EntreContos

Literatura que desafia.

Vende-se uma alma (Claudia Roberta Angst)

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Mais um sinal fechado, quase trancado. O terceiro naquela manhã que prometia mais calor do que novidades. Ele dedilhou notas invisíveis no volante, tentando reaver a melodia perdida no despertar. O sonho, um pesadelo insistente, contaminara os primeiros minutos do dia com um sabor agridoce que, aos poucos, azedou o humor do rapaz. Ando vendo filmes demais, concluiu, enquanto fuzilava o semáforo com o olhar.

Chegou ao velho prédio de escritórios com um incontido arrastar de passos e pensamentos. Sonhos recorrentes, devaneios que traziam sempre a mesma mensagem. O pacto, o enigmático senhor que lhe dizia as mesmas palavras. Tudo aquilo significaria o quê? Reticências sobrevoaram sua mente como a única resposta possível.

− Ah, Toninho… A voz escorria feito um sussurro.

− Meu nome é Antônio! O próprio, estalando os dedos, fingiu maior desagrado do que, de fato, sentia.

A moça, loira o bastante para ser confundida com a parede cor de palha, mostrou a língua como clara demonstração de pouco caso. Para ela, tanto fazia o nome de batismo de Antônio Salvador Lima de Abreu. Era nome de rico, diziam os parentes. Ou uma sina, havia lhe dito uma cigana, tão autêntica quanto a saia surrada cheirando a incenso barato.  

Ali, encostados no balcão da pequena copa da agência de publicidade, Antônio e Gláucia conversavam sobre vendas. Afinal, o trabalho deles girava em torno da disponibilidade de mercado. Não discutiam sobre o comércio de mercadorias diversas, mas sim, abordavam algo menos corriqueiro. Qual seria o preço de uma alma?

− Isso é coisa de filme americano, comercial barato. Bobagem de gente sem a menor originalidade.  Antônio reagiu frustrado, sem conseguir se desviar das pesadas cenas que invadiam seu sono há semanas.

− Mas a regra é clara: vendeu, entrega. A loira apresentou uma racionalidade que lhe caía tão natural quanto as ondulações do seu cabelo.

− Imagina! Se fosse assim, eu agora estaria bem rico e percorrendo o mundo em uma bela Harley-Davidson.

Antônio terminou o último cigarro da carteira e resmungou alguma coisa. Não era mais permitido fumar ali, mas ele ignorava as novas regras. Já havia deixado de provar tanta coisa por imposição da empresa, que considerava desnecessário acatar a proibição. De todos os vícios, fumar era o que ainda lhe satisfazia. O fumo e o C.S. – traduzido em símbolos e profecias particulares como Consuelo Soares (a cigana sacana), os calores sensoriais, suas criptas e sepulturas, o Cemitério da Consolação – eram dependências das quais não pretendia se livrar.  

O trabalho corria bem, do jeito que dava, bem como poderia esperar de um emprego mal arranjado. Enquanto caminhava pelo corredor, percebeu que os colegas estavam mais agitados que o normal. Ora, se houvesse algo normal por lá, o dilema estaria instalado. Ele que não perderia o seu tempo tentando descobrir qual era a novidade, tinha mais o que fazer. O intervalo do almoço era sagrado. E sepultado.

O cemitério surgia como um ambiente bastante arborizado e tranquilo em meio à agitada rua de mesmo nome. Trazia um frescor aos dias mais quentes, além de uma aula de história da arte à parte. Reunindo mais de trezentas esculturas, segundo o guia turístico, a necrópole apresentava trabalhos de artistas renomados como Brecheret.

Acostumado ao local, Antônio gostava de explorar novos ângulos dos monumentos fúnebres. Vez ou outra, ele fotografava o que lhe parecia mais fascinante: a morte em toda a sua beleza. Os amigos desconheciam aquele seu lado algo místico, talvez sinistro. Era o seu prazer mais egoísta, um mergulho em um mundo particular do qual não abriria mão.

De repente, percebeu o movimento de um pequeno grupo mais ao fundo, conduzido pela figura conhecida como Popó. As visitas seguiam o roteiro Arte Tumular, elaborado e exigido pela administração do cemitério. Alguns, ávidos por História, percorriam os corredores do cemitério, admirando com muita atenção as obras de arte. No entanto, a maioria das pessoas era levada apenas por uma mórbida curiosidade, bastante comum em todos os grupos. A excentricidade das pessoas e famílias enterradas naquele cemitério funcionava como um grande atrativo, conduzindo os olhares para muito além da arte.

Antônio tentou fugir das pessoas, que pareciam formigas invadindo um piquenique. Atravessou duas vielas paralelas até alcançar o mausoléu da família Matarazzo. Os vinte e cinco metros de altura ainda o impressionavam, como na primeira vez em que seus olhos descobriram as linhas do imponente jazido. Ostentação que vai além da vida, pensou. A fenomenal arte composta por esculturas em bronze contrastava com o céu azul de ponta a ponta.

O calor começou a incomodar, sem demonstrar qualquer possibilidade de brandura. Talvez chovesse mais tarde, mas era pouco provável receber algum frescor naquele momento. Antônio aceitaria ser aspergido com água benta, sem reclamar. Calor dos infernos! Lembrou-se, novamente, do seu sonho e estremeceu. Bobagem! Se a sua babá não tivesse lhe contado tantas lendas urbanas…

− Não brinca com essas coisas, menino! O demônio é mais esperto que tu.

Sacudiu a cabeça, tentando desembaraçar as ideias com o movimento. Mas todas aquelas histórias estavam gravadas em seu inconsciente e, de vez em quando, eram rebobinadas como uma fita muito gasta, mas ainda carregada de cenas assustadoras. Maldita Tia Solange que, com seus olhos rasgados e peitões desabados, havia minado suas lembranças pueris.

− Por quem os sinos dobram?

− Por ti, que cedeu mais do que todos os outros.

O que aquilo queria dizer? A voz de locutor não era nem mesmo ameaçadora, mas o tom, audível feito um eco, sim. E o que era pior: não era a primeira vez que ouvira aquela voz. Parecia-lhe extremamente familiar, como se rompesse seus tímpanos com dezenas de conselhos evitados.

Pensou no pai, nas contas empilhadas em cima do móvel bambo da sala. Visualizou as rugas que se aprofundavam dia a dia, aradas em um rosto cada vez mais sem vida. Depois, mais sonhos, aqueles pesadelos que entrecortavam suas noites em retorcida intimidação. No meio de uma madrugada, acordou com os lábios pronunciando sim e as vísceras revertidas em bílis e asco.

Dias depois, encontrou o bolo de notas, atrás da pilha de livros, no sebo Última Chance. Todos os exemplares eram muitos semelhantes nas cores e no peso. Exibiam o mesmo título impresso nas capas e lombadas: Fausto. Primeiro, Antônio pensou se tratar de mais uma biografia não autorizada do robusto apresentador de TV, mas o autor era outro. Algo que lhe lembrou de goat, do bode do sonho recorrente. Lia-se ali, como em repetida escadaria, Goethe, em letras douradas.

Tomou novo fôlego, tentando desviar o pensamento das imagens que surgiam ora misturadas a lembranças reais, ora camufladas pelas impressões deixadas pelas noites mal dormidas. Antônio duvidou da própria memória e sanidade, pois se tudo o que pensava e lembrava fosse real, ele estaria, de fato, condenado.

Percebendo que o movimento ao redor diminuía gradativamente, Antônio esgueirou-se pelas ruas daquele labirinto de túmulos. Exausto, procurou por uma sombra e se deitou sobre a campa mais espaçosa que encontrou. O mármore, escurecido pelos muitos dias sob os efeitos do tempo e das chuvas, parecia receber o seu corpo sem resistência. Sabia acomodar os ossos sem que eles se amontoassem em desconforto. Doíam-lhe as juntas, talvez fosse dengue, talvez o acumular do cansaço. Fosse como fosse, esticar os músculos naquele espaço generoso produzia uma prazerosa sensação de embriaguez.

Teria mais alguns minutos, antes que a obrigação lhe batesse continência. Fechou os olhos e pouco reteve na retina, além dos olhos de seu pai. Os pés pesaram primeiro, como agarrados por cipós imaginários, heras cobriram suas pernas e braços. O corpo todo cedeu, envolvido pela areia movediça que brotava ao meio-dia.

Abriu os olhos, primeiro em lenta disposição, temendo não ser mais deste mundo. Seus olhos fitaram o céu agitado, prestes a abrigar uma tempestade. Depois, encontraram a placa, a lápide que reluzia em bronze polido, as letras em relevo ainda mais lustradas Antônio Salv… As letras caíam embaralhadas em suas íris, e antes que terminasse de ler Salvador, a dor avolumou-se em seu peito.

Com o susto e a pancada da hora imprevista, o coração de Antônio cedeu ao ritmo que se avizinhava. O som crescia enquanto o sangue percorria o vazio. Ele fechou os olhos, sem guardar lembrança alguma. Mais uma vez, escutou a voz. Um último sonho desenhou-se sob as pálpebras cerradas.

Sinos dobravam ao longe.

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94 comentários em “Vende-se uma alma (Claudia Roberta Angst)

  1. Pedro Teixeira
    15 de outubro de 2016

    Olá, Corpus! Um conto muito bem escrito, com uma trama que traz várias possibilidades. Tive que ler mais de uma vez para pegar bem a ideia, e algumas coisas me pareceram soltas demais, como o CS, fazendo o conto parecer um capítulo de uma narrativa maior. No geral não me cativou tanto quanto outros textos do desafio, mas é um trabalho que demonstra grande competência, com construções muito inspiradas. Parabéns e boa sorte no desafio!

    • Corpus Debrindhe
      15 de outubro de 2016

      Parece que só causei confusão por aqui. Que sina para um corpo dado de brinde por uma alma vendida. Que seja!
      Obrigado pelo seu comentário. Abraço.

  2. Pedro Luna
    15 de outubro de 2016

    Depois da conversa no carro, no início, até o final, senti uma certa dificuldade de passar os parágrafos e conectar a história. Um momento particularmente confuso foi quando entrou a voz falando de sinos. Não saquei. O lance dos sinos, além da óbvia referência, me lembrou Clive Barker e seu mundo dos cenobitas.

    Só para registrar, já estive em uma aula de campo de um bizarro curso, e foi num cemitério. O pretexto era analisar jazigos antigos bem bonitos.

    Não gostei muito, infelizmente.

    • Corpus Debrindhe
      15 de outubro de 2016

      Uma história com poder de desconectar leitores? Humm, interessante! Até eu já estou começando a me perder nas brumas desse cemitério.
      Obrigado pelo comentário. Abraço.

  3. Amanda Gomez
    14 de outubro de 2016

    Olá,

    Precisei fazer mais de uma leitura para entender o conto por completo, na primeira foi só confusão, agora vejo todas as nuances e em como elas foram bem empregadas.

    Um conto direito, apesar da narrativa explicativa, as descrições sobre tudo as do paragrafo final, quando ele morrer são muito bem feitas, a ambientação também está boa, deixando o leitor co visões nítidas.

    O final trás uma sessão de impotência e simpatia pelo personagem que terá uma um pós morte sinistro.

    No geral gostei do seu conto, apesar de alguns entraves. O tema foi mostrado de forma competente.

    Boa sorte no desafio.😃

    • Corpus Debrindhe
      14 de outubro de 2016

      Olá, Amanda. Poucos foram os leitores que não acharam o conto confuso e não precisaram reler. Preciso rever as voltas do meu labirinto de palavras e imagens.
      Obrigado pelo seu comentário. Abraço.

  4. Daniel Reis
    14 de outubro de 2016

    37. Vende-se uma alma (Corpus Debrindhe)
    COMENTÁRIO GERAL (PARA TODOS OS AUTORES): Olá, Autor! Neste desafio, estou procurando fazer uma avaliação apreciativa como parte de um processo particular de aprendizagem. Espero que meu comentário possa ajudá-lo.
    O QUE EU APRENDI COM O SEU CONTO: às vezes, os personagens acabam tomando rumos que nem o próprio autor desconfiava. Daí, só resta ao criador puxá-lo pelo nariz – ou mandá-lo para onde deveria ter ido, desde o começo.
    MINHA PRIMEIRA IMPRESSÃO SUBJETIVA DO SEU CONTO, EM UMA PALAVRA: Loose.

    • Corpus Debrindhe
      14 de outubro de 2016

      Sim, às vezes, os personagens fogem da trama e nem mandam notícia. Gente ingrata, viu? Mas costumo respeitar a decisão dos outros, até mesmo da minha criação.
      Obrigado pelo comentário. Abraço.

  5. Marcelo Nunes
    13 de outubro de 2016

    Olá Corpus.
    Escrita muito boa e alguns trechos a leitura fluiu muito bem, outros eu achei um pouco travado, mas nada que desse sono ou eu perdesse o interesse.

    Gostei da estrutura do texto e da ambientação do cemitério, que não há excessos. Mas o resultado eu acabei não gostando.

    Parabéns e boa sorte no desafio.
    Abraço.

    • Corpus Debrindhe
      14 de outubro de 2016

      Olá, Marcelo. Que bom que o conto não te deu sono. Isso seria o mesmo que dizer que a escrita estava pra lá de tediosa. Ufa! Mas aí, o resultado não foi bom de qualquer jeito. 😦
      Obrigado pelo seu comentário. Abraço.

  6. Fil Felix
    13 de outubro de 2016

    Os sinos da igrejinha…

    GERAL

    Gostei que pegou o Cemitério da Consolação como pano pano de fundo. É realmente um lugar fantástico! Então considero o ambiente um dos pontos positivos, foi descrito e utilizado com maestria! A leitura é bastante tranquila e fluída, só acho que acabou caindo num lugar que foi bastante comum no desafio (o morto que se vê).

    ERRORr

    Apesar da escrita ser boa, a narrativa me pareceu um pouco confusa. Há uma mudança brusca de um lugar pro outro, dando essa estranheza. Outro ponto que reparei é o nome das personagens. O protagonista tem seu nome escrito por inteiro no começo (pra funcionar no momento final) mas a outra personagem só ganha a alcunha de “loira”.

    • Corpus Debrindhe
      13 de outubro de 2016

      Antônio e Gláucia conversavam sobre vendas. – A loira chama-se Gláucia.
      Agradeço pelo comentário.

      • Fil Felix
        13 de outubro de 2016

        Opa, falha minha então! Realmente jurava que não tinha, valeu pelo toque e desconsidere a última frase do comentário!

  7. Anderson Henrique
    13 de outubro de 2016

    Gostei do texto. Bem escrito, com um ou outro excesso apenas, mas um bom conto. Foi uma boa leitura. Não tive dificuldade em entender a venda da alma. Acho que ficou claro: o pai endividado, as notas encontradas no sebo chamado última chance, o sim em meio ao sono, a pilha de livros de Fausto.

    Algumas observações:
    – “Um sinal fechado, quase trancado.” essa frase parece que tem mais efeito do que sentido.

    – “Dedilhou notas invisíveis ao volante.” boa frase, traz o leitor para perto.

    – “O fumo e o C.S.” Não entendi essa.

    – “Formigas invadindo um piquenique.” Ótima imagem.

    – O polêmico bode, que remete a demônio, foi uma boa sacada, mas o problema foi o tom cômico em um texto que vinha todo dramático.

    • Corpus Debrindhe
      14 de outubro de 2016

      Fiquei até emocionado por saber que alguém entendeu “fácil”o lance da venda da alma. Quanto às frases, ela assim se apresentaram, sem muita chance de mudança. O fumo e C.S. – os vícios… Na verdade, era para ser o fumo e C.C. (cemitério da Consolação), mas aí… vieram as formigas e comeram o contexto.
      Agradeço pelo seu comentário. Abraço.

      • Brian Oliveira Lancaster
        14 de outubro de 2016

        Fiz um esforço para não ler “Counter Strike” nessas passagens. Quem é dos games antigos vai lembrar.

  8. Bia Machado
    11 de outubro de 2016

    Tema: Totalmente adequado à temática e mais que isso, fugiu do lugar comum.

    Enredo: Gostei muito do seu conto. E fico feliz por isso, pois não foi fácil a leitura dele. Tive que ler e reler, aliás. Primeiro porque me vi divagando na primeira leitura, pois essa coisa da arte dos cemitérios, as fotos, as lápides, isso é algo que faz parte da minha vida. Quando morava em Birigui, cidade do interior de SP, era comum eu atravessar um dos cemitérios de lá que era uma quadra inteirinha, pois na saída dele era só atravessar a rua e chegar ao supermercado onde precisava comprar alguma coisa. E eu sempre acabava me demorando ali dentro, observando os detalhes, as fotos, as construções… E nossa, eu fui pesquisar sobre essa sepultura dos Matarazzo, não imaginava que fosse dessa imponência. Pensando bem, se eu puder prefiro ser cremada. E nada de lápides gigantescas, ocupando espaço no mundo. Da forma como você construiu o texto foi de prender o fôlego. E aí temos o final, que vem nos surpreender, quando a gente pensava que nem tinha mais como. Muito bom mesmo!

    Personagens: Uma expressão que define o Toninho (ops, Antônio, desculpa aí! ;)) é “bem elaborado”. Bem pensado, serve muito bem à narrativa. Nem mais, nem menos.

    Emoção: Gostei. Não foi fácil a leitura, mas é um dos meus preferidos.

    Alguns toques: No momento, nenhum. Pelo menos após essas duas leituras seguidas, pra mim não há toque algum a ser dado. Valeu a leitura!

    • Corpus Debrindhe
      13 de outubro de 2016

      Que bom que o conto te agradou, Bia. Não foi uma leitura fácil, mas agradou. Ufa!
      Agradeço pelo seu comentário. Abraço.

  9. Luis Guilherme
    11 de outubro de 2016

    Boa tarde, amigo escritor!
    Apesar de bem escrita, a história não me prendeu muito. Achei um pouco confusa e rebuscada em algumas partes, e a impressão que me causou em determinado momento foi “onde a história quer chegar?”, e, apesar do fim ter feito sentido, não sei se respondeu totalmente a essa questão.
    Teve pontos positivos, mas em geral não conseguiu me prender, ficando um pouco enrolada e cansativa.
    Desculpa a sinceridade. Achei legal ressaltar isso, pois teve pontos bem legais que mostram que você tem talento, achei criativo, só achei que podia ser mais direto pra contar a história.

    • Corpus Debrindhe
      14 de outubro de 2016

      Legal você ser sincero, Luis Guilherme. Infelizmente, não sei ser tão direto na hora de contar minhas histórias. É a vida!
      Obrigado pelo seu comentário. Abraço.

  10. Gustavo Castro Araujo
    9 de outubro de 2016

    Aqui destaca-se a evidente perícia do autor. Poucos são os que se encontram neste nível de habilidade, sabendo utilizar as palavras, as metáforas e as analogias. Gostei do conto pelo mergulho psicológico a que ele conduz. Entrar na mente protagonista é sempre uma experiência rica quando bem descrita. A aparente confusão mental de Toninho é explicada pela obsessão em relação a um suposto pacto e, por consequência, pela atração (ir)racional em relação ao cemitério, pela sensação de paz que esse ambiente lhe provoca. Dessa forma, não chega a surpreender o final quando ele descobre o próprio nome na lápide. Creio que dentro dos limites do desafio, este foi o conto que melhor soube aproveitar as 1500 palavras. Parabéns!

    • Corpus Debrindhe
      10 de outubro de 2016

      Meu nome é Antônio! – Te diria o próprio.
      Por incrível que pareça, o conto foi inspirado em fatos reais. O protagonista da vida real, também adorava passear pelo cemitério e levou um sustão numa dessas incursões entre os jazigos. Já o pacto foi viagem minha mesmo.
      Posso imprimir e enquadrar este comentário? Valeu, Gustavo. Abraço.

  11. vitormcleite
    8 de outubro de 2016

    Começo por deixar os meus parabéns pela tua escrita, resultando um texto, em certas passagens muito interessante de ler, mas, o conjunto não me agarrou. Penso que foi falha do enredo. Gostei do final, apesar de não ser muito original, mas penso que consegues fazer melhor do que apresentas neste desafio.Veremos em próximos desafios.

    • Corpus Debrindhe
      9 de outubro de 2016

      Agradeço pelo comentário e por considerar minha escrita boa o suficiente para resultar em um texto interessante. Pena que ele não te agarrou. Tentarei fazer melhor no próximo desafio. Abraço.

  12. Simoni Dário
    6 de outubro de 2016

    Olá Corpus Debrindhe

    Um conto dinâmico e muito bem escrito. Divertido até(com ótimo título e pseudônimo). Só não entendi a história do sonho, do debate sobre preço de uma alma.

    Deu o último suspiro dentro do mundo que o fascinava? Para ele uma bela morte. O nome na lápide complicou também.

    Enfim, o importante é que a leitura foi fluída, com enredo confuso. Ou eu fiz confusão. Mas, você escreve muitíssimo bem e está de parabéns.

    Bom desafio.
    Abraço

    • Corpus Debrindhe
      9 de outubro de 2016

      Deixo a seu bel prazer a interpretação que queira dar ao conto. Também achei meio confuso, mas é assim que sou mesmo. Fazer o quê?
      Agradeço pelo seu comentário.

  13. Iolandinha Pinheiro
    5 de outubro de 2016

    Terminei, finalmente, de ler e comentar todos os textos, aí vim aqui de novo só para te dizer que o teu nick foi o mais legal de todos Corpos de Brinde… kkkk Combinou direitinho com o título do conto. Beijos, menino.

    • Corpus Debrindhe
      9 de outubro de 2016

      O título e o pseudônimo surgiram antes mesmo da ideia principal do conto. Alguém deve ter soprado. Que bom que você gostou.

  14. Pétrya Bischoff
    3 de outubro de 2016

    Buenas, autor! Achei interessantíssima essa atração do personagem pela arte cemiterial, pois eu tbm gosto muito. Inclusive, em minha cidade participei de um projeto da Universidade intitulado Sarau Noturno, que ocorria no Cemitério da Santa Casa onde, além de contemplar trajes e literatura góticos, fazíamos um tour explanando acerca da arte cemiterial. Adorei essa abordagem. Pois bem, vamos à avaliação:
    A escrita é muito boa, bem construída e fluída. Não há o uso desnecessário (para esta abordagem) de palavras rebuscadas e, ainda assim, o vocabulário não é extremamente simples. Creio que a escrita seja o ponto forte desse texto.
    A ambientação, no que diz respeito ao cemitério, é suficiente; assim como na escrita, não há excessos. Senti-me bem localizada, em um espaço amplo e iluminado. Entretanto, eu não sinto que houvesse a necessidade de criar os três cenários (trânsito, escritório, cemitério). Até entendo a necessidade de o intervalo do trabalho justificar a ida ao cemitério, mas creio que o conto poderia começar no caminho saindo direto para o intervalo.
    A narrativa pareceu-me um tanto confusa. Creio que, justamente por apresentar esses cenários secundários com pequenas situações e interferências, fiquei tentando conectar ao cerne, o cemitério. Mas gostei do desfecho final. Fui e não fui surpreendida. Ele poderia morrer ali, ou poderia estar sendo apenas paranoico. E durante a leitura eu refleti acerca de ambas as possibilidades então, quando ele morre, eu penso “Ah, eu sabia. Mas tbm poderia não ter morrido…” Então fica meio que o Gato de Schrodinger 😛
    De qualquer maneira, parabéns e boa sorte.

    • Corpus Debrindhe
      4 de outubro de 2016

      Oi, Pétrya! Entendi que seria melhor concentrar a narrativa em um só cenário – o cemitério. Sim, acho que ficaria menos confuso. Afinal, o importante é a atração pelo clima do cemitério e o desfecho lá. Mas que bom que você gostou da escrita e da abordagem do tema. Agradeço pelo seu comentário.

  15. Gustavo Aquino Dos Reis
    30 de setembro de 2016

    Mestre(a), li um conto muito bem escrito. Com construções exímias, invejáveis. É um relato cotidiano, sem reviravoltas, franco e enxuto.

    Porém, embora compreenda a atração mórbida do personagem por cemitérios e a clarividência da Consuelo Soares, não me cativei com a história contada. Infelizmente! E sei, sim, que o azar é só meu; pois temos aqui uma narrativa perfeita. A morte do personagem – o ataque cardíaco inapelável – não me convenceu.

    No mais, uma excelente escrita.

    • Corpus Debrindhe
      30 de setembro de 2016

      Azar meu que o conto não te cativou, Gustavo.
      Personagens jovens também morrem de ataque cardíaco, aliás quanto mais jovem, mais fulminante pode ser. Tem a ver com a ausência de veias colaterais, um troço assim. Enfim, não preciso ser Consuelo Soares para deduzir que não chegarei perto da listinha de dez mais do pessoal. Nem vendendo a alma…
      Agradeço pelo seu (muito generoso) comentário.

  16. Davenir Viganon
    29 de setembro de 2016

    Olá Corpus
    O título apresenta bem o conto. O que chama mais atenção é a qualidade na escrita e nas construções, mas acho que elas não cercaram tão bem a situação do protagonista. Entendi que existe uma fixação, uma coisa mórbida, do Antônio por cemitérios e a fantasia (entendi que está só na cabeça dele) de fazer um pacto de alma. Acabou pintando um belo quadro, mas não contou uma estória. Seria um bom trecho de livro, mas como conto não ficou bom. Para mim isso pesa contra, apesar das qualidades evidentes, não consegui gostar do resultado. Espero vê-lo escrevendo assim nos próximos desafios.
    Um abraço!

    • Corpus Debrindhe
      29 de setembro de 2016

      Faltou estória, então! Acho que exagerei no número de lacunas e me empolguei com o mergulho introspectivo de Antônio. Talvez, seja a hora de escrever um romance, mas e a preguiça?
      Agradeço pelo comentário.

  17. Thiago Amaral
    29 de setembro de 2016

    Um conto enigmático, por enquanto o único que tive de ler mais de uma vez para tentar pegar o espírito da coisa. Pareceu muito fechado no início, mas foi me conquistando aos poucos.

    Sem dúvida bem escrito, e carregado de informações bem condensadas que requerem atenção por parte do leitor. Contudo, continuo na dúvida: ele vendeu seus sonhos por dinheiro? Pra mim, procurar pistas por um significado na história é melhor que qualquer conto policial. O tema do dinheiro aparece em outros trechos e, junto às menções ao emprego do moço, me traz confiança na interpretação.

    A referência aos sinos é uma que constantemente está em meus pensamentos, gostei de vê-la por aqui.

    No geral, bom texto, não muito emotivo, mas que valeu bastante a(s) leitura(s). Depende dos outros sua entrada na minha lista.

    • Corpus Debrindhe
      29 de setembro de 2016

      Que bom que você encarou o conto como enigmático. A razão da venda da alma (será que vendeu mesmo? Se vendeu, a regra é clara: entrega) deixo para você decidir. Dinheiro?
      Também adoro procurar pistas. Um bom suspense policial sempre me ganha.
      Sinos são muitos simbólicos para mim e achei que casavam bem com o tema do desafio.
      Tomara que o meu conto conquiste um lugar na sua lista.
      Agradeço pelo comentário.

  18. mariasantino1
    29 de setembro de 2016

    Oi, autor!

    Então, posso dizer que gostei do texto ser lacunoso, dele ter mistérios e de você não esmiuçar o conflito. O leitor (eu) imagina que houve a venda da alma pelo pacto feito em sonhos devido as pistas:o sim proferido no devaneio e os livros Fausto do Goethe. O final foi a coisa mais bizarra e medonha que li nos por aqui e me incutiu medo (a sério!)
    Por mais que eu tenha gostado da ausência de didatismo, não captei o propósito do pacto (o que o cara ganhou? ou ganhará?). Gostei da ambientação, da narrativa, do personagem ser excêntrico, mas gostaria de um pouco mais de clareza no conflito do conto.
    Provavelmente o conto estará na minha lista, porque pinta muito bem os cenários e nos ambienta com competência, deixando apenas a ignição para o desfecho um pouco oculta.

    Boa sorte no desafio

    • Corpus Debrindhe
      29 de setembro de 2016

      Oi, Maria! Posso dizer então que o meu estilo é lacunoso? Gostei disso!
      O que Antônio ganhou com o pacto? Hummm, isso fica a critério do leitor. Só deixei claro o que pesava – as contas empilhadas que nunca eram pagas. Mas vai saber o que mais foi tratado durante o sonho/devaneio.
      Agradeço pelo seu comentário e espero mesmo ver o meu conto na sua lista.

  19. Catarina
    27 de setembro de 2016

    QUERO CONTINUAR LENDO? TÍTULO + 1º PARÁGRAFO:
    Que pesadelos são esses? Por que a irritação? Ele vai vender a alma? Não gostei do título entregando o ouro ao bandido (leitor), mas a ilustração é a melhor! Quero saber sim!

    TRAMA envolvente e costurada com bastante perícia. Sim, conseguimos ver o pacto, mais óbvio pelo título do que pelo desenrolar alucinado. Há estilo impactante.

    AMBIENTE sepulcral mais intimista do que físico. Fiquei com esta frase na cabeça: “O som crescia enquanto o sangue percorria o vazio.”

    EFEITO atropelamento. Estava ali, tranquilo, fumando seu cigarrinho entre as tumbas arborizadas e, de repente, virou lápide. Fiquei bolada.

    • Corpus Debrindhe
      27 de setembro de 2016

      Desculpe-me por ter te deixado bolada, Catarina. O final foi mesmo engolido pela areia movediça da minha ansiedade.
      Que bom que ficou com vontade de ler o conto, apesar do título ruim. A imagem é ótima, concordo. Demorei para escolher, mas acho que acertei.
      Agradeço pelo comentário.

  20. Maria Flora
    27 de setembro de 2016

    Olá, seu texto tem uma ideia interessante e o mesmo pode-se dizer da técnica. Houve a tentativa de gerar um clima de obsessão e delírio (psicológico), que perdeu o foco no caminho. Os elementos (lugares, pessoas, sentimentos) não foram bem definidos no texto. Gerou confusão e a necessidade de voltar para rever os trechos – tal exercício cansa o leitor. Há trechos bacanas, mas que perderam parte de sua substância. Sua técnica me lembrou de longe a autora Virgínia Woolf, que admiro bastante. (O estar dentro do personagem).

    • Corpus Debrindhe
      27 de setembro de 2016

      Tenho mesmo esse problema de indefinição de personagens e ambientação. Prefiro deixar as coisas mais soltas, o clima tomar conta da narrativa do que ter que estreitar o caminho da interpretação.
      Minha técnica ter feito você pensar em Virgínia Woolf, mesmo que de longe, me deixou bem contente.
      Agradeço pelo comentário.

  21. Iolandinha Pinheiro
    24 de setembro de 2016

    Vamos lá. Comecei e larguei seu conto várias vezes até conseguir chegar à conclusão. A história me pareceu propositadamente confusa, mas se o autor queria deixar algo subentendido, isso também colaborou para tornar a leitura um tanto cansativa, maçante. Não gostei, sobretudo, de algumas comparações – Tipo cabelo tão loiro quando a tinta da parede cor de palha… Uma vez li em uma matéria que escrever era a arte de saber cortar palavras e creio que no seu conto havia muitas desnecessárias. Por outro lado, também encontrei construções ricas, frases geniais que me pescaram para a leitura novamente, e esta beleza, esta arte, fizeram surgir um dilema na minha cabeça: Gostei ou não do seu conto? Há mais trechos indesejáveis ou brilhantes. Acho que só terei esta resposta depois que ler todos, e fazer avaliações comparativas. Para resumir, vc pode ser um escritor maravilhoso, mas ainda não é. A prática levará à perfeição. Desculpando a sinceridade. Fico por aqui.

    • Corpus Debrindhe
      26 de setembro de 2016

      Olá, Iolandinha.
      Não se desculpe pela sinceridade, nunca. A possibilidade de ser algum dia um bom escritor já está valendo como incentivo.
      Acredite – a confusão não foi proposital, é antes de tudo, uma característica minha. Alguns chamam de mistério, outros de delírio, o que for… Vou rever o que escrevi e talvez cortar algumas cabeças, digo, palavras.
      Agradeço pelo comentário.

  22. José Geraldo Gouvêa
    23 de setembro de 2016

    Entre todos os contos que li até agora esse é claramente o melhor (eu estou lendo em ordem cronológica, exceto por dois que peguei na frente por engano).

    A proposta é clara e o autor se mantém fiel a ela, mantendo o tom e o estilo por todo o texto. Fica claro que o cemitério é parte de uma obsessão mórbida do personagem, que imagina ter feito um pacto com o demônio. Não é um elemento forçado para entrar no desafio, é essencial.

    Há algumas escorregadelas de linguagem, como o uso desnecessário do anglicismo “goat” em relação a Goethe, que ficou involuntariamente cômico. Seria mais sério usar como referencia a Goethia (Goécia) ou Pseudomonarchia dæmonorum, uma obra ocultista do século XVII. Casaria bem com Goethe (o autor alemão) e evitaria o riso involuntário por causa do bode-goat.

    Essas escorregadelas não são fatais, são apenas escolhos irrelevantes que vão sumir na primeira revisão.

    E então este conto ficará sensacional. Mas ele provavelmente já terá um dos meus votos.

    • Corpus Debrindhe
      23 de setembro de 2016

      Fico contente por saber que o conto agradou você. Quanto a ser o melhor, por enquanto, há ainda muitos textos a serem analisados e avaliados, mas manterei a esperança de contar com o seu voto(época de eleições dá nisso).
      Pretendo, ao reescrever este conto, eliminar alguns detalhes que soaram desnecessários, entre eles, o tal bode – goat. Acho que foi um deslize que destoou do clima geral do conto. Anotei aqui as suas considerações.
      Agradeço pelo seu comentário. Valeu mesmo. Abraço.

  23. Felipe T.S
    22 de setembro de 2016

    Oi Corpus Debrindhe! blz?

    Gostei muito do seu conto.

    Achei a narrativa bem feita, com ótimas construções e um desenvolvimento muito legal. Gosto muito de trabalhar dessa forma, abordando o psicológico do personagem, apresentando as memórias (ou delírios) para o leitor aos poucos. Acho que você fez isso muito bem.

    Gostei também das várias referências que o texto tem (as lembranças do tempo de criança, os medos antigos, os livros do Goethe e repetição da frase sobre os Sinos. Assim como as “dicas” que você deixa durante a história para ilustrar melhor a ideia do pacto e ao mesmo tempo abrir para outras interpretações, essa hesitação é a chave. Senti que durante a leitura, o narrador nos leva por um caminho cheio de névoa ou melhor, o conto se desenvolve no mesmo clima do pacto: sonho/realidade. Ficamos na dúvida até o fim e o que reina de certa forma é a ambiguidade (mas limitada, se eu tentar explicar vou falar demais, mas seria mais ou menos isso: o texto é aberto para interpretações, mas apenas dentro de um campo específico e isso é mérito seu!)

    Não gostei apenas dessas duas construções:

    “Os amigos desconheciam aquele seu lado algo místico, talvez sinistro.” Será que é necessário esse “algo” ali?

    “Algo que lhe lembrou de goat, do bode do sonho recorrente.” Faz sentido a comparação, mas na minha leitura ela meio que quebrou o clima. Achei meio inesperado e acabei rindo, quando na verdd esse era um conto pra não rir. Hehe
    Quem sabe se tivesse uma ilustração cabulosa do Mefistófeles nas capas dos livros… Não sei, acho que só birra minha mesmo.

    Achei esse trecho muito bom, principalmente por ele ser um dos mais reveladores da trama, no sentido de deixar tudo mais nítido, mesmo que não seja de forma completa:

    “…tentando desviar o pensamento das imagens que surgiam ora misturadas a lembranças reais, ora camufladas pelas impressões deixadas pelas noites mal dormidas. Antônio duvidou da própria memória e sanidade, pois se tudo o que pensava e lembrava fosse real, ele estaria, de fato, condenado.”

    O tempo é trabalhado muito bem tbm, não há sinalizações a respeito, mas creio que Antonio estava em uma batalha com seu inconsciente, que todas as noites o lembrava do Pacto. Mas esse pacto ao mesmo tempo é carregado de dúvidas, já que ele está em um trabalho ruim no momento que a narrativa se desenvolve. Será que ele apenas pagou as contas do pai e depois ficou sem nada? E sobre o pai, ele aparece apenas em dois momentos, mas há uma força nas citações. Será que o filho sofre com a morte do falecido? Melhor eu parar…

    O desfecho tem todas as características do restante da narrativa, diz sem dizer tudo, tem mistério e uma dose de poesia. No geral um conto que eu gostei muito e de um estilo que muito admiro. Uma história que vai além das palavras aqui apresentadas. Desculpe se viajei demais e parabéns pela produção! Como eu disse, acabei falando demais. Mas quando isso acontece é pq realmente gosto do texto. 🙂

    • Corpus Debrindhe
      23 de setembro de 2016

      Caro viajante, eu posso dizer que você entrou em minha mente. Por um ou dois detalhes, não comentou exatamente o que pretendi passar com o meu conto. Que bom que gostou do que escrevi. Adorei que tenha falado demais, pois estava mesmo precisando de algum empurrão generoso.
      Agradeço pelo comentário. Agradeço muito mesmo.

  24. Jowilton Amaral da Costa
    22 de setembro de 2016

    Um bom conto, digo isso em relação ao estilo da narrativa, que eu gostei bastante, a leitura fluiu sem nenhum entrave para mim. No entanto, vou fazer coro aos que não entenderam o que aconteceu com o Antônio. Boiei legal. Boa sorte.

    • Corpus Debrindhe
      22 de setembro de 2016

      Olá, Jowilton. Um bom conto, mas que só te fez boiar. Hummm, preciso rever meus conceitos porque a revisão odontológica já fiz. Que difícil é agradar este povo! Bom, pelo menos você conseguiu boiar e não se afogou.
      Agradeço pelo comentário.

  25. Fheluany Nogueira
    22 de setembro de 2016

    O autor(a) demonstra ser muito seguro no hábil uso das palavras. Vestiu de reflexão uma trama simples, com referências literárias e estilo rico, poético.

    Notei mais qualidades do que deslizes no texto, mesmo necessitando reler algumas partes. Gostei da forma como conseguiu imprimir um tom depressivo ao conto e da ideia de destino implícita nas entrelinhas. Para mim, o pacto ficou evidente, naquele limbo entre sono e despertar. O tema foi bem explorado.

    Parabéns pela participação. Abraços.

    • Corpus Debrindhe
      22 de setembro de 2016

      Oh, finalmente, alguém achou que o pacto de Antônio ficou claro.Você entendeu direitinho as entrelinhas. Não sei se você é homem, mulher ou mineral, mas quer casar comigo? Opa, acho que me empolguei um pouco com a boa recepção do meu conto.
      Agradeço pelo comentário!

  26. Brian Oliveira Lancaster
    22 de setembro de 2016

    VERME (Versão, Método)
    VER: Mais um cotidiano bem explorado. Pontos por manter o pé no chão e pelo desenvolvimento constante, sem cortes bruscos ou engasgos. Ainda assim, esperava um final mais impactante, mas não veio. Não tira a beleza da construção, ora irônica, ora metida a suspense. Tem um mistério “meio” resolvido, que mantém o leitor preso.
    ME: As descrições e situações atingiram um crescente ótimo, com eventos inusitados, como a visita de pessoas que apreciam a arte fúnebre. Infelizmente, a conclusão foi um balde de água fria, apesar de fazer completo sentido. Mas o conjunto me agradou bastante.

    • Corpus Debrindhe
      22 de setembro de 2016

      Olá, Brian! Ufa, parece que você gostou mais do que desgostou do meu conto. Sim, poderia ter elaborado um final mais impactante, mas não consegui. Desculpa aí pelo balde de água fria.
      Agradeço pelo comentário.

  27. Phillip Klem
    21 de setembro de 2016

    Boa Noite Corpus.
    Cara, vou ser sincero. Adorei a sua escrita, não gostei do seu conto.
    Ok, talvez não gostei seja um pouco demais. Gostei do conto, não gostei da forma como tudo ficou meio… Sei lá… meio no ar.
    Foi um texto extremamente agradável de se ler, justamente por que você tem uma escrita leve, fluida, deliciosa de se ler. Me ganhou desde o primeiro parágrafo. E olha que eu sou bem exigente quando se trata de escrita!
    Mas aí, eu terminei de ler e pensei: Humm… Não entendi.
    Desculpa. Sei que ruim ouvir isso.
    Não vou escrever um textão aqui só pra apontar tudo o que os meus colegas já apontaram. Você já leu e releu isso tudo.
    Então vou gastar mais umas palavrinhas pra elogiar sua escrita.
    Cara! Você escreve muito! Sua construção de personagem é impecável. Adimiro muito isso. Segue nesse caminho aí que vai!
    Abraço, brother, e boa sorte!

    P. S. Ganhou um ponto extra pela referencia à Hemingway 😀

    • Corpus Debrindhe
      22 de setembro de 2016

      Cara, o seu comentário está tão bipoiar que fiquei confuso: fico feliz ou infeliz com a crítica. Mas o bom sentido da coisa toda foi que, apesar de não ter gostado do conto, a minha escrita te agradou. Te imaginei sendo puxado por duas forças opostas – amo ou odeio? Pobre Phil !
      Agradeço pelo comentário!

  28. Gilson Raimundo
    21 de setembro de 2016

    E então? O cara vendeu ou não a alma? Morreu? Era delírio? Um fantasma? Um conto bem escrito mas de difícil compreensão, não identifiquei um conflito nítido, apenas lembranças com pouca objetividade.

    • Corpus Debrindhe
      21 de setembro de 2016

      Olá, Gilson.
      Como disse para o Fabio Baptista, se eu preciso explicar o que quis dizer no conto, é porque falhei e não alcancei meu objetivo. Fica a seu critério determinar se o cara vendeu a alma ou não. A morte, juro que achei que tivesse ficado clara.
      Desculpe pela confusão, mas não sou mesmo de conflitos abertos e nítidos.
      Obrigado pelo comentário.

  29. Fabio Baptista
    21 de setembro de 2016

    O conto que empregou a melhor técnica até aqui. Construções inteligentes, boas referências, escrita fluída. Infelizmente, nada disso foi usado para contar uma história que prendesse a atenção do leitor. As referências aos livros, no final, deram impressão que só apareceram por aparecer. Pensei que a trama se desenrolaria na questão de vender a alma, mas esse elemento surgiu e ficou por isso mesmo… bom, eu pelo menos não entendi que ele tenha vendido a alma em nenhum momento.

    Enfim, acho que ficaram lacunas grandes demais na história. Faltou um pouco de foco na minha opinião.

    Abraço!

    • Corpus Debrindhe
      21 de setembro de 2016

      Olá, Fábio.
      Quer dizer que sou tecnicamente bom, mas desfocado. Tem lógica, mesmo que doa. Quanto à história, como já disseram em algum lugar – se eu tenho de explicar o que quis transmitir no conto é porque não fiz o meu trabalho bem. Algo assim. Então, fica ao critério de cada um a interpretação do conto. Se eu tiver paciência (algo que tem me faltado ultimamente), desconstruirei o texto e tacarei cimento de qualidade significativa nas tais lacunas. Acho que vai ficar bom.
      Agradeço pelo seu comentário.

  30. mhs1971
    20 de setembro de 2016

    Olá
    Tudo bem?
    Achei a leitura do conto interessante a ate um certo ponto, onde por vezes a linha narrativa tentava se enveredar em poética que quase conseguiu convencer. Talvez pelo uso de palavras que soassem mais harmoniosos conseguiria alcançar o pretenso teor poético .
    No geral, denota-se que quem o escreveu tem uma boa experiência na escrita, mas teria de ser melhor retrabalhado para se tornar melhor.
    Desejo boa sorte e parabéns.

    • Corpus Debrindhe
      21 de setembro de 2016

      Olá! Mas que veredas poéticas foram essas, hein? Escorreguei no quiabo, na jaca ou quiçá em algumas rimas sem perceber. Ah, você percebeu que os anos se acumularam na minha escrita, entendi, mas que preciso retrabalhá-la. Acho justo e digno o seu comentário. Muito obrigado.

      • mhs1971
        21 de setembro de 2016

        Eu que agradeço. VC foi gentil e engraçado. ^_^

  31. Anorkinda Neide
    19 de setembro de 2016

    Olá!
    Um texto bem introspectivo mesmo nao sendo narrado em primeira pessoa, isto é bem legal! Entendi que os sonhos eram sinais de q sua morte estava próxima.
    Isto. um enredo simples e bonito. Precisa mais? pra mim, não.
    Há uma leve queda para o poético mas não muito eficaz, deixa as coisas meio truncadas, por isso muita gente se ‘perdeu’… há umas rimas mal-vindas por ae tb.
    Mas é um bom texto, ousado até, eu diria.
    Parabens.
    Abraços

    • Corpus Debrindhe
      19 de setembro de 2016

      Queda para o poético sem ser eficaz e truncando o texto é defeito grave. Juro que nem pensei em rimar nada com nada. Preciso rever meus conceitos ou deletar meus textos.
      Mas que bom que, por outro lado, você gostou do enredo simples e bonito. É ousado? Gostei disso…
      Agradeço pelo comentário.

      • Anorkinda Neide
        19 de setembro de 2016

        deletar textos?!! pelamordedels, né!!! pópará!

  32. Ricardo Gnecco Falco
    19 de setembro de 2016

    Olá, autor(a)!
    Vou utilizar o método “3 EUS” para tecer os comentários referentes ao seu texto.
    – São eles:

    EU LEITOR (o mais importante!) –> Comecei a leitura e já fiquei admirado com as figuras de linguagem utilizadas. É um texto mais reflexivo do que de ação/movimento. Tive que parar e voltar algumas linhas ou parágrafos durante a leitura, pois muita coisa que o(a) autor(a) colocava entre as linhas me fugia. Foi uma leitura truncada, mas mais por culpa minha do que de quem escreveu. Na verdade, me senti um pouco burro por ter de voltar tantas vezes, tendo deixado tanta coisa passar batido. Numa 2ª leitura, e certamente em uma 3ª ainda mais, as ideias/mensagens filosóficas do texto acabam sendo melhor compreendidas. De 1 a 10, daria nota 7 ao conto, pois minha incapacidade ou despreparo diante das mensagens por mim perdidas acabaram prejudicando a leitura. Mea culpa. 😉

    EU ESCRITOR (o mais chato!) –> O(a) Autor(a) conhece do riscado e escreve muito bem. Diria que até ‘bem demais’. Sem dúvida, trata-se de alguém bastante inteligente e, portanto, dono (e capaz) de uma escrita bastante rica em significado e profunda a ponto de tornar-se um entrave na fluidez de leitura para os que possuem QI inferior ao do(a) autor(a), como no meu caso. É um tipo de escrita de difícil captação de sua magnitude; não por utilizar-se de preciosismos gramaticais e ortográficos, mas exatamente pelo contrário. É uma composição que ‘passa seu recado’ (e direcionamentos) nas entrelinhas; no não escrito. Nuances e referências implícitas que demandam atenção maior do que a ‘comum’, por parte do leitor.

    EU EDITOR (o lado negro da Força) –> É o tipo de texto que ‘pede’ para ir para o papel, onde será melhor absorvida do que se eletronicamente exposta.

    Boa sorte,
    Paz e Bem!

    • Corpus Debrindhe
      19 de setembro de 2016

      Boa semana, Ricardo.
      Pelo jeito, o meu conto travou geral, não por falta de qualidade, mas porque minhas entrelinhas requerem muita atenção. Até tentei deixar o texto fluído, mas talvez, tenha me impressionado com uma catacumba e outra, e acabei pesando a mão. Peço desculpas pelo trabalho que te dei. Tentaria ser mais “captável” se soubesse como se faz isso.
      Agradeço pelo comentário e pelos elogios (não sei se merecidos, mas…)

  33. José Leonardo
    17 de setembro de 2016

    Olá, Corpus Debrindhe.

    [“Cemitério da Consolação” ≠ C. S. — ou há algo além, aqui?]

    Pactos fáusticos sempre me atraem [são tentadores; quem sabe eu faça um, a depender de como o mundo continuar girando em mim e minha capacidade para detê-lo ou enganá-lo]. No presente texto, percebe-se que ocorre esse “contrato”, mas não consigo captar o exato instante disso. Talvez numa zona intermediária entre o sonho e a realidade [Schnitzler?], mas algo que me chamou atenção é [se entendi bem, se meus neurônios não estiverem desgastados pelo tempo] a inutilidade do pacto para o protagonista, ou, de fato, sua não-efetivação [ou até desconstrução do mito].

    Nenhum homem é uma ilha isolada, escreveu John Donne. Aqui, porém, temos uma ilha que foge, e que, imersa numa rotina que não lhe é de todo agradável, prefere refugiar-se no Cemitério da Consolação, inclusive se esquivando de grupos de pessoas. [E, como teria dito Roberta Sparrow ao Donnie Darko, “cada criatura viva na terra morre sozinha” — nenhum pacto fáustico modifica isso, pois o que importa, ao “contratante”, vem no fechar definitivo de olhos.]

    É um conto bem escrito, melancólico, que não presume redenção do personagem desde o seu início. A história tem um tom de esmagamento de esperanças.

    Boa sorte neste desafio.

    • Corpus Debrindhe
      17 de setembro de 2016

      Olá, José Leonardo.
      O C.S. era para ser uma espécie de enigma ligando o cemitério ao nome de uma moça, mas a ideia se perdeu. Embolei as coisas, percebi. Se tivesse aproveitando as iniciais do Cemitério da Consolação, seria C.C. (cecê que daria uma ideia meio fedida, talvez, não sei). Foi dessas coisas que a gente ignora nas leituras seguintes e acaba perdendo qualquer sentido. Falha minha.
      Gostei do seu comentário, muito bem embasado. Espero não ter lhe causado uma grande decepção.
      Agradeço a atenção e comentário.

      • José Leonardo
        17 de setembro de 2016

        Pelo contrário, Corpus. Gostei bastante do conto justamente por causa do que apontei no comentário. Abraços.

  34. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    17 de setembro de 2016

    Olá, Corpus Debrindhe,

    Gostei de seu texto. Além de muito bem escrito, com figuras de linguagem que fogem completamente do que se esperaria como cliche, o conto flui de maneira muito suave.

    Gostei do modo “orgânico” com que se desenvolve.

    O fato de o protagonista ter vendido sua alma em estado de sonho, beira o que há de mais autêntico no gênero “tragédia”. O personagem sendo conduzido por sua sina, mesmo além de sua vontade. Quase como se o mal fosse soberano e maior que a vontade do ser humano.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

    • Corpus Debrindhe
      17 de setembro de 2016

      Olá, Paula.
      Que bom que o meu texto te agradou. A sua interpretação da narrativa é bastante interessante e generosa.
      Agradeço pelo comentário.

  35. Evandro Furtado
    16 de setembro de 2016

    Fluídez – Very Weak

    Apesar da ausência de problemas com a sintaxe ou com a ortografia, o texto é bastante truncado. Na verdade, tive ler três vezes pra encarar certas nuances ao longo dele.

    Personagens – Average

    Toninho – trabalha em uma agência de publicidade, visita cemitérios na hora do almoço. Possui certos conflitos religiosos. É um grande divagador.

    Trama – Weak

    É necessário que haja certa materialidade para que possamos nos dobrar sobre ela. O autor gasta a maior parte do tempo com devaneios e descrições que não contribuem para o desenvolvimento geral da trama. Não há um conflito interessante envolvendo o personagem principal. Trabalha-se muito no campo da ideias, abandona-se o campo das coisas – as descrições apenas colocam o mundo lá, mas é preciso que algo aconteça nele.

    Verossimilhança (Trama + Personagens) – Average

    Estilo – Outstanding

    É inevitável dizer que o autor sabe o que está fazendo. Faz uso de uma narrativa bastante consistente, aplica muito bem figuras de linguagem ao longo do texto, possui uma capacidade invejável de inserir linguagem poética no conto.

    Efeito Catártico – Abysmal

    A ressalva fica para o aspecto básico: não basta ser um exímio escritor. A literatura não é apenas forma. Bem, eu não sou nenhum estruturalista, portanto não acredito nisso. Assim, o conto não conseguiu causar impacto por vários fatores já citados, mas reiterar nunca é demais: precisei voltar a leitura demasiadas vezes, faltou profundidade aos personagens e a trama não tem apelo. São aspectos que podem parecer desimportantes ante uma escrita tão bem feita, mas não são. É preciso aliar e balancear os elementos de um texto para que o produto final seja satisfatório. Reforço a ideia de que, tivesse entregado uma trama mais sólida, com mais acontecimentos e menos devaneios, teríamos um conto maravilhoso. Talvez mesmo devaneios com caráter existencialista, mas não foi o que aconteceu. Senti que o autor, nesse caso específico, se perdeu em uma espiral que não levou a lugar algum.

    Resultado Final – Weak

    • Corpus Debrindhe
      16 de setembro de 2016

      Olá, Evandro. Estou aqui, na beira do abismo, pensando se pulo ou não.
      Entendi que para você faltou “sustância” ao conto, descrições que tornassem o personagem mais verossímil, sem tanto devaneio ou queda em espirais.
      Obrigado pelo seu comentário. Levarei suas considerações a sério.

      • Evandro Furtado
        16 de setembro de 2016

        Olá, Corpus.

        Por favor, não fique assim. Deve lembrar que são apenas colocações de uma única pessoa. Tenho certeza que o texto agradará a outros. Lembre-se, as avaliações são subjetivas já que cada um adota critérios próprios do que considera essencial para um bom texto. Aliás, não se detenha apenas do fator negativo, afinal, em uma das categorias, lhe dei o conceito mais alto.

        Encare como críticas construtivas para que o processo de escrita possa evoluir, navegando por novos mares. O espiral pode ser aquele ciclone que abriu na água, basta ser um bom timoneiro e tirar seu barco dessa. Talento, é inevitável dizer, você tem de sobra.

  36. Wender Lemes
    15 de setembro de 2016

    Olá! Antes de qualquer coisa, gostei do tom deste conto. É poético na medida certa (para o meu gosto), sem tornar a leitura muito pesada, mas sem deixá-la rasa. Senti o cemitério mais como um ambiente acessório, não uma parte essencial para a narrativa. Pelo que percebi, Antônio poderia ter almoçado em uma pastelaria chinesa e continuaria sendo um cara estranho (“algo místico”, como é descrito). Talvez seja estranho para mim, na verdade, pois os cemitérios da minha região costumam abrigar famílias de escorpiões, então não são uma opção tão boa para a hora do lanche. Voltando ao conto, gostaria de ter lido mais sobre as razões do protagonista para vender sua alma, mas atribuo este vazio ao limite de palavras. No mais, parabéns e boa sorte.

    • Corpus Debrindhe
      15 de setembro de 2016

      O tomo do conto te agradou, Wender? Fico contente por saber disso. Tentei não pesar a mão no drama, mas nem tinha prestado atenção na poesia.
      Por mais estranho que pareça, o conto foi baseado em uma conversa que tive com um amigo. Ele me disse que tinha mesmo esse hábito de passear no cemitério na hora do almoço e levou quase o mesmo susto do personagem. Aí só acrescentei alguns detalhes e um pacto misterioso.
      Agradeço pelo seu comentário.

      • Corpus Debrindhe
        15 de setembro de 2016

        * O tom do conto

  37. Taty
    14 de setembro de 2016

    Olá, gostei do conto. Começou com quem não quer nada, de repente deu uma guinada e expôs o personagem principal com todo seu trauma e preocupações – embora não haja nada explícito – está mais para um texto intuitivo.

    A escrita se desenvolve bem, não vejo empecilhos que a tenham atrapalhado.

    Parabéns pela ideia. Um bom conto.

    • Corpus Debrindhe
      15 de setembro de 2016

      Fico contente por você ter gostado do conto, Taty.
      Nada explícito na trama e no drama de Antônio, certo? Foi mesmo uma opção minha. Texto intuitivo? Gostei disso.
      Agradeço pelo seu comentário.

  38. Claudia Roberta Angst
    14 de setembro de 2016

    O conto abordou o tema proposto pelo presente desafio. O cemitério está ali, sob o sol do meio-dia.

    Não encontrei entraves durante a leitura que fluiu com facilidade. Não há muita ação na trama, mais um ar contemplativo, reflexivo sobre o valor da alma. Filosofando?

    Eu entendi que houve um pacto oculto entre Antônio e um senhor enigmático – o senhor das trevas? – feito em sonho. Não sei se foi por isso que o rapaz se dá mal no final. Não ficou muito claro isso, mas isso é bom, porque dá liberdade ao leitor de imaginar outras possibilidades.

    Reconheci o título do romance de Hemingway – Por quem os sinos dobram?

    Só mais uma pergunta: Se eu comprar uma alma, o corpo vem de brinde?

    Boa sorte.

    • Corpus Debrindhe
      15 de setembro de 2016

      Que bom que alguém percebeu o trocadilho do pseudônimo.
      Realmente, não há muita ação no conto, porque preferi me focar do clima misterioso pacto.
      Como já expliquei em outro comentário, a citação Por quem os sinos dobram tem mesmo a ver com o romance de Hemingway que, por sua vez, faz referência a um poema do pastor e escritor inglês John Donne (in “Poems on Several Occasions”)
      Agradeço pelo seu comentário.

  39. Olisomar Pires
    14 de setembro de 2016

    Comentei antes, mas não sei se obteve sucesso. Então se tiver dois comentários meus aqui, é por isso.

    Vamos lá.

    O conto parece ter sido escrito por duas pessoas: a primeira parte é mais informal, folgada, os diálogos são meio forçados, a coisa não se enquadra – Na segunda parte, quando o personagem visita o cemitério, há uma melhora de qualidade sensível na escrita.

    É uma boa estória, mas totalmente vaga. Cena de cotidiano de alguém com sonhos esquisitos e que, parece, ter sofrido um infarto dentro do cemitério.

    As duas partes fizeram uma média razoável para o texto.

    Boa sorte.

    • Corpus Debrindhe
      14 de setembro de 2016

      Poxa, e eu nem sabia que tinha duas personalidades enquanto escritor? Será que errei de desafio e voltei a escrever em dupla?
      Mas, você deve ter razão, pois escrevi o conto em duas etapas e as ideias se formaram assim meio desconexas.
      Não foi minha intenção deixar o pacto evidente, nem facilitar as coisas para o leitor. É vago sim, como a bruma que cai sobre o cemitério.
      Média razoável de Olisomar? Hummm, prevejo uma nota 2.
      Agradeço pelo comentário.

      • Olisomar Pires
        14 de setembro de 2016

        kkkkk…. Acho que vc está se referindo ao último desafio onde fui muito duro com as notas. Sinceramente, não sei o que aconteceu, mas só percebi o fato depois. Geralmente eu colocaria um conto muito bom em nota 9,0 e os demais decresceriam, mas no último desafio classifiquei os melhores com nota 6,0 e segui a coerência da coisa… Foi uma falha minha, espero que não tenha prejudicado ninguém, aliás, pelas minhas contas, não prejudicou mesmo, afinal, o desvio padrão em relação à média aritmética não foi relevante para o conjunto. Em todo caso, peço desculpas a todos.

        Seu conto é bom, não me entenda mal, apenas tenho em mente que em relação a outros aqui já lidos nesse desafio ele está no meio, portanto, a não ser que os próximos contos sejam muito melhores que o seu, sua nota não será tão baixa rsrsrs

        Um abraço fraterno. 🙂

  40. Priscila Pereira
    14 de setembro de 2016

    Olá autor, seu conto está bem escrito e tem uma estória legal que poderia ser melhor desenvolvida, para mim foi meio cansativa a leitura ( questão de gosto pessoal), não entendi direito o lance do pacto, ficou muito vago. No geral é um bom conto. Boa sorte!!

    • Corpus Debrindhe
      14 de setembro de 2016

      Que pena que o conto te cansou, Priscila. Não era essa a minha intenção, mas entendo que seja mesmo uma questão de gosto pessoal.
      O lance do pacto ficou subentendido mesmo, pois aconteceu durante o sono, sendo que Antônio aceitou a proposta quando despertava do sonho – “acordou com os lábios pronunciando sim e as vísceras revertidas em bílis e asco.”
      Agradeço pelo comentário.

      • Priscila Pereira
        14 de setembro de 2016

        Obrigada por responder autor, eu tinha entendido a parte que você transcreveu, mas pra mim não ficou convincente, já que em um pacto é essencial que os envolvidos estejam totalmente conscientes e de acordo.Mas é bobagem minha me apegar a isso, desculpe. (^^)

  41. Ricardo de Lohem
    14 de setembro de 2016

    Olá, como vai? Vamos ao conto! Bastante interessante, e tem certo clima, mas não entendi muito bem. Ele tinha feito um pacto, e no final o Diabo levou sua alma? Como ele poderia ter feito um pacto e não saber? Se fosse uma Maldição ou um Destino (seja lá qual for a diferença) tudo bem, mas um pacto exige anuência voluntária perfeitamente consciente. Talvez ele tenha feito um pacto e apagado da memória para não cumpri-lo, como Harry Angel no filme “Angel Heart” (1987)? Se foi isso, deveria ter havido, eu acho, alguma leve insinuação nessa direção. De qualquer forma, é um bom conto, parabéns! Desejo para você muito Boa Sorte no Desafio!

    • Corpus Debrindhe
      14 de setembro de 2016

      Então, Ricardo, o pacto ficou apenas insinuado, pois aconteceu na passagem entre o estado inconsciente (sono) para o consciente (despertar). Quis mesmo deixar um quê de mistério. Talvez eu tenha sido muito vago, você tem razão.
      Que bom que você também se lembrou do filme Angel Heart, um dos meus preferidos, com toda a sua carga simbólica.
      Agradeço pelo comentário.

  42. Corpus Debrindhe
    14 de setembro de 2016

    Que bom que você gostou do conto, Evelyn.
    “Por Quem os Sinos Dobram” é um romance de 1940 do escritor norte-americano Ernest Hemingway. O título do livro de Hemingway é referência a um poema do pastor e escritor inglês John Donne (in “Poems on Several Occasions”)
    Agradeço pelo seu comentário.

  43. Evelyn
    14 de setembro de 2016

    Oi, Corpus Debrindhe,
    Gostei do tema. E a loira tem razão. Vendeu, entrega. Não tem como fazer diferente. Também gostei da referência: Ernest Hemingway,
    O conto é bem escrito e é fluído.
    Parabéns.
    Abraço!

    • Davenir Viganon
      27 de setembro de 2016

      Olá Corpus
      O título apresenta bem o conto. O que chama mais atenção é a qualidade na escrita e nas construções, mas acho que elas não cercaram tão bem a situação do protagonista. Entendi que existe uma fixação, uma coisa mórbida, do Antônio por cemitérios e a fantasia (entendi que está só na cabeça dele) de fazer um pacto de alma. Acabou pintando um belo quadro, mas não contou uma estória. Seria um bom trecho de livro, mas como conto não ficou bom. Para mim isso pesa contra, apesar das qualidades evidentes, não consegui gostar do resultado. Espero vê-lo escrevendo assim nos próximos desafios.
      Um abraço!

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Informação

Publicado às 13 de setembro de 2016 por em Retrô Cemitérios e marcado .