EntreContos

Literatura que desafia.

Dia de magia (Anorkinda Neide e Andreza Araujo)

tres bruxas

Três delas chegaram primeiro, já procurando pelo melhor espaço onde pudessem juntar as mesinhas para que obtivessem um bom número de lugares à espera de quem chegaria logo depois. Garçons trouxeram uma toalha grande para cobrir as mesinhas agora unidas como uma só mesa média, pois o espaço não era muito generoso. Eles já conheciam aquela reunião que ocorria vez em quando, sem data certa, era as três primeiras aparecerem e já se sabia: Hoje tem alegria!

Um dos garçons passou próximo da moça loira de cabelos amarrados, ela vinha sempre à hora do lanche, e piscou ao dizer:

– Lá vem elas!

A moça sorriu, cruzou os pés enquanto misturava calmamente o açúcar de seu suco de laranja. Ficou observando o movimento com olhos faceiros.

Assim que a mesa estava pronta, com a tradicional toalha xadrez do estabelecimento, os pratos brancos, talheres comuns cor de prata, embora de prata não fossem, os copos transparentes num leve tom azulado, daqueles bem baratos, as três, que eram sempre as primeiras, deram-se as mãos.

Num rápido piscar de olhos e proferindo as palavras: ‘Benjazin Benjazan!’, transformaram todo aquele aparato de bar numa linda mesa de bruxa. Sobre a toalha negra, pratos roxos, talheres dourados em formatos de lagartos dos mais variados tipos, os copos agora eram grandes cálices de um azul-escuro. As três sorriram. Eram Berta, Egberta e Roberta.

Elas não eram parentes, nem eram parecidas entre si, mas gostavam de estar sempre juntas, irmãs siamesas, elas sempre diziam. Logo chegaram mais mulheres tão extravagantes quanto as primeiras. Vestidas com trajes coloridos, das mais variadas procedências. Nenhuma dispensava o chapéu pontudo.

Berta conduzia cada uma a seu assento e Egberta, tocando a ponta da unha mais comprida num cálice, logo fazia surgir dentro dele uma bebida bem calorosa para acolher a recém-chegada. Roberta, por sua vez, fazia surgir num assobio os quitutes em cada prato, personalizado ao gosto de cada uma.

Com muita risada e gritinhos agudos de alegria, todas sentaram-se, já percebendo dois lugares ainda vagos.

– Luiza e Luzia ainda não chegaram? – perguntou uma delas.

E todas gargalharam com gosto. Contagiando os demais clientes que por ali estavam a observar. Eles não sabiam nada sobre a piada interna que envolvia as gêmeas mas riam por puro contágio.

De repente, Berta levantou-se, o que chamou a atenção de todos, ela esticou os braços e numa nuvem rosa que se formou ao centro da mesa surgiu um bolo maravilhoso, todo confeitado no mais puro açúcar de beterraba, roxinho no tom mais que especial!

– Esta é minha obra-prima deste mês, meninas. Saboreiem e aprovem! Todas serviram-se ao modo tradicional mesmo, cortando com faca de bolo fatias generosas colocando-as em pratinhos besuntados com óleo de hipopótamo, que diziam ser emagrecedor.

Sentado ao balcão, um jovem observava a tudo animadamente. Sentia ímpetos até de participar daquela farra tão criativamente inusitada. Ele percebeu a moça que tomava calmamente seu suco de laranja e aproximou-se:

– Desculpe, mas você sabe o que está acontecendo ali?

–   É o encontro, todo mês elas aparecem aqui.

– Mas quem são elas?

– Daí, é melhor deixar assim, sabe. Apenas curta o momento.

– Sou repórter, eu preciso saber mais sobre isso. Preciso de uma entrevista! – exclamou, decidido.

– Nem tente.

Mas o jovem repórter não a ouviu, já se dirigia à mesa onde celebravam as alegres senhoras. Parou ao lado de Berta e esperou uma oportunidade de abordá-la, fitando-a, o pescoço jogado à frente, pedindo atenção.

A bruxa tentou ignorá-lo, mas logo sentiu-lhe o bafo quente, o hálito curioso de quem vive de fofocas. Olhou-o de canto de olho enquanto levava à boca uma garfada de bolo. Ele pigarreou. Foi a gota d’água!

– Afaste-se, criatura! – Berta apenas fez um gesto de repulsa com a mão esquerda, mas todas as outras paralisaram seus movimentos, como se o tempo tivesse parado. Somente os olhos piscavam, alguns numa expectativa divertida, outros, temerosos.

– Calma, senhora, eu apenas gostaria de…

Do outro lado da mesa veio o som, um sibilo, um assovio? O jovem não teve tempo de identificar. Era Roberta que pronunciara o feitiço mais banal de todos, mas que sempre funcionava bem nestas ocasiões.

As amigas caíram na gargalhada enquanto os demais frequentadores do pequeno restaurante localizado no centro da capital mostravam-se estupefatos. O rapaz enxerido havia se transformado num fofuxo gatinho e miava desesperadamente correndo por baixo da mesa e das cadeiras das bruxas.

A moça do suco de laranja trocou olhares cúmplices com o garçom, como a dizer: “Ele não quis me ouvir, tsc, tsc…” Mas o felino efeito durou pouco, logo o rapaz voltou a ter o seu corpo humano, embora alguns detalhes custassem a desaparecer por completo. Bigodes finos e sensíveis ainda lhe saíam das bochechas e uma cauda peluda balançava atrás de si. A pobre vítima ainda atordoada com o fenômeno miava escandalosamente, levando a audiência a uma série crise de risos.

Depois que sentiu-se completamente normal, saiu correndo porta afora, de boca bem fechada, por garantia. Quase ao mesmo tempo, entraram, juntas e de braços dados, Luzia e Luiza. As bruxas gêmeas, estrábicas e atrapalhadas. Tropeçaram sobre elas mesmas, mas não perderam a pose e dirigiram-se à mesa de festa, falando juntas:

– Chegamos, pessoal!

Para que elas chegassem ao encontro, antes foi preciso desenrolarem-se alguns fatos… Por exemplo, as roupas que usariam. Elas gostavam de estar sempre iguais, mas é um tal de combinar e descombinar roupa quase infinito:

– Luzia, você colocou as meias listradas, mas eu estou de meias roxas!

– Não encontrei as listradas, troque as suas.

– Não acho que fica bem meias listradas com o casaco de bolinhas!

– Troquemos, então!

– E agora, Luzia, onde estão as bolsas amarelas?

– A minha está aqui.

– Só encontrei a bolsa preta…

Depois de algumas horas de procura, decidiram-se pelas bolsas couro de jacaré.

E, assim, até mesmo o percurso pelas ruas tinha que ser negociado:

– Vamos pela rua debaixo.

– Não, dobramos esta esquina e depois mais outra…

Decidiam as contendas no toque das varinhas mágicas. Depois de contar até três, encostavam as varinhas, uma na outra, e seguiam na direção apontada num solavanco de magia.

As gêmeas não brigavam nestas ocasiões, ao contrário, todos estes imbróglios eram motivo de risadas. A presença de Luzia e Luiza completava todo o potencial que se precisava para se efetuar a mágica daquela reunião.

– Que bom que chegaram, mais um pouco e a gente perderia a hora! – Disse Roberta, alegremente; ela estava aliviada. – Vamos logo?

– Só depois que eu comer esse bolo! – Exclamou Luzia, já pronta para levar um pedaço até a boca.

Berta moveu sua mão no ar rapidamente, e o bolo sumiu por completo, fazendo com que Luzia mordesse um garfo vazio.

– Meninas… – Berta começou a dizer – Já estamos atrasadas, vocês sabem que é preciso sincronismo para fazer a mágica dar certo. As outras já estão prontas – Disse ela, apontando para uma ampulheta sobre a mesa.

Todas concordaram, inclusive Luzia, a gêmea esfomeada. Elas se deram as mãos ao redor da mesa e começaram a recitar em uníssono:

– Asa de fada, dente de jacaré, vista cansada com borra de café! Pata de lagarto, juba de leão, que nossa magia nos guie até o local em questão!

Uma intensa ventania tomou conta do lugar, arrancando os chapéus das cabeças das bruxas com violência, exceto de Anabela, Lisbela e Florisbela, que se anteciparam ao feitiço e inventaram juntas uma pequena mágica que unisse qualquer peça a um corpo ou a outro objeto. O vento trouxe consigo várias folhas de árvores, cada vez em maior quantidade, girando por todo o ambiente. As bruxas ainda estavam com as mãos unidas, embora esta tarefa se tornasse cada vez mais difícil com o redemoinho que se formara dentro daquele local, mas que de um modo interessante não parecia mover uma única toalha de mesa do restaurante.

As paredes se afastaram bruscamente, rumo ao infinito. As luzes foram sumindo, uma a uma, até que tudo se envolveu num breu momentâneo. O vento dispersou, finalmente.

– Chegamos.

Elas soltaram as mãos umas das outras, e Luiza estalou os dedos em ambas as mãos, de uma só vez, criando ao redor delas várias tochas com base em bambu, fincadas ao solo. O vento que ali circulava agora era natural da região, e balançava os galhos das árvores com enorme petulância. Logo perceberam que a mesa entre elas estava intacta, com todos os talheres, copos e comida. As bruxas estranharam tal feito. Anabela, Lisbela e Florisbela riam, confidentes, ainda não haviam contado para as suas amigas sobre o novo feitiço.

A loira do restaurante também estava ali, mas agora com uma bela mancha de suco de laranja sobre a blusa e a calça suja de terra. Ela também fora transportada pela magia, mas apenas ela, e não a cadeira onde ela sentara…

A menina observava tudo, incrédula, pois nos episódios anteriores que testemunhara, depois daquelas palavras tão engraçadas – que ela já havia decorado, mas jamais ousaria repetir – as bruxas simplesmente sumiam do restaurante, deixando ela a sós com aquele garçom simpático, entre outros funcionários e clientes. Mas daquela vez era tudo diferente e não sabia como se comportar. Aquelas mulheres sempre lhe pareceram bem alegres, mas seria mentira se dissesse que não as temia agora.

A mocinha, chamada Gabriella, levantou-se do chão, tentando não fazer qualquer ruído que despertasse a atenção daquelas mulheres extravagantes. Tão logo ficou de pé, tentou limpar a terra de suas mãos na calça jeans, mas só conseguiu espalhar a sujeira. Quando levantou o rosto, surpreendeu-se ao ver duas bruxas que ela não conhecia.

– Olá – disse uma delas, a que carregava uma tocha em mãos. – Eu sou Carlota.

– E eu sou Joaquina.

A menina franziu o cenho e ameaçou dizer algo, mas se manteve muda. Como assim os nomes delas não combinavam? E elas pareciam tão jovens e belas, de fato muito diferentes das outras.

– Eu me chamo Gabriella.

As duas riram escandalosamente. Claro que elas já sabiam quem era a loira com rabo de cavalo.

A moça olhou em volta, percebia claramente que estava no meio de alguma floresta, embora não fosse óbvia a sua exata localização. Foi quando elas ouviram um alto estrondo, seguido por uma buzina. Com o susto, o peito de Gabriella disparou, enquanto as mulheres na sua frente mantiveram um semblante incrivelmente calmo.

– Toma, você vai precisar disto – Disse Carlota, entregando a tocha para a menina. – Por ali – e apontou a direção, deixando em evidência suas grandes unhas cor de uva.

Gabriella estranhou, a princípio, mas sua curiosidade a guiou na direção do barulho e, sozinha, logo encontrou uma estrada. Um carro branco estava fora da pista, com a dianteira cravada numa árvore. Havia muita fumaça. Ao longe, não pôde enxergar quem estava lá dentro, mas logo perceberia quem era.

De volta à floresta, Carlota e Joaquina cumprimentaram com entusiasmo as suas amigas. “Quanto tempo!” foi a expressão mais usada. Embora as bruxas do restaurante fizessem viagens como aquela com certa frequência, o local que elas visitavam variava bastante, e não seria exagero dizer que talvez nunca mais veriam as jovens.

Elas se serviram do banquete. Foi quando finalmente Anabela, Lisbela e Florisbela revelaram o segredo sobre o novo feitiço – mas sem entregar a fórmula para sua execução –, e como um mágico no final do espetáculo, as três retiraram seus chapéus e fizeram uma reverência, sempre rindo. Foi impossível não aplaudir o pequeno show.

– Será que a menina já acabou? – Perguntou Berta, que parecia ser a mais resolvida das presentes.

Todas olharam para a ampulheta sobre a mesa; ela tinha cerca de um palmo de altura, possuía o corpo de vidro e as bases em metal retorcido. A areia que escapava pela pequena abertura no meio do objeto parecia fugir cada vez mais rápido, diminuindo drasticamente a quantidade na parte de cima e, por consequência, o tempo disponível.

– Ainda está cedo – disse Joaquina. – Essa receita aqui eu acho que vocês não conhecem, esperem – ela emendou rapidamente.

A jovem bruxa esfregou uma mão na outra, e quando as afastou de repente, caiu um bolo de carne na mesa.

– Aprendi essa com a vovó!

Em silêncio, suas amigas a admiraram. Sabiam que não poderiam trocar magias com as bruxas que visitavam, por isso se contentaram em saborear aquele bolo de carne que de tão suculento trouxe nostalgia para as senhoras, principalmente para Ana, Luciana e Fabiana, que tinham a mesma descendência de Joaquina.

As senhoras continuaram a pequena festa enquanto Gabriella se aproximava da cena do acidente com o veículo. Tinha uma mulher ao volante. Ela estava lúcida, mas não conseguia se mexer. Havia um enorme galho atravessando o vidro dianteiro do carro e também o corpo da mulher que, não por coincidência, também se chamava Gabriella.

A loira, com lágrimas nos olhos, apenas segurou a mão de sua avó, pois não havia nada que pudesse ser feito para salvá-la. Ela faleceu em paz, pensando no conforto que aquela menina tão familiar – embora desconhecida – lhe proporcionou. A viajante do futuro sorriu, mesmo numa cena tão triste. Tinha como sonho conhecê-la; diziam que sua avó era um anjo e que estava sempre presente na sua vida, mas Gabriella, na sua inocência de criança, respondia que era ela quem gostaria de ser o anjo de sua avó. E seu desejo estava sendo realizado naquele momento, com uma Gabriella já adulta, mas que ainda tinha sonhos de menina.

Egberta folheava um grande livro de páginas amareladas.

– Quem vai ser a nossa próxima vítima? – Perguntou Luzia.

– Uh… falando assim até parece que somos más!

– E por que a gente não faz uma maldadezinha pra variar? Eu vi um garoto aqui… – dizia Luzia, passando várias páginas de uma só vez. – que queria muito ver o ventilador do teto caindo na sala de aula. Não, esperem, esperem… na aula de matemática, ele foi bem específico neste sonho dele. Imagina só como isso seria divertido! – Comentou de modo afobado, com os olhos bastante arregalados.

– Nada disso… tem coisa melhor aí pra gente fazer, passa esse livro pra cá.

Florisbela voltou algumas páginas, então olhou para as suas amigas.

– E aquele repórter de hoje?

– O… gatinho? Miau…

Todas gargalharam.

– Só uma maldade, vai. Daqui a pouco vão achar que a gente trabalha pro Papai Noel – continuou Luzia.

Gabriella retornou ao bosque, encontrando as bruxas se divertindo ao redor da mesa. Carlota e Joaquina ouviam tudo com atenção, pois ansiavam também fazer parte daquele clube… o Círculo dos Desejos. Desde épocas remotas esse grupo era o mais famoso de todos, e também o mais misterioso. Ninguém fora do Círculo sabia como aquele livro mágico funcionava, talvez fosse uma herança de algum mago antigo, passado de feiticeiro para feiticeiro ao longo das gerações.

As duas amigas aprenderam muito naquele dia, unindo a magia com as outras bruxas para que servisse de guia durante aquela viagem tão longa. Pois a grande questão nesta história não era exatamente o “onde”, mas sim o “quando”, afinal, a jovem Gabriella sequer havia nascido naquele passado quando sua avó faleceu.

– A gente vê isso depois, a ampulheta vai demorar mais tempo para recuperar toda a magia depois de hoje… Que tal uma reunião de bola de cristal na semana que vem? Sintonizem no canal dois, lá tem menos ruído – sugeriu Luzia, gesticulando bastante com as mãos de dedos esguios.

A loira se aproximou timidamente, agradecendo com um sorriso sincero.

– Disponha, menina – Disse Egberta, levantando-se da cadeira. Logo em seguida deu um forte tapa nas costas da garota, fazendo com que ela cambaleasse para frente, derrubando o jovem garçom do restaurante. Gabriella olhou para os lados; sim, já estava de volta. Ela pediu desculpas, saindo de cima dele, completamente sem graça. Ele, por outro lado, parecia feliz com a proximidade.

As mesinhas, outrora unidas para a pequena festa particular, estavam separadas e nos seus locais mais comuns, com as toalhas de tema xadrez cobrindo-as. Parecia uma noite comum, enfim. A loira pensou em perguntar se ele havia visto as bruxas, mas preferiu ficar quieta. Afinal, ela própria nunca as tinha visto retornarem. Como mágica (literalmente falando), assim que as mulheres sumiam, tudo no restaurante voltava ao normal, como se nunca tivessem passado por ali.

A menina ajeitou sua blusa com a mancha amarelada do suco, e depois refez o rabo de cavalo, pois teve a sensação de estar completamente bagunçado, então sorriu para ele. O garçom olhava fixamente para ela, sem coragem de perguntar se ela gostaria de pedir a conta; não queria que ela fosse embora.

Do lado de fora do estabelecimento, Egberta espiava através da janela.

“Até que esse desejo foi fácil, nem precisei usar a ampulheta”, pensou consigo, satisfeita. “Ele queria que Gabriella tivesse uma queda por ele… e eu só precisei empurrar!”.

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36 comentários em “Dia de magia (Anorkinda Neide e Andreza Araujo)

  1. Gustavo Castro Araujo
    19 de agosto de 2016

    A proposta do primeiro autor é um texto infanto-juvenil. Posso me imaginar contando uma história assim para as minhas filhas (tenho certeza de que elas iriam gostar), apresentando vários tipos de bruxas com nomes engraçados se reunindo para fazer travessuras. Acho que era essa a ideia, não? Bem, ficou bacana essa apresentação, embora não chegue a um lugar definido enquanto narrativa. Foi mais como uma demonstração de ferramentas para que o segundo autor enveredasse por onde quisesse. A segunda metade abandonou um tantinho essa atmosfera à la Disney e trouxe a narrativa para um cenário novo, sobressaindo-se aspectos mais adultos, como a Gabriella morta num acidente de carro e o romance entre os não-bruxos. Não ficou ruim, mas devo dizer, sem trocadilhos, que quebrou um pouco o encanto. Talvez o segundo autor tenha pretendido fugir do óbvio, mas não sei se funcionou comigo. Eu esperava uma narrativa mais próxima da criançada, mas respeito a opção, até porque em termos gramaticais está impecável. Enfim, um conto que no conjunto não cativa tanto como poderia, embora esteja evidentemente bem escrito.

  2. apolorockstar
    19 de agosto de 2016

    o conto é bastante simples, a linguagem esta bem adequada e o texto é fluido, porem a premicia não é muito interessante , sendo que o final parece que ficou meio mal decidido ,sendo somente mais uma peripécia da bruxa e não a peripecia digna

  3. mariasantino1
    19 de agosto de 2016

    Oi, tudo bem?

    Bem, pra mim o conto ficou com ares de inocência, uma trama quase infantil (não é crítica). As muitas personagens até que não incomodam, por serem todas semelhantes, com pequenos detalhes e no final, todas são bruxas. Achei o fluxo narrativo fácil, a trama simples, falas bonitinha que se mantém nas duas narrativas. Senti que o lance de romance que aparece no fim do conto poderia ser mais explorado, para se mostrar logo o propósito das bruxas estarem ali. Não tem uma grande mensagem,(algo que busco e valorizo muito), mas por outro lado o conto não se mostrou pretensioso, terminou como começou, apenas querendo contar uma história, fazer passar o tempo e trazer algum humor.

    Funcionou. Desejo boa sorte no desafio.

    Nota: 7

  4. Thales Soares
    19 de agosto de 2016

    A linguagem da história é simples e fluida.

    A narração não empolga em nenhum momento. Não há um clímax na história. Ela apenas mantém o andar vagaroso e calmo escolhido pelo primeiro autor, e em nenhum momento há uma reviravolta, ou confusão, ou qualquer coisa mais forte que tente empolgar o leitor. O bom é que o segundo autor conseguiu encaixar bem sua parte na proposta inicial. Mas infelizmente a história acaba por não empolgar o leitor, e fica parecendo aqueles filmes de seção da tarde sem graça e que dão sono.

  5. Wilson Barros Júnior
    19 de agosto de 2016

    O início é divertido, muito aprazível, um deleite para a alma. Um conto engraçado é sempre um prêmio para o leitor. As aventuras bruxais foram realmente hilárias. O estilo coloquial, mas original, agradou muito por aqui. Praticamente não houve transição, o conto obteve uma unidade maciça. Um conto de fantasia que nada deixa a desejar aos publicados nas revistas americanas, com um enredo interessantíssimo.

  6. Thiago de Melo
    19 de agosto de 2016

    Amigos autores,
    Parabéns pelo conto de vcs. Achei a temática bastante original. É difícil ver histórias de bruxas nas quais as bruxas são as “boazinhas” hehehe.
    Fiquei meio na dúvida sobre a motivação das bruxas em realizar sonhos “de graça”, mas ainda assim o texto de vcs me deixou feliz. Por que não podemos ter nossos sonhos realizados “do nada”, mesmo que seja só uma vez? Mesmo que seja na ficção, gostei de sentir que isso era possível.
    Parabéns pela história que vcs construíram!
    Um abraço!

  7. Daniel Reis
    19 de agosto de 2016

    Prezados Autores, segue aqui a minha avaliação:
    PREMISSA: nesse “Sex and the City” das bruxas, o excesso de personagens impediu ambos os autores de conseguir aprofundar a motivação deles.
    INTEGRAÇÃO: apesar do que falei na premissa, o texto é bem integrado, com o tom frívolo mantido ao longo de toda a história.
    CONCLUSÃO: sinceramente, não me conquistou, desde o início. Boa sorte no desafio.

  8. vitormcleite
    19 de agosto de 2016

    história bem desenvolvida, bem unificada e de boa leitura, mas pareceu-me faltar algum sal ou drama, não sei bem o que faltou, mas senti falta de algo que despertasse o leitor. O acidente poderia ser esse click mas não me pareceu ter sido aproveitado, talvez seja falha da minha leitura

  9. Renata Rothstein
    18 de agosto de 2016

    Conto divertido e leve, fácil de ler, tão bem escrito que um pouco mais de ousadia com certeza cairia muito bem.Nota 8,5

  10. Simoni Dário
    18 de agosto de 2016

    Olá
    Não é de todo bom, nem ruim. Quando comecei a ler vi um conto infantil, enredo para sessão da tarde, mas na medida em que avancei na leitura a história foi me atraindo e surpreendendo. A parte complementar foi bem, continuou no estilo sessão da tarde, mas ruim de ler não foi. Senti a troca de autor mais para o final que foi, digamos, com um toque de bruxinhas do bem. Pela sintonia, os autores estão de parabens!

  11. Luis Guilherme
    18 de agosto de 2016

    Não gostei muito do conto. Achei a história muito bobinha, não me prendeu e nem me encantou muito, tanto que queria terminar o quanto antes. Não que seja de todo ruim, mas achei o enredo meio fraquinho. Tem alguns erros gramaticais também, mas que acabaram não influenciando tanto no desenvolvimento da história.
    O fim até que surpreendeu, achei que o foco fosse o desejo da menina, mas na verdade era do rapaz. Achei um final agradável, que ganhou pontos.
    Acho que essa temática de bruxas tá meio batida, parecia que eu tava lendo algo do tipo “Da Magia à Sedução”, e a não ser que traga algo muito surpreendente, esse tipo de história tende a se tornar meio maçante.
    Um ponto positivo foi a transição impecável entre os autores. Pra mim tá meio impossível decifrar a metade do conto, e isso é importante nesse desafio, na minha opinião.

  12. Jowilton Amaral da Costa
    18 de agosto de 2016

    Bom conto.Bem escrito e com uma boa interação da dupla. Acho que as duas escritas combinaram muito bem. Não é um tipo de conto que me agrade muito, mas, foi bem executado. Eu estava imaginando que a Gabriela fosse uma bruxa e não sabia, e iria participar de um ritual de passagem, ou coisa do tipo. O que acabou não acontecendo. É um conto guti-guti. Boa sorte..

  13. Pedro Luna
    17 de agosto de 2016

    Olha, o conto é bem escrito, não cheguei a perceber uma mudança brusca de estilo literário, então essa parte foi ok. Mas por questão de gosto, achei a trama bem desinteressante e até um pouco confusa com o excesso de personagens e de situações. Me lembrou convenção das bruxas, com a intromissão de um personagem olheiro, por onde a história se desenrola.

  14. angst447
    17 de agosto de 2016

    Para este desafio, adotei o critério T.R.E.T.A (Título – Revisão – Erros de Continuação – Trama –Aderência)

    T – Título simples, entrega o tom de fantasia.
    R – Poucas falhas de revisão:
    – Lá vem elas! > Lá vêm elas!
    Depois que sentiu-se > Depois que se sentiu ( o QUE funciona como partícula atrativa)
    nos seus locais mais comuns > nos seus locais habituais
    E – As duas partes encaixaram-se sem que a emenda tenha ficado muito evidente. O segundo autor respeitou a linha de narrativa proposta pelo colega. Assim sendo, considero cumprido de forma satisfatória o objetivo do certame.
    T – Uma trama sobre bruxas camaradas, divertidas e com os clichês esperados. Sem grandes surpresas, mas com toques de humor e ação, a história segue bem, com direito a final romântico patrocinado por uma bruxinha de plantão.
    A – A presença de diálogos e as brincadeiras das bruxas ajudaram a manter a narrativa com um bom ritmo. Lembrou uma história em quadrinhos ou um álbum de figurinhas típico de adolescentes, diversão ingênua e garantida.
    🙂

  15. Leonardo Jardim
    17 de agosto de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto (li inteiro, sem ter lido a primeira parte antes):

    📜 Trama (⭐⭐⭐⭐▫): começa bastante despretensiosa e espalhafatosa, mas de desenvolve muito bem e consegue se encerrar em si mesma, sem parecer o início de uma história maior, como a maioria dos contos de fantasia são. Gostei bastante.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): a leitura voa e é um texto gostoso de ler do início ao fim. Mas acredito que a técnica (de ambos os autores) seja uma mera ferramenta da trama e não mais que isso. É boa, mas não chega a se destacar (isso não é uma crítica, é apenas a minha forma de avaliar). Encontrei esse erro aqui:

    ▪ Saboreiem e aprovem! *travessão* Todas serviram-se ao modo tradicional mesmo

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): apesar de se deitar em cima de diversos clichês de histórias de bruxas, conseguiu trazer algumas doses de novidades.

    👥 Dupla (⭐⭐): foi tão boa, que não fosse um desafio de duplas, eu não saberia que foram dois autores escrevendo.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫): o texto, no fim, não foi nada muito impactante, mas ainda assim bastante divertido. Conseguiu me arrancar alguns sorrisos de canto de boca 🙂

  16. Bia Machado
    17 de agosto de 2016

    Desculpa, mas… Esse é o típico conto que eu não leria por minha livre e espontânea vontade. Não achei graça, me irritou mesmo. O final foi um pouco melhor, mas o restante, me desculpe, não me encantou, no geral um enredo bobo. Outra coisa: se não fosse a imagem, o início do conto daria outra ideia e surpreenderia o leitor quando ele soubesse que são bruxas. Ou seja, além de não simpatizar com a narrativa, a surpresa que eu teria inicial não aconteceu…

  17. Marco Aurélio Saraiva
    16 de agosto de 2016

    Conto fofo do desafio! Rs rs rs!

    O tema descontraído do conto foi iniciado pelo primeiro autor e mantido pelo segundo. Este é daqueles textos que você com um sorriso fixo no rosto, que está lá naturalmente sem você notar. Mesmo a parte mais “sentimental” do conto, que é quando Gabriella encontra sua avó no passado, nos faz sorrir por motivos diferentes.

    As velhas bruxas são muito carismáticas! Há um certo clima de “Alice no país das maravilhas”, onde Alice, no caso, é o próprio leitor! Tudo é tão estranho mas, ao mesmo tempo, muito divertido! Toda a cena do repórter me fez pensar em como o autor queria falar, mesmo que não de forma consciente, para o leitor “não tentar saber de tudo, apenas ler o conto e se divertir”. O desprendimento de explicações e detalhes sobre a trama e sobre as mágicas deixa o autor livre para simplesmente sonhar e escrever o que bem entender, resultando numa leitura muito bonita e divertida!

    Ambos os autores são muito bons! O primeiro autor é muito divertido e criativo, e o segundo seguiu bem a linha do primeiro, resultando em uma dupla muito entrosada.

    Parabéns!!!

  18. Ricardo de Lohem
    15 de agosto de 2016

    Olá, como vão? Vamos ao conto! Um conto perfeitamente fusionado pelo segundo autor, as duas partes têm o mesmo nível e estilo. Quando A Feiticeira encontra Harry Potter, esse é um conto que dá pra ler com facilidade, usando só a memória de trabalho, e deletar imediatamente depois que acabou, já que não há nada nele que valha a pena guardar no cérebro. É um conto nulo, que não chega a ser extremamente monótono (pelo menos não é um monólogo…), mas também não está nem perto de ser bom, nem sequer médio. Desejo Boa Sorte pra Vocês!

  19. catarinacunha2015
    15 de agosto de 2016

    Todos os contos foram avaliados antes e depois da postagem da 2ª parte; daí a separação:

    1ª PARTE: Uma leitura deliciosamente leve e alegre. Admiro quem consegue escrever com tanta inocência e, ao mesmo tempo, um toque de malícia.

    PIOR MOMENTO: O uso de muitos diminutivos, como “mesinhas”, “pratinhos”, “gritinhos”, “gatinho”, eticeterazinho, fica meio chatinho, até em continhos fofinhos.

    MELHOR MOMENTO: “Todas serviram-se ao modo tradicional mesmo, cortando com faca de bolo fatias generosas colocando-as em pratinhos besuntados com óleo de hipopótamo, que diziam ser emagrecedor.” – Achei maravilhosa a crítica fofamente velada. É como comer uma torta inteira, só que light e sem glúten.

    PASSAGEM DO BASTÃO: Este bastão foi um beijo na bochecha. Trama simples, direta e com um único mistério.

    2ª PARTE: O conto se manteve infantil e divertido, com o vocabulário menos engraçado, mas com mais domínio e menos diminutivos.

    PIOR MOMENTO: “A viajante do futuro sorriu, mesmo numa cena tão triste.” Esse acidente de carro ficou desencaixado de um conto infantil, principalmente esse sorriso.

    MELHOR MOMENTO: “A jovem bruxa esfregou uma mão na outra, e quando as afastou de repente, caiu um bolo de carne na mesa.” – Eu esperando uma coisa fantástica e me cai um bolo de carne. Kkkk. Adorei.

    EFEITO DA DUPLA: Duas bruxas (ou bruxos?) gêmeas como Luiza e Luzia.

  20. Danilo Pereira
    14 de agosto de 2016

    Conto de fantasia, esperava mais no enredo. Achei um pouco limitado reduzir bruxas a praticarem apenas desejos das pessoas. O ambiente em que se passa o conto (Em um restaurante) acho que o autor tentou atribuir um pouco de cotidiano no conto. Achei um ponto muito positivo a questão do ambiente, porque “Restaurante” em sua etimologia vem da palavra “Restaurar” que significa “renovar”.. é um estabelecimento onde serve refeições, essas que restauram nosso apetite e nossas forças, por isso essa analogia. E no conto as bruxas tentam de alguma forma renovar, reconstruir a vida e os desejos daqueles que elas visam. NOTA:7

  21. Bruna Francielle
    14 de agosto de 2016

    Gostei bastante. A reunião das bruxas, deu para imaginar bem como aquela típica reunião de mulheres de meia idade, cheia de espalhafatísses, vozes altas e risadas. A viagem delas pro passado, realizando um sonho de Gabriela, que na hora parecia que ela estaria em perigo, mas depois descobriu-se que não, foi algo bem pensado. A narrativa não mudou drasticamente durante o conto, um ponto positivo. A história foi diferente de todas que já li, mais um ponto positivo. A formação das bruxinhas, com nomes de rimas, uma dupla estrabica e atrapalhada, foi outro ponto alto. Realmente, um conto de alto nível. Basicamente não tenho muito a reclamar, nem sequer erros de portugues me saltaram aos olhos. Parabéns

  22. Wender Lemes
    13 de agosto de 2016

    Domínio da escrita: um conto pode ser bem trabalhado (em questão de ortografia/coerência) e, ainda assim, não cativar determinado leitor. Foi o que aconteceu comigo. Ortograficamente, este conto está muito bom, mas o enredo e a temática infelizmente não me agradaram.
    Criatividade: achei a transferência de cenários (do restaurante para o local do acidente) interessante. Há alguns clichês clássicos, como as bruxas “brincalhonas” e o romance final entre a protagonista e o garçom, embora isso não exatamente prejudique o conto. Acho que poderia ter sido mais ousado(a) quanto à estética do conto, ou na desconstrução dos clichês que criou. Esse tipo de coisa torna-se o diferencial do texto, a história deixa de ser apenas um evento narrado.
    Unidade: neste aspecto, o conto está ótimo. Quase não é possível perceber a “intercalação” de autores. O texto todo é bem amarrado: da apresentação dos poderes mágicos até o arremate com a viagem no tempo à morte da avó.
    Parabéns e boa sorte!

  23. Júnior Lima
    12 de agosto de 2016

    Uma história simples e eficaz, bastante leve. Sem nenhum problema na escrita e com uma premissa interessante.

    Não teve nenhum ponto baixo, mas também nenhum ponto muito alto. Está bom.

  24. Um “conto de bruxas”, se me permite o trocadilho. O texto é leve e a história bem conduzida por ambos os autores.

    Gostei muito do fato de o segundo escritor não quebrar o “encanto” e a ingenuidade da primeira história.

    Parabéns para ambos.

  25. Wesley Nunes
    9 de agosto de 2016

    A leitura desse conto é prazerosa. Esse prazer é originado por um texto leve, que transmite uma sensação de conto de fadas e também por ser cheio de cenas cômicas e divertidas. A brincadeira com os sons dos nomes, combinadas com a linguagem fácil e acessível, me fazem crer que o autor desejou fazer um texto com um tom infantil. Sendo essa a intenção, ela foi alcançada com méritos.

    Gosto da forma como é inserido um ar de magia em cada frase e em cada parágrafo. Esse elemento fantástico não é explicado, mas está muito bem inserido no conto. A simplicidade e o carinho com que o texto foi construído, tornam-no cativante. Apesar de simples, senti que a escrita poderia ser mais aprimorada.

    Iniciada a leitura da segunda parte, logo notei uma autor que possui uma grande convivência com a escrita. Também percebi um maior esmero no encadeamento das frases. Gosto da forma que o tom foi mantido e da continuidade das brincadeiras com as palavras. A revelação da intenção das bruxas surpreende o leitor e é bem elaborada. As cenas são bem montadas e possuem riqueza de detalhes. A criança que ler esta história sempre irá imaginar um monte de coisas acontecendo e tudo feito com muita magia.

    A iniciativa de escrever para crianças é algo maravilhoso e a dupla está de parabéns

  26. Evandro Furtado
    8 de agosto de 2016

    Complemento: mesmo nível

    A segunda parte manteve a atmosfera empregada na primeira. No geral, só senti que faltou uma trama mais complexa, que pudesse deixar o conto ainda mais interessante. Algo que saísse da caixinha, senti que, nesse aspecto, o conto ficou devendo.

  27. Fabio Baptista
    6 de agosto de 2016

    Imitando descaradamente nosso amigo Brian, utilizarei a avaliação TATU, onde:

    TÉCNICA: bom uso da gramática, figuras de linguagem, fluidez narrativa, etc;
    ATENÇÃO: quanto o texto conseguiu prender minha atenção;
    TRAMA: enredo, personagens, viradas, ganchos, etc.;
    UNIDADE: quanto o texto pareceu escrito por um único autor;

    ****************************

    Conto: Dia de magia

    TÉCNICA: * * *

    Simples durante todo o conto.
    Na primeira parte, essa simplicidade foi eficiente, pois trouxe fluidez e diversão ao texto.
    Na segunda, apesar de alguns momentos divertidos, não funcionou tão bem.

    – Mas o felino efeito
    >>> esse lance de adjetivo/substantivo nem sempre fica legal

    – levando a audiência a uma série crise
    >>> séria

    – E eu sou Joaquina
    >>> Eu ri 😀

    – ela tinha
    – uma mão
    >>> cacofonia

    ATENÇÃO: * * *
    Até a metade, esse foi um dos textos que mais me prendeu a atenção. Depois, desandou.

    TRAMA: * * *
    Achei bem interessante a ideia da convenção no restaurante, sobretudo pela maneira divertida com que estava sendo abordada.
    O complemento, infelizmente se perdeu em muitos nomes, muitas situações desnecessárias que só trouxeram confusão para a história.

    Percebi, em uma quantidade razoável de contos (inclusive no que comecei a escrever e foi complementado), que o segundo autor parece ter sentido uma necessidade de criar personagens e situações. Acho que isso não funcionou bem em nenhum. Os melhores foram os que o complemento seguiu o simples dentro do universo inventado pelo primeiro autor, sem grandes malabarismos.

    UNIDADE: * * * *
    Manteve o estilo de escrita, mas a história não se encaixou muito bem.

    NOTA FINAL: 6,5

  28. Matheus Pacheco
    5 de agosto de 2016

    THIS IS PAGAN, zueira amigo, eu achei muito bem tirado uma reunião de bruxas em um restaurante, e essa reunião deve ocorrer com uma certa frequência porque os outros fregueses já pareciam estar “calejados” pelas figuras.
    Apesar de eu não gostar do gênero fantasia eu achei bem colocado na atualidade.
    Abração amigos

  29. Amanda Gomez
    4 de agosto de 2016

    Um conto retratando um dia de magia, com bruxas características e descoladas. Leve e despretensioso… Não notei a entrada do segundo autor, porque li direto sem prestar atenção a esses detalhes, mesmo porque não foi algo perceptivo. Uma emenda competente. A primeira parte promete muita coisa, mas acaba não mostrando nada de fato, além dos detalhes, como os nomes das bruxas, que são bem legais, essas semelhanças.

    Achei engraçado também os dizeres para despertar a mágica. Na verdade estou buscado detalhes aqui, para justificar se foi uma leitura válida ou não, é provável que depois de terminar este comentário eu vá me esquecer do que aconteceu, porque a história em si não é marcante.

    Tem um pequeno detalhe acrescentada pelo segundo autor que poderia transformar a história em algo a mais. Que é justamente o ciclo dos desejos, o tal livro onde magicamente são descritos os desejos das pessoas… (Perto ou longe… de todo mundo? Não sei) Mas achei esse o potencial do conto, pena que não foi usado desde o início. Porque seria o diferencial. Não entendi muito bem a participação da Gabriella… certos momentos eu fiquei confusa com a posição dela nas cenas, uma hora estava ali, outra acolá. E no fim, não sei quem era ela, e que importância tinha pra história, uma vez que ela foi escolhida como ‘’ protagonista’ por assim dizer na continuação.

    Talvez se tivessem focado mais no místico que na ‘’ comédia juvenil’’ e características clichês de bruxas, teria saído um conto melhor… Não sei se ‘’ melhor’’ é a palavra certo… Não é ruim… Digamos que mais aprofundado. Muitos personagens, nenhum foco interessante neles. Talvez seja esse o problema do conto pra mim.

    Leitura leve e fluida. Você lê e não vê. Mas fica um sentimento de incompleto… ou de que foi somente uma introdução para algo maior, que não aconteceu.

    Mas tal como o título, foi apenas um dia de magia.

  30. Brian Oliveira Lancaster
    4 de agosto de 2016

    CAMARGO (Cadência, Marcação, Gosto) – 1ª leitura
    JUNIOR (Junção, Interpretação, Originalidade) – 2ª leitura

    – Dia de magia (Escritor de caldeirão)
    CA: Uma história simples, regada ao bom humor, dá o tom de fantasia desse texto. Um cotidiano mágico. Ideia interessante. – 8,0
    MAR: O primeiro parágrafo exigia um pouco mais de vírgulas, mas tirando isso, o restante flui bem. Sem grandes floreios e termos complexos, o que auxilia na compreensão. – 8,0
    GO: Aqui entra o gosto pessoal. Gostei da ideia, focada em apenas um evento. Não sou muito fã de fantasia, mas a simplicidade cativou. – 8,0
    [8,0]

    JUN: Junção perfeita. E o segundo autor ainda deu uma bela incrementada. Gostei do tom mais infanto-juvenil que a história assumiu, sem grandes ideias mirabolantes, mas com toques de “açúcar” na malandragem. – 9,0
    I: Diferente, bem humorado e focado apenas em uma ideia, que, a princípio, parecia absurda. Saíram-se bem, no conjunto. Não vi muitas coisas que precisavam de revisão. – 8,5
    OR: Não é original em sua premissa, mas atrai pelo inusitado. Outro conto que parece um filme de sessão da tarde, o que é um elogio. – 8,0
    [8,5]

    Final: 8,3

  31. Thomás Bertozzi
    4 de agosto de 2016

    Um bom conto. Leve e divertido.
    Com bruxas fazendo bondades.

    A parte em, que ela encontra a avó foi um pouco confusa para mim e precisei reler o trecho. Fora isso, tudo bem tranquilo.

    Destaco também o bom entrosamento entre os autores que permitiu a boa fluência da trama.

  32. Gilson Raimundo
    4 de agosto de 2016

    Uma bela brincadeira, o autor que completou é que não deve ter achado tanta graça. Um conto infantil, com muitos personagens que não passa empatia, os dois autores mantiveram uma sincronia, mas o conto é despretensioso e sem algo marcante… Não entendi o uso de tríade em relação as aparições dos personagens, as crianças vão adorar.

  33. Andreza Araujo
    3 de agosto de 2016

    Olá, pessoa. Eu escrevi a continuação do seu conto e gostaria de te falar como foi essa experiência. Eu já participei de muitos desafios (não aqui no EC), então já escrevi um pouco de tudo, digamos. Considero-me versátil neste sentido. Mas se tem algo que eu não costumo escrever é texto de humor!

    Senti logo de cara que a pegada do seu conto era mais leve e não quis mudar isso. Antes de concluir, pensei até em transformar as bruxas em más e fazer algum grande feitiço, ou então algo relevante para a sobrevivência do planeta. Mas às vezes são as ideias mais simples que nos trazem felicidade. E decidi manter tudo como estava, seguindo mais ou menos a linha dessa primeira parte que você escreveu. E deu no que deu… espero que não tenha me xingado muito! Gostaria de saber a sua visão sobre o complemento que eu criei, se é que você já não comentou por aqui. Foi muito gratificante pra mim essa experiência.
    Grande abraço!

  34. olisomar pires
    3 de agosto de 2016

    Muito interessante o conto. Bem escrito com humor na medida. Texto leve e estória simples., muito ao gosto da moda atual. Ambas as partes se complementaram o que cumpre o desafio de forma clara. Talvez os nomes combinando das bruxas tenha sido um pouco demais, mas a licença poética permite.

  35. Anorkinda Neide
    2 de agosto de 2016

    Pois é.. o que dizer desta continuação pra minhas bruxinhas q eu gostei tanto?! ❤
    Você não só pegou o espírito da coisa, colocando adjetivos simpáticos como 'balançava os galhos das árvores com enorme petulância.' e 'grandes unhas cor de uva, como deu uma qualidade linda ao encontro: realizar sonhos!
    Bah, obrigada por isto! (Eu nao tinha pensado em nada, apenas deixei o gancho)
    Agora, o senão é que a meu ver, vc deu uma engordada no texto, sem necessidade. Eu incorporei as atrapalhadas de Luzia e Luzia antes de chegarem ao encontro para poder completar mil palavras, já vc chegou lá nas 1770 palavras.. hehe
    Claro que pode se empolgar, claro que podia acrescentar tudo o que bem lhe entendesse, só acho q sobrou um pouquinho… Como falar sobre algumas magias, acho q poderia ter se concentrado no livro de realização dos sonhos das pessoas, fiquei curiosíssima sobre ele! Fiquei com vontade tb de saber qual era o sonho do repórter miau!
    E a piada final com o garçom, hein.. faltou um pouquinho pra ficar tosca! hahaha Mas ficou legal pq é romântica, Chub! 🙂
    Abração!

  36. Davenir Viganon
    2 de agosto de 2016

    Olá. Conto muito fofo. O mundo criado no início é muito simpático (pra não usar fofo, de novo) e o continuador entrou na brincadeira e mostrou esse lado de dentro do munda das bruxinhas. Uma característica interessante é que não há protagonista, tudo aqui foi repartido entre os personagens para criar o mundo e o resultado foi bom. Foi um bom trabalho dos dois.

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Publicado às 6 de julho de 2016 por em Duplas e marcado , .