EntreContos

Literatura que desafia.

Oh, Glória (Eduardo Selga)

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Aquele cagão mijando inteiramente no caimento de seu mentirosíssimo Armani, engasgado de terror. A tremedeira impedindo abrir o livro preto, ejacular glorificações na minha cara. Seu grito nem atravessava a garganta, meus olhos gozavam de ver. Poderia matá-lo sem cerimônias ali, pleno púlpito: o machado do meu Xangô, por ele roubado, estava novamente comigo.

 

* * *

Este conto faz parte da coletânea “Devaneios Improváveis“, Quarta Antologia EntreContos, cujo download gratuito pode ser feito AQUI.

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59 comentários em “Oh, Glória (Eduardo Selga)

  1. Fabio D'Oliveira
    29 de janeiro de 2016

    ௫ Oh, Glória (Kabiyécilé)

    ஒ Estrutura: Bem, estilo diferenciado, que se encontra num caminho neutro. Sem muita definição. Isso não é ruim, na realidade. É só um estilo diferente! O autor só precisa tomar cuidado para não cair na prolixidade.

    ஜ Essência: Não há beleza na estória. Apenas violência. Isso pode ser atraente para os violentos, mas os mais calmos irão querer entender o porquê daquilo tudo. Eu não entendi, infelizmente.

    ஆ Egocentrismo: Não gostei muito. Achei confuso. Tentei ler mais vezes, mas não engoli. Falha minha, talvez. Falha do autor, talvez. Não sei!

    ண Nota: 7.

  2. Tamara Padilha
    29 de janeiro de 2016

    Não consegui gostar. Pelo que vi nos comentários seu texto talvez se refira a uma religião africana, e como muitos também não entendo sobre isso, então fiquei um pouco perdida com tantas descrições. Em fim, foi questão de enredo mesmo, sua escrita está boa.

  3. Matheus Pacheco
    29 de janeiro de 2016

    Opa, algo relacionado a religiões africanas?
    Como um comentário já dito, eu sou um pouco ignorante em religiões da mesma.
    Mas esse texto trata de canibalismo entre a guerra de tribos?

  4. Nijair
    29 de janeiro de 2016

    .:.
    Oh, Glória (Kabiyécilé) – Pseudônimo abusado esse! Rs
    1. Temática: Fantástico.
    2. Desenvolvimento: Cagão mijando – que loucura isso!
    3. Texto: Repleto de figuras que me são estranhas, mas muito bom.
    4. Desfecho: No final, Xangô é a entidade ou o terreiro em si? Fiquei com essa indagação. Ficou legal o convite, criando perspectivas.

  5. mkalves
    28 de janeiro de 2016

    Talvez minha ignorância em relação aos símbolos de religões afro possa ter me feito perder alguma coisa, mas não me desceu bem o espírito vingativo, ainda que não gratuito, e as imagens literalmente viscerais utilizadas não chegam propriamente a chocar, mas me causaram certa resistência ao texto.

  6. Thales Soares
    28 de janeiro de 2016

    Caro Kabiyécilé (wow, que pseudônimo estranho!)…

    Que conto é esse? Putz…
    Eu simplesmente adoro histórias escritas dessa forma! E essa não foi exceção! Vocabulário muito divertido, cenas geniais. Tudo escrito com uma mão que domina completamente a arte de escrever… simplesmente fabuloso.

    A única coisa que tenho a reclamar não é necessariamente sobre o seu conto, mas sim sobre mim. Acho que não fui capaz de compreender a história. Não entendi qual o objetivo central do enredo, e qual mensagem o autor gostaria de ter transmitido para o leitor. Somente por isso, este conto não ficou no meu top 1.

    A imagem do conto está muito legal. O conto todo é todo misterioso e ogro, isso que dá a ele um charme surreal, que o destaca entre os demais contos deste desafio. Parabéns cara!

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Informação

Publicado às 14 de janeiro de 2016 por em Micro Contos e marcado .