EntreContos

Detox Literário.

Homem Santo (Leonardo Jardim)

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Giovanni despertou e avistou um céu azul com poucas nuvens. Estava deitado em um campo com vegetação rasteira, vestindo uma armadura de cota de malha sob um tecido branco com uma cruz vermelha no peito. Seus fartos cabelos castanhos ondulavam com a brisa, assim como a espessa barba de mesma cor. Os olhos verdes fecharam-se novamente. A última recordação era de uma batalha de grandes proporções contra os inimigos da fé. Estavam sendo massacrados, seriam todos mortos. Mas não sentia dor. Forçou a vista e encarou o sol que aquecia agradavelmente a pele. Mas algo estava errado: não existia apenas um sol no céu. Na verdade, havia três! Dois eram muito parecidos com aquele que conhecia — bolas de fogo flutuantes —, mas o terceiro era o mais impressionante:  possuía o formato espiral, como um vórtex de fogo absorvendo o calor das irmãs. Nunca tinha visto tão belo fenômeno em sua terra natal.

Sentou no gramado, olhou ao redor e viu que havia outros soldados como ele por ali, cerca de uma centena. Alguns estavam chorando ou rezando — ou mesmo ambos — ajoelhados e agradecendo a Deus pela bênção de trazê-los ao Paraíso. Seria aquele o Éden prometido para eles quando se alistaram? Seus pecados foram realmente perdoados ao lutar na Guerra Santa? Giovanni não era religioso. Alistou-se somente com objetivo de evitar ser executado por seus crimes. Era a guilhotina ou a guerra — ele não pensou duas vezes. Mas, quando fez o juramento aos pés do sacerdote, não acreditava realmente que seria perdoado pelo que fez perante a justiça divina. A lei dos homens o perdoou por precisarem de mais espadas na guerra, mas duvidava que Deus tivesse realmente essa necessidade.

Ao lado estava deitada sua espada longa ainda manchada com o sangue da batalha. Que tipo de paraíso era aquele em que existiam armas? O frenesi dos demais soldados, mais religiosos que ele, deixou-os cegos para essas evidências. Alguma coisa estava errada. Levantou, com espada em punho, e sentiu o chão tremer. Alguns soldados estranharam a vibração do solo, mas a maioria não notou. Em seguida ouviu os gritos. Gritos de batalha, daqueles que os homens berram quando estão prestes a iniciar um ataque, porém muito mais selvagens, quase animais. Olhou naquela direção e viu, surgindo de trás de uma colina, um terrível exército de homens com pouca armadura, altos e fortes, portando diversos tipos de armas rústicas. Corriam com uma fúria impressionante, mas o que tornava aquilo realmente perturbador era que, conforme foram se aproximando, mostraram-se cada vez menos humanos. Tinham a pele que variava em diversos tons de vermelho, furiosos olhos amarelos, narizes achatados e dentes protuberantes saltando para fora de suas largas bocarras. Giovanni parecia ser o único ali que não estava totalmente atordoado.

— Homens! — gritou. — Preparem-se para lutar!

Os soldados despertaram do transe e alguns, percebendo as espadas jogadas no chão, abaixaram-se com objetivo de pegá-las. Em poucos segundos, porém, a onda bárbara caiu sobre eles. O número dos dois exércitos era semelhante, mas um era um grupo de criaturas monstruosas e furiosas preparadas para o combate e o outro estava desnorteado, surpreso e despreparado. Muitos morreram sem ao menos perceber de onde vinha o ataque. Cabeças esmagadas, membros decepados, os atacantes combatiam sem nenhuma técnica, usando apenas força e brutalidade.

A espada de Giovanni cortou uma, duas, dezenas de vezes. Eles sangram como nós, pensou enquanto esquivava de um potente golpe de clava. São enormes e muito mais resistentes, mas sangram. E morrem! A enorme cabeça vermelha rolou decepada pelo gramado. Mas eram muitos. E poucos homens estavam realmente lutando. Os outros apenas se defendiam da fúria inimiga ou já haviam morrido. Um dos raros que bravamente lutava estava cercado por vários daqueles monstros. Tinha cabelos dourados lisos e o rosto jovem, sem barba, estava sujo de sangue inimigo. Seu escudo era uma peça disforme, amassada de tanto se defender. Os olhos vidrados o mantinha atento a tudo o que ocorria ao seu redor.

— Morra, cria de Lúcifer! Morra! — ele gritava enquanto golpeava um inimigo.

Do paraíso ao inferno. Aquele lugar não parecia em nada com o céu prometido, mas tampouco era parecido com o inferno que Giovanni imaginava. Ele atravessou a cabeça de um dos inimigos com a espada e observou, no meio do combate, um monstro maior que os outros. Era o líder ou algo do tipo, pois possuía armadura e arma melhores, e estava prestes a atacar o bravo menino loiro. O templário correu pelo campo, desviando dos corpos de seus aliados que formavam um deprimente tapete branco e vermelho sobre a grama verde. Aparou o golpe do líder pouco antes de atingir o alvo. A potência do impacto foi tanta que a espada quase caiu das mãos. O loiro lançou rapidamente um olhar de agradecimento, antes de precisar proteger-se de um golpe de outro monstro com o escudo arruinado.

O líder, que tinha bem mais que dois metros de altura, irritou-se com templário e começou a atacá-lo com fúria.  Era um oponente muito forte e possuía mais técnica que os outros. Giovanni mal conseguia atacar, preocupava-se apenas em não ser atingido. Nas poucas vezes que acertava um golpe, o oponente parecia não sentir. Em um determinado momento, o monstro decidiu usar a força a seu favor e derrubou o templário com um empurrão. O gigante, em seguida, pisou no peito do cavaleiro, os enormes pés vermelhos e descalços cobrindo quase todo o tórax. Ele tentou sair, mas o peso da criatura era muito grande. O inimigo ergueu a espada larga e preparou-se para decepar a cabeça do templário, que fechou os olhos aguardando o fim. O que será que o esperava depois da morte, afinal?

Mas, ao invés do golpe, ouviu um zunido e um baque seco. Sentiu o peso da perna do adversário diminuir. Abriu os olhos e viu o monstro com uma flecha cravada no olho esquerdo, procurando assustado a origem do ataque. Giovanni aproveitou a chance, rolou, saindo debaixo dos pés da criatura, e cravou a espada na garganta do gigante. O mostro o olhou incrédulo com seu único olho amarelo restante antes de cair sem vida.

Enquanto isso, outras flechas viajavam de trás de uma colina e atingiam com precisão as criaturas monstruosas. Do mesmo local, surgiu um grupo de cerca de duas dezenas de pessoas montadas em cavalos usando armaduras exóticas douradas muito polidas armados com arcos longos, disparando flechas contra os monstros vermelhos. Apenas os olhos estavam visíveis sob os elmos dourados cravados com um desenho dos três sóis. Giovanni pôde perceber, quando encarou um deles, que possuíam íris que brilhava como ouro. No momento que chegaram perto, guardaram os arcos nas costas e, numa coordenação impressionante, cada um sacou ao mesmo tempo suas espadas, que estavam na cintura. Estas também eram incomuns: tinham a lâmina curva com gume apenas em um dos lados, mas pareciam muito afiadas. Os monstros foram dizimados um a um sob o fio daquelas armas.

Giovanni suspirou de alívio ao lado do jovem, que finalmente sorriu. Olhou ao redor para ver quantos dos seus haviam sobrevivido e percebeu que não chegavam a uma dúzia. De espada em punho, banhada de sangue e preparada para qualquer coisa, aguardou com bastante apreensão o contato de seus salvadores.

De trás do exército dourado surgiu um cavaleiro sem armadura. Usava um manto muito branco que brilhava com a luz dos sóis ofuscando a visão. Era difícil olhar diretamente para ele. Ou melhor, para ela — quando chegou mais perto, perceberam que se tratava de uma mulher.

— Sejam bem-vindos — disse ela sem mover os lábios. Os olhos dourados brilhavam como se a essência do sol espiral residisse naquelas órbitas sugando toda a luz ao redor. Os cabelos brancos muito lisos escorriam pelo dorso do cavalo e quase tocavam o chão. — Perdoem pela recepção não ter sido a ideal.

— Onde estamos? O que eram aqueles caras? — perguntou o rapaz loiro.

— Quem é você? Você fala nossa língua? — Giovanni emendou.

— Estou me comunicando diretamente com suas mentes, por isso o idioma não é problema — sorriu, ainda sem abrir a boca. — Podem me chamar de Azaela. Sou a sacerdotisa-mor de Laonnah. As outras perguntas serão respondidas em nosso acampamento. Acredito que estão com fome.

O estômago do templário roncou no exato momento em que ela terminou a frase. Ela está na minha mente e sabe o que estou sentido, pensou. Quando a sacerdotisa girou o cavalo, toda a comitiva fez o mesmo e eles foram atrás.

— Eu sou Rafael, e você? — perguntou o loiro enquanto andavam.

— Giovanni.

— Obrigado por salvar minha vida.

— Não precisa agradecer.

— Você confia nesses caras, Giovanni? — perguntou quase num sussurro.

— Não, mas os outros pareciam piores — sorriram os dois. Mas fecharam a expressão quando perceberam que Azaela olhava para eles também sorrindo.

Cerca de uma hora depois, avistaram o acampamento. Não era nem um pouco parecido com o que eles imaginavam. À distância parecia mais uma cidade bem grande. As tendas eram tão elaboradas e ornamentadas que pareciam casas. Somente quando chegaram mais perto perceberam que eram de algum tecido resistente. Nas ruas caminhavam pessoas seminuas. Puderam perceber que não eram tão diferentes, exceto os olhos em tons metálicos, cabelos muito claros e ausência de pelos no restante do corpo.

Foram levados até a tenda central, que mais parecia um grande templo. Uma imagem dos três sóis encimava a porta. Azaela desmontou e os convidou a entrar. Por dentro, a sensação de que estavam em uma igreja era ainda maior. A luz dos sóis refletia nas janelas e geravam reflexos como dos vitrais. Um altar decorava o centro e almofadas estavam distribuídas uniformemente ao redor. Ela sentou-se próximo ao altar e pediu para que eles fizessem o mesmo. Uma linda mulher seminua — vestindo apenas fitas transparentes — os serviu com algumas frutas estranhas e uma bebida muito doce, mas tão saborosa quanto. Estavam com fome e devoram a comida.

— Vocês estão em Mahgdan — disse Azaela na mente deles enquanto comiam. — Foram trazidos para cá pela força de Laonnah, nosso deus.

— Vocês são muçulmanos? — perguntou um dos homens que estava com eles, enquanto sujava a barba negra com restos de uma fruta azul.

— Não, nós somos naeji, que significa povo da luz.

— Estamos a quantos quilômetros de Israel? — insistiu o homem.

— Não sei onde fica esse lugar. Sei apenas que este é um mundo diferente do de vocês. Laonnah me induziu a buscá-los naquele vale e pediu responder as muitas dúvidas que teriam.

— O seu deus falou com você? — perguntou Rafael, cuspindo gordas gotas de suco.

— Ele conversa com frequência com seus sacerdotes.

— O nosso só fala com o Papa — o homem de barba negra disse com a boca cheia.

— Disso eu duvido um pouco — Giovanni resmungou baixinho. — Por que ele escolheu justamente a nós? — perguntou à sacerdotisa.

— Ele não disse. Falou apenas que aqueles que passassem na prova seriam muito valiosos.

— Então seu deus jogou a gente no meio de um monte de monstro sem nos preparar e chamou aquilo de prova? — Giovanni subiu o tom de voz.

— Acalme-se, guerreiro. Laonnah os deu uma segunda chance. Vocês estariam mortos se não fosse sua infinita misericórdia. Estamos precisando de bravos guerreiros e não temos muito tempo para treinamento.

— Então ele queria soldados para uma guerra?

— Sim. Contra as forças das trevas.

— Pois digo uma coisa, Azaela — Giovanni levantou-se apontando o dedo indicador —, o seu deus é exatamente igual ao nosso. Um egoísta que usa peões em guerras sem sentido. — Deu as costas e caminhou para a saída da tenda, ouvindo alguns burburinhos dos colegas.

Abandonou o acampamento e caminhou por um longo vale de terreno acidentado. Alguns quilômetros depois, ouviu o som de água corrente e o seguiu até encontrar um grande rio cuja distância entre as margens quase se perdia no horizonte. Os sóis estavam mais baixos à essa hora e pareciam dispostos banhar-se naquelas inquietantes águas cristalinas. O cavaleiro abaixou e aproveitou para matar a sede.

— Preciso reconhecer que não estou acostumada com atitudes como a sua, Giovanni — disse uma voz suave e doce que ele reconheceu ser de Azaela. Olhou ao redor procurando-a, em vão. — Não foi fácil encontrá-lo.

— Não precisava. Bastava me deixar seguir meu próprio caminho — respondeu olhando o rio. A imagem do rosto da sacerdotisa surgiu tremulante sobre as águas.

— Laonnah escolheu cada um de vocês com um propósito. Mas minha intuição diz que você é indispensável.

— Por que ele mesmo não veio falar comigo? Ele não é um deus?

— Não é assim que funciona — ela explicou em tom didático. — Você precisa estar receptível.

— É. Não sou muito amigo dos deuses…

— Giovanni, preciso que preste muita atenção, pois o que vou falar é extremamente sério. — disse ela com expressão severa. — O nosso acampamento será atacado em breve.  Minha previsão é o ataque ocorrerá assim que a escuridão cobrir o mundo esta noite.

— Quem irá atacar?

— As forças das trevas.

— Quem são esses, afinal?

— São os baabi, guiados por Nasredann, o deus obscuro. Foram eles que atacaram seu grupo.

— E por que eles fazem isso? — Giovanni estava perdido no meio de tanta informação. Sua mente trabalhava como uma máquina defeituosa que precisava de uma engrenagem extra para funcionar.

— Os baabi não suportam nossa existência. — Mesmo sendo apenas um reflexo ilusório no rio, era possível perceber a emoção que essas palavras causavam. — Eles querem extinguir nossa espécie, que hoje está toda reunida naquele acampamento. Neste exato momento, Giovanni, um exército cem vezes maior que aquele que atacou vocês marcha para cá. É o ataque final deles contra nós. — Ele pôde perceber uma lágrima escorrendo pelo rosto fluidificado.

— Isso é terrível! — disse o templário. — Essa não é uma guerra sem sentido, afinal. Não poderia continuar vivendo se não lutasse ao lado do seu povo para tentar impedir isso, Azaela.

— Obrigada, guerreiro. Mas, por favor, seja rápido.

E ele foi. Fez o caminho de volta na metade do tempo. Quando estava quase chegando, ouviu o som estridente de uma trombeta. Um selo havia se rompido, pensou num devaneio. Estava em uma elevação e pôde perceber que os guerreiros naeji estavam em uma muito bem organizada formação circular defensiva ao redor do acampamento. Ouviu, então, sons de tambores e viu o exército inimigo surgindo no horizonte oposto. A sacerdotisa não estava mentindo: era pelo menos dez monstros baabi para cada guerreiro naeji.

Por trás do infinito exército, uma figura enorme, maior que todos os outros, surgiu imponente montado em uma espécie de aranha gigante. Era, sem dúvidas, o líder máximo, o general daquele exército dos monstros. Ao seu lado, caminhava uma criatura em um manto negro. Provavelmente o sacerdote das trevas, o oposto de Azaela. Eles gesticulavam muito e pareciam conversar sobre o ataque. Enquanto isso, o som dos tambores fazia o chão tremer. No horizonte, os sóis finalmente se despediam dessa terra banhando o mundo em um lençol de escuridão.

Giovanni correu em direção ao local escolhido como campo de batalha onde, naquela noite, uma espécie dizimaria outra. Era outro mundo, outros deuses, mas os motivos para extermínio pareciam sempre os mesmos.

No meio do caminho, o sangue gelou quando ouviu o berro estrondoso do exército inimigo disparando para o combate. Milhares de vozes guturais como o rugido de um predador momentos antes do ataque certeiro. O chão tremeu e a matança começou. Giovanni fechou os olhos, inspirou fundo e sentiu os cheiros da batalha: sangue, suor, aço e poeira. Tornou a abri-los, gritou e correu, de espada em punho, em direção à morte.

Quando finalmente chegou, o ambiente era exatamente o que havia imaginado: os naeji, mesmo com toda sua organização e disciplina, não conseguiam conter o ataque dos monstros escarlates. Mas, ainda que sendo massacrados, eles mantinham da forma que conseguiam, a posição circular defensiva. Avistou os homens do seu grupo lutando — e morrendo — e correu para auxiliá-los. Rafael ainda lutava bravamente, embora já apresentasse sinais de cansaço. Nos olhos de todos, era possível observar a desolação: lutavam uma batalha perdida.

— Que bom que voltou — gritou o loiro ao seu lado, enquanto golpeava um baabus.

— Não tinha nada melhor para fazer por aí. — Trespassou o olho de um monstro e esquivou do ataque de um outro. — Não ia deixar vocês morrerem sem mim.

— Isso aqui me parece um tipo de purgatório, Giovanni. Estamos sendo testados. Deve existir uma forma de vencer essa batalha. — Quando terminou a frase, Rafael sumiu de vista no meio da multidão de monstros. Estava lutando bravamente, mas até quando?

Enquanto o corpo de Giovanni lutava quase instintivamente, afastando e golpeando os inimigos, a mente parecia estar em outro lugar. Qual era o sentido de tudo aquilo? Por que um deus de um mundo distante teria o trabalho de buscar homens que morreriam numa guerra para perder a vida em outra. Por quê?

Imagens começaram a formar em sequência na sua cabeça, como pinturas a óleo expostas em um corredor de um grande castelo: Na primeira, um Giovanni muito jovem nocauteava um cobrador de impostos que desejava extorquir seu dinheiro. Na segunda, que surgiu logo após, ele um pouco mais velho estava cortando a garganta de um nobre que queria consumir sua esposa após o casamento. Na que formou depois, com largas pinceladas, ele obrigava à força um sacerdote a batizar seu filho. A última imagem surgiu bem devagar, como se fosse pintada com muito cuidado, mas carregada de vermelho. Assim que ficou pronta, o templário sentiu uma dor no fundo da alma: era ele com sangue pingando das mãos. No chão, corpos se amontoavam e ele sabia quem eram: os envolvidos na morte de sua esposa e filho. O ladrãozinho assassino jazia sem a cabeça, o estalajadeiro que permitiu que ele entrasse sangrava pela barriga e os guardas que estavam de turno naquela noite e deveriam ter evitado a tragédia, acumulavam-se uns sobre os outros. Uma coisa unia todas essas cenas: impulsividade!

Quando volto à realidade, de olhos marejados, percebeu que um naeji caía morto ao seu lado e o cavalo dele empinava desesperado. Giovanni pegou os arreios e montou. O animal acalmou-se quando percebeu que tinha um novo cavaleiro. O templário, em posição elevada, observou novamente Rafael e abriu caminho até ele.

— Rafael — chamou, assim que se aproximou —, chame os outros. Preciso que me deem cobertura.

— O que vai fazer? — perguntou, defendendo-se de um golpe de porrete.

— O inesperado — respondeu com um sorriso assustador.

Golpeou as ancas do cavalo com os calcanhares e o instigou a avançar através do exército inimigo. Ao seu lado, seis homens — templários como ele — o acompanhavam. Os baabi não estavam acostumados com aquilo, guerrearam por bastante tempo com os naeji, criaturas ordeiras por natureza, mas extremamente previsíveis. Os monstros também não eram muito espertos, haviam recebido a ordem de atacar o acampamento e não sabiam o que fazer caso os inimigos viessem em sua direção — simplesmente não esperavam por aquilo. Por isso, os humanos avançaram pelas fileiras inimigas quase sem receber resistência. Giovanni atacava os inimigos de cima do cavalo e seus amigos ao redor. Em pouco tempo, já estavam próximos ao general e o sacerdote negro.

O gigantesco líder militar foi o único que reagiu à ameaça e avançou pelo campo de batalha na direção deles montado naquela aranha monstruosa. Estava armado com uma grande corrente com lâminas nas extremidades, girando-a num arco cujo objetivo era decepar Giovanni. Mas o templário previu e saltou com o cavalo antes de receber o golpe — muito potente, mas lento e pouco eficiente numa batalha daquela dimensão —, mas cerca meia dúzia de baabi foi morto no ataque. O general provavelmente não esperava participar de um corpo a corpo, pois tinha a vitória como certa. Era o único motivo plausível para carregar aquela arma desajeitada.

— Mantenham o grandão ocupado — gritou para os colegas. Um deles, porém, não teve a agilidade ou esperteza necessária e a enorme lâmina dividiu seu corpo ao meio. Os demais abaixaram e evitaram o pior. — Esquivem-se da arma dele. É lenta, mas mortal — disse, mesmo que àquela altura não fosse mais que o óbvio.

O objetivo real de Giovanni era o sacerdote negro. Sem ele, o moral do exército seria certamente reduzido, pois lutavam uma Guerra Santa e o aquele monstro obscuro era a representação do deus nefasto entre eles. Era por isso que os baabi atacavam o templo com tanto afinco: pretendiam exterminar Azaela. Era como jogar xadrez, mas o xeque-mate era feito ao bispo.

— O que está fazendo, Giovanni? — perguntou a sacerdotisa na mente do guerreiro. — O necromante é muito poderoso. Lutar contra ele é entregar-se à morte.

— Foi por isso que Leomar nos trouxe, Azaela. — O tempo parecia correr mais lentamente enquanto conversavam, como se estivem em algum encantamento congelante.

— Precisamos de vocês. Não podem morrer.

— Se não fizermos isso, os naeji estarão extintos. — Viu a imagem da bela sacerdotiza na sua frente e sentiu pena dela. Era apenas uma menina carregando a sobrevivência de uma espécie nas costas. — Cuide bem dos meus amigos. Ensinem a sua língua e técnicas de combate. E aprendam com eles, principalmente a improvisar. Tornem-se um só povo.

— Você não precisa morrer para pagar seus pecados! — ela gritou em sua mente, mas ele ignorou concentrando-se apenas no inimigo alguns metros à frente.

O baabi de manto negro erguia um cajado faiscando de energia escura.

— Você desafiou as trevas e pagará com a vida — ouviu a voz gutural do necromante no inconsciente.

Uma energia mágica se desprendeu do cajado do sacerdote e percorreu o ar, serpenteando como um relâmpago numa tempestade, até estourar no peito do templário. No mesmo instante, ele sentiu muito frio e percebeu que sua pele envelhecia rapidamente. Estava morrendo. De alguma forma aquele feitiço acelerava a degradação natural do seu corpo. Não havia previsto aquilo. O necromante era mesmo muito poderoso.

Precisava mais uma vez improvisar. Girou a espada num arco pelo ar, a pele desprendendo do corpo, expondo os músculos, que também apodreciam e mostravam ossos. Arremessou a arma com a última centelha de força que restava. Nada mais viu depois disso.

E Giovanni morreu sem saber que aquela espada arremessada no último instante foi responsável pela sobrevivência de toda uma espécie.

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56 comentários em “Homem Santo (Leonardo Jardim)

  1. Pedro Luna
    2 de abril de 2016

    Bom, no geral foi um bom conto, bem movimentado. Mas eu acho que essa história careceria de mais espaço para se desenvolver e ficar no nível que merecia. Digo isso porque o relacionamento entre os templários e os povos de Azaela precisaria ser mais desenvolvido. Me soou apressado eles resgatarem os cidadãos e em pouco tempo já estabelecerem uma aliança com eles para combater terríveis forças do mal. Onde ficou a surpresa dos caras? O medo diante daquela situação nova e terrível? Os personagens não passaram confusão, e Giovanni adotou logo uma postura muito firme, batendo o pé e indo contra os seus salvadores. E ainda havia o cenário diferente no céu. No mínimo, para mim, seria esperando sentimentos mais conflitantes dentro dos personagens, que claro, poderiam se integrar ao povo de Azaela, mas isso ocorreria de forma gadual, através de pequenas batalhas e eventos, e não logo na batalha final.

    Mas limitando-me só ao que está aqui, digo que foi um bom texto, bem escrito e com muita ação.

    • Leonardo Jardim
      5 de abril de 2016

      Concordo com você, Luna.

      Você citou justamente o ponto que mais me incomodou no meu texto. A ideia original era que passariam dias desde a chegada ao mundo até a grande batalha, mas o espaço ficou realmente muito curto e tive que cortar e reescrever várias cenas legais de intercâmbio e estranhamentos.

      Fico feliz que tenha gostado ainda assim.

      Abraços.

  2. ram9000
    2 de abril de 2016

    O enredo é apropriado. Gostei do final em aberto. Algumas descrições estão um bocado longas; precisa de uma revisão para deixar mais no essencial e acertar um erro de digitação (ex: “Quando volto à realidade”)

    • Leonardo Jardim
      5 de abril de 2016

      Valeu, primo 🙂

      O texto precisa de MUITA revisão. Estava reescrevendo cenas faltando 15 minutos para entregar (que loucura!) e não tive tempo de corrigir todos os erros.

      Abraços.

  3. Wilson Barros Júnior
    1 de abril de 2016

    Achei fascinante a ideia que dois escritores nesse desafio tiveram de criar mundos com vários sóis. O começo lembrou-me a extraordinária série Riverworld, de Philip José Farmer. As frases são muito criativas e mesmo de um humor sutil, como “Aquele lugar não parecia em nada com o céu prometido, mas tampouco era parecido com o inferno que Giovanni imaginava.”. Justamente esse humor inteligente, principalmente nos diálogos, torna a leitura do conto fácil e agradável. O conto tem um bom enredo e ritmo, excelente, parabéns.

    • Leonardo Jardim
      5 de abril de 2016

      Obrigado, Wilson. Sempre gentil nos comentários 🙂

      Gostaria de ter explorado mais os sóis. O conto chegou a possuir o nome “Três Sóis” e “Terceiro Sol”, mas acabei renomeando quando resolvi focar mais no dilema religioso.

      Agradeço demais os elogios,

      Abraços.

  4. Emerson Braga
    1 de abril de 2016

    Sir Ralph, parabéns! Cenas de batalha de encher os olhos. Até quem não tem lá muita imaginação consegue ver seus cenários e personagens com uma nitidez que faz a história valer a pena. Seu único pecado foi o mesmo que venho observando em muitos participantes do desafio: Descuido com a digitação. Cito como exemplos os seguintes trechos:
    “Laonnah me induziu a buscá-los naquele vale e pediu responder as muitas dúvidas que teriam”. Creio que deveria ser “…e pediu PARA responder…”.
    “Minha previsão é o ataque ocorrerá assim que a escuridão cobrir o mundo esta noite”. Quando deveria ter escrito “Minha previsão é A DE QUE o ataque…”
    “Quando volto à realidade…”. Ao invés de “Quando voltoU à realidade…”
    Também achei estranha a construção do 3º parágrafo: “…porém muito mais selvagens, quase animais.” Aqui não cabe o substantivo “animais”, mas o adjetivo “animalescos”.
    Nada que desabone sua escrita primorosa. Apenas uma dica de quem adora ler. Boa sorte.
    NOTA: 9,4

    • Leonardo Jardim
      5 de abril de 2016

      Muito obrigado, Emerson. Obrigado mesmo.

      Fico feliz que os erros da revisão corrida que fiz não tenham atrapalhado sua apreciação do texto. Tive muito pouco tempo para escrever e revisar, por isso passou muita coisa.

      Abraços.

  5. Rubem Cabral
    1 de abril de 2016

    Olá, Sir Ralph.

    Gostei do conto, em linhas gerais. Não achei muito “original”, pois o enredo é uma variação de RPG: os baabi são como orcs, os naeji são como elfos e os guerreiros, os humanos. Senti-me jogando uma boa partida de Warcraft.

    A história é boa e bem desenvolvida, embora a narrativa peça, aqui e ali, por alguns acertos, em especial por concordância verbal.

    Nota: 7.

    • Leonardo Jardim
      5 de abril de 2016

      Sim, Rubem. Tentei mudar um pouco as características das raças, mas acabou que mesmo assim ficaram semelhantes aos orcs e elfos. Depois de desistir de tentar algo novo que não vinha, eu resolvi simplesmente escrever e foi isso que saiu. Estou satisfeito porque, no geral, apesar dos problemas, o pessoal gostou.

      Ah, seu conto foi, como disse no grupo, de uma inteligência impressionante!

      Abraços.

  6. Simoni Dário
    31 de março de 2016

    Olá Sir. Ralph
    Assisti a um filme lendo seu conto. Ou vários. Estavam o tempo todo em minha mente, O Senhor dos Anéis e Coração Valente. As cenas foram muitíssimo bem narradas, mas não vi nada de novo. Você escreve bem e tem muito potencial para criar uma história totalmente nova. A leitura fluiu bem, mas como disse, sem novidades e sem surpresas.
    Parabéns pela classificação, pela mestria em narrar e bom desafio!

    • Leonardo Jardim
      5 de abril de 2016

      Obrigado, Simoni.

      Os filmes citados estão entre os meus preferidos de todos. A ausência de criatividade é culpa da minha cachola que resolveu não funcionar muito bem esse mês. Não consegui pensar em nada muito original.

      Abraços.

  7. Gustavo Castro Araujo
    30 de março de 2016

    Este conto começa muito bem, apesar da abertura clássica de alguém que acorda num mundo desconhecido. Digo que começa bem porque já nos primeiros parágrafos há sangue no chão, o que ajuda (e muito) a atrair a atenção do leitor. Além disso, o autor mostra peculiar habilidade para descrever as cenas da batalha, fazendo com que quem lê se sinta no meio da ação, desviando de espadas, sentindo o respingo de sangue no rosto. O que mais chama a atenção, nesse aspecto, é o fôlego da escrita. Essa cena inicial de batalha é longa, mas de modo algum enfadonha. Cheguei a pensar que o conto todo iria se centrar entre golpes de espadas, maças, machados e lanças.

    É justamente no fim do combate que o conto perde a magia (perdão pelo trocadilho infame). A partir da chegada da sacerdotisa, o que se denota é uma abordagem que em poucos aspectos lembra a pujança da primeira parte. O recrutamento de Giovanni, Rafael e outros ocorre de modo superficial – mesmo a relutância do primeiro é tratada de modo clichê, como se ele e a sacerdotisa estivessem discutindo a relação. Enfim, não ficou muito bacana…

    A batalha final, embora prevista, recupera um tanto da pegada vista no início, mas eu não consegui comprar a ideia de que bastava avançar contra o exército dos demônios para chegar ao sumo sacerdote. No conto há a justificativa de que os monstros não esperavam, mas creio que dentro da verossimilhança proposta na narrativa isso não seria aceitável para um exército dessa magnitude.

    Entendi a intenção do autor em misturar o auto-sacrifício de Giovanni com a morte do sacerdote negro, mas achei que isso ficou um pouco forçado. Eu eliminaria o último parágrafo e deixaria o final aberto, para fugir do clichê.

    Em suma, o conto é irregular, tendendo para bom. A leitura é fluida, desperta o interesse e, apesar de um ou outro lapso de revisão, prende a atenção.

    Nota: 7,5

    • Leonardo Jardim
      5 de abril de 2016

      Chefe,

      A primeira cena já estava escrita. Adaptei ela e escrevi o restante. Não é primeira vez que faço isso aqui e, em todas as outras, o feedback foi o mesmo: o texto cai de qualidade justamente na parte nova 🙂

      Gostaria de ter trabalhado mais a segunda e terceira parte de forma que não ficasse forçado, mas faltou tempo e espaço.

      Grande abraço.

  8. Thomás Bertozzi
    29 de março de 2016

    Bem movimentado. O ritmo é o ponto forte deste conto, especialmente nas batalhas. Por conta disso, a história “passa depressa”.
    Diálogos simples e diretos, bem adequados à situação de guerra na qual as personagens se encontram.

  9. Piscies
    29 de março de 2016

    A atmosfera do conto me agradou muito. Esse tom de um mundo mágico desconhecido sendo descoberto por humanos que vieram do nosso próprio mundo geralmente me faz sentir calafrios, além de ajudar na imersão já que, de certa forma, eu me identifico com o personagem principal. Colocando-me no lugar dele, sinto a sensação que sempre quis ter: conhecer novos mundos!!

    É claro que neste caso eu não queria exatamente conhecer este mundo, já que ele me parece um tanto quanto hostil.

    A narrativa passa por trechos muito bem escritos e extremamente simplórios. As descrições estão bem melhores do que os diálogos mas, mesmo assim, enquanto algumas descrições estão belíssimas, outra estão muito simples, narrando acontecimentos importantíssimos em duas palavras. Os diálogos estão todos um pouco infantis e não espelham a profundeza dos personagens. Giovanni tem uma história magnífica, que não condiz exatamente com as suas ações e palavras…

    O conto está recheado de batalhas e perguntas, mas sem muitas respostas e vitórias. O final veio no meio de uma narrativa que estava ficando muito boa, deixando um gosto amargo de “Quero Mais”.

    QUERO MAIS!!! Rs rs rs.

    De qualquer forma, foi uma boa leitura. Parabéns!!!

    • Leonardo Jardim
      5 de abril de 2016

      Valeu, campeão! Muito obrigado pelo comentário.

      Temos origens semelhantes (RPG) e, por isso, prezo muito sua opinião. E, claro, sou seu fã também 🙂

      Giovanni é um personagem que criei há anos, mas nunca havia dado uma continuação para sua história após sobreviver ao primeiro ataque. Após desistir de ter uma ideia original, peguei um texto antigo e tentei terminá-lo para o desafio. O pouco tempo que tinha e o limite não me deixou fazê-lo da maneira que gostaria. A ideia original era muito mais complexa… um dia, quem sabe?, posso expandí-la.

      Abraços.

  10. Anorkinda Neide
    28 de março de 2016

    Muito bom conto de ação e fantasia.
    Parabens!
    vi o ‘filme’ todo, com as cenas das conversas mentais de Azaela em slowmotion.. ou quase.. rsrs
    Por incrível que pareça, esta guerra ficou bonita!
    O conto, inclusive aparenta ser curto, ou seja, nada cansativo.
    Boa sorte!
    Abração

    • Leonardo Jardim
      5 de abril de 2016

      Já agradeci no grupo, mas vou deixar registrado aqui também: obrigado , obrigado e obrigado, minha fã! 😀

      Bjs

  11. vitormcleite
    26 de março de 2016

    penso que faltou mais descrição da guerra, das lutas, da dor e mais barulho de armas… Ficou um retrato um pouco superficial, mas de resto a história está bem desenvolvida e há mistério, o leitor sente que lendo mais um pouco descobre algo e chega com facilidade ao fim. Não concordas que podias pôr um pouco mais de cheiro das lutas?

    • Leonardo Jardim
      5 de abril de 2016

      Vitor, em alguns momentos eu achei que sobrou batalhas e faltou desenvolvimento. Mas acho que entendi o que você quis dizer: que faltou ainda mais imersão na guerra e sobrou reflexões, é isso?

      Se for, está anotado.

      Abraços.

  12. Fabio Baptista
    24 de março de 2016

    Eu gostei do conto, mais pela temática (paladinos/templários sempre foram meus personagens preferidos) e pelas batalhas do que qualquer outra coisa. Foi tipo aqueles filmes que servem como uma distração gostosa para ver ali comendo pipoca, mas que não fica muito tempo na memória, por não conter nenhum elemento novo, não instigar nenhuma reflexão mais complexa, etc.

    A escrita é ok – conduz bem a história. Entretanto, está adjetivada em excesso em alguns trechos e possui alguns lapsos de revisão apontados abaixo.

    A história foi daquele tipo em que tudo vai casando como desculpa para uma grande batalha final, onde o mocinho salva o dia, sem muitas surpresas. Só não casou com a mocinha porque morreu, mas isso também não foi muito impactante.

    – Estavam sendo massacrados, seriam todos mortos. Mas não sentia dor.
    >>> Esse “mas não sentia dor” ficou meio deslocado. Poderia ter colocado algo tipo “estava ensanguentado e com um corte no peito, mas não sentia dor”. Algo do tipo. Daí faria mais sentido.

    – A lei dos homens o perdoou por precisarem de mais espadas na guerra, mas duvidava que Deus tivesse realmente essa necessidade
    >>> Essa frase é compreensível, mas poderia ser melhor trabalhada para transmitir a ideia de que Deus não precisava de guerras em Seu nome.

    – Os olhos vidrados o mantinha atento
    >>> concordância

    – antes de precisar proteger-se de um golpe de outro monstro com o escudo arruinado
    >>> ficou parecendo que o monstro estava com o escudo arruinado

    – Mas, ao invés do golpe, ouviu um zunido e um baque seco
    >>> ao invés só serve para ideias opostas, exemplo: subiu, ao invés de descer. Nesse caso, deveria ser “em vez do golpe”

    – Laonnah os deu uma segunda chance
    >>> Laonnah deu a eles uma segunda chance

    – Quando volto à realidade
    >>> voltou

    – pois lutavam uma Guerra Santa e o aquele monstro obscuro
    >>> sobrou um “o”

    NOTA: 7,5

    • Leonardo Jardim
      5 de abril de 2016

      Valeu, Fabio. Obrigado pela análise e revisão sempre apurada.

      Concordo que a história não fugiu muito do padrão. Como já disse para os colegas abaixo, deixei o meu lado RPGística assumir o controle da escrita e tive pouco tempo para escrever e revisar.

      Abraços e parabéns mais uma vez pelo conto. Foi o meu preferido nesse desafio.

  13. Brian Oliveira Lancaster
    23 de março de 2016

    OGRO (Objetivo, Gosto, Realização, Ortografia)
    O: Começa muito bem, criando uma atmosfera de estranheza típica de deslocamento a outro mundo. O cenário é um pouco clichê, mas consegue se diferenciar em pequenos detalhes. – 8,0
    G: O suspense gerado pela viagem contagia. Seu contexto histórico está embutido nas entrelinhas, e foi a melhor escolha omitir a batalha “original”. No entanto, o personagem muda de ideia muito rápido, não houve nem tempo para pensar no assunto. Trabalhando melhor essa parte, combinará com o restante, que foi bem conduzido. – 7,5
    R: Começa direto na ação, o que foi ótimo, pois nos obriga a prestar atenção ao restante, procurando captar maiores detalhes. Apenas o surgimento inconstante de outros cavaleiros não ficou muito bom, pois eles são introduzidos do nada, sem menção alguma a quantos atravessaram para o outro lado. – 8,0
    O: Escrita simples, sem grandes floreios, mas eficiente em transmitir as emoções. – 8,0
    [7,8]

    • Leonardo Jardim
      5 de abril de 2016

      Obrigado pelo comentário, Brian. Depois da égua e da mula, eis que surge o ogro 🙂

      Reconheço que errei nos pontos que você apontou. Existe muito clichê no texto, pois depois de tentar escrever algo original sem sucesso, desisti e deixei a veia RPGística assumir o controle da caneta (teclado). Tive pouco tempo para elaborar melhor a trama e revisar o texto, por isso algumas cenas não ficaram boas e erros passaram.

      Abraços.

  14. Pedro Teixeira
    23 de março de 2016

    Olá, autor(a)! Conto bacana, divertido, com um enredo cheio de ação. As cenas de batalha estão muito bem descritas. Achei que o tom dos diálogos destoa da época e da situação, em falas como “quem eram aqueles caras” e “monte de monstro”. E o final me pareceu um tanto apressado. De resto, um conto muito interessante, que pode render ainda mais. Parabéns pela participação!

    • Leonardo Jardim
      5 de abril de 2016

      Valeu, Pedro. Fiquei bastante feliz com seu comentário. Nesse texto eu resolvi, depois de tentar sem sucesso uma ideia original, voltar ao passado e escrever sobre o que eu escrevia antes de conhecer o EC: Alta Fantasia e guerras medievais.

      Concordo com os problemas apontados. Tive pouco tempo para trabalhar os diálogos e o final (que escrevi várias vezes, mas enviei mesmo sem estar satisfeito com ele).

      Abraços.

  15. Davenir Viganon
    23 de março de 2016

    Sai muito satisfeito com a leitura. Gosto de ler uma história em que as coisas acontecem e o autor quer contar uma história. Partindo disso a escrita foi simples, o primeiro parágrafo tem muitos adjetivos fracos, e fiquei feliz de isso não repetir ao longo do texto. Os personagens são bacanas, nada muito disso, mas o “loiro” ficou sobrando na história. A história é o que eu mais gostei: simples e bem contada. E a mistura de um cruzados do nosso mundo, com um mundo de fantasia clássico funcionou bem, a meu ver. 100% adequado ao tema!

    • Leonardo Jardim
      5 de abril de 2016

      Obrigado pelo comentário, Davenir.

      A primeira parte eu escrevi há anos atrás, por isso alguns vícios ainda não havia sido resolvidos. Removi alguns na revisão, mas alguns sobraram.

      Fico feliz que tenha gostado da história.

      Abraços.

  16. catarinacunha2015
    22 de março de 2016

    O COMEÇO, um templário em um campo de batalha com a ilustração de efeito, deu impulso para prosseguir na VIAGEM de fantasia medieval. O completo domínio da narrativa torna o FLUXO de ação intenso, entretanto deixa muito a desejar em estilo e originalidade. As várias cenas e descrições remetem a roteiro de novela. FINAL épico previsível. 7

    • Leonardo Jardim
      5 de abril de 2016

      Obrigado pela análise, Cat.

      Concordo com os problemas apontados e agradeço os elogios.

      Abraços.

  17. phillipklem
    21 de março de 2016

    Boa tarde.
    Uau! Sua escrita revela muita experiência e segurança. Parecia que eu estava lendo um livro profissional. Você tem um ótimo talento para criar cenas empolgantes e personagens secundários que dão um enorme apoio à história, como o guerreiro loiro, que não contribuiu muito para nada relevante na história, mas que acrescentou muito ao conjunto da obra.
    Seu protagonista foi brilhantemente esculpido e dotado de uma profundidade quase humana. Suas lutas internas, suas convicções, seus pecados. Tudo foi impressionantemente profundo para um personagem de um conto pequeno como este.
    A única passagem que me desagradou um pouco foi esta: “— Isso é terrível! — disse o templário. — Essa não é uma guerra sem sentido, afinal. Não poderia continuar vivendo se não lutasse ao lado do seu povo para tentar impedir isso, Azaela.”
    Soou pouco natural e muito súbito. E algumas outras passagens a partir desta ficaram um pouquinho forçadas também, mas de forma bem mais sutil.
    Fora isso, e uns poucos errinhos de digitação, seu conto está impecável. Até o final foi perfeito.
    Enfim, adoraria ler esta história como algo maior. Você com certeza tem capacidade para escrever um romance.
    Meus parabéns e boa sorte.

    • Leonardo Jardim
      5 de abril de 2016

      Obrigado Phillip, seu comentário é daqueles que pagam todo o esforço gasto para escrever o conto. E ainda sobra troco 😀

      Concordo com você na parte que você citou como ponto negativo. Eu precisava de um pouco mais espaço para fazer essa virada de percepção dele de que aquela guerra era diferente da dele. Falhei nessa parte.

      Mais uma vez: obrigado!

      Abraços.

  18. André Lima dos Santos
    18 de março de 2016

    Mais uma vez tenho que lembrar a importância de uma boa revisão. O texto está recheado de erros, de palavras comidas, de concordâncias verbais equivocadas… Isso acaba por reduzir a beleza de qualquer conto e certamente lhe custará alguns pontos.

    Quanto à estrutura narrativa, temos aqui muitos clichés. Eu sou da teoria de que, se for utilizar o clichê, deve-se fazer o leitor sentir necessidade dele – torcer para que o clichê ocorra. Acho que a estrutura dos atos foi mal construída. Temos um primeiro ato de tamanho médio e um segundo ato minúsculo. Faltou alguma subtrama atraente em minha opinião
    Para ilustrar a questão dos atos, veja a cena em que o protagonista se convence a ajudar. É extremamente corrida e inverossímel. Parece que o personagem mudou de opinião num passe de mágica. Ele estava em meio a uma complicação progressiva, mas o autor não quis explorar esse elemento tão importante de narrativas de guerra.
    Quanto ao terceiro ato, gostei das descrições de batalha (Na verdade, gostei das descrições de combate no texto inteiro), mas acho que faltou uma atenção maior à crise também. A resolução é boa, embora com pouca carga emocional, acho que seguiu o estilo proposto pelo conto desde o início.
    Por fim, quero elogiar os diálogos do primeiro e do terceiro ato.

    Boa sorte no desafio!

    • Leonardo Jardim
      5 de abril de 2016

      Obrigado pela análise apurada, André. É para isso que costumo postar contos aqui no EC.

      Concordo com todas as críticas apontadas. Escrevi o conto muito em cima do prazo e isso afetou tanto a revisão com a estruturação do texto. Precisei cortar muito para caber e o segundo ato acabou sendo muito prejudicado (cortar de cenas de ação é muito mais difícil). Só para ilustrar, a ideia original era passar vários dias entre a primeira batalha e a última. Teria sido muito mais orgânico.

      Mais uma vez obrigado. Abraços.

  19. Laís Helena
    17 de março de 2016

    Narrativa (0,5/2)
    Não gostei da narrativa. Não me prendeu, e na minha opinião ficou um tanto superficial. Faltaram aqueles detalhes que me fariam sentir ali ao lado do personagem, vivendo a história junto dele.

    Notei alguns errinhos de digitação, mas coisas pequenas.

    Enredo (0,5/2)
    O enredo não me convenceu. Achei que eles se acostumaram rápido demais com a mudança de mundo, aceitaram tudo o que Azaela disse sem muitos questionamentos. Além disso, Giovanni estava bem resistente quanto a ajudar pessoas desconhecidas em um mundo desconhecido e numa guerra que nem lhe dizia respeito, e de uma hora para outra morreria por eles. As cenas de batalha não passam emoção, e não gostei muito do embate de bem e mal (não tenho nada contra, mas faltou aprofundamento aqui, o que deixou sua história um pouco genérica). O final na minha opinião ficou um tanto forçado (e apressado também).

    Personagens (0,5/2)
    Os personagens também não têm desenvolvimento. A maioria recebeu apenas nomes, e Giovanni é descrito como pouco religioso e impulsivo. Além disso, no começo você o descreveu como um criminoso (só lá pelo final foi explicado o motivo de seus crimes), o que fez com que o fato de apresentar ideais (morrer lutando por uma raça que mal conhece, quando de um personagem como ele eu só esperaria que lutasse pela própria sobrevivência) soasse incoerente.

    Caracterização (0,5/2)
    Você mostrou personagens chegando a um mundo inteiramente novo para eles, e tudo o que nos apresentou foram os sóis e algumas características físicas dos personagens. Em um conto eu não esperava nada tão extenso ou detalhado, mas uma coisinha aqui e outra ali (como um trejeito, um detalhe da decoração) já passaria ao leitor a sensação de que seu mundo foi trabalhado com coerência.

    Criatividade (1/2)
    Luta contra o bem e o mal, o protagonista insubstituível… Nada exatamente criativo. Mas sou do tipo que curte alguns clichês se eles forem bem trabalhados todos os demais detalhes tiverem o devido aprofundamento.

    Total: 3

    • Leonardo Jardim
      5 de abril de 2016

      Obrigado pelos apontamentos, Laís. Foram duros, mas muito bem embasados.

      Concordo com a maioria dos problema que você apresentou. Faltou espaço para que a trama fosse melhor trabalhada. A questão de Giovanni se sacrificar realmente não ficou bem marcada, mas o fato dele ser um criminoso (na verdade um homem impulsivo e vingativo) não tirava o código de conduta que ele tinha (na cabeça dele, todos os crimes foram cometidos por um bom motivo).

      Abraços.

  20. Tiago Volpato
    17 de março de 2016

    Mais um texto profissional dentro do grupo. Entraria fácil em alguma coletânia do gênero. Nem tem o que comentar, excelente.

    • Leonardo Jardim
      5 de abril de 2016

      Obrigado, Tiago. Não está tão bom assim, mas agradeço mesmo assim.

      Abraços.

  21. Pedro Arthur Crivello
    16 de março de 2016

    Escrita muito boa , começou revelando pouco do personagem e foi desenvolvendo ao longo da história. Sua forma de descrição ficou muito boa , e você consegui criar um novo mundo levando referencias interessantes, porem ainda há alguns problemas.
    Você usa descrições fora de época , como o Giovanni pode se sentir como uma maquina se elas ainda não foram inventadas? Nessa época também não existia tinta a óleo, pois ela foi inventada só no sec xIx se não me engano, antes os pintores faziam a própria tinta em um processo complicado. Você errou uma ou outra palavra mais foi irrelevante. Outro problema foi sua finalização
    Me desapontou muito o final, resoluções abertas são boas, porem a sua ficou vaga além do normal . você construiu uma boa história e não deu um final para ela , talvez seja pelo limite e se o texto for reconstruído sem limite de páginas essa resolução fique melhor, mas não posso avaliar por isso. Pois jogou um monte de informações , mas não concluiu.

    • Leonardo Jardim
      5 de abril de 2016

      Obrigado pelos apontamentos, Pedro.

      Escrevi o texto de forma meio corrida e não me atentei para os pontos que citou. A parte da máquina, eu imaginava mais aquelas de cerco, como trabucos e catapultas. A parte da pintura foi vacilo mesmo. Nesse caso, bastava retirar a indicação de que era “à óleo”.

      Sobre o final, como já disse para o Renan abaixo, tentei alguns finais diferentes, mas o prazo me alcançou e tive que mandar esse aí mesmo não estando satisfeito com ele.

      Abraços.

  22. Gustavo Aquino Dos Reis
    15 de março de 2016

    Conto magistralmente bem escrito. Alta e Baixa Fantasia mescladas com um genuinidade pura.

    Porém, autor(a), a história é muito linear para um mundo tão vasto e mágico como o seu. Giovanni tem uma história pregressa interessante, mas que por si só não se sustenta. O final foi um pouco abrupto e os dois deuses que regem esse mundo fantasioso (Laonnah e Nasredann) poderiam, ao meu ver, ter sido melhor explicados no intuito de mostrar que o maniqueísmo (tema batido na Alta Fantasia) é um emaranhado impossível de desemaranhar.

    No mais, foi o melhor conto do grupo.

    Parabéns.

    Boa sorte no desafio.

    • Leonardo Jardim
      5 de abril de 2016

      Obrigado pelo “magistralmente”, Gustavo. Vindo de você, que escreve superbem, é um elogio e tanto.

      Sobre a história, concordo com você. Desenterrei esse personagem de uma “gaveta”, pois não estava conseguindo escrever nada. A história era para ser maior e mais cheia de informação, mas tive que apertar para caber no conto.

      Fico feliz, porém, por ter gostado.

      Abraços.

  23. Renan Bernardo
    14 de março de 2016

    Gostei dele quase todo. Estava curtindo a forma como os confrontos eram descritos, o desenvolvimento do personagem, incluindo seu passado, mas me decepcionei no final. Achei bem simplório e totalmente esperado. Pensei que o papel de Giovanni na batalha final fosse ter um significado diferente. Apesar disso, o autor escreve bem e sabe usar as palavras e descrever as cenas de batalha.

    Nota: 8,5

    • Leonardo Jardim
      5 de abril de 2016

      Obrigado pelo comentário, Renan.

      Mudei bastante esse final, tentei achar um que me agradasse, mas a pressão do prazo me impediu de conseguir algo melhor.

      Fico feliz, porém, que tenha gostado no geral.

      Abraços.

  24. Antonio Stegues Batista
    10 de março de 2016

    O conto se parece com algumas cenas de filmes, O Senhor dos Anéis, Riddick e muitas outras estórias do gênero. O bem lutando contra o mal, guerreiros disformes contra belos cavaleiros, Necromante versus Maga (o). Não encontrei muita originalidade na trama, mas é um texto bem escrito, com bons diálogos e adequado ao tema.

    • Leonardo Jardim
      5 de abril de 2016

      Obrigado pelo comentário, Antonio.

      Concordo que optei pelo clichê. Tentei algo mais original, mas não veio.

      Ainda bem que, tirando isso, gostou do resto.

      Abraços.

  25. José Leonardo
    9 de março de 2016

    Olá, Sir Leger.

    É um dos poucos representantes da fantasia heroica nesse grupo, ainda que com variante: o herói sacrifica-se pelos seus (ou não tão seus assim). Giovanni é expressão comum do protagonista de textos do gênero: destemido, respirando ar como sangue, independente e alheio a crenças, muito mais interessado em proteger seus aliados que em recompensas por pretensos atos benignos num paraíso muito acima de sua cabeça. E como em muitos textos do tipo espada & feitiçaria, a estrutura pende mais a favor da descrição do que dos diálogos que, desculpe, achei um tanto rasos e previsíveis.

    A narração é boa sobretudo nos combates. Giovanni é como um Conan e suas entradas providenciais e quase infalibilidade. Esse é um ponto positivo. No entanto, não senti o impacto que contos do gênero proporcionam; pode ser comigo, pois outros captarão esse impacto.

    Boa sorte.

    • Leonardo Jardim
      5 de abril de 2016

      Obrigado pelo comentário, Zé Leo. Tentei alguma abordagem diferente, mas no fim optei mais pelo clássico. Quando vi que a ideia genial e original não viria, decidi fazer aquilo que eu já sabia (minha origem literária é fantasia).

      O resultado não foi perfeito (principalmente pelo meio), mas estou satisfeito.

      Abraços.

  26. Rodrigues
    7 de março de 2016

    Embora a temática não me agrade, gostei da narração inicial, com o rápido desenvolvimento da batalha. Já na segunda parte, quando surge a sacerdotisa, senti um afastamento dos personagens e até mesmo a ação tornou-se menos chamativa. O final também não me agradou.

    • Leonardo Jardim
      5 de abril de 2016

      Entendo, Rodrigues. A primeira parte era a única madura nesse texto, já havia escrito ela há anos atrás. No fim do prazo, eu resolvi terminar essa história, mas tive pouco tempo e espaço para isso. Abraços.

  27. angst447
    7 de março de 2016

    O título simples, mas interessante, homem santo, mas nem tanto.
    Conto muito bem escrito, abordando batalhas, cavaleiros, monstros, um mundo particular com a sacerdotisa de longos cabelos brancos. Fantasia? Creio que sim.
    Não sou muito fã de textos sobre batalhas sangrentas, cavaleiros defendendo suas crenças e terras. No entanto, vejo que o autor fez um bom trabalho na caracterização dos personagens e do ambiente.
    O final triste, mas bem impactante, com a morte de Giovanni servindo a seu propósito – salvar todas uma espécie.
    Não encontrei falhas na revisão, a não ser um “sacertodiza” quase no final.
    Boa sorte!

    • Leonardo Jardim
      4 de abril de 2016

      Valeu, Claudia. Desculpe por fazer você ler batalhas sangrentas e cavaleiros defendendo suas crenças e terras. Depois de muito tentar escrever alguma coisa diferente, resolvi voltar à minha origem literária e escrever sobre isso 🙂

      Abração!

  28. Wender Lemes
    6 de março de 2016

    Olá, Sir Ralph. Seu conto é o último conto que avalio nesta primeira fase (embora não seja a última leitura que espero fazer).

    Observações: não há o que questionar acerca do tema, em minha opinião. Achei interessante a ideia de contrapor templários e suas ideologias a um ambiente fantástico onde há deuses claramente participativos. Ficou implícita uma reflexão: um deus depende do povo que nele acredita? Seria uma justificativa para deuses quererem exterminar os povos que acreditam em seus inimigos.

    Destaques: o clímax foi muito bem feito, as cenas de matança também ficaram extremamente vívidas. Gostei do modo como desenvolveu Giovanni, justificando suas ações, mas não o eximindo de culpa. As duas raças que criou são parecidas com Elfos e Orcs, mas possuem suas peculiaridades, então ganha pontos pela criatividade.

    Sugestões de melhoria: uma revisão para corrigir detalhes como “Os olhos vidrados o mantinha ” (acho que o verbo concorda com olhos, pode ser que outro comentário confirme isso), “O mostro o olhou incrédulo”. Se você tiver intenção de continuar o conto após o desafio, seria uma ideia interessante de purgatório reviver o guerreiro em uma guerra diferente a cada morte. Assim, ele estaria fadado à “imortalidade” e a lutar até perceber que a ânsia por sangue é um castigo, ou coisa do tipo. É só uma das possibilidades.

    Parabéns e boa sorte no desafio!

    • Leonardo Jardim
      4 de abril de 2016

      Fala Wender, blz?

      Achei muito interessante o seu comentário, porque pensei seriamente em terminar o conto com Giovanni abrindo os olhos em outro mundo. Talvez isso tivesse aumentado o impacto ao final, mas fiquei com medo do povo não gostar.

      Grande abraço!

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Publicado às 5 de março de 2016 por em Fantasia - Finalistas, Fantasia - Grupo 1 e marcado .