EntreContos

Literatura que desafia.

O Apanhador (Victor O. de Faria)

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— Azul, lilás, vermelho, laranja, amarelo. O que são esses cristais, Isalla?

— São presentes do pai dela, Janilla.

— Ele não foi sorteado há três anos?

— Foi.

— O coitado nem sabe que ela faleceu. Quantos anos Lailla faria hoje?

— Sete… A radiação aumentou muito no último triênio.

— Vai colocar os cristais no túmulo?

— Claro que não! Conheço uma pessoa que paga bem por eles.

— Que cruel!

— Cruel é vivermos embaixo da terra, que nem mortos-vivos.

— Falando nisso, tenho ouvido boatos sobre monstros na superfície.

— Tenho medo é dos monstros daqui debaixo mesmo.

— Tá rabugenta hoje, hein!

— Desculpe. Lailla era como uma filha pra mim. O subtrem já chegou. Vamos?

— Sabe, ainda acho que um dia descobriremos o motivo…

— Pare de tagarelar e suba logo! Ou quer ir a pé até o Sepulcro?

— Lá em cima? Nos prédios? Nem pensar.

***

— “Gravar”.

Lailla, minha filha, onde quer que eu esteja, saiba que amo você.

Infelizmente, não vou poder vê-la crescer. Mas não quero que culpe os outros por isso. Aliás, ninguém tem culpa por vivermos embaixo da terra, sob uma redoma que mal comporta cem mil pessoas. Quando estiver maior, entenderá que, para manter uma colônia subterrânea ativa e funcional, sacrifícios se fazem necessários. Muitos contarão mentiras sobre a superfície, outros, lendas. Mas ela existe, eu garanto. E ainda vamos encontrá-la.

Agora é a minha vez. A cada três anos um habitante é sorteado para dar prosseguimento à escavação. A única máquina disponível comporta apenas uma pessoa. Não sabemos o que nos levou a viver aqui embaixo, mas este ciclo continuará até que alguém chegue à superfície. Seu pai precisa cumprir essa importante missão. Não se preocupe. Registrarei tudo. Por que tão pouco tempo? Nenhuma pessoa dura mais de três anos fora da colônia.

— Droga! Não posso dizer isso a uma criança de cinco anos. “Apagar as últimas duas frases.” “Sim, tenho certeza.”. Ainda é cedo para ela entender como enterramos nossos mortos, bem acima de nós. Teria pesadelos pelo resto da vida. “Gravar”.

Aqui, onde estou, há cristais coloridos semelhantes à caixa materna onde você ficou o primeiro mês. São enormes. Um deles, azul-anil, emite uma luz tão singela que chega a vibrar. Cortei um pedaço para você. À minha frente há uma galeria vulcânica. Tem cheiro de terra molhada. Espero que a máquina consiga atravessar sem problemas – a coisa parece um tatu, com rodas dentadas e uma broca gigante. Você já deve ter brincado com um deles. Existe um monte aqui embaixo. Mas vou enviar um desenho que fiz, junto ao arquivo, para garantir. A imagem não é tão boa; culpa do maquinário antigo.

Filha… É muito solitário aqui. Acho que estou perdendo a razão. Já faz mais de doze meses que estou cavando, sem parar. Seu pai anda falando sozinho, sabe? Mas só agora me ocorreu a ideia de fazer um registro. Sinto como se estivesse falando diretamente com você, enquanto se aninha em meus braços. Se eu não entregar pessoalmente, alguém vai. Eu…

— Máquina maldita! O que foi agora? Ah, emperrou por causa dos filhos de Shakespeare? Caveiras imundas. Quanta gente morreu aqui? Ei, vocês estão atrapalhando meu serviço.

A máquina emperrou. Aliás, emperra várias vezes. Ainda mais com o calor que faz aqui dentro. Ah, os cristais mudaram de cor. Agora são vermelhos! É estranho, mas tenho a sensação de que já subi bastante. Meus antecessores foram longe. Falando nisso, quero que respeite a tia Isalla, até eu voltar. Se sentir minha falta, basta olhar para cima.  Estarei pensando em você.

Descobri uma coisa. Um poço de lava! Sim, é perigoso, mas estou longe. O rio corre verticalmente. Acho que ele nasce na superfície. Posso sentir! Tem uma galeria ao lado, mas ainda não entrei lá. Embaixo há rochas esculpidas pelo calor. Aqui há um cheiro engraçado, agridoce, mas não sei o que é. Vou mandar outro desenho, enquanto faço um intervalo.

Mas que droga é essa? O teto da galeria está cheio de… Crianças? Como podem existir esqueletos de famílias tão acima de nossas cabeças? Trinta na horizontal. Trinta e três na vertical. Mais nove. São novecentos e noventa e nove mortos! Você sabe o que aconteceu, Shakespeare? Não? Caveira inútil. Peço perdão senhoras e senhores, mas vou ter que estragar seu sono eterno.

Sabe, o almoço não é ruim, mas ando um pouco enjoado de cereais. Encontrei algo interessante. Os mais antigos cumpriam um ritual exótico quando seus parentes mais próximos deitavam em sono profundo. Como essas pessoas não acordavam mais, era providenciado um descanso eterno. Uma volta às suas origens. Todos nós faremos isso algum dia. Mas ainda está longe, muito longe, para você. Achei importante registrar a descoberta.

Também encontrei um buraco onde a máquina não passa. A parede é tão dura que a broca não consegue perfurar. Estou com medo de entrar ali com as ferramentas nesse estado. As rochas formam uma espécie de escada em espiral.  Talvez possa subir. Mas é estranho. É como se tivessem perfurado de cima para baixo. Ah! Peguei mais quatro cristais para você, bem coloridos. Com o anterior são cinco. Sua idade! Seu presente de aniversário – ops! Era pra ser surpresa!

Há um brilho indistinto na parte superior. É um buraco, sem dúvida. Mas para onde leva? Achei uma flor lilás no meio do caminho. Tem cheiro de jasmim. Você ia gostar. Cinco pétalas magistralmente abertas. Uma planta simples, porém muito bonita. A terra onde estou deve ser fértil, por causa do calor.  Vulcões também são máquinas de escavar.

— Lá vou eu. Se vou morrer em dois anos, que pelo menos consiga descobrir alguma coisa.

Encontrei cipós. Sabe aquelas coisas que insistem em rastejar pelo solo de forma bastante lenta? Vai encontrá-los por aí, tenho certeza. A parte final é bastante estreita, mas acho que consigo passar.

— Essas escadas não parecem naturais. Ei, tem plantas se mexendo! Vou ter que prender o gravador nas costas. Lamento, Shakespeare. Você é um peso morto, literalmente. Adeus!

Estou perto do objetivo. O que vou descrever agora não fará muito sentido, mas quando crescer, talvez encontre alguma explicação. Estou diante de uma escotilha. Seu avô falava muito nelas. Serviam para trancar portas, deixando em segurança quem estivesse dentro. Está bastante danificada. Aquela luz que mencionei vem daqui. Pode ser a superfície. Vou desemperrá-la, assim que terminar esse trecho. Não sei o que vou encontrar. Independente do que possa acontecer, fico feliz que esteja me ouvindo. Daria tudo para estar ao seu lado mais uma vez. Eu te amo, filha.

— Saco! São plantas carnívoras. É só girar aqui… Agora empurrar. Coragem, homem! Inspire. Expire. Três… Dois… Um…

(…)

Lailla, se ainda estiver ouvindo, por favor, pare. Eu lamento. Se alguém estiver com você, passe o gravador para essa pessoa. Não se preocupe. Seus cristais, como prometi, estão bem guardados. Vou deixar um faixa em branco para que o responsável possa assumir daqui em diante, ok?

(…)

Irei supor que não estou mais falando com minha filha de cinco anos. Fui claro?

Pois bem, para começar, a superfície é vermelha. Não vermelha de flores ou de nossa luz noturna. Vermelha de sangue. Sim, você ouviu bem. Há centenas, ou melhor, milhares, de corpos lá fora. Uma névoa sombria encobre o horizonte. É impossível ver algo além das montanhas – o habitat acima da escotilha era minúsculo. Meu avô estava certo. Foram feitas para nos proteger.

Em meio à fumaça que encobria o cemitério a céu aberto, avistei uma coisa. Era um cipó gigante ou, devo estar delirando… Não confio mais em meus sentidos. Posso estar dizendo bobagens, mas, eram tentáculos! Fiz um desenho.

Voltei imediatamente, assim que os vi.

Pensando melhor, vejo que nossos valores se inverteram de alguma forma, com o passar do tempo. Vivemos embaixo da terra, enquanto a superfície é nossa sepultura.

— Isso vai causar pânico. Melhor apagar. Pense! Estamos seguros aqui embaixo. Lailla está segura. O que mais um pai pode querer? Só de poder ver aquele sorriso mais uma vez, valerá a pena. “Apagar as últimas seis faixas.” “Sim, tenho certeza.”. “Repetir a última faixa”.

…Independente do que possa acontecer, fico feliz que esteja me ouvindo. Daria tudo para estar ao seu lado mais uma vez. Eu te amo, filha.

— Ótimo. Agora, como vou descer daqui? É só… Argh! Que gosma é essa? Ah, droga! Não, não, não, não! A gravadora não!  Ai, minhas costas, filho duma… Malditas rochas pontudas! O rio de lava! Não, por favor, não! Lailla! Laillaaaaaaaa! A gravação…

D@ria tud0 pa4a e$tar a0 s3u !Ado.

Dari@ t#do.

Da41a.

— Derretida! O que fiz para merecer isso? O quê? O que fizeram caveiras ancestrais? Sei o que o solo lá fora significa! Eu sei! Droga. Preciso me acalmar. Lailla! Você não pode me ouvir, mas estou alegre em saber que alguém virá e lhe entregará os cristais. Coloquei seu nome neles. Sabe de uma coisa? Serei o primeiro a ser enterrado não acima, mas abaixo da superfície, como devia ser. Feliz aniversário!

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43 comentários em “O Apanhador (Victor O. de Faria)

  1. Brian Oliveira Lancaster
    16 de outubro de 2016

    Passando apenas para agradecer as críticas e sugestões. Este texto realmente foi experimental – queria fazer algo somente com diálogos. Talvez, por isso, algumas informações parecem faltar (não podia permitir a intromissão de um narrador onisciente). Vários livros (que gosto) foram citados, mas a maior inspiração realmente foi Guerra dos Mundos; um “depois” por assim dizer. O Rich também citou A Máquina do Tempo e percebi a curiosa coincidência somente depois, mas que dá outra ideia excelente. Quanto ao título, deixei a cargo da imaginação do leitor. O Apanhador pode ser a criatura, pode ser o coletor de cristais sem nome, pode ser o maquinista do trem subterrâneo que aparece no início, ou apenas uma metáfora. Como diriam em um programa antigo, você decide!

  2. Jowilton Amaral da Costa
    15 de outubro de 2016

    Bom conto. Bem escrito e com uma ótima ideia. Viajei legal nos relatos do pai de Lailla. O cemitério está em todos os lugares. Basicamente os moradores do interior da terra vivem sob um imenso cemitério. Gostei. Boa sorte.

  3. Simoni Dário
    14 de outubro de 2016

    Olá Brad

    Texto intrigante, prendeu minha atenção mais pela originalidade do que pelo enredo.

    Em alguns momentos parece Viagem ao Centro da Terra ao contrário (viajei?). Não sei se entendi quem era Shakespeare no conto, mas como lembrei do filme Náufrago (viajando de novo), me pareceu que ele conversava com algo como se fosse a bola de vôley daquele protagonista.

    Enfim, uma história diferente que proporciona um relax dentro de um tema que não dá para fugir muito do clichê, e você conseguiu.

    Parabéns pela criatividade e narrativa.

    Bom desafio.
    Abraço.

  4. Daniel Reis
    14 de outubro de 2016

    34. O Apanhador (Brad Buried)
    COMENTÁRIO GERAL (PARA TODOS OS AUTORES): Olá, Autor! Neste desafio, estou procurando fazer uma avaliação apreciativa como parte de um processo particular de aprendizagem. Espero que meu comentário possa ajudá-lo.
    O QUE EU APRENDI COM O SEU CONTO: ficção científica, distopia e lirismo podem conviver na mesma storyline. A inversão sobre o conceito de cemitério, dispondo os corpos para fora e não para dentro da terra, foi uma surpresa e tanto. Pela intenção e resultado, é também mais um da minha lista…
    MINHA PRIMEIRA IMPRESSÃO SUBJETIVA DO SEU CONTO, EM UMA PALAVRA: Experimental

  5. Fil Felix
    13 de outubro de 2016

    Upside Down

    GERAL

    Um conto diferente do que apareceu por aqui, um ponto positivo. Fugiu de coveiros, mortos que descobrem estar mortos e funerais. Também está voltado pra ficção científica ou fantasia, utilizando alguns pontos bastante característicos como a civilização que vive em redoma e não sabe o que acontece fora dela, além do “escolhido/ sorteado” ganhar uma missão. O clima de documentário ficou interessante, dando um maior dinamismo à narrativa em primeira pessoa, junto da escrita bastante tranquila de ler, sem grandes exageros ou construções. O Tatuzão 2.0 pareceu a máquina de Drill Dozer.

    ERROR

    O final é muito didático. Ele explica o óbvio e realmente não precisava. Desde o início fica claro a ideia de inverter as coisas, de mostrar que agora se vive no subterrâneo e os mortos estão acima. Mas uma coisa não entendi: os mortos estão acima porque ele cavou até chegar em cemitérios ou estão enterrando as pessoas um nível acima da redoma? Se as pessoas da redoma continuam enterrando/ colocando em sono eterno seus mortos um nível abaixo, a metáfora não funciona tanto. Como não ampliou a trama/ não sobrou espaço, os “monstros” acabam ficando em segundo plano.

  6. Anderson Henrique
    13 de outubro de 2016

    Do diálogo inicial para frente, achei o texto muito bem escrito. Frases curtas e concisas que ajudam na fluidez. Dá pra perceber que o autor tem o domínio da coisa. Meu problema foi mesmo com o conteúdo. Já li duas vezes e não sei se gostei ou se não gostei. Acho que o conto sofreu um pouco com o limite do desafio. Algumas ideias e conceitos ficaram vagos. Talvez se eu pudesse saber um pouco mais sobre essa sociedade, a impressão final fosse melhor. Acho que há material aí, mas não deu para captar tudo em um texto tão curto.

  7. Bia Machado
    12 de outubro de 2016

    Tema: Bem adequado ao tema, de uma forma original, eu que curto sci-fi gostei bastante.

    Enredo: Confesso que não foi fácil delimitar a situação, mas foi uma narração bem original e que fugiu ao lugar comum. Essa situação me lembrou a premissa do livro “Silo”, mas foi só a referência que me veio, pois não li “Silo”, apenas algumas resenhas e sinopses. Em algumas partes senti um certo didatismo, explicando demais. Talvez essas explicações possam ser postas de outra forma? Claro que o autor/autora pode ter estruturado assim devido ao limite, mas fica a dica.

    Personagens: Prenderam minha atenção. Em certos momentos, fiquei até melancólica durante a leitura, triste pela situação em que as personagens se encontram e acho que isso é um ponto positivo.

    Emoção: Gostei bastante, um bom representante de temática sci-fi aqui no desafio.

    Alguns toques: Só acho que depois, sem o limite de 1500 palavras, seja interessante desenvolver mais para tirar o tom explicativo de algumas partes. Eu leria uma história maior criada a partir desse texto. Bom trabalho!

  8. Amanda Gomez
    12 de outubro de 2016

    Oi Brad!

    Gostei muito do seu conto, já tinha lido ele a alguns dias, mas foi uma leitura bem superficial e decidi não comprometer meu comentário, e aguarde uma segunda leitura. Ainda bem que o fiz, pois Entendi coisas que não havia entendido e pude aproveitar mais.

    Você ganha pontos pela originalidade, em poucas palavras ( pra mim o maior desafio foi o limite de palavras) conseguiu criar toda uma atmosfera muito rica, adoro distopias, apesar de ser um tema bem saturado nesses últimos anos, Tem sido usado até demais, deixando aquela sensação de que tudo que se lê é a mesma coisa. Seu conto soube entrar nesse tópico de uma maneira não inédita, mas bastante original e criativa.

    A claustrofobia é bem descrita, na verdade as descrições estão muito boas, eu consegui visualizar bem, tanto o ambiente como a máquina.

    Também tenho minhas dívidas se os diálogos sobre o destino da filha dele seria melhor no começo ou no fim…ficou mais como um spoiler…talvez se tivesse no final, teria despertado mais emoção no leitor… juntando a peças essa revelação soou bem triste e um pouco revoltante.rs

    A superfície descrita tbm é bem interessante, o limite não permitirá mais explicações, mas acho que as que foram dadas são suficientes. Como já disseram deu a entender que foi um ataque alienígena… Tipo guerra dos mundos.

    Enfim, o tema aqui foi abordado de forma muito criativa, ficando a frente de muitos nesse quesito.

    Parabéns, boa sorte no desafio.

  9. Marcelo Nunes
    11 de outubro de 2016

    Olá Brad.
    O autor conseguiu ter uma boa ideia, a escrita é boa e a leitura flui. Só achei logo no início do texto os diálogos travando a leitura. Gostei da ambientação, mas carece de mais detalhes, na minha opinião.

    Não consegui sentir a emoção dos personagens, a parte da gravação achei que não ficou boa, um pouco forçada.

    Ponto forte no conto, foi a criatividade.

    Parabéns e boa sorte no desafio. Abraço

  10. Luis Guilherme
    11 de outubro de 2016

    Boa tarde, amigo escritor, tudo bem?
    Eu, particularmente, gostei bastante do conto. Me entreteve do início ai fim, gostei da técnica utilizada, do domínio da escrita, da curiosidade que a história gera (o que diabos será que tem lá em cima?). No todo, achei que foi uma leitura leve e agradável que valeu a pena.
    Gostei do desenrolar, gostei da conclusão. Que dó dessa família! Rsrs
    Queria até saber mais sobre a história.
    Enfim, como um todo, uma boa obra! Parabéns!

  11. Gustavo Castro Araujo
    9 de outubro de 2016

    O conto ganha pontos pela originalidade. Criar um cenário de ficção científica clássica (Júlio Verne na veia) às avessas foi algo bastante ousado. Gostei do clima de suspense, claustrofóbico. Não entendi muito bem por que motivo o pessoal de baixo queria tanto chegar à superfície (curiosidade apenas ou necessidade real?) De todo modo, a construção do enredo, sobretudo dos personagens, ficou bem interessante. As alusões à filha, entremeadas com acontecimentos in loco foram bem sacadas, dando aos protagonistas a profundidade adequada para que o leitor pudesse se identificar com eles. Outro aspecto positivo é a solidão latente que permeia o conto. A ideia de um dia a humanidade ser isolada no centro da Terra é, por si, instigante, levando a divagações filosóficas que nem todo conto consegue provocar. Enfim, um conto muito bom – acima da média dos demais neste desafio. Parabéns!

  12. vitormcleite
    8 de outubro de 2016

    Trama muito interessante e texto bom de ler. Parece-me somente que deixas muitas pontas soltas e que ficam sem explicação, talvez este texto precise ser desenvolvido sem limite de palavras. Parabéns

  13. Pétrya Bischoff
    3 de outubro de 2016

    Olá Brad! Apesar de eu não curtir sci-fi, seu conto tem créditos pela ideia extremamente original.
    A escrita é clara, e conduz uma narrativa satisfatória, apesar de o gênero sempre ser muito confuso pra mim, pois apresenta ora termos, ora situações completamente novas que o leitor deve conseguir assimilar e familiarizar-se até compreender e conectar-se ao texto. Como o teu conto é curto, não houveram muitas dessas novas informações e, portanto, não foi exatamente difícil situar-se.
    Creio que a ambientação seja o ponto forte do texto; pude sentir-me claustrofóbica em um pequeno maquinário, engolida pelo solo (ainda que acima), e cada nova descrição das descobertas, sendo das mudanças do próprio solo das ou ossadas, põe o leitor mais dentro da história, ao ponto de, ao final, quando o personagem morre, posso imaginar uma equipe posterior explorando o velho mundo da superfície.
    Enfim, um conto com muito potencial. Gostaria de ler uma continuação, e até mesmo de saber como eles foram para no subsolo. Parabéns e boa sorte.

  14. mariasantino1
    30 de setembro de 2016

    Oi, autor!

    Então, você teve uma puta ideia e mandou ver. Seu conto estará na minha lista e certamente no pódio deste certame, porque merece.

    Pois, bem. A ideia é boa, a ambientação também, nada forçado, nada que não dê para imaginar sem precisar ser grande conhecedor de sci-fi, e você dá vazão aos sentimentos deixando o tudo mais humanizado, nada mecânico. Mas… (chatice nossa de cada dia), a fluidez narrativa foi prejudicada pelas interferências de pensamentos, de descrições e xingamentos. Acho que tudo isso esbarra no limite de palavras, mas em se pesando os prós e contras, o saldo é muito positivo.
    Gostei do que vi e acho mesmo que algumas coisas são caladas por prudencia, porque a verdade poderia chamar o caos.

    Na torcida.

    Buona Fortuna

  15. Gustavo Aquino Dos Reis
    30 de setembro de 2016

    Autor(a), o seu conto é extremamente original e inventivo. O enredo debruçado em uma premissa de ficção científica ficou muito bom. A sua escrita é bem competente, enxuta, sem grandes exageros. Porém, a maneira como você condução a narrativa, com oscilações de pensamento, gravações, ações, ficou um pouquinho complexo. A cadência se quebra, retorna, se quebra, retorna.
    Não obstante, gostei do que li aqui. É o conto mais inovador do desafio, na minha humilde opinião. Parabéns.

  16. Iolandinha Pinheiro
    30 de setembro de 2016

    Sem dúvidas a principal qualidade do conto é a sua originalidade. O diálogo no começo do conto não ficou muito bom, e fora o escavador, os demais personagens não me passaram nada de emoção. Fiquei imaginando uma pessoa passando anos dentro de uma máquina que vai cavando para cima, passando por rios de lava, cemitérios e chegando à superfície onde finalmente encontra a morte. Depois pessoas seguindo a trilha da máquina e coletando os cristais, e alguma coisa não bateu. Achei muito improvável que uma pessoa pudesse ficar tanto tempo enclausurada em uma máquina sem que tudo acabasse: alimentos, oxigênio, lucidez. Isso fora outros detalhes que ficaram fora da minha compreensão sobre como ele fazia coisas básicas como higiene pessoal, excreção… Enfim. E aí quando ele chega à superfície, um final que joga elementos para que o leitor se vire para descobrir o que aconteceu. Em resumo, a ideia foi muito boa, mas a execução não me agradou. Sorte no desafio.

  17. Thiago Amaral
    29 de setembro de 2016

    Um dos que mais gostei por enquanto. Bem fora do convencional, pegada ficção científica pós-apocalíptica, curto muito tudo isso. Bonito também e cheio de imagens coloridas: a lava, os cristais, a superfície e suas criaturas. Gostei do Shakespeare hauhauha

    O início foi um dos melhores até aqui, me deixou bastante curioso. Uns nomes parecidos, um mundo diferente.

    Como ponto negativo, observo apenas que me soou didática a explicação do ambiente no qual aquelas pessoas vivem, lá no início. Não me soou natural, acho que carecia de sutileza maior.

    No mais, bastante divertido, obrigado por pensar fora da caixa.

    Até!

  18. Maria Flora
    29 de setembro de 2016

    O início do conto com o diálogo confundiu um pouco. A narrativa prossegue sem esclarecer muito. Não há descrição de lugares, pessoas e a própria situação permanece no ar para o leitor desvendar. A preocupação do pai com a filha cativou minha atenção. Este ponto ficou bom. A viagem na escavadeira me lembrou “Viagem ao centro da Terra”, de Júlio Verne.

  19. Catarina
    29 de setembro de 2016

    QUERO CONTINUAR LENDO? TÍTULO + 1º PARÁGRAFO:
    Como assim? Entendi nada. Então vamos adiante.

    TRAMA esquisitona e a premissa dicotômica me agradou. Mas a execução em si e a narrativa não fluiu bem, senti falta de ritmo.

    AMBIENTE facilmente confundível com um hospício.

    EFEITO perdidão. Fiquei sem saber onde estava, ora soterrada, ora numa estação de metrô em construção (tatuzão), ora nadando em sangue, ora nas catacumbas de Paris, ora em um submarino (escotilha), ora… sei lá.

  20. Davenir Viganon
    27 de setembro de 2016

    Olá Brad Buried.
    Gostei da referência ao Ray Bradbury no pseudônimo (adoro os livros dele).
    O mundo ficou bem amarrado a proposta do cemitério. Um cemitério distópico, onde a fuga da realidade dura é para cima. A dureza aparece não apenas na angustia do homem na máquina como também na cena inicial, que dá o arremate logo no início. Você quis inverter os polos aqui também?
    Gostei do mundo criado. Descrição é parte importante da FC e é difícil torná-las atrativas, ainda mais no espaço pequeno. Penso eu que a falta de espaço faz mais falta a FC do que aos outros gêneros.
    A escrita é muito boa, mas ficou muito no drama pessoal do protagonista pensando na filha morta e se mesclando pouco a ambientação. Apesar desses detalhes, li avidamente para saber o que aconteceria.
    Gostei bastante.
    Um abraço.

  21. Gilson Raimundo
    25 de setembro de 2016

    Caramba, muito louco, parece a mistura de “Cidade das Sombras” onde as pessoas vivem numa redoma debaixo da terra e tentam chegar a superfície com “Guerra dos Mundos”, onde alienígenas usam o sangue humano para fertilizar o solo coberto por uma espécie de musgo e as criaturas Trípodes parecem possuir tentáculos… Este dá um bom roteiro para filme, o cemitério ficou bem caracterizado, não entendi os cristais, talvez sejam meras alegorias, a historia perde na originalidade, mas ganha no arranjo.

  22. Felipe T.S
    25 de setembro de 2016

    Olá!

    Conto muito criativo e com uma construção interessante. Gostei da forma como apresentou os diálogos no início e depois a forma como tudo muda e temos o foco fechado na gravação (apenas acho que alguns momentos do registro houve um desiquilíbrio – no início, onde o narrador apresenta a condição de vida, achei que ficou explicativo demais, mas entendo que foi necessário ilustrar dessa forma – e depois, mais ao fim, quando as coisas acontecem em um ritmo mais acelerado, sem existir marcações sobre o tempo da gravação. Acredito que a ideia em si não era de apenas um registro, mas várias gravações sobre a missão, não?), ainda assim, gostei bastante do conto.

    Recomendo que continue explorando esse universo, esse conto é apenas um recorte de um universo ficcional que pode gerar muitas coisas.

    Parabéns e boa sorte.

  23. Fheluany Nogueira
    25 de setembro de 2016

    Uma narrativa original, criativa. Gosto de ficção científica, a criação de um mundo com todos detalhes novos; até tenho um texto começado com a ideia do homem vivendo em subterrâneos ( São estes documentários na tevê sobre apocalipse.)

    A inversão do cemitério, o recurso da gravação ficaram bem interessantes, o texto ficou dentro do tema e escrito corretamente, o personagem do pai ficou bem delineado. A leitura foi um pouco difícil, precisei reler tudo e, como outro comentarista, penso que aquela série de falas deveria vir para o desfecho.

    Parabéns pela participação. Abraços.

  24. Phillipe Klem
    25 de setembro de 2016

    Boa noite Brad.
    Foi um conto interessante de se ler.
    Gostei da ambientação underground, meio claustrofóbica. Me lembrou um pouco o filme Cidade das Sombras, claro que em uma versão muito mais dark.
    Sua escrita é madura e bem segura, apesar de você ter utilizado o estilo de narração em primeira pessoa, em tempo real, o que não costuma ficar muito bom.
    No seu caso funcionou em quase todo o conto, exceto algumas partes ali no final que pareceram meio forçadas.
    Um grande ponto extra por você ter conseguido pensar em uma história nada convencional para o tema, e ainda ter conseguido estabelecer todo um universo ficcional. Meus parabéns.
    Enfim. Uma ótima escrita em um bom conto. Boa sorte companheiro!

  25. mhs1971
    24 de setembro de 2016

    Olá
    Como vai?
    Particularmente não aprecio tanto contos narrado em primeira pessoa. Desculpe o meu preconceito de leitura mas é algo que percebi, quando comecei a escrever, que esse enfoque em primeira pessoa é um recurso que tem que ser bem medido/escrito para não se tornar apenas um relatório de viagem.
    Achei criativo o ínicio, com um diálogo onde ao longo da leitura, ser um dos últimos lapsos do personagem antes de sua missão.
    Gostei do final, com sua dramaticidade que pontuou o propósito da história.
    Foi uma boa leitura e boa sorte em sua participação.

  26. Pedro Teixeira
    24 de setembro de 2016

    Olá, Apanhador! Narrativa de boa técnica, só senti que algumas repetições ali no ínicio ( comporta e superfície) reduziram um pouquinho o prazer da leitura. Entendi que eles não sabiam muito bem o que havia na superfície, mas precisavam de mais espaço por viverem na redoma. Gostei dessa visão diferenciada do tema. A gravação foi uma boa sacada, mas o teor, considerando que era destinada a uma criança, em alguns momentos pareceu inverossímil. No geral, a ideia toda é muito boa e a trama bem pensada para caber no limite, e ainda abre a possibilidade de todo um universo a ser explorado no futuro. Um bom conto. Parabéns e boa sorte no desafio!

  27. Fabio Baptista
    22 de setembro de 2016

    A proposta de um relato em tempo real é interessante e a escrita está muito boa, mas o conto não funcionou comigo.

    Só fui acompanhando o rumo da escavadeira, sem me envolver ou me importar muito com o que estava acontecendo. Não me despertou muita empatia, em outras palavras.

    Mas o link do fim com o início é interessante, fazendo o leitor ter curiosidade de voltar para conferir e daí então cair a ficha. Isso e a técnica apurada provavelmente colocarão esse conto na minha lista.

    Abraço!

  28. Anorkinda Neide
    20 de setembro de 2016

    Ah, meu querido
    Eu sei q vc não queria ler meu comentário…. rsrs
    Releio para comentar e pude reler apenas o diálogo inicial, foi bom, pq já conhecendo a história.. fiquei com raiva qd ela disse q venderia as pedras 😛
    .
    Muito chato, mas por ser FC, se fosse noutro cenário, eu curtiria, pq está bem escrito, o pai passou toda a sua preocupação com a filha, sua emoção está bem nítida.
    O diálogo deveria, sim, vir no começo, sabe pq? pq tudo fica mais emocionante, pois o leitor sabe q a menina está morta.
    .
    Apesar de q o ambiente não me seduz, não vou diminuir sua nota, ops, não tem nota desta vez, mas não lhe prejudicarei pelo gosto pessoal, ok?
    .
    Os senões acho q se encontram no âmbito do enredo q abriu muito um novo universo para caber dentro de um conto de 1500 palavras, deixando muitas coisas ‘no ar’, mas o principal deu pra captar, o cemitério acima do submundo onde eles viviam.
    .
    Parabens, vc é um excelente escritor.
    Abraço

  29. Ricardo Gnecco Falco
    20 de setembro de 2016

    Olá, autor(a)!
    Vou utilizar o método “3 EUS” para tecer os comentários referentes ao seu texto.
    – São eles:

    EU LEITOR (o mais importante!) –> O começo da leitura foi um pouco lento, até conseguir compreender o que estava acontecendo. Os nomes das personagens eu imagino que possuam alguma razão de serem tão parecidos, mas não consegui captar o significado ou as referências necessárias para a compreensão. Depois, a leitura foi tornando-se mais fluída, muito embora os diálogos soassem, até o final, muito forçados; certamente para compensar a falta da narração. História simples, porém criativa, com uma tentativa de inversão do sentido dado à palavra-tema do Desafio. De 1 a 10, daria nota 6 para este conto, visto a inverossimilhança dos diálogos.

    EU ESCRITOR (o mais chato!) –> Boa escrita; boa imaginação; ótima fluidez. Só pecou pela forma escolhida para contar esta história, deixando no leitor um vazio descritivo e, principalmente, um distanciamento da imersão necessário devido aos diálogos (e monólogos) tornarem-se pouco naturais.

    EU EDITOR (o lado negro da Força) –> Uma boa ideia, com um amplo público (FC). Se melhor trabalhado (abordagem), renderá um bom trabalho no gênero.

    Boa sorte,
    Paz e Bem!

  30. José Geraldo
    19 de setembro de 2016

    O conto tem uma ideia original, que ele não chega a executar com maestria, mas está longe de ficar desperdiçada. A única coisa que realmente me faltou foi uma simples explicação, uma frase que fosse, sobre a razão de os humanos quererem escavar à superfície sabendo que lá é perigoso. O conto tem certos indícios, que não são desenvolvidos, de que os personagens não são humanos. Isso é interessantíssimo e poderia ter sido usado como um plot twist. Entre esses indícios está a tolerância ao calor da lava.

    Resumindo: é um conto que tem mais originalidade do que competência, mas merece uma nota alta, porque eu não quis dizer, com isso, que ele é pouco competente. Texto de alto potencial: bem revisado, vai ser um daqueles que um dia dará orgulho ao autor.

    O autor é realmente talentoso e imaginativo, mas precisa amadurecer um pouquinho sua escrita e planejar a ação melhor.

  31. Pedro Luna
    19 de setembro de 2016

    Então, o seu conto inova na ideia, mas não posso dizer que gostei muito pois a trama careceu de momentos de emoção ou ação, cenas que despertassem algo (até mesmo negativo) e que me envolvessem.

    Bom, o autor ou autora foi muto inteligente em levar o conto nessa pegada de gravação, pois assim fica mais fácil aproveitar o limite do desafio, muito curto. Foi uma boa sacada, junto com a ideia de inverter os pólos. Confesso que a situação de mortos sendo enterrados pra cima não se desenhou perfeito na minha mente, mas foi uma jogada bacana. Eu alteraria o início, pois agora ele faz perfeito sentido, mas no início da leitura, sem saber de nada, aquele diálogo soa confuso e chato. É só uma sugestão.

    Bem escrito, tem uma boa ideia, mas acho que faltou algo. Mas no geral, bom.

  32. Evandro Furtado
    19 de setembro de 2016

    Fluídez – Very Good

    O texto corre bem sem problemas com a sintaxe ou a ortografia. A pontuação também é muito bem empregada. As alternâncias de tom também ajudam na cadência do conto.

    Personagens – Outstanding

    Pai de Lailla, eu-narrador – um homem simples que tem na filha a única razão de viver. Viúvo? Parece bem adaptado ao mundo que vive apesar de breves ponderações acerca do que há além. Aceita as normas e regras impostas pela sociedade em que vive sem maiores questionamentos. Falta-lhe senso de liderança.

    Trama – Very Good

    Muito bem amarrada. O autor é capaz de apresentar todo um mundo novo em um curto espaço de tempo. As motivações são muito bem colocadas e o conflito maior bem desenvolvido. A resolução é quase perfeita. O final é decente, mas falha ligeiramente ao considerarmos o restante do texto.

    Verossimilhança (Personagens + Trama) – Very Good

    Estilo – Very Good

    O autor começa com um diálogo curto englobando um cenário futuro ao dos acontecimentos que serão narrados a seguir. Essa quebra da linearidade funciona bem. O restando do texto é basicamente a narrativa de um homem com um gravador (alô, alô Lucas Silva e Silva). Há quebras nessa narrativa para indicar as reflexões desse mesmo homem fora daquela gravação, muito bem pontuadas pelo autor. A escrita é ousada e consegue ser bastante decente diante do que se propõe.

    Efeito Catártico – Good

    A cena mais impactante é a ideia da superfície vermelha. Só faltou um pouco de profundidade no final. Afinal, o que eram os tentáculos? O mundo virou um cenário como o de Matrix? Não há problema em deixar questões em aberto, acho que fica até interessante para o leitor, mas para um impacto mais preciso, creio que uma descrição mais detalhada seria mais interessante. Ainda assim, um conto bem bacana.

    Resultado Final – Good

    • Brad Buried
      11 de outubro de 2016

      Quem sabe a resposta não está no próprio título?

  33. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    18 de setembro de 2016

    Olá, Apanhador,

    Adorei!
    Fui lendo o texto pensando: Não acaba… Não acaba…

    A história é tão instigante que esqueci que estava lendo um conto do “Desafio do Cemitério”. Só lembrei quandi li a palavra escrita, quase no final.

    Embora seja um texto de ficção científica, o personagem é bem construído e a humanidade com seus conflitos está muito presente na narrativa.

    Um dos melhores até agora.
    Parabéns e boa sorte!

  34. Adolf
    18 de setembro de 2016

    Boa tarde! Achei o início um pouco confuso, mas o resto da história é bem interessante! A forma que escolheu para narrar a história, no formato de uma gravação foge do comum e você consegue fazer o leitor sentir-se intimo do personagem em poucas linhas lidas. A temática em si também é legal. Parece ter aí uma boa base para uma história maior.
    Boa sorte!

  35. Taty
    16 de setembro de 2016

    Confesso que fiquei meio perdida no início, mas sou meio lenta mesmo rsrsr….

    Depois fui me situando, compreendi a estória e a idéia em tela, a qual achei muito boa.

    Mas apesar da regularidade da escrita, alguma coisa não funcionou pra mim, o texto me aparece meio travado, joga muitas perguntas sem o devido encaminhamento.

    Gostei e não gostei, existe isso ? rsrsr

  36. Claudia Roberta Angst
    16 de setembro de 2016

    Olha que mesmo sendo um conto calcado em ficção científica. , eu curti. Muito bem escrito e com o cuidado de amarrar bem as pontas para não sobrar nada que desponte como inverossímil. Só por isso, vou olhar com mais carinho os elementos de F.C. a partir de agora.

    Consegui visualizar a situação das pessoas no submundo, enterrando seus mortos na superfície. A inversão de planos realizada ficou bem interessante.

    Não encontrei falhas de revisão.

    O gravador sendo derretido me deu até uma angústia. Oh, dó. As caveiras associadas a Shakespeare – Ser ou não ser, eis a questão! – Hamlet e sua caveira existencial…rs.

    Enfim, o autor foi feliz ao abordar o tema proposto de forma bem criativa, fugindo do esperado.

    Boa sorte!

  37. Olisomar Pires
    16 de setembro de 2016

    Interessantíssima a idéia do conto. Muito bem escrito. Talvez a narrativa não tenha engatado tão bem na primeira seção com os diálogos, depois com a estória toda lida, eles se encaixam, um palpite meu seria colocar essa parte por último.

    Um conto que tem um gancho incrível para continuação ou mesmo um romance.

    Parabéns e boa sorte.

    • Olisomar Pires
      17 de setembro de 2016

      Adendo: Gostei mais da ideia da trama que do texto em si, já pensei em roubá-la no futuro rsrsrsr..

  38. Priscila Pereira
    16 de setembro de 2016

    Olá Apanhador, que conto original!! Gostei muito!! Está bem escrito, tem uma trama boa, gostei da inversão do cemitério. Um ótimo conto! Boa sorte!!

  39. Ricardo de Lohem
    15 de setembro de 2016

    Olá, como vai? Vamos ao conto! O Apanhador no Campo de Centeio… Quando lí o título do seu conto, fiquei preocupado, já que o suposto clássico de J. D. Salinger é um dos livros que mais detesto na vida. Provavelmente é um do livros mais chatos que o ser humano já escreveu, na minha opinião. Felizmente, sua história pouco tem a ver com a daquele livro. Sua inspiração foi nitidamente um outro, um clássico da Ficção Científica: “The Time Machine”, de H. G. Wells. Por acaso essa é a história dos Morlocks? O padrão aqui foi invertido, e os Morlocks é que são os civilizados, e os Eloi são os monstros? Fiquei com essa nítida impressão, e se foi isso você teve uma ótima ideia. A história me surpreendeu, realmente criativa, como poucas aqui. Pena que o final é abrupto e seco demais,mas não chega tirar as boas qualidades do conjunto. Parabéns, seu conto ficou muito bom, desejo para você muito Boa Sorte no Desafio!

  40. Wender Lemes
    15 de setembro de 2016

    Olá. É bom encontrar um conto que consiga subverter o tema com a propriedade do atual. Sem dúvida, fugiu totalmente ao esperado para este desafio. Acredito que, ao trazer a atmosfera para a F.C., tenha se sentido muito confortável para aprofundar a personalidade do seu protagonista e o drama da solidão. O monólogo não ficou cansativo e as imagens foram muito bem detalhadas. A superfície sangrenta foi apenas mais uma cereja no bolo. Há certa poesia, não explícita, mas incrustada na construção de cada parágrafo. Bela obra, parabéns e boa sorte.

  41. Evelyn
    15 de setembro de 2016

    O apanhador (no campo de centeio). Confesso que completei o seu título com o título de Salinger, Brad Buried. E o Bradbury original teria gostado muito do conto como gostei. Agora eu fiquei muito dividida entre o seu conto e o conto do J.D. Salignas. Vão disputar o topo.
    Parabéns.
    Abraço!

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Publicado às 15 de setembro de 2016 por em Retrô Cemitérios e marcado .