EntreContos

Literatura que desafia.

As vidas do cemitério (Vitor Leite)

Já não tenho paciência para preencher mais formulários, tanta papelada, tanta pergunta e depois o emprego acaba por ser para alguém que desde início já estava escolhido.

– Querido, não pensa assim, lembra-te da tua família e da figura que todos os dias vês no espelho.

Acabo sempre por dar razão à minha mulher, respiro fundo, suspiro e continuo a responder, mais o número de nem sei o quê, a data em que acabei… já nem via bem o que pediam, nem pensava. Tudo preenchido, carta enviada e caminho de volta para casa.

Passadas duas semanas recebo um telefonema a marcar uma entrevista para o emprego com a ref. MRT00, “E onde é isso da entrevista?”, pergunto, respondem, deixo tudo escrito num papel apesar do coração bater a 420 e ter forças interiores que pretendiam sair do meu corpo, principalmente obrigando as minhas pernas a dobrar e fazer o corpo saltar, como nos golos que marcava nos jogos de futebol lá na rua.

– Morto não é assim que se escreve! Cuidado se o teu filho vê, fica enganado!

O meu olhar de surpresa e de falta de entendimento do que a minha mulher dizia, fez com que se aproximasse de mim, com o papel escrito durante o telefonema. Parei de preparar a comida, lavei as mãos e abracei-a. “Fui chamado para uma entrevista de emprego! Imagina! Depois de tanto tempo tenho uma hipótese! Ganhei instantaneamente uma nova vida.

– Feliz, hum!?

Sim, mas nem sei bem qual é o emprego! Deram-me essa referência, mas, enviei tanto formulário, tanto papel, que não me lembro qual é o emprego mesmo. Somente digo que estarei lá no dia e na hora marcada e bem cheiroso!”

Esperei numa sala enorme, bem fresca, com muita luz do sol mas sem ele entrar naquele espaço cheio de pedra no chão e nas paredes. Saía água de todos os poros da minha pele. Por vezes, o meu corpo era atravessado por uma corrente elétrica que me fazia tremer o corpo e sair um leve esgar pela boca. A porta abriu-se e uma mulher de óculos enormes, e de lábios ainda maiores, leu o meu nome no papel, apesar de não ter lido corretamente, pois não acentuou a primeira sílaba, fez-me estremecer e sem pousar os pés no chão, saltei, de modo a parar bem junto do seu corpo. Estiquei a mão, mais para me equilibrar mas ela percebeu que seria um cumprimento. O meu “Boa tarde!”, recebeu um “…para si também…”, extraordinariamente seco e com uma sonoridade que me gelou todo o ânimo.

Lá dentro uma cadeira vazia esperava o meu corpo. Em frente, uma mesa com dois velhos de óculos de vidro muito grosso que aguardaram que a mulher se sentasse. Para acabar o silêncio, “Muito boa tarde, para todos!”, digo com a cabeça ligeiramente inclinada para o lado direito e um sorriso idêntico ao que vi numa novela das oito.

– Então, explique-nos o que pretende um biólogo encontrar num cemitério?

Bem – o nervosismo fez o meu corpo procurar uma melhor posição – na verdade penso que sou a pessoa ideal, pois… portanto, desculpem mas estou mesmo muito nervoso.

Após um breve silêncio, o homem que estava sentado no meio falou: “Não se atrapalhe não, você foi mesmo o único a apresentar-se na entrevista sem sinais de vinho! Assim, o júri está decidido a arriscar apostar em você, mas (silêncio, e iniciou um movimento muito lento com o indicador da mão direita apontando para mim) somente por um pequeno período de experiência. Percebeu?” e bateu com a mão esquerda no tampo da mesa.

Sim! Respondo muito baixinho.

– Pois bem, dentro de três semanas cá estaremos para ouvir da sua boca, histórias que nos façam aceitar a sua pessoa para o cargo, entendido?

Não sei se respondi, tanta alegria que precisava urgentemente gritar. Gritei, na rua. Corri e acabei sentado num banco a olhar para o mar, ou melhor, para uma paisagem de merda, mas onde sonhava ver o mar. Não me lembro de mais nada, regressei ao mundo dos vivos já no meu novo posto de trabalho. Sou de urgências, resolvi escrever um diário durante estas três semanas, com acontecimentos e pensamentos. A minha vida naquele período foi desenhada naquelas páginas. Tudo.

Em frente do júri não me calei, depois de abrir a boca e descarreguei toda a informação recolhida naquele caderninho, verdades e mentiras.

Dia 1

Nada aconteceu. Varri e apresentei-me a muitas velhas vestidas de preto.

Pensamento: Que vida encontra um biólogo num cemitério? Sempre nasce uma nova vida com uma morte.

Dia 2

Comecei a abrir um buraco para um homem, grande e fundo. Lá bem no fundo encontrei minhocas. Pus duas num frasco de vidro, amanhã tenho que trazer carne para elas. Acabei o dia a tapar o buraco.

Dia 3

Desisto de ti diário. Aqui, basicamente, abro buraco e tapo buraco.

Cortei uma minhoca a meio. Pus terra dentro dos frascos das minhocas. Carne também. E um pouco de água.

Houve um dia que andava no cemitério e encontrei um homem e uma mulher, cada um a chorar sobre uma sepultura. Penso que eram viúvos. Lamentei a perda de ambos e disse: a maior prova de amor é viver a vida. Virei costas e continuei o meu passeio. Mais tarde entro no banheiro e vejo aqueles dois, a senhora de joelhos em frente do homem com as calças descidas até aos sapatos.

– Estou rezando, disse ela. (ler com voz aguda)

– Tenho um problema no botão, disse ele.

Há vida no cemitério, disse eu, ainda bem!

Sem consultar o meu diário, não sei bem quantos eram os dias passados desde a minha chegada, quando recebi ordens para escavar um buraco, não para pôr um corpo, mas para tirar um, ou melhor os ossos. Era um corpo morto recentemente, morte violenta e fui avisado que seria obrigatório isolar a zona. Nem olhei para trás e comecei o trabalho. Todos saíram, afastei a máscara para a testa e fiquei com a pá nas mãos, com o pé ajudava a pá a enterrar na terra, soltando um barulho bem agudo do aço a raspar na terra em pedras, a pele mostrava-se bem viva, ganhando pequenos montinhos em torno dos pelos. Estando a pá cheia, fazia força e lançava a terra para o caminho para fazer um monte cada vez mais alto. Quanto mais terra saía mais suor aparecia na minha testa, bem tentava limpar, mas não conseguia manter seco nenhum pedaço de pele do meu corpo. Escavei até o som grave sem substituído por um baq bem sonoro. Tinha chegado ao ponto!

O seu corpo parou e, em lugar de chamar todos, deu início aos trabalhos de limpeza de modo a retirar a tampa de madeira, que já apresentava algumas falhas deixando a terra invadir o espaço destinado àquele corpo. Não conseguia parar, teve que, obsessivamente, retirar tudo, resto de madeira e a mistura de terra com pedras. Tudo. Até que imóvel deixou o seu olhar passear pelo resto daquele corpo deitado e imóvel. Olhando mais atentamente viu movimento naquele corpo imóvel mas com movimento, como se milhares de pontos, extremidades nervosas, se movessem procurando inserir movimento na morte, pensou.

Acima do sobreolho esquerdo, a sobrancelha e grande parte da testa encontrava-se transformada num monte de tonalidade vermelho escuro, pequenos traços com movimento próprio, que passam uns por cima dos outros, entrecruzam-se como pontos de costureiras. Um monte vivo. Com os olhos abertos no máximo percorreu cada pedacinho da pele, pouca, que ainda existia. A roupa havia desaparecido, restavam uns pequenos trapos bem menores que biquínis.

Os seus olhos após passagem rápida, voltaram atrás e mais atentamente analisaram o sexo do morto. Aquele sexo devia encontrar-se completamente morto, mas para sua surpresa, via movimento, não aquela coisa do para cá e para lá, mas bem no centro aparecia, vindo do interior uma pequena pinta branca, que rapidamente se transformou em algo maior que um ponto. Assemelhava-se a um espermatozoide ampliado mil milhares de milhões de vezes, uma larva, branca, ainda mais branca do que se possa imaginar, parecia mesmo refletir a luz ou ser fluorescente. Como qualquer biólogo estava em êxtase, encontrava-se perante uma J.L., perfeita, um simples espermatozoide em slow motion, para lá e para cá, a sair daquele buraco. Avida a nascer da morte. Estava cada vez mais convicto que a vida nos cemitérios não é mera poesia e muito menos filosofia, aqui, a vida existe mesmo.

Acabei de falar, disse olhando para o júri e fiquei à espera das suas considerações.

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39 comentários em “As vidas do cemitério (Vitor Leite)

  1. Pedro Luna
    15 de outubro de 2016

    A impressão que o conto dá é que é uma história simples e bem humorada, mas que se torna cansativa devido a forma que foi escrita. Infelizmente ficou truncado e não gostei muito. A relação com a mulher no início também fica apenas como uma sombra pro resto do conto, e acho que podia ser perfeitamente cortada. No entanto, vi boas ideias na trama e ri com o diário do coveiro..kk. Até daria para fazer um outro conto sobre isso. Burocracia da porra no mundo dos mortos.

    Não sei por que, mas a cena do espermatozoide em slow motion me lembrou alguma cena de Eraserhead. Pela simbologia na bizarrice.

    Infelizmente não gostei. Abraços.

  2. Jowilton Amaral da Costa
    15 de outubro de 2016

    Um bom conto. Tem um humor peculiar, assim como a escrita. No entanto, eu ainda não consegui deslanchar nestas narrativas vindas do lado de lá, acho, quase sempre, bem truncadas. Também percebi que o conto se inicia em primeira pessoa e termina em terceira. Não entendi o porquê. Boa sorte.

  3. Daniel Reis
    14 de outubro de 2016

    33. As vidas do cemitério (Manuel Poucomorto):
    COMENTÁRIO GERAL (PARA TODOS OS AUTORES): Olá, Autor! Neste desafio, estou procurando fazer uma avaliação apreciativa como parte de um processo particular de aprendizagem. Espero que meu comentário possa ajudá-lo.
    O QUE EU APRENDI COM O SEU CONTO: a narrativa autêntica do que chamamos, cá, de um causo. Óbvio pelo acento que o autor primou pela dicção pátria, o que em nada desmereceu o conteúdo, mas impregnou a forma.
    MINHA PRIMEIRA IMPRESSÃO SUBJETIVA DO SEU CONTO, EM UMA PALAVRA: Tateante

  4. Simoni Dário
    13 de outubro de 2016

    Olá Manuel

    Gostei do conto. É divertido e com tiradas geniais. A pulsão de vida do protagonista foi muito bem narrada. Isso de perceber vida estando cercado pela morte, foi muito legal.

    Fiquei na dúvida quanto à coisa que parecia um espermatozóide e quanto ao júri, no final. Ele foi a julgamento?

    De qualquer forma, um bom entretenimento, bem escrito, bem narrado e prende a atenção.

    Muitos parabéns!
    Abraço.

  5. Fil Felix
    13 de outubro de 2016

    Precisa-se: coveiro freelancer.

    GERAL

    Gostei de algumas estruturas da narrativa, ficaram muito boas: a ideia da procura e entrevista de emprego, a crítica à esse sistema (que detesto também), do coveiro sem experiência que anota suas pequenas descobertas em diário, do biólogo tentando unir o útil ao agradável, pesquisando a vida que surge em meio aos mortos. Muito bom. Mas acho que faltou um polimento ao conto, que foi abandonando as coisas no meio do caminho.

    ERROR

    Precisa de uma boa revisão, percebi alguns erros. A leitura não acaba sendo prejudicada, mas parece que não houve um cuidado maior com isso. Os diários já nasceram mortos, porque não tem continuidade, então poderia nem aparecer. Não há nome de ninguém, nem mesmo da companhia que o contrata, que de início parece ser suspeita (quando aponta o dedo). E a coisa espermazoidiana que aparece no final virou o conto de cabeça pra baixo.

  6. Anderson Henrique
    13 de outubro de 2016

    O conto tá muito truncado. Tive dificuldade na leitura em diversos trechos. Lá pelo final do texto, há uma alternância do ponto de vista, que de primeira pessoa vai à terceira, sem qualquer motivo aparente. Sinceramente, não entendi. Em alguns trechos do conto há instruções como “ler com voz aguda” que parecem mais recursos de roteiro. Acho que não funciona bem em um conto (ou simplesmente não funcionou aqui). O autor deve procurar maneiras de fazer com que o leitor entenda a voz aguda e não simplesmente instruir a fazer isso. Acaba tirando o leitor daquele universo para dizer: ei, isto é um texto, leia assim. Há repetição de termos, palavras e ideias no texto como “ajudava a pá a enterrar na terra”. Além disso, a palavra terra se repete 4x em um trecho muito curto. É preciso variar ou inventar recursos para fugir da repetição. Outro exemplo: “Olhando mais atentamente viu movimento naquele corpo imóvel mas com movimento, como se milhares de pontos, extremidades nervosas, se movessem procurando inserir movimento na morte, pensou.”. É muito movimento, percebe?

    Ah, acho que é baque e não baq.

    A idéia no final do texto é interessante, gosto dessas bizarrices, da busca pelo surrealismo ou pelo fantástico. Mas achei que a construção precisa de mais trabalho e a conclusão deixa um pouco a desejar.

  7. Bia Machado
    12 de outubro de 2016

    Tema: Totalmente adequado, é certo.

    Enredo: Muito bom, foge do lugar comum. Precisei ler duas vezes, confesso, mas ainda bem que insisti. A confusão ocorreu na mudança de narrador. Não sei o porquê disso. Foi proposital? De resto, gostei muito do ritmo e estilo empregados.

    Personagens: Muito simpático esse biólogo-coveiro. Uma peça, rs. Foi feliz em sua composição.

    Emoção: Foi uma leitura boa, diferente, que até me arrancou um sorriso em algumas partes. Gostei, sim, desse inusitado. Mas aquela parte da coisinha branca saindo deu nojo, rs. Se era essa a intenção, feito! No geral, muito bom conto.

    Alguns toques: Só quanto a questão da mudança de voz. Se foi proposital, desconsidere. Mas uma explicação seria interessante depois. Obrigada.

  8. Amanda Gomez
    12 de outubro de 2016

    Olá

    Seu conto é uma confusão de idéias, a mudança brusca de narrativa deixa o leitor um tanto perdido, e algumas descrições não são muito visíveis. Mas seu conto é bom, o personagem é muito carismático, gostei e acompanhá-lo nessa nova fase da vida dele, imagino que a vida ao redor não deve está nada fácil. Uma biólogo, extremamente feliz por conseguir um emprego de coveiro.

    O que mais gostei no personagem foi esse estilo O lado bom da vida de viver, a forma como ele se propôs a fazer tudo dando o seu melhor é agradecido por estar ali. A forma como conseguiu mesmo sem pretensões fazer uso da sua profissão de biólogo enquanto trabalhava, e em como isso….o serviu mais a frente. ( Não sei se entendi mas ele foi testemunha em um julgamento sobre o corpo que exumado)

    O conto no geral me deixou em conflito, mas achei a ideia bem criativa e cativante, uma pena que o autor tenha se perdido um pouco na execução.

    Boa sorte no desafio.

  9. Marcelo Nunes
    11 de outubro de 2016

    Olá Manuel.
    Achei o início do texto bom. Um pouco antes da metade a leitura começou a travar e fiquei um tanto quanto confuso. Uma boa ideia, autor colocar um biólogo no cemitério para achar vida. Foi diferente.

    Notei na narrativa um sotaque e escrita que não é do Brasil. Ou o autor enganou muito bem.

    Parabéns e boa sorte do desafio. Abraço!

  10. Luis Guilherme
    11 de outubro de 2016

    Achei o conto um tanto confuso. As cenas descritivas detalhadas em excesso acabaram atrapalhando a fluidez, na minha opinião. Acabei não gostando muito, apesar da premissa interessante e da habilidade do autor na escrita.
    Teve coisas que me confundiram, como a mudança brusca da narrativa de primeira pra terceira pessoa. Não fez muito sentido e acabou me confundindo, tive que reler várias vezes o trecho pra conseguir continuar a leitura.
    Não gostei muito do enredo, também. Achei que são muitos acontecimentos diferentes que não acrescentam nada entre si. Talvez tenha faltado uma ligação mais clara entre os acontecimentos, de modo a criar uma sequência lógica que valorizasse mais o todo.
    O ponto positivo é a qualidade da escrita. Dá pra ver que o autor tem talento. Boa sorte no desafio!

  11. Gustavo Castro Araujo
    9 de outubro de 2016

    Um enredo kafkiano, atrelado à burocracia e à mão pesada do Estado que exige, do futuro coveiro, uma penca de documentos e relatórios a respeito de um período de experiência. É ou não uma distopia? Gostei do clima opressor que permeia o texto e como o protagonista, desejoso de um emprego, jamais lamenta sua sorte em se tornar o responsável por enterros e funerais. Antes, julga-se sortudo pois, mesmo em meio aos mortos, consegue testemunhar o renascer da vida. Visto dessa forma, o conto é brilhante pois trabalha com dualidades, presentes em todas as intervenções do personagem principal. É possível identificar-nos com ele, torcer por ele e, surpreendentemente, ficar feliz como ele no instante em que se vê arrebatado por um espermatozoide florescendo de um cadáver. É um conto que ganha pontos por ser insólito, criativo, por não se apegar à saída fácil do sobrenatural e do horror que o tema normalmente evoca. Só não entendi porque os três últimos parágrafos são narrados em terceira pessoa quando todo o resto se dá em primeira. No mais, um ótimo trabalho. Parabéns ao autor.

  12. Catarina
    4 de outubro de 2016

    QUERO CONTINUAR LENDO? TÍTULO + 1º PARÁGRAFO:
    Senta que lá vem saga de desempregado! Mais um coveiro?

    TRAMA teve seu clímax na revelação de ser um biólogo cheirosinho lutando pela vaga de coveiro; o que achei brilhante. Depois o diário desanda. Talvez se viesse antes da revelação da formação do candidato eu teria o prazer da revelação. A técnica descontrolada prejudicou um pouco. Um conto curto exige controle das palavras, TODAS têm funções especiais e o (a) autor (a) aqui me parece ter pinceladas romancistas.

    AMBIENTE íntimo. Embora se passe em um cemitério, deu para perceber que o personagem, por formação e/ou amor, é um defensor fervoroso da vida.

    EFEITO desembestado. Criou um cavalo selvagem puro-sangue e não teve rédea para domá-lo.

  13. Pétrya Bischoff
    3 de outubro de 2016

    Buenas, autor!
    A escrita é característica e travada, mas não vou entrar nesse mérito pois compreendo o pq disso. Apenas atente-se às revisões 😉
    A narrativa é um pouco confusa, pois demora-se taaaanto na procura de um emprego (apesar de eu ter gostado de realmente sentir o desespero do personagem por não estar trabalhando) e torna-se rápida quando já no cemitério. Mas gostei do tom adotado a partir do diário. Aliás, eu gostaria de ler sobre cada um dos quinze dias, achei interessante.
    A ambientação é suficiente, ainda que sem grandes pretensões. Compreendo a necessidade de apresentar a sala da entrevista, pois ali são contados os acontecimentos que transcorrem no cemitério, mas creio que tu poderias ter utilizado de outro recurso, assim como não senti necessidade da cena da casa do personagem. Poderias ter focado apenas no cemitério.
    Ao contrário de alguns colegas que comentaram, eu gostei da ideia de vida do cemitério. Algum pensaram no viés espiritual, de vida pós-morte, mas eu creio que tenha compreendido a ideia biológica, já delata pela formação do personagem. E gostei disso. O cara pode lidar diariamente com essas formas de vida que sobrevivem do putrefato.
    De maneira geral, uma ideia muito interessante que pode ser melhor lapidada. Parabéns e boa sorte!

  14. Iolandinha Pinheiro
    1 de outubro de 2016

    Gente! Mas quanto protocolo para se contratar um coveiro! E quanto tempo o coitado teve que esperar para começar o trabalho (e ainda só como experiência). Observações, entrevistas, perfis psicológicos! Muita burocracia e cuidado uma atividade relativamente simples. O texto é como foi dito aqui, dividido em devaneios do narrador, através de seus pensamentos e dos registros no diário, e em conversas externas, com a esposa e com os empregadores. Achei interessante o objetivo do autor de trazer vida à morte colocando um biólogo para trabalhar como coveiro, um casal de viúvos em atividade sexual, as minhocas, a larva, etc. Mas achei que o conto não teve um desfecho convincente. Parabéns pela participação, imagino que seja português e acho legal que o Entrecontos cruze as fronteiras do Brasil, então, muito bem vindo. Sorte no desafio.

  15. Thiago Amaral
    30 de setembro de 2016

    Olá.

    Do começo para a metade, até que estava curtindo. Você colocou umas boas frases e sacadas interessantes na história.

    Contudo, o texto implora por uma revisão, o que atrapalha muito a leitura. O final parece um esboço colado do bloco de notas às pressas para mandar ao desafio. A narrativa ali muda de primeira para terceira pessoa, e palavras são muito repetidas. Também não consegui entender o que aconteceu naquele momento, o que foi visto no caixão?

    Uma pena, pois a história tinha boas ideias e um conceito legal, até bonito.

    Até a próxima!

  16. mariasantino1
    30 de setembro de 2016

    Oi!

    Um contista do além mar, creio eu.

    Olha a premissa é bem bacana de se registrar a vida em redor da morte, eu eu gostei de grande parte da narrativa e conduta. Não sei por qual motivo vc mudou a narrativa de primeira para terceira pessoa a partir do parágrafo que começa >>> O seu corpo parou… A cena da visão em slow motion é legal de se imaginar mas nada crível, e por isso a partir do momento do diário ficou difícil de acompanhar. Mas o personagem foi cativante e vc introduziu bem a vidinha dele (gostei bastante).
    Dê uma olhada aí que tem umas letras faltando.
    Boa sorte no desafio.

  17. Gustavo Aquino Dos Reis
    30 de setembro de 2016

    Manuel, tudo bem?

    Gostei do seu conto.

    Porém, queria ter gostado mais.

    É uma história difícil de se compreender e a escrita, bem trabalhada, é o que nos impele a continuar. O sotaque também contribuiu para espicaçar a curiosidade de ver como o conto terminaria. Infelizmente, o final me deixou com lacunas.

    No mais, é um bom trabalho.

  18. Maria Flora
    29 de setembro de 2016

    Este conto ficou bom, gostei da descrição da escavação. Essa parte foi bem trabalhada. O tom apressado deu a impressão de ir e vir na própria história. Percebe-se a tensão do personagem. A ideia do diário foi bacana. Só a troca de visão do narrador da primeira para terceira pessoa (este fato já foi comentado aqui) que confunde e perturba a narrativa.

  19. Davenir Viganon
    27 de setembro de 2016

    Olá Manuel
    O título adianta algo que ficou mal arrumado no texto. Gostei mais da ideia do que do texto em si. Faltou uma coesão no momento de arrumar ar as ideias no “papel”. As transições de cena não tiveram aviso nenhum, para não falar da troca de visão do narrador da 1ª para 3ª pessoa. O ponto forte é a empatia com o biólogo e as ideias que se contrapõe. Talvez seja pelo fato de eu ser formado em História e estar desempregado há um ano… eu pegaria esse emprego bosta se me aparecesse também. Só não procuraria coisas como larvas saindo do… bem, você entendeu.
    Voltando ao conto. Essa bagunça enfraqueceu teu texto e me deixa receoso de arriscar compreender as camadas mais profundas dele, além das oposições criativas que já falaram aqui. Como eu dou muito valor para as ideias o saldo ficou positivo.
    Um abraço.

  20. Fheluany Nogueira
    26 de setembro de 2016

    O título desperta certa curiosidade para a leitura; daí, a vida encontrada são as minhocas, o encontro do casal de viúvos e uma larva. O jogo de opostos (biólogo X cemitério, esperma X larva) foi bem criativo, assim como o conjunto de ideias que compõe a trama (busca de emprego, o juri para avaliação do coveiro, o pedido de histórias para a possível aprovação, o diário). Mas algo falhou, nem sei dizer exatamente o quê.

    Por que o foco narrativo foi alterado? A palavra “corpo” aparece repetida demais no texto, só em um dos primeiros parágrafos; ” o meu CORPO era atravessado por uma corrente elétrica que me fazia tremer o CORPO e sair um leve esgar pela boca. A porta abriu-se e uma mulher de óculos enormes, e de lábios ainda maiores, leu o meu nome no papel, apesar de não ter lido corretamente, pois não acentuou a primeira sílaba, fez-me estremecer e sem pousar os pés no chão, saltei, de modo a parar bem junto do seu CORPO”.

    O personagem está bem construído, é simpático; não há deslizes gramaticais; a leitura é fluente. Parabéns pela participação. Abraços.

  21. Gilson Raimundo
    25 de setembro de 2016

    O biólogo realmente achou vida entre os mortos, as malditas larvas. Em meio a descrição para o júri, o narrador passou da 1 para 3 pessoa, repetiu neste paragrafo 4 vezes corpo, ficou indo e vindo, depois parece ter imprimido um ritmo cômico, parecia até outro autor… Nesta dificuldade de se conseguir um trabalho na área até coveiro esta servindo, eu não entendo muito de minhocas, mas estas aí são carnívoras, agora nem pescar eu vou mais…

  22. Felipe T.S
    25 de setembro de 2016

    Texto com uma ideia interessante, mas que peca pela pressa do autor em soltar tudo que está pensando quase que de forma inconsciente. É um fluxo meio sem noção. Gosto muito de textos que desafiam a leitura, mas acredito que exista uma diferença entre um texto articulado de forma fora do padrão, para um texto mal pensado. E veja bem, não falo aqui da sua ideia, mas do texto. Senti falta de uma unidade, uma costura melhor. Em alguns momentos as sentenças passam em um ritmo frenético, já outras construções são truncadas e parecem não estabelecer nenhum tipo de ligação.

    Vou tentar ler novamente até o prazo final das leituras, mas nessas duas primeiras leituras, foi um texto que não me agradou, soou apressado.

  23. Phillip Klem
    25 de setembro de 2016

    Boa noite, Manuel.
    Então… Não agradei muito.
    Pra começo de conversa, você tem o dom da escrita, está claro. Há alguns insights interessantes que só poderiam fluir de uma mente criativa. Toda a ideia do texto e os opostos que ele aborda, tudo está muito interessante.
    O problema é que não está muito bem executado.
    Seu texto ficou difícil de compreender. Muito confuso, travado de se ler e com uma quantidade excessiva de erros gramaticais e frases mal construídas.
    Acho que o amigo não conseguiu passar muito bem o que pretendia.
    O que foi aquele espermatozoide/larva ali no final? Ficou bem assustador O.o
    Enfim, havia muito mais para falar, mais nada que os meus colegas já não tenham dito.
    Acho que você precisa continuar escrevendo, praticar e encontrar uma linguagem mais organizada e clara para os seus leitores.
    Boa sorte no desafio e abraços.

  24. mhs1971
    24 de setembro de 2016

    Oi
    Tudo bem?
    Achei o conto interessante na concepção geral, no enfoque de um morto.
    Mas na escrita dele, acredito que certas passagens poderiam ser melhor trabalhadas, onde a menção do morto ser julgado foi um tanto pincelado superficialmente.
    No começo, no segundo diálogo , não sei se faltou uma pontuação ou da maneira que foi escrito, perdeu-se o sentido dela. Não deu ora entender mesmo, desculpe.
    No geral, é, um conto, promissor mas que deveria ser melhor trabalhado.
    Obrigada pela leitura e mais sorte da próxima.

  25. Pedro Teixeira
    24 de setembro de 2016

    Olá, Manoel! Um conto com várias ideias interessantes que, infelizmente, se perdem no caminho. Faltou um bocado de coesão, o que talvez se deva à falta de uma linha condutora visível. A leitura trava em algumas frases um tanto longas. Há um trecho com várias repetições de movimento-imóvel-corpo, que ficou bem truncado. Por outro lado, há algumas construções bem pensadas e inspiradas, e alguns momentos de ironia interessantes, como a cena do banheiro e aquela na qual o personagem olha para o “mar”. Um trabalho curioso com imagens intrigantes,que poderia render muito mais com uma trama mais bem definida e uma boa revisão de sua estrutura. Parabéns e boa sorte no desafio!

  26. Brian Oliveira Lancaster
    23 de setembro de 2016

    VERME (Versão, Método)
    VER: Um cotidiano interno (devaneios) e externo (entrevista de emprego). A história começa bem, e causa a estranheza necessária ao gênero. O início e o fim estão bem amarrados.
    ME: O problema está no fluxo de ideias e não na criatividade (que o autor tem de sobra). Você fez um texto bastante curioso, com um final que arremata os pontos anteriores e surpreende um pouco. A escrita é diferente, porém eficiente. Mas a coesão precisa ser mais bem trabalhada. São ótimos recortes, mas infelizmente são isso, recortes. Sugiro focar em apenas uma ideia e desenvolver o texto a partir (e ao redor) dela. Costumava também colocar muitas coisas ou eventos em textos curtos, mas isso apenas distraía ou pior, criava um monstro. No entanto, é uma boa história, cotidiana, diferente. São apenas dicas de quem já passou por isso.

  27. Anorkinda Neide
    23 de setembro de 2016

    Olá, meu amigo
    Eu gosto do tom intimista de seus textos e aqui vc não trouxe este tom, apenas um pouquinho ao final, a partir do diario, que foi abandonado, mas o relato continuou, me perdi um pouco por ali…
    Gostei da frase final, como se o autor estivesse esperando o veredicto, afinal, de seus amigos escritores aqui do EC..hehe mas, na verdade se refere aos empregadores dele que queriam uma historia relevante. Pq? esta explicação fez falta.
    Como outros contos, acho q demorou na introdução com a procura do emprego, a. felicidade de ser chamado para entrevista, mas na hora mesmo do desenrolar no cemiterio faltou espaço.
    Se era para o lance do espermatozoide brilhante ser um fator surpreendente para relatar aos empregadores, isto nao ficou claro e mesmo, ficou esquisito.. rsrs
    Enfim, o texto ficou recheado de frases longas e expressões esquisitas, afastando o interesse do leitor. Infelizmente.
    Um abraço pra ti!

  28. Fabio Baptista
    22 de setembro de 2016

    Olha… eu não sei se entendi direito e também não sei se havia muito a entender. Li duas vezes e não vou arriscar uma terceira.

    Fiquei com uma sensação de algo meio Kafkaniano (ou seria Kafkaniesco? :D) mas não muito bem conduzido. Alguns elementos ficaram sem propósito, tipo as minhocas (ou tiveram propósito e não percebi). E esse espermatozóide no final… o que foi isso???

    Não curti. Desculpe.

    Abraço!

  29. Claudia Roberta Angst
    22 de setembro de 2016

    Então, autor… Como direi?Fiquei um tanto perdida no labirinto das suas palavras. Talvez a ideia que você quis passar não tenha ficado clara para mim. Larva era espermatozoide?

    Interessante a ideia de um biólogo trabalhando em um cemitério, já que a biologia é o estudo da VIDA e um cemitério é relacionado à MORTE. Humm, espera, acho que me dei conta de que essa antítese também está contida em ESPERMATOZOIDE (geração de vida) e LARVA (devoradora da morte). Ganho pontos por isso?

    (…) encontrava-se perante uma J.L. > O que é J.L.?
    a ref. MRT00 – era mesmo para lembrar a palavra “morto”?
    Sempre nasce uma nova vida com uma morte. > O que ele quis dizer com isso? Uma nova vida no mundo dos mortos? Estaria o personagem morto no final?
    E que julgamento é esse no final?Ou é a apresentação de uma tese?

    O texto ter passado da 1ª para 3ª pessoa pareceu ser uma estratégia do autor para demarcar as passagens da narrativa. Seria a passagem de estado de vivo para morto? Ou o contrário?

    O conto está bem escrito, sem deslizes que mereçam nota. O tema do desafio foi abordado com sucesso, ficando centrado na narrativa.

    Boa sorte!

  30. Evandro Furtado
    20 de setembro de 2016

    Fluídez – Weak

    No geral, senti um texto um tanto travado. Não creio que a razão para tal percepção seja a questão da variante da língua. Creio que o problema maior seja a rápida sucessão de acontecimentos, randomicamente, que acabam deixando o conto um pouco confuso. Não encontrei, no entanto, problemas com a ortografia.

    Personagens – Average

    Eu-narrador: sujeito desempregado há um bom tempo, frustrado. Não é do tipo exigente no que se refere a trabalho. Esforçado, acredita na meritocracia. Biólogo por formação, não exerce a função. Teria se decepcionado com algo ou simplesmente não há oportunidades para ele nessa linha de trabalho?

    Trama – Weak

    Senti a história um tanto rasa. O desenvolvimento do conflito é feito rapidamente, sem profundidade. A premissa de um biólogo trabalhando com mortos é interessante, mas não cumpre a expectativa. Faltou foco em um tema específico.

    Verossimilhança (Personagens + Trama) – Average

    Estilo – Good

    O autor sabe o que está fazendo e faz escolhas interessantes em relação ao vocabulário. O uso da primeira pessoa funcionou, mas creio que a terceira pessoa seria mais efetiva se considerarmos que não há um aprofundamento na psique do eu-narrador. O texto possui algumas alternâncias interessantes de tom em seu interior – como a passagem para o diário, por exemplo.

    Efeito Catártico – Very Weak

    No geral, o conto falha em impactar. Há uma cena, em específico, bastante interessante do ponto de vista estético – a do espermatozoide no cadáver – e que, creio eu, gira em torno da ideia que o autor tinha do texto. Infelizmente, ela parece um oásis em meio a um deserto um tanto seco. Há algumas miragens aqui e acolá, mas nada além disso. Talvez se o autor tivesse criado um sistema de irrigação mais consistente, ligando esse oásis a outros perdidos por aí, teríamos um complexo um tanto paradisíaco.

    Resultado Final – Weak

  31. Ricardo Gnecco Falco
    20 de setembro de 2016

    Olá, autor(a)!
    Vou utilizar o método “3 EUS” para tecer os comentários referentes ao seu texto.
    – São eles:

    EU LEITOR (o mais importante!) –> Leitura difícil. Encadeamento de pensamentos sem nexo, cenas surreais, confusão narrativa… Confesso que fiquei um pouco incomodado com o texto que, simplesmente, não fluía direito. A ideia e a abordagem do tema proposto são muito interessantes, mas devido aos problemas apontados, não curti a leitura. Fiquei pensando o tempo todo que iria acontecer alguma coisa que ‘explicaria’ toda essa confusão, mas não rolou. O único sentido que encontrei foi que o cara era biólogo e, conforme imaginava ao aceitar o emprego, confirmou sua teoria ao ver ‘vida nascendo da morte’; numa cena final, inclusive, muito estilo Salvador Dali. Um conto diferente, mas que não me agradou. De 1 a 10, daria nota 6.

    EU ESCRITOR (o mais chato!) –> Escrita muito truncada e falta de nexo nos desencadeamentos lógicos. Mudança(s) de foco(s) narrativo(s), alteração de pessoa (1ª para a 3ª) e personagens pouco desenvolvidos psicologicamente.

    EU EDITOR (o lado negro da Força) –> Hmmm… Não.

    Boa sorte,
    Paz e Bem!

  32. Wender Lemes
    20 de setembro de 2016

    Olá! Interessante você ter optado pelo caminho oposto ao senso comum. “Há vida no cemitério”, e realmente é um pensamento que evitamos. Por um lado mais prático, não fossem os pequenos “pontos de costureiras” e demais decompositores a nos devolver à poeira, o ciclo entraria em colapso; seres continuariam nascendo e morrendo até que todos os recursos ficassem empatados em um monte de cadáveres e nada mais pudesse nascer. Acho que a importância da morte para a manutenção da vida seria a ideia principal neste conto, sobrepondo-se mesmo à trama. Olhando o conto por um lado mais estético, respeito o autor por tentar um jeito diferente de narrar, não se resumindo a inovar apenas na ideia, mas na forma. Parabéns, é um ótimo conto. Boa sorte.

  33. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    20 de setembro de 2016

    Oi, Poucomorto,

    Gostei bastante da ideia da vida no cemitério. Trata-se de um ponto de vista inusitado, mas que faz completo sentido. Obviamente a vida se alimenta da morte e este é um grande paradoxo da existência em si.

    O texto flui muito bem e a história prende o leitor, embora hajam umas quebras na fluência em certos pontos, como o abrupto final do diário, que por sinal ia muito bem até o ponto em que parou. Entendi a intenção da “piada”, o cotidiano do coveiro é só o enterra e desenterra, mas senti um pouco, como leitora, que o diário poderia ter ido além.

    Só uma questão me intrigou. Você conduz o texto todo em priimeira pessoa e ao chegar no caixão e visualizar os vermes e tudo o mais, você passa os três últimos parágrafos para a terceira pessoa…

    Bem, desejo boa sorte no desafio.
    Parabéns pelo conto.

  34. José Geraldo
    19 de setembro de 2016

    É um texto difícil de entender, e isso raramente é uma qualidade para mim (você vai se espantar com a longa lista de obras tidas como clássicas que eu considero intragáveis). Quando digo “difícil de entender” eu não me refiro a complexidade de referências ou trama incomum, mas a uma aparente falta de nexo. Não, não é que o seu texto seja surrealista, é que ele simplesmente não parece ter uma história.

    Você usa uma série impressionante de boas ideias, mas não leva nenhuma delas até o fim. Seus personagens parecem não ter propósito e cometem vários atos que não têm consequências para o enredo. Qual a relevância das minhocas, por exemplo?

    Enfim, seu texto me parece uma tempestade de estilo sem muita substância e terá de mim uma nota baixa.

    Pode ser culpa minha, claro, pois o meu estilo é antípoda do seu e narciso detesta tudo que não é espelho, mas eu vou ser honesto.

    De qualquer forma, se alguém entender e apreciar sua proposta, boa sorte. Pelo histórico deste tipo de desafio, nem me surpreendo se você terminar com mais votos que eu…

  35. Priscila Pereira
    18 de setembro de 2016

    Oi Manoel… então… como o resto dos comentaristas eu também não entendi nada… mas gostei do jeito que você escreve, gostei do sotaque, mas a história mesmo não entendi…Gostaria de ler outros contos seus, com uma história que eu possa entender, aposto que são ótimos!! Boa sorte pra você!!

  36. Evelyn
    18 de setembro de 2016

    Oi, Poucomorto,
    Eu sou burrinha. Dá zero para mim. Não entendi muito bem a proposta. Entendi que ele estava procurando vida no cemitério e ele encontrou, mas não sei bem qual é a relação disso com qualquer outra coisa que seja.
    Então, é isso.
    Abraço!

  37. Taty
    18 de setembro de 2016

    Não deixa de ser um texto interessante: o desespero do homem em busca de trabalho, a alegria em encontrar.

    Mas pra mim faltou alguma coisa, sou meio tonta e me confundo muito facilmente, li, reli e não achei a proposta do conto, exceto e talvez por algo fantástico que tenha brotado de um cadáver, nem sei se é isso ou se há algum simbolismo mágico nisso.

    Fator positivo é a escrita fluída. Desculpe se não entendi muita coisa.

    Um abraço.

  38. Ricardo de Lohem
    17 de setembro de 2016

    Olá, como vai? Vamos ao conto! Não entendi muita coisa aqui. Não me entenda mal, adoro histórias surreais, onde não se entende o que está acontecendo, nem as motivações dos personagens, como em Ionesco ou Qorpo Santo, só pra citar dois autores. Mas o caso aqui é outro: a história não conseguiu me passar nenhuma emoção, juro que não sei se era pra rir, chorar ou o quê. Pra mim pareceu um tipo de piada que não conseguiu dar certo, uma piada natimorta. Você devia ter escolhido uma imagem, sempre ajuda na apresentação do conto. Bom, pra mim não funcionou, de qualquer forma, desejo Boa Sorte.

  39. Olisomar Pires
    17 de setembro de 2016

    O que se nota imediatamente é o “sotaque” rsrsrs… achei ótimo.
    O texto é bem escrito e vai nos conduzindo tranquilamente sempre à espera do próximo passo, ele conseguiu causar empatia com o desempregado.
    Em função do limite de palavras, as coisas ficaram meio corridas, mas nada que tenha atrapalhado a trama.
    Pra mim, não sei se me escapou algo, mas houve uma pequena confusão quando o texto saltou da 1ª para 3ª pessoa, ali no “O seu corpo parou…”.
    Não entendi bem a questão da “larva”, mas é uma idéia forte, poderia ser qualquer coisa.
    Um bom conto, em resumo.

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Informação

Publicado às 16 de setembro de 2016 por em Retrô Cemitérios e marcado .