EntreContos

Literatura que desafia.

O Segredo de Fênix (Ricardo Falco)

fenix

Eu poderia estar agora delirando, falando sobre seres sobrenaturais, poderes ocultos, rituais místicos, sociedades perdidas, cemitérios clandestinos, ou demais temas fascinantes por sua morbidez.

Porém, preferi narrar para vocês o oposto disso. Vou abordar nesta minha explanação o contrário de morte. Contarei aqui sobre a vida; sobre a abundância desta.

Começo, então, já explicando que o relato que ora inicio não se trata de uma ficção, por mais fantasioso que possa, ao final, lhes transparecer. É uma história real; não escutada por aí ou chegada até mim através de outra pessoa. Aconteceu comigo e, portanto, foi presenciada e testemunhada por mim; por mais estranha que seja…

Isto, repito, não é uma fábula.

Taiguara e Kauane eram irmãos. Órfãos, é verdade. Mas, como prometido, não irei me prender aqui ao lado negativo, pesado ou ruim dos fatos. Eles eram irmãos, e ponto.

Um pouco mais “velha” do que Taiguara, Kauane adentrava na puberdade quando, sem qualquer aviso ou preparação, quis o destino que nós dois nos encontrássemos.

Foi em uma rota entre as cidades de Juína, em Mato Grosso, e Vilhena, em Rondônia, percorrendo uma rodovia muito judiada e aberta bem no meio da Floresta Amazônica que, no cair de uma tarde quente e úmida, meu caminhão quase passou por cima daquela menina.

Surgida do nada, de repente, uma figura quase folclórica me obrigou a pisar fundo no freio, fazendo com que as rodas travassem e o chão de terra da BR 174 ganhasse os contornos de doze pneus a deslizarem em sua direção.

Ela ficou ali, congelada no meio da pista, tão ou mais assustada do que eu, que ainda não sabia se conseguiria parar a tempo. Somente depois de passado o espanto foi que eu consegui enxergar direito a autora daquele quase acidente.

A menina trajava uma saia e um colete feitos com o que me pareceram ser penas de pássaros. De diversos tamanhos, cores e formatos, como se todos os exemplares de aves da rica fauna daquela região tivessem ali sua digna representação.

E era aquilo mesmo. Kauane estava vestida de penas; muitas penas. Até seus cabelos, de longas mechas, pareciam ser formados por um tipo estranho de penugem. Ainda muito assustada, a menina permaneceu com os enormes olhos verdes fixados na grade frontal do caminhão, parado a poucos metros dela.

Com a respiração alterada, parecia ainda temer por algo que eu já não podia mais imaginar. Desliguei o motor e desci da cabine, indo em direção àquela figura sui generis e extremamente bela.

Percebi que ela segurava algo dentro da mão fechada. E, após acalmá-la, trocamos as primeiras palavras. Descobri seu nome, o que ela ocultava na palma de sua mão e também o que fazia ali, sozinha, atravessando uma rodovia perdida no meio do nada.

Procurava o irmão caçula, que fugira de onde moravam já fazia algum tempo. Ofereci ajuda e, também, visto que logo escureceria, uma carona de volta até sua casa. Kauane estava muito chateada com o sumiço do pequeno Taiguara e somente quando já nos aproximávamos do povoado para onde ela me guiava foi que soube da situação de seus pais, que não eram mais vivos.

Preocupado, perguntei sobre os outros membros de sua família e, diante da inexistência destes, indaguei sobre demais pessoas, adultas, que pudessem ajudar na busca por seu irmão. E, então…

Descobri que não existiam adultos naquele pequeno vilarejo rupestre.

Assim que paramos, o caminhão foi cercado por dezenas de crianças e adolescentes curiosos. Não havia um único adulto ali, além de mim. Nenhum. Saltei da cabine ainda sem acreditar no que via e formou-se um zumbido de vozes infantis ao meu redor, como se todos estivessem diante de uma aberração que, no caso, era eu.

O falatório só terminou quando, saindo do caminhão pela mesma porta que eu havia saltado, surgiu Kaiane, fazendo com que um abrupto silêncio reinasse triunfante. Percebi que a jovem era uma espécie de líder, respeitada e até mesmo temida pelo grupo. Então, notei outra inquietante característica em meio aquela quietude toda…

Não havia som de pássaros.

Sim; estávamos no meio da maior floresta do mundo, mas não tinha um só passarinho cantando ali, naquele estranho vilarejo de pedra, povoado exclusivamente por crianças. Nenhum pássaro cantando nem voando, como pude constatar ao olhar para a imensidão do céu, já avermelhado devido ao início do pôr do Sol.

Um vento tímido bateu de encontro ao local em que estávamos e as penas todas das roupas de Kaiane balançavam, imitando a dança das folhas nas copas das árvores vazias que nos cercavam. O vilarejo todo era uma clareira no meio da selva, onde uma areia muito fina e branca o fazia destoar do solo negro da floresta e do barro vermelho grudado nos pneus que desafiavam aquelas estradas.

Parecendo conseguir ler meus pensamentos, Kaiane falou para a pequena multidão, que a observava atenta, sobre o ocorrido na estrada e como eu havia sido tão gentil e solícito.

Contou a respeito da ajuda que eu havia oferecido para encontrar seu irmão perdido, o pequeno Taiguara, e o quão agradecida ela estava por isso. Disse que eu era um sinal de que Taiguara voltaria, muito em breve, para junto deles e, ao final de seu discurso, abriu a mão que mantinha fechada desde que entrara na cabine do meu caminhão.

Os olhos de todos se arregalaram e, com o bater das asas, o pequeno pássaro imediatamente alçou voo, levando toda aquela estranha plateia a um mais estranho ainda delírio coletivo. Esfuziantes, as crianças e adolescentes partiram correndo em direção à floresta, seguindo a mesma rota traçada pelo recém-liberto passarinho.

Um pássaro verde.

Logo após o fuzuê, Kaiane veio em minha direção. “Bem-vindo a Fênix”, ela disse, com um olhar que eu juro que não era mais da mesma cor de antes. E a forma com que falou, também, não tinha mais o tom doce e suave de quando a encontrara.

Ela parecia diferente. Serena, misteriosa… Suas feições haviam mudado; acompanhando seu tom de voz. Virou-se de costas para mim e pude ver que grande parte das penas que formavam sua roupa tinham se perdido. Tentei falar alguma coisa, mas ela foi afastando-se, como se tivesse pressa.

Entrou em uma das várias construções de pedra, em formato de gruta, que formavam aquela vila, sumindo na escuridão de seu interior e deixando a impressão de que havia, durante o pequeno percurso feito até a entrada, crescido alguns relevantes centímetros.

Ou seriam as penas que haviam diminuído de tamanho?

Mesmo confuso diante de tantas bizarrices, voltei para a boleia do meu caminhão, decidido a passar a noite ali. Estava dando início aos preparativos na cabine quando, sentindo um balanço na carroceria, percebi uma movimentação por baixo da carreta.

Os últimos raios do dia se despediam, dificultando minha visão na busca empreendida na sequência. Peguei a lanterna na caixa de ferramentas e, após não encontrar qualquer anomalia, concluí tratar-se de um pequeno abalo sísmico. Principalmente após a repetição do tremor.

Foi então que olhei mais de perto o chão que pisava.

Não era areia. Não eram pedras brancas. O solo daquela clareira era inteiramente composto por… Ossos. Pequenos fragmentos de ossos. Enchi as mãos, ainda sem acreditar na descoberta feita, mas era indiscutível. Fato.

Com ajuda da lanterna, comecei a analisar os punhados recolhidos e espalhados sobre o couro negro do assento da cabine, formando um contraste revelador. Os pequeninos pedaços eram, exclusivamente, fragmentos de esqueletos de aves.

Bicos, falanges, metacarpos, costelas…

Um terceiro tremor, mais forte, desarrumou as separações ósseas que eu havia formado sobre o banco e chamou minha atenção para uma movimentação que me pareceu bem próxima de onde estava.

Não me recordo quanto tempo fiquei entretido naquele trabalho de separação, mas o breu daquela noite sem Lua era tão forte que a pequena lanterna que segurava nas mãos não foi suficiente para alcançar a origem dos ruídos típicos que aconteciam poucos metros à frente do caminhão.

Com medo, confesso, entrei na cabine e fechei a porta, trancando-me lá dentro. Um pequeno zumbido foi gradativamente aumentando de volume, até se tornar idêntico ao que escutara ao descer pela primeira vez do caminhão, quando ali chegara, pouco antes do anoitecer.

Contei mentalmente até três e, girando a chave na ignição até ativar as baterias, acendi os faróis altos. A luz iluminou o centro da clareira e todo o grupo de crianças que, amontoado em êxtase ao redor da mais bela mulher que eu já vira nua na vida, reverenciava-a como a uma deusa.

Nas mãos sujas de sangue de cada uma das crianças, um pequeno pedaço esbranquiçado reluzia, enquanto a estonteante moça, gradativamente mais jovem, diminuía de estatura até que pude reconhecer nela a menina Kauane, de mãos elevadas para o céu.

O mesmo abrupto silenciar de outrora se fez presente e, sentindo novo tremor, agora interno, alcancei com dificuldade os cada vez mais distantes pedais do caminhão, dando início a uma fuga tão desesperada quanto insólita.

Ao fundo, ouvia:

— Taiguara! Taiguara! Taiguara!

*  *  *

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92 comentários em “O Segredo de Fênix (Ricardo Falco)

  1. Fil Felix
    14 de outubro de 2016

    Alguém assobiou? A Caipira chegou!

    GERAL

    Essa foi a primeira impressão que tive ao começar a ler o conto. Kaune e Taiguara e o ritmo de narração me lembrou dos índios Porunga e Poranga que a Caipora contava no Castelo Ratimbum. Gostei do conto, a escrita está bem gostosa e poderia continuar lendo. O caminhoneiro e sua boa vontade de ajudar a menina levou a um lugar quase mítico em meio ao Brasil. A pequena vila está bem ambientada e os detalhes do lugar são os pontos positivos, fiquei torcendo muito que um grande pássaro surgisse no ar ou por debaixo da “areia”, ia ficar show!

    ERROR

    O nome Fênix ficou estranho, acho que não combinou com o estilo brasileiro. O início está super didático e acho que poderia ser cortado sem prejudicar o texto

    • Sami Terry
      14 de outubro de 2016

      Oi, Fil! Lembrei do personagem de um filme que eu adoro, chamado “Feitiço do Tempo” (ou “O Dia da Marmota”, numa tradução mais literal do original), onde o protagonista (e a marmota) possuem o mesmo nome, embora com “Ph” e, acho, dois “eles” — Phill. 🙂 Aliás, falando em nomes, Fênix eu acho que é uma versão já meio que “abrasileirada” de ‘Phoenix’ (a do mito). Enfim… Phiquei 😛 phoeliz que tenha gostado da minha historinha (rs)! Obrigada de montão pela leitura, comentário e sugestões! Um super beijo da Sami!

  2. Daniel Reis
    14 de outubro de 2016

    19. O Segredo de Fênix (Sami Terry)
    COMENTÁRIO GERAL (PARA TODOS OS AUTORES): Olá, Autor! Neste desafio, estou procurando fazer uma avaliação apreciativa como parte de um processo particular de aprendizagem. Espero que meu comentário possa ajudá-lo.
    O QUE EU APRENDI COM O SEU CONTO: o maravilhoso e o exuberante da floresta se encontram com o inexplicável da transformação de Kauane. O twist no tema também foi muito interessante, a meu ver uma das soluções mais inesperadas para o que foi proposto.
    MINHA PRIMEIRA IMPRESSÃO SUBJETIVA DO SEU CONTO, EM UMA PALAVRA: Lendário.

    • Sami Terry
      14 de outubro de 2016

      Oi, Daniel! Que legal o seu jeito de comentar! Eu gostei! 🙂 Acho que é você que mora do outro lado da ‘poça’, né? Portugal? Bem bacana este intercâmbio de nacionalidades e geografias que o EC promove! Fiquei feliz que tenha gostado da minha historinha! 😉 Obrigada pela leitura e pelo comentário! Um beijo da Sami!

  3. Marcia Saito
    13 de outubro de 2016

    Oi, Como estás?
    Apesar do começo do conto quase me fazer desistir pois, quando vejo o velho clichê de “o que conto pode ser verdade ou não”, me soa mal.
    Porém, à medida que a leitur fluía, senti que a leveza da escrita deu uma continuidade que cativou e deu pinceladas de criatividade com lapsos folcóricos de teor onírico.
    A temática ficou sutilmente dentro da proposta do Desafio.
    Sugeriria uma retrabalhada para dar um corpo a mais no meio do texto, talvez retrabalhando oc omeço, que achei que deveria ser melhor pensada.
    É o tipo de conto que chances muito boas em concursos literário, bem no contexto.
    Parabéns e boa sorte no Desafio.

    • Sami Terry
      14 de outubro de 2016

      Oi, Marcinha! Tudo bem comigo, e com você? Obrigada pelas dicas, leitura e sugestões! Que bom que curtiu o trabalho! 🙂 Super beijo da Sami!

  4. Bia Machado
    13 de outubro de 2016

    Tema: Adequado ao desafio, de forma criativa.

    Enredo: A história é criativa, diferente ao menos e prendeu minha atenção por isso, apesar do começo meio cansativo. Durante a leitura desse começo eu parei, fui fazer outras coisas e horas depois voltei. A segunda metade melhora muito, mesmo que eu tenha ficado meio que boiando com relação a esse negócio da fênix, pois se está no título deve ter uma grande importância na história.

    Personagens: Acho que podiam ser um pouco mais soltos. O narrador é meio “sisudo”, como se estivesse contando algo sem conseguir sentir naturalidade.

    Emoção: Gostei, em grande parte. A segunda leitura, dessa vez inteira, foi tranquila de levar.

    Alguns toques: Em um certo momento o nome da Kauane foi trocado por Kaiane. Talvez depois, sem a limitação de palavras, inserir diálogos, para que o narrador não precise contar tudo? De qualquer forma, bom trabalho.

    • Sami Terry
      14 de outubro de 2016

      Olá, Bia! Obrigada pela leitura, comentário e toques. Fiquei feliz que tenha gostado da minha historinha 🙂 Beijos da Sami!

  5. Felipe T.S
    13 de outubro de 2016

    Olá!

    Um conto bem divertido, com uma história interessante e boas cenas!

    Confesso que achei um pouco desnecessário a parte inicial da narrativa, o jogo de narrar o que realmente aconteceu, para depois apresentar o sobrenatural, não causou o impacto esperado na minha leitura. Ainda assim, acho que a narrativa inicial ficou com alguns floreios desnecessários. Já que na sequência, o “caminhoneiro” conta sua história de uma forma bem mais limpa e sincera. Sendo assim, esse início parece apenas uma divagação, que enrola um pouco, sabe? Será que não seria melhor colocar um pouco mais de carga emotiva nesse inicio? Apresentar a perspectiva que o narrador se encontra de uma forma mais clara, como por exemplo deixar mais nítidos os efeitos que o acontecimento causou, assim como a motivação para o relato da aventura?

    Enfim, espero ter ajudado de alguma forma.

    Parabéns e continua firma, você conta bem histórias.

    Abraço.

    • Sami Terry
      13 de outubro de 2016

      Obrigada, Felipe! Valeu pelo incentivo! 😉 Super beijo da Sami!

  6. Pedro Luna
    12 de outubro de 2016

    Olá. No geral, é um bom conto. A cena em que ele enxerga a moça nua reduzir de tamanho e virar Kauane, me fez crer que o caminhoneiro também iria encolher e virar uma criança do vilarejo. O lance de Fênix, me faz crer que as crianças eram um tipo de renascimento, mas não fui capaz de linkar isso ao cemitério de pássaros, então a simbologia da história não funcionou muito.

    Bom, a leitura não me prendeu, mas de jeito nenhum é um conto ruim ou chato. De conselho, só mudaria mesmo os primeiros parágrafos, pois eles estão naquele estilo de prender , quando o personagem promete ao leitor um mistério, mas destoam muito do tipo de literatura que vem depois, algo com um tom místico e cultural.

    • Sami Terry
      13 de outubro de 2016

      Oi, Pedrinho! Obrigada pela leitura, comentário e sugestões! Fico feliz que tenha gostado do conto, no geral. Super beijo! 😉

  7. Luis Guilherme
    11 de outubro de 2016

    Primeiramente, o texto tá muito bem escrito e agradável. O autor claramente domina a escrita e tem bastante talento.
    O enredo é bom, me prendeu e gerou bastante curiosidade. Fiquei me perguntando o que era tudo aquilo e onde ia dar, e confesso que tudo me agradou, inclusive a conclusão.
    Enfim, gostei bastante, bem tramado e concluído. Parabéns e boa sorte!
    Ah, a ambientação e os personagens são a cereja no bolo, muito bons!

    • Sami Terry
      11 de outubro de 2016

      Obrigada, Gui! 🙂 Fiquei bem feliz por você ter curtido tanto a minha historinha! Um super beijo da Sami!

  8. Anderson Henrique
    11 de outubro de 2016

    Os 6 primeiros parágrafos trazem uma explicação sobre o texto. Particularmente achei que são dispensáveis, pois não acrescentam ao conto e nem levantam mistério. Eu cortaria, ganharia espaço para dar mais corpo ao texto e começaria direto pelo 7º parágrafo. Achei a história simples, mas sem grande apelo. Queria ter visto um pouco mais da construção dos personagens também. A surpresa final é a melhor parte, mas não achei sustenta o conto.

    • Sami Terry
      11 de outubro de 2016

      Oi, Anderson! Obrigada pelo seu comentário e pela leitura! Bjs da Sami!

  9. Gustavo Castro Araujo
    9 de outubro de 2016

    Bom conto. O suspense crescente é obra de quem sabe do assunto e, considerando o limite do desafio, foi bem construído. Gostei da atmosfera indígena (ganha pontos pela originalidade) e pelo fato de o cemitério ser revelado aos poucos. A surpresa não chega a arrebatar, mas não dá para negar que foi gestada com sabedoria. Também achei bem escrito. Em suma, um conto competente.

    • Sami Terry
      10 de outubro de 2016

      Olá, Gustavo! (respondendo como Samy Terry aqui só por causa dos outros, né…! 😛 )
      Obrigada pela leitura e pelo comentário fofo! 😉 Fiquei feliz que tenha gostado da minha historinha! Se você disse que tá boa, então vou acreditar! (rs!) Pois meu sonho, confesso, é um dia conseguir causar nos leitores o arrebatamento e aquele invejado “nózinho na garganta” que muitos de seus trabalhos (e personagens!) já provocaram em mim (e em muitos por aqui)! 🙂
      Bjs da Samy!

  10. Claudia Roberta Angst
    9 de outubro de 2016

    Olá, Sami Terry, tudo bem?
    Legal o seu pseudônimo, criativo.
    Fui atrás do significado dos nomes dos personagens:
    Kauane = a variante feminina do nome masculino Kauã ou Cauã, de origem indígena, especificamente do Tupi-Guarani “gavião”.
    Taiguara é uma palavra indígena que significa ¨livre¨,¨não escravo¨.
    Ou seja, Kauane era uma ave de rapina e o irmão libertou-se, mas do quê? O pequeno pássaro que estava na mão de Kauane e alçou voo era Taiguara?
    Nas mãos sujas de sangue de cada uma das crianças – Sangue de quem? Os passarinhos morriam – libertos pela morte? Todos Taiguara?
    “alcancei com dificuldade os cada vez mais distantes pedais do caminhão” – O narrador estava se tornando uma criança também?
    Enfim, o conto está muito bem escrito e a leitura flui sem entraves.
    O tema do desafio foi abordado de forma diferente, mas está aí,
    Boa sorte!

    • Sami Terry
      10 de outubro de 2016

      Oi, Claudinha! 😉 Tudo bem. E com você? Agradeço de montão pela sua leitura e comentário! E, claro, pelo tempo que empregou de modo tão afável e interessado, pesquisando sobre o significado dos nomes escolhidos para as personagens da minha historinha e suas implicações no enredo/trama. Obrigada, mesmo! 🙂 Super beijo e boa sorte pra você também!

  11. Maria Flora
    9 de outubro de 2016

    Olá Sami! A maneira como o tema cemitério foi abordado merece um parabéns. E o mistério que envolve toda a narrativa nos cativa. Principalmente a parte da aldeia de crianças. Um conto inusitado, que surpreende. Boa sorte!

    • Sami Terry
      10 de outubro de 2016

      Oi, Maria! Obrigada pelo seu comentário! Fico sempre muito feliz quando constato ter conseguido escrever algo que cative e surpreenda quem lê; acho que esta é a real motivação para quem se põe a escrever. Obrigada pela leitura também, e pelas palavras tão gentis! Beijos e boa sorte pra você também!

  12. Oi, Sami,
    Gostei bastante.

    Dizem que ando por aí gostando de tudo, mas o seu tem um “bastante”. Rsrsrrs

    Seu conto mescla realidade fantástica e brasilidade.

    O local que escolheu para a narrativa é meu conhecido de muitas histórias de minha família, o que me deu uma estranha sensação de que a trama era vivida por pessoas de meu afeto.

    A premissa é excelente e o enredo se desenrola com detalhes vívidos.

    Senti apenas um certo derrapar em um trechinho quase no final, talvez pela pressa de terminar, talvez pelo limite de palavras do desafio. Mas isso não comprometeu em nada o seu belo trabalho.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

    • Sami Terry
      10 de outubro de 2016

      Oi, Paula! Também gostei “bastante” do seu comentário! 😀 Que bacana esse lance de você conhecer a região e sentir-se, portanto, mais próxima da história! Nem imaginava que isso pudesse acontecer por aqui… (rs!) Quando fui pesquisar um local para ambientar minha trama, confesso que entrei no Google Earth e, de fato, percorri alguns quilômetros da BR 174, virtualmente, com direito até a marcar com uma ‘estrelinha’ no programa o local exato de uma clareira próxima a esta rodovia, onde imaginei ser o Cemitério Fênix. Tenho até a latitude e a longitude exatas do local! (rs!) Que louco isso, né… Se algum dia estiver ali por perto (o que vai ser BEM difícil, pois moro no Sudeste do país), vou até lá ver de perto o que tem nesta “clareira” vista pelo satélite. Mas se for durante o dia… 😛
      Aliás, se você quiser, eu posso lhe passar as diretrizes EXATAS do local, mas fica por sua conta e risco ir lá… (rs!)
      Obrigada pelo seu comentário tão inesperado e por compartilhar comigo esta particularidade. E valeu mesmo pelo elogio e por ter lido minha historinha (que eu juro que inventei, mas vai saber, né…)! 🙂
      Bjo grande!

      • Paula Giannini - palcodapalavrablog
        10 de outubro de 2016

        Querida Sami,
        Na verdade, a histótia da minha familía na região é muito louca e daria um conto de humor à parte. Uma tia minha, carioca, somos todos, resolveu se desfazer de uma academia de ginástica que tinha em Ipanema, para abrir em Juína, devido ao Garimpo. Alguém disse a ela que ficaria rica, sei lá. Ela escrevia cartas louquíssimas para minha mãe, contando fatos da região que vivia. E exagerava muito, claro. Imagina uma urbanóide vivendo ali.
        Mas, voltando ao conto. Gostei de verdade!
        Beijos

  13. Pedro Teixeira
    9 de outubro de 2016

    Olá,Sami! O conto ganha pontos pela originalidade e áura de mistério que conseguiu criar. A escrita é fluida e dá prazer de ler. Senti um clima onírico bacana, que gera certo estranhamento. Devo dizer que também não consegui “pegar’ tudo mas percebi o grande potencial existente aqui e acho que com uma revisão criteriosa o que já é bom vai ficar muito melhor. Parabéns e boa sorte no desafio!

    • Sami Terry
      10 de outubro de 2016

      Obrigada, Pedro! 😉 Fico feliz que tenha gostado! Super beijo!

  14. Jowilton Amaral da Costa
    9 de outubro de 2016

    Gostei do conto. O início é típico de manual de escrita fantástica ou de terror, com aquelas explicações ao leitor de que tudo que será lido é verdade, apesar de não parecer. Poe, acho, foi o primeiro a usar este artifício, Sobretudo no conto O gato preto. A leitura fluiu muito bem, o mistério foi bem construído evoluiindo para um desfecho bom, mas, que me deixou com dúvidas se entendi ou não..A ambientação na floresta foi boa. Fiquei pensando se a menina não era uma espécie de feiticeira que conseguis a juventude se alimentado de crianças, mas, os ossos que o caminhoneiro viu eram de pássaros. Então eles se alimentava de pássaros? E por que todos gritavam o nome do irmão da menina? A menina comeu o irmão? Fiquei com estas dúvidas. No geral é um bom conto.

    • Sami Terry
      10 de outubro de 2016

      Olá, Jowilton! Sabia que eu ADORO este conto do grande Poe? Foi, inclusive, o primeiro livro virtual que eu baixei, no início do processo de ‘e-bookização’ das chamadas grandes editoras, quando elas disponibilizavam de graça (sim, di grátis!) alguns títulos. Sobre as dúvidas que ficou após a leitura, vou deixá-las germinando em sua mente… 😉 Obrigada pela leitura e pelo comentário super fofo! Fiquei feliz que tenha curtido minha historinha! Bjs!

  15. catarinacunha2015
    9 de outubro de 2016

    QUERO CONTINUAR LENDO? TÍTULO + 1º PARÁGRAFO:
    Não vai ter sobrenatural. Mas pode surpreender. Quero continuar sim.

    TRAMA transparente e instigante. Nos joga no abismo da floresta de forma impressionante e inesperada, já que prometeu só falar a verdade. O fim foi fantástico.

    AMBIENTE inovador. Cemitério de pássaros acho que é inédito.

    EFEITO devorador. Senti como se eu tivesse sido engolida pela floresta.

    • Sami Terry
      10 de outubro de 2016

      Ual, Catarina! Que legal saber que você gostou tanto assim da minha historinha! Fiquei bem feliz! 🙂 O efeito “devorador” é quase um spoiler do conto, hein… Rs! Obrigada pelo seu comentário e por ter lido/analisado de forma tão imersiva o meu trabalho! Saber que uma criação nossa foi capaz de causar reações como estas que compartilhou aqui fazem tudo valer a pena! Um superbeijo!

  16. vitormcleite
    8 de outubro de 2016

    Começo por deixar os meus parabéns à tua escrita, muito interessante de ler, mas faltou algo que interagisse com o leitor, faltou um ponto forte, algo que fizesse o leitor sentir algum “desconforto” com esta leitura. Não entendido algumas passagens do conto que deixavam as pontas soltas, mas nada que uma nova leitura não resolvesse.

  17. Phillip Klem
    7 de outubro de 2016

    Boa tarde Sami.
    Achei seu conto muito diferente e interessante. Gostei da forma como utilizou o cemitério aqui, pois mostra que você pensa fora da caixa… Confesso que o início, com toda a explicação do narrador, não me cativou.. mas, assim que a história avançou para a parte do “quase acidente”, não consegui mais parar de ler. Todo o mistério envolvido me deixou ansioso pela reviravolta.
    Achei a escrita boa e muito fluída. Creio que tenha sido o conto mais criativo e original que li até agora no certame.
    Parabéns e boa sorte.

    • Sami Terry
      9 de outubro de 2016

      Obrigada pelo elogio, Phillip! Fiquei bem feliz em saber que minha historinha lhe agradou tanto! 🙂 Boa sorte pra você também, moço! Bjs!

  18. Marcelo Nunes
    6 de outubro de 2016

    Olá Sami-terry.

    Despertou curiosidade já logo no início do texto. A foto já dava um ar diferente para o conto. Abordou o tema de uma forma criativa e Cativante. Muito legal mesmo.

    Prendeu minha atenção até o caminhoneiro aparecer na trama. Nesse ponto perdeu folego para o meu gosto. Mesmo assim gostei do final.

    Ambientação ficou muito boa, o texto está bem escrito. A leitura fluiu até o final do conto.

    Parabéns e boa sorte nesse desafio.
    Abraço.

    • Sami Terry
      7 de outubro de 2016

      Obrigada, Marcelo! Que bom que gostou do conto! 🙂 Superbeijo!

  19. Pétrya Bischoff
    6 de outubro de 2016

    Olá, Sami! Devo começar sendo sincera: eu não entendi o cerne da coisa. Ao menos creio que não… As crianças eram as almas dos pássaros que já haviam habitado ali?Aquilo era, de fato, um cemitério de pássaros?
    A escrita é muito característica e de fácil compreensão. O estilo de narrativa adotado na primeira parte do conto remete aos de diários e cartas, como em Drácula de Bram Stoker, ou mesmo O Horla de Guy de Maupessant, e é um estilo interessante e que me agrada. Entretanto, isso vai mudando logo após o encontro do caminhoneiro com a guria. Não foi abrupto, mas muito destoante da primeira parte.
    Já a ambientação é suficiente para situar o leitor na floresta. Apenas achei estranho a quantidade de edificações de pedra, e não ficou claro se são ou não naturais.
    Na verdade, toda a atmosfera do conto permeia o fantástico, mesmo “não sendo uma fábula”, como somos alertados. De maneira geral, está bem estruturado, mas não muito claro. Boa sorte no desafio!

    • Sami Terry
      7 de outubro de 2016

      Oi, Pétrya! Obrigada, guria! 🙂 Bjs fantásticos pra ti!

  20. Gustavo Aquino Dos Reis
    4 de outubro de 2016

    Guardiã dos segredos,

    gostei do seu conto.

    A escrita é boa, cumpre seu papel, e a narrativa é conduzida de maneira sólida. Achei o caminhoneiro muito eloquente – dava para ter colocado um pano de fundo que justificasse toda essa eloquência e desenvoltura com as palavras. A história repousa nas entrelinhas e requer muita atenção para correlacionar os fenômenos postos. Fato que atesta que não consegui, ainda, correlacionar as coisas.

    Parabéns.

    • Sami Terry
      7 de outubro de 2016

      Obrigada, Gustavo! Fiquei feliz que você tenha gostado da minha historinha! 🙂 Bjs!

  21. mariasantino1
    3 de outubro de 2016

    Oi!

    Olha eu gostei muito da ambientação, de ver como o tema foi usado na sua trama, do suspense palpável que você conseguiu inserir, mas não captei tudo não. Gosto de coisas assim, mais rurais, no entanto, ao ler seu texto eu fiquei pensando um pouco. A menina estava com um passarinho na mão e quando ela o liberta os meninos correm atrás — por quê?. O homem ao que me pareceu tornou-se criança, então esse lugar é mistico, ou o menino era o Taiguara que havia fugido e perdido a consciência de sua verdadeira personalidade e agora regressara? (por favor não responda a essas perguntas)

    Enfim, eu gostei do conto mas queria ter sido capaz de assimilá-lo todo.

    Boa sorte no desafio.

    • Sami Terry
      4 de outubro de 2016

      Olá, Maria! Obrigada pela leitura e pelo comentário! Fiquei feliz! E pode deixar que eu não vou te contar nada que já não tenha contado! 🙂 Bjs e boa sorte pra ti também!

      • mariasantino1
        4 de outubro de 2016

        “Boa sorte pra ti também!”
        “Eu não preciso de sorte”
        Heheh … He… 😦

  22. Thiago Amaral
    3 de outubro de 2016

    Um conto bem-escrito e bastante intrigante.

    Gostei da personagem Kauane, interessante como a autora a apresenta, bem como suas mudanças ao longo da história. Achei o ponto alto do conto.

    Tudo é deixado nas entrelinhas e depende do leitor fazer um esforcinho para entender, gostei disso.

    Ótima história, que talvez não apareça na minha lista porque existem muitos bons contos no certame. Infelizmente, nesse desafio cheio de pesos-pesados, várias histórias deixarão de ser devidamente apreciadas (Do ponto de vista de um ranking).

    Até a próxima!

    • Sami Terry
      4 de outubro de 2016

      Oi, Thiago! Obrigada pelo seu comentário fofo e saiba que, mesmo sem aparecer em sua lista, fiquei muito feliz de saber que curtiu a minha historinha! Bjo grande! 😉

  23. Evandro Furtado
    3 de outubro de 2016

    Fluídez – Weak

    Apesar de não encontrar problemas com a sintaxe ou com a ortografia, achei o texto um pouco travado. Talvez pelo vocabulário empregado, talvez pelos períodos um pouco longos.

    Personagens – Weak

    Eu-narrador – um caminhoneiro perdido no meio da Amazônia. Possível reencarnação de Taiguara.
    Kaiane – entidade da floresta que se metamorfoseia em menina. Irmã de Taiguara.

    Trama – Weak

    Além do desenvolvimento fraco dos personagens e de suas relações, senti uma ambientação um pouco confusa. Em certos momentos não sabia se o narrador-personagem estava dentro de seu caminhão ou caminhando no meio da floresta. Também não senti o conflito, e a tentativa de plot twist no final não pegou.

    Verossimilhança (Personagens + Trama) – Weak

    Estilo – Good

    A escrita foi bastante decente. A escolha pela narrativa em primeira pessoa, ainda que não ideal, funcionou levando em considerações a implicação de relato que o conto ganhou. Pela atmosfera fantástica, julgo, descrições mais detalhadas eram precisas o que, no espaço desse desafio, era algo complicado. Ainda assim o autor conseguiu desenvolver bem dentro dos limites.

    Efeito Catártico – Very Weak

    Com excessão de algumas imagens pontuais construídas, o texto falhou em causar impacto. Creio que isso se explica pela falta de conexão personagens-leitor-trama. A proposta é interessante, mas o desenvolvimento, dentro dos limites do desafio, foi dificultado por razões já mencionadas.

    Resultado Final – Weak

    • Sami Terry
      4 de outubro de 2016

      Oi, Evandro! Que legal o seu método de análise dos contos! Gostei bastante! 🙂
      Obrigada pelos comentários e fiquei feliz que você tenha curtido a história! Superbeijo!

  24. Iolandinha Pinheiro
    2 de outubro de 2016

    Gostei da brincadeira com seu nome Sami Terry – com a pronúncia parecida com cemitério. A história me lembrou um filme – Colheita Maldita, onde as crianças sacrificavam os pais a uma espécie de demônio do milharal. Entendi a mudança de nome como a transmutação da personagem – quase uma criança – em uma jovem adulta que seria a versão dela como líder daquele grupo. No final, quando o motorista foge, todos ficavam gritando o nome Taiguara, é porque o motorista seria o menino Taiguara que fugiu daquela tribo? Todos estavam mortos? Fiquei meio perdida aqui. Mas o conto é bom, bem escrito, fluido, gostoso de ler. Parabéns, moça.

    • Sami Terry
      4 de outubro de 2016

      Olá, Iolandinha! Fiquei feliz com seu comentário! Obrigada! Bjs!

  25. Davenir Viganon
    1 de outubro de 2016

    Olá Sami Terry
    O título e a imagem mostram a inspiração no mito fênix, depois vemos que é uma versão “amazônica” dele.
    O início é fraco, o narrador chega meio que se desculpando, dizendo o que a estória vai ser ou não… não ficou bom. Depois melhora, mais pela estória e o mistério, que pelo personagem/narrador.
    A estória é muito boa e me despertou o interesse. O narrador foi pouco trabalhado como personagem, é apenas um observador do que acontece, não parece que é um cara me contando um causo numa mesa de bar, como poderia ser. Talvez isso tenha enfraquecido o conto como um todo.
    O final foi bem feito, mas não me envolvi com o clima durante o conto.
    Um abraço.

    • Sami Terry
      4 de outubro de 2016

      Oi, Davenir! Obrigada pela leitura e pelo comentário. Fico feliz que tenha conseguido despertar o seu interesse pela história! Um superbeijo!

  26. Fheluany Nogueira
    29 de setembro de 2016

    O cemitério apareceu pouco, mas de forma tão diferenciada, inédita e como solução para todo o mistério. A trama é instigante.

    Se todas as crianças são “Taiguaras”, todas estão libertas das responsabilidades dos adultos ou de envelhecimento? Ficaram com as almas dos passarinhos? E é
    Kauane que os traz para a aldeia? Gostei muito da simbologia, da mensagem, da mistura de realidade e fantasia. Só não houve “abundância” de vida para os pobres passarinhos.

    Parabéns pela criatividade, pela linguagem bem trabalhada. Abraços.

    • Sami Terry
      4 de outubro de 2016

      É verdade, Fheluany… Depois que escrevi fiquei com pena dos passarinhos… Mas, como a ficção também foi abundante neste conto, acho que eles ficarão bem! 😀
      Obriga pelo seu comentário e, principalmente, pela leitura! Bjs!

  27. Gilson Raimundo
    28 de setembro de 2016

    Um bom tema que poderia ter melhor aproveitado o enredo. .. o cemitério de ossos de pássaros não foi bem utilizado… não teve uma explicação. … boa idéia mas entrou só para cumprir a exigência. … o caminhoneiro também virou criança? Dava a impressão de ser algo tipo “Colheita Maldita” tem também uma história que me fugiu agora o nome… sei que uma mulher linda sai pelas estradas atraindo homens para sacrifício. …. eu não descobri se a Índia se chama Kauane ou Kaiane ou se tinha duas personagens …

    • Sami Terry
      29 de setembro de 2016

      Oi, Gilson! Que bom que gostou do tema! 🙂 O nome da índia é Kauane mesmo, e possui toooodo um significado… Assim como o de Taiguara. 😉 Obrigada pela leitura e pelo comentário, querido! Bjs!

      • gilson Raimundo
        30 de setembro de 2016

        É pq apareceu as duas grafias

  28. Amanda Gomez
    28 de setembro de 2016

    Olá, Sami!

    Gostei do conto, você trouxe elementos folclóricos bem interessantes, o cemitério é abordado de uma forma bem inteligente, nos mostrando pouco a pouco o que está “enterrado” ali, os pássaros… Imagine só que silêncio perturbador deve ser uma floresta sem pássaros, realmente muito legal.

    O protagonista não me cativou, o que ele diz inicialmente e como termina o conto não se combinam muito. Ele diz algo como ” aconteceu comigo” como se tivesse saído daquela floresta e, então tudo ficou normal, mas pelo menos eu entendi que ele se tornou criança/ adolescente e ali permaneceu.. posso estar enganada.

    Apesar da boa narrativa e boa fluidez, me senti um pouco perdida nas descrições, e achei que o enredo em certos momentos perdeu o foco, a história oscilou muito, é o que poso resumir.

    Mesmo com ressalvas, eu goste do conto, parabéns.

    • Sami Terry
      29 de setembro de 2016

      Que comentário fofo, Amanda! Adorei!!! 🙂 Obrigada pelos elogios e confesso que, enquanto escrevia a história, também fiquei impressionada com o “peso” da cena em que o caminhoneiro percebe o inusitado silêncio que o cercava, no meio da floresta. Ele até conseguiu fugir (depois, se quiser, dá uma googlada no significado do nome Taiguara… 😛 ), mas com alguns belos aninhos rejuvenescidos (a tal da “abundância de vida” que ele falou no início)! rs!
      Agora chega de spoilers! Bjs, bjs!!!

  29. Wender Lemes
    28 de setembro de 2016

    Olá! Merece destaque por ter trazido o diferencial do cemitério de aves, assim como todo o rito que embasa a trama. O interessante é que o conto acaba se mostrando exatamente o que o narrador nega ser nos primeiros parágrafos. Digo isso porque o desfecho sugere o entendimento de que o narrador/protagonista virou uma criança, e tudo aquilo que conta já ocorreu com ele – não me parece uma história tão natural. Ou ele estava mentindo descaradamente, ou resolveu encarar a situação de uma perspectiva muito própria. As duas possibilidades me agradam, de qualquer maneira. Tecnicamente, a narrativa flui bem, com imagens bem declaradas e uma cor local interessante. Não vem muito ao caso, mas fiquei com a música “Pet Sematary” dos Ramones na cabeça depois da leitura, acho que por causa do trocadilho do nome Sami Terry e por o conto ter efetivamente um cemitério de animais – eu avisei que não vinha ao caso. Parabéns e boa sorte!

    • Sami Terry
      29 de setembro de 2016

      Olá, Wender! Claro que vem ao caso! rs! Inclusive, os Ramones se inspiraram não apenas no meu nome, mas também na minha história para criarem aquela música! rs! Vou processá-los por fraude!!!
      Brincadeiras à parte… Te agradeço de montão pela leitura e pelo seu comentário, querido! Fiquei feliz que meu continho tenha lhe agradado! Um superbeijo! 😉

  30. Anorkinda Neide
    27 de setembro de 2016

    ah sobre a imagem! adoro-a.. pra ti ve como amo passaros, esta foi minha foto de capa por bastante tempo, tenho um poema feito a partir desta imagem tb! 🙂

    • Sami Terry
      29 de setembro de 2016

      Ah, que legal Anorkinda! Eu, quando bati meus olhinhos nela, de cara já sabia que seria a imagem a ilustrar meu conto! Linda mesmo! 🙂
      Bjs!

  31. Anorkinda Neide
    27 de setembro de 2016

    Olá, autora (Eu acho q é autora.. rsrs)
    Bem, gostei e nao gostei, tô dividida…
    A ideia é original, até onde eu sei… há alguma lenda amazônica neste viés? Não pesquisei, mesmo q tenha, é bacana disseminar estes conhecimentos folclóricos desde q vc tenha criado em cima da lenda, o q acredito q criou.
    O que não gostei foi da morte dos passarinhos!! poxa, muito triste isso, mas tudo bem, é ficção, vamos lá…
    Sabes q só me atentei para este detalhe agora na releitura e depois vi q mencionastes esta ‘dica em uma resposta, mas realmente eu ‘pesquei’ o sentido sozinha! uhhu!! \o/ ” alcancei com dificuldade os cada vez mais distantes pedais do caminhão’, quer dizer q ele estava virando criança tb!! a princípio achei q ele era Taiguara, o garoto perdido, mas concluo q não, q todos meninos são chamados de Taiguaras, sei lá, pensei isso. E acho q ele vai tentar fugir, mas nao conseguirá e será mais um membro da aldeia.
    O texto é bom, gostei de ler, fluiu.
    Mas tem alguma coisa mais q me desagrada e agora não tô reconhecendo o incômodo, vou postar antes q meu pc trave (hj ele tá manhosissimo) talvez eu volte pra discorrer um pouco mais sobre os meus achismos.. rsrs
    Abração e boa sorte ae!

    • Sami Terry
      29 de setembro de 2016

      Oi Anorkinda! Acertou, menina! rs! Eu (pelo menos até onde sei…) que inventei essa “lenda”, rs! Claro que me inspirei na fonte que o próprio título delata e, ao invés das cinzas, esta “Fênix Tupiniquim” renasce é da energia vital dos coitadinhos dos outros passarinhos todos das redondezas… Foi mal, aê… Mas, pelo menos trata-se apenas de ficção! Fica brava comigo, não! Rs! Depois dá uma procurada na origem do nome da personagem Kauane… Rola uma “dica escondida” nele… rs! Ah, e Taiguara também! Você não está de todo enganada, não… Rs. Dá uma googlada no nome dele que você vai fechar essa ponta solta… 😉 Obrigada pelo seu comentário fofo! Bjs!

      • Brian Oliveira Lancaster
        5 de outubro de 2016

        Para os preguiçosos, “Gavião” e “O morador da aldeia” (ou livre, o liberto). Agora, algumas coisas fizeram mais sentido.

  32. Fabio Baptista
    26 de setembro de 2016

    Conto bem escrito, com uma cara de causo que se conta/ouve ao redor da fogueira (nunca escutei nem contei um causo ao redor da fogueira, mas…). Não notei deslizes gramaticais e a fluidez da leitura foi muito boa, apesar de não oferecer construções de frases mais elaboradas. Só não curti muito a frase “mais bela mulher que eu já vira nua na vida”, porque passou informações demais. Poderia dizer que ela estava nua em outra sentença.

    A trama, porém, falhou em despertar emoções. Foi um bom entretenimento, mas não me causou nenhum tipo de impacto.

    Abraço!

    • Sami Terry
      29 de setembro de 2016

      Olá, Fabio! Obrigada pela leitura e pelo comentário. Quem sabe esta não será justamente a sua primeira história a ser contada em volta de uma fogueira…? Hein-hein-hein!? 😛
      Bjs, menino!

  33. Simoni Dário
    26 de setembro de 2016

    Olá Sami

    A ideia de um cemitério de aves funciona, já que foge do clichê e desperta a curiosidade.

    O problema é a falta de elementos que sustentem os argumentos apresentados, parece que na história há mais suspense do que pode a conclusão demonstrar o sentido dele.

    A sensação é de frustração pela falta de entendimento total, mas reconheço que nem sempre o entendimento pleno é o objetivo do autor, já que o seu conto é carregado de abstrações (até tenho facilidade para abstrações, mas quando o assunto é “abstração folclórica” …fica mais complicado, falha minha).

    O texto é bem escrito e a narrativa é boa apesar de parecer forçada às vezes, mas tem o mérito de a ideia ser original. Destaque para a belíssima foto que ilustra teu conto.

    Bom desafio!
    Abraço

    • Sami Terry
      26 de setembro de 2016

      Obrigada, Simoni! É a foto da Kauane… 😉 Superbeijo!

  34. Rodrigues
    26 de setembro de 2016

    Gostei da mistura folclórica e do tom misterioso, mesmo sem conhecer anteriormente a tal criatura. O tom aparentemente rude do protagonista, contrastado com as crianças deste mundo colorido e fantástico, também ajudaram a tornar a leitura interessante. Gostei do final e do impacto causado. Ressalvo que algumas construções de frases me incomodaram, mas, no fim das contas, achei bom.

  35. Brian Oliveira Lancaster
    26 de setembro de 2016

    VERME (Versão, Método)
    VER: Pontos por abordar uma cultura diferente. Dá um ar novo e traz outras lendas interessantes. Bem construído, com alguns “queísmos” (poucos), mas que não tiraram o brilho do contexto.
    ME: O desenvolvimento ocorre sem problemas ou grandes saltos, e nos deixa interessados pelo fator inusitado, bem como outras perfumarias de suspense, bem distribuídas. O final foi interessante e (acho) que entendi o que ia acontecer com o caminhoneiro – pena que não sabemos o quê. O cemitério aparece mais como pano de fundo, não tendo tanta importância (e de pássaros, pelo que entendi). Outro texto que é simples, mas ganha muito pela forma de contar.

    • Sami Terry
      26 de setembro de 2016

      Obrigada, Brian! Que bom que o conto te deixou interessado na leitura; fiquei feliz! 🙂 E, com a pista deixada no final, mostrando a dificuldade ‘crescente’ (rs!) do caminhoneiro para alcançar os pedais do caminhão, fica molezinha descobrir o que aconteceu com ele, né… 😛
      Valeu pelo comentário!

  36. jggouvea
    25 de setembro de 2016

    Esse conto só não ganha nota mais alta do que lhe darei porque ele realmente falha em uniformidade. O começo destoa muito do resto e o conto só realmente deslancha do meio para o fim, mas a história é cativante e sedutora no geral e será uma linda obra quando tiver merecido algumas revisões simples.

    • Sami Terry
      26 de setembro de 2016

      Obrigada, jggouvea!

    • Sami Terry
      26 de setembro de 2016

      Obrigada, jggouvea!
      Bjs!

    • Sami Terry
      26 de setembro de 2016

      Obrigada, gouvea! Fiquei contente que você achou a história sedutora e cativante! Bjs!

  37. Sami Terry
    24 de setembro de 2016

    Olá, Olisomar! Ainda bem que vc não desistiu de ler! (rs) Obrigada pelos comentários (e pela leitura, tb)! Bjs!

    • Sami Terry
      24 de setembro de 2016

      Ih… Saiu no lugar errado essa resposta… Desculpem a burrinha aqui… 🙂

  38. Priscila Pereira
    23 de setembro de 2016

    Oi Sami, que conto legal!! Gostei muito do folclore, dos nomes ( só para futura revisão, no meio do texto Kauane virou Kaiane) só uma dúvida, eles matavam os pássaros para serem sempre jovens? É isso?? Gostei muito!! Parabéns!!

    • Sami Terry
      24 de setembro de 2016

      Oi, Priscila! Sim, por isso que só tinha “crianças” no vilarejo. 🙂 Já corrigi o nome lá no original, obrigada! A Kauane agrade! Falha minha… 😦
      Bjs!

  39. Ricardo Gnecco Falco
    23 de setembro de 2016

    Olá, autor(a)!
    Vou utilizar o método “3 EUS” para tecer os comentários referentes ao seu texto.
    – São eles:

    EU LEITOR (o mais importante!) –> Leitura flui sem entraves e com cenas facilmente visualizadas. História muito original, fugindo do lugar-comum ao abordar um cemitério de pássaros misturado com ‘terror-folclórico-brasileiro’. A ideia do(a) autor(a) de mostrar uma ‘sociedade perdida’ no meio da floresta amazônica nem é assim tão inovadora, mas ao povoa-la com integrantes de um tipo de ‘seita folclórica’, que veneram uma entidade capaz de dar-lhes a vida eterna (fazendo-os regredir ao estado de crianças através do sacrifício das aves oferecidas a ‘deusa’) me ganhou por completo! 😉 De 1 a 10, daria nota 9, ou quem sabe até mais, dependendo dos demais contos que ainda tenho para ler/analisar. Parabéns, de verdade!

    EU ESCRITOR (o mais chato!) –> Escrita fluída e bem revisado, não encontrei erros aparentes nem nada que causasse uma ruptura na imersão da história. Em estilo de relato ‘real’, o(a) autor(a) desta obra optou com acerto pela utilização da 1ª pessoa, ‘conversando’ diretamente com o leitor e jogando o foco narrativo na visão do protagonista, sem detrimento da profundidade/importância das demais personagens. Boa mistura de realidade X ficção (cidades e estradas reais X vilarejo e personagens irreais) na trama. Nada parece sobrar nesta história, sendo até mesmo a escolha dos nomes (personagens, vilarejo/cemitério, título) certeiros para o desenvolvimento e entendimento da trama. Final digno de (boas) narrativas curtas. O(a) autor(a) está de parabéns! 🙂

    EU EDITOR (o lado negro da Força) –> Só assinar o contrato!

    Boa sorte,
    Paz e Bem!

    • Sami Terry
      24 de setembro de 2016

      Obrigada, Ricardo! Fiquei feliz por ter “te ganhado por completo”! 😀
      Bjs!

  40. Evelyn
    22 de setembro de 2016

    Oi, Sami…
    O conto é bem bom, mas a leitura inicial foi difícil. Os parágrafos do começo precisavam de algo… Sei lá. Não sei explicar. Depois fluiu e cheguei ao final sem problemas. Está dentro do tema. Não tem erros.
    Parabéns.
    Abraço!

    • Sami Terry
      24 de setembro de 2016

      Obrigada, Evelyn! Que bom que gostou, no geral. Bjs!

  41. Ricardo de Lohem
    22 de setembro de 2016

    Olá, como vai? Vamos ao conto! Protagonista visita uma aldeia cheia de crianças. Então no final descobre que na verdade o local era um cemitério de pássaros, e as crianças eram as almas/fantasmas dos pássaros. Sem dúvida uma história original, mas desenvolvida de modo muito chato. O início pode fazer muitos desistirem no meio do caminho. “Taiguara e Kauane eram irmãos. Órfãos, é verdade. Mas, como prometido, não irei me prender aqui ao lado negativo, pesado ou ruim dos fatos. Eles eram irmãos, e ponto”. Eles serem órfãos era tão negativo assim até para ser mencionado?!?! ‘Um pouco mais “velha” do que Taiguara, Kauane adentrava na puberdade quando, sem qualquer aviso ou preparação…’ Esse “velha” entre aspas quer dizer o quê? Que ela era mais velha que ele, mas não muito velha? Claro que ela não estava na velhice, achei desnecessário esse uso das aspas. Um conto com ótimo tema central, muito original e rico, mas que foi mal desenvolvido. Desejo para você Boa Sorte.

    • Sami Terry
      24 de setembro de 2016

      Olá, Ricardo! (Quantos “Ricardos” por aqui!!!) Fiquei feliz que tenha achado a história original, mesmo sem ter gostado muito. Obrigada pelas observações! Bjs!

  42. Taty
    22 de setembro de 2016

    Adoro essas histórias folclóricas ou com jeitão de folclore, essas lendas, esses simbolismos.

    Sou obrigada a dizer que o início é meio devagar, mas depois deslanchou e foi bem até chegar no fecho, aí me confundiu um pouco.

    Como em outros contos do desafio, o tema “cemitério” apareceu de leve, como já disse em outros textos, não sei até que ponto isso importa, por isso vou pontuar como se todos tivessem cumprido a exigência.

    • Sami Terry
      24 de setembro de 2016

      Oi, Taty! Também gosto muito de folclore (claro, né!), rs! Obrigada pelos comentários. Bjo!

  43. Olisomar Pires
    22 de setembro de 2016

    Bem… é uma estória interessante. Tem ossos de passarinhos, o que sugere um cemitério de aves. Será ?

    Acho que a forma da narrativa não consegue prender a atenção, ficou um pouco maçante – a parte inicial com tantos avisos nos cinco primeiros parágrafos quase me fez desistir do todo.

    Não notei erros de ortografia, mas eu quase não vejo isso mesmo, só se forem muito gritantes, deixo essa parte para outros comentaristas com olhos mais treinados.

    A fórmula da abertura do conto “eu poderia estar …” não me conquistou também.

    Boa sorte.

    • Sami Terry
      26 de setembro de 2016

      Olisomar, sua resposta saiu mais lá pra cima… Eu me confundi toda por aqui… Desculpa euzinha! 😛
      Bjs!

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Publicado às 22 de setembro de 2016 por em Retrô Cemitérios e marcado .