EntreContos

Literatura que desafia.

Lembranças da Ilha Distante (Virgínia Barros)

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O Palácio dos Leões fervilhava naquela noite. Eu não entendia bem o que estava acontecendo, somente percebia que algo ia bastante mal. Meu pai não costumava me levar a reuniões como aquela, porém esta havia se formado tão às pressas, quase de improviso, que não houve jeito de se livrar de mim a tempo. Por mais que os ludovicenses se orgulhassem de estar sempre a par das obras mais recentes e iluminadas de Paris, eu sabia que uma moça não deixava de ser uma moça e nisso meu pai jamais abandonou os padrões de pensamento mais conservadores.

Minha mãe pediria para escutar o máximo que pudesse e lhe repetir palavra por palavra mais tarde, à luz dos lampiões, balançando-nos suavemente em redes para estimular o sono. Pensando nela, mantive-me atenta, embora duvidasse que qualquer frase de algum daqueles gordos suarentos pudesse me interessar.

-Fique aqui, Valène, e não saia enquanto eu não vier buscá-la.

Antes mesmo que eu concordasse, ele me deixou sozinha em seu gabinete e foi para a sala de reuniões. Dei de ombros. Estávamos a caminho de mais uma festa irritante quando o mensageiro nos alcançou, com os cabelos ao vento e olhos saltados de caranguejo cozido. Com certeza escapei de uma noite insuportável, meu pai me apresentando para algum filho de amigo para tentar arranjar um noivado para mim. Bom, enquanto não me aparecesse com um velho careca eu não teria motivos para reclamar.

-Por que a vida tem que ser tão chata? – murmurei, percorrendo as estantes do senhor governador da colônia, em busca de algo divertido para ler.

Infelizmente meu honrado pai deixava os livros legais em casa. Do portão para fora, não passava de mais um homem entediante que se preocupava com guerras civis e outras idiotices que estavam longe de me interessar. Como vingança, esperei alguns minutos, tempo que imaginei que os deputados estariam levando para se acomodar na grande sala de suas reuniões babacas. Desobedeci meu pai sem o menor remorso, vagando discretamente pelos corredores até que esbarrei em um de seus secretários, que ousou me olhar de cara feia.

-Evariste? O que está acontecendo? Por que todos estão se agitando tanto a essa hora da noite?

Com uma cara de cretino, ele continuou me olhando sem dizer nada. Acho que ninguém gostava muito de falar comigo naquele tempo, sempre ficavam me encarando e, quando erguia meus olhos, se esquivavam.

Fui até o pequeno imbecil chamado Evariste e o sacudi pelos ombros. Odeio quando não me respondem ou me tratam com condescendência, e ele sabia bem disso, pois sempre viveu nos fundos de nossa casa com os outros empregados. Era diferente deles, porém: mais quieto, gostava de estudar e aprendeu vários idiomas sem dificuldade. Tornou-se tão querido por meu pai que ganhou um bom cargo no governo quando atingiu idade suficiente. Por ser quase tão jovem quanto eu, sempre me permiti certas liberdades com ele que não tomaria com outros funcionários e colegas do meu pai, mesmo ele sendo o governador da França Equinocial.

-Lamento, senhorita Valène. Estamos todos meio perdidos, e não esperava encontrar a senhorita em um momento como este. Eu mesmo fui praticamente arrancado de casa.

-Por quê, criatura? – elevei a voz, já meio sem paciência, não tanto por curiosidade quanto pelo jeito sonso de Evariste – O que aconteceu?

-A Revolução, senhorita. Bem sabe que o seu digníssimo pai, colega e amigo de nosso amado Rei da França, governa nossa capital, esta bela ilha de Saint-Louis, colônia francesa fundada pelo seu antepassado, Daniel de La Touche…

-Oh, meu Deus, é claro que sei, seu palerma!

-…sabe também a senhorita que os impostos cobrados por nosso amado rei têm aumentado, afinal a França atravessa tempos complicados… Há não muito tempo, nas Minas Gerais, houve um problema parecido entre Portugal e a colônia brasileira.

-Sim, ouvi falar, tem alguma coisa chamada Brasil mais ao sul, né – disparei, sem muito interesse.

-Isso mesmo, senhorita. O que aconteceu hoje foi que uma luta armada ameaça tomar conta da cidade. O governador e sua família estão sendo intimados a… deixar a colônia. Houve mesmo algumas ameaças.

Ele olhava para o chão. Lentamente, fui começando a compreender.

-Ah, que horror!  – gritei, levando as mãos à cabeça.

Quase ao mesmo tempo, horríveis estampidos ecoaram pela noite, e me atirei sem pensar aos braços de Evariste, segurando-o fortemente, tentando espantar o medo. Ele esperou que eu o largasse quase sem se mexer. Percebi que estava vermelhinho como um camarão.

-É melhor que fique escondida, senhorita, apenas por precaução. Garanto que nenhum mal irá lhe acontecer.

Acompanhou-me de volta ao gabinete de meu pai, o maior e mais confortável de todo o palácio.

-Não quer ficar aqui comigo? – convidei, quando ele estava prestes a sair.

Evariste ficou sério.

-Senhorita, nada neste mundo me deixaria mais alegre. Porém, tenho deveres a cumprir e jamais falharia com o senhor seu pai.

-Será que as cozinheiras estão acordadas? – perguntei de repente.

-Cozinheiras? Por quê, meu Deus?

-Estou com vontade de comer creme de camarão. Já faz horas que não como nada.

Ele revirou os olhos e bateu a porta atrás de si. O barulho foi encoberto pelos tiros que recomeçaram e ecoaram sem parar. Eu estremecia, apavorada, berrava pela minha mãe, pelo meu pai, pelo menino Jesus. Terminei me encolhendo debaixo da escrivaninha. Meia hora depois, apareceu uma criada com uma vasilha cheia de creme de camarão.

-Sente aqui comigo – falei para ela, alegre pela companhia, enquanto me acomodava na cadeira do governador.

Sem me dar resposta, ela saiu. Atirei a vasilha na parede. Depois me arrependi e comecei a lamber o creme que havia se espalhado sobre o tapete.

Em alguns minutos, voltaram a abrir a porta. Era Evariste, e trocamos um olhar comprometedor enquanto eu me endireitava e tentava terminar de engolir o creme.

-Então, como estamos? – perguntei – Posso voltar para a Ponta d’Areia encontrar minha mãe?

-Ah, Valène, a essa praia você não voltará – ele encolheu os ombros. Parecia tão cansado – É mais sério do que pensávamos. Os ingleses estão com os rebeldes. Ao que parece, chegarão ao amanhecer.

-E daí? – eu já estava irritada e com muito sono.

-E daí que nossa frota está ridiculamente desfalcada. Não estamos preparados para um ataque, não agora. Minha opinião é que a colônia cairá.

-Como na lenda? Da cobra que sugará toda a ilha para o fundo do oceano?

-Acho que está mais para uma cobra que protege a ilha e seu povo contra a ambição e cobiça dos poderosos.

Ele olhou para mim de um jeito estranho. Tirou do bolso um maço de cartas meio umedecidas, uma papelada nojenta que remexi sem vontade. Passei os olhos pelas letras, sem entender o idioma, mas percebi que o selo pertencia à família real inglesa. Ergui os olhos vagarosamente, mas o Evariste que eu então via já não me parecia o mesmo de sempre.

-Ah, então você quer é que a gente vá para o espaço! Todo esse tempo agradando meu pai, servindo a ele como um bom criadinho, e agora me vem com essa? Quero ver você dizendo isso na cara dele!

-Direi com muito gosto, Valène, mas não com rancor, pois sei que ele no fundo é um bom homem. Mas não é bom o bastante para proteger o próprio povo.

-Proteger o povo contra o quê?

-Ah, Valène, como vou explicar isso pra você, logo pra você, que não enxerga nada além do próprio nariz? Você, que cresceu sendo servida por escravos, criados, empregados como… como eu!

-Nunca te vi como um empregado – murmurei sem pensar. Percebi que ele pestanejou.

-É porque não sou um escravo, Valène. Mas a minha alma sempre esteve acorrentada. Até que decidi ser alguém. Planejei tudo isto, e pode ver que os resultados estão aparecendo. Há um ano venho fazendo acordos, alianças. O sol do dia de amanhã nascerá sobre uma cidade totalmente mudada.

-Não me parece que algum desses resultados vai ajudar a libertar sua alma.

-Oh, meu Deus, não é disso que estou falando! Os ingleses, eles estão chegando! Eles dominarão a ilha, e cuidarão dela devidamente.

-Qual a graça de trocar um explorador por outro? – perguntei com suavidade.

-Graça? Valène, você é uma garota esperta, veja que a situação está insustentável. Somos todos os dias humilhados, explorados e pisados. Você vive em um berço de ouro e mentiras. O mundo real, o meu mundo, está cada dia mais apodrecido. Enquanto ainda tiver forças, lutarei por ele.

-Você luta uma guerra inútil e perdida.

Quando disse isso, percebi que tirava as palavras do fundo do coração. Não esperava que Evariste fosse se sentir tão contrariado com a minha sinceridade.

-Você pensa que a vida é se entupir de creme de camarão enquanto lá fora as crianças morrem de fome? Gorda!

Como um tapa na cara a ofensa me atingiu. O tom agressivo me desarmou e quase comecei a chorar. Fiquei parada em choque encarando Evariste, que se afastou de mim com a cabeça erguida como jamais o vira antes. Ele se aproximou da janela, e só então percebi que o sol estava nascendo. Caminhei lentamente até ele e juntos vimos as naus da Marinha inglesa cercando a Baía de São Marcos, armas apontadas em nossa direção. Juro que senti a Praia Grande estremecer quando os rifles e canhões apareceram. Ou talvez tenha sido apenas uma peça que meu coração me pregou.

-Esperança é algo que não se desperdiça, Valène.

Percebi que os dedos de Evariste estavam enlaçados entre os meus. Deixei que segurasse a minha mão enquanto o sangue corria lá fora. Eu era frágil demais para ver aquilo, apesar de já ter ouvido falar muito da famosa Batalha de Guaxenduba, mais ou menos duzentos anos antes, em que os franceses minaram as forças dos portugueses e traçaram o destino do norte do Maranhão. Pareceu-me inacreditável que desde o início dos tempos o destino dos povos fosse determinado por um horror tão grande quanto a guerra. Forcei-me a assistir, a gravar aquilo em minha mente para que jamais dissesse a ninguém algo tão estúpido quanto “vou te matar”. Matar é algo tão horrível de se dizer quanto é de se ver.

Os cadáveres me chamavam a atenção tanto quanto eu gostaria de desviar deles os meus olhos. Espalhavam-se pela areia, manchando as conchinhas da praia com o horrendo vermelho de seu sangue. Alguns boiavam com o rosto para baixo, embalados quase com carinho pelas ondas. Corpos jovens e fortes eram reduzidos a nada com um único tiro. Corriam para a morte, todos eles, e eu não conseguia aceitar, não entendia aquilo.

-Você não vai lá? Ajudar seus amigos de cabelinho amarelo? – perguntei após um bom tempo e comecei a chorar.

-A minha parte eu já fiz – ele disse com alguma gentileza.

Dei-lhe um tapa no rosto e saí correndo, puxando os cabelos, gritando que ele havia assassinado toda a minha família e logo me mataria também.

Evariste pôs-se entre mim e a porta. Escorreguei em um resto de creme de camarão e quase caí novamente, mas fui amparada por seus braços. Ele me confortou, não me soltou enquanto não me acalmei, dizendo tantas coisas que nem me lembro, fazendo-me mil promessas que o tempo apagou.

-Agora está na hora de ir. Tudo saiu como planejei, mas infelizmente teremos que nos separar. Sairei daqui escondido. Para os meus, sou um herói. Para os seus, um traidor. É tudo um jeito de ver as coisas. Será mais seguro para sua família ir para a Europa, por um tempo, compreenda, sim? Cuide-se, minha querida.

Ele beijou minha testa e afastou-se em passos largos. O que me restava era procurar meu pai, e durante algum tempo perambulei por aquele palácio morto que em breve ressuscitaria.

Ainda repetia para mim mesma que aquilo não era verdade, que resistiríamos e não seríamos expulsos da terra onde nasci. Mas assim que entrei no grande salão de palestras entendi que o clima não era nada favorável. Ouvi conversas baixas que apenas confirmavam as palavras de Evariste. O socorro não chegaria a tempo. Meu pai, dez anos envelhecido em uma noite, suspirava, caído na cadeira. Assisti em silêncio enquanto ele assinava, cabisbaixo, o tratado de paz, a carta de rendição. Quando me aproximei, sorriu com tristeza e me afagou os cabelos.

-Não poderemos levar todos os teus vestidos, minha querida. Mas comprarei outros para ti em Paris.

Tivemos que ser escoltados para fora do palácio, eu, meu pai, e várias personalidades importantes da sociedade de Saint-Louis. Meu pai se agarrava a uma pasta que mais tarde soube conter tudo que havia de valor a seu alcance. Eu tremia de medo de não encontrar mais minha mãe, e foi com uma emoção trêmula que me joguei em seus braços quando a avistei ao descer da carruagem. Haviam nos deixado próximo ao cais da Praia Grande.

As velas do barco tremulavam ao vento salgado. Embarcamos apressados, aos tropeços, feito cascas de coco sendo atiradas ao lixo. Ainda estava muito chocada quando olhei para trás uma última vez. Evariste estava ao lado de um enorme canhão, cercado por um grupo de rebeldes de rostos endurecidos. Não pude deixar de me sentir um pouco feliz ao ver que ele havia encontrado seus verdadeiros amigos. Rumo à França, fiquei olhando na direção da ilha até que ela se desvanecesse como um sonho. E junto a ela, o rosto de Evariste, que jamais esqueci.

Depois de tantos anos, fico pensando se tudo isso realmente aconteceu e talvez por isso me propus a reunir estas parcas lembranças. Gostaria até mesmo de mostrá-las a algum filósofo ou historiador, mas não creio que alguém se interesse pela visão de uma garota mimada. Acho que vou queimar tudo, junto com as dezenas de cartas de Evariste que cruzaram o oceano desde que nos separamos. Espero que ele também queime as minhas.

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34 comentários em “Lembranças da Ilha Distante (Virgínia Barros)

  1. Pedro Luna
    3 de junho de 2016

    Eu achei bem escrito. A invasão dos ingleses em uma colônia francesa que supostamente fica no Brasil. Mas boiei quanto a parte em que ela diz que tem uma coisa chamada Brasil ao sul. Então acho que era território que conhecemos por Brasil, mas na realidade do conto, não.

    A única coisa que não gostei, é que achei os personagens endurecidos demais, principalmente Evariste. E por causa disso, a relação amorosa não consumida entre eles (que eu acho que rolava, devido a algumas frases e as cartas trocadas no fim), não me convenceu e nem despertou a emoção.A personagem, para falar a verdade, era bem chata, mas tenho certeza que essa foi a ideia do autor. Só acho que essa relação amorosa deveria não existir. Talvez ficasse melhor se a relação entre eles fosse de ‘SEGUNDO PAI”, com o pai da garota sendo ausente, e Evariste assumindo o seu lugar. Enfim, gosto pessoal. O conto é bom.

  2. Wilson Barros
    3 de junho de 2016

    Boa ambientação de São Luís, as redes, caranguejos. Gostei da forma sutil com a qual a realidade alternativa foi apresentada. Aliás a França Equinocial é o sonho de consumo dos maranhenses, que se gabam de ser a única capital fundada pelos franceses, etc. O creme de camarão e a lenda da Cobra que vai engolir São Luís deram um toque altamente turístico, você devia dar uma assessoria para a Fumtur. Parabéns, muito bom.

  3. Thiago de Melo
    3 de junho de 2016

    Olá, Sabrina,

    Eu gostei do seu conto. A leitura seguiu com muita facilidade e as 3 mil palavras passaram voando hehehhehhe, de repente, tinha acabado.
    Infelizmente achei que ficou meio em segundo plano a parte histórica alternativa, eu pelo menos não consegui identificar muito claramente. No conto a Valene fala que existe algo chamado Brasil mais ao sul, mas fica por aih. Não pesquei outras referências que informassem a realidade histórica alternativa que vc criou.
    Apesar disso, achei que a construção da personagem Valene foi muito bem feita. A cena do creme de camarões ficou excelente! Parabéns pelo seu conto!
    Um abraço!

  4. Virginia Cunha Barros
    3 de junho de 2016

    Oii, um bom conto, me prendeu a atenção apesar dessa narradora ser muito irritante e chata, desculpe falar mas é verdade, e pelo jeito nem o exílio deu um jeito nessa criatura… Achei também que ficou meio apressada a explicação do papel do Evariste, tipo um “agente duplo”, trabalhando para o governo e para os rebeldes, ele teria que ser um ninja pra conseguir isso tudo e ainda cair nas graças da filha do governador kkk boa sorte viu, colega

  5. Thomás
    2 de junho de 2016

    Olá Sabrina.
    Seu conto é bonito e muito bem feito. A história e, consequentemente, a RHA aparecem como elementos discretos e bem enredados.

    O Evariste é que foi um herói/vilão bem clichê, daqueles que explica tudo e dá uma gargalhada maléfica no final.
    Devo dizer que todas as explicações foram válidas, mas colocadas de uma forma que não me agradou.

    De toda forma, é um texto muito rico e agradável.

    Boa sorte!

  6. Gustavo Aquino Dos Reis
    2 de junho de 2016

    Conto agradável de se ler. Valène é uma personagem bem construída, com diálogos irônicos e solidamente construídos. A cena dos camarões é impagável. Muito bom, mesmo.

    Entretanto, Evariste não foi capaz de me despertar a mesma empatia que tive por Valène. Uma pena e sinto que, por conta disso, tenha falhado um pouco com a obra e a história.

    De resto, gostei demais da sua escrita e da forma como você conduziu os acontecimentos alternativos.

  7. Catarina
    2 de junho de 2016

    O COMEÇO com “eu não entendia bem” já deu o tom jocoso do dramalhão sabrinesco. FLUXO competente para o estilo. A TRAMA ALTERNATIVA foi bizarramente bem costurada. Impagável a cena da bela comendo creme de camarão no tapete do palácio. A queimação de cartas no FIM honra, com dignidade, o estilo sabrinesco; que eu nunca gostei, mas aqui foi um refresco para os olhos em forma de sutil crítica.

  8. Pedro Teixeira
    1 de junho de 2016

    Olá, Sabrina! Uma narrativa bacana, bem construída. Achei o Evariste um pouco superficial e com um papel superdimensionado na trama, ele poderia ser um articulador, mas não me pareceu crível que tivesse essa importância toda. Os diálogos são bons, só achei deslocada aquela fala de Evariste em que ele chama ela de “gorda”, me pareceu algo muito mais da atualidade. O perfil psicológico da protagonista foi bem desenvolvido e a narração e descrições foram executadas com competência, só achei um pouquinho corrida a parte final. Um bom conto. Parabéns e boa sorte no desafio!

  9. Wender Lemes
    31 de maio de 2016

    Olá, Sabrina. Seu conto é o décimo oitavo que avalio neste desafio.

    Observações: você possui uma boa técnica, praticamente não notei construções que pudessem prejudicar a leitura. A construção dos personagens através dos diálogos e das descrições foi regida com muita propriedade. Apenas achei um pouco forçado o romance entre Valène e Evariste, principalmente nos clichês como ela escorregando e caindo nos braços dele.

    Destaques: as críticas sobre as necessidades de um lugar acima das necessidades individuais deram um belo toque ao conto.

    Sugestões de melhoria: algo que achei estranho foi a narradora personagem falando sobre a investida francesa no Maranhão após ter se referido ao Brasil como “alguma coisa mais ao sul”. Pode-se entender que a narradora esteja em uma fase mais madura de si mesma, mas não deixa de ser um pouco confuso. Talvez, seja algo que possa ser melhorado.

    Parabéns e boa sorte.

  10. Daniel Reis
    31 de maio de 2016

    Prezado escritor: para este desafio, adotei como parâmetro de análise um esquema PTE (Premissa, Técnica e Efeito). Deixo aqui minhas percepções que, espero, possam contribuir com a sua escrita.

    PREMISSA: a vitória dos franceses no Maranhão e sua subsequente expulsão pelos ingleses servem de pano de fundo para um romance à clef.

    TÉCNICA: narrativa direta, em primeira pessoa, compromete um pouco a visão histórica e percepção da crise – principalmente, pela construção da personagem, mimada e fútil, o que a obriga a “explicar” o contexto. A linguagem apresenta variações de nuance exageradas, passando do formalismo ao informalismo e voltando, várias vezes.

    EFEITO: apesar de interessante desde a premissa, os arroubos românticos não me cativaram nessa narrativa, acho que os personagens precisariam ser mais desenvolvidos. Um abraço!

  11. vitormcleite
    31 de maio de 2016

    Gostei do teu texto principalmente das frases poéticas que vão aparecendo. A história aparece um pouco escondida com o romance mas por vezes consegues sublinhar os acontecimentos com essa “relação” entre os dois protagonistas. Resta-me dar-te os parabéns

  12. Pedro Arthur Crivello
    29 de maio de 2016

    foi um conto que ofereceu muitas coisas. conseguiu desenvolver um romance em uma narrativa simples e fluida. apresentou bem os sentimentos da personagem principal e do contexto histórico, embora tenha pecado um pouco ao apresentar os sentimentos de evariste. achei a linguagem deslocada muito informal para a época, a narradora é uma nobre e não conversa como tal acho que isso pecou na estrutura do conto , e faltou um clímax bem feito. mas fora isso foi um bom conto

  13. Swylmar Ferreira
    28 de maio de 2016

    Conto de amor, de amor “impossível” Valene e Evariste. Gostei dos nomes dos personagens, Interessante o conto se passar entre período de guerras e claro serem de lados opostos da contenda. O conto é bem escrito apresentando uma trama excelente. Gostei também do “gran finale”, do amor não esquecido. A adequação ao tema está legal.
    Parabéns.

  14. José Leonardo
    27 de maio de 2016

    Olá, Sabrina. [Sabrina?… Eis um nome que não é Música aos meus ouvidos e que me faz Claudicar… Mas como tal nome me dá Ang(ú)st(ia) e não vem ao caso relembrar meu tropeço, outro dia explico, ok?]

    Um conto extremamente interessante. Já estamos inserido numa RHA que está prestes a sofrer outra RHA [como um boneca russa saltando de outra] praticamente sem darmos por ela, embora algumas tentativas do anzol da Memória estejam fisgando o bom peixe do que se quis retratar. A menção á Batalha de Guaxenduba (e seu resultado alternativo ao que conhecemos) dá aquele estalo de confirmação do cenário, do ambiente que é a infraestrutura sobre a qual a superestrutura (em termo de estória) se arma.Uma das sacadas mais positivas do seu conto, Sab [não me permita repetir “Sabrina”, sinto aquela ang(ú)st(ia), entende?], é o ponto de vista, o foco do personagem na narração: poderíamos ver aqui os fatos contados por um inglês, um revolucionário contrário ao domínio francês, até mesmo por Evariste [um destacado contraponto realista em relação à protagonista], mas o/a autor/a decidiu contar tudo sob a perspectiva de… Valène, a “mimada”. Repito, isso foi sensacional, foi diferente e instigante. Valêne faz parte da manutenção do “status quo”, do oficialismo ludovicense, e ao invés de vermos uma personagem bem “atenta”, vemos uma criatura fissurada em creme de camarão enquanto São Luís arde sob a pata infernal do conflito. Gostei muito dessa Valène, das indiretas entre ela e Evariste, do pendor evaristano a favor dos invasores ingleses (esperança quanto ao futuro abolicionista enquanto nova dominação, mas inglesa). O desfecho nos dá a certeza que [havia mais coisas entre o céu e a terra do que imaginava] Valène e Evariste tiveram uma [socação de] relação profunda [corpos] naquela noite [que o Davenir e a Anorkinda, mãe do Frieden, notaram].

    Sab, você escreve muito. O estilo flui e não tem como eu não querer [sacudir os ombros de] Valène mais madura, mas mesmo assim cativante como já é.

    Parabéns, muitos parabéns pelo texto e sucesso neste desafio.

  15. Eduardo Selga
    27 de maio de 2016

    Sim, é verdade que uma pessoa, fruto do amadurecimento, pode perceber que foi mimada na infância e/ou adolescência, mas nesse caso ela ao menos tenta, no tempo presente, livrar-se do comportamento mimado, se o tiver na conta dos defeitos de caráter.

    Esse é o incômodo que a protagonista me causou, ela reconhece que ainda hoje é mimada. Se no passado o comportamento dela não deixa dúvidas quanto a isso, no presente ela continua, mesmo se reconhecendo mimada e considerando ser isso um defeito. A decisão, no trecho final do conto, de queimar as cartas, pode ser entendida por esse viés, pela pirraça. No entanto, ressalte-se, também pode ser vista como tentativa de apagar as lembranças de um amor impossível de ser levado a afeito.

    Voltando, ao mimo, nesse comportamento há muito de insegurança para consigo e hostilidade para com o outro (o que me lembra o bordão “você tem que me amar”, do Babysauro), e o mimado sente necessidade de esconder de si próprio ambas as caraterísticas. Então, uma mudança tão brusca na personagem teria de ser fruto de grandes transformações. A mudança para a Europa teria sido o bastante? Tenho dúvidas, principalmente porque a narrativa sugere que a condição econômica se mantém (“-Não poderemos levar todos os teus vestidos, minha querida. Mas comprarei outros para ti em Paris”). Enfim, uma personagem complexa.

    Consultando a historiografia, a narrativa considera a França Equinocial uma aventura política que deu certo, tomando boa parte do território brasileiro, mas altera alguns dados: pelo conto, os franceses são expulsos pelas forças inglesas, e não portuguesas. E ao não incluir no enredo as forças lusitanas, o mote da narrativa me faz lembrar algo que está muito presente em nosso imaginário: aquela suposição de que o Brasil teria sido muito melhor se não fosse colonizado pelos gajos na Península Ibérica.

    • Eduardo Selga
      27 de maio de 2016

      Correção nas duas últimas linhas: pelos gajos DA Península Ibérica.

  16. Evandro Furtado
    26 de maio de 2016

    Ups: PUTA…QUE…PARIU! Que coisa mais linda, cara. Definitivamente eu sou antiquado porque esse tipo de coisa realmente me pega. Essa linguagem vitoriana, esses personagens de inocência aparente, essa tensal sexual virginal, tudo trabalhado com tamanha maestria que seria injusto apontar qualquer problema nesse conto. Olha, tô batendo palmas aqui. Tá ouvindo?
    Downs: N/A
    Off-topic: Então Napoleão correu atrás do tio do frango frito?

  17. JULIANA CALAFANGE
    25 de maio de 2016

    Achei muito criativa sua ideia. E se a ‘França Antártica’ tivesse vingado? Seria uma colônia da França, totalmente separada do Brasil… Eu, sinceramente, gostaria de um pouco mais de emoção, principalmente no q se refere à personagem Valène. Mesmo sendo uma menina fútil e alienada, imagine o q foi pra ela passar aquele susto imenso de uma revolução já dentro de sua casa? O medo de perder a mãe e o pai, enfim… Me lembrou a Maria Antonieta do filme da Sofia Coppola… O texto é bom, flui bem e não cansa de jeito nenhum. Não vi erros de revisão. O enredo nos instiga a saber no que vai dar a história, mas achei o final bem fraco. Como assim ela não tem certeza se isso aconteceu? Ela já era bem grandinha pra se lembrar com clareza, a ponto de escrever a história com tantos detalhes, de lembrar do rosto do Evariste, “que jamais esqueceu”… como assim precisa agora consultar um historiador? Achei isso bem decepcionante… Mas no geral, gostei muito do texto, atingiu o objetivo proposto, parabéns!

  18. Anorkinda Neide
    24 de maio de 2016

    Oi!
    Ahh gostei bastante, sabe?!
    acho q o titulo poderia ser Saint Louis do Maranhão.. hehe sério, daria uma boa trilha pro leitor não se perder. eu custei a me ambientar, primeiramente achei q estava na Europa…
    Gostei dos personagens, mas não tanto dos diálogos, ficou um pouco forçado tantas explicações, mas entendo q ele as fez pq amava a moça, poderia ter mais indicações deste fato.
    Quanto à RHA, conheço nada da historia do Maranhão (vergonha total!) mas vou dar uma pesquisada básica.. rsrs
    Abração!

  19. Gustavo Castro Araujo
    22 de maio de 2016

    Muito bom o conto. Numa colônia francesa no Maranhão, prestes a cair nas mãos dos ingleses, temos uma espécie de Maria Antonieta que só percebe o fim de seu paraíso quando os invasores batem à porta. Gostei muito da construção do texto, da profundidade dada à protagonista — por vezes até surreal — e do contexto histórico. Pode-se perceber que a autora sabe o que faz, que estudou o assunto e, de certa forma, deixa seu recado numa amostra de crítica social. A princesa que só pensa em si — em seus amores juvenis — e pouco sabe do que se passa em seu reino. Só faltou a famosa frase transformada para algo como “Ora, que comam bananas!” Não percebi lapsos de revisão dignos de nota, o que colaborou para uma leitura fluida. Em suma, um ótimo trabalho.

  20. Simoni Dário
    22 de maio de 2016

    Olá Sabrina.
    Excelente narrativa, temperada com fortes emoções e diversão na medida. O cenário bem trabalhado, as características dos personagens bem desenvolvidas. Comecei pensando se tratar da Guiana Francesa, depois entendi que o cenário era São Luis do Maranhão, fui pesquisar a história dali e entendi o texto. Gostei de Valène e Evariste e da forma como você conduziu com tranqüilidade a RHA sem forçar nada. Quero dizer, você até fez força para parecer “Sabrinesca”, mas acho que não conseguiu, a narrativa é competente de quem sabe o que faz.
    Parabéns!

  21. angst447
    19 de maio de 2016

    Olá, autor! Desta vez, resolvi montar um esquema para comentar = T.R.E.T.A. Espero te encontrar no pódio.

    * Título – Não entrega nada do conteúdo do conto. Simples e um tanto poético.

    * Revisão – Não encontrei falhas na revisão.

    * Enredo – O enredo possui um toque de romantismo misturado à movimentação histórica. A narradora tornou o conto particularmente mais interessante, pois o tema RHA foi abordado sob um prisma diferente, de acordo com a visão de uma adolescente rica, mimada e alienada.

    * Tema – O conto respeitou o tema proposto pelo desafio.

    * Aderência – A leitura flui fácil e prazerosamente. Os diálogos facilitam muito a compreensão do texto e tornam o ritmo mais equilibrado. Gostei da caracterização da personagem Valène e da descrição dos ambientes e situações.Precisei consultar os universitários, digo, o Google, para entender o contexto geral, mas funcionou bem. Apreciei sobretudo a seguinte fala: -Esperança é algo que não se desperdiça, Valène.

    Bom trabalho!

  22. Leonardo Jardim
    19 de maio de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto (antes de ler os demais comentários):

    📜 História (⭐⭐⭐⭐▫): gostei bastante da história ser contada sobre o ponto de vista de uma adolescente mimada, convenceu sem ficar chato. Demorei um pouco (confesso que por ignorância minha) a perceber que se tratava de São Luis do Maranhão (linda terra). Só percebi qdo li “Baía de São Marcos”, mas isso não atrapalhou a leitura. É um conto bonito sem ser piegas. O problema é que as informações (necessárias) que contam sobre como foi a colonização francesa ficou forçada na voz dos personagens. Acho que podia ter deixado para a narradora explicar. Fora isso e o último parágrafo meio fraquinho (acho que podia ser removido), é um ótimo texto.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): boa, sem nenhum problema que tenha me chamado atenção exceto pela pontuação no diálogo, como usar por usar hífen ao invés de travessão. Dê uma lida nesse artigo, se desejar: http://www.recantodasletras.com.br/artigos/5330279

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): a ideia geral do conto é, sem dúvidas, muito criativa. A trama central, porém, contém alguns elementos comuns como revolução, amor impossível, etc.

    🎯 Tema (⭐⭐): colonização do Maranhão pela França (e posteriormente pelos ingleses).

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫): gostei do texto e do romance que não pôde se concretizar. O fim teria maior impacto se terminasse mais bruscamente após a partida, ela vendo ele pela última vez. O último parágrafo, como já disse, não ficou muito bom.

  23. Brian Oliveira Lancaster
    17 de maio de 2016

    LEAO (Leitura, Essência, Adequação, Ortografia)
    L: Gostei da abordagem de um evento fixo. A dificuldade de todos nesse desafio está sendo em encontrar um ponto em especial e desenvolvê-lo. Você captou apenas um ponto de vista, deixando apenas o cenário montado, o que foi muito bom e não sobrecarrega o leitor. As divisões são fáceis de acompanhar, bem como a atmosfera planejada, mesmo não conhecendo tanto da história escolhida.
    E: É uma história trágica, disfarçada por um leve romance entre os protagonistas. Até próximo do fim, havia achado tudo bem coerente, incluindo os sentimentos entre os dois. Mas ao dizer que tudo foi planejado por ele, achei um pouco forçado. Ele poderia ser apenas um “braço” ou peão do xadrez, que ficaria melhor. Pois, se ele fosse um líder de guerrilha, seria difícil esconder isso por muito tempo como um “mordomo”. No entanto, o final foi bem planejado e não caiu na saída fácil de unir os dois.
    A: Não conheço muito o enredo real escolhido, mas foi possível notar a inversão de papeis. Como dito acima, ganha pontos por focar em apenas um evento, mas quase não foram descritas as consequências.
    O: Escrita tranquila, serena, apesar da moça utilizar algumas gírias na narrativa que provavelmente não existiam na época.

  24. Ricardo de Lohem
    17 de maio de 2016

    Oi, como vai? Vamos ao conto! História relacionada com uma colônia da França em luta contra a Inglaterra, ou algo similar. Lembra a história envolvendo a Revolução Francesa ter fracassado, mas é bem menos interessante. Tudo envolve um diálogo entre um casal, a história me lembrou um pouco o conto “Missa do Galo”, de Machado de Assis. Não entusiasma, mas é um bom conto, um típico nota 5.0 – 5.5. Gostei, desejo Boa Sorte.

  25. Davenir Viganon
    16 de maio de 2016

    RHA: A França tem um território colonial no Maranhão, e luta contra a Inglaterra.
    A RHA foi mesmo o pano de fundo. Entendi que trata-se de um território colonial da França no Maranhão. Este que está prestes a ser invadido pela Inglaterra, e obviamente é um pretexto para a separação entre o casal, que dá umazinha… digo “fez o tempo apagar” kkkkk antes de partir para a França, enquanto seu amor fica. Eu gostei do conto, as coisas acontecem e a preocupação em mostrar conflitos e contar uma estória se fez bastante evidente. Os livrinhos da Sabrina estão bem representados kkkkk. Parabéns!

    • Leonardo Jardim
      19 de maio de 2016

      Davenir, não vi essa cena em que eles dão umazinha. Eles se despedem com um beijo na testa, depois ela é levada até o barco e nunca mais se vêem.

      Tem algum trecho que eu não vi?

      • Davenir Viganon
        19 de maio de 2016

        Eu reli e não tem mesmo. Devo ser apessoa mais maldosa do mundo. Mas bem que poderia ter uma “putaria soft”, como diz o Fábio Baptista. hehehehe

      • Leonardo Jardim
        20 de maio de 2016

        Se tivesse, ao menos justificaria o pseudônimo (para quem não sabe, me refiro àquela literatura de banca de jornal).

    • Anorkinda Neide
      23 de maio de 2016

      Olha, eu acho justificável que sua mente suja tivesse pensado em ‘umazinha’…haha primeiro devido ao pseudônimo da autora, remetendo aos livretos proibidos 😛 e segundo por um pequeno problema no texto… a noite se passou rápida demais! o diálogo deles durou uma madrugada inteira? humm teve tempo pra mais coisa ae! hehe

  26. Andreza Araujo
    16 de maio de 2016

    O texto flui com facilidade. Os diálogos foram bem incorporados à trama, criando a dimensão do ocorrido. Mas senti falta de algumas explicações, transformar uma frase ou outra num parágrafo com todos os detalhes pertinentes talvez resolvesse isto. O que eu quero dizer é que achei um pouco confuso. Onde eles estavam, afinal? Era o Brasil ou não era o Brasil?
    Se eu ignorar que não entendi exatamente a RHA (o que provavelmente é culpa mais minha do que sua), vejo um belo romance. E eu adoro romances.
    O tom mimado com o qual a personagem narra a história me agradou, ela convence como mimada, sem irritar, no entanto. O que é ótimo.
    Apreciei a leitura! Boa sorte no desafio. Abraços.

  27. Fabio Baptista
    16 de maio de 2016

    Bom, pelo que entendi os países colonizadores foram invertidos e essa foi a adequação ao tema RHA. Tudo bem, está adequado, mas ficou um pouco confuso. Os nomes dão a entender que a história se passa no Maranhão (pesquisei no Google kkkkkk), mas a menina diz em certo ponto “alguma coisa chamada Brasil mais ao sul”… ou seja, alguns nomes mudaram, outros não.

    Mas, enfim… essa RHA é só um pano de fundo, só uma boa desculpa para narrar o romance entre Valene e Evariste. Esse romance ficou bom, principalmente no começo onde se pode notar certa tensão sexual entre os dois, dificultada pela condição patroa / empregado.

    A narrativa não tem muitos floreios, vai direto ao ponto de modo competente. Algo que me incomodou, porém, foi a mudança de tom da narradora… no começo ela estava bastante informal e do meio para frente mudou, assumindo uma linguagem mais madura.

    Bom conto. Ficaria melhor se o narrador mantivesse o tom mais debochado do início e se deixasse a questão da localização e de quem era inimigo de quem mais clara, ou, omitisse completamente.

    Abraço!

  28. Olisomar Pires
    14 de maio de 2016

    Confesso que demorei a situar qual seria a RHA abordada,tive que pesquisar, pelo que agradeço, embora uma fala da personagem dê a entender que o caso não seja no Brasil ( até agora não tenho muita certeza do que se trata). Achei que os termos utilizados não correspondem à época, apesar de não ser regra, poderiam ter sido aproveitados nos diálogos diretos, visto que a narração se dá em 1ª pessoa. Enfim, não sei bem o que dizer. Vou estudar mais e volto a comentar.

    • Olisomar Pires
      2 de junho de 2016

      Adendo após a interpretação melhor dos colegas e nova leitura:

      RHA: Batalha decisiva no Maranhão vitória inglesa.

      Revisão: Sem grandes erros.

      Trama: A revolta em si é plano de fundo para o romance romântico entre plebeu e nobreza. Texto leve, embora eu não tenha sido conquistado pela piralha.

      Conclusão: Bom texto, peca talvez pelo palavreado da moça, parece não combinar com a época e o clima vivido.

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Informação

Publicado às 14 de maio de 2016 por em Realidade Histórica Alternativa e marcado .