, como a segregação social através de “cidades altas” e “cidades baixas”; o fim da civilização que conhecemos após a “terceira guerra mundial e do uso de armas experimentais”; o controle das massas para que trabalhem em prol das minorias privilegiadas; o fim da privacidade.

    Em um tema como esse (X-punk), é comum termos que usar dos clichês para identificar a nossa ambientação com a ambientação esperada pelos leitores. Então temos que compensar com personagens fortes, detalhes inesperados ou “plot-twists”. Apesar de você ter usado mais clichês do que eu julgasse adequado, você compensou um pouco este problema com detalhes interessantes e uma personagem principal empolgante. Detalhes como a vigilância eterna da mãe de Milena, robôs vigilantes que escaneiam as áreas a cada 10 minutos e o medo latente generalizado de ser “ajustado” adicionaram um toque de realismo nesta distopia, ajudando o leitor a se ambientar. Milena é uma personagem forte, segura e carismática, daquelas que nós podemos confiar para qualquer coisa.

    A técnica é simples, sem grandes construções mas, em compensação, de fácil leitura e um tanto dinâmica. As constantes pausas incomodaram um pouco. Muitos dos parágrafos são compostos de uma série de frases curtas demais. Os diálogos são predominantes até quase o final, quando seguem-se uma série de parágrafos explicativos para que o leitor entenda o que está acontecendo (parágrafos que, para mim, não agradaram. Explicar por explicar, ao meu ver, nunca é bom).

    Algumas sugestões que anotei durante a leitura:

    => “…a quase um milênio…” – o certo seria “há”.
    => “Meus rastreadores sua presença no apartamento…” – acho que faltou algum verbo aqui.
    => “Que é faz bem para a pele?” – Acho que o “é” aqui está meio perdido.
    => “Você não tem mais desculpas para andar na linha…” – A não ser que eu tenha entendido algo de errado, o certo seria “…para NÃO andar na linha…”
    => “… e manutenção se outros sistemas para o Mainframe da Esfera 8” – “se” deveria ser “de”.
    => “As pessoas, na rua, se movimentam em um vai-e-vem;” – acho que esta frase ficaria melhor sem as vírgulas.

    Boa sorte !

  30. Zé Ronaldo
    24 de novembro de 2016

    Muito bom, muito bom mesmo!

  31. catarinacunha2015
    24 de novembro de 2016

    Acho tratar-se de um novo autor (a) com estilo ainda não definido, o que me faz lembrar roteiro, onde precisamos descrever a ação de forma simples e direta. O final de filme adolescente prometendo continuação não convenceu. Sugiro reescrever se arriscando mais.

  32. Rubem Cabral
    21 de novembro de 2016

    Olá, Diná.

    Então, sendo bem sincero, não gostei muito do conto. Achei que houve personagens e referências e acrônimos demais para um texto curto, que não houve espaço para o desenvolvimento satisfatório fosse do enredo, fosse dos personagens principais. Chegamos ao fim da história e ficamos indiferentes ao destino de Milena e das esferas. Achei também que a narração no presente prejudicou o ritmo do conto, dando um ar de urgência que não sei se combinou com a história.

    Contudo, a escrita foi bastante boa, e não notei falhas para apontar, e o mote do conto, o conceito das esferas e as conspirações, foram interessantes.

    Nota: 6

  33. Fheluany Nogueira
    19 de novembro de 2016

    Um conto de ação, o movimento de contra-cultura, a resistência contra uma corporação elitista. A personagem central está bem construída; gostei muito da passagem em que ela disfarça a rebeldia e se mostra consumista, ostentando a posição social da família. A cena da amiga “reajustada” também ficou bastante convincente. O texto não apresenta problemas gramaticais, a LINGUAGEM está adequada para o estilo; a LEITURA é fluente e agradável. Parabéns pela participação. Abraços.

  34. Sick Mind
    18 de novembro de 2016

    Não sei se a intenção era um fazer um young adult, mas foi a sensação que tive com o desenvolvimento da história e dos personagens. Existem alguns erros ortográficos que prejudicaram a leitura. Gosto muito de cyberpunk, mas senti falta de uma interação maior do elemento tecnológico com o mundo e a ordem social criada. Já o clima de uma planeta inóspito fora das Esferas, foi bem esclarecido em poucas palavras.

  35. Fabio Baptista
    17 de novembro de 2016

    A narrativa no presente acabou dando um ar de urgência, de correria. Isso combinou com a história contada. Justamente essa correria, essa agonia, é o fator mais positivo a se destacar. Mas, de toda forma, acho que seria melhor usar no passado mesmo, os benefícios acabam sendo maiores.

    Os diálogos iniciais chegam em profusão e não dão chance de respirar, nem de entender muito bem o que está acontecendo. São frases e mais frases em que ficamos tentando entender o que se passa… esse efeito é até legal quando vem uma revelação e o leitor conclui “putz, era isso”, mas aqui a parte obscura se estendeu por tempo demais, tornando tudo apenas confuso e enrolado.

    Quando as coisas clareiam um pouco, já no final, e a ação começa… acaba.

    E acaba revelando que tudo isso foi só uma preparação para algo maior, uma descrição de cenário, ou mesmo um prólogo. Ou seja, acabou não funcionando legal como conto.

    NOTA: 7

  36. Evandro Furtado
    16 de novembro de 2016

    Gênero – Good

    Boa ambientação, excelente desenvolvimento de um background. É importante saber porque o mundo está da forma que está, você traz a razão: uma Terceira Guerra Mundial que aconteceu e deixou as coisas como estão.

    Narrativa – Average

    Um dos grandes problemas que encontro nos textos escritos no presente – inclusive nos meus – é o mal uso de certos advérbios de tempo e lugar, assim como pronomes demonstrativos. Esse tipo de narrativa é usada, normalmente, para colocar o leitor como parte participativa dos acontecimentos narrados. Assim, quando você coloca algo como “lá” ou “aquele”, se referindo a um lugar ou objeto na cena, você afasta o leitor do acontecimento, como se ele fosse puxado por elástico gigante para fora. Em alguns momentos, isso prejudica o andamento do texto.

    Personagens – Good

    Muitas vezes em texto de ficção científica, os personagens são nada mais que meras reproduçãos de um padrão azimoviano: aquele sujeito inserido no sistema que, por algum motivo, se vê forçado a sair dele, mas que ainda vive uma vida muito ordinária. Você quebra isso de uma forma muito sutil e inteligente. O encontro de Milena com Lia e a vontade suprimida do beijo proibido pode parecer algo desnecessário, mas dá uma profundidade maior aos personagens e mostra que, nesse mundo, o preconceito ainda é uma coisa real e, até mesmo, uma característica inerente ao sistema.

    Trama – Average

    O texto apresenta nuances interessantes que poderiam ser melhor aproveitadas. Infelizmente o final é meio clichê e não causa grande impacto. O grande mérito em ousar nos personagens constituiu no que, justamente, faltou na composição da trama.

    Balanceamento – Average

    Um texto que parece ter sido prejudicado pelo limite de palavras, a impressão é que o autor, caso tivesse um romance nas mãos, poderia ter produzido algo memorável.

    Resultado Final – Average

  37. Brian Oliveira Lancaster
    16 de novembro de 2016

    TREM (Temática, Reação, Estrutura, Maneirismos)
    T: Com um conceito mais pé no chão, nota-se uma interessante história de revolta acontecendo nos bastidores. Os métodos Cyberpunks são encontrados em sutilezas, não sendo tão exposto como em outros textos. Há os infiltrados, há os rebeldes e um enredo de disfarce e amizade conectando tudo. – 8,5
    R: O texto tem um tom mais intimista e isso me agradou bastante. Não sou muito fã do uso do tempo presente, mas aqui funcionou bem. Só acho que, perto da parte final, as explicações didáticas destoaram do restante. Poderiam ser melhor distribuídas, através de diálogos, cenários e outras nuances. Ficou explicativo demais, “narrado” demais. Já a troca de tempo, retomar o início ao fim, fechou bem. – 8,0
    E: Como disse, as partes explicativas poderiam ser diluídas. Mas o tom mais centrado na família e nos seus trabalhos obscuros foram bem acertados. Apenas uma ou outra vez tive que parar para entender quem estava falando, pois há troca de personagens após o encontro na biblioteca. – 8,0
    M: A escrita flui bem, mas certas passagens escaparam da revisão. Vi algumas palavras sobrando em alguns diálogos. Fora isso e alguns clichês inevitáveis, é uma história agradável. – 8,0
    [8,1]

  38. Tatiane Mara
    15 de novembro de 2016

    Então … é legal e a gente vai lendo, lendo, esperando acontecer alguma coisa, vai conhecendo o pensamento de alguns e de repente, acaba.

    Não sei se enquadra no estilo punk, mas tem potencial.

  39. olisomar pires
    15 de novembro de 2016

    Um grande prólogo. Bem construído, montou o cenário, apresentou algumas personagens, mas não passou o recado. Há uma história por vir, o que não é o objetivo de um conto.

E Então? O que achou?

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Publicado às 15 de novembro de 2016 por em X-Punk e marcado .