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Literatura que desafia.

A morte de Ahasverus (Sonia Rodrigues)

judeuerrante

Ahasverus não acreditou na maldição de Cristo nos primeiros dez anos após a crucificação. Até que caiu de um precipício. Chegou ao pé da montanha com leves escoriações e nada mais.
Acenou para os companheiros de viagem e fez uma fogueira para o acampamento da noite enquanto esperava por eles. Que finalmente chegaram, olharam para ele incrédulos e se afastaram com horror, a murmurar:
– Quem poderia resistir a um tombo de tamanha altura?

– É então verdade, como não suspeitamos antes?

– Ele nunca fica doente, e, nas epidemias, os médicos o chamam para auxiliar, já que ele sempre escapa…
– Não envelhece, está tão moço quanto o próprio filho…

– Foi mesmo amaldiçoado…

O pobre judeu, deixado a sós, pela manhã retornou à casa, que encontrou vazia. A família, expulsa pela comunidade, fugiu sem querer mais contato com ele. A mulher e os filhos foram viver com alguma dignidade longe dele, o maldito, o que não envelheceria, o que não morreria.

Neste dia começou o sofrimento de Ahasverus. Ah, como sentia-se envergonhado, como sentia-se só!

Saindo de sua terra natal, ele começou, disfarçado, a procurar trabalho e amigos de cidade em cidade, e, a cada quinze ou vinte anos, mudava-se, pois a notícia de um homem que não envelhecia atraía a atenção das pessoas, e o comentário ‘ é ele, é o amaldiçoado que negou ajuda a Cristo’  logo se espalhava.
Resolveu aprender um ofício ambulante, e, como ajudava ocasionalmente os médicos, optou pela medicina; tornou-se um médico sábio, tendo que ter o cuidado, de tempos em tempos, de mudar seu nome, para não despertar suspeitas, e nunca mais se casou.

Sendo a medicina uma profissão rendosa, conseguia amealhar dinheiro bastante para recomeçar a vida como um jovem herdeiro, a cada duas ou três décadas. Adquiriu gosto aos estudos, e freqüentando ocasionalmente alguns outros cursos, aprendeu um pouco de música, línguas estrangeiras, leu muitos livros, e começou a colecionar coisas que, eventualmente, pudessem se tornar valiosas no futuro, como moedas, livros, objetos de arte. Afinal, era um judeu, e zelava por seu patrimônio.
Dois séculos se passaram e ele estudara tanto que precisava ocultar sua sabedoria dos colegas, e a convivência com as pessoas simples cada vez mais lhe era penosa.
Veio então um período de grande tédio, em que nada parecia valer a pena na vida, e ele, então, deu para tentar o suicídio. Em vão. Nenhuma ponte era alta o bastante, nenhuma fera agressiva o suficiente, nenhum veneno tão poderoso que pudesse tirar-lhe a vida. Como chorasse desconsoladamente por semanas a fio, acabou por ser internado em um hospício, lugar tão horrível, que se viu logo motivado a recuperar rapidamente a saúde mental e a alegria de viver.

Internou-se então em um mosteiro e começou a estudar alucinadamente os textos sagrados que na juventude recusava ouvir. O cristianismo tornara-se religião oficial no Império Romano e a multidão de mártires se entregava ao sacrifício no Coliseu. Ele perguntava-se se o humilde carpinteiro de Nazaré teria alguma idéia do impacto de seus sermões nos séculos vindouros.
Começou a perceber a força da fé, fosse o que fosse que esta palavra significasse. Inclusive na cura milagrosa de doenças fatais.
A Idade Média o encheu de horror. Como um estudioso, um sábio como ele, poderia resistir à Inquisição? Não poderia. Pior eram as superstições, os falsos astrólogos, as profecias mais descabidas que pululavam de um canto a outro, instigadas pela intolerância da Igreja.

Migrou para o Oriente, em busca de novas idéias, e conheceu a Ásia toda. Aprendeu cantonês e mandarim – tinha tempo de sobra para isso. Foi à Índia, viveu em mosteiros, meditou, tornou-se yogue, e por fim fez-se mercador para retornar à Europa – rico.
Tendo a humanidade progredido, lançava-se o homem às grandes navegações.

Para um espírito inquieto e solitário, estava ali um atrativo. Fez-se Ahasverus ao mar.

Escapava sempre de todos os naufrágios, miraculosamente. Sua fama de bom marinheiro se espalhava e acompanhou navegantes de todas as nacionalidades a todos os cantos do mundo.

O judeu proscrito ganhou novo ânimo. Pensara já ter visto de tudo na terra. Não vira.

Na Austrália encontrou um animal de pelos com bico de pato que botava ovos. E viu as mamães cangurus com seus filhotes na barriga. Curioso, arriscou-se em viagens e mais viagens ao redor do mundo. Esteve no Endeavour com o capitão Cook, dançou com as mulheres da Polinésia, comeu fruta pão, fugiu apavorado da dança de guerra dos maoris e jogou bumerangue para caçar seu almoço. Subiu o rio Amazonas com Américo Vespúcio, acompanhou Darwin em sua expedição às ilhas Galápagos, pendurou-se nas pontes suspensas dos incas, nos Andes, e um dia encontrou-se, cara a cara, com um calendário maia. Trabalhava nessa época para um arqueólogo versado em astronomia e matemática.
Ahasverus, em criança, não tivera habilidade para cálculos, porém setecentos anos de exercícios acabam por colocar algum entendimento no cérebro do aluno menos dotado; assim, ele pode compreender a beleza daquelas pedras que giravam em torno de dois eixos, acoplando o ciclo lunar ao solar e permitindo assim, o cálculo exato dos dias por séculos e séculos sucessivamente. Maravilhou-se com o conhecimento maia dos eclipses do sol, da lua, de Vênus. E, principalmente, maravilhou-se com o fato de o calendário ter um fim.

E o fim se daria, exatamente, pelos cálculos de seu companheiro arqueólogo, no dia 21 de dezembro de 2012 ano Domini.

Ahasverus passara pelo pânico do ano mil, quando a humanidade ensandecida esperara pelo fim dos tempos. Ele também aguardara, mas com esperança, em vão. Ahasverus também acompanhara delírios de terror por eclipses inesperados acompanhados de profecias tolas, após os quais a vida voltava ao normal.

Mas ali, não se tratava de uma profecia. Ninguém falava em fim de mundo.

Tratava-se de um calendário.

E de um fato – um ciclo cósmico que terminava após cerca de 26 mil anos. Após esta data, o eixo do sistema solar se alinhava com o eixo da galáxia e o planeta Vênus… Ahasverus não entendeu bem, no primeiro contato com o calendário maia, como o planeta Vênus e outras galáxias distantes se encaixavam na data cósmica, mas entendeu que havia uma esperança para ele.

E, coisa curiosa, ele, que há séculos acordava desmotivado, arrastando-se dia após dia com a lentidão dos que não tem prazo para terminarem seus assuntos, de repente sentiu-se igual a toda gente. E um sentimento de urgência tomou conta de sua mente inquieta.

Lembrou-se do dito de Confúcio: ‘não tornarás a passar por este planeta; o bem que não fizeres agora, estará perdido para sempre’.

E Ahsverus pensou: o que inda não fiz neste mundo? O que inda tenho para aprender? De que modo posso fazer a diferença?

Ahasverus sorriu.

O judeu começou a fazer planos. Queria ser útil. Queria ser amado. Queria aprender novos idiomas. Queria inventar máquinas novas. Queria participar da vida!

Nosso eterno jovem percebera que o progresso da humanidade segue o caminho dos mercados – onde há riquezas, aí estão os cientistas e artistas do mundo. Nenhum governo é imune à corrupção; sendo assim, há ciclos para as nações, como há ciclos para os indivíduos – uma nação nasce, cresce, se desenvolve, morre. Os impériso se sucediam – primeiro Roma, depois comandou a França, a seguir a Inglaterra, e aparecia agora a nova nação americana…

Ahasverus mudou-se para a América, onde, por sucessivas gerações, mudando de nome e local, falsificando documentos para conseguir existir como cidadão da época, foi aprendendo cada vez mais, tornou-se especialista em informática, participou dos projetos Genoma e Voyage, trabalhou nos estudos Disney, é assíduo consultor da Wikipédia, amealha fundos para Ongs humanitárias, conversa com seus melhores amigos online sem que eles precisem perceber que ele é um ser que não envelhece – maravilhosos contatos virtuais!

Com seu computador mais moderno, partilhou sua sabedoria com os estudiosos do planeta, através da internet, aguardando ansiosamente a chegada de 21 de 12 de 2012, quando, iniciando-se a Nova Era, Deus percebeu que o castigo infligido ao judeu não fazia mais sentido, pois o coração mau de seu servo se transformou e o Ahasverus original, há muito já morreu.

Satisfeito, Ahasverus olha-se no espelho, os cabelos grisalhos, a barba branca e as primeiras rugas que anunciam para ele a passagem natural do tempo.

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13 comentários em “A morte de Ahasverus (Sonia Rodrigues)

  1. Leonardo Jardim
    1 de abril de 2016

    Li esse conto por “acidente”, pois não estava no meu grupo de ” obrigatórios”. Por conta disso, e como o autor não foi desclassificado, decidi deixar minhas impressões de cada aspecto do conto como feedback (que considero o maior benefício do EC):

    📜 História (⭐⭐▫▫▫): expõe um largo período de tempo, mas de forma muito superficial. Seria melhor focar em um trecho da história, trazer mais cenas, e resumir o restante. Do jeito que ficou, pareceu um grande resumo da vida de Ahasverus. Ele ter participado ativamente de tantas coisas importantes com nomes famosos me soou inverossímil. A solução para o problema dele também não foi muito satisfatória, pois o calendário Maia não trouxe o fim do mundo. Faltou uma conexão melhor como justificativa para o fim da maldição.

    📝 Técnica (⭐⭐▫▫▫): vi um ou outro pequeno problema ortográfico, mas não foi isso que me incomodou. Faltou mostrar mais e contar menos, um vício comum em escritores iniciantes (não sei se é o seu caso, pois até mesmo medalhões às vezes fazem isso, como George RR Martin no conto “O Príncipe de Westeros”). Se não conhecer, procure sobre “show don’t tell” no google (é provável que mais alguém tenha dito isso nos outros comentários, mas não podia ter deixado de falar). O fato é que as cenas mostradas com mais detalhes, como num filme, têm mais poder de atração nos leitores. Quando você conta muito, parece que é um narrador o tempo inteiro, a gente não vê as coisas acontecendo.

    💡 Criatividade (⭐▫▫): já vi outros contos sobre essa lenda bíblica aqui mesmo no EC. Infelizmente, a fórmula utilizada não trouxe muitas novidades.

    🎯 Tema (⭐▫): o fato de alguém não morrer é sim fantástico, mas não é fantasia no sentido mais completo do gênero (que envolve mais magia e seres sobrenaturais).

    🎭 Impacto (⭐⭐▫▫▫): o texto não causa um impacto muito forte, muito em função dos motivos já expostos, principalmente por mostrar pouco. O final também é importante nesse quesito e infelizmente não gostei muito da solução adotada.

    PS.: se for um participante novo no EC, desculpe a franqueza da análise. Saiba apenas que o meu objetivo é ajudá-lo e não apenas criticar.

  2. Pedro Luna
    17 de março de 2016

    Então, infelizmente não gostei. Primeiro porque para mim fugiu do tema. E segundo porque não enxerguei uma trama interessante e que me fizesse gostar do conto. O artifício literário de criar um personagem imortal e gastar parágrafos e parágrafos explicando como ele passou por momentos chaves da humanidade não é algo original, na verdade é bem batido (lembra até Forrest Gump). No fim, fica a sensação de não ter acompanhado uma história. Achei o início bem confuso também, eu mexeria nele, no primeiro parágrafo.

  3. Swylmar Ferreira
    15 de março de 2016

    Muito bom o enredo do conto, o qual tem, como se pede, inicio, meio e fim. Gramaticalmente perfeito ( vi apenas um erro que certamente foi digitação). Em relação à criatividade foi mediano, por tratar-se de lenda secular existente. É importante salientar que o uso de personagens existentes não trouxe qualquer demérito ao conto. Dependendo do ponto de vista o conto tem pertinência com o tema e traz uma conclusão objetiva e feliz.
    A nota é 7,8.

  4. Anderson Henrique
    14 de março de 2016

    O conto é bom e está bem desenvolvido em termos de linguagem. Boa utilização do mito do Judeu Errante. A conclusão deixa um pouco a desejar por falta de força narrativa.
    Nota 7.5

  5. Piscies
    13 de março de 2016

    Bem interessante. A odisseia do famoso Ahasverus, finalmente contada para nós! Achei muito boa a sacada de que, na verdade, o calendário maia referia-se apenas a ele, e não a toda a humanidade. E o conto traz uma pergunta: quanto tempo um homem precisa para finalmente entender Confúcio? Rs.

    Humor à parte, quantos anos um homem precisa para entender que é fazendo o bem que a sua presença pode ecoar para depois da sua existência?

    O conto também aborda a famosa maldição da imortalidade. Sempre achei este assunto fascinante: todos nós queremos ser imortais, mas todos nós encaramos a imortalidade como uma maldição. É como se nós entendêssemos que realmente não fomos feitos para durar para sempre e quem assim o faz ou é um deus ou um monstro.

    Gostei da escrita. O início estava meio abaixo da média, mas no meio o autor pareceu inspirar-se e fez construções muito inteligentes. Notei alguns poucos erros de digitação que com certeza não passarão por uma segunda revisão.

    A única coisa que ficou um pouco ruim para mim foi o “resumo da história”. No final, o que eu li foi o relato de um homem que foi amaldiçoado por ter zombado de Jesus (como todo o resto do povo na época), então viveu milhares de anos até finalmente deus perceber que ele não merecia mais o castigo e deixar que ele envelhecesse em paz. Nada de mais, realmente. Mas isto não impede que o conto seja bom. Nem todo conto precisa ter uma história profunda ou uma lição a ser contada. Ele pode, simplesmente, entreter o leitor. E esse conto conseguiu me entreter bastante.

    Abraço!

  6. Anorkinda Neide
    9 de março de 2016

    Olá! Eu gosto de questões filosóficas e há aqui a questão da imortalidade como castigo.Muito poderia ser debatido aqui, mas.. comentarios fechados.. ninguem vai ler, muito menos ‘pensar’ a respeito do que eu e qualquer outro comentarista viesse aqui dizer… (comentario fechado é só pra constar que leu o texto e nao ser desclassificado).
    Bem, há a questão de que Jesus proferiu uma maldição ao personagem… ousado isso em uma sociedade cristã.. rsrs tens todo o direito mas tens pouco conhecimento sobre Jesus, o Cristo e o simbolismo e ensinamento de sua história.
    Todas estas peripécias do personagem são realmente feitas por nós, em reencarnações, assim acredito eu. Então o conto não me conquistou por estas duas questões, maldição e as aventuras e desventuras narradas muito rapidamente, poderia-se alongar algumas das vivências de Ahasverus para que sentíssemos mais o personagem, sua angustia com sua condição imortal…
    Gostei quando ele teve, enfim, uma esperança ao conhecer o calendario Maia, a esperança de enfim, morrer… Achei bacana isso, quase me tocou.. kkk
    Quando fala da Nova Era e da absolvição de sua sina… penso q uma nova interpretação posso fazer aqui… a da metáfora deste homem, com a Humanidade em si que está livre do karma, está transformada e pode seguir o curso natural do Universo livre da Rosa do Samsara! agora me surpreendi com a interpretação, acho q viajei por demais!
    kkkk
    De qualquer maneira, obrigada por me fazer refletir.
    Abraço

  7. andreluiz1997
    8 de março de 2016

    Um conto muito bem estruturado e que acaba por encantar pela simplicidade e pela maestria com que foi executado. Gostei da história e do personagem que acaba pré receber uma maldição da vida eterna, e da forma como você brincou com a questão do tempo e do espaço como o próprio Mário de Andrade faz em “Macunaíma”. Seu herói é atemporal e fantástico de sua forma, assim como foi o estranho Macunaíma, e creio que possa ter havido inspiração do belo e excêntrico livro. Apenas trocaria a natação da data do fim do mundo por extenso, e não com números como está.

  8. Emerson Braga
    8 de março de 2016

    Rabino, seu texto é interessante. Mas acredito que o protagonista poderia ter sido talhado com mais apuro e agudeza. Afinal, trata-se de um homem que há séculos caminha sobre a Terra, que viveu momentos históricos fantásticos. Essas experiências deveriam deixar em seu personagem marcas profundas, mas não senti isso na leitura.
    Seu enredo se esforça em descrever a metamorfose de Ahasverus, a dificuldade em viver entre homens comuns e o desejo de livrar-se de sua longeva maldição. Porém, o texto acaba patinando na superfície e o final acontece sem clímax, o que me desapontou como leitor.
    Sua maneira de escrever é peculiar e cuidadosa. Se você tivesse dado mais personalidade a Ahasverus, seu conto teria ficado fenomenal.
    Boa sorte!

    NOTA: 7,5

  9. Simoni Dário
    7 de março de 2016

    Olá Rabino

    O texto tem algo interessante no que se refere à maldição de Ahasverus e como os ciclos da humanidade vão levando o homem à evolução espiritual,mas no geral não curti o conto.

    Achei um pouco cansativo, uma narrativa sem muita emoção. A fantasia toda está na moral da história, que não prendeu minha atenção.

    Você tem uma boa ideia aí, só não conectei com o enredo.
    Bom desafio.

  10. Carlucci Sampayo
    7 de março de 2016

    Na esteira da oralidade do conto, este texto apresenta uma grande quantidade de informações de cunho atual, com o destaque paulatino das evoluções do mundo e dos séculos que o personagem atravessa; o que o torna um espectador e participante de todos os avanços já obtidos pela civilização. O texto é conciso na medida em que aborda o início do enredo de um personagem historicamente existente e, ao desenrolar a narrativa o próprio personagem se vê adentrando ao meio e ao fim de seu caminho. Elaborado em forma compacta, consegue, sobretudo e ao mesmo tempo descrever os sentimentos do personagem em meio à sua luta por vencer os preconceitos e a maldição sofrida. A redenção que se encontra junto da evolução e da viagem através dos tempos, sem que isto seja encarado como mais expiação; afinal, uma viagem dentro do universo e suas potencialidades alavancadas pelo progresso científico, histórico e contemporâneo. A concisão é bem detalhada em afirmações bem humoradas e que tornam a história rapidamente completa. Criatividade e capacidade de condensação de períodos da história em poucas palavras, imiscuindo o personagem e deixando o conto ágil e de fácil compreensão. Um resgate de um personagem historicamente limitado onde a continuação de sua história é uma aventura e o alargamento dos propósitos enriquece-o, deixando no leitor a lembrança de toda a narrativa. Considero muito bom este conto. Nota 8.

  11. Evie Dutra
    6 de março de 2016

    Uau! Amei o seu conto!
    Me fez lembrar um pouco do filme “A incrível história de Adaline”, mas de um jeito muito melhor hehe.
    Ahasverus, apesar de não ter falas, foi um personagem muito bem construído. Me senti na mente dele, entendi seus medos, frustrações, anseios, necessidades, esperanças…. me envolvi tanto com a história que fiquei com pena quando terminou. Sem contar todos os fatos históricos que você colocou pelo meio.. enfim.. incrível.
    Parabéns!

  12. Fabio Baptista
    6 de março de 2016

    Uma boa “releitura”, não sei se posso chamar assim, talvez “continuidade”, sei lá… da lenda do judeu errante.
    Bom, a escrita aqui está ok: ela não impressiona, mas também não compromete.

    O problema da narrativa, na minha opinião, foi abusar do recurso “contar”, sem mostrar muito.

    Isso causou o efeito de que as cenas são fáceis de se visualizar, mas em nenhum momento o leitor de fato se envolve com o judeu errante, não se preocupa com ele, pois as coisas vão passando e passando sem um momento em que se entre mais no detalhe, em que se explore melhor (ou, talvez, melhor dizendo: que se faça sentir melhor) os sentimentos do personagem em relação à maldição da imortalidade.

    O fim da maldição na mítica data de 21/12/2012 pra mim não teve muito sentido.

    – profissão rendosa
    >>> putz, esse adjetivo não ficou legal…

    – Adquiriu gosto aos estudos
    >>> pelos

    – Como chorasse desconsoladamente
    >>> esse tempo verbal não casou com o restante da frase

    – tem uma outra palavra com erro de digitação, mas infelizmente não anotei o lugar.

    Abraço!

    NOTA: 7

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Publicado às 5 de março de 2016 por em Fantasia - Grupo 3 e marcado .