EntreContos

Detox Literário.

Casa Tomada – Clássico (Julio Cortázar)

Cortázar-por-fernando-santiago

Gostávamos da casa porque, além de ser espaçosa e antiga (as casas antigas de hoje sucumbem às mais vantajosas liquidações dos seus materiais), guardava as lembranças de nossos bisavós, do avô paterno, de nossos pais e de toda a nossa infância.

Acostumamo-nos Irene e eu a persistir sozinhos nela, o que era uma loucura, pois nessa casa poderiam viver oito pessoas sem se estorvarem. Fazíamos a limpeza pela manhã, levantando-nos às sete horas, e, por volta das onze horas, eu deixava para Irene os últimos quartos para repassar e ia para a cozinha. O almoço era ao meio-dia, sempre pontualmente; já que nada ficava por fazer, a não ser alguns pratos sujos. Gostávamos de almoçar pensando na casa profunda e silenciosa e em como conseguíamos mantê-la limpa. Às vezes chegávamos a pensar que fora ela a que não nos deixou casar. Irene dispensou dois pretendentes sem motivos maiores, eu perdi Maria Esther pouco antes do nosso noivado. Entramos na casa dos quarenta anos com a inexpressada idéia de que o nosso simples e silencioso casamento de irmãos era uma necessária clausura da genealogia assentada por nossos bisavós na nossa casa. Ali morreríamos algum dia, preguiçosos e toscos primos ficariam com a casa e a mandariam derrubar para enriquecer com o terreno e os tijolos; ou melhor, nós mesmos a derrubaríamos com toda justiça, antes que fosse tarde demais.

Irene era uma jovem nascida para não incomodar ninguém. Fora sua atividade matinal, ela passava o resto do dia tricotando no sofá do seu quarto. Não sei por que tricotava tanto, eu penso que as mulheres tricotam quando consideram que essa tarefa é um pretexto para não fazerem nada. Irene não era assim, tricotava coisas sempre necessárias, casacos para o inverno, meias para mim, xales e coletes para ela. Às vezes tricotava um colete e depois o desfazia num instante porque alguma coisa lhe desagradava; era engraçado ver na cestinha aquele monte de lã encrespada resistindo a perder sua forma anterior. Aos sábados eu ia ao centro para comprar lã; Irene confiava no meu bom gosto, sentia prazer com as cores e jamais tive que devolver as madeixas. Eu aproveitava essas saídas para dar uma volta pelas livrarias e perguntar em vão se havia novidades de literatura francesa. Desde 1939 não chegava nada valioso na Argentina. Mas é da casa que me interessa falar, da casa e de Irene, porque eu não tenho nenhuma importância. Pergunto-me o que teria feito Irene sem o tricô. A gente pode reler um livro, mas quando um casaco está terminado não se pode repetir sem escândalo. Certo dia encontrei numa gaveta da cômoda xales brancos, verdes, lilases, cobertos de naftalina, empilhados como num armarinho; não tive coragem de lhe perguntar o que pensava fazer com eles. Não precisávamos ganhar a vida, todos os meses chegava dinheiro dos campos que ia sempre aumentando. Mas era só o tricô que distraía Irene, ela mostrava uma destreza maravilhosa e eu passava horas olhando suas mãos como puas prateadas, agulhas indo e vindo, e uma ou duas cestinhas no chão onde se agitavam constantemente os novelos. Era muito bonito.

Como não me lembrar da distribuição da casa! A sala de jantar, lima sala com gobelins, a biblioteca e três quartos grandes ficavam na parte mais afastada, a que dá para a rua Rodríguez Pena. Somente um corredor com sua maciça porta de mogno isolava essa parte da ala dianteira onde havia um banheiro, a cozinha, nossos quartos e o salão central, com o qual se comunicavam os quartos e o corredor. Entrava-se na casa por um corredor de azulejos de Maiorca, e a porta cancela ficava na entrada do salão. De forma que as pessoas entravam pelo corredor, abriam a cancela e passavam para o salão; havia aos lados as portas dos nossos quartos, e na frente o corredor que levava para a parte mais afastada; avançando pelo corredor atravessava-se a porta de mogno e um pouco mais além começava o outro lado da casa, também se podia girar à esquerda justamente antes da porta e seguir pelo corredor mais estreito que levava para a cozinha e para o banheiro. Quando a porta estava aberta, as pessoas percebiam que a casa era muito grande; porque, do contrário, dava a impressão de ser um apartamento dos que agora estão construindo, mal dá para mexer-se; Irene e eu vivíamos sempre nessa parte da casa, quase nunca chegávamos além da porta de mogno, a não ser para fazer a limpeza, pois é incrível como se junta pó nos móveis. Buenos Aires pode ser uma cidade limpa; mas isso é graças aos seus habitantes e não a outra coisa. Há poeira demais no ar, mal sopra uma brisa e já se apalpa o pó nos mármores dos consoles e entre os losangos das toalhas de macramê; dá trabalho tirá-lo bem com o espanador, ele voa e fica suspenso no ar um momento e depois se deposita novamente nos móveis e nos pianos.

Lembrarei sempre com toda a clareza porque foi muito simples e sem circunstâncias inúteis. Irene estava tricotando no seu quarto, por volta das oito da noite, e de repente tive a idéia de colocar no fogo a chaleira para o chimarrão. Andei pelo corredor até ficar de frente à porta de mogno entreaberta, e fazia a curva que levava para a cozinha quando ouvi alguma coisa na sala de jantar ou na biblioteca. O som chegava impreciso e surdo, como uma cadeira caindo no tapete ou um abafado sussurro de conversa. Também o ouvi, ao mesmo tempo ou um segundo depois, no fundo do corredor que levava daqueles quartos até a porta. Joguei-me contra a parede antes que fosse tarde demais, fechei-a de um golpe, apoiando meu corpo; felizmente a chave estava colocada do nosso lado e também passei o grande fecho para mais segurança.

Entrei na cozinha, esquentei a chaleira e, quando voltei com a bandeja do chimarrão, falei para Irene:

— Tive que fechar a porta do corredor. Tomaram a parte dos fundos.

Ela deixou cair o tricô e olhou para mim com seus graves e cansados olhos.

— Tem certeza?

Assenti.

— Então — falou pegando as agulhas — teremos que viver deste lado.

Eu preparava o chimarrão com muito cuidado, mas ela demorou um instante para retornar à sua tarefa. Lembro-me de que ela estava tricotando um colete cinza; eu gostava desse colete.

Os primeiros dias pareceram-nos penosos, porque ambos havíamos deixado na parte tomada muitas coisas de que gostávamos. Meus livros de literatura francesa, por exemplo, estavam todos na biblioteca. Irene pensou numa garrafa de Hesperidina de muitos anos. Freqüentemente (mas isso aconteceu somente nos primeiros dias) fechávamos alguma gaveta das cômodas e nos olhávamos com tristeza.

— Não está aqui.

E era mais uma coisa que tínhamos perdido do outro lado da casa.

Porém também tivemos algumas vantagens. A limpeza simplificou-se tanto que, embora levantássemos bem mais tarde, às nove e meia por exemplo, antes das onze horas já estávamos de braços cruzados. Irene foi se acostumando a ir junto comigo à cozinha para me ajudar a preparar o almoço. Depois de pensar muito, decidimos isto: enquanto eu preparava o almoço, Irene cozinharia os pratos para comermos frios à noite. Ficamos felizes, pois era sempre incômodo ter que abandonar os quartos à tardinha para cozinhar. Agora bastava pôr a mesa no quarto de Irene e as travessas de comida fria.

Irene estava contente porque sobrava mais tempo para tricotar. Eu andava um pouco perdido por causa dos livros, mas, para não afligir minha irmã, resolvi rever a coleção de selos do papai, e isso me serviu para matar o tempo. Divertia-nos muito, cada um com suas coisas, quase sempre juntos no quarto de Irene que era o mais confortável. Às vezes Irene falava:

— Olha esse ponto que acabei de inventar. Parece um desenho de um trevo?

Um instante depois era eu que colocava na frente dos seus olhos um quadradinho de papel para que olhasse o mérito de algum selo de Eupen e Malmédy. Estávamos muito bem, e pouco a pouco começamos a não pensar. Pode-se viver sem pensar.

(Quando Irene sonhava em voz alta eu perdia o sono. Nunca pude me acostumar a essa voz de estátua ou papagaio, voz que vem dos sonhos e não da garganta. Irene falava que meus sonhos consistiam em grandes sacudidas que às vezes faziam cair o cobertor ao chão. Nossos quartos tinham o salão no meio, mas à noite ouvia-se qualquer coisa na casa. Ouvíamos nossa respiração, a tosse, pressentíamos os gestos que aproximavam a mão do interruptor da lâmpada, as mútuas e freqüentes insônias.

Fora isso tudo estava calado na casa. Durante o dia eram os rumores domésticos, o roçar metálico das agulhas de tricô, um rangido ao passar as folhas do álbum filatélico. A porta de mogno, creio já tê-lo dito, era maciça. Na cozinha e no banheiro, que ficavam encostados na parte tomada, falávamos em voz mais alta ou Irene cantava canções de ninar. Numa cozinha há bastante barulho da louça e vidros para que outros sons irrompam nela. Muito poucas vezes permitia-se o silêncio, mas, quando voltávamos para os quartos e para o salão, a casa ficava calada e com pouca luz, até pisávamos devagar para não incomodar-nos. Creio que era por isso que, à noite, quando Irene começava a sonhar em voz alta, eu ficava logo sem sono.)

É quase repetir a mesma coisa menos as conseqüências. Pela noite sinto sede, e antes de ir para a cama eu disse a Irene que ia até a cozinha pegar um copo d’água. Da porta do quarto (ela tricotava) ouvi barulho na cozinha ou talvez no banheiro, porque a curva do corredor abafava o som. Chamou a atenção de Irene minha maneira brusca de deter-me, e veio ao meu lado sem falar nada. Ficamos ouvindo os ruídos, sentindo claramente que eram deste lado da porta de mogno, na cozinha e no banheiro, ou no corredor mesmo onde começava a curva, quase ao nosso lado.

Sequer nos olhamos. Apertei o braço de Irene e a fiz correr comigo até a porta cancela, sem olhar para trás. Os ruídos se ouviam cada vez mais fortes, porém surdos, nas nossas costas. Fechei de um golpe a cancela e ficamos no corredor. Agora não se ouvia nada.

— Tomaram esta parte — falou Irene. O tricô pendia das suas mãos e os fios chegavam até a cancela e se perdiam embaixo da porta. Quando viu que os novelos tinham ficado do outro lado, soltou o tricô sem olhar para ele.

— Você teve tempo para pegar alguma coisa? — perguntei-lhe inutilmente.

— Não, nada.

Estávamos com a roupa do corpo. Lembrei-me dos quinze mil pesos no armário do quarto. Agora já era tarde.

Como ainda ficara com o relógio de pulso, vi que eram onze da noite. Enlacei com meu braço a cintura de Irene (acho que ela estava chorando) e saímos assim à rua. Antes de partir senti pena, fechei bem a porta da entrada e joguei a chave no ralo da calçada. Não fosse algum pobre-diabo ter a idéia de roubar e entrar na casa, a essa hora e com a casa tomada.

………………………………

Texto publicado originalmente em “Bestiario” e extraído do livro “Contos Latino-Americanos Eternos”, Bom Texto Editora, Rio de Janeiro — 2005, pág. 09, organização e tradução de Alicia Ramal.

A ilustração é de Fernando Santiago.

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10 comentários em “Casa Tomada – Clássico (Julio Cortázar)

  1. Simoni Dário
    7 de abril de 2016

    Amei esse conto, intrigante de uma maneira fantástica, até o final fiquei tentando entender a loucurada toda, tenho tendência para análises psicológicas, cheguei a pensar que o casal estaria fugindo do incesto, que fantasamas da culpa os atormentavam, Muito bom mesmo, apesar de parecer maluco, uma delícia de conto!

  2. Wilson Barros Júnior
    4 de março de 2016

    A diferença entre os contos de fantasia para o realismo fantástico é que os primeiros tratam das conseqüências óbvias, imediatas da fantasia; o realismo fantástico, ou mágico, cria uma situação fantasiosa, mas se preocupa com as decorrências a um nível mais profundo, psicológico, filosófico ou social. Por isso se diz que o fantástico da América do sul foi uma reação aos contos de fada europeus, quase uma crítica, ou uma paródia.

    Por exemplo, em um conto de fantasia, tendendo para o terror gótico de Poe ou M R James, os moradores da casa invadida estariam aterrorizados, por seres sobrenaturais, por “Horlas” e vampiros. Aqui, não importa quem são, não importa de onde vieram, para onde vão, como em Lovecraft. O sobrenatural é inserido no real, simplesmente como o início de um conto onde o que interessa são nossos problemas reais.

    Nos contos tradicionais de fantasia, mesmo que o real tenha que ser inserido, o principal são as questões sobrenaturais: o cálice de fogo, os hobbits, o anel de Erreth-Akb na Tumba de Atuan. Muito diferente da metamorfose de Kafka, conto troncal do realismo mágico: Gregor Samsa acorda transformado em um inseto, e pronto. O resto é a vida real, ninguém se interessa porque aconteceu isso com ele, nem com o feiticeiro que o amaldiçoou…

    Por isso, muitos não gostam do realismo fantástico: vem em busca de uma coisa e encontram outra. Não há um enredo, não há um drama sobrenatural aparente. Muitos acham pura besteira.

    Acredito que o conto de Cortázar, para ser apreciado, tem que se lido no sentido a que se propõe. Não é um como um conto de Neil Gaiman ou Lovecraft, publicados aqui, esses de pura fantasia, porque valorizam puramente os aspectos irreais. Mesmo quando adentram nos aspectos reais, sempre o fazem sobre óticas sobrenaturais, que sempre preponderam.

    Considero “A casa tomada” um bom conto, sobre o tema “expulsão”, com um toque fantástico: ninguém sabe quem está expulsando. E na realidade(!), de uma forma ou de outra, é isso que acontece na maioria das vezes.

    Encontrei apenas dois erros: um de tradução (“persistir sozinhos nela” deveria ser “permanecer sozinhos nela”) e um de digitalização (“lima sala com gobelins” deveria ser “uma sala com gobelins”). No mais, está entre os meus favoritos. Como diz o Fábio, boa sorte no desafio.

  3. Fabio Baptista
    4 de março de 2016

    Segunda leitura feita.

    Achei ainda mais bem escrito.
    E ainda mais entediante…

    Boa sorte no desafio! 😀

  4. Eduardo Selga
    4 de março de 2016

    Por que esse conto tem qualidade literária e é considerado um dos maiores do insólito latino-americano? Dentre as várias causas, temos a camada de indefinição presente na narrativa. Afinal, é bom que se diga, ao texto literário cabe fundamentalmente sugerir, muito mais do que afirmar. Isso pode causar incômodo no leitor treinado em leitura de textos nos quais tudo é dito e redito, explicadinho; como num roteiro televisivo ou fílmico, não há espaço para espaços em branco que não se preenchem.

    O insólito latino-americano muitas vezes trabalha com o inconcluso, deixando por conta do leitor a exaustiva tarefa de elaborar possibilidades.

    Essa narrativa do Cortázar não é, de imediato, fantástica, mágica ou surreal. Ao contrário, possui um tom realístico, que vai gradativamente cedendo ao insólito, abrindo espaço a uma das constantes desse tipo de narrativa: um comportamento das personagens que não se coaduna com a estranheza da situação, se a referência for o mundo real. Nesse ponto o leitor estranha, e pode até equivocadamente supor falta de verossimilhança. É um equívoco porque ela existe, mas o texto trabalha com o verossímil do insólito, em que o lógico e o ilógico se misturam, em que universos aparentemente contraditórios se harmonizam. Não cabe, portanto, pedir que um conto como este seja obediente à verossimilhança externa.

    Aos poucos o narrador informa que a casa na qual vivem os personagens é tomada, como fosse uma ocupação de território que se desse em etapas. Curiosamente, e ao contrário do que seria esperável, os donos da casa não reagem à invasão. Ao contrário, eles vão se acovardando, se encolhendo, chegando ao ponto de abandonarem a casa. Por quê a inércia? O texto, propositadamente, não explica, e é nesse espaço que o leitor entra o conto e na casa, mas não como o leitor passivo, que aguarda o desenrolar dos fatos, ansioso por uma reviravolta, uma pirueta narrativa: também ele é autor, na medida em que supre o vácuo.

    A depender da interpretação, os que tomam a casa podem ser fantasmas (e o primeiro parágrafo reforça a hipótese). Ou não. Podem ser, por exemplo, a expressão de algum medo que habita a alma dos irmãos. Por isso não reagem, por isso os invasores não têm rosto. Os invasores podem não ter uma “materialidade”, se a interpretação do leitor entender que eles são a alegoria da dinâmica da vida, que sempre expulsa os sujeitos, de algum modo, em algum instante. Expulsão do lugar de conforto, por exemplo.

    • Eduardo Selga
      4 de março de 2016

      CORRIGINDO PONTUAÇÃO E ACRESCENTANDO PALAVRAS NO FIM DO PRIMEIRO PARÁGRAFO: explicadinho. Como num roteiro televisivo ou fílmico, nesse tipo de texto não há espaço para espaços em branco que não se preenchem.

  5. Brian Oliveira Lancaster
    3 de março de 2016

    Não faz muito meu estilo, mas gosto dessas camadas subjetivas em textos cotidianos. É aberto a varias interpretações, como já mencionado, os “empurrões” obrigatórios da vida, sem escolha. Dito isso, é um conto para quem gosta de narrativas do dia a dia, com seus inúmeros detalhes despercebidos. Às vezes é bom lermos algo “normal” para treinar a interpretação e captação de ideias escondidas.

  6. Gustavo Castro Araujo
    1 de março de 2016

    Eu gostei muito do conto. É uma narrativa simples em sua construção, mas que mergulha profundamente na solidão dos irmãos. Mais do que isso, a interdependência é percebida pelas repetidas menções às agulhas de tricô e às obras de literatura francesa. Isso traduz uma melancolia onipresente, até mesmo pela maneira como o mundo dos dois vai se fechando à medida que perdem os espaços da casa. Em certo ponto, é possível imaginar que os personagens eram fantasmas, antigos moradores, talvez, agora expulsos de sua residência pela chegada de gente nova. Uma metáfora para vida, especialmente para a fase derradeira, se pararmos para pensar.

  7. Fabio Baptista
    1 de março de 2016

    Vou ler de novo pra tentar captar algo que provavelmente deixei escapar pelo caminho, mas… a primeira impressão foi tipo WTF???

    Ou, em outras palavras (em português mais claro, alguns diriam): não entendi p0&&@ nenhuma.

    Bem escrito, as descrições são muito boas e tal. Mas é morno. E sem sentido.

    Talvez eu queime a língua numa segunda leitura (e até espero que isso aconteça). Mas, a princípio, foi um dos que menos gostei aqui nas Terças clássicas.

  8. Eduardo Selga
    1 de março de 2016

    Duas vezes Cortázar com poucos dias de intervalo. Não, não se trata de queixa, antes pelo contrário. Gostaria, inclusive, de ver nas publicações de terça maior espaço à literatura insólita latino-americana (a brasileira inclusa), pois ela não tem as mesmas características estetísticas do fantástico europeu, no mais das vezes.

    • EntreContos
      1 de março de 2016

      Oi, Eduardo! Pelo menos aqui no site este é o primeiro texto do Cortázar que publicamos.

      No que diz respeito às publicações, procuramos contemplar todos os gostos e vertentes, seja em nível mundial, seja regional, seja nacional. Creio que nossa colação de clássicos reflete bem esse ecletismo. Ora preferimos tal estilo ou autor, ora preferimos outros.

      De todo modo, vamos ficar atentos para que essa rotina prossiga de maneira a contemplar as suas preferências, ao menos de quando em quando.

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Publicado às 1 de março de 2016 por em Clássicos e marcado .