EntreContos

Literatura que desafia.

A Cidade dos Loucos (Thiago de Melo)

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Nova Esperança é uma cidadezinha perdida no interior do Brasil. Já foi chamada por vários nomes desde a sua primeira inauguração, mas esse pequeno pedaço de terra quase inabitável é conhecido até hoje por todos os brasileiros como a Cidade dos Loucos. Ao contrário da maioria das cidades fantasma, que surgem pequenas, têm o seu momento de expansão e depois são abandonadas devido a alguma peste ou tragédia, a Cidade dos Loucos praticamente não existiu após sua primeira inauguração.

Quando foi inaugurada, o essencial já estava pronto. As fachadas dos dois prédios mais altos da cidade, finamente revestidas de mármore branco, brilhavam altivas diante da praça central. Havia também prédios de apartamentos e centros comerciais. A cidade havia sido um sonho louco desde o início, tão louco quanto o sonho dos que acreditaram nela. Milhões foram investidos construindo prédios no fim do mundo, longe de tudo e de todos. A construção da cidade havia sido a prioridade de um governo maluco, mas, como costuma acontecer em política, o que era prioridade para um governo, passou a ser a última das preocupações do governo seguinte.

O governante seguinte não quis fazer propaganda das obras de seu antecessor. Revogaram-se os atos, publicaram-se novos decretos e, em pouco tempo, todas as decisões administrativas referentes à cidadezinha não existiam mais. Servidores públicos voltaram a seus postos originais. As repartições foram desativadas. Tudo voltou a ser como antes no Brasil, exceto para as famílias que acreditaram em mais aquele pacote de promessas. Vendo a cidade sumindo e se perdendo aos poucos, decidiram também ir embora, decepcionadas e enganadas. A cidade foi deixada para as baratas e os ratos. Prédios abandonados, ruas desertas, era como se o mundo tivesse lutado a terceira guerra mundial e perdido.

Anos depois, quando aquela cidade já havia se perdido na curta memoria do povo, subiu ao poder um governo ditatorial. O novo governo, como todos os governos, tomou as rédeas do país cheio de novas prioridades. Porém, apesar de ter chegado ao poder por meio da força, o novo governo sabia que era preciso ganhar a confiança e a conivência da população o quanto antes. Sem cooperação mútua, não há dominação.

O novo regime pretendia provar para a população a sua profunda e abnegada preocupação para com o bem estar da sociedade. A ideia era demonstrar infinita bondade, civilismo e espírito público resolvendo algum problema grave de forma rápida e eficiente. O novo governo precisava resolver ao menos um, dos quase infinitos, problemas do Brasil, algo chamativo e que despertasse a compaixão da população. Mas o quê?

O novo regime sabia que, em política, não há novidade. O objetivo de quem detém o poder é, acima de tudo, manter-se no poder. Essa é a prioridade máxima. A partir dessa premissa, todo programa político aborda quatro temas principais: educação, saúde, trabalho e segurança. Toda política pública é uma subdivisão ou uma mistura desses quatro pilares básicos.

Havia também a questão dos custos. Sempre. Dinheiro permeia tudo, principalmente em política. Dinheiro é o sangue que corre nas veias da política. Mas o Brasil tem um problema grave com relação a dinheiro, e não é a simples falta. As dimensões continentais do país são, por si sós, um desafio à parte quando se trata de dinheiro.

Investimentos feitos em qualquer política pública no Brasil são divididos e subdivididos inúmeras vezes até chegar ao cidadão comum. O resultado? Uma enorme dificuldade do contribuinte em identificar retorno pelos impostos que paga. O governo teria que levar também isso em consideração para conseguir cabrestear a população.

Não. O novo regime precisava demonstrar seu amor à pátria com uma ação pública que atingisse todos os cidadãos de uma só vez, em todas as regiões do país, e que, ao mesmo tempo, pudesse ser concentrada em um único ponto para não diluir demais os recursos disponíveis. Reuniões foram realizadas, ordens despachadas e o pilar básico da política pública escolhido: saúde.

Foi nesse momento que aquela cidadezinha esquecida no interior voltou às páginas dos jornais e revistas de todo o Brasil. A cidade era um emaranhado de prédios abandonados que se desfaziam ao sol, preenchidos apenas por baratas, ratos, pó e silêncio. Mas essa realidade logo mudaria.

Em vez de construir centenas de novos hospitais país afora, o que seria economicamente impossível, o governo decidiu reformar e refundar aquela cidadezinha, transformando-a em um gigantesco centro de saúde no interior do Brasil.

O novo governo transpirava pragmatismo. Portanto, era preciso concentrar esforços em uma única chaga, em um único problema de saúde pública indistintamente presente em todo o país. Sim. O governo atacaria um problema de saúde pública que todos os cidadãos pudessem facilmente identificar, que todos já tivessem visto pelas ruas, ou zanzando pelos hospitais: loucura. Nascia assim, Nova Esperança, a aposta do governo ditatorial para comprar a conivência da população.

A humanidade possui uma maneira cruel de lidar com quem não se ajusta aos padrões, o isolamento. Esse era o plano do governo, transformar aquela cidadezinha no maior, e único, manicômio do Brasil. A estrutura estava pronta. Os dois prédios mais altos, em frente à pracinha, seriam reformados e transformados em um gigantesco hospital psiquiátrico, o Hospital Central de Nova Esperança, para onde seriam enviados os doentes mentais de todos os cantos do Brasil.

É claro que a nova política de tratamento para a loucura não foi assim tão aberta e cruelmente divulgada. Por mais diabólica que seja uma política pública, ela é sempre  anunciada com pompa, mídia e, claro, promessas. Jornalistas, intelectuais, artistas e consultores foram contratados para vender a nova ideia à população. O novo programa brasileiro para tratamento das doenças mentais viraria a sensação do momento. Quem poderia discordar de intelectuais e artistas?

Canais de televisão, jornais, revistas e rádios, recheados de matérias compradas, vendiam à população a ideia da nova cidade manicômio como se estivessem vendendo carros, bicicletas ou o elixir da longa vida. Não se falava de outra coisa:

Será o centro nacional para o tratamento de doenças mentais, referência mundial para a saúde mental. É o Brasil à frente de seu tempo”.

 

Nova Esperança, um país inteiro cuidando daqueles que mais precisam”.

 

Quem é louco, para Nova Esperança vem,

quem me dera, meu Deus, ser louco eu também!”.

 

Os outros manicômios do país, com seus métodos medievais e desumanos, seriam desativados e os pacientes transferidos para Nova Esperança para tratamento. Apesar das análises isentas dos intelectuais e artistas, o Brasil seguia na contramão do mundo. Enquanto outros países acabavam com manicômios e investiam na ressocialização de doentes mentais, o Brasil transformava uma cidade inteira em hospício, a Cidade dos Loucos. Não seria a primeira nem a última vez que o Brasil viraria as costas para a história, a própria e a do mundo.

Trens lotados com carregamentos de doentes mentais chegavam todos os dias a Nova Esperança, vindos dos quatro cantos do país. “Trens de Doido”, dizia-se. Todos os sotaques se misturavam. Os andares do grande Hospital Central aos poucos iam sendo preenchidos. A Cidade dos Loucos florescia.

No andar mais alto do hospital, e da cidade, com Nova Esperança literalmente a seus pés, ficava o gabinete do Diretor-Geral, Dr. Pedro Inácio Nunes Eleutério. “Eleutério” – o médico gostava sempre de destacar – significava “Libertador” em grego. Para o Diretor-Geral, essa era a sua grande missão de vida, libertar o país do fardo da loucura e seus pacientes da prisão mental.

Em seu novo início, Nova Esperança havia recobrado seu esplendor original. Os prédios reformados eram a imagem da modernidade e da elegância. Uma barragem foi construída para represar um riacho próximo e formar um pequeno açude que fornecia água à cidade. No Hospital Central as antigas instalações reformadas atendiam plenamente às necessidades de tratamento dos pacientes. Havia quartos e leitos para todos, distribuídos pelos diversos andares do hospital. Havia salas para projeção de filmes e para trabalhos manuais. Havia também um grande salão circular com teto abobadado bem alto. Esse salão principal possuía uma opulente mesa central e era repleto de fileiras de cadeiras que iam do chão até quase tocar o teto. Os loucos do hospital se reuniam nesse grande salão para ouvir palestras e avisos do Diretor-Geral.

No resto do país, as coisas não poderiam ir melhor. Não havia mais loucos perambulando pelos hospitais, ou lotando manicômios imundos, ou gritando e cuspindo nas pessoas pelas ruas. A população estava satisfeita. Era como se o Brasil, da noite para o dia, estivesse curado da loucura. Mas não estava. Os loucos só haviam sido transferidos, como sujeira varrida para debaixo do tapete. Para o governo, porém, o projeto havia sido um grande sucesso.

Dr. Eleutério virou celebridade nacional. Foi capa de revistas, deu entrevistas, participou de programas de TV e lançou seu livro de memórias: “Nas planícies da loucura”. Aproveitando a fama nacional, começou a vender os quadros pintados nas oficinas de arte pelos pacientes de Nova Esperança. Passou a ser símbolo de status ostentar nas saletas da alta sociedade quadros vindos da Cidade dos Loucos. Críticos de arte chegavam a dizer que alguns daqueles pacientes seriam gênios se não fossem loucos. O Diretor-Geral cuidava de seus pacientes e de seu hospital. O Libertador já não via mais ali um hospital, mas uma cidade, ou melhor, um país. Um país que ele mesmo governava e que fornecia arte e ciência para o Brasil. Ele passou a se referir a seus pacientes simplesmente como “cidadãos de Nova Esperança”.

Ciente da aprovação popular durante a primeira fase do projeto Nova Esperança, o governo central decidiu dar início à segunda fase. Agora a população já havia sido domada e estava dócil, como um cavalo velho puxador de carroça.

Agentes especiais do governo foram enviados aos estados para acompanhar o trabalho dos centros de triagem e identificação de doenças mentais. Esses eram os locais para onde pacientes com suspeita de transtornos mentais eram enviados para avaliação inicial.

Em colaboração com entidades locais, o governo passou a encaminhar para triagem homossexuais, prostitutas, usuários de drogas e quaisquer dissidentes políticos. Invariavelmente todos eram diagnosticados com distúrbios mentais e despachados para Nova Esperança. Uma rede de pagamentos e de ameaças foi estabelecida para garantir a cooperação de médicos e autoridades. Os poucos que ousaram se recusar a participar do esquema foram, eles também, sumariamente diagnosticados como loucos e enviados para a Cidade dos Loucos.

Não se adequar ao padrão de comportamento do regime era como comprar uma passagem só de ida para o maior hospício do mundo. Nas ruas, o medo de ser considerado louco dominou a população. Todos se esforçavam para seguir os padrões sociais e ideológicos do governo. Nova Esperança transformou o Brasil em um país de atores, todos interpretando os papeis predefinidos pelo regime. Quando algum parente ou amigo desaparecia misteriosamente, passou a ser comum dizer: “sumiu, deve ter ficado louco”.

O súbito aumento no número de pacientes dificultou o trabalho de Dr. Eleutério. O Libertador precisou reforçar a segurança do hospital para impedir que seus cidadãos escapassem. Grades reforçadas foram instaladas nas janelas de todos os andares. Sem elas, a fachada do Hospital Central choraria loucos todos os dias.

Já não havia mais quartos ou leitos para todos. As oficinas foram canceladas. Sem ter para onde ir ou onde ficar, os loucos perambulavam pelos corredores escuros, trajando trapos imundos ou completamente nus. A preocupação principal da administração passou a ser evitar fugas. Já não era possível diferenciar o hospital de uma grande prisão. A violência explodiu. Tornou-se comum encontrar um ou outro corpo largado pelos cantos escuros do hospital depois de uma madrugada preenchida por gritos, choro, desespero e excrementos.

Com o fim de seu mercado informal de obras de arte, Dr. Eleutério foi obrigado a diversificar suas fontes de renda extra. Entrincheirado no alto de sua torre de marfim, em vez de fornecer quadros para a alta sociedade, o Libertador passou a negociar e vender os corpos de seus pacientes mortos para universidades de todo o país.  Os cidadãos de Nova Esperança prestavam serviços ao país e à ciência também depois da morte. Quantos médicos e enfermeiros se formaram, sem saber, estudando anatomia nos loucos de Nova Esperança? Era a loucura devolvendo à sociedade parte dos investimentos feitos na Cidade dos Loucos.

Esses detalhes foram omitidos pelos jornais. Claro. Com o fim das verbas para propaganda, intelectuais e artistas já não falavam mais de Nova Esperança. Loucos já não vendiam jornais. Além disso, mesmo que houvesse interesse da imprensa, o governo censurava todas as notícias que pudessem alterar o status quo conquistado. Eram abafados quaisquer rumores a respeito do padrão de excelência de Nova Esperança. Parentes escreviam ao Estado solicitando autorização para visitar seus entes queridos em Nova Esperança, mas recebiam telegramas informando que o hospital passava por reformas para melhor atender os pacientes, o que inviabilizava visitas naquele momento.

Os anos passaram e o governo ditatorial perdeu força. Crises externas, inflação, falta de recursos, corrupção. Anos de revolta acumulada pela população culminaram com a deposição do regime de exceção. Um novo regime democrático subiu ao poder, cheio de prioridades, claro. Mas a última preocupação do novo governo era revirar os porões sujos do regime anterior.

Quando chegou o momento tratar de Nova Esperança, o governo enviou um representante para discutir com Dr. Eleutério a desativação do Hospital Central. Dr. Vhoggan era um antigo diretor do manicômio de Barbacena, em Minas Gerais. Havia perdido seu posto quando seu hospital foi fechado e seus pacientes despachados para a Cidade dos Loucos.

O médico chegou à cidade numa manhã seca de agosto. Dois meses sem chuva  haviam reduzido o açude da cidade a um caldo marrom-avermelhado que para nada servia. O cheiro dos peixes mortos se misturava no ar aos miasmas de excremento e morte que emanavam do Hospital Central. O terrível odor chegava a ser sentido nas cidades vizinhas.

Por baixo do vasto e proeminente bigode que lhe escondia os lábios, o Ex-Diretor-Geral do hospício de Barbacena sorriu com o canto da boca. “Como nos velhos tempos”.

O médico seguiu indiferente pelos corredores escuros e imundos, repletos de pacientes perambulando como mortos-vivos. O jaleco imaculadamente branco dava-lhe a aparência de um fantasma vagando pelas entranhas do hospital e assustava os pacientes. Tomou o elevador para subir ao gabinete do Diretor-Geral. 27º andar. “A vista deve ser magnífica. Ele nem deve sentir o fedor”.

– Bom dia, Dr. Eleutério.

– Bom dia. Você deve ser o Dr. Vhoggan.

– Sim. Estou aqui em missão oficial da capital para tratar da…

– Eu sei muito bem o que o Sr. veio fazer aqui e adianto que está perdendo seu tempo, e o meu também.

Vhoggan ficou sem ação, mas tentou continuar. – Como eu dizia, a capital…

– Sabia que estou aqui há quase vinte anos? Sabia? Você não deveria ter vindo aqui, Doutor. Não é a primeira vez que tentam fechar o meu hospital.

– Entendo sua revolta, Dr. Eleutério, também já passei por isso, mas a capital tem planos para desativar…

– Ah! A capital tem planos? É? Mas que novidade.

O Libertador apoiou os braços na mesa, unindo as pontas dos dedos das mãos.

– Diga-me, Vhoggan, quão instruído é você nas línguas clássicas? Latim, grego?

– Estudei no colégio, lembro um pouco. Por quê?

– Ótimo. Prefiro dialogar com pessoas instruídas. Veja, na Roma antiga, os imperadores deixavam que as províncias seguissem uma vida normal, contanto que pagassem seus tributos à capital do império, que nada fazia por essas mesmas províncias. Está acompanhando?

– Sim.

– Ótimo. Meu caro, nos últimos 20 anos, o Brasil tem sustentado esta cidade e o meu hospital. Todos os estados mandam seus loucos para cá, que nada fazem em retorno para aqueles estados.

Dr. Vhoggan ainda não compreendia.

– Aquilo que você está chamando de “capital”, nada mais é que uma província do  modesto, mas sacrossanto, Império de Nova Esperança, o qual tenho a honra de governar há quase vinte anos.

Vhoggan arregalou os olhos e se levantou devagar da cadeira. Agora ele compreendia. Começou a andar em direção à porta.

– Não. Não vá ainda, é cedo! Onde eu estava? Ah! Sim. Voltando à sua “capital”. Você sabia que esta cidade onde estamos foi construída originalmente para ser um microcosmo de todo o Brasil?

Ao lado da porta, Dr. Vhoggan respondeu – Não. Eu não sabia.

– Pois sim. Aliás, o primeiro nome dado a este fim de mundo era justamente Brasil, mas escrito em latim, você acredita? Do alto de seus conhecimentos colegiais, o Sr. saberia deduzir que nome era esse?

– Brasil… em latim? – o médico pensou um instante – Brasília?

O Libertador se levantou com um salto. – Excelente, Vhoggan! Você não é tão idiota quanto aparenta com esse bigode. Esta aqui – ele falava batendo com força a mão na mesa – é a verdadeira “Capital” do Brasil, construída para ser capital. Um microcosmo do Brasil. O meu hospital é o espelho que reflete o que há lá fora. – e apontou para as grandes janelas do gabinete.

– Está bem, Dr. Eleutério. Entendi seus argumentos. Vou levá-los à capital… Digo, à província do Rio de Janeiro.

O Libertador deu um sorriso diabólico enquanto apoiava a mão sobre sua mesa.

– Meu caro, há outra semelhança fundamental entre Nova Esperança e o saudoso Império Romano.

O médico tocou uma campainha que havia sobre a mesa e dois seguranças entraram no gabinete.

Vhoggan arregalou os olhos em desespero. A face pálida como seu jaleco.

O Libertador disse ao visitante: – Aqui, a vontade do imperador também é a lei. Podem levá-lo!

– Não! Você é louco! Não! Não! – gritava enquanto era arrastado pelo corredor.

Vhoggan foi levado a uma sala, despido e um uniforme velho do hospital foi jogado a seus pés. Os seguranças riam enquanto trancavam a sala em meio aos gritos do médico.

Em seu gabinete, o Libertador estava de pé em frente à grande janela, olhos fechados, as primeiras notas do Traumerei, de Schumann, preenchendo o ambiente. Deu um longo suspiro e abriu os olhos. Contemplando o horizonte do alto do último andar do prédio que teria sido o congresso brasileiro quando a cidade foi construída, sussurrou baixinho:

BRASILIA VICTOR!

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38 comentários em “A Cidade dos Loucos (Thiago de Melo)

  1. Wilson Barros
    3 de junho de 2016

    Nova esperança era a cidadezinha da novela O Primeiro Amor, da Globo, no início da década de 70, onde morava a famosa dupla Shazan e Xerife. O estilo do autor é realmente machadiano, ou melhor, machado de assis via murilo rubião. Pedro Inácio, inclusive, é personagem dos contos de Murilo. A cena final também me lembrou o louco de “Meu Bom Amigo Batista”. O conto é muito criativo, e o “deus ex-machina” no final muito convincente. Além disso, o estilo maduro do autor permite uma imersão tranquila na leitura. Muito bom, parabéns e boa sorte.

  2. Gustavo Aquino Dos Reis
    3 de junho de 2016

    É uma obra muito bem pensada. Gostei da contextualização política, econômica e social da cidade.

    As referências foram extremamente muito bem boladas – mestre Lovecraft, você está aqui – e conseguiram dar um caldo mais encorpado na narrativa.

    Porém, a maneira didática travou um pouco o encantamento que a sua escrita poderia proporcionar.

    Não obstante, amigo(a), é um trabalho muito bom.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  3. Virginia Cunha Barros
    3 de junho de 2016

    Oii! Nova Esperança é o supermercado aqui do meu bairro rsrs meu deus, gostei muito do conto, até o último minuto nem desconfiei que a cidade era Brasília! Você escreve muuito bem, me prendeu mesmo na leitura! o diálogo entre os dois doutores no final é genial, ah e adorei quando os seguranças prenderam o coitado. Muito boa sorte!!

  4. Thomás
    2 de junho de 2016

    Fala Pinel!
    Seu conto tem ótimas ironias e esse é o seu ponto forte.

    Não gostei, porém, do estilo. Ficou muito descritivo, como um livro didático. Não há espaço para respirar, saca?

    No final é que a coisa melhora. Entre um diálogo bom e uma conclusão bacana.
    Se você abordasse a história toda dessa forma, o conto seria 10 vezes melhor.

    Boa sorte!

  5. Pedro Luna
    2 de junho de 2016

    Gostei, mas confesso que algumas coisas incomodaram. O estilo jornalístico, livro de história, toma mais da metade do conto. Eu apreciaria mais se fosse desenrolada uma trama, e por meio dela, a situação da cidade manicômio fosse explicada. Do jeito que está, metade do conto parece uma longa introdução, só quebrando esse ritmo no diálogo entre os doutores. E além disso, como não havia interação entre personagens desde o início, quando eles entram de vez na história, não nos identificamos com eles.

    Isso cansou um pouco. Gostei da escrita e das inúmeras referências que vi, desde Lovecraft a Clube da Esquina, e ao hospital colonia de barbacena. Mas repito, essa boa ideia poderia vir em forma de trama desde o início do conto.

    Bom, é o autor que escolhe. De todo jeito, foi uma leitura interessante.
    Abraços.

  6. Pedro Teixeira
    2 de junho de 2016

    Olá, Pinel! É um conto interessante, mas não consegui ficar muito empolgado, apesar das ótimas ideias. É que o começo ficou “contado” demais, senti falta de algo mais “mostrado”, de mais sensações e menos explicações, apesar de ser um texto claro, conciso e de qualidade.Quanto entra a cena com Eleutério e o enviado da capital a coisa fica muito legal, o diálogo foi muito bem pensado e mostra que há potencial aqui para um conto maior, onde várias das excelentes ideias apresentadas podem ser melhor desenvolvidas. Bom, é isso, adorei a ideia mas acho que a execução deixou a desejar por inadequação da trama a uma narrativa curta. Parabéns por encarar algo tão difícil de fazer e ainda assim produzir um resultado interessante.

  7. Swylmar Ferreira
    2 de junho de 2016

    Ola leu caro.
    Conto muito complexo e longo. Muito bom também, não vi problemas com gramática, a trama é interessante e é inegável a realidade histórica alternativa. Tive que deixar o conto para ser o primeiro a ser lido hoje, pois vi a complexidade da história.
    PS. Brasília não é manicômio. Ao menos ainda.
    Parabéns e boa sorte.

  8. Simoni Dário
    1 de junho de 2016

    Olá Pinel.
    Um conto pra louco, tá louco! Você deve ser hiperativo, hein autor? Putz, parece que corri uma maratona agora. Um conto de tirar o fôlego, muito criativo, não li o tal do Alienista, portanto não imaginei do que se tratava. Claro que vi a história do Brasil atual durante a leitura, você narra com competência apesar de eu ter cansado durante a leitura, quase pulei alguns parágrafos, mas minha consciência e o respeito pelos textos e seus autores não me permitem fazer isso e ainda bem que não fiz, pois pude constatar dali para frente o talento e criatividade do autor. Parabéns.

  9. Catarina
    1 de junho de 2016

    O COMEÇO, até o meio, não me convidou. Talvez o FLUXO de “jornalismo didático” tenha prejudicado a TRAMA, faltou emoção. No entanto, os diálogos deram personalidade ao conto. A ALTERNATIVA foi uma grande sacada. Como conhecedora do mundo dos excluídos e fã declarada de Nise da Silveira, acredito que quem vela pelos loucos sempre terá o meu respeito; mesmo diante desde teu FIM. A política, meu bem, ficou a margem.

  10. Wender Lemes
    31 de maio de 2016

    Olá, Pinel. Seu conto é minha décima nona avaliação.

    Observações: a narrativa neste conto oscila entre momentos de maior qualidade e momentos mais explicativos. Começamos com uma boa descrição de Nova Esperança (nome muito apropriado), que se segue de uma parte mais tediosa – ao meu ver – sobre as necessidades de um governo – ditatorial ou não. O clima volta a crescer com a “ascensão e derrocada” do grande hospício e termina com uma bela reviravolta.

    Destaques: Eleutério é um personagem muito interessante (a lá Simão Bacamarte), ainda que sua personalidade só tenha sido mais explorada ao final. A ideia de Brasília transformada em um manicômio nacional é muito boa (basta acompanhar a TV Senado por alguns dias e a sua realidade histórica nem parece tão alternativa).

    Sugestões de melhoria: acredito que uma revisão cairia bem ao conto no sentido de evitar repetições de sentenças. Notei a variação de “novo governo/regime” em 5 ou 6 começos de parágrafos seguidos. Também notei a repetição das “baratas e ratos” nos prédios (quando descreve a cidade deserta e quando a retoma).

    No mais, parabéns e boa sorte no desafio.

  11. Daniel Reis
    31 de maio de 2016

    Prezado escritor: para este desafio, adotei como parâmetro de análise um esquema PTE (Premissa, Técnica e Efeito). Deixo aqui minhas percepções que, espero, possam contribuir com a sua escrita.

    PREMISSA: muito adequado colocar Brasília no papel de hospício, mas quase não tem ficção aí hehehe… a sério, a premissa é bastante interessante, e com certeza bem factível, já que temos tantas obras faraônicas abandonadas… por que não poderia ser?

    TÉCNICA: Segura e direta, a narrativa progride numa dança de insanidade cada vez mais intensa, em alguns momentos me lembrando de detalhes do Grande Mentecapto, do Fernando Sabino; em outros, o Coração das Trevas, do Conrad.

    EFEITO: muito boa impressão geral, o enredo marcante ficou na memória e deve agradar, apesar de não ser o meu preferido neste desafio. De qualquer forma, parabéns!

  12. vitormcleite
    31 de maio de 2016

    Gostei muito do conteúdo do teu texto, muitos parabéns. Uma critica social ponderada, mas facilmente compreensível e de leitura bem direta, parece um texto escrito por alguém com muito domínio nas palavras, mais uma vez muitos parabéns, gostei muito. Consegui ver neste conto muitos acontecimentos mais ou menos recentes em Portugal e mesmo na Europa, é só alterar loucos ou homossexuais ou prostitutas por uma outra qualquer designação: comunistas, anti-patriotas, estrangeiros, migrantes…

  13. Leonardo Jardim
    31 de maio de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto (antes de ler os demais comentários):

    📜 História (⭐⭐⭐▫▫): a trama abrange um longo período tempo, da criação da cidade, seu abandono, posterior transformação em hospício, queda do regime ditatorial e novo governo. A cena final ficou muito boa, fazendo finalmente uma conexão com a nossa realidade. O conto teria funcionado melhor se mais cenas fossem narradas no lugar de longos resumos. A parte da história do sanatório poderia ter sido contada com menos detalhes por um personagem ou rapidamente pelo narrador. Acabou sendo uma enorme introdução ao que realmente importava.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): parte do que eu disse acima é culpa pouco uso da técnica “show, don’t tell”, que é basicamente o que eu já disse: mostrar mais cenas e contar menos superficialmente. De resto, o autor possui uma técnica eficiente, que prende atenção e sem nenhum erro aparente. Pela cena final, tenho certeza que é um ótimo autor.

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): achei criativa a ideia geral do conto, mesmo que lembre bastante o Alienista, do Machadão.

    🎯 Tema (⭐▫): senti falta dos nomes dos responsáveis pela ditadura e pela redemocratização, das figuras históricas. Do jeito que ficou, é uma realidade alternativa, mas não é muito histórica.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐⭐▫): o final ficou muito bom, como já disse, e salva o conto. O impacto de saber como seria nossa infame capital nessa realidade é muito gratificante.

  14. Pedro Arthur Crivello
    31 de maio de 2016

    o conto apresenta uma premissa interessante, uma sátira ao transformar a capital brasileira em um hospício com um governante louco, o texto tem esse simbolismo muito forte e isso foi muito significativo. porem há alguns pontos que precisam ser tratados na execução. o fato de não se focar em um personagem no começo deixo o texto lento de inicio , um desenvolvimento que faz o leitor se desinteressar, mesmo com uma ideia tão interessante, você também teve alguns erros de português, e principalmente podia ter usado mais figuras de linguagem, a primeira parte do texto foi um relato meio monótono , embora o final tenha se tornado extremamente interessante e revelador

  15. José Leonardo
    29 de maio de 2016

    Olá, Pinel. [Rima com Léo e Carlos Gardel.]

    [Posso estar enganado, mas vi o Brasil — deste século XXI, digamos — alegoricamente (ou semi-alegoricamente) tão presente, em termos políticos, no seu conto…]

    É interessante como uma cidade assume o protagonismo. Assemelha-se a um relato historiográfico (e isso em nada desmerece seu conto, pelo contrário) sobre a construção, “queda”, re-ascensão e possível (re)desativação do complexo. [Nova Esperança, com seus pinéis — e nem todos sendo loucos, mas sim opositores e outros grupos capturados —, como espelho do Brasil… faz sentido.]

    A narração, a meu ver, está impecável, e os diálogos são muito bons. Os primeiros parágrafos “assumiram o ar” de um tratado sobre Política; felizmente, o meio e o desfecho não seguiram tal linha.

    Parabéns pela composição e boa sorte neste desafio.

  16. Evandro Furtado
    29 de maio de 2016

    Ups: desenvolvimento de trama muito bem conduzido, personagens muito bem caracterizados, revisão perfeita.
    Downs: o tamanho do texto talvez tenha prejudicado ligeiramente o andamento, somado à primeira parte que tem um tom mais lento.
    Off-topic: Brasilia, a cidade dos loucos. Sim, isso funciona de muitos modos.

  17. Anorkinda Neide
    29 de maio de 2016

    Olá!
    Ai, tchê, eu achei tão cansativo… gostei mesmo foi dos diálogo, vibrei quando eles chegaram!! hehe
    Pensei nO Alienista, mas logo vi q o enfoque era outro, uma crítica à sociedade e tal. Não tinha pensado em Brasília, só ‘vi’ isto depois q li comentários.
    Então, sem pensar em Brasília a historia toda de fazer uma cidade no meio do nada, abandonar a cidade no meio do nada, reativar a cidade como um sanatorio no meio do nada, o sanatorio se transformar em desterro para opositores no meio do nada, isso tava me cansando deveras!
    Mas gostei bastante quando Vhogann (que nome é esse, meu Deus?! rsrs) chegou e logo vi q ia dar merda…
    Mesmo assim, curti o diálogo e as loucuras q o médico ia dizendo iam arregalando meus olhos, pq, como disse, eu nao pensei em Brasília, todo aquele final foi surpresa pra mim.
    Enfim, gostei meio a meio 😛
    Boa sorte ae e abraço!

    • Pinel
      3 de junho de 2016

      Olá, Neide,

      Obrigado pelo seu comentário. Respondendo a sua pergunta, Vhoggann é um anagrama de Van Gogh. Ao longo de todo o texto eu “escondi” referências à loucura. O nome do outro médico também é uma referência à loucura: Pedro Inácio Nunes Eleutério – P.I.N.EL.

      Há muitas outras referências à loucura espalhadas pelo texto. Quando eu estava escrevendo, quis brincar com isso para que a loucura estivesse “impregnada” em toda a narrativa.

      Obrigado pelo seu comentário.

  18. Gustavo Castro Araujo
    23 de maio de 2016

    O conto se destaca pelas ideias bem construídas, pelo argumento bem montado pela escrita isenta de erros. É muito bom ler um texto assim, sem distrações provocadas por um excesso de entusiasmo, rs

    Gostei da premissa apresentada. A ideia de Brasília ter se tornado um manicômio gigantesco é antes de tudo muito original. Mais do que em “O Alienista”, creio que o autor buscou inspiração no ótimo livro-reportagem da Daniela Arbex, “Holocausto Brasileiro”, sobre o hospital psiquiátrico (com traços nazistas) que existiu em Barbacena, MG. Aqui denotam-se algumas das situações terríveis apresentadas lá, como o abandono de indesejados, a utilização de cadáveres de “loucos” pelas universidades, e o total descaso das autoridades em relação aos maus tratos vividos pelos internos. Claro, no livro da Daniela, essas questões são descritas de modo mais profundo, mas não deixa de ser interessante perceber as pontas desse iceberg infame flutuando na trama aqui desenvolvida.

    Este conto, a meu ver, possui duas abordagens bastante distintas, ainda que uma decorra da outra. Na primeira parte vê-se os motivos que levaram a planejada capital a naufragar como tal. As revoltas e a instalação de um regime ditatorial são descritos em forma de relato, com competência, mas com certo enfado também. Digo isso porque em certos momentos tive a impressão de estar lendo um resumo político em um desses livros didáticos de história, com direito a discursos que, em certos momentos me pareceram flertar com o panfletário, especialmente nos momentos em que se utiliza de forte ironia para falar dos jogos políticos. Creio que isso tirou um pouco da força do objetivo principal do texto, que era, à semelhança do livro da Arbex, criticar com mais ênfase o tratamento dispensado aos deficientes mentais.

    O enfado dessa primeira parte deu lugar a certa expectativa quando o conto entrou na parte final, em que “O Libertador” mostrou sua verdadeira face. Neste ponto o conto voltou a se aproximar de “O Holocausto…” abordando fatos pessoais, dando rosto, anseios, defeitos e qualidades a personagens que, até então, não haviam sido apresentados ou desenvolvidos. Foi nessa parte que eu, como leitor, me vi mais atraído. Todavia, a expectativa morreu na casca, já que a “estória” que poderia surgir daí foi muito abreviada e, de certo modo, aquém do que eu esperava.

    Enfim, um conto escrito de modo bastante competente. O único defeito foi que a trama terminou engolida pelo contexto. Vale dizer, o acessório ofuscou o principal.

  19. JULIANA CALAFANGE
    23 de maio de 2016

    Gostei e não gostei ao mesmo tempo. O começo me cansou um pouco, com o que me pareceu uma ideia repetida, assim como as palavras que se repetem e empobrecem o texto. Depois a coisa ganha uma cadência e vamos seguindo, mas sem muitas surpresas, porque, sendo inevitável a comparação com o enredo de O Alienista, a gente já imagina tudo q vai acontecer. É nesse sentido que achei fraco o desenvolvimento da sua ideia. É uma analogia interessante, mas concordo com o colega q disse que é coisa pra bem mais de 3 mil palavras. Então, pra mim, ficou com cara de rascunho. Outra coisa é q não é um RHA, faltou o H… O final também ficou bem previsível. No geral, o conto é bom, mas não me surpreendeu.

    • Pinel
      23 de maio de 2016

      Olá, Juliana,
      Obrigado pelo seu comentário.
      Com relação à premissa do desafio de escrever um conto sobre Realidade Histórica Alternativa, fiquei em dúvida no seu comentário com relação à parte de que teria faltado o “H” (histórica) no meu conto. Você poderia explicar um pouco mais?
      Estou perguntando isso porque meu conto está recebendo comentários meio divergentes quanto a isso. Seguem alguns exemplos abaixo:

      “O ponto forte, pra mim, é a própria RHA.” – Andreza Araújo
      “Comparar com Roma e inverter os papeis (novamente nesse desafio) se encaixou como uma luva no tema proposto.” – Brian Oliveira Lancaster
      “* Tema – O conto abordou satisfatoriamente o tema proposto.” – Angst447
      “Não achei muuuuito RHA, mas digamos que serve, ok?” – Davenir Viganon

      Afinal, o conto abordou o tema proposto da Realidade Histórica Alternativa ou não? Na sua opinião, como deveria ter sido para que a parte “Histórica” tivesse sido bem abordada?

      Para balizar/defender o meu conto, vou deixar aqui a interpretação que tive sobre o tema.

      Passo a passo para chegarmos a uma “Realidade Histórica Alternativa”.

      Primeiro passo – partimos de um fato histórico real: no meu caso, a construção de Brasília nos anos 50 e inauguração em 1960 com o objetivo de ser a nova capital do Brasil.

      Segundo passo – fazemos uma pequena alteração em relação ao que houve de verdade para, assim, criarmos uma “realidade alternativa”: no meu caso, quando o governo seguinte assumiu o poder, desfez os atos que transferiram a capital do Brasil para Brasília. Voltou tudo a ser como era antes, a capital do Brasil voltou a ser o Rio de Janeiro.

      Terceiro passo – contamos os desdobramentos que aconteceriam se aquela mudança sugerida no segundo passo tivesse acontecido: no meu conto, a cidade seria esquecida por um tempo e, quando os militares tomassem o poder, dariam aos prédios já construídos uma nova finalidade, no caso, a criação de um manicômio gigante.

      Foi assim que interpretei o desafio e assim que escrevi o conto. Parte dessa inspiração veio das sugestões que vieram junto com o próprio anúncio do desafio, isto é: Paul Mccartney sumiu/morreu; a Alemanha ganhou a guerra, etc.

      Você poderia me explicar melhor o seu comentário?

  20. Fabio Baptista
    22 de maio de 2016

    Ortografia excelente. A fluidez narrativa foi prejudicada pelo excesso de repetições de palavras. Comecei a anotar no começo, depois parei. perdi a conta de quantas vezes a palavra “governo” aparece ao longo do texto:

    governo / governo / governo / governante
    mundo / mundial
    perdido / perdido
    governo / governo / governos / governo
    dinheiro / dinheiro

    A trama é muito bem elaborada. Não li “O Alienista” que estão usando para comparar. Mas acho que esse é o tipo de história que não cabe em um conto… exigiria muito mais palavras para transmitir as sensações e descrever os eventos de forma mais adequada. Mas o autor, sem dúvida, realizou um ótimo trabalho com as 3 mil disponíveis.

    O final é bom, apesar de um pouco inverossímil (o Dr. ir sozinho até lá).

    – memoria
    >>> memória

    – A humanidade possui uma maneira cruel de lidar com quem não se ajusta aos padrões, o isolamento
    >>> dois pontos (:) funcionaria melhor do que a vírgula.

    – Quem poderia discordar de intelectuais e artistas?
    >>> Pois é… kkkkkkkk

    – Quem é louco, para Nova Esperança vem, quem me dera, meu Deus, ser louco eu também!
    >>> HAHUAUHAUHAUHAHU

    – Nas planícies da loucura
    >>> ótima referência!

    – o medo de ser considerado louco dominou a população
    >>> mas a propaganda não tinha colocado na cabeça das pessoas que Nova Esperança era um lugar maravilhoso?

    – Sem elas, a fachada do Hospital Central choraria loucos todos os dias.
    >>> ótima metáfora

    – Quando chegou o momento tratar de Nova Esperança
    >>> de tratar

    Conto muito bom. Gostei!

    Abraço!

  21. Eduardo Selga
    19 de maio de 2016

    Inevitável a comparação com “O Alienista”, de Machado de Assis. Praticamente a mesma dinâmica: os considerados loucos são todos confinados em um único local e o seu administrador, ao fim e ao cabo, se mostra também louco. Nesse ponto não há originalidade. O pedante Dr. Eleutério é o Simão Bacamarte de Machado de Assis, guardadas as proporções devidas, é obvio.

    Há um saboroso e impiedoso tom de ironia no conto, assim como em “O Alienista”. Na obra do século XIX há uma intenção de ridicularizar a sociedade, assim como a presente narrativa satiriza o Brasil. Aqui, aparentemente a sátira recai apenas sobre a classe política, mas há uma dimensão maior: a “vítima” é toda a sociedade brasileira, tendo como instrumento a alegoria representada pela cidade de Nova Esperança, na verdade Brasília. Sendo na realidade histórica a capital do Brasil, ela é simbolicamente sua sintetização, sua tradução num microcosmo. Não à toa o primeiro nome dado ao “fim do mundo”, na expressão do Dr. Eleutério, foi Brasília, uma forçada tradução de Brasil para o latim.

    Como eu disse, é toda a sociedade o objeto da ironia, mas não apenas pelo símbolo da capital: a cultura política de um povo é reflexo do caráter de seu povo, até certo ponto. Não é o reflexo exato, pois o distanciamento que a classe política mantém dos representados favorece enormemente todo o tipo de distorção. Aliás, é interessante observarmos isso antes de falarmos que Brasília é o reflexo do povo brasileiro. É, antes, um reflexo deformado.

    Há outras alusões que merecem ser observadas. Vejamos isso: “Mas a última preocupação do novo governo era revirar os porões sujos do regime anterior”. Os termos “porões sujos” e “regime anterior” faz remeter à ditadura militar brasileira. A impressão fica ainda mais forte quando voltamos ao trecho do conto e percebemos que o novo regime que se instalou no país não pretendia mexer nos atos do anterior, do mesmo modo como o governo de centro-esquerda do Partido dos Trabalhadores evitou meter o dedo muito fundo na ferida aberta da tortura. A Comissão da Verdade poderia ter ido muito mais longe. O Carlos Alberto Brilhante Ulstra e outros tantos precisariam ser punidos exemplarmente. Mais ainda: o personagem Vhoggan se compraz ao perceber que os métodos manicomiais estão idênticos aos dos “velhos tempos”. Nem tão velhos.

    Velho, porém novo. Novo, porém velho. Essa é outra informação que nos salta do texto. É a ideia, em larga medida corroborada pelos fatos históricos, de que as mudanças de comando político são, em nossa sociedade, aparentes.

    Nesse sentido, poderíamos pensar que Dr. Eleutério é a loucura engolindo a sanidade de Vhoggan, na medida em que o prende arbitrariamente. Será mesmo? Não estarão ambos enlouquecidos, cada qual à sua maneira, pelos regimes de Estado? Aliás, a menção no texto ao império romano é bem interessante, porque se alinha ao pensamento do Anarquismo no sentido de que ele afirma que todo Estado Nacional tem uma vocação inata ao imperialismo, bastando para isso que ocorram as condições históricas necessárias.

    Na arquitetura textual dessa narrativa constantemente o narrador se posiciona. Não é um narrador imparcial. Aliás, nenhum narrador o é, no entanto aqui isso fica bem claro, inclusive com algumas passagens que lembram a crônica ou o artigo jornalístico. O resultado me pareceu bastante positivo.

    • Pinel
      20 de maio de 2016

      Olá, Eduardo,

      Muito obrigado pela sua análise. Gostei bastante.
      Queria apenas fazer dois comentários a respeito da sua interpretação.

      O primeiro é que, apesar de o meu conto também tratar da temática da loucura, há uma diferença fundamental para com “O Alienista”, de Machado de Assis. No conto machadiano o Dr. Simão Bacamarte não era apenas o Diretor do hospício, era também o responsável por ativamente diagnosticar e determinar a internação ou não dos loucos de Itaguaí, bem como a soltura de todos os loucos quando mudava de ideia sobre seus métodos.

      No meu conto, por outro lado, Dr. Eleutério tem infinitamente menos poder e se limita a passivamente receber os loucos em seu hospital, trancá-los e explorá-los, até mesmo depois da morte. Nesse sentido, Eleutério se assemelharia mais a um diretor de cadeia que ao Dr. Bacamarte de Machado. Assim, a única similaridade de fato entre os dois médicos é, na verdade, o cargo de direção do hospício, nada mais.

      Aliás, se formos mais a fundo nessa comparação com “O Alienista”, no meu conto, quem arbitrariamente e ativamente manda as pessoas para o hospício, como Dr. Bacamarte fazia, ou seja, quem “aliena” todas as pessoas, sejam elas loucas ou simplesmente pessoas que não se encaixam em um padrão predeterminado, é o próprio Regime Ditatorial.

      “O governo aliena quem não concorda com suas práticas, padrões ou ideologia”.

      Aí sim! Se fizermos ESSA comparação entre as duas histórias, acredito que temos um bom ponto de partida para uma série de interpretações e troca de ideias. Por exemplo, trazendo a discussão para a nossa realidade política atual, se o governo é “o alienista”, será que esse mesmo governo chegará a se autodiagnosticar como louco e se trancar no hospício, retirando-se do convívio social, como fez Dr. Bacamarte? Foi isso que os Militares fizeram quando saíram do poder? Como eu adoraria poder sentar num boteco pra elucubrar e conjecturar a respeito dessa comparação hehehehe. Vamos marcar!

      O outro ponto que eu queria comentar é sobre o trecho do seu comentário: “(…) Brasília, uma forçada tradução de Brasil para o latim (…)”. Sei que não é a fonte mais confiável do mundo, mas, dada a hora em que estou escrevendo esse comentário, foi o melhor que pude arrumar após uma consulta rápida à internet.

      O wikipedia apresenta como origem para o nome da capital do Brasil a seguinte informação: “(…) Brasília – a partir do nome latino do Brasil: Brasilia. Nome sugerido por José Bonifácio de Andrada e Silva para a criação da nova capital no centro do território, ainda na década de 1820(…)”.
      Da mesma forma, encontrei dois mapas antigos do Brasil, escritos em latim, nos quais se lê o nome latino “Brasilia”, no canto de cada mapa. Na verdade está escrito Brasiliæ, mas dá pra ver que eu não inventei, nem “forcei” a tradução. Hehehehehe.

      Fontes:
      https://www.wdl.org/pt/item/1076/view/1/1/; http://www.novomilenio.inf.br/santos/mapas/mapa70g.jpg; https://pt.wikipedia.org/wiki/Etimologia_dos_nomes_das_capitais_do_Brasil

      Muito obrigado pelo seu comentário!

      • Eduardo Selga
        20 de maio de 2016

        Olá.

        Bem que eu gostaria de sentar nalgum boteco e conversar sobre dois dos assuntos que mais me apaixonam: a literatura e a política (em seu sentido amplo), mas eu moro em Vitória, Província do Espírito Santo. Um dia, se eu conseguir dar aulas fora daqui, quem sabe?

        A similaridade com “O Alienista” parece-me estar no fato de que Simão Bacamarte era um personagem que funciona como uma metonímia da sociedade brasileira, e do poder do Estado sobre o sujeito. É, numa representação de uma pessoa, o impalpável que é uma arquitetura social. Simão Bacamarte é mais que um médico e administrador do hospício: é a sociedade e o Estado brasileiros, assim como o dr. Eleutério é a representação do regime ditatorial. Acho que há uma diferença de explicitude: enquanto o personagem de “O Alienista”, por ser machadiano até à raiz, exerce essa função por vias indiretas (por isso eu disse metonímia), o seu o faz mais nitidamente.

        Quando você pergunta se o governo se trancaria a si próprio num hospício, o Estado de certa forma acaba fazendo isso de tempos em tempos, via revoluções e golpes, e não apenas no Brasil. A ruptura institucional é a confissão de que a ordem estabelecida pelo próprio Estado está enlouquecida. Cada revolução ou golpe é uma nova internação, metaforicamente falando. A ideologia do Anarquismo (é a segunda fez que falo dela, mas não concordo muito com isso) afirma algo parecido, que o Estado é uma grande cadeia ou hospício.

        Quanto ao latim, as terminações de palavras desse idioma mais comuns são, dentre outros, ARE, ERE, ARUM, ORUM, IRUM, AE, ITAS e (veja só!), IA. É que minha leitura foi apressada: você escreveu no final BRASILIA (sem acento, como deve ser) e eu li, apressadamente BRASÍLIA (com acento). Obrigado pela correção.

  22. angst447
    17 de maio de 2016

    Olá, autor! Desta vez, resolvi montar um esquema para comentar. Espero te encontrar no pódio.

    * Título – O título é simples e desperta o interesse, sem dar muita informação sobre o que virá.

    * Enredo – Também lembrei de O Alienista de Machado de Assis. Brasília ter se tornado uma cidade de loucos não é assim tão absurdo, né? Uma crítica social velada na narrativa, como se o projeto inicial de Brasília figurar como a capital do Brasil fosse algo semelhante à Rodovia Transamazônica , mais uma “obra faraônica”. E como muita gente diz que lá só tem louco mesmo, o conto não surpreende.

    * Tema – O conto abordou satisfatoriamente o tema proposto.

    * Revisão – Não me choquei com nenhum lapso.

    * Aderência – Mais uma vez, considero que o estender do conto prejudica o enredo. Parágrafos mais enxutos causariam mais impacto. O final não me surpreendeu, mas me agradou. Compreendo que não havia como encaixar mais diálogos para agilizar a narrativa. É que sempre tenho pressa associada a uma certa preguiça para lidar com contos longos. Trabalho bem realizado, mas me cansou um tantinho.

  23. Brian Oliveira Lancaster
    17 de maio de 2016

    LEAO (Leitura, Essência, Adequação, Ortografia)
    L: Abordagem interessante, mas tive a impressão de já ter lido algo semelhante a essa premissa. A atmosfera criada teve um desenvolvimento adequado, sem sobressaltos, auxiliando a leitura. São muitas informações, mas bem cadenciadas.
    E: Gostei da construção em geral, mas certas frases/parágrafos soaram como uma aula, desconectando por um instante o leitor. Algumas informações poderiam ser enxugadas, pois o texto é bom, apenas senti uma leve crítica autoral embutida que não combinou tão bem com o restante. Comparar com Roma e inverter os papeis (novamente nesse desafio) se encaixou como uma luva no tema proposto.
    A: É uma realidade interessante, mas gostaria que o autor tivesse ousado mais. Lembrou vagamente o filme Ensaio sobre a Cegueira, onde ocorre esse aprisionamento incondicional. Saiu-se bem no quesito narração, mas retirando o que apontei acima, ficaria melhor. O final foi um pouco esperado, mesmo assim, bem conduzido.
    O: Escrita leve e fluente. Sem floreios, um pouco didática às vezes, mas eficiente em transmitir as emoções.

  24. Ricardo de Lohem
    17 de maio de 2016

    Olá, como vai? Vamos ao seu conto! A história parece se inspirar bastante em “O Alienista”, de Machado de Assis. É bem cansativo o fato de demorar bastante para aparecerem diálogos e outros personagens além da cidade em si. O tema não conseguiu me fascinar, parece pretexto pra uma dessas piadinhas sobre políticos e Brasil: uma terra de loucos, os políticos são os mais loucos de todos, estamos todos vivendo em um grande hospício e Brasília, por ser a capital, é um grande hospício. Pro meu gosto, esse tipo de humor é meio tedioso, dá pra perceber a crítica social claramente, mas não consigo achar divertido. Apesar de tudo que disse o autor demonstra domínio da língua, é talentoso. Desejo pra você Boa Sorte no Desafio.

  25. Davenir Viganon
    16 de maio de 2016

    RHA: Uma nova origem de Brasilia
    Não achei muuuuito RHA, mas digamos que serve, ok? O conto é muito mais uma versão satirizada da nossa realidade do que um mundo alternativo.
    Eu gostei bastante do conto. Quando entra numa parte explicativa sobre política, chega a ficar um pouco chato, mas depois retoma e vai melhorando até o final muito bom. A ideia da cidade como personagem é algo presente em algumas FCs e aqui foi muito bem feito. Lembrei de um livro do Philip K. Dick (Clãs da lua Alfa) que os loucos da Terra são enviados para um hospital psiquiátrico numa lua e esta se revolta e forma um Estado independente, arremedando nossa sociedade.
    Gostei muito. Parabéns!

    • Pinel
      16 de maio de 2016

      Olá, Davenir,

      Na verdade, eu não quis apresentar uma nova origem de Brasília. Tentei camuflar o máximo possível para não entregar assim de cara que eu estava falando de Brasília, mas a origem retratada no conto é exatamente como foi historicamente. Um governante tido como maluco por muitas pessoas em seu tempo por querer construir uma cidade no meio do nada (JK), milhares de famílias do país inteiro acreditando que em Brasília elas teriam oportunidades melhores(candangos), milhões e milhões investidos na construção e etc etc.
      A realidade “alternativa” que eu criei foi que o governo seguinte ao de JK, Jânio Quadros, não deu continuidade à cidade criada pelo presidente anterior, e a partir daí criei uma realidade alternativa para Brasília.
      Já ouviu falar da Teoria do Caos? Eu me baseei nela quando concebi esse conto.
      Na realidade histórica em que vivemos, JK tomou uma decisão e as coisas foram se desenrolando até chegarmos à Brasília que temos hoje. Mas milhões de pequenas atitudes e decisões foram cruciais para chegarmos até aqui com a realidade que temos. Eu mudei apenas uma dessas atitudes: Jânio Quadros revogou a transferência da capital do país para Brasília e a capital voltou a ser o Rio de Janeiro. Quando Jânio chegou à presidência, Brasília tinha apenas 8 meses de fundada e a quase totalidade dos servidores públicos federais, que moravam no Rio, estava extremamente relutante em largar a antiga capital, com toda a estrutura que se poderia pedir, e se mudar para um fim de mundo onde não existia nada. Jânio poderia ter feito isso, era só dar uma canetada. Como ele não fez, eu fiz pra ele. :o)
      Mudando apenas essa pequena atitude, eu propus uma realidade histórica alternativa. (Mais ou menos como acontece no “De Volta para o Futuro 2” com o almanaque!)
      Quanto a ser uma “versão satirizada da nossa realidade”, hehehehe, isso não está explícito no conto, mas se a carapuça serviu na nossa realidade, a culpa não é minha! Hehehe.
      Muito obrigado pelo seu comentário e pelos elogios. Fico contente que você tenha gostado!

      • Davenir Viganon
        23 de maio de 2016

        Depois de uma explicação tão completa como essa, e as dos outros comentários, só me resta concordar. Sim é 100% RHA, com muito R, muito H e muito A.
        É exatamente por causa desse tipo de situação, que apesar de avaliar a adequação ao tema, decidi não usar o quesito para compor a nota final.
        Um abraço e novamente, parabéns pelo conto.

  26. Andreza Araujo
    16 de maio de 2016

    Olá, amigo(a)!
    Achei a ideia interessantíssima e muito original. Fiquei imaginando quando você teve o insight de transformar Brasília num grande manicômio, hehe.
    Particularmente, não gosto muito de histórias “explicadas”, prefiro as “narradas”. Por isso, acredito que o início do conto poderia ser enxugado sem com isso perder a qualidade. Mesmo assim, li tudo com atenção, pois logo percebi que se tratava de Brasília e isto despertou o meu interesse.
    Ademais, seu conhecimento na nossa língua é invejável e dá gosto ler um texto tão impecável.
    Num dado momento, lembrou-me “Ensaio sobre a cegueira”. Talvez você pudesse ter estendido mais esta parte, gostaria de ter lido mais sobre a bagunça e a angústia da vida no manicômio.
    Concluindo, o que falei são apenas observações, acho que não diminuem a qualidade do seu conto.
    O ponto forte, pra mim, é a própria RHA. Desejo-te boa sorte no desafio. Abraços.

    • Pinel
      16 de maio de 2016

      Olá, Andreza,

      Primeiramente, obrigado pelos elogios. :o)
      Fico contente que você tenha gostado do conto. Também fico lisonjeado por você ter se lembrado de “Ensaio sobre a cegueira”. Acabou que eu trabalhei muito na parte inicial e não pude desenvolver mais essa parte do conto, mas nos próximos eu vou caprichar mais!
      Quanto ao momento do insight, eu estava buscando algum fato histórico que fosse próximo da nossa realidade e a partir do qual eu poderia trabalhar. Não adiantaria nada eu escrever uma realidade histórica alternativa sobre o shogunato tokugawa, seria distante demais e poucas pessoas pegariam as referências. Daí me lembrei que, no fim dos anos 50 e início dos 60 muitas pessoas achavam que Brasília não iria “vingar” e seria só mais um desperdício de dinheiro. O resto virou conto.
      Obrigado pelo seu comentário!

  27. Olisomar Pires
    14 de maio de 2016

    Senti a ausência de personagens na primeira metade do texto, pareceu mais uma opinião que uma estória contada, no mais, a idéia é boa e se sustenta.

    • Pinel
      14 de maio de 2016

      Olá, Olisomar,

      Na verdade, o personagem principal do conto é a própria cidade. Tentei contar os altos e baixos dessa personagem ao longo do conto, principalmente na primeira parte, mas não tinha como ela ter falas. Então, fui obrigado a usar uma narrativa sem personagens “humanos”.
      Obrigado pelo seu comentário!

      Pinel

      • Olisomar Pires
        15 de maio de 2016

        Ok, vou reler sob esse ângulo e comento depois, estou aprendendo muito aqui nesse desafio. Até mais !

    • Olisomar Pires
      3 de junho de 2016

      Adendo após leitura mais detida e comentários dos colegas:

      – Brasília se torna um hospício literal (RHA).
      – Muito bem escrito, tanto no ritmo quanto no desenvolvimento, as partes da estória conversam entre si.
      – Não detectei erros graves de gramática.
      – Infelizmente não consegui realizar a comparação entre “O Alienista” do Machado de Assis e este conto, os únicos pontos de contato entre as obras estariam nos fatos de existir um hospício e um responsável por ele, a meu ver o contexto é totalmente diferente.
      – A crítica social é clara e isso não acrescenta ou diminui o valor do conto, é uma característica que deve estar inserida na trama, a meu ver isso aconteceu aqui.

      Parabéns pela criatividade.

  28. GABRIEL MELO
    14 de maio de 2016

    Po mt interessante. Até quando vamos matar nossos profetas e eleger nossos bufoes?

    Será q não eh óbvio q pensar no coletivo eh forma de zelo pelo individual?

    Liberdade. ….bom p quem pode se dar esse luxo.

    Lhes dê educação saúde e segurança. …e aí brotará opção, ação. ..e a verdadeira libertação – q vem d dentro.

    A esperança é a mãe dos tolos.

E Então? O que achou?

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Publicado às 14 de maio de 2016 por em Realidade Histórica Alternativa e marcado .