EntreContos

Detox Literário.

Até prova em contrário (Simoni Dário)

thymus

Coisas estranhas vinham acontecendo na vida de Marquinhos desde aquele dia. A morte da mãe fora boba e repentina. Mal súbito, dizia o doutor, o coração dela parou de trabalhar repentinamente. O menino, que logo iria dos nove para os dez anos de idade, andava inconsolável. A mãe era a única referência dele no mundo. Tinha o pai, porém este se mantinha distante. Era quieto, discreto e de pouco afeto.

Marquinhos saía cedo todos os dias, batendo os chinelos pelas ruas empurrando sua carrocinha, catando plástico e papelão nas lixeiras para ajudar com uns trocadinhos no orçamento bem apertado. Agora era mais para passar o tempo e não lembrar que ao voltar para casa não encontraria conforto.

Com o coração solitário e cansado de tanto bater perna pela cidade, encontrava refúgio na parada certeira, diariamente, desde aquele dia. O lugar era cinza, mal cuidado, havia mato crescendo em volta. O cemitério onde a mãe fora sepultada não recebia quase visitantes e os únicos sinais de vida que por ali se podia observar eram as florzinhas que o menino catava pela rua, flores de árvores caídas ao chão e algumas do campo crescendo em volta de raízes de árvores sufocadas pelo calçamento batido de ruas empoeiradas.

Chegando ao túmulo da mãe, ajoelhava-se diante da fotografia amarelada e rezava uma oração que ela fazia com ele antes de dormir. Ajeitava as florzinhas no copo de requeijão que catou em uma lixeira. Limpou o recipiente como se fosse de cristal e ali estava o mais belo arranjo para colorir um jazigo tão pálido e cujo contraste, depois das visitas de Marquinhos, tornava-se evidente.

Em um desses dias, de tão cansado das caminhadas na busca por algum sustento (da alma), deitou-se na lápide gelada, tentou emitir voz em oração, mas adormeceu. Sonhou com relógios, trens, vendavais. Túneis, muitos túneis. Luzes de todas as cores, até aquelas com as quais não estava acostumado. Sonhou até o momento em que um barulho estranho o tirou dos devaneios. Estava ficando escuro àquelas alturas e o medo percorreu o corpo franzinho do menino arremetendo pelos e cabelos para outra galáxia. Buscou com os olhos alguma forma de sair dali o mais rápido possível, quando viu um objeto brilhando no chão, ao lado do túmulo da sua mãe. Ouviu em seguida:

– Oi

Uma lágrima de pânico escorregou do canto do olho. As mãos e as pernas estavam por conta própria, paralisou e não saiu do lugar.

– O que houve? – disse “a” voz, até então.

Mas de repente o objeto que brilhava ficou nítido e Marquinhos pode ver o que parecia ser uma rosa de vidro translúcido que trocava de cor a todo instante. Até que parou de piscar e se manteve em uma luz violácea

Foi estranho o que aconteceu a partir dali. Calmo e tranqüilo após a visão da flor de cristal, o menino conseguiu raciocinar e responder:

– Quem é você?- respondeu espiando com certa desconfiança ainda.

– Sou Yed.  Pode conversar comigo?- falou saindo da sombra enevoada que o escondia da visão do menino.

Meio hipnotizado com aquilo tudo, o pequeno Catador observou, agora com o coração disparado novamente, aquele que parecia ter a sua idade, mas com uma aparência muito sofisticada, como o relógio de bolso que ganhara de sua mãe, herança de seu avô. Era antigo, mas de uma beleza que fazia com que o menino ficasse olhando para ele por muito tempo quando chegava em casa ao entardecer. Não sabia o porquê, mas aquele relógio o atraía de forma mágica e o distraía da solidão amarga, ao menos por algum tempo.

– Posso- respondeu gaguejando, querendo assimilar.

– O que você faz aqui todos os dias na mesma hora? Você vem e chora sempre, por quê?

– Minha mãe  morreu faz alguns meses, venho falar com ela, sinto saudades.

– Hum, porque colocam os mortos aqui? Digo, o lugar é um pouco…feio, triste, você chora…

– Não sei, não gosto nada daqui, mas voltar pra casa é pior. Queria ficar aqui com ela o tempo todo.

– Mas ela não pode mais te ouvir, pode? Você fala e ela responde de alguma maneira?

– De certa forma, sim. Sinto que ela responde. Mas e você, é um espírito que ficou perdido por aqui? Meu avô contava essas histórias, mas eu nunca acreditei. Então é verdade? Ou você é um anjo?

– Sou apenas Yed. Transformo situações, meu passatempo favorito. Podemos conversar outro dia? Preciso ir.

– Pra onde você vai? Não sei se quero conversar com os mortos…

– Mas e a sua mãe?

– É minha mãe, pra mim ela não morreu. Sinto m-u-i-t-a falt…- e as lágrimas cortaram de vez o som da voz que já saía apertado.

.

Marquinhos olhou em volta e só teve tempo de ver a luz violácea sumindo bem discretamente e se dissipando no ar.

Saiu da espécie de transe em que se encontrava e correu para a rua, muito ofegante. Perguntava-se o que era aquilo e depois de um tempo não sabia se fora um sonho, pesadelo ou alucinação. Não havia comido nada a tarde toda, talvez fosse isso.

Naquela noite, ao deitar, puxou o relógio do avô, companheiro de todas as horas, e percebeu que mais uma vez, ao entrar em casa, o relógio parara. Outro arrepio percorreu-lhe os ossos, mas dessa vez o cansaço venceu. Tentou imaginar o que acontecia que quando saía de casa bem cedo o relógio funcionava normalmente, mas em casa parava no mesmo horário, todos os dias. Adormeceu.

Acordou um pouco mais animado que nos outros dias. Observou o sol que não sabia se havia aparecido nas últimas semanas, simplesmente porque não reparou. A carrocinha parecia mais leve, algo estava diferente naquele dia e uma sensação de alívio trouxe um meio sorriso que há muito andava desaparecido.

O ritual foi o mesmo, o trajeto teve poucas variações, mas percebeu Dona Nena na janela de casa e que abanou pra ele de forma angelical. Quanto tempo não via a Dona Nena! Logo adiante, a carrocinha de churros do vô Gervásio. Sentiu o cheiro do doce e quase pulou de tentação por um daqueles. Conferiu no bolso os trocadinhos do dia anterior e para sua surpresa, tinha o valor para comprar o doce. Foi caminhando pelas ruas empoeiradas degustando com o maior prazer do mundo a guloseima. O paralelepípedo parecia liso sob seus pés, e retilíneo também.

Marquinhos não tinha a menor noção do que era aquela sensação, mas era boa e não queria parar de sentir nunca mais. Caminhou e caminhou e quando deu por si estava correndo. Correu, correu, correu muito e quando deu por si estava flutuando. Flutuou e flutuou e quando deu por si estava voando. Voou, voou, flutuou, correu, caminhou e caminhou novamente. Sentou no banco da Praça e observou o que estava em volta. Cores, luzes, prédios de vidro e muito, muito sol. O céu era único e de um azul que ele nunca vira. Foi quando ouviu uma voz que soou familiar:

– Bem vindo!

Virou-se devagar e viu a rosa de cristal primeiro. O tom violáceo era coisa que não se esquecia. Yed se aproximou estendendo uma espécie de livro transparente.

– Espero que tenha gostado da viagem. Não foi nada fácil te trazer para cá. Você é meio…pesado, principalmente dormindo.

Marquinhos olhou, olhou de novo, pegou o livro. Ao toque do calor humano o álbum abriu o holograma em cores mostrando momentos da vida do menino com a mãe. A aura dele podia ser medida a quilômetros de distância. Transbordava de alegria e emoção. O pai aparecia com frequência e sorrindo sempre. Intrigado, o menino não queria parar de ver. Sentiu uma onde de energia pulsando novamente no coração. A vibração era tal que achava que não suportaria. Suportou.

A mãe ouviu o choro e desabou de um misto de cansaço e emoção. O parto fora difícil, mas o menino nasceu forte e saudável. O pai foi o primeiro a carregá-lo no colo. Bobo, caminhou até a esposa aninhando o pequeno no seio da mãe. O médico havia sido encarregado da primeira foto em família. O clique foi ouvido duas, três vezes até que a câmera fosse devolvida ao pai para aprovação da fotografia. Havia lá atrás uma luz violácea que não fora percebida pelo casal.

– Como vai se chamar?- perguntou o médico.

– Vai ter o nome do pai. Marcos! Vai ser o nosso Marquinhos.- Olhou para o marido, que de tão orgulhoso não segurou uma lágrima teimosa que escorregou suavemente pela bochecha rosada.

– Muito bem! Parabéns!

Depois de examinar com cuidado o pequeno, Dr. Yed olhou para o relógio de bolso e deu sua missão por cumprida. O tempo não existia muito por ali. Saiu prometendo voltar mais tarde. Os pais não ouviam mais nada. Apenas vislumbraram uma luz violácea em forma de rosa dissipando-se lentamente.

Yed pensou ter ouvido um “obrigado”, bem ao longe.

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51 comentários em “Até prova em contrário (Simoni Dário)

  1. Pedro Teixeira
    15 de outubro de 2016

    Olá, Thymus! Um conto bacana, bem escrito, com um bom ritmo. Tem uma ideia promissora e interessante, mas que me parece não ter alcançado todo o seu potencial, muito em razão do final excessivamente aberto e que soou um tanto abrupto. Mas foi uma boa leitura.
    Parabéns e boa sorte no desafio!

  2. Felipe T.S
    14 de outubro de 2016

    Um conto com uma escrita fluída e ideias interessantes. Gosto quando algumas coisas ficam sem explicação, quando o autor apenas solta leves provocações. Isso faz a gente terminar a leitura, ler de novo, ficar pensando… É bom, pelo menos na minha opinião.

    Ainda assim, acho que você poderia ter apresentado um pouco mais do Yed, ele é a figura chave aqui, deixar pelo menos um pouco mais claro o personagem pode ajudar muito, principalmente para clarear suas intenções e agradar mais leitores. Mas não precisa deixar tudo mastigado, não é isso que quero dizer. Li os comentários de alguns colegas depois e vi que além da dúvida, surgiram mais de um tipo de interpretação, o que é um resultado bom.

    Enfim, você tem talento com as palavras e é criativo, parabéns e boa sorte!

  3. Simoni Dário
    14 de outubro de 2016

    Olá Thymus

    Eu li esse texto há mais tempo e achei que tinha comentado. Interessante é que a leitura foi tão tocante quando li a primeira vez, que fiquei pensando sobre o texto e filosofando na minha mente que pensei ter comentado.

    Reli agora e acabei gostando mais ainda. É um texto fluido e bem narrado, de uma beleza singela e forte (mexe bem com as emoções).

    Difícil traduzir as questões psicológicas e abstratas que o texto aborda e gostei do final entreaberto, me deixou com a mente viajando novamente, na releitura.

    Enfim, pelo talento narrativo e criativo do autor, como comentei, ele continua na minha mente e vai comigo, talvez para a lista, quem sabe… Mas que fiquei com indagações (positivas), fiquei.

    Bom desafio.
    Abraço.

  4. Daniel Reis
    14 de outubro de 2016

    17. Até prova em contrário (Thymus)
    COMENTÁRIO GERAL (PARA TODOS OS AUTORES): Olá, Autor! Neste desafio, estou procurando fazer uma avaliação apreciativa como parte de um processo particular de aprendizagem. Espero que meu comentário possa ajudá-lo.
    O QUE EU APRENDI COM O SEU CONTO: a empatia com os menos afortunados é notória, mas nem sempre resulta em identificação. O aspecto maravilhoso desse conto se torna opaco diante do inexplicável de Yed, o inominável.
    MINHA PRIMEIRA IMPRESSÃO SUBJETIVA DO SEU CONTO, EM UMA PALAVRA: Fosco.

  5. Marcia Saito
    13 de outubro de 2016

    Olá
    Tudo bem?
    A leitura do conto foi bem tranquila, com apenas me atentantdo em alguns aspectos de dava a entender em outro sentido, talvez se na melhor escolha de palavras, não daria margem a essa estranheza.
    No contexto geral, é um bonito conto de fome, tristeza e redenção. Apesar do uso de clichês que inevitavelmente ocorre em muitos trabalhos, de certa maneira se harmonizou na obra em geral.
    Parabéns e boa sorte no Desafio.

  6. Anderson Henrique
    13 de outubro de 2016

    Algumas características do texto deixam o leitor bem pertinho. O copo de requeijão para as flores é um exemplo. Mas algumas construções soam um pouco forçadas, formuladas para que tenham um efeito maior, que às vezes não é necessário (“tentou emitir voz em oração”). Também achei que há interferência em excesso do narrador, intervenções que não acrescentam à narrativa (“Mas de repente o objeto que brilhava ficou / Foi estranho o que aconteceu a partir dali.”) O parágrafo de comparação entre Yed e o relógio está um tanto intrincado e requer algum esforço para que se entenda quando o narrador está se referindo a um ou a outro. Aqui vale uma reorganização das ideias. Outro trecho que merece ser revisitado é quando Marquinhos começa a voar. A estrutura com repetições funciona como recurso estilístico, mas ela deve ser usada com parcimônia. Nesse caso, achei excessivo. Quanto à história, achei ok.

  7. Luis Guilherme
    13 de outubro de 2016

    Bom dia, Thymus, tudo em ordem por ai?

    Em geral, é um bom texto, de leitura leve e fluida. Tem pontos excelentes como:

    1- “– É minha mãe, pra mim ela não morreu. Sinto m-u-i-t-a falt…- e as lágrimas cortaram de vez o som da voz que já saía apertado.” – melhor trecho do conto, legal a palavra pausada pelo soluço, parabéns!

    2- “Marquinhos não tinha a menor noção do que era aquela sensação, mas era boa e não queria parar de sentir nunca mais. Caminhou e caminhou e quando deu por si estava correndo. Correu, correu, correu muito e quando deu por si estava flutuando. Flutuou e flutuou e quando deu por si estava voando. Voou, voou, flutuou, correu, caminhou e caminhou novamente. Sentou no banco da Praça e observou o que estava em volta. Cores, luzes, prédios de vidro e muito, muito sol. O céu era único e de um azul que ele nunca vira.”

    Como já foi citado abaixo, acho legal evitar os trechos rimados, a não ser que você queria que o leitor leia em tom cantado (foi o que aconteceu comigo).

    Além disso, tem alguns deslizes na pontuação, mas que não comprometem a obra como um todo.

    Enfim, apesar de deixar algumas dúvidas, e além dos pontos que citei acima, é uma leitura leve e gostosa.

    Parabéns e boa sorte!

  8. Bia Machado
    13 de outubro de 2016

    Tema: Está adequado, mas foi por pouco, não fosse aquela parte do cemitério. O que quero dizer é que a ação no cemitério foi apenas uma parte do texto.

    Enredo: Começando pelo título: boiei já nessa parte. Não consegui relacionar esse título com a sua narrativa. E, sobre a narrativa, não sei se entendi boa parte dela. Yed mudou a vida do Marquinhos? Foram apenas imagens que Yed proporcionou a ele, de uma vida que poderia ter sido de outra forma? Eu realmente não consegui mesmo ter certeza quanto ao que li. E se foi uma dificuldade apenas minha, peço desculpas.

    Personagens: Para mim, não renderam tudo o que podiam ter rendido. O diálogo não ajudou muito na criação da empatia.

    Emoção: Não gostei tanto quanto sinto que poderia ter gostado. Ao mesmo tempo em que foi uma leitura interessante, foi também uma leitura cheia de questionamentos.

    Alguns toques: Espero que em uma revisão/reescrita esses detalhes que deixaram a leitura nebulosa sejam sanados.

  9. Pedro Luna
    10 de outubro de 2016

    Olá, infelizmente terminei a leitura com dúvidas demais.

    O que saquei foi que após o encontro com Yed, Marquinhos é transportado para uma zona morta onde assiste o seu nascimento. Mas um nascimento novo, pois se no começo o menino catava lixo pro orçamento apertado, no segundo nascimento sua família tem até câmera. Ou Marquinhos assiste a uma nova realidade de sua vida, ou a família era rica e depois perdeu tudo. Esse final me remeteu ao personagem de Matheew McCounaghey no filme Interestellar, observando as coisas atrás da estante. Viajei totalmente? Também boiei sobre o personagem Yed. Ele diz que muda a realidade, beleza, isso deu pra pegar no final com novas características, mas fica o vazio sobre o personagem e quem realmente ele é.

    Bom, então é isso. A escrita é agradável, e o que vi foi uma mente muito imaginativa. O porém é que fica tudo meio confuso e nesse caso não foi a confusão boa. Não que o conto seja chato, mas não foi possível terminar e dizer: uau.

    Abraços

    • Thymus
      11 de outubro de 2016

      Não viajou, não, principalmente quando cita o filme Interestelar.

  10. Phillip Klem
    10 de outubro de 2016

    Boa noite, Thymus.
    Sua escrita envolvente me manteve curioso do início ao fim.
    O conto emociona e leva o leitor numa viajem, juntamente com os personagens.
    Creio que o final poderia ter sido um pouco mais trabalhado, pois fiquei um pouco confuso sobre o que realmente aconteceu. Mas, talvez tenha sido intencional deixar “em aberto”. Seja como for, achei um conto com ambiente e personagens bem construídos e uma escrita extremamente leve e envolvente.
    Parabéns e boa sorte.

  11. Gustavo Aquino Dos Reis
    10 de outubro de 2016

    Bicho,

    o seu conto é um trabalho cru, mas é um trabalho com pontos de excelência.

    Ele precisa ser mais lapidado, reformulado em algumas partes – principalmente na relação Yed e Marquinhos, pois achei que a relação entre os dois ficou muito críptica.

    Por qual razão essa entidade cósmica ou espiritual decide intervir na vida do garoto?

    Creio que seria interessante explorar isso.

    A escrita é boa. Existem algumas construções em rima (das quais eu muito aprecio quando bem construídas), e um vocabulário sólido.

    Cabeça erguida e vamos em frente. Lapide seu trabalho e crie laços maiores para com os seus personagens.

    Talento você tem.

  12. Maria Flora
    10 de outubro de 2016

    A história possui bom começo, com ambiente, personagem e o próprio drama do menino bem trabalhado. O encontro com a luz violácea e a viagem feita permitem várias interpretações. O final está muito indefinido ao meu ver, pode ser ampliado para que a história tenha mais base. O próprio Yed pode crescer mais.

  13. Gustavo Castro Araujo
    9 de outubro de 2016

    É um conto singelo e com certo apelo sentimental. A história do menino que passa dias e noites junto ao túmulo da mãe não chega a ser novidade – há inúmeras variações desse enredo, que incluem até cachorros. De todo modo, o conto está bem escrito e a viagem astral experimentada pelo protagonista na segunda parte – essa sim – revela-se uma boa surpresa. Isso porque abre duas possibilidades de interpretação. Uma, no sentido de reencarnação; a outra no sentido de recordação, como se o menino estivesse testemunhando sua própria história. Achei bacana esse jogo e também o fato de o autor não ter optado, pelo menos não de modo evidente, por uma das possíveis versões. No geral, o conto está bem escrito, ainda que alguns trechos demonstrem certo atropelo. Em suma, uma história bacana e que, se não prima pela originalidade, cumpre bem a função de entreter.

  14. Olá, Thymus,

    Não sei o motivo, mas seu conto me lembrou um filme muito antigo que eu adorava quando criança. “O Pássaro Azul”. Isso é bom. Era meu filme preferido.

    Seu conto flui bem, é delicado e convida o leitor a continuar sem dificuldades.

    A premissa escolhida é muito interessante e a inserção de Yed no meio da história, surpreende, pois espera-se um outro caminho para a narrativa.

    Parabéns por seu trabalho.

    Boa sorte no desafio.

  15. catarinacunha2015
    9 de outubro de 2016

    QUERO CONTINUAR LENDO? TÍTULO + 1º PARÁGRAFO:
    Bom título. Já situou o leitor e despertou a trama. Começou muito bem.

    TRAMA bem escrita, mas totalmente fria. Não transmite emoção alguma. O voo do menino foi o auge, mas não houve uma boa finalização.

    AMBIENTE bem desenvolvido até o meio do conto, depois desanda.

    EFEITO ressaca de suquinho. Tomei cheia de esperança e fé na saúde. Acordei com azia.

  16. Jowilton Amaral da Costa
    9 de outubro de 2016

    A leitura correu fácil sem nenhum entrave. A trama ficou, para mim, confusa, dificultando o entendimento da história, sobretudo no final. Imaginei que o menino havia morrido de fome quando se deitou na sepultura e supus que no final ele via seu nascimento e percebi que ele era filho de uma família de boas condições,, haja vista as fotos tiradas pelo pai durante o nascimento e o relógio de bolso sofisticado que havia ganhado do avô. O que me fez pensar numa degringolada financeira da família após o abandono ou a morte do pau. A escrita é boa, leve e agradável. Boa sorte.

  17. vitormcleite
    8 de outubro de 2016

    Texto bem escrito mas que não me agarrou muito pois não apresentou nada de novo. Foi mais uma conversa com uma figura sobrenatural, e lamento, pois do modo como escreves, se tens apresentado uma trama mais original, poderias facilmente ficar no top 3

  18. Pétrya Bischoff
    6 de outubro de 2016

    Olá, Thymus! Mais um conto que não consigo captar a ideia do autor…
    O texto começa muito bem, apresenta um personagem com mazelas e desperta a empatia do leitor. Entretanto, começa a cair no lugar-comum ao “adormecer sobre o mármore frio” e, a meu ver, desanda completamente quando a flor translúcida multicolor entra em cena.
    Após a leitura, refleti um pouco até chegar à três possíveis conclusões (não sei se corretas), de que o guri OU já estava morto há algum tempo, OU teria morrido no cemitério (devido, especialmente, à citação do relógio que para em casa, e ao pai, sempre distante), OU morreu em casa, enquanto dormia.
    Penso que o Dr. Yed seja um desses seres espirituais elevados, em referência ao espiritismo, que auxilia o guri na passagem.
    O que mais me confundiu foi não compreender se o guri, no final viu como foi seu próprio nascimento ou se estava reencarnando.
    Escrita e ambientação são claras e fluídas, mas a narrativa, somada à abordagem onírica/espiritual, ficou um tanto confusa.
    De qualquer maneira, parabéns e boa sorte.

    • Thymus
      6 de outubro de 2016

      Oi Pétrya
      Respondi algumas questões no comentário da Maria Santino, espero que ajudem um pouco.
      Obrigado pelas observações.

  19. Evandro Furtado
    6 de outubro de 2016

    Fluídez – Outstanding

    Não encontrei problemas com a sintaxe. Pequenos problemas de ortografia que, no entanto, não prejudicaram a trama. O texto corre de forma super natural do início ao fim.

    Personagens – Good

    Marquinhos – orfão, catador de materiais recicláveis. Solitário, esperançoso.
    Yed – o doutor que trouxe Marquinhos a vida. Entidade que vaga por aí. Algo mais?

    Trama – Average

    Tudo corre perfeito até o último flashback onde o autor opta por deixar um final aberto demais. Claro que é bacana ficar na cabeça com a ideia de quem é Yed, mas a dúvida em relação ao porque dele ter sido o doutor responsável pelo parto de Marquinhos deixa mais pontas soltas do que multiplicidade de significados. Afinal, o parto foi mesmo em um hospital? Yed era de fato um médico que veio a morrer depois? Ou uma entidade que tomou o corpo de um médico?

    Verossimilhança (Personagens + Trama) – Good

    Estilo – Good

    O autor opta por uma narrativa em terceira pessoa dentro de um gênero mais fantástico. A combinação é boa, apesar de não ousar muito. Uma das coisas interessantes que detectei foi o uso do diminutivo para criar um ar de inocência e pureza infantil – como em “florzinhas”. Tivesse o autor usado mais desse recurso, creio que alcançaria um nível de brilhantismo incrível dentro do texto.

    Efeito Catártico – Average

    O autor foi capaz de criar uma boa conexão leitor-personagens-trama até o final do texto. A conclusão, no entanto, falha em entregar o resultado de uma história bem construída até então. As pontas soltas impactaram nesse quesito. O autor poderia tê-las amarrado mas optou pelo final aberto que, nessa particular ocasião, não funcionou como deveria.

    Resultado Final – Good

  20. Thiago Amaral
    5 de outubro de 2016

    O início não me cativou muito: mais uma vida um tanto dramática. O aparecimento de Dr. Yed movimentou um pouco as coisas e despertou a curiosidade. O conto não explica quem ele é, mas ficou melhor assim.

    Simples e bacana pelo estranhamento causado (O Dr. parece um daqueles absurdos personagens de histórias infanto-juvenis). Uma boa história, mas não impactante o suficiente para o ranking.

    Tchau!

  21. mariasantino1
    4 de outubro de 2016

    Oi, autor(a)!

    Acho que vc se inspirou na sacada do Donnie Darko, não? (ou quase)
    Bem, pelo que entendi (ou quase²) o Dr. Yed (um viajante do tempo?) concertou a situação do menino dando a ele uma nova chance. Talvez ainda, o menino estivesse morto e o tal Yed era uma espécie de espírito que fez o guri reencarnar? Não sei ao certo, mas gostaria muito de ter gostado mais do seu texto. De a primeira situação que mencionei fosse de fato o que ocorreu aqui, mas as lacunas foram grandes e achei o começo muito clichê. O título não seria “até que se prove o contrário” ou “até provar o contrário” (acho que Dr. Yed tem que concertar isso aí).
    Bem, talvez você possa reeditar o seu texto e apostar mais nos personagens, sem muitos chichês, com menos lacunas e mais pistas.

    Não gostei do conto da forma que ele está, contudo foi algo diferente.

    Boa sorte neste desafio.

    • mariasantino1
      4 de outubro de 2016

      Noosa! CON-SER-TO* CON-SER-TAR* mil perdões

    • Thymus
      5 de outubro de 2016

      Oi Maria

      Não conheço Donnie Darko.
      Para ser um espírito, Yed deveria ter morrido e, segundo os espíritas, passado para um outro plano, uma espécie de vida após a morte.. Nesse caso, parte-se da premissa que saberia o que é um cemitério e porque os mortos são enterrados ali.
      O Universo é uma grande lacuna que o Homem tenta desvendar.
      O título é assim mesmo, da forma como escrevi.
      Obrigado pelo comentário, foi bom..

  22. Iolandinha Pinheiro
    2 de outubro de 2016

    Oi, para começar evite frases com palavras que rimam tipo essa: “Era quieto, discreto e de pouco afeto.” Fora isso o texto correu tranquilo, acompanhando o dia a dia de um menino sem horizontes. Depois do encontro com a luz violácea, a vida do menino é transformada e ele é transportado para uma outra dimensão onde tudo é felicidade. Ele tem dinheiro para comprar o churros (também adoro), as pessoas lhe sorriem, e ele tem uma espécie de encontro com o dia em que nasceu, quando ainda tinha mãe, e o pai estava cheio de amor e carinho por ele. O que de verdade aconteceu, só o autor saberá. A escrita é boa, o conto foi leve e fluido, deixou um final aberto. Legal. Parabéns.

  23. Davenir Viganon
    2 de outubro de 2016

    Olá, Thymus
    Não entendi o título, achei ter lido: “Até que provem o contrário” várias vezes por que faz mais sentido pra mim.
    O conto segue uma estória comum do guri sem mãe e depois vira uma viagem espiritual. Está bem escrito e o personagem do guri foi bem apresentado. É possível tirar algumas conclusões sobre o fim, mas elas não vem com aquela epifania, não teve impacto. Fiquei sem saber como funcionam as “regras deste mundo” e o personagem não se dispôs a contar muito também. Acho que a ideia era deixar em aberto mesmo. Mesmo sem conseguir captar direito, eu gostei da viagem, consegui perceber que algo diferente havia acontecido antes do guri ver/nascer de novo. Gostei da viagem.
    Um abraço.

  24. Fheluany Nogueira
    30 de setembro de 2016

    Narrativa emocional, a história do menino órfão pobre, solitário, sem carinhos está bem batida, mas aqui tomou um caminho diferente. Um objeto mágico aparece, a rosa / Yed e traz a solução : “– Sou apenas Yed. Transformo situações, meu passatempo favorito.”

    Também não entendi se o menino vai para outra dimensão, um plano astral, se recebe em passe de mágica, com a família, uma segunda chance ou se simplesmente morreu e reencarnou em outa família, mantendo o mesmo nome. De qualquer maneira o texto ficou bonito, bem escrito e cativante. Um final feliz.

    Parabéns pela participação. Abraços.

  25. Brian Oliveira Lancaster
    29 de setembro de 2016

    VERME (Versão, Método)
    VER: Texto bastante emotivo e curioso. Creio que, se entendi bem, foi abordado uma espécie de “reencarnação” ao final. Não há um corte específico entre essas passagens, a não ser a parte em que ele voa, mas curti a parte homogênea que gruda os enredos, quase sem cortes.
    ME: Faltam alguns pontos e conectivos em certas frases, mas que não estragam a beleza da construção. Gostei das sensações apresentadas, bem como o tom melancólico e nostálgico, além de uma camada social bem conhecida pelo brasileiro. As coisas simples foram as que mais funcionaram, como o detalhe do copo de requeijão servir de vaso de flores. Uma dúvida: o título não seria “provar” com “r”?

    • Thymus
      29 de setembro de 2016

      Nada é impossível…até prova em contrário, ou Até prova em contrário, tudo é possível.
      Obrigado pelas palavras, muito incentivadoras.

  26. Gilson Raimundo
    29 de setembro de 2016

    Eu tinha certeza que havia deixado meu comentário… mas tudo bem, espero que me perdoe se estou me repetindo, eu não o encontrei abaixo. Como diz um grande filósofo : vamos ao conto. Não fiquei preso a história, é algo infanto-juvenil com um bom arremate que trouxe luz a detalhes antes ignorados, seria este mais um conto de lupper temporal.

  27. Amanda Gomez
    28 de setembro de 2016

    Olá

    Achei seu conto bem interessante, o leitor precisa estar bem atento, pra não se perder na ideia da história, e ainda assim se perde um pouco. O que entendi da história é que o relógio os ponteiros do relógio andaram para trás e o Marquinhos, ganhou o presente de viver a vida novamente, ao lado da mãe que tanto queria de volta. Como isso foi feito exatamente? Não está muito claro, me perdi bastante nas descrições, ficaram confusas.

    O que me ficou de dúvida, era se esse presente foi só um momento, se foi real e seguirá o curso novamente, ou se apenas em outro plano, outra realidade o menino viverá aquele faz de conta.

    Seja como for, o leitor fica satisfeito pelo final feliz do pobre menino.

    Queria ter entendido mais. Figura de Yed. Axho que em troca de algumas cenas…até repetidas, um pouco mais desse personagem não teria feito mal.

    Um bom conto, parabéns ao autor.

  28. Fabio Baptista
    28 de setembro de 2016

    O conto foi escrito de um modo delicado, suave, que não brilha, mas torna a leitura agradável. Faltaram alguns pontos e no final teve um onde no lugar de onda.

    A trama deixa margem para diversas interpretações, sobre o que ocorreu com o menino (acredito que tenha morrido) e sobre a natureza do tal yed. Mas infelizmente foi pouco para me fisgar. Apesar desses elementos enigmáticos, não fugiu da estrutura “conversa no cemitério com criatura sobrenatural”, já saturada aqui no desafio.

    Abraço!

    • Fabio Baptista
      28 de setembro de 2016

      Esqueci de falar: a repetição de “luz violácea” cansou um pouco.

    • Thymus
      28 de setembro de 2016

      “Ao toque do calor humano o álbum abriu o holograma em cores…”

  29. Wender Lemes
    28 de setembro de 2016

    Olá. Primeiramente, o que me agradou: o conto traz um estilo diferente ao que vem sendo apresentado. Para além do cemitério físico que a criança visita, há um cemitério de possibilidades que Yed encerra. Para que algo torne-se real, outras várias coisas precisam deixar de ser. O relógio companheiro de todas as horas também foi uma sacada legal. Sobre o que não gostei: é mais uma implicância que um problema em si, mas sempre me incomoda “uma lágrima escorrendo pelo olho” – tenho dificuldades em imaginar alguém chorando por um olho só. Em questões técnicas, Marquinhos é bem construído em sua relação com sua falecida mãe, enquanto Yed me pareceu mais superficial, talvez pelo papel que lhe seja atribuído na trama.

    • Brian Oliveira Lancaster
      5 de outubro de 2016

      Sobre a lágrima… O Benedict Cumberbatch faz isso em Star Trek 2, em sua cena de revelação. Estranho, com certeza é, mas não impossível.

  30. Anorkinda Neide
    27 de setembro de 2016

    Olá!!
    To feliz aqui, porque acho q entendi o conto!! haha
    qd li da primeira vez e tinha menos comentarios dos colegas, mesmo lendo eles, eu seguia nao entendendo o conto, nao sei se entrou alguem q ajudasse na elucidação do enigma! agora nao li mais ninguem pq tô empolgada!!
    parece q pensávamos na linha de reencarnações, avô, medico, menino q teria morrido, projeção astral, eu pensei nisso, mas o fato de q Yed falou do peso do corpo do menino, nao podia ser nem morte nem projeção astral, pq nestes casos o corpo não viaja junto.
    Então, saquei a frase mais importante do conto:
    – Sou apenas Yed. Transformo situações, meu passatempo favorito.
    aff agora até emocionei!
    spoiller!!!
    ele transformou o passado do menino, voltou lá pro seu nascimento, dando àquela família uma nova chance. provavelmente foi o q o menino lhe pediu, por isso ele ouve um: – obrigado!
    ahh q lindo!
    parabéns pela delicadeza deste conto.
    oh.. o começo está delicioso mas tem algumas frases imensas…ufaaaa perdi o ar! revisa ae
    Abraços

  31. Marcelo Nunes
    26 de setembro de 2016

    Olá Thymus.

    A leitura fluiu do início ao fim. O autor conseguiu prender a minha atenção até o final do conto. Não precisei ler duas vezes para entender a proposta. Uma escrita leve e muito bem estruturada. Me agradou bastante a passagem dos fatos.

    Em vários momentos, dava para ver o ambiente descrito pelo autor, não faltou detalhes. Como descreve no funcionamento do relógio, gostei bastante dessa dica.

    Acredito que estava jogando entre dimensões diferentes “[…] espécie de livro transparente […] ”. Acho que neste ponto, fica claro o propósito do autor.

    Parabéns, um bom conto.
    Boa sorte!

  32. jggouvea
    25 de setembro de 2016

    O texto não ofende mas não agrada. Certamente tem público, mas isso não é qualidade para mim, pois o Draccon e o Paulo Coelho têm. O que me desagrada nesse tipo de texto é a ausência de uma trama real, que nos faça seguir. O que realmente os personagens estão fazendo? Qual é a transformação por que passam? O conto me parece circular em torno de uma rotina do garoto, sem lhe oferecer nem uma saída e nem uma real continuidade, e o tal “yed” não teve desenvolvimento suficiente para criar empatia (e eu não acho necessário que se esclareça que ele era um alienígena ou um anjo ou outra coisa, apenas que ele precisa dizer mais de si, agir mais, precisamos tê-lo como um personagem, não um deus ex machina).

  33. Fil Felix
    24 de setembro de 2016

    Subir, subir, voar, voar….

    Boa noite! Confesso que comecei o conto com um pé atràs por conta do titulo. Felizmente, até que surpreendeu.

    GERAL

    A narrativa tem seu começo, meio e fim. Os eventos surgem para avançar, o que é bom, mas em alguns momentos parecem muito programados. A ideia geral do conto é interessante, mostrar e misturar a coisa da imaginação, da redenção, vida após a morte, etc. Até reencarnação dá pra arriscar. Mas acho que faltou um polimento.

    Gostei dessa frase: “– Pra onde você vai? Não sei se quero conversar com os mortos…”

    ERROR 404

    Não entendi o titulo e acho que houve algum erro. O texto não possui nada muito grosseiro, mas falhou numa revisão melhor. Franzino, frase sem ponto final e coisas assim escaparam no pente fino. O parágrafo do voar ficou estranho e acho que dois momentos precisavam de um melhor acabamento pois a ideia ficou bem abstrata: o final e quando fala com a rosa/ garoto.

  34. Taty
    23 de setembro de 2016

    Primeiro não entendi muito bem a coisa do conto, o tal Yed jedi ou algo assim, depois que li os comentários, me perdi mais ainda…r srsrsrs

    Mas importa ´[e que o texto está bem escrito com uma carga emocional latente, isso conta pontos, apesar das tantas dúvidas.

    Um conto interessante.

  35. Claudia Roberta Angst
    23 de setembro de 2016

    Olá, autor!

    Não sei se entendi bem, mas conclui que Marquinhos morreu durante o sono e acordou lá na outra dimensão, sendo recepcionado pelo Yed. Depois, na passagem seguinte, nasce como Marquinhos . Ou foi tudo uma volta ao princípio? Ou uma visão, com sua alma transportada durante um sonho?

    Enfim, a leitura foi bem agradável, fluida, sem entraves. O ritmo também revelou-se adequado, sendo agilizado pelos diálogos (que eu particularmente, adoro).

    Alguns errinhos que passaram pela revisão, mas nada muito grave, como bem vindo > bem-vindo.

    O tema proposto pelo desafio está aí, de uma forma bastante delicada.

    Percebe-se a habilidade com as palavras de tal maneira que aproxima o leitor à narrativa. Clichês à vontade, mas a vida é um grande clichê, então fica difícil esgueirar-se deles.

    Boa sorte!

    • Claudia Roberta Angst
      23 de setembro de 2016

      * concluí

  36. Ricardo de Lohem
    23 de setembro de 2016

    Olá, como vai? Vamos ao conto! Um conto fantástico (no gênero, não na qualidade) ou Sci-Fi? Confesso que fiquei em dúvida: o Dr. Yed é um fantasma ou um alienígena? Fiquei em sérias dúvidas, pois o texto não permite que se defina se é um ou outro, e tive a impressão que essa ambiguidade não foi intencional, sendo produto mais da confusão mental do autor que fruto de sua criatividade. O final, ao que parece de inspiração meio espírita, teve por objetivo emocionar, mas eu fiquei confuso com a mensagem: por que ver como foi seu próprio nascimento consolaria ele pela morte da mãe? Ele já estava morto? A visão que pensamos ser de seu nascimento na verdade seria da futura reencarnação? Neste caso, a mensagem é qual? Não me agradou muito, são muitos clichês feitos só pra emocionar, e a indefinição predomina em vários níveis (O que era o Dr. Yed, um fantasma, um alien, ou talvez um ser extradimensional? Marcos morreu ou não? Ele viu seu nascimento na vida presente, ou na futura? Por que essa visão curou sua depressão?). Bastante confuso e emocionalmente não muito convincente. Conto Regular. Desejo para você Boa Sorte.

    • Thymus
      23 de setembro de 2016

      Excelente percepção. Você levantou ótimos questionamentos e tenho certeza que viu com seus próprios olhos o que realmente é.

  37. Priscila Pereira
    23 de setembro de 2016

    Oi Thymus, seu conto é bem tocante!! Está bem escrito, os personagens são muito bons. O leitor pode interpretar o fim de várias formas, não sei se gosto muito disso. Um bom conto. Boa sorte!!

  38. Evelyn
    23 de setembro de 2016

    Oi, Thymus.
    Eu gostei muito do conto. Me fez sentir uns engasgos, aqui. Muito bom. A linguagem é fluída. Está muito bem escrito. Está dentro do tema.
    Parabéns!
    Abraço.

  39. Olisomar Pires
    23 de setembro de 2016

    Emotivo como tendem a ser todos os contos com o tema “orfão precoce”, se bem escritos.

    O início do conto não é contagiante, os primeiro 3 ou 4 parágrafos, pareceu-me mecânico, uma obrigação a cumprir antes de entrar na linha pretendida.

    Depois disso, a leitura flui naturalmente e é possível “gostar” do personagem.

    A abertura das respostas das fantasias/ações expostas funciona muito bem aqui, podemos imaginar o que quisermos.

    Boa sorte.

  40. Ricardo Gnecco Falco
    23 de setembro de 2016

    Olá, autor(a)!
    Vou utilizar o método “3 EUS” para tecer os comentários referentes ao seu texto.
    – São eles:

    EU LEITOR (o mais importante!) –> Leitura gostosa e sentida. Uma história que toca o coração e traz o leitor para dentro do conflito vivido pelo protagonista. Por tocar o coração, o trabalho já ganha muitos pontos, pois — assim como Yed –, acaba por tocar na ‘alma’ do leitor. O final aberto (sem contar com os direcionamentos do mestre Selga, no comentário anterior ao meu), deixa uma sensação de frescor e redenção, no melhor sentido de “Ghost” ou demais filmes simpatizantes da visão Espírita, onde todo sofrimento experimentado em vida gera um tipo de pontuação/prêmio de milhagem para se gastar/atingir/desfrutar, após guiado por um ser mais evoluído (Yed – transformador de situações), no mais alto nível do Pós-morte, em outro plano astral. De 1 a 10, daria nota 7 ao conto, pela riqueza sentimental.

    EU ESCRITOR (o mais chato!) –> Texto bem escrito e carecendo de poucos ajustes (“franzinho”, “tranqüilo”, “Bem vindo”…) de revisão.

    EU EDITOR (o lado negro da Força) –> Tem público! 😉

    Boa sorte,
    Paz e Bem!

  41. Eduardo Selga
    23 de setembro de 2016

    É uma narrativa repleta de clichês bem conhecidos, tais como a criança pobre com saudade da mãe falecida, sua “única referência […] no mundo”, e a sensação, potencialmente sentida pelo leitor a depender do modo como ele interpretar o conto, de que quando o personagem acorda em sua casa e sente “algo diferente naquele dia”, ele está, na verdade, morto. Essa sensação, contudo, também pode surgir em um momento anterior, quando o menino ainda está no cemitério, sobre a “lápide gelada”.

    A despeito dessas presenças, incluídas sem muita inovação, e por isso causando na narrativa certo gosto de déjà vu, o texto traz alguma beleza estética, por causa do inevitável apelo afetivo que a situação pode provocar no leitor, e também por inverter o caminho da vida: a narrativa vai da morte ao nascimento, o que também é um clichê. Mas não é um retorno como no filme “O curioso caso de Benjamin Button”, pois o nascimento não é vivenciado pelo personagem, e sim testemunhado por ele.

    A morte “física” da mãe resulta na morte interior do protagonista, que paulatinamente vai murchando, atingindo o ponto de, presumivelmente, também falecer e ser conduzido a outro plano da existência, onde retorna no tempo e testemunha seu nascimento. Digo “presumivelmente” porque há margem para interpretarmos que se trata de uma viagem astral ou mesmo sonho, pelo trecho que o personagem Yed afirma que o menino “é meio…pesado, principalmente dormindo”.

    Yed é um personagem situado entre os planos da vida e da morte, é ele quem faz a transição do espírito do protagonista, mas a importância dele não está nesse fato, apenas, e sim porque ele foi o médico que atuou no parto da mãe do personagem. Mas por que o médico iria buscar o menino, um dos muitos que vieram ao mundo por suas mãos?

    Tal pergunta, sem resposta no texto, seria uma fragilidade se a questão de fato fosse essa, mas acontece que o Dr. Yed traz consigo um relógio de bolso, objeto que Marquinhos também trás e que sempre para de funcionar quando entra em casa, objeto que “[…] o atraía de forma mágica e o distraía da solidão amarga […]”. Daí é possível concluir que o médico é o avô do menino, a quem pertencera o relógio que ele, Marquinhos, ganhara da mãe. Mas há uma problema nessa interpretação: avós não desaparecem em “uma luz violácea em forma de rosa”, como o médico fez. A menos que Yed, o avô-médico já tivesse morrido,fosse uma espécie de espírito ancestral da família, e nesse caso o relógio funcionaria como um símbolo disso, a perpassar as gerações. Tanto num caso quanto no outro, o casal teria conversado com um espírito.

    De maneira similar a “Túmulos em si”, outro texto concorrente neste desafio, “Até prova em contrário” faz da casa a metáfora do túmulo, de onde o menino sai para uma rua que não parece a atual, e sim pertencente ao seu passado, com dois personagens ilustrando isso, Dona Nena e o “vô” Gervásio, que entendo não ser o seu avô, pois não faria muito sentido este vender churros ao neto. Antes, daria. Supondo que seja avô “de sangue” a minha suposição anterior, Yed ser avô-médico é nula, sobrevivendo, contudo, a hipótese da ancestralidade.

    Coesão textual: quase perfeita, não fosse o trecho “sentiu uma onde de energia pulsando novamente no coração”, em que a palavra ONDA possivelmente foi, por equívoco, substituída por ONDE na hora da digitação;
    Coerência narrativa: boa;
    Personagem: poderiam ser melhores não fossem os clichês;
    Enredo: um pouco nebuloso em demasia, como na indecisão se Gervásio é de fato avô ou se a expressão “vô” é tratamento carinhoso, e isso abre espaço para contradições, acredito;
    Linguagem: adequada.

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Informação

Publicado às 22 de setembro de 2016 por em Retrô Cemitérios e marcado .