EntreContos

Literatura que desafia.

Emergir (Andressa Pinto Costa)

emergir

No seu coração repousava uma saudade infinita dos tempos que já mais regressarão….

Ela sentou com uma taça de vinho na mão, a vida não a tratava bem. Perdera emprego; namorado afundada em dividas e mais a saudade.

Saudade de que mesmo? Dos velhos tempos!

Enquanto divagava e bebericava seu vinho em uma confortável cadeira de balanço, adormeceu.

Repentinamente estava de volta a casa de sua infância, sentia o cheiro dos lírios plantados na frente da casa, beliscou-se para acordar, a porta da frente estava aberta e seduzida pelo cheiro do bolo de milho que a muitos anos já não saboreava feito no fogão de lenha de sua amada avó, entrou!

Estava tudo ali, os cômodos e os objetos exatamente como da última vez, a laranjeira perfumada com suas laranjas doces e suculentas, beliscou-se para acordar, ouviu alguém chamá-la

– Vamos menina o café vai esfriar!

Por alguns instantes negou-se a acreditar mas era sim, sua amada avô. Dirigiu-se para a cozinha e lá estavam todos ao redor de uma linda mesa de café com bolo de milho, conversavam e riam naturalmente, muitos naquela cena já não estavam no mundo dos vivos isso ela lembrava-se bem!

Sua avó a serviu de café e uma fatia de bolo; sentou-se em uma cadeira perplexa, com o passar dos minutos foi se sentindo confortável aconchegada como a muito tempo não sentia-se aliás a última vez que se sentiu parte de algo foi quando esteve neste mesmo ambiente pela última vez!

Estava confusa! O gosto de tudo estava igual, tudo estava igual quem mudara era ela. Foi até o pé de laranjeira e colheu um fruto era doce e suculenta como sempre, perfumada. Enquanto saboreava sua avó se aproximou e a convidou para sentar em um banco de madeira a sombra da laranjeira. Sentaram-se em silêncio pois tinham receio de começar uma conversa, afinal começar por onde?

Sua avó tomou a iniciativa:

– Minha filha como vai a vida?

– Não muito bem! Respondeu ela de cabeça baixa!

– Eu sei, a vovó estava preocupada, você vem sofrendo e tropeçando pela vida.

– Sabe , como sabe?

– É muito clichê eu sei, mas eu sempre estive ao seu lado, quando você pensou em mudar de emprego, quando percebeu que essa mudança era um erro, quando seu namorado a deixou por sua amiga, quando você não dormia por problemas de dinheiro e quando você pensou em acabar com a própria vida, enfim tudo isso é muito clichê também não é? É a biografia que mais escutamos e lemos nos jornais é só prestar atenção!

– E por quê? Tudo dando errado assim, o que eu fiz?

– Essa resposta não posso te dar, vai ter que descobrir por si, mas posso te dizer que não estás só e que cada tropeço é uma oportunidade de começar novamente.Tudo o que aconteceu foram suas escolhas; todas as escolhas tem 50% de chance de dar certo e o mesmo de dar errado. Viver apenas pra si esse é o que você deve mudar, pense nisso! Quando estiver em dúvida pense o que você pode fazer por alguém! Vou fazer o jantar, vai ficar?

Sua avó levantou-se antes que pudesse responder, atordoada como se tivesse levado um soco, confusa beliscou-se para acordar. Ainda passeando pelo jardim no antigo larguinho, avistou uma flor de lótus, achou belíssima e ficou a contemplar.

– Bela não é? Mas a vida dela não é fácil!

Ao virar-se deparou-se com seu avô, mas ele não estava mais doente e debilitado como da última vez que o vira, era novamente o homem alto, forte e robusto dos tempos de infância e sua fala continuava acalentadora e reconfortante como nos velhos tempos! Marejou o olhar, sentiu vontade de abraçá-lo, não o fez.

– Sim muito bela, como assim a vida dela não é fácil? Perguntou ela mais confusa ainda, é uma flor pensou ela, apenas uma flor.

– Segundo a lenda budista, essa delicada e bela flor é associada ao sagrado, ao puro, a força sublime. Pois ela cresce na escuridão, no lodo e na hora certa surge na superfície do lago abrindo pétalas perfeitas para seduzir nossos olhos. Assim como você!

– Eu?

– Sim, este momento de sua vida é o lodo, mas em breve vais emergir com suas pétalas perfeitas e encantar! Vai jantar?

Como sua avó, ele virou as costas antes que pudesse responder!

Ficou intrigada, porém continuou a fitar o lago.

Algum tempo depois sua avó a chama:

– Venha, vamos jantar!

Ao entrar uma bela mesa disposta com muita comida, e todos estavam lá; seu primeiro cão que morreu atropelado, o bolinha; seu amigo de infância Eduardo que morreu prematuramente de uma pneumonia; sua professora da primeira série que foi vítima fatal de um acidente de carro mas entre todos aqueles rostos conhecidos tinha um garoto que nunca vira. Ele tinha o cabelo negro como a noite sem luar com uma peculiar mancha branca arredondada e olhos castanhos claros, muito claros como o de seu avô. Todos começaram a jantar e conversar sobre histórias da infância e adolescência dela, coisas que nem ela própria recordava mais, mas estava intrigada com o garoto que calado observava a tudo e a todos com muita atenção.

Seu avô após o jantar sempre convidava a todos para ver o sol se pôr da varanda, era uma vista magnífica e desta vez não foi diferente. Enquanto todos contemplavam a vista e conversavam, ela se aproximou do garoto:

– Curioso – disse ela o fitando – lembro de todos aqui menos de você, nos conhecemos?

– Ainda não – respondeu ele com brilho nos olhos, e saiu caminhado  na direção de seus avós que pareciam ter muito carinho por aquele garoto. Ela ficou observando seus movimentos, então de repente ele se aproxima com uma flor e a presenteia.

– Pra você!

O sol bate em seu rosto, sua cabeça dói e tem uma taça estilhaçada com um pouco de vinho no chão. Adormecera, sem perceber, que horas será?

Ao levantar-se da cadeira de balanço algo cai no chão, era uma flor mas não uma qualquer , era  uma flor de lótus.

Confusa beliscou-se para acordar e esse gesto causou dor. Recordara-se de seus avós; jardim; lago; um garoto, olhou o rótulo do vinho com a intenção de nunca mais comprá-lo, muito forte – pensou ela.

Era segunda – feira, desempregada precisava procurar algo pois o dinheiro que tinha logo acabaria e não teria como se manter. Caminhando despretensiosa pelas ruas da cidade, avistou um letreiro com anúncio “ Pense o que você pode fazer por alguém!”, as palavras pareciam familiares, mas de onde será? Não recordava e num impulso que não sabia explicar entrou no prédio onde o letreiro estava. Era um prédio simples, mas bem organizado, foi recebida por uma moça bonita.

Pediu informações sobre as atividades do local e descobriu que se tratava de um centro de apoio a pessoas de rua, faziam sopa para distribuir, davam apoio médico e dentário entre outros serviços básicos. Com o pensamento de que por pior que ela estivesse existia sim pessoas com mais dificuldades que ela! Decidiu ajudar, seu primeiro dia de trabalho voluntário começou imediatamente. Ficou encarregada da lavanderia, onde cobertores e lençóis eram trazidos ela não sabia de onde, mas precisavam ser lavados. Entregaram – na uma trouxa muito pesada que mal consegui erguer do chão.

– Deixa eu ajudar, eu pego pra você!

Ela virou-se e ele também, encantaram -se mas disfarçaram. Trabalharam juntos sem dizer uma palavra a mais, tímidos!

O fim do expediente chegou, ele se ofereceu para acompanha – la até sua casa , ela aceitou. Caminharam pelas ruas sem uma palavra, tímidos! Chegaram a porta da casa dela, seu coração disparou, despediram -se timidamente. Ela entrou pela porta e beliscou -se para ver se acordava e doeu de novo. No dia seguinte acordou ansiosa, queria encontrar com ele novamente.

Reencontraram – se mas ela teve a sensação de que aquele não era o primeiro reencontro. Estranho para os dois, parecia que sabiam tudo um do outro sem dizer uma palavra. O tempo foi passando e os reencontros aumentando. Até que decidiram -se casaram- se. Foi lindo todos compareceram. Ela agora tinha seu próprio negócio, ele era vice- presidente de uma multinacional, mas continuavam voluntários no centro de apoio.

Numa manhã ensolarada ela sentiu-se mal, diagnóstico: grávida. A gestação ocorreu tranquila  e agradável. Numa madrugada chuvosa ela sentiu a cama molhada.

– Você esqueceu a janela aberta- disse ela

– Não tenho certeza que fechei- retrucou ele

Era a bolsa, rebentara chegando a hora. Nasceu! Radiante o pai apresenta a mãe: o filho. Um lindo menino com os cabelos negros como a noite e com uma curiosa manha branca arredondada. Intrigada ficou ela! O pequenino abriu os olhos castanhos claros, muito claros como de seu avô. Curiosa ficou, onde já vira isso pensou!

O menino estava crescendo, corria pela casa. Adormeceu, vou fazer uma faxina – pensou ela.

Arredara os móveis, tinha algo colado na parede. Uma folha seca, não era uma folha seca era uma flor. A flor de lótus, lembrou-se de tudo e beliscou-se para ver se acordava, doeu.

Anúncios

10 comentários em “Emergir (Andressa Pinto Costa)

  1. Pedro Luna
    18 de março de 2016

    Desculpe ao autor ou autora, mas esse texto está fora do tema. Um belo texto, sem dúvida, mas não teve fantasia aqui e por isso é injustiça levar ele em conta perante aos outros. Tem alguns pequenos errinhos, mas que não tiraram o valor do texto como um bonito regresso as memórias, ainda que um clichê, e de como o passado pode apontar o futuro.

  2. andreluiz1997
    17 de março de 2016

    Achei o conto muito teatral, de uma boa forma que trouxe a “meiguice” e a delicadeza que você queira empregar no texto. A ideia não é certamente o comum de se ver em textos de fantasia, mas percebi algo de vida pós-morte e regressão, que talvez se encaixariam no tema. Alguns bons trechos se destacaram, como o que a garota reencontra entes falecidos, algo que me deixou apreensivo por ela também poder estar morta. Apenas atente-se a correção gramatical, que falhou em diversos momentos, com vírgulas em locais errados, pontos, exclamações e interrogações que interromperam o fluxo de pensamento. Boa sorte!

  3. piscies
    16 de março de 2016

    Então…

    Fazendo um esforço para relevar os clichês (que a própria história admite, em ponto, que tem), a história é muito bonita. Um pouco datada, no sentido de que “dar a volta por cima” para a personagem principal foi ter arranjado um marido rico, ao invés de lutar por suas próprias conquistas… mas tudo bem. História bonita, que traz uma certa nostalgia ao narrar o reencontro dela com os personagens do seu passado (todos sonhamos com isso um dia. Eu gostaria muito de ter esta oportunidade!).

    Infelizmente, o lado bom do conto está soterrado sob uma montanha de erros gramaticais, de digitação, de pontuação, exagero no uso do ponto de exclamação, confusão nos gêneros das palavras, etc. Eu costumo relevar erros que passaram por uma ou duas revisões e apenas cito eles no final do comentário, mas aqui parece que o autor prendeu a respiração, começou a digitar e só voltou a respirar quando terminou o conto. É como se o autor nunca tivesse lido o próprio conto!

    São tantos os erros que acabam atrapalhando essa atmosfera mágica e nostálgica que o autor quis passar no conto. Uma pena. O conto poderia ser como a Flor de Lótus citada pelo avô da personagem: poderia ter um brilho magnífico que nasce no meio de tantos erros… mas infelizmente, aqui, o brilho ficou por debaixo da lama mesmo.

    Outro problema é a falta de nomes dos personagens. Ninguém tem nome!

    Enfim… talvez isso não seja problema de pressa na escrita, e sim falta de experiência do autor. Nestes casos, eu só aconselho uma coisa: que leia muito. Leia demais. Leia com prazer e aprenda com a sua leitura – não há vergonha em copiar estilos no início, todo mundo já fez isso. É das cópias que a gente molda o nosso próprio estilo.

    Abraço!

  4. Simoni Dário
    15 de março de 2016

    Olá Rhosa Parks
    O seu texto é de uma delicadeza envolvente, gostoso de ler. É também ingênuo e aborda um enredo já visto em filmes, novelas e livros. A história é boa, não sei se encaixa no tema Fantasia, mas no quesito criatividade deixa a desejar. Mas como narrativa, é tocante e flui sem tropeços(apenas em alguns pequenos erros gramaticais), e nisso você está de parabéns. No geral, gostei do conto.
    O título casa perfeito com a flor-de-lótus.
    Bom desafio!

  5. Swylmar Ferreira
    15 de março de 2016

    O enredo é interessante, retrata um sonho que se torna realidade. Ao menos foi que entendi após a releitura É pouco criativo, passa-se em dois ambientes. A pertinência do texto ao tema proposto é muito leve. Tem muitos erros gramaticais, pouco foco narrativo, parece que faltou uma revisão final e faltou também uma conclusão adequada. Apesar disso é surpreendente.
    A nota é 5,4

  6. Anderson Henrique
    14 de março de 2016

    Texto com diversos equívocos ortográficos e gramaticais (já mais / como a muito tempo não sentia e etc.). Também há problemas com pontuação e utilização de vírgulas (Enquanto saboreava sua avó se aproximou). Em relação ao enredo, não apresenta nada surpreendente e fica no lugar-comum (como usar um beliscão para confirmar um sonho).
    Nota 5

  7. Anorkinda Neide
    12 de março de 2016

    haha, gostei das frases, com ‘doeu’ no final. terminar o conto com ele foi legal.
    mas pq a pressa? a partir de quando a moça encontra o amor, o texto saiu galopando… era o cavalo branco do principe? !!
    Tudo bem ,autor(A)? Eu achei bonita a sua historia, será que o prazo pro desafio estava findando e vc correu com o final? Uma pena, pois gostaria de ver aqueles acontecimentos todos detalhados, até chegar ao encontro da flor de lotus.. ficaria lindo… adoro romances! hehe
    Eu anotei uns errinhos ao longo do texto pra ajudar vc a revisá-lo, ok?
    já mais, é sempre junto, que eu saiba: jamais
    dívidas, está sem acento
    de volta à casa, está sem crase
    o quinto parágrafo deveria ter frases separadas
    há muitos anos, o certo é com h
    vamos menina, faltou a virgula
    cadeira perplexa, parece que a cadeira é quem estava perplexa e nao a moça
    sentia-se e se sentiu na mesma frase, melhor evitar essas repetições
    à sombra, faltou crase
    varios problemas com virgulas além das que eu estou lhe mostrando aqui…
    minha filha, como vai a vida? faltou a virgula
    larguinho? acho que é laguinho, né?
    Bela, não é? faltou a virgula
    Sim, muito bela, faltou a virgula
    à força sublime, faltou crase
    mancha branca arredondada onde? nos cabelos?
    entregaram-na, nao… o correto é entregaram a ela ou lhe entregaram
    Abração e boa sorte!

  8. Evie Dutra
    10 de março de 2016

    Independente dos erros, eu até gostei do conto.
    Acho que o autor deve estar começando agora a se aventurar pelo mundo da escrita e dá a impressão de ser alguém bem jovem.
    Você tem talento, de verdade. Achei bastante criativo e interessante. O conto só precisa ser melhor lapidado e, para isso, a solução é praticar bastante. Você está no caminho certo! Continue escrevendo que, pouco a pouco, sua escrita vai ser aperfeiçoada.
    A meu ver, precisa ter uma atenção particular com o uso das virgulas. Encontrei frases enormes sem nenhuma pausa.
    Enfim.. parabéns e boa sorte.

  9. Emerson Braga
    9 de março de 2016

    Rhosa Parks, a primeira coisa que chama a atenção em seu trabalho é justamente o que ele não possui: O domínio do escritor sobre a língua. Em emergir, a gramática foi negligenciada algumas vezes, além de ter pontuação e ortografia desleixadas.
    Também houve confusão com os tempos verbais. O enredo tem alguns tropeços que comprometem a verossimilhança do texto. Também não me pareceu adequado o fato de sua protagonista beliscar-se tanto, como se jamais soubesse discernir entre sonho e realidade. Parece estranho. E a repetição do gesto é chata.
    E o que aconteceu nos últimos sete parágrafos…? Foi um desastre total! Você correu tanto que atropelou suas personagens e, o pior, deixou o leitor atordoado.
    Seu conto tem um fundo espírita que atrai a curiosidade de quem o lê, mas fica por aí. Sinto que você tem talento, mas precisa dedicar mais atenção à estética textual (gramática, pontuação, ortografia) e à construção de suas personagens e enredo.

    Nota: 4,0

  10. Fabio Baptista
    6 de março de 2016

    Um conto singelo e bonito, não posso negar.
    Infelizmente a parte técnica comprometeu bastante, mas isso é questão de treino.

    Ali no meio, fiquei com medo de que o texto seguisse um rumo de autoajuda, pois me lembrou bastante o clima de “A Cabana” (que detestei).

    Mas depois, quando o amor entra em cena, a coisa melhora.

    O final, retomando a flor, foi bonito.

    – tempos que já mais
    >>> jamais

    – Perdera emprego; namorado afundada em dividas e mais a saudade
    >>> essa frase não ficou legal. Uma sugestão:
    >>> Perdera emprego, namorado. Estava afundada em dívidas e saudades.

    – bolo de milho que a muitos anos já não saboreava
    >>> quando esse “a muitos anos” se referir a coisas passadas, fica “há”

    – sua amada avô
    >>> avó

    – sentou-se em uma cadeira perplexa,
    >>> sentou-se em uma cadeira, perplexa,
    >>> Senão fica parecendo que a cadeira estava perplexa

    – Enquanto saboreava sua avó se aproximou
    >>> Enquanto saboreava, sua avó se aproximou

    – Não muito bem! Respondeu ela de cabeça baixa!
    >>> Não muito bem! – respondeu ela de cabeça baixa.

    – acompanha – la
    >>> acompanhá–la

    – Chegaram a porta
    >>> à

    – Até que decidiram -se casaram- se
    >>> Até que decidiram se casar

    NOTA: 6,5

E Então? O que achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Informação

Publicado às 5 de março de 2016 por em Fantasia - Grupo 3 e marcado .