EntreContos

Literatura que desafia.

Traição das Máquinas (Olisomar Pires)

maquinas

Nas paredes do pequeno quarto do hotel, as marcas de tiros nunca eram consertadas. “Pra quê? aparecerão outras”, dizia o senhorio e então, elas ficavam. Infelizmente não eram datadas, um mosaico anônimo e indistinto.

Felix gostava delas. Deitado em sua cama, costumava conta-las, quando tinha tempo ou paciência. Às vezes acrescentava uma ou duas nos espaços vagos com sua arma, ninguém nunca reclamou.

Mas nessa noite não havia tempo para diversão. Três homens estavam no ambiente conversando.

– Como você pode saber disso ? – perguntou o menor deles – digo, se é secreto, como você sabe, cara ?

– Eu sei. Eu vi. Eu entrei na porra do complexo todo – respondeu Felix, baixo, com aquele sorriso esquisito que o deixava com cara de doente. Ele era um mentiroso apaixonado, e quando não inventava, exagerava. Todos sabiam.

– Ah, tá … Você acessou a Trinka? Fala sério…  Ninguém entra na Trinka, ela é que entra em você, até no seu cu, otário – disse o sujeito  com uniforme verde.

– Pois eu entrei, em ensinaram o caminho e posso entrar de novo, por isso preciso de vocês, porque dessa vez quero ter suporte para poder copiar alguma coisa – ele abriu o jogo.

Entretidos com essa possibilidade e empolgados com a aparente veemência do jovem, não viram que pelo vão da porta junto ao chão, um pequeno objeto circular fora inserido e se deslocara para o canto do cômodo onde estavam; Assim que o artefato tocou a parede oposta à porta de entrada, liberou uma pequena bolha luminosa que flutuou silenciosamente até se posicionar acima das cabeças dos três sujeitos.

– O que é isso perto do teto ? perguntou um deles, quando notou a coisa.

Antes de qualquer palpite, com todos olhando para cima, viram sair do seu centro pequenos raios que atingiram seus olhos, fazendo suas cabeças explodirem automaticamente.

  O senhorio, no andar de baixo, ouviu o barulho, mas nem se deu ao trabalho de levantar. “Marcas novas”, pensou triste.

……………………………………………………………………………………………………………….

Caminhando pelos escombros do que foi uma bela cidade, Haldron não se conformava em viver assim, mas sabia que era sua única chance. Nada de hotéis, quartos de pensão, por mais sujos e horríveis que fossem. Assim que seu nome ou rosto aparecesse nas telas de controle da Trinka, sua vida estaria terminada.

“Talvez enviem uma daquelas bolhas e o negócio seja rápido”, ele pensou enquanto subia no capô de um  carro queimado, tentando enxergar melhor o fim da rua.      

Não, a Trinka me quer vivo e aí eu tô lascado, vão me torturar até não existir nenhum nervo mais, ou dente, ou unha”. Essa certeza o impelia a ficar no subdown periférico, como o rato que se abriga no esgoto.

Do alto do posto improvisado, notou que havia uma fogueira mais à frente, com duas ou três pessoas ao redor. Decidiu ir até lá, não sem antes conferir suas armas, principais e secundárias. Ninguém era confiável.

Foi caminhando pelo meio da rua, bem visível, não queria ser confundido com uma ameaça. Usava um casaco velho, marrom e grande,  excelente para camuflar seu pequeno arsenal e lhe dava um ar de pistoleiro renegado, muito útil em qualquer situação menos convencional.

Os homens da fogueira o viram aproximar-se. Eram quatro pessoas, um deles estava sentado na calçada.

– Posso me aquecer um pouco ? Perguntou Haldron de imediato, assim que estava numa distância boa o suficiente para ser ouvido e melhor ainda para se proteger, se algo desse errado.

– Tem o quê com você ? – perguntou um dos homens, displicente.

Haldron gostou da pergunta, se eles tivessem aceitado de pronto, seria estranho.

– Pouca coisa, nada que valha a pena – respondeu.

– Então vá se aquecer no rabo da sua mãe – não era pra ser engraçado e ninguém riu.

– Talvez seja melhor mesmo, ela gosta de feijão e por acaso, tenho uma lata grande comigo. Até mais, trouxas – disse Haldron de forma rude, quase dando as costas para o grupo.

– Espere, cowboy. A coisa muda de figura. Estamos quentes, mas com fome,  traga seu feijão – anuiu alguém.

Ele se aproximou devagar, observando os arredores escuros, ainda podia ser uma armadilha. Quando já estava sentindo o calor vindo da caldeira improvisada viu que um homem se levantou e foi em sua direção. Parou e aguardou calmamente. Se fosse acontecer alguma coisa, seria agora.

Ao ficarem  frente a frente, o sujeito esticou a mão.  Haldron lhe passou o feijão numa latinha dessas de conserva.

– Isso não é uma lata grande – reclamou.

– Pra mim e minha mãe, é – disse irônico.

Mesmo contrariado, o homem deu sinal com a cabeça para que ele o seguisse.

Enquanto Haldron se acostumava com o conforto, os demais dividiram a comida, menos aquele que a buscou. Ele voltou a se sentar, retirou uma caneta do bolso da camisa e no instante que o recém-chegado estava de olhos fechados se deliciando com aquele luxo no meio da rua, apontou-a para o rosto de Haldron e apertou um pequeno botão.

A imagem capturada clandestinamente pela caneta já viajava no espaço antes mesmo que Haldron tivesse aberto os olhos, assim que foi decodificada no computador central da Trinka,  um alarme suave disparou na sala do Chefe de Operações:

– Localizamos o alvo, senhor – disse o oficial de plantão ao entrar na sala do chefe.

– Já notei, imbecil. Envie o esquadrão Quatro e reforce a mensagem: VIVO.

O pequeno grupo na rua se acomodou para aproveitar o restante da noite e tentar dormir um pouco, Haldron não foi exceção, cansado como estava, adormeceu rapidamente sem nem sonhar com os homens que pousavam silenciosamente um quarteirão abaixo.

Foi capturado tão facilmente que o esquadrão de elite nem pensou em acordá-lo, aplicou-lhe um sedativo potente e o carregaram para a nave que pairava a centenas de metros acima. Apenas o homem da caneta não estava mais no local, os demais foram silenciados permanentemente.

Assim que acordou em um quarto grande e mal iluminado, sentiu a cabeça tonta, a boca seca e os olhos arderem.

– Vai passar,  Haldron. Não se preocupe – disse uma senhora de cabelos grisalhos, sentada a poucos metros da cama.

– Como vocês… – Haldron tentou levantar, mas estava atado à estrutura metálica.

– Era questão de tempo,  todos sabíamos disso e você também. Agora, aqui estamos, você sabe o que queremos, nós sabemos como obtê-lo. A questão é: Vai ser rápido ou demorado?

– Eu não vou lhes entregar nada e quero falar com Josh agora.

– Lamento dizer, mas Josh não mais interfere em nossas ações, somos eu e você, meu nome é drª Chandri Mas.

Não é possível, drª Chandri está morta há décadas, é uma impostora”, raciocinou Haldron.

Quando o mundo ainda era “o mundo” e as pessoas viviam enlouquecidas com sua busca por dinheiro, fama e poder, mas viviam, possuíam expectativas e planos, Drª Chandri criou a Trinka, um sistema de segurança nacional que nos protegeria de qualquer mal.

Até que Trinka se tornou a ameaça, desencadeou a guerra, arrasou a todos na Terra e comandava tudo e todos desde então. Exceto aqueles que estavam na nave-mãe Pandora, uma construção gigantesca que orbitava o planeta.

Ficaram os degredados em solo, aqueles que sobreviveram e mal, muito mal, foram reconstruindo ou tentando reconstruir a humanidade. Não estava dando certo. Trinka vigiava tudo com seus ciborgues e humanos contratados.

– Haldron, eu lhe asseguro que se facilitar nosso trabalho, seremos justos – disse num tom seco a drª Chandri Mas.

– Receio que seu conceito de justiça seja uma morte rápida, não ?  retrucou.

– Não, pretendemos lhe dar uma vida nova, poderá trabalhar e se divertir, claro que em áreas não comprometedoras – falou quase simpática.

– Claro – confirmou Haldron.

– Temos um acordo ? – forçou a doutora.

– Bem que gostaria, mas vocês não aceitariam minhas condições.

– Quais condições ? –  ela prometeria qualquer coisa, pensou para si.

– Apenas uma:  vão à merda e se afoguem muitas vezes, só isso – um grande sorriso apareceu como que para acentuar a inocência do pedido.

Uma pouco decepcionada, drª Chandri Mas, olhando bem para seu interlocutor, disse:

– Lamento ouvir isso, Haldron. Gosto de você e do seu intelecto. É uma pena que não consiga ser sensato. Vou deixá-lo agora,  terá 24 horas para pensar no assunto, após esse prazo, virei vê-lo, se o senhor ainda insistir com essa inutilidade, será entregue para nossa equipe de extração e receio  que não lhe será agradável.

– Antes me diga como é possível que esteja viva – disse Haldron.

– Esse corpo é um clone, um dos muitos que minha mente já usou, muito simples. Talvez  se interesse em ser imortal,  Haldron, pense nisso.

– Não, obrigado. A imortalidade é para estúpidos – disse ele com uma ponta de orgulho.

– Pois bem, eu volto e aí decidiremos se teremos um gênio a mais de acordo com seu conceito, iguais a todos com quem você compartilhou nosso segredo de acesso.

Ela saiu da sala com muita elegância, é preciso dizer.  Essa coisa de ficar sem a última palavra era desesperador para Haldron, principalmente agora que sua garantia de vida já estava eliminada. Lembrou-se do jovem Felix, o último a quem mostrara o programa de entrada para Trinka.

……………………………………………………………………………………………………………..

Na terra arrasada, em meio a bandos de humanos sem futuro que viviam por teimosia, o mendigo da caneta que havia delatado Haldron estava sentado numa mesa de bar, em meio ao ar quase irrespirável. Conversava com Josh.

– Tem certeza de que vieram e levaram o homem? perguntou  ainda desconfiado, após ver a impressão do rosto de Haldron no papel vagabundo.

– Claro que tenho, mandei a foto dele e cinco minutos depois eles estavam lá, o sujeito nem viu quem pegou ele, depois mataram todos por perto, eu me escondi logo depois de enviar o arquivo – respondeu o aprendiz de espião.

– Como sabia que era ele  que procuravam?

– Eu não sabia, mando fotos de todo mundo, de vez em quando eles me pagam alguma coisa. Dessa vez não recebi nada, ainda. Por isso vim te procurar, você sempre paga pelas informações.

Josh se levantou e deixou um monte de notas velhas na mesa. Saiu sem se despedir.

Na rua, rumou rápido em direção ao centro, para sua base, tinha pressa, precisava decidir a ação e comunicar-se com Haldron antes que fosse tarde demais.

……………………………………………………………………………………………………………….

“Agora estou ferrado” pensou Haldron ainda amarrado na cama. “Não há nada que eu possa fazer, eles vão me fritar e tomar tudo que eu sei, droga. Faço um acordo? Não, eles não respeitariam o trato, mas e daí? é uma chance.”

– Haldron  – chamou alguém.

Ele olhou para porta esperando que ela se abrisse, mas nada aconteceu.

– Haldron – repetiu a voz – você me escuta ?

Novamente ele mexeu a cabeça tentando se levantar para ver melhor o quarto. Não havia ninguém lá.

– Responda, por favor, sei que você está vivo – insistiu a coisa em sua cabeça.

– Quem está aí ? – quase gritou Haldron.

–  Sou eu,  Josh – sua fala mecânica se sobrepondo.

– Josh, seu filho da puta, cadê você? – explodiu Haldron.

– Fale baixo, idiota. Só você está me ouvindo, há um implante no seu crânio.

– Você nunca me disse isso, porque não me contatou antes ?

– Impossível. Essa linha era pra ser usada somente em caso extremo, como parece ser a situação agora.

– Desgraçado, rodei sozinho por esse inferno por mais de dois anos – Haldron sentia uma raiva profunda.

– Pare de frescura e preste atenção, a Trinka vai rastrear essa conversa a qualquer minuto, preciso lhe colocar a par de muita coisa, então cala a boca e me escuta.

Após alguns segundos de silêncio, Josh perguntou:

– Haldron, você está aí ?

– Não idiota, saí voando, você não mandou eu ficar calado? Desembucha logo.

– Cara, se eu pudesse, daria um soco nessa sua boca.

– Pelo amor de Deus, Josh, vá se foder, eles podem entrar quando quiserem, estou amarrado e ameaçado de morte ou algo pior.

– Está bem, ouça.

E Josh contou:  assim que Haldron havia procurado a Resistência com a história do vírus fatal contra o sistema Trinka, eles perceberam que era uma bobagem. Nunca teriam acesso ao complexo e se tivessem,  Trinka anularia o programa rapidamente, mas então criaram outro plano.

Como Haldron era um especialista “limpo”, sem implantes ainda, da própria Trinka que resolvera traí-la,  nada melhor que usá-lo para vencer o jogo.

– Me usar ? perguntou Haldron – E como se dará isso, visto que estou aqui preso? Agora entendo porque a Trinka é invencível, só tem idiotas do outro lado.

– Os idiotas colocaram um comunicador na sua cabeça sem que você soubesse.

– Isso é verdade. Então, querem eu toque uma música pra eles ou transmita um recado ?

– Colocamos outra coisa também, meu caro.

Haldron congelou. A porta do quarto se abriu e drª Chandri Mas entrou com sua tranquilidade espontânea.

– Você pode ouvir tudo ? perguntou Haldron para Josh.

– Não, só você, por que? Chegou alguém ?

– Drª Chandri Mas.

– Sempre ela – disse Josh.

A elegante cientista não entendeu a pergunta do seu prisioneiro, mas respondeu assim mesmo:

– Não,  Haldron, não posso ouvir tudo, só quero ouvir algo bem específico.

Haldron estava nervoso e disse:

– Já se passaram as 24 horas, drª? Por que a visita agora?

– Pensei que um homem inteligente  saberia aproveitar uma oportunidade e resolvi, após conversar com meus amigos, que lhe faria uma proposta irrecusável – respondeu drª Chandri sem se preocupar em sentar.

– O que vocês acham que eu sei ? insistiu Haldron.

Josh apenas ouvia, com medo de atrapalhar.

– Ora, Haldron, não é o que o senhor sabe que queremos, é o que acha que sabe e mais importante, aquilo que não sabe – falou.

O refém riu alto.

– Se nem eu sei o que é, como vocês saberiam ?

– Isso é problema nosso, preciso de uma resposta agora, vai cooperar ?

– Nunca – concluir Haldron com firmeza.

– Como queira, em poucas horas a equipe de extração virá ter contigo, com sua ajuda seria mais fácil, mas paciência – resignou-se com a decisão tomada.

– Não tenho medo de tortura, não depois do que já sofri na Terra, sendo caçado, matando muito para não ser assassinado.

– Quem lhe falou de tortura? Não somos animais – Drª Chandri parecia genuinamente surpresa e Haldron acreditou nela.

Ela se despediu e saiu do quarto com um leve sorriso.

Assim que se viu abandonado, Haldron chamou:

– Josh ? Josh?

– Sim, meu amigo, estou aqui.

– Ela me disse que você não interferiria mais quando pedi pra conversar com você assim que cheguei.

– Eles acham que estou inativo, Haldron.

– Entendo, mas agora as coisas se complicaram, eles não vão me torturar, vão “extrair” de mim, seja lá o que isso signifique – reclamou bastante cansado de tudo.

– Significa isso mesmo, seu tolo, vão extrair sua mente para um receptáculo e depois analisá-lo, segundo por segundo da sua vida, tudo será exposto, inclusive as reuniões que teve conosco, locais, pessoas, rostos, tudo, a resistência inteira, se você cooperasse eles poderiam restaurar sua mente no seu corpo, mas se for tomada, não tem volta.

– Não se trata do vírus, afinal – reconheceu Haldron.

– Não, nunca foi, nem para nós, por isso temos que agir antes da extração – falou Josh de forma muito séria.

– Mas o que vocês podem fazer? Vão invadir aqui? Me buscar?

Josh quase riu, mas se conteve, estava para transmitir algo muito terrível e não queria parecer leviano.

– Haldron – começou Josh num tom de voz mais baixo – o único lugar onde podem fazer a extração é no núcleo central próximo ao controle principal de Pandora, ou seja, onde está o “cérebro” da Trinka. Precisam dele para realizar a extração.

– Como você sabe disso, Josh ?

– Eu criei a extração, meu amigo. Sei tudo sobre o procedimento. Sem a Trinka envolvida diretamente não é possível.

– É uma surpresa, mas tudo bem, em que isso nos ajuda ?

“É agora” pensou Josh, chegou o momento do tudo ou nada. Respirou profundamente e jogou a pedra que poderia mudar o mundo mais uma vez:

– Haldron, junto com o comunicador, implantamos uma bomba nuclear no seu cérebro – Josh se calou aguardando a reação. Houve silêncio.

Depois de alguns minutos, pois não havia necessidade de mais explicações, Haldron simplesmente perguntou:

– Como detoná-la? – falou de forma clara, sem emoção.

Josh estava feliz e triste ao mesmo tempo. Ao seu redor dezenas de pessoas ouviam a conversa nos auto-falantes da mesa de operações. Todos muito concentrados.

– Uma frase e tudo termina para se iniciar novamente, Haldron. Vou lhe dizer e não a repita até ter a certeza que o procedimento de extração será realmente iniciado, pois só nesse instante você estará próximo da Trinka.

Josh recitou as palavras que explodiria a nave-mãe Pandora,  Trinka e junto o cérebro de Haldron. Quando Josh terminou de falar, Haldron começou a rir muito:

– Que frase mais imbecil – quase não conseguia falar com o acesso de riso – quem inventou essa porcaria ?

– Tinha que ser algo que você não dissesse numa conversa comum, imagina se fosse um “bom dia, como vai?” – retrucou Josh rindo.

– Ok, entendi.

– Haldron, eu sinto muito, mas foi o … – silêncio.

– Josh ? Josh ? – nada, a comunicação foi interrompida.

……………………………………………………………………………………………………………….

Na sala da resistência, os homens viram que a ligação foi detectada e encerrada pela Trinka.

– Agora, é aguardar, se der certo também seremos desligados – disse Josh para os demais androides que renegaram a Trinka e lutavam pelos “comuns”.

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De repente, em algum momento posterior, o céu na Terra se iluminou totalmente, como se 30 sóis tivessem se acendido.

As naves-filhote começaram a cair, bem como todos os robôs e ciborgues no planeta. Trinka morreu.

O homem  estava só outra vez.

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41 comentários em “Traição das Máquinas (Olisomar Pires)

  1. olisomar pires
    17 de dezembro de 2016

    Obrigado a todos pelos comentários bondosos. Acredito estar melhorando nesse negócio de escrever. Agradeço àqueles que notaram a questão dos diálogos, confesso que estudei bastante e foi um dos pontos que aprendi, graças ao EC.

    Ninguém citou sobre o pseudônimo, então deixo um link com a explicação.

    Até a próxima, feliz natal, ótimo 2017 e parabéns a todos, em especial aos ganhadores (quando li o “Gatilho de Borges”, pensei na hora: esse ganhou.) rsrsrs

    http://origemdapalavra.com.br/site/palavras/ciber/

  2. Leonardo Jardim
    16 de dezembro de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐⭐▫): boa, bem elaborada, porém um tanto linear. Já tinha entendido da bomba muito antes dela ser citada. Senti falta de saber qual a frase, poderia encerrar o conto com ela.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): boa, sem problemas graves (exceto por uns problemas de pontuação). Conduziu a trama com tranquilidade e criou personagens interessantes (eu cortaria alguns para deixar a trama ainda mais coesa).

    💡 Criatividade (⭐▫▫): muitos elementos comuns, como controle das máquinas, asteróide mãe, Terra devastada, etc.

    🎯 Tema (⭐⭐): considero um pós-cyberpunk. Está adequado.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫): o final podia ser melhor elaborado, ficou meio corrido e sem emoção. Se faltaram palavras, poderia tirar de partes menos importantes, com a descrição do banquete e da primeira cena sem o protagonista. Aliás, como já citei em “Técnica”, esse texto possui uma boa capa de gordura que poderia ser removido e, com isso, melhorado o final.

    ⚠️ Nota 7,5

    OBS.: sobre pontuação no diálogo, sugiro essa leitura: http://www.recantodasletras.com.br/artigos/5330279

  3. Pedro Luna
    16 de dezembro de 2016

    Uma trama meio maluca com algumas reviravoltas. Algumas não soaram tão bem, como a bomba nuclear no cérebro do cara. Sei lá, me soou como um deus ex-machina bem grande. E como já era o fim do conto, não houve como desenvolver emoção na decisão de Haldron de cometer o sacrifício.

    Gostei particularmente da ambientação, alternando entre cenários desolados e cenários de corporação. E gostei de cenas engraçadas como a bolha no teto e o cara falando: “– O que é isso perto do teto ? perguntou um deles, quando notou a coisa.” ..kkk.

    No geral, achei médio.

  4. Bia Machado
    16 de dezembro de 2016

    Um texto que se mostra criativo, mas que não consegue manter isso, devido ao enredo mal desenvolvido. Em algumas partes, falta suspensão da descrença, não consigo comprar aquela ideia, por exemplo: a parte da bomba atômica me pareceu meio forçada. As personagens não causam empatia, algumas um tanto rasas pro meu gosto, como a Doutora. Talvez pelos excessos do conto, eles não conquistam o leitor. Há que se tomar certo cuidado com a expressão “meu caro”, “minha cara”, ela é incomum, muitas vezes usada de forma exagerada, pode fazer parte da construção de apenas uma das personagens, pois se mais de uma usar, fica estranho, fica parecendo que todo mundo fala do mesmo jeito e isso atrapalha um pouco a verossimilhança. Enfim, não foi uma leitura que me animou do início ao fim. Acabou sendo daquelas leituras que não deixam um gostinho de quero mais. Em minha concepção há potencial, porém há muitas coisas a serem trabalhadas, que a meu ver não cabem em um limite de 3000 palavras. Tirei meio ponto por conta da revisão. Muitos probleminhas, com total possibilidade de serem sanados antes da postagem, visto que não foi feita nos últimos dias, na correria.

  5. Thiago de Melo
    16 de dezembro de 2016

    4. Traição das Máquinas (Timoneiro): Nota 9,2
    Amigo Timoneiro,
    Que beleza de história. Parabéns!
    Esses dias eu comprei um livro chamado “Como escrever diálogos”, para me ajudar em desafios futuros. Pode ter certeza, vc não precisa ler esse livro. Gostei muito da forma como você conseguiu construir os diálogos do seu texto de forma simples, em frases curtas, mas que passavam as emoções dos personagens. A cereja do bolo pra mim foi o silêncio de Haldron (até ali bastante sarcástico e agressivo) quando recebeu a notícia da bomba e a pergunta que ele fez em seguida.
    “– Haldron, junto com o comunicador, implantamos uma bomba nuclear no seu cérebro – Josh se calou aguardando a reação. Houve silêncio.
    Depois de alguns minutos, pois não havia necessidade de mais explicações, Haldron simplesmente perguntou:
    – Como detoná-la? – falou de forma clara, sem emoção.”
    Perfeito. Gostei também da última frase do conto. A ideia de que estamos sós é ao mesmo tempo reconfortante (se nos livramos de companhias desagradáveis, como no caso do seu conto) e aterradora…
    Parabéns!

  6. Jowilton Amaral da Costa
    16 de dezembro de 2016

    Bom conto. A narrativa é boa e a leitura fluiu bem. os diálogos me soaram naturais na maior parte do tempo, um ou outro me pareceu forçado, com muitas explicações. Fiquei com um pouco de dúvida sobre a trinca, ela seria um programa de computador? Boa sorte no desafio.

  7. Renato Silva
    16 de dezembro de 2016

    Olá.
    Gostei bastante, me lembrou muitos filmes legais que eu assistia quando era moleque. Os diálogos deixam a leitura bem dinâmica e agradável. Falas um tanto descontraídas, sem exageros e bem verossímeis Essa luta entre homens X máquinas me lembrou muito a franquia “Exterminador do Futuro”, e um pouco “Matrix”. Apenas não gostei muito do final. Pareceu meio abrupto, mas eu também entendo as limitações (3 mil palavras não é muito para o tema).

    Boa sorte.

  8. Wender Lemes
    15 de dezembro de 2016

    Olá! Dividi meus comentários em três tópicos principais: estrutura (ortografia, enredo), criatividade (tanto técnica, quanto temática) e carisma (identificação com o texto):

    Estrutura: o enredo foi bem dividido entre as partes “terrenas” e as que se passam na Trinka. É um conto de fácil leitura, sem se deixar sobrecarregar em prol da adequação ao tema, mas sem perder o fio da meada. A divisão das cenas com seus devidos ganchos funcionou muito bem para manter o “suspense”.

    Criatividade: uma abordagem que achei criativa foi a associação dos androides a tal ponto que não se poderia diferenciá-los de um humano qualquer. Inclusive, pelas conversas entre Haldron e a drª Chandri, me pareceu curioso que ela tentasse convencer o androide a se tornar imortal. Sendo assim, mesmo as máquinas seriam entendidas como mortais.

    Carisma: é uma trama bem amarrada, ainda que não tão ambiciosa. Cativa pela “aparente” simplicidade com que guia o leitor através das descrições. Devo frisar: aparente, porque é um trabalho nada fácil deixar o leitor tão confortável, então é uma simplicidade enganosa.

    Parabéns e boa sorte.

  9. Luis Guilherme
    15 de dezembro de 2016

    Boa tarde, querido(a) amigo(a) escritor(a)!
    Primeiramente, parabéns pela participação no desafio e pelo esforço. Bom, vamos ao conto, né?
    Primeiro, gostei bastante da fluência e simplicidade da escrita, bem como do linguajar natural utilizado. Amei ler a palavra “cu” hahahaha. Isso dá uma informalidade que combina com o ambiente do conto.
    O enredo é ótimo, as situações convencem, e tudo isso resulta em um conto muito bom. Gostei de todo o desenvolvimento da história, bem como da conclusão. Tudo bom e interessante.
    Mesmo com um fim esperado, foi legal, pois em nenhum momento planejou um elemento surpresa, mas sim conduziu o leitor à conclusão mais esperada, gerando, assim mesmo, uma sensação de dever cumprido.
    Parabéns!

  10. cilasmedi
    13 de dezembro de 2016

    Concordância verbal: Essa coisa de ficar sem a última palavra era desesperador para Haldron, (Essa coisa de ficar sem a última palavra era desesperadora para Haldron,)
    Parônimo: auto-falantes (alto-falantes ou alto falantes).
    — não era pra ser engraçado e ninguém riu. O coloquial deve ser somente vinculado a uma fala de personagens.
    Bem escrito e estruturado. Um pouco de humor na fala entre os principais, Josh e Haldron. Um bom conto, com a sempre e eterna luta dos ditadores ou empresas titãs e os renegados. Uma atitude brutal que finaliza, apesar de violenta, para um bem comum. Nota 8,0.

  11. Daniel Reis
    13 de dezembro de 2016

    Prezado autor Timoneiro, comento o que segue:
    PREMISSA: um dos contos com maior índice de hormônios “punk”, quase resvalando para o Cidade de Deus do apocalipse. A Trinka, a extração do cérebro, o implante nuclear, tudo.
    DESENVOLVIMENTO: a história se desenvolve sobretudo pelo diálogo, que vai fornecendo as informações da ambientação. Algumas vezes, as frases soam caricatas, outras vezes improváveis, mas na maioria do tempo auxiliam na agilidade da narrativa.
    RESULTADO: Apenas o final me pareceu apressado. Mas, no geral, um bom conto de ação.

  12. Ricardo de Lohem
    13 de dezembro de 2016

    Olá, como vai? Vamos ao conto! Parece que eu vou ficar meio repetitivo nesses comentários. Um X-Punk pode ser uma Distopia, mas nem todo Distopia é X-Punk. Distopias existe há muito mais tempo, são muito mais antigas. Não notei quase características punk nessa história, então vou julgá-la como uma Sci-Fi distópica 100% pura. Como ficção científica distópica, o conto é uma distopia padrão sem surpresas. Um governo totalitário, rebeldes, prisão, ameaça de tortura. A única coisa um pouco diferente é termos AIs entre os rebeldes. Fora isso, não achei nada de especialmente interessante, inclusive os personagens são bem rasos. Fiquei esperando alguma coisa nova acontecer no final: será que a bomba não vai explodir? Será que teremos algo totalmente inesperado? Não. Tudo seguiu automaticamente, sem momento nenhum que surpreendesse. Concluindo, é um conto mediano, não é horrível, mas não tem qualidades visíveis, está dentro da média da média. Desejo para você Boa Sorte.

  13. rsollberg
    12 de dezembro de 2016

    Traição das Máquinas (Timoneiro)

    Caro (a), Timoneiro.

    Um conto que se sustenta basicamente através dos diálogos. O problema é que os diálogos as vezes funcionam e outras vez não. Esse, por exemplo, onde o personagem fala consigo, parece de filme da sessão da tarde; ““Agora estou ferrado” pensou Haldron ainda amarrado na cama. “Não há nada que eu possa fazer, eles vão me fritar e tomar tudo que eu sei, droga. Faço um acordo? Não, eles não respeitariam o trato, mas e daí? é uma chance.”. Já esse, funciona muito bem “– Isso não é uma lata grande – reclamou – Pra mim e minha mãe, é – disse irônico.”

    Outra coisa que prejudicou a leitura foi a repetição exaustiva dos nomes, mesmo nos diálogos, quando não eram necessários.

    O prólogo funcionou muito bem, conseguiu demonstrar com competência a atmosfera do mundo. E a estória das balas na parede, renderam uma boa cena, onde tudo foi aproveitado.

    Parabéns e boa sorte no desafio,

  14. Fil Felix
    12 de dezembro de 2016

    GERAL

    Uma história bastante concisa e objetiva. Dentro do moldes clássicos do gênero, com os rebeldes, a grande corporação por trás de tudo e a tentativa de sabotagem. Faltou um certo polimento e revisão, que poderiam deixar o conto mais redondinho, há alguns travessões faltando e palavras invertidas (como um “em” no lugar de “me”). Apesar da tecnologia, ficou de fácil entendimento e isso é muito bom, conseguimos nos identificar melhor com as personagens. Engraçado que uma delas tem meu sobrenome, adoro naves-mãe e num projeto meu, há uma droga chamada Pandora! As coincidências.

    O X DA QUESTÃO

    Um conto super dentro do tema, clássico cyberpunk. Tenho minhas ressalvas em usar palavrão em excesso, mas acho que está dentro da sua proposta, também. Em poucas linhas conseguiu dar uma cara à esse mundo, já decadente e sombrio. Gostei da caneta, ficou muito bom. A bomba nuclear dentro da cabeça do protagonista achei um pouco exagerada, o pessoal da Trinka não teria descoberto em algum exame?

  15. vitormcleite
    8 de dezembro de 2016

    Temática interessante, mas o texto arrastou-se um pouco e foi pena, parece que estavas à procura de te aproximares do limite das palavras e engrossas-te o diálogo, e depois, a espaços, desenvolves a história de um modo muito corrido, resultando algum desequilibro no conto.

  16. Amanda Gomez
    7 de dezembro de 2016

    Well Well… Temos aqui um legítimo X-Punk Clássico.

    Apenas digo que gostei muito do seu conto. Ainda estou engatinhando nas leituras mas já aponto este como sendo um de meus preferidos do desafio!

    Muito bom mesmo. A narrativa é instigante e toda a atmosfera de desolação e fim de mundo é palpável, sem a necessidade de descrições mais detalhistas. A gente vê o cenário e ponto. O protagonista me cativou de imediato, e mesmo o outro que apareceu só no final, fez um ótimo completamente. Tem umas boas tiradas que me fez rir.

    Quando terminei de ler, fui logo prestando atenção ao título. que automaticamente remete ao enredo que trata-se da traição de uns desgarrados a favor da raça humana, como era.. ou deveria ser. Conto muito bem estruturado. Na medida certa.

    Tive que reler para tentar achar a frase de ativação da bomba e não achei. Fiquei frustrada. (Pode dizer qual é).

    A trama é relativamente simples, mas o autor sobre usar elementos comuns de uma forma bem criativa e o resultado foi este. Um conto ótimo.

    Parabéns! Boa sorte no desafio.

  17. Gustavo Castro Araujo
    7 de dezembro de 2016

    O conto é uma boa peça de entretenimento, que deve agradar aquele pessoal que curte FC. A narração é fluida e é possível compreender o drama de Haldron desde o início. Não é exatamente novidade a ideia de um grupo de rebeldes se unir contra uma entidade totalitária e aqui a receita foi seguida à risca. Quando Josh começou a conversar com Haldron já dava para perceber o que vinha por aí. O que se destaca no conto não é propriamente a história, mas a habilidade do autor com os diálogos– talvez devesse investir nisso nos próximos contos, ficaram muito bons, naturais, engraçados. Todavia, pelo tipo de narrativa escolhida, para mim faltaram mais elementos para conhecer Haldron, Josh e a Dra. Chandri – todos são muito superficiais e esquemáticos. Outro aspecto que me desagradou foi o final para lá de atropelado. Haldron explodirá numa mesa de operações ou algo que o valha. Seria o ápice da narrativa, o momento em que o protagonista encararia a própria morte. Esse aspecto merecia uma abordagem mais detida, pois a meu ver tinha tudo para ser a melhor parte da história. Mas, não. Simplesmente vê-se a menção aos sóis. Decepcionante. Talvez pelo limite do desafio o autor viu-se obrigado a correr e encerrar a história. Numa oportunidade de revisão, sugiro que esse fim seja completamente reescrito, pois há potencial para torná-lo muito bom.

  18. Davenir Viganon
    6 de dezembro de 2016

    Olá Timoneiro
    Cyberpunk padrão. A introdução com os dispositivos ficou muito bacana. Depois que Felix morre sabemos que o conto não era dele. Boa! As peças se juntando na estória ficou simples e bem contada. O fim ficou corrido como desfile de escola de samba atrasada. Quero muito ler uma versão estendida sem esse corte no fim. Parabéns.
    Um abraço!

    “Você teria um minuto para falar de Philip K. Dick?” [Eu estou indicando contos do mestre Philip K. Dick em todos os comentários.]
    Acho que você gostaria do conto “A Segunda Variedade”. Os drones assassinos são tão bacanas quanto os do início do teu conto.

  19. mariasantino1
    5 de dezembro de 2016

    Boa Noite, autor(a)!

    Bom o seu universo, a narrativa é clara (pouquinha coisa na revisão aí para atrapalhar) se vê e se entende tudo o que aconteceu, porém há alguma coisinha incômoda no ar (ao menos pra mim), a ausência de sentimentos. Veja bem, quando um personagem é fodão ele repassa a ideia de autossuficiência e sendo assim o leitor (eu) não torce por ele, fica nem aí se ele se foder ou não. Eu gostei da sua objetividade, da não repetição de termos e cenas progressivas, mas li indiferente, porque não fui tocada, não me importei se o cara ia explodir-se ou não.

    Boa sorte no desafio.

    Nota: 7,5

  20. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    1 de dezembro de 2016

    Olá, Timoneiro,

    Tudo bem?

    Achei seu texto bem construído e criativo. Considero que o ponto alto seja a boa utilização dos diálogos.

    O tema também foi bem explorado, com imagens muito bem construídas. Gostei especialmente da cena na rua, com a lata de feijão e os moradores de rua.
    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  21. Anorkinda Neide
    29 de novembro de 2016

    Eu gostei muito! O texto está claro e inteligente.
    Gostei dos personagens e até da trama, pq tô condescendente com este tema ‘punk’..hehhe
    um dos poucos que li até agora q não correu no final.
    parabens pelo trabalho, sem mais delongas: 10

  22. Eduardo Selga
    28 de novembro de 2016

    Por isso acho muito forçada essa classificação de “gênero” feita não pelos estudos literários, e sim pelo mercado editorial, como o “fantasia” e os diversos “punks”: não há uma diferença essencial, basilar, em relação a uma categoria já existente. O “fantasia”, por exemplo, é o insólito (muitas vezes chamado fantástico); os “punks” é distopia, com ficção científica ou não.

    No caso da ficção punk essa forçação de barra é particularmente interessante porque alguns clichês da ficção científica tradicional vez por outra aparecem, e, cá para nós, é meio inevitável que isso aconteça, exatamente porque ficção científica distópica e punk são, em essência, a mesma coisa.

    Por isso não me surpreende nesse conto, como também já surgiu no primeiro que foi postado no desafio, a presença dos clichês do gênero ficção científica distópica. O problema é que foram utilizados sem grande criatividade, como a nave que orbita o entorno da Terra e a perscrutação da mente de um indivíduo por meio de um grupo seleto.

    No caso em questão, talvez numa tentativa de introduzir algum oxigênio à fórmula, o(a) autor(a) usou clichês de outro gênero, o faroeste, com o personagem Haldron vestido “[…] um casaco velho, marrom e grande, excelente para camuflar seu pequeno arsenal e lhe dava um ar de pistoleiro renegado […]”, ao aproximar-se de um grupo que se aquece em torno de uma fogueira. Quem não conhece das narrativas norte-americanas o “pistoleiro renegado”, seus casacos enormes -não obstante o calor do velho Oeste-, e às vezes comendo feijões enlatados no deserto do Novo México?

    Usar imagens que remetem a outro gênero não é exatamente o problema, e sim a relativa falta de sutileza no uso. No conto, a Terra distópica é Oeste áspero (e essa transferência, bem perceptível, me parece inteligente), mas a caracterização dos personagens nesse “Oeste” como caubóis está óbvia demais, a ponto de esse termo ser usado por algum personagem.

    Assim sendo, a fusão não me pareceu funcionar muito bem. Aliás, os três núcleos dramáticos (o início com o personagem Félix, o protagonista com os estranhos e ele sequestrado pelo poder) não estão perfeitamente articulados. A primeira parte, à medida que a leitura se desenrola, vai se esvaindo da mente do leitor, de modo que seria pertinente se no fim houvesse alguma menção ao início, para haver a retomada e o efeito de circularidade ocorresse. Do jeito em que está me parece solto na narrativa. A passagem do segundo “quadro” para o terceiro é mais alinhada quanto à ação, no entanto os personagens que lembram o faroeste destoam dos da ficção científica distópica, e o liame estético entre eles não me parece forte o bastante para que a antítese se justifique.

    Muito distinto do resto do conto, o início apresenta um ponto criativo e que daria, se for trabalhado posteriormente sem a pressão do punk para o desafio (que na verdade não é tema, mas sim posto como estética ou gênero, mas isso é outra discussão): o fato de o personagem considerar os buracos de bala esteticamente interessantes, a ponto de ele mesmo ajudar na construção dessa espécie de painel macabro na parede, com a indiferença do proprietário do hotel.

    Há pelo menos dois períodos oracionais mal construídos que afetam muito a coerência narrativa. O primeiro é “Haldron não foi exceção, cansado como estava, adormeceu rapidamente sem nem sonhar com os homens que pousavam silenciosamente um quarteirão abaixo”. O problema está em “sem nem sonhar”, porque parece que o personagem já sabia da existência dos homens e não sonhar com eles equivaleria a desprezá-los por completo. No entanto, o personagem não sabia desses homens.

    O segundo caso está em “Não é possível, drª Chandri está morta há décadas, é uma impostora”. Do modo como está expresso, a impostora é a suposta falecida, ao invés de a que se diz doutora, e a segunda ideia foi a intenção do excerto, pelo contexto.

    Outra frase cuja precisão foi comprometida é “entretidos com essa possibilidade e empolgados com a aparente veemência do jovem […]”. Veemência tem a ver com eloquência, e esta não tem como ser aparente: ou é ou não é. Considerando que se trata do personagem tido como mentiroso, talvez a palavra que se adéque à intenção seja VERACIDADE ou algum sinônimo.

    Em “Pra quê? aparecerão outras”APARECERÃO tem inicial MAIÚSCULA. O mesmo erro acontece em “meu nome é drª Chandri Mas”, pois a abreviatura de pronome de tratamento exige inicial MAIÚSCULA.

    Em “[…] costumava conta-las […]”, há um ACENTO AGUDO na vogal final do verbo.

    Em “[…] não viram que pelo vão da porta junto ao chão […]”, o problema é de assonância. O som ÃO é repetido a ponto de tornar-se desagradável.

    Em “pare de frescura e preste atenção, a Trinka vai rastrear essa conversa a qualquer minuto, preciso lhe colocar a par de muita coisa, então cala a boca e me escuta” falta PONTO após MINUTO e ESCUTA.

    Coesão textual: imperfeita.

    Coerência narrativa: principalmente a falta de melhor ligação entre as partes do todo, assim me parece, foi prejudicial.

    Personagens: estereotipados, movendo-se em cenas idem. Pela cena inicial, Felix apresenta algum elemento que se certa maneira o libera da formatação.

    Enredo: razoável. A mistura de ficção científica com faroeste não funcionou a contento.

    Linguagem: largo uso de clichês, sem muita originalidade.

  23. angst447
    28 de novembro de 2016

    Olá, autor! (pensei no Pedro Luna pelo teor da conversa entre os rapazes – ainda traumatizada com Mário e Zico…kkkk)

    Antes de mais nada, esclareço que não levarei a adequação ou não do conto ao tema proposto pelo desafio. Não me sinto capacitada para tal.

    Por ter bastante diálogo, o conto ganha agilidade, deixando a leitura fluir melhor. Isso me agradou bastante, pois pude acompanhar a narrativa sem esbarrar em entraves.

    A ideia desenvolvida funcionou bem comigo, pois despertou minha curiosidade e assim, prendeu minha atenção.

    Algumas falhas de revisão:
    – (…) as marcas de tiros nunca eram consertadas. > removidas, apagadas, camufladas – mas “consertadas” ?
    – “Pra quê? aparecerão > Pra quê? Aparecerão…
    – conta-las > contá-las
    – em ensinaram > ME ensinaram
    – onde estavam; > (…) onde estavam.
    – reconstruir a humanidade > o verbo não se encaixou bem aí – talvez RECONSTITUIR
    Seria bom rever a pontuação geral.

    O final ficou bom, mas me desapontei um pouco, pois queria saber qual era a frase que detonaria tudo. Depois, você me conta? Até pensei que fosse “O homem estava só outra vez.” – mas pela reação do parecia ser algo mais inusitado, engraçado.

    Boa sorte!

  24. Waldo Gomes
    28 de novembro de 2016

    Aí, um bom conto punk, a surpresa é que os ciborgues(andróides) são os traidores principais e o humano “puro” é só a ferramenta. Genial.

    Leitura tranquila, sem entraves, dá vontade de saber mais, bom mesmo.

    O estilo descontraído dado pelos palavrões nos diálogos dá o ar de cotidiano.

    Parabéns ao autor (a).

  25. Leandro B.
    27 de novembro de 2016

    Oi, Timoneiro.

    A história remete ao que, acredito, seja o clássico da temática punk. Temos uma sociedade futurista distópica e personagens subversivos. Temos, também, a questão da inteligência artificial, fonte de danação e salvação na história.

    Gostei de boa parte do texto, embora algumas passagens tenham me parecido um pouco estranhas. O clima desesperançoso foi particularmente bem detalhado nos personagens secundários (na pensão do início e nos mendigos na rua).

    Me incomodou um pouco o personagem um tanto estereotipado de Haldrom. O durão que aguenta qualquer coisa. Claro, não há problema em trabalhar com um personagem assim, mas acho que faltaram algumas camadas de complexidade, especialmente por conta do limite de palavras.

    Outro ponto que talvez possa ser aprofundado é a própria traição das máquinas. Esse que é um dos pontos fundamentais da história (o título, uma boa sacada, pode remeter a duas traições: das máquinas para com os homens, e das máquinas para com as máquinas), mas ficou um tanto pálido, para se explorar as ações.

    Bom, é isso. No geral gostei da história. Só duas observações bobas que podem ajudar em uma possível revisão:

    “Pois eu entrei, em ensinaram o caminho”
    trocou o “me”.

    “– Pois bem, eu volto e aí decidiremos se teremos um gênio a mais de acordo com seu conceito, iguais a todos com quem você compartilhou nosso segredo de acesso.”

    Eu tinha gostado bastante dessa passagem. Foi uma maneira inteligente de retomar o início do texto sem apelar para um didatismo para com o leitor. Só que o trecho seguinte:

    “Lembrou-se do jovem Felix, o último a quem mostrara o programa de entrada para Trinka.”

    Acabou me decepcionando um pouco. Foi como se você não tivesse fé no leitor para fazer a conexão.

    Boa sorte e parabens!

  26. Pedro Teixeira
    27 de novembro de 2016

    Uma trama muito bem bolada. A trinka e os andróides me lembraram a skynet e os robôs de Terminator. Há certa previsibilidade a partir de certo ponto da conversa, e os diálogos em alguns momentos soaram um pouquinho forçados com piadinhas inoportunas, mas no geral a trama é bem conduzida e demonstra segurança. Só acho que governo totalitário não casa bem com a temática cyberpunk, já que nesse gênero são os conglomerados e corporações que concentram poderes. O resultado foi interessante.

  27. Priscila Pereira
    26 de novembro de 2016

    Oi Timoneiro, eu gostei bastante do seu conto. Achei muito interessante e criativo. O conto está bem fluído e gostoso de ler. Gostei dos robôs terem se rebelado e criado um jeito de acabarem com tudo, inclusive com eles próprios. Fiquei curiosa com a frase que detonaria a bomba… rsrsrs. Muito bom. Parabéns!!

  28. Zé Ronaldo
    26 de novembro de 2016

    Texto forte em ações e desenvoltura, leitura fácil por conta de sua estruturação.
    Personagens bem definidas, bem compostas.
    Gostei bastante da trama, algo meio aventura de espionagem e guerra contra as máquinas, principalmente da solução final para se elucidar o problema: a nano bomba atômica foi algo muito bem bolado!

  29. Bruna Francielle
    25 de novembro de 2016

    Tema: 100% Punk. Acertou.

    Pontos fortes: Adorei, simplesmente. Fui envolvida pela história, e me vi lendo sem parar e super interessada, coisa que não acontece sempre. Está bem narrada e fluída. A história é bastante interessante, me pareceu algo bem pensado. Está lógica e tem os “fios ligados”. Não encontrei nenhuma cena que fosse descartável.Meu conto preferido até o momento. Eu costumo valorizar bastante o fator “entretenimento”, e este conto certamente entreteve-me.
    Também gostei dos nomes dos personagens. Parabéns pela criação

    Pontos fracos: Notei apenas uns 2 errinhos de digitação. Ter uma bomba na cabeça de Haldron não foi uma surpresa, já esperava que seria isso.
    Talvez o que mais tenha sido estranho no conto, foi a facilidade com que Haldron fora capturado. Ele passou anos fugindo, era super-procurado e tudo mais, para ser pego em 5 minutos? Mas compreendo que a limitação de palavras possa ter sido um fator que pesou na decisão dessa cena.

  30. Zé Ronaldo
    24 de novembro de 2016

    Muito bom….rapaz, é cada conto melhor do que o outro…..muito bom mesmo!

  31. Marco Aurélio Saraiva
    24 de novembro de 2016

    Uma história típica, sem grandes surpresas. A máquina nos dominou, mas nós somos insubordinados demais para não criar uma resistência e combater o governo de inteligências artificiais.

    Achei a escrita um tanto corrida. Muitas vírgulas poderiam ser pontos finais. As descrições me parecem apressadas, como se a ideia toda estivesse “espremida” em três mil palavras, quando precisava de dez mil. os personagens são rasos, sem muita emoção. Não senti o medo de Haldron, ou a sua resignação. Não senti a conexão entre ele e Josh, nem a malícia que deveria existir na doutora Chandri Ma. Acho que o conto tem diálogos demais e descrições de menos. Não que isso seja um erro mas, numa história como essa, o cenário tem papel fundamental, e ele foi mal explorado.

    Mesmo assim, a escrita quase não tem erros, o que significa que o autor é dedicado e revisou bem o texto. O vocabulário é simples mas direto, passando a ideia correta sobre cada situação.

    Algumas anotações que fiz durante a leitura:

    => “…em ensinaram o caminho…” – Acho que o “em” deveria ser “me”.

    => “…do cômodo onde estavam; Assim que o artefato…” – a letra “A” depois do ponto e vírgula deveria ser minúscula.

    => Achei estranho o comportamento de Haldron. Um fugitivo como ele deveria ser paranoico a ponto de nunca se envolver com pessoas que não conhece. Acho que ele pediria abrigo caso estivesse incapacitado ou morrendo de fome. Mas ele era um homem capaz e tinha comida consigo: ainda assim, foi até um grupo de desconhecidos pedir um lugar ao lado da fogueira. Chegou a pagar por isso com comida. Sério que ele não sabia acender uma fogueira?

    => Enquanto Haldron está preso e conversando com Josh, a doutora Chandri Ma entrou no quarto de novo para “fazer uma proposta irrecusável”. Mas ela só repetiu a oferta anterior e então foi embora. A proposta ficou no limbo.

    Enfim, acho que o autor precisa ter um pouco mais de sobriedade na escrita, e um pouco menos de pressa. Gastar mais tempo emprestando humanidade aos personagens é essencial pra criar uma ligação entre leitor e texto.

    No final, curti a “frase de ativação”, que nunca saberemos o que é. Gostos destes segredos que jamais serão revelados. =)

    Um abraço e boa sorte!

  32. Rubem Cabral
    19 de novembro de 2016

    Olá, Timoneiro.

    Gostei do conto: os personagens são carismáticos e o ambiente criado é criativo/sujo. Os diálogos ficaram bacanas também. O final achei muito rápido e até truncado, não sei se faltou espaço para mais, se você já se aproximava dos limites do desafio. Há pequenas coisas a revisar, pois o conto está bem escrito.

    Nota: 8.

  33. Sick Mind
    18 de novembro de 2016

    A ideia de demonstrar como funciona o universo criado na cena de abertura, foi muito bem elaborada. Mas após isso, alguns excessos tiram a diversão do desenrolar da história. Os dois parágrafos após a interrupção da comunicação, não precisavam ser tão explicativos, o texto já havia deixado claro os acontecimentos.

  34. Fheluany Nogueira
    17 de novembro de 2016

    Uma história de ação, num mundo futurista, extremamente violento, administrado por uma empresa que comanda toda a tecnologia presente. A TRAMA não é original, está em vários livros e filmes, mas aqui , com uma nova roupagem ficou interessante. A ambientação está bem trabalhada.Achei os personagens rasos, despertaram pouca simpatia. O texto está bem escrito e a leitura é fluente, apenas um pouco dificuldade para acompanhar os excessos de detalhe. Gostei , no geral, do conto. Parabéns pela participação. Abraços.

  35. Fabio Baptista
    16 de novembro de 2016

    Muito bom, o texto que mais me empolgou até agora (tem 7 postados no momento) e que melhor trabalhou o tema, juntando o lado FC com o “punk”.

    A parte técnica foi bem realizada, com ótima ambientação e diálogos naturais que ajudaram a entrar no clima.

    – Eu não sabia, mando fotos de todo mundo, de vez em quando eles me pagam alguma coisa
    >>> essa tirada foi muito boa!

    Poucas coisas que escaparam na revisão:
    – conta-las
    – em ensinaram
    – querem eu toque
    – Nunca – concluir Haldron

    O finalzinho ficou um pouco corrido, na minha opinião e o lance da bomba exige certa boa vontade do leitor (a Trinka não deveria passar os prisioneiros por um scaner, ou algo assim?), mas eu abracei a ideia. Estava com medo que o final fosse focado no vírus e ficasse algo meio Independence Day, e acabei me surpreendendo.

    NOTA: 8,5

  36. Tatiane Mara
    15 de novembro de 2016

    Bem escrito e adaptado ao tema quando mostra um submundo marginal, onde os marginais são humanos implantados lutando contra sua sede. Não há detalhamento do avanço tecnológico mas se presume via algumas citações, inclusive a nave-mãe.

    É isso.

  37. cilasmedi
    15 de novembro de 2016

    Gostei muito. Todos os contos que leio, procuro, principalmente, pela forma e os diálogos, trazendo movimento e fluidez ao texto. No final, continua a surpresa e a vontade de saber qual a frase que fez com que os humanos voltassem a uma vida no planeta. Direto e objetivo. Nota 8,0.

  38. Catarina
    15 de novembro de 2016

    Aprendi a gostar de ficção científica e este conto está muito bom. O começo tem uma pegada underground, mas depois descamba para FC pura. O título foi uma catástrofe, como se o autor precisasse dar uma dica sobre a resistência ser de androides, só para estragar a única surpresa do conto. Mesmo assim divertido.

  39. Evandro Furtado
    14 de novembro de 2016

    Gênero – Very Good

    Cenário muito bem ambientando. Bom background. Atmosfera densa e sombria. A presença de máquinas e tecnologia avançada, além da presença de uma super corporação, aponta para um cyberpunk clássico.

    Narrativa – Average

    Passaram alguns problemas com a ortografia, mas esse nem é o grande problema. Para além da velha questão de não-uniformidade nos tempos verbais – como na transição do pretérito perfeito para o imperfeito na mesma frase sem razão – senti que os diálogos poderiam ser melhor construídos. Outra coisa que me incomodou foi quando o narrador se envolveu diretamente na história: “Drª Chandri criou a Trinka, um sistema de segurança nacional que nos protegeria de qualquer mal”. Não há problemas se isso ocorre durante todo o texto, mas quando é um incidente isolado, soa deslocado do panorama geral.

    Personagens – Good

    Bem desenvolvidos. O autor não arrisca, não há mediocridade, tampouco brilhantismo. Não há algum individuo fascinante, mas isso se coloca bem em uma trama que se foca mais no que acontece no mundo de forma geral do que em cada ser.

    Trama – Good

    Bem construída, consegue flutuar entre arcos com bastante decência. O plot twist é previsível, mas também tem seus méritos. Até a metade, o aspecto circular é bastante interessante, ao focar em diferentes personagens: Félix, Haldron e o espião. O autor quebra o texto, passando o protagonismo para cada um em diferentes trechos e desenvolvendo bem suas interrelações.

    Balanceamento – Good

    Um cyberpunk que se detém às raízes do gênero com lampejos de valor artístico extraordinário sem, no entanto, atingir todo o seu potencial.

    Resultado Final – Good

  40. Brian Oliveira Lancaster
    14 de novembro de 2016

    TREM (Temática, Reação, Estrutura, Maneirismos)
    T: Apesar do cenário inicial não passar muito do que realmente se tratava, mais para o final nota-se uma veia Cyberpunk. Não tão bem explorada, mas existente. – 8,0
    R: Um texto com uma história excelente, mas um tantinho mal executada. Os eventos transcorrem de forma muito rápida e há uma troca de ponto de vista perto do fim que confunde. Tirando isso, consegui me ater ao clima e o restante fluiu bem. – 8,0
    E: O início deixa o leitor curioso, mas é um pouco ineficaz no conjunto. Talvez se desse alguma pista sobre o que iria acontecer, e depois voltasse ao cotidiano… O melhor cenário foi aquele da conversa com os “mendigos” e a corporação “de olho”. Em minha opinião, essa parte deveria ser estendida e retirada outras para dar mais atmosfera ao contexto. Fiquei curioso pela frase não dita. – 7,5
    M: A escrita é simples, mas poderia ser melhor trabalhada em certas partes. No entanto, é eficaz em transmitir as emoções. – 7,5
    [7,7]

  41. Evelyn Postali
    13 de novembro de 2016

    Oi, Timoneiro,
    Seu conto é ágil, mas precisa de revisão. Eu gostei do que li, mas poderia ter sido melhor trabalhado na questão da escrita. Gostei da trama e do cenário também, apesar de, em alguns momentos me perguntar se seria possível. Os diálogos mantiveram minha atenção. Na minha opinião, eles são o ponto forte do conto. E falando em parte, o prólogo – se é assim que podemos chamar da primeira parte – me prendeu para ler o resto. Foi uma bela introdução de história. Gostei demais. Haldron e Josh são bons personagens, têm boas características.
    Parabéns ao autor.

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Publicado às 13 de novembro de 2016 por em X-Punk e marcado .