EntreContos

Detox Literário.

Nossas Últimas Palavras (Thais Pereira)

palavras

— Você tem apenas 150 palavras para me dizer o que sente — ela o ameaçou, enquanto buscava se embebedar com mais uma taça daquele vinho ruim que ele sempre escolhia. Ele disfarçou, enquanto agitava o conteúdo de sua própria taça, que rodopiava como a própria cabeça. Só parou quando ela desistiu de seduzi-lo, terminando com raiva sua bebida. — Agora são apenas 93! 89!

Uma pausa foi necessária para acompanhar o aplauso da plateia aos músicos.

— Não sou bom com as palavras… — ele disse assim que tocaram as primeiras notas do piano.

— E qual desculpa será dita desta vez, hum? Que seria necessário um desafio de mais de 4.000 palavras para expressar tudo que sente?

— (…)

Ambos gostavam daquela música…

— Vamos dançar? — ele convidou, ela hesitou, mas logo eles estavam envolvidos no salão. — Existem coisas mais importantes do que nascer em um romance.

— Como o quê?

— Nós dois aqui. Agora.

Dançaram eternamente.

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57 comentários em “Nossas Últimas Palavras (Thais Pereira)

  1. Fabio D'Oliveira
    29 de janeiro de 2016

    ௫ Nossas Últimas Palavras (Maria Antônia)

    ஒ Estrutura: Estilo simples e magistral. Nossa, quanta beleza! Fiquei extasiado com esse estilo contraditório, entre a simplicidade e a complexidade, entre a racionalidade e a poesia. Muito bom!

    ஜ Essência: Uma forma criativa de aborda a situação, mas perigosa. Não irá agradar todos. O toque romântico pode fazer a diferença para alguns, porém!

    ஆ Egocentrismo: Gostei muito desse conto. Escrita perfeita. E final maravilhoso!

    ண Nota: 10.

  2. Tamara Padilha
    29 de janeiro de 2016

    Que criativo. Adorei. Ainda inserindo o tanto de palavras do desafio… Esse está no meu top quinze.

  3. Matheus Pacheco
    29 de janeiro de 2016

    EXCELENTE, meu amigo, eu adorei o jeito que você usou uma das metas do desafio e adequou ao texto

  4. Nijair
    29 de janeiro de 2016

    .:.
    Nossas Últimas Palavras (Maria Antônia)
    1. Temática: Tempo, enquanto limitador de realizações.
    2. Desenvolvimento: Interessante ampulheta simbólica que se criou – o limite de palavras como limite de possibilidade declaratória.
    3. Texto: Dialogado e tenso, mas corrompido pelo desfecho.
    4. Desfecho: A ideia de finitude foi contradita aqui – se finda, como dançar eternamente?
    Li uma redação do ITA sobre essa temática, faz muito tempo… O tempo, literalmente, sufocava ao ser gasto – a ideia foi boa, mas não percebi muita relação entre a limitação do desafio e o prazo da conquista – 150 palavras.

  5. mkalves
    28 de janeiro de 2016

    A brincadeira em torno do desafio até poderia ter funcionado, se o clima de humor se mantivesse. Mas diálogos soarem naturais é algo muito difícil mesmo… E depois, do aparente tom irônico, derrama-se um romantismo que não convenceu. Boa sorte no desafio que talvez se proponha de extrair dessa ideia outras possibilidades de desfecho. ;o)

  6. Thales Soares
    28 de janeiro de 2016

    Olha, Maria Antônia…

    Eu gosto bastante de histórias que utilizam metalinguagem. Eu mesmo já utilizei em vários dos desafios passados. Só que, assim como eu adoro metalinguagem, eu não me encanto nem um pouco por histórias de amor estilo água com açúcar, daquelas que a gente lê e pensa “nossa, que fofo”.

    O conto todo está bem escrito. Algumas repetições ali e aqui, mas está fluido. Não me atraiu somente porque não faz o meu tipo. Mas eu gostei da ideia central da história.

    Boa sorte no desafio.

  7. Swylmar Ferreira
    27 de janeiro de 2016

    Um conto romântico com um final feliz. Foi muito bem escrito e bem criativo.
    Gosto de romances e gostei de seu texto.
    Parabéns autor(a).

  8. Nijair
    27 de janeiro de 2016

    Li uma redação do ITA sobre essa temática, faz muito tempo… O tempo, literalmente, sufocava ao ser gasto – a ideia foi boa, mas não percebi muita relação entre a limitação do desafio e o prazo da conquista – 150 palavras.

  9. Wilson Barros Júnior
    27 de janeiro de 2016

    Metacontos são pouco frequentes, muito bem-vindos… Os diálogos estão muito verossímeis, parecem coisaq da Anorkinda. Muito interessante os personagens preferirem viver no limbo, dançando eternamente, a nascerem em um conto. Tudo aqui foi original e bem construído, parabéns.

  10. Kleber
    27 de janeiro de 2016

    Gostei de alusão a este desafio específico. Achei ousado e criativo. Me fez sorrir. E quando algo me faz sorrir, simpatizo de imediato. O único porém foi a frase final. Não se encaixou com o restante.

    Sucesso!

  11. Fil Felix
    27 de janeiro de 2016

    Também sou do time que não curte essa metalinguagem com o desafio (seja das regras, de personagens…), acho que acaba tirando um pouco do brilho. Podendo até funcionar dentro do desafio, já que estamos familiarizados com ele, mas ficando estranho numa leitura posterior, ou para um outro público.

    Mas há um ponto interessante no início, que é a utilização das 150 palavras, acabando conforme vão conversando. Além da metalinguagem, poderia funcionar em outros ambientes. Porém isso se perde e o final cai num terreno bastante batido das histórias de amor. Particularmente, acredito que se trabalhasse apenas o jogo de palavras/ quantidade e a criação de personagens efêmeros, ficaria melhor que o velho “viveram felizes para sempre”.

  12. Pedro Luna
    26 de janeiro de 2016

    Infelizmente foi impossível gostar, pois já no início existe a alusão ao desafio, e não gosto de contos assim. Não me envolvem. No mais, está bem escrito, mas essas referências ao que estamos vivendo não me descem, na verdade me irritam. Sei lá porque, vai ver sou doido. : /

  13. Daniel Reis
    26 de janeiro de 2016

    Maria Antônia, seguem meus comentários:

    TEMÁTICA: envolvimento e sedução em 150 palavras – não é isso de que trata o desafio?

    TÉCNICA: aqui acho que foi o ponto menos interessante, parece que o texto foi alinhavado de forma apressada, com a primeira escolha de palavras. Talvez uma revisão pudesse dar a polida que falta aos diálogos e à conclusão.

    TRANSCENDÊNCIA: para mim, mais uma metáfora entre escritor e leitor, um processo de sedução constante. Bacana, nesse aspecto.

  14. Miguel Bernardi
    26 de janeiro de 2016

    E aí, Maria. Tudo bem?

    O conto me agradou, com exceção da última frase. Gostei da metalinguagem empregada, e ela me lembrou um pouco do Fabio Baptista (que gosta de grandes limites nos desafios haha). Gostei do romance desenvolvido e a forma como ocorreu o ponto final (do penúltimo parágrafo, não do casal).

    Bom trabalho! Diferente do que foi visto até aqui…

    Abração e boa sorte.

  15. Jowilton Amaral da Costa
    25 de janeiro de 2016

    Bom conto. Não me interessa se foi metalinguagem ou apenas um casal comum com seus joguinhos de sedução, eu gostei. Também achei que a última frase “Dançaram eternamente” foi desnecessária. Boa sorte.

  16. Tom Lima
    25 de janeiro de 2016

    No início, ela se refere a quem? Ao rapaz com quem dança ou a pessoa que escreve? Com a segunda interpretação é um romance entre criador e criatura que não vai muito longe…
    Assim meta linguagem se faz necessária, e o final é triste, pois o romance com a personagem não vai pra frente nunca, ficando no instante da dança em que o autor reluta em começar a escrever. Ele foge da escrita, evita contar a história da moça que desafia, mas continua dançando com ela eternamente. Só ousou porque aqui eram só 150, mas mesmo assim tentou dar a desculpa de que precisaria de mais…

    Com essa interpretação (um tanto alucinada) gostei bastante.

    Parabéns!

  17. Mariana G
    24 de janeiro de 2016

    Toda essa metalinguagem não me agradou assim como o romance. Fiquei com a impressão de que a mulher só falou aquilo das 150 palavras por falar, jogando a proposta pro lado e fazendo o começo parecer completamente desnecessário, com isso a metalinguagem final ser até estranha.
    Enfim, boa sorte!

  18. Renato Silva
    24 de janeiro de 2016

    O modo como foi usada a metalinguagem me pareceu tão natural quanto o diálogo entre o casal. Achei o texto bem bonito mesmo. Nada para criticar.

    Boa sorte.

  19. Rsollberg
    23 de janeiro de 2016

    Gostei bastante.

    Personagens com a consciência completa de que são apenas parte de um microconto, embora possuam um passado (em outro lugar,ou, em última hipótese na cabeça do criador). E existe a hipótese do autor ser o personagem, “E qual desculpa será dita desta vez, hum? Que seria necessário um desafio de mais de 4.000 palavras para expressar tudo que sente?”. A parceira personagem poderia até ser sua musa. Acho que quem gosta de Woody Allen, vai gostar desse texto, como não se lembrar de “Uma noite em Paris”

    O final é muito bom porque abre margem para ser destrinchado; são as memórias do mescladas com a imaginação? “Dançaram eternamente” porque foram eternizadas em conto?… Não interessa, eu já escolhi minha interpretação e curti!!!

    Certamente estará no meu top 15.
    Parabéns e boa sorte!

  20. Murim
    22 de janeiro de 2016

    Muito bom. Os personagens estão mais ou menos conscientes de sua condição de personagem, dos limites da história que está sendo contada. E assim parecem se mover livremente no enredo, criando a própria história, que vai durar para sempre quando a página chega ao fim. Faz pensar. Nós mesmos somos personagens de uma história maior, no fim das contas.

  21. vitormcleite
    21 de janeiro de 2016

    olá, o texto não me agarrou mas mostras que sabes escrever bem, que consegues transmitir os sentimentos que vagueiam por aí. Ficam bem falares de todos nós, desejo-te boa sorte.

  22. Laís Helena
    20 de janeiro de 2016

    Não sei se entendi muito bem a proposta, mas eles sabem que são personagens de um livro, é isso?

    O conto não me envolveu, talvez porque eu não goste de romance, talvez porque não tenha pegado a referência. Entretanto, gostei da ideia da alusão ao desafio e ao ato de escrever histórias; talvez isso devesse ter sido melhor explorado.

  23. Pedro Henrique Cezar
    20 de janeiro de 2016

    O conto é divertido de se ler. Amigável para com a imaginação. Aparentemente, um homem de poucas palavras e um pedido de dança que durou uma eternidade. Parabéns!

  24. Cilas Medi
    19 de janeiro de 2016

    Realmente as últimas palavras de algo com nada. Se não as dissesse não fariam falta.

  25. Marcelo Porto
    19 de janeiro de 2016

    Comecei com uma boa expectativa, até o meio, achei bacana a brincadeira com o desafio e bem apropriado à situação.

    Porém daí em diante a coisa desandou a tal ponto que se parece outra história e a brincadeira do inicio ficou sem sentido.

    Não deu liga.

    Boa sorte.

  26. Evandro Furtado
    19 de janeiro de 2016

    Fluídez – 7.5/10 – ligeiro excesso de conectivos, nem sempre eles deixam o texto mais fluído;
    Estilo – 7.5/10 – textos extremamente descritivos são insuportáveis, mas às vezes é legal ser um pouco mais profundo;
    Verossimilhança – 7.5/10 – senti a falta de uma trama mais palpável e personagens mais humanos;
    Efeito Catártico – 8/10 – gostei da referência e do ponto de partida, mas acho que justamente pela imaterialidade do texto não consegui me importar com o final.

  27. Piscies
    19 de janeiro de 2016

    Own, que meigo, rs rs.

    Um conto romântico e “fofo”, mas que despertou algumas confusões. Por que “nossas ÚLTIMAS palavras”? Existe aqui alguma metalinguagem, onde os personagem sabem, de alguma forma, que são personagens de um conto do desafio Entre Contos?

    Seguindo a linha da metalinguagem, é fácil entender o que o homem quis dizer quando fala sobre “nascer em um romance”. A vida dos personagens começa e termina ali, naquele microconto de 150 palavras!!

    Acho este tipo de conto engraçado. Sempre abro um sorriso. Gostei da narrativa, gostei da dança no final. Sempre vejo este tipo de conto (que já surgiu tantas outras vezes em diversos outros desafios) como uma conversa do autor consigo mesmo, que ele decidiu expor em palavras. Imagino o autor sentado diante do computador, pensativo e irritadiço por não conseguir chegar a nenhuma ideia de conto, então ele simplesmente começa a escrever uma conversa consigo mesmo e, de lá, brotam estas palavras.

    Um dia vou fazer algo assim. =]

    Boa sorte!

  28. Antonio Stegues Batista
    19 de janeiro de 2016

    Não achei legal fazer uma alusão ao Desafio, torna-se cômico, é o que eu penso, mas o resto é puro romance, frases bem construídas, narrativa perfeita e um final “Felizes para Sempre”.

  29. Daniel
    19 de janeiro de 2016

    É um meta conto em pelo menos dois momentos: quando se refere ao desafio, e quando o rapaz se refere ao romance. A intercalação do diálogo com o ambiente me saiu genial. Gostei bastante, espero que faça sucesso!

  30. Catarina
    19 de janeiro de 2016

    O INÍCIO deixa claro que o desafio do PERSONAGEM era bem maior do que o nosso em avaliar este conto. FILTRO competente, preencheu as lacunas com ESTILO elegante para uma TRAMA discreta. FIM somente bonitinho.

  31. Marina
    19 de janeiro de 2016

    Eu gostei muito mesmo do conto; da metalinguagem, do enredo, da moral da história. Eu só gostaria que você não tivesse escrito a última frase. Queria que tivesse acabado no “Nós dois aqui. Agora.”. Não sei, acho que só não precisava de mais nada.

  32. Jef Lemos
    18 de janeiro de 2016

    Olá, Maria.

    Não gostei. Não gostei pelo fato de não me sentir dentro do texto. Acho que faltou sentido no que foi contado, e a situação da alusão ao desafio não funcionou comigo. Nada contra romances, mas esse realmente não me pegou.

    De qualquer forma, parabéns.

    Boa sorte!

  33. Leonardo Jardim
    18 de janeiro de 2016

    Minhas impressões de cada aspecto do conto antes de ler os demais comentários:

    📜 História (⭐⭐▫): a metalinguagem funcionou bem nesse texto romântico (sabrinesco?). Não aconteceu muita coisa, mas também não ficou aquela sensação de texto incompleto.

    📝 Técnica (⭐⭐▫): boa, com ótimos diálogos. Apenas a repetição de “própria” logo no início incomodou.

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): a criatividade fica por conta da metalinguagem, já que textos românticos tendem ao clichê.

    🎭 Impacto (⭐▫▫): a única parte que me chamou atenção mesmo foi a parte que faz referências aos limites de palavras, pois o restante caiu no comum.

  34. mariasantino1
    18 de janeiro de 2016

    Oi, tudo bem?

    Então, não curto alusões ao desafio. Acho um recurso que não me desce nada bem. Mas, independente disso, histórias de amor ainda são meu fraco, ainda mais da forma que você executou, sem dizer a idade do casal, possibilitando que se possa imaginar pessoas mais maduras. >>>>> “Existem coisas mais importantes do que nascer em um romance.” Frase muito linda.

    Enfim, um conto que (pra mim) pecou por usar o recurso de citar o desafio, mas que mostra uma execução competente, firme, de quem sabe o que quer.

    Boa sorte.

  35. elicio santos
    18 de janeiro de 2016

    Não me empolgou. A metalinguagem não se adequa ao contexto. Talvez ficaria melhor se os personagens fossem apresentados como uma criação de um dos escritores aqui do E.C. criaturas que brotam do nada e permanecem eternos num universo ficcional específico. Mas eles surgem como entes “reais”, de um modo pouco conexo. O casal não produz empatia no leitor. Achei fraco.

  36. Simoni Dário
    18 de janeiro de 2016

    Um enredo feito para não dar em história nenhuma, mas que acaba dando. Tenho que reconhecer que o autor é ousado. “Para expressar tudo o que sente” nem sempre preciso de palavras…
    Primeiro pensei: que é isso? Depois fiquei pensando no texto e li de novo, daí pensei: O QUE É ISSO?? Isso é um BAITA talento, Simoni. Prazer autor, e parabéns!
    Bom desafio!

  37. Brian Oliveira Lancaster
    18 de janeiro de 2016

    BODE (Base, Ortografia, Desenvolvimento, Essência)

    B: Metalinguagem bem utilizada, ironizando de leve o próprio desafio. – 9
    O: Escrita leve e fluente, sem grandes floreios, mas eficiente em transmitir as sensações. – 8
    D: De início um tanto travado, apesar de ter gostado da história. Utilizar o limite como desculpa casou bem com a referência ao romance. Captei a mensagem romântica nas entrelinhas e isso foi ótimo. – 8
    E: Senti falta de um início e fim, mas talvez a intenção tenha sido justamente essa. Jogar-nos diretamente no envolvimento dos personagens. – 8

  38. Rubem Cabral
    18 de janeiro de 2016

    Olá.

    Gostei do conto, em linhas gerais. O tema metalinguagem Já foi muito explorado, mas parece sempre haver como se extrair um pouco mais. O romance de fundo e os diálogos leves formaram uma amálgama agradável e homogênea.

    Abraços e boa sorte.

  39. Eduardo Selga
    18 de janeiro de 2016

    BASEIA-SE NA METALINGUAGEM o conto em questão, um recurso discursivo e literário, diga-se de passagem, tão válido quanto qualquer outro. Mas “Nossas Últimas Palavras” não é muito mais do que o uso desse recurso, porque a narrativa é um tanto vazia. São dois personagens nascidos no interior de uma obra literária, um romance, e ela sem muito êxito, cobra dele que expresse seus sentimentos.

    O fim do conto é como se fora qualquer cena de romance: a todo instante que o leitor revisitá-la ela estará lá, sem mudanças formais. “Dançaram eternamente” significa essa repetição. Porém é preciso lembrar que a revisita pelo mesmo leitor à mesma cena pode engendrar leituras diferentes. Por esse motivo o “eternamente” parece-me apenas em parte adequado ao uso da metalinguagem.

  40. Gustavo Castro Araujo
    17 de janeiro de 2016

    Muito bacana! Excelente sacada ao falar de todos nós, de nosso mundo aqui no EC e, ao mesmo tempo, brincar — no bom sentido — com os sentimentos. Uma pequena história de amor, muito bem escrita, que absorve e nos deixa com sorriso bobo no rosto ao final da leitura. Excelente!

  41. Andre Luiz
    17 de janeiro de 2016

    Inicialmente, parecia ser mais uma brincadeira com o limite dos desafios do EC(que, por sinal, nunca deixaremos de fazer), mas o conto revelou-se belo a partir do momento em que iniciou seu clímax. Encontrei tamanha perfeição nos relatos dos dois amantes que a frase final quase me passou despercebida. Uma ambiguidade, certamente, que tornou tudo ainda mais charmoso. Boa sorte!

  42. José Leonardo
    16 de janeiro de 2016

    Olá, Maria Antonia.

    Interessante a comparação entre a situação do casal (a cobrança feminina) e o ato de escrever (em dado momento, pareceu aquelas trocas de ideias no EC – Autores de uma rede social). A frase final ficou ambígua, para mim, mas ambiguidade num ponto capital para eu definir se gostei ou não, e como posso avaliá-lo.

    Sucesso neste desafio.

  43. Bruno Eleres
    16 de janeiro de 2016

    Gostei da ideia de relacionar a criação dos personagens e sua consciência em nascer ali (coisas mais importantes do que nascer em um romance), mas, por algum motivo, não funcionou inteiramente para mim. Os personagens me pareceram ter saído de um chick-lit.

  44. Bia
    16 de janeiro de 2016

    Achei interessante a ideia, mas não consegui me animar com o desenvolvimento. A repetição de termos,principalmente pronomes, me incomodou um pouco.Talvez mereça uma segunda leitura antes de estabelecer os meus escolhidos, pois gosto de contos nesse estilo. Escrevi um quase nesse estilo para o desafio, quase rs.

  45. Rogério Germani
    15 de janeiro de 2016

    Um conto retórico. O uso da metalinguagem está aí apenas para ouvir o próprio questionamento.

  46. Sidney Rocha
    15 de janeiro de 2016

    Achei mediano.

  47. Sidney Rocha
    15 de janeiro de 2016

    Achei exagerado o uso de artigos e pronomes. O enredo tem tudo pra funcionar, mas da próxima vez tente brincar mais com o lirismo e o casamento das palavras que, nesse caso, poderia aceitar alguma repetição. Boa sorte!

  48. Ricardo de Lohem
    15 de janeiro de 2016

    Acho que uma coisa ilógica foi a frase “Você tem apenas 150 palavras para me dizer o que sente.” Isso já consumiu 11 palavras, então deveria ser: “Você tem apenas 139 palavras para me dizer o que sente.”, e o restante do conto seria a resposta! O título poderia ser: “139 Palavras”. Não acha que teria ficado muito melhor? Não gostei dele ter apenas fugido do desafio. Mas é uma história interessante, bom conto o seu, Boa Sorte!

  49. Leda Spenassatto
    15 de janeiro de 2016

    Dançaram eternamente. Essa frase é eternamente desnecessária, ao meu ponto de vista. É legal o tema, mas precisa ser melhor explorado, sem muitas repetições e rodeios.

  50. Thata Pereira
    15 de janeiro de 2016

    Logo no primeiro parágrafo tem uma frase que repete a palavra “própria” duas vezes, a repetição me incomodou um pouco e fiquei voltando a frase para ler. Lembrei de uma música da Tulipa Ruiz que diz “só sei dançar com você, isso é o que amor faz” rs’
    A expressão “nascer em um romance” me fez questionar se esses dois existem, pois não expressa a intenção de fazer nascer um romance, mas de se nascer em um romance (??). Seria isso?

    Boa sorte!

  51. Sidney Muniz
    15 de janeiro de 2016

    Bom, eu acho que seria legal o lance das 150 palavras se o título fosse: 150 palavras para dizer o que sente…

    Daí começava: Você me desafio a dizer o que sinto com 150 palavras… e por aí vai. Algo do tipo.

    Da forma feita não senti a relação, ou melhor, já começa perdendo palavras, pois teríamos que descontar algumas, com ela fazendo o desafio.

    Ainda assim me ganhou pela doçura da narrativa, pois a escrita tem uma atmosfera melódica que me agrada.

    Num geral é um bom texto!

    Parabéns e boa sorte!

  52. Anorkinda Neide
    15 de janeiro de 2016

    Eu gosto muito da metalinguagem! 🙂
    Seu texto é perfeito na escrita e na fluidez e na inteligencia de desenvolvê-lo em 150 palavras. Parabens!
    Achei um pouco confuso o lance dos números mas é deficiência minha, qd vejo números já tremo e perco o foco.. rsrsrs
    Gostei do final que deu um impacto pequeno mas foi auxiliado pela sensibilidade inserida nele.
    Boa sorte!
    Abraço
    Na verdade, eu considerei final a última fala, a frase ‘dançaram eternamente’, pra mim, é totalmente dispensável.

  53. Fabio Baptista
    14 de janeiro de 2016

    Então… é raro eu gostar desses textos que fazem alusão ao desafio, criando um tipo de metalinguagem.

    Aqui, infelizmente, prevaleceu a regra… não curti muito não.

    Não vi muita relação do número de palavras com a dança e isso tirou boa parte do impacto que poderia ter.

    Abraço!

  54. Claudia Roberta Angst
    14 de janeiro de 2016

    Bom, parece que o moço aí preferia dançar do que falar. Palavras eram menos importantes do que o momento que viviam, apesar do vinho ruim.
    Uma ideia criativa, diferente, mas sem muitos atrativos.
    Bem escrito, o conto desenvolve-se sem entraves.
    Boa sorte!

  55. Davenir Viganon
    14 de janeiro de 2016

    Achei criativo o uso das coisas do desafio. Por causa da primeira frase, imagino que faria sentido também para um leitor que não conhecesse nada deste blog e dos desafios. Afinal a falta de jeito com as palavras é uma característica associada aos homens. O resultado eu gostei, ficou leve e bom de ler.

  56. Daniel Vianna
    14 de janeiro de 2016

    Criativo o lance das 150 palavras. Só não entendi a expressão “nascer num romance”. De resto, bem criativo e bem bolado.

  57. Renata Rothstein
    14 de janeiro de 2016

    na verdade ela não fazia questão da resposta….achei bem adolescente.

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Informação

Publicado às 14 de janeiro de 2016 por em Micro Contos e marcado .