EntreContos

Literatura que desafia.

Sob o céu da inocência (Claudia Roberta Angst)

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E…

− Talvez, se você girar o anel ao contrário, algo aconteça….

Ela esperou que as suas palavras alcançassem algum entendimento, mas elas soavam como trovoada até para os seus ouvidos. Se havia algum sentido no seu palpite, a resposta estava no elemento dourado.

− Tudo bem, temos todo o tempo do mundo. Pelo menos, desse seu mundo.

Ele agora a olhava com uma mistura de ternura e estranheza. Tocou nos cachos cor de estanho e esperou, de uma certa forma, ser envenenado.

A encantadora criatura afastou-se com delicadeza. Mantendo toda a graça que atraia mais do que olhares, jogou as pedras laranjas para cima e ensaiou malabarismos em gomos de alegria. Ria e o seu gargalhar cristalizava o ar à sua volta.

Dali onde estava, o cavalheiro podia ver o amanhecer apoiando-se nas colinas. Desviou o olhar do riso de fada para observar alguém mais adiante. A atração parecia inevitável, como um potente ímã a lhe desorientar a bússola do pensamento.

Monalisa estava lá, entre os peixes, mergulhada na manhã, sem se deixar contaminar com o que acontecia ao redor. Seus cabelos emaranhavam-se na altura da cintura, negros e ondulados, e sua voz suave repetia encantamentos, atraindo a todos com sua hipnótica melodia.

− Me avise quando você decidir. – Disse a fada, repentina como uma brisa perdida no oceano, fingindo indiferença a qualquer movimento.

Ele despertou do transe, abandonando a visão da sereia e, com muito esforço, concentrou-se em agir como o momento exigia.

− Tá bem, vamos lá. Vou girar… – Disse ao colocar o anel entre os dedos da mão direita, impulsionando o movimento para a esquerda.

O anel girou, rodou em círculos viciosos, em sentido anti-horário, sem previsão de parada. Com os olhos fixos no metal e as mãos trêmulas de ansiedade, a fada pedia bis ao movimento contínuo.

Não era preciso ter pressa. Havia ali todo o encanto necessário.

 

Du …

Dúvidas provocavam reações diferentes entre os elementais. Sob as árvores mais frondosas, nas ondulações das raízes, os gnomos acotovelavam-se, curiosos com o porvir.

Há séculos, não se via nada parecido por ali. O arco-íris constante começava a provocar vertigens. Os mais jovens perdiam-se sem direção e os mais velhos careciam de maior atenção.

Ela, acostumada aos próprios abismos e seus absurdos, colhia as diminutas pegadas em busca de alguma pista daqueles que desapareciam nos contornos do dia. Parecia ser tarde demais para salvar todos e ela sentiu pena por seu lindo unicórnio não saber voar.

Diante do cenário que começava a se desenhar com o carvão de uma nova realidade, ele percebeu que não haveria uma outra chance. Teria de apagar sua presença da mente de todas as crianças ali.

O que incomodava mesmo era aquele sangue que teimava em brotar do solo, feito nascente de rio. Rubi dissolvido em hemácias humanas, talvez. Muito mais brilhante do que os olhos cansados daqueles pequenos seres estavam habituados a ver.

As crianças, agora, tinham as mentes zeradas de memórias. A inocência, sem base de dados ou qualquer conhecimento anterior, servia de proteção contra tudo o que viria.

A natureza tudo sabia. Não havia como enganar os instintos. Os animais, pressentindo uma grande tempestade, agitavam-se, reconhecendo no ar o cheiro do próprio medo.

− Está tudo bem, meninos. Brinquem, mas fiquem por perto.

A fada aproximou-se, sentindo o vento soprar seus cabelos e vestes. Era bela como uma miragem e, talvez, se alguém prestasse realmente atenção, nem mesmo existisse.

− Vamos, crianças. Mãos dadas e boquinhas caladas.

Os risinhos foram cessando aos poucos. Ela piscou nervosamente, deixando escapar estrelas. Não havia mais a melodia no jardim. As notas e sorrisos desapareceram de imediato. Sentiu o sal em seu rosto, eram lágrimas. Seu unicórnio não mais existia.

− Está tudo bem, tudo bem. – Repetia como canção de ninar memórias.

Mas, aquele sangue…

 

Ar…

Todo o ar contaminava-se de uma primavera fora de época. Pétalas explodiam em direção ao céu, desejando alcançar talvez as nuvens, na sua inexata floração.

Os pulmões dos pequeninos enchiam-se do gás volátil da esperança. Suas vestes traziam as marcas da oxidação sofrida na atmosfera. No topo, no mais alto que podiam enxergar, previam os sábios sangrentas batalhas.

Dragões desfilavam entre as nuvens acobreadas, desviando-se uns dos outros. Talvez fossem cavalos alados, almas desconexas em busca de abrigo, mas dali, do mínimo levantar da grama, gnomos e elfos só enxergavam criaturas e suas caudas chamejantes.

Aos poucos, o céu tombou como areia no inverter da ampulheta. Do alto, derramavam-se gotas, cada vez mais pesadas, de um material líquido que, em tudo, lembrava fogo.

− Esses malditos dragões sempre a cuspir na gente! – O mais velho praguejou entredentes.

− Ou é isso ou os flocos de neve daquela Rainha do Gelo. – Completou o outro que já se escondia do sol sob a folhagem do grande hibisco.

− Parece que mais uma batalha está acontecendo por lá. – Palpitou uma terceira voz encolhida junto aos cogumelos. − Sinto o cheiro de pólvora e intriga no ar. Há de ser coisa grande.

Mestre Leon coçou a longa barba e proferiu palavras que só os seus semelhantes poderiam compreender. Era tarde demais, deduziu com tristeza. Sem titubear, reuniu suas forças e conduziu os outros à pequena caverna que se abria nas rochas do jardim.

Eram vinte e oito no total e muitos desconheciam as lendas centenárias. E, talvez, depois daquela manhã, também seriam eles mais uma lenda.

 

 

Do

Outro lado, uma nova perspectiva. Só precisavam atravessar aquela ponte, sem olhar para trás e, principalmente, sem olhar para baixo. O penhasco, engolia todo o terreno e o abismo repetia-se em eco sem fim.

− Siga com os pequenos por ali.

− Não sentirão medo?

− Para eles, nada mais é conhecido. E o desconhecido ainda não lhes causa temor.

− Mas eu…

− Sim, eu também, acredite. Mas, eles te darão a coragem necessária.

Ela apertou os olhos, espremendo as cores que ainda guardava sem nomes. Não havia mais volta. Ou seguia dali com os pequenos, ou o abismo avançaria sobre eles até apagar de vez sua existência.

Organizou as crianças em fila indiana e pediu aos céus mais do que promessas de chuva. Precisavam atravessar o mais depressa possível. Acreditar em duendes talvez os protegessem. A fé pelas beiradas.

 

&

Os gnomos observavam a concentração do outro lado da ponte. Pareciam ser crianças, apesar de enormes mesmo vistas de tão longe. Maiores do que os arbustos que lhe serviam de esconderijo. As suas cores variavam, mas havia, em todas, aquela mesma aura… Mestre Leon reconheceu, apesar da distância. Sabia do que se tratava. Era a inocência retornando ao reino.

Atentos, todos observavam a fada que acompanhava as crianças na travessia. Um ser magnífico, sem dúvida. Ela conduzia a todos, sempre sorrindo e batendo levemente as asas. Não tardaria a voar, decerto. Mas não voou. De que lhe serviria ser uma criatura alada se não pudesse se desprender do solo?

− Talvez, não prestem mais para voos, mas também não lhe pesam com culpas. – Concluiu Mestre Leon em voz mais alta do que desejava.

Imaginou sombras tentando arrancar o par de asas às costas da fada. Ela nunca saberia se seria mais feliz sem elas.

− Preparem-se, amigos, vem aí mais uma batalha.

− Vê mesmo perigo neles, mestre?

− Conhece algo mais perigoso do que uma mente inocente? Sem medo, eles são capazes de tudo. De tudo, mesmo.

 

A…

Céu aberto, ouvia-se mais do que acordes de um arranjo desconhecido. Não era harpa, violino ou qualquer outro instrumento de corda. Não se poderia definir o timbre daquele som, nem determinar a sua duração.

O tilintar do metal em rotação cessou com um baque surdo na madeira pouco nobre. Mais um ciclo finalizara sem solução, em noves ondas de signos secretos.

Aninha recolocou o anel no dedo. Sorriu sem distração, jogando os cabelos sobre os ombros. Os olhos acinzentavam-se como as nuvens que anunciavam a chegada de uma tempestade.

O menino, sem pressa de recomeçar, anunciou a partida. Recolheu as peças do jogo e se levantou. Puxou o caixote, que lhe servira de assento, para o canto e desfez o intenso sorriso que carregava até então.

− Você volta semana que vem, Edu?

− Se não chover …

− E se chover?

Ele sacudiu os ombros, desembaraçando as cordas do dia. Baixou os olhos quando Aninha levantou-se aturdida ao perceber a nódoa vermelha no banco improvisado. Sorria embaraçada, disfarçando a própria surpresa. Como se fosse normal o que a natureza lhe trazia! O brotar do sangue…

 

Na…

Verdade, era mesmo verdade. Aninha despediu-se apressada e foi atrás da tia na barraca vizinha. A menina, descabelada e assustada, desapareceu entre as frutas e os vegetais. Ele já sabia que sentiria a sua falta durante toda a semana. Gostava mesmo dela, não podia negar.

E quando chegasse o sábado, Eduardo ensaiaria o mesmo desdém ao encontrá-la sentada no degrau da entrada do prédio. Trocariam os mesmos olhares sem palavras e atravessariam a rua até alcançar o cenário perfeito. Como sempre acontecia, o jogo e os risos viriam.

Eduardo já sentia saudades, mas tratou de ensacá-las junto com as laranjas e os ovos. Tirou do bolso o pequeno bolo de notas, alisou e contou as cédulas amassadas. Recontou. Nenhuma magia, desta vez. A quantia era ainda a mesma. Pediu sardinha.

− Prontinho, guri.

− Obrigado, Dona Monalisa.

Pensou em Aninha e no seu anel novamente. Ainda não entendia o significado das palavras gravadas nas bordas internas. Ana dizia que eram apenas riscos causados pelo desgaste do tempo. Ele, no entanto, tinha dúvidas. Sabia que havia mais ali do que o revelado por ela.

Precisava se apressar agora. O tempo fechava-se cada vez mais rápido. Gotas dispersas marcavam o asfalto quente, levantando vapor. Tinha mesmo de partir, sumir dali antes que o sol derretesse. Apressou os passos e parou de repente. Olhou para o céu e contou as caudas alaranjadas.

Sentiu as moedas no fundo do bolso da bermuda surrada. Levaria flores para a mãe?

Era isso ou os dois pastéis na feira.

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14 comentários em “Sob o céu da inocência (Claudia Roberta Angst)

  1. Anorkinda Neide
    24 de março de 2016

    Eu acho que não comentei aqui…
    Coisa mais linda!!
    É um acróstico Eduardo e Ana… amei isso!!
    (Se bem que as sílabas Du e Ar, nao casaram muito bem, mas tá valendo.. rsrs)
    .
    Não saquei o lance do anel ser girado ao contrario, mesmo lendo duas vezes… mas os personagens do joguinho, afff que coisa amada, não teria como eu não amar, né? e mais, eu amo joguinhos de tabuleiro!!!
    foi isso q imaginei, se vc colocou um jogo mais moderno ae, nao alcancei pq sou das antigas! :p
    .
    Parabens.. o conto está recheado de frases lindas, q se der tempo vou separar.
    Abração

  2. Andressa
    18 de março de 2016

    nota: 9.7. Me diverti com esse conto. E gostei dos seres fantásticos como elementais e fadas. Mais uma vez um assunto muito utilizado mas que também não se esgota nunca. Foi suave.

  3. Gustavo Castro Araujo
    17 de março de 2016

    Conto bem escrito e com passagens muito inspiradas. Por se tratar de um mergulho no universo e na imaginação de crianças, já ganhou minha simpatia. No entanto, achei o desenvolvimento um tantinho arrastado, com a adição de elementos “fantasiosos” só para cumprir o requisito quanto à adequação ao tema. Sim, porque o conto é sobre amizade/amor e não exatamente sobre fantasia. Até prefiro assim haha Mas não posso deixar de dizer que houve, talvez, uma pequena fuga. Nesse ponto, me lembrou o conto do Fabio Baptista no desafio Faroeste, um texto que tratava da relação de pai e filho (muito tocante por sinal) e que trazia o tal faroeste embutido numa brincadeira entre os dois. Ou seja, também lá se tratava de um texto (muito competente) sobre relações pessoais, mas que apenas tangenciava a proposta do desafio.

    Enfim, gostei do conto, especialmente do final, mas fiquei com aquela sensação de que o jogo poderia ser War, Banco Imobiliário, Trilha ou Ludo (esse é do meu tempo) e a substância continuaria sendo a mesma.

    Nota: 7,0

  4. phillipklem
    17 de março de 2016

    Boa noite.
    Você tem uma escrita muito polida e bonita. Não encontrei falhas. Gostei do seu estilo, tem uma certa doçura que nos mantém interessados no texto.
    Não entendi, entretanto, a história do conto. A parte do menino e da menina jogando ficou bem clara, mas aquelas partes ali no meio, onde estão os gnomos e as crianças com a fada, sinceramente não entendi bulhufas.
    Me perdoe a ignorância, sei que há ali algum sentido e que tudo se liga de alguma forma, eu só não consegui compreender. Acho que tô ficando velho, hahaha. E realmente achei uma pena não ter entendido, pois adorei sua escrita.
    Enfim. Peço desculpas. Você tem um grande dom para a escrever, eu é que sou um mal leitor.
    Meus parabéns e boa sorte.

  5. Wilson Barros Júnior
    17 de março de 2016

    Seu estilo lembrou-me muito Larry Niven, em especial o seu conto premiado “O Canto das Sereias”:

    “-Olá, marinheiro! Que tal uma lição de nata¬ção?
    – Sinto muito, senhoritas. Não posso conter a respiração tanto tempo. -Veryon sorriu para o par de encantadoras mulheres que o olhavam do alto do canal. Aproximou-se o suficiente para poder ver suas reluzentes caudas de peixe. Eram sereias, ambas.”

    O conto tem um toque da antiga revista “Vampirella”. Bacana os animais reconhecerem o cheiro do próprio medo. Cheio de sugestões, sem explicações, o conto vai para o lado que o leitor quiser. Um leve toque erótico completa o excelente clima fantástico do conto. O estilo é muito bom, como em “algo mais perigoso que uma mente incocente”. Bem elaborado, parabéns.

  6. Pedro Teixeira
    16 de março de 2016

    Olá, autor(a)! Belo conto, tive que ler duas vezes para captar melhor o significado e acredito que o compreendi bem. As descrições são ótimas e os diálogos também, e a agilidade do texto agrada. Gostei do simbolismo empregado e o resultado final é bem interessante mesmo, apesar de não ser o meu tipo de trama preferida. Enfim, parabéns pela participação!

  7. Daniel Reis
    16 de março de 2016

    Prezado autor de Eduardo & Ana (que, nesse caso, sem Mônica, eram muito parecidos). Gostei da sua história, mas me pareceu que o ritmo e as firulas com elementos mitológicos causaram mais estranheza que espanto. Estilo bombril em chamas na ponta de uma vassoura, a história fez fagulhas mas não incendiou a minha imaginação. De qualquer forma, obrigado pela leitura.

    Pontos positivos: um resgate da infância, a busca da fantasia daqueles momentos, mesmo que numa elaboração bem mais complexa, típica de um adulto; a simbologia mágica da transição para a vida adulta, ou de maturação disfarçada, sob aspectos das lendas.

    Pontos negativos: o coquetel de figuras lendárias – fadas, dragões, cavalos alados, duendes – todos num liquidificador, numa “misturânça” leite com manga demais, como alegorias excessivas no desfile.

  8. Alan
    15 de março de 2016

    A história desperta bastante curiosidade. Nos prende do início ao fim. Bastante criativo. Adequado ao tema. A mistura da realidade com a fantasia é sempre interessante.

  9. Rubem Cabral
    15 de março de 2016

    Olá, Le temps.

    Um bom conto, bem escrito e com passagens bem poéticas. Não apreciei muito a fragmentação das histórias de “background”, embora tenha achado muito bacana a metáfora da mestruação x fim da inocência.

    Abraços.

    Nota: 7,0.

  10. catarinacunha2015
    15 de março de 2016

    O COMEÇO não deixa claro que a VIAGEM inocente seria tão tumultuada. O FLUXO articulado, com estilo maduro e criativo, ajuda a ler história infantil; que não é de meu agrado e não me emocionou. O encadeamento das ideias e o FINAL ficaram confusos, mas deu para entender na 2ª leitura; o que não gosto de fazer. Nota 7,5

  11. Virgílio Gabriel
    13 de março de 2016

    Olá, eu senti uma confusão tremenda no início até captar que se tratava de um jogo. O/A autor/a domina bem a língua pátria, mas dentro da “fantasia” não conseguiu me envolver. Do nada surgiam fadas, gnomos, unicórnios, e quando consegui entender, já não estava mais dentro do universo de fantasia. Recomendo aumentar o texto descritivo para que consiga alcançar mais leitores. Grande abraço e boa sorte no desafio.

  12. Sonia Rodrigues
    11 de março de 2016

    Estávamos com uma fada e um cavaleiro, havia um arco-íris constante, e fala-se, imagino que referindo-se aos elementais: “Os mais jovens perdiam-se sem direção e os mais velhos careciam de maior atenção.” Aí, do nada, aparecem crianças que foram encantadas para perder a memória…
    Que relação tem as crianças com os elementais e a fada?
    Então aparecem gnomos e elfos, reclamando dos dragões e da Rainha do Gelo. Mestre Leon, que não se sabe o que é, leva consigo 28 deles…deles quem?
    De novo aparecem crianças em fila…uma menção a inocência que retorna ao reino…que reino? Outra menção de que mentes inocentes são perigosas…como? Para quem?
    Então aparecem Aninha e Edu, com uma sugestão de que ela ficara menstruada – havia sangue no banco onde ela estivera sentada – e cada um vai para o seu lado, parecem estar em uma feira.

    O final sugere que as duas crianças estavam brincando, e Edu volta para casa a pensar em Aninha e contando as caudas alaranjadas no céu, decidindo se compra flores ou pastéis.
    Sinceramente, não entendi.
    Nota: 5

  13. Ricardo de Lohem
    8 de março de 2016

    Olá, como vai? Fantasia tolkieniana na qual não falta nem (o) um anel. Tudo gira em torno da antecipação de alguma grande coisa que vai surgir, devido ao anel. Uma história de fantasia com tão pouco enredo explícito que fica difícil comentar alguma coisa; é mais uma protohistória que uma história completa. Fiquei muito, muito entediado, e isso é erro grave, já que uma história de fantasia tem que ser no mínimo divertida como um bom conto de fadas, é uma tarefa muito fácil fazer uma história prazerosa no gênero. Da próxima vez, tente pelo menos dar um pouco de felicidade para o leitor. Boa Sorte.

  14. Carlucci Sampayo
    6 de março de 2016

    O misto de inocência e fantasia; algo de improvável e de poder somente permitido à imaginação e o cenário urbano que deixa de existir, no meio do enredo, para dar vazão ao mundo fantástico dos elementais é inovador e bastante criativo. Todos os elementos apontam para uma insólita viagem dada pelas mãos amigas de Ana para Edu e este pequeno prazer em meio à obrigação da feira faz com que o tempo voe, na leitura e na história. Da credibilidade implícita lemos os laços da infância e da amizade; a necessidade de fantasia em meio ao mundo real e o segredo guardado em momentos, tornando o dia mais rico. Mesmo a menção dos aspectos reais ainda é suave e aponta apenas para o cessar da ilusão; porém, prometida para outro dia. Do mundo a que se vai ao rodar o anel no dedo, Aninha leva Eduardo como um espectador dos duendes, as crianças e o desconhecido; atravessar pontes e encontrar a beleza e a pureza, refletidas nas imagens que vão sendo dispostas aos olhos do leitor, nas descrições. O uso de antíteses, dúvidas e perguntas; as afirmações que pouco dizem e são suficientes; isto enriquece o enredo, possibilitando ao leitor estar dentro do conto.Fantasia na medida! Ótimo texto, parabéns! Minha nota é nove.

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Publicado às 5 de março de 2016 por em Fantasia - Grupo 4 e marcado .