EntreContos

Detox Literário.

Recorte do cotidiano (Pétrya Bischoff)

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As mãos trêmulas, couro grosso de uma vida de labuta, sustentam o terço de encardidas pérolas, outrora brancas. Em movimento de prece silenciosa, os lábios ressequidos conjuram nomes santos e aves-maria.

O dia de finados no Cemitério da Santa Casa é sempre nauseante. Sempre muito quente e abafado. O sol das quatro da tarde desses terríveis novembros bate nas edificações parcamente pintadas de branco e reflete com dolorosa intensidade nos olhos dos visitantes. O típico odor de sebo das velas queimando em colônias soma-se ao calor produzido pelas mesmas e é possível sentir o suor vertendo da fronte de todos aqueles corpos que se arrastam, como em procissão.

Tão emblemático quanto o odor das velas, é o das flores baratas postadas em pequenos inúteis recipientes com água que jamais serão trocadas. Prenúncios de folhas lamentavelmente craquelantes, tão mortas quanto se deve ser neste lugar.

Ainda assim, o dia carrega consigo peculiaridades. Algumas famílias reúnem-se nesse ritual dotado de simples formalidade, munidos dessas desafortunadas flores, sejam elas naturais ou pobre material sintético que, dois meses ao sol, apresentar-se-ão descoloridas e tão inúteis quanto são. Flores de plástico. E essas famílias rumam ao malfadado lugar, com intuitos de lembrança, sem pretensões de homenagem.

E é tudo tão confuso. Em quaisquer outros dias o local é calmo, melancólico e, à sua maneira, agradável. Há árvores para sombra, alguns bancos dispostos sem muita estratégia, pares de olhos fitando através de fotografias de mais de cem anos atrás e silêncio. É interessante e não tem aquele característico nauseabundo odor de humanos transpirantes. Entretanto, em um único maldito dia, aquele santuário torna-se um depósito de corpos onde é possível livrar-se da culpa dos outros trezentos e tanto dias do ano, e dos outros pares de anos anteriores. E é apenas isso.

Alheia ao atípico burburinho, a septuagenária de pele muito escura de intempéries, de aspecto áspero e lustroso, trajando um claríssimo vestido azul desbotado, de motivos florais, punha-se sentada em um baixíssimo banco de madeira, também azul. Ambos os joelhos muito ossudos amostra; surradas chinelas Havaianas nos pés. De boca e mãos trêmulas, passava o terço de uma à outra mão. Os enormes nós dos dedos delatando uma vida de trabalhos manuais repetitivos. Costura, talvez. Ou alguma lida do campo, como a plantação de hortaliças.

Sentada à frente de uma gaveta comum (a terceira, de baixo para cima), a velha murmurava orações em sussurros inaudíveis até mesmo para os mortos. Ninguém haveria de reparar na cena. Nada de anormal em uma idosa senhora com ares de benzedeira. Mas, se alguém realmente a visse, poderia ser acometido por essa pontada de tristeza inexplicável, familiar a todos nós. Empatia, é como chamam.

Após vários minutos, a mulher levanta-se com dificuldade, ajeita cuidadosamente o amassado da barra do vestido, pega o banco por uma das patas e, sem olhar para os lados ou para frente, sem esbarrar em ninguém ou mesmo refletir acerca de onde deveria ir, ruma, a passos dificultos, arrastando os chinelos de maneira que faria um espectador da cena sentir doer, também, seus próprios joanetes.

Apenas três quadras à frente, para e deposita o banquinho no chão sem muita desenvoltura. Volta a postar-se ereta, suspirando ruidosamente. Dessa vez, a gaveta que visita é a última, acima de todas, muito acima de sua própria cabeça. Ao tentar olhar, a luminosidade exacerbada da tarde primaveril faz reflexo nas arranhadas lentes dos óculos, o que a obriga a levantar a mão esquerda acima da testa, criando bem-vinda sombra.

Visualiza, então, com dificuldade, a pequena foto preta e branca de um senhor de meia-idade, vasto bigode negro, cabelos da mesma cor e bem aparados, olhos pequenos e ossos da face salientes. A data da morte remonta quinze anos antes. A velha apenas dá uma última olhada ao epitáfio, que o apontava como um esposo zeloso, antes de sentar-se lentamente na banqueta de madeira, a mão direita apoiando na gaveta logo à sua frente. A mesma mão que carrega o terço de pérolas amareladas.

Enquanto a tarde cai e a hora de fechar o Cemitério se aproxima, os visitantes começam a deixar o local com a sensação de dever cumprido e a satisfação de saber que tal tarefa só se fará necessária novamente no próximo ano.

Após quase meia hora submersa em seu próprio ritual religioso, a idosa levanta-se com a mesma dificuldade que experimenta em todas as tarefas diárias mais simples, volta a pegar o banco, olha rapidamente para a foto na moldura ovalada, suspira e dá meia-volta. Caminha uma quadra e, à esquerda localiza-se a saída do local que é, por ela, ignorada no momento.

Segue reto em direção ao primeiro túmulo visitado, aquele da terceira gaveta de baixo para cima. Para à frente, estica a mão direita e toca o retrato muito antigo, já amarelado e corroído pelo tempo, de um menino de olhos sorridentes, ainda que semblante sério. Doze anos de idade e bochechas sobressalentes. A data da morte remonta quase quarenta anos antes. A velha sussurra em uma voz rouca e entrecortada “Deus te abençoe, meu filho”, vira as costas e volta pelo mesmo caminho de onde veio.

Passando o portão de saída, o sol das seis da tarde fazendo as sombras das árvores muito cumpridas no chão, despede-se do já conhecido zelador proferindo um quase incompreensível “Até semana que vem”. Ela não poderia suspeitar que, naquela mesma noite viria juntar-se ao filho e ao esposo, tão serena quanto se pode ser no sono. Uma sobrevida de esperas.

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43 comentários em “Recorte do cotidiano (Pétrya Bischoff)

  1. Felipe T.S
    14 de outubro de 2016

    Conto interessante, realmente um recorte do cotidiano. Gostei da forma como conseguiu expressar a ambientação e parte das sensações da personagem. Mas como muitos colegas já comentaram, o texto peca pelo excesso de adjetivos. Minha dica é que tente escrever da forma mais sincera possível, sem forçar a barra, sem enfeitar, é assim que se faz um bom texto. Clarice Lispector disse certa vez que o papel do escritor de ficção brasileira é dizer o menos possível e eu concordo totalmente com essa afirmação. Espero que ela sirva de reflexão para os seus próximos trabalhos e que também, dê mais espaço para a história fluir.

    Abraço!

  2. Daniel Reis
    14 de outubro de 2016

    18. Recorte do cotidiano (Arthur Menghelli)
    COMENTÁRIO GERAL (PARA TODOS OS AUTORES): Olá, Autor! Neste desafio, estou procurando fazer uma avaliação apreciativa como parte de um processo particular de aprendizagem. Espero que meu comentário possa ajudá-lo.
    O QUE EU APRENDI COM O SEU CONTO: a riqueza descritiva, com precisão e encaixe perfeito das palavras, conduz o leitor para dentro da cena. A única coisa que, a meu ver, eu poderia sugerir, é, ao dizer “Até semana que vem” ao zelador, ela realmente voltasse morta não no dia seguinte (pois morreu naquela mesma noite), mas dali a uma semana. Aí fechava-se o ciclo.
    MINHA PRIMEIRA IMPRESSÃO SUBJETIVA DO SEU CONTO, EM UMA PALAVRA: Contemplativo

  3. Fil Felix
    14 de outubro de 2016

    O recorte do recorte.

    GERAL

    O conto está muito bem narrado, escrita fluída e tranquila, apesar das construções mais mirabolantes e cheias de ornamentos. Um ponto que gostei bastante, além de não ter coveiro, é a personagem principal. Senti falta de uma pegada mais católica no desafio, de terços e missas. E seu conto consegue preencher essa lacuna.

    ERROR

    A sensação que tive ao terminar é de estar incompleto. Sei que a ideia era o recorte de um momento, o singelo momento da velhinha que vai de encontro aos seus entes ja falecidos. Mas e então? O que mais? Como a escrita é boa, fícamos com aquela vontade de querer mais.

  4. Pedro Luna
    13 de outubro de 2016

    Olá, infelizmente não gostei. O conto obedece ao título, mas não passa disso. Contos sobre cotidiano, ou que se baseiam em apenas uma cena de um cotidiano são super válidos, e algumas vezes você tira ensinamentos. Mas no caso, nada me veio a cabeça após ler sobre a senhora que perdeu esposo e filho e os visita num dia de finados. Isso eu já vi, já li e já ouvi falar. Não consegui me emocionar e nem me levar pela trama, já que na minha opinião não houve história.

    Apesar disso, é bem escrito, mesmo com o excesso na hora da descrição, travando um pouco a leitura em alguns parágrafos.

    Abraços

  5. Luis Guilherme
    13 de outubro de 2016

    Bom dia, Arthur, tudo bão por ai?

    Primeiro, queria elogiar a beleza estética e linguagem impecável do texto, bem como ressaltar que você tem um talento grande para descrições.

    O texto tá bem bonito e emotivo. Porém, achei que careceu de um enredo mais forte e de clímax. Por um momento até pensei em comentar que o desfecho não foi muito impactante, mas mudei de ideia haahah. NA verdade, acho que o fim fecha bem o ritmo melancólico (no bom sentido, sem dúvida) do conto, dando uma consistência ao todo.

    Enfim, o resultado me agradou! Acho que poderia ser ainda mais valorizado com um clímax mais trabalhado.

    Boa sorte! Abraço.

  6. Bia Machado
    13 de outubro de 2016

    Tema: Bem adequado ao tema.

    Enredo: O texto é o que o título entrega: um momento na vida da senhora, um recorte do cotidiano dela.

    Pessoalmente, achei muito descritivo, adjetivos demais que cansam muito a leitura, travam mesmo. Que tal deixar um pouco para a imaginação do leitor? Você entrega tudo muito fácil para quem está lendo. O final decepciona, é corrido e não tem nada de mais. Que tal quebrar a expectativa, surpreender?

    Personagens: Havia muitas possibilidades para a senhorinha. Da forma como está, pra mim faltou um trabalho melhor com ela, diferente do que aconteceu com o narrador, que parece mais elaborado.

    Emoção: Gostei mais da primeira parte, apesar dos adjetivos em excesso.

    Alguns toques: Acho que um pouco de subversão nesse cotidiano da velhinha caía bem. Ou alguma surpresinha, rs.

  7. Anderson Henrique
    12 de outubro de 2016

    Um texto que subiu a montanha, chegou lá em cima e se atirou, carregando um tanto de adjetivos ladeira abaixo. Vamos colocar a lupa sobre esse primeiro parágrafo, que é composto de 2 frases apenas: “As mãos trêmulas, couro grosso de uma vida de labuta, sustentam o terço de encardidas pérolas, outrora brancas. Em movimento de prece silenciosa, os lábios ressequidos conjuram nomes santos e aves-maria.” Vamos quebrar agora: mãos trêmulas / couro grosso / vida de labuta / pérolas encardidas, outrora brancas / prece silenciosa / lábios ressequidos / nomes santos. Percebeu como cada substantivo tá acompanhado de uma qualidade ou classificação? Confesso que fiquei cansado já nesse primeiro parágrafo. Adjetivar desse jeito deixa o texto muito pesado. Dá pra enxugar. Vendo com cuidado, a imagem é até bacana, mas tá sobrando coisa aí. Se ainda assim você julgar que todas essas qualificações são necessárias, que tal transformar esses adjetivos em ação. Um exemplo simples? Em vez de dizer que as mãos eram trêmulas, que tal dizer que elas tremiam? Só isso já mexe um pouco com a estrutura do texto, entende? Pra não parecer que sou implicante, o parágrafo seguinte faz a mesma coisa: cemitério nauseante, quente e abafado / terríveis novembros / edificações parcamente pintadas / dolorosa intensidade…

    Fui adiante na leitura, ignorando os excessos. Contei 5 parágrafos usados apenas para montar o cenário do cemitério. Restaram outros 9, que foram tão descritivos quanto os primeiros. Ao final, faltou história. A reflexão é até bacana, mas acho que não funciona como conto.

    Ah, vou confessar uma coisa: lá pelo meio tive um insight, que pensei que seria o encerramento de seu texto. Quando a senhora vai de uma lápide à outra, pensei que ela estava indo do caixão/gaveta de um marido ao outro. Imagine uma senhorinha de aparência pacata visitando várias lápides no cemitério, todos seus maridos, e alguém acompanhando tudo, contando quantos companheiros ela já enterrou. Senhorinha peculiar, não?

    Por fim: acho que seria árvores compridas e não cumpridas, certo?

  8. Gustavo Aquino Dos Reis
    10 de outubro de 2016

    O rebusque, a maneira como as frases foram construídas e o uso dos adjetivos me deixaram com uma impressão muito boa acerca desse trabalho. Não existe nenhuma história muito aprofundada aqui: é um minucioso relato, uma crônica, de uma septuagenária visitando os túmulos de entes queridos.

    Acredito que o exímio autor poderia ter se aprofundado mais, expandido a narrativa e nós brindado com mais de sua escrita competente.

    No mais,

    um curto e sucinto conto.

    observação: “Nós que aqui estamos, por vós esperamos” é um documentário muito bom.

  9. Pedro Teixeira
    10 de outubro de 2016

    Olá, Arthur! Vi aqui um conto com alguns traços de crônica, com essa característica da introdução em que o narrador faz algumas observações sobre o o comportamento humano. É uma leitura agradável, na qual se nota um cuidado especial com a ambientação, e as descrições são muito boas. Acho que um boa parte dos adjetivos poderia ser cortada sem prejuízo nenhum ao texto, e tornaria-o mais fluído. Também senti falta de mais enredo e mais impacto.Enfim, é um bom conto, uma ideia interessante e executada com competência, mas pra mim faltou alguma coisa.
    calor produzido pelas mesmas – o uso de mesmo como pronome é inadequado
    joelhos amostra – à mostra
    cumpridas – compridas
    Parabéns e boa sorte no desafio!

  10. Gustavo Castro Araujo
    9 de outubro de 2016

    O conto entrega exatamente o que promete: o instantâneo de um dia de finados. Muito bem descrito, na verdade sinestésico (pude sentir o odor das flores, o suor, o calor), nos apresenta a simpática protagonista calejada pela vida e que vem, dia a dia, cumprimentar o filho e o marido. É uma cena tocante, ainda que longe de ser criativa. A utilização do clichê, por si, não é reprovável, ainda mais quando o autor sabe trabalhá-lo. No entanto, achei que faltou história. Um pouco mais de detalhes a respeito da mulher, do marido ou do filho poderiam fazer com que o leitor se aproximasse mais deles, se identificasse com eles. Do jeito que ficou, terminamos como testemunhas mudas do sofrimento desconhecido. De todo modo, o conto ganha pontos comigo porque não apela ao sobrenatural. Antes, brinca com nossa própria consciência, especialmente quanto ao que sentimos e passamos no dia de finados. Uma boa reflexão. Bom trabalho!

  11. Maria Flora
    9 de outubro de 2016

    Que bela história! A narrativa simples torna a leitura gostosa. Outro detalhe é a forte caracterização do ambiente e personagens. Muito bem trabalhado. Nos leva para dentro do conto. Gostei mesmo. Meus parabéns!

  12. Olá, Menghelli,

    Puxa, mas que nome…

    Bem, vamos ao conto.

    O retrato de finados e suas, à primeira vista, ruidosas visitas cumprindo apenas a obrigação, esconde dentro dele a dor da vida de cada um desses passantes.

    A senhora para a qual o recorte dirige seu olhar, emociona com sua dor e seu constante lamentar aos pés do túmulo do marido e do filho.

    Um trabalho com muita emoção contida. Com grande domínio da palavra e da arte de conduzir o leitor pelo universo proposto. O cemitério, em certo ponto, chega quase a ser, ele próprio, um personagem de sua narrativa.

    Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio.

  13. catarinacunha2015
    9 de outubro de 2016

    QUERO CONTINUAR LENDO? TÍTULO + 1º PARÁGRAFO:
    Não gostei do título porque rotula a história. Um primeiro parágrafo bem escrito, mas não despertou minha curiosidade. Vejamos.

    TRAMA impiedosa em seus detalhes encharcados de profunda tristeza. Sou apaixonada por crônicas do cotidiano e aqui temos um exemplar raríssimo pela capacidade de passar emoção apenas através de descrições de cena.

    AMBIENTE desoladoramente caótico. Boa jogada de cena colocar a senhora como a única verdadeiramente saudosa no meio da multidão do 2 de novembro.

    EFEITO lágrimas lubrificantes. Fazia muito tempo que eu não molhava meus olhos sem ser com soro fisiológico.

  14. Jowilton Amaral da Costa
    9 de outubro de 2016

    Gostei bastante do conto. Melancólico ao extremo, gosto de contos assim. A escrita e excelente e com muito estilo. As muitas descrições deram um entrave na leitura que me incomodou um pouco. O título tem tudo a ver com o texto. Muito bom. Boa sorte.

  15. vitormcleite
    8 de outubro de 2016

    Excelente retrato do dia-a-dia numa qualquer povoação deste mundo, onde nada acontece de ficção cientifica nem de terror. Simples e sem grandes linhas marcantes, mas no conjunto este texto funcionou. Parabéns

  16. Phillip Klem
    7 de outubro de 2016

    Boa noite, Arthur.
    Gosto de contos assim, que nos fazem refletir.
    Me sensibilizei com a história da senhora, caminhando lentamente para visitar os que já partiram. A falta de diálogos e o tom melancólico não deixaram o conto monótono.
    Confesso que achei o final muito súbito. A conclusão não é má, mas poderia ter sido mais desenvolvida. Notei um “cumprimento” no lugar de comprimento.
    Enfim.. um bom conto que, com uma revisão mais detalhada, poderia ter ficado melhor.
    Parabéns e boa sorte.

  17. Evandro Furtado
    6 de outubro de 2016

    Fluídez – Good

    O começo texto parece um pouco travado pela falta de costume ao modelo adotado. Da metade para o final, a leitura corre bem, com boa cadência. Não encontrei problemas com a sintaxe ou com a ortografia.

    Personagens – Outstanding

    A velha – solitária. Visita os túmulos da família toda semana. A vida, para ela, é mais um peso do que uma alegria. Passou por inúmeros momentos de sofrimento ao longo da existência. A morte é um alívio.

    Trama – Outstanding

    Muito simples, mas pontual. Extremamente bem trabalhada nos detalhes. Gostei do autor ter jogado para o leitor o dia de Finados e depois mostrado que a senhora visita o cemitério toda semana, são coisas simples como essas que dão consistência à trama, aos personagens e nos fazem importar com a história sendo contada.

    Verossimilhança (Personagens + Trama) – Outstanding

    Estilo – Outstanding

    Narrativa em terceira pessoa pautada, sobretudo, nas descrições. Aliás, essas são brilhantemente executadas pelo autor, sendo ríquissimas em detalhes e contribuindo para a ambientação. O texto é livre de diálogos, o que contribui para a sensação de tristeza que existe em um cemitério. Há aquele silêncio desconfortável que ninguém ousa quebrar. Como se apenas aos mortos o direito de dizer algo fosse concedido.

    Efeito Catártico – Good

    O autor foi capaz de fazer o leitor se importar com a personagem e sua história. A consistência da trama aliada ao estilo muito bem empregado contribuíram para isso.

    Resultado Final – Very Good

  18. Thiago Amaral
    5 de outubro de 2016

    Muito clara, já pelo título, a proposta do conto. Bem descritivoe simples, apresenta um retrato em determinado dia do cemitério. Acho válido esse tipo de história.

    Contudo, pessoalmente não me cativou. Apenas o final me trouxe algum resquício de emoção. Mas imagino que vários leitores, mais em sintonia com esse tipo de texto, hão de apreciar.

    Obrigado!

  19. mariasantino1
    4 de outubro de 2016

    Oi, autor(a).

    Deixo claro que exprimo apenas meu parecer baseado no parco conhecimento que possuo e nos meus gostos pessoais. Espero, com isso, ajudá-lo (a) de alguma forma e, se caso nada aqui te sirva, então apenas ignore.

    Seu conto possui duas apresentações, sendo a primeira, em parte, para ambientar o leitor e a segunda para apresentar a personagem. Ok. O problema é que além do limite ser pequeno para tal (devido ao ritmo narrativo) você se prendeu em descrições e adjetivações, deixando a objetividade de lado. Observe que os dois primeiros parágrafos já são suficientes (em minha percepção) para centrar o leitor, deixando os dois subsequentes apenas repetições do mesmo cenário. Se posso, diria para vc limar o terceiro e o quarto parágrafo e deixar o quinto, que tem uma construção frasal irônica e real para muitos >>>> “em um único […] dia, aquele santuário torna-se um depósito de corpos onde é possível livrar-se da culpa dos outros trezentos e tantos dias do ano, e dos outros pares de anos anteriores.” Bem, aí vem a idosa, e novamente você a apresenta, e isso deixa um pouco cansativo, devido ao fato de já termos lido a apresentação do cenário/espaço. A adjetivação me parece um pouco excessiva e tem o intuito de deixar o leitor condoído com a situação, que de fato é muito triste (15 anos assim, sem seu companheiro tendo ainda a morte do filho para se somar a essa dor), mas acredito que flashbacks tenham efeitos mais densos e possam mostrar características psicológicas que enriqueçam o personagem e situação.

    Então é isso, um conto que tem um cerne tocante, cuja estrutura jogou contra.

    Boa sorte no desafio.

  20. Marcelo Nunes
    3 de outubro de 2016

    Boa tarde Arthur!

    “Mais curto que coice de porco” ou “mais apressado que cavalo de carteiro”.

    Desculpa pelas expressões, não fique bravo comigo. Dos textos que li até agora, esse é o mais breve.

    Os detalhes me mantiveram com interesse até o quase o final, mas que barbaridade Tchê! Quando percebi, acabou.
    Está bem escrito e a estrutura me agrada.

    Gostei do seu conto.
    Parabéns e boa sorte no desafio.

    Abraço

  21. Iolandinha Pinheiro
    2 de outubro de 2016

    O conto foi como uma fotografia analisada. Primeiro a introdução sobre o próprio cemitério e depois o recorte da história da senhorinha, num dia em que ela vai visitar seus mortos queridos. A história é bem escrita e tem muito cara da crônica, mas não empolga o leitor. A escrita de bom nível não foi suficientemente sedutora para me conquistar, e, mesmo vendo a qualidade do autor, achei que o conto deixa a desejar em emoção. De toda forma, foi bom encontrar um escritor do seu gabarito aqui, espero ler outros contos seus. Boa noite.

  22. Davenir Viganon
    2 de outubro de 2016

    Olá, Arthur Menghelli
    O título não remete a algo que ocorre no conto, mas é um tipo de conto em si. Achei impreciso demais.
    O conto é simples, bonito. Não sou de cobrar viradas mirabolantes (apesar de aprecia-las), ainda mais de textos que não se propõe a isso.
    Aqui temos uma pintura de um quadro quase estático. O início não traz muita coisa, poderia ser mais enxuto, pois a senhora demora a aparecer. O final é bom por nos falar o que aconteceu a senhora, mas o modo como foi feito destoou, pois o destino dela ocorre fora desse “quadro”. O miolo, sobre a senhora é o melhor do conto.
    Um abraço.

  23. Amanda Gomez
    30 de setembro de 2016

    Oi Arthur.

    Sei conto, como já mencionado é bem descritivo, na verdade 89% dele é desta forma. O enrendo é a pequenas um detalhe que pode transparecer ou não.

    Não é fluído então eu fiquei meio travada, achei que o uso de algumas palavras foram meio forçadas. Não é o meu tipo de narrativa preferida, mas gosto de sair da minha zona de conforto. O seu conto é bem feito, ele se passa em um curto espaço de tempo, as imagens são nítidas. É o que fica na mente do leitor, que pelo enos tenta entender a história, é a vida da senhorinha resumida nesses instantes. Ela vai ali toda semana, faz sempre os mesmo ritual, perdeu o filho jovem…. E imagino o quanto sua vida deve ter sido difícil.

    Apesar da personagem se misturar e ser ofuscada pela narrativa, deu pra tirar esses detalhes da leitura.

    Boa sorte no desafio. 😉

  24. Fheluany Nogueira
    29 de setembro de 2016

    O título do conto faz uma síntese exata do que vai ser apresentado: uma amostra de vida, perdas, morte e possível reencontro no além. A primeira parte sobre o “Dia de Finados” não me agradou muito. A leitura ficou meio travada. As reflexões não me convenceram.

    Mas, com a individualização da senhorinha, o texto deslanchou, houve mais emoção nas descrições e detalhamento. O “Deus te abençoe, meu filho” e a foto comoveram-me sinceramente.

    Parabéns pela participação. Abraços.

  25. Brian Oliveira Lancaster
    29 de setembro de 2016

    VERME (Versão, Método)
    VER: Texto bastante suave, apesar de certos palavreados incomuns. Um cotidiano bem explorado, sem grandes reviravoltas ou eventos fantásticos. Apenas a vida como ela é. Falta um pouco de brilho? Falta, mas a melancolia é bem presente (e acho que seria difícil ter brilho num tema desses).
    ME: A estrutura lembra um pouco as crônicas, e dá um ar diferente ao contexto. O final dá o impacto necessário para tudo o que veio antes. Começa e se desenvolve em linha reta, então, temos o pico. O texto é simples, mas a cadência funcionou pra mim.

  26. Gilson Raimundo
    28 de setembro de 2016

    Sem dúvida o autor escreve bem…. tenho notado muitos contos simples, água com açúcar que vem agradando os leitores, os mais comuns e previsíveis são os que recebem mais elogios. … eu achei que não houve um conflito interessante, teve umas idas e vindas que não acrescentou muito, o fim não foi impactante, a morte em si não é chocante…

  27. Wender Lemes
    28 de setembro de 2016

    Olá. Eu costumo dar uma passada de olho para ver a extensão do conto antes de começar a ler – mania de não querer ser surpreendido por um conto muito abrupto. Neste caso, fui surpreendido de uma maneira diferente. O conto parecia ser breve, em quantidade de palavras, mas acabou sendo uma leitura demorada. Isso poderia significar duas coisas: que faltou fluidez, ou que sobrou conteúdo. Fico com a segunda opção, pois a leitura não foi nada penosa. Quem escreveu, conseguiu sintetizar uma imagem de inúmeros detalhes em pouquíssimo espaço. É um conto que, com sua simplicidade questionável, engana o leitor – na melhor interpretação do termo. Boa sorte e parabéns!

  28. Anorkinda Neide
    27 de setembro de 2016

    Olá!
    Gostei muito, sabe q determinado momento, chorei! hehe (tô pegando fama de chorona) Foi um cotidiano tocante, tocante mesmo, acho q o q me pegou foi qd se disse q um dos túmulos era do filho.
    ‘Nós que aqui estamos por vós esperamos.’ Poderia ser esta o nome do conto, que frase impactante.
    Talvez eu não tenha gostado muito da crítica contida qt ao Dia de Finados e suas visitas ‘cínicas’ e coisa e tal, mas me incomodou pouco, preferiria não vê-la.. rs mas é gosto pessoal.
    Achei que as frases estão muito extensas, às vezes pede um fôlego maior.
    Mas só tenho a agradecer pela sensibilidade exposta aqui.
    Parabéns, Abraços

  29. Fabio Baptista
    26 de setembro de 2016

    O conto acerta na proposta de descrever a cena de um dia “especial” no cemitério. Não há necessariamente uma trama, mas a descrição dos detalhes é suficiente para manter o interesse na leitura. O desfecho é bom, narrando o evento de um futuro breve (nesse momento vi que a narração no presente foi uma decisão acertada).

    A parte técnica busca certa poesia (pelo menos encarei) assim e às vezes acerta, com boas imagens:
    – “pares de olhos fitando através de fotografias”
    – “menino de olhos sorridentes, ainda que semblante sério”
    mas na maior parte da narrativa peca pelo excesso de adjetivos. Praticamente todo substantivo tem um, às vezes dois (como em “pequenos inúteis recipientes”). Isso torna a leitura um pouco cansativa. Não chegou a cansar tanto porque o texto é curto, mas, acredito, ficaria mais leve cortando alguns desses adjetivos.

    Um bom conto no geral.

    Abraço!

  30. Simoni Dário
    26 de setembro de 2016

    Olá Arthur

    Você descreve um cotidiano no texto de forma espetacular. Em alguns momentos lembra uma crônica, mas o tom de poesia vai entrando lá pelas tantas e quando me dei conta estava emocionada e admirada com a delicadeza narrativa sobre um assunto tão pesado.

    Gostei muito, você sabe conduzir o leitor com mestria, coisa de profissional. As descrições do começo foram tão perfeitas que cheguei a ficar com inveja (branca, mas como alguém consegue escrever uma cena tão bem a ponto de fazer a gente VER a cena?).
    Puxa autor, você é habilidoso com as palavras e só me resta te dar os parabéns!

    Bom desafio.
    Abraço

  31. jggouvea
    25 de setembro de 2016

    Contrariamente a outros, não achei nada de muito relevante no conto. Estruturalmente ele é perfeito, mas não é de estrutura perfeita que se faz um conto perfeito. Há que ter algo mais, e eu não vi nesse.

    Spoilers! Spoilers!

    A maneira como a morte da senhora é tratada ao final, como uma coisa tão casual e pressentida, destoa totalmente do ritmo ominoso do resto. Este final contribuiu significativamente para estragar o conjunto.

    Spoilers! Spoilers!

    Certamente deve haver alguma explicação relevante (para a história) em haver a separação entre o local de sepultamento do marido e do filho. Este é um aspecto que daria mais “carne” a esse texto. Vou lhe contar uma história interessante.

    Em 1961 o meu tio José Anastácio (que nunca conheci) desentendeu-se com o meu avô, José Batista, e saiu de casa, o que na época era grande escândalo. Foi viver maritalmente com uma mulher mais velha (escândalo!) e trabalhar como caminhoneiro para ganhar a vida. Ele tinha vinte anos. Um ano e meio depois ele morreu em um acidente horrível na companhia de seu ajudante.

    Meu avô, muito abalado pela morte e por ter estado desentendido com o filho há um ano, fez questão de fazer o traslado dos dois corpos, de São Paulo para cá onde vivíamos. Durante o velório (caixões fechados) ficou sabendo que o ajudante, homem de origem simples e sem sobrenome, seria enterrado em cova rasa, como indigente, pois a família não podia pagar-lhe o funeral. Então o meu avô determinou que fosse sepultado ao lado de meu tio e que fosse feita uma lápide para os dois (ambos jovens e solteiros) com os dizeres “Aqui jazem José Anastácio G. e Salvador M., jovens que morreram como viveram, trabalhando honestamente.”

    Sua história poderia explorar o conflito psicológico da mãe que visita o filho enterrado numa sepultura cedida e o marido em uma gaveta comum. Há uma história aí, mas você passou por cima dela sem ver enquanto se ocupava de falar de cheiro de velas, náuseas e flores de plástico.

    A vida é assim: as coisas interessantes passam por nós enquanto olhamos o que não importa.

  32. mhs1971
    24 de setembro de 2016

    Ola
    Como vai VC?
    Tantos contos para ler e apreciar, digo que o teu foi bem singelo e de leitura fluida.
    Percebo que a história transcorreu de maneira que não tivesse pressa ou com pretensões urgentes de ser uma perola literária.
    Apenas o uso frequente de adjetivos em algumas partes meio que sugestiona a necessidade de reforçar o clima miserável das cenas. Mas isso não o desabona e felizmente o final encerra bem o conto.
    Parabéns e continue bem.

  33. Jefferson Lemos
    24 de setembro de 2016

    Olá, Arthur.

    Seu conto me lembra um pouco os meus. Talvez não agora, porque mudei um pouco o modo como escrevo, mas sempre fui ligado a fazer quadros com letras. E esse aqui é um quadro de um momento singular.
    Gostei das emoções evocadas e da condução narrativa utilizada. O vocábulo está bem rico e consegue trazer à tona imagens belíssimas. A personagem, apesar de não muito aprofundada, consegue se aproximar do leitor através da composição ao redor, que interage com a situação. Não é um conto de fortes emoções e nem grandes reviravoltas. O conto é, como a história descrita, um momento de contemplação. Nada de anormal e que nunca veríamos na realidade. É exatamente aquilo que vemos, mas narrado através de seus olhos.

    Curti a estruturação e a narrativa. Parabéns pelo belo trabalho!

    Boa sorte!

  34. Taty
    23 de setembro de 2016

    Como já disseram, é um conto visual, destinado a narrar um episódio. Gostei das emoções evocadas e do ambiente criado, nos trazendo considerações sobre vida e morte.

    Parabéns.

  35. Claudia Roberta Angst
    23 de setembro de 2016

    Olá, autor!

    Sabe que fiquei tão grudada na senhorinha e seu banco-boi (que tem patas e não pés) que nem dei bola para os erros que possam ter ocorrido?

    Resolvi relaxar um pouco quanto à revisão. Como os outros colegas já apontaram as falhas técnicas, vamos ao resto:

    O conto aborda, como o próprio título diz, um pedaço do cotidiano. O tema do desafio está aí bem representado em pleno dia de finados. É triste, mas ao mesmo tempo, tão singelo que me aquietei para seguir a procissão de palavras.

    Você sabe lidar com as palavras e cria boas imagens e caracterizações, mas o seu texto poderia ser ainda melhor se evitasse alguns exageros. Coisa pouca, que nem chega a atrapalhar a leitura.

    O ritmo é perfeito para o que está sendo descrito, por isso mesmo foque na simplicidade, em produzir uma narrativa fluída. Claro que notei que o texto desenvolve-se em prosa poética, ora ou vez, esbarrando em um detalhismo desnecessário.

    No geral, considero o conto muito bom, pois me vi ali, solidária e admirada com a romaria/ visita pelos entes queridos já falecidos.

    Continue assim que vai longe. Corte, limpe e lapide, pois para um escritor, as palavras são mais preciosas do que um diamante bruto.

    Boa sorte!

    • Claudia Roberta Angst
      16 de outubro de 2016

      * em produzir uma narrativa FLUIDA (sem acento)… rs.

      • Sami Terry
        16 de outubro de 2016

        Poizé, Claudinha… 🙂
        Bjos da Sam… Digo, enfim… 😛

  36. Ricardo de Lohem
    23 de setembro de 2016

    Olá, como vai? Vamos ao conto! Bom, primeiro é necessário que eu diga que esse não é o tipo de história que aprecio. Um conto totalmente descritivo, sem praticamente enredo, que se limita a descrever um infeliz dia de finados na desgraçada vida de uma moribunda. Não consegui me comover, pois a intoxicante monotonia desenvolvida aqui a um grau extremo raramente visto acabou predominando sobre a tristeza e apagando todas as possibilidades de empatia. Tive dificuldade de chegar ao fim, graças a Deus já terminei! Desejo para você boa sorte e leitores com altíssima resistência ao tédio, você vai precisar, e muito!

    • Arthur Menghelli
      23 de setembro de 2016

      Olá, Ricardo.
      Compreendo que uma abordagem que não venha ao encontro de nosso próprio gosto literário acaba por tornar a leitura pouco agradável e, em alguns casos como o seu, enfadonha. Entretanto, o EC incentiva uma avaliação um pouco mais criteriosa que o simples gostei/não gostei, mesmo que a maioria dos participantes não seja profissional na área. Felizmente, não necessito considerar seu comentário extremamente arrogante, visto que é possível argumentar sem ser um completo crápula, como foste. Sem mais.

  37. Priscila Pereira
    23 de setembro de 2016

    Oi Arthur, seu conto é bem visual, você consegue evocar em nossa mente o que escreve, parabéns. Precisa de uma boa revisão para corrigir alguns erros e como já disse alguém os superlativos são de doer. Boa sorte!!

  38. Olisomar Pires
    23 de setembro de 2016

    Belo conto, descritivo e tranquilo. O tom geral é de tristeza com uma pontada de esperança no final, ainda que venha com a morte da protagonista, num aparente paradoxo.

    Discordo quanto às impressões escuras e cínicas sobre o Dia de Finados, mas não vem ao caso, é a opinião do narrador/autor, assim como esse dia tem pra mim a imagem de chuva e não sol, conforme descrito. Aliás, sempre chove, todos os anos, é batata (pelo menos aqui, em minha cidade)!

    Também, como outro colega apontou, os superlativos incomodaram um pouco.

    Um bom conto, completo em si mesmo. Boa sorte.

  39. Ricardo Gnecco Falco
    23 de setembro de 2016

    Olá, autor(a)!
    Vou utilizar o método “3 EUS” para tecer os comentários referentes ao seu texto.
    – São eles:

    EU LEITOR (o mais importante!) –> Bem… A leitura é extremamente bem visualizada na mente. Sem me prender aos diversos erros de revisão, que certamente teriam feito esta minha viagem literária fluir como merecia por esta bela história, posso dizer que curti bastante. Uma narrativa detalhada e descritiva. Vamos perambulando não apenas de um lado ao outro no repetitivo percurso feito pela protagonista, mas também, e principalmente, pelos sentimentos profundos desta. Sentimentos de amor e perda. Uma leitura que faz pensar. E repensar a vida. E a morte. E, sobretudo, em quem amamos. Parabéns pela delicadeza! De 1 a 10, daria nota 8 a este conto, onde o menos é (tão) mais…

    EU ESCRITOR (o mais chato!) –> Bom… Vamos à parte chata. Repetição de fonemas nos parágrafos. Ex: “Claríssimos”, “Baixíssimos”… Descrições muito, bastante, extremamente, adjetivadas; pode passar a faca neles que o conto só tem a ganhar. Faltou (mesmo!) uma revisão mais bem apurada (“Joelhos amostra”, ao invés de à mostra, “chinelas” que depois viram “chinelos”, por exemplo, dão uma quebra no ritmo da leitura e na imersão da história). Contudo, o(a) autor(a) escreve muito bem e tem bastante sensibilidade, além de extrema capacidade para transpô-la literariamente. Parabéns!

    EU EDITOR (o lado negro da Força) –> Com uma boa revisão, o conto ficará todo bonitão em alguma antologia temática! 😉

    Boa sorte,
    Paz e Bem!

  40. Evelyn
    22 de setembro de 2016

    Oi, Artur,
    Gostei muito desse conto. Para refletir sobre nossas mais terríveis feridas: o amor, a vida e a morte. Cada parágrafo carregado de poesia. Escrito muito bem, e dentro do tema.
    Parabéns pela escrita.
    Abraço!

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Publicado às 22 de setembro de 2016 por em Retrô Cemitérios e marcado .