EntreContos

Detox Literário.

Mesmo que custe sua alma (Fabio Baptista)

alma

Ao norte do meu reino, perto o suficiente do mar para se ouvir o espumar das ondas e o grasnar esfaimado das gaivotas, existe um aglomerado de colinas, tão imponentes que os clérigos costumam dizer que foram criadas pelos deuses numa noite de orgia particularmente inspirada, nos tempos em que o mundo ainda era jovem. Eu acho isso uma grande bobagem, mas, seja como for, essas pedras escarpadas e traiçoeiras, de um cinza carrancudo onde até o limo parece ter medo de subir, são de natureza arredia, tiram a coragem do coração dos fracos ao primeiro vislumbre, quebram ossos e ceifam a vida dos incautos que ousam subestimá-las. Entretanto, assim como as melhores donzelas, oferecem néctares e delícias sem igual aos poucos que conseguem sobrepujar seus embustes – já vi muitas coisas na vida, mas nenhuma se compara à visão que se tem do mundo no topo das colinas ao norte do meu reino.

Um bom lugar para morrer.

* * *

Este conto faz parte da coletânea “Devaneios Improváveis“, Quarta Antologia EntreContos, cujo download gratuito pode ser feito AQUI.

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30 comentários em “Mesmo que custe sua alma (Fabio Baptista)

  1. Pedro Luna
    2 de abril de 2016

    Bom, a realidade é que eu não esperava ganhar esse desafio. E após ler esse conto, sei que não ganharei..rs. Mas de boa, que bom que um bom texto pode ser o vencedor. To na torcida, pois esse foi meu preferido.

    Uma boa história, personagens duros, violência, fidelidade aos costumes brutais de tempos passados e histórias clássicas de fantasia, criaturas, a inserção das imagens, que ficou bem bacana (ainda que isso não conte pontos comigo, só olho o texto, a não ser que as imagens complementem o conto de forma sólida, e não só sirvam como ilustração), magia negra no meio, e um protagonista filho da puta e sem coração que não poupou nem a filha e o neto. Isso é fantasia medieval/ violenta.

    Tudo isso no mesmo conto e não ficou nenhum pouco chato e confuso. O autor fez com maestria. Excelente leitura.

  2. Piscies
    1 de abril de 2016

    CACETADA esse desafio já está valendo a pena só por causa deste conto e de mais um que eu li faz algum tempo, rs rs rs.

    Está difícil falar deste texto sem ser puxa-saco! O autor com certeza conhece seus caminhos na fantasia medieval, cheio de referências a Dungeons and Dragons e até Final Fantasy (sei lá, eu sempre vejo os “barcos voadores” como uma coisa de Final Fantasy, rs rs rs).

    A ideia de narrar um texto épico assim através dos olhos de um vilão na sua totalidade foi incrível. É impossível concordar com os atos de Arunor, mas também é impossível não ter allguma simpatia pelo homem invencível que ele é. INcrível como o autor conseguiu que eu sentisse alguma ligação com este verdadeiro monstro!

    A escrita está fantástica. A trama também. Os personagens são bem trabalhados, e até o fato de Eliane mal ser comentada na trama tem algum peso: afinal, a trama é narrada por Alan e ele mal notava a própria filha.

    Um conto incrível! Parabéns! Um dos melhores do certame, com certeza!!

  3. Wilson Barros Júnior
    1 de abril de 2016

    O conto começa como uma parábola, um “conto de duas cidades”. A ação se desenrola bastante rápida, típica dos contos medievais, florestas e monstros. Uma bruxa dá um toque bem “Macbeth”. O relacionamento entre o conquistador e o conquistado, ainda que descrito brevemente, é bem feito, lembrando-me o conto “As Linguagens de Pao”, de Jack Vance. O caráter do herói é marcante, bem delineado, e bastante coerente com o final. Bom conto, parabéns.

  4. Emerson Braga
    1 de abril de 2016

    Uma única queixa, o clichê: “…nos tempos em que o mundo ainda era jovem”. Por mais belo e sonoro que pareça, um clichê sempre será um clichê.
    Quanto ao restante da história, o que dizer? Escrita controlada, de quem sabe o que está fazendo. Condução inteligente da trama, períodos costurados com sabedoria. Digna de aplauso a gênese de um crápula revelada através de seu conto.
    Devo confessar que a passagem que narra o jovem rei matando trolls para vingar a morte não do pai, mas a de seu cavalo, é emblemática. Isso revela muito dos sentimentos do jovem rei por seu finado pai.
    Em pensar que tudo começou com um tapa? Que monstro o cara se tornou! E o final! Simplesmente arrebatador!Grande conto! Boa sorte.
    NOTA: 9,6

  5. Gustavo Castro Araujo
    30 de março de 2016

    Este conto tem uma estrutura semelhante a “O Lobo de Jaih”, em que a vida do protagonista – ascensão, queda e retorno – serve como fio condutor. Na medida em que desperta interesse, contudo, também apresenta os mesmos defeitos, tentando comprimir anos e anos de acontecimentos em 4 mil palavras.

    Arunor é um personagem com muito a dizer, oscilando entre o bem e o mal, dividido entre a necessidade de obter conquistas a todo custo e um amor latente pela família. No final, apesar de tudo, escolhe ombrear com o legado familiar, mesmo que isso tenha custado seus bens mais preciosos.

    Creio que funcionaria melhor num texto de dez mil palavras ou mais. Aqui não há tempo para que o leitor se afeiçoe a ele, para que se identifique com ele, torça para que ele se dê bem ou para que, no instante derradeiro, poupe sua família. Tudo acontece rápido demais, como numa dessas histórias que se contam em acampamentos. Sim, é legal, mas poderia ser bem mais legal. A fantasia é bem explorada e as menções aos seres fantásticos ajudam a criar um clima “além da imaginação”.

    No entanto, percebe-se que a real intenção do autor é colocar diante de quem lê um dilema existencial que não chega a ocorrer dada a aceleração da narrativa.
    O texto é bem escrito e faz com que a leitura flua sem sobressaltos, mas isso não é suficiente para transformar esta boa leitura em algo memorável.

    Nota: 8,0

  6. Gustavo Aquino Dos Reis
    29 de março de 2016

    Isso é uma epopeia. Um conto muito bem escrito, genuinamente imbuído de correntes da alta fantasia e da dark fantasy. Gostei muito. Ele é extenso, e atravessa a infância, a adolescência e a maturidade de um anti-herói. Eu só achei extremamente regionalista o sotaque da entidade da floresta (bruxa) e isso deu uma quebrada nos diálogos.

    Porém, é um trabalho de muito peso. Parabéns.

    Boa sorte no desafio.

  7. Wender Lemes
    28 de março de 2016

    Olá, Alan. Seu conto é o segundo que avalio nesta fase final.

    Observações: a trama é concisa e adequada ao tema, mas, como ocorreu com outros contos que também focaram-se muito no tema, senti certa dificuldade de desenvolver empatia em relação aos personagens. Acho que a preocupação ao criar o cenário com monstros, reinos, guerras e demais atributos que remetessem à Fantasia tomou um espaço que poderia ser usado para aprofundar os personagens.

    Destaques: o universo criado é muito rico e abre espaço para um trabalho ainda maior; a ortografia é impecável, no que pude notar; os elementos da fantasia são amplamente explorados.

    Sugestões de melhoria: sugiro buscar mais equilíbrio nessa questão cenário/personagem. Acredito que tenha encarado um dilema entre a adequação ao tema ou o desenvolvimento do personagem dentro do limite que tinha para o conto. Após o certame, por outro lado, você terá liberdade de explorar melhor a personalidade questionável do seu protagonista, transformando a morte da família em algo mais complexo que a carnificina por si só, por exemplo.

    Parabéns por ter chegado à fase final e boa sorte.

  8. phillipklem
    28 de março de 2016

    Boa noite.
    Seu conto me perturbou pela perversidade do protagonista, mas está, de fato, brilhantemente escrito.
    Sou humilde o suficiente para admitir que não gostei da história por simples questão de gosto pessoal, mas que você escreve com maestria e perfeição, com uma bela ênfase na construção de personagens.
    Meus parabéns, autor. E boa sorte.

  9. Catarina Cunha
    28 de março de 2016

    O COMEÇO é chato, descritivo demais, assim como os diálogos pobres. As ilustrações excessivas atrapalharam a leitura. No entanto a VIAGEM é extremamente forte e complexa. Depois do diálogo com o pai, o autor (a) manteve o FLUXO em rédea curta e intensa e soube desenvolver um personagem marcante. Juraria sobre o túmulo de Marcel Proust que esta odisseia tem mais de 10.000 palavras; só que não. Um conto chato e enorme, mas uma pequena e brilhante novela que daria um bom roteiro (a ser muuuuito trabalhado) para filme voltado para o público adolescente. FINAL épico. 8,5

  10. Pedro Teixeira
    25 de março de 2016

    Olá, autor(a)! Um conto muito, mas muito bom mesmo. O protagonista é muito bem construído, assim como o universo em que a estória, narrada de forma brilhante, se passa . O final é um soco no estômago. Toda a estupidez da guerra, é narrada de um modo que causa uma forte impressão. O único ponto que não funcionou tão bem, pra mim, foi o aparecimento da bruxa,soou um pouco superficial. De resto, um conto primoroso. Parabéns pela participação!

  11. Anorkinda Neide
    25 de março de 2016

    Muito bem!!
    Um conto muito bem executado, com figurinha e tudo.. rsrs
    Um enredo completo e fechado, surpreende e enterte. Parabens.
    Só nao simpatizei muito como apego do protagonista com as palavras do pai, a ponto de assassinar a própria filha… 😦
    Mas é coisa minha, não sei..encasquetei!
    Um abraço e parabens pela classificação!

  12. Renan Bernardo
    24 de março de 2016

    Excelente! Muito bom mesmo! Gostei da mescla com steampunk e cultura japonesa. O personagem principal é cativante (odeio ele) e o final é tocante. Bom ver que o conto não seguiu nenhum caminho esperado. Me surpreendeu bastante.

    Parabéns!

    Nota: 10

  13. Simoni Dário
    23 de março de 2016

    Olá Alan
    Você narra com estilo e mestria, prende a atenção durante a leitura, traz muita ação no seu texto, mas em minha opinião deixou a desejar no final. É impactante esse fim, sim, mas por alguma razão não gostei, é como se você tivesse bala na agulha pra fazer algo melhor, e o título entrega o fim. Outro porém é que elmos, trolls, ogros são personagens usados em histórias de fantasia por aí, então prezo quando também os personagens são inéditos, inventados pelo autor, com características criadas por ele, ainda que use daqueles mesmos personagens já conhecidos no mundo da fantasia.
    Enfim, a narrativa é de excelente qualidade, a inteligência e fluidez no texto são evidentes, apenas destaco aquilo que não apreciei tanto, por pensar diferente simplesmente. De qualquer modo, você é um ótimo escritor, criou uma aventura e tanto e está de parabéns!
    Bom desafio!

  14. Claudia Roberta Angst
    23 de março de 2016

    Conto longo, hein? As ilustrações ficaram bem adequadas ao tema, assim como a narrativa, é claro. Fantasia… dos infernos! Que rei malvado esse que prefere cumprir uma promessa feita ao seu pai do que salvar filha e neto do sofrimento.
    Está bem escrito e não encontrei lapsos de revisão, somente uma vírgula aqui e ali, mas isso é implicância minha.
    O tema não me agrada, mas até que me interessei pelo enredo. Batalhas sangrentas, trolls fatiados, bruxa que já foi fada, muitos elementos para compor uma história de ação, a epopeia de Alan Arunor.
    Não poupou a criancinha, pelo contrário, nem diminuiu o seu sofrimento, deixando o menino queimar. Mas se o rei precisava perder a sua alma para defender o seu reino, conseguiu.
    Boa sorte!

  15. Laís Helena
    21 de março de 2016

    Narrativa (1,5/2)
    Gostei da narrativa, especialmente no começo, em que você ressaltou vários detalhes e me fez sentir dentro da história. Durante o restante do conto, sua escrita continuou boa, mas senti que em alguns trechos (a morte do pai, o assassinato de Shigheo, por exemplo), a narrativa ficou muito apressada. Esses trechos mereciam ser tão detalhados quanto o início.

    Enredo (1/2)
    Eu gostei do modo como você mostrou a corrupção gradual do personagem e toda a batalha com a outra cidade. Entretanto, acho que ficou coisa demais para 4 mil palavras, e diversos elementos que tornariam sua história ainda mais interessante foram tratados de maneira apressada.

    Personagens (1,5/2)
    Como já disse, gostei do personagem e da maneira como você o explorou. Entretanto, senti que você poderia ter explorado mais a relação dele com o pai morto, sua obsessão em não desonrar os antepassados, o ódio pela população de Nyrzuth e até mesmo pelos mestiços. São coisas que teriam fortalecido ainda mais a caracterização e desenvolvimento do personagem.

    Caracterização (2/2)
    Gostei da caracterização desse universo, com os monstros, a bruxa e o contraste de uma cultura de tecnologia mais rudimentar com uma de tecnologia mais avançada. Dentro do conto, esses elementos foram bem utilizados e apresentados de forma coerente.

    Criatividade (2/2)
    Gostei da história mais focada no personagem e da caracterização desse universo.

    Total: 8

  16. Rubem Cabral
    21 de março de 2016

    Olá, Arunor.

    Muito bom o conto. Bem construído o personagem principal, dentro do espaço disponível. A mistura de referências ficou muito boa na maior parte das vezes, mas um pouco mais forçada em outras. Exemplo: trolls + orcs + anões = universo clássico de fantasia medieval, mas combinaram bem com os samurais e seus dirigíveis. No entanto, não considerei que a religião judaico-cristã com seus anjos e demônios e a feiticeira velha que falava como mãe-de-santo e fazia voodoo tenham se encaixado tão bem quanto o restante, talvez se houvesse mais espaço e um pouco de background das origens de tais coisas, isso ficaria mais orgânico.

    A visita à bruxa poderia talvez ter sido narrada em flashback depois dos assassinatos da filha, do neto e do genro, , trazendo maior surpresa ao desfecho tão cruel.

    O excesso de ilustrações deixou o texto um tanto poluído.

    Nota: 8,5.

  17. Rodrigues
    20 de março de 2016

    A saga é sensacional. Desde o início, onde o ódio passa de pai para filho como uma herança, até os desdobramentos que causam as guerras, maldições, estupros, o conto mantem-se apoiado a um sólido pilar que segura bem a trama e não deixa pontas soltas. Gostei da inserção da velha e da falta de sentimentos do protagonista, algo bem executado e que não me pareceu falso, dá pra sentir a raiva e ouvir o coração oco do cara. Nesse conto, o escritor pegou elementos diversos de um mundo, como orcs, espadas, conselheiros, cavalos, ogros, e manipulou-os com maestria, gerando uma boa história. Ao meu ver, apesar de muito bem escrito e amarrado, faltou aí algum tipo de estranhamento, algo que elevasse o texto do lugar comum, mas isso seria ousar e provavelmente construiria certa parede de críticas referente aos conservadores, algo bastante ruim em um concurso. Mas não tenho como negar o talento desse escritor.

  18. André Lima dos Santos
    19 de março de 2016

    Um bom conto. Com uma excelente resolução, um clímax do segundo ato bem interessante e um clímax final bom. Faltou uma linha mestra mais firme, ao meu ver. Em dado momento do conto, me entediei por ler cenas que pareciam desconexas (Algumas se conectaram no final, para meu alívio), mas a boa trama e a boa habilidade de escrita do autor compensaram.

    Conto muito bom.
    Boa sorte no desafio!

  19. Bernardo Stamato
    18 de março de 2016

    Se as colinas são tão únicas, mereciam um nome.
    Misturar narrativa direta e indireta ficou estranho
    Excesso de adjetivos, prolonga a narrativa sem necessidade.
    O protagonista é rei, mas se refere ao próprio povoado como “cidade” e não como reino. Parece uma incoerência, pois reis governam mais do que uma única cidade – a não ser que seja um caso específico que não foi explicado ao longo do texto.

    Tirando esses detalhes, a história é excelente. Faz tempos que não lia uma tragédia tão bem elaborada, certamente renderia um livro completo.

    Nota 6,5.

  20. Daniel Martins
    18 de março de 2016

    Mesmo que custe sua alma é uma obra que me chamou demais a atenção. Uma história daquelas que dá vontade
    de ler mais, de chegar ao final mais, rápido, com várias tramas, viradas e ação.
    O autor conseguiu colocar muita história num espaço pequeno sem ficar corrido ou faltando explicação.
    escrita exemplar.

  21. Leonardo Jardim
    18 de março de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 História (⭐⭐⭐⭐⭐): muito boa, gostei muito! Teve um ótimo desenvolvimento, com início, meio e fim. Informações bem cadenciadas, jogadas no momento certo, como a apresentação da velha da floresta. E um fim bem fechado com o início e com o título. Não vi defeitos nesse quesito.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐⭐▫): direta, bem narrada em primeira pessoa, passou com eficácia a mente do narrador e me prendeu do início ao fim. Não vi nenhum erro de revisão, mas não ganhou as cinco estrelas pois costumo dá-las apenas qdo o autor consegue unir narração fluida (como no seu texto) com figuras de liguagem apuradas (não as vi muito aqui). Mas não ser preocupe, pois é uma ótima avaliação.

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): o texto utiliza elementos comuns de fantasia (orcs trolls, etc.), mas traz algumas doses de novidade (os reinos divididos pelo mar, os dirigíveis, etc.)

    🎯 Tema (⭐⭐): fantasia clássica!

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐⭐▫): como já adiantei, gostei muito do texto, fiquei preso e o fechamento final com o título ficou legal. O impacto total (cinco estrelas) é reservado, porém, para textos que me deixem incomodados após o fim. Esse foi uma ótima história e teve um bom impacto, mas não completo.

  22. ram9000
    17 de março de 2016

    A historia está adequada ao tema. Achei no geral o conto um bocado longo; poderia dar uma polida, principalmente em alguns diálogos, para deixar somente o essencial.

    O enredo é bom, porém sem grande emoção. As personalidades estão bem definidas.

  23. vitormcleite
    16 de março de 2016

    Gostei muito do teu texto e penso que será um dos finalistas. Adorei a voz da velha e os desenhos, muitos parabéns. O enredo estava perfeitamente enquadrado com o tema, e só me pareceu ter escapado uma gralha em lugar de “e” saiu um “a” em “Os dirigíveis iam a vinham” mas nada que desviasse o conteúdo. Com muita facilidade consegues transformar este conto num romance interessante, já tens as linhas gerais da história, por isso força. Muitos parabéns.

  24. Eduardo Velázquez
    14 de março de 2016

    Excelente texto. As descrições estão ótimas e os diálogos também. História muito interessante e original. Também gostei do final, apesar de ser bem trágico. Nota: 9.

  25. Thomás Bertozzi
    13 de março de 2016

    Bem amarrado e consistente. Alguns elementos foram bem colocados no início e no final do conto (boneco de barro e o conselho do pai, por exemplo)

    Nota: 9,0

  26. Carlucci Sampayo
    13 de março de 2016

    Um conto surpreendente! Forte, com um tema muito bem explorado: ódio, vingança, o temor reverencial e a relação paterna dividida e presa ao passado. Uma história densa e muito bem construída. Detalhes de batalhas e de arsenais muito bem descritos, os cenários que se revezam de maneira correta e bem relacionada ao movimento que imprime ao personagem central. Uma bela saga, se posso assim dizer e contém todas as emoções humanas em xeque; a racionalidade e o poder em jogo, o amor combatido e desvelado porém, a honra sem moral que permeia toda a personalidade do personagem. Hibrido em emoções, desperta muita atenção e prende ao leitor, que, curioso pelo tom épico e trágico, de forma quase leve, vai se familiarizando com os cenários e sua importância na construção do enredo. Magnífico, muito bem escrito. Considero brilhante a composição. Nota 10.

  27. Davenir Viganon
    11 de março de 2016

    Olá Alan Arunor.
    Fizeste uma mistura de um reino meio Tolkien + um reino “steampunk” japonês. Ficou muito bacana. O que mais gostei foi a história, linear, empolgante. Senti que tua preocupação é em contar uma boa história, mas também achei que tuas escolhas narrativas buscaram ir pelo caminho mais seguro. Isso não é ruim, só não foi o suficiente para me empolgar.
    A escrita simples, estava fluida para mim. O personagem cruel e atormentado e as escolhas dele (que o colocam na galeria dos FDP kkk) ficaram interessantes. Foi uma boa aventura. Em comparação com as outras histórias do grupo 2, não é a mais profunda, mas terminei a leitura satisfeito com o que li.
    Parabéns e boa sorte no desafio.

  28. JULIANA CALAFANGE
    9 de março de 2016

    Caramba, vc escreveu exatamente 4 mil palavras! Mas acho q podia ter contato a mesma história com muito menos. Acabou ficando um pouco cansativo, muitas descrições, o uso daquelas palavras típicas de histórias do gênero, mas nem sempre necessárias. No geral, foi um bom conto, a saga de Alan Arunor e sua estupidez implacável! rsrs Parabéns!

  29. Brian Oliveira Lancaster
    7 de março de 2016

    OGRO (Objetivo, Gosto, Realização, Ortografia)
    O: Apesar da sensação de “abraçar o mundo com duas mãos”, a atmosfera é muito boa, competente. Consegue misturar conceitos fantásticos com toques de steampunk. Infelizmente, a mistura não ficou tão homogênea. – 8
    G: O texto não se decide entre relato e narração visceral. O enredo e a ideia geral, bem como o final, são ótimos. Mas a execução deixou um tantinho a desejar. Apesar das figuras fazerem o papel de capítulos, anos e décadas passam muito rápido, bem como acontecimentos importantes que deveriam ter maior desenvolvimento. Talvez, se o texto se desenvolvesse realmente como alguém escrevendo suas memórias, as lacunas ficariam mais fáceis de serem preenchidas. – 7,5
    R: A divisão de figuras foi criativa, mas muitos já fazem isso por aqui. Reafirmando o que disse acima, o início e o final são excelentes, mas o desenvolvimento pede mais “fôlego”, foco. A parte da visão de terras distantes e seu futuro ataque já dariam uma ótima história, sozinha. A parte da filha e das caravelas achei um tanto apressada. – 7,5
    O: Escrita tranquila, boas construções e alguns eufemismos bem utilizados. Um ou outro paragrafo podiam ser “descolados”, mas nada que atrapalhe a experiência. – 8
    [7,8]

  30. Evandro Furtado
    6 de março de 2016

    A história começou meio trama daquele filme do Shrek que ninguém se lembra com a participação da Bruxa Baratuxa. Só faltou alguém dizer parangaricutirimirruaro. Depois se desenvolveu pra revelar um dos caras mais filhos da puta já descritos. Típico. Gostei de certas inovações quanto a personagens e equipamentos. Fiquei pensando em um mar de Leviatãs. Porra, um só já seria responsável pelo fim do mundo, imagina um mar cheio deles.

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Publicado às 5 de março de 2016 por em Fantasia - Finalistas, Fantasia - Grupo 2 e marcado .