EntreContos

Literatura que desafia.

A procura (Davenir Viganon)

griô

I

Olhou para a vastidão de terra que o cercava e viu o mundo. O velho griô sabia o nome que se dava a cada porção de terra, mas mundo era o único nome que lhe fazia sentido. O seu mundo era um pouco de cada um que conheceu. Vasto apenas porque compartilhou, daí vem o mais belo do conhecer. Foi o que fez naquela noite de festa do reino de Idunu. Não diferenciava, há tempos, vilarejo, aldeia ou reino. Eram todos reino. Cada reino com suas pessoas, cada pessoa com seu mundo e era atrás dos mundos que caminhava sem parar.

***

As casas decoradas cercavam a praça calçada de arenito polido, um oásis em terras áridas banhadas pela intermitência do grande rio que corta o mundo. No terceiro dia da festa, ao deus chamado Òfún, pela boa colheira, todos já estavam exaustos da comemoração. O vinho de palma havia embriagado quase todos os seus felizes habitantes. Os adultos da cidade dormiram onde cariam. Deitaram-se e deixaram o sono o levar pela correnteza dos sonhos. Durante os dias de festa as crianças divertiram-se sem se embriagar, dormiam e acordavam para divertir-se novamente de modo que havia sempre crianças correndo, gritando e alegrando o ambiente enquanto outras encantavam os adultos com seu sono inocente.

Um grupo de crianças estava acordada quando se deram conta que todos os adultos estavam dormindo. Era tarde da noite e nunca se distanciaram de casa a noite.

— Vamos andar pelos arredores da praça – Disse Oshanna, a mais corajosa delas.

— Eu não, vai você. — Um dos meninos disse, sendo seguido por outros em coro.

— Que medrosos. — Oshanna puxou o líder dos medrosos, que envergonhado a seguiu, e os outros acompanharam.

Seguiram a grande aventura a metros do berço pela parte iluminada da praça central  iluminada por piras que queimavam alto. Seguiram até a mata escura quando viram um ponto luminoso não muito longe. Esconderam-se e ficaram aos cutucões e os dedos indicadores na boca tentando não fazer barulho. O ponto de luz era uma tocha acessa, a medida que se aproximava, logo revelou uma forma humana qu a segurava. Um homem velho que caminhou pela trilha árida envolto de palmeiras e grandes plantas sazonais comuns em Idunu. Parou no ponto da trilha bem perto de onde as crianças estavam, sem deixar de olhar para frente.

— Aqui é o reino de Idunu?

As crianças arregalaram os olhos, mas Oshanna logo levantou, ansiosa por mostrar sua coragem. Já os outros levantaram desanimados como que pegos numa brincadeira de esconder.

— Não é reino, é aldeia!

— Vim conhecer a festa da colheita de seu reino.

— Estão todos dormindo, menos nós. — Revelou ingenuamente.

— Achei que encontraria alguém disposto a ouvir minhas histórias.

— Um Griô? — Oshanna fala com seus olhos negros arregalados de emoção. — Venham seus medrosos, um contador de histórias não irá matá-los. — Eles vieram encorajados, mas com medo do desconhecido.

Oshanna disse para que o contador lhes contasse uma das suas melhores histórias que depois  sua família lhe recompensaria. Então, sentados entorno de uma das piras da entrada da cidade, o griô anunciou que contaria a história de Tyádora, uma grande guerreira. As crianças nunca ouviram falar dessa história o que as deixou muito curiosas.

 

II

A muito tempo existiu uma formidável guerreira de nome Tyádora. A mais velha das duas filhas do rei Qussim e da rainha Nebula, do reino Onijala. Era uma mulher dotada de uma beleza lendária além de ser uma guerreira muito habilidosa em combate, dominando a lança e o escudo como ninguém. Era dito que arremessava a lança no futuro e atingia o adversário no passado. Porém o governo do rei Qussim, entrou numa torrente de guerras contra o poderoso reino de Jagun. Muitos dizem que trata-se de uma vingança dos seus antigos conselheiros, os donos da adivinhação, conhecidos por babalaôs. Em períodos anteriores eram tão respeitados quanto os reis, e isso teria trazido a inveja de Qussim. Sem suas previsões cunhou seu governo na base da conversação e alianças meticulosas. Como uma árvore seca que perdera as folhas, Onijala morria aos poucos. Tyádora, sempre disposta a mostrar seu valor nas artes da guerra, treinou até se tornar a melhor guerreia do exército de Onijala. Lutou e alçou notoriedade mas todo seu esforço só havia servido para evitar a aniquilação de Onijala, nunca conseguira nada perto de derrotar o inimigo.

A paz entre os reinos veio apenas quando o velho rei de Jagun, havia falecido. Seu filho Zabor, assumiu aquele reino. Ele crescera em meio a ânsia pela guerra de seu pai mas ansiava pela paz e aceitou negociar com Qussim. Não demorou muito para que a disposição para a paz dos dois reis se convertesse em um tratado. Ficou acordado que Zabor se casaria com Tyádora selando a paz entre os maiores reinos do mundo.

As famílias passaram a se reunir em encontros de esperança e desconfiança mútuas.

— Espero que nosso casamento sele a paz tão necessária, rei Zabor. — Tyadora disse solenemente.

— Eu espero mais que isso. — A beleza de Tyádora se manifestava tanto nos traços suaves e arredondados quanto na sua animosidade constante. Zabor estava encantado. Tyadora permanecia indiferente.

O velho rei alimentava a esperança de sobrevivência do reino servindo pessoalmente vinho de palma a jovem filha e ao rei vizinho. Onijalenses viam aquilo como um sinal de submissão, já para os Jagumanos, um ardil do velho rei.

— Você e as próximas esposas poderão desfrutar bastante o período de paz que virá.

— Não quero outras esposas, apenas você Tyádora.

— Não prometa isso. Meu pai disse o mesmo a minha mãe.

— É tudo tão inevitável para você? — Tyádora ignorou. — Como na guerra?

— É muito orgulhoso dos teus acordos, assim como meu pai. Se esta guerra acabou foi apenas por vocês serem parecidos. Ainda não decidi se penso que essas guerras ocorrem porque vocês reis a querem ou não.

— As vezes não temos escolha e — ficou sem palavras.

— Você também não sabe, talvez sequer tenha se perguntado antes. Pensava que apenas sendo a melhor acabaria com a guerra, mas lutando vi que não. Até que veio você e este casamento. Para acabar com a guerra eu farei esse pequeno sacrifício, por isso não precisa me prometer nada. Agora, me responda, que escolhas que vocês reis não fazem que acabam resultando nas guerras?

Zabor continuou sem palavras e aliviou-se por um instante com a interrupção causada por algumas vozes que clamavam a plenos pulmões.

— O Ibiri de Onijala desapareceu!

Os olhares dos guerreiros de ambos os lados recobraram o rubror da guerra e algumas armas  foram erguidas. Mas a paz que Zabor e Qussim tanto lutaram para erigir era preciosa demais e exigiram muito dos seus melhores esforços para acalmar os ânimos dos aliados da findada guerra. Zabor e Qussin discutiram uma solução em meio aos convidados ansiosos.

— Lamentamos o roubo do Ibiri, rei Qussim. Sabemos que pode ter sido qualquer um  insatisfeito com a paz.

— A autoria do roubo é menos importante que o desaparecimento do Ibiri, Zabor. Ele é muito mais importante do que aparenta. Sem ele as colheitas não serão boas o suficiente para alimentar a todos.

— Achei que não acreditasse nas adivinhações?

— Os amuletos não tentam nos enganar. Não podemos ficar sem eles.

— Como seu convidado, devo partir para recuperá-lo. — Zabor anuncia gravemente.

— Não, Eu vou. Consultarei Mwelo, a melhor babalaô viva, que aprendeu com o próprio  Orunmilá. — Todos se voltaram para Tyádora.

— Mas Tyádora…

— Acabamos de sair de uma guerra e não vou permitir que ela recomece. Podemos muito bem consultá-la.

— Não, minha filha. Você sabe que Mwelo não faz adivinhações sem carregar uma maldição junto. Não podemos mais depender deles, agora muito menos, porque nutrem raiva de nós.

— Pode haver pior mal que uma nova guerra? — Disse Tyádora.

— Concordo com seu pai, Tyádora. Melhor obedecer. — Falou sem firmeza e recebeu um  olhar furioso de Tyádora que, por fim, se calou e deu um passo para trás.

A reunião continuou, mas Tyádora que se manteve calada e não foi notada quando saiu de perto da fogueira que iluminava parcamente os rostos preocupados. Quando notaram sua ausência, suas armas já haviam desaparecido. Ninguém pensou em procurá-la junto a cama da irmã mais nova, Zene. Lá estava também Nebula, sua mãe.

— Eu sei que está nervosa com tudo isso, mas eu vou voltar – disse para as duas. Não vai mais ter guerra aqui. — Tyádora abraçou Zene, enquanto olhava para Nebula, que nada disse. Zene parecia inconsolável.

— Faça tudo que puder para voltar Tyádora. — o olhar acalentador de Nebula, foi toda benção que precisava para seguir.

Deixou-as agradecendo a Obá por Zene não dar alarme de sua fuga. Tyádora saiu a toda velocidade rumo ao único lugar onde poderia saber do paradeiro do Ibiri. Assim começou seu caminho.

 

III

            A cabana da adivinha Mwelo era de difícil acesso, onde bandos de leões não são raros. Mas a grande árvore oca transformada casa é inconfundível. Não havia porta e Tyádora entrou sem ter certeza que Mwelo estaria lá. Então, Mwelo falou como se não houvessem paredes na sua casa, tampouco nas mentes das criaturas vivas, quando sua voz entrou na cabeça conversando diretamente com seu íntimo, ignorando a hospitalidade e revirando os medos. Quando em transe, sob guia de Ifá, Mwelo via o futuro e jogava seus búzios tanto para reis quanto para aldeões.

— Apenas faça a pergunta. — Mwelo disse sem mexer os lábios secos.

O interior da oca era repleto de incensos acessos e a fumaça passeava lentamente como se morassem ali. Seguindo a voz, ou sendo levada por ela, rompendo os filamentos do perfume de ervas misteriosas, Tyádora encontrou Mwelo, sentada atrás de um tablado onde via círculos formados por colares de contas. Quando formulou uma pergunta Mwelo a interrompeu. Agitou os búzios e falava em transe. Não falava nenhuma palavra que Tyádora conhecesse ela lamentou ter crescido sem conhecer os adivinhos.

Até que jogou os búzios. Abriu os olhos secos e catou alguns. Olhou de novo. Catou outros.      — Seu rumo será bem caminhado, achar o Ibiri de Omijala. Mas te peço que não vá Tyádora.

— Não tenho escolha, se eu não for a guerra recomeçará, nem meu pai, nem Zabor juntos podem acabar com as guerras do jeito que está.

— O caminho está claro para mim, mas só posso te guiar se tiver certeza de que poderá cumprir até o fim.

— Para manter a paz entre Omijala e Jagun, sim.

— Entendo. Mas deve saber que uma vez nele, terá de pagar um preço.

— Que preço? — A feição de Mwelo se fechou.

— Saber do destino me custou o exílio — Olhou ao redor — Mas você não quer dominar o destino, não é? Então o preço será outro – deu de ombros, jogando a resposta ao mistério. Para obter o Ibiri terá de reclamá-lo ao povo de Ganar.

— O povo de Ganar, os que controlam os raios?

— Xangô controla os raios. Eles são obedientes a Xangô e ele os concedeu o seu uso. Não se esqueça disso.

— Obrigado Mwelo.

Mwelo nada disse, apenas montou uma expressão diferente em seu punhado de rugas. Tyádora saiu e dedicou parte de seus pensamentos para tentar entender aquela expressão. Parecia tomada de uma grande falta. Haveria uma palavra que expressasse isso? Afastou o pensamento a medida que se distanciava da árvore oca de Mwelo e muito mais do reino de Onijala. Passou dias caminhando. Afastou-se, alçando montanhas gigantescas onde os dois reinos pareciam um único ponto na imensidão do mundo. Isso a deixou feliz e esperançosa, mas também com uma tremenda vontade de ver sua família novamente.

 

IV

            Cansada e tão longe de sua casa, Tyádora caminhava numa terra castigada pelos ventos de Oyá. Teria andado em círculos? Caminhou dias sem conseguir uma caça. Até que encontrou uma fonte de água e os restos de um assado que devorou com vontade. Quando recobrou as forças notou que deveria ter gente por perto. Seu instinto se aguçou novamente com a fome saciada. Não demorou muito a ouvir os trovões e os gritos de alegria dos homens que os provocavam. Olhou do alto da pequena colina e viu a aldeia dos Ganar, os filhos de Xangô, os que tutelam os raios.

Apesar de ter comido os seus restos, não os deixaria vê-la como uma pedinte e sim como uma princesa guerreira de Onijala. Aproximou-se do grupo de homens, enfeitados com plumas num zige-zagueado que simulavam os raios em todas as partes da sua vestimenta. Eles a notaram e ela falou.

— Eu sou Tyádora de Onijala. Exijo falar com seu líder.

— Suma daqui mulher. — Um deles disse estendendo os braços para trás como se fosse arremessar algo. Causando risadas dos outros do grupo.

Tyádora caminhou firmemente com sua lança em riste e com o escudo erguido. O grupo sentiu a ameaça e se postaram em combate.

— Não quero lutar, apenas falar. — No fundo ela estava desejosa de enfiar a lança na quela fuça de soberba.

A resposta foi que dois dos homens repetiram o gesto de provocação, mas desta vez, raios surgiram das mãos deles e os arremessaram como lanças. O primeiro errou Tyádora e o segundo foi bloqueado com o escudo. Ficaram expostos e Tyádora aproveitou, projetou seu escudo e derrubou um dos Ganar e o outro com um chute rodado. Um terceiro veio com um raio mas usando como uma espada golpeando de cima para baixo. Tyádora fez um arremesso com a lança e arrancou a orelha do guerreiro que caiu gritando de dor. Um último, o que parecia ser o líder do grupelho, fez uma lança e um escudo com os raios, armando-se de modo parecido com Tyádora. Eles chocaram os escudos e apontaram as lanças nos pescoços um do outro. A lança de Tyádora era maior e os olhos do ganar se arregalaram.

— Só preciso de um de vocês vivo para me levar ao seu líder. Será você?

***

            Tyádora foi levada até o líder dos Ganar. Entrou nos limites de sua aldeia. As casas baixinhas de barro eram decoradas com desenhos coloridos. Eram motivos com raios e imagens de homens nus com corpos perfeitos de pele brilhosa e olhares lascivos, exatamente como eram os homens daquele povoado, não teve como não reparar. Conseguiu ver poucas mulheres. Elas estavam atrás da corrente de homens que tinha prioridade em ver a estrangeira, mas os poucos olhares que viu eram apertados de fúria e ciúmes. No centro viu uma fileira de homens mais ornamentados, evidentemente o líder deles seria o mais suntuoso daqueles homens. Eis que ele falou.

— Esta é a guerreira que os botou de joelhos? — Perguntou em tom ao guerreiro que sobreviveu. — Veio falar comigo? Se não soubesse disso talvez a teria matado, mas minha curiosidade é maior. Qual o motivo de sua vinda?

— Meu nome é Tyádora do reino Onijara. Eu vim exigir o Ibiri que foi roubado.

— Não importa de que parte do mundo você veio. O Ibiri está com os orixás agora.

— Então o tragam para mim. Vocês o roubaram.

— Não seja tola. Os Ganar não roubam, conquistam o que desejam. — Olhou para onde se encontravam as mulheres.

— Então vocês conquistaram de alguém que roubou.

— Isso não nos interessa.

— Mas interessa ao meu povo e vocês tem de devolvê-lo.

— Já disse, não nos interessa. Não está mais conosco.

— Para quem vocês venderam?

— Tola. Não vendemos nada, conquistamos. Como acha que conquistamos o poder dos raios? Seu Ibiri foi entregue como oferenda para Xangô e ele continua a permitir que o usemos o poder dos raios. Assim fazemos para termos o que quisermos.

— Vocês tem acesso a Xangô? Podem me levar até ele. — Riram como se ouvissem a piada mais engraçada do mundo.

— Ele só fala com quem ele desejar. Se ele quisesse falar com você já teria aparecido aqui mesmo.

— Mentiroso. Deve ter algum local sagrado que vocês buscam o seu auxílio. Eu quero ir para lá. — O sorriso do líder dissipou-se e tirou as costas de seu trono de palha — Se me levarem para Xangô, seremos seus aliados e forneceremos mantimentos em troca de apoio em futuras guerras. — O sorriso voltou a brilhar na face do líder.

— Pois bem. Vamos dar o que quer. Mas não podemos garantir que Xangô queira falar com você. Vai ser interessante vê-lo dizimar-te com um raio.

 

V

            Tyádora foi acompanhada pelo líder, chamado Ciko, e mais dois Gunar para uma montanha fora da aldeia. Caminharam por toda a manhã do dia seguinte até encontrar um templo muito estranho. Nunca tinha visto nada parecido. Uma caverna talhada na pedra e estátuas com desenhos parecidos com os pintados na casa da aldeia Ganar. Nunca vira uma estátua com um orixá, sequer ouvido falar da existência de uma. Começou a pensar em armadilha, mas seu escudo e sua lança estavam consigo. Temeu mas não parou até que os outros pararam. Ciko entregou uma porção de amalá.

— Apenas caminhe em frente para dentro da caverna e terá o que deseja.

Tyádora nada disse e caminhou. Até ser tomada pela escuridão e não ver luz nenhuma a sua frente. Apenas o próprio vulto e sua respiração. Linhas em tons escuros eram quase indiscerníveis, mas o chão era liso como se polido de forma que caminhou sem medo de cair. A luz ao fim do desconhecido começou a brilhar. Apertou o passo no compasso da respiração ofegante. Escudo e lança em mãos. A luz maior e seu passo aumentou. Viu-se correndo como que partindo para o ataque.

— Pare! — Não era uma voz, mas um trovão vocalizado.

Tyádora estremeceu e acabou obedecendo. Ficou apoiada sobre um joelho e olhou para o chão amedrontada. Não conseguia levantar a cabeça e ver a fonte da voz.

— Larga tuas armas e deixa apenas teu presente.

— Não trago presente. — Uma pausa longa o suficiente para deixar uma gota de suor escorrer pela sua face e pingar pelo seu nariz.

— Levanta e deixe-me ver você. — Ela obedeceu.

– Então você é o presente? — Disse ignorando o amalá — Tem uma beleza comparável a Oshum, com certeza um presente diferente e muito agradável.

— Não sou um presente. Vim peg… o Ibiri… — Respirou fundo e começou do início – Eu sou Tyádora, não vim como presente, vim como princesa de Onijala. Vim reaver o Ibiri de meu reino.
Agora ela pode ver o deus em sua frente. Sentado em uma pedra redonda cercado de colares de seis contas, vermelhos e brancos, como sua túnica ornada com seus próprios raios.

— Tyádora – seu tom mudou, o trovão agora parecia mais com a voz de um homem – agora lembro de quem é. Sua beleza é mesmo lendária, atiçaria o fogo de qualquer homem vivo. Apenas não a vi lutando, mas se todas as histórias forem verdade. A lendária Tyádora.

— Lendária? Não sou lenda, nem quero ser. Apenas vim pegar o amuleto de Onijala. Não posso voltar sem ele. Foi roubado, segui a trilha que me levou aos Ganar e eles me levaram até aqui. Não está?

— Pois bem. Eu te concedo a posse do meu Ibiri. Se soubesse que fora roubado, não aceitaria.

Um ponto escuro da caverna iluminou-se e o Ibiri se fez visível. O pequeno cajado de palha  era um artefato simples e Tyádora o segurou como algo mais valioso que ouro.

— Obrigada. Agora devo ir pois a colheita se aproxima e não tenho mais tempo a perder. — Xangô que franziu a testa.

— Sim o tempo. Ele não existe aqui onde estamos — Desta vez foi Tyádora que franziu a testa. — Vá. Refaça teu caminho até sua casa.

Sem dizer nada, Tyádora o fez. Caminhou pela caverna, viu a sala iluminada de Xangô se reduzir a um ponto e desaparecer. O breu indistinguível até ver a luz que era a saída. Quando chegou na entrada não encontrou os Ciko nem os outros Ganar. Parecia ser tarde e não se surpreendeu que ele não a tenham esperado. Caminhou até a aldeia Ganar, mas preferiu apenas passar entorno deles, queria chegar o quanto antes em Onijala.

 

VI

            Tyádora, apesar do cansaço, começou a correr quando reconheceu as moradas muradas do reino. Foi até a área de festa, mas estava bastante diferente. Haviam poucas pessoas e nenhuma notou sua presença. Caminhou por entre os corredores velhos e cansados pelo tempo. Deparou-se com uma bela mulher de traços familiares. Ela arregalou os olhos e sua boca abriu num círculo de pavor.

— Não pode ser. Tyádora?!

— Sou eu, mas quem é você? Onde está Qussin, Nebula e Zene?

— Tyádora, como você pode estar assim. Não mudou nada.

— Quem é você afinal?

— Tyádora eu sou Zene!

Tyadora entendeu o pavor e quase fez a mesma expressão. Elas se abraçaram, antes que voltassem a fazer mais perguntas.

— Mas como? Eu fiquei fora nem duas luas.

— Não Tyádora. Faz quarenta anos que você desapareceu. Porque você desapareceu?

— Eu não… eu trouxe o Ibiri. O que aconteceu aqui? Onde está nosso pai, nossa mãe?

— Ah Tyádora, tanta coisa aconteceu. Tempos muito difíceis. Ainda mais depois que nosso pai morreu. As colheitas foram escassas. Muitas alianças que nosso pai fez foram perdidas. Nossa mãe se foi algumas luas depois de você partir. Não somos nem sobra da Onijala que você viu da última vez. Eu fiz o que pude – Zene começou a chorar – fiz o que pude.

— Zabor fez isso com Onijala? Onde ele está?

— Não, não! Zabor partiu antes de nosso pai falecer. Entregou Janur para nosso pai. Dizia que te amava e que não voltaria sem te encontrar primeiro.

Tyádora ficou de cabeça baixa tentando assimilar os anos que perdera sem saber. Tanta tragédia se abateu. As lágrimas continuavam a fluir e pingavam no Ibiri que estava em sua mão. A expressão de falta de Mwelo lhe veio a cabeça.

— Fique com isso Zene e guarde bem. — Entregou o amuleto para Zene.

— Não Tyádora, isso é amaldiçoado.

— Não fale assim Zene.

— Por causa do Ibiri, perdi pai, mãe e minha irmã e passamos toda a sorte de dificuldades.

— Não. Foi minha culpa. Fique com ele e reerga Onijala com ele.

— Como assim. Você não vai ficar?

— Não. Meu tempo se foi quando fui buscar o Ibiri. Não tenho mais lugar no mundo. Só me resta procurá-lo.

 

VII

            — E desde esse dia, muito se ouviu falar de Tyadora. Cada um conta uma parte e eu conto tudo o que sei.

— Onde Tyádora está? Ela encontrou Zabor? O que aconteceu? — Perguntou Oshanna, com todo o ardor de uma criança curiosa. O sorriso de satisfação agradou o griô e o fez sorrir também.

— Ela está pro ai assombrando quem anda pela noite sem avisar os pais. — Disse um dos meninos.

— Não. Ela é uma guerreira. Forte. Não assombra ninguém. Posso ser como ela? — Oshanna discutia com os outros.

— Saiba se ver no outro e será um pouco como Tyádora, Oshanna.

O amanhecer brindou os pequenos ouvintes com bocejos de quem deveria estar acordando a esta hora. Os adultos no centro da aldeia acordaram e as crianças voltaram acompanhadas do velho contador de histórias. Eles o receberam bem, por trazer as crianças a salvo de seus descuidos. Depois de comer bem e descansou um pouco, contou e ouviu mais histórias e depois seguiu em frente.

Olhou para a vastidão de terra que o cercava e viu o mundo. O velho griô sabia o nome que se dava a cada porção de terra, mas mundo era o único nome que lhe fazia sentido. O seu mundo era um pouco de cada um que conheceu. Vasto apenas porque compartilhou, daí vem o mais belo do conhecer. Foi o que fez naquela noite de festa do reino de Idunu. Não diferenciava, há tempos, vilarejo, aldeia ou reino. Eram todos reino. Cada reino com suas pessoas, cada pessoa com seu mundo e era atrás dos mundos que caminhava sem parar. Quanto aos reinos, ele os esqueceu desde que abdicou do seu e partiu em sua procura. Em cada mundo que o velho Griô conheceu, enxergou um pouco de Tyádora.

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49 comentários em “A procura (Davenir Viganon)

  1. ram9000
    2 de abril de 2016

    O enredo tem uma boa ideia, com suas duas histórias. A história do Griô carece um pouco mais de explicação. Está apropriada ao tema do desafio. A introdução é muito boa assim como a ideia desta frase: “Era dito que arremessava a lança no futuro e atingia o adversário no passado.” O texto precisa de uma revisão; problemas de digitação e de gramática.
    “Os adultos da cidade dormiram onde cariam.”
    “humana qu a segurava”
    “A muito tempo”

  2. Pedro Luna
    2 de abril de 2016

    O velho era Zabor? Fiquei meio confuso nessa parte, mas acho que sim. O conto é muito bem escrito e tem uma história bem bacana. Achei inteligente por parte do autor, ou autora, dedicar a maior parte do conto para uma contação de história. Lógico que essa pode ser uma manobra decepcionante em outro caso, fugindo da história principal para vasculhar uma secundária, mas aqui as duas histórias parecem se conectar, ainda que não tanto.

    Mas o que importa é que foi uma trama interessante essa de Tyádora. Só queria entender melhor pq se passaram 40 anos. Boiei um pouco nessa parte. Seria uma liberdade criativa do contador de histórias?

    No geral, muito bacana.

    • Davenir Viganon
      3 de abril de 2016

      Cara,tenho reparado que tu nunca entende minhas histórias hahahahaha
      Mas eu explico 🙂 Sim, Zabor virou um griô.
      Basicamente o conto fala de oralidade e a lenda de Tyádora que ele conta é digamos a “última versão” da porção de relatos que ele ouviu enquanto a procurava. Então ela pode nem realmente ter encontrado Xangô, ou na “realidade” poderia ter feito qualquer outra coisa. Não é tanto uma liberdade criativa do Griô, pois a história que ele conta é resultado da oralidade do mundo cultural (baseado no) africano é esse o subtexto do conto.
      Afinal, não é assim que as histórias de Fantasia surgem?
      Um abraço e obrigado pelo comentário.

      • Pedro Luna
        3 de abril de 2016

        😦 Hahahaha. Valeu pela explicação, Davenir. ^^

  3. Wilson Barros Júnior
    1 de abril de 2016

    Que criatividade, um conto com os poderosos deuses afros, o candomblé, a origem. Nomes bem escolhidos, como Tyadora, e uma história bem contada. A ação foi muito bem desenvolvida, em um ritmo bem ditado. Um conto fantástico, que nos leva pela correnteza dos sonhos. Como costuma dizer o “griô” Jupiabá, oju anun fo ti ika, li oku.

    • Davenir Viganon
      5 de abril de 2016

      Grato pelo comentário. Fico feliz que tenha curtido a viagem e a menção ao Jupiabá é mais do que bem vinda!
      Um abraço!

  4. Emerson Braga
    1 de abril de 2016

    Você não imagina a tentação que senti, a vontade de te dar um 10 redondo! É muito frustrante quando vemos um texto maravilhoso como o seu comprometido pela falta de uma revisão mais cuidadosa. Coisas como “incensos acessos” ao invés de “acesos” e “na quela” ao invés de “naquela” são aceitáveis em textos ruins, mas dolorosas em textos empolgantes como o seu. Também há construções frasais incoerentes, como “mas o chão era liso como se polido de forma que caminhou sem medo de cair”. Acredite: Vírgulas fazem toda a diferença. E a responsabilidade de por as vírgulas não é do leitor, é sua.
    Fora esses problemas… Nossa mãe! Que texto lindo! Outra bela homenagem que encontro aqui no Entrecontos sobre a cultura afro. Não essa África estereotipada, de famintos e escravos. Mas a África de princesas guerreiras, de reinos exuberantes, de mitologias sensacionais (Seu Xangô é o bicho!), repleta de motes para boas histórias.
    E, como não torcer por Tyádora?! É impossível! Sua personagem quebrou outro paradigma: O da princesa encastelada. Tyádora não é a princesinha que passa a vida esperando pelo grande amor. É a estadista disposta a se casar com um estranho pelo bem de seu povo. Dentro dos limites de sua época e cultura, você criou uma feminista convincente, brava, forte, determinada, sem tirar dela sua feminilidade. Sensacional. Ah, como eu gostaria de te presentear com esse 10! Rrrrssss! Que fique de lição! Boa sorte.

    • Davenir Viganon
      3 de abril de 2016

      Cara quase não mandei por falta de revisão. Deram umas 2 ou 3 semanas e fiquei brigando com a história, e mais de uma semana sem olhar para o rascunho. Minha ortografia é deprimente, admito. O que piora é que não tenho ninguém para revisar para mim. Talvez já preveja o montante de trabalho. Deixando a choradeira de lado quero te agradecer por ter me poupado de um castigo maior pela ortografia, de verdade.

  5. Leonardo Jardim
    1 de abril de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 História (⭐⭐⭐▫▫): a trama é bem elaborada e amarrada. Os nomes diferentes incomodaram no início, mas do meio pro final me acostumei. Algumas soluções incomodaram um pouco, como a facilidade com que a protagonista encara os homens que controlam os raios. E ela os vence utilizando armas metálicas. Ficou até difícil imaginar. Fora essas escolhas que serviram apenas para a trama andar, o ideia geral é interessante.

    📝 Técnica (⭐⭐▫▫▫): o autor entende como contar uma história, mas precisa atentar mais para a principal ferramenta da escrita: o idioma. Listo à seguir, os erros que anotei. Mas gostaria de deixar registrado que meu objetivo é ajudar e não apenas criticar:
    ▪ “A (Há) muito tempo existiu uma formidável guerreira”
    ▪ “Muitos dizem (diziam) que trata-se (tratava-se) de uma vingança”. O texto ser contado sempre em um mesmo tempo verbal.
    ▪ “Sem suas previsões (vírgula) cunhou seu governo”
    ▪ “servindo pessoalmente vinho de palma a (à) jovem filha”
    ▪ “Zabor anuncia (anunciou) gravemente.”
    ▪ “Faça tudo que puder para voltar (vírgula) Tyádora”. A ausência de vírgula antes do vocativo modifica o significado.
    ▪ “Não falava nenhuma palavra que Tyádora conhecesse (ponto) Ela lamentou ter crescido sem conhecer os adivinhos”. São duas orações independentes.
    ▪ “Mas te peço que não vá (vírgula) Tyádora.”
    ▪ “deu de ombros, jogando a resposta ao mistério. (Travessão) Para obter o Ibiri terá de reclamá-lo ao povo de Ganar”. Marcação entre a fala do personagem e a inserção do narrador.
    ▪ “não ver luz nenhuma a (à) sua frente”
    ▪ “Agora (Então) ela pode (pôde) ver o deus em sua frente”. É uma história contada no passado.
    ▪ “Tyádora (vírgula) eu sou Zene”
    ▪ “Não fale assim (vírgula) Zene”

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): ganha pontos por ser uma ambientação bem diferente, embora o conceito de roubo e busca ser bastante comum (é usado, por exemplo, no conto Loki Libertado neste mesmo desafio).

    🎯 Tema (⭐⭐): uma fantasia clássica em uma ambientação africana.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐⭐▫): apesar dos problemas que já citei, eu gostei bastante do texto e o fim teve em mim o impacto desejado. Cheguei a achar que a trama não se fecharia, mas fiquei bastante satisfeito quando vi o contrário.

    • Davenir Viganon
      5 de abril de 2016

      Cara, muito obrigado pelos apontamentos na escrita. Dou muito valor para eles porque dá trabalho e você faz de graça. Fico feliz que apesar das cagadas na escrita você tenha conseguido apreciar o conto. Obrigado e um abraço!

  6. Piscies
    1 de abril de 2016

    Uau! Uma história muito bonita, um conto muito bem escrito e agradável aos olhos. A leitura flui muito bem e as descrições são sublimes. A história é um pouco rasa, sem muito conteúdo, eu diria. Terminar a história de Tyádora sem um desfecho me fez sentir falta de um clímax ou um final mais empolgante. Mesmo assim, isso é compensado pela sensação gostosa de estar fazendo parte de um mundo completamente diferente do nosso, descrito em detalhes muito bem elaborados.

    A coragem de Tyádora é inspiradora, apesar da falta de desfecho da sua história. O cenário africano também é muito interessante de ler, muito criativo e diferente dos contos e livros de fantasia que li. Ler estes nomes e deuses de uma cultura tão distante da minha me inspirou de uma forma incrível!

    O conto precisa de um pouco mais de revisão, mas nada que atrapalhasse a leitura. O autor escreve muito bem, mas o conto está com erros de digitação, letras faltando, palavras escritas de forma errada e muitas vírgulas fora do lugar. Novamente, diante da escrita primorosa do autor, estes erros não incomodam muito. Uma boa revisão daria conta destes problemas.

    Enfim, um excelente conto, que só deixou um pouquinho do gosto de “queria saber mais da história de Tyádora” na boca.

    Parabéns!

    • Davenir Viganon
      3 de abril de 2016

      Meu conto precisa de muuuuita revisão kkkkkk. Fico feliz que minha burrice não tenha atrapalhado tanto tua apreciação.
      Agora o que aconteceu com Tyádora? O final dela é apenas um: Ela virou lenda. Sustentada através da oralidade e a oralidade é a base de tudo que escrevi. Um abraço!

      • Piscies
        4 de abril de 2016

        É, faz sentido mesmo. Eu ainda sinto a falta de um desfecho (afinal, ela saiu para procurar o “seu lugar”, mas jamais sabemos o que realmente aconteceu depois) mas… muitas lendas não possuem um desfecho, certo?

        É, faz sentido faz sentido. =)

  7. Gustavo Castro Araujo
    30 de março de 2016

    O conto ganha pontos por abordar a cultura africana com propriedade e, mais do que isso, por ter como protagonista uma mulher valente e não caricata.

    O texto flui bem, ainda que um pouco corrido, permitindo ao leitor torcer por Tyádora, mas o mais interessante é o fim, quando se percebe que o tempo avançou de forma diferente para ela, em relação àqueles que ficaram.

    A lenda toda me lembrou a história dos aborígenes australianos, que não tinham noção de propriedade, mas de mundo apenas, considerando-se dele integrantes e não donos. Presas fáceis para os colonizadores ingleses.

    O ponto fraco do conto é a gramática. Diversos erros, não só de digitação, mas também ortográficos e principalmente de concordância travaram a leitura. Da próxima vez, uma revisão há de cair bem.

    No frigir dos ovos, um bom trabalho.

    Nota: 7,3

  8. Simoni Dário
    30 de março de 2016

    Olá Griô
    Aprendi com seu texto o que é um Griô, através de pesquisa no Google, os contadores e preservadores da história do seu povo. A história de Tyádora empolgou a partir da luta com os homens de Ganar, alguns momentos achei interessantes e outros cansativos. Gostei da narrativa da humildade e reverência de uma grande guerreira diante de um líder respeitado, gostei do primeiro parágrafo reflexivo e lá no final que percebi novamente que era uma história dentro da história(tinha esquecido das crianças e das festas da colheita), e isso é mérito seu, pois entrei dentro da segunda história. Não conectei de todo, mas você está de parabéns pela classificação.
    Bom desafio!

  9. Simoni Dário
    30 de março de 2016

    Olá Griô
    Aprendi com seu texto o que é um Griô, através de pesquisa no Google, os contadores e preservadores da história do seu povo. A história de Tyádora empolgou a partir da luta com os homens de Ganar, alguns momentos achei interessantes e outros cansativos. Gostei da narrativa da humildade e reverência de uma grande guerreira diante de um líder respeitado, gostei do primeiro parágrafo reflexivo e lá no final que percebi novamente que era uma história dentro da história(tinha esquecido das crianças e das festas da colheita), e isso é mérito seu, pois entrei dentro da segunda história. Não conectei de todo, mas você está de parabéns pela classificação. E que a paz reine entre os mundos!
    Bom desafio!

  10. Thomás Bertozzi
    27 de março de 2016

    Um conto grande e bem “amarrado”. Os elementos de origem africana são menos comuns e acho que foram bem explorados. Gostei disso.
    Há alguns erros de ortografia.

  11. Anorkinda Neide
    27 de março de 2016

    Owww que história grande.. hehe
    Já vi algumas vezes, o contador da história ser um dos personagens, aqui ele era o marido da heroína.
    É bom..mas não surpreende mais, sabe?
    Achei assim, q ele narra uma historia muito complexa e d eum jeito bem adulto, para crianças..mas pode ser que as crianças deste ‘reino’ sejam mais espertas que as ocidentais… mas eu, q tenho idade mental de 5 anos ocidentais, confesso que achei a trama difícil… por exemplo, o diálogo de Tyádora com o marido, entendi nadinha.
    Mas é uma boa trama, só faltou um pouquinho de sensibilidade a fim de me cativar.
    Abraço e boa sorte!

    • Davenir Viganon
      3 de abril de 2016

      Os griôs de verdade falam muito de política, lembram de longas cadeias de reis e de localidades e geralmente usam instrumentos como os menestréis medievais, porém eles são mais antigos. Quanto as crianças, bem… tentei fazê-las criveis, pois suas reações ao fim da história são emocionais e ficam empolgadas facilmente com heróis. O resultado do meu griô é um griô de um mundo de Fantasia kkkk

  12. vitormcleite
    25 de março de 2016

    Este texto precisava de uma revisão antes de ser publicado. Pareceu-me uma história corrida sem pontos de atenção, sem altos e baixo, não houve nada que me agarrasse na leitura, me desculpa mas não me pareceu digno de estar na final. Peço desculpa.

    • Davenir Viganon
      3 de abril de 2016

      Desculpas aceitas.
      Nem questiono a falta de revisão, pois já estava ciente disso quando mandei e por isso, na véspera do prazo de entrega, estava na dúvida se mandava o conto ou não. Acabei mandando porque não queria desperdiçar todo o trabalho feito até então. No mais é sua visão e eu respeito.
      Um abraço!

  13. Rubem Cabral
    24 de março de 2016

    Olá, Griô.

    Gostei da ambientação africana: é raro ler-se sobre a religião e cultura de tais povos. A história dentro da história é interessante, em especial pela questão do tempo “dos deuses”, a profecia da adivinha, etc.

    Contudo, a escrita pede muitos reparos, em especial quanto à pontuação, pois há um bocado de vírgulas “comidas” e alguns outros erros, feito o parágrafo que começa com “A muito tempo…” (Há).

    Em alguns parágrafos senti que ouvi certo excesso de informação, com muitos elementos novos aparecendo em seguida, um “infodump” que poderia talvez ter sido apresentado com mais vagar ou de forma mais orgânica.

    O conto, como um todo, resultou, contudo, numa boa história.

    Nota: 7.

  14. Pedro Teixeira
    24 de março de 2016

    Olá, autor(a)! Um belo conto, criativo, original e muito bem escrito. A cena de luta de Tyadora ficou sensacional. Esperava algo a mais do final, parece que não casou muito bem com o Griô o passado dele, faltou estabelecer uma ligação mais forte entre os diálogos e dilemas que ele viveu na época e sua atual filosofia de vida. Mesmo assim, é um dos melhores contos do desafio até aqui. Uma revisão cairia bem – notei a ausência de algumas palavras e alguns pronomes fora do lugar. Parabéns pela participação!

  15. Fabio Baptista
    22 de março de 2016

    Não sei se a história é baseada em alguma religião ou folclore específico, mas, independente de qualquer coisa, achei bacana. Uma boa saga em busca do objeto perdido, bastante linear, com essa surpresa da passagem do tempo no final. Nada muito surpreendente – uma trama simples numa narrativa ok.

    Estranhei um pouco os nomes, bastante diferentes do que estamos habituados, mas no decorrer, principalmente depois que Tyádora assume o protagonismo, acabei me acostumando.

    O que me tirou bastante o gosto da leitura foram os diversos lapsos de revisão:

    – Os adultos da cidade dormiram onde cariam
    >>> caíram

    – Era tarde da noite e nunca se distanciaram de casa a noite
    >>> à noite
    >>> palavra “noite” repetida com muita proximidade

    – pela parte iluminada da praça central iluminada
    >>> palavra “iluminada” repetida com muita proximidade

    – humana qu a segurava
    >>> que

    — Um Griô? — Oshanna fala com seus olhos
    – Zabor anuncia
    >>> Em alguns momentos os tempos verbais foram misturados

    – Então, sentados entorno de uma das piras
    >>> em torno

    – A muito tempo
    >>> Há

    – A paz entre os reinos veio apenas quando o velho rei de Jagun, havia falecido
    >>> A paz entre os reinos veio apenas quando o velho rei de Jagun faleceu

    – Suma daqui mulher
    >>> suma daqui, mulher

    – de enfiar a lança na quela fuça
    >>> naquela (sem espaço)

    – Perguntou em tom ao guerreiro que sobreviveu
    >>> em tom ???

    – se surpreendeu que ele não a tenham esperado
    >>> tivesse

    – moradas muradas
    >>> má escolha de palavras

    – não fale assim Zene
    >>> não fale assim, Zene

    NOTA: 7

    • Davenir Viganon
      4 de abril de 2016

      Valeu pelas vezes de revisor. Teu trabalho não será em vão, vou lá remendar o texto com teus apontamentos.

  16. Evelyn Postali
    22 de março de 2016

    A PROCURA (GRIÔ)
    Isso foi de tirar o fôlego. Coisa mais maravilhosa. Fiquei admirada com a simplicidade e com a poesia contida nas palavras. O encontro de dois tempos. Presente e passado. Contadores de histórias são viajantes. Eles percorrem as estradas do imaginário e nos conduzem para limites que desconhecemos. Adorei essa passagem. Tão simbólica!
    Me lembrou de Campbell e a jornada do herói, nesse caso, da heroína. Também gostei porque os conflitos aparecem e tencionam a trama. Está perfeito até agora.
    Não há descrição e diálogos em excesso. Apenas o necessário e extremamente oportuno. Gosto demais da forma como a cena é contada. Enxuta, mas suave. Firme. Gosto da forma da palavra.
    Tem uma dinâmica muito boa. Não existe forma de parar de ler quando se começa. Estou encantada.
    Existe nesse texto uma sequência de ação e reflexão sobre as coisas do mundo. Estão nas entrelinhas. Você escreve muito muito muito bem.
    Criatura! Que história linda! Estou emocionada.
    “Olhou para a vastidão de terra que o cercava e viu o mundo. O velho griô sabia o nome que se dava a cada porção de terra, mas mundo era o único nome que lhe fazia sentido. O seu mundo era um pouco de cada um que conheceu. Vasto apenas porque compartilhou, daí vem o mais belo do conhecer. Foi o que fez naquela noite de festa do reino de Idunu. Não diferenciava, há tempos, vilarejo, aldeia ou reino. Eram todos reino. Cada reino com suas pessoas, cada pessoa com seu mundo e era atrás dos mundos que caminhava sem parar. Quanto aos reinos, ele os esqueceu desde que abdicou do seu e partiu em sua procura. Em cada mundo que o velho Griô conheceu, enxergou um pouco de Tyádora.”
    Zilhões de estrelas para essa história. Delicadamente contada.

    • Davenir Viganon
      3 de abril de 2016

      Muito te agradeço pela leitura. Ler teu comentário, é um daqueles momentos em que penso valer muito a pena sentar na frente de um teclado e digitar essas coisas que eu mando pra cá de vez enquanto.
      Muito obrigado 🙂

  17. Brian Oliveira Lancaster
    22 de março de 2016

    OGRO (Objetivo, Gosto, Realização, Ortografia)
    O: Uma temática bastante diferenciada, com toques de mitologia amazônica. A fantasia abrasileirada deu um ar novo, criativo. – 9,0
    G: A trama, como um todo, junto com o suspense, consegue prender o leitor. Gostei dos toques sutis de “viagem no tempo” e outras ideias comuns ao gênero (poderes), mas utilizadas de formas diversas, não cansativas. – 9,0
    R: O método utilizado foi excelente. O contador de histórias, tanto no início quanto no final, teve um propósito bem delineado. – 9,0
    O: Infelizmente, algumas frases soaram estranhas. Tem alguns errinhos também, mas uma revisão consertaria tudo isso. Há nomes complicados de se entender, mas faz parte do universo criado. As divisões caíram bem. Apenas a parte gramatical mesmo incomodou, mas foi em poucas partes. – 7,0
    [8,5]

    • Davenir Viganon
      3 de abril de 2016

      Mas ahhhh Sabia que tu perceberia “viagem no tempo”!!!! É a FC em nós.
      Valeu pelo comentário!

  18. catarinacunha2015
    21 de março de 2016

    O encanto me pegou pelo COMEÇO como um laço apertando. Que alívio ler uma bela VIAGEM sem castelos, fadas e elfos celtas. Este conto prova que o gênero “fantasia” não pertence aos anglo-saxões. O FLUXO tem o ritmo de uma lenda contada por um sábio e o FINAL transporta a personagem para a eternidade através da cultura oral. 10, nota 10!

    • Davenir Viganon
      3 de abril de 2016

      Obrigado por citar a oralidade, pois é um elemento que busquei tratar com muito carinho ao elaborar a história, pois é muito precioso para a cultura africana, e afro-brasileira, que serviu de inspiração.
      Muito obrigado.

  19. phillipklem
    19 de março de 2016

    Boa noite.
    Seu conto foi bem interessante.
    Gostei bastante da história de Tyádora e sua saga para recuperar o que lhe foi roubado. O final foi inesperado e muito interessante.
    Sua escrita é boa e de fácil entendimento. A única coisa que me incomodou bastante foram os erros de digitação e pontuação que apareceram, frequentes demais. Atrapalharam um pouco a leitura. Algumas prases também não estavam muito bem construídas, como: “A resposta foi que dois dos homens repetiram o gesto de provocação…”. Não está errado, mas não soa bem.
    Também os diálogos foram pouco naturais.
    Adorei o Griô. Foi, na minha opinião, o personagem com mais profundidade emocional.
    Tente dar uma polida no texto e tenho certeza que ficará muito melhor, pois a história está muito boa e sua escrita tem qualidade.
    No mais, boa sorte e não pare de escrever.

    • Davenir Viganon
      5 de abril de 2016

      Peço desculpas pelos erros, quase não mandei por causa disso, sei que para algumas pessoas incomoda bastante e ainda assim você viu coisas boas no conto. Muito obrigado pelo incentivo, não vou parar não! Um abraço.

  20. Tiago Volpato
    17 de março de 2016

    Achei a escrita um pouco cansativa, alguns trechos da história meio bobos, por exemplo “atirava no futuro, atingina no passado”. Achei que a história se focou muito em política, fiquei imaginando a cara das crianças ouvindo o velho falar, não acho que elas ficaram muito interessadas. Tyádora é uma excelente personagem, eu queria ver mais dela em ação, mostrar como ela é poderosa e porque as crianças gostam dela.
    O estilo também de contar história, achei desnecessário, se não tivessem as crianças e o contador, não ia fazer falta nenhuma.
    Gostei bastante do uso da mitologia africana, o universo que você criou foi muito bem detalhado, trabalhou essa questão da fantasia muito bem.
    Abraços.

  21. Pedro Arthur Crivello
    16 de março de 2016

    Muito comovente, a história da guerreira que faz de tudo para salvar seu pais, realmente foi tocante, a personagem principal é carismática e arrebata o leitor.
    O conto dentro do conto pode confundir um pouco a gente, ou as vezes acharmos que a primeira história é desnecessária, mas também dá uma característica de parábola interessante

    Um fomento muito interessante usar a cultura africana como canal tem um caminho brilhante pela frente. Só mais uma dica , use mais pronomes de substituição como “a guerreira” ,“a adivinha”, “a rainha”.
    O texto teve aventura, ação, um clímax bem definido .E ainda no final você costura tudo com uma lição de moral bastante interessante

  22. Laís Helena
    15 de março de 2016

    Narrativa (1/2)
    Notei diversos problemas na revisão, desde erros de digitação a vírgulas mal colocadas e erros gramaticais (como “a” no lugar de “há” e “houveram” quando o certo seria “houve”). Além disso, sua narrativa ficou um tanto apressada, sem os detalhes que fazem o leitor se sentir dentro da história (ou seja, você mais contou que mostrou). No entanto, a repetição, no final, de alguns trechos do começo me remeteu aos prólogos e epílogos do Patrick Rothfuss (não sei se foi referência ou só coincidência, mas mesmo assim gostei).

    Enredo (1/2)
    Quando a história de Tyádora começou a ser contada, fiquei me perguntando o motivo de ser uma história dentro de uma história, em vez de ser contada diretamente. Mas, no final, entendi, e acabei gostando do artifício. Quanto ao restante da trama, senti que faltou algum detalhamento em alguns pontos (como o Ibiri: o que ele fazia? Por que era tão valioso?). Mas creio que sua história tenha personagens e elementos demais para apenas 4 mil palavras, e que foi isso que prejudicou o desenvolvimento (e também a narrativa).

    Personagens (1/2)
    Gostei de Tyádora, mas achei que faltou um pouco de aprofundamento, um enfoque maior em suas motivações, e não somente no objetivo de recuperar o Ibiri. A aventura solitária de Tyádora é interessante justamente por isso, porque permite focar no psicológico, e senti falta justamente disso.

    Caracterização (1,5/2)
    Gostei da inspiração em lendas africanas, deu um ar diferente à história, e gostei também de todos os elementos apresentados. Mas, como todo o resto, isso ficou um pouco prejudicado pela narrativa apressada; em um conto maior, esses elementos poderiam ser explorados da maneira devida e teriam muito mais coerência.

    Criatividade (1,5/2)
    A criatividade está na inspiração em um mundo diferente do medieval que aparece em tantos livros de fantasia (adoro medieval, mas sempre gosto de ler algo diferente às vezes) e na jornada mais pessoal da personagem. Se o limite de palavras fosse um pouco (muito) maior, talvez você tivesse me presenteado com uma história da qual eu gostaria muito.

    Total: 6

  23. André Lima dos Santos
    15 de março de 2016

    Muito bom ver a cultura africana ser retratada em um conto por aqui! Salve a cultura africana e um salve a cultura afrobrasileira!

    Sobre o conto, começa com um bom parágrafo, mas logo erros de português e de falta de revisão recheiam o conto. Uma pena.
    O incidente Incitante (o roubo do artefato) poderia ser melhor explorado. Apenas foi lançado ao leitor o roubo, mas nenhum detalhe, nenhuma possibilidade foi aberta, o que me frustrou um pouco.

    O clímax foi bem tranquilo. Não houve crise, e as complicações da personagem não me convenceram muito. Gostei da resolução.

    Os diálogos são convincentes e há figuras de linguagens bem interessantes. Um conto bem razoável que ficou prejudicado pela estética. Faltou capricho!

    Abraços e boa sorte no desafio!

  24. Rodrigues
    15 de março de 2016

    O conto fica interessante a partir do momento em que a guerreira – protagonista – encontra-se com Xangô, no final. A história – a partir daí – começou a ficar chamativa para mim. Me passou uma impressão de conto infanto-juvenil, ótimo no aspecto de passar o conhecimento da cultura africana, a protagonista é bem forte e a lição de persistência é cativante. O desenrolar das primeiras partes, achei muito travado, a trama não flui. No geral, achei bom.

  25. Gustavo Aquino Dos Reis
    11 de março de 2016

    Oralidade pura. E escrevo isso batendo palmas, autor(a).

    Seu conto me lembra muito os textos do africanista A. Hampaté Bâ acerca das tradições orais africanas. Parabéns, mesmo, por ter trazido essa temática ao universo fantástico.

    Porém, amigo, o seu conto falha pelo excesso de erros gramaticais que causaram um entrave infeliz para a história. Faltou uma revisão mais apurada.

    Mas, fique sossegado. É um trabalho com pontos altos de excelência.

    O primeiro parágrafo é pura poesia.

    Boa sorte no desafio.

    • Davenir Viganon
      3 de abril de 2016

      Tu e a Catarina foram os únicos que captaram a importância da oralidade para os personagens. A minha ortografia é uma porqueira sem tamanho, mas fiquei tão poucos dias trabalhando, que essa parte que já costumo deixar de lado, ficou ao relento. Fiquei na sinuca de bico de sempre, “mando com erros” ou “não mando”, acabo sempre mandando e tomando bomba aqui kkkk

      • Gustavo Aquino Dos Reis
        5 de abril de 2016

        O meu conto teve muitos erros também, Davenir. Acabamos pecando no quesito revisão. No próximo desafio, vamos sanar isso, certo? Muita leitura atenta e o dicionário do lado. Parabéns, mais uma vez, pelo trabalho.

      • Gustavo Aquino Dos Reis
        5 de abril de 2016

        Aliás, gostei da imagem do filme Kirikou

      • Davenir Viganon
        5 de abril de 2016

        Ah sim. Um objetivo a mais para o próximo desafio, além de tentar ganhar, é não receber essas listas de correções de português. kkkk

  26. Antonio Stegues Batista
    8 de março de 2016

    A estória tem elementos do candomblé, e, ou nação africana. Alguma frases são originais, harmoniosas, outras no entanto contém erros e soam estranhas: ” É muito orgulhoso dos teus acordos” “a lança na quela fuça de soberba.” Está Separado o, “naquela”. “A muito tempo existiu”, o certo seria “Há muito tempo existiu”. Alguns diálogos longos demais que permeiam o mesmo assunto. No conto ressalta mais o fantástico do que a Fantasia.

  27. Renan Bernardo
    8 de março de 2016

    Gostei da história por ter fugido do clichê e por ter um vocabulário bom. Mas encontrei alguns erros de pontuação e ortografia que me desmotivaram um pouco. Achei os diálogos fracos também, não consegui diferenciar características únicas nas personagens através deles.

    Nota: 6,5

  28. José Leonardo
    7 de março de 2016

    Olá, Griô.

    Tive boa impressão do seu texto logo de cara, no primeiro parágrafo. Comentei numa rede social do EntreContos que se tratava de um dos melhores inícios que já pude ler aqui. É simples e pareceu-me síntese de todas as coisas, sabiamente escrito. A história, com um todo, é bem interessante; no entanto, identifiquei mais elementos de matriz religiosa africana que propriamente elementos fantásticos… Se posso sugerir, faça uma revisão posteriormente: erro de concordância (parágrafo 7) // “HÁ muito tempo” // isolar o vocativo nas frases.

    Como em todo conto que começa com um parágrafo sensacional como o seu, temos a sensação de que o desenvolvimento ficou aquém. Mas, aqui, o enredo se sobrepõe. A repetição (quase) literal no último parágrafo, a princípio, achei sem necessidade, mas analisando depois vi que dá um caráter de ciclo: Griô na eterna procura pela guerreira.

    Muito bom, meu caro. Boa sorte.

  29. Claudia Roberta Angst
    7 de março de 2016

    O título simples não entregou a trama.
    Quanto ao tema proposto no desafio, não estou segura que tenha sido abordado de forma adequada. Quais são os elementos de Fantasia? Os orixás, Tyádora (agora me dei conta do “ti adora”) ou a procura pelo mundo?
    Ocorreram falhas na revisão. Citarei só algumas:
    – (…) dormiram onde cariam. > caíram
    – (…) deixaram o sono o levar > OS levar
    – Um grupo de crianças estava acordada quando se deram conta > grupo(masculino) x acordada (feminino), além do conflito de concordância – um grupo de crianças (singular) x deram (plural)
    – A muito tempo existiu > HÁ muito tempo…
    A citação de elementos da cultura africana valorizou a narrativa, mas acho que o texto se estendeu além do necessário. A leitura torna-se pesada e morosa em alguns pontos.
    O início do conto ficou bem interessante e com toque de poesia na conceituação de mundo. O final, um looping, também trouxe o mesmo tom mais poético.
    Boa sorte!

    • Davenir Viganon
      3 de abril de 2016

      “Moroso” doeu, mas já recebi palavras piores kkkkkkkk
      Obrigado pelos toques de revisão gratuitos.

  30. Wender Lemes
    6 de março de 2016

    Olá, Griô. Seu conto é minha sexta leitura neste desafio.

    Observações: explorou bem o limite de palavras proposto. Acredito que, pela extensão do conto, tenha sido mais complicado de revisar, então teve uma quantidade maior de “deslizes” que os demais até agora. Esperei um conflito maior em relação ao encontro da guerreira com o Xangô, de acordo com tudo que se encaminhava até ali.

    Destaques: a protagonista ficou bem construída e o cenário também é muito interessante. A estratégia do velho contando história para os mais jovens é básica, mas foi bem executada, então merece crédito.

    Sugestões de melhoria: seria recomendável uma revisão para corrigir detalhes como“ pela boa colheira”, “onde cariam”, “Um grupo de crianças estava acordada” (a concordância seria com o “grupo”, ou você usaria um “que” depois do verbo e faria “crianças que estavam acordadas”), “sentados entorno” (em torno), “na quela fuça de soberba” (naquela). Não considero muito esses detalhes na avaliação, mas, em grande quantidade, acabam prejudicando a leitura. Poderia sugerir também que explore mais seu lado reflexivo do primeiro parágrafo (que ficou muito bom) no restante do texto.

    Parabéns e boa sorte no desafio!

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Publicado às 5 de março de 2016 por em Fantasia - Finalistas, Fantasia - Grupo 1 e marcado .